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    02/12/2011

    Rabi Yonaton ben Uziel



    O intelectual Simon Levy, uma das grandes personalidades do judaísmo no Marrocos, morreu na madrugada desta sexta-feira aos 77 anos, informou a agência de notícias MAP.
    Levy, que presidia a Fundação do Patrimônio cultural judeu-marroquino, era um antissionista declarado e a favor de que as comunidades judaicas fora de Israel não emigrassem para o país.
    Em várias de suas entrevistas, Levy fazia questão de afirmar que os judeus estavam estabelecidos no Marrocos há "mais de 2 mil anos", antes dos muçulmanos, e faziam parte da identidade do país.
    Apesar dos vínculos com o Estado judeu e, particularmente, com a comunidade de judeus originários do Marrocos, Levy não deixava de defender o direito dos palestinos de terem um estado, e fazia constantes críticas às políticas adotadas pelo governo israelense.
    Por outro lado, seu judaísmo "militante" e suas críticas ferozes aos movimentos islamitas fizeram com que Levy sofresse inúmeras ameaças de morte.
    Levy também marcou presença na vida política e sindical do Marrocos, por meio da União Marroquina do Trabalho e no Partido do Progresso e o Socialismo (PPS, ex-comunista), do qual fez parte da direção.
    Linguista e especialista no dialeto árabe marroquino, Levy sempre sustentou que o patrimônio linguístico hebraico, assim como o espanhol, tiveram uma grande importância na formação da língua falada no Marrocos.

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