31 de dez. de 2013

Judeus do gueto de Varsóvia esconderam relatos sobre a perseguição nazista em latas de leite

Judeus do gueto de Varsóvia esconderam relatos sobre a perseguição nazista em latas de leite

Júlia Matravolgyi 
cenário era o pior possível: distribuídos em uma área mínima viviam quase 400 mil judeus, que antes habitavam a capital polonesa e regiões próximas. Era o gueto de Varsóvia.
Criado pelos nazistas em 1940, o maior gueto da Europa foi a moradia de judeus no período da perseguição nazista. Muitos foram assassinados no campo de extermínio de Treblinka. Para você ter uma ideia, em maio de 1943, calcula-se que três quartos dos habitantes originais do gueto de Varsóvia haviam morrido nas mãos dos nazistas ou por causa dos maus tratos.
Um dos habitantes do gueto era o historiador judeu Emanuel Ringelblum. Ele criou o grupo Oyneg Shabat (em tradução livre, a alegria do dia de descanso), com a intenção de narrar o dia-a-dia do campo. O grupo era composto por cientistas, escritores, desenhistas e rabinos, que contavam (a partir da vivência individual e de sugestões traduzidas por colegas) como era a rotina em uma sociedade reclusa. A intenção de Ringelblum e seus companheiros era escrever um livro quando a guerra terminasse.
O enredo provou-se pior do que o de muitos dramas. Com o passar do tempo, aumentavam as deportações para os campos de concentração, bem como o número de mortes por causa da fome. A expectativa de sair dali com vida se tornava menor a cada dia.
Para garantir que a história dos judeus no gueto sobrevivesse e não chegasse às mãos dos nazistas, os integrantes do Oyneg Shabat encontraram uma solução inusitada: esconderam toda a documentação dentro de 3 latas de leite e dez caixas de metal, como esta:
Como você já deve imaginar essa história não teve final feliz. Todos os membros do grupo foram assassinados ainda no gueto. Exceto Emanuel Ringelblum. Ele conseguiu escapar dos nazistas junto com a família e ficou dois anos escondido. Mas não adiantou. A Gestapo, a polícia nazista, descobriu o esconderijo do historiador, executou suaa família e aqueles que haviam lhes dado abrigo.
Duas latas de leite e dez caixas metálicas com os relatos do grupo de Ringelblum foram encontradas enterradas pelo gueto. A terceira nunca foi achada.

Registros Judaicos na Alemanha

Registros Judaicos na Alemanha


Registros judaicos [Jüdische Urkunden] incluem registros de judeus ou congregações judaicas. A Biblioteca da História da Família tem mais de 2.000 microfilmes de registros vitais de judeus alemães que relaciona nascimentos, casamentos e mortes. Esses registros vitais são uma excelente fonte de informações precisas sobre antepassados ​​judeus.

A Biblioteca de História da Família também tem outros tipos de registros judaicos, incluindo registros de sinagoga, registros de colaboradores judeus, vítimas do Holocausto, e censos. Um dicionário geográfico de lugares (gazetista), as fontes e os índices podem ser encontrados em:

www.jewishgen.org

Preliminar do Histórico Geral
Os registros judeus alemães mais antigos são registros de sinagoga, mas estes não foram mantidos por todas as congregações. Os judeus alemães não costumam manter registros de nascimentos, casamentos e mortes, a menos que exigido por lei.

No início do século XIX, os judeus em muitas partes da Alemanha foram obrigados por lei ou se registrar com paróquias católica ou luterana ou preparar suas próprias transcrições civis de nascimentos, casamentos e mortes. Estes tipos de registros, se mantidos por uma paróquia cristã ou autoridades civis, são chamados de registros judaicos.

Com a introdução do registo civil em todo o país em 1876, os nascimentos judaicos, casamentos e mortes foram registrado pelas autoridades civis alemãs. Na maioria dos casos, os registros judaicos foram mantidos em um registro judeu separado. Registros das sinagogas judaicas e registros civis separados de judeus estão relacionados no Catálogo da Biblioteca História da Família sob REGISTROS JUDAICOS. Registros civis mistos estão relacionados no catálogo sob REGISTRO CIVIL. Veja a seção "Registro Civil' deste esboço para obter informações sobre os registros civis.

Censos foram feitos ao longo do tempo para identificar judeus e outras minorias, especialmente durante o nazismo (1938-1939). Muitos registros de judeus que morreram no Holocausto estão agora disponíveis.
Compreender a história do povo judeu na Alemanha pode ajudar em sua pesquisa. Seguem-se dois bons livros de referência:

. Great
Bend, Ind.: University of Notre Dame Press,

Adler, H. G. The Jews in Germany: From the, yEnlightenment to National Socialism.

1969. (FHL livro 943 F2a, número de computador 282632).

. Philadelphia: Jewish
Publication Society of America, 1939. (FHL
livro 943 F2lm; número computador 105.615).

Lowenthal, Marvin. Os Judeus da Alemanha. Uma história, de dezesseis séculos. New York: William Morrow, 1980. (FHL livro 929,1 K967f, filme 1059468 o item 4, o número de computador 51783).

Abaixo estão relacionados um manual genealógica útil e uma bibliografia de histórias de família judaica: Kurzweil, Arthur. : De geração em geração:, Como rastrear sua Árvore Genealógica Judaica e História Pessoal. Zubatsky, David S., e Irwin M. Berent. Jewish. 2 vols. New York: Garland, y,,
Genealogia: Um Livro fonte de Historias de Família e Genealogias. 1984. (FHL livro 929,1 Z81j, número de computador 294278).

As informações Registradas em Registros de Sinagoga
Os Registros de Sinagoga podem incluir o seguinte:

"Registros contábeis financeiros. Esses registros às vezes relacionam os nomes dos contribuintes."
Registros de circuncisão (livros "Mohel"). Estes registros incluem o nome próprio em hebraico para a criança do sexo masculino, a data da circuncisão (calendário hebraico), o nome próprio do pai hebraico, e às vezes o sobrenome do pai. "Contratos de casamento. Estes acordos contratuais incluem os nomes da noiva e do noivo. Eles pode também dar a data do casamento e o nome dos pais. Em caso de segundo ou, casamentos anteriores, os nomes dos cônjuges anteriores e as datas de morte podem estar incluídos."
Listas de pessoas falecidas. Estas listas dão o nome da pessoa falecida e a data de morte.
As informações Registradas em Registros Civis Judaicos
Registros civis judeus contêm a mesma informação de nascimento, casamento e falecimento como registros civis para os cristãos. Eles são usados da mesma forma que os registros da igreja ou outros registros civis. Veja as estratégias de busca incluídas nas seções "Registros da Igreja" e "Registro Civil" deste esboço.

Outros registros. De 1809-1812, os judeus fizeram listas de sobrenomes que mostram a residência de cada pessoa, antigo nome, novo nome e data de nascimento. O censo nazista de minorias, em 1938, relaciona nomes próprios e sobrenomes, datas de nascimento, local de nascimento, os níveis de educação, e que avós eram judeus.


Localizando Registros Judaicos
A Biblioteca de História da Família tem registros de judeus de muitos lugares alemães, mas também há muitos lugares não ainda representados na coleção. A biblioteca tem muito poucos registros de sinagoga. A maioria dos materiais judaicos da biblioteca são registros vitais feitas por autoridades civis. registros civis judeus e registro civil registros que incluem os judeus, juntamente com o resto da população estão disponíveis começando em 1795. Por causa de restrições de privacidade, a biblioteca tem poucos registros de eventos que ocorreram após 1875.

Abaixo estão relacionados locais, onde você pode procurar registros de seus antepassados ​​judeus:

Registros Civis.
Esses registros são mantidos no cartório local de registro civil [Standesamt] em cada vila ou cidade. Portanto, você precisa conhecer a cidade onde seu antepassado viveu antes de você possa procurar por esses registros.

Muitos arquivo alemães e inventários de registro paroquial tocam em vários registros judaicos. O inventário abaixo concentra-se em registros judaicos: Verzeichnis der im Bundesarchiv aufbewahrten Filme von Personenstandsregistern: Jüdischer Comunas aus Mittel-und Ostdeutschland

(Inventário de microfilmes no Arquivo Federal Alemão de Registros Vitais Judeus da Alemanha Central
e Alemanha Oriental). Fotocópia de texto datilografado, 196 -? (FHL livro 943 A5gp, número de computador 245.618).

Este inventário é dividido em cinco seções:

(1) a leste da linha Oder-Nessie,

(2)Russos ocuparam a Alemanha Oriental

(3), Nordrhein-Westfalen

(4), Berlim, e (5) Índice de localidade.

O inventário relaciona centenas de registros de sinagoga "incluindo registros de nascimento, casamento e morte, registros de cemitério; registros escolares, e assim por diante" e os anos que eles cobrem.

Leo Baeck Institute.

O Instituto Leo Baeck em Nova York tem uma coleção de 50 mil registros judeus alemães, principalmente de Baden, Berlin, Schleswig- Holstein, Westpreussen e Wörttemberg. Estes incluem registros de circuncisão, casamento, morte e memorial. O presente trabalho descreve a coleção:

Grubel, Fred, et al. Catálogo das Coleções do Arquivo [do Instituto Leo Baeck].


Tübingen: JCB Mohr, 1990. (Livro FHL 974,71 A3gf; número computador 405.651).


Mais uma boa informação judaica pode ser encontrada em: www.lbi.org, web site do Instituto Leo Baeck.
Registro de Pesquisas judaicas. A Sociedade Genealógica Judaica fornece um registro alfabético de genealogistas e as famílias judaicas que eles estão pesquisando:

Mokotoff, Gary. Localizador de Família Genealógica
Judaica. New York: Sociedade Genealógica
Judaica, 1984 -. Irregular. (FHL Reg Tabela 940

F2mg; número computador 465.035) On-line em:. www.jewishgen.org

Sociedades Genealógicas. A Associação Internacional de Sociedades Genealógicas Judaicas pode ser capaz de ajudar a encontrar registros de antepassados ​​judeus. Seu endereço é: International Association of Jewish Genealogical

Societies
1485 Teaneck Estrada
Teaneck, NJ 07666
USA



Registros do Holocausto.
A maioria da população judaica da Alemanha foi morta durante as atrocidades da II Guerra Mundial. Abaixo está uma fonte que contém uma lista de cerca de 130 mil pessoas que morreram no Holocausto, seu nascimento e datas de morte, os seus locais de residência antes da deportação, e os campos para os quais foram enviados:

Gedenkbuch: Opfer der Verfolgung der Juden edenkbuch: Opfer der Verfolgung unter der nationalsozialistischen

Gewaltherrschaft in Deutschland, 1933 - 1945 (Livro Memorial para as vítimas da perseguição judaica durante o despotismo nazista, 1933-1945). 2 vols. Koblenz: Bundesarchiv, 1986. (Livro FHL Q 943 V4G).

Registros da Biblioteca de História da Família. Para determinar se a Biblioteca de História da Família tem registros judaicos da localidade que seu antepassado veio, pesquise na Pesquisa de Localidade do catálogo em cada um dos seguintes:

ALEMANHA -REGISTROS JUDAICOS
ALEMANHA, [ESTADO] -REGISTROS JUDAICOS
ALEMANHA, [ESTADO], [CIDADE ]-JUDAICA


Registros

Informação sobre judeus também podem ser encontrados na Pesquisa de Localidade em:

ALEMANHA -HISTÓRIA JUDAICA
ALEMANHA-MINORIAS


Informação adicional pode ser encontrada na Pesquisa de Assunto em:

JUDEUS -ALEMANHA
HOLOCAUSTO, JUDAICO (1939-1945)
 **Fonte: Tradução de artigo da Wiki em Inglês do Family Search**(link para artigo original)
A fúria

A fúria

Fúria - Coisas Judaicas

Durante milênios, a tradição judaica nos ensinou que a fúria também reflete uma falta de fé. 

A equação é bem simples: ficamos furiosos quando nos sentimos vulneráveis a uma ameaça ou problema. Quando eu acredito em D’us, não posso me sentir vulnerável. 

Quando sinto minha fé em D’us, minha percepção sobre o mundo focaliza minha jornada Divinamente concedida, meu destino – não a minha percepção de vulnerabilidade.

A fúria compete com meu senso de destino. Não posso deixar que ela vença.

Entre um estímulo potencialmente causador de fúria e a minha reação há uma lacuna: é aí que entra a minha escolha. Preciso reconhecer que alguns problemas podem ser resolvidos, alguns podem ser melhorados, mas de qualquer maneira preciso escolher uma reação que seja apropriada para a minha jornada da vida – e os desafios são uma parte daquela jornada.

Portanto, preste atenção ao seu quociente de fúria.

Reduza-o, e aumente a sua qualidade de vida.
Mesmo sob protestos Israel liberta prisioneiros palestinos com as mãos sujas de sangue

Mesmo sob protestos Israel liberta prisioneiros palestinos com as mãos sujas de sangue

Israel libertou nesta terça-feira 26 presos palestinos, como parte das negociações de paz promovidas pelo secretário de Estado americano, John Kerry, que viaja novamente à região nesta semana. Dezoito ex-prisioneiros chegaram à sede da Autoridade Palestina em Ramallah, Cisjordânia, onde eram aguardados pelo presidente Mahmud Abbas e seus familiares.

Os ex-detentos foram recebidos como heróis, em um ambiente de alegria e emoção, por centenas de pessoas que exibiam fotos dos presos e bandeiras palestinas. "Prometo que não haverá um acordo definitivo (com Israel) enquanto todos os prisioneiros não retornarem para suas casas", afirmou Abbas.

Outros cinco prisioneiros foram libertados e levados para Jerusalém Oriental. Três detentos de Gaza foram levados para este território palestino.

Os 26 estavam detidos desde antes dos acordos de Oslo de 1993, que iniciaram formalmente o processo de paz. Todos cumpriram entre 19 e 28 anos de prisão pelo assassinato de civis ou soldados israelenses.

A libertação foi possível depois que a Suprema Corte israelense rejeitou um recurso de última hora apresentado por familiares das vítimas. Na segunda-feira à noite, quase 200 israelenses protestaram em Jerusalém contra a libertação dos cinco prisioneiros naturais da parte oriental da cidade santa, de maioria árabe e ocupada desde 1967 pelo Estado de Israel.

Três carros pertencentes a palestinos foram incendiados nesta terça-feira em uma localidade próxima a Ramallah, poucas horas depois da libertação dos 26 detentos palestinos, que provocou a revolta da extrema-direita israelense. De acordo com a polícia israelense, mensagens hostis aos palestinos também foram encontradas no muro de uma casa.

"Judeia-Samaria (Cisjordânia): é a guerra" ou "Bem-vindo John Kerry" foram algumas frases escritas em um muro de Jalazune. As novas libertações materializam um compromisso que Israel assumiu em julho com o governo dos Estados Unidos e os palestinos, para retomar as negociações de paz.

O secretário de Estado americano, John Kerry, deve iniciar na quinta-feira a 10ª visita à região desde março para estimular as árduas conversações de paz entre israelenses e palestinos. Washington saudou a libertação dos palestinos como "um passo positivo no conjunto do processo de paz".

A porta-voz do Departamento de Estado, Marie Harf, anunciou a "satisfação" de Kerry, que abordará todas as questões do processo de paz com Abbas e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, durante a nova visita.

A libertação de terça-feira é a terceira de uma série de quatro operações para tirar das prisões 104 palestinos. As duas primeiras aconteceram em 13 de agosto e 30 de outubro. A quarta deve acontecer no fim de abril.

Netanyahu justificou as libertações ao afirmar que "um comando político é julgado pela capacidade de tomar decisões difíceis". "As negociações servem aos interesses estratégicos de Israel", completou.
Um judeu para lá de generoso

Um judeu para lá de generoso

O bilionário judeu  Michael Bloomberg deixará amanhã a Prefeitura de Nova York, após 12 anos de mandato, tendo gasto US$ 650 milhões (R$ 1,52 bilhão) do próprio bolso no período.

O valor, divulgado pelo "New York Times", foi usado pelo prefeito na promoção de suas políticas e em programas sociais e de assistência.
Uma outra grande parcela, no entanto, serviu para pagar bônus generosos a assessores e garantir que não só ele, mas sua equipe, sempre se hospedasse em bons hotéis e viajasse –mesmo para fora do país– em aviões particulares. Só em deslocamentos, ele gastou US$ 6 milhões.

Para as despesas de uma única viagem à China com assessores, Bloomberg tirou do próprio bolso US$ 500 mil.
Quando em Nova York, os funcionários também recebiam um agrado patrocinado pelo chefe: um café da manhã na prefeitura (com café, bagels e iogurte) e um almoço (com salada de atum, sanduíche de pasta de amendoim com geleia e salada de frutas). Valor total das refeições? Cerca de US$ 890 mil.

Os milhões do empresário ainda foram usados para atender a "caprichos", como a instalação e manutenção de dois aquários gigantes de peixes tropicais na prefeitura. O custo para manter os tanques limpos toda semana por 12 anos ultrapassou US$ 62 mil.
E Bloomberg não pode sequer ser criticado por usar em suas extravagâncias o salário de prefeito. Assim que assumiu o mandato, ele recusou receber os US$ 18.750 (cerca de R$ 44 mil) mensais do cargo –aceitando apenas US$ 1 dólar por ano.

Entretanto, não só com "extravagâncias" Bloomberg gastou seu dinheiro nos últimos 12 anos. Outros US$ 263 milhões foram doados a grupos culturais, organizações civis e artistas.

A "filantropia" do bilionário fez com que ele fosse apelidado pelo democrata Mark Green –que perdeu para ele a disputa pela prefeitura em 2001– de "Medici moderno", em referência à família italiana de mecenas do século 15.

Com US$ 5 milhões de sua conta, também foi renovada a residência oficial do prefeito, a Gracie Mansion, na qual ele escolheu não viver.

Quem irá usufruir da reforma é Bill De Blasio, seu sucessor.

30 de dez. de 2013

 Bolo da Prosperidade

Bolo da Prosperidade






Ingredientes:
. 3 xícaras de farinha de trigo integral
· 1 xícara e 1/2 de açúcar mascavo ou comum
· 2 ovos inteiros
· 1/2 xícara de óleo de girassol ou milho
· 1 colher de sopa de fermento em pó para bolo
· 3 maçãs descascadas e picadas
· 1 xícara de castanhas ou nozes partidas
· 1 xícara de uvas passa
· 1/2 xícara de damascos picados
· 4 colheres de sopa de conhaque
· Canela em pó a gosto
· Noz moscada a gosto
· Raspas de laranja
· Raspas de limão
· 1 pitada de sal

Preparo:
Picar as maçãs e colocar na água para não escurecer
Reservar...
Colocar de molho no conhaque as passas e os damascos, reservar
Misturar a farinha com o açúcar mascavo para desmanchar as pedras, adicionar os ovos e o óleo
Feito isso adicionar o restante dos ingredientes, inclusive os que estavam reservados
As maçãs devem ser coadas, as passa vão com o caldo do molho
Fica uma massa bem pesada
Untar e enfarinhar uma forma de furo no meio e despejar a massa
Levar ao forno a 200°, por mais ou menos 40 minutos (depende do forno)
Desenformar ainda morno, deixar esfriar.
Preservar vidas

Preservar vidas

Rafael Eldad

Foi com muita surpresa e apreensão que lemos a reportagem "Um muro no caminho de Maria", publicada na edição da Folha do dia 25 de dezembro, no caderno "Mundo".

O texto, estranhamente, mesclou relatos da Bíblia com questões políticas contemporâneas. E, como se não bastasse tal mistura explosiva, pecou por não ouvir o outro lado, pilar básico do jornalismo praticado por esta empresa de comunicação.

A reportagem, superficial e baseada em comparações sem sentido, não explicou ao leitor o motivo da existência de barreiras e de bloqueios na conflagrada região. Optou por criticar Israel, sem dar o devido direito à defesa, exatamente em um dos dias mais sagrados para o cristianismo, o Natal.

Passado o impacto inicial, tentamos entender tal iniciativa num jornal que aprendi a respeitar e admirar desde o primeiro dia em que cheguei ao Brasil. Com o espaço agora oferecido, reforço meu respeito por um diário que apresenta a admirável qualidade de acolher as críticas.

Como é amplamente sabido, liberdade –seja de expressão, seja de religião– é um bem escasso no Oriente Médio. Israel, apesar da constante beligerância de vizinhos empenhados em destruí-lo, jamais abriu mão de construir uma sociedade democrática.

Vejamos, por exemplo, a situação dos cristãos. Representavam 20% da população do Oriente Médio até o início do século 20. Hoje, porém, representam apenas 5%. Fogem da repressão e da violência.

O único país na região onde a população cristã cresce regularmente é o Estado de Israel. Em 1980, lá viviam 90 mil cristãos. Atualmente, eles são mais de 155 mil.

Lembremos também que mais de 1,6 milhão de turistas visitaram em 2013 a cidade de Belém, na Cisjordânia, marcando um recorde para a cidade, e dezenas de milhares chegaram especificamente para comemorar o Natal.

Deve ser lembrado, ainda, que a construção de uma barreira defensiva (o chamado muro) entre Israel e a Cisjordânia foi decorrência dos múltiplos ataques terroristas perpetrados por facções palestinas contra a população civil de Israel e tiveram origem na margem ocidental do rio Jordão.

Entre 2000 e 2005, mais de mil israelenses foram assassinados durante a chamada Segunda Intifada, iniciativa tristemente baseada no terrorismo e na figura dos homens-bomba que se seguiu à recusa palestina em assinar um acordo de paz após as negociações de Camp David.

Depois da construção do muro, os atentados foram reduzidos em 100%, preservando o mais importante para todos os amantes da paz: as vidas humanas.

O governo de Israel cumpre a missão de proteger seus habitantes. Sem terrorismo, não precisaremos mais de muros e barreiras.

No próximo ano, desejamos que o voto do papa Francisco, proferido em seu discurso natalino, se torne uma realidade ao pedir a "conversão do coração dos violentos por um desfecho feliz das negociações de paz entre israelenses e palestinos".

Feliz ano novo para o Oriente Médio e para todo o povo brasileiro.

RAFAEL ELDAD, 64, é embaixador de Israel no Brasil
Israel libertará 26 prisioneiros palestinos nesta segunda-feira

Israel libertará 26 prisioneiros palestinos nesta segunda-feira

Israel libertará 26 prisioneiros palestinos na noite de segunda-feira, indicou neste domingo uma fonte do gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
"As libertações irão ocorrer na noite de segunda-feira, depois que for cumprido o prazo de 48 horas necessário para que a Suprema Corte possa examinar os recursos de apelação das famílias das vítimas", indicou a fonte.
A Suprema Corte rejeitou no passado todos os recursos de apelação contra a libertação de prisioneiros palestinos.
Esta é a terceira libertação de prisioneiros que Israel realiza no âmbito do acordo estabelecido em julho passado com os Estados Unidos e os palestinos.
A primeira ocorreu no dia 13 de agosto e a segunda no dia 30 de outubro.
No total, 104 palestinos devem ser libertados.
Os prisioneiros soltos estava presos desde antes dos acordos de Oslo, assinados em 1993, e cumpriram penas de 19 a 28 anos, informou um comunicado do governo.
A libertação ocorrerá antes da visita do secretário americano de Estado, John Kerry, que chegará no dia 1º de janeiro a Jerusalém para se reunir com Netanyahu.
Posteriormente, Kerry viajará a Ramallah para conversar com o presidente palestino, Mahmud Abbas".
Segundo uma fonte palestina, Kerry "permanecerá vários dias" na região.
Kerry tenta conciliar as posições de israelenses e palestinos visando um "acordo básico" que defina as grandes linhas de um tratado final entre as duas partes no prazo fixado, até 29 de abril.
Pegadas russas

Pegadas russas


No fim dos anos 1960, a KGB estava profundamente envolvida em terrorismo em massa contra judeus, levado a cabo por diversas organizações palestinas.

“Como me disse o chefe da KGB, Yury Andropov, um bilhão de inimigos podiam infligir um dano maior aos Estados Unidos do que apenas alguns milhões. Precisávamos instilar um ódio estilo nazista contra os judeus em todo o mundo islâmico, e fazer esta arma emocional gerar um banho de sangue terrorista contra Israel e o seu principal parceiro, os Estados Unidos.”


O principal vencedor na guerra do Líbano talvez seja o Kremlin. Israel tem sido atacado com Kalashinikovs e Katyushas russos, foguetes Fajr-1 e Fajr-3 russos, mísseis antitanques AT-5 Spandrel russos e foguetes antitanques Kornet russos. As obsoletas armas russas são o objeto de desejo de terroristas em todo o mundo, e os bad guys sabem exatamente onde obtê-las. Nas caixas das armas abandonadas pelo Hezbollah estava escrito: “Cliente: Ministério da Defesa da Síria. Fornecedor: KBP, Tula, Rússia”.

O terrorismo internacional atual foi concebido em Lubyanka, quartel general da KGB, no rastro da Guerra de Seis Dias, de 1967, no Oriente Médio. Eu testemunhei o seu nascimento na minha outra vida, como general comunista. Israel humilhou Egito e Síria, cujos belicosos governos eram dirigidos por conselheiros soviéticos da razvedka (“inteligência externa” em russo), e, a partir daí, o Kremlin decidiu armar os vizinhos inimigos de Israel, os palestinos, e persuadi-los a entrar numa guerra de terrrorismo contra aquele país.

O general Aleksandr Sakharovsky, criador da estrutura de inteligência da Romênia comunista, depois elevado a chefe de toda a inteligência externa da Rússia soviética, uma vez me instruiu: “No mundo atual, as armas nucleares tornaram obsoleta a força militar, e por isso o terrorismo deve se tornar a nossa principal arma”.

Entre 1968 e 1978, ano em que rompi com o comunismo, as forças de segurança da Romênia, sozinhas, haviam enviado semanalmente dois aviões de carga repletos de bens militares para os terroristas palestinos no Líbano. Desde a queda do comunismo, os arquivos da alemã-oriental Stasi revelaram que, só em 1983, o seu serviço de inteligência externo remeteu o correspondente a US$ 1.877.600 em munição de AK-47 para o Líbano. De acordo com Vaclav Havel, a Techoslováquia comunista entregou mil toneladas do explosivo inodoro Semtex-H (indetectáveis por cães farejadores) para terroristas islâmicos – o suficiente para 150 anos de ação.

A guerra terrorista foi iniciada no fim de 1968, quando a KGB transformou o sequestro de aviões – a arma escolhida para o 11 de setembro – em instrumento de terror. Apenas em 1969, houve 82 sequestros ao redor do mundo, feitos pela OLP financiada pela KGB. Em 1971, quando eu estava visitando Sakharovsky no seu escritório em Lubyanka, ele chamou a minha atenção para um mar de bandeiras vermelhas fincadas num mapa mundi pendurado na parede. Cada bandeira representava um avião capturado. “O sequestro de aviões foi invenção minha”, declarou.

O “sucesso” político decorrente do sequestro de aviões israelenses impeliu o 13° Departamento da KGB, conhecido no nosso jargão de inteligência como “Department for Wet Affairs” (wet – molhado - era um eufemismo para sangrento), a partir para a realização de “execuções públicas” de judeus em aeroportos, estações de trem e outros lugares públicos. Em 1969, o dr. George Habash, marionete russa, explicou: “Matar um judeu longe do campo de batalha é melhor do que matar cem judeus no campo de batalha, pois atrai mais atenção”.

No fim dos anos 1960, a KGB estava profundamente envolvida em terrorismo em massa contra judeus, levado a cabo por diversas organizações palestinas. Eis algumas ações terroristas pelas quais a KGB levou o crédito enquanto eu ainda estava na Romênia:

novembro de 1969: ataque armado contra o escritório El Al em Atenas, com 1 morto e 14 feridos; 

30 de maio de 1972: ataque no Aeroporto Ben Gurion, com 22 mortos e 76 feridos;

dezembro de 1974: atentado a bomba no cinema de Tel Aviv, com 2 mortos e 66 feridos; 

março de 1975: ataque a um hotel em Tel Aviv, com 25 mortos e 6 feridos; 

maio de 1975: atentado a bomba em Jerusalém, com 1 morto e 3 feridos;

4 de julho de 1975: atentado a bomba no Zion Square, Jerusalém, com 15 mortos e 62 feridos; 

abril de 1978, ataque ao aeroporto de Bruxelas, com 12 feridos;

maio de 1978, ataque no avião El Al em Paris, com 12 feridos.

Em 1971, a KGB lançou a operação Tayfun (tufão, em russo), destinada a desestabilizar a Europa Ocidental. O Baader-Meinhof, a Red Army Faction (RAF) e outras organizações financiadas pela KGB lançaram uma onda de terrorismo anti-americano que chocou a Europa Ocidental. Richard Welsh, o chefe do posto da CIA em Atenas, foi morto a tiros na Grécia em 23 de dezembro de 1975. O general Alexander Haig, comandante da OTAN em Bruxelas, foi ferido num atentado a bomba que estraçalhou o seu Mercedes blindado em junho de 1979. O general Frederick J. Kroesen, comandante das forças americanas na Europa, escapou da morte por pouco em um ataque a foguete em setembro de 1981. Alfred Herrhausen, o presidente pró-americano do Deutsche Bank, foi morto durante um ataque a granada em novembro de 1989. Hans Neusel, secretário de estado pró-americano do ministério do interior da Alemanha Ocidental foi ferido durante uma tentativa de assassinato em julho de 1990.

Em 1972, o Kremlin decidiu jogar todo o mundo islâmico contra Israel e contra os EUA. Como me disse o chefe da KGB, Yury Andropov, um bilhão de inimigos podiam infligir um dano maior aos Estados Unidos do que apenas alguns milhões. Precisávamos instilar um ódio estilo nazista contra os judeus em todo o mundo islâmico, e fazer esta arma emocional gerar um banho de sangue terrorista contra Israel e o seu principal parceiro, os Estados Unidos. Ninguém dentro da esfera de influência americana/sionista podia mais se sentir seguro.

De acordo com Andropov, o mundo islâmico era uma placa de Petri esperando ser cultivada, na qual poderíamos criar uma virulenta cultura de ódio anti-americano a partir da bactéria do pensamento marxista-leninista. O anti-semitismo islâmico lançou raízes profundas. Os muçulmanos têm uma queda pelo nacionalismo, pelo jacobinismo e pela vitimologia. As suas iletradas e oprimidas multidões podiam ser insufladas até um estado de agitação extrema.

O terrorismo e a violência contra Israel e o seu amo, o sionismo americano, fluiria naturalmente a partir do fervor religioso muçulmano, apregoou Andropov. Bastava apenas continuar repetindo os nossos lemas – os Estados Unidos e Israel eram “países fascistas e imperalistas-sionistas” financiados pelos judeus ricos. O Islã estava obcecado em evitar a ocupação do seu território pelos infiéis, e seria altamente receptivo à nossa caracterização do Congresso dos Estados Unidos como uma voraz instituição sionista desejosa de converter o mundo todo em um feudo judeu.

O codinome desta operação foi “SIG” (Sionistskiye Gosudarstva, ou “Governos Sionistas”), e estava dentro da “esfera de influência” do meu serviço romeno, pois englobava a Líbia, o Líbano e a Síria. SIG era uma operação envolvendo muitos países e parceiros. Criamos joint ventures para construir hospitais, casas e estradas nestes países, e para lá enviamos milhares de médicos, engenheiros, técnicos, professores e até instrutores de dança. Todos tinham como tarefa retratar os Estados Unidos como um feudo judeu arrogante e orgulhoso financiado pelo dinheiro judeu e governado por políticos judeus, cujo objetivo era subjugar todo o mundo islâmico.

Em meados dos anos 1970, a KGB ordenou ao meu serviço, o DIE – juntamente com outros serviços irmãos da Europa Oriental – que percorresse o país procurando confiáveis ativistas, parceiros pertencentes aos vários grupos étnicos islâmicos, para que fossem treinados em operações de desinformação e terrorismo e infiltrados nos países da nossa “esfera de influência”. A sua tarefa seria exportar um ódio radical e insensato contra o sionismo americano manipulando a ancestral aversão aos judeus sentida pelo povo naquela parte do mundo. Antes que eu deixasse a Romênia para sempre, em 1978, o meu DIE havia despachado cerca de 500 destes agentes disfarçados para os países islâmicos. De acordo com uma estimativa grosseira recebida de Moscou,  até 1978 o serviço de inteligência do bloco soviético, como um todo, havia enviado cerca de 4 mil destes agentes de influência para o mundo islâmico.

Em meados da década de 1970, também começamos a despejar no mundo islâmico uma tradução árabe dos Protocolos dos Sábios de Sião, uma falsificação da Rússia czarista que havia sido usada por Hitler como fundamento para a sua filosofia anti-semita. Também disseminamos um “documento” fabricado pela KGB em árabe, segundo o qual Israel e o seu principal apoiador, os Estados Unidos, eram países sionistas dedicados a converter todo o mundo islâmico em uma colônia judaica.

Nós, do bloco soviético, tentamos conquistar mentes, pois sabíamos que não podíamos vencer as batalhas militares. É difícil dizer quais são exatamente os efeitos remanescentes da operação SIG. Mas o efeito cumulativo da disseminação de centenas de milhares de Protocolos no mundo islâmico e da retratação de Israel e Estados Unidos como inimigos mortais do Islã certamente não foi construtivo.


A Rússia pós-soviética foi transformada de maneira sem precedentes, mas a crença amplamente popular de que o nefasto legado soviético foi cortado pela raiz com o fim da Guerra Fria, como o nazismo foi eliminado no fim da Segunda Guerra Mundial, não é correta.

Na década de 1950, quando eu era o chefe do posto de inteligência externa romeno na Alemanha Oriental, testemunhei como o Terceiro Reich de Hitler foi demolido, os seus criminosos de guerra levados a julgamento, as suas forças militares e policiais desmanteladas e os nazistas varridos da vida pública. Nada disso aconteceu com a antiga União Soviética. Nenhuma pessoa foi julgada, apesar do regime comunista soviético ter matado mais de cem milhões de pessoas. A maior parte das instituições soviéticas foram deixadas em paz, simplesmente trocaram de nome, e agora muitas são dirigidas pelas mesmas pessoas que governaram o estado comunista. No ano 2000, os antigos oficiais da KGB e do Exército Vermelho soviético assumiram o controle do Kremlin e do governo da Rússia.

A Alemanha jamais teria se tornado uma democracia com os oficiais da Gestapo e da SS no comando.

No dia 11 de setembro de 2001, o presidente Vladimir Putin foi o primeiro líder de um país estrangeiro a expressar condolências ao presidente George W. Bush pelo que chamou de “terríveis tragédias dos ataques terroristas”. Logo em seguida, entretanto, Putin começou a mover o seu país de volta para os negócios com terroristas. Em março de 2002, ele discretamente retomou as vendas de armas para o ditador terrorista do Irã, aiatolá Khamenei, e envolveu a Rússia na construção de um reator nuclear de mil megawatts em Bushehr, incluindo uma instalação de conversão de urânio capaz de produzir material físsil para armas nucleares. Centenas de técnicos russos também começaram a ajudar o governo do Irã a desenvolver o míssil Shahab-4, com alcance superior a 2 mil quilômetros e capacidade para transportar uma ogiva nuclear ou armas químicas a qualquer ponto do Oriente Médio e da Europa.

O presidente atual do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, já anunciou que nada poderá impedir o seu país de construir armas nucleares, e chamou Israel de “vergonhosa mancha no mundo islâmico”, que devia ser eliminada. Durante a Segunda Guerra Mundial, 405.399 americanos morreram para erradicar o nazismo e o terrorismo anti-semita. Agora, estamos enfrentando o facismo islâmico e o terrorismo nuclear anti-semita. As Nações Unidas não podem oferecer nenhuma esperança. Até hoje não foram capazes sequer de definir a palavra “terrorismo”.

Segundo um ditado, um tiro leva a outro. O Kremlin pode ser a nossa melhor esperança. Em maio de 2002, os ministros da OTAN aprovaram uma parceria com a Rússia, antiga inimiga da aliança. O mundo inteiro disse que a Guerra Fria estava encerrada. Kaput. Agora, a Rússia quer ser admitida na Organização Mundial do Comércio. Para isto acontecer, o Kremlin deve ser firmemente advertido para, antes, abandonar o terrorismo.

Também devemos ajudar os russos a perceber que é do seu máximo interesse desestimular o presidente Ahmadinejad a obter armas nucleares. Ele é um tirano imprevisível que, de um momento para o outro, pode considerar a Rússia também um inimigo. “Se o Irã conseguir armas de destruição em massa, transportáveis por mísseis, vai se tornar um problema” declarou corretamente o presidente Bush. “Vai se tornar um problema para todos, inclusive para a Rússia”.



Publicado no National Review em 24 de agosto de 2006.

Ion Mihai Pacepa é o oficial de mais alta patente que desertou do bloco comunista.

Tradução: Ricardo Hashimoto 

Publicado na Mídia Sem Máscara

29 de dez. de 2013

Comissão israelense aprova anexação de assentamentos do Vale do Jordão

Comissão israelense aprova anexação de assentamentos do Vale do Jordão

Jerusalém, 29 dez (EFE).- A Comissão de Assuntos Legislativos do governo israelense aprovou neste domingo um projeto de lei para a anexação dos assentamentos judaicos no vale do Jordão, território ocupado por Israel desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.
A comissão, ante-sala dos projetos de lei que o governo apresenta ao parlamento, aprovou a proposta por oito votos a favor e três contra, os dos ministros Yair Lapid, Tzipi Livni e Yacov Pery, informou o jornal "Ha'aretz".
Apresentado pela deputada do Likud, Miri Regev, da ala mais à direita do partido, liderado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o projeto procura aplicar a legislação israelense em todas as colônias israelenses e nas estradas que conduzem a eles, o que de fato se traduziria na anexação do território.
Um status parecido aplicou Israel em 1981 às Colinas do Golã, ocupada da Síria em 1967, enquanto em Jerusalém Oriental a anexação foi feita por lei do parlamento um ano antes.
O vale do Rio Jordão, no leste da Cisjordânia, faz parte do território ocupado por Israel na Guerra dos Seis Dias e no qual os palestinos aspiram a declarar seu estado independente.
Regev também pede em seu projeto de lei que a colonização nesses assentamentos não possa ser limitada por ordem do governo, mas unicamente com a aprovação do parlamento, o que tem como objetivo impedir pressões internacionais sobre o primeiro-ministro contra a colonização.
A proposta, que para ser efetivada deve passar ainda por um longo processo legislativo, contou com o apoio dos ministros dos partidos Likud, Israel Beteinu e Lar Judeu, todos eles nacionalistas.
Se opuseram a representante do partido centrista Hatenua, Livni, e os dois de Yesh Atid, do ministro das Finanças, Yair Lapid.
Os três disseram que apresentarão recurso à resolução da comissão, o que bloqueará o andamento em outras instâncias governamentais e legislativas.
"É um projeto populista e irresponsável que quer atar o governo e o primeiro-ministro de pés e mãos (para que não possa negociar). Isto é uma provocação e a torpedearemos", disse Livni ao jornal.
Netanyahu considera o vale do Jordão parte integral da percepção de segurança estratégica de seu país, e o assunto está sendo discutido nas conversas que o secretário de Estado americano, John Kerry, mantém com as partes em busca de um acordo de paz.
Mas enquanto Israel aspira a uma presença física de suas forças militares no vale, Kerry propôs uma "presença invisível", ou seja, através de mecanismos e dispositivos eletrônicos de vigilância, o que também não é do agrado dos palestinos.
O chefe da diplomacia americana chega na quarta-feira à região, sua 10ª viagem desde que começaram as negociações, para impulsionar a proposta em assuntos de segurança que fez a israelenses e palestinos nas duas última visitas, em dezembro. EFE
Em 2013 aumentou a entrada de imigrantes em Israel

Em 2013 aumentou a entrada de imigrantes em Israel

O número de imigrantes judeus que chegaram a Israel durante 2013 aumentou em relação ao ano anterior, segundo números divulgados neste domingo pelo ministério da Imigração.
Cerca de 19.200 judeus optaram por ir viver em Israel em 2013, contra 18.940 que o fizeram em 2012, indica um comunicado.
A alta mais importante dos "olim" (novos imigrantes) teve sua origem na França, com 63% a mais em relação ao ano anterior. Mais de 3.000 judeus da França se instalaram em Israel em 2013, contra 1.916 em 2012.
Mais de 7.500 pessoas provenientes dos países da ex-União Soviética emigraram a Israel em 2013, 3.000 da América do Norte, 1.360 da Etiópia e 1.240 da América Latina, segundo as estatísticas oficiais.
Desde sua criação, em 1948, mais de três milhões de pessoas emigraram ao Estado de Israel, das quais cerca de um milhão o fizeram a partir da ex-URSS desde 1990.
A "Lei do Retorno" israelense concede automaticamente a nacionalidade aos judeus que se instalam em Israel. Também podem aspirar a uma cidadania aqueles que não são judeus se seu cônjuge ou um de seus pais for de origem judia.
O Último Judeu em Vinnitsa de 1941

O Último Judeu em Vinnitsa de 1941

O último judeu de Vinnitsa- Coisas Judaicas
Esta imagem poderosa da morte do último judeu em Vinnitsa, na Ucrânia, foi encontrado no álbum de um soldado Einsatzgruppen. 

O nome da imagem vem da etiqueta na parte de trás da foto, e sucintamente transmite o que aconteceu em Vinnitsa: tudo 28.000 dos judeus que ali viviam foram mortos.




Israel adverte Líbano que responderá com dureza se ataques persistirem

Israel adverte Líbano que responderá com dureza se ataques persistirem

Jerusalém, 29 dez (EFE).- Israel advertiu neste domingo o governo do Líbano que dará uma forte resposta se o norte da Galiléia continuar sendo alvo de foguetes disparados do território libanês.
"Vemos o governo e o exército libaneses como os responsáveis do que ocorre em seu território. Não deixaremos passar fatos como o ocorrido nesta manhã", disse o ministro de Defesa, Moshe Yaalon, por meio de um comunicado.
"Se for necessário o exército atuará com maior contundência do que fez nesta manhã", alertou.
O exército israelense respondeu com cerca de trinta projéteis de artilharia ao lançamento de cinco foguetes contra seu território, dos quais por enquanto apenas foram encontrados os destroços de um deles, no oeste da cidade de Kiriat Shmone, em uma região conhecida como "Dedo da Galiléia", no extremo mais oriental da fronteira entre Israel e Líbano.
O impacto do foguete de curto alcance não causou danos nem vítimas. Pelo menos dois dos projéteis israelenses caíram em território libanês, segundo confirmaram vigilantes militares.
O incidente armado de hoje interrompe uma calma de mais de quatro meses desde o último caso semelhante. Há duas semanas, no entanto, no extremo leste da fronteira, foi registrado um ataque no qual um soldado israelense morreu.
As formas da ONU no Líbano (Finul) conseguiram colocar os dois lados para conversar na ocasião e impediram uma escalada da violência. EFE
Judeus ortodoxos falam de sexo com vocabulário próprio

Judeus ortodoxos falam de sexo com vocabulário próprio

Judeus ortodoxos têm vocabulário próprio para falar de sexo

Os judeus ortodoxos têm um vocabulário tão específico para falar de relações sexuais que a sexóloga Guila Brunes teve a idéia de desenvolver um dicionário. De início, a criação visa atender os médicos que não entendiam o modo pelo qual os seus pacientes se referiam à impotência ao marcar consultas. 

Isso porque antes do surgimento dos remédios, a disfunção erétil era tabu entre os “Temerosos de Deus”. Uma das empresas fabricantes chegou a organizar cursos para sexólogos e médicos com a pretensão de fazê-los compreender a linguagem dos ortodoxos.

As expressões utilizadas por eles têm suas origens na lei judaica, mas como também acontece com os idiomas, o cotidiano enriqueceu o vocabulário. O pênis, por exemplo, é chamado de “pincel” enquanto o órgão sexual da mulher é conhecido com “o lugar” ou “telefone”. “Fazer as pases” e “como um pincel no telefone” se referem ao ato sexual.


Ronit Alkabetz

Ronit Alkabetz

Ronit Alkabetz, com sua aparência majestosa, cabelos negros é o equivalente israelense da Monica Bellucci: difícil imaginar que uma mulher se mantenha tão jovem, parece que está sempre com maquiagem e com  juba preta. 

Ela não tem idade, só charme misterioso e, temporariamente, colocando-o em uma dimensão - e ainda assim, ela tem 49anos. Depois de uma gravidez surpresa e o nascimento de gêmeos no ano passado Alkabetz em breve voltará as cenas.

28 de dez. de 2013

Pediatras americanos defendem circuncisão para recém-nascidos

Pediatras americanos defendem circuncisão para recém-nascidos

Hoje, 56% dos recém-nascidos nos EUA são circuncidados.


 Uma nova orientação da Academia Americana de Pediatria defende a circuncisão de recém-nascidos, sob o argumento de que seus benefícios ultrapassam os riscos.
Entre as vantagens, segundo a academia, está a prevenção de infecções urinárias, de doenças sexualmente transmissíveis, como o HPV e o HIV, e do câncer de pênis.
Hoje, 56% dos recém-nascidos nos EUA são circuncidados-cerca de 1 milhão a cada ano. As taxas mais elevadas estão em áreas onde há uma tradição cultural ou religiosa (como entre os judeus e os muçulmanos). No Brasil, não há estimativas.
Segundo a academia americana, a decisão ocorreu após estudos feitos nos últimos sete anos atestarem os benefícios do procedimento. Um deles diz que há uma redução de 90% no risco de infecções urinárias no primeiro ano de vida.
"É impossível continuar neutro após evidências tão robustas", diz o pediatra Paulo Cesar Nogueira, membro do departamento de nefrologia da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).
Mas, segundo ele, não deve haver nem nos EUA nem no Brasil uma recomendação expressa para que todos os meninos sejam circuncidados. "Continuará sendo uma decisão exclusiva dos pais."
POLÊMICA
"Do ponto de vista médico, os benefícios da circuncisão na redução de riscos de doenças ultrapassam os pequenos riscos envolvidos no procedimento", disse o pediatra Andrew Freedman, coautor da revisão publicada na "Pediatrics" que embasou a nova orientação.
Ainda assim, a postura da academia é polêmica. Médicos dizem que as evidências científicas sobre os benefícios são questionáveis e que o procedimento expõe crianças a riscos desnecessários.
Para o professor Antonio Macedo Júnior, chefe do grupo de uropediatria da Unifesp, só crianças com indicações clínicas (como as que têm malformações congênitas do trato urinário) devem se submeter à circuncisão.
"Há riscos de infecção ou mesmo anestésicos no procedimento que precisam ser levados em conta."
Fora essas situações, segundo ele, a circuncisão seria justificada em regiões onde há muito câncer de pênis associado à falta de higiene ou em locais com alta incidência de HIV.
DECISÃO
A decisão americana ocorre num momento em que há declínio na cobertura das circuncisões por parte das seguradoras de saúde em ao menos 18 Estados americanos.
Um recente estudo mostrou que essa tendência poderá contribuir para o aumento dos custos de cuidados de saúde para tratar infecções urinárias e aquelas causadas pelas DSTs.
"A principal razão dessa nova orientação é econômica e não por haver benefícios claros", diz Macedo Júnior.