31 de mai. de 2013

Alicia Keys to go forward with Israel concert, despite pressure from BDS movement

Alicia Keys to go forward with Israel concert, despite pressure from BDS movement

Alicia Keys
Alicia Keys said Friday that she plans on going forward with her scheduled July concert in Israel, despite pressure from activists to drop the gig, the New York Times reported.

Just days after Alicia Keys confirmed her summer performance in March, the Boycott, Divestment and Sanctions campaign began to kick into gear, and websites, Facebook pages, and petitions urging Keys to cancel her plans to play Tel Aviv started popping up.

Alice Walker, the renowned American author of "The Color Purple" and a proponent of the BDS movement against Israel, has published an open letter urging Keys to cancel the concert.

She said in her letter that although she has never met Keys, "It would grieve me to know you are putting yourself in danger (soul danger) by performing in an apartheid country that is being boycotted by many global conscious artists."

Invoking the civil rights movement she fought in that the 33-year R&B star is too young to have known personally, Walker calls a boycott of Israel "our only nonviolent option and, as we learned from our own struggle in America, nonviolence is the only path to a peaceful future."

Responding to the calls to boycott Israel, Keys said Friday to the New York Times:“I look forward to my first visit to Israel. Music is a universal language that is meant to unify audiences in peace and love, and that is the spirit of our show.”
    Israelense cria relógio que alerta usuário para ataque cardíaco

Israelense cria relógio que alerta usuário para ataque cardíaco

 O aparelho é sincronizado com o Bluetooth, Android ou dispositivos de iPhone, que fazem leituras minuto a minuto da freqüência cardíaca e dos níveis de oxigênio no sangue.

O pesquisador e empresário Leo Eisen criou um relógio capaz de alertar o usuário quando ele estiver prestes a sofrer um ataque cardíaco. O objetivo é permitir que as pessoas tenham tempo para serem atendidas por um médico rapidamente.



Segundo Eisen, o dispositivo chamado Oxitone utiliza dois sensores óticos e outra ferramenta especial de alta tecnologia. Ele afirma que o aparelho chegará ao mercado nos próximos 18 meses. Esse relógio é sincronizado com o Bluetooth, Android ou dispositivos de iPhone, que fazem leituras minuto a minuto da freqüência cardíaca e dos níveis de oxigênio no sangue. Os níveis de oxigênio no sangue são um parâmetro crítico no monitoramento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.

“O Oxitone fornece monitoramento contínuo, non-stop, enquanto a pessoa está andando, comendo, dormindo ou fazendo esportes”, diz Eisen. 
Participação na Wizo – o carinho e o reconhecimento familiar

Participação na Wizo – o carinho e o reconhecimento familiar


Ser uma ativista Wizo ocasiona muitas alegrias. É sempre gratificante saber que com nossa participação e envolvimento há a oportunidade de contribuir para a melhoria de condições de nossos semelhantes. Porém, muito mais que dar e doar, quem participa deste trabalho tem uma alegria maior: a de ver seu esforço reconhecido em sua própria família, por aqueles que lhes são caros. Foi assim no início desta semana na sede Wizo-Rio: o Grupo Menorah abrilhantou a reunião de seu Subcentro, o Ahuva Kestelman, com uma linda parte cultural a respeito de Shavuot. E, além do prestígio de todas as demais ativistas, teve convidadas mais do que especiais!
O Grupo Menorah realizou interessante parte cultural a respeito
da festa de Shavuot, tendo a chaverá Tuba Muller como relatora
O Grupo Menorah recebeu como convidadas especiais
Rebeca, Helena e Rebeca (abaixo), que vieram prestigiar sua mãe e tia,
a chaverá Tuba Muller, assim como as demais participantes do Grupo
e do Subcentro Ahuva Kestelman. Uma tarde de cultura, de judaísmo e,
acima de tudo, de amor e respeito filial. Algo que só a Wizo faz acontecer!

Saiba mais sobre a Wizo-Rio: acesse aqui.
Israelenses criam robô que detecta doenças dentro das células

Israelenses criam robô que detecta doenças dentro das células

Glóbulos vermelhos no coração humano (Foto: Ton Haex)

Pesquisadores do Instituto Weizmann estão trabalhando em um “nanorrobô” que caminha pelo sistema circulatório, detectando doenças e tratando-as no local. Os estudos têm sido promissores. Para que esse robô funcionasse, seria necessário que ele fosse menor do que uma célula humana, mas muito sofisticado para poder se comunicar com ela. 

Para chegar a esse resultado, os pesquisadores criaram um computador parecido com a estrutura que constitui o corpo humano, o DNA. Os cientistas conseguiram criar um dispositivo genético que opera de forma autônoma em células bacterianas. 

Ele escaneia as células para verificar se todos os genes ali presentes estão expressos como deveriam, já que moléculas defeituosas ocasionam rupturas na expressão genética. Células cancerígenas, por exemplo, expressam nos genes falhas relacionadas ao crescimento das células, o que faz com que cresçam rapidamente e deem origem aos tumores. 

O dispositivo é pré-programado com dados sobre a célula, sendo assim, se as informações encontradas dentro dela baterem com as já informadas, o sistema gera uma proteína que emite uma luz verde. Os especialistas afirmam que, no futuro, a proteína que emite luz poderá ser substituída por outra que fará com que as células se autodestruam, caso, no diagnóstico, sejam verificadas falhas. 

O próximo passo dos pesquisadores é trabalhar com essa bactéria dentro do corpo humano, o que não deve ser um problema, já que o nosso corpo contém aproximadamente 10 vezes mais células bacterianas do que humanas. 

Ainda maior avanço representa a possibilidade de que esses dispositivos funcionem dentro de células humanas, mas isso ainda deve levar algum tempo, já que as células humanas são muito mais complexas do que as bacterianas. A pesquisa foi publicada nos Relatórios Científicos da Nature.


Carta de Alfred Dreyfus é leiloada por 457 mil euros

Carta de Alfred Dreyfus é leiloada por 457 mil euros

Documento que contém a decisão da Corte de Cassação
da França sobre o capitão Alfred Dreyfus (AFP, José Navarro)
Uma carta escrita em 1895 pelo capitão de artilharia Alfred Dreyfus, judeu francês acusado injustamente de traição, foi arrematada por 457 mil euros em um leilão na Sotheby's, em Paris. 

A carta, redigida um ano depois em que ele foi condenado e afastado do Exército, foi escrita em sua cela na ilha de Re (em frente à costa atlântica francesa) e enviada ao Ministério do Interior. 

Nela, ele diz: "Fui condenado pelo crime mais infame que um soldado possa cometer, e sou inocente". Vítima de um contexto de antissemitismo e espionagem - caso que levou o escritor Emile Zola a publicar sua famosa carta "Eu Acuso" -, Alfred Dreyfus foi reabilitado apenas em 1906. Seu neto, Charles Dreyfus, se opôs à venda, ressaltando o grande interesse histórico da carta.


Aprovada nacionalidade portuguesa para descendentes de judeus sefaraditas

Aprovada nacionalidade portuguesa para descendentes de judeus sefaraditas

O Parlamento português aprovou, por unanimidade, a nacionalidade portuguesa para os descendentes dos judeus sefaraditas expulsos do país a partir do século XV. Porém, eles terão que demonstrar que pertencem “a uma comunidade sefaradita de origem portuguesa, com base em requisitos objetivos comprovados de ligação a Portugal, com sobrenome específico, idioma familiar, descendência direta ou colateral”. Alvos de perseguição na Espanha, estas comunidades refugiaram-se em Portugal a partir do século XV, onde uma lei promulgada pelo rei D. Manuel lhes garantia proteção, situação que se alterou em 1496 quando o mesmo rei determinou a expulsão de todos os judeus sefaraditas que não quisessem se converter ao cristianismo.
Israelense cria relógio que alerta sobre ataque cardíaco

Israelense cria relógio que alerta sobre ataque cardíaco


O pesquisador e empresário Leo Eisen criou um relógio capaz de alertar o usuário quando ele estiver prestes a sofrer um ataque cardíaco. O objetivo é permitir que as pessoas tenham tempo para serem atendidas por um médico rapidamente. Segundo Eisen, o dispositivo "Oxitone" utiliza dois sensores óticos e uma ferramenta especial de alta tecnologia.
O aparelho, que chegará ao mercado nos próximos 18 meses, é sincronizado com o Bluetooth, Android e dispositivos de iPhone que fazem leituras, minuto a minuto, da frequência cardíaca e dos níveis de oxigênio no sangue, que são um parâmetro crítico no monitoramento da doença pulmonar obstrutiva crônica. “O Oxitone fornece monitoramento contínuo, non-stop, enquanto a pessoa está andando, comendo, dormindo ou fazendo esportes”, explica Eisen.

Água, a Luz Líquida

Água, a Luz Líquida



“A Cabalá chama a água de Luz Líquida.

Luz é energia cósmica. A qualidade específica da Luz que a água incorpora é a compaixão, a misericórdia.

Da mesma forma que o ar, o fogo e a terra, a água é um dos elementos da natureza. Contudo, é interessante observar que a superfície da Terra consiste de 70% a 80% de água – os oceanos, os mares, os rios.

O ar é ligado à nossa mente intelectual, ao nosso raciocínio; o fogo é a força dinâmica, o entusiasmo, a força incentivadora, enquanto a terra está ligada às coisas práticas, do cotidiano.

Segundo a astrologia, pesquisas e estudos, a água, além de ser um elemento físico, está ligada à nossa vida emocional.
Segundo a Cabalá, a água é o veículo, o meio que traz para o mundo físico a energia da Luz Líquida, da compaixão. É uma inteligência viva, e sua influência é também energética.

Podemos usar as meditações com as letras do quadro com os 72 nomes para que a Luz entre na água e também em nossa alma, mente e corpo, penetrando na memória genética... para nos despoluir e descontaminar do que faz mal.”

Trechos retirados da apostila Kabbalah 1, ensinamentos básicos, que pode ser adquirida no link: 


Shabat Shalom a todos!!
Exército de Israel prende soldado que botou silicone para aumentar seios

Exército de Israel prende soldado que botou silicone para aumentar seios

O Exército IDF  israelense prendeu por 21 dias no quartel uma soldado pelo fato dela ter se submetido a uma operação para aumentar os seios sem o consentimento de seus superiores. O caso, divulgado nesta quinta-feira pela edição digital do jornal Yedioth Ahronoth, ocorreu em uma base do sul do país.
A recruta, que não teve a identidade revelada, tinha pedido há meses permissão de seus comandantes para se submeter à cirurgia. O Exército negou a solicitação ao considerar que a cirurgia era desnecessária e prejudicaria seu trabalho, já que exigiria uma recuperação de várias semanas, o que a afastaria do trabalho.
"Segundo o regulamento militar, os tratamentos médicos eletivos requerem autorização do comandante e dos profissionais do Corpo Médico", disseram fontes militares ao alegar que não podiam prescindir dela durante semanas. A soldado se submeteu à operação cirúrgica durante as curtas férias da festividade da Pessach (Páscoa judaica), realizada no início de abril, com um médico privado.
Ao seu retorno, e após perceber a mudança estética, um oficial com categoria de tenente-coronel a submeteu a julgamento disciplinar por "não cumprir ordens de comandantes" e ter "causado prejuízo à propriedade militar". Este é o argumento que o Exército israelense costuma aplicar contra soldados que chegam a se ferir para conseguir um boletim médico que os permitem sair da base e ficar em casa durante vários dias.

Israel pune militares por fotos sensuais no Facebook
Assad ameaça Israel e não confirma entrega de mísseis russos

Assad ameaça Israel e não confirma entrega de mísseis russos

Assad na TV
Numa entrevista, transmitida pela televisão oficial síria e num canal de televisão libanês próximo da guerrilha do Hezbollah, o presidente sírio Bashar al-Assad foi vago quanto à entrega de mísseis terra-ar russos S-300. 

Horas antes, o jornal libanês Al-Akhbar, antecipando a entrevista, havia dito que o Presidente confirmava a entrega das armas.

Nas declarações transmitidas, Assad reconheceu, apenas, que acordos "anteriores" de fornecimento de armamento estão a ser cumpridos pela Rússia. 

"Todos os acordos assinados com a Rússia serão cumpridos e uma parte já está a sê-lo," afirmou Assad, sem concretizar o tipo de armas fornecidas.

O Presidente afirmou ainda que a Síria não irá tolerar mais nenhuma "agressão" por parte de Israel a qual, a suceder, terá resposta.

Israel garantiu que irá "impedir" que os mísseis caiam em mãos capazes de os usar contra si, nomeadamente o Hezbollah, reconhecendo ainda não pretender uma "escalada" no conflito.

Só em 2014

Dois jornais russos, esta sexta-feira, garantem que é improvável que os mísseis sejam entregues ainda em 2013. Uma fonte anónima da indústria russa de armamento afirmou também, à agência russa Interfax, que a entrega dos S-300 não deverá acontecer antes do outono. 

Aliás, de acordo com o jornal francês Le Monde, os diários Vedomosti e Kommersant afirmam que, segundo contratos assinados em 2010 no valor de um milhão de dólares, "a entrega dos mísseis só se realizará no segundo semestre de 2014." 

Serão necessários ainda seis meses para formar e treinar pessoal sírio no manuseamento dos mísseis e plataformas de lançamento, antes destes se tornarem operacionais. 

Os mísseis S-300 são armas sofisticadas capazes de intercetar aviões em pleno voo ou mísseis teleguiados. A Rússia considera-os fundamentais para que a Síria se possa defender de agressões externas ou de uma intervenção internacional semelhante à sucedida na Líbia na luta para depor Muammar Kadhaffi. 

Ameaça a Israel

A entrega dos mísseis anunciada pela Rússia, logo após a União Europeia ter levantado o embargo de armas aos rebeldes, agravou a tensão entre Israel e a Síria.

Na entrevista, o Presidente sublinhou que a Síria irá "responder" à próxima agressão israelense.

"Informámos todas as partes que nos contactaram de que responderemos a qualquer agressão israelita da próxima vez," disse Assad.

Israel já efetuou três ataques aéreos em solo sírio, contra o que disse serem comboios de reabastecimento de armas, provenientes do Irão e destinados ao Hezbollah. Os mísseis poderão impedir novos ataques aéreos israelitas. 
Nova frente nos Monte Golã

A artilharia israelita tem ainda disparado contra posições sírias na zona tampão dos Montes Golã, sempre que caem, do seu lado da fronteira, obuses aparentemente provenientes de combates entre rebeldes e forças governamentais sírias.

"Há claramente uma pressão popular para abrir uma nova frente de resistência nos monte Golã," afirmou Assad.

De acordo com o jornal israelita Haaratz, o conselheiro para a segurança nacional israelita, Yaakov Amidror, terá afirmado, numa conferência com diplomatas europeus, que Israel "não iria deter a entrega dos mísseis S-300" mas que "iria impedir que estes se tornassem operacionais." 

O ministro da Água e Energia, Sylvan Shalom, sublinhou por seu lado numa entrevista à rádio pública de Israel que o grande perigo é que as "armas estratégicas" que a Síria detém caiam em mãos capazes de as usar contra Israel, "nomeadamente a guerrilha libanesa do Hezbollah."
Shabat, 1 junho, 2013

Shabat, 1 junho, 2013


23 Sivan, 5773

Leitura da Torá: Parashat Shelach

Nesta Data:
Jeroboam faz uma barricada a Jerusalém (797 AEC)
Após o falecimento do Rei Shelomô em 797 AEC, Jeroboam ben Nebat, membro da tribo de Menassê, incitou dez das doze tribos de Israel a se rebelarem contra o filho e herdeiro de Shelomô, Rehoboam. 

A Terra Santa foi dividida em dois reinos: “O Reino de Israel” ao norte, com Jeroboam como rei e Samaria como capital; e ao sul o “Reino de Yehudá” com sua capital Jerusalém, onde Rehoboam reinou sobre as duas tribos (Yehudá e Beniamin) que permaneciam leais à casa real de David. 

O centro espiritual do país, porém, permaneceu Jerusalém, onde estava o Templo Sagrado construído por Shelomô, e onde todo judeu era obrigado a fazer uma peregrinação três vezes ao ano para os dias festivos de Pêssach, Shavuot e Sucot. Considerando isso uma ameaça à sua soberania, Jeroboam colocou, a 23 de Sivan, obstáculos nas estradas para impedir a peregrinação do povo a Jerusalém. Em vez disso, ele introduziu a adoração de dois ídolos na forma de bezerros de ouro, que ele consagrou nas fronteiras norte e sul de seu reino.

As barricadas permaneceram no lugar durante 223 anos, até que Hosea ben Elah, o último rei do Reino Norte as removeu em 15 de Av de 574 AEC. A esta altura, as dez tribos que ali residiam já tinham sido expulsas da terra numa série de invasões por diversos reis babilônios e assírios. A última dessas invasões ocorreu em 556 AEC, quando Shalmanessar da Assíria conquistou completamente o Reino de Israel, destruiu sua capital, exilou o último dos israelitas que ali morava, e restabeleceu o país com povos estrangeiros de Kutha e Babilônia. 

Estes povos – depois conhecidos como “Samaritanos” – assumiram uma forma de Judaísmo como religião, mas nunca foram aceitos como tal pelos judeus; mais tarde, construíram seu próprio templo no Monte Gerizim e se tornaram inimigos ferrenhos dos judeus. 

Nunca mais se ouviu falar das “Dez Tribos Perdidas de Israel”, e esperam a chegada de Mashiach para se reunirem com o povo judeu. 

This is Yityish Aynaw, the first black woman ever to become Miss Israel.

This is Yityish Aynaw, the first black woman ever to become Miss Israel.

This is Yityish Aynaw, the first black woman ever to become Miss Israel.

Israel is only 65 years old, but the Miss Israel pageant has occurred each of the past 63 years. Aynaw is the first Ethiopian to win the pageant. She made a significant impression on judges (and the world, obviously) when she told them she should win because it was time for a black woman to hold the title.
Her crowning in February came amidst ongoing protests of discrimination against Israel’s Ethiopian community. Israeli officials are investigating allegations that Ethiopian women were given contraceptive shots without full consent, which many activists blame for the 50% decline in the Israeli Ethiopian community’s birthrate.
Thousands of Ethiopians were airlifted to Israel in 1984 and 1991 to escape civil war, but Aynaw’s grandparents moved there in 2000. She went to live with them in March 2003 at age 12 following the death of her mother, who had become suddenly ill (her father passed away when she was a year old, but she doesn’t know of what causes).
When she got to Israel, Aynaw didn’t speak a word of Hebrew, but she became fluent in it at her Jewish boarding school in Haifa. In an excellent recent profile of the beauty queen, Tablet describes her Hebrew now as “accentless and expressive.” Though pageant contestants typically compete using Hebrew names, Aynaw chose not to. “Yitayish” translates to “look,” or “looking toward the future,” Aynaw told Tablet — in Amharic.

On Thursday, Aynaw met President Obama at the state dinner hosted by Israel’s president Shimon Peres.

On Thursday, Aynaw met President Obama at the state dinner hosted by Israel's president Shimon Peres.

The White House invited her upon learning she was the first black immigrant to win the Miss Israel title.
Aynaw told the BBC, “I was influenced and inspired by Obama. Like him, I was also raised by my grandmother. Nothing was handed to me on a plate, and like him I also had to work very hard and long to achieve things in my life. To this day he inspires me just as he inspires the rest of the world.”

In this clip, you can watch Aynaw speak to Jewish News One about her invitation to meet the POTUS.

And she spoke to the press about her intention to tell Obama to free Jonathan Pollard.

Pollard is serving a life term in North Carolina for spying on the U.S. for Israel, charges he pled guilty to in 1987.
Aynaw, who was managing a shoe store in the town of Netanya before being crowned Miss Israel, hopes to be an Israeli diplomat one day.

The beauty also covers La’Isha magazine — Israel’s equivalent of Vogue — which sponsors the pageant.

The beauty also covers La'Isha magazine — Israel's equivalent of Vogue — which sponsors the pageant.

And just like in Vogue, black cover models seem to be a rarity.

When she won the pageant, she was photographed hugging her brother in tears.

When she won the pageant, she was photographed hugging her brother in tears.
You can watch footage of her win and her cover shoot for La’Isha in this video.
Correction: An earlier version of this article stated that Israeli officials had admitted to giving Ethiopian women birth control shots without their consent. The story has been updated to state that they are investigating allegations of this practice.
Rabino, ortodoxo e gay

Rabino, ortodoxo e gay


Jonathan e Davi, em ilustração de Caspar Luiken (séc. 18). Crédito Reprodução
Em meio a discussões sobre disputas armadas, sobre guerras na Síria, mísseis no Líbano, explosões no Iraque –nos esquecemos das guerras internas. Não as civis, mas aquelas que disputamos sozinhos, todos os dias, às vezes em vias de sermos derrotados. Dilemas morais, crises éticas, crises de identidade.
O jornal israelense “Haaretz” nos lembra de uma dessas guerras, em sua edição de final de semana (leia a reportagem aqui, se tiver senha de acesso). É a história do rabino Steven Greenberg –ortodoxo e gay.
Greenberg conta à repórter Dalia Karpel, no texto do “Haaretz”, como foi a luta de descobrir-se gay durante a infância e, ao mesmo tempo, dedicar-se à carreira de rabino na comunidade ortodoxa judaica. Afinal, Levítico 20:13 escreve que “Se um homem se deita com um homem assim como faz com uma mulher, ambos cometeram uma abominação” (a tradução é livre).
“Eu digo aos rabinos: Não estou pedindo que vocês modifiquem a halakha [conjunto de práticas]. Estou pedindo que vocês assumam a responsabilidade por todos os seres humanos, incluindo aqueles nascidos gays”, afirma Greenberg, que transformou suas contradições em material de estudo.
O rabino esteve em Jerusalém por ocasião do lançamento de seu livro, “Wrestling with God & Men: Homossexuality in the Jewish Tradition”, em hebraico. A edição americana já tem dez anos.
A obra de Greenberg é dividida em quatro partes. A primeira traz textos sagrados e discussões sobre a homossexualidade. A segunda reúne relatos do amor entre homens (Davi e Jonathan, na Bíblia, por exemplo). Na terceira parte, ele discute o texto de Levítico. Por fim, escreve sobre como as sinagogas podem ser mais inclusivas em relação aos homossexuais.
A questão é multifacetada, por aqui. Tel Aviv é considerada uma das cidades mais gays do mundo. Casais homossexuais andam de mãos dadas, na praia. Há festas, há bares –e Israel tem seu próprio diretor gay, Eytan Fox, cujo filme “Yossi” (2012) abre uma mostra de cinema israelense em São Paulo em junho.
Mas a importância da religião para o Estado e sua aparente contradição estrutural em relação à homossexualidade são uma constante fonte de atrito. Com a vantagem de que a questão vem sendo discutida nos círculos rabínicos. Recentemente, o nova-iorquino Yosef Kanefsky escreveu que:
Decidimos que homossexuais podem muito bem ser parte da condição humana. De acordo, decidimos que homossexuais não deveriam mais ter de pagar o preço psicológico e emocional, e até físico, para nosso conforto teológico
Greenberg dá sua opinião:
As pessoas estão começando a entender que não há apenas um único tipo de sexualidade. No passado, um dos maiores sábios judaicos de sua geração, Moshe Feinstein, descreveu a homossexualidade como uma rebelião contra Deus e como uma doença, mas agora isso é percebido como uma diferença normal. Há pessoas de esquerda, eu sou de direita. Você tem olhos marrons, os meus são azuis. Somos apenas diferentes

30 de mai. de 2013

Cochin: Jew Town

Cochin: Jew Town

When one thinks of the name Jew Town, a small city in India certainly doesn’t come to mind. However the southern Indian port city of Cochin (known today as Kochi) gained this title after the Hindu Raja granted the Jews their own area during the Middle Ages.
A crumbling old Cochin synagogue (photo credit: CC-BY, Emmanuel Dyan via Flickr)
A crumbling old Cochin synagogue (photo credit: CC-BY, Emmanuel Dyan via Flickr)
Surprisingly, here in India, the Jewish community generally enjoyed and maintained its religious freedom throughout the ages, when Jews across Europe experienced brutal anti-Semitism regularly.
The origin of the Jewish community in India is not certain. Traditionally Kochi Jews trace their lineage back to the time of the Roman destruction of the Second Temple in 70 C.E. Some even claim to go as far back as the Assyrian exile in 722 B.C.E. The Book of Esther actually contains the first written mention of Jews in India when King Ahashverosh refers to the Jews dispersed across his wide empire from Hodu (Hebrew for India) to Kush (Ethiopia).
Before being absorbed by India after it declared independence in 1947, Kochi was under multiple colonial powers: the Portuguese (1498–1663), Dutch (1663–1795), and British (1797–1947).
Pardesi Synagogue (photo credit: CC-BY exfordy/Brian Snelson/via Flickr)
The glorious Pardesi Synagogue (photo credit: CC-BY exfordy/Brian Snelson/via Flickr)
The original  Indian Jews are known as the Malabar Jews from Kerala. In contrast, the Sephardi Jews who fled the Inquisition from Spain, Portugal, and Holland were known as Pardesi or Paradesi (means “foreigner” in Malayalam).
When India was under Portuguese rule, the Jews did experience some religious persecution, culminating with the burning of the Paradesi Synagogue. However, this was later rebuilt with the help of the Dutch and the Hindu maharaja.
Today, only a handful of Jewish families remain as most have moved to Israel post-1948. The few families who do remain fear that their Jewish community will soon be extinct and centuries of history forgotten. As a result of this fear, tourists are welcomed with open arms and with food on the table in the hope that Cochin shall remain known as “Jew Town.”
– compiled by Simon Fidler
Jew Street, Cochin. (photo credit: CC-BY diametrik/Lian Chang/ via Flickr)
Jew Street, Cochin. (photo credit: CC-BY diametrik/Lian Chang/ via Flickr)

Leia também: 


Rana Raslam
Alice Walker, Roger Waters urge Alicia Keys to cancel TLV gig

Alice Walker, Roger Waters urge Alicia Keys to cancel TLV gig

Pulitzer Prize-winning author and activist Alice Walker, a prominent American supporter of the Boycott, Divestment and Sanctions movement against Israel, asked pop star Alicia Keys on Wednesday to cancel her upcoming Tel Aviv concert appearance, scheduled for July 4.
In an open letter posted online, Walker wrote that Keys was putting herself in “soul danger” by performing in “an apartheid country that is being boycotted by many global conscious artists. You were not born when we, your elders who love you, boycotted institutions in the US South to end an American apartheid less lethal than Israel’s against the Palestinian people.” 

Walker urged Keys to educate herself on the issue and compared the BDS movement to the civil rights activists who staged theMontgomery Bus Boycott in 1955, which “fundamentally changed” America.

“A cultural boycott of Israel and Israeli institutions (not individuals) is the only option left to artists who cannot bear the unconscionable harm Israel inflicts every day on the people of Palestine, whose major ‘crime’ is that they exist in their own land, land that Israel wants to control as its own,” Walker wrote, adding that the Israeli system is “cruel, unjust, and unbelievably evil” and is the cause of “much of the affliction in our suffering world.”

Walker last year refused to authorize a new Hebrew translation of her acclaimed novel “The Color Purple.” She is actively involved with the BDS movement on the UC Berkeley campus in California, where in April the student union passed a resolution calling for the university to divest from companies that have contracts with Israel’s military.

Musician Roger Waters of Pink Floyd fame, himself a prominent BDS supporter, also urged Keys to cancel her appearance Wednesday.

Waters, who in March convinced Stevie Wonder to cancel an appearance at an IDF event in Los Angeles, invited Keys to “join the rising tide of resistance” and noted that “nothing has changed since the bad old days of apartheid South Africa and Segregated America. We must stand united with all our brothers and sisters against racism, colonialism, segregation and apartheid.”

The debate over Keys’s appearance in Israel has branched out to social media, with Israel supporters launching multiple Facebook pages in support of her arrival, only to be countered by pro-BDS campaigns.

Keys’s official Facebook page on Wednesday, in the wake of the additional publicity generated by Walker and Rogers, featured multiple extended debates on her Tel Aviv concert, with fans sounding off both for and against in comments underneath unrelated pictures from Keys’s world tour. She is currently in England.

Alice Walker (photo credit: CC BY Virginia DeBolt/Wikipedia)
Alice Walker (photo credit: CC BY Virginia DeBolt/Wikipedia)
Keys, 32, is one of the most successful pop and soul singers of the past decade, with sales of over 35 million copies of her albums and 14 Grammy Awards to her name. 
“I’m excited to go to new places on this tour, among them Tel Aviv. I plan on bringing with me a show full of emotion and inspiration,” Keys said when the concert was announced.
Over the past few years, while enjoying a wealth of performances by first-tier stars (Madonna, Paul McCartney, Red Hot Chili Peppers), Israelis have also faced multiple let-downs, as prominent recording artists announced their arrival and then canceled — often following pressure from BDS activists.
Earlier this year, the massive Lollapalooza music festival removed Israel from its list of venues for summer 2013, citing budgetary and logistical issues.
Salada de berinjela

Salada de berinjela

Salada de Berinjela

Ingredientes
1/2 k de berinjelas pequenas

1 maço de cheiro verde

1 cabeça de alho 
4 colheres (de sopa) de vinagre Casher 
4 colheres (de sopa) de óleo

Preparo
Corte as berinjelas em quatro, sem separar as partes, (como uma flor), verifique se não estão bichadas. Cozinhe com a casca em água com sal, sem deixar desmanchar, só até ficarem macias. Escorra e deixe esfriar. Lave, escolha e pique bem os temperos, o alho bem amassado e acrescente o vinagre e o sal.

Dentro de cada berinjela coloque um pouco do recheio. Regue com óleo e mais um pouco de vinagre. Conserve sempre na geladeira.
 Falafel

Falafel


Falafel
Ingredientes
500 g de grão de bico
1 maço de cheiro verde
1 cabeça de alho
2 pãezinhos ( molhados e espremidos)
2 cebolas médias
2 colheres (de café) de cominho em pó;
2 ovos
1 colher (de sopa) rasa de fermento em pó
sal a gosto
Preparo
Escolha o grão de bico e deixe de molho com bastante água na véspera, por mais ou menos 12 horas. Escorra. Passe todos os ingredientes na máquina de moer; duas vezes, misturando bem (menos o fermento em pó que se coloca na mistura somente na hora de fritar.) Faça pequenas bolinhas, achatando-as e frite em óleo bem quente. Sirva quente.
Sugestão para acompanhamento
Pique tomates sem semente, pepinos e cebola, temperando-os com azeite, sal, limão, hortelã, cheiro verde e também com o molho de gergelim.
Pita (pão sírio).
Berinjela com tahine

Berinjela com tahine



Ingredientes 


2 berinjelas grandes 
4 colheres (de sopa) de tahine (molho de gergelim)
2 limões (suco)
1 dente de alho esmagado 
sal a gosto 
2 colheres (de sopa) de azeite de oliva (opcional)

Preparo
Verifique as berinjelas para certificar-se da ausência de vermes abrindo-as pela netade e fazendo pequenos talhos que lhe permitam fazer um exame minucioso. Una as duas metades e queime as berinjelas direto sobre o fogo de uma chapa, até amolecer, para poder retirar a casca. Bata no liquidificador a polpa com o caldo dos limões e acrescentando os demais ingredientes, (se necessário junte um pouco de água filtrada). Deve ficar bem pastosa.
Aquilo que seu cartão visa não pode fazer

Aquilo que seu cartão visa não pode fazer

Um dos grandes chassidim da geração passada foi Reb Mendel Futerfas. Reb Mendel passou 20 anos num trabalho torturante num campo soviético de prisioneiros, pelo crime de ensinar Judaísmo. O heróico desafio de Reb Mendel estendeu-se além dos seus esforços, arriscando a vida para observar a lei judaica, indo até sua bizarra persistência em estar sempre alegre, apesar da sua situação desesperadora.

A virtude e a piedade de Reb Mendel granjearam-lhe um inigualável grau de respeito por parte de seus companheiros de prisão. Certa vez, quando estavam juntos, eles lhe perguntaram com incrédula curiosidade por que ele estava sempre feliz. No clássico estilo talmúdico, ele devolveu a pergunta a eles, perguntando por que estavam tão deprimidos. Chocados, eles responderam com aquilo que era aparentemente óbvio – cada um contou seu caso, como já tinham sido advogados, jornalistas ou políticos importantes em Moscou, e como tinham sido afastados do governo e agora estavam banidos naquele fim de mundo, a Sibéria.

Convencidos de que tinham mostrado um caso irrefutável sobre seu sofrimento, eles retornaram à pergunta principal: “Reb Mendel, por que está tão feliz?”

Ao que ele respondeu: “em Moscou eu era um judeu, e aqui sou um judeu.”

No decorrer dos últimos meses muitos homens ricos tornaram-se pobres, muitas pessoas abastadas foram empobrecidas – é uma época assustadora. Que consolo a Torá pode oferecer para aqueles cujas fortunas lhes foram tiradas?

Talvez a história de Reb Mendel possa oferecer algumas ideias. Você nunca foi um “homem rico”, você foi um homem que estava rico. Sua identidade não era, e portanto não é, sua conta bancária ou seus investimentos – vemos agora quão facilmente eles foram perdidos. Se formos presas da alegação de Roosevelt, de que “dinheiro é como marcamos os pontos”, então subimos e descemos com a bolsa de valores, e nossa identidade é puramente ganhos e perdas no papel.

Se eu fosse um “homem rico” não seria muito valioso. Um Cartão Visa não pode oferecer simpatia, uma ação da Bolsa não pode ler histórias ao pé da cama, e uma opção de aplicações financeiras não pode ajudar a compor um minyan.

Yonah foi indagado pelos outros passageiros do navio: “Qual é a sua ocupação? De onde vem, e qual é o seu nome?”

Ele respondeu: “Sou um hebreu e temo a D'us.” Meu W-2 não é quem eu sou, meu relacionamento com D'us é. O que faço para o sustento não é aquilo que faço com a minha vida.

Uma mulher certa vez pediu a bênção do Rebe para tornar-se uma datilógrafa a fim de ajudar no sustento da família. O Rebe respondeu: “Datilografe para sustentar sua família, não se torne uma datilógrafa.”

Notícias relataram que os americanos estão reexaminando suas prioridades e ajustando seus hábitos de compra. Pode haver algo positivo nisto. Essa atual queda na economia é uma oportunidade para descobrirmos quem somos; sem todas as armadilhas podemos ver muito mais claramente.

Por Baruch Epstein
Rabino Baruch Epstein é um emissário Chabad-Lubavitch em Illinois, e é rabino da congregação Beis Menachem. Ele e sua esposa Chaya são orgulhoso pais de três filhas.
Por que estamos aqui?

Por que estamos aqui?

Por que estamos aqui?


Esta, a mãe de todas as perguntas, é feita pelas diversas correntes de pensamento de Torá, cada uma a seu próprio estilo.

O Talmud declara, simples e de modo sucinto: "Eu fui criado para servir ao meu Criador." As obras moralmente orientadas de Mussar descrevem o propósito da vida como o refinamento dos traços do próprio caráter. O Zôhar afirma que D’us nos criou "para que Suas criações O conhecessem".
O mestre cabalista Rabi Ysaac Luria ofereceu o seguinte motivo para a criação: D’us é a essência do bem, e a natureza do bem é conceder bondade. Porém a bondade não pode ser concedida se não houver ninguém para recebê-la. Com esta finalidade, D’us criou nosso mundo – para que houvesse receptáculos de Sua bondade.

O ensinamento chassídico explica que estes motivos, bem como as razões dadas por outras obras cabalistas e filosóficas, são apenas as várias faces de um singular desejo Divino para a criação, como expresso nos vários "mundos" ou reinos da criação de D’us. O chassidismo oferece também sua própria formulação deste Divino desejo; que "Façamos uma morada para D’us no mundo material."

Uma Morada para D’us

O que significa tornar nosso mundo uma morada para D’us?

Um dogma básico de nossa fé é que "o mundo inteiro está repleto com Sua presença" e "não há lugar onde Ele não esteja". Portanto, não se trata de nós termos de trazer D’us ao mundo material – Ele já está aqui. Porém D’us pode estar no mundo sem se sentir em casa aqui.

1"Sentir-se em casa" significa estar num lugar que seja receptivo à sua presença, um local devotado a atender as suas necessidades e desejos. Significa estar num lugar onde você é seu "eu" verdadeiro, em oposição ao "eu" público que você assume em outros ambientes.

O mundo material, em seu estado natural, não é um ambiente hospitaleiro para D’us. Se há um aspecto comum a todas as coisas materiais, é seu egoísmo intrínseco, sua colocação do ego como alicerce e propósito da existência. Com cada molécula de sua massa, a pedra proclama: "Eu sou." Na árvore e no animal, a preservação e propagação do ser é o foco de cada instinto e a meta de cada realização. E quem mais que o ser humano elevou a ambição a tal ponto que se transformou num ideal de consumo?

A única coisa errada com todo este egoísmo é que ele empana a verdade daquilo que está por trás dela; a verdade de que a criação não é um fim em si mesma, mas um produto e veículo para Seu Criador. E este egoísmo não é uma característica incidental ou secundária de nosso mundo, mas seu aspecto mais básico. Portanto, para fazer de nosso mundo uma "morada" para D’us, devemos transformar sua própria natureza. Devemos relançar as próprias fundações de sua identidade, de uma entidade auto-orientada para algo que existe com um propósito maior que si mesmo.

Toda vez que tomamos um objeto ou recurso material e o colocamos a serviço de D’us, estamos efetuando esta transformação. Quando pegamos um pedaço de couro para fazer dele um par de tefilin, quando seguramos uma cédula de dinheiro e a damos para caridade, quando utilizamos nossa mente para estudar um capítulo da Torá – estamos efetuando tal transformação. Em seu estado inicial, o pedaço de couro proclamava "Eu existo"; agora diz: "Eu existo para servir ao meu Criador". Uma cédula no bolso diz: "A ganância é boa"; na caixa de caridade, afirma: "O propósito da vida não é receber, mas dar." O cérebro humano diz: "Enriquece a ti mesmo"; o cérebro estudando Torá diz: "Conhece o teu D’us."

A Fronteira do Ser

Há duas etapas básicas no esforço de tornar nosso mundo um lar para D’us. O primeiro passo envolve preparar o recurso material como um "receptáculo para a Divindade": moldar o couro num tefilin, doar o dinheiro para caridade, separando tempo para o estudo de Torá. O segundo passo é a utilização real desses "vasos" para servir a vontade Divina: atar os tefilin ao braço e à cabeça, utilizando o dinheiro doado para alimentar os famintos, estudar Torá, etc.

À primeira vista, poderia parecer que o segundo passo é o mais importante, enquanto que o primeiro é meramente para possibilitar o segundo, um meio para seu fim. Porém a narrativa da Torá da primeira morada para D’us construída em nosso mundo coloca grande ênfase na construção da "morada", em vez de no seu uso real como uma morada Divina.

Uma grande porção do Livro de Shemot é devotada à construção do Santuário, construído pelos Filhos de Israel no deserto. A Torá, geralmente tão econômica em palavras que muitas de suas leis estão contidas numa única palavra ou letra, aqui torna-se elaborada. Os quinze materiais utilizados na construção do Santuário estão relacionados nada menos que três vezes; os componentes e mobiliários do Santuário são listados oito vezes; e cada mínimo detalhe da construção do santuário, desde as dimensões de cada painel e pilar, e as cores de cada tapeçaria, são descritos não apenas uma, mas duas vezes – na narrativa das instruções de D’us a Moshê, e novamente no relato da construção do Santuário.

No total, treze capítulos são devotados a descrever como determinados materiais físicos foram moldados num edifício dedicado ao serviço de D’us e ao treinamento dos Cohanim (sacerdotes) que oficiariam ali. (Em contraste, a Torá devota um capítulo à narrativa da Criação do universo, três capítulos à descrição da revelação no Monte Sinai, e onze capítulos à história do Êxodo).

O santuário é o modelo e protótipo para todas as moradas construídas para D’us na terra física. Portanto a avassaladora ênfase colocada em suas etapas de ‘construção" (em oposição ao estágio de "implementação") implica que em nossa vida, também, há alguma coisa muito especial sobre forjar nossos recursos pessoais em coisas que têm o potencial de servir a D’us. Fazer de nós mesmos "receptáculos" para a Divindade é num certo sentido, um feito maior que realmente trazer a Divindade para nossa vida.

Pois é aqui que está o verdadeiro ponto de transformação – a transformação de um objeto egoísta em alguma coisa comprometida com algo maior que si mesma. Se D’us tivesse meramente desejado um ambiente hospitaleiro, Ele não precisaria ter Se incomodado com um mundo material; um mundo espiritual poderia facilmente ter sido feito para servi-Lo. O que D’us desejava era a transformação em si: o desafio e a realização do ser transcendido e materialmente redefinido. Esta transformação e redefinição ocorrem no primeiro estágio, quando algo material é forjado num instrumento do Divino. O segundo estágio é apenas uma questão de efetivar um potencial já estabelecido, de colocar uma coisa em seu uso agora natural.

Fazendo Receptáculos

Você conhece uma pessoa que ainda não convidou D’us à sua vida. Uma pessoa cujos esforços e realizações – não importa quão bem-sucedidos e louváveis – ainda precisam transcender metas egoístas. Você deseja expandir os horizontes dessa pessoa – mostrar-lhe uma vida além das restrições do ser. Você deseja colocar tefilin com ele, ou partilhar com ela a Divina sabedoria da Torá.

Mas ele ainda não está pronto. Você sabe que o conceito de servir a D’us ainda é estranho numa vida treinada e condicionada a enxergar tudo através das lentes do "eu". Você sabe que antes de você poder apresentá-la ao mundo de Torá e mitsvot, deve primeiro torná-lo receptivo à Divindade, receptivo a uma vida de intimidade com o Divino.

Portanto, quando você encontrar esta pessoa na rua, simplesmente sorria, dizendo: "Bom dia!" Convide-a para tomar um café na sua casa, ou para um jantar de Shabat. Converse sobre amenidades. Você não deve, a esta altura, sugerir quaisquer mudanças no estilo de vida daquela pessoa. Você apenas deseja que ela se torne receptiva a você e àquilo que você representa.
Ostensivamente, você não "fez" nada. Mas na essência, uma transformação mais profunda e radical ocorreu. A pessoa se tornou um receptáculo para a Divindade.

Obviamente, o propósito de um recipiente é que seja preenchido com conteúdo; o objetivo de um lar é ser habitado. O Santuário foi construído para abrigar a presença de D’us. Porém é a confecção de recipientes para a Divindade que é o maior desafio da vida e sua realização mais revolucionária.

NOTAS
1. O santuário é o modelo e protótipo para todas as moradas construídas para D’us na terra física.
POR YANKI TAUBER, BASEADO NOS ENSINAMENTOS DO REBE
Yanki Tauber é editor de conteúdo de Chabad.org.