30 de set. de 2010

Bereshit

Bereshit


Durante a semana, a correria é enorme. Precisamos resolver muitos assuntos em um curto espaço de tempo. Os resultados são noites mal dormidas, cansaço, mau-humor e a palavra da moda: “stress”.

Mas tudo tem a sua recompensa. Nada mais gratificante do que atingir os nossos objetivos. Depois de muita correria, é bom comemorar os resultados com um merecido descanso. Tirar um fim de semana sem fazer nada é realmente fantástico.

Já houve quem dissesse que o segredo da boa música são as pausas. Tocar um instrumento requer dom e bastante treino. Mas, é nas pausas que se reconhece um verdadeiro músico.

O desafio do mundo moderno é atingir o maior sucesso naquilo que se faz sem, no entanto, nos esquecermos dos intervalos.

A pausa é que dá força ao ser humano para continuar a sua jornada. Só durante um descanso, a pessoa é capaz de analisar com cuidado aquilo que está fazendo. Olhar para trás, enxergar sua própria vida como se fosse um filme e traçar com segurança um roteiro para o futuro.

Existem pessoas que são ótimas naquilo que fazem. Mas logo fracassam, por não reconhecer o valor do descanso, por não saberem a importância de uma pausa.

Na primeira parashá de toda a Torá, Bereshit, é detalhada toda a criação do mundo. Dia a dia, o que Deus criou. As plantas, os animais, o homem. Depois de tanto trabalho, até mesmo Deus precisou de uma pausa. No sétimo dia surgiu o Shabat e Ele descansou.

O Shabat é muito mais do que um mandamento a ser observado, é uma benção de Deus. Depois de uma semana de muita correria, em que muita coisa foi resolvida, mesmo que não tenhamos solucionado todos os problemas, vamos deixar algo para a semana que vem e nos dar o direito de descansar.

Quando Deus criou o homem utilizou dois ingredientes. O pó da terra para fazer o corpo e o sopro do céu para fazer a alma. Que o Shabat traga paz ao nosso corpo e inspiração à nossa alma.

Um bom descanso.

Shabat Shalom.
Rabino Michel Schlesinger


29 de set. de 2010

Irã adia lançamento de usina nuclear de Bushehr por causa de vírus de computador

Irã adia lançamento de usina nuclear de Bushehr por causa de vírus de computador

A primeira usina de energia nuclear do Irã vai começar a fornecer energia no começo de 2011, informou um alto representante, mostrando um atraso de vários meses após a disseminação de um vírus de computador global que, acredita-se, afetou principalmente o Irã.

Autoridades iranianas disseram no domingo que o vírus Stuxnet atingiu computadores da equipe da usina de Bushehr, mas não afetou os principais sistemas. A usina de Bushehr é um símbolo da crescente influência geopolítica do Irã e da rejeição aos esforços internacionais para frear sua atividade nuclear.

Quando o Irã começou a fornecer combustível para a usina em agosto, as autoridades disseram que levaria entre dois e três meses para o local começar a produzir energia e que poderia gerar 1.000 megawatts, cerca de 2,5% da energia usada pelo país.

"Esperamos que o combustível seja transferido para o centro da usina nuclear de Bushehr na próxima semana, e antes da segunda metade do mês iraniano de Mehr [7 de outubro]", disse Ali Akbar Salehi, chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, nesta quarta-feira segundo a agência de notícias semi-oficial Isna.

"A base está sendo preparada nesse sentido e, se Deus quiser, o combustível será carregado ao centro do reator completamente até o começo de novembro, e o coração da usina de Bushehr vai começar a bater até lá."

Salehi acrescentou: "Dois ou três meses depois, essa energia será acrescentadas às redes". Isso significa que a usina de Bushehr começaria a gerar energia de janeiro a fevereiro.

Especialistas de segurança dizem que o vírus de computador Stuxnet pode ter sido um ataque patrocinado pelo Estado contra o programa nuclear iraniano, originado nos EUA ou Israel, arquirrivais da República Islâmica.

O programa nuclear iraniano inclui enriquecimento de urânio --separado de Bushehr--, que as potências ocidentais suspeitam que tenha como finalidade produzir armas nucleares. Teerã diz que seu programa nuclear tem fins meramente pacíficos.

SABOTAGEM

Diplomatas e fontes de segurança dizem que os governos ocidentais e Israel veem a sabotagem como uma forma de frear o trabalho nuclear iraniano.

Há pouca informação disponível sobre quanto estrago o vírus Stuxnet causou ao programa nuclear iraniano e à infraestrutura, e Teerã provavelmente nunca vai divulgar esses detalhes.

Alguns analistas acham que o Irã pode estar sofrendo mais ampla sabotagem para desacelerar os avanços nucleares, apontando para uma série de problemas técnicos sem explicação que reduziram o número de centrífugas em funcionamento na planta de enriquecimento de Natanz.

A usina Bushehr foi iniciada pela alemã Siemens nos anos 1970, antes da Revolução Islâmica no Irã, mas sofreu vários atrasos.

A Rússia planejou e construiu a usina, e vai fornecer o combustível. Washington criticou Moscou por prosseguir com os projetos, apesar de Teerã ter desafiado as potências, recusando-se a frear seu programa nuclear.

A usina também está sendo monitorada por inspetores da agência nuclear da ONU (Organização das Nações Unidas).
Ministros pedem demissão de chanceler israelense após discurso na ONU

Ministros pedem demissão de chanceler israelense após discurso na ONU

Ministros do Partido Trabalhista pediram a demissão do ministro das Relações Exteriores e líder do partido de extrema-direita Israel Beitenu, Avigdor Lieberman, depois de um discurso deste na ONU expressando as posições de seu partido e contradizendo a posição oficial do governo israelense.

O ministro Avishai Braverman acusou Lieberman de "subversão" e pediu ao premiê israelense, Binyamin Netanyahu, que ele seja imediatamente afastado do cargo de chanceler.

"Seu discurso alucinado foi bem planejado, com o objetivo de acirrar os ânimos e sabotar o processo de paz", afirmou Braverman.

Outro ministro do Partido Trabalhista, Itzhak Hertzog, disse esperar que os avanços do processo de negociação de paz com os palestinos levem a uma "mudança na composição do governo o mais rápido possível", em uma referência à possibilidade de Netanyahu afastar Lieberman e seu partido da coalizão governamental e de colocar, em seu lugar, o partido de centro Kadima, liderado pela ex-chanceler Tzipi Livni.

'Impraticável'

Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, na terça-feira, Lieberman afirmou que um acordo de paz com os palestinos dentro de um ano é "impraticável" e disse que a paz talvez seja possível em "algumas décadas".

Lieberman defendeu a polêmica ideia de transferir cidadãos palestinos israelenses a um futuro Estado palestino em troca de terras que possibilitem a criação deste novo Estado, e que os assentamentos israelenses nos territórios ocupados sejam anexados a Israel.

As posições de Lieberman contradizem a posição oficial do primeiro-ministro Netanyahu, que afirma querer alcançar um acordo de paz com os palestinos, baseado na solução de dois Estados, dentro de um ano.

A exclusão dos povoados árabes de Israel e a inclusão dos assentamentos é uma proposta do partido de Lieberman, Israel Beitenu, e não do governo israelense.

O chanceler israelense se encontra em uma posição delicada desde que assumiu o cargo.

Ele próprio anunciou que não vai participar das negociações de paz, pois mora em um assentamento e sua participação poderia incorrer em uma "contradição de interesses".

Lieberman mora no assentamento de Nokdim, a sudeste da cidade palestina de Belém, na Cisjordânia.

Analistas

Analistas locais também pediram a demissão do chanceler.

Alon Liel, ex-diretor geral do ministério das Relações Exteriores, disse ao site de noticias Ynet que ficou "boquiaberto" quando ouviu o discurso do chanceler na ONU.

"Ele (Lieberman) ainda não percebeu que existe uma diferença entre ser líder do partido Israel Beitenu e ser chanceler", disse Liel. "Depois de um discurso como esse, Lieberman tem que sair."

"Como ex-diretor do Ministério, posso afirmar que este é o pior momento da diplomacia israelense, sendo conduzida por um homem que cospe, em público, na cara do primeiro-ministro de Israel."

A analista política do canal estatal da TV israelense, Ayala Hasson, disse que o discurso de Lieberman faz parte de sua campanha, para se colocar como o "verdadeiro líder da direita em Israel".

O primeiro-ministro Netanyahu declarou que o discurso de Lieberman na Assembleia Geral da ONU "não foi coordenado com seu gabinete".

28 de set. de 2010

As cicatrizes do estresse

As cicatrizes do estresse




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Pesquisa suíça afirma que as experiências traumáticas, como as do Holocausto, podem deixar marcas genéticas por várias gerações

Mônica Tarantino 



Muitos pesquisadores estudam a repercussão dos horrores vividos nos campos de concentração nazistas na segunda geração de sobreviventes do Holocausto. O que se quer é avaliar as consequências psicológicas e físicas a longo prazo dessa tragédia para sempre cravada na memória da humanidade. Já se sabe que os filhos e filhas dos sobreviventes podem reproduzir, sem perceber, as alterações de comportamento manifestadas pelos pais, como inseguranças, irritabilidade sem motivo e tendência ao isolamento.
Mas um estudo recente da neurobióloga suíça Isabelle Mansuy, do Instituto de Pesquisa do Cérebro da Universidade de Zurique, está ampliando a compreensão desses efeitos. “O estresse severo e crônico causa modificações genéticas que podem ser transmitidas às próximas gerações”, disse Isabelle à ISTOÉ.
                                     SOBREVIVENTE         Laks esteve em campo de concentração (no detalhe).Recuperou a alegria de viver fazendo palestras

As proposições da pesquisadora suíça baseiam-se na observação de animais submetidos a situações traumáticas logo após o nascimento. Para o estudo, que durou oito anos, os pesquisadores expuseram filhotes de camundongos recém-nascidos a estresse intenso, separando-os da mãe por duas semanas. Os ratos jovens apresentaram sintomas de depressão, impulsividade, apatia e desespero, entre outros, assim como as suas mães. Além disso, os comportamentos alterados foram mantidos ao longo de suas vidas. O trabalho foi publicado na revista científica “Biological Psychiatry”.

Na segunda etapa do estudo, os pesquisadores avaliaram os tecidos cerebrais e os espermatozoides dos camundongos machos. “Encontramos mudanças na expressão de cinco genes associados à regulação do estresse e a comportamentos como a ansiedade”, disse Isabelle. “Alguns deles passaram a trabalhar demais, enquanto outros ficaram menos ativos do que era esperado”, completa a pesquisadora. No estudo, a transmissão das alterações vistas nos machos traumatizados foi constatada em até três gerações, ou seja, nos descendentes dos filhos. Na próxima fase a cientista avaliará outros genes que também possam ter sofrido mudanças nos animais.

                                      LIÇÕES      Ferreira-Santos, que foi refém de assalto, ensina o filho a manter a calma para enfrentar situações de violência

A suspeita de transmissão genética das marcas profundas do estresse é uma questão controversa na comunidade científica. Por isso, o estudo de Isabelle – o primeiro a revelar dados que constatam o fenômeno entre as gerações – está causando muito debate. “É possivel pensar que o mesmo mecanismo se repete em seres humanos”, diz Isabelle. Ela defende ainda que as alterações que encontrou em genes podem afetar não apenas populações como a que sobreviveu ao Holocausto, mas também as vítimas de outras situações profundamente estressantes, como desabamentos, enchentes, acidentes, violência familiar e sequestros.

Para o psicólogo Eduardo Ferreira- Santos, especialista em estresse póstraumático, de São Paulo, há um longo caminho a ser percorrido até que se prove que o estresse modifica os genes das pessoas e que isso pode ser passado de uma geração a outra. “Muitos estudos deverão ser feitos”, diz. Ele afirma que não se pode esquecer o caráter individual da resposta ao estresse. Cada pessoa reage de acordo com a sua capacidade de adaptação. 

O próprio Ferreira-Santos foi exposto ao trauma quando ficou refém de um assalto a banco. “Não apresentei sintomas de estresse pós-traumático, mas agora prefiro pagar contas pela internet”, conta. O psicólogo também se preocupa em educar o filho, Guilherme, 21 anos, para enfrentar com calma situações de violência urbana. “Isso reduz o impacto”, diz ele.

A informação trazida pelo novo estudo também surpreendeu Aleksander Laks, 82 anos, presidente da Associação Brasileira dos Israelitas Sobreviventes da Perseguição Nazista. “A ideia de que o estresse pode causar mudanças nos genes é algo novo para mim, mas pode ser que isso seja mais uma consequência”, diz ele. 

Laks ficou dos 12 aos 17 anos no campo de concentração de Auschwitz, situado nas proximidades da antiga fronteira alemã e polonesa de antes da guerra. Hoje ele vive em Copacabana, no Rio de Janeiro, perto dos filhos e netos e faz palestras diárias em escolas sobre o que testemunhou. “Falar sobre o que ocorreu me ajudou a lidar melhor com o que vivi com o passar do tempo”, diz ele. 

“Contei tudo aos meus filhos e netos e acredito que eles não ficaram traumatizados”, diz Laks. Os jovens, de fato, o adoram. No site de relacionamentos Orkut há uma comunidade chamada “O sr. Laks é um fofo”, onde 359 estudantes declaram seu encantamento com as lições de vida dadas por ele.

Ainda que as experiências traumáticas possam deixar cicatrizes genéticas, isso não é uma sentença. Por causa delas, a pessoa pode ter predisposição para ser ansiosa ou deprimida e jamais apresentar a alteração. “Tudo depende dos estímulos recebidos, do ambiente em que crescem e das suas experiências”, diz a psicóloga Ana Maria Fonseca Zampieri, também especialista em estresse pós-traumático. 

Para ela, as revelações do grupo suíço são mais um caminho para entender a vulnerabilidade de quem passa por acontecimentos traumáticos e de suas famílias. “Isso mostra quanto é importante dar suporte psicológico àqueles que sofreram catástrofes e às suas famílias”, conclui.

A Maçonaria na Terra Santa

A Maçonaria na Terra Santa


Onde judeus, árabes e cristãos são irmãos
por Sheila Sacks
Vivendo em Israel há cinquenta anos, Leon Zeldis, Cônsul Honorário do Chile em Tel Aviv, já ocupou o mais alto cargo da Maçonaria israelense. Ele assinala que não existe impedimento entre o Judaísmo e a Maçonaria. E mais: rabinos e hazanim (oficiantes cantores das sinagogas) pertencem a Ordem, e na cidade de Eilat, no extremo sul do país, na fronteira com o Egito, uma loja maçônica chegou a funcionar em uma sala da Yeshivah (escola religiosa para formação de rabinos). “A Maçonaria Israelense é um exemplo de convivência e tolerância”, destaca Zeldis. “O que procuramos mostrar é que é possível conviver, judeus, árabes e cristãos, como irmãos.”
Por um mundo melhor
Existem várias maneiras de ajudar ao próximo. Ser maçom é uma delas. Para Leon Zeldis Mandel, 80 anos, título de “Grão-Mestre, Soberano Grande Comendador, Grau 33”, a Maçonaria não melhora o mundo, mas os maçons, sim. Nascido na Argentina, Zeldis viveu no Chile, formou-se engenheiro têxtil nos Estados Unidos e fundou, em 1970, a primeira loja maçônica de Israel de língua espanhola. Escritor, poeta e conferencista, é autor de 15 livros e de mais de 150 artigos e ensaios publicados em diversos idiomas. Seus livros, "As Pedreiras de Salomão", "Estudos Maçônicos" e "Antigas Letras" foram traduzidos para o português. Também é membro honorário da Academia Maçônica de Letras de Pernambuco.

Residindo em Israel desde 1960, Zeldis foi presidente do Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo de Israel. Suas atividades como conferencista e profundo conhecedor da história da Maçonaria o levaram às principais cidades da Europa e do continente americano. No Brasil participou do Congresso Internacional de História e Geografia Maçônica, realizada em Goiana (1995). Foi distinguido como membro honorário dos Supremos Conselhos da Turquia, Itália, França e Argentina.

Com dois mil membros, a Maçonaria em Israel foi oficializada em 1953, mas desde o século XIX os maçons estão na Terra Santa. Em 1873 foi instalada a primeira loja regular em Jerusalém. Depois, em 1890, outra loja foi constituída em Jaffa. Atualmente, setenta lojas funcionam em Israel, desde Naharía, ao norte, até Eilat, com um número apreciável de irmãos árabes (cristãos e muçulmanos), funcionando em seis idiomas, além do hebraico e do árabe.

Em 2007 mantive contato com Zeldis que falou um pouco mais sobre a Maçonaria e os judeus.

A Maçonaria existe desde os tempos de Moisés ou é ainda mais antiga?

- As lendas maçônicas estão baseadas na época da construção do Templo de Jerusalém pelo rei Salomão e depois na sua reconstrução pelos judeus que regressaram do exílio da Babilônia. Mas, para a Maçonaria, tudo isso não passa de histórias mitológicas. O certo é que existiram na Europa associações de construtores medievais (maçons operativos) e somente no século XVII começaram a ingressar nas lojas pessoas que não eram trabalhadores de construção. Finalmente, no início do século XVIII as lojas já eram totalmente simbólicas (maçons especulativos). Depois da fundação da primeira Grande Loja de Londres, em 24 de junho de 1717, a Maçonaria Simbólica e Especulativa se propagou rapidamente pela Europa e por todos os países onde existia a liberdade de consciência.


Quais sãos as principais atividades sociais e humanitárias das lojas?


- A Grande Loja realiza diversas obras de beneficência, mas, além disso, cada loja se preocupa em fazer trabalhos que sejam bons para a comunidade. Minha loja, “La Fraternidad 62”, de Tel Aviv (que trabalha em espanhol), nos últimos anos tem enviado material médico a hospitais, bicicletas a meninos etíopes e também fez uma importante doação para uma instituição que cuida de crianças com problemas familiares. A Ordem também financia bolsas de estudos para estudantes pobres e presta ajuda a instituições de assistência aos cegos, entre outras ações.

Como a sociedade israelense vê a Maçonaria?


- Em geral, a Maçonaria é pouco conhecida em Israel, porque as nossas atividades beneficentes são feitas com discrição, sem publicidade. Todavia, personalidades importantes da sociedade israelense são ou foram, no passado, maçons, incluindo aí juízes, médicos, prefeitos e outros. O fundador da escola agrícola Mikveh Israel (a primeira escola agrícola judaica moderna implantada na terra de Israel, em 1870), Carl Netter, era maçom, assim como também foram o prefeito de Haifa, Shabetay Levy ( trabalhou para o Barão de Rothschild e foi prefeito de Haifa entre os anos de 1940 a 1951) e Itamar Ben Avi (jornalista e escritor, ajudou a concluir o Dicionário da Língua Hebraica). Todos são nomes de ruas em Israel.


É possível ser maçom e praticar o judaísmo convencional?


- Não existe nenhum impedimento entre o Judaísmo e a Maçonaria. Nós temos na Ordem rabinos e hazanim, e o ex-Grão Rabino do país, Israel Lau (sobrevivente do campo de concentração de Buchenwald), apesar de não ser maçom, assiste as nossas festividades e realiza conferências em nossas lojas. Em Eilat, durante algum tempo, a loja funcionou em uma sala da Yeshivah local. O rabino também era maçom. Na história recente, os Rabinos Chefes da Inglaterra e da África do Sul eram ambos maçons.


Qual é a visão dos judeus maçons acerca da situação política do Oriente Médio?


- A Maçonaria israelense – seguindo a tradição das lojas da Inglaterra e da Escócia - não tem nenhuma interferência na política. O que procuramos demonstrar é que é possível conviver em paz, árabes e judeus, tratando-se com afeto, como irmãos.


Qual é a importância da cidade de Jerusalém na Maçonaria?


- A cidade de Jerusalém e seu Templo têm um papel central nas tradições maçônicas. Nas escavações realizadas nas bases do muro ocidental, o arqueólogo Warren descobriu uma sala que acreditava ser um templo maçônico. Outros arqueólogos têm contestado esta suposição, porém o fato é que no centro da sala existe uma coluna de mármore branca que não chega ao teto, ou seja, não tem nenhum propósito estrutural. Quando Warren explorou este recinto, havia duas colunas, como nos templos maçônicos (o inglês Charles Warren conduziu importantes escavações em Jerusalém, entre 1867 a 1870).


A Maçonaria ajudou na Independência de Israel?


Qual é a relação entre a Maçonaria e os Essênios que habitavam as cercanias do Mar Morto, 150 anos antes da Era Comum?


- Existem certos aspectos dos Essênios, como o processo de ingresso e a ordem nas reuniões, que guardam algumas semelhanças com a Maçonaria, mas não existe nenhuma relação direta.

Qual foi a contribuição do Judaísmo à Maçonaria?

- Quase todas as palavras de acesso e chaves secretas da Maçonaria são palavras hebraicas. Além disso, a relação com o Templo de Jerusalém é fundamental na Maçonaria. No entanto, é preciso dizer claramente que a Maçonaria não é uma religião e não está ligada ao Judaísmo, a não ser por tradições que eu já mencionei e o uso de palavras hebraicas.

Como a Maçonaria avalia as campanhas transnacionais anti-Israel por parte da mídia e ONGs de todos os tipos?


- A ignorância e o preconceito são difíceis de combater quando são financiados por inimigos do progresso e da democracia. O exemplo mais contundente de ignorância e fanatismo cego é o constante uso do “Protocolos dos Sábios de Sião” para atacar tanto o Judaísmo como a Maçonaria, apesar de que faz mais de um século que se demonstrou de forma indiscutível de que se trata de uma fantasia antissemita, baseada em um livro de um escritor francês (Joly) e de um novelista alemão (Goedsche), escrita por um agente da Okrana (polícia secreta do Czar), em Paris. Não importa quantas vezes se tem demonstrado a falsidade do livro, mesmo assim ele vem sendo publicado nos países árabes e em outras partes do mundo. Não há outro remédio do que seguir contestando as mentiras - com a esperança de que a verdade finalmente triunfe – e educando as novas gerações nos princípios de liberdade, igualdade e fraternidade.

Desafios do Século XXI


Em seu livro “Antigas Letras”, Zeldis defende alguns aspectos que devem mobilizar a atenção da Maçonaria no século XXI, no tocante a sua importante função na sociedade contemporânea. A ênfase na educação (laica e maçônica) é vital, segundo Zeldis, para melhorar a sociedade e o indivíduo. “A importância da educação está precisamente em adquirir a capacidade de julgar, categorizar, classificar e avaliar a qualidade da informação recebida, não somente pelo seu conteúdo textual, mas também do ponto de vista ético e teleológico.” A simples transferência de informações pode se constituir, na maioria das vezes, em um armazenamento de conhecimentos que oprime e sobrecarrega o ser humano, impedindo-o de analisar e refletir sobre o essencial, escreve Zeldis. E cita o filósofo alemão Friedrich Krause (1781-1832), para quem a educação é algo que a grande parte das pessoas recebe, muitos transmitem, mas muito poucos têm. “O que equivale a dizer que muitíssimas pessoas sabem ler, porém são incapazes de reconhecer o que vale a pena ler”, conclui o autor.

Maçons Ilustres


Elaborada pela loja São Paulo 43 – fundada em 1945 e que desenvolve importantes projetos na área social - a listagem relacionando os maçons ilustres de vários países inclui o nosso entrevistado, o portenho Leon Zeldis, nesse grupo seleto de pessoas que “fizeram da virtude a sua principal causa na vida.” Ao lado de José de San Martin, libertador da Argentina, Chile e Peru. Entre os brasileiros, destacam-se os maçons Rui Barbosa, D.Pedro I, Padre Diogo Antônio Feijó, Deodoro da Fonseca, Luiz Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), José Maria da Silva Paranhos (Visconde do Rio Branco), Carlos Gomes, Epitácio Pessoa, José do Patrocínio, Benjamim Constant, Casimiro de Abreu, Joaquim Rabelo e Caneca (Frei Caneca), Oswaldo Aranha, Nelson Carneiro e Evaristo de Morais. Em relação aos maçons de Israel, dois nomes são listados: Menachem Begin e Itzhak Rabin, ambos primeiros-ministros e ganhadores do Prêmio Nobel da Paz (1978 e 1994). O rei Talal Hussein, da Jordânia, e Abd El-Kader, fundador do estado da Argélia, são os maçons ilustres dos países árabes.

Maçons no Museu do Holocausto

O Museu do Holocausto, em Washington (United States Holocaust Memorial Museum), inaugurado em 1993 com a finalidade de preservar a memória do mais trágico momento vivido pela humanidade no século XX, coloca à disposição dos visitantes documentos e fotos que contam a história da Maçonaria sob o regime nazista da Alemanha.

A perseguição teve início em 1933, quando o governo alemão emitiu decreto visando a dissolução voluntária das “lojas”. Um ano depois, aquelas que ainda não tinham sido fechadas, foram forçadas pela Gestapo (polícia secreta do partido nazista) a encerrar as suas atividades. Ainda em 1934, outro decreto definia a Maçonaria como “hostil ao Estado” e ilegal.

Apertando o cerco, o serviço de segurança das SS (polícia nazista), comandado por Reinhard Heydrich, criou um setor especial – a Seção 2/111 – voltado para a aniquilação da Maçonaria e de seus membros. Uma campanha difamatória ligando os maçons a teorias conspiratórias se estendeu por todos os países da Europa sob o domínio da Alemanha Nazista. Em 1940, a França ocupada declarou os maçons inimigos do Estado, pondo a polícia para vigiá-los e prendê-los, e emitindo cartões de identificação semelhantes à estrela amarela dos judeus.

É difícil saber o número exato de maçons mortos em campos de concentração, porque muitos foram arrolados como opositores ao governo ou associados aos focos de resistência ao nazismo nos países invadidos. Atualmente, calcula-se que existem 6 milhões de maçons em 164 países (58% nos Estados Unidos), sendo que o Brasil congrega, aproximadamente, 150 mil distribuídos em 4.700 “lojas” de um total de 9 mil instaladas em toda a América do Sul.
"Não seremos influenciados pelo Ocidente", diz chanceler de Israel na ONU

"Não seremos influenciados pelo Ocidente", diz chanceler de Israel na ONU

 Em discurso na 65ª Assembleia Geral da ONU, o chanceler de Israel, Avigdor Lieberman, declarou que seu país não será "influenciado" pelo Ocidente e que a solução de dois Estados não garante a paz no Oriente Médio.

Durante o pronunciamento moderado e sem maiores novidades sobre o processo de paz entre israelenses e palestinos, Lieberman defendeu o sionismo e reiterou que Israel não é "só o local" onde seu povo está, mas também a própria definição do que os judeus "são" como etnia.
Em discurso às Nações Unidas, Lieberman disse que a solução dos dois Estados não garante a paz na região Ligado à extrema direita, o chanceler mostrou posições mais conservadoras do que as do premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, ao dizer que "a criação de um Estado palestino" não garante a paz no Oriente Médio.

Mike Segar/Reuters
Em discurso às Nações Unidas, Lieberman disse que a solução dos dois Estados não garante a paz na região.
"Conflitos entre povos com línguas, culturas, religiões e tradições diferentes costumam ser de complexa resolução", disse Lieberman, citando exemplos como a Tchecoslováquia.
Em alusão à expansão dos assentamentos judaicos e à definição de fronteiras de um potencial Estado palestino, Lieberman disse que as decisões precisam ser tomadas levando em consideração fatos históricos -- demonstrando uma linha de argumentação polêmica.
"Não estamos falando em mover populações, mas sim em definir fronteiras que reflitam melhor as realidades geográficas da região", disse após citar os 4.000 anos de história do povo judeu e ler, em hebraico, passagens do profeta Isaías na Bíblia.
"Peço que o profeta Isaías nos oriente na solução deste conflito", concluiu. 

FIM DA MORATÓRIA
 
As declarações de Avigdor Lieberman chegam no mesmo dia em que o líder palestino Mahmoud Abbas deixou claro que pode abandonar as negociações de paz caso Israel não volte a suspender as obras nas colônias judaicas, liberadas na segunda-feira (27) após dez meses de interrupção. 

A decisão final, no entanto, só será divulgada no dia 4 de outubro, após uma reunião com os países da Liga Árabe. 

"Pedimos a moratória enquanto existirem negociações porque enquanto há negociação, há esperança", afirmou Abbas um dia após uma reunião com o presidente francês, Nicolas Sarkozy. 

Em uma entrevista coletiva ao lado de Sarkozy, Abbas declarou que desejava que o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, prolongasse por três ou quatro meses a suspensão da colonização na Cisjordânia.
Abbas (esq.) se reuniu com Sarkozy na segunda-feira (27), em Paris; líder palestino falou sobre diálogo de pazNa segunda-feira (26), as colônias da Cisjordânia reiniciaram as obras de construção ao fim de uma moratória de 10 meses que não foi prorrogada por Israel.

John Schults/Reuters
Abbas (esq.) se reuniu com Sarkozy na segunda-feira (27), em Paris; líder palestino falou sobre diálogo de paz
Não queremos interromper as negociações. Mas se a colonização continuar, seremos obrigados a interrompê-las", afirmou o presidente palestino, para quem Netanyahu "tem que saber que a paz é mais importante que a colonização".
"O processo de paz é uma oportunidade histórica. E não sei quando voltará a aparecer", completou Abbas, que se disse "preocupado".
"A segurança nos territórios palestinos não estará ligada à negociação. Continuem ou não as negociações, a situação de segurança seguirá sob controle. Enquanto eu for presidente essa será minha política", garantiu.
Abbas acrescentou que os americanos pensam que a solução do conflito entre israelenses e palestinos "permitirá apagar os focos de violência e instabilidade no Oriente Médio". 

ENVIADO DOS EUA QUER "SALVAR" DIÁLOGO
Escavadora remove terra e pedras na retomada das construções em assentamentos judaicos na CisjordâniaEm vista da possibilidade de quebra do processo de paz retomado em Washington no início deste mês, o governo americano decidiu mandar George Mitchell, o enviado especial do país ao Oriente Médio para a região, onde tentará "salvar" as negociações.

Jim Hollander/Efe
Escavadora remove terra e pedras na retomada das construções em assentamentos judaicos na Cisjordânia
Mitchell permanecerá na região por uma semana, e vai participar de vários encontros em Jerusalém e Ramallah para desbloquear o processo de pacificação, segundo fontes diplomáticas americanas. 

O mediador americano tentará encontrar uma saída aceitável para israelenses e palestinos após a crise provocada pelo reinício das construções nos assentamentos na Cisjordânia ocupada na última segunda-feira. 

LIGA ÁRABE
 
Abbas disse aos jornalistas nesta segunda-feira (26), em Paris, que não haverá um posicionamento oficial palestino antes do dia 4 de outubro.
O porta-voz do governo palestino, Nabil Abu Rudeina, disse que uma resposta só poderá ser divulgada após uma consulta dos palestinos os líderes dos países que integram a Liga Árabe.
"Neste dia, o presidente Abbas consultará os governos árabes e corresponderá à direção palestina adotar a decisão adequada e a resposta correta", completou Rudeina. 

APELO
 
As construções de casas foram retomadas nesta segunda-feira em várias colônias israelenses na Cisjordânia ocupada, poucas horas depois do fim da moratória de dez meses. 

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, fez um apelo a Mahmoud Abbas para que não abandone a mesa de negociação, minutos depois de terminar, à meia-noite de domingo (19h em Brasília), a moratória. 

A retomada das obras começou de forma discreta. Na colônia de Adam, tratores preparavam o terreno para a construção de 30 residências. 

O fim da moratória autoriza qualquer pessoa ou instituição que dispõe de uma permissão de construção em uma colônia a iniciar as obras. O governo deixou sem efeito uma série restrições relacionadas com as permissões de construção impostas aos municípios das colônias. 

Apesar das pressões internacionais e da ameaça da Autoridade Palestina de suspender as negociações, Netanyahu não prolongou a suspensão da colonização -- o que enfrentaria dura oposição dentro de seu governo e do eleitorado israelense.

27 de set. de 2010

Cenas do conflito entre Judeus e Palestinos

Cenas do conflito entre Judeus e Palestinos

A nova negociação entre palestinos e israelenses iniciada em Washington há apenas um mês, tem como ponto central da discussão o fim das novas construções nas colônias judaicas na Cisjordânia ocupada. Além disso, outros temas dividem os dois países, como a costrução do muro que separa Israel da Cisjordânia, o lançamento de foguetes do Hamas em território israelense, os atentados terroristas e as retaliações de Israel. Segundo números oficiais do governo Palestino, Israel mantém cerca de 7 mil palestinos detidos, destes, 792 cumprem pena de prisão perpétua. Outra questão delicada é o sequestro do soldado isralelense  Gilad Shalit, refém na Faixa de Gaza há quatro anos.  

Foto: Muhammed Muheisen/AP1 Manifestantes palestinos seguram fotos de parentes detidos em prisões israelenses, durante um protesto pedindo a sua libertação, na cidade de Ramallah. Cisjordânia, 25 de setembro de 2010. O grupo militante islâmico Hamas anunciou um "Dia de Fúria" para mostrar a situação dos milhares de palestinos detidos em prisões israelenses. 
Foto: AHMAD GHARABLI/AFP2 Israelenses passam em frente a cartazes postados em frente à residência do primeiro ministro, em Jerusalém. Os cartazes pedem a libertação de Gilad Shalit, soldado israelense raptado em junho de 2006. Jerusalém, 26 de setembro de 2010.


Foto: Warrick Page/Getty Images 3 Familiares no funeral de quatro israelenses mortos por militantes do Hamas. Cisjordânia, 1 de Setembro de 2010.

Foto: Stringer/REUTERS 4 Palestinos carregam o corpo de Samer Sarhan, que foi morto no bairro Silwan em Jerusalém. Israel, 22 de Setembro de 2010.

Foto: Nir Elias/REUTERS5 Professor repreende meninos judeus ultra-ortodoxos que tentam escalar uma cerca em sua escola, no assentamento judaico "Modiin Illit" na Cisjordânia. O enviado de Washington para assuntos do Oriente Médio disse, em 12 de setembro, após conversas no Egito que os líderes israelenses e palestinos ainda acreditam que podem chegar a um acordo de paz em um ano, apesar da disputa sobre os assentamentos judaicos na Cisjordânia. Israel, 14 de Setembro de 2010.

Foto: Muhammed Muheisen/AP Photo6 O palestino Khalid Tariq (esquerda), 6, e seu irmão Aboud de 3 anos, vestindo ternos, observarm enquanto outro rapaz aponta sua arma de brinquedo para eles em uma ruela do no campo de refugiados "Al-Amari", durante o segundo dia do Eid al-Fitr, que marca o final do mês de jejum muçulmano do Ramadã, na cidade de Ramallah. Israel, 11 de Setembro de 2010.

Foto: Hatem Moussa/AP Photo7 Palestinos carregam corpo do pescador Mohammed Baker durante seu funeral, em Gaza. Cisjordânia, 24 de Setembro de 2010.

Foto: Warrick Page/Getty Images8 Parentes choram no velório de quatro israelenses mortos por palestinos militantes do Hamas. Israel, 01 de Setembro de 2010.

Foto: Gali Tibbon/AFP Photo 9 Policiais da fronteira israelense esperam para entrar na Cidade Velha de Jerusalém. Israel, 22 de Setembro de 2010.

Foto: MENAHEM KAHANA/AFP 10 Judeus envoltos em xales de oração durante a celebração de Sucot, no Muro das Lamentações, na Cidade Velha de Jerusalém, em 26 de setembro de 2010. Milhares de judeus fazem a peregrinação à Jerusalém durante o Sucot, que comemora a peregrinação dos judeus pelo deserto após o êxodo do Egito.

Foto: Ammar Awad/REUTERS 11 Palestinos rezam na rua, no bairro de Silwan, em Jerusalém Oriental. As forças israelenses aumentaram as restrições para os fiéis comparecerem à mesquita de al-Aqsa depois da violência no início desta semana, após o assassinato em Jerusalém Oriental de um homem palestino por um guarda de segurança de Israel. Jerusalém, 24 de setembro de 2010.

Foto: Ammar Awad/REUTERS12 Polícia de fronteira israelense identifica mulheres palestinas que querem ir para Jerusalém. Israel, 3 de Setembro de 2010


Foto: David Buimovitch-Pool/Getty Images13 Primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu joga tênis de mesa com crianças em um parque que conta com sistema de proteção contra foguetes que são lançados da Faixa de Gaza. Israel, 21 de Setembro de 2010.

Foto: Menahem Kahana/AFP Photo14 Judeus ultra-ortodoxos rezam em frente a uma piscina de plástico com peixes vivos, em Bnei Brak, durante a celebração do Yom Kippur. Israel, 16 de Setembro de 2010.

Foto: Khalil Hamra/AP Photo15 Pescadores palestinos puxam rede de pesca na praia do campo de refugiados de "Deir al-Balah", no centro da Faixa de Gaza. Israel, 21 de Setembro de 2010.

Foto: Saif Dahlah/ AFP Photo16 Cartaz grudado na parede mostra palestinos detidos em prisões israelenses enquanto parentes protestam em frente ao escritório da Cruz Vermelha. Israel, 19 de Setembro de 2010.

Foto: Darren Whiteside/REUTERS17 Mulheres e crianças palestinas são vistas através de uma barreira de concreto enquanto esperam para atravessar rumo à Jerusalém no ponto de verificação de "Qalandiya", próximo à cidade de Ramallah. Israel, 03 de Setembro de 2010.  

Foto: Ronen Zvulun/REUTERS18 Policiais israelenses durante confronto com palestinos em Jerusalém. Israel, 22 de setembro de 2010.

Foto: Warrick Page/Getty Images19 Hodaya Imes, 9, chora no enterro de seus pais. Eles foram mortos por militantes do Hamas. Cisjordânia, 01 de setembro de 2010.

Foto: Darren Whiteside/REUTERS20 Mulher palestina discute com policial da fronteira israelense no ponto de verificação de "Qalandiya" próximo à cidade de Ramallah. Israel, 03 setembro de 2010.

Foto: Ammar Awad/REUTERS21 Palestina passa em frente à barreira israelense em Al-Ram, na Cisjordânia, nos arredores de Jerusalém. Israel, 14 de Setembro de 2010.

Foto: Ariel Schalit/AP Photo22 Foto aérea do assentamento judaico de Ariel, na Cisjordânia. Israel, 20 de Setembro de 2010.

Foto: Warrick Page/Getty Images23 Polícia da tropa de choque perto de um veículo incendiado durante os confrontos com os palestinos. Israel, 22 de Setembro de 2010.

Foto: Sebastian Scheiner/AP Photo24 Jovem palestino mascarado atira pedras em policiais israelenses durante confronto no bairro de Silwan, em Jerusalém. Israel, 22 de Setembro de 2010.

Foto: Muhammed Muheise/AP Photo25 Turista tira foto com celular de camisetas que mostram os retratos do primeiro-ministro espanhol Jose Luis Rodriguez Zapatero (no alto à esquerda), do falecido líder palestino Yasser Arafat, do presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, do presidente francês Nicolas Sarkozy, do primeiro-ministro russo Vladimir Putin, e do ex-presidente francês Jacques Chirac, alguns usando o kaffiyeh, lenço árabe tradicional. Jerusalém, 21 de Setembro de 2010.

Foto: Warrick Page/Getty Images26 Manifestantes palestinos destroem carro após o cortejo fúnebre para Samir Serhan, morto por um guarda israelense. Israel, 22 de Setembro de 2010.

Foto: Warrick Page/Getty Images27 Judeus ortodoxos reagem após ataque de palestinos a um ônibus israelense durante um cortejo fúnebre de um homem palestino morto por um soldado israelense. Israel, 22 de setembro de 2010.

Foto: Ammar Awad/REUTERS28 Palestina caminha em direção ao ponto de verificação de "Qalandiya", próximo à cidade de Ramallah. Cisjordânia, 14 de Setembro de 2010.
  
Foto: Ammar Awad/REUTERS29 Construção de barreira israelense no campo de refugiados de Shuafat, perto de Jerusalém. Cisjordânia, 14 de Setembro de 2010.
Foto: Baz Ratner/REUTERS30 Judeus ultra-ortodoxos verificam um etrog, um fruto cítrico, em um mercado no bairro Mea Shearim de Jerusalém. Israel, 19 de Setembro de 2010.
  
Foto: Darren Whiteside/REUTERS31 Palestinos jogam gamão em uma viela da Cidade Velha de Jerusalém. Israel, 14 de setembro de 2010.

Foto: Ammar Awad/REUTERS 32 Menino palestino passeia de bicicleta ao longo da barreira israelense em Al-Ram, na Cisjordânia. Israel, 14 de Setembro de 2010.
  
Foto: Nasser Ishtaye/AP 33 Um pastor palestino caminha perto do assentamento judaico de Revava, perto de Salfit, em 25 de setembro de 2010.

Foto: Ronen Zvulun/REUTERS34 Colono judeu, Avraham Benjamin, leva prancha de madeira para construir uma sucá, cabana de ritual utilizado durante o feriado de Sucot. Cisjordânia, 20 de Setembro de 2010.

Foto: Baz Ratner/REUTERS35 Trabalhadores palestinos no canteiro de obras do assentamento judaico na região conhecida por israelenses como Har Homa. Cisjordânia, 15 de Setembro de 2010.

Foto: Ronen Zvulun/REUTERS36 Palestino mira estilingue na polícia israelense durante confrontos no bairro de Silwan, em Jerusalém. Israel, 22 de Setembro de 2010.
Foto: Darren Whiteside/REUTERS37 Visitantes na Igreja do Santo Sepulcro, na Cidade Velha de Jerusalém. Israel, 14 de Setembro de 2010.

Foto: Ronen Zvulun/REUTERS38 Palestina grita enquanto um policial da fronteira israelense toma posição abaixo dela durante confrontos entre atiradores de pedras palestinos e policiais no bairro de Silwan em Jerusalém. Israel, 22 de Setembro de 2010.

Foto: Uriel Sinai/Getty Images39 Colono judeu senta-se dentro de um barracão que é usado como sinagoga no posto avançado de Maoz Esther, perto do assentamento de Kochav Hashahar, na Cisjordânia. Israel, 25 de Agosto de 2010.

Foto: Uriel Sinai/Getty Images40 Jovem israelense brinca na praia com garoto palestino da aldeia de Jahalin. Um grupo de mulheres isralenses, tem organizado visitas semanais de crianças as praias de Israel. Para a maioria delas, é a primeira vez que veem o mar. Israel, 02 de Agosto de 2010.