30 de jun. de 2011

Jerusalém sedia encontro dos principais líderes judeus do mundo

Jerusalém sedia encontro dos principais líderes judeus do mundo


Celebrando os 75 anos de existência do Congresso Judaico Mundial (CJM), dirigentes de todas as comunidades judaicas se reuniram em Jerusalém, Israel, para o Board of Governors, que acontece anualmente, e objetiva promover debates e análises sobre a situação do Oriente Médio e as repercussões na região e nas comunidades judaicas do mundo, entre os dias 19 e 21 de junho.

A reunião, liderada por Ronald Lauder-presidente do CJM, contou com a participação do presidente de Israel Shimon Peres, e dos ex-presidentes Alejandro Toledo e Luis Alberto Lacalle, respectivamente, do Peru e Uruguai, que discursaram na ocasião, e teve Chella Safra, como convidada especial. 

A delegação latino-americana foi chefiada por Jack Terpins-presidente do Congresso Judaico Latino-Americano (CJL), e teve integrantes também do Brasil, como Julia Guivant, presidente da Associação Israelita Catarinense, e Karen Sasson- diretora da Confederação Israelita do Brasil, que representaram a entidade e o País, durante o encontro. 

Para Karen Sasson, da Conib, que participou pela primeira vez de uma reunião dessa amplitude, diz: “Foi uma experiência muito enriquecedora e gratificante, poder participar do encontro anual do CJM, em Jerusalém”. 

E completa: “Tive a oportunidade de conversar com representantes de vários países sobre a situação dos judeus nessas comunidades e falar sobre a nossa situação no Brasil , além de poder ouvir dos dirigentes do Estado de Israel e do board do CJM, o que tem feito ao longo deste ano. Ações como estas unem cada vez mais nossa comunidade, podendo praticar nossos costumes com liberdade.” 

De acordo com Jack Terpins, essa foi mais uma oportunidade de congregar as principais lideranças do mundo judaico e de discutir questões afins, buscando sempre aprender uns com os outros, trocando experiências, visando tornar esse mundo melhor.
IDF - Segurança e beleza

IDF - Segurança e beleza

Muita gente nem imagina, mas o exército israelense também possui sua porção feminina. Em uma sociedade onde a segurança é de importância crítica, as mulheres vêem a igualdade no exército como uma maneira de atingir a igualdade social.



















29 de jun. de 2011

Livro resgata a história secreta do Mossad

Livro resgata a história secreta do Mossad

Livro resgata a história secreta do MossadJornalista e professor de jornalismo investigativo revela as ações do Kidon, o esquadrão de assassinatos do serviço secreto de Israel



O livro "Mossad — Os Carrascos do Kidon" (Bertrand Editora, 429 páginas), do jornalista e escritor Eric Frattini, professor de jornalismo investigativo da Universidade Camilo José Cela, em Madri, não será ser publicado em Israel, mas deve se tornar best seller em Portugal, onde acaba de ser lançado. 

O tema Mossad é quase proibido em Israel. No domingo, 26, Frattini concedeu entrevista ao jornal português "Correio da Manhã". Começa explicando que o Mossad é o Instituto para Inteligência e Operações Especiais de Israel, criado em 1º de março de 1951 pelo governo do primeiro-ministro David Ben Gurion. 

"Atualmente, a Mossad [no Brasil usa-se "o Mossad"] é uma linha mais defensiva e de segurança de Israel."Frattini frisa que, "no caso de Israel, as palavras 'vingança', 'segurança' e 'sobrevivência' formam uma mesma explicação num mesmo teatro geopolítico e estratégico que é o Oriente Médio. Para Israel em geral, e para a Mossad em particular, não existe sobrevivência sem segurança e não há segurança sem violência... Talvez seja esse o pensamento de todas as partes envolvidas no conflito e, por isso mesmo, talvez nunca se consiga chegar a um acordo para a paz na região".



O Kidon (significa Baioneta), apresentado como "subunidade de assassinos da Metsada, o departamento de Operações Especiais da Mossad", joga pesado, sem contemplação, diz Frattini. "No livro relato como o Kidon matou, na cidade norueguesa de Lillehammer, um empregado de mesa chamado Ahmed Bouchiki. Bouchiki era muito parecido com Ali Hassan Salameh, chefe supremo da Organização Setembro Negro e principal responsável pelo homicídio dos atletas israelitas durante os Jogos Olímpicos de Munique. O Kidon matou o empregado à saída do cinema. Em 1996, o governo israelita, liderado por Shimon Peres, reconheceu oficialmente, 26 anos depois, que Bouchiki não era terrorista. Torrill Larsen e a sua filha, familiares de Bouchiki, receberam importante indenização de Israel."

Acredita-se que, em termos de serviço secreto, Israel conta "apenas" com o Mossad. Frattini mostra que há uma maior diversificação no campo das operações secretas: "A Mossad ocupa-se das operações de inteligência no exterior do país. Já o Aman tem a seu cargo as informações referentes à inteligência militar. Por seu turno, o Shin Bet (Serviço Geral de Segurança) ocupa-se de tudo o que é segurança e contra-espionagem no interior do país. Os serviços de inteligência encontram-se agrupados no Varash, comitê composto pelos chefes dos serviços secretos, que reporta diretamente ao primeiro-ministro. A Mossad conta depois com o Kidon, tal como o Shin Bet tem o Amarn, destacamento especial encoberto que opera em território palestiniano".

Um dos destaques do livro é o relato sobre a Operação Tycoon, "quando o Kidon liquidou o magnata da imprensa Robert Maxwell, ao largo das Ilhas Canárias". Como repórter, Frattini conta que acompanhou "a polêmica em torno do erro da Mossad, quando de sua tentativa de assassinato de Khaled Meshaal, do Hamas, na capital da Jordânia, em que lhe tentaram colocar veneno no ouvido através de um aerossol".

À primeira vista, pode-se pensar que o livro é um "ataque" ao Mossad. Não é bem assim. Até porque a maioria dos serviços secretos — como CIA, dos Estados Unidos, e FSB (a KGB com outro nome) — atua como o de Israel. Ao comentar uma declaração de Meir Dagan, diretor do Mossad, de que "a execução de um terrorista é uma ferramenta do Estado para evitar ataques e reforçar a dissuasão", Frattini acrescenta por conta própria: "Para mim, o melhor terrorista é o terrorista morto. Quem pensa o contrário certamente nunca sentiu o efeito do terrorismo ou testemunhou os ataques. (...) Quem opina o contrário mente".

Para Frattini, o Mossad "é como a Máfia na Itália, todos sabem que existe mas ninguém fala sobre isso". Para pesquisar sobre o assunto, o jornalista encontrou uma série de dificuldades. "Os obstáculos surgiam quando localizava um documento e, de repente, esse ficheiro desaparecia misteriosamente, ou quando conseguia uma informação/documento de uma fonte e esta não voltava a contatar-me". Um ex-agente katsa (agente operacional) da Mossad leu livro e disse, segundo o repórter, que "75 por cento de realidade, 20 por cento de lenda e 5 por cento de ficção. Uma boa percentagem, tendo em conta que o livro fala sobre a Mossad". Agentes dos serviços de inteligência de Israel e de outros países leram o livro e, diz Frattini, "ficaram realmente muito impressionados, não tanto pelo livro em si ou pelas operações nele relatadas, mas sim por ter conseguido reunir tanta informação sobre um dos serviços secretos mais herméticos que existe".

Ao final da entrevista, o jornalista Luís Murteira Nunes pergunta se, depois da "morte de Bin Laden, vivemos num mundo mais seguro, como afirma o presidente dos EUA, Barack Obama". Frattini diz que "não". "O terrorismo da al-Qaeda mudou muito nos últimos cinco anos. Vejamos, como exemplo, o novo terrorismo islâmico. Há cinco anos, um cidadão do norte da África entrou na Espanha ilegalmente no porão de um caminhão. Não sabia ler ou escrever. Em cinco anos, não só aprendeu a escrever e a ler, como se tornou especialista em comunicações através das redes sociais. Conseguiu recrutar por toda a Europa, em nome da al-Qaeda, mais de um milhar de jihadistas para combaterem no Afeganistão. Viria a ser detido numa casa na costa espanhola. Neste momento, há sete serviços de inteligência interessados em interrogá-lo. Este é o novo terrorismo da al-Qaeda. Temos de estar sempre vigilantes...".

Como correspondente, Frattini diz que teve dificuldade para entrevistar Yasser Arafat, o líder palestino. Certa vez, foi expulso do território palestino por Arafat, por ter citado o ditado israelense que diz que "um palestiniano não perde nunca a oportunidade de perder uma oportunidade".

Até agora, nenhuma editora brasileira anunciou que vai publicar o livro.

Eric Frattini, de 48 anos, foi correspondente do Canal Plus e do jornal "Cinco Días" no Oriente Médio.


A Missão do Gerente de Recursos Humanos

A Missão do Gerente de Recursos Humanos









O gerente de RH (Mark Ivanir) da maior padaria de Israel está enrascado. A publicação de um artigo pode difamar a empresa na qual trabalha e destruir a reputação da padaria. Ele, então, se propõe a trabalhar para impedir a publicação e não permitir que tudo se transforme em caos.

Ficha Técnica
Diretor: Eran Riklis
Elenco: Mark Ivanir, Gila Almagor, Reymond Amsalem, Noah Silver, Julian Negulesco, Rosina Kambus
Produção: Tudor Giurgiu, Thanassis Karathanos, Talia Kleinhendler, Haim Mecklberg, Elie Meirovitz, Estee Yacov-Mecklberg
Roteiro: Noah Stollman, baseado na obra de Abraham B. Jehoshua
Fotografia: Rainer Klausmann
Trilha Sonora: Cyril Morin
Duração: 0 min.
Ano: 2010
Hamas rejeita pedido da Cruz Vermelha sobre provas de vida do soldado Gilad Shalit

Hamas rejeita pedido da Cruz Vermelha sobre provas de vida do soldado Gilad Shalit


No último dia 23 de junho, o grupo terrorista Hamas rejeitou um pedido da Cruz Vermelha Internacional para que provasse que o soldado israelense, Gilad Shalit,ainda está vivo. O porta-voz do grupo terrorista, Salah Bardawi, acusou Israel de ter solicitado a Cruz Vermelha a informação, para que pudessem descobrir o paradeiro do soldado e assim realizarem uma operação de resgate. Bardawi disse que a única forma de Israel receber informações sobre Gilad Shalit é libertando prisioneiros palestinos. A Cruz Vermelha expressou preocupação com a prisão de Shalit e disse que segundo as leis internacionais a família deve ser autorizada a manter contato com o preso. É claro que isso não ocorre, já que Shalit não é um preso político, e sim um refém de um grupo terrorista.

Neste sábado 25.06.2011 se completam 1.825 dias em que o jovem soldado israelense foi capturado durante um ataque terrorista dentro do território de Israel, junto a Faixa de Gaza. Gilad Shalit que estava apenas no primeiro ano de seu serviço militar naquela fronteira. 

Gilad Shalit foi o único sobrevivente de um ataque terroristas que ocorreu na manhã de 25 de Junho de 2006. Uma quadrilha de terroristas do Hamas conseguiu atravessar a fronteira através de um túnel que haviam escavado junto a Kerem Shalom, uma comunidade agrícola israelense na região.
Durante o ataque os terroristas atacaram um tanque com um míssil, o que levou a morte do oficial do tanque Hanan Barak e outro soldado da equipe Pavel Saluketzer, e mais quatro soldados que estavam no posto ao lado do tanque ficaram gravemente feridos durante o incidente.

Gilad Shalit que estava no tanque durante o incidente provavelmente foi gravemente ferido durante o incidente e arrastado para o território do Hamas, onde permanece em cativeiro por estes cinco anos.

Segundo um porta-voz dos grupos terroristas, o incidente foi programado e treinado por mais de dois meses antes do ataque.

As condições de cativeiro do soldado são completamente desconhecidas, os grupos terroristas dizem que ele está sendo bem tratado conforme as leis islâmicas, porém as mesmas leis são conhecidas como cruéis e desumanas na maioria dos casos, o que leva a morte dos cativos, como no caso do jornalista Daniel Pearl, o jornalista americano que foi decapitado em Karachi no Paquistão, pelas mãos do Al Qaida.

Devido a falta de comunicação, a incerteza da saúde ou mesmo da vida de Gilad Shalit é grande, visto que o grupo terrorista Hamas ignora todas as tentativas de visita da Cruz Vermelha ou de qualquer outra representação diplomática.

O governo de Israel recebeu em 20 de Setembro de 2006 uma primeira carta escrita pelo soldado desde o cativeiro, outra carta chegou as mão do governo em 4 de Fevereiro de 2008 chegou outra carta nas mão do Governo de Israel e em 9 de Junho de 2008 uma carta chegou nas mãos da organização de Jimmy Carter, ex-presidente americano.

Dia 25 de Junho de 2007 a Hamas publicou uma fita de vídeo em que o soldado aparecia segurando um jornal em árabe e lendo uma carta para os seus parentes que havia sido ditada pelos seus opressores, nota-se nas palavras a gramatica árabe, demonstrando que eles não tinham bom conhecimento de Hebraico, utilizando a gramatica típica árabe, sua palavras foram assim selecionadas e os ruídos do fundo foram apagados afim de evitar a identificação do local de cativeiro do soldado.

Os pais de Gilad Shalit, Noam e Aviva Shalit deixaram desde então o conforto de seus lares vindo a residir junto a sede do Governo de Israel, em uma tenda, com o objetivo de dar suporte ao seu filho e aumentar a pressão sobre o governo para agir em prol de sua libertação. Desde então, os familiares e muitos outros que aderiram a causa de Shalit tem realizado passeatas, protestos, campanhas e diversas outras atividades para que o país e o governo não esqueçam Gilad Shalit no cativeiro, mas continuem fazendo o máximo afim de libertá-lo.

O preço de um israelense

O preço que o Hamas está exigindo para libertar o soldado é um preço muito caro para a sociedade israelense pagar. A exigência da libertação de 1000 terroristas parece ser absurda para a comunidade de Israel. Visto que segundo especialistas, a última operação de libertação de Tenembaum teria levado a morte de mais de 1500 civis desde então.

Quando um governo como o de Israel cede diante de pressões como esta, a mensagem passada aos grupos terroristas é de que vale apena sequestrar, pois a sociedade israelense seria fraca emocionalmente, este é o motivo pelo qual o Primeiro Ministro de então, Ehud Olmert, havia se recusado a ceder as condições impostas pelo grupo, e da mesma forma, o atual Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu continua a se recusar, e não cede as pressões sejam dos grupos terroristas ou seja da sociedade israelense.

Gilad Shalit têm sido objeto da solidariedade mundial, enquanto os prisioneiros palestinos gozam de boas condições nas prisões de segurança em Israel, têm direito a visitas, presentes, boa alimentação, comunicação com parentes e até mesmo ligações telefônicas, ele não têm direito a nada.

Até hoje, todas as tentativas da Cruz Vermelha Internacional e de Diplomacia Internacional falharam em uma tentativa de até mesmo receber sinal de vida de Gilad por parte do grupa Hamas, que ainda se recusa a permitir visitas, telefonemas ou mesmo visita de um médico afim de determinar o estado de saúde do soldado que está em isolamento completo por mais de cinco anos.

Dia 23 de Junho de 2011 a Cruz Vermelha Internacional exigiu do Hamas um sinal de vida do soldado, o que foi recusado e muitos ativistas do Hamas saíram para protestar contra a organização internacional. No mesmo dia, o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu declarou em cadeia nacional e internacional de que o governo de Israel estará diminuindo as muitas vantagens que os prisioneiro palestinos gozam em prisão Israelense. Benjamin Netanyahu declarou que não mais poderão estudar ou se formar em prisão, as visitas serão limitadas, os tempos de passeios nos pátios serão limitados e os meios de comunicação serão cortados. "Não é possível que enquanto Gilad não tem direito a nada, aqui se formam e estudam futuros líderes terroristas".

Blog De Olho na Jihad com informações do The New York Times, do Bicom 
Galinha de quatro patas levanta debate religioso em Israel

Galinha de quatro patas levanta debate religioso em Israel

Crianças da família mostram para a câmera a galinha com quatro patas (Foto: Ronen Zvulu).

Judeus ultra-ortodoxos discutem se ave é 'pura' ou 'impura' como alimento. Animal foi descoberto em meio a criação de família de Jerusalém.

Uma família judia ultra-ortodoxa mostrou nesta terça-feira (28) uma galinha de quatro patas que nasceu em sua casa, no bairro de Mea Shearim, em Jerusalém. A rara ave levantou um debate religioso sobre seu rótulo de alimento "kosher", aquele que é considerado puro e por isso é permitido na alimentação de judeus.

Segundo a crença, um animal que tenha órgãos sobressalentes seria considerado impuro ("treif"), mas há quem defenda que isso só é verdade no caso de as patas extras estarem ligadas de alguma forma à bacia da ave, como as patas normais.

Por conta disso, alguns defendem que só se saberá se a carne da galinha é "kosher" ou "treif" depois que o animal for abatido, e sua estrutura, analisada.

28 de jun. de 2011

Primavera árabe: as ambiguidades do governo brasileiro

Primavera árabe: as ambiguidades do governo brasileiro


Por Sheila Sacks, em 28/06/2011

Ao se declarar contra o apedrejamento de mulheres no Irã, logo após assumir a presidência em janeiro, e se alinhar a favor do envio de um relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) àquele país para apurar denúncias de violações de direitos humanos, a presidenta Dilma Rousseff ouriçou os comentaristas políticos e editorialistas dos grandes jornais, que imediatamente enxergaram uma mudança de rumo na política externa brasileira.
A ducha de água fria veio com a posição do Planalto em negar à ativista iraniana Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz em 2003, uma audiência pessoal com a presidente Dilma. 

Uma das principais vozes de oposição ao regime de Mahmoud Ahmadinejad, a advogada e ex-juíza, de 63 anos, que vive exilada na Inglaterra desde 2005, esteve em Brasília, no início de junho e, diante da impossibilidade de ser recebida pela presidente brasileira, se absteve de se encontrar com o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, indicado para atendê-la. 

Ainda em Brasília, no plenário da Câmara dos Deputados, Shirin passou por novo constrangimento ao falar sobre os maus tratos, perseguições religiosas e prisões arbitrárias no Irã para uma pífia plateia de menos de dez parlamentares.

Dias depois, em Genebra, durante a conferência mundial da Organização Internacional do Trabalho (OIT), os ministros do Trabalho do Brasil, Carlos Lupi, e do Irã, Abdolreza Sheikholeslami, anunciaram um plano de cooperação visando à implementação no país persa de projetos de capacitação de trabalhadores e de programas similares ao Bolsa Família e Brasil sem Miséria. O objetivo seria evitar a repetição do cenário de crise social – com milhões de pessoas sem trabalho – que fermentou a derrubada dos governos da Tunísia e do Egito. 

A pedido do Irã, o governo brasileiro irá desenvolver iniciativas que possibilitem a criação de mais de 2 milhões de empregos no Irã e promover ações sociais que aliviem o impacto do embargo econômico e comercial que lhe é imposto pela ONU. “Nós falamos com todos os países e vamos cooperar com quem nos peça cooperação, incluindo o Irã”, justificou Lupi.

“É o cumprimento de uma lei internacional”

Desde a eleição de 2009 que reelegeu Ahmadinejad, o regime islâmico tem perseguido e encarcerado dissidentes, ativistas de direitos humanos, líderes religiosos, advogados e jornalistas. Atualmente 26 profissionais da imprensa permanecem presos pelo regime de Ahmadinejad. 

Em abril, o jornalista e professor de Ciências Políticas Ahmad Zeidabadi, detido há dois anos, foi homenageado com o Prêmio Guillermo Cano World Press Freedom, concedido pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), por sua “coragem excepcional, resistência e compromisso com a liberdade de expressão, democracia, direitos humanos, tolerância e humanidade”. Editor do jornal Azad e colaborador da BBC de Londres, Zeidabadi foi condenado a seis anos de prisão, mais cinco de “exílio interno” e proibido de exercer a profissão para o resto da vida, acusado de conspirar contra o governo.

Em relação à Líbia, a decisão da diplomacia brasileira de se juntar aos demais membros do Conselho de Segurança da ONU – formado por 15 membros, sendo cinco permanentes e dez temporários – na aprovação de uma resolução votada em fevereiro que impunha sanções à Líbia de Kadafi, também contribuiu para fomentar editoriais e artigos sobre o novo posicionamento da presidente Dilma e do Itamaraty no cenário internacional.

Muitos se animaram com a publicação no Diário Oficial da União do decreto determinando as sanções da ONU à Líbia (embargo à venda de armas, congelamento de bens e proibição da entrada de parentes de Kadafi). Assinado em 15 de abril por Michel Temer, presidente em exercício, o documento não se constituiria em uma iniciativa isolada do Brasil, e sim, atenderia à Resolução nº 1.970, aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, dois meses antes. “É o mínimo de cumprimento de uma lei internacional”, afirmou na ocasião ao jornal Correio Braziliense o especialista em Oriente Médio Márcio Scalércio, professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Segundo ele, ao publicar a medida o Brasil simplesmente acatou a determinação do Conselho.

Minas brasileiras na Líbia

É importante observar que na votação da Resolução nº 1.973, desse mesmo Conselho, em 17 de março, o Brasil se absteve de votar contra a Líbia, posicionando-se ao lado da China, Rússia, Índia e Alemanha. A medida impôs uma zona de exclusão aérea sobre o país, autorizando o uso da força para suspender voos sobre o território líbio. A resolução foi aprovada por maioria (10 votos) e, três dias depois, o presidente americano Barack Obama, ainda em território brasileiro, autorizou os ataques das forças aliadas contra o regime de Kadafi. 

A reação diplomática brasileira veio logo depois em forma de um comunicado do Itamaraty lamentando as mortes ocorridas pelos bombardeios, reiterando sua solidariedade com o povo líbio, criticando o uso da força pela coalização internacional e pedindo “um cessar-fogo efetivo”. Posição reforçada na reunião de cúpula dos Brics – grupo de países formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – ocorrida em abril na China, com a presença da presidente Dilma Rousseff. A declaração conjunta divulgada ao final do encontro condenou o uso da força na Líbia e novamente apresentou propostas de reforma do Conselho de Segurança da ONU.

Uma semana depois da reunião dos Brics, a missão do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU enviada à Líbia concluiu que pelo menos 10 mil pessoas morreram no país desde o início da revolta contra Kadafi. O chefe da delegação, Cherif Bassioun, afirmou que foram encontrados indícios de crimes de guerra, com ataques a civis e a missões humanitárias. Por outro lado, Jacob Zuma, presidente da África do Sul e membro do Conselho da União Africana, em visita ao ditador líbio, em Trípoli, manifestou seu repúdio aos ataques da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) ao país. 

Em telefonema posterior à presidente Dilma, o sul-africano pediu apoio do Brasil para uma articulação no Conselho de Segurança da ONU no sentido de encontrar uma saída política para a crise na Líbia. Na conversa, que durou cerca de 10 minutos, de acordo com o porta-voz da Presidência Rodrigo Baena, os dois presidentes se mostraram preocupados com os ataques aéreos contra a Líbia, que estariam indo além da resolução aprovada pela ONU, provocando “impactos negativos na população civil das ações das políticas ocidentais”.

Na mesma época, a principal organização de combate ao uso das minas terrestres, a International Campaign to Ban Landmines (ICBL), prêmio Nobel da Paz de 1997, constatou a presença de minas de fabricação brasileira sendo utilizadas pelo regime de Kadafi contra os rebeldes. Em carta ao ministro Antônio Patriota, a diretora da ONG Kasia Derlicka pediu explicações sobre o fato, lembrando a condição do Brasil de signatário do Tratado de Ottawa, posto em vigor em 1999, que proibiu a fabricação, uso e venda de minas “antipessoal”. A instituição pediu ainda que o Brasil condene o uso de minas e exija a sua suspensão (segundo a assessoria do ministro, o Brasil não exporta mais esse tipo de artefato, em respeito ao tratado, mas mantém estoque do armamento, parte dele usado pelo Exército em exercícios militares).

Missão para investigar tortura e execuções

O emprego de métodos cruéis para calar vozes discordantes é comportamento-padrão no regime Kadafi. Em 1996, o ditador foi responsável por um dos crimes mais brutais que atingiram a sociedade líbia. Trata-se do massacre na prisão de Abu Salim, onde 1.167 pessoas supostamente opositoras do governo foram assassinadas em poucas horas pelos soldados do regime. Com depoimentos e provas suficientes para condenar Kadafi em uma corte internacional por crime contra a humanidade, o ativista de direitos humanos e advogado das famílias das vítimas Fathi Terbil conta que os corpos das vítimas foram jogados em buracos e cobertos com cimento. Um dos poucos sobreviventes da chacina, o engenheiro Issa el-Bira, revelou que centenas de presos foram forçados a sair para o pátio enquanto atiradores os matavam de cima dos telhados.

Iniciada em março, a revolta popular na Síria contra o regime de Bashar Assad já contabiliza 1.200 mortes e 10 mil presos qualificados pelo governo como “sabotadores”. O presidente da Assembleia-Geral das Nações Unidas, Joseph Deiss, frente a sinais de que o Brasil não estaria disposto a apoiar uma resolução de condenação no Conselho de Segurança contra a repressão e atrocidades cometidas contra civis e as mais de mil mortes promovidas pelas forças sírias, deslocou-se até Brasília para uma reunião com a presidente Dilma e o chanceler Patriota. Na visita, ocorrida em 20 de junho, Deiss tentou sensibilizar o governo brasileiro a votar a favor da resolução que prevê, entre outros tópicos, a implantação de reformas políticas no país, a libertação de prisioneiros e o fim da violência contra os opositores. 

Entretanto, a posição brasileira – que coincide com as da Rússia e China – é de que possíveis ações militares tenderiam a piorar ainda mais a situação. “ASíria é um país central, quando se leva em conta a estabilidade no Oriente Médio”, afirmou Patriota em entrevista na ONU. “A última coisa que gostaríamos é contribuir para exacerbar as tensões no que pode ser considerada uma das regiões mais tensas de todo o mundo.”

Esse posicionamento do Brasil tem intrigado diplomatas dos Estados Unidos, Reino Unido e França, países membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU. Um deles se mostrou decepcionado e explicou: “Tivemos até mesmo a preocupação de não colocar nenhum trecho que pudesse dar chance para uma intervenção externa na Síria. Mas parece não ter sido suficiente para convencer os brasileiros”, disse. Em abril, o Brasil votou favoravelmente no CDH pelo envio a Damasco de uma missão para investigar violações de direitos humanos no país, principalmente tortura e execuções. Dois meses depois, observadores da ONU foram impedidos de entrar na Síria.

Exportações para o Egito cresceram 135,7%

Mesmo assim, o governo de Assad pediu o apoio do Brasil para a sua pretensão de concorrer a uma vaga no CDH. Diplomatas sírios acreditavam na influência do voto brasileiro para mudar a posição de outros países. Mas, uma semana antes da votação a Síria retirou a sua candidatura. Membro da entidade desde 2008, o Brasil encerrou seu mandato em maio, quando 15 das 47 cadeiras do Conselho foram renovadas. Em março, a Assembleia-Geral da ONU já havia decidido pela suspensão da Líbia no CDH, com voto favorável do Brasil.

Uma das mais significativas áreas de comércio do Brasil no norte da África e principal destino das exportações brasileiras para aquele continente, o Egito pós-Mubarak foi alvo de uma visita do ministro Antônio Patriota em maio. Parceiro extra-regional do Mercosul, assim como Israel, o país de 80 milhões de habitantes abriga a sede da Liga dos Países Árabes e é considerado pelo Itamaraty como um interlocutor de grande influência no mundo árabe. Segundo a nota nº 179, divulgada no site do Itamaraty em 6 de maio, o Egito “tem envolvimento crescente nas negociações relativas à questão israelo-palestina, do que é demonstração a assinatura, no Cairo, no último dia 4/6, do acordo de reconciliação entre o Fatah e o Hamas, além de outros 11 grupos políticos palestinos.”

Apesar das revoltas populares e da derrubada do governo de Mubarak, as exportações para o Egito cresceram 135,7% nos três primeiros meses de 2011 em relação a igual período de 2010, alcançando a média diária de 8,5 milhões de dólares. Para a Tunísia, país que inaugurou os confrontos de rua contra os regimes autoritários árabes, culminando com a queda do ditador Zine Ben Ali, as exportações brasileiras aumentaram ainda mais, cerca de 408,2%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Na Argélia, país árabe que também enfrenta distúrbios, a compra de mercadorias do Brasil teve um crescimento de 218,81%.

Liderança geopolítica

Em setembro, quando a primavera se anunciar no Cone Sul, Dilma estará em Nova York para a abertura da Assembleia Geral da ONU. O secretário-geral, Ban Ki-Moon (reeleito para o cargo por mais quatro anos), no encontro que teve com a presidente brasileira no Palácio do Planalto, em 16 de junho, lembrou que Dilma será a primeira mulher a abrir o debate geral daquela entidade. Em nota, ao cumprimentar o sul-coreano pela votação, o Itamaraty ressaltou algumas prioridades do governo brasileiro no campo político internacional: a reforma do Conselho de Segurança da ONU, a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) e a busca de uma solução política para as crises que atingem o Norte da África e o Oriente Médio.

Sabendo-se que líderes palestinos apoiados por países árabes já preparam um plano de mobilização para pedir o reconhecimento da ONU na sessão anual de sua Assembleia Geral de um estado palestino delimitado pelas fronteiras de 1967, e que o Brasil, compartilhando espaço com países que incitam o ódio ao Estado de Israel, já reconheceu essas fronteiras em dezembro de 2010, é pouco provável que haja qualquer alteração, por parte da presidente brasileira, das diretrizes já assumidas acerca desse e demais temas que envolvem os conflitos no mundo árabe e o terrorismo praticado por grupos político-religiosos da região. 

Ainda que a grande imprensa distingue o compromisso da presidente com a questão dos direitos humanos, a visão ideológica e as aspirações brasileiras por uma liderança geopolítica regional e terceiro-mundista – sinalizadas pelo partido a qual está ligada – acabam por estreitar e dogmatizar seu campo de ação. Para desalento das editorias e dos articulistas políticos que insistem em repaginar o perfil de Dilma, creditando supostos pontos de vista e opiniões que mais adiante não se confirmam.

Israel e Turquia mantêm conversas  secretas, diz diário israelense

Israel e Turquia mantêm conversas secretas, diz diário israelense


Israel e Turquia mantêm conversas secretas para pôr fim à crise diplomática entre os dois Estados surgida há mais de um ano, segundo fontes oficiais em Jerusalém citadas nesta terça-feira pelo diário "Ha'aretz".

As negociações, que contam com o sinal verde dos Estados Unidos, foram confirmadas por uma fonte do Ministério das Relações Exteriores turco, assim como por uma autoridade americana, enquanto assessores do primeiro-ministro e do chefe da diplomacia israelense não quiseram dar declarações a respeito, acrescenta o jornal.

As relações diplomáticas entre Israel e Turquia chegaram ao fundo do poço no fim de maio de 2010, quando comandos especiais israelenses assaltaram em alto-mar a flotilha Liberdade, que seguia rumo à Faixa de Gaza, abordagem na qual morreram nove ativistas turcos. Desde então, Ancara, velha aliada estratégica do Estado judeu e que serviu de mediadora em conversas de paz entre israelenses e sírios, mantém as relações bilaterais no mais baixo nível.

Segundo o diário israelense, as conversas secretas entre os dois países se desenvolveram em nome do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e do vice-secretário do Ministério das Relações Exteriores turco, Feridun Sinirlioglu, que defende a restauração dos laços com Israel. Também tomaram parte no diálogo o representante israelense perante a comissão de investigação da ONU sobre o assalto à fotilha, Yosef Ciechanover, e seu colega turco nessa comissão, Ozdem Sanberk.

As duas autoridades trabalharam juntas durante vários meses na comissão da ONU e trocaram mensagens entre Israel e Turquia com o objetivo de formular uma minuta de entendimento para pôr fim à crise. Na última quinta-feira, Netanyahu se reuniu com vários ministros para analisar as repercussões que terá a próxima pequena frota que zarpará com destino à Gaza nos próximos dias e as relações com Ancara.

A principal questão abordada foi se Israel se desculpará com a Turquia ou se só lamentará o sucedido em 2010, e se as famílias turcas que serão compensadas por terem perdido seus familiares no ano passado poderão apresentar futuros processos. Desde o incidente, houve várias tentativas de aproximação entre as partes e nas últimas semanas os analistas percebem gestos diplomáticos dos dois lados.

O ministro das Relações Exteriores turco, Ahmet Davutoglu, convocou a direção da ONG islâmica turca IHH para pedir que reconsidere tomar parte na próxima pequena frota e, na sexta-feira, a organização anunciou que não participará da missão. No sábado, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, falou com Davutoglu e expressou sua satisfação pelo anúncio da IHH de que a embarcação Mavi Marmara - assaltada no ano passado pelos comandos israelenses - não integraria a pequena frota desta vez, disseram fontes oficiais.
Israel estuda confiscar navios de frota para Gaza

Israel estuda confiscar navios de frota para Gaza

Israel estuda confiscar os navios que participam da segunda frota rumo à faixa de Gaza para desencorajar novas iniciativas, informou nesta terça-feira (28) a imprensa israelense.
A recomendação foi apresentada ao gabinete do primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, pelo Ministério da Defesa. O assessor jurídico do ministério, Ahaz Benari, disse que Israel deveria criar um tribunal para assuntos marítimos e confiscar toda embarcação que violar o bloqueio imposto à faixa de Gaza, informa o diário Haaretz.


Em carta, o ministro da Defesa, Ehud Barak, disse que a desapropriação dos navios "é uma medida de dissuasão que poderia tornar desnecessário o uso da força contra futuras violações [do bloqueio]".


Por enquanto, Israel continua a se preparar para a chegada da segunda frota às águas territoriais de Gaza - o que deve acontecer entre quinta (30) e sexta-feira (1º), anunciaram ontem (27) os organizadores do evento, em Atenas (Grécia).


A frota tentará de novo romper o bloqueio israelense a Gaza. Os navios partirão com cerca de 500 ativistas de diversos portos no mar Mediterrâneo - os locais não foram anunciados por motivos de segurança.


No ano passado, na primeira flotilha, nove ativistas morreram en confronto com soldados israelenses que abordaram o navio principal, o Mavi Marmara - que não vai participar desta segunda missão.

27 de jun. de 2011

Most Influential Jews in the World

Most Influential Jews in the World

StandWithUs CEO, One of the 50 Most Influential Jews in the World
by STEVE LINDE
Jerusalem Post

RozRothstein

LAST SHAVUOT, The Jerusalem Post published its first-ever list of the 50 most influential Jews in the world, from all walks of life. We wrote then that the candidates were chosen from all walks of life “for their ability to fashion the face of the future.”

Following are just a few of the 50 individuals recognized this year:
1. MARK ZUCKERBERG, Facebook CEO
2. BINYAMIN NETANYAHU, Prime Minister of Israel
3. SHERYL SANDBERG, Chief Operating Officer, Facebook
4. EHUD BARAK, Defense Minister
5. BENNY GANTZ, Israeli Chief of General Staff
6. MEIR DAGAN, Former Mossad Director
7. DENNIS ROSS, Obama Adviser
8. BEN BERNANKE, Chairman of the US Federal Reserve
9. STANLEY FISCHER, Governor, Bank of Israel
10. YULI EDELSTEIN, Minister of Public Diplomacy and Diaspora Affairs
11. RON PROSOR, Israeli Ambassador-Designate to the UN
12. MICHAEL OREN, Israeli Ambassador to the US
13. ERIC CANTOR, US, House Majority Leader
14. DEBBIE WASSERMAN SCHULTZ, US Democratic Congressman
15. DANIEL SHAPIRO, Incoming US Ambassador to Israel
16. MALCOLM HOENLEIN, Presidents Conference Head
17. TZIPI LIVNI, Leader of Kadima

18. SHAI AGASI, President of Better Place
19. ESTHER LEVANON, CEO of Tel Aviv Stock Exchange
20. MOSHE KANTOR, President of the European Jewish Congress
21. ALEXANDER MASHKEVITCH, Euro-Asian Jewish Congress President
22. SHIMON PERES, President of the State
23. GABRIELLE GIFFORDS, US Democratic Congresswoman
24. NATAN SHARANSKY, Jewish Agency Chairman
25. NIR BARKAT, Mayor of Jerusalem
26. YOSEF ABRAMOWITZ, Solar Power Pioneer
27. JON STEWART, Political Commentator
28. RUTH MESSINGER, President, American Jewish World Service
29. ROZ ROTHSTEIN, CEO of StandWithUs

As the second intifada began to progress, Roz Rothstein was troubled by the lack of any effective, organized public defense of Israel by the American Jewish community.

After two teenagers [Koby Mandell and Yosef Ishran] were stoned to death outside Tekoa on May 8, 2001, she and her husband [Jerry Rothstein],  along with other activists [Esther Renzer], decided to establish StandWithUs.

Today, StandWithUs is a global operation which organizes demonstrations, advertising campaigns, petitions and other initiatives which help oppose the delegitimization of Israel, and also trains young people to advocate for Israel. StandWithUs operates a website where North Americans can find local stores that carry Israeli products (www.buyisraelgoods.org), and publicizes periodic “Buy Israeli Products” days to encourage store owners to continue carrying Israeli goods.
30. ABE FOXMAN, Anti-Defamation League Head
31. HOWARD KOHR, AIPAC Head
32. ADIN STEINSALTZ, Talmudist
33. NORA EPHRON, Director and Writer
34. IRENE ROSENFELD, CEO Kraft Foods
35. JEFFREY GOLDBERG, American Journalist
36. FIAMMA NIRENSTEIN, Italian Politician
37. JOSEPH CEDAR, Film Director
38. NATALIE PORTMAN, Actress
39. YITZHAK DAVID GROSSMAN, Chief Rabbi of Migdal Ha`emek
40. SHLOMO AMAR, Sephardi Chief Rabbi
41. MENAHEM FROMAN HAI SHALOM, Chief Rabbi of Tekoa
42. SHLOMO RISKIN, Chief Rabbi of Efrat
43. RICHARD JACOBS, Prominent US Reform Rabbi
44. ORNA BARBIVAI, Incoming Head of IDF Human Resources Directorate
45. ED MILIBAND, UK Labor Party Leader
46. JOB COHEN, Dutch Politician
47. IVAN GLASENBERG, Glencore CEO
48. BERTIE LUBNER, South African Entrepreneur
49. SARAH SILVERMAN, Comedienne
50. BAR REFAELI, Supermodel
Exército israelense nomeia a primeira general de sua história

Exército israelense nomeia a primeira general de sua história

O Exército israelense outorgou pela primeira vez em sua história a patente de general a uma mulher, Orna Barbivay, de 49 anos, que assumirá o cargo nas próximas semanas, informou a imprensa local nesta sexta-feira.

A militar, que dirigirá o departamento de Recursos Humanos das Forças Armadas, desempenhava até agora a função de gerente desse departamento no Estado-Maior.

Casada e mãe de três filhos, Orna se alistou em 1981 no Exército israelense, no Corpo de Recursos Humanos, onde serviu em diferentes patentes até se tornar a gerente do Comando de Corpos de Infantaria.

A patente de general é a segundo mais importante na hierarquia militar israelense e a mais elevada a que pode aspirar um soldado antes de ser designado chefe do Estado-Maior ou do Exército.

A promoção de Orna, decidida nesta quinta-feira pelo chefe do Exército, Benny Gantz, e o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, foi recebida com entusiasmo por políticas e deputadas israelenses.

Tzipi Livni, líder do principal partido da oposição, o Kadima, comemorou a decisão, que qualificou de "mensagem correta à sociedade em Israel, tanto para homens quanto para mulheres".

26 de jun. de 2011

Pais de Shalit se acorrentam na casa de premiê de Israel

Pais de Shalit se acorrentam na casa de premiê de Israel

Guila Flint

Os pais do soldado israelense Gilad Shalit invadiram neste sábado o espaço cercado pela polícia ao redor da residência do primeiro-ministro do país, Binyamin Netanyahu, e se acorrentaram no local, exigindo a libertação imediata do filho.
O protesto ocorre no dia do aniversário de cinco anos da captura de Shalit, então com 19 anos, por militantes palestinos. Os pais dizem estar "fartos dessa situação".

"Cinco anos é tempo mais do que suficiente para se realizar negociações e trazer Gilad de volta", afirmou a mãe, Aviva.
O avô do soldado, Tzvi Shalit, que aderiu ao protesto e também se acorrentou, acusou o premiê de ser "o único que impede a libertação de Gilad e assim o está matando lentamente". Segundo o avô, Netanyahu "sabotou o acordo com o Hamas".
Troca
O grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza, exige que Israel liberte mil prisioneiros palestinos em troca de Shalit.
Entre eles, estão 450 que Israel considera especialmente perigosos, acusados de envolvimento em atentados que mataram dezenas de civis israelenses.
Bandeira com rosto de Shalit em arame farpado/reuters
A maioria dos israelenses seria a favor da troca de prisioneiros
Alguns deles foram condenados à prisão perpétua.
As negociações sobre a troca de prisioneiros, conduzidas por mediadores egípcios e alemães, chegaram a um impasse.
Israel não concorda em libertar todos os prisioneiros mencionados na lista apresentada pelo Hamas e exige que vários dos detentos, uma vez soltos, não retornem à Cisjordânia, argumentando que poderiam voltar a cometer atentados.
O Hamas, que não alterou as condições que impôs para libertar Shalit nesses cinco anos, rejeita a exigência israelense de que vários prisioneiros sejam transferidos para a Faixa de Gaza ou para o exterior e insiste na libertação de todos os detentos mencionados na lista.
O ministro da Defesa, Ehud Barak, afirmou que o governo deve fazer todos os esforços para libertar o soldado "mas não a qualquer preço".
Discordância
No entanto, vários especialistas em segurança discordam dos argumentos do governo contra a troca dos prisioneiros.
Entre eles está o ex-chefe do Estado Maior do Exército israelense Amnon Lipkin Shahak, que declarou que "o Exército é suficientemente forte para enfrentar os terroristas, se tentarem voltar a cometer atentados".
Shahak também disse que "um soldado que foi enviado ao serviço militar não pode ser abandonado no cativeiro".
O ex-chefe do Mossad Dany Yatom e o ex-chefe do serviço de Inteligência interna Ami Ayalon também defendem o acordo com o Hamas para libertar Shalit.
Ambos aderiram ao protesto de intelectuais israelenses renomados que exigem que Netanyahu aceite as condições do Hamas e liberte o soldado imediatamente.
Yatom e Ayalon participaram neste sábado de um ato de protesto no qual dezenas de artistas e escritores entraram em um "calabouço" montado em um estúdio cinematográfico para demonstrar sua identificação com Shalit.
De acordo com uma pesquisa de opinião 63% dos israelenses apoiam a troca de prisioneiros palestinos por Shalit.
Para o analista militar do site Ynet Ron Ben Ishai, "Shalit é o filho de todos os israelenses, mas o dilema sobre sua libertação também é de todos os israelenses".
O Hamas marca neste sábado os cinco anos desde a captura do soldado, divulgando um vídeo com os dizeres "Shalit não verá a luz do dia antes de nossos prisioneiros".
Hamas perde apoio em Gaza e na Cisjordânia

Hamas perde apoio em Gaza e na Cisjordânia

A grande maioria dos palestinos apoia o caminho do diálogo com Israel, seguido pela facção moderada Fatah, que encabeça a Autoridade Palestina, e rejeita a estratégia de "resistência" do grupo fundamentalista Hamas. Ao contrário do que ocorreu em 2006, o Hamas seria derrotado se houvesse eleições parlamentares.

Grande parte dos palestinos acredita que o governo de união nacional será implementado com êxito, mas teme o retorno das sanções internacionais como reação contra a inclusão do Hamas nele.

Esses são os principais resultados da última sondagem do Centro Palestino para Pesquisas sobre Políticas e Opinião (PSR), que a cada trimestre ouve uma amostra de 1.200 palestinos nos dois territórios (margem de erro de 3%), em um projeto patrocinado pela Fundação Konrad Adenauer, da Alemanha. Realizada entre os dias 16 e 18, é a primeira pesquisa de opinião depois do acordo firmado entre o Fatah e o Hamas, no mês passado.

De acordo com a sondagem, 61% dos palestinos "querem que o novo governo de reconciliação siga as políticas de paz e as propostas do presidente (Mahmoud) Abbas e da OLP (Organização de Libertação da Palestina, liderada pelo Fatah), em vez das do Hamas" - cuja linha de confrontação com Israel é apoiada por 18% dos entrevistados. Para 59% dos palestinos, o Fatah e o Hamas conseguirão a implementar o acordo de unificação da Cisjordânia (governada pelo Fatah) e da Faixa de Gaza (pelo Hamas), enquanto 37% acham que não vai dar certo. O otimismo com o cenário interno contrasta com o receio à reação internacional: 55% temem a volta das sanções econômicas, e 37% não esperam que isso ocorra.

O atual primeiro-ministro, Salam Fayyad, tecnocrata independente apoiado pelo Fatah, é o preferido de 45% dos entrevistados para continuar no cargo. Outros 22% aprovam o nome de Jamal Khodari, do Hamas. Se as eleições marcadas para dentro de um ano ocorressem agora, Abbas, que tem insistido em negociar com Israel apesar da falta de resultados, seria reeleito com 54% dos votos, enquanto o primeiro-ministro da Faixa de Gaza, Ismail Haniyeh, do Hamas, teria 38%.