Alerta vermelho no Oriente Médio


Alerta vermelho: o Hamas e a irmandade muçulmana do egito promovem a agitação social no cairo.

A matéria que segue abaixo é de uma reportagem da STRATFOR.com feita com dados obtidos de uma fonte direta ligada ao Hamas. O Hamas, o grupo terrorista que tomou conta de Gaza foi formado como uma extensão da Irmandade Muçulmana do Egito (IME); tem interesse em exagerar seu papel de coordenação com a IME nesta crise. 

As informações que se seguem não foram confirmadas. Não obstante, há muita preocupação crescendo em Israel – e nos Estados Unidos em particular – quanto ao papel da IME nas demonstrações populares e se uma abertura política será feita pela organização islâmica no Egito. 

A polícia egípcia não está mais patrulhando a fronteira com a faixa de Gaza, o passo do Rafah. Homens armados do Hamas estão entrando e saindo livremente do Egito e há uma estreita colaboração do grupo palestino com a IME. 

A irmandade islâmica se engajou completamente nas manifestações de rua pedindo a saída de Osni Mubarak, e o grupo parece satisfeito com a queda do gabinete de governo. Ambos, Hamas e IME insistem num novo gabinete de governo que não inclua membros do partido governista, o Partido Nacional Democrático. 

As forças de segurança à paisana estão empenhadas em destruir propriedade pública, a fim de dar a impressão de que muitos manifestantes representam uma ameaça pública. A IME está, enquanto isso, formando comitês de proteção das propriedades públicas e também coordenando as atividades dos manifestantes, inclusive fornecendo-lhes alimentos, bebidas e primeiros socorros.

Tudo leva a crer que a irmandade islâmica, juntamente com o Hamas, tem como objetivo transformar o Egito numa república islâmica nos moldes do Irã ou da Síria. Com isso, o contrabando de armas e peças de foguetes nunca foi tão livre e intenso do Egito para a Faixa de Gaza pelo Passo de Rafah.

Se tal situação se agravar, Israel poderá tomar de volta a Faixa de Gaza pela força das armas, mesmo na eventualidade de uma guerra contra um futuro e eventual estado clerical islâmico no Egito. Os EUA e a União Européia monitoram a situação no Cairo com atenção e apreensão redobradas.   

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