31 de dez. de 2011

Judeus ultraortodoxos são maioria em região de Israel

Judeus ultraortodoxos são maioria em região de Israel

Não muito longe da agitação comercial do centro de Jerusalém fica o bairro tranquilo de Mea Shearim. Lar de muitos milhares de membros da comunidade ultraortodoxa de Israel, suas ruas e pátios oferecem uma viagem comovente de volta aos centros da vida judaica na Europa Oriental do século 19.

Desafiando o calor do Oriente Médio, os homens ainda usam os mantos pretos longos e chapéus de pele de seus antepassados. Praticantes ferrenhos, eles tendem a evitar os locais de trabalho seculares, dedicando suas vidas aos estudos religiosos e orações. O iídiche continua sendo amplamente falado. Televisão, Internet, minissaias e música pop são mantidos à distância por um código moral rigoroso que rejeita os valores e aparelhos da sociedade moderna.


A maioria dos visitantes perambula por essas ruas para explorar um estilo de vida que a geração de fundadores do país esperava de forma confiante que desapareceria com o tempo. Mas de muitas formas o bairro oferece uma janela para o futuro. Longe de cederem à corrente secular predominante, os ultraortodoxos, ou haredim, formam o segmento que mais cresce da população Israelense. A comunidade não apenas preservou o seu modo de vida, como também está em ascensão, tanto demográfica quanto politicamente. Esse é um processo que tem provocado desconforto entre muitos israelenses e alertas de um grupo de economistas e agentes políticos que se manifesta cada vez mais fortemente.


Eles apontam que Israel está enfrentando uma mudança demográfica drástica que terá um profundo impacto sobre sua capacidade de sustentar o crescimento econômico e manter as finanças públicas em equilíbrio, enfraquecendo sua capacidade de lidar com as ameaças de segurança na região.


O problema, resumindo, é que os dois grupos que mais crescem, os haredim e a minoria árabe de Israel, são também os mais pobres, menos produtivos e menos escolarizados. Ambos incluem um número desproporcionalmente grande de pessoas que não trabalham e dependem do bem-estar social. O problema é particularmente agudo entre os homens ultraortodoxos, 65% dos quais não participam da força de trabalho, e entre as mulheres palestinas israelenses, 76% das quais estão fora da força de trabalho.


Apesar de diferirem de inúmeras formas, há uma importante característica compartilhada pelas comunidades ultraortodoxa e palestina israelense: diferente dos judeus israelenses, a grande maioria deles não serve ao exército. Isso aprofunda a divisão, não apenas ideológica, entre a corrente principal da sociedade e as duas minorias.


Entre os haredim, há um grupo de linhas-duras que rejeita abertamente o Estado de Israel, que eles consideram como um sendo uma abominação religiosa. A comunidade árabe, por sua vez, enfrenta cada vez mais a retórica hostil dos membros da extrema-direita do governo, que questionam sua lealdade. Um número crescente se sente alienado por viver em uma nação que se define, acima de tudo, como judaica. Isso significa que ambas as minorias, por razões diferentes, demonstram menos entusiasmo por Israel do que o cidadão comum. Em outras palavras, a ascensão deles provavelmente afetará a política do país tanto quanto sua economia.


De acordo com o professor Sergio Della Pergola, da Universidade Hebraica de Jerusalém, a mulher ultraortodoxa comum não tem menos do que seis filhos, enquanto as mulheres palestinas israelenses tendem a criar entre três e quatro cada. A taxa de natalidade na comunidade árabe vem caindo, mas continua bem acima da média nacional. 


O crescimento da população haredi, no entanto, não mostra nenhum sinal de desaceleração.


A minoria árabe já representa 21% da população, com a estimativa de que os haredim representem de 8% a 10%. Mas seu percentual combinado certamente crescerá dramaticamente. Analistas dizem que a melhor maneira de ilustrar o seu potencial demográfico é olhar para a educação. De acordo com um estudo recente do Centro Taub para Estudos de Política Social, em Jerusalém, quase um entre dois alunos do ensino primário estuda em uma escola árabe israelense ou ultraortodoxa. O professor Dan Ben-David, diretor do Centro Taub, argumenta que a simples extrapolação desta tendência para o futuro mostra ser cheia de problemas, mas mesmo assim exibe resultados notáveis. O relatório do Centro Taub aponta: “Se as mudanças da última década continuarem, então, em 2040, o número de alunos ultraortodoxos e árabes israelenses representará 78% de todos os alunos nas escolas primárias de Israel”.


Mesmo se esse cenário nunca vier a acontecer, os economistas como o professor Ben-David argumentam que a mudança demográfica está começando a representar um “perigo existencial” ao Estado. Ele adverte que a proporção de israelenses que mais contribuem para o Estado em termos financeiros, econômico e militares está encolhendo. “Estas são as pessoas que defendem Israel. Estas são as pessoas que pagam impostos. Estas são as pessoas que são médicos e engenheiros. Quem vai fazer isso daqui 30 anos?”


Por ora, o crescimento econômico permanece forte. O setor de alta tecnologia é invejado por muitos países desenvolvidos, as instituições de pesquisa são admiradas e os israelenses
produzem um número impressionante de patentes e inovações. Além disso, nem todos os analistas estão convencidos de que existe uma profunda ameaça demográfica. O prof. DellaPergola argumenta, por exemplo, que “a sociedade israelense é muito mais flexível” do que muitos acreditam. Ambas as minorias, ele acrescenta, podem e no final serão integradas à corrente principal social e econômica.


Até agora, porém, há apenas evidência modesta disso. E o tempo está se esgotando, diz Yuval Steinitz, o ministro das Finanças: “A economia pode continuar crescendo ao longo dos próximos dois, três ou cinco anos se não lidarmos com a incorporação dos haredim e árabes (...) no mercado de trabalho”, ele disse em uma recente conferência. “Mas sem uma mudança agora, dentro de 10 anos a situação será uma catástrofe.”


Outros compartilham sua preocupação. O prof. Omer Moav, do Royal Holloway College de Londres e da Universidade Hebraica, diz: “Isso representa a mais grave ameaça para a existência do Estado de Israel a longo prazo. Mas não é uma ameaça atual como (a perspectiva de) uma bomba nuclear iraniana. É por isso que os políticos estão tão relutantes em fazer algo a respeito”.


Avishay Braverman, o ministro das Minorias, diz que o país está dividido em “duas populações”" –separadas por renda, educação e grau de integração na força de trabalho. “Se conseguirmos fazer os árabes e ultraortodoxos trabalharem, então nosso potencial será enorme. Eu acredito que pode ser feito, mas requer políticas diferentes e uma visão diferente. Mas se nós não mudarmos isso, nosso futuro econômico será problemático e o futuro do nosso país também o será”, ele diz.


Um desafio demográfico diferente há muito preocupa os líderes do país. Segundo a maioria das previsões, o número de palestinos que vivem na Cisjordânia ocupada, na Faixa de Gaza - os dois territórios palestinos– e no próprio território de Israel ao longo da próxima década ultrapassará o número de judeus israelenses que vivem nessas áreas. Isto, por sua vez, deixa os políticos com uma escolha difícil: permitir a criação de um Estado palestino, o que exigiria a remoção de muitos, se não da maioria dos assentamentos judeus na Cisjordânia, ou aceitar o surgimento gradual de Estado bi-nacional com uma maioria árabe palestina.


A mudança no equilíbrio entre as populações que está ocorrendo entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo persuadiu até mesmo ex-falcões a aceitarem a necessidade de uma solução de dois Estados. Um avanço diplomático pode parecer improvável por enquanto – mas pelo menos os líderes israelenses sabem que há uma resposta óbvia para o desafio representado pelo rápido crescimento da população palestina em Gaza e na Cisjordânia. Uma solução clara para a mudança demográfica no interior de Israel, no entanto, ainda não foi encontrada.


Os autores de políticas só recentemente começaram a lidar com a questão de como integrar os haredim e os palestinos israelenses ao mercado de trabalho. O ministério de Braverman, por exemplo, prometeu investir nesse ano 800 milhões de shekels (US$ 213 milhões) em projetos destinados a promover o emprego e a educação entre a população árabe.


Ele reconhece que o seu fraco desempenho econômico se deve em parte à discriminação, afirmando que “nós não fizemos nossa parte justa no governo”. Estudos mostram que realmente as comunidades árabes de Israel recebem bem menos recursos públicos do que as áreas predominantemente judaicas e enfrentam discriminação em muitas partes da economia, incluindo o setor público.


“A situação com os árabes israelenses é mais fácil de resolver. Os principais problemas com os árabes são a educação e a discriminação”, diz o prof. Ben-David, acrescentando que ambas as questões são –pelo menos em teoria– corrigíveis.


Integrar os haredim na economia, entretanto, é complicado por dois fatores que os analistas dizem ser muito mais difíceis de lidar. Um deles é a natureza da sociedade ultraortodoxa, que valoriza os estudos da Torá e a observância rígida dos deveres religiosos muito mais do que um emprego bem-remunerado e conforto material. Assim, a pobreza e a exclusão social sofrida pelos haredim em Israel são, até certo ponto, um produto de sua escolha.


No entanto, nem todas as comunidades ultraortodoxas optaram por viver em relativa miséria. Como Braverman aponta, um percentual muito maior de judeus ultraortodoxos trabalha em lugares como Nova York e Londres do que em Israel.


A diferença entre os hábitos de trabalho das comunidades haredim israelenses e no exterior tem muitas causas, mas o sistema de bem-estar social é claramente um fator central. Muitas famílias ultraortodoxas em Israel há muito tempo conseguem se sustentar com a ajuda do governo. Elas se beneficiam, em particular, com um sistema relativamente generoso de apoio à criança e subsídios para estudantes religiosos.


Combinados com alguma renda do trabalho feminino e ocasionais doações de caridade, essas transferências asseguram um modo de vida extremamente modesto, mas permitem que uma família sobreviva.


Os cidadãos seculares há muito olham para esses benefícios com desprezo e os políticos freqüentemente prometem eliminá-los. Até o momento, entretanto, todas as tentativas para forçar os ultraortodoxos a ingressarem no mercado de trabalho fracassaram, em consequência do segundo fator que diferencia os haredim: a influência política.


É quase uma lei da política israelense que governos de coalizão acabem dependendo dos votos e de pelo menos um dos principais partidos ultraortodoxos, o Shas e o Judaísmo Unido da Torá. Os dois grupos fazem parte do atual governo e contam com 16 das 120 cadeiras do Knesset.


Como no passado, o apoio deles tem um preço: não apenas os legisladores e ministros haredim estão determinados a defender o regime de bem-estar social, como também trabalham arduamente para manter as verbas públicas para as escolas ultraortodoxas, que se concentram fortemente no ensino religioso, em detrimento de matérias “seculares” como línguas e matemática.


Ao longo dos anos, seus esforços têm sido extremamente bem-sucedidos: os pagamentos do bem-estar social per capita mais que quintuplicaram desde 1970, superando em muito o crescimento do produto nacional. O investimento público em áreas como educação e infraestrutura, em comparação, tem ficado para trás nas últimas décadas, criando preocupação adicional com o crescimento futuro.


Os analistas concordam que as mudanças demográficas exigem uma política ousada e a maioria argumenta que a mudança é necessária o mais cedo possível. Como diz o prof. Ben-David: “Há um ponto sem retorno e quando nós o atravessarmos, não será mais possível mudar as coisas democraticamente – talvez nem mesmo seja possível mudá-las”.
Reportagem do Financial Times de 05/08/2010, traduzida do inglês por Rafael Waintuke.
Twenty years Operation Solomon "

Twenty years Operation Solomon "



מאות בני העדה האתיופית השתתפו בערב הצדעה לציון 20 שנה למבצע שלמה Hundreds of Ethiopians took part at a Tribute to mark 20 years since Operation Solomon 
מאות מבני העדה האתיופית השתתפו השבוע בערב הצדעה לעדה לציון 20 שנה למבצע שלמה במסגרתו הועלו 14,400 יהודים מאתיופיה תוך 34 שעות לישראל. Hundreds of Ethiopian participated this week at a Tribute to Linda's 20th anniversary Operation Solomon, which were 14 400 Ethiopian Jews to Israel within 34 hours. 
באירוע, שהתקיים במרכז קריגר בחיפה ושהינו פרי יוזמה משותפת של משרד הקליטה ועיריית חיפה הופיעו מיטב האמנים יוצאי אתיופיה בהם: הזמרת איילה אינגדשט והסקסופוניסט הבינלאומי אבטה בריהון והזמרת קנוביש ולהקות מקומיות כגון "קולות שילובים" ולהקת "ביתא". The event, held at Kruger Haifa and which is a joint initiative of the Ministry and the Municipality of Haifa were the best of Ethiopian artists including singer and saxophonist Ayala Aingdst International Abate Barihon and singer Knovis and local bands such as "sound combinations" and group "beta". 
ראש העיר יונה יהב, סיפר על היכרותו רבת השנים עם בני הקהילה ועל ההישגים אליהם הגיעו לאחר מסע מפרך וחבלי קליטה קשים. Mayor Yona Yahav told the acquaintance of many years with the community and the achievements they arrived after an exhausting and difficult absorption lines. 
"חיפה" אמר ראש העיר "רוכשת לבני הקהילה האתיופית אהבה ואנו עושים הכל יחד עם בני הקהילה על מנת שכל יוצאי הקהילה ירגישו חלק בלתי נפרד מהעיר ותושביה. "Haifa" the mayor said "Ethiopian acquires love and we do everything together with the community to feel that from the community an integral part of the city and its residents. 
לצורך כך מפעילה העירייה יחד עם שותפות חיפה בוסטון את תכנית "שילובים" במסגרתה ניתן מענה הוליסטי למגוון הצרכים של בני העדה מלידה ועד זקנה בכל תחומי החיים. For this purpose, the municipality operates with the Boston Haifa Connection Program "combinations" which can meet the needs of holistic range of community members from birth to old age in all areas of life. 
עוד השתתפו בערב המרגש מנהל מחוז חיפה במשרד הקליטה משה הראל, סגנית ראש העיר ויו"ר העמותה לקליטת עלייה יוליה שטריים, יו"ר שותפות חיפה בוסטון נעמי גרדינגר וראש מערכת החינוך והתרבות בעירייה ערן דובובי. Also participating in the exciting night Haifa District Manager Ministry of Absorption Moshe Harel, Deputy Mayor and Chairman of the Association of Immigrant Absorption Julia fresh, Chairman Boston Haifa Connection Naomi Gardinger and the editorial director of education and culture in the municipality Eran Dubov. 



Just Dance: Black Swan Official Dance Scene with Natalie Portman

Just Dance: Black Swan Official Dance Scene with Natalie Portman


Nina (Natalie Portman) dances the part of the Black Swan during opening night of "Swan Lake" in the new Fox Searchlight film "Black Swan," which opens in select theaters on December 3rd.

A psychological thriller set in the world of New York City ballet, "Black Swan" stars Natalie Portman as Nina, a featured dancer who finds herself locked in a web of competitive intrigue with a new rival at the company (Mila Kunis). A Fox Searchlight Pictures release by visionary director Darren Aronofsky ("The Wrestler"), "Black Swan" takes a thrilling and at times terrifying journey through the psyche of a young ballerina whose starring role as the Swan Queen turns out to be a part for which she becomes frighteningly perfect.

Directed By: Darren Aronofsky
Choreographed By: Benjamin Millepied
Starring: Natalie Portman, Mila Kunis, Winona Ryder, Sebastian Stan, Vincent Cassel, Janet Montgomery, and Barbara Hershey

Clip courtesy of Fox Searchlight



Quem é Daniela Ruah?

30 de dez. de 2011

HaMafteach - A Chave

HaMafteach - A Chave

Uma editora judaica americana acaba de lançar um inovador "índice alfabético exaustivo" para acessar o Talmud, um dos livros sagrados do judaísmo, que recompila discussões rabínicas sobre as leis, tradições, costumes, lendas e histórias da religião. 

A "HaMafteach" ("A Chave") ou "Guia de referências catalogadas do Talmud da Babilônia" é anunciada como um "feito literário notável" no site na internet da editora encarregada de sua publicação, Feldheim Publishers, com sede em Nova York e Jerusalém. 

Lançado em duas edições diferentes em inglês e hebraico, o livro tem como objetivo simplificar a busca de fontes no Talmud, uma obra de vários volumes considerada a tradição oral do juda& iacute;smo, enquanto a Torá é a tradição escrita."É chamado o 'Mar do Talmud' por boas razões. 

Tantos volumes, tantos temas, tantos ditos dos Sábios, intercâmbios e expressões. Mas aqui está uma ferramenta que permitirá navegar de alto a baixo o Talmud e localizar com facilidade fontes específicas", garante a Feldheim Publishers.

O índice tem 6.600 entradas alfabéticas principais, 27.000 subentradas e 42.000 referências de fontes talmúdicas.Para surpresa de muitos, o autor da "HaMafteach" não é um rabino, mas um advogado de origem judaica que mora desde criança em Nova York, aonde chegou com os pais, sobreviventes do Holocausto. 

Nos Estados Unidos moram quase tantos judeus quanto em Israel, cerca de 5,5 milhões, segundo números dos governos americano e israelense.Daniel Retter, de 66 anos, queria "permitir aos estudiosos do Talmud enc ontrar conteúdo temático significativo, leis, anedotas, máximas, parábolas, ditos, interpretações bíblicas, personalidades bíblicas e talmúdicas e comentários dos Sábios".
Rabino chefe do Exército de Israel rechaça discriminação contra mulheres

Rabino chefe do Exército de Israel rechaça discriminação contra mulheres


O Rabino principal do Exército de Israel ( Tzahal), general Rafi Peretz, declarou que impedirá qualquer intenção de introduzir nas fileiras castrenses extremistas que discriminam as mulheres nas forças armadas. Demonstrando sua decisão, o chefe do Estado Maior, tenente general Benny Gantz, ordenou a Peretz reunir-se em caráter de urgência com todos os rabinos de Tzahal no domingo.

Em uma carta dirigida aos comandantes de todas as unidades, o rabino general, assegurou que a discriminação de gênero, que está ocorrendo em Beit Shemesh não contaminará o Tzahal. O espírito da Halachá judia ( a compilação das principais leis judaicas, não permite a discriminação contra as mulheres, em nenhuma circunstância, de nenhuma natureza, e qualquer outra interpretação que seja errônea.

Temos tido recentemente testemunhos de um grave fenômeno no qual as mulheres estão sendo discriminadas fora do exército e desafortunadamente tem havido casos similares no Tzahal, escreveu Peretz. É difícil manter-se a margem desses graves incidentes. Eles são imorais, não estão de acordo com o espírito e os valores do Tzahal e estão em absoluta contradição com o espírito do judaísmo.


Army rabbi: IDF is no place for mistreating women

Army rabbi: IDF is no place for mistreating women



Brig.-Gen. Rafi Peretz vows to keep extremist Jewish behavior out of IDF ranks; PM speaks out against exclusion of women.
The chief IDF rabbi said he would prevent extremist religious behavior from affecting the role of women in the armed forces, Army Radio reported Friday. 

"The same oversight that occurred in Beit Shemesh will not occur in the IDF," Brig.-Gen. and IDF rabbi Rafi Peretz wrote to IDF officials, referring to the recent series of extremist religious assaults and verbal attacks against women in the flashpoint town near Jerusalem. 
The IDF rabbi said he would not tolerate a particular interpretation of Jewish law to impact the social environment of the IDF.

"The spirit of Jewish law does not allow discrimination or violation of women in any circumstance and on any grounds," Peretz wrote. "I cannot stand idly by in the face of such serious affronts." 

Peretz's comments echo those of Prime Minister Binyamin Netanyahu on Thursday, when he reiterated his opposition to discrimination against women.

The prime minister cited five female soldiers who graduating from the Israel Air Force pilot's course as an example of women's equality.

Speaking at the IAF pilot's course graduation ceremony at the Hatzerim Air Force Base in the Negev, Netanyahu said that "in the State of Israel, in which women sit in the cockpit, women can sit in any place."

The prime minister's comments came amid controversy surrounding the exclusion of women in the public sphere in the haredi (ultra-Orthodox) community. In the most recent incident, a haredi resident of Jerusalem was indicted for sexual harassment on Thursday after allegedly shouting a sexual slur at a female IDF soldier who refused to heed his request that she move to the back of a bus.

Defense Minister Ehud Barak also addressed the pilot's course graduates, taking pride in the fact that five of the graduates were women.

"You strengthen and empower the whole society, well done," Barak said to the course's female graduates. "Women are part of our society, more than half of it, and all of us, religious and secular alike, must not only treat them with respect, but also must understand that equality is a natural-born right.
Ataque aéreo israelense mata líder de braço da Al Qaeda em Gaza

Ataque aéreo israelense mata líder de braço da Al Qaeda em Gaza


Israel matou o líder de uma facção inspirada pela Al Qaeda em um ataque aéreo na Faixa de Gaza nesta sexta-feira. O homem morto era acusado de lançar foguetes de curto alcance contra o Estado judaico.

Militantes identificaram o líder do Exército do Islã como Momen Abu Daf. Sua organização faz parte de um grupo de entidades palestinas que alegam ligação com a Al Qaeda e que recebem o reforço de radicais salafistas voluntários do vizinho Egito.

Abu Daf foi morto quando um míssil atingiu o bairro de Zeitoun, na Cidade de Gaza, de acordo com administração local a cargo do grupo palestino Hamas. Outros cinco palestinos ficaram feridos e um deles precisou ser hospitalizado, informou o Ministério da Saúde palestino.

Em comunicado, os militares israelenses disseram que sua aeronave "mirou um esquadrão terrorista que foi identificado momentos antes de lançar foguetes contra Israel a partir do norte da Faixa de Gaza".

Esses militantes, disso o comunidade de Israel, foram "responsáveis por lançar foguetes contra Israel nos últimos dias".

Ataques salafistas contra Israel são um desafio aos esforços de trégua do Hamas, que prega a acomodação mais política do islamismo apesar de também defender a destruição de Israel.

Forças israelenses mataram outro militantes salafista, Abdallah Telbani, na terça-feira, afirmando que ele tinha ajudado a realizar ataques a partir do Sinai, no Egito, contra Israel.

29 de dez. de 2011

Teta - "רינת בר - "חיכיתי לך

Teta - "רינת בר - "חיכיתי לך



!!!הסינגל החדש של רינת בר "חיכיתי לך" - להיט
מילים בעברית: יואב צדוק
===============================
איך באמצע היום כאילו חלום
הופעת מולי ככה סתם פתאום
איך הכל עצר הכאב נגמר
איך תוך שנייה שמחתי כבר
איך תוך שנייה שמחתי כבר

אני כבר לא יודעת איך זה שאתה הולך
ואיך זה שאתה חוזר הלב שלי שוב מחייך
איך אני שומעת רק סיפורים נמאס לי כבר
אז אם אתה הולך כבר אל תחזור מחר

אהבתי אותך חיכיתי לך
עשיתי הכל רק בשבילך
הסתכלת עליי חייכת אליי
רציתי אותך קרוב מידיי
רציתי אותך קרוב אליי

אני כבר לא יודעת.........
El rey de las colinas

El rey de las colinas


La llamada “juventud de las colinas” constituye el flanco más fanático y radical de la colonización israelí de Cisjordania. Para esos jóvenes, incluso el Gobierno y el Ejército son traidores. Sólo reconocen la autoridad de la Biblia, que según ellos establece el dominio eterno de los judíos sobre el Gran Israel, y la de un hombre de 56 años, carismático e indomable, llamado Avri Ran. En otro lugar y en otro tiempo, Avri Ran habría sido un héroe. Pero el rey de las colinas ha construido su imperio en un territorio ocupado, al margen de cualquier ley excepto la suya, y su nombre inspira odio y terror entre los palestinos.

Avri Ran es enjuto y posee unos ojos magnéticos. La primera parte de su vida no fue especial: nació en un kibutz en 1955, creció en un ambiente laico, sirvió en el Ejército y sufrió heridas en combate (es teniente coronel retirado) y fabricó sandalias cerca de Tel Aviv. Quienes le conocieron en aquella época recuerdan a un hombre guapo, noble y simpático. Hacia finales de los ochenta su mujer, Sharona, nacida en Estados Unidos, le anunció su decisión de vivir conforme a las normas religiosas ultraortodoxas; él, según Sharona, no respondió nada y se limitó a ponerse una kipá sobre la cabeza.

Con la religiosidad cambiaron de vida. En 1993, la pareja, que tiene 10 hijos, se mudó al asentamiento de Itamar, cerca de Nablus. Itamar es célebre por su ambiente religioso, por la velocidad con que se expande y por la violencia de su relación con los palestinos. En marzo pasado, los cinco miembros de una familia judía de Itamar fueron degollados en su casa por dos adolescentes árabes residentes en una aldea cercana.

La leyenda de Avri Ran comenzó en 1998, cuando decidió conquistar para el pueblo judío la cima más alta de la zona. Lo hizo solo, con un saco de dormir, una cafetera y un arma. En 2005, ante un tribunal que le juzgaba por agredir a un palestino, contó que en aquella época tuvo que combatir con los palestinos casi cotidianamente, que se cosía las heridas con hilo y aguja, que jamás requirió ayuda de nadie. “Nací para ser libre”, proclamó. Su mujer le define como “un hombre que actúa como un hombre”.

 Avri Ran considera inconcebible que algún palestino se atreva a atacarle. “Un árabe, al ver un judío, debe inclinar la cabeza”, advierte
  
Poco a poco, jóvenes más o menos desarraigados y más o menos conflictivos peregrinaron a la cima de Avri Ran y se quedaron con él, obedientes ante su autoridad natural. Luego se incorporó su familia. Así nació Guivot Olam, Colinas de la eternidad, el asentamiento ilegal en el que Ran ha creado la mayor granja ecológica de Oriente Próximo.

Dos corresponsales españoles, de Público y EL PAÍS, visitaron esta semana a Avri Ran en su granja, un lugar de apariencia idílica, con vistas formidables sobre los valles y el mar Muerto. Ran se negó a responder preguntas (sólo ha concedido una entrevista en su vida, a una televisión israelí) pero aceptó conversar. Se comportó de forma extremadamente hospitalaria sin dejar de despotricar contra Benjamín Netanyahu, la ONU, la prensa y sus dos visitantes: “Ustedes, si pudieran, no sólo matarían a los judíos, sino que harían jabón con sus cadáveres”.

Avri Ran rechaza cualquier liderazgo sobre la “juventud de las colinas”. Se declara ajeno a la adoración que suscita. Su autoridad en la granja, en la que viven la mayoría de sus hijos con sus parejas y otros jóvenes, unas 40 personas, resulta evidente. Pero el ambiente es sonriente y relajado. No hay signos externos de religiosidad y el rey de las colinas es simplemente Avri para todo el mundo.

En la granja, que rechaza subvenciones y carece de los muros característicos de los asentamientos porque Ran considera inconcebible que algún palestino se atreva a atacarle, se comprende la fascinación de ciertos sectores de la juventud ante la aventura colonizadora: tiene mucho de western, de espacios abiertos y lucha continua, de solidaridad, de fe en el futuro. Basta sustituir a los colonos judíos por los colonos americanos y a los palestinos por las tribus indias para comprender el mecanismo. La aventura, además, goza de la personalidad de Avri Ran y del supuesto patrocinio de Dios.

Resultaría larguísimo enumerar las expediciones punitivas de Avri Ran y los suyos contra las aldeas palestinas cercanas y contra los cooperantes israelíes o extranjeros. Los vecinos de Yanun, la aldea más próxima a las Colinas de la Eternidad, llegaron a abandonar temporalmente la localidad para expresar su desamparo. En esa zona, hasta el Ejército se mantiene al margen. Solo manda Ran. Según él, su autoridad es tan grande que los propios palestinos le piden a veces que dirima sus conflictos internos.

Para entender al rey de las colinas conviene recuperar unas frases de su testimonio de 2005 ante el tribunal israelí: “Los árabes no me temen, me reverencian. ¿He impuesto normas? Ciertamente. No hay un árabe en la región de Nablus que ose vulnerar mis normas. ¿Qué significa esto? Que aquí hay un judío, un hijo de Abraham, y que los antiguos judíos han empezado a volver a Israel. Un judío debe ser respetado. Un árabe, al ver un judío, debe inclinar la cabeza”.
Só Israel - Only Israel - רק ישראל (traduzido p/o português)

Só Israel - Only Israel - רק ישראל (traduzido p/o português)

Só Israel, canção escrita por Yedida Freilich, filha de imigrantes australianos, é acompanhada pela própria ao piano, e é um lamento pela hipocrisia internacional para com Israel, à medida que o video vai mostrando cenas de terroristas e seus ataques aos israelitas. 

O video, produzido pelo fotógrafo Daniel Sass, mostra também imagens do soldado sequestrado em Gaza, Gilad Shalit e do juíz aposentado sul-africano Richard Goldstone, autor de uma reportagem mordaz sobre a operação de defesa israelita na Faixa de Gaza contra os constantes ataques perpretados pelos terroristas do Hamas. 

 A letra da canção foi composta com a ajuda do pai e do irmão da cantora, em hebraico e em inglês. A música faz grande sucesso em Israel, especialmente depois que foi colocada no youtube. Aprecie Você também!

Indictment: Haredi sexually harassed female soldier on bus

Indictment: Haredi sexually harassed female soldier on bus

The female soldier, Doron Matalon (Photo: Atta Awisat)


Indictment filed against Jerusalem resident Shlomo Fuchs, 44, who hurled sexist slurs at woman aboard public bus. Internal security minister: Don't be afraid to file complaints
Aviad Glickman
An indictment was filed Thursday against Jerusalem resident Shlomo Fuchs, 44, an ultra-Orthodox man who hurled sexist slurs at a female soldier on a public bus in the capital.

Police officials said Fuchs' behavior was unruly, and that he sexually harassed the soldier, Doron Matalon, by humiliating her and making sexual remarks.


The indictment follows a warning issued by Israeli authorities saying they would not tolerate the exclusion of women from the public sphere or any acts of violence towards women. State Prosecutor Moshe Lador stressed that "the prosecution will work with the police to bring this radical phenomenon of haredi extremism to an end."
Jerusalem Magistrate's Court released Fuchs under limiting conditions, forbidding him from using public transportation until the next hearing in his case, set for early January.

According to the court, Fuchs committed a felony given his behavior towards the female soldier. "In light of this growing phenomenon of women's exclusion and offending women who object their exclusion, I believe a dangerous cause exists here, because the aggravation of such a phenomenon endangers a democratic society when done forcibly," the judge wrote.
The court also stated that sexual harassment does not only apply when the harasser demands something of sexual nature from the harassed, but also when the harassed is humiliated based on remarks relating to his or her sex. The judge ruled such was the case in this incident, since "there is no dispute that Fuchs spoke bluntly and shouted harsh and humiliating words at the soldier aboard the bus, calling her a 'slut' three times."

Freedom of expression?


"I am not a sexual offender," Fuchs told his attorney afterwards. "If anything – she harassed me. I wanted to move away and she kept moving closer."
Shlomo Fuchs in court on Thursday (Photo: Gil Yohanan)

Fuchs' attorney claimed this was not a criminal offense. "We live in a free country. We're allowed to curse, it's part of the freedom of expression," he explained.

If the court does decide this is a sexual harassment case, said the attorney, then any man who calls a woman a "bitch" or other curse words would be considered a sexual offender.

Internal Security Minister Yitzhak Aharonovitch said Israel's citizens should not be afraid to file complaints, adding: "It's the most important thing right now. Once complaints are filed an investigation will begin and indictments will follow."

The Jerusalem police on Wednesday arrested Fuchs for calling Doron Matalon, the female soldier, a "slut" after she refused to sit at the back of an Egged bus travelling from the Neve Yaakov neighborhood to the Central Command base in Jerusalem. 

Another female passenger who was approaching the front of the bus in order to pay the driver was told by Fuchs that "a woman shouldn't pass through the front of the bus to pay." He then demanded she return to the back of the bus.

'You're a woman'
Matalon said, "I wanted to make room for her, but a man sitting nearby said to her: 'Why are you at the front of the bus? You're a woman.' He looked at me and asked: 'You too, why are you here?'" Matalon responded: "Women are not restricted to the back of the bus."

"I told him that just as he doesn't want to see my face, I don't want to see his, and that's when he called me a 'slut, shiksa (a disrespectful term in Yiddish for a non-Jewish woman).'"

Matalon added that Fuchs yelled: "Slut, slut, slut. You have no respect. You're standing among yeshiva students and it's shameful."

She then recounted that Egged bus company employees would not allow Fuchs to get off the bus until police arrived.
"I told him I was just as Jewish as he is. I alerted the bus employee as yeshiva students were crowding all around me. It's happened to me before, when I was shoved off a bus because I refused to sit in the back."

Fuchs was arrested by the police, and during his interrogation he admitted to calling Matalon a "slut", explaining that the slur was a proper response to "her provocative behavior."
Honra a todos aqueles que salvaram judeus

Honra a todos aqueles que salvaram judeus


Eva Weisel é aposentada e vive em Los Angeles

Sobrevivente de ocupação alemã na Tunísia reivindica o reconhecimento oficial do salvador de sua família – um árabe muçulmano – como um ‘justo entre as nações’

Em dezembro de 1942, quando eu tinha 13 anos, soldados alemães ocuparam a cidade onde eu morava. Em dias, nossa casa foi requisitada como refeitório de oficiais. Logo recebi uma estrela amarela para usar presa ao vestido, separando-me de muitas amigas de infância. Os homens da família foram enviados aos trabalhos forçados. Minha vida alegre desaparecera.

Por sorte, um influente homem da cidade sabia da situação difícil que enfrentávamos e, com grande generosidade, ofereceu-nos proteção. Certa noite, ele transportou mulheres, crianças e velhos de nossa família para uma fazenda de sua propriedade, a 35 km da cidade. Ele disse que lá estaríamos a salvo. Embora os estábulos onde fomos instalados oferecessem um conforto modesto, dispondo apenas de uma cortina estendida pela porta para manter afastados os elementos naturais, ficamos aliviados por estarmos atrás dos altos e espessos muros da propriedade. Ficamos profundamente agradecidos.

Por um capricho da sorte, uma unidade alemã chegou àquela área pouco depois. Nosso anfitrião nos pediu que déssemos um fim às estrelas amarelas e ficássemos dentro dos muros da fazenda e nos mantivéssemos afastados da casa principal. Ele tinha sua própria estratégia para lidar com os alemães. Bon vivant afeito às viagens pelo mundo, convidou os oficiais alemães para noites cheias de comida e bebida. Enquanto quase uma dúzia de nós estávamos escondidos numa parte da fazenda, ele se protegia dos olhares alemães ao entretê-los no outro extremo da fazenda. A estratégia funcionou bem, até que um dia dois soldados bêbados se afastaram da casa principal.

No pátio diante dos estábulos, eles começaram a bater na porta e berrar, “sabemos que são judeus e estamos vindo pegá-los”. Naquele momento de terror indescritível, enquanto nossos corações pulavam e as lágrimas escorriam de nossos olhos, um anjo da guarda veio nos salvar. Saído do nada, nosso anfitrião apareceu. Homem forte e poderoso que projetava autoridade e inspirava respeito, ele deteve os alemães e levou-os para longe.

No dia seguinte, nosso anfitrião veio aos estábulos. Corremos para demonstrar nossa gratidão, mas ele estava ainda mais ansioso para se desculpar. Disse que sentia muito por termos enfrentado as terríveis ameaças dos alemães, mostrou-se aliviado por ter intercedido a tempo de evitar uma horrível tragédia, e prometeu que aquilo jamais se repetiria. Nunca descobrimos como ele conseguiu manter a promessa – talvez tenha subornado os alemães -, mas o fato é que ele a manteve.

Passamos o restante da ocupação alemã na fazenda do nosso anfitrião, sem nenhum outro incidente. Durante os horrores do Holocausto, muitos milhares de judeus foram salvos por não judeus da morte e da depravação nas mãos dos alemães e seus aliados. O Memorial Yad Vashem, museu israelense oficial do Holocausto, já reconheceu mais de 23 mil desses corajosos homens e mulheres com o título de “justos entre as nações”. O salvador da nossa família merece estar entre aqueles que foram reconhecidos com essa honra. Nesse caso específico, o impacto do seu reconhecimento teria consequências consideráveis, desferindo um golpe contra a negação do Holocausto em partes do mundo em que esse tipo de discurso encontra eco.

Isso porque a cidade em que eu morava era Mahdia, na costa leste da Tunísia, e nosso salvador, Khaled Abdul Wahab, era um árabe muçulmano. Ele morreu em 1997. Até o momento, Abdul Wahab teve negado o reconhecimento que lhe é devido. Há quase cinco anos, em janeiro de 2007, o departamento dos justos do Yad Vashem o indicou como candidato a “justo” – o primeiro árabe a ser formalmente avaliado para receber a honraria.

A indicação teve como base o depoimento de testemunhas como minha irmã, Anny Boukris, já morta. Mas, em março daquele ano, a comissão oficial para a designação dos justos, corpo presidido por um juiz israelense aposentado e criado pela lei israelense para decidir quem são os merecedores da distinção de “justo”, votou pela rejeição da indicação.

Essa decisão foi mantida em segredo por dois anos. Em 2010, aquele mesmo jurista, o juiz Jacob Tuerkel, enviou o dossiê de Abdul Wahab de volta à comissão para uma segunda avaliação. Desta vez, o caso foi reforçado por dois novos depoimentos – uma entrevista registrada em vídeo com minha prima Edmee Masliah, que estava comigo na fazenda e hoje vive nos arredores de Paris, e uma carta autenticada escrita por mim, recontando minha própria vivência. O Yad Vashem tinha agora três depoimentos relatando a história em primeira mão. Para minha completa surpresa, a comissão para a designação dos justos votou pela rejeição da indicação. O Vad Yashem disse-me que Abdul Wahab era um homem nobre, mas seus atos não chegavam ao patamar considerado merecedor do status de “justo” – ou seja, ele não teria “arriscado a vida” para salvar as vidas de judeus.

Embora esses possam ser os termos exatos da lei, especialistas me dizem que Abdul Wahab não seria o primeiro salvador de judeus a não ter sido submetido a ameaças físicas, para não falar em ameaças à sua vida.

Na França, muitos receberam essa distinção por terem agido para salvar judeus sem saber ao certo o destino que os aguardava se fossem apanhados. Além disso, alguns dos famosos diplomatas honrados como justos nunca foram detidos, feridos, nem ameaçados com a morte por terem ajudado judeus.

Recuso-me a acreditar que o Vad Yashem tenha um critério duplo para a definição do “justo” na Europa e do “justo” que desempenhou seu dever sagrado do outro lado do Mediterrâneo, num país árabe.

Sessenta e nove anos depois de ter afixado uma estrela amarela ao peito na minha terra natal, sei que pude desfrutar de uma vida longa e plena porque Abdul Wahab enfrentou o mal e me salvou, assim como salvou outros membros afortunados da minha família. Espero que o Vad Yashem reconsidere o caso dele antes que não haja mais ninguém para cotar esta história. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL
Intolerância cresce no meio ultraortodoxos em Israel

Intolerância cresce no meio ultraortodoxos em Israel


Charedim, Israeli Police Clash In Beit Shemesh

‎"nazistas, nazistas"; "shikse", "goim", "etíopes, voltem para a etiópia", "rashaim" (malvados)... estes são alguns termos e gritos da chamada minoria entre os ultraortodoxos em Beit Shemesh, a polícia fica atônita, não sabe como lidar. Mas  é preciso mais do que condenar estes atos, é preciso que os rabinos desta gente digam a eles abertamente para pararem com isso, que isso é crime.O Estado de Israel não pode compactuar com esses radicais.
Rebetsin Chaya Mushka

Rebetsin Chaya Mushka


Por Yanki Tauber
NASCIMENTO

A Rebetsin Chaya (Moussia) Mushka Schneerson nasceu em Babi-novich, próxima à cidade russa de Lubavitch no Shabat, 25 de Adar, 1901. Era a segunda das três filhas do Sexto Rebe de Lubavitch, Rabi Yossef Yitschac Schneersohn.

Quando nasceu, seu avô, o Quinto Rebe de Lubavitch, Rabi Shalom DovBer, que estava no exte-rior, telegrafou ao pai dela nos seguintes termos: "…Mazal tov pelo nascimento de sua filha… se ela ainda não recebeu um nome, deve se chamar Chaya Mushka (o nome da esposa do Tsemach Tsêdec)."

Desde seus tenros anos, a Rebetsin absorveu a pureza e santidade que a rodeava, tanto na casa de seu avô quanto na de seu pai.

OS PRIMEIROS ANOS


Durante a I Guerra Mundial, no outono de 1915, ela e sua família fugiram de Lubavitch e se estabeleceram em Rostov. Enquanto morou nesta cidade, Rabi Shalom DovBer adoeceu e Chaya Mushka, então com dezenove anos, tomou conta do avô com todo o carinho, passando as noites a seu lado. Antes de seu falecimento em 1920, Rabi Shalom DovBer abençoou Chaya Mushka e deixou-lhe em testamento várias obras clássicas chassídicas.


Árvore genealógica
No começo dos anos vinte, a guerra comunista contra a alma judaica intensificou-se e começou a luta heróica de seu pai. Durante as escuras noites soviéticas, Rabi Yossef Yitschac teve sua filha Chaya Mush-ka a seu lado.

Por apreciar sua sabedoria e força, seu pai envolveu-a em seu trabalho. Pedia à jovem Chaya Mushka transportar secretamente alimentos e suprimentos a uma yeshivá subterrânea em Rostov, sabendo que ele podia confiar em seu discernimento.
 

A vida em Rostov tornava-se cada mais perigosa para os judeus que lá viviam e na primavera de 1924 sua família mudou para Leningrado, onde Chaya Mushka continuou seu empenho.

Num documento recém-descoberto, datado de 4 de dezembro de 1924, seu pai escreveu:
"Autorizo por meio desta a cidadã Chaya Mous-sia Yossepuvna (filha de Yossef) Schneersohn, residente à Rua Machovaya, 12/22, apartamento 10, a receber valores em meu nome ou documentos a mim endereçados, sob todas as formas, de bancos governamentais, e de todas suas agências e escritórios, e de outros bancos, governos ou comunas, ou de outras organizações privadas e pessoas ou por telégrafo."

A Rebetsin Chaya Mushka tinha 23 anos nesta época.

A cruel perseguição era incansável e, em 1927, um célebre oficial da polícia comunista foi prender seu pai em sua casa em Leningrado. Mantendo sua serenidade, ela conseguiu, de maneira inteligente, avisar o Rebe (seu futuro marido), que estava na rua dizendo: "Schneerson, temos visitas!" Compreendendo a mensagem, o Rebe conseguiu, rapidamente, avisar os outros e tomar as precauções necessárias.

Depois de sua prisão em Leningrado, seu pai foi exilado em Costroma e, a pedido dele, ela se reuniu a ele para a viagem. Em 12 de Tamuz, ela era portadora de boas notícias, quando contou à família, em Leningrado, sobre a libertação do pai.

No outono de 1927, no dia seguinte a Simchá Torá, a família Schneersohn saiu da União Soviética e mudou-se para Riga, Letônia.

SEU CASAMENTO

Antes de sair da Rússia, ela ficou noiva do Rebe, Rabi Menachem Mendel Schneerson. Por vários motivos, o casamento foi adiado até 1928 quando, em 14 de Kislêv, seu casamento foi celebrado em Varsóvia, na Polônia.

Na véspera do casamento, milhares de judeus estavam na estação ferroviária de Varsóvia para recepcionar seu pai e sua família. Durante o dia, uma multidão de chassidim, vindos da Polônia, Lituânia e Rússia, chegaram à capital.

Às oito horas da noite, na presença dos estudantes da Yeshivá Tomchei Temimim, seu pai celebrou a "refeição do noivo" (chatan mohl). No meio da refeição, ele proferiu um maamar. Meia-noite veio e foi e a refeição continuava. Seu pai expressou seu desejo de rejubilar-se com os alunos da yeshivá e juntos formaram um círculo, onde ele dançou no centro durante algum tempo.
No dia seguinte, 14 de Kislêv, às cinco da tarde, começou o cabalat panim. Condutores foram colocados na entrada da yeshivá e apenas portadores de convite oficial tinham permissão para entrar. Milhares de pessoas cercaram o prédio, pois não havia lugar suficien-te.


Seu avô, Rabi Shalom DovBer




Centenas de quilômetros dali, na Rússia, em Dniepropetrovsk (Yecatrinoslav), outro casamento ocorria. Os pais do Rebe , Rabi Levi Yitschac e a Rebetsin Chana, que, infelizmente, não puderam estar presentes, organizaram uma refeição festiva e um farbrenguen em sua própria casa, para os quais convidaram os judeus locais.

Em 14 de Kislêv – vinte e cinco anos depois – o Rebe disse aos chassidim: "Esse dia me atou a vocês, e vocês a mim…"

OS ANOS DA GUERRA

Após o casamento, o jovem casal morou em Berlim até 1933. Quando o regime nazista tomou o poder na primavera de 1933, fugiram para Paris.

Em 1939, a Alemanha deflagrou a Segunda Guerra Mundial com um blitzkrieg (ataque-relâmpago) contra a Polônia. O pai de Chaya Mushka, ajudado por patrocinadores americanos influentes, conseguiu sair no início de 1940, enquanto a Alemanha ainda estava oficialmente em paz com os Estados Unidos. Ele chegou milagrosamente aos Estados Unidos no último barco a cruzar o Atlân-tico antes do início do bloqueio naval. Em Nova York, começou a preparar o resgate de sua família do iminente cataclisma na Europa.

Em maio de 1940, a França foi invadida pelas forças alemãs e rendeu-se em quatro semanas. Um regime fantoche francês, liderado pelo marechal Philippe Pétain e Pierre Laval, estabeleceu-se em Vichy e o Rebe e a Rebetsin, como a maioria dos judeus, fugiu para Nice, no sul da França, optando por viver sob o governo de Pétain em vez de na ocupação nazista em Paris e arredores.
No meio da fuga, houve um intenso bombardeio. Enquanto as pessoas corriam em todas as direções, a Rebetsin percebeu uma bomba perto de um homem que estava próximo a ela. Rapidamente empurrou-o para o chão; a Rebetsin salvou-lhe a vida. Ao recontar a história, ela disse: "De fato, salvei-lhe a vida, mas por empurrar um judeu deve-se fazer teshuvá."

ESTADOS UNIDOS
FUGINDO DA CARNIFICINA NAZISTA


Em 1941, o Rebe a e Rebetsin embarcaram no navio Serpa Pinto (de Marselha, França, via Lisboa, Portugal) para os Estados Unidos. Em 28 de Sivan aportaram em segurança nos Estados Unidos e fixaram residência em Nova York, onde seu pai já estava desde 1940.

Com efeito, a própria Chaya Mushka escapara das garras nazistas, mas não do pesadelo na Europa. Sua irmã menor, Sheina, e seu marido, Rabi Menachem Mendel Horen-stein, ainda estavam retidos na Polônia quando os Estados Unidos declararam guerra ao Japão em dezembro de 1941. Perderam contato. Só depois da Guerra ela e a família souberam que os Horenstein haviam perecido nas câmaras de gás de Treblinka, no segundo dia de Rosh Hashaná em 1942.

A ESPOSA DO REBE 

Em 1950, após o passamento de seu pai, Rabi Yossef Yitschac Schneersohn, a liderança mundial do Movimento Chabad-Lubavitch passou para o marido de Chaya Mushka. Porém, como se sabe, inicialmente o Rebe recusou-se a aceitar a posição. Foi sua esposa, a Rebetsin, que não obstante o enorme sacrifício pessoal que isto traria, persuadiu-o a aceitar a liderança dizendo: "É simplesmente impensável que os trinta anos de total auto-sacrifício e realizações de meu pai, acabem em nada, D’us não o permita."

Seu pai,Rabi Yossef Yitschac

Uma mulher sábia e erudita, a Rebetsin Chaya Mushka carregava o manto de sua posição reverenciada e superior da maneira mais humilde e despretensiosa. Em toda sua vida ela cumpriu o ideal de "A honra da princesa está em seu interior." Quando ligava para o escritório do Rebe no "770" ela sempre se referia a si mesma como "Senhora Schne-erson, de President Street."

Gentil e cortês com todas as pessoas, a Rebetsin via seu papel como inteiramente dedicado à obra de seu marido. Mesmo quando transmitia conselhos a quem a procurava, ela repetia as palavras do Rebe com precisão, assegurando-se de ser compreendida como queria o Rebe.

SUA VERDADEIRA GRANDEZA


O extraordinário respeito que o Rebe concedia à Rebetsin fornece uma idéia de sua ver dadeira posição. Embora a Rebetsin recusasse todo e qualquer reconhecimento público, o Rebe referia-se freqüentemente a ela com reverência.

Certa vez, Neshei Chabad (a Organização Feminina Lubavitch) enviou-lhe um buquê de flores, junto com uma lista de pessoas que pediam bênçãos. Colocando as flores de lado para a Rebetsin, o secretário passou a carta ao Rebe , que, notando o endereçamento para a Rebetsin, pediu ao secretário para enviá-las à Rebetsin dizendo: "Ela também é capaz de abençoar."
Uma vez, o Rebe comentou com uma amiga da Rebetsin: "Você tem um ótimo advogado a seu lado." Isto ficou patente durante um período difícil na história recente de Lubavitch, num processo legal para estabelecer a propriedade dos livros da biblioteca Lubavitch. Quando o advogado do réu perguntou à Rebetsin: "A quem pertencem estes livros?", ela respondeu: "Meu próprio pai, e tudo o que ele possuía, inclusive seu livros, pertencem aos chassidim."

Suas palavras, ditas com tanta sinceridade, causaram um excelente impressão no juiz, o que ajudou na decisão favorável a Agudat Chassidê Chabad.

SEU PASSAMENTO

A Rebetsin faleceu na quarta-feira, 22 de Shevat, 1988, após um breve período de doença. Foi enterrada poucas horas depois no cemitério Chabad em Queens, Nova York. Num adeus a uma verdadeira rainha, o cortejo fúnebre foi seguido por quinze mil pessoas, aberto por batedores oficiais.

Ela foi enterrada próximo a sua avô, a Rebetsin Shterna Sarah, e perto de seu pai, Rabi Yossef Yitschac.

O Rebe salientou que Rabi Yossef Yitschac faleceu em Shevat, assim como sua avó, a Rebetsin Rivca, sua mãe, Rebetsin Shter-na Sarah, e sua filha, Rebetsin Chaya Mushka.

SEU LEGADO

Na tarde seguinte ao funeral, o Rebe chamou seu secretário, Rabino

Yehuda Krinsky, e entre outras coisas instruiu-o para, tão logo fosse possível, criar um fundo de tsedacá em nome da Rebetsin, de abençoada memória.

Rebe Menachem Mendel
Antes do final de shiv’á, "Kêren Ha-cha-mesh" foi cria-do (um acróstico das primeiras letras dos nomes Harabanit Chaya Mush-ka Schneerson) na Sede Mundial de Lu-bavitch, que ainda serve para várias causas beneficentes, especialmente fins sociais e educacionais para mulheres.
Nos anos seguintes, o Rebe distribuiu somas significativas deste fundo para instituições e indivíduos Chabad em todo o mundo.

No domingo, 24 de Adar, 1988, foi marcado pela pedra fundamental do "Campus Chamesh", em memória da Rebetsin. Próximo do término deste evento solene, o próprio Rebe chegou repentinamente.

Da janela do carro, o Rebe entregou para Rabino Avraham Shemtov 470 dólares (equivalente numérico de Chaya Mushka), dizendo: "Estou a caminho do Ôhel e a visitarei [seu lugar de descanso] também. Hoje é seu aniversário e esta [soma] é minha participação e a dela neste novo edifício."

Hoje Campus Chamesh é a maior escola judaica para meninas no mundo.

Nos anos seguintes a seu falecimento, centenas de instituições Chabad-Lubavitch ao redor do globo foram criadas em sua memória, muitos micvaot levam seu nome e diversas publicações e periódicos são dedicados a sua memória.

Na segunda-feira 25 de Adar 1988, o aniversário da Rebetsin, o Rebe anunciou uma campanha especial de aniversário em homenagem à Rebetsin. Esta campanha popularizou costumes de aniversário como aumentar o estudo de Torá, a prece e doar caridade neste dia. A campanha também encorajou a todos (mesmo crianças) para promover uma reunião festiva com familiares ou amigos.

O NOME
CHAYA MUSHKA


Chaya significa vida; Mushka, uma erva aromática. Sobre o significado de dar o nome da Rebetsin para uma menina, o Rebe disse:

"…Podemos demonstrar que ‘os filhos dela estão vivos’ ao tirar uma lição de sua conduta e nos conduzirmos em seu espírito de maneira de auto-sacrifício.

"Isto é mais ainda verdadeiro quando se dá seu nome a uma criança e a treinamos para seguir seu exemplo. Afinal este é o aspecto mais básico de ‘seus filhos estão vivos assim também ela está viva’…"

A Rebetsin não teve seus próprios filhos; no entanto, quando uma criança a visitou em sua casa e perguntou: "Onde estão seus filhos", ela respondeu que os chassidim eram seus filhos. Em retribuição, hoje, milhares de meninas receberam seu nome.

Sua impressionante postura real, seu suave senso de humor e sua maneira de compaixão, consideração e sensibilidade a tornaram querida por todos. Ela permanece inesquecível para todos que a conheceram.
Israel's Rosa Parks: Tanya Rosenblit refuses Ultra-Orthodox Haredi demand to sit in the back of bus

Israel's Rosa Parks: Tanya Rosenblit refuses Ultra-Orthodox Haredi demand to sit in the back of bus



An Israeli woman has been thrust into the country's headlines this week after her refusal to move to the back of an Egged bus caught the imagination of the country's editors and politicians alike. Tanya Rosenblit, who works as a production assistant at news channel JN1, was off-duty at the time of the incident and traveling on private business from her Ashdod hometown to Jerusalem. Her refusal to move to the back of the bus when asked to do so by Ultra-Orthodox Haredi passengers led to an ugly confrontation which was only partially resolved by the arrival of the police. 


Despite requests to 'show respect' to the sensibilities of the Ultra-Orthodox Haredi communities along the public transport route, Rosenblit stood her ground throughout and was eventually successful in her bid to ride at the front of the bus. She then posted photos and commentary about her experience on various social networking sites, drawing an overwhelming response which soon led to a media frenzy as different Israeli TV channels and national newspapers queued up to interview the woman fast being dubbed "the Israeli Rosa Parks."


Meanwhile, Rosenblit's protest has also been officially lauded by PM Benjamin Netanyahu and opposition leader Tzipi Livni, serving to thrust the thorny issue of gender segregation back into the headlines. Rosenblit has denied that her actions were in any way anti-religious and claims instead that her bus protest was merely a stand against extremism. As Tanya says in the video, "I didn't do anything that I wouldn't do again, and I don't think [...] I'm a hero. I think it's something that every woman and every person should do."
Hotovely rides mehadrin bus, slams 'de facto sub-states'

Hotovely rides mehadrin bus, slams 'de facto sub-states'



Knesset Committee for the Status of Women chairwoman Tzipi Hotovely (Likud) boarded a "mehadrin" segregated bus line in order to protest the exclusion of women in the public sphere Thursday morning. The female MK sat in the front of the bus, on which women are asked to sit in the back. Some of the haredim who boarded the bus sat in the back while others didn't board at all.

Hotovely described the action as part of a larger struggle over the basic principals of the state. "We cannot let certain groups to live in a de facto autonomous state inside the State of Israel," she said.
The decision to ride on the segregated buses, she added, "is an inseparable part of elected officials' obligation to be acquainted with reality, so that they can act to change it."
“Mehadrin” lines are those used mostly by haredi [ultra-orthodox] passengers, in which women are asked to sit at the back of the bus, and sometimes even enter the bus only from its back door. It is illegal for bus companies to enforce this rule, but passengers may voluntarily sit according to gender.
Hotovely also plans to visit the Beit Orot School in Beit Shemesh, which has been the center of controversy since it opened in September. Hotovely will be joined by MK Uri Orbach (Habayit Hayehudi) and MK Shlomo Molla (Kadima).

Also Thursday, police charged a 44-year-old haredi man who was arrested Wednesday for yelling “whore!” at a female soldier on an Egged bus, the latest in a series of incidents of discrimination against women in ultra-Orthodox areas. According to police, the soldier was sitting towards the front of Bus Line 49, which runs from Neve Yaakov through Ramat Eshkol towards the haredi Sanhedria neighborhood.

Shlomo Fox, 44, was charged with sexual harassment.

Fox asked the soldier to move to the back of the bus, and called her a whore. The soldier reportedly refused to move, and when the man continued to harass her to force her to move to the back of the bus, the bus driver called the police. The man was arrested and removed from the bus, which continued on its route.

Because it serves primarily religious neighborhoods, the bus in one of the lines which is considered “de facto mehadrin” meaning men sit in the front and women sit in the back.

In January, the Supreme Court accepted the recommendations of the Transportation Ministry that seating on Egged buses be completely voluntary. The passengers may decide to sit separately according to gender, but it is illegal for any of the passengers to try to force someone to sit in any specific part of the bus.

Lahav Harkov, Melanie Lidman and Tamara Zieve contributed to this report.

28 de dez. de 2011

Breve história de Israel

Breve história de Israel


      Depois da diáspora do ano 70 d.C. os judeus passarão por um período de aproximadamente 1800 anos  sem a sua nação, porém preservando seus usos e costume e enfrentando com isso, as perseguições dos mais diversos grupos detentores do poder ao longo da história.
       É claro que não daria para terminar de falar sobre a diáspora e logo começar a falar da criação e dos conflitos do moderno Estado de Israel, até porque se passou um período de aproximadamente de 1878 anos, esse numero não corresponde a conta de dias ou meses, e sim de anos, e por esse período o mundo passou por muitas mudanças, e é até importante conhecer sobre um pouco delas para se entender os antecedentes da criação do Estado de Israel em 1948, desde o cativeiro da Babilônia, Israel levou 446 anos para conseguir formar o segundo Estado, e desde a diáspora Israel levará mais de 1878 anos até ser um país independente.
       Provavelmente esse texto sera o mais polêmico dos quatros referentes a história de Israel, pois neste falarei sobre os conflitos envolvendo Israel e Palestina, nos textos anteriores mesmo sem ter sequer iniciado o assunto, tenho recebido comentários sendo criticado por supostamente estar apresentando os judeus como vitimas, no decorrer do século XXI tenho visto varias manifestações a favor da Palestina e as mais diversas criticas ao Estado de Israel, e os mais eloquentes discursos e generizações sendo atribuida a todos os judeus a culpa pelo o que acontece na faixa de Gaza.
       Naturalmente, a liberdade de expressão é uma das bandeiras que sempre tenho defendido aqui no Recanto, dando liberdade aos leitores para que escrevessem comentários criticos caso não concordassem com meu ponto de vista, desde que se expressassem respeitosamente sem insultos e agressões, e como venho dizendo, os manifestantes pró palestina tem o direito de fazerem protestos e manifestações, o problema é que alguns desses protestos vem acompanhados com uma pitada e hipocrisia, pois a comunidade global parece ter se voltado a favor da causa palestina e fechado os olhos para a causa dos curdos.
       Os curdos são uma população de mais de 26 milhões de pessoas que lutam para construirem um Estado independente no Oriente Médio e são reprimidos em todos os países dos quais seus territórios estão distribuidos, fato este que muitos esquecem ao defenderem a Palestina, a maioria dos criticos de Israel falam das privações cometidas aos palestinos de Gaza, mas se esquecem do quanto os curdos são reprimidos em países como Turquia e Iraque, e também esqueceram que o ditador Saddam Hussein chegou a usar armas quimicas para atacar vilas curdas.
       Então quando vocês pensarem nos palestinos, lembrem também daqueles 26 milhões de curdos que querem estabelecer um Estado independente mas sofrem toda a sorte de repressões, afinal, dois pesos e duas medidas.
       Isso tudo foi apenas um desabafo, depois eu falarei sobre tudo isso, mas agora falarei sobre os fatos que sucederam os judeus após a Diáspora tentando seguir uma ordem cronológica dos fatos.

IMPÉRIO ROMANO:

       O império Romano  foi caracterizado não só pelas suas conquistas territoriais, mas também em conquistas nos campos da politica e do direito sendo considerado um dos impérios mais civilizados da história, estando o direito romano presente até os dias de hoje, e algumas características da republica romana presente nas constituições de muitos países hoje.
       Fora esses avanços a religião romana foi uma cópia da grega, sendo apenas os nomes de seus deuses modificados, mas é claro com algumas peculiaridades, pois o titã Saturno (Cronos para os gregos) é considerado inimigos dos deuses gregos, sendo este derrotado na guerra contra os deuses, ja para os romanos ele é visto de outra forma, pois em sua mitologia Saturno no período da guerra, fugiu para a península itálica e governou aquela região com sabedoria e justiça, tendo os romanos mais tarde criado uma comemoração chamada de período Saturnino, onde se eram trocado presentes, festa essa que inspirou o nosso natal.
       Curiosidades a parte, Jerusalém foi destruída durante a dinastia Julio-Claudiana no período da história romana conhecido como o Alto Império, tendo um grupo de judeus se dispersados pelo mundo e outros sido escravizados e usados como atrações nos jogos de sangue do Coliseu.
       No final do século II devido a imensa instabilidade politica que o império romano começou a enfrentar, Roma passou a sofrer uma série de invasões, sendo este período chamado de Baixo Império, pois marca a decadência de Roma, como forma de tentar reorganizar a administração o imperador Constantino criou o império romano do Oriente onde criou a cidade de Constantinopla, que hoje é Istambu.
       No ano de 410 o rei godo Alarico saqueou a cidade de Roma, e por esse período Roma conseguira uma ultima vitória ao derrotar os hunos governados por Atila em 451, mas no ano de 476 o ultimo imperador romano Romulo Augusto foi deposto por Odoacro, e isso marcou o fim do império Romano do Ocidente e também o fim da Idade Antiga, agora entraremos num período da história conhecido como a Idade Média.

09) OS JUDEUS E A IDADE MÉDIA:

       Como forma de tentar apagar os laços do judaísmo, o império Romano chamou a região de Israel de provincia Siria Palestina, porém com a decadência do Império Romano, os judeus começam a retornarem para Jerusalém no ano de 438, após a queda de Roma em 476, o território da Siria-Palestina passou a pertencer ao Império Bizantino, também império Romano do Ocidente, mas Jerusalém foi tomada em 614 pelo Império Sassanida, que foi o ultimo império Pérsa pré Islamico, quinze anos depois os bizantinos retornaram e exigiram que todos os judeus se convertessem ao cristianismo.
       
IMPÉRIO ÁRABE:

       Por esse período o profeta Maomé havia iniciado suas pregações na península Arábica, e criou uma religião monoteísta naquela região conhecida como o Islamismo, e o profeta Maomé criou o estado teocratico de Medina em 622-632 e em breve dominavam todo o conjunto da peninsula arabica, e se espalhando mais tarde para o norte da Africa e chegando na Peninsula Ibérica, porém la a conquista foi incompleta, pois na Europa o império Carolingio, numa guerra que sera chamada de a Reconquista, expulsara os arabes, também chamados de mouros da Espanha, impedindo com isso, o avanço do império arabe pelo resto da Europa.
       Por volta de 632, quando estava em Jerusalém no monte do templo, Maomé teria supostamente ascendido ao céu, 6 anos depois o califa Omar toma Jerusalém e permite o retorno dos judeus, que passam a viver em harmonia desde então, diferente do que muitos acreditam, o império muçulmano por esse período permitiu que os cristãos e judeus mantivessem seus cultos e suas tradições, desde que pagassem as devidas taxas, e Jerusalém pertencera ao Império Arabe até o ano de 1099.

CRUZADAS:

       A Europa neste período estava passando pelo feudalismo, na qual não havia sido constituídos os Estados Nacionais e a igreja católica detinha o poder político e universal, porém conforme a população começou a crescer e os feudos foram inchando, muitos acabaram sendo expulsos e ficando a margem da sociedade, outro fator também foi o cisma do Oriente no ano de 1054 onde passaram a existir duas religiões cristãs, a igreja Católica e a Ortodoxa.
       Então no ano de 1095 o papa Urbano II inaugurou o concilio de Clermont, e como forma de diminuir a população da Europa e procurando unir as duas seitas cristãs, ao do Ocidente e do Oriente em prol de uma causa, o papa prometeu conceder o perdão pelos pecados de quem fosse lutar no Oriente e também prometeu que eles ficariam com as terras que conquistassem, por esse periodo surgem as ordens de elite, como a Ordem dos Cavaleiros Templarios e a Ordem dos Cavaleiros de São João, no qual os templarios liderados por Godfrey de Bouillon, conquistaram Jerusalém no ano de 1099 e realizaram um massacre aos judeus e mulçumanos, passando esta a se tornar um reino cristão que duraria 88 anos.
       Os cruzados iniciaram uma série de incursões pelos reinos do Oriente, mas todas fracassaram, e por este período começou a se levantar o Império Turco conquistando e dominando terras naquela região.
       Quando os cristão chegaram nos reinos do oriente, eles se depararam com um mundo novo, pois os arabes por essa época eram extremamente avançados, eles tinham desenvolvido o sistema bancário, e criaram entre outras coisas o cheque, e o óculo de grau, enquanto toda a Europa vivia no atraso e com mas condições sanitárias.
       Jerusalém foi retomada pelos mulçumanos em 1187 liderados pelo curdo Saladino, e neste interim foi organizada a cruzadas dos reis, onde eles liderados pelo rei ingles Ricardo Coração de Leão, tentaram, sem sucesso tomar a cidade.
       Todas as outras espedições cruzadas na terra Santa  e para se tomarem o "reino dos céus" fracassaram, ou obtiveram um sucesso efemero, de vinte pessoas que iam para o Oriente apenas duas retornavam, dessas cruzadas tiveram aquelas que foram o cumulo do ridiculo que foi a cruzada das crianças, onde o papa mandou varias crianças tentarem tomar Jerusalém, porém elas foram massacradas e vendidas como escravas, com o tempo as cruzadas começaram a perder o gás, e as ultimas delas visavam mais a proteção do império Bizantino que sofria sucessivas invasões dos turcos-otomanos, a ultima cruzada foi realizada em 1444 em Varna, pelo rei Pedro I de Chipre.
       Por esse período os turcos não encotraram mais tanta dificuldade para invadir e destruir o império Bizantino, e no ano de 1453 eles tomaram a cidade de Constantinopla, cortando assim a rota da Europa com o Oriente obrigando que esses buscassem outros meios, vale lembras também que no ano de 1517 os turcos haviam tomado Jerusalém liderados pelo sultão Selim I, onde ocuparam a cidade pacificamente sem resistencia dos mamelucos, um grupos de ex-escravos dos arabes que se rebelaram e conquistaram Jerusalém dos mesmos, o território Palestino ficara nas mãos do Império Turco até o ano de 1917, quando sera conquistada pelo império Britanico.


10) JUDEUS NA AMÉRICA:

       Muitos dos judeus começaram a fugir da Europa vindo para as terras do novo mundo, porém muitos desses eram cristãos novos, mas mantinham suas tradições escondidos, principalmente aqui no Brasil, o Brasil nunca chegou a ter um tribunal da inquisição, mas possuia visitadores que passavam visitando vilas e fazendas e qualquer deslize, eles delatavam a Portugal, onde o réu era encaminhado ser julgado lá.
       Porém aqui no Brasil muitos dos judeus modificaram algumas de suas tradições, por exemplo, o ato de guardar o sabado consistia em vestir roupas limpas e arrumar a casa na véspera, muitos dos cristãos novos aqui chegaram a ser donos de terras entre eles Fernando de Noronha, que foi um cristão novo que recebeu de Portugal uma sesmaria que hoje recebe seu nome.
       Com a invasão holandesa ao Brasil d 1630 ha 1654, os judeus ganharam liberdade religiosa, e se concentraram numa rua de Recife chamada de Jodenstraat (rua dos judeus), onde construiram a primeira sinagoga das Américas que foi a sinagoga da comunidade Kahal Zur Israel.
       Os holandeses eram protestante, lembrando que católicos e protestantes tem ponto de vista diferente em relação aos judeus, para a primeira, quem foi responsável pela morte de Cristo foram os judeus, por isso o anti semitismo acabou crescendo muito em comunidades católicas, ja para o protestante não, Jesus iria morrer de uma forma ou de outra, fosse pelas mãos de quem fosse, lembrando que a cruz em que Cristo foi pregado, era uma cruz romana, tanto que muitos dos protestantes até simpatizam com os judeus.
       Com o movimento conhecido como Insurreição Pernanbucana, os holandeses foram expulsos do Brasil, onde os judeus mais uma vez passaram a serem perseguidos aqui, onde estes fugiram para a América do Norte e se estabeleceram na cidade de Nova Amsterdã, que anos depois se tornaria Nova Iorque.

11) IDADE CONTEMPORÂNEA:

       As idéias Iluministas do século XVIII, conduziram a uma série de criticas ao absolutismo o que ocasionaram uma onda de revoluções que varreram a Europa e a América, onde foram estabelecidos os ideais liberais nas monarquias ditas esclarecidas.
       Por este período o filósofo judaico-alemão Moses Mendelssohn liderou uma corrente de integração a cultura ocidental que foi bem recebida pelos juvens judeus, a partir de então surgiram varias tentativas para se criarem um Estado judeu.

MOVIMENTO SIONISTA:

       Naturalmente o nome sionismo é derivado de Sião, ou Tzion, em hebraico, forma como a Palestina era chamada pelos judeus, na qual no fim do século XIX o jornalista austriaco Theodor Herzl deu um novo impulso para a criação ao Estado de Israel, onde ele realizou o Primeiro Congresso Sionista em 1897, na qual defendia que os judeus abastados comprassem terras na Palestina como forma de incentivar a colonização judaica para lá.
  Mas e claro, nem todos os judeus se alinharam ao sionismo, alguns grupos esperavam retornarem sob a direção de Deus, porém o movimento sionista estimulou a migração de novos grupos para a Palestina.
       Durante a Primeira Guerra mundial iniciada em 1914 a Turquia se aliou a Triplice Aliança, e foi derrotada pela Entente, no qual o centro do movimento sionista se deslocou para Londres com o objetivo de pressionar o governo britanico a criarem um estado judeu na Palestina, na qual o Governo Britanico enviou uma carta na qual contribuiria financeiramente para a imigração da Palestina, essa carta foi chamada de Declaração Baulfour, na qual a antão criada Liga das Nações outorgou a Grã Bretanha um mandato sobre a Palestina.
       
COLONIZAÇÃO HEBRAICA E TENTATIVAS DE SE ESTABELECER UM ESTADO JUDEU:

       Porém o primeiro dos grandes lideres a tentar criar um Estado Judeu, ironicamente foi o lider da URSS Josef Stalin, ele criou na Sibéria a republica de Birobidjan, ou a Republica Autonoma do Sião Vermelho, onde ele tentou a incentivar a imigração dos judeus simpatizantes com o comunismo, porém este Estado não passou de uma utopia, pois como todos devem saber, comunismo e religião são duas coisas imiscíveis, na qual no ano de 1960 o lider soviético Nikita Kruschev reconheceu que o projeto havia fracassado.
       Curiosidades a parte, no inicio do século XX hove uma onda de imigração em massa de judeus para a Palestina, porém a terra ja estava ocupada por aqueles que virão a ser os maiores inimigos de Isrel na atualidade, os arabes Palestinos.
       Lembrando que muitos de costume consideram os arabes como uma etnia, eu mesmo considero em meus textos, só que mais por força do habito, pois na verdade o termo "arabe" se refere a um modo de vida e significa "aqueles que atravessam o deserto com camelos", tanto que no império chamado de arabe, estavam presente muitos etnias, e esse conjunto de etnias se cogitou chamar de arabes.
       Os Palestinos mesmo são os arabes judeus que se converteram ao cristianismo, e por volta do ano 800 d.C. se converteram ao islamismo, as relações deles com os judeus, diferente do que muitos acham, nem sempre foram conflituosas, no qual eles estavam presentes até no reinado de Salomão, as relações arabe-judeus, começam a se deteriorar com a ida dos judeus para a Palestina no final do século XIX.
     Muitos sempre jogam a culpa em Israel por fazer jogo duro na hora de ceder a criaçao do Estado Palestino, mas se esquecem que foram os arabes que inicialmente recusaram a criação de um Estado misto arabe judaico e em 1936 após anos de conflitos, árabes e judeus se enfrentaram na primeira guerra aberta, e no mesmo ano uma comissão britanica chefiada por Lord Robert Peel recomendou a partilha da Palestina em dois Estado, porém como sempre foram os arabes que se recusaram e fizeram um protesto armado que foi combatido pela Grã Bretanha, devido aos conflitos em 1939 publicou-se o novo documento oficial britanico chamado de Livro Branco, na qual se limitou a imigração de judeus para a Palestina.

O HOLOCAUSTO:

       No mesmo período que se sucediam esses eventos, devido ao fracasso da diplomacia pós Primeira Guerra, movimentos de extrema direita cresceram na Europa e até mesmo na América do Sul, e na Alemanha ascendeu ao poder em 1933 o Partido Nazista sob a liderança de Adolf Hitler, na qual estabeleceu um governo ditatorial e se iniciou uma grande onda de perseguição aos judeus considerando eles como parasitas, por sugarem o dinheiro do povo alemão, e colocaram eles dentro de Campos de Concentração, nesses campos não existiam só judeus, muitos outros grupos de oposição eram mandados para lá, e eles tinham formas de serem identificados, os homossexuais possuiam um triangulo rosa no uniforme, no uniforme dos comunistas o triangulo era vermelho, e os judeus usavam uma estrela de Davi amarela no uniforme.
       Por este período foi realizada uma série de atrocidades aos judeus como nunca se havia visto na história da humanidade, pela primeira vez na história, surgiu o que viria a ser chamada de industria do exterminio, pois os judeus eram exterminados em série nas camaras de gás, um grupo atras do outro, que nem numa produção industrial, essas camaras quando cheias era liberado o acido cianidrico, gas que provoca o derretimento dos pulmões e a morte por asfixia.
       Muitos dos judeus foram vitmas das experiencias insanas dos médicos nazistas, entre elas, ver quanto tempo a pessoa sobrevivia sem seu figado, injetar tinta azul naqueles que tivessem a iris mais escurecida, abrir a barriga de mulheres gravidas e tirar o feto para se colocarem gatos vivos dentro, amarrar o judeu na parte externa do submarino e mergulhar em aguas profundas para ver o que sucederia a ele.
Foram muitos os horrores e as atrocidades cometidas aos judeus, nem vai dar para falar de todas aqui, mas vale ressaltar também aqueles que lutaram contra isso coo o embaixador portugues na Hungria Alberto Carlos de Liz-Teixeira Branquinho, ele ajudou muitos dos judeus a fugirem da Hungria então dominada pelos nazistas, após pressões da Alemanha, o ditador portugues Antonio Salazar depos Liz-Texeira da embaixada, onde ele foi substituido por Carlos Almeida Afonseca de Sampayo Garrido, que surpreendeu a todos dando continuidade aos trabalhos de seu antecessor, hoje em Israel, seus nomes estão escrito no museu do Holocausto com o titulo a que foram agraciados de "justos entre as nações".
       Após o fim da Segunda Guerra em 1945 o holocausto havia ceifado a vida de mais de 6 milhões de judeus, e sinceramente não sei o que é pior, o holocausto em si ou aqueles que o negam e dizem que o mesmo não passou de um mito, porém quando os norte americanos invadiram a Alemanha o general Dwight D. Eisenhower, que liderou a vitoriosa campanha do dia D e mais tarde foi presidente dos EUA, ordenou que fossem feitas o maior numero possível de fotografias em todos os campos de concentração pelos quais passassem, ele usou as seguintes palavras:

"Que se tenha o máximo de documentação - façam filmes - gravem testemunhos - porque, em algum momento ao longo da história, algum idiota se vai erguer e dirá que isto nunca aconteceu".

12) ISRAEL SURGE COMO NAÇÃO PELA TERCEIRA VEZ:

       Depois da Segunda Guerra os judeus começaram a pressionar a recem criada ONU, para que lhes dessem um Estado, pois assim estariam mais protegidos, até que em 1947 a ONU propos a partilha da Palestina, mas os arabes para a terceira vez recusaram e se prepararam para a guerra caso isso acontecesse, e em 1948 a votação para a criação do Estado de Israel ficou empatada na ONU, até que o secretario brasileiro Oswaldo Aranha deu o voto de minerva a favor da criação de Israel, e no dia 15 de maio de 1948 com a saída dos britanicos, os judeus proclamaram a sua independência, fato que emocionou não só a judeus, mas a cristãos do mundo todo e teve Ben Gurion como primeiro ministro, que leu a declaração de independencia.

A GUERRA DE INDEPENDENCIA (1948-1949):
     
       Como ja era previsto, Israel foi atacada logo após proclamar sua independencia, na qual cinco países arabes entre eles Egito, Siria, Libano, Iraque e Transjordania (atual Jordania), além do Exército de Libertação Arabe, formado pelos Palestinos atacaram Israel, os arabes levaram uma vantagem inicial em todas as frentes, mas essa situação começou a mudar gradativamente e os israelenses venceram o conflito, no qual após o fim deste conflito houveram alterações nas fronteiras onde a Jordania ocupou a Cisjordania, o Egito ocupou a Faixa de Gaza, e as fronteiras Palestina foram extintas, pois seus territórios foram ocupados por Israel, isso que deu os palestinos não terem ficado calados.

A GUERRA DE SUEZ (1956):

       No Egito, o jovem oficial Gamal Abdel Nasser, junto com outros militares, deram um golpe de Estado no Egito, onde derrubaram o rei Faruk I do trono acabando assim com a monarquia e instalando uma republica em 1952, no qual um dos primeiros atos do presidente recem empossado Abdel Nasser foi nacionalizar o canal de Suez, que estava sob possessão britanica.
       Nesta época começara um movimento entre os países arabes conhecido como o pan-arabismo, no qual o governo desses países serão caracterizados por um imenso nacionalismo e pelo ódio a Israel, e por essa época, Nasser estava se erguendo como o lider deste movimento, após a nacionalização a livre circulação foi proibida, onde os exercitos de Israel, França e Grã-Bretanha invadiram a peninsula do Sinal, com o objetivo de tomarem o canal, ams pressões dos EUA e da URSS, fizeram com que esses exércitos recuassem, garantindo-se assim uma grande vitória para Nasser.

A GUERRA DOS SEIS DIAS (1967):


       Creio que em algum lugar, vocês leitores ja devem ter ouvido a seguinte frase "a melhor defesa é o ataque", a história da guerra dos seis dias é justamente essa, ela representou uma das maiores vitórias militares que Israel ja obteve surpreendendo a todos, desde amigos a inimigos.
       Israel ja vinha sofrendo com os ataques de terroristas palestinos e o Egito pelo radio começou a fazer propagandas em hebraico contra Israel, onde diziam coisas do tipo "vamos jogar os judeus ao mar" ou "o mar Mediterraneo ficara vermelho com o sangue de vocês", mas como é do conhecimento de todos, cão que ladra não morde, e os países arabes ficaram naquela, fala e não ataca, fala e não ataca, quem atacou foi Israel, onde numa campanha liderada pelo general judeu Moshe Dayan, que mais tarde sera ministro da Defesa de Israel, eles atacaram de surpresa os exércitos do Egito, Siria e Jordania, essa ação foi tão bem sucedida que não durou nem uma semana entrando para a história com o nome de guerra dos seis dias.
       Nesta guerra Israel tomou as colinas de Golan da Siria, a Cisjordania da Jordania, a Faixa de Gaza e a Peninsula do Sinai do Egito, porém os problemas de Israel só estavam começando.

A GUERRA DO YON KIPPUR (1973)


       O sucesso israelense na guerra dos seis dias, havia impressionado e muito o presidente egipcio Gamal Abdel Nasser, que com isso, começou a incentivar que os jovens egipcios estudassem a lingua e a cultura hebraica, para que assim pudesse entender o segredo do sucesso de Israel e tivesse alguma forma de atacar, Nasser morreu no ano de 1970 sem ter seus planos concluidos, o Egito passa então a ser governado por Anuar Sadat que tinha objetivos mais concretos, entre eles retomar os territórios conquistados.
      Por volta de 1972 quando estavam acontecendo as olimpiadas de Munique, um grupo de terroristas palestinos, sequestrou a delegação israelense e matou a todos, num episódio que ficou conhecido como o "setembro negro", porém o serviço secreto israelense, o Moçad, que é considerado a melhor agencia de serviços secretos do mundo, foi atras de cada terrorista palestino um por um.
       Em outubro de 1973 quando os judeus comemoravam o Yon Kippur, que significa "dia do perdão", Siria e Egito atacaram Israel de surpresa, a Siria pelo norte dominou toda a região das colinas de Golan, e o Egito pelo sul continuou avançando pela peninsula do Sinai.
       Israel se encontrou numa imensa desvantagem vendo com isso sua integridade nacional ameaçada mais uma vez, onde a primeira ministra Golda Meir implorou por armas aos EUA, os EUA de inicio queriam fornecer armas de segunda mão, mas Israel conseguiu que fornecessem armas de primeira mão, na qual com essa ajuda externa Israel conseguiu reverter o quadro da guerra, os dois lados lamentaram perdas, em Israel que tem uma população bem menor que esses dois países, poucas familias não tiveram que lamentar algum tipo de perda.
       Após a guerra, como forma de protestos os países arabes aumentaram o preço do petróleo na OPEP, algo que caracterizou o primeiro surto do petróleo em 1973, porém o presidente norte-americano Jimmy Carter reuniu o presidente do Egito, Anuar Sadat e o primeiro ministro israelense Menahem Beguin, onde foi assinado o acordo de paz Israel-Egito, este acordo foi realizado em Camp David, a casa de campo dos presidentes norte-americanos no ano de 1979, onde foi acertado entre outros pontos, a devolução da Peninsul do Sinai ao Egito.
       Devido a este acordo o presidente Sadat foi assassinado a tiros pelo próprio exército numa parada militar no Egito em 1981, e a Siria, vendo se sozinha, desistiu de continuar atacando Israel.

13) ISRAEL X PALESTINA:

       Após a criação do Estado de Israel, alguns continuaram em Israel, outros migraram para os países arabes, sendo considerados cidadãos de segunda classe tanto em Israel, quanto nesses países para os quais migraram, porém grande parte dos palestinos passaram a viver em campos de refugiados patrocinados pela ONU.
       No ano de 1959 sob a liderança de Yasser Arafat, um engenheiro nascido em Jerusalém, os palestinos criaram a Al Fatah, que se definiu como anti-sionista, anti-imperialista e com o objetivo de criar um Estado na antiga Palestina.
       Ja em 1964 com o patrocinio de varios países arabes era criada a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), que englobou a Al Fatah e o pequeno grupo de palestinos existentes.
       Porém depois da guerra do Yon Kippur a OLP começou a mudar de tatica abandonando o terrorismo, e seu principal lider Yasser Arafat passou a procurar atingir seus objetivos pela via diplomatica e discursou na Assembléia Geral da ONU pela primeira vez em 1974, só teve um pequenino detalhe, Arafat foi discursar com um revolver pendurado na cintura, fato que causou um mau estar tremendo.

A PRIMEIRA INTIFADA (1988)

No ano de 1988 muitos palestinos iniciaram uma revolta em seu território contra a ocupação israelense, na qual esse movimento foi reprimido pelo exército israelense, causando mais de 300 mortes entre os palestinos, e serviu para degradar a imagem de Israel perante a comunidade internacional, essa revolta ficou conhecida como a primeiro Intifada, que em árabe significa "guerra das pedras".
       Muitos até por costume, acreditam que só esse movimento ficou conhecido como Intifada, mas o termo intifada caracteriza algo mais amplo, na verdade, protestos em países arabes, por exemplo, o protesto de clérigos xiitas no Iraque contra a invasão americana em 2003 foi chamado de Intifada Iraquiana, e os protestos no Libano para a expulsão do exército sirio de seu território ficou conhecido como "intifada pela independencia" mas também pode ser chamada de "revolução dos cedros" arvore tipica da região.

DÉCADA DE 90, UM PERÍODO DE NEGOCIAÇÕES E AVANÇO NOS ACORDOS DE PAZ:

       É errado imaginar que toda Israel defende a destruição dos palestinos, tanto entre os israelenses quanto entre os palestinos, existem aqueles que defendem um acordo de paz e a resolução de seus respectivos problemas pela via diplomatica, entre eles o atual presidente de Israel, o premio nobel da paz Shimon Perez que em 1984 emprendeu uma politica moderada destinada a recuperar a economia e buscar a paz no Oriente Médio.
       E como citei no titulo a década de 90 marcara uma série de negociações entre judeus e palestinos, lembrando que os dois principais partidos de Israel são o Likud, partido de direita e o Partido Trabalhista, de orientação esquerdista, também tem outros partidos como o Avoda, mais tarde Israel tera um partido de centro direita chamado Kadima, criado por Ariel Sharon, voltando ao assunto, em 1992 o trabalhista Yitzhak Rabin se tornou primeiro ministro de Israel que em 1993 ele e o lider da OLP Yasser Arafat selaram um histórico acordo de paz mediado pelo presidente norte americano Bill Clinton, fato este que deu inicio a um processo de normalização entre Israel e os países arabes..
       Porém nem todos apoiaram esse acordo, e se sucederam uma série de atentados terroristas e Rabin foi assassinado em 1995 por um extremista judeu, em 1996 Benjamin Nethaniahu, se tornou primeiro ministro de Israel e entregou Hebron aos palestinos e no ano de 1999 Ehud Barak se tornou primeiro ministro de Israel e mediado pelos EUA cedeu aos palestinos a faixa de Gaza e 91% da Cisjordania.
       Ainda assim os palestinos liderados por Arafat rejeitaram esse acordo na qual ele exigia que fossem entregue aos palestinos as fronteiras anexadas em junho de 1967.
       
SEGUNDA INTIFADA (2000-2006):

       Em 2000 após o candidato a chancelaria de Israel pelo Likud, o general herói de guerra Ariel Sharon realizar um passeio pela Esplanada das Mesquitas em Jerusalém, junto com um grande contingente de seguranças, num dia que era considerado sagrado para os mulçumanos e nenhum deles podia pisar lá, se iniciou a segunda intifada, que desta vez não foi uma revolta de paus e pedras, foi uma guerra armada entre Israel e Palestina, que se sucederam até 2006 deixando 4995 mortos.

SÉCULO XXI, UM RETROCESSO NOS ACORDOS DE PAZ:


        Após Ariel Sharon se tornar primeiro ministro de Israel, ele iniciou a construção da barreira israelense na Cisjordania, e deu inicio ao seu plano de retirada unilateral da faixa de Gaza, em 2006 ele sofreu um acidente vascular cerebral grave no qual esta de coma até hoje e foi substituido pelo seu vice Ehud Olmert.
       Em 2006 Israel invadiu o sul do Libano para libertar um grupo de soldados reféns do Hezbollah, a milicia palestina do Libano, porém esta operação foi um tremendo fracasso e o presidente da OLP Mamouhd Abbas e Ehud Olmert se comprometeram a lutar por um acordo de paz até 2008, até agora não vimos nada.
       Em 2004 o Hamas ocupou a Palestina, lembrando que o Hamas é um grupo radical que passou de organização terrorista para partido politico e defende a destruição total do Estado de Israel ocupou a Faixa de Gaza iniciou ataques com foguetes kassan a Israel no ano de 2008, fato que levou Israel a responder violentamente cercando a faixa de Gaza e atacando chegando a cometer muitos exageros contra a população civil que lá reside, provocando protestos no mundo inteiro.
       Em seus ataques Israel chegou a usar bombas de fósforo que foram proibidas em 1925 pela Convenção de Genebra por provocar queimaduras terriveis e até mesmo letais em suas vitmas.
       Mesmo depois do retorno de Benjamin Netanyahu ao cargo de primeiro ministro os ataques continuaram, onde após ao ataque a um navio turco por parte de Israel em aguas internacionais quando este levava suprimentos ao povo palestino, a Turquia protestou onde se iniciou uma crise diplomatica que até hoje não se encontrou nenhuma solução.

       
14) CONCLUSÃO:

       Aqui eu darei por encerrado sobre a história de Israel, o que tinha que falar ja falei, porém a história ainda não acabou, muitas aguas ainda irão rolar e muita coisa ainda ira acontecer, afinal a história nunca acaba, ela só tera um fim quando não existir mais nenhum homem para registra-la.
       Como vocês leitores puderam ver, eu sou um grande admirador da cultura hebraica, e confesso que escrever esta história foi o maior empreendimento que ja realizei no Recanto das Letras sendo necessario muitas pesquisas e dados, mas isso não quer dizer que apoio Israel em tudo o que faz, por exemplo, sou totalmente contra aos ataques que estão sendo feitos contra a população civil palestina em Gaza, não só eu mas muitos judeus e palestinos também são contra, afinal mulheres e crianças estão morrendo sem contar que este fato só esta servindo para desgastar a imagem de Israel perante o resto do mundo.
       De qualquer forma, assim como todos os que leram sou a favor da paz entre judeus e palestinos e também desejo a paz em Israel, uma nação soberana que conseguiu muito com pouco usando como principal arma a fé.

Fontes:

Livros:
-Biblia
-Enciclopédias Barsa
-Oriente Médio: uma região de conflitos (Nelson Bacic Olic)
-A guerra do Yon Kippur (gen. Chair Herzog)
-Uma breve história do Brasil (Mary del Priore e Renato Venancio)
-Os 100 acontecimentos mais importantes da história do cristianismo (Editora VIDA)

DVDs:
-Segredos milenares da biblia: Série para colecionadores

Revistas:
-Aventuras na História Ed. 44
-História Viva nº 73
-História Viva nº92
-Guia da História Especial Ed. 02
Enã Rezende
Enviado por Enã Rezende em 27/12/2011