31 de mai. de 2011

Jerusalém Indivisível

Jerusalém Indivisível

A Torá, entregue por D'us aos judeus no Monte Sinai, deixa claro a herança da Terra de Israel ao povo de Israel. Yerushalayim, Jerusalém, certamente é indivisível e inegociável. Os povos que tantas vezes travaram guerra por Jerusalém e destruíram seus dois Templos Sagrados, deveriam ter observado melhor e ter continuado a compartilhar de seus benefícios, ao invés de destruí-la.

No tempo dos Templos Sagrados, 70 povos eram bem vindos e realizam sacrifícios a D'us, e jamais questionaram a terra como herança já que os fatos eram recentes e foram testemunhas no Sinai. Por que alguns povos profanaram e precisaram destruir este equilíbrio e harmonia existente?
Por ciúmes, inveja e ódio. 

Hoje a situação torna-se difícil e delicada. Muitas concessões foram feitas em troca de paz, mas a paz não se concretizou. Onde está a troca? 

Há uma pequena história que ilustra em que situação nos encontramos hoje.

Havia um grupo de chassidim que queria fazer um farbrenguen, reunião chassídica, e estavam a procura de um local, quando então um deles sugeriu um determinado porão.

"Mas é demasiado escuro lá em baixo", comentou um.

"Não se preocupe", respondeu seu amigo, "é assim somente no início, até que seus olhos se acostumem a ela, mas assim que se habituarem com a escuridão, você já não percebe mais que está escuro".

Ao escutar isto, seu amigo respondeu, "este é o problema, uma vez que você se acostuma com a escuridão você não se lembra que está sentado no escuro..."

Estamos no exílio por tanto tempo que nos acostumamos a isto, não nos damos conta de que não estamos onde supostamente deveríamos estar. Esquecemos que fomos guiados para fora de nossa terra e que nosso Templo foi destruído. 

Olhamos para a terra de Israel, um local que devemos estar sempre conectados.

Nos encontramos na parte mais escura do túnel, mas onde há uma luz brilhante no seu final, a iminente chegada de uma nova era onde a verdade será revelada. É isto que nos leva a permanecer seguindo em frente e o que garantirá definitivamente o reconhecimento por todos de Jerusalém como capital eterna do povo judeu, aberta ao mundo, como sempre esteve.
O que Israel deveria fazer agora?

O que Israel deveria fazer agora?


  Por Rabino YY Jacobson
 
O Presidente Obama apresentou seu projeto para a paz no Oriente Médio: Israel deve retirar-se às suas fronteiras anteriores a 1967. Um Estado Palestino precisa ser criado, viável e soberano. Israel deve ser reconhecido e sua segurança garantida.

Eu gostaria que fosse de outra forma, mas as palavras do Presidente demonstram profunda ignorância da realidade. Vamos esclarecer alguns dos pontos vitais em jogo, não baseados em ilusões, mas em fatos.

Pergunta:
Por que Israel não pode simplesmente retirar-se para suas fronteiras pré-1967 e dar um basta ao conflito atual?

Resposta:
O atual conflito entre Israel e os árabes nada tem a ver com a ocupação de 1967. Considere os seguintes fatos:

1 – A Organização de Libertação da Palestina, conhecida hoje como Autoridade Palestina, foi fundada em 1964, numa época em que os “territórios ocupados” estavam sobre controle da Jordânia. Não havia uma só colônia judaica nos territórios, nem qualquer “ocupação judaica”. Porém o cartel da OLP de 1964 até a data de hoje declara como sua meta a “destruição de Israel”.

2 – O que compeliu Israel em 1967 a capturar os territórios? Cinco países árabes – Jordânia, Síria, Egito, Iraque e Líbano, além da Arábia Saudita, criaram um plano para aniquilar Israel e “jogar os judeus no mar”. Israel lutou e venceu a guerra, incluindo os territórios a partir dos quais foi atacado.

Israel jamais procurou ocupar a Margem Ocidental, o Leste de Jerusalém, as Colinas de Golan, ou Gaza. A guerra que provocou a “ocupação” foi lançada sobre Israel. Porém este ponto crucial nunca é transmitido pela imprensa internacional e americana.

Tenha em mente que em 1967 os árabes controlavam 99,9 por cento dos países do Oriente Médio. Israel representava menos de um décimo de 1 por cento da extensão de terra. Porém até mesmo aquilo era demais para os árabes. Eles queriam tudo. Não importa quantas concessões de terra os israelenses fizessem, jamais seria suficiente. 

3 – Durante o verão de 2000 em Camp David, Yasser Arafat recebeu do Primeiro Ministro Israelense Ehud Barak a oferta de 98 por cento dos “territórios ocupados” e pela primeira vez um estado palestino com a capital na Jerusalém Ocidental. Arafat rejeitou a oferta israelense e iniciou 20 meses de derramamento de sangue em Israel. Arafat engoliu toda concessão israelense, transformou seu território num acampamento armado e então lançou uma onda de terror que durou mais de três anos e matou mais de 1000 israelenses.

4 – No verão de 2005, Israel retirou-se completamente de Gaza, que tinha obtido na guerra de 1967. Nem sequer um centímetro de terra permaneceu sob ocupação israelense. O então Primeiro Ministro Ariel Sharon acreditava que com nenhum só judeu em Gaza e com a ocupação israelense terminada, os árabes morando ali estariam agora dispostos a criar um estado que funcionasse, e a segurança aumentaria para os dois lados.

Ora, ocorreu exatamente o contrário. O Hamas entrou em Gaza e transformou-a numa infraestrutura terrorista, com um objetivo definido: destruir Israel. O resultado foi o aumento de ataques com foguetes vindos da Faixa de Gaza não-ocupada visando a atacar civis israelenses numa base diária. 

A noção grandemente divulgada de que o assassinato de judeus em Israel nada tem a ver com os “territórios ocupados” é um mito. Os territórios estão meramente sendo usados como uma justificativa para exterminar judeus e destruir seu país.

Pergunta:
Mesmo assim, por que Israel não pode demonstrar boa vontade pondo fim na “ocupação” e declarando um estado palestino? Isso traria esperança e daria um basta na psicologia da violência.

Resposta:
Alguém que exige este gesto por parte de Israel precisa ser ou tolo, ou cruel. É como exigir que uma pessoa com câncer dê ao seu tumor descontrolado o domínio em uma parte do corpo. Este “gesto” garantiria a sua morte.

O terror árabe, assim como o terror que vivemos no Onze de setembro, é um câncer. Os milhares de lutadores nos territórios não estão se opondo ao direito de Israel a uma parte da terra. Eles não reconhecem o direito de Israel de existir. Fazer as pazes com o câncer é um ato de guerra; declarar guerra contra o câncer é um ato de paz.

Infelizmente, até mesmo hoje, o cartel da assim chamada moderada Autoridade Palestina clama pela destruição de Israel. Toda e cada concessão territorial que Israel jamais fez, somente aumentou a violência, e nunca deixou a paz sequer um milímetro mais perto. Os árabes têm usado o território cedido para lançar ataques contra Israel e assassinar seus civis de uma proximidade maior. As concessões também têm demonstrado aos árabes que o terror é eficaz, e se o terror continuar, eles receberão ainda mais terra.

O currículo escolar na Margem Ocidental, na Jerusalém do Leste e em Gaza foi alterado para começar a ensinar às crianças sobre a importância da paz e da coexistência? Os imãs durante seus sermões semanais nas mesquitas mudaram seu jargão, exclamando que Israel não é a face do demônio? As comunidades árabes pararam de dar às ruas e bairros os nomes de terroristas suicidas que assassinaram civis israelenses?

Infelizmente, nada disso aconteceu. Ninguém na comunidade internacional exige isto como um pré-requisito para as negociações de paz. Enquanto as escolas israelenses ensinam que a paz é o nosso maior ideal, em toda escola árabe sem exceção Israel é retratado como o inimigo de D'us que deve ser destruído. Com essas realidades inalteradas, ceder mais territórios, remover bloqueios nas estradas, cessar a construção de casas para judeus, somente traria mais guerra, não paz.

A criação de um estado palestino seria uma tragédia para pessoas inocentes em toda a região, tanto judeus quanto árabes. Você não dá um país a pessoas que querem ver os seus filhos queimados vivos e seus adolescentes explodidos em pedaços. Este tipo de pessoas você destrói. Caso contrário, elas destruirão você e milhares de outras pessoas inocentes em todo o mundo.

As próprias negociações sobre um “estado palestino” são perigosas. São estes tipos de negociacões que têm garantido legitimidade a terroristas e os encorajado a continuar em sua trilha de destruição.

Como pessoas inteligentes podem dizer: “No final Israel terá de retornar à mesa de negociações?” Israel tem negociado terra em troca de paz durante anos; tem dado aos árabes o controle virtual sobre 90% dos territórios. O que isso tem trazido aos judeus? Sangue, sangue e mais sangue. Obviamente, deve-se procurar outra solução. 

Pergunta:
E quanto à injustiça moral da ocupação? Como Israel pôde ficar no país de outra nação, a nação palestina?

Resposta:
Chamar Israel de ocupante da Margem Ocidental e da Jerusalém do Leste é o mesmo que chamar os Estados Unidos de ocupantes de Nova Jersey. 

Antes de mais nada, a Bíblia – um livro abraçado por bilhões de muçulmanos e cristãos como a palavra de D'us, diz claramente que o país inteiro, incluindo a Margem Ocidental, Gaza e Jerusalém, é o presente eterno de D'us ao povo judeu. Leia a Bíblia e tire sua própria conclusão.

O povo americano é um povo moral que inclina a cabeça perante a verdade. Está na hora de os judeus começarem a declarar a verdade sem vergonha: “Israel não está ocupando nada além da sua própria terra; o Criador e Mestre do mundo inteiro deu essa terra aos judeus.”

Em segundo lugar, todo o conceito de “um povo palestino lutando pelo seu antigo país ocupado pelos judeus” nada mais é que uma mentira, um mito que tem se tornado uma verdade aceita pela imprensa americana.

Vamos refletir sobre um pouco de história:

Israel tornou-se uma nação em 1312 AEC, 2000 anos antes do nascimento do Islã. Quarenta anos depois, em 1272 AEC, os judeus conquistaram Erets Yisrael e desfrutaram o domínio sobre a terra durante mais de mil anos. Mesmo depois que os babilônicos e os romanos puseram um fim na soberania judaica, os judeus continuaram a residir ali em toda a sua história. Em resumo, os judeus têm tido uma presença contícua na terra de Israel pelos últimos 3300 anos.

E sobre o “povo palestino”? Israel não tirou a Margem Ocidental e a Velha Jerusalém de uma “nação palestina”. Esta nação jamais existiu na história da humanidade. Israel capturou esses territórios do Rei Hussein da Jordânia e a Faixa de Gaza do Egito depois que eles declararam guerra contra o estado judaico. Foi apenas em 1967, após a Guerra dos Seis Dias que os refugiados árabes em Israel começaram a se identificar como parte de um “povo palestino”. Não se pode deixar de perguntar por que todos esses palestinos de repente descobriram sua identidade nacional depois que Israel venceu a guerra, mas não durante a “ocupação jordaniana”?

A resposta a esse enigma é que jamais houve um país conhecido como Palestina, governado por palestinos. Os palestinos são árabes normais, indistinguíveis dos jordanianos, sírios, libaneses, iraquianos, egípcios, etc., que tem todos vivido há centenas de anos sob o domínio turco, e então após a Primeira Guerra Mundial, sob o domínio britânico. Não há um idioma conhecido como palestino. Não há uma cultura palestina distinta. Não há uma entidade conhecida como “povo palestino”.

A primeira vez que o nome Palestina foi usado foi em 70 EC, quando os romanos cometeram genocídio contra os judeus, destruíram o Templo e declararam que não haveria mais a Terra de Israel. A partir disso, os romanos prometeram, ali seria conhecido como Palestina. Essa região foi governada alternadamente por Roma, pelos islâmicos e pelos cruzados cristãos, pelo Império Otomano e, após a Primeira Guerra, pelos Britânicos.

(O nome foi derivado dos filisteus, um povo goliatiano conquistado pelos judeus séculos antes. Foi uma maneira de os romanos acrescentarem o insulto à injúria. Eles também tentaram mudar o nome Jerusalém para Aelia Capitolina, mas este durou ainda menos tempo no poder.)

Mark Twain fez um tour pela Palestina em 1867. Eis como ele descreveu aquela terra: “Um país desolado cujo solo é rico o suficiente mas é deixado apenas para as ervas daninhas. Uma região triste, silenciosa. Nunca vimos um ser humano durante toda a viagem. Mal havia uma árvore ou um arbusto em lugar algum. Até a oliveira e o cacto, os maiores amigos de um solo ruim, quase tinham abandonado o país.”

Onde era essa grande nação palestina? Não existia. Não estava lá. A Palestina era uma região sob o controle da Turquia.

Muitas pessoas não sabem que a Arábia Saudita somente foi criada em 1913, o Líbano em 1920, o Iraque não existia como nação até 1932, a Síria até 1941. As fronteiras da Jordânia foram estabelecidas em 1946 e do Kwait em 1961. Afirmar que O estado que Israel “roubou” o povo palestino de seu país simplesmente não é verdadeiro.

Pergunta:
Como Israel pode justificar o sofrimento de tantos inocentos árabes nos territórios?

Resposta:
Todo coração humano decente sofre pelas crianças, mulheres e homens árabes inocentes. Seu sofrimento evoca a compaixão de todos os homens com moral. Mas sejamos claros sobre o assunto. O sofrimento deles nada tem a ver com Israel. Sua profunda agonia é o resultado dos líderes árabes e palestinos que da maneira mais cínica os usaram como armas na sua sangrenta batalha contra Israel, roubando deles qualquer perspectiva de um futuro melhor.

Este abuso dos refugiados árabes por parte dos seus líderes começou em 1948. Os refugiados foram encorajados pelos líderes árabes a deixarem Israel, prometendo livrar a terra dos judeus. Sessenta e oito por cento deixaram suas casas sem nem sequer ver um soldado israelense.

Dos 100 milhões de refugiados após a Segunda Guerra Mundial, o deles é o único grupo de refugiados que não foi absorvido ou integrado nos países de seu próprio povo. Como disse o Primeiro Ministro Netanyahu hoje na Casa Branca, os refugiados judeus foram completamente absorvidos em Israel, um país que não é maior que o estadio de Nova Jersey. Porém os refugiados árabes intencionalmente não foram absorvidos ou integrados nos países árabes dos quais eles fugiram, apesar do vasto território árabe. Por quê? Porque os cínicos líderes árabes perceberam que o verdadeiro valor dos refugiados não era como irmãos árabes, mas como peões a serem usados contra Israel.

Pergunta:
Grande parte da comunidade internacional, dos acadêmicos e da imprensa condena Israel. Muitos alegam que Israel abusou e às vezes até mesmo massacrou palestinos nos territórios. É possível que Israel esteja certo e o resto do mundo esteja errado?

Resposta:
Não tenhamos vergonha de responder claramente. Você pode apostar sua vida que é possível! É verdade agora e sempre foi verdade. Avraham deu ao mundo o monoteísmo ético e o mundo inteiro lutou contra ele. Moshê ensinou ao mundo a liberdade individual e a moralidade universal e as super potências do mundo foram contra ele. Há apenas 65 anos o mundo assistiu em silêncio enquanto 1,5 milhão de crianças judias se desfizeram em fumaça. O mundo inteiro, então, estava certo?

A moralidade universal e o valor da vida foi o presente judaico ao mundo. Numa época em que o mundo inteiro estava acostumado a sacrificar crianças para os deuses pagãos, o povo judeu, sozinho num mundo hostil, declarou a palavra de D'us: “Não matarás.”

Se tivéssemos então ouvido o mundo, o assassinato hoje seria legal. Se ouvirmos o mundo hoje, o terrorismo amanhã se tornará a norma.

Como é cínico, como é cruel acusar Israel do massacre de civis palestinos. Toda a cultura do estado judeu está baseada na valorização de cada vida humana, Israel sempre sacrificou seus filhos para assegurar a segurança dos civis árabes. Israel restringiu-se durante anos nos territórios apesar das contínuas matanças de crianças, mulheres e homens judeus.

Na história do estado judaico, quantos terroristas suicidas judeus se explodiram em comunidades árabes?
Quantos ônibus árabes foram explodidos pelos judeus?

Quantas pizzarias, shopping centers, discotecas e restaurantes árabes foram destruídos por terroristas judeus?

Quantos aviões foram sequestrados por judeus?

Quantas festas do Ramadan foram alvo de bombas dos judeus?

Quantos árabes foram linchados em cidades israelenses, ou atletas olímpicos árabes foram assassinados por judeus? Quantas embaixadas árabes foram bombardeadas por judeus?

Quantas mesquitas, cemitérios e escolas religiosas foram bombardeadas ou profanadas por judeus no Norte da África, França, Bélgica, Alemanha, Inglaterra ou em qualquer outro país?

Quantas escolas judaicas contêm livros alegando que os árabes envenenam poços, usam sangue cristão para assar pão pita, controlam as finanças do mundo e são obra do demônio? Quantos alegam que os idosos árabes se encontram secretamente para planejar um domínio do mundo?

E agora, os árabes têm a chutzpá de continuamente acusar Israel de massacres! E o mundo inteiro aceita isso?

Pergunta:
Os árabes alegam que estão lutando contra a brutal ocupação israelense, que os privou de sua dignidade e humanidade.

Resposta:
Seria tolice alegar que “Israel nunca fez nada de errado” aos árabes vivendo nos territórios. Obviamente, Israel tem cometido erros. Porém permanece o fato de que os árabes vivendo sob o governo israelense tem desfrutado mais direitos civis que os árabes vivendo em qualquer país árabe. A imprensa árabe na Margem Ocidental tem estado entre as mais vivas e livres no mundo árabe, e rotineiramente ataca seu “ocupante”.

Quando foi a última vez que um sírio, iraquiano, líbio ou saudita atacou publicamente um de seus líderes? Como a Síria está tratando seus protestadores enquanto eu escrevo? E o Irã? E a Líbia?

Pergunta:
Neste caso, qual é a solução para o conflito?

Resposta:
Enquanto o status do país inteiro permanecer ambíguo, a campanha de terror contra Israel vai continuar. Enquanto os terroristas virem a oportunidade de pegar mais terras e atacarem Israel mais de perto, eles não fecharão sua agenda. Israel deveria erguer-se e dar um fim à ambivalência sobre a posse judaica da terra; isso deve parar de intoxicar os terroristas. Israel deve declarar claramente que “Até que a cultura e a educação de toda a população palestina mudem, não haverá mais negociações sobre nem sequer um centímetro da Terra de Israel. Temos tentado negociar terra em troca de paz com nossos vizinhos; oferecemos a eles 98 por cento dos territórios e um estado independente lado a lado com o nosso estado. Porém eles retribuíram enviando terroristas suicidas às nossas pizzarias, cafés, supermercados e ruas. Reduziram a pedaços centenas de judeus inocentes. Não se pode dar terra a líderes que ensinaram seu povo a celebrar a morte de judeus.”

Israel deveria permitir que qualquer um que desejar partir para outro país fazê-lo. Então deveria entrar e alegar sua soberania permanente sobre todos os territórios. Isso salvaria não apenas incontáveis vidas de judeus, mas também muitas vidas árabes. Limparia de uma vez por todas a região do contínuo derramamento de sangue e terror.

As concessões de Israel devidas à intensa pressão mundial foram uma tolice. A política sobrepuja a segurança; a moralidade foi derrotada pelo medo. Exigir que Israel se retire de qualquer território é o mesmo que pedir ao Estado Judaico que ajude a cometer suicídio. O fato de isso conseguir qualquer encorajamento dos Estados Unidos ou de seu secretário de estado é uma desgraça.

É semelhante a alguém pedir ao cirurgião para parar a cirurgia antes de terminar porque a visão do sangue é repugnante. O acobertamento a curto prazo dos focos de terror somente permitirão o progresso das organizações terroristas a longo prazo.

A melhor maneira de trazer a paz genuína à guerra árabe-israelense é Israel colcoar um fim a quaisquer negociações futuras sobre a terra. Israel deve assumir pleno controle militar e de segurança sobre todos os territórios sob a bandeira unida de um só país, Erets Israel.

Isto não é uma ocupação. É a Terra de Israel, dada por D'us ao povo judeu. É moral e justo. Vamos estabelecer este fato claramente de uma vez por todas: esta é a terra judaica, não árabe. Os árabes que quiserem desistir de matar judeus vão desfrutar a liberdade religiosa, direitos civis, igualdade entre os gêneros e liberdade de expressão, privilégios que a maioria deles jamais teve em seus próprios países. Aqueles que não conseguem tolerar viver sob um país judaico unido deveriam ser convidados a emigrar.

Todos os outros caminhos sugeridos são meramente ilusões românticas que trarão sofrimento contínuo a judeus e árabes inocentes. Vamos todos nós, judeus e pessoas de moral nos unir e encorajar Israel em sua campanha para trazer vida e paz a todas as pessoas de bem na região, judeus e árabes.
O ódio a Israel

O ódio a Israel


Rodrigo Constantino

“Não é possível discutir racionalmente com alguém que prefere matar-nos a ser convencido pelos nossos argumentos.” (Karl Popper)


As recentes declarações do presidente Obama reacenderam o debate sobre o confronto entre Palestina e Israel. Todos gostam de emitir opinião sobre o assunto, mesmo sem embasamento. Não pretendo entrar na questão histórica em si, até porque isso foge da minha área de conhecimento. Mas gostaria de colaborar com o debate pela via econômica.
Do meu ponto de vista, há muita inveja do relativo sucesso israelense. A tendência natural é defender os mais fracos. Isso nem sempre será o mais justo.

O antissemitismo é tão antigo quanto o próprio judaísmo. Os motivos variaram com o tempo. Mas, em minha opinião, não podemos descartar a inveja como fator importante. A prática da usura era condenada pelos católicos enquanto os judeus desfrutavam de sua evidente lógica econômica. Shakespeare retratou o antissemitismo de seu tempo em seu clássico “O mercador de Veneza”, em que Shylock representa o típico agiota insensível. Marx, sempre irresponsável com suas finanças, usou os judeus como bode expiatório para atacar o capitalismo. O nacional-socialismo de Hitler foi o ponto máximo do ódio contra judeus.
Vários países existem por causa de decisões arbitrárias de governos, principalmente após guerras. Israel é apenas mais um. Curiosamente, parece que somente Israel não tem o direito de existir. Culpa- se sua existência pelo conflito na região, sem levar em conta que os maiores inimigos dos muçulmanos vêm do próprio Islã. O que Israel fez de tão terrível para que mereça ser “varrido do mapa”, como os fanáticos defendem?

Israel é um país pequeno, c riado apenas em 1948, contando hoje com pouco mais de sete milhões de habitantes. Ao contrário de seus vizinhos, não possui recursos naturais abundantes, e precisa importar petróleo. Entretanto, o telefone celular foi desenvolvido lá, pela filial da Motorola. A maior parte do sistema operacional do Windows XP foi desenvolvida pela Microsoft de Israel.

O microprocessador Pentium-4 foi desenvolvido pela Intel em Israel. A tecnologia da “caixa postal” foi desenvolvida em Israel. Microsoft e Cisco construíram unidades de pesquisa e desenvolvimento em Israel. Em resumo, Israel possui uma das indústrias de tecnologia mais avançadas do mundo.

O PIB de Israel, acima de US$ 200 bilhões por ano, é muito superior ao de seus vizinhos islâmicos. A renda per capita é de quase US$ 30 mil. Apesar da pequena população e da ausência de recursos naturais, as empresas i sraelenses exportam mais de US$ 50 bilhões por ano. A penetração da internet é uma das maiores do mundo. Israel possui a maior proporção mundial de títulos universitários em relação à população.

Lá são produzidos mais artigos científicos per capita que em qualquer outro país. Israel tem o maior IDH do Oriente, e o 15º do mundo. Não custa lembrar que tudo isso foi conquistado sob constante ameaça terrorista por parte dos vizinhos, forçando um pesado gasto militar do governo. Ainda assim, o país despontou no campo científico e tecnológico, oferecendo enormes avanços para a humanidade.

Quando comparamos a realidade israelense com a situação miserável da maioria dos vizinhos, fica mais fácil entender parte do ódio que é alimentado contra os judeus. Claro q ue fatores religiosos pesam, assim como o interesse de autoridades islâmicas no clima de guerra. Nada como um inimigo externo para justificar atrocidades domésticas. Mas as gritantes diferenças econômicas e sociais sem dúvida adicionam lenha à fogueira.

Como agravante, Israel é uma democracia parlamentar, enquanto a maioria dos vizinhos vive sob regimes autoritários que ignoram os direitos humanos mais básicos. Isso para não falar das gritantes diferenças quanto às liberdades femininas. Israel não é um paraíso. Longe disso. Seu governo comete abusos que merecem repúdio. Mas, perto da realidade de seus vizinhos islâmicos, o contraste é chocante. Será que isso tem alguma ligação com o ódio a Israel e o constante uso de critérios parciais na hora de julgar os acontecimentos na região? O sucesso costuma despert ar a inveja nas almas pequenas, vide o antiamericanismo patológico que ainda sobrevive na esquerda latino-americana. 

Em tempo: O ministro brasileiro da Ciência e Tecnologia deveria aprender com Israel como produzir tecnologia de ponta, com ampla abertura econômica e investimento em educação, em vez de tentar resgatar o fracassado protecionismo, no afã de estimular a indústria nacional.

RODRIGO CONSTANTINO- é economista. 

30 de mai. de 2011

EUA sancionam empresa de Israel por fazer negócios com Irã

EUA sancionam empresa de Israel por fazer negócios com Irã


A revelação de que uma empresa israelense fez negócios com o Irã gerou um escândalo em Israel, país que mais pressiona por medidas contra a República Islâmica e seu programa nuclear.
Na semana passada, os EUA anunciaram sanções ao conglomerado israelense Irmãos Ofer pela venda de um navio petroleiro a uma empresa iraniana em 2010.
A transação, de US$ 8,6 milhões (R$ 13,8 milhões) teria sido feita pela Tanker Pacific, subsidiária do grupo Ofer em Cingapura.


O resultado, segundo o Departamento de Estado americano, foi a venda do petroleiro à
empresa iraniana IRISL (Islamic Republic of Iran Shipping Lines), que está na lista negra dos EUA por atividades de suporte à proliferação nuclear.

O anúncio colocou sob pressão o multibilionário conglomerado israelense de transporte, mas também criou um grande constrangimento para o governo. Relações comerciais com um país inimigo, como o Irã, é considerado crime em Israel.
A primeira reação do grupo Ofer foi negar que manteve relações comerciais com o Irã. Mas investigações da imprensa israelense mostraram que seus navios atracaram diversas vezes em portos iranianos na última década.

A comissão econômica do Parlamento convocou uma sessão de emergência para esta segunda-feira depois que o conglomerado afirmou ter recebido luz verde do governo para atracar no Irã. O governo nega.
"Israel tem uma política muito clara em relação ao Irã. Ninguém pode ter nenhum contato com o país", reiterou no domingo (29) o premiê Binyamin Netanyahu.

REPERCUSSÃO


Na imprensa local, o caso está sendo visto como a confirmação de antigas suspeitas de
relações comerciais de empresas israelenses com o Irã, por meio de triangulações com outros países.


Yossi Melman, especialista em espionagem do jornal "Haaretz", chamou de "hipócrita" a atitude do governo israelense. "Israel prega ao mundo inteiro sobre a necessidade de sanções contra o Irã, mas não faz nada contra elas", escreveu Melman.

Em mais um lance da guerra de informação, fontes ligadas ao grupo Ofer deram a entender que os navios atracados no Irã fizeram parte de uma operação de espionagem.

"Os israelenses tem o direito de saber se os irmãos Ofer são heróis ou vilões", disse o deputado Arieh Eldad, que pediu uma investigação do Procurador Geral sobre o escândalo.
O Irã negou a notícia. "Navios israelenses não ousam atracar em portos iranianos", disse o vice-diretor da organização iraniana de portos, Mohsen Sadeqifar. Pela lei iraniana, também é proibido negociar com empresas israelenses.
Ativistas pedem que Israel não bloqueie nova flotilha para Gaza

Ativistas pedem que Israel não bloqueie nova flotilha para Gaza

Ativistas pró-palestinos pediram na segunda-feira a Israel que não interfira no comboio de auxílio programado para chegar a Gaza no fim de junho, quase um ano depois que soldados israelenses atacaram um navio de ajuda humanitária matando oito turcos e um turco-americano.
Em uma entrevista coletiva no deque do Mavi Marmara, barco onde aconteceu o confronto em 31 de maio de 2010, a coalizão de 22 grupos de ativistas pediu para que os governos garantam que o incidente não aconteça novamente.
O chefe da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-Moon, pediu aos governos que desencorajassem os ativistas e as tentativas de envio de um novo comboio. A Turquia explicou a eles os riscos de tentar quebrar o bloqueio naval de Israel em Gaza, mas ressaltou que a segurança do comboio estava fora do controle governamental.
Gaza é controlada pelo movimento radical islâmico Hamas, que defende a destruição de Israel e é visto como um grupo terrorista por potências ocidentais, incluindo os Estados Unidos e a União Europeia. Israel diz que bloqueia o acesso à costa da faixa de Gaza para impedir a importação de armas.
"Eles não vão atacar. Não acreditamos que eles vão repetir o mesmo erro gigantesco contra a humanidade", disse Huseyin Oruc, porta-voz da entidade de caridade islâmica turca IHH que organizou a expedição alvo de ataque no ano passado. Os ativistas fizeram um minuto de silêncio em homenagem aos mortos em 2010.
"Será o Mavi Marmara, será um barco da paz e os outros 14 barcos também serão navios da paz", disse na coletiva.
Nesta segunda-feira o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Ahmet Davutoglu, disse que o ônus está sobre Israel para evitar que o banho de sangue se repita, acrescentando que o país deveria acabar com o bloqueio ilegal que deixa 1,5 milhão de palestinos vivendo no enclave.
Milhares de jovens israelenses celebram 'reunificação' de Jerusalém

Milhares de jovens israelenses celebram 'reunificação' de Jerusalém


'Dia de Jerusalém' é comemorado em Israel, mas árabes marcaram manifestações contra ocupação
Jovens israelenses marcham para comemorar o 'Dia de Jerusalém' nesta segunda

JERUSALÉM - Mais de dez mil jovens israelenses procedentes de diferentes pontos do país marcharam nesta segunda-feira, 30, pelo centro de Jerusalém para comemorar a "reunificação" da cidade em 1967, quando se deu a ocupação de sua parte leste.

Os jovens, em sua maioria estudantes, participaram de um ato do "Dia de Jerusalém", data que marca a anexação da cidade, dividida até 1967. No evento representantes dos kibutzim e de prefeituras de cidades israelenses estiveram representados, segundo os organizadores do evento.

A passeata começou com um ato no Parque da Independência, no centro da cidade. Os estudantes estenderam centenas de bandeiras de Israel e gritaram frases a favor de Jerusalém como capital do Estado judeu. Na última semana o premiê Benjamin Netanyahu voltou a insistir que a cidade não será dividida, em discurso no Congresso americano.

Soldado capturado

A marcha também lembrou o soldado israelense Gilad Shalit, capturado há quase cinco anos pelo braço armado do Hamas, na fronteira com a Faixa de Gaza. O pai do militar, Noam Shalit, participou do ato e discursou diante dos presentes.

Segundo a Efe, a marcha terminou no Parque Sacher com a participação do presidente israelense, Shimon Peres, e do prefeito da cidade, Nir Barkat. 

44 anos

A passeata teve por objetivo "saudar a cidade" às vésperas do 44º aniversário da Guerra dos Seis Dias, em 1967. Os israelenses comemoram a "reunificação" de Jerusalém, com a conquista da parte leste da cidade. 

Para os árabes, contudo, a data será marcada com manifestações, agendadas para o próximo domingo. Eles acusam Israel de ocupar Jerusalém leste, que eles exigem como capital de um futuro Estado palestino. 

Em meados de maio a "nakba", a "catástrofe" palestina foi marcada com manifestações ao longo das fronteiras de Israel com Síria, Líbano e Faixa de Gaza. A data marca a independência de Israel e é considerada pelos árabes como uma tragédia. Espera-se que as imagens de maio se repitam no próximo domingo.

Cerca de 450 mil israelenses judeus e 230 mil árabes vivem em Jerusalém. Embora a cidade tenha sido declarada por Israel em 1981 como sua capital "eterna e indivisível", a comunidade internacional nunca reconheceu essa anexação.

Cinco presos

Forças de segurança israelense realizaram uma ação no subúrbio de Al-Bireh, em Ramallah, e detiveram cinco palestinos, disseram à AFP funcionários de segurança palestinos. Três dos detidos são de Amrine, cidade próxima de Nablus, na Cisjordânia. Eles foram presos no restaurante onde trabalham. 

Outros dois, da mesma área, foram detidos numa casa nas proximidades, disseram as fontes. Um porta-voz israelense disse apenas que dois palestinos procurados foram presos perto de Ramallah. Soldados israelenses costumam realizar prisões em cidades da Cisjordânia, embora elas geralmente ocorram durante a noite. 

Iom Ierushalayim - História

Iom Ierushalayim - História





Iom Ierushalayim
Data Hebraica: 28 de Iyar de 5771
Data: 1 de Junho de 2011
Durante a Guerra dos Seis Dias Israel conquistou e libertou Jerusalém, permitindo que fosse sua capital única e eterna. A partir de então, foi concedido direito para que pessoas de todas as religiões tivessem acesso aos seus locais sagrados.



JERUSALÉM: Três mil anos de História
©Jane Bichmacher de Glasman
                                           


"Se eu me esquecer de ti , ó Jerusalém,
que a minha mão direita esqueça a sua destreza.

Apegue-se a minha língua ao céu da boca, se me não lembrar de ti,
se não colocar Jerusalém acima da minha maior alegria."
(Salmos 137: 5-6)
O Rei Davi fez de Jerusalém a capital do seu reino e o centro religioso do povo judeu em 1003 AEC. Cerca de 40 anos mais tarde, seu filho Salomão construiu o Templo (centro religioso e nacional do povo de Israel) e transformou a cidade em próspera capital de um Império que se estendia do Eufrates até o Egito.


Nabucodonosor, rei da Babilônia, conquistou Jerusalém em 586 AEC, destruiu o Templo e exilou o povo. Cinqüenta anos depois, com a conquista da Babilônia pelos persas, o rei Ciro permitiu que os judeus retornassem à sua pátria e lhes concedeu autonomia. Eles construíram o segundo Templo, no local do primeiro, e reconstruíram a cidade e suas muralhas.
Alexandre, o Grande, conquistou Jerusalém em 322 a.EC.. Após a sua morte, a cidade foi governada pelos ptolomeus do Egito e mais tarde pelos selêucidas da Síria. A helenização da cidade atingiu o auge sob o rei selêucida Antíoco IV; a profanação do Templo e a tentativa de anular a identidade judaica deram origem a uma revolta.

 Liderados por Judas, o Macabeu, os judeus derrotaram os selêucidas, reconsagraram o Templo (em 164 AEC) e restabeleceram a dinastia judaica sob os Hasmoneus, que se conservou no poder por mais de 100 anos, até Pompeu impor a lei romana sobre Jerusalém. Herodes, o rei idumeu, governou a Judéia de 37 AEC até 4 EC. Ele estabeleceu instituições culturais, erigiu magníficas construções e reformou o Templo, transformando-o num esplendoroso edifício. 
Após a morte de Herodes, o governo romano tornou-se cada vez mais opressivo. Em 66 E.C., irrompeu a revolta dos judeus contra Roma.
Durante poucos anos, Jerusalém viu-se livre da opressão estrangeira, até que em 70 E.C., as legiões romanas comandadas por Tito, conquistaram a cidade e destruíram o Templo.
A independência judaica foi restaurada por breve período, durante a revolta de Bar Kochba (132-135), mas os romanos triunfaram mais uma vez, e os judeus foram proibidos de entrar em Jerusalém. A cidade foi reconstruída com feições  romanas        e o nome mudou para Aelia Capitolina .
Por um século e meio, Jerusalém foi uma pequena cidade provinciana. Esse quadro modificou-se radicalmente quando o imperador bizantino Constantino transformou Jerusalém em um centro cristão. A Basílica do Santo Sepulcro (335) foi a primeira de um grande número de majestosas construções que se ergueram na cidade.
Em 634, com o enfraquecimento do Império Romano, exércitos mulçumanos invadiram o país. Em 638, Jerusalém foi conquistada pelo Califa Omar. 
Apenas sob o reinado de Abdul Malik, que construiu a mesquita do Domo da Rocha (ou Mesquita de Omar, em 691), um califa lá se assentou. Após um século da dinastia omíada de Damasco, Jerusalém passou a ser governada pela dinastia dos abássidas de Bagdá (em 750), época na qual começou o declínio da cidade.
Os cruzados conquistaram Jerusalém em 1099, massacraram seus habitantes judeus e muçulmanos e fizeram de Jerusalém a capital do reino. Sob o domínio dos cruzados, sinagogas foram destruídas, velhas igrejas foram reconstruídas e mesquitas transformadas em templos cristãos. Os cruzados dominaram Jerusalém até 1187, quando a Cidade foi conquistada por Saladino, o Curdo.
Os mamelucos - aristocracia militar feudal do Egito - governaram Jerusalém a partir de 1250. Eles reconstruíram numerosos edifícios, mas viam a cidade somente como um centro teológico muçulmano e, com negligência e impostos exorbitantes levaram-na à ruína econômica.
Os turcos otomanos, cujo domínio prolongou-se por 4 séculos, conquistaram a cidade em 1517. Suleiman, o magnífico, reconstruiu as muralhas (1537),        construiu o reservatório do Sultão e instalou fontes públicas por toda a Cidade. Após sua morte, as autoridades centrais em Constantinopla demonstraram pouco interesse por Jerusalém. Durante os séculos XVII e XVIII, ela viveu um de seus piores períodos de decadência.
Jerusalém tornou a prosperar a partir da segunda metade do século XIX, com o crescente número de judeus que retornavam à sua pátria ancestral, o declínio do Império Otomano e o interesse renovado da Europa pela Terra Santa.
O exército britânico, comandado pelo general Allenby, conquistou Jerusalém em 1917. Entre 1922 e 1948 ela foi a sede administrativa das autoridades britânicas na Terra de Israel (Palestina), que fora entregue à Grã-Bretanha pela Liga das Nações após o desmantelamento do Império Otomano, no fim da Primeira Guerra Mundial. A cidade se desenvolveu rapidamente, crescendo rumo ao oeste, o que ficou conhecido como a "Cidade Nova".
 Com o término do mandato Britânico em 14 de maio e com a resolução da ONU de        29 de novembro de 1947, Israel proclamou sua independência e Jerusalém tornou-se a capital do país.
Opondo-se ao estabelecimento do novo Estado, os países árabes lançaram-se num ataque de várias frentes, que resultou na Guerra da Independência, de 1948 a 1949. As linhas de armistício, traçadas ao final da guerra, dividiram Jerusalém em duas partes: a cidade Velha e áreas ao norte e ao sul sob domínio da Jordânia, e Israel com o controle das partes ocidental e sudoeste da cidade.
Jerusalém foi reunificada em junho de 1967, como resultado de uma guerra na qual a Jordânia tentou se apoderar da parte ocidental da cidade. O quarteirão judeu da Cidade Velha, destruído sob o domínio jordaniano, foi restaurado e os israelenses puderam de novo visitar seus lugares santos, o que lhes tinha sido negado desde 1948.
Sob o domínio israelense, nenhum esforço tem sido poupado no sentido de manter viva sua herança física e espiritual, e de serem preservados as marcas tangíveis do seu passado.


Traduzido e adaptado por Jane B. de Glasman do site do Ministério de Relações Exteriores de Israel Ministry of Foreign Affairs  www.israel-mfa.gov.il
 Publicado em Visão Judaica 79, maio de 2009.


Israel aprova plano para reforçar presença judaica em Jerusalém

Israel aprova plano para reforçar presença judaica em Jerusalém


Netanyahu na reunião especial do Conselho de Ministros realizada no Museu da Torre de David, na Cidade Velha de Jerusalém

O governo israelense aprovou neste domingo um plano de desenvolvimento para Jerusalém que busca reforçar a presença do Estado judaico no local, por ocasião do 44º aniversário da ocupação do lado oriental da cidade sagrada na Guerra dos Seis Dias de 1967, parte até então controlada pelos palestinos.

O executivo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, adotou a decisão em reunião especial do Conselho de Ministros realizada no Museu da Torre de David, na Cidade Velha de Jerusalém. "O governo e a nação estão comprometidos com Jerusalém, que é um dos pilares da unidade do povo israelense", declarou o premiê.

O chamado Plano de Desenvolvimento Marom prevê um financiamento especial para Jerusalém, que inclui US$ 42 milhões para promover investimentos em turismo e hotelaria na cidade e outros US$ 20,5 milhões para promover pesquisas em biotecnologia.
Netanyahu aproveitou a reunião de seu gabinete para elogiar o "apoio" que obteve na terça-feira passada do Congresso dos Estados Unidos na questão de Jerusalém. "Nos últimos 44 anos, a cidade permaneceu unificada e retornamos à terra de nossos antepassados", ressaltou o chefe do Executivo israelense, para quem o "amplo apoio a esses princípios é um valor inalienável ao Estado de Israel". "O mundo sabe que a nação de Israel e nossos amigos são leais a Jerusalém e a seu legado."

Em discurso no Congresso americano, Netanyahu ressaltou que Jerusalém continuará sendo a capital única e indivisível do povo judeu, descartando as aspirações palestinas de ver a parte leste da cidade, ocupada por Israel em 1967, como capital de um futuro Estado palestino independente. "O governo tem a obrigação de construir em Jerusalém, que é o coração da nação", reiterou Netanyahu neste domingo, sem especificar em que parte da cidade serão realizadas as novas construções.

29 de mai. de 2011

Uma pedra no caminho da paz

Uma pedra no caminho da paz

Aron Heller
Associated Press
Jerusalém - Durante sua viagem a Washington nesta semana, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou repetidamente que as fronteiras do país anteriores a junho de 1967 são “indefensáveis”. Uma retirada completa da Cisjordânia, região montanhosa estratégica em relação ao centro de Israel, certamente deixaria o país mais vulnerável a ataques ou invasões. Mas alguns especialistas dizem que mísseis de longo alcance, armas de destruição em massa e guerra cibernética mostram que os riscos no mundo moderno estão em outro lugar - especialmente se a Palestina se desmilitarizar no futuro.
Charles Dharapak/AP/AEPrimeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu recusou proposta das fronteiras pré-1967, apresentada pelo presidente ObamaPrimeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu recusou proposta das fronteiras pré-1967, apresentada pelo presidente Obama
A questão das fronteiras agora está no cerne das últimas tensões nos esforços de paz no Oriente Médio. Na busca por desfazer um impasse de oito meses, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama propôs na semana passada que Israel se comprometa a estabelecer um Estado Palestino com base em suas fronteiras antes da guerra de 5 a 10 de junho de 1967, quando os israelenses tomaram a Cisjordânia, Jerusalém Oriental e a Faixa de Gaza. Os palestinos reivindicam as três áreas para seu Estado. Israel retirou-se totalmente de Gaza em 2005. Mas o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que a retirada das outras áreas, mesmo como parte de um acordo de paz, prejudicaria a segurança do seu país em alguma escala.

Uma volta às fronteiras de 1967 deixaria Israel com apenas 15 quilômetros de território em seu ponto mais estreito, Jerusalém cercada por terras palestinas em três lados e o principal aeroporto do país a poucos quilômetros da fronteira. Se um conflito tiver início, as maiores cidades de Israel estariam vulneráveis a disparos de foguetes e outros ataques.

Entretanto, especialistas ressaltam que Israel começou a guerra de 1967 - a vitória militar mais decisiva de sua história - partindo dessas mesmas fronteiras. Hoje, a superioridade militar esmagadora do país o deixa em uma posição vantajosa para se defender de qualquer ameaça externa.

“A geografia tem um papel limitado na guerra. O que você realmente não deseja é que as pessoas o odeiem no outro lado”, afirmou Martin Van Creveld, um historiador militar da Universidade Hebraica, em Jerusalém. Ele disse que a insistência de Netanyahu para que Israel mantenha o controle do vale do Jordão, uma região estratégica na fronteira ocidental entre Cisjordânia e Jordânia, seria mais importante para a segurança do país, mas não é “absolutamente necessária”.

Até mesmo Obama não espera uma volta às fronteiras como eram exatamente em 1967. Em alguns discursos, ele disse que um tratado de paz deveria ser “baseado nas fronteiras de 1967 com trocas acordadas mutuamente”.

Os palestinos aceitaram essa posição. Mas eles visam apenas a pequenas modificações das fronteiras antigas, e esperam em troca uma quantidade igual de território dentro do que agora é Israel. Netanyahu sinalizou que isso seria inaceitável. No entanto, dois premiês israelenses anteriores - Ehud Barak and Ehud Olmert - ofereceram tratados de paz aos palestinos que incluiriam uma retirada próxima do que eram as fronteiras de 1967. Um terceiro, Ariel Sharon, considerou essas fronteiras “ponto de referência” segundo seu assessor Dov Weisglass.

O legislador israelense Isaac Ben-Israel, ex-general da Força Aérea, disse que a questão envolve muito menos considerações militares e mais política e relações entre vizinhos. Ele lembrou que Holanda e Bélgica tem “fronteiras indefensáveis” e que no passado estiveram suscetíveis à invasão. “Mas não significa que isso tenha deixado de ser questão agora porque eles esses países não têm inimigo externo”, disse.

Ele afirmou que o ponto de vista do primeiro-ministro sobre as fronteiras carrega uma perspectiva pessimista de que a paz necessariamente não vai significar o cessar de hostilidades.

Netanyahu ganha apoio de israelenses

A opinião pública parece concordar com Netanyahu. Segundo uma pesquisa publicada no dia 25 de maio, 61% dos israelenses se opõem à fórmula das fronteiras de 1967 com trocas de territórios como base para um acordo com os palestinos, enquanto apenas 27% são a favor. A pesquisa do Instituto Geocartografia entrevistou 500 judeus israelenses e tem uma margem de erro de 4 pontos porcentuais.

Giora Eiland, outro general aposentado, disse que os militares de Israel nunca assumiram que a paz traria a tranquilidade e que sob essas circunstâncias o controle de terras é importante.

Enquanto mísseis de longo alcance já conseguiriam atingir todo o país, ele disse que uma retirada da Cisjordânia colocaria o coração de Israel - Jerusalém, o aeroporto e a região de Tel Aviv - acessível a foguetes de curto alcance e morteiros iguais aos que tornaram sofrida a vida dos israelenses vivendo próximo a Gaza.

Ele acrescentou que um estado desmilitarizado, que os palestinos dizem aceitar, impediria a ameaça de tanques, artilharia e aviões de combate, mas não seria capaz de evitar o contrabando de armas e mísseis anti-tanque. Militantes do Hamas levaram essas armas a Gaza e usaram contra alvos israelenses. “É impossível inspecionar esses tipos de armas e não há maneira efetiva de pará-las”, afirmou Eiland, ex-conselheiro de segurança nacional de Israel. Ele disse que o país ficaria especialmente vulnerável uma vez que se espera que a maioria das trocas de terras seria empregada para anexar blocos de assentamentos existentes em vez de garantir pontos estratégicos importantes, como áreas fora de Jerusalém ou perto do aeroporto Ben-Gurion.

“O ponto de partida é que essas fronteiras são muito desconfortáveis para nós”, disse. Eiland, que saiu do cargo de conselheiro de segurança em 2006, disse que nas discussões internas naquela época, membros do governo israelense falaram em 12% da Cisjordânia como o mínimo que Israel deveria manter para garantir suas necessidades mais básicas de segurança.

Durante as negociações de paz de 2008, Olmert propôs manter cerca de 6%, enquanto os palestinos sugeriram dar a Israel apenas 1,9%.

Van Creveld, especialista militar, argumentou que alguns dos enclaves de assentamentos que Israel deseja manter já tornam as fronteiras ainda mais indefensáveis. “A Cisjordânia pareceria um queijo suíço e é impossível defender um queijo suíço”, disse Creveld. “A situação das fronteiras como eram antes de 1967 mostram que Israel pode perfeitamente se defender”.