31 de jan. de 2011

Natalie Portman vai a prêmio com joias de US$ 2 milhões

Natalie Portman vai a prêmio com joias de US$ 2 milhões

Natalie Portman na cerimônia do Screen Actors Guild Awards

A atriz Natalie Portman, 29, foi ao prêmio Screen Actors Guild Awards (SAG), no domingo passado (30), com um vestido Azarro e US$ 2 milhões (R$ 3,4 milhões) em joias.

"Não quero fazer propaganda sobre isso [o valor das joias], porque tenho medo de alguém querer cortar minha orelhas fora ou algo do gênero", disse ela no tapete vermelho. "Preciso das minhas orelhas", brincou.

A atriz revelou que está grávida em dezembro passado, do noivo, o coreógrafo Benjamin Millepied. A barriguinha já está saliente. Natalie Portman na cerimônia do Screen Actors Guild Awards
Divulgado documento que teria apressado o final da 2ª Guerra

Divulgado documento que teria apressado o final da 2ª Guerra


Um documento mostrando que os nazistas tinham sido enganados por um espião duplo em um momento decisivo da Segunda Guerra Mundial foi divulgado na Grã-Bretanha.

O memorando em alemão, interceptado e decodificado por agentes britânicos, confirmou que os alemães tinham acreditado em informações falsas recebidas de um espião espanhol e haviam concentrado suas tropas na região de Pas de Calais, na França, na expectativa de uma invasão britânica.

Isso permitiu que os britânicos seguissem em frente com a planejada invasão da Normandia, em junho de 1944, confiantes de que milhares de tropas alemãs estariam de prontidão em outro local, incapazes de reagir. Segundo historiadores, a informação contida no memorando salvou vidas e teria apressado o final da Segunda Guerra.


"Nenhum James Bond"

O documento, publicado em primeira mão pela BBC, revela a importância do papel desempenhado pelos especialistas britânicos que trabalhavam para decodificar mensagens secretas alemãs no famoso centro de Bletchley Park, no condado de Buckinghamshire.

Outra figura de destaque no incrível plano armado pelos britânicos para enganar Hitler nos dramáticos momentos que antecederam a invasão da Normandia foi um espanhol, Juan Pujol Garcia.

Pujol, conhecido pela inteligência britânica como Garbo, um homem de negócios de aparência comum, foi um dos mais eficientes espiões duplos da Segunda Guerra.

"Ele não era nenhum James Bond", disse Amyas Godfrey, especialista do Royal United Services Institute, envolvido em um projeto para disponibilizar digitalmente documentos históricos do arquivo de Bletchley Park.

"Era um baixinho calvo, tedioso e soturno, mas enganou completamente os alemães. Eles achavam que as informações que ele enviava eram absolutamente precisas".
Os nazistas consideravam Pujol - a quem deram o codinome Alaric Arabel - um dos seus mais importantes informantes. Eles acreditavam que o agente comandava uma rede de espiões e enviava informações cruciais para Berlim através de seu homem de confiança em Madrid.

Na verdade, o espanhol trabalhava para os britânicos e quase toda a sua suposta rede de informantes era fictícia.

Para não ser desmascarado, Pujol enviava aos alemães várias informações genuínas. Mas no que se refere à aguardada invasão da França pelos aliados, a coisa era diferente.
Quando se preparavam para o crucial Dia D, o dia em que ocorreria a invasão, os britânicos puseram em ação a Operação Fortitude, um complô para confundir os nazistas sobre o local exato da invasão. Pujol era parte integral dessa operação.


Pistas Falsas

A partir desse momento, o espanhol passou a enviar informações fictícias, levando os alemães a acreditar que ataques críticos ocorreriam, com grande probabilidade, na região costeira de Pas de Calais.


Ele disse também que 75 divisões haviam sido reunidas na Inglaterra antes do Dia D, dando a entender que muitas tropas adicionais deveriam ainda desembarcar na França.

Os alemães acreditaram nas informações. O documento reproduzido pela BBC mostra que os relatos foram transmitidos ao alto comando nazista pelo contato alemão de Pujol.

Como resultado, tropas alemãs foram mantidas na região de Calais à espera dos ataques, impedidas de oferecer suporte na defesa da Normandia.

Tão importante quanto o fato de que tropas alemãs estavam concentradas longe do local da invasão foi o fato de que os britânicos sabiam que os alemães haviam sido enganados.


Enigma

Berlim não sabia que o código de sua máquina Enigma, usada para criptografar comunicados secretos enviadas pelos alemães, havia sido decifrado por especialistas poloneses.


Em Bletchley Park, cerca de dez mil pessoas trabalhavam decifrando as mensagens.

Quando o documento divulgado agora foi decifrado, os aliados tiveram a certeza de que podiam prosseguir com o plano de invasão, já que milhares de tropas alemãs estariam fazendo guarda em Calais.

"O século 20 poderia ter sido muito diferente se não fosse por isto", disse Kelsey Griffin, diretor de operações do museu de Bletchley Park.

"Nós tínhamos um exército de intelectuais desarmados aqui".

Vários documentos estão arquivados no centro, intocados, há muitos anos.
O museu espera que, ao serem publicados na internet, os arquivos ajudem historiadores e público em geral a conhecer outros episódios empolgantes da Segunda Guerra Mundial. 
Israel: oligarquia fanática não é melhor que falta de democracia

Israel: oligarquia fanática não é melhor que falta de democracia


31 de janeiro - Manifestante reza para que Deus libere o Egito de Mubarak durante protesto na praça Tahrir. Foto: Reuters
Manifestante reza para que "Deus libere o Egito de Mubarak" durante protesto na praça Tahrir.

Israel deseja a manutenção no poder do presidente egípcio, Hosni Mubarak, a quem o chefe de Estado israelense, Shimon Peres, deu respaldo nesta segunda-feira ao afirmar que "uma oligarquia fanática religiosa não é melhor que a falta de democracia".

Sobre o terremoto político que vive o Egito há uma semana, Peres não ocultou sua posição, e deixou claro que Israel "sempre teve e tem grande respeito pelo presidente Mubarak".

"Não dizemos que tudo o que ele faz é correto, mas que fez uma coisa pela qual lhe somos gratos: manter a paz no Oriente Médio", disse o presidente israelense durante uma cerimônia de recepção de novos embaixadores em sua residência oficial.

Peres ressaltou que "o povo pensa que a democracia é só um título, mas é muito mais que isso. Também significa paz e liberdade", informou o jornal israelense Jerusalem Post.

As declarações do chefe do Estado coincidem com a difusão pela imprensa local de pressões de Israel a seus parceiros ocidentais para que desçam o tom de suas críticas ao regime de Mubarak, que o povo egípcio e a oposição tentam derrubar.

Fontes oficiais citadas pelo jornal Ha'aretz disseram que o Ministério de Relações Exteriores israelense enviou no sábado um comunicado a suas embaixadas em Rússia, Estados Unidos, Canadá, China e vários países europeus para pedir aos embaixadores que insistam perante as autoridades locais respectivas sobre a importância que tem para Israel a estabilidade no Egito. No entanto, porta-vozes do governo israelense consultados pela Agência Efe não confirmaram essa informação. 

Protestos convulsionam o Egito

A onda de protestos contra o presidente Hosni Mubarak, iniciados em 25 de janeiro, tomou nova dimensão no dia 29. O governo havia tentado impedir a mobilização cortando a internet, mas a medida não surtiu efeito. O líder então enviou tanques às ruas e anunciou um toque de recolher - ignorado pela população - e disse que não renunciaria. Além disso, defendeu a repressão e anunciou um novo governo, que buscaria "reformas democráticas". A declaração foi seguida de um pronunciamento de Barack Obama, que pediu a Mubarak que fizesse valer sua promessa de democracia.

O governo encabeçado pelo premiê Ahmed Nazif confirmou sua renúncia na manhã de sábado. Passaram a fazer parte do novo governo o premiê Ahmed Shafiq, general que até então ocupava o cargo de Ministro de Aviação Civil, e o também general Omar Suleiman, que inaugura o cargo de vice-presidente do Egito - posto inexistente no país desde o início do governo de Mubarak, em 1981. No domingo, o presidente egípcio se reuniu com militares e anunciou o retorno da política antimotins. A emissora Al Jazeera, que vinha cobrindo de perto os tumultos, foi impedida de funcionar.

Enquanto isso, a oposição segue se articulando em direção a um possível novo governo para o país. Em um dos momentos mais marcantes desde o início dos protestos, ElBaradei discursou na praça Tahrir e garantiu que "a mudança chegará" para o Egito. Na segunda-feira, o principal grupo opositor, os Irmãos Muçulmanos, disse que não vão dialogar com o novo governo. Depois de um domingo sem enfrentamentos, os organizadores dos protestos convocaram uma enorme mobilização para a terça, dia 1º de fevereiro.Depois Já passam de 100 os mortos desde o início dos protestos, na última terça.


Líder sírio vê 'nova era' no Oriente Médio .

Líder sírio vê 'nova era' no Oriente Médio .


[Assad]O presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse que as revoltas populares no Egito, na Tunísia e no Iêmen estão abrindo "uma nova era" no Oriente Médio e reconheceu que os líderes árabes precisam fazer mais para atender às aspirações políticas e econômicas crescentes de seus povos.
"Se você não percebeu a necessidade de reformas antes do que aconteceu no Egito e na Tunísia, é tarde demais", disse Assad numa rara entrevista, realizada enquanto milhares de manifestantes enchiam as ruas do Cairo.
Os comentários do líder sírio são uma evidência de como a turbulência no Egito, em particular, está preocupando os líderes da região e forçando-os a reavaliar a estabilidade de seus países e suas práticas políticas. O regime de Assad, instituído por seu pai há quase 40 anos, é considerado por alguns observadores forte candidato a enfrentar protestos parecidos. A economia síria tem gerado poucos empregos e dado pouco espaço para livre expressão e participação política.
Carole Al Farah para The Wall Street Journal
O presidente da Síria, Bashar al-Assad.
Mas Assad, de 45 anos, argumentou numa entrevista de 90 minutos que os sírios vão permitir mais tempo para seu governo implementar reformas, porque sua forte oposição às políticas americanas e o papel de Damasco como principal contestador da legitimidade de Israel refletem mais a opinião pública de seu país e do mundo árabe que a abordagem do governo egípcio.
Embora insista que está aberto a melhorar as relações com Washington, e que acredita que os Estados Unidos têm um papel a cumprir nas questões regionais, Assad argumentou que a turbulência política crescente na região provavelmente vai diminuir a influência dos EUA, já que a oposição popular às alianças com Washington está aumentando em lugares como Egito, Tunísia, Líbano e Jordânia. Ele citou as guerras no Iraque e no Afeganistão e o fato de Washington não ter conseguido fechar um acordo de paz entre árabes e israelenses como as fontes da impopularidade dos EUA na região.
"A Síria é estável. Por quê?", disse Assad ao Wall Street Journal em seu escritório numa montanha perto de Damasco. "Porque você tem que estar intimamente ligado às opiniões do povo. Essa é a principal questão. Quando você diverge, (...) cria esse problema, esse vácuo que gera distúrbios."
Como indicam as declarações de Assad, as rebeliões populares contra o presidente egípcio Hosni Mubarak e o agora deposto líder da Tunísia, Zine al-Abidine Ben Ali, estão moldando o futuro dos líderes do Oriente Médio.
Muitos diplomatas e analistas acreditam que a Síria pode servir de termômetro para o Oriente Médio, enquanto continua a repercussão dos problemas no Egito e na Tunísia. A influência de Damasco tem aumentado nos últimos anos, já que sua aliança com o Irã e os grupos de militantes islâmicos Hamas e Hezbollah abriu o caminho para mais influência síria no Líbano, nos territórios palestinos e no Iraque.
O governo de Assad e o de seu falecido pai, Hafez al-Assad, já foram chamados de os mais repressivos da região. Isso motivou rumores nas capitais ocidentais de que a Síria também pode enfrentar protestos. O governo sírio, como o egípcio, tem em vigor lei de emergência instituída há décadas que permite a detenção e prisão de pessoas sem acusações formais. O sistema político da Síria e a mídia controlada pelo governo, enquanto isso, são vistos por muitos como mais rígidos até que os do Egito ou da Tunísia. "A polícia política da Síria, a temida mukharabat, continua detendo pessoas sem mandado, com frequência se recusando a divulgar o paradeiro delas por semanas e às vezes meses", segundo um relatório recente da Human Rights Watch.
Assad reconheceu na entrevista que o ritmo da reforma política na Síria não progrediu tão rapidamente quanto ele previa quando assumiu o poder, em 1999, depois da morte do pai. Ciente do cenário político em mutação no Oriente Médio, o líder sírio disse que vai realizar este ano reformas políticas adiadas há muito tempo e voltadas a uma abertura do país.
Assad citou especialmente uma nova legislação para instituir eleições municipais, promover mais envolvimento de organizações não governamentais na sociedade e uma nova lei de imprensa.
Mesmo assim, Assad indicou que Damasco não deve abraçar o tipo de reforma rápida e ampla que as multidões estão exigindo nas ruas do Cairo ou de Túnis. Ele disse que seu país precisa de tempo para fortalecer as instituições e melhorar a educação antes de realmente liberalizar o sistema político. As atuais exigências populares de reformas políticas rápidas podem ser contraproducentes se as sociedades árabes não estiverem prontas para elas, disse ele. "Será uma nova era de mais caos ou de mais institucionalização? Essa é a dúvida", disse Assad. "O fim ainda não está claro."
Damasco emergiu este mês praticamente vitorioso de uma disputa de quase oito anos com os EUA por influência no Líbano. O impasse foi impulsionado pelo assassinato, em 2005, do ex-primeiro-ministro do Líbano Rafik Hariri, que algumas autoridades dos países ricos acreditam que foi ordenado pelo governo de Assad. O presidente sírio já negou várias vezes qualquer envolvimento com o atentado a bomba que matou Hariri.
A revolta popular no Líbano naquele ano forçou Assad a retirar quase 30.000 soldados sírios do país e gerou um tribunal da ONU para investigar a morte de Hariri. Inicialmente, a investigação acusou o governo da Síria e iniciou um período em que o país lutou para manter sua influência sobre o Líbano. Mas este mês os aliados de Damasco em Beirute, liderados pelo Hezbollah, derrubaram o governo libanês pró-ocidente e recuperaram o poder da Síria na determinação da liderança libanesa. Isso colocou em risco o tribunal da ONU, já que agora o Líbano estuda se vai continuar cooperando e financiando o processo.
Assad questionou na entrevista se o tribunal da ONU vai mesmo seguir adiante, alegando que ele se baseia em "falta de provas". Mas o líder da Síria disse que agora está otimista e que um cenário mais estável pode ser criado por um governo que ele diz que representa melhor a sociedade libanesa.
"O que me agrada é que essa transição entre dois governos ocorreu suavemente, porque estávamos preocupados", disse Assad. "É muito fácil criar algum tipo de conflito que pode evoluir para uma verdadeira guerra civil."
Este mês, os EUA chamaram de volta seu embaixador em Damasco, Robert Ford, pela primeira vez desde o assassinato de Hariri.
Assad disse que, embora tenha buscado ligações mais estreitas com Washington, não acha que isso lhe custará a aliança com o Irã. O líder da Síria disse que compartilha os objetivos americanos de combater a Al-Qaeda e outros grupos extremistas, mas que Teerã continua sendo um aliado crucial da Síria em sua campanha para retomar as Colinas de Golã.
"É possível melhorar paralelamente o relacionamento com dez países (...) especialmente em áreas em que você precisa de países grandes, como o Irã", disse Assad. "Ninguém pode menosprezar o Irã."
O recente ceticismo sírio quanto à possibilidade de um acordo de paz no Oriente Médio mediado pelos EUA também ficou evidente, já que as negociações entre israelenses e palestinos estagnaram nas últimas semanas. Assad enfatizou que Damasco continua aberta ao diálogo com Israel para retomar as Colinas de Golã, ocupadas por Israel depois da guerra árabe-israelense de 1967. Mas ele disse que não acha que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, vai se esforçar nas negociações da mesma maneira que o antecessor, Ehud Olmert. Assad insistiu que ele e Olmert estava perto de fechar um acordo de paz em 2008.
"[O processo de paz] não morreu, porque não temos mais nenhuma opção", disse Assad. "Se você fala em mortes, (...) todo mundo tem que se preparar para a próxima guerra."
O líder sírio reconheceu que seu governo provavelmente deve continuar a discordar dos EUA em algumas questões estratégicas importantes.
Vários governos americanos já acusaram Damasco de contrabandear armas cada vez mais sofisticadas para o Hezbollah, como mísseis de longa distância que podem alcançar a maior parte do território israelense. Por causa disso, os EUA impuseram sanções econômicas amplas contra a Síria. E muitos especialistas no Oriente Médio acreditam que Israel pode atacar a Síria diretamente se começar uma nova guerra contra o Hezbollah.
Assad negou as acusações de que seu governo está armando o Hezbollah. Mas ele também enfatizou que Damasco não pretende servir de polícia da região enquanto ainda almeja recuperar as Colinas de Golã.
"Às vezes você tem que ser cúmplice e às vezes você tem que ser polícia", disse Assad. "E se você não quiser ser nenhum dos dois? Não queremos ser nenhum dos dois."
O presidente da Síria também indicou ser pouco provável que seu governo permita que a Agência Internacional de Energia Atômica da ONU tenha amplo acesso para investigar as alegações de que Damasco está desenvolvendo secretamente tecnologia nuclear.
Em 2007, aviões israelenses bombardearam uma instalação no leste da Síria que autoridades da Aiea acreditam que pode ter sido um reator de água pesada construído com ajuda da Coreia do Norte. Depois, a Aiea anunciou que gostaria de visitar pelo menos três outros locais na Síria que ela acredita que podem estar ligados a um programa nuclear clandestino.
Assad negou que a Síria busque armas atômicas. Mas enfatizou que não vai dar à agência da ONU carta branca para investigar instalações sírias, especialmente as militares. "Com certeza que vão desvirtuar isso", disse Assad.
Os cães e o judaísmo

Os cães e o judaísmo



Fernando Bisker – Miami - EUA 
Correu a notícia essa semana que centenas de cachorros — vítimas da calamidade pública em Teresópolis e arredores — ficaram sem dono e foram colocados para adoção. No primeiro dia, grande parte dos cachorros já tinham novos donos no Rio de Janeiro. 

Já que nossa coluna trata de temas de Torah e espiritualidade, vamos analisar o que a Torah diz sobre... o cachorro? Surpreendente, não? Até mesmo o cachorro está contido na nossa sabedoria milenar...

Cachorro em Hebraico se diz Kelev. O Tosfot, comentarista do Talmud, revela que o nome Kelev vem do Hebraico "Shekulo Lev," que significa "um ser que é puro coração."

Seu faro aguçado é uma característica unica, não encontrada em outros animais desta forma específica. E o Midrash Talpiot descreve uma outra característica muito especial — ser fiel ao seu dono. 

Devido a estas virtudes o cachorro é utilizado pelos homens para diversas tarefas: cumpre as missões de cuidar da casa, ajuda a encontrar entorpecentes e combater o crime, é utilizado nas buscas de corpos, e também auxilia aos cegos e é perito em caça. 

O Talmud Bechorot conta que o tempo de gestação de um cachorro é de 50 dias, e o tempo de vida varia de acordo com a raça, entre 12 e 30 anos. A principal qualidade de um cachorro, alem de ser fiel, é reconhecer o bem que lhe fazem. 

De acordo com a Cabala, os cachorros têm uma sensibilidade visual que supera a visão humana. Eles conseguem captar a presença de forças espirituais e, em algumas circunstâncias, podem prever a morte. O Darush de Parashat Shekalim afirma que o cachorro é capaz de sentir a aproximação de um terremoto. 

Na Guemara de Pessachim (Talmud) consta que o olfato do cachorro alcança a profundidade de 3 tefachim (aprox. 30 centímetros) abaixo da terra. 

Há tantas outras citações interessantes na Torah sobre o cachorro, que não cabem nesta coluna. Na resenha desta semana quero dar início a uma série — Torah & Natureza — que nos faz perceber a beleza de cada animal e ser vivo, e como é possivel aprender deles diversas lições de vida. Nesta semana o animal escolhido foi o cachorro. 
Natalie Portman é premiada pelo Sindicato de Atores dos EUA

Natalie Portman é premiada pelo Sindicato de Atores dos EUA








Natalie Portman foi escolhida por seus colegas de profissão como Melhor Atriz por seu papel no drama "Cisne negro", de Darren Aronofsky. Grávida de seu primeiro filho, ela agradeceu ao sindicato por protegê-la quando ainda era adolescente e começou a trabalhar no cinema.

Uma das grandes favoritas ao Oscar em sua categoria, Portman venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz no último dia 17.


30 de jan. de 2011

Filme turco que critica Israel levanta polêmica na Europa

Filme turco que critica Israel levanta polêmica na Europa


 
 Cartaz do filme Vale dos Lobos Iraque


Jerusalém (Israel) - Um filme de ação turco carregado de mensagens contra Israel abalou ainda mais as relações desse país com a Turquia e gerou polêmica na Europa, onde as autoridades alemãs chegaram a proibir sua estreia, que coincidiu com o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

O Vale dos Lobos: Palestina narra as aventuras de um comando turco liderado pelo agente Polat Alemdar, decidido a assassinar o comandante israelense Moshe Ben-Eliezer, envolvido no ataque à Flotilha da Liberdade, formada por embarcações que tinham como objetivo levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

Tal incidente ocorreu na realidade no dia 31 de maio e culminou com a morte de oito cidadãos da Turquia e um americano de origem turca, o que causou um abalo sem precedentes nas relações diplomáticas entre Turquia e Israel, ambos aliados dos Estados Unidos.

No domingo passado, dia 23 de janeiro, as autoridades israelenses emitiram um relatório sobre o fato, no qual justificam a atuação dos soldados. No longa, os agentes turcos não levaram nem cinco minutos de filme para reagir a tiros contra os israelenses. Em um controle militar, um soldado israelense impede a passagem de Alemdar e seus homens, questionando sobre sua visita a Israel.

"Eu não vim a Israel, vim à Palestina", responde o "James Bond" turco. É então que o tiroteio começa, chamando a atenção para a tônica da produção: 300 palestinos e israelenses mortos em um roteiro simplista e com pobre atuação, mas com direção visual atrativa e bons efeitos especiais.

Não é a primeira vez que a produtora PanaFilm copia o estilo de Hollywood, em uma versão "vulgarmente" ideológica. Em 2006, O Vale dos Lobos: Iraque semeou polêmica ao caracterizar as forças americanas no Iraque como os vilões. Dessa vez são os israelenses, liderados por Ben-Eliezer, uma encarnação do mal, capaz de ordenar a sangue frio que uma escavadeira achate sob os escombros uma criança inválida.

Filme difamatório

Em declarações à agência de notícias Anadolu, o embaixador israelense na Turquia, Gaby Levy, qualificou o filme de "difamatório", alegando que contém "certos enfoques antissemitas".

"Não há antissemitismo neste filme", disse Necati Sasmaz, o ator que interpreta Alemdar. Ele argumenta que o filme apenas pretende "refletir o sofrimento dos palestinos". Um dos pontos mais delicados da questão é que sua estreia na Alemanha foi realizada na quinta-feira, coincidindo com o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Isso levou a proibição do filme por um órgão de fiscalização cinematográfica.

"A questão é que na Alemanha os filmes estreiam nas quintas-feiras, não tem nada a ver com o Holocausto", disse a PanaFilm. A equipe do filme denunciou ter sido submetida a "censura" e o conflito se resolveu quando as autoridades alemãs permitiram sua exibição somente para maiores de 18 anos.

"O que ocorre é que preferem assistir aos muçulmanos como terroristas, e não produzindo e dirigindo filmes", denunciou Bahadir Özdenerm, um dos roteiristas, em declarações à Efe. O único personagem judeu "do bem" na história é Simone, uma judia americana que, após conviver com os palestinos, acusa os israelenses de serem tão cruéis quanto os nazistas foram na Segunda Guerra Mundial.

O certo é que a polêmica está ajudando a distribuição do filme. Já estreou na Alemanha, Bélgica, Suíça, Áustria, Holanda e Inglaterra, e em fevereiro será lançado no Oriente Médio. A produtora ainda negocia com a Espanha. Na Turquia, entrou em cartaz na sexta-feira e as salas ficaram lotadas.

"Provavelmente isso não ajuda a reparar as relações turco-israelenses, mas não podemos impedir uma empresa de produzir seus filmes livremente", disse um alto funcionário do Ministério de Assuntos Exteriores da Turquia, segundo a imprensa local.

O Arquiteto do Esquecimento

O Arquiteto do Esquecimento

O Arquiteto do Esquecimento cobre 113 anos da vida do polonês Doran Visich, sobrevivente do horror nazista que se tornou um grande cientista.

Ele é o único que conseguiu decifrar a fórmula de uma droga desejada por soviéticos e americanos, capaz de apagar partes da memória humana.

Com isso, ele se coloca involuntariamente em meio a acontecimentos históricos, percorrendo um período que vai de 1925 à 2038.

O livro passeia por diversos países e diversas fases de uma vida repleta de reviravoltas.
Com um enredo complexo e uma história diferenciada, Marcos Bulzara criou um romance que atravessa um grande período de tempo e mostra que certas coisas não podem simplesmente serem apagadas.

Eu não sabia muito o que esperar desse livro, mas posso dizer que me ganhou.

A história é excelente e inovadora, e o autor correu um grande risco ao cobrir uma parte enorme de uma mesma história, mas conseguiu fazer isso sem cometer nenhum ''furo".

E o maior medo ao cobrir uma história grande como essa é que ela fique corrida ou lenta demais, mas foram pouquíssimas vezes que isso aconteceu.

Ando numa dificuldade enorme na minha leitura, tudo tem demorado mais do que o normal para ser lido, mas ao menos consegui aproveitar bem a história.

Gostei de como os fatos foram explorados, ainda mais porque o autor conseguiu aliar fatos históricos ao desenrolar de sua ficção.

Depois de chegar ao meio do livro eu comecei a achar que poderia ter passado menos tempo na infância de Doran, apesar de necessária acho que poderia ter passado "mais rápido".

E teve uma parte que achei que passou rápido demais, mas ainda assim, fora isso, a história manteve um ritmo bem agradável.

Apesar do livro ser grande ele não é cansativo, mas também não é o tipo de livro para ser lido rápido.
A história é ótima e acho que muitos leitores vão gostar, por ter referências, cenas de ação, mistério e um pouco de ciência misturado... Ainda mais pela "viagem" que fazemos pelo mundo (Alemanha, Polônia, Brasil, Estados Unidos, Egito...).

Um autor nacional promissor, sem dúvidas.

Autor: Marcos Bulzara
Páginas: 470


Código: 11668  Sefer
Celebrando a Vida

Celebrando a Vida


Logo depois da grande dor causada pela morte de seu pai, o Rabino-Chefe Lord Jonathan Sacks começou a aprender uma nova maneira de celebrar a vida. Descobriu que a felicidade mora, muitas vezes, em lugares inesperados dentro de uma família, de uma comunidade, das amizades e responsabilidades. Ele também a encontrou por meio de um relacionamento renovado com Deus que fala às nossas necessidades mais profundas.

Celebrando a Vida é um livro para pessoas de todas as crenças e de nenhuma. Ele nos ensina a ser mais humanos e a chegarmos, assim, mais perto de Deus.

"Nessas reflexões, eu tento dizer o que é felicidade, como nós a criamos, como nós a perdemos e como, às vezes, passamos por ela sem reconhecê-la. A felicidade não está em outro lugar; ela está onde nós estamos. Não é algo que ainda não temos; nós já a possuímos. Não é fantasia; é a realidade vivida de uma determinada maneira. A felicidade é parente próxima da fé."

O site tem disponível também o livro PARA CURAR UM MUNDO FRATURADO do mesmo autor.

Código: 11685  Livraria Sefer
Israel left all alone

Israel left all alone


The uprising in Egypt reinforces Israel’s strategic distress in the Middle East: We’re alone, without any allies. 

It started about two years ago, in the wake of the collapse of our strategic alliance with Turkey. After Prime Minister Benjamin Netanyahu came to power, he embraced President Hosni Mubarak and managed to form an alliance with him over the joint fear of Iranian penetration into the region. 

Netanyahu visited Egypt several times and brought along with him the leading expert on Egyptian affairs within Israel’s political establishment – Binyamin Ben-Eliezer. The PM managed to convince Mubarak that he has good intentions. Hence, even if he did not spare criticism, the Egyptian president gave Netanyahu a chance. Yet Mubarak’s decline now leaves Netanyahu without any Arab allies. 

Should Egyptian Intelligence Chief Omar Suleiman replace Mubarak, this will no doubt be good for the ties with Israel. However, in the near future Egypt will be preoccupied with its own affairs and won’t be involved in the peace process. 

Hence, on the east Israel has been left with the suspicious regime of King Abdullah, who blames Israel for the diplomatic impasse, warns of impending doom, and refuses to meet with Netanyahu. 

On the north, following the fall of the Saad Hariri government in Lebanon and the rise of a Hezbollah-controlled puppet regime, the moderate camp in the Middle East lost an important element. 

In the territories, Mahmoud Abbas is engaged in a rearguard battle against al-Jazeera, which exposed the far-reaching concessions he made in the negotiations with Israel, thereby presenting him as a sort of traitor to his people. Now, the riots in Egypt raise fears that the Palestinian people will also develop an appetite for destruction and hit the streets in the aims of toppling their corrupt government. 

And if all of that isn’t enough, the Middle East has been left with a weak American Administration that gives the impression that it has given up on the Middle East. 

Under this state of affairs, Netanyahu may have one or two outlets: Immediately sit down with Abbas and finalize a deal that would be very similar to former Prime Minister Ehud Olmert’s proposal, or give up on the Palestinians and offer Damascus a real deal – withdrawal from the Golan Heights in exchange for Syrian disengagement from Iran and Hezbollah. 
Three Palestinians jailed in Egypt flee to Gaza via smuggling tunnels

Three Palestinians jailed in Egypt flee to Gaza via smuggling tunnels


A number of Palestinian security prisoners jailed in Egypt have reportedly escaped back to the Gaza Strip via illicit smuggling tunnel.

Officials in Gaza said three Palestinians, at least one of them from Hamas, had fled during the upheaval and returned to the coastal territory.

Egypt meanwhile kept its border with the Hamas-ruled territory closed on Sunday amid the raging turmoil.
Palestinian border official Ghazi Hamad said that the closure was expected to last several days.
The border terminal at Rafah had been rescheduled to open Sunday after a routine, two-day weekend closure. About 400 to 600 Palestinians cross through the terminal daily for medical treatment, study and family visits.
Hamas officials say group leaders have postponed a trip through Egypt to Syria, where they were to discuss a new proposal to free abducted Israel Defense Forces soldier Gilad Shalit.
Thousands of inmates escaped prisons across Egypt on Sunday, including at least one jail that housed Muslim militants northwest of Cairo, security officials said.

The breakouts added to the chaos engulfing the country as anti-government protests continue to demand the ouster of longtime authoritarian President Hosni Mubarak.

The security officials said the prisoners escaped overnight from four jails after starting fires and clashing with guards. The inmates were helped by gangs of armed men who attacked the prisons, firing at guards in gun battles that lasted hours.

The officials said several inmates were killed and wounded during the escapes, but gave no specific figures. They spoke on condition of anonymity because they were not authorized to share the information with the media. 
Militante árabe-israelense é condenado por espionar para o Hezbollah

Militante árabe-israelense é condenado por espionar para o Hezbollah


JERUSALÉM, 30 Jan 2011 (AFP) -Um defensor dos direitos da minoria árabe em Israel foi condenado neste domingo a nove anos de prisão por espionar para o grupo radical xiita Hezbollah, do Líbano, informou uma fonte judicial.

O tribunal do distrito de Haifa (norte) condenou Amir Majul, que havia se declarado culpado de espionagem em troca da suspensão das acusações mais graves apresentadas pela promotoria, segundo um porta-voz da corte.

Em outubro, o tribunal o declarou culpado por espionagem, e anunciou que a pena seria anunciada posteriormente.

Segundo a ata de acusação, Majul se reuniu durante uma viagem à Jordânia com um militante do Hezbollah residente no país, com quem supostamente manteve contato até 2008, quando aceitou colaborar para o movimento contra Israel.

No mesmo ano, reuniu-se em Copenhagen com outro agente do Hezbollah, que teria instalado em seu laptop um programa para comunicação com o grupo.

Majul teria transmitido informações ao hezbollah sobre a localização de instalações dos serviços de segurança israelenses, de uma base do exército e de edifícios da indústria militar.

Amir Majul, de 52 anos, cujo irmão Isa foi deputado do parlamento israelense, dirige a ONG "Itijah", que reúne diversas associações de direitos humanos.
Alerta vermelho no Oriente Médio

Alerta vermelho no Oriente Médio


Alerta vermelho: o Hamas e a irmandade muçulmana do egito promovem a agitação social no cairo.

A matéria que segue abaixo é de uma reportagem da STRATFOR.com feita com dados obtidos de uma fonte direta ligada ao Hamas. O Hamas, o grupo terrorista que tomou conta de Gaza foi formado como uma extensão da Irmandade Muçulmana do Egito (IME); tem interesse em exagerar seu papel de coordenação com a IME nesta crise. 

As informações que se seguem não foram confirmadas. Não obstante, há muita preocupação crescendo em Israel – e nos Estados Unidos em particular – quanto ao papel da IME nas demonstrações populares e se uma abertura política será feita pela organização islâmica no Egito. 

A polícia egípcia não está mais patrulhando a fronteira com a faixa de Gaza, o passo do Rafah. Homens armados do Hamas estão entrando e saindo livremente do Egito e há uma estreita colaboração do grupo palestino com a IME. 

A irmandade islâmica se engajou completamente nas manifestações de rua pedindo a saída de Osni Mubarak, e o grupo parece satisfeito com a queda do gabinete de governo. Ambos, Hamas e IME insistem num novo gabinete de governo que não inclua membros do partido governista, o Partido Nacional Democrático. 

As forças de segurança à paisana estão empenhadas em destruir propriedade pública, a fim de dar a impressão de que muitos manifestantes representam uma ameaça pública. A IME está, enquanto isso, formando comitês de proteção das propriedades públicas e também coordenando as atividades dos manifestantes, inclusive fornecendo-lhes alimentos, bebidas e primeiros socorros.

Tudo leva a crer que a irmandade islâmica, juntamente com o Hamas, tem como objetivo transformar o Egito numa república islâmica nos moldes do Irã ou da Síria. Com isso, o contrabando de armas e peças de foguetes nunca foi tão livre e intenso do Egito para a Faixa de Gaza pelo Passo de Rafah.

Se tal situação se agravar, Israel poderá tomar de volta a Faixa de Gaza pela força das armas, mesmo na eventualidade de uma guerra contra um futuro e eventual estado clerical islâmico no Egito. Os EUA e a União Européia monitoram a situação no Cairo com atenção e apreensão redobradas.   

29 de jan. de 2011

Israel espera temeroso por solução de conflito no Egito

Israel espera temeroso por solução de conflito no Egito



Segundo imprensa local, estratégia de defesa israelense pode mudar.Confrontos já deixaram 74 mortos; população pede renúncia de Mubarak.



"Os protestos antigoverno [no Egito] nos fazem perguntar: se houver um novo líder, ele manterá a paz na fronteira como Mubarak fez por todos esses anos?” – a pergunta do antropólogo israelense Shalom Caisary resume o sentimento de Israel em relação ao que ocorre nos últimos dias no país vizinho.

Os israelenses aguardam preocupados a solução do confronto político que já deixou 74 mortos e ameaça a ditadura de Hosni Mubarak, há 30 anos no poder. “Israel está tenso. Não sabemos quem tomará o poder lá. Para nós, seria mais seguro se ele ficasse”, explica Caisary, que nasceu no Egito, mas veio ainda pequeno para Israel com a família.

Os periódicos israelenses deram destaque para o confronto. O jornal “Yedioth Ahronoth” noticiou que, segundo fontes da Defesa, dependendo do que ocorra no Egito, a doutrina de segurança israelense pode “sofrer uma revolução”, já que o acordo de paz entre os dois países constitui uma importante base de definição da estratégia militar. O Egito foi o primeiro país árabe a assinar um acordo de paz com Israel, em 1979. Segundo as fontes, o Egito atá agora não estava no rol de prioridades, e “não era considerado uma ameaça para exigir atenção”.

As preocupações de Israel vão além da tensão na fronteira da Faixa de Gaza. Segundo artigo do “Haaretz”, “sem Mubarak, Israel ficaria quase sem amigos no Oriente Médio”. No ano passado, as relações com a Turquia se deterioraram após o episódio da invasão israelense de um navio de ajuda humanitária para Gaza. Para o “Haaretz”, de agora em diante, será difícil para Israel confiar em um governo egípcio dilacerado por conflitos internos.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu anunciou que estava acompanhando de perto a situação no Egito, mas absteu-se de tomar uma posição oficial.
Judeus são o grupo religioso com maior índice de satisfação. Protestantes são os menos satisfeitos.

Judeus são o grupo religioso com maior índice de satisfação. Protestantes são os menos satisfeitos.



Entre os membros de todas as grandes religiões, as pessoas consideradas "muito religiosas" estão mais satisfeitas com sua vida que a maioria dos "religiosos moderados" ou dos "não religiosos". Esta conclusão baseia-se em uma análise de 372.927 entrevistas feitas com adultos nos EUA (quadro abaixo) pelo Instituto de Pesquisas Gallup e divulgada no início deste ano. Neste levantamento as principais variáveis demográficas e regionais foram monitoradas.
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A pesquisa documenta que os norte-americanos mais religiosos desfrutam de maior bem-estar (satisfação com a vida). Os resultados atuais confirmam que o mesmo padrão persiste dentre todos os grandes grupos religiosos, incluindo também pessoas que não têm identidade religiosa formal.
O  grau de religiosidade definido por esta análise baseia-se nas respostas dadas pelos entrevistados a questões sobre a importância da religião em suas vidas e a frequência a reuniões religiosas públicas (sinagoga, templo, igreja etc). Isso dividiu os entrevistados em três grupos: "muito religiosos", "religiosos moderados " e "não religiosos".
Pesquisas anteriores mostraram que a religiosidade está profundamente relacionada à idade, gênero, raça e etnia, região do país em que vive, situação socioeconômica e estado civil. Uma vez que a satisfação também está relacionada com essas variáveis, a análise se mostra mais completa.
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Os judeus obtiveram a maior pontuação de um grupo religioso no índice de satisfação, embora mais da metade deles se considerem não religiosos, segundo a pesquisa (quadro acima). Os judeus ficaram em primeiro lugar, com um percentual de quase 70% no "índice de satisfação", seguidos por ateus/não religiosos/agnósticos, católicos, mórmons, muçulmanos e outras religiões. Protestantes obtiveram o menor índice, com 64,8.
Surpreendentemente, o grupo dos "não religiosos" ficou em segundo lugar na lista. Segundo o Gallup, este grupo, embora pequeno em tamanho, provavelmente inclui pessoas que têm formação religiosa mas atualmente apenas não pertencem a um grupo religioso específico – além dos que se autointitulam ateus e agnósticos.
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A pesquisa mostrou ainda o "nível de intensidade" das pessoas quanto à religião. Nesse item os resultados não surpreendem tanto em virtude da conhecida dedicação dos mórmons e dos protestantes em fazer prosélitos.
Uma análise dos números publicados mostra que todos os grupos têm um intervalo de 4 a 6 pontos entre os seus mais e os menos religiosos. O Gallup conclui que "as questões religiosas estão ligadas à satisfação, independentemente da religião que alguém siga". Um analista do instituto de pesquisas disse ainda que fica claro o aumento de satisfação nos que frequentam com mais assiduidade a sinagoga/igreja/mesquita e podem capitalizar os aspectos sociais dessa participação.
A pesquisa foi realizada entre 2 de janeiro de 2009 e 28 de julho de 2010, numa parceria entre o Gallup e o Healthways, empresa focada em questões de saúde. A amostra aleatória foi de 554.066 adultos dos EUA e sua margem de erro é de 0,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Agência Pavanews, com informações de Christian Century e Instituto Gallup.


Israel assume papel de espectador nos conflitos no Oriente Médio

Israel assume papel de espectador nos conflitos no Oriente Médio


Governo israelense observa com preocupação desdobramentos de protestos contra presidente egípcio, Hosni Mubarak, aliado na região.

Depois da revolução na Tunísia e da emergência de um governo apoiado pelo Hezbollah no Líbano, os israelenses estão enfrentando um outro abalo no seu sistema, conforme grandes protestos tomam as ruas do Egito, o parceiro mais antigo e mais importante do país no Oriente Médio.

Embora as revoltas recentes não tenham sido a respeito de Israel, elas podem ter um grande impacto sobre o seu futuro. Mesmo assim, Israel, um país acostumado a se envolver nas principais questões políticas da região, encontra-se agora em um papel menos familiar, o de espectador.

"Quando dizemos que estamos acompanhado os acontecimentos de perto, é verdade", disse um oficial israelense, “Não há muito mais que possamos fazer".


Israel tem um interesse especial na estabilidade do Egito. Os dois países compartilham uma extensa fronteira e assinaram um tratado de paz histórico em 1979, pedra fundamental do equilíbrio regional que já dura mais de 30 anos.

Embora a paz, a primeira a ser celebrada entre Israel e um país árabe, tenha permanecido – ainda que a sociedade civil egípcia boicote o país vizinho – o relacionamento é visto aqui como em um momento crítico. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversa regularmente com o presidente do Egito, Hosni Mubarak.

"O Egito não é apenas nosso melhor amigo na região", disse Binyamin Ben-Eliezer, um político veterano israelense e antigo ministro da Defesa conhecido por seus laços estreitos com oficiais egípcios de alto escalão. "A cooperação entre nós vai além de questões estratégicas", explicou.

Estabilidade

Autoridades e analistas israelenses disseram acreditar que o governo de Mubarak é suficientemente forte para resistir aos protestos, pelo menos enquanto contar com o apoio do Exército egípcio.

Mas com Mubarak, que chegou ao poder em 1981 e agora é um octogenário enfermo, os israelenses esperam por algum tipo de transição no Egito, em meio a uma sensação de deslocamento do equilíbrio regional.

Os israelenses falam de dois arcos na região – um no norte, inclinado ao Irã e que inclui o país persa, a Síria e agora o Líbano, e um mais moderado ao sul, que abrange o Norte da África, Egito, Israel, Autoridade Nacional Palestina, Jordânia e países do Golfo Pérsico.


"Nós vemos o arco do norte crescer em força e o arco sul viver um período muito volátil", disse Oded Eran, diretor do Instituto de Estudos de Segurança Nacional na Universidade de Tel Aviv e ex-embaixador de Israel na Jordânia. "Ainda que todos nós devemos parabenizar as forças que pedem mais democracia, se esse for o caso, por enquanto o efeito é desestabilizador", disse, ao acrescentar que a oposição no Egito inclui fundamentalistas islâmicos.

Os israelenses ainda não preveem um futuro sem o tratado de paz com o Egito. Eran disse que quase qualquer governo no Egito gostaria de manter o pacto, mesmo que com um perfil mais discreto, porque muita coisa é articulada sobre ele, incluindo as relações do país com os Estados Unidos.

Pelo menos no curto prazo, os israelenses não veem necessidade para pânico. Mas, ao mesmo tempo, os oficiais aqui parecem cautelosos em fazer previsões a longo prazo. Depois que Mubarak deixar o palco, um deles disse, "não temos ideia do que vai acontecer".

*Por Isabel Kershner

28 de jan. de 2011

Primero Rabino israelense ex -marrano retorna  como Shaliach para  Espanha.

Primero Rabino israelense ex -marrano retorna como Shaliach para Espanha.


Mark Rebacz
Traduçao: Uri Lam
 

Pela primeira vez desde a expulsão dos judeus da Espanha em 1492, um descendente de marranos judeus que imigrou para Israel e recebeu a ordenação rabínica irá retornar para a Espanha para atuar como rabino.

O rabino Nissan Ben Avraham, morador da cidade de Shiló e pai de 12 filhos, foi nomeado um novo shaliach para os marranos – ou bnei anussim - da comunidade judaica na Espanha.  Nascido em Palma de Maiorca em 1957 em uma família católica praticante, seu nome de nascimento era Nicolau Aguilo.

"A religião era um assunto muito importante para minha família. Íamos à igreja toda semana e cumpríamos todos os deveres religiosos do catolicismo", lembra ele.

Mas um dia, ao viajar com sua mãe pela Rua Jafuda (Yehuda) Cresques – nome de um conhecido cartógrafo judeu que viveu há muitos séculos em Palma de Maiorca – Nicolau apontou para a placa da rua e riu, dizendo para sua mãe, "Ele era um Xueta!" – palavra pejorativa em catalão, usada para se referir aos descendentes judeus de Maiorca forçados a se converter ao catolicismo há 500 anos. Foi então que a mãe de Nicolau virou-se imediatamente para ele e disse: "Do que você está rindo? Você também é um xueta".

Essa revelação fez com que Ben Avraham se defrontasse com uma possível decisão de mudar de vida: abraçar a sua herança judaica, com todo o sofrimento e vergonha a ela associados, ou descartá-la por completo e continuar a praticar o catolicismo.
Ben Avraham se lembra do momento em que tomou sua decisão. "Depois de alguns meses, eu decidi aceitar o fato como ele é, e foi então que comecei a pesquisar sobre minhas raízes e a aprender mais sobre a história judaica", diz ele.

Ele passou a ler tudo o que podia encontrar sobre judeus e judaísmo e a frequentar semanalmente a pequena sinagoga de Palma para os serviços de Shabat.


"O caminho foi longo e difícil, mas a comunidade judaica de Maiorca me tratou muito bem", lembra ele. "Tive então minha primeira vivência de um Shabat e de cultura judaica". 
  Depois de se dar conta de que a sua melhor opção para retornar ao judaísmo estava em Israel, decidiu imigrar para Israel. Uma vez aqui, Ben Avraham foi a um kibutz religioso onde passou a estudar judaísmo e hebraico com mais intensidade. Finalmente, na primavera de 1978 submeteu-se à conversão formal ao judaísmo pelo Rabinato Chefe de Israel e assumiu o nome hebraico de Nissan, em homenagem ao nome do mês hebraico no qual se submeteu à sua própria e personalíssima revolução espiritual.

O recém-nomeado Nissan continuou sua busca por conhecimento judaico em Jerusalém, nas yeshivot Mercaz Harav e Ateret Cohanim, e depois na yeshivá em Shiló, local em que por fim escolheu para se estabelecer e constituir família.

Em 1991 Nissan recebeu sua ordenação rabínica do Rabinato Chefe, marcando a primeira vez em séculos em que um marrano alcançou formalmente o status rabino. Agora, mais de duas décadas após ter imigrado para Israel, Ben Avraham está retornando para a terra onde ele redescobriu suas raízes judaicas perdidas.
Como shaliach (emissário) da Shavei Israel, Ben Avraham irá se revezar mensalmente entre as comunidades marranas de Barcelona, Palma de Maiorca, Alicante e Sevilha, onde irá ajudar aqueles que pretendem aprender mais sobre suas raízes judaicas. Ele ensinará às comunidades Torá, cultura e tradição judaicas, e conduzirá uma série de atividades sociais e educacionais. 

A comunidade judaica da Espanha vivenciou uma idade de ouro entre os séculos 9 e 12. Isto terminou com o início da Inquisição no século 14, quando passaram a vigorar leis antissemitas seguidas de massacres e culminando com o decreto de expulsão emitido em 1492. Diante das opções de conversão ao cristianismo, expulsão ou morte, muitos judeus optaram por se converter exteriormente, enquanto mantinham secretamente a sua identidade e estilo de vida judaicos. Esses judeus são conhecidos por muitos historiadores como marranos, embora alguns entendam que este seja um termo pejorativo que vem da palavra catalã para porco. Aqueles que estão em contato com eles, porém, preferem o termo hebraico bnei anussim, que significa "os descendentes dos forçados". 

De acordo com Michael Freund, fundador e presidente da Shavei Israel, nos últimos anos tem havido um despertar entre os bnei anussim para descobrirem mais sobre sua identidade. 

Freund atribui este interesse despertado a dois fatores principais. Primeiro, Espanha e Portugal eram governados por ditaduras até meados dos anos 1970, mas uma vez transformados em democracias, o poder da igreja diminuiu e as pessoas começaram a se sentir mais livres para explorar suas identidades. 

O segundo fator é a Internet, que tem desempenhado um papel importante no restabelecimento dos bnei anussim às suas raízes judaicas. O que antes exigia pesquisa em biblioteca pública ou aproximar-se de uma comunidade judaica para obter informações, pode agora ser realizados na privacidade de suas próprias casas. Além disso, por meio da Internet está se desenvolvendo uma rede de bnei anussim em que pessoas com históricos familiares e experiências semelhantes podem interagir e esclarecer muitas de suas questões.

Segundo a Shavei Israel, os judeus de todo o mundo deve abraçar seus irmãos judeus perdidos. Se for feita uma conexão entre bnei anussim e judeus, diz Freund, isso irá beneficiar o turismo de Israel, bem como a luta contra o antissemitismo. Da experiência pessoal, diz Freund, "Quando as pessoas descobrem que têm raízes judaicas, eles desenvolvem uma afinidade em relação a Israel e ao judaísmo, mesmo quando permanecem católicos". 

De acordo com algumas estimativas, ainda há dezenas de milhares de bnei anussim em Portugal e Espanha, e há quem diga que os números chegam a 100 mil. No Brasil, que abriga a maior concentração de bnei anussim, alguns acadêmicos falam em mais de três milhões de pessoas.
Atas palestinas causam mal-estar em Washington

Atas palestinas causam mal-estar em Washington


“A divulgação de atas da Autoridade Nacional Palestina (ANP) registradas ao longo de uma década de negociações de paz com Israel pode desferir um golpe letal na credibilidade dos Estados Unidos no processo de paz do Oriente Médio, segundo especialistas de Washington. Trata-se de uma pesquisa feita pela rede de televisão Al Jazeera e também divulgada pelo jornal britânico The Guardian. Sua publicação começou no domingo e terminou ontem.

Ao revelar as enormes concessões que a ANP estava disposta a fazer em troca de um Estado independente, os mais de 1.600 documentos agora divulgados provavelmente prejudiquem mais a já enfraquecida imagem do presidente Mahmoud Abbas perante os próprios palestinos.

“É provável que isto represente um golpe mortal a um processo de paz liderado pelos Estados Unidos, que já respirava artificialmente, e acelere o fim da ANP, criada pelos acordos de Oslo em 1993”, escreveu Nadia Hijab, do Instituto para os Estudos Palestinos em Washington, na edição do dia 24 do Financial Times. “É uma casca cada vez mais frágil, que logo poderá desaparecer com um sopro. Os ventos chegam da Tunísia”, continuou, em referência à derrubada, este mês, do presidente Zine El Abidine Bem Ali, que estava no poder desde 1987. “A Palestina pode ser a próxima”, acrescentou.

Embora os funcionários norte-americanos tenham afirmado que não pensavam que estivesse por colapsar a ANP, admitiram que o vazamento maciço marca um sério retrocesso para o cumprimento de seu objetivo de fazer Abbas e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiniciarem as negociações diretas. A ANP tentou semear dúvidas sobre a autenticidade dos documentos.

Altos funcionários dos Estados Unidos também se preocupam com a possibilidade de as revelações tornarem mais difícil Washington persuadir Abbas e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) a retirar ou emendar uma resolução pendente no Conselho de Segurança da Organização dos Estados Unidos (ONU) que condena os assentamentos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém oriental, dizendo que violam as Convenções de Genebra.

O governo do presidente Barack Obama insinuou que vetará a resolução apesar de seu conteúdo ser consistente com as políticas da Casa Branca e com sua última posição oficialmente declarada sobre a ilegalidade das colônias. Os patrocinadores da resolução esperam que esta seja apresentada no Conselho de Segurança pouco depois de uma reunião que será mantida no dia 6 pelo quarteto para o Oriente Médio, integrado por Estados Unidos, União Europeia, Rússia e ONU.”