31 de jul. de 2012

Judeus ultraortodoxos vão ter que se alistar no Exército em Israel

Judeus ultraortodoxos vão ter que se alistar no Exército em Israel


TEL AVIV - O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, instruiu os militares nesta terça-feira a iniciarem o alistamento dos judeus ultraortodoxos da mesma forma que os resto dos israelenses - mas a medida ainda pode demorar para ser implementada. 
Barak parece estar tentando ganhar tempo ao dar um mês para que as autoridades de defesa montem um plano antes de colocar em prática a ordem politicamente explosiva.
Alguns ativistas ultraortodoxos imediatamente prometeram que os membros de sua comunidade prefeririam ir para a prisão do que abreviar seus estudos religiosos para servir no Exército. Outros duvidam que o ministro da Defesa vá impor a lei.
O decreto de Barak muda a lei que exime milhares de homens ultraortodoxos de participarem do alistamento obrigatório. A Suprema Corte de Israel chegou a reverter a legislação em fevereiro, mas ela continuou a valer enquanto o governo tentava chegar a uma fórmula que atenue o tremendo ressentimento da maioria secular que serve os três anos compulsórios.
Detienen a druso de Golán por supuesto espionaje para Siria

Detienen a druso de Golán por supuesto espionaje para Siria

Agentes del Shabak (Servicio de Seguridad General) y la Policía arrestaron a un residente druso de la localidad de Majdal Shams, en la meseta del Golán, por presunto espionaje para Siria. Iyad Jamil Asad al Johari, de 38 años, fue acusado de contactar a un agente externo y divulgar información al enemigo. 

La imputación, presentada ante el Tribunal de Distrito de Nazaret, alega que al Johari, un estudiante de medicina que residió en Siria entre 2002 y 2012, mantuvo contacto regular con agentes de la inteligencia siria y les confirió información sobre el despliegue del Ejército de Defensa de Israel en las Alturas del Golán, y en la frontera norte. Al Johari fue detenido el mes pasado, y según la imputación confesó que entre 2005 y 2008 mantuvo contacto con varios oficiales del aparato de inteligencia de Siria. 

Al Johari afirmó que sus supervisores le ordenaron que recolecte la información que precisaban mientras visitaba a su familia en Israel durante las vacaciones de verano. Según el Shabak, al Johari compró el equipo que precisaban sus supervisores y admitió haber proporcionado información sensible sobre las bases del Ejército en el norte del país - incluyendo nombres, localizaciones y tamaños, e información sobre el despliegue en la frontera norte, los protocolos de seguridad en el cruce de Kuneitra y los dispositivos de seguridad en la verja fronteriza de Majdal Shams. 

De acuerdo con la acusación Johari entregó a sus contactos libros en hebreo, una tarjeta para teléfono móvil israelí, y una radio militar que dijo que encontró por casualidad y un mapa del Golán. Según la investigación, el sospechoso intentó reclutar a dos de sus amigos para que actúen como informantes. 

Las autoridades dijeron que habían detenido a varias personas vinculadas con el caso, pero que todas ellas fueron luego liberadas. 

 Los padres del sospechoso dijeron que su hijo fue "secuestrado" para disuadir a otros habitantes de la zona para que no atenten contra la seguridad de Israel, y mantienen que el acusado es inocente. "Es difícil creer que las acusaciones son ciertas", expresó el padre de Iyad. "Estoy seguro que mi hijo es inocente y que nunca consideraría hacer una cosa así. Estamos muy sorprendidos y esperamos que Iyad sea liberado pronto".
Cresce o número de mulheres cristãs sequestradas por muçulmanos

Cresce o número de mulheres cristãs sequestradas por muçulmanos



Cresce o número de mulheres cristãs sequestradas por muçulmanosCresce o número de mulheres cristãs sequestradas por muçulmanos
Cristãos coptas continuam sendo a maior comunidade cristã do Oriente Médio, por esse motivo são alvos constantes de violência e discriminação. Maior prova disso é a violência sexual cometida por muçulmanos contra as mulheres cristãs egípcias.
Muitas igrejas no Cairo, capital do Egito, tem sido queimadas e as mulheres fisicamente abusadas. “Eu continuo me perguntando, onde eu estaria agora se esses homens não tivessem me poupado”, disse uma cristã copta chamada Ann.
Ela só sobreviveu porque conseguiu proteção na Embaixada dos Estados Unidos e agora busca asilo no país. Ann participou de uma audiência em Washington há algumas semanas falando atrás de uma parede para poder esconder sua identidade e assim proteger sua família que continua no Egito.
Em seu relato para uma comissão parlamentar ela contou que quase foi sequestrada no ano passado, ela teve muita sorte em conseguir escapar o que não aconteceu com dezenas de outras pessoas.
Um novo relatório da Christian Solidarity International informou que o número de desaparecimentos e sequestros entre as mulheres coptas estão em ascensão. O objetivo dessa violência é converter as cristãs ao islamismo.
O deputado americano Chris Smith que organizou a audiência comentou que esses abusos nada mais são do que uma guerra para atingir aos cristãos. Mas há casos onde a violência física não é a única estratégia usada, Michele Clark, da Christian Solidarity afirma que muitos muçulmanos tentam forçar casamento com as mulheres cristãs.
Os mais audaciosos tentam seduzi-las para poder forçá-las a se converterem ao islamismo para assim poderem se casar. “Eles vão e fazem com que as meninas se apaixonem por eles”, disse Michele.
Para Walid Phares, especialista em assuntos do Oriente Médio, essa prática pode ser considerada como uma campanha para impor o que ele chama de agenda islâmica. “A prática de abusar, torturar e forçar conversões de mulheres coptas ou quaisquer outros grupos da sociedade é um ato terrorista”, disse.
Diante de tanta violência o número de petições de asilo nos Estados Unidos está aumentando, tendo muitas vítimas como Ann na lista. “Ainda hoje quando penso no assunto agradeço a Deus por ter sido poupada”, disse ela. “Mas então eu penso sobre nas outras pessoas que não foram poupadas. O que aconteceu com elas?”, conclui.
Israel e EUA voltam a preparar ataque contra Irã

Israel e EUA voltam a preparar ataque contra Irã


Israel e EUA voltam a preparar ataque contra IrãIsrael e EUA voltam a preparar ataque contra Irã
O jornal israelense Haaretz afirmou que o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Tom Donilon, teria apresentado ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, os planos de ataque dos EUA ao Irã durante sua visita a Israel no início deste mês.
A principal autoridade de segurança norte-americana reassegurou ao seu aliado histórico que Washington está preparado para agir militarmente se a diplomacia e as sanções atuais não deram o resultado esperado.
O governo iraniano não abandonou seu programa de enriquecimento de urânio e, por isso, os países que se opõe a ele estão buscando outras maneiras de agir daqui para diante.
Uma autoridade não identificada dos EUA deu essa informação ao jornal no mesmo dia que candidato republicano à presidência, Mitt Romney, visitou Israel e afirmou que “Jerusalém é a capital de Israel” e que apoiaria um possível ataque militar do Estado judeu contra o Irã.
A fonte anônima também disse que Donilon expôs, em nome do governo de Obama, as armas dos EUA que poderiam ser usadas nesse ataque e a habilidade do Exército americano de alcançar as instalações nucleares iranianas subterrâneas. O jornal também citou outro oficial envolvido nas negociações com Israel, mas ele acredita que “o momento para uma operação militar contra o Irã ainda não chegou”.
As autoridades israelenses negaram. “Nada nesse artigo está correto. Donilon não jantou com o premiê, não manteve com ele um encontro bilateral nem apresentou planos operacionais de ataque ao Irã”. Mas segundo o Haaretz, outras autoridades israelenses participaram de parte do jantar onde teria ocorrido o encontro.
A embaixada dos EUA em Israel não fez nenhum comentário sobre o assunto e o periódico afirma ainda que Tommy Vietor, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, rejeitou comentar sobre o encontro e a conversa confidencial de Netanyahu e Donilon.
Israel e os EUA são aliados há muito tempo e ambos dizem que o objetivo final do Irã é produzir armas nucleares, e não apenas produzir energia e isópotos médicos, como Teerã sempre afirmou.
Autoridades americanas temem um ataque de Israel contra as instalações atômicas do Irã de maneira prematura e têm mostrado aos líderes israelenses que Washington ajudará a evitar que o Irã se torne uma potência nuclear.

Enhanced by Zemanta

30 de jul. de 2012

Eslováquia pedirá extradição de nazista mais procurado à justiça húngara

Eslováquia pedirá extradição de nazista mais procurado à justiça húngara


PRAGA - A Eslováquia anunciou nesta segunda-feira, 30, que pedirá a extradição do ex-militar nazista László Csatáry. Ele atualmente cumpre prisão em regime domiciliar em Budapeste.
"Tenho interesse pessoal que, após analisar todas as circunstâncias, o juiz eslovaco exija que László Csatáry seja entregue à Eslováquia", afirmou hoje o ministro da Justiça Eslováquia, Tomás Borec. Segundo o ministro, seu departamento entregou a um Tribunal de Kosice no último 27 de julho a sentença de morte contra Csatáry, que foi emitida em 1948 e encontrada recentemente nos arquivos do Escritório da Memória Histórica.
Como já havia adiantado o governo do país centro-europeu, Borec confirmou que a Eslováquia quer que o réu "cumpra sua sentença de prisão". No entanto, o ministro também afirmou que seu Ministério não "pode interferir nas gestões do Tribunal de Kosice, que é quem deve emitir a ordem de prisão através do sistema SIRENE".
O ministro da Justiça da Eslováquia reconheceu que o processo de extradição de Csatáry pode ser influenciado pelos crimes cometidos na Hungria, além da decisão final do magistrado de Kosice.
Por sua parte, a fiscal do Estado eslovaco, Monika Jankovska, assegurou que "o Tribunal decidirá a troca da pena (de morte) por uma prisão em vida".
Em junho de 1948, em um tribunal popular comunista, Csatáry foi julgado culpado como ocupante fascista e colaborador, o que fez com que o réu fosse condenado a morte e tivesse seus direitos de cidadania suspensos durante 15 anos, além do confisco de todos seus bens.
O processo judicial contra Csatáry "foi parte de um processo de retribuição", indicaram na última semana fontes do Escritório da Memória Histórica.
O processo de retribuição citado era a forma como "se fazia justiça no direito penal do pós-guerra pelos crimes dos regimes totalitários. Se tratava de um fenômeno europeu", acrescentou Monika.
Csatáry, de 96 anos e um dos supostos criminosos nazistas mais procurados do mundo, foi responsável pela deportação de até 15 mil judeus aos campos de extermínio. Recentemente, o suposto criminoso foi preso em seu domicílio de Budapeste, onde já estava há vários meses sob vigilância.
A Diva Ortodoxa do Senado Americano

A Diva Ortodoxa do Senado Americano


Mindy Meyer - Coisas Judaicas

Mindy Meyer é uma judia ortodoxa de 22 anos e estudante de Direito que estudou na Yeshiva Prospect Park no Brooklyn e veste saias até o joelho - e será candidata ao Senado do Estado de Nova York.

Seu site, rosa e chamativo, incorpora brilhos e estampas de leopardo. O slogan da sua campanha? “Sou uma Senadora e sei disso”.

"Meu público é a população mais jovem", explica Meyer sobre a sua campanha. "Eu verifiquei os sites de todos os senadores e antes de chegar ao final adormeci. Não é de admirar porque as pessoas jovens não estão votando".
Ela explicou que Elle Woods, a heroína que sempre vestia rosa do filme "Legalmente Loira", inspirou-a a escolher a cor do tema de fundo para o seu site. "Elle Woods me ensinou que a cor rosa pode atingir altos níveis de sofisticação", afirma Meyer. Apesar do brilho, Meyer, que está seguindo as linhas do Partido Republicano e Conservador, insiste que ela não está para brincadeiras. "Eu levo a sério, e falo sério", diz ela com intensidade.

Outros poderiam discordar. Em uma página intitulada A Diva do Distrito, Meyer enumera vários assuntos em sua plataforma, incluindo "A pobreza e o desemprego", "Escolas",  "Crime". E também promete combater a fome. Mas e o fato de não ter experiência? “Foi somente na semana passada que minha candidatura foi confirmada, e tudo é novo” admite Meyer. “Mas já conto com apoio de muitos”. A sua campanha está atraindo a atenção de muitos. Um vizinho relatou que ela queria entrar para a política desde criança. Meyer acredita que sua identidade judaica a ajudará a manter o rumo da campanha, porém ela admite que nem todos os eleitores judeus aprovam a sua candidatura. “Sou a única garota ortodoxa que é candidata, e obviamente levanta controvérsias” diz ela. “Alguns dizem que não é lugar para garotas. Mas se eu estou falando sério, apaixonadamente, ambiciosamente, por que não vou fazer o que puder para ajudar aos outros?". A energia de Meyer e seu apelo jovem podem ser seus melhores pontos de venda como uma candidata republicana sem experiência prévia em cargos públicos. Ela está se candidatando no distrito 21, um bairro predominantemente democrata, e que agora inclui menos judeus.

O atual senador é o político veterano democrata Kevin Parker, que derrotou em 2002 Noach Caro, um judeu. Meyer acredita que ela tem uma grande chance de ganhar e cita problemas bem documentados de Parker.

Parker foi acusado de confrontar um agente de trânsito em 2005 e agredir um repórter de jornal em 2009. Ele também brigou em março através do Twitter, com um judeu ortodoxo. "Kevin Parker tem sido senador por 10 anos", diz Meyer do seu oponente. "Ele continua sendo reeleito e não fez nada. Talvez as pessoas queiram um rosto jovem, novo e inovador".
Índia acusa Guarda Revolucionária iraniana de ataque contra Israel

Índia acusa Guarda Revolucionária iraniana de ataque contra Israel


A polícia indiana acusou iranianos membros da Guarda Revolucionária de terem praticado em fevereiro passado um atentado com carro-bomba contra a embaixada de Israel em Nova Délhi, que feriu com gravidade um diplomata israelense, informou nesta segunda-feira o jornal The Times of India.
De acordo com o jornal, que cita as conclusões da investigação policial, cinco pessoas pertencentes ao corpo da Guarda Revolucionária são suspeitas de terem organizado o ataque junto com um jornalista indiano.
A Interpol emitiu em março uma ordem de prisão internacional contra os quatro iranianos suspeitos de terem participado do atentado em 13 de fevereiro, mas é a primeira vez que se menciona sua suposta participação na Guarda Revolucionária, uma organização paramilitar iraniana.
Em março passado, o jornalista indiano independente Syed Mohamed Kazmi, que trabalhava para a agência de notícias iraniana Irna, foi preso por estar ligado ao ataque, cometido em um bairro dotado de fortes medidas de segurança e a pouca distância da embaixada israelense. Israel acusou, em seguida, o Irã de estar por trás do atentado.
Israel quer dobrar número de turistas brasileiros até 2014

Israel quer dobrar número de turistas brasileiros até 2014


Em 2011 Israel bateu o recorde no número de turistas ao receber 3,5 milhões de visitantes, sendo 60 mil brasileiros, o que representa o dobro de pessoas em relação a 2008. A meta é chegar a, pelo menos, 120 mil até 2014. De acordo com a nova consulesa de Turismo de Israel para o Brasil, Suzan Klagesbrun, “teremos uma agência de publicidade brasileira. Achamos importante que nossas campanhas falem a língua do país. Vamos também incrementar nossos acordos de marketing com as operadoras, além de divulgar também outros nichos com potencial além do turismo religioso". Atualmente cerca de 50% dos brasileiros que visitam o país o fazem por motivos religiosos e o gasto médio é de aproximadamente US$ 1.300. Entre os novos roteiros que começarão a ser trabalhados no mercado brasileiro estão o “Mundo Gospel”, que tem foco em Nazaré e pode ser feito a pé, de ônibus ou de bicicleta; o “Caminhos de Maria”, voltado para os católicos; e “Os passos de Jesus”, que tem passagem pelo local onde ele foi batizado. “Também temos produtos voltados para o ciclismo, apreciação de pássaros, LGBT e gastronomia”, lembrou.

Romney diz que Jerusalém é 'capital de Israel' e gera reação da Palestina

Romney diz que Jerusalém é 'capital de Israel' e gera reação da Palestina


O candidato republicano à Casa Branca, Mitt Romney, apresentou Jerusalém como a "capital de Israel" durante discurso na cidade neste domingo. A capital do país é Tel Aviv.

"Estou muito emocionado de estar em Jerusalém, a capital de Israel", disse Romney, em frente à Fundação Jerusalém e na presença do prefeito israelense da cidade, Nir Barkat.

A declaração gerou mal estar com a Palestina, que quer que Jerusalém oriental seja a capital do seu futuro Estado.

O negociador palestino reagiu imediatamente à declaração, dizendo que ela é prejudicial. "As declarações de Romney são prejudiciais para os interesses americanos na região, para a paz, para a segurança e estabilidade", disse Saeb Erakat. São inaceitáveis e rejeitamos completamente."

Lior Mizrahi/Associated Press
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu (dir.), recebe visita de Romney, candidato republicado dos EUA
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu (dir.), recebe visita de Romney, candidato republicado dos EUA


Os Estados Unidos não reconhecem oficialmente Jerusalém como capital de Israel.

A Embaixada americana, como as de praticamente todos os países representados em Israel, está em Tel Aviv. Mas, periodicamente, americanos levantam a possibilidade de transferir sua Embaixada de Tel Aviv para Jerusalém.

Em 2008, Barack Obama, atual presidente e concorrente democrata às eleições presidenciais, também chamou Jerusalém de "capital" durante visita a Isreal. Na época, Obama também era candidato à presidencial.

"Eu não mudei minha posição. Continuo a dizer que Jerusalém é a capital de Israel. Já disse isso antes e repito. Mas também disse que esta é uma questão que está relacionada com o estatuto final" do acordo de paz israelense-palestino, disse Obama na época.

JERUSALÉM ORIENTAL

Israel conquistou Jerusalém oriental durante a guerra de junho de 1967. O país anexou o lado leste da cidade e construiu uma dúzia de bairros de assentamentos, onde hoje vivem mais de 200 mil israelenses.

Os palestinos, por sua vez, querem fazer de Jerusalém oriental a capital do Estado que aspiram. Mas o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeita qualquer "divisão" da cidade e diz que Jerusalém continuará a ser a "capital reunificada" de Israel.

29 de jul. de 2012

Romney inicia sua agenda em Israel com atenção no voto judeu

Romney inicia sua agenda em Israel com atenção no voto judeu


Mitt Romney, candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, se reúne com Benjamin Netanyahu, premiê israelense, em Jerusalém
Foto: AP
O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, reúne-se neste domingo em Jerusalém com líderes israelenses e palestinos em uma visita de um dia, interpretada como uma tentativa de arrecadar para sua campanha e ganhar o voto judeu em estados-chave nas eleições presidenciais de novembro.
Romney, que chegou na noite de sábado a Israel procedente da Inglaterra, se encontrará em duas ocasiões com o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, em seu escritório de Jerusalém, uma de manhã e outra à noite.
A segunda será um jantar no escritório do chefe de Governo na qual pronunciará um discurso sobre sua política no Oriente Médio se ganhar as eleições.
Romney e Netanyahu estudaram juntos no Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) de Boston e se conhecem há mais de três décadas. Um dos principais apoios econômicos ao candidato republicano, o magnata Sheldon Adelson, tem em Israel um jornal gratuito, Israel Hayom, que defende as políticas do Governo de forma quase sistemática.
Romney antecipou que, se for eleito presidente, seu primeiro destino internacional seria o Estado judeu e reprova o presidente democrata Barack Obama por não ter visitado o país durante seu mandato, o que levou a equipe do presidente a esclarecer que este fará a viagem se for reeleito.
O círculo de Obama se apressou, além disso, a ressaltar que George W. Bush não viajou a Israel até o final de seu segundo mandato e o também conservador Ronald Reagan nem sequer o fez.
Romney, que acusou Obama de ter tratado Israel com desprezo, também se reunirá separadamente com o presidente israelense, Shimon Peres, e com o primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad.
O objetivo da viagem é obter apoios entre o eleitorado judeu, tradicionalmente democrata e numericamente pequeno, mas que pode ser decisivo em novembro em Estados como Flórida.
Segunda-feira, antes de partir para a Polônia, Romney participará de um evento de arrecadação para sua campanha.
Imprensa: EUA informa Israel sobre plano de ataques preventivos ao Irã

Imprensa: EUA informa Israel sobre plano de ataques preventivos ao Irã

General Jones Leaves National Security Team, D...

O conselheiro de segurança dos Estados Unidos Tom Donilon informou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre um plano dos Estados Unidos de ataques preventivos contra as instalações nucleares iranianas, informa o jornal Haaretz. 

Donilon, conselheiro do presidente americano Barack Obama, se reuniu em Washington com Netanyahu há duas semanas durante um jantar de três horas, afirma o jornal. "Donilon deu a entender que os Estados Unidos se preparavam seriamente para a possibilidade das negociações (com Teerã sobre o polêmico programa nuclear) chegarem a um beco sem saída, e que uma opção militar seria então necessária", completa o Haaretz. 

Uma fonte do governo israelense, que pediu para não ser identificada, desmentiu a informação. "Nada neste artigo é correto. Donilon não jantou com o primeiro-ministro, nem conversou com ele sozinho, nem apresentou um plano de ação para atacar o Irã", disse.
Enhanced by Zemanta

28 de jul. de 2012

Guerra na Síria pode resultar em ataque contra Israel

Guerra na Síria pode resultar em ataque contra Israel

The 20th IDF Chief of the General Staff, Lt. G...
The 20th IDF Chief of the General Staff, Lt. Gen. Benny Gantz. (Photo credit: Wikipedia)

O general Benny Gantz, chefe das forças armadas de Israel, advertiu esta semana que um ataque aos depósitos de armas químicas da Síria poderia levar o Estado judeu a uma guerra.
Por isso, ele aconselhou moderação quando funcionários do alto escalão israelense declararem estar preparados para atacar o país árabe no desejo de evitar que esse tipo de armamento caia na mão de militantes.
Foi a resposta imediata da ameaça feita pelo governo da Síria que usaria armas químicas e biológicas se o país fosse atacado por forças  estrangeiras. Israel declarou temer que militantes de grupos terroristas  como o Hezbollah, do Líbano, tomem posse das armas químicas da Síria e intensifiquem a violência no Oriente Médio.
Segundo o site das Forças Armadas de Israel, Gantz acredita que o Exército sírio intensificou a segurança dos seus depósitos de armas químicas.
O primeiro-ministro de Israel, Benajmin Netanyahu, e o ministro da Defesa Ehud Barak afirmaram que Israel está pronto para atacar esses depósitos de armas químicas da Síria conseguindo evitar que seus inimigos se apoderem deles.
Os rebeldes sírios acusaram Assad de ter ordenado a transferência das armas químicas para as fronteiras do país após ter dito que pretende usá-las em caso de “agressão externa”.
Enquanto isso, as forças sírias leais ao governo utilizaram aviões para bombardear a segunda maior cidade da Síria, Aleppo. Segundo a rede BBC, helicópteros de combate também estão envolvidos nos conflitos naquela região, Tropas pró-governo bombardearam com foguetes a cidade que é considerada o centro comercial da Síria. O canal inglês disse ainda que o país não suportará essa guerra civil por muito mais tempo.
Após as forças rebeldes da Síria informarem que tomaram o controle da cidade de Rawyahina, perto da fronteira norte de  Israel, o governo israelense pediu que a  ONU, que mantém  8.000 soldados na região, reforce a segurança para evitar uma incursão síria.
Ehud Barak disse que a luta está próxima demais e a possibilidade de o conflito ultrapassar a fronteira está crescendo a cada dia. Grupos radicais islâmicos como a Irmandade Muçulmana tem apoiado os rebeldes e analistas creem que o ditador sírio Bashar Assad possa tentar um ataque contra Israel em um movimento para conseguir o apoio dos muçulmanos do Oriente Médio.
Por isso, Israel tem trabalhado com alerta máximo e enviado tropas para sua fronteira norte. Os Estados Unidos e outros países membros da ONU já avisaram que podem intervir caso o conflito fuja do controle. Por enquanto, apenas medidas diplomáticas foram tomadas.
A violência nesta terça-feira deixou ao menos 80 mortos no país, sendo 20 em Aleppo, segundo o Comitê de Coordenação Local. A escalada da violência na Síria fez com que milhares de sírios fugissem para países vizinhos, como Jordânia, Turquia, Líbano e Iraque. A ONU estima que o total pode chegar a 1,5 milhão.

Enhanced by Zemanta
Israel monitora armas químicas e estuda ação

Israel monitora armas químicas e estuda ação


A instabilidade na Síria e a crescente fragilidade do regime de Bashar Assad vêm aumentando a tensão regional em torno do futuro do país. Ontem, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que suas Forças Armadas podem ser acionadas em caso de colapso do regime para deter uma eventual transferência de armas químicas para o Hezbollah, no Líbano.
As declarações foram feitas em entrevista à rede de TV americana Fox News e ecoam a preocupação regional com o futuro da Síria pós-Assad.
Segundo Netanyahu, o conflito no país vizinho pode resultar em um desmoronamento do Estado. "A necessidade de ação pode crescer se houver um colapso do regime", disse, demonstrando uma preocupação específica: "Não queremos ficar expostos a que armas químicas parem nas mãos do Hezbollah ou de algum outro grupo terrorista".
O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, advertiu que Israel vem monitorando o destino dessas armas. "Estamos observando a possibilidade de que o Hezbollah tenha a oportunidade de transferir armamento", disse.
A preocupação cresceu no final de semana, quando o general sírio Mustafa Sheikh afirmou que Assad poderia decidir pelo deslocamento de armas químicas para aliados no Líbano, ou utilizá-las contra a insurreição. "Querem queimar o país. O regime não vai cair sem cometer um banho de sangue", sustentou.
Segundo o jornal Haaretz, o governo de Israel formalizou um protesto naa Nações Unidas denunciando uma suposta intrusão de forças sírias na zona desmilitarizada das Colinas de Golan. Ao todo, 500 soldados teriam ultrapassado o limite estabelecido em acordo de 1974. Pelo texto, uma faixa de terra supervisionada pelas Nações Unidas não pode ser ocupada por Forças Armadas dos dois países.

27 de jul. de 2012

Lágrimas do coração

Lágrimas do coração


Parashá Devarim de Tishá Be Av 5772

“Quando o Campo de Concentração de Buchenwald foi libertado pelos aliados, todas as crianças órfãs sobreviventes foram levadas para um orfanato em Ecouis, um pequeno vilarejo da França, onde receberam muitos cuidados e carinho da comunidade judaica local. Havia no orfanato um total de 500 crianças e jovens que não tinham mais ninguém no mundo.

Certa vez organizaram uma homenagem pública aos órfãos, onde estariam presentes muitas personalidades locais, entre eles o comandante da polícia, o comandante militar e o prefeito. Os órfãos não quiseram ir, pois sabiam que aquela homenagem era apenas por interesse das autoridades de fazer propaganda diante da mídia. Mas a responsável pelo orfanato, a Sra. Rachel Mintz, insistiu para que todos fossem, e os rapazes concordaram em comparecer, mas decidiram que não aplaudiriam e nem mesmo levantariam seus olhos do chão quando as personalidades discursassem.

E assim foi. 500 jovens escutaram os discursos de cabeça baixa, sem demonstrar nenhuma emoção. Até que subiu para discursar o último convidado. Era um senhor judeu que havia se salvado de Aushwitz, mas tinha perdido a esposa e todos os filhos. Desde sua libertação, ele havia dedicado todos os seus bens aos órfãos. Ele tentou começar seu discurso, mas as lágrimas embargaram sua voz. Tentou mais uma vez, mas ele tremia muito e as palavras não saíam. Finalmente conseguiu dizer apenas 3 palavras em Ídishe: “Filhos, queridos filhos”. Aqueles órfãos eram tudo o que havia lhe restado na vida.

Os órfãos então levantaram pela primeira vez seus olhos. Cada um começou, sem querer demonstrar a emoção, a enxugar as lágrimas com a manga da camisa, olhando com vergonha para o lado para ver se alguém tinha percebido aquela pequena lágrima escorrendo. E então, de repente, rompeu-se a barreira. De uma só vez abriram-se as comportas, e aqueles 500 jovens choraram um choro sincero e libertador.

Em meio ao choro, levantou-se um jovem chamado Aharon Feldberg, de 25 anos, um dos mais velhos do grupo, e dirigiu-se aos visitantes:

- Gostaria de dizer algumas palavras. Desejo, em nome de todos, agradecer a todos vocês. Não por terem vindo, pois não queríamos esta visita. Não pelos presentes que nos trouxeram, pois não estamos interessados neles. Queremos lhes agradecer pelo maior presente que recebemos de vocês há alguns instantes, que foi a possibilidade de voltar a chorar. 

O rapaz, visivelmente emocionado, continuou seu discurso:

- Quando os nazistas levaram meu pai e minha mãe, eu não chorei. Eu estava seco de lágrimas. Quando diversas vezes me golpearam no Campo de Concentração, eu mordi os lábios e não chorei. Há anos não rio e não choro. Passamos fome, congelamos de frio, sangramos, mas não choramos. Desde a libertação do Campo, e ainda antes dela, eu andava com a sensação de que não sou mais uma pessoa normal. Achava que eu não tinha coração, que não conseguiria chorar nos momentos em que é preciso chorar. Achei que eu tinha uma pedra no peito e não um coração humano. Assim eu pensava até 5 minutos atrás, mas não penso mais. Agora eu chorei, e bastante, e lhes digo, que quem é capaz de chorar, poderá amanhã também rir e se alegrar. E é por isto que eu lhes agradeço”

Esta história real, retirada do livro “Lúlek”, uma biografia do rabino Israel Meir Lau, nos ensina que através das lágrimas sinceras, um dia chegaremos à alegria e consolo verdadeiros.

********************************************

Nesta semana começamos o último livro da Torá, Devarim, também conhecido como “Mishnê Torá”, cuja tradução literal é “Repetição da Torá”. Por que este “apelido”? Pois grande parte do livro contém o discurso de despedida de Moshé Rabeinu antes de seu falecimento. Para que o povo judeu aprendesse com o passado, tanto com os acertos quanto com os erros, Moshé relembrou muitos dos acontecimentos marcantes nos 40 anos em que o povo permaneceu no deserto. 

Esta “revisão” feita por Moshé foi certamente importante para a geração do deserto, pois foi uma preparação para a entrada em Israel. Mas para que serve esta “revisão” para nós, mais de 3 mil anos depois? Se quisermos rever algum acontecimento, podemos simplesmente abrir a Torá na passagem que nos interessa e ler novamente. Então para nós, qual a importância do livro de Devarim? 

A resposta é que, apesar de conter repetições, o livro de Devarim também traz muitas novidades. Em primeiro lugar, são ensinadas muitas Mitzvót novas, que ainda não haviam sido ensinadas antes. Além disso, quando a Torá repete os acontecimentos, acrescenta detalhes que ajudam a entender e a se aprofundar em alguns conceitos. É o que acontece, por exemplo, na Parashá desta semana, Devarim, que nos ajuda a entender melhor um dos eventos mais marcantes para o povo judeu: o pecado dos espiões.

Na Parashá Shelach, no livro de Bamidbar, a Torá descreve que o povo judeu, ainda no primeiro ano no deserto, se aproximava da terra de Israel. Ao invés de confiar na promessa de D’us, que havia garantido que a terra era boa e fértil e que eles teriam sucesso em conquistá-la, o povo pediu para enviar espiões. A consequência foi trágica, pois dos 12 espiões enviados, 10 voltaram falando mal da terra, causando uma histeria coletiva e um choro de desespero. D’us então jurou: “Hoje vocês choraram sem motivo. Este dia será fixado como um dia de choro para todas as gerações”. Este dia era Tishá Be Av, o nono dia do mês judaico de Av.

No próximo sábado de noite (28/07), assim que terminar o Shabat, é Tishá Be Av, um dia marcado por tristezas e sofrimentos. Neste dia, conforme D’us havia jurado, terríveis tragédias atingiram o povo judeu, desde as épocas bíblicas até os nossos dias. Exatamente neste dia nossos dois Templos Sagrados foram destruídos, fomos expulsos da Inglaterra, Espanha e Portugal, e foi o dia em que se iniciou a Primeira Guerra Mundial. Também a queda do primeiro avião da companhia aérea israelense El Al aconteceu justamente em Tishá Be Av. Neste dia nós jejuamos e nos abstemos de vários tipos de prazer, como relações maritais, usar sapatos de couro, tomar banho ou passar óleo no corpo. Será que há algo que podemos fazer para mudar este dia tão triste e consertar o erro dos nossos antepassados?

A Parashá Devarim é sempre lida na semana em que cai Tishá Be Av. Um dos motivos é que nesta Parashá Moshé relembra o erro do povo de ter chorado após o relato dos espiões, acrescentando alguns detalhes que nos ajudam a entender um pouco melhor qual foi o erro. A Torá diz que os judeus se desesperaram com as palavras dos espiões, que disseram que os habitantes de Israel eram gigantes e seria impossível derrotá-los. O povo então disse para Moshé: “Com ódio D’us nos tirou do Egito, para nos entregar nas mãos dos Emoritas para nos destruir” (Devarim 1:27). O que significam estas palavras? Por que os judeus achavam que D’us sentia ódio deles?

Explica o Sforno, comentarista da Torá, que o povo judeu pensou que D’us estava bravo por causa da idolatria que eles fizeram enquanto ainda viviam no Egito e que Ele, por causa deste ódio, mesmo tendo poder para esmagar os Emoritas, castigaria o povo judeu entregando-o nas mãos de seus inimigos. Por isso eles choraram tão amargamente. 

Mas desta explicação do Sforno surge uma grande pergunta. Segundo suas palavras, o choro do povo judeu foi um choro de arrependimento por um erro cometido, isto é, um choro positivo, uma demonstração de temor a D’us. Então por que nossos sábios dizem que este foi um choro em vão, e que resultou em todas as catástrofes que nos atingem até hoje?

Responde o Rav Eliahu Dessler que realmente a motivação original do povo judeu era proveniente de uma fonte pura de temor a D’us. Porém, o Yetzer Hará (má inclinação) conseguiu misturar neles a falta de Bitachon (confiança em D’us), o que pode ser visto no final do versículo: “Não podemos subir contra eles (os habitantes da terra), pois eles são mais fortes do que nós” (Bamidbar 13:31). Rashi explica que a intenção da frase era também incluir D’us, isto é, o povo começou a acreditar que os habitantes da terra eram fortes demais até mesmo para D’us. O choro, uma demonstração de sofrimento interno, foi consequência da falta de Bitachon, causando uma rápida deterioração espiritual que os levou a se desconectar de D’us. 

O conceito de “destruição do Beit Hamikdash (Templo Sagrado)” pode ocorrer em dois níveis: coletivo e individual. O Beit Hamikdash era o lugar onde a presença de D’us repousava. Quando ele foi destruído, os portões celestiais se fecharam e a Presença de D’us se ocultou, como se Ele estivesse em exílio. Há um paralelo com o coração de cada judeu. Existe uma faísca sagrada escondida dentro do coração de cada judeu, como se fosse a Presença de D’us. Esta faísca não pode ser apagada nunca, por mais assimilada e afastada que a pessoa possa estar. Mas quando a pessoa começa a cometer transgressões e a se impurificar, ela cria uma muralha de ferro entre esta faísca sagrada e o seu “eu” exterior. Isto causa um “exílio espiritual interno”, quando a espiritualidade, que deveria estar revelada e brilhando, está escondida e obscurecida. Quando isto ocorre com a maioria do povo, então é como se a presença de D’us tivesse se afastado de nós. É um momento crítico, onde se aproxima uma situação de extermínio espiritual. Foi nesta situação em que ocorreu a destruição dos nossos dois Templos Sagrados, isto é, o exílio espiritual interno causou o exílio espiritual externo.

Infelizmente hoje já não sentimos mais a perda do Beit Hamikdash e nem a falta da espiritualidade em nossas vidas. Aquele que não sente este vazio espiritual é porque já tem dentro de si um “exílio espiritual”, isto é, uma muralha bloqueando seu coração. Mas ao contrário, se a pessoa consegue sentir este vazio espiritual e sofre até o ponto de chorar, um choro verdadeiro e sincero, significa que percebeu a ausência de espiritualidade e conseguiu abrir uma brecha na muralha para começar a consertar o vazio do seu coração. 

Por todas as tragédias que ocorreram neste dia, vemos Tishá Be Av de uma maneira negativa, queremos que esta data de luto e tristeza passe rápido. Mas temos que saber que o dia de Tishá Be Av é uma grande oportunidade de despertar espiritual. Quando D’us fixou um choro para todas as gerações, não foi um choro de castigo, e sim um choro de renovação, um choro de conserto espiritual. Quando conseguimos refletir e internalizar nossa perda espiritual, o choro vem automaticamente, sem a necessidade de nenhuma intervenção externa. Mas se não paramos para refletir, então D’us precisa nos mandar sofrimentos e dificuldades externas, para que elas nos causem motivos que nos façam sofrer pela perda da espiritualidade do nosso coração. Este choro, mesmo que causado por fatores externos, é o caminho para a redenção, tanto pessoal quanto do povo judeu como um todo.

Por que o conserto precisa vir através de lágrimas? Pelo fato de todo o problema ser algo interno, então necessariamente o conserto também deve ser de caráter interno. O Talmud (Brachót 32a) diz que quando o Beit Hamikdash foi destruído, todos os portões celestiais se fecharam, com exceção do Portão das lágrimas. Com a mesma intensidade que a pessoa se esforçar para abrir seu coração, assim serão abertos para ela os portões celestiais.

Portanto, quando nos abstemos dos prazeres em Tishá Be Av, junto com a leitura do Livro de Kinót (Lamentações), que nos ajuda a construir em nossas cabeças uma imagem real da destruição do Beit Hamikdash, é possível despertar e chegar ao choro verdadeiro, que sai do coração. E esta é a raiz do conserto interno, que nos ajuda a revelar a espiritualidade que estava escondida e obscurecida.

O que mais nos impressiona é poder perceber a mão de D’us nos acompanhando em todas as gerações. Os vários acontecimentos históricos que ocorreram justamente em Tishá Be Av, apesar de terem sido trágicos, nos ajudam a perceber que é apenas a mão de D’us que guia todos os acontecimentos, mesmo nos momentos de sofrimento. Se o Rei Fernando e a Rainha Isabel, que nos expulsaram de Portugal e Espanha, soubessem quanta Emuná (fé) eles plantaram no coração do povo judeu ao expulsá-los justamente em Tishá Be Av, certamente teriam se arrependido de seu ato.

A nossa preparação para Tishá Be Av é entender pelo que precisamos sofrer e para onde este sofrimento deve nos levar. Em geral a tristeza é um sentimento perigoso, que pode nos levar ao desânimo e a uma queda espiritual. Mas podemos utilizá-la de maneira positiva, para fixar tempos de reflexão, para pensar na grandeza de D’us, contra quem nós constantemente transgredimos, e possamos “quebrar” nosso coração em arrependimento. Mas imediatamente após este arrependimento, devemos abandonar a tristeza e voltar a colocar em nosso coração a certeza de que D’us perdoa as transgressões e é misericordioso com aqueles que se arrependem e decidem consertar seus caminhos. Esta é a alegria que vem imediatamente após a tristeza de Tishá Be Av. Por isto o Shabat logo depois de Tishá Be Av é chamado “Nachamu” (Se consolem), pois é um aviso que depois da tristeza e do choro verdadeiro vem a alegria verdadeira.

Portanto, o propósito de Tishá Be Av é, através da tristeza, enxergar que a destruição dos nossos dois Templos Sagrados, que causou o exílio da Presença Divina, é apenas consequência da nossa queda e do nosso exílio espiritual interno, a muralha de ferro que criamos com nossos maus atos e que separa nossa faísca de Divindade do nosso corpo material. Este choro e sofrimento é a preparação para a nossa redenção e a fonte da alegria verdadeira e do consolo, para nós e para todo o povo judeu.

SHABAT SHALOM

R’ Efraim Birbojm
Facebook .... a sua cara?

Facebook .... a sua cara?



Camisetas com dizeres para chamar a atenção são coisa comum, cada qual competindo com a outra em graça e sutileza. Uma das minhas favoritas é aquela que diz: “Sociedade Nacional do Sarcasmo – Como Precisamos do Seu Apoio”. Sua escolha de camiseta é uma decisão de marketing pessoal. Você envia uma mensagem de quem você é e como quer ser notado.

É sua escolha como usar a ferramenta do Facebook
Imagine-se usando uma camiseta proclamando suas informações pessoais. Todos que virem você saberão sobre a sua vida social, suas preferências, seus melhores momentos e seus piores defeitos. Ninguém vestiria uma camiseta assim porque fazê-lo seria como abandonar a privacidade, uma destruição dos limites sociais que precisamos para podermos experimentar e crescer.

O mau uso do Facebook é como vestir aquela camiseta e se expor. Facebook, a plataforma social arrasadora que tomou conta do mundo, permite que os usuários se conectem com outros e partilhem textos e links, programas e eventos, fotos e vídeos. Postar fotos de momentos privados para todos verem, partilhar com o mundo seus pensamentos pessoais sobre todos os assuntos, publicar preferências a quem quiser ver são atos de exibicionismo.

Usuários responsáveis, aqueles que cuidam da própria privacidade e conseguem manter os limites adequados, podem superar este problema. Você sempre tem de proteger sua informação pessoal online, mantendo um firewall entre sua vida real e seu personagem online. O Facebook, que é projetado para revelação pessoal, é uma contínua tentação para invadir os limites da privacidade. Você tem a tarefa de resistir ao anseio do exibicionismo.

 Você tem a tarefa de    resistir ao anseio do exibicionismo.
O facebook não é inerentemente bom ou mau. Não invade sua privacidade nem revela seus segredos pessoais. Se você usar sabiamente o Facebook, consciente de que a Internet não é o seu diário pessoal e que informação pública é, obviamente, pública, então você tem muito a ganhar com sua experiência. Um martelo pode ser usado para esmagar alguém na cabeça ou para construir uma casa. Você deve escolher como usar aquela ferramenta.

O Talmud tem um ditado sobre o prejuízo causado por espalhar fofocas: seu amigo tem um amigo (Kesubot 109b). Quando você faz fofoca a uma única pessoa, conta a história não apenas para aquele amigo, mas para todo amigo que ele tem. Este é o perigo do Facebook. Sua constrangedora história é espalhada para os seus amigos, que podem muito bem passá-la também para os amigos deles. Enquanto este círculo de íntimos cresce exponencialmente, o mesmo acontece com sua indiscrição. Mas este poder também pode ser usado para o bem. Sua história inspiradora é espalhada com a mesma facildiade pela rede de contatos sociais. Suas boas notícias ou sua ideia inovadora viaja até seus amigos, que por sua vez também têm amigos. Logo a alegria e o entusiasmo iluminam o dia de centenas de pessoas e estimulam muitas mentes criativas. É sua opção como usar o martelo do Facebook.

A Câmara de Eco
O Talmud declara que o ideal seria a pessoa estudar com pelo menos dois professores em sua carreira acadêmica (Avodá Zará 19a). Os pontos de vista variados ampliam seus horizontes, forçando você a pensar cuidadosamente e impedir que embarque na zona de conforto do pensamento em grupo.

O Facebook, como grande parte dos fenômenos da internet e notícias via cabo, pode minar essa atitude. Quando nos associamos quase que exclusivamente com pessoas que pensam como nós, entramos numa câmara de eco que ressoa com o mesmo e único ponto de vista. Nunca consideramos outras opiniões ou questionamos as ideias constantemente repetidas que nos cercam.

Quando nos associamos quase que exclusivamente com pessoas que pensam como nós, entramos numa câmara de eco que ressoa com o mesmo e único ponto de vista.

O Facebook amplia este problema. A partilha de pensamentos, artigos, links e outros dentro de um círculo social cria uma comunidade envolvente de pensamento em grupo. A câmara de eco é ensurdecedora. Mas não precisa ser. O Facebook pode servir a um propósito oposto para aqueles que estão abertos à variedade.

Seu amigo tem um amigo, e assim ad infinitum. Este princípio talmúdico, que serve como base teórica do Facebook, pode se fundir com o conselho talmúdico de estudar com múltiplos professores para criar uma experiência educativa robusta. Quando os círculos sociais se cruzam, você conhece pessoas com diferentes educações e pontos de vista. Aprende sobre as experiências, pensamentose interesses de pessoas que pensam diferente de você. O Facebook, quando usado corretamente, é a solução para a Internet. Rompe a câmara de eco. Expande seus interesses, ensina a você novas ideias e abordagens, e permite que veja o mundo através dos olhos dos outros.

A Internet deve ser construída com responsabilidade. Isso exige viver basicamente no mundo real e usar a Internet como ferramenta. Você tem de evitar comportamento viciante e afastar-se daquilo que acha excesso de partilha de informações por partes das outras pessoas. O exibicionismo de alguém não precisa ser o seu voyerismo. Ignore-o e siga em frente. Procure conversas inteligentes e tópicos estimulantes. O Facebook é uma maneira de compartilhar com outros aquilo que você pensa poder interessá-los e da mesma forma partilhar aquilo que eles pensam que pode interessar a você. Para engajar-se na experiência enriquecedora você deve encontrar pessoas que tenham algo valioso a oferecer.

Usar o Facebook para construir em vez de destruir exige reflexão e planejamento. Embora o comportamento responsável seja um traço adquirido, aquele que domina este talento enfrenta vastas oportunidades para o crescimento pessoal.
Alimento saudável

Alimento saudável



Por Sara Esther Crispe
 
"Nós lutamos, nós vencemos, vamos comer" é como muitas pessoas resumem a essência das Festas Judaicas. É claro que há muito mais em nossa observância religiosa que comida, mas todos temos de admitir que como grupo, os judeus tendem a celebrar com o estômago. Em Rosh Hashaná comemos maçãs com mel, em Chanucá comemos latkes e sonhos, em Purim comemos osnei Haman, em Pêssach matsá, Shavuot traz blintzes (panquecas de queijo), e assim por diante. 

Além disso, a cada Shabat temos 3 refeições, e comidas "judaicas" como baguels, salmão defumado, arenque e até shmaltz são tradicionalmente associadas com cozinhas judaicas. E obviamente, existem as imagens recorrentes da mãe e avó judias, cujos maiores prazeres na vida vêm de nos ver comer, comer e comer.

Um buraco pequeno na alma é um grande buraco no corpo.Assim, com tamanha ênfase na comida, é possível que haja sequer a menor preocupação no Judaísmo com a saúde da pessoa? O estado do corpo? Níveis de colesterol? Obesidade?

Na verdade, vemos que enquanto os judeus celebram feriados com comidas, a maneira pela qual comer tem sido enfatizado às custas daquilo que é realmente importante, é um grande problema. Se é que aprendemos alguma coisa, é que o tsadic, o justo, come para saciar sua alma. Não seu corpo, mas sua alma.

Segundo a Torá, cada pessoa é formada de corpo e alma, ambos sagrados, ambos Divinos. Nossa alma é uma "Chelek Eloka M'mal Mamash" (Tanya, cap. 2, baseado em Job), uma parte do próprio D'us. Nosso corpo é um veículo através do qual a Divindade pode ser vista, "Mi'basari Echeze Eloka", "Com minha carne eu visualizo D'us" (Job, 19:26).

Se pratico exercícios porque sou obcecada com a imagem do meu corpo, e o isto será às custas de não passar tempo com a família, não estar disponível para os outros, estar ocupada demais para estudar e cumprir mitsvot, então isso é terrível para a minha alma, porque fiz do meu 
corpo um ídolo.E claramente, corpo e alma estão intrinsecamente conectados. A Cabalá nos ensina que um pequeno buraco na alma é um grande buraco no corpo. Isso quer dizer que aquilo que experimentamos fisicamente se reflete também no estado emocional, mental e espiritual. Isso não significa que se alguém está espiritualmente num local negativo, ele ou ela ficará doente, ou que, D'us não o permita, se a pessoa está sofrendo fisicamente, ele ou ela não seja uma pessoa boa no sentido espiritual. Ao contrário, parte do processo de cura para os desafios que enfrentamos nesse mundo é abordá-lo de todos os ângulos. E não há uma cura rápida. Algo difícil de aceitar em nossa sociedade.

Vivemos num mundo de passo rápido. Caixas Eletrônicos, compras online, comunicação via MSN, cirurgias com opiniões médicas simultâneas ligando três, quatro continentes de uma vez só, e as coisas continuam acelerando… Da mesma forma, desejamos resultados imediatos quando não estamos nos sentindo bem. Queremos um remédio para nos manter acordados e depois outro para nos fazer dormir. Uma droga para nos manter felizes e outra para nos deixar saudáveis. Embora esta abordagem à Medicina possa resolver o problema imediato ou agudo, todos sabemos que se algo não for tratado no âmago, curam-se os sintomas, mas o problema ficará voltando.

É por isso que os Sábios nos ensinam que se a cabeça de alguém dói, ele deve mergulhar na Torá, e mais ainda, se o corpo inteiro dói, ele deve mergulhar na Torá, pois a luz da Torá lhe dá vida. E o Autor da Torá, nosso Criador, é também nosso Médico, pois somos ensinados: "Ani Hashem Rofecha" – "Eu sou D'us, aquele que te cura."

Isso é para nos mostrar que tentar curar e fortalecer nossa alma sempre terá um efeito positivo sobre o nosso corpo. E mesmo quando não estamos doentes, é como uma medida preventiva, elevando nossa imunidade espiritual e nos mantendo sadios, para ficarmos muito mais fortes se enfrentarmos um desafio físico. E vemos claramente também por outro lado: quando estamos cuidando de nós mesmos, quando nos sentimos sadios e fortes, estamos muito mais preparados para enfrentar dificuldades emocionais ou espirituais do que quando nos sentimos fracos e desmoronando.

No entanto, quando nos concentramos em nós mesmos, há uma fina linha entre um corpo forte e saudável e em transformar nosso corpo num ídolo. Embora vivamos numa sociedade com alta taxa de obesidade com estatísticas provando que vivemos numa cultura nada sadia, simultaneamente, tudo que precisamos é olhar para a banca de jornais mais próxima para ver como a imagem do corpo e da saúde são uma enorme preocupação. Estamos sempre falando sobre esta ou aquela dieta, como esta estrela do cinema perdeu tanto peso e como aquela deve estar grávida, pois ganhou alguns quilos.

Então, onde estabelecemos o limite? Como nos concentramos sem nos concentrarmos demais?

A Torá é muito clara ao declarar que nosso corpo não nos pertence. A casa que recebemos para nossa alma é um presente. Como o corpo é nosso por empréstimo, devemos cuidar dele para que possamos devolvê-lo na condição em que nos foi entregue. Portanto, temos muitas proibições sobre o que pode ser feito ao nosso corpo. Não temos permissão de profanar, mutilar, ferir ou destruir o corpo. Não podemos fazer tatuagem, marcas permanentes e também é proibido escrever sobre a pele – não transformar as mãos em blocos de anotação quando não temos papel.

Nosso corpo é sagrado e assim deve ser tratado.

Vemos isso especialmente no corpo de uma mulher, que abriga fisicamente o corpo e alma de um bebê, e espiritualmente abriga a família inteira, pois se diz que "Beito zu ishto", a esposa de um homem é sua casa, que ele vive dentro dela, pois ela contém todos dentro de si. Não é que a mulher esteja na casa, a mulher é a casa.

Está claro que se desejamos ser capazes de cumprir os mandamentos, cuidar de nós mesmos, nossos filhos e nossa família, precisamos ser tão saudáveis quanto possível para fazermos isso. Precisamos ter certeza de que temos aquilo que precisamos para poder dá-lo aos outros.

E embora possamos ver isso mais diretamente com as mulheres, isso não se aplica somente a elas. Embora as mulheres possam ser fisicamente abençoadas com a capacidade de criar, todos temos esta incumbência sobre nós como mandamento. Ser frutífero e multiplicar-se é ser criativo, e criar, em hebraico a palavra "bará", está etimologicamente conectada com a palavra "barih", sadio. Quando criamos, quando somos produtivos, então nos sentimos saudáveis.

Isso é visto também no oposto, a palavra para preguiçoso, “atzlut”, está conectada com depressão, “atzvut”. E como qualquer treinador lhe dirá, a parte mais difícil de fazer exercícios é calçar os sapatos. É a preguiça que geralmente nos segura mais que qualquer outra coisa. É difícil malhar e ser sadio e deprimido. Até psicologicamente sabemos que o corpo emite endorfinas que nos deixam felizes quando nos exercitamos.

Então, como encontramos o equilíbrio sadio para cuidar do nosso corpo? Tudo está no nosso enfoque. Podemos fazer exatamente a mesma coisa, mas é a intenção que faz a diferença e por quem e pelo quê estamos fazendo aquilo. Se eu acordo toda manhã e corro um quilômetro, faço 100 abdominais e me alimento saudavelmente, isso é bom para o meu corpo. Mas será bom para a minha alma?

Se faço isso para ter energia e cuidar de meus filhos, ser mais interativa como mãe, ter energia para ser produtiva no trabalho, sentir-me melhor comigo mesma, ter mais paciência e energia com meu marido, de modo a ser uma pessoa melhor, então isso é bom tanto para meu corpo como para a minha alma. Então, quando visito os doentes e ajuda uma vizinha ou tenho convidados para o Shabat porque tenho energia para fazê-lo, todos se beneficiam com meus exercícios.

Se, no entanto, exercito-me porque sou obcecada com a imagem do meu corpo, porque desejo que todos notem o meu corpo, e o enfoque sobre meu corpo se dá às custas de não passar tempo com a família, não estar disponível para os outros, estar ocupada demais para estudar ou cumprir os mandamentos, então isso é terrível para a minha alma, porque fiz do meu corpo um ídolo. Comecei a idolatrar meu corpo em vez de mantê-lo saudável para ajudar os outros.

Temos a obrigação de nos manter saudáveis. Temos a obrigação de comer corretamente, fazer exercícios e assegurar que nosso corpo seja tratado de maneira adequada, Porém devemos sempre lembrar que nosso corpo não é uma mera concha física. É sagrado em si mesmo. É Divino em si mesmo. E é uma casa em si mesmo, para nossa alma, que se expressa através do corpo, e portanto não é tanto por nós mesmos que precisamos ser saudáveis, mas por todos aqueles ao nosso redor, a quem podemos ajudar e nos doar.

Portanto, devemos todos reconhecer a beleza e potencial tanto na nossa alma quanto no nosso corpo. Devemos ser “barí”, sadios, para que possamos ser “borê”, criativos, produtivos, e oferecer ao mundo o melhor que temos, da maneira individual e única que somente nós podemos contribuir.