31 de mar. de 2013

Israel começa a extrair seu próprio gás

Israel começa a extrair seu próprio gás


Pela primeira vez na sua história, Israel começou a extrair seu próprio gás na jazida de Tamar, na plataforma continental do mar Mediterrâneo.
Através de um gasoduto submarino, os primeiros metros cúbicos de gás devem atingir a costa israelense na noite de domingo.

Os depósitos de Tamar, situado a 90 km da costa, se estimam em 238 bilhões de metros cúbicos. O governo planeja usá-los, antes de mais nada, para satisfazer as necessidades do mercado interno. O país ainda espera conseguir a independência energética e ser potencial exportador.

As jazidas são exploradas por um consórcio das companhias israelenses e americanas.

30 de mar. de 2013

Turquia e Israel discutirão compensação a vítimas

Turquia e Israel discutirão compensação a vítimas


O vice primeiro-ministro da Turquia, Bulent Arinc, disse nesta sexta-feira que autoridades da turcas e israelenses se reunirão na semana que vem para definir a compensação a ser paga às vítimas de um ataque a uma flotilha em Gaza, que matou oito turcos um turco-americano em 2010. Na semana passada, Israel se desculpou pelo ataque e concordou em compensar os feridos e as famílias dos mortos.
A Turquia aceitou o pedido de desculpas, mas disse querer assegurar que as vítimas recebessem alguma compensação e que Israel continuasse comprometido a suavizar as restrições à entrada de mercadorias em Gaza antes de restabelecer relações diplomáticas plenas.
Arinc afirmou que uma delegação israelense viajará para a Turquia na próxima semana. Segundo ele, a compensação a ser pedida será discutida em uma consulta com especialistas e advogados das famílias.
Almas Gêmeas e a Cabalá

Almas Gêmeas e a Cabalá


  • Segredos dos Relacionamentos
  • Autor: 
  • Páginas: 106
  • Este segundo livro de Yair Alon trata de um assunto muito mal compreendido pelas pessoas e requisitado por muitos de seus alunos: Almas Gêmeas.
    Baseado em profundos estudos e a partir de um árduo trabalho de pesquisa, este livro traz, de forma acessível e moderna, toda a sabedoria da Cabalá a respeito dos relacionamentos humanos, o amor e as Almas Gêmeas.

    Em uma era de carência espiritual, o ser humano passa a ser carente também de valor próprio e de auto-confiança.
    Isso acarreta, ainda, uma carência afetiva.

    Na busca de uma resposta para essa carência, vemos o mundo, basicamente, se polarizar em dois grandes grupos: os que se isolam, vivem em uma ilha e tentam ao máximo cuidar de si mesmos; e os que vêem nos relacionamentos e em uma vida afetiva satisfatória a solução de seus problemas. Este livro mostra um terceiro caminho, de síntese, no qual o ser humano mantém o seu lado pessoal, único e individual ao mesmo tempo em que usa os relacionamentos com outro ser humano como forma de elevação espiritual.

    É só no equilíbrio destes dois opostos, crescendo pessoal e transpessoalmente, que o ser humano pode evoluir espiritualmente e estar pronto para seu coroamento: o encontro com sua Alma Gêma.
    Uma vez atingido este patamar, a vida se torna muito mais cheia de sentido e de felicidade.

    Sobre o autor:

    Yair Alon, nascido em Jerusalém, Israel, formou-se em Lingüística pela Universidade de São Paulo e sempre trabalhou na área de tradução e interpretação de textos sagrados antigos, principalmente em hebraico e aramaico.

    Estudou Cabalá desde os 13 anos e por conta do seu trabalho e interesse pelo assunto, teve acesso a centenas de livros cabalísticos (muitos dos quais em manuscritos).
    Com o passar do tempo e com o conhecimento adquirido, começou a ministrar aulas e montar grupos de estudo.

29 de mar. de 2013

Policiais de Israel e palestinos entram em confronto perto do Santo Sepulcro

Policiais de Israel e palestinos entram em confronto perto do Santo Sepulcro


Pelo menos um palestino foi detido nesta sexta-feira durante um confronto entre policiais israelenses e um grupo de cristãos palestinos na entrada do Santo Sepulcro durante a procissão da Sexta-Feira Santa em Jerusalém.
Os incidentes aconteceram na praça que dá entrada à Basílica do Santo Sepulcro, muito próxima à nona estação da Via-Sacra, quando um grupo de palestinos de uma congregação ligada ao Patriarcado Latino de Jerusalém aguardavam para entrar no santuário.
Mais de dez policiais israelenses formavam um cordão que regulava a entrada à basílica dos diferentes grupos que integram a procissão.
Após cerca de dez minutos de fila, os ânimos se aqueceram entre os que esperavam, e começaram os distúrbios entre os palestinos e os policiais, que não contavam com material de dispersão, como gás lacrimogêneo.
Houve troca de empurrões e socos entre os palestinos e os agentes de segurança israelenses. A tensão diminuiu após a intervenção dos líderes do grupo religioso palestino, que acalmaram os ânimos e conseguiram que o grupo pudesse entrar na basílica.
Milhares de pessoas seguiram hoje o patriarca latino, Fouad Tual, e o custódio franciscano na Terra Santa, Pierre Battista Pizzaballa, pelas 14 estações da Via-Sacra ao longo da Cidade Antiga de Jerusalém.
A procissão começou pouco antes do meio-dia na parte baixa da cidade, com duas grandes e simples cruzes de madeira de oliveira, única iconografia da Semana Santa de Jerusalém.
A partir daí, em lento mas desordenado passo por cada uma das estações da Via Dolorosa, a procissão avançou pelas estreitas ruas do mercado palestino da Cidade Antiga, que há centenas de anos é testemunha da Via-Sacra.
Os ministros do III Governo Netanyahu

Os ministros do III Governo Netanyahu


Traduzido e adaptado de http://www.ynet.co.il/articles/0,7340,L-4357393,00.html com comentários em itálico do autor.
Escrito por Claudio Daylac+
01 bibiBenjamin “Bibi” Netanyahu (Primeiro-Ministro, Likud)– 63 anos, mora em Jerusalém e em Cesarea, casado, três filhos. Eleito para a Knesset pela primeira vez em 1988, após servir por quatro anos como embaixador de Israel nas Nações Unidas. No governo de Yitzhak Shamir, foi vice-ministro do Interior e trabalhou no escritório do primeiro-ministro, com o título de vice-ministro. Após a derrota do Likud nas eleições de 1992, foi eleito líder do partido. Em 1996, derrotou Shimon Peres, por curta margem, nas eleições diretas para o cargo de primeiro-ministro. Três anos depois, perdeu as eleições para Ehud Barak e retirou-se da vida política por três anos.
Em 2002, ainda que não fosse membro da Knesset, foi nomeado por Ariel Sharon como Ministro das Relações Exteriores. No segundo governo de Sharon, serviu como Ministro da Fazenda, mas demitiu-se alguns dias depois da realização do Plano de Desconexão de Gaza. Nas eleições de 2006, liderou o Likud, que conquistou apenas doze cadeiras.
Três anos depois, Netanyahu novamente liderou a lista do partido e, depois das eleições, o Presidente do Estado lhe concedeu o direito de formar o 32º governo, no qual haviam 30 ministros. Ao longo de seu mandato, congelou as construções nos territórios palestinos ocupados por cerca de nove meses, mas não houve nenhum avanço nas negociações com os palestinos. Adicionalmente, ocorreu uma crise nas relações com a Turquia como resultado do episódio da flotilha. Além disso, Netanyahu conduziu a libertação do soldado Gilad Shalit, que estava há mais de cinco anos no cativeiro, nas mãos do Hamas. Nas eleições de 2013, a coligação entre Likud e Israel Beiteinu que Netanyahu liderou, conquistou 31 cadeiras na Knesset e o Presidente do Estado Shimon Peres lhe concedeu novamente o direito de formar o governo.
O primeiro-ministro acumulará a pasta das Relações Exteriores até que seu parceiro de coligação, Avigdor Liberman tenha sua situação perante a justiça normalizada.
02 yaalonMoshé “Bogie” Yaalon (Defesa, Likud) – 62 anos, mora em Macabim-Reut, casado, três filhos. O 17º Chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, entrou no exército em 1968 e desempenhou uma longa lista de cargos, entre eles, chefe da Inteligência Militar e Comandante da Região Central.
Foi o primeiro chefe do exército cujo mandato não foi alongado, ainda que não se opusesse à extensão, e deixou a vida militar logo após sua dispensa. Alguns meses antes das eleições para a 18ª Knesset (2009), filiou-se ao Likud, e elegeu-se em oitavo lugar na lista do partido. No último governo, era vice-primeiro-ministro e Ministro para Assuntos Estratégicos.
Salvo raras exceções, a pasta da Defesa fica no partido do primeiro-ministro. Yaalon ganhou a disputa interna com Silvan Shalom.
03 lapidYair Lapid (Fazenda, Yesh Atid) – 49 anos, mora em Tel Aviv, casado, três filhos. Escritor e ex-jornalista, escrevia uma coluna semanal no Yediot Acharonot, o principal jornal do país, e era apresentador de televisão. Filho do escritor, jornalista e política Yossi “Tommy” Lapid e da escritora e autora de peças teatrais Shlomit Lapid.
Em janeiro de 2012, comunicou sua demissão da posição de apresentador do programa “Ulpan Shishi” do Canal 2 e de sua entrada na vida politica. Na eleições para a 19ª Knesset, em janeiro de 2013, alcançou um resultado impressionante quando seu partido Yesh Atid conquistou 19 cadeiras e tornou-se a segunda maior bancada da Knesset.
Ainda que seu eleitorado inclua parcela grande dos manifestantes dos últimos verões, bastante insatisfeitos com a situação sócio-econômica do país, acho que Lapid mordeu a isca jogada por Netanyahu e aceitou um ministério ingrato, correndo o risco de sujar sua imagem, que está bastante em alta atualmente.
04 saarGideon Saar (Interior, Likud) – 46 anos, mora em Tel Aviv, divorciado, dois filhos. Foi assessor do Procurador-Geral e do Advogado-Geral até ser nomeado por Netanyahu e, posteriormente, por Ariel Sharon para ser o Secretário do Gabinete de Governo. Em 2003, elegeu-se pela primeira vez para a Knesset na lista do Likud. Serviu como líder da bancada do Likud na 16ª e na 17ª Knesset, quando também era vice-presidente da Knesset.
Na primárias que definiram a lista do partido para as eleições para a 18ª Knesset (2009), foi o mais votado, ficando em segundo na lista, atrás apenas de Netanyahu. No último governo, foi Ministro da Educação e, durante seu mandato, foram realizadas algumas reformas no sistema educacional, entre elas a educação obrigatória a partir de três anos de idade. Na primárias que definiram a lista do partido para as eleições para a 19ª Knesset (2013), foi novamente o mais votado, ficando em terceiro na lista conjunta Likud-Beiteinu, atrás apenas de Netanyahu e Avigdor Lieberman.
Ministro da Educação elogiado no último mandato, perdeu a pasta nas negociações para a formação da coalizão e recebeu em troca o poderoso Ministério do Interior, a fortaleza do Shas nos últimos anos.
05 pironShay Piron (Educação, Yesh Atid) – 48 anos, mora em Oranit, casado, seis filhos. Ordenado rabino pelo ex-Rabino-Chefe Mordechai Eliahu, formado em direito. Serviu como rabino do kibutz Ein HaNatziv, entre 1993 e 1998, e como chefe da Yeshiva 1 de Petach Tikva entre 2002 e 2011. Além disso, foi diretor da Ulpaná 2 Yeshurun por dez anos. Piron foi presidente do movimento HaKol Chinuch (“tudo é educação”) e membro do Conselho de Ensino Religioso. Nas eleiçãos para a 19ª Knesset, elegeu-se em segundo lugar na lista do partido Yesh Atid.
Exigência de Yair Lapid, que tinha a Educação como uma das prioridades de sua campanha eleitoral, em alinhamento com sua bandeira de melhoria dos serviços à população.
06 bennetNaftali Bennet (Indústria, Comércio e Emprego, HaBait HaYehudi) – 41 anos, mora em Raanana, casado, quatro filhos. Foi major da Sayeret Matkal (a unidade de elite das forças especiais do exército israelense). Um dos fundadores da empresa de Cyota, atuante no setor de segurança da informação, vendida a uma empresa americana em 2005 por 145 milhões de dólares. Foi chefe-de-gabinete de Benjamin Netanyahu, na época em que Bibi era o líder da oposição, e presidente do Conselho Yesha (grupo político e lobby dos colonos).
Fundou, junto com Ayelet Shaked, o movimento Israel Sheli (“Minha Israel”). O movimento combate a deslegitimização de Israel, as organizações antissionistas e as tentativas de boicote ao país. Em novembro de 2012, derrotou Zevulun Orlev nas primárias para a liderança do partido HaBait HaYehudi. O partido, liderando uma coligação de direitistas e nacionalistas religiosos, conquistou doze cadeiras na Knesset.
Um milionário do setor privado para tentar fazer frente à Histadrut 3 e aos grandes sindicatos. Também acumula as pastas de Serviços Reliogos e Jerusalém & Diáspora.
07 livniTzipi Livni (Justiça, HaTnuá)– 54 anos, mora em Tel Aviv, casada, dois filhos. Filha de Eitan Livni, oficial de operações da guerrilha Etzel no período anterior à independência do Estado de Israel e deputado pelo Likud. Sua mãe, Sara, também foi comandante e guerrilheira do Etzel. Em sua adolescência, Livni foi membro do movimento juvenil Beitar. Saiu do exército com a patente de tenente e, entre os anos 1980 e 1984, trabalhou no Mossad.
Eleita para a Knesset pela primeira vez em 1999, Livni serviu como presidente das empresas estatais por três anos. Em 2001, foi nomeada pela primeira vez como Ministra para o Desenvolvimento Regional por Ariel Sharon. Depois, foi ministra da Agricultura, da Imigração (Aliá), da Habitação, da Justiça, das Relações Exteriores e vice-primeira-ministra.
Com a criação do Kadima, deixou o Likud e juntou-se ao novo partido da Ariel Sharon. Após a demissão de Ehud Olmert, foi eleita líder do partido. Liderou o Kadima nas eleições para a 18ª Knesset (2009) e, posteriormente, perdeu para Shaul Mofaz nas primárias para a liderança do partido. Para as eleições para a 19ª Knesset, fundou HaTnuá, e conquistou seis cadeiras.
Prima pobre da coalizão, coube a Livni o menos prestigioso entre os principais ministérios e a condução das negociações com os palestinos.
08 germanYael German (Saúde, Yesh Atid) – 57 anos, mora em Hertzelia, casada, dois filhos. Foi prefeita de Hertzelia entre os anos 2008 e 2013 e vereadora nos cinco anos anteriores. Tem mestrado em Administração, com especialização em Liderança Pública, graduação e licenciatura em História Geral pelo Seminário Levinsky. Para as eleições para a 19ª Knesset, foi votada para o terceiro lugar na lista do partido Yesh Atid.
Também em alinhamento com as propostas do partido Yesh Atid de melhoria dos serviços público.
09 katzIsrael Katz (Transportes e Infraestrutura, Likud) – 57 anos, mora no moshav Kfar Achim, casado, dois filhos. Deputado pelo Likud desde 1998, já integrou a Comissão Financeira e a Comissão de Relações Exteriores e Segurança da Knesset. Foi Ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural do segundo governo Sharon, mas demitiu-se após a crianção do partido Kadima. Na 17ª Knesset, Katz, agricultor por formação, defendeu a lei que exime de processo criminal todo aquele que atuar contra alguém que invadir sua casa, sua propriedade ou seu negócio para cometer um crime. Após as eleições para a 18ª Knesset, foi nomeado Ministro dos Transportes.
Ministério do segundo escalão, mas que comanda grande orçamento e permite bastante exposição.
10 erdanGilad Erdan (Comunicações e Defesa Civil, Likud) – 42 anos, mora em Savion, casado, três flhos. Já foi presidente da Juventude do Likud, assistente de Ariel Sharon quando este era deputado e assessor de Netanyahu em seu primeiro mandato como primeiro-ministro. Eleito deputado pelo Likud pela primeira vez em 2003, foi vice-presidente da Comissão de Combate aos Acidentes de Trânsito na 16ª Knesset, presidente da Comissão Econômica na 17ª Knesset e também membro da comissão de indicação de juízes. Entre as leis que propôs, está a obrigatoriedade do uso de capacete para motociclistas. Após as eleições para a 18ª Knesset (2009), foi nomeado Ministro do Meio-Ambiente.
Outro ministro que acumula mais de uma pasta, na solução encontrada por Bibi diante das exigências de Lapid por um governo mais enxuto.
11 shalomSilvan Shalom (Energia e Água e Desenvolvimento do Negev e da Galiléia e Cooperação Regional, Likud) – 54 anos, mora em Ramat Gan, casado, cinco filhos. Antes de ser eleito, foi diretor-geral do Ministério da Energia e presidente do conselho direitor da Companhia Elétrica Israelense. Eleito deputado pela primeira vez em 1992, pelo Likud. No último governo, foi vice-ministro de segurança e, posteriormente, Ministro da Ciência.
No primeiro governo de Ariel Sharon, serviu como Ministro da Fazenda e vice-primeiro-ministro. No segundo governo de Sharon, foi nomeado Ministro das Relações Exteriores e vice-primeiro-ministro. Após a criação do Kadima e faltando dois meses para as eleições para a 17ª Knesset (2006), deixou o governo. Após as eleições para a 18ª Knesset, foi nomeado por Netanyahu para vice-primeiro-ministro e ministro para o Desenvolvimento do Negev e da Galiléia e da Cooperação Regional.
Acumula duas pastas do segundo escalão, após perder a disputa com Moshé Yaalon pelo Ministério da Defesa.
12 arielUri Arieli (Habitação e Construção, HaBait HaYehudi) – 60 anos, morador de Kfar Adumim, casado, três filhos. Deixou o exército com a patente de major, comandante da unidade de infantaria blindada. Foi secretário-geral do movimento Emuná (“Fé”), dos colonos do Gush Emunim. Serviu por cerca de um ano como chefe do departamento de colônias do Ministéria da Defesa e presidente do Conselho Yesha.
Entrou na Knesset pela primeira vez em 2001, após o assassinato do ministro Rehavam Zeevi, e tem sido re-eleito desde então pelo partido HaIchud HaLeumi (parte da coligação HaBait HaYehudi). Durante metade da legislatura da 18ª Knesset, presidiu a Controladoria do Estado.
Ministério de extrema importância para o projeto de colonização dos territórios do partido HaBait HaYehudi.
13 steinitzYuval Steinitz (Relações Internacionais, Estratégia e Inteligência, Likud) – 54 anos, mora em Mevasseret Tzion, casado, três filhos. Doutor em Filosofia da Ciência pela Universidade de Tel Aviv, ex-professor da Universidade de Haifa. Durante a juventude, foi membro do movimento pacifista Shalom Achshaiv mas, após a assinatura dos Acordos de Oslo, mudou sua posição política e tornou-se direitista. Deputado pelo Likud desde 1999. Entre os cargos, foi presidente da Sub-comissão de Conceito de Segurança e Estruturação da Força na 15ª Knesset, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Segurança da 16ª Knesset e presidente da Sub-comissão de Alerta e Segurança Constante da 17ª Knesset. Após as eleições para a 18ª Knesset, foi nomeado Ministro da Fazenda.
Ministério de “terceiro escalão”, entre a Steinitz como prêmio de consolação por ter sido deslocado de sua antiga pasta (Tesouro) nas negociações para a formação da coalizão.
14 orbakhUri Orbakh (Idosos, HaBait HaYehudi) – 53 anos, mora em Modiin, casado, quatro filhos. Um dos fundadores do jornal infantil “Otiot” (“letras”) e colunista satírico do “Nekudá”. Um dos fundadores da rádio Kol Chai, foi diretor de programas do canal de televisão “judaico” do país. Até eleger-se deputado, apresentou o programa “HaMilá HaAchroná” (“a última palavra”) na Galatz (a rádio do exército), ao lado de Irit Linor, Avri Gilad e Jackie Levy. Uri Ariel também escreveu uma coluna sobre atualidades no encarte de sábado do jornal mais lido do país: Yediot Acharonot, publicava uma coluna semanal no site YNET e uma coluna no Nekudá.
Em 2009, foi eleito em terceiro na lista HaBait HaYehudi para a 18ª Knesset, foi vice-presidente da Sub-comissão da Educação, membro da Comissão Financeira. Também presidiu o grupo parlamentar de relações entre religiosos e laicos.
15 cohenMeir Cohen (Bem-Estar Social, Yesh Atid) – 57 anos, mora em Dimona, casado, três filhos. Foi diretor de escola pública em Dimona. Entre 2003 e 2013, foi prefeito de Dimona. Entre os cargos público que já desempenhou, presidente da comissão local de cultura e esporte e presidente da Agência para o Desenvolvimento do Negev. Para as eleições da 19ª Knesset, foi eleito em quaryo lugar na lista do partido Yesh Atid.
Mais uma pasta importante para a plataforma política do partido Yesh Atid.
16 periYaakov Peri (Ciência, Yesh Atid) – 69 anos, mora em Tel Aviv, casado, três filhos. Entrou para o Shin Bet (serviço de segurança interna) em 1966, onde serviu como agente de campo entre a população árabe. Após doze anos, foi nomeado comandante da região norte, posteriormente, comandante da região de Jerusalém e, por fim, comandante da Cisjordânia, onde serviu seis anos. Em abril de 1988, o primeiro-ministro Yitzhak Shamir o nomeou diretor-geral do Shin Bet, cargo que exerceu por sete anos.
Após o final de seu serviço no Serviço de Segurança, transferiu-se para o setor privado e, entre outros cargos, foi presidente da Cellcom, a maior operadora de telefonia celular de Israel. Adicionalmente, serviu voluntariamente como assessor do primeiro-ministro para assuntos de prisioneiros e pessoas desaparecidas por 15 anos. Nas eleições para a 19ª Knesset, foi eleito em sexto lugar na lista do partido Yesh Atid.
17 peretzAmir Peretz (Meio-Ambiente, HaTnuá) – 61 anos, mora em Sderot, casado, quatro filhos. Em 1974, quando de seu serviço militar, como oficial da Divisão dos Paraquedistas, feriu-se seriamente na Passagem Mitla, na Península do Sinai. Inicou seu ativismo político em 1983, quando elegeu-se prefeito de Sderot pelo Partido Trabalhista. Após o final de seu mandato, passou a dedicar-se ao cenário nacional e, em 1988, elegeu-se deputado pelo Partido Trabalhista para a 12ª Knesset. Foi deputado quase ininterruptamente por 25 anos, pelo Partido Trabalhista, Am Echad (“Um Só Povo”, coligação liderada pelos trabalhistas entre o final da década de 1990 e o início dos anos 2000) e HaTnuá.
Nas primárias para a liderança do Partido Trabalhista, em 2005, derrotou Shimon Peres e, no governo de Ehud Olmert, serviu como vice-primeiro-ministro e Ministro da Defesa – inclusive, durante a II Guerra do Líbano. Demitiu-se do cargo após perder a liderança do Partido Trabalhista para Ehud Barak. Em dezembro de 2012, após ser eleito para o terceiro lugar na lista trabalhista, deixou o partido e filiou-se ao partido de Tzipi Livni.
18 landverSofa Landver (Imigração e Absorção, Israel Beiteinu)– 63 anos, mora em Ashdod, viúva, uma filha. Foi vereadora em Ashdod por sete anos. Em 1996, elegeu-se pela primeira à Knesset, na lista do Partido Trabalhista. Na 15ª Knesset, foi vice-presidente da casa. No primeiro governo de Ariel Sharon, foi vice-ministra dos transporte por alguns meses.
Para as eleições para a 17ª Knesset (2006), passou para o partido Israel Beiteinu. Foi presidente da Comissão de Reclamações do Público e membra da Comissão Financeira. Entre suas iniciativas na Knesset está a criação do Hospital de Ashdod. No segundo governo de Netanyahu (2009-2013), serviu como Ministra da Imigração (Aliá) e Absorção.
Ministério de segundo escalão, mas de extrema importância para o partido Israel Beitenu, que representa uma grande população de imigrantes.
19 landauUzi Landau (Turismo, Israel Beiteinu) – 69 anos, mora em Raanana, casado, três filhos. PhD pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (M.I.T.). Antes de eleger-se deputado, era diretor-geral do Ministério dos Transportes e professor no Instituto de Tecnologia de Israel (Technion). Em 1984, elegeu-se pela primeira vez para a Knesset e, por 22 anos, foi deputado pelo Likud. Entre outros cargos, foi Ministro da Segurança Pública no primeiro governo Sharon e ministro-sem-pasta no gabinete do primeiro-ministro, no segundo governo Sharon, por pouco mais de um ano.
Na Knesset, entre outros cargos, presidiu a Comissão de Relações Exteriores e Segurança e a Comissão de Controladoria do Estado. Para as eleições para a 18ª Knesset (2009), surpreendentemente, juntou-se a Avigdor Lieberman. Foi eleito em segundo lugar na lista do Israel Beiteinu e nomeado Ministro da Energia e da Água.
20 shamirYair Shamir (Agricultura, Israel Beiteinu) – 67 anos, mora em Savion, casado, três filhos. Filho do ex-primeiro-ministro Yitzhak Shamir, foi piloto da Força Aérea, deixando o exército em 1988, com a patente de coronel. Presidiu a empresa Scitex, foi diretor e presidiu o fundo de investimentos Catalist, presidiu as empresas Ellite e El Al e, entre 2005 e 2011, presidiu as Insdústrias Aeronáuticas Israelenses, além de ter investimentos em dezenas de empresas de alta tecnologia. Seu último cargo antes das eleições para a 19ª Knesset foi presidente da Empresa Nacional de Estradas, até filiar-se ao Israel Beiteinu e eleger-se em quarto lugar na lista unificada com o Likud.
21 aharonovichYitzhak Aharonovitch (Segurança Pública, Israel Beiteinu) – 62 anos, mora em Even Yehuda, casado, quatro filhos. Foi comandando da Polícia de Fronteira, Comandando Regional da Cisjordânia, Comandando Regional do Sul e vice-comandante geral da Polícia. Já presidiu a companhia de transportes Dan. Em 2006, elegeu-se pela primeira vez para a Knesset, na lista do Israel Beiteinu. Foi membro da Comissão de Relações Exteriores e Segurança e da Comissão Financeira, e também foi vice-presidente da Knesset. Foi Ministro do Turismo por alguns meses. Após as eleições para a 18ª Knesset (2009), foi nomeado Ministro da Segurança Pública, quando a polícia foi abalada pela demissão de dois de seus comandantes.
22 livnatLimor Livnat (Cultura e Esporte, Likud) – 62 anos, mora em Tel Aviv, divorciada, dois filhos. Deputada desde 1992. Na 13ª Knesset (1992-1996), presidiu a Comissão para o Avanço da Posição da Mulher e a Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou o assassinato de mulheres por seus parceiros. No primeiro governo Netanyahu, foi Ministra das Comunicações. Em 2001, foi nomeada Ministra da Educação por Ariel Sharon, servindo por quase cinco anos, demitindo-se apenas quando os ministros dos Likud deixaram o governo após a criação do partido Kadima. Após as eleições para a 18ª Knesset (2009), foi nomeada Ministra da Cultura e do Esporte.
Foto de capa: http://www.knesset.gov.il/history/images/govt33.jpg
Lilith - A história oculta - Revolucionária ou feiticeira?

Lilith - A história oculta - Revolucionária ou feiticeira?



A 1º mulher de Adão - Eva (a submissa) veio depois.





Poucas pessoas sabem a saga vivida por Lilith, a primeira mulher de Adão, que veio do pó como ele, não nasceu da costela e, por isso, não foi submissa. Como todo bom machão, Adão reclamou com Deus e, então, ele amaldiçoou a Lilith e a tornou um personagem obscuro na história bíblica.

MASCULINO/FEMININO

Na origem de todos os povos do mundo sempre existiu a tradição de um casal fundador da raça humana. A maioria são casais-deuses, exceto nas religiões patriarcais, como a cristã, onde um único Deus masculino formou todas as coisas e seres.

Entretanto, ao estudar a espiritualidade hebraica, através da Cabala, nos é ensinado que o grande deus monoteísta não é do sexo masculino, mas é completo em si mesmo, o que existem são divisões de gênero, inclusive é uma insolência lhe dar aspecto humano, pois sua essência é luz pura. E desde quando luz tem sexo?

Mas como sabemos vivemos num mundo bipolar e é por isso que nossa Divina Arquiteta teve a iluminada idéia de semear o amor no terreno fértil de nossos corações, para que pudéssemos andar lado a lado, sempre em casais e nunca sozinhos.

Ao se estudar Carl Jung descobriremos que dentro de cada homem há uma mulher (anima) e em cada mulher há o princípio masculino (animus). Este eterno jogo de yin-yang se ajusta e se completa. Portanto, nenhum indivíduo é inteiramente masculino ou inteiramente feminino.

Cada um de nós é composto dos dois elementos e esses dois constituintes estão freqüentemente em conflito. O princípio feminino ou "Eros" é universalmente representado pela Lua e o princípio masculino ou "Logos" pelo Sol. O mito da criação no Gênesis afirma: Deus criou duas luzes, a luz maior para reger o dia e a luz menor para reger a noite. O Sol como princípio masculino é o soberano do dia, da consciência, do trabalho e da realização, do entendimento e da discriminação conscientes, o Logos.

A Lua, o princípio feminino é a soberana da noite, do inconsciente. É a deusa do amor, controladora das forças misteriosas que fogem à compreensão humana, atraindo os seres humanos irresistivelmente um para o outro, ou separando-os inexplicavelmente. Ela é o Eros, poderoso e fatídico e totalmente incompreensível.

Na natureza, o princípio feminino ou a deusa feminina mostra-se como uma força cega, fecunda, cruel, criativa, acariciadora e destruidora.

É a fêmea das espécies mais mortal que o macho, feroz em seu amor como também com seu ódio.

Esse é o princípio feminino na forma demoníaca. O medo quase universal que os homens têm de cair sob o domínio ou fascinação de uma mulher e a atração que esta mesma servidão têm para eles, são evidências de que o efeito que uma mulher produz num homem é, em geral realmente de caráter demoníaco.

Essa imagem repousa tão somente, na natureza da própria "anima"do homem ou alma feminina, sua imagem interior do feminino. A "anima"' não é uma mulher, mas um espírito de natureza feminina, que reflete as características do lado demoníaco, tanto glorioso, como terrível. Na vida cotidiana o homem não entra diretamente em contato com o princípio masculino duro, predatório, mas encontra-o sob a máscara humana, mediado pela sua função superior.

Mas o feminino dentro dele não é mediado através de uma personalidade humana culta e desenvolvida.

O princípio feminino, a Deusa Lua, age sobre ele diretamente do inconsciente, aproximando-se como um traidor que vem de dentro. Não é de admirar tanto medo e desconfiança!


O LADO OBSCURO DE LILITH





Se Eva se acusou de ter atraído a morte, o pecado e a tristeza ao mundo, Lilith já era demoníaca desde que foi criada. Lilith surgiu do intento de compreender a difrença entre os mitos da criação de Gênesis, já que em sus primeira história em Gênesis 1, homem e mulher são criados iguais e conjuntamente, enquanto na segunda história, em Gênesis 3, a mulher é criada depois do homem e a partir de seu corpo. Segundo as lendas, Lilith era a primeira esposa, que era bem pior que a segunda. No entanto, a figura escolhida para desempenhar esse papel na lenda judia era originariamente suméria, a resplandecente "Rainha do Céu", cujo nome "Lil" significava "ar" ou "tormenta". As vezes se tratava de uma presença ambígua, amante dos "lugares selvagens e desabitados", associada também com o aspecto obscuro da Deusa Inanna e com sua irmã Ereshkigal, Rainha do Mundo Subterrâneo". Aparece pela primeira vez no poema sobre Inanna, quando o herói Gilgamesh tala a árvore de Inanna:

"Gilgamesh golpeou a serpente que não podia ser encantada.

O pássaro Anzu voou com suas crias às montanhas;

e Lilith aniquilou seu lar e retirou-se aos lugares selvagens e desabitados."

"Lil" também era a palavra sumero-acádia que designava a "tormenta de pó" ou "nuvem de pó", um termo que também se aplicava aos fantasmas, cuja forma era uma nuvem de pó e cujo o alimento era supostamente o pó da terra. Na língua semítica "liliatu" era então "a criada de um fantasma", porém prontamente se fundiu com a palavra "layil", "noite", e se converteu em uma palavra que se designava a um demônio noturno.

A "lílít" do texto hebraico se traduz na versão grega de Septuaginta e por Lamia na Vulgata latina de São Jerônimo. As "lamiae" são muito conhecidas nas tradições gregas e latinas, como monstros voadores noturnos, que sempre aparecem sob o aspecto de pássaros. A maioria dos autores, afirma que as lamias são monstros femininos que devoram homens e crianças. Portanto, as lamias e Lilith têm muitos pontos em comum e foram convertidas em "vampiras".

No mito hebreu, Lilith, portanto, acumulou sem descanso todas as associações à noite e à morte. é possível que a imagem hebréia de Lilith se baseasse nas imagens de Inanna-Isthar como Deusa das grandes alturas e de grandes profundidades, porém, compreensivelmente rebaixada ao ser percebida desde o ponto de vista de um povo deportado à BABILÔNIA.

Só há uma referência à Lilit, como coruja, no Antigo Testamento. É encontrada no meio de uma profecia de Isaías. No dia da vingança de Yahvé, quando a terra se envolverá num deserto,"e um sátiro chamará o outro; também ali repousará Lilith e nele encontrará descanso." Inanna e Isthar eram chamadas de "Divina Senhora Coruja" (Nin-nnina Kilili). Isso pode explicar de onde provêm Lilith e porque era representada como uma coruja.

Uma versão da Criação de Lilith na mitologia Hebréia conta que Yahvé fez Lilith, como a Adão, porém no lugar de usar terra limpa, "tomou a sujeira e sedimentos impuros da terra, e deles formou uma mulher. Como era de se esperar, essa criatura resultou ser um espírito maligno". Lilith se converteu a posteriori na primeira esposa de Adão, cuja presença original nunca terminou de eliminar-se totalmente de de seu segundo matrimônio. O que falhou no primeiro foi obviamente a independência de Lilih e sua igualdade com Adão, por isso depois criou-se Eva. Em conseqüência, a lenda tacha de insubordinação a atitude por parte de Lilith, pois, segundo a história, se negava a aceitar seu "lugar apropriado" que aparentemente era permanecer debaixo de Adão durante a relação sexual:

-"Porque teria que ficar debaixo de ti quando sou tua igual, já que ambos fomos criados de barro?", pergunta ela.

Adão não sabe contestar essa pergunta, de maneira que, pronunciando o nome mágico de Deus e Lilith se foi voando pelos ares até o Mar Vermelho. Ali dá à luz a mais de 100 demônios por dia

Adão fala de sua esposa a Yahvé, e esse enviou a sua procura os três anjos Senoi, Sansenoi e Samanglof, que a encontraram nas margens do Mar Vermelho, onde mais tarde as tropas egípcias seriam engolidas por ordem de Moisés.

Lilith se negou a voltar a ocupar seu lugar junto de Adão e ameaça dizendo que possui poder de matar crianças. Então os anjos tentaram afogá-la no Mar Vermelho, porém Lilith advogou em causa própria e salvou sua vida com a condição de jamais causar dano a uma criança recém-nascida de onde viera seu nome escrito.

Finalmente Yahvé deu a Lilith, Sammael (Satã), e ela foi a primeira das quatro esposas do diabo e a perseguidora dos recém-nascidos.

Mas, em conseqüência dessa fala, a ordem divina se converteu no centro de todas as fantasias de terror que provoca a sensação de indefesa. Lilith poderia aparecer em qualquer momento da noite, ela ou algum de seus demônios, para levar uma criança, aterrorizando os pais dos pequenos. Podia também possuir um homem durante o sono. Esse constataria que havia caído debaixo de seu poder se encontrasse restos de sêmen ao despertar. É difícil evitar concluir que Lilith se converteu em uma imagem de desejo sexual não reconhecido, reprimido e projetado sobre a mulher, que se converte em sedutora. Por todos os lugares foram encontrados amuletos contra o "poder" de Lilith.

Através da figura de Lilith, na cultura hebréia, a divisão e polarização próprias da Idade do Ferra da Grande Mãe em seus aspectos, a Deusa que dá a vida e a Deusa que atrai a morte, é levada um pouco mais longe. Ao terror do sofrimento inexplicável que pode manifestar-se sem aviso prévio e se insere uma dimensão nova da demonização da sexualidade.

O mito em Gênesis, estabelece que é a infração do mandamento de Yahvé, e não a sexualidade, a causa da expulsão do Paraíso à condição humana; e o conhecimento do bem e do mal, que alcançaram através da desobediência, tampouco se pode explicar em termos de conhecimento sexual. No entanto, tanto a desobediência como o conhecimento se associaram com a sexualidade porque a primeira coisa que Adão e Eva "viram" quando "seus olhos se abriram" foi que estavam nus. Antes disso, andavam nus e sem vergonha. A nudez, portanto, se converteu em sexualidade pecaminosa, especialmente quando a serpente fálica entra na especulação teológica. Em certas ocasiões a serpente era identificada como Lilith e se desenhava a serpente com um corpo de mulher, interpretando-se que a dita criatura era Lilith. Outras vezes a serpente tinha um rosto como o de Eva. Por esta razão, uma percepção da sexualidade como algo "não divino", invade as lendas de Lilith como aspecto escuro de Eva.

Mas, o papel de Lilith parece não terminar quando se une a Satã, aliás, muito pelo contrário. Segundo Zohar (Hhadasch, seção Yitro, p.29), depois participa da perdição de Adão, ao qual Yahvé (Jehová) concede como segunda esposa a Eva, nascida da sua própria costela, ou seja, à imagem do homem, o reflexo do homem, ou a imagem castrada de Adão. "Depois de que o Tentador (Sammael) houvera desobedecido ao Santíssimo, bendito seja, o Senhor o condenou a morrer". A Cabala faz eco desta tradição (Livro Emek-Ammelehh, XI), que Sammael será castigado: "Esse dia, Yahvé visitará com sua terrível espada a Leviatã, a serpente insinuante, que é Sammael, e a Leviatã, a serpente sinuosa, que é Lilith.

Esse texto nos diz que tão somente Lilith está incluída no castigo junto com Sammael e não as outras três esposas e que, Lilith também apresenta o aspecto de serpente. O que se conclui é que Lilith está reprimida no inconsciente e, quando surge, coloca a sociedade paternalista em xeque. Assim, quando Eva convida Adão para comer a maçã, é das mãos de Lilith que a receberá.



LILITH, MÃE DE ADÃO?



Pode parecer até exagerado achar que Lilith foi mãe de Adão, mas Adão tinha que ter uma mãe, senão não seria humano. E, se Adão não conheceu uma mãe material, deveria ter a imagem dela para si mesmo. Talvez seja por esse motivo que o nome de Lilith tenha desaparecido do texto oficial da Bíblia. Estaria em desacordo com as normas cristãs Adão ter uma mãe e essa mãe ter sido sua esposa. E a rejeição de Lilith pela companhia de Adão, não poderia ser interpretada como um desmame? De todas as formas, a equivalência de esposa e mãe existe. "A noção de proibição havia sido deslocada do jogo genital ao feito de chupar o peito (comer a maçã)... O verdadeiro sentido é: "podemos comer da maçã, porém está proibida para o filho que tenha contato sexual com sua mãe"...

Quem é Lilith então? Para Adão é um primeiro objeto de amor, do qual deve acordar-se e descobrir seu sexo." Ou seja, Lilith representa o primeiro estágio de desenvolvimento de Adão, chamado matriarcal e governado pelo arquétipo da "mãe", que será seguido pelo estágio patriarcal, no qual o arquétipo do pai será dominante. A expressão "estágio patriarcal" significa que Adão alcançou um nível de desenvolvimento do ego e da consciência no qual se dá uma importância crescente à vontade, à atividade, ao aprendizado e aos valores transmitidos pelo mundo. Entretanto, sem a separação, que levará Lilith para longe, Adão não poderia se desenvolver e se tornar adulto. Mas nessa transição da fase matriarcal para a patriarcal, o arquétipo anteriormente dominante da mãe é constelado de tal modo que seu lado "negativo" aparece. O arquétipo da fase a ser superada aparecerá como a "Mãe Terrível". Lilith começa então a provocar medo, porque representa o elemento que "reprime" e que dificulta o desenvolvimento necessário e devido. Por isso é transformada novamente na serpente é a antítese da energia ascendente do desenvolvimento do ego, tornando-se então, símbolo de estagnação, regressão e morte.

Lilith com rabo de serpente era a imagem da divindade andrógina, antes da criação, ou seja, antes do aparecimento do desejo, antes da separação do ser primitivo e absoluto, portanto, equivalente ao nada, de acordo com as teses de Hegel. Essa imagem representa a reminiscência da Lilith primitiva. Porém ela se converteu em pássaro noturno e alçando vôo desapareceu entre as trevas. Sua segunda forma, como corresponde a uma imagem desprovida de elementos terrestres, é uma forma para ficar na memória. O mito não é teológico, é essencialmente social. Em uma sociedade paternalista, Lilith é reprimida para dar lugar a Eva. Portanto, Eva representa a mulher moldada pelo homem.

Eva, entretanto, é uma mulher incompleta, lhe falta algo: o aspecto de Lilith que toma as vezes, quando se rebela, o aspecto que irá tomar Eva ao comer a maçã.

A Eva, como mulher, está totalmente alienada, não é nada mais do que a imagem castrada de Jehová e de Adão e não a imagem da parte feminina de Deus. Eva é uma mulher muda, a sombra de uma mulher, quase um fantasma. A mulher real é Lilith.


A REBELDIA DE LILITH

Cuidadosamente apagada da Bíblia cristã, Lilith permanece como símbolo de rebelião à repressão do feminino na psique e na sociedade. O mito Lilith mostra bem a passagem do matriarcado para o patriarcado.

Tanto na literatura ortodoxa como na apócrifa, a sombra de Lilith seguiu cercando as mulheres até o século XV d. C. Nessa época, e utilizando as mesmas imagens incorporadas em Lilith, milhares delas foram acusadas de copular com o demônio, matar crianças e seduzir homens, ou seja, de serem bruxas.

Textos da literatura judia de fontes apócrifas, não incluídos no canon ortodoxo do Antigo Testamento, contêm passagens como a seguinte:

"As mulheres são o mal, filhos meus: como não têm o poder nem a força para enfrentar o homem, usam truques e intentam enganá-lo com seus encantos; a mulher não pode dominar pela força o homem, porém o domina mediante a astúcia. Pois certamente a anjo de Deus me falou sobre elas e me ensinou que as mulheres se entregam mais ao espírito de fornicação que o homem, e que tramam conspirações em seus corações contra os homens; com sua forma de adornar-se primeiro lhes fazem perder a cabeça, e com uma olhada inoculam o veneno, e logo durante o próprio ato os fazem cativos; pois uma mulher não pode vencer o homem pela força. 

Assim que evitai a fornicação, filhos meus, e ordenem a vossas esposas e filhas que não adornem suas cabeças e seus rostos, pois a toda mulher que usa truques desse tipo estará reservado o castigo eterno".

Esse exemplo nos mostra como um mito, se for entendido e concebido de forma literal, pode criar um prejuízo e converter-se em uma doutrina que se declara a si mesma uma verdade divinamente revelada. É conveniente lembrar que Jesus não aprovou nem o mito nem suas implicações, nem os costumes patriarcais referentes as mulheres, muito pelo contrário. Foram transmitidas ao Novo Testamento através dos escritos de Pablo, e assim fizeram sua entrada na doutrina formal cristã.


LILITH E ADÃO/EVA


Enquanto Lilith é descrita como forma negativa, Eva, ao contrário, é apresentada em suas belezas e ornamentos. Adão não a recusa por vê-la como ossos dos seus ossos. Mas Eva carregará a culpa pela perda do paraíso.

E, esta é a informação que nos é passada pelo catolicismo, isto é, que a mulher possui uma imperfeição inerente, devida a sua natural inferioridade e sua incapacidade de distinguir o bem do mal. Tais afirmações foram codificadas no psiquismo feminino, fazendo com que todas as mulheres se tornassem estigmatizadas com esta identidade negativa. Foi deste modo, que o feminino se viu reduzido ao submisso e ao incapaz. A submissão foi então, imposta culturalmente a todas as mulheres, que distorceu intencionalmente os aspectos femininos, com o intuito de reprimir e estabelecer uma sociedade patriarcal.

Lilith, portanto, desobedece à supremacia de Adão, Eva, assumindo seu arquétipo Lilith, desobedeceria à proibição. Lilith, nada mais é, do que o lado sombrio de Eva, daí o porque das qualidades terríveis que são atribuídas a ela. Todo mal que lhe é atribuído está em sua desobediência, ao seu "não" a submissão.


Criada ao pôr do sol, Lilith é noturna, e por isso lhe foi atribuída a qualidade de vampiro. Lilith, ou as projeções do mito eram descritas em suas características eróticas, sensuais, mas quase sempre misturadas com características horrendas, partes animalescas, sobretudo nas extremidades. 

A tradição de Lilith é a tradição da rejeição à Adão. O não de Adão, como já observamos, deveu-se não só ao caráter demoníaco de Lilith, mas também a exigência do desenvolvimento do ego de Adão.

A serpente-demônio, ou o próprio demoníaco que existe em Lilith, impele a mulher a "fazer algo" que a sociedade paternalista não permite.

Lilith é o arquétipo da mulher indomada, que luta apaixonadamente pelo poder pessoal. Suas características são destemor, força, entusiasmo e individualismo. Ela é atividade e exuberância emocional. Para as religiões patriarcais, é a personificação da luxúria feminina, uma inimiga das crianças que atua de noite, semeando o mal e a discórdia. Em Isaias, ela é chamada de "a coruja da noite". No Zohar, é descrita como "a prostituta, a maligna, a falsa, a negra".

Lilith aparece em nossas vidas para nos dizer que é hora de assumirmos o nosso poder. Você tem medo de assumi-lo? Você é daquelas pessoas que não sabem dizer "não"? Tem medo de perder sua feminilidade se tiver o poder em suas mãos? Você teme ser afastada(o) ou banida(o) pelos outros quando estiver em exercício de seu poder? Está com medo de fazer mau uso dele, dominando ou manipulando os outros? Lilith diz que, agora, para você, o caminho da totalidade está em reconhecer que não está ligada ao seu poder e, então, em segundo lugar, submeter-se e aceitar este poder.


Texto pesquisado e desenvolvido por: 

Rosane Volpatto

Bibliografia consultada

O Oráculo da Deusa - Amy Sophia Marashinsky

Os Mistérios da Mulher - M. Esther Harding

As Deusas e a Mulher - Jean Shinoda Bolen

O livro de Lilith - Barbara Koltuv

Lilith, a Lua Negra - Roberto Sicuteri

La Mujer Celta - Jean Markale.

28 de mar. de 2013

 Ruth Gerzvolf viajou 10.696 quilômetros para estudar em Jerusalém

Ruth Gerzvolf viajou 10.696 quilômetros para estudar em Jerusalém

Ruth, com a cidade velha de Jerusalém ao fundo: mais oportunidades - Arquivo Pessoal
Ruth, com a cidade velha de Jerusalém ao fundo: mais oportunidades

Antes de entrar em lugares fechados, Ruth Gerzvolf, de 27 anos, precisa passar por detectores de metais. Amigos dela já tiveram os carros apedrejados quando circulavam em bairros árabes. Na faculdade, sempre causam polêmica os debates sobre Irã ou Palestina. Por outro lado, Ruth tem amigos de vários países, estuda em uma das melhores universidades do mundo e vislumbra boas oportunidades profissionais após a formatura.
Arquivo Pessoal

Nascida em Manaus, de origem judia, Ruth mora há quase 4 anos em Israel. Largou tudo no Brasil atrás do sonho de viver em Jerusalém, onde cursa simultaneamente Relações Internacionais e Estudos Românicos e Latino-Americanos na Universidade Hebraica. “As aulas são em hebraico, mas quase 90% do material didático é em inglês. O país decidiu que seria mais barato ensinar um bom inglês nas escolas do que traduzir todos os livros.”
A estudante quis mudar-se após conhecer o país numa viagem bancada pela organização Taglit-Birthright. Voltou para o Brasil, conversou com os pais e preparou a papelada. Fez aliá (emigrou) com ajuda do governo israelense, que pagou as passagens e a estadia, durante dez meses, num centro de absorção de imigrantes. Lá, Ruth teve as primeiras lições de hebraico. E conheceu o noivo, um policial judeu argentino com quem mora atualmente.
Depois de ter atingido o nível mínimo de proficiência em hebraico exigido pela universidade, Ruth matriculou-se em RI. Descobriu, então, que deveria fazer outra graduação. “É uma forma de preparar melhor os estudantes. Com duas carreiras há mais chances de conseguir emprego”, afirma. No Brasil, ela já havia cursado três anos de Engenharia Elétrica na Federal do Amazonas e um ano de Direito numa faculdade particular. “Não precisei fazer prova de admissão. Eles olharam minhas notas da Ufam e fizeram um cálculo para saber se eu alcançava a média. Fui aceita.”
Ruth pensa em voltar ao Brasil só para visitar a família e os amigos e matar a vontade de comer farinha. “Nunca pensei em desistir. Embora o clima aqui seja tenso, a sensação de segurança que existe nas ruas não tem preço”, diz. “Em Israel há muito mais oportunidades de se ter uma vida decente, não importa em que se trabalhe, basta não ter medo de trabalhar.”