31 de jan. de 2013

Analistas duvidam que ataque israelense na Síria gere conflito aberto

Analistas duvidam que ataque israelense na Síria gere conflito aberto


Guila Flint
Fronteira entre Israel e Síria; suposto ataque israelense ao vizinho ainda não foi esclarecido
De Tel Aviv

Analistas israelenses acreditam que o suposto bombardeio israelense em território sírio, ocorrido na quarta-feira, não irá desencadear uma escalada de violência na fronteira norte de Israel, gerando um conflito aberto envolvendo as forças israelenses, sírias e da milícia xiita libanesa Hezbollah.
Os detalhes do ataque aéreo permanecem pouco claros. As autoridades sírias dizem que forças israelenses atingiram um centro de pesquisa militar perto da capital, Damasco, enquanto que diplomatas dizem que o alvo foi um comboio com armas que seriam entregues à milícia libanesa. Por sua vez, o governo israelense não admite nem nega que o ataque tenha acontecido.
Para o analista do canal 1 da TV israelense Oded Granot, tanto a Síria como a milícia xiita estão enfraquecidas neste momento e não têm interesse em realizar uma represália ou em confronto aberto com Israel.
Por outro lado, a tradicional "política de ambiguidade" adotada por Israel, que explicaria o fato de o país não admitir o ataque, "possibilita que a Síria e o Hezbollah não reajam, evitando assim uma guerra aberta", afirmou Granot. "Se Israel admitisse o ataque, isso os obrigaria a reagir".
Debate
O especialista em Oriente Médio Guy Bechor disse à radio estatal de Israel, Kol Israel, que considera tal ataque em território sírio um "absurdo".
"Israel não deve interferir na guerra civil na Síria", afirmou. "Um ataque contra alvos do governo sírio seria interpretado como ajuda à oposição."
Já para o ex-ministro da Defesa Binyamin Ben Eliezer, do Partido Trabalhista, o suposto bombardeio, que teria como alvo um comboio com mísseis antiaéreos SA-17, seria uma medida "adequada", pois esses mísseis poderiam limitar a liberdade de ação da Força Aérea israelense no Líbano, caso caíssem nas mãos do Hezbollah.
Para Ron Ben Ishai, analista militar do portal de noticias Ynet, o governo sírio está "mentindo" ao afirmar que o alvo do bombardeio teria sido uma centro de pesquisas próximo a Damasco.
De acordo com Ben Ishai, a Síria teria interesse em encobrir o fato de que, em vista da desintegração do Estado em consequência da guerra civil, estaria transferindo seu arsenal para o Hezbollah.
Rússia
O analista afirma que os mísseis do tipo SA-17, produzidos pela Rússia, que teriam sido o principal alvo do ataque, são mísseis especialmente avançados, com capacidade de derrubar aviões da Força Aérea israelense.
Os mísseis foram fornecidos pela Rússia ao governo sírio com a condição de que não seriam desviados para terceiros, incluindo o Hezbollah.
Ao admitir um ataque a um comboio com esse tipo de mísseis, a Síria estaria confirmando uma violação do acordo com a Rússia, que é uma fonte de apoio importante para o regime de Bashar al-Assad.
A Rússia declarou que, se o ataque israelense se confirmar, trata-se de uma violação à lei internacional, pois teria sido realizado "sem provocação alguma".
Apesar das estimativas dos analistas de que tal ataque em território sírio não irá gerar um confronto maior, a população nessa região vive dias de tensão.
Nas últimas 24 horas dobrou o número de civis que recorrem aos centros de distribuição de máscaras de gás. Essas máscaras seriam necessárias caso a Síria decidisse atacar Israel com armas químicas.
Além disso, o Exército israelense deslocou duas baterias de um sistema antimísseis para a fronteira norte.
Israel prende 20 membros do braço armado do Hamas

Israel prende 20 membros do braço armado do Hamas


O serviço de segurança interna israelense, o Shin Beth, anunciou nesta quinta-feira (31) a detenção de 20 membros de uma célula do braço armado do Hamas em Hebron, sul da Cisjordânia, durante os últimos meses.
"Vinte ativistas, em sua maioria membros conhecidos do Hamas que cumpriram penas em prisões israelenses por suas atividades militares, foram detidos durante os últimos meses em Hebron", afirma um comunicado do Shin Beth.
"Durante a investigação foram encontradas 20 armas de diferentes tipos que seriam utilizadas para atividades terroristas", destaca o texto.
Após um acordo com a Autoridade Palestina, Israel evacuou 80% da cidade de Hebron em 1997, mas mantém o controle de uma área na qual vivem 600 colonos cercados por 170 mil palestinos.
Relatório da ONU exige fim da colonização de Israel na Cisjordânia

Relatório da ONU exige fim da colonização de Israel na Cisjordânia


Um relatório de analistas independentes solicitado pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU exige que Israel inicie de forma imediata o desmantelamento de todos os assentamentos de colonos nos territórios palestinos ocupados. Reagindo de modo imediato ao relatório, Israel rejeitou suas conclusões e afirmou que as mesmas"dificultam os esforços de paz".
"Israel deve (…) cessar todas as atividades de colonização de forma incondicional (e) iniciar de forma imediata o processo de retirada de todos o colonos dos territórios ocupados", destaca o relatório. Por causa da existência dos assentamentos, as violações dos direitos humanos dos palestinos "são sistemáticas e cotidianas", completa o relatório, elaborado pela francesa Christine Chanet, a paquistanesa Asma Jahangir e a botsuanesa Unity Dow.
O trabalho, que será apresentado em 18 de março aos 47 membros do Conselho de Direitos Humanos, também urge o Estado hebreu a "garantir uma adequada, eficaz e rápida solução para todas as vítimas palestinas pelos danos que sofreram em consequência das violações dos direitos humanos resultantes da colonização".
Israel considerou "tendencioso" o relatório e considerou que seu texto "prejudica os esforços para encontrar uma solução ao conflito". "Medidas contraproducentes como este relatório não farão mais do que prejudicar os esforços para encontrar uma solução duradoura ao conflito israelense-palestino", afirmou em um comunicado o ministério das Relações Exteriores israelense.
Em março de 2012, o Conselho dos Direitos Humanos anunciou o envio de uma missão para determinar o impacto dos assentamentos sobre os direitos humanos dos palestinos. A decisão enfureceu Israel, que rompeu todos os vínculos com o organismo. Na terça-feira, Israel boicotou uma sessão especial do Conselho que era dedicada ao país, um fato inédito na história da instância, que finalmente adiou os debates "no mais tardar para outubro-novembro de 2013".
Judeus etíopes cobram de Israel inquérito sobre contraceptivo polêmico

Judeus etíopes cobram de Israel inquérito sobre contraceptivo polêmico

Possíveis efeitos da droga incluem osteoporose, aumento de peso, depressão e dores de cabeça

Guila Flint
De Tel Aviv

A Associação dos Judeus Etíopes em Israel está exigindo que o Ministério da Saúde abra uma investigação sobre a administração em mulheres etíopes de um anticoncepcional polêmico por conta de seus efeitos colaterais.

A droga, chamada depo-provera, teria sido administrada durante anos, sem que as mulheres fossem informadas de suas consequências e sem a possibilidade de recorrer a outros meios anticoncepcionais.

A exigência foi apresentada após o Ministério da Saúde ter recomendado que a indicação do medicamento seja feita restrições. 

De acordo com uma carta do diretor-geral do Ministério da Saúde, Roni Gamzu, enviada aos principais planos de saúde do país, "de agora em diante, os médicos ginecologistas não deverão renovar receitas de depo-provera para mulheres etíopes ou de outras origens, se houver dúvidas acerca da compreensão das consequências do tratamento".

A diretora da Associação dos Judeus Etíopes, Ziva Mekonen Dego, disse à BBC Brasil que considera "especialmente grave" o fato de que, mesmo depois de chegar a Israel, as mulheres etíopes continuaram recebendo as injeções "sem saber dos efeitos colaterais".
De acordo com relatórios de ONGs de direitos humanos, mulheres foram induzidas a tomar depo-provera durante anos, enquanto esperavam para imigrar para Israel, em campos de transição na cidade de Gondar, na Etiópia.

Vacina

Segundo depoimentos de mulheres etíopes nos campos administrados por representantes de Israel e da organização judaica humanitária Joint, elas receberam injeções de depo-provera e, em alguns casos, pensavam que tratava-se de "vacina".

O remédio geralmente é recomendado em casos de mulheres que não são capazes de controlar e decidir sobre que tipo de anticoncepcional querem utilizar e que sofrem de doenças mentais graves ou de síndrome de Down.

Para a cientista política Hedva Eyal, da ONG feminista Isha Leisha e autora de uma pesquisa sobre mulheres etíopes que foram induzidas a tomar depo-provera, nesse caso trata-se de um fenômeno decorrente de "paternalismo ou racismo".

"A administração dessas injeções faz com que as mulheres não tenham controle sobre sua própria fertilidade", afirmou Eyal à BBC Brasil. "A droga tem quase 100% de eficácia e impede que a mulher engravide por pelo menos três meses."

De acordo com a cientista política, dezenas de mulheres etíopes que foram entrevistadas durante a pesquisa afirmaram que não foram oferecidos outros meios anticoncepcionais e que não tinham ideia de quanto esse remédio podia ser prejudicial.

Situação econômica

Entre os efeitos colaterais da droga estão osteoporose, aumento de peso, depressão e dores de cabeça.

Mulheres entrevistadas por Eyal disseram que sofreram efeitos colaterais, mas não sabiam que eles poderiam ser decorrentes das injeções.
Muitas delas, que saíram de aldeias pobres em áreas rurais, disseram que não sabiam que havia outros tipos de anticoncepcionais que poderiam utilizar.
Outras disseram que foram "obrigadas" a tomar as injeções e que as autoridades nos campos disseram que "em Israel, a situação econômica estava difícil e era melhor não ter muitos filhos".

Em Israel, vivem cerca de 120 mil judeus etíopes. Vários deles se queixam de discriminação racial por serem negros.

Já houve casos em que condomínios se negaram a alugar apartamentos para pessoas da comunidade, e escolas rejeitaram alunos etíopes.

"O diretor-geral do Ministério da Saúde tomou uma medida positiva e corajosa ao advertir os médicos sobre a questão da depo-provera", avalia Hedva Eyal. "Ele é a primeira autoridade que enfrenta o problema, descobrimos essa irregularidade há anos, mas essa é a primeira vez que fomos ouvidas."

30 de jan. de 2013

Dilma e o Holocausto

Dilma e o Holocausto


A presidente Dilma Rousseff participou, na noite desta quarta-feira, da cerimônia do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, que homenageou os brasileiros Sousa Dantas, embaixador brasileiro na França, e Aracy Guimarães Rosa, funcionária do consulado brasileiro em Hamburgo, que ajudaram a salvar judeus, contrariando a orientação do governo Vargas. Dilma, que participa do evento pela terceira vez como presidente, disse que o Brasil não pode negar o holocausto e lembrou que o país também tem períodos difíceis na sua história, citando a escravidão e a ditadura militar.

- Este momento tem um significado especial, porque o Brasil também passou por períodos difíceis na sua história.
Não podemos esquecer dos 300 anos de escravidão da população negra ou os anos de ditadura que tivemos de enfrentar - disse a presidente.

A solenidade foi marcada por homenagens às vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS). O evento foi aberto com um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. Em seu discurso, o presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Claudio Lottenberg, fez referência à tragédia, e o embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, leu uma mensagem de condolências do presidente Shimon Peres. "Estamos consternados com a tragédia que golpeou o Brasil. Nosso corações estão com vocês neste momento de luto", disse o presidente na mensagem.

No discurso, a presidente destacou a vocação pacifista do brasileiro, argumentando que no país convivem pessoas de diferentes etnias e cultura, inclusive as que, como judeus e árabes, enfrentam-se em outras partes do mundo. Dilma defendeu o diálogo na solução dos conflitos internacionais, argumentando que a negociação tem de se impor sobre a solução armada.

- O holocausto sempre será para o Brasil uma questão que, de maneira alguma, podemos negar. O holocausto é necessariamente, para nós brasileiros, algo que tem de ser objeto da memória e da verdade. Felizmente o Brasil se transformou num país democrático. No nosso país vivem pessoas originárias de diferentes culturas e etnias. Somos um país formado por imigrantes. Aqui convivem em harmonia todos os povos mesmo aqueles que, como judeus e árabes, têm relações atritadas em outras partes do mundo - afirmou.

A presidente disse que a verdade e a memória são armas contra a barbárie. E lembrou que criou a Comissão da Verdade para apurar os fatos ocorridos na ditadura militar.

Sobre os brasileiros homenageados, Dilma disse que os dois tiveram a coragem de enfrentar riscos pessoais para salvar judeus. Aracy, que foi casada com o escritor Guimarães Rosa, tirava da documentação dos judeus que pediam visto brasileiro qualquer referência à origem e os orientava a mandar dinheiro para o Brasil. Sousa Dantas concedeu vistos aos judeus. 

Os dois foram proclamados pelo Museu do Holocausto "Justo entre as Nações", por terem arriscado suas vidas para ajudar os judeus perseguidos pelo nazismo. O filho de Aracy, Eduardo Carvalho Tesse Filho, e o sobrinho-neto do embaixador, Marcos Sousa Dantas, participaram da cerimônia.

Síria diz que Israel bombardeou centro de pesquisa em seu território

Síria diz que Israel bombardeou centro de pesquisa em seu território


Damasco, 30 jan (EFE).- As Forças Armadas da Síria afirmaram que aviões de guerra israelenses entraram nesta quarta-feira dentro de seu espaço aéreo e bombardearam um centro de pesquisa militar no distrito de Jamraiya, na província de Rif Damasco, causando a morte de dois funcionários.

Por meio de um comunicado, o Exército sírio informou que o centro é responsável por 'aumentar o nível da resistência e de autodefesa' e que o local já foi atacado no passado pelos 'grupos terroristas', maneira pela qual o regime se refere às milícias rebeldes.

A nota não fornece mais detalhes sobre o centro de pesquisa, mas assegura que o bombardeio aconteceu 'após várias tentativas frustradas ao longo de meses dos grupos terroristas de entrar e dominar' o local.

'Os caças-bombardeiros do inimigo israelense penetraram do sul das Colinas do Golã e atacaram o centro de pesquisa', informou o Comando Geral das Forças Armadas.

Segundo informaram à Agência Efe fontes diplomáticas ocidentais em Israel, forças da aviação do país atacaram hoje um alvo perto da fronteira entre a Síria e o Líbano.

O ataque aconteceu na madrugada desta quarta-feira, asseguraram as fontes, que pediram para não serem identificadas e não precisaram em que parte da fronteira ocorreu a operação.

O Exército israelense não confirmou nem desmentiu o ataque. Já as forças de segurança do Líbano negaram a existência de um bombardeiro em seu território, mas denunciaram que aviões israelenses violaram seu espaço aéreo. 
Por que nomes babilônicos para meses judaicos?

Por que nomes babilônicos para meses judaicos?


Por Menachem Posner

Na era pré-babilônica, encontramos nas Escrituras somente quatro meses no calendário que são identificados pelos nomes: O primeiro mês (Nissan): Aviv1
O segundo mês (Iyar): Ziv2
O sétimo mês (Tishrei): Eitanim3
O oitavo mês (Cheshvan): Bul4

Os outros meses eram conhecidos apenas pelos seus lugares no calendário – ex. terceiro mês, quarto mês – começando do primeiro, em virtude do fato de ser o mês em que nossa nação deixou o Egito, o mês em que nos tornamos uma nação.

(Aparentemente, até os quatro meses que tinham nomes eram com maior frequência mencionados pelo seu lugar numérico no calendário, com os nomes servindo como títulos secundários acompanhando seus números.)

O Talmud Jerusalem5 nos diz que os nomes modernos dos meses “chegaram [a Israel] com [os que voltaram] da Babilônia,” no início da segunda comunidade judaica, cerca de 350 AEC.6

Então, por que começamos a usar esses nomes? Por que não mantivemos a prática bíblica de mencionar os meses pelos seus números?

Nachmânides7 sugere que isto é consistente com a profecia de Yirmiyahu: “Portanto, vejam os dias estão chegando, diz D'us, e não será mais dito [por aquele que deseja pronunciar um juramento], ‘Como D'us vive, que trouxe os filhos de Israel da terra do Egito,’ mas sim “Como D'us vive, que trouxe os filhos de Israel da terra norte [Babilônia]…”8

O sistema original era contar os meses em ordem numérica, começando de Nissan. Assim, sempre que a pessoa mencionava um mês, estava na verdade recordando o êxodo do Egito: estamos no, digamos, sexto mês – seis meses desde o mês do Êxodo.9 Assim, a nomeação numérica servia como um constante lembrete da nossa libertação do Egito.

Depois que fomos libertados do nosso cativeiro babilônico, porém, começamos a usar os nomes que tínhamos nos acostumados a usar na Babilônia. E agora, esses nomes servem para nos lembrar que D'us nos redimiu desse segundo exílio.


Comentário


NOTAS
1. Êxodo 13:4. Literalmente, “primavera” ou “amadurecer”.
2. I Reis 6:1 e 6:37. Literalmente, “radiiancia”, assim chamado porque é a época em que as árvores ficam radiantes com os botões.
3. I Reis 8:2. Literalmente, “os fortes”, assim chamados porque os frutos maduros estão na altura (força) de sua perfeição. (Nossos Sábios [Talmud, Rosh Hashaná 11 a] atribuem os nomes Zvi e Eitanim ao nascimento de Abraham, Isaac e Jacob – os fortes e radiantes – nestes meses.)
4. I Reis 6:38. Relacionado à palavra para “murchar”, assim chamado porque naquela época os ramos e restolho no campo começam a murchar.
5. Rosh Hashaná 1:2.
6. Embora muitos afirmem que os nomes são na verdade tirados do idioma da Babilônia, o Rebe afirma (Likutei Sichot vol. 23, págs. 214 ff) que é provável que muitos (se não todos) estes nomes sejam na verdade em hebraico, mas que a prática de chamar os meses pelos nomes, em vez de pela posição numérica no calendário, originou-se na Babilônia.
7. Comentário sobre Êxodo 12:2.
8. Jeremiah 16:14.
9. Por motivo semelhante, Nachmânides argumenta, não temos nomes para os dias da semana. Domingo é chamado “o primeiro dia”, segunda-feira “O segundo dia” e assim por diante – porque estamos constantemente contando até o Shabat. Toda vez que mencionamos o dia da semana – qualquer dia da semana – estamos cumprindo o Divino preceito (Êxodo 20:8) de sempre “lembrar do dia do Shabat para mantê-lo sagrado.”

Por Menachem Posner
Rabino Menachem Posner é membro do "Pergunte ao Rabino" do Chabad.org

Israel pode ter ordenado demolir bairro árabe em Jerusalém

Israel pode ter ordenado demolir bairro árabe em Jerusalém

Jerusalém - A agência palestina de notícias 'Ma'an' informou nesta quarta-feira que as autoridades israelenses entregaram ordens de demolição a toda a vila de Fuheidat, situado no território palestino ocupado de Jerusalém Oriental. 

As autoridades israelenses consideram que as casas foram construídas sem as permissões exigidas e ordenaram aos proprietários sua demolição antes de 17 de fevereiro, afirma a agência. Segundo o órgão de comunicação, cerca de 200 palestinos vivem no bairro de Fuheidat, a nordeste da cidade de Anata e perto da base militar israelense de Ananot. 

 A Agência Efe não conseguiu confirmar a emissão de ordens de demolição com a prefeitura de Jerusalém, encarregada de realizar esse tipo de trâmites onde Israel considera parte da cidade, embora para os palestinos e para a comunidade internacional a parte oriental seja território ocupado.
O Efeito Placebo

O Efeito Placebo


Por Naftali Silberberg
 
É uma realidade médica bem documentada: os sintomas de um paciente podem ser aliviados por uma medicação ou tratamento falso, simplesmente porque o indivíduo espera e acredita que vai dar certo. 

Minha limitada pesquisa sobre este assunto (graças a wikipedia.com) revelou que os placebos são mais eficazes no “tratamento” de sintomas subjetivos, como dor ou depressão, que em grande parte dependem da avaliação feita pelo paciente sobre a situação. Eles pouco fazem para curar realmente doenças cujos sintomas podem ser monitorados objetivamente. Além disso, os poderes curativos do placebo não se igualam aos do remédio verdadeiro. Para que uma nova medicação seja aprovada, o fabricante deve demonstrar por meio de testes clínicos que é significativamente mais eficaz que um placebo.

Vital para a saúde física de todos os membros do corpo é a manutenção de canais sadios que se ligam à sua fonte da vida. Este é o sistema nervoso, que conecta o membro ao cérebro, e os vasos sangüíneos que permitem o fluxo do sangue para o coração e a partir dele. Quando, D’us não o permita, estes canais estão defeituosos, a) a funcionalidade do membro é comprometida ou completamente paralisada, e b) o membro afetado sofre muita dor. Onde quer que um placebo possa aliviar a dor, a pessoa precisa passar por um tratamento médico real para curar o problema subjacente.

A saúde da alma, também, depende da manutenção de uma forte conexão à sua Divina fonte da vida. Esta conexão é mantida por meio de uma dieta balanceada de Torá e um regime regular de exercício de mitsvot. Se esta conexão for comprometida devido à negligência, a pessoa perde a funcionalidade espiritual. 

Uma alma judaica é colocada neste mundo para construir uma morada Divina em si mesma e nos seus arredores. Quando as linhas espirituais da vida estão bloqueadas, é impossível implantar esta missão. Além disso, esta condição invariavelmente provoca num judeu grande sofrimento emocional e espiritual. O latejar da alma é fortemente sentido pelo indivíduo – embora com freqüência ele não saiba o motivo.

Este sofrimento leva muitas pessoas a tentarem muitos tipos diferentes de placebos: disciplinas e causas espirituais alternativas com a intenção de aliviar a dor da alma. Muitas vezes, estes placebos oferecem algum alívio dos dolorosos sintomas da doença espiritual – porém seu sucesso empalidece em comparação ao tratamento real. E o mais importante, eles certamente não fazem nada para restaurar a funcionalidade da alma doente.

Portanto, não aceite nada menos que o remédio verdadeiro. Fale com seu médico espiritual local (também conhecido como “Rabino”, “Rebetsin” ou outro mentor espiritual), e peça o tratamento que se orgulha de uma taxa de 100% de sucesso há mais de três milênios!
  A Identidade de Yitró

A Identidade de Yitró


Coisas Judaicas

 
Por Eli Touger – Traduzido por Moishe Klajnberg
 
Poucas leituras semanais da Torá recebem o nome de uma pessoa; portanto, sempre que esta associação é feita, ela demanda especial atenção. E se isto for verdade em relação às outras leituras da Torá, certamente se aplica à Parashá Yitró, a história da entrega da Torá. Chamar a porção de Yitró indica uma conexão entre ele e os acontecimentos.

Quem foi Yitró1? A Torá o descreve como o kohen de Midian. Nossos Sábios oferecem duas definições para a palavra kohen2:

a) “Governante”. Yitró governava a terra de Midian.

b) ”Sacerdote”. Ele liderava os midianitas em sua devoção. De fato, nossos Sábios relatam3 que Yitró tinha reconhecido todas as falsas divindades no mundo.

A conexão entre a primeira interpretação e a entrega da Torá é óbvia, pois ela reflete a extensão do compromisso de Yitró. Apesar de ele ter vivido com riqueza e conforto, ele estava preparado para viajar para o deserto para ouvir as palavras da Torá4. Mas a segunda interpretação é problemática. Nossos Sábios nos ensinam5 que é proibido dizer a um convertido: “Lembre de teus atos anteriores”.

Identificando as Divindades, Reconhecendo D’us
Para resolver esta questão, é necessário entender a origem da idolatria. O Rambam escreve6:

Durante a época de Enosh, a humanidade cometeu um grande erro... Eles disseram que D’us criou as estrelas e esferas para, com elas, controlar o mundo. Ele as colocou no alto e as tratou com honra... Consequentemente, é adequado [ao homem] louvar e glorificar [estas entidades] e tratá-las com honra.

Assim, a adoração de falsas divindades tem suas raízes em um mal-entendido – a de que D'us influencia este mundo por meio de intermediários.

Nossos Sábios comentam7: “Não há nenhuma folha de grama neste plano [material] que não tenha uma força espiritual compelindo-a a crescer”. Adoradores de ídolos, entretanto, atribuem autoridade independente a esses intermediários, achando que eles têm controle sobre a influência que espalham. Na verdade, esses “deuses” são meramente “um machado na mão de um lenhador”8, sem nenhuma importância ou vontade própria e, portanto, é errado e proibido adorá-los9.

Ao dizer que Yitró tinha reconhecido todas as falsas divindades no mundo, nossos Sábios indicam que ele tinha consciência de todos os diferentes meios pelos quais D’us canaliza a energia para o mundo. Apesar de seu conhecimento desses poderes espirituais, ele rejeitou sua idolatria declarando10: “Abençoado seja D'us... Agora eu sei que D’us é maior que todas as divindades”.

O Microcosmo Encorajando o Macrocosmo
O reconhecimento de D’us por Yitró não foi meramente uma questão pessoal. Suas palavras de louvor produziram “a revelação de D'us em Sua Glória nos mundos superiores e inferiores. Depois disso, Ele entregou a Torá, em perfeita [confirmação de] Seu domínio sobre toda a existência” 11.

O reconhecimento individual de D’us por Yitró expressou o propósito da entrega da Torá. Isto preparou o macrocosmo, o mundo em geral, para uma revelação como esta.

Explicando: O Rambam declara12 que “a Torá foi dada somente para criar paz dentro do mundo”. Entretanto, a paz não é o objetivo da existência da Torá; a Torá existia antes da criação do mundo13. Ela é a sabedoria de D’us14, unida com Ele15.

Portanto, assim como D’us transcende o conceito de propósito, também assim faz a Torá. O Rambam, entretanto, focaliza não sobre o objetivo da própria Torá, mas sobre a entrega da Torá – porque a Torá foi concedida aos mortais. Ele explica que a Torá foi dada não somente para espalhar a Luz Divina, mas para cultivar a paz.

Quando os Pares se Encontram
A paz se refere à harmonia entre opostos. Em um certo sentido, ela se refere à solução da divisão entre o físico e o espiritual, o movimento adiante que torna possível um mundo no qual a presença de D’us não está visivelmente evidente para reconhecer e ser permeado pela verdade de Sua Existência.

Sobre o versículo16 “Os céus são os céus de D'us, mas a terra Ele deu aos filhos do homem”, nossos Sábios explicam17 que, originalmente, havia um decreto Divino separando o físico do espiritual, isto é, a natureza da existência material nos afastava da verdadeira apreciação da realidade espiritual18. No momento da entrega da Torá, entretanto, D’us “anulou esse decreto” e permitiu que a união fosse estabelecida entre as duas.

Além disso, a verdadeira paz envolve mais do que a mera negação da oposição. A intenção é que as forças que existiam previamente ao acaso devem reconhecer algo em comum e se unirem em atividades positivas. Da mesma forma, a paz que a Torá estimula não envolve meramente uma revelação da Divindade tão grande que o mundo material seja forçado a reconhecê-la. Em vez disso, a intenção da Torá é produzir uma consciência de D’us dentro do contexto do próprio mundo.

Existe Divindade em todo elemento da existência. A todo o momento, a Criação está sendo renovada; se a energia criativa de D'us faltasse, o mundo voltaria ao nada absoluto19. A Torá nos permite apreciar essa Divindade interior e nos capacita a viver em harmonia com ela.

Em um sentido pessoal, o reconhecimento por Yitró da supremacia de D’us cumpriu esse objetivo. De seu envolvimento com “todas as falsas divindades do mundo”, ele chegou a um profundo reconhecimento da soberania de D'us20. A transformação de Yitró tornou possível a entrega da Torá que, por sua vez, transforma o mundo.

Da Escuridão à Luz
O Zohar21 associa a transformação da existência material com o versículo22 “Eu vi uma vantagem da luz sobre a escuridão”. A palavra Yisaron (compartilhando a mesma raiz que o nome Yitró), traduzida como “vantagem”, também pode ser entendida como “qualidade superior”. Assim, o versículo pode ser interpretado como indicando que a luz que vem da transformação da escuridão possui uma qualidade superior.

Há duas implicações disto. Primeiramente, que a transformação da escuridão resulta em uma maior qualidade da luz do que a que seria revelada e, em segundo, que essa luz superior não se opõe ao mundo material. Ao contrário, a escuridão do mundo é sua fonte.

O Caminho para a Redenção
O Tanya23 descreve a entrega da Torá como um prelúdio da Era da Redenção. Quando a Torá foi dada, toda a existência ficou em um estado de absoluta unidade com D’us.

No momento da entrega da Torá, entretanto, a revelação dependeu da iniciativa de D’us. Já que o mundo ainda não tinha sido refinado, sua natureza se opôs à manifestação da Divindade e, assim, a revelação milagrosa não permaneceu. Nos séculos que se seguiram, entretanto, a observância da Torá e às suas mitzvot pela humanidade tem lentamente costurado a Divindade no tecido do mundo. Na Era da Redenção, a separação será permanentemente dissolvida e nós perceberemos que nosso mundo é a moradia de D’us24.


NOTAS
1. Shemot 18:1.
2. Ver o Mechilta sobre este versículo.
3. Mechilta sobre Shemot 18:11; Zohar, Vol. II, p. 69a; Rashi, Shemot 18:9.
4. Rashi, Shemot 18:5.
5. Ver Bava Metzia 58:13, citado em Mishneh Torah, Hilchos Mechirah 14:13.
6. Mishneh Torah, Hilchos Avodas Kochavim 1:1.
7. Bereishis Rabbah 10:6, Zohar, Vol. I, p. 251a.
8. Cf. Yeshayahu 10:15. Ver o maamar VeYadaata 565 7 onde este conceito é explicado detalhadamente.
9. Ver o 5º dos Treze Princípios da Fé do Rambam (Comentário sobre a Mishnah, Introdução ao Décimos Capítulo do Sanhedrin).
10. Shemot 18:10-11.
11. Zohar, Vol. II, p. 67b.
12. Rambam, Mishneh Torah, a conclusão de Hilchos Chanukah. A fonte de Rambam é uma questão de discussão. O Tzemach Tzedek (Or HaTorah, Mishlei, p. 553) cita Gittin 59b. Ver Likkutei Sichos, Vol. VIII, p. 349ff.
13. Midrash Tehillim 90:4, Bereishis Rabbah 88:2.
14. Tanya, cap. 3.
15. Zohar, Vol. I, p. 24a.
16. Salmos 115:16.
17. Shmos Rabbah 12:3. Ver o ensaio intitulado “O Quê Aconteceu Com O Sinai” (Timeless Patterns in Time, Vol. II, p. 91ff, Kehot, 1994) que explica este conceito.
18. De fato, a palavra hebraica para “mundo” (Likkutei Torah, Bamidbar 37d) ????, compartilha a mesma raiz que a palavra ????, significando “ocultação”.
19. Tanya, Shaar HaYichud VehaEmunah, cap. 1.
20. 20. Yitró reconheceu, de boa vontade, a presença de D’us e se esforçou para modificar sua vida para se adaptar com sua apreciação. Outros povos também ficaram temerosos pelos milagres do Mar Vermelho e reconheceram o poder de D’us, como está escrito (Shemot 15:14-16): “Povos ouviram e tremeram... Os [habitantes de] Canaã fundiram-se. Medo e apreensão caíram sobre eles”. Diferentemente de Yitró, entretanto, eles não refletiram esta apreciação de D’us em sua conduta.
21. Zohar, Vol. III, p. 47b.
22. Ecclesiastes 2:17.
23. Cap. 36.
24. Cap. 36.

Fonte: http://www.chabad.org.br
Israel ataca comboio na fronteira sírio-libanesa

Israel ataca comboio na fronteira sírio-libanesa


A aviação israelense atacou na terça-feira à noite um comboio com armas procedente na Síria na fronteira sírio-libanesa, afirmaram fontes dos serviços de segurança.
Essas fontes, que pediram o anonimato, não informaram o local exato do ataque. Consultada pela AFP, uma porta-voz militar israelense negou-se a fazer comentários a respeito.
Eleições em Israel agravam tensões entre laicos e ultraortodoxos

Eleições em Israel agravam tensões entre laicos e ultraortodoxos




GUILA FLINT


Direto de Tel Aviv

Um novo partido laico, que conquistou a segunda maior bancada no Parlamento nas eleições de 22 de janeiro, desafia os privilégios do setor ultraortodoxo e exige que os estudantes dos seminários rabínicos prestem serviço militar como os outros cidadãos judeus de Israel. O partido Yesh Atid, liderado pelo ex-apresentador de TV Yair Lapid, tem como bandeira principal o que chama de "carga igual", exigindo que os ultraortodoxos arquem com as obrigações dos cidadãos da mesma forma que os laicos.
O Yesh Atid se opõe à isenção do serviço militar outorgada aos estudantes dos seminários rabínicos e aos amplos subsídios dados pelo governo a dezenas de milhares de ultraortodoxos que se dedicam aos estudos religiosos e não trabalham. Como condição para entrar na coalizão governamental liderada pelo primeiro ministro Binyamin Netanyahu, o novo partido, que obteve 19 (entre 120) cadeiras no Parlamento, exige a implementação do principio da "carga igual".
Já os partidos que representam quase 1 milhão de cidadãos ultraortodoxos – o Shas, com 11 cadeiras, e o Yahadut Hatorah, com 7 cadeiras – afirmam que, se tais propostas forem adotadas pelo governo, o resultado poderá ser uma "cisão do povo".
O porta-voz do partido Yahadut Hatorah, Yerach Tucker, disse ao Terra que "dezenas de milhares de estudantes dos seminários rabínicos estarão dispostos a ir para a prisão se forem obrigados a prestar o serviço militar". "Nós contribuímos para a sociedade estudando a Torá (texto sagrado do Judaismo), isso não é menos importante do que prestar o serviço militar", afirmou, "somos um Exército de estudiosos da Torá e assim contribuímos para preservar o povo de Israel".
Preceitos religiosos
"Seria inconcebível que nos obrigassem a abrir mão de nossa fé, de nossos costumes e de nossos preceitos", disse Tucker, para quem "o Exército não tem infraestrutura para absorver dezenas de milhares de jovens ultraortodoxos".

O fato de que no Exército servem homens e mulheres juntos seria um dos maiores problemas para os jovens ultraortodoxos, que foram educados em comunidades que adotam a separação entre os sexos. Outro problema seria o preceito da alimentação kasher (segundo os mandamentos da religião judaica) que os ultraortodoxos seguem. Embora a comida no Exército também seja kasher, várias correntes ultraortodoxas consideram que as regras adotadas pelas cozinhas militares não são rígidas o suficiente.
Segundo o partido Yahadut Hatorah, "ninguém tem o direito de determinar quantos estudantes irão estudar Torá".
Base jurídica
A base jurídica para a isenção dos jovens ultraortodoxos do serviço militar foi lançada em 1947, pelo fundador do Estado de Israel, David Ben Gurion. Com o objetivo de obter a legitimação de lideres ultraortodoxos para a fundação do Estado, Ben Gurion se comprometeu a liberar os estudantes dos seminários rabínicos do serviço militar.

Naquela época tratava-se de 400 estudantes. Hoje, o número de isentos ultraortodoxos chega a 60.000, causando um ressentimento entre os laicos, que aos 18 anos são obrigados a se alistar.
O ressentimento dos laicos também decorre do fato que grande parte dos homens ultraortodoxos não participam do mercado de trabalho e dedicam-se integralmente às atividades religiosas. Em muitas famílias ultraortodoxas são as mulheres que trabalham, para que seus maridos possam continuar estudando a Torá.
Subsídios
As instituições ultraortodoxas recebem subsídios do Estado, que também dá um extenso apoio através do ministério do Bem Estar Social, a famílias numerosas como no caso das famílias ultraortodoxas. "Eles (os ultraortodoxos) devem servir o Exército e trabalhar para se sustentar", disse o rabino reformista, Uri Regev, ao Terra.

Regev dirige a ONG Hiddush, que é contra a coerção religiosa e defende os princípios de igualdade e liberdade em todas as questões ligadas à religião. "Aos 18 anos todos devem se alistar e é o Exército que deverá decidir quantos irá recrutar", conta ele. "Aqueles que não prestarem serviço militar deverão prestar serviços nacionais e poderão trabalhar em hospitais, no corpo de bombeiros ou em qualquer outro serviço civil necessário".
No entanto, nem todos os laicos em Israel concordam com o lema da "carga igual". Para o colunista do jornal Ha'aretz, Gideon Levy, trata-se de um "slogan populista, para angariar votos, sem correr risco algum". Levy aponta outras questões, as quais considera mais importantes e urgentes do que a "carga igual", como o conflito com os palestinos, mas são bem mais controversas e espinhosas.
Alegria sem Ressaca"

Alegria sem Ressaca"


Domingo (dia 03 de fevereiro) a banda "Alegria sem Ressaca" (acesse aqui) vai desfilar na Av.Atlântica/RJ tendo como principal atração o cantor Eduardo Dussek, que cantará marchinhas carnavalescas ao lado da Velha Guarda Musical da Vila Isabel. 

Outro destaque será a delegada Valéria de Aragão Sadio, titular da Delegacia de Combate às Drogas do Rio de Janeiro. 

A banda é uma iniciativa da Associação Brasileira de Alcoolismo e Drogas (ABRAD), que tem como sede o escritório de Leila Velger, responsável pela organização e coordenação dos projetos da entidade. 

Recentemente Mina Seinfeld de Carakushansky assumiu o cargo de diretora de Prevenção do grupo.
Natalie Portman vai se mudar para Paris por causa do marido

Natalie Portman vai se mudar para Paris por causa do marido

Natalie Portman vai se mudar para Paris por causa do marido
Natalie Portman, 31, vai se mudar com a família para Paris, segundo o site da revista "Us Weekly". A atriz é casada com o dançarino e coreógrafo francês Benjamin Millepied, 35, que vai assumir a direção do Paris Opera Ballet em setembro de 2014. Os dois se conheceram nos bastidores de "Cisne Negro", que deu um Oscar de melhor atriz para ela. O casal tem um filho, Aleph, de 20 meses, e se casou em agosto do ano passado. Atualmente, eles residem em Los Angeles, onde Millepied fundou uma companhia de dança experimental, chamada L.A. Dance Project.
Israel libera parcialmente fundos palestinos

Israel libera parcialmente fundos palestinos

Israel desbloqueou 100 milhões de dólares correspondentes a uma parte do dinheiro arrecadado para a Autoridade Palestina e que havia sido bloqueado depois que a Palestina recebeu o status de Estado observador na ONU, em novembro.

"Esta decisão foi tomada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por causa da difícil situação financeira da Autoridade Palestina", afirmou uma fonte do gabinete do primeiro-ministro.

"É uma transferência provisória e se refere apenas a valores de um mês. O primeiro-ministro não se comprometeu a continuar depois com as transferências", completou.

Em 2 de dezembro, o governo israelense anunciou o bloqueio provisório da transferência à Autoridade Palestina de vários impostos alfandegários e taxas que arrecada em nome dos palestinos.

A medida havia sido denunciada como ilegal pelos palestinos.

29 de jan. de 2013

Bar Refaeli é atração principal de desfile em Barcelona

Bar Refaeli é atração principal de desfile em Barcelona


A modelo israelense Bar Refaeli foi a principal atração dos desfiles da 080 Barcelona Fashion, nesta terça-feira (29). A ex-namorada de Leonardo DiCaprio desfilou para a grife Desigual, abrindo e fechando a apresentação.
 
Em uma das entradas, Bar atravessou a passarela como se estivesse falando ao celular. Chamou atenção o fato de ela estar sempre sorrindo.
 
A grife feminina desfilou a coleção We Love! (nós amamos) como uma declaração de amor para a mulher, segundo a agência EFE. As roupas era alegres e coloridas. 
 
O desfile foi baseado no conceito "diversão, sexo e amor". Para a diversão, estampas de colagem, frases divertidas e corações. Para o sexo, a marca aposta na sedução com rendas, lantejoulas e tons preto e vermelho. O amor fica por conta de roupas urbanas em tons cáqui, jeans e vestidos estampados.
 
A semana de moda de Barcelona vai até quinta-feira (31). 
Nota de repúdio da posição Argentina

Nota de repúdio da posição Argentina

Argentina deu um formidável passo atrás ao firmar um acordo com o Irã criando uma Comissão da Verdade para apurar, mais uma vez, o atentado terrorista cometido contra o edifício da Amia, em 1994, em Buenos Aires, que matou 85 pessoas. 

Ao se associar a um estado terrorista, a atitude do governo argentino desqualifica os esforços realizados pela sua justiça junto com a Interpol e cujas investigações apontaram o dedo acusatório na direção de cidadãos iranianos incumbidos de obedecer à determinação oficial de praticar um atentado exemplar e, nele, matar quantos pessoas fosse possível. 

É uma afronta à justiça pretender recomeçar tudo de novo realizando audiências em um país como o Irã cujo governo ignora os direitos mais elementares da pessoa humana. Como buscar a verdade em um país que no último final de semana prendeu 14 jornalistas acusados de suposta cooperação com veículos da mídia estrangeira favoráveis à oposição? 

Como encontrar a verdade realizando audiências em um Irã controlado pelo ministro da Defesa Ahmad Vahidi, que, junto com o ex-presidente Ali Akbar Rafsanjani, é o principal suspeito de planejar o atentado, e ambos procurados pela Interpol? Como a Argentina pretende descobrir a verdade em um país como o Irã que nega o Holocausto de cerca de 6 milhões de judeus pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial? 

 A ironia da história – além de pretender desmenti-la – é que o acordo foi firmado dia 27 de janeiro, consagrado como o Dia Internacional de Recordação às Vítimas do Holocausto.

 JACK TERPINS 

PRESIDENTE DO CONGRESSO JUDAICO LATINO-AMERICANO
Palestinos aplaudem filme contra a ocupação de Israel indicado ao Oscar

Palestinos aplaudem filme contra a ocupação de Israel indicado ao Oscar


O filme "5 broken cameras", indicado ao Oscar de melhor documentário neste ano, foi exibido aos palestinos pela primeira vez nesta segunda-feira (28), deixando a plateia otimista com a repercussão global do longa-metragem para sua luta contra a ocupação israelense.
Com uma câmera amadora e quase sem orçamento, o jornalista Emad Burnat passou cinco anos documentando protestos semanais contra confiscos de terras realizados por forças israelenses e colonos judeus na aldeia palestina de Bil'in, na Cisjordânia ocupada.
Vizinhos são mortos nos protestos, e equipamentos de demolição pontuam a paisagem, enquanto o cineasta captura a rápida perda da inocência do seu filho pequeno, como mostram as primeiras palavras que ele aprende: "muro" e "exército".
"Este é um filme para aqueles que foram martirizados. É maior do que eu e maior do que Bil'in. Mais de 1 bilhão de pessoas acompanham o Oscar, e agora saberão da nossa luta", disse Burnat após a exibição. "5 broken cameras" concorre com outros quatro filmes, incluindo o documentário israelense "The gatekeepers", reunindo depoimentos de seis ex-chefes de serviços de inteligência israelenses.
Embora com perspectivas muito diferentes, os dois documentários compartilham de uma mensagem surpreendentemente similar: que a ocupação israelense na Cisjordânia é moralmente errada e deve acabar.

O filme de Burnat foi aplaudido de pé na pré-estreia em Ramallah, capital administrativa dos palestinos. "O filme mostra ao mundo todo o que é a ocupação. Ela eliminou a felicidade do rosto do menino numa idade muito tenra. Essa tem sido a experiência para todos nós", disse o taxista Ahmed Mustafa, que levou mulher e filho à sessão. "Mas nem tudo é ruim. Ele mostra que há progressos, que há vitórias, e que nossa causa ainda está viva e avançando."
Em 2007, a Alta Corte israelense considerou que a barreira de separação construída por Israelem Bil'in era ilegal, e ordenou um novo traçado, o que animou os ativistas. A sentença só seria implementada em 2011, mas os protestos continuam.
Na sessão desta segunda, humildes aldeões usando lenços palestinos quadriculados e elegantes moradores urbanos partilharam das mesmas reações viscerais a cenas que são habituais na imprensa, mas que raramente aparecem em um longa-metragem.
A imagem de oliveiras reduzidas a brasas depois de serem queimadas por colonos judeus causa óbvia perplexidade na plateia. "Ai, Deus!", disse um homem. Mas, quando a câmera de Burnat se volta para os cânticos desafiadores entoados com o sotaque de Bil'in, ou quando pedras são atiradas na direção de jipes israelenses em fuga, o público aplaude extasiado.
O filme foi codirigido pelo cineasta e ativista israelense Guy Davidi. Essa associação levou algumas pessoas a classificarem "5 broken cameras" como um filme israelense, e um festival do Marrocos o rejeitou por esse motivo.
Israel expressa "profunda decepção" por acordo Argentina-Irã

Israel expressa "profunda decepção" por acordo Argentina-Irã

O Ministério das Relações Exteriores de Israel manifestou nesta terça-feira ao embaixador da Argentina, Carlos García, sua "profunda decepção" pelo acordo entre o país sul-americano e o Irã para investigar o atentado da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) de 1994. "Foi transmitido o descontentamento e a profunda decepção de Israel", disse à Agência Efe uma fonte diplomática pouco após o término da reunião, realizada na manhã de hoje na sede do Ministério das Relações Exteriores israelense, em Jerusalém. 

Israel anunciou ontem que García seria convocado para dar explicações sobre um acordo que, segundo ele, "contribui para romper o isolamento internacional do Irã". "Foi explicado que os iranianos levam adiante seu programa nuclear apesar da oposição da comunidade internacional e que o que tentam conseguir é sair do isolamento através da Argentina", especificou. 

O acordo, que entrará em vigor assim que for ratificado pelos parlamentos dos dois países, foi selado pela Argentina e o Irã no domingo, durante a cúpula da União Africana, realizada em Adis-Abeba (Etiópia). 

Segundo o documento, cujo conteúdo foi divulgado pelo governo argentino, ambos os países criarão uma comissão de juristas que revisará as atuações judiciais em relação ao atentado e recomendarão um plano de ação para seu esclarecimento. 

O ataque à sede da associação israelita, dois anos depois de um atentado contra a embaixada de Israel na capital argentina, teve saldo de 85 mortos e mais de 300 feridos. 

Oito iranianos e um libanês são acusados de envolvimento com o crime, do qual Israel acusa o Irã e o movimento pró-iraniano libanês Hezbollah.