29 de jun. de 2010

A mulher no judaismo

A mulher no judaismo

  Mulheres na Torá    

  Por Tzvi Freeman 

Existe uma Torá exterior – uma história de homens e mulheres, de guerras e maravilhas. E existe uma Torá oculta, segundo antigas tradições, na qual cada palavra revela sabedoria, beleza e luz insondáveis. 

"Pelo mérito das mulheres de fé hoje, o mundo inteiro será redimido de sua escuridão."

Por fora, as mulheres da Torá parecem desempenhar apenas um papel coadjuvante num drama dominado pelos homens. Vista de dentro, emerge uma história de homens manipulados por mulheres potentes e criados com valores femininos. Uma história que revela a qualidade interior da feminilidade que transcende a mente do homem. 

Este é o segredo das palavras da sabedoria de Shelomô HaMelech, Rei Salomão: "Uma mulher de valor é a coroa do seu marido." Assim como a coroa fica acima e além da cabeça. também a luz interior da feminilidade possui uma qualidade essencial, num local que a mente não pode atingir. 

1 – Chava (Eva)

"Então Adam chamou sua mulher de Chava, pois ela era a mãe de toda a vida." (Bereshit 3:20)

Ela era o outro lado da imagem de D'us. Pois D'us não é apenas uma luz ilimitada, além de todas as coisas. D'us é algo que está aqui agora, dentro de todas as coisas, concedendo-lhes vida, para serem o que quer que sejam. Em sua fonte acima, ela é a "Shechiná" – a Divina Presença que Habita no Interior. 

Foi isso que levou a terrena Chava a comer o fruto: este anseio de estar dentro, de experimentar o sabor da vida, de estar imersa nela. Com isso ela transgrediu – levou-se do âmbito do Divino a um mundo onde tudo que é real é o aqui e agora, onde não há ponto de vantagem a partir do qual discernir o bem do mal, nenhuma luz para distinguir o fruto de sua casca. E ela levou consigo a Shechiná e aprisionou-a também, para que se seguisse a devastação em todo o cosmos. 

Porém o desejo por trás de sua transgressão era que o yen sagrado da Shechiná permeasse todas as coisas. E no final, ela conseguirá, e a vida interior também será Divina.

Enquanto o drama desse universo permanece incompleto, a Shechiná está silenciosa, não canta. Vemos o mundo que Ela vitaliza, mas não escutamos sua voz dentro dele. Na mente de todas as pessoas, ela desempenha um papel secundário – pois seu marido conquista e domina, enquanto ela, dizem, somente fornece vida e nutrição. Esta é a opinião de um mundo imaturo. 

Há um tempo ainda por vir, quando o segredo da Luz Interior será revelado. Então a Mãe da Vida cantará em voz alta, sem fronteiras.

2 – Sarah

"Tudo que Sarah lhe disser," disse D'us a Avraham, "escute." (Bereshit 21:12) 

A primeira a curar a ferida feita por Chava foi Sarah. Ela desceu ao covil da cobra, ao palácio do Faraó. Ela resistiu à sedução dele e afastou-se. Enquanto vivia dentro, ela permaneceu ligada ao Alto.

Foi Avraham quem possibilitou que Sarah o fizesse. Porém o próprio Avraham não era capaz de tal coisa. Este é o papel de um homem – ativar a força que se encontra adormecida numa mulher. Sem uma mulher, um homem não tem vínculo com a Shechiná. Sem um homem, a mulher não pode ser a Shechiná. Uma vez que haja um homem, a mulher se torna tudo. 

Sarah é a incorporação do poder cósmico de purificação e cura das almas. Aquilo que Chava confundiu e misturou, Sarah separa e refina; onde Chava entrou nas trevas, Sarah acende a luz. Sua obra continua em cada geração. Enquanto a alma de Avraham atrai almas e as mantém próximas da Infinita Luz, a alma de Sarah discerne as manchas que devem ser limpas e os detritos que devem ser rejeitados. Quando qualquer alma ou centelha de luz é curada e devolvida à sua fonte, você saberá que ali passou o toque de Sarah. 

3 – Rivka

"Beba… e eu tirarei água também para seus camelos." (Bereshit 24:17-18)

Com essas palavras, Rivka comprometeu-se com Yitschac e se tornou mãe de duas grandes nações. Não apenas pelo seu ato de dar, mas pela sua prontidão, porque ela buscou toda oportunidade de fazer o bem, buscando-a com alegria e deleite, com toda sua alma e todo seu ser. 

E ela implantou isso dentro de nós, como nosso legado. Precisamos apenas despertá-lo e encontraremos a Rivka interior.

Há poucas histórias tão detalhadas na Torá como a narrativa da união de Rivka e Yitschac – ela é contada e recontada três vezes. Pois nessa narrativa está o nascimento do nosso povo e nosso propósito. Ela encerra o segredo interior para o qual o cosmos foi criado: a fusão dos opostos, o paradoxo e a beleza da vida. Para isso, estamos aqui – para unir céu e terra. E na união de Homem e Mulher todas essas se encontram. 

E quem é o casamenteiro neste drama cósmico? É o humilde servo de Avraham, que fala ao Amo do universo com a sinceridade do seu coração, que está obcecado com sua missão e com ela se deleita a cada passo. É todo e cada um de nós. 

4 – Rachel e Leah

Uma voz é ouvida lá no alto, lamentando-se, chorando amargamente.
Rachel chora por seus filhos
Ela se recusa a ser consolada
Pois eles se foram.

"Não chora mais," diz D'us a ela. "Refreia as lágrimas dos teus olhos." 
"Pois tua obra tem sua recompensa e teus filhos voltarão."
Yirmiyáhu 31:14)

Rachel é a incorporação da Shechiná quando Ela desce para cuidar dos Seus filhos, até viajar a jornada do exílio com eles, e assim ela assegura que eles voltarão. 

Sua irmã, Leah, também é nossa mãe, a Shechiná. Porém ela é o mundo transcendente, oculto; aquelas coisas escondidas da mente Divina profunda demais para os homens entenderem. Ela é a esfera da realeza quando se eleva para receber em silente meditação. 

Rachel é o mundo de palavras e ações reveladas. Ela tinha a beleza que Yaacov podia notar e desejar. Porém Leah foi elevada demais, muito além de todas as coisas, e assim Yaacov não pôde se apegar a ela da mesma maneira. 

Porém é de Leah que descendem quase todos da nação judaica.

5 - Serach

Quando os filhos de Yaacov voltaram para casa com as notícias sobre Yossef, temiam que seu pai não acreditasse neles. Então Serach, filha de Asher, tocou sua harpa e ficou do lado de fora da tenda de Yaacov. Ela compôs uma melodia sobre Yossef e suas viagens, concluindo cada uma com o coro "… E Yossef ainda vive." 

"Sim!" exclamou finalmente seu avô, "Yossef ainda vive!"

E então seus filhos puderam falar com ele.

Por isso, Yaacov abençoou Serach com vida. Ela ainda estava viva para mostrar a Moshê onde ficava o túmulo de Yossef. Ainda estava viva, uma mulher sábia que salvou a cidade de Abel nos tempos do rei David. E ela ainda vive, pois foi uma das poucas pessoas a entrar viva no Paraíso. 
Se a Shechiná é um diamante e cada mulher uma faceta diferente, então Serach é a centelha de esperança que reluz em cada uma e emana lá de dentro. A centelha que nunca se afasta, que permanece acima e além mesmo quando a Shechiná que a contém afunda. Uma centelha duradoura que todos os rios do exílio não podem levar embora, e que oceanos de lágrimas não podem extinguir. Serach vive, ela vive no Paraíso, e portanto o paraíso vive dentro de nós. 

6 - Miriam

Uma menina fica de pé em meio aos juncos na margem do rio, parada e calma, observando de longe. Ela é a guardiã da promessa, de tudo que seu povo ansiou, e ela não permitirá que aquela promessa saia da sua visão. 

Seu nome é Miriam e Miriam significa amarga, pois é a amargura que a impele, toda a amargura nascida do duro destino de seu povo. Somente sua visão pode mitigar aquela dor ardente, e ela sozinha sustenta seu pulsar. É uma visão poderosa, que transformará o amargo em doce, as trevas do exílio na reluzente luz da liberdade. 

Em seu mérito, fomos redimidos da escravidão, e pelo mérito das mulheres de fé hoje, o mundo inteiro será redimido de sua escuridão.

7 - Devorah

"Eles deixaram de morar em cidades sem muralhas em Israel, deixaram até que eu, Devorah, surgisse; surgi como uma mãe em Israel." (Shofetim 5:7) 

Na pacífica sombra de uma antiga palmeira nas colinas de Efraim, ali você encontrará uma mulher sábia, uma profetisa a quem todos em Israel acorriam em busca de conselho, orientação e esperança.

Ela convocou Barak, um poderoso guerreiro, instruindo-o a guerrear contra os opressores de seu povo. Porém Barak insistiu que não iria, a menos que Devorah fosse com ele, e por isso ela zombou dele. 

Devorah não via grandeza em imitar os atributos da masculinidade – lutar, vencer e conquistar – mas sim em ser uma mãe em Israel, que dá vida, nutrindo seu povo com bondade e fé.

8 - Ruth

"Aonde tu fores, eu irei. Onde habitares, eu habitarei. Teu povo é meu povo e teu D'us é meu D'us." (Ruth 1:16)

Ela é o paradigma daquelas antigas almas que descobriam estar perdidas e ansiavam voltar para casa. Elas devem batalhar numa jornada ascendente, permeada de sacrifício e desafio ao longo de caminhos tortuosos e até bizarros, mas somente porque o pacote é tão precioso e sua entrega tão vital. 

Neste caso, foi uma centelha da pura santidade perdida desde Avraham, destinada a aflorar como o bisneto de Ruth, David, o redentor de Israel. E, muitos milênios depois como o redentor definitivo.

9 - Batsheva 

Existem almas que viajam numa estrada de veludo durante toda a vida, encontrando seu parceiro e seu lar em seu destino, como se tudo ocorresse segundo um roteiro cósmico ordenado.
Outros viajam por um labirinto de passagens obscuras, batendo a cabeça contra as paredes em repetidos erros, às vezes conseguindo abrir uma ou outra passagem secreta rumo ao desconhecido. 

Segundo a antiga sabedoria, este é o único caminho no qual as almas mais elevadas podem ser espremidas em nosso mundo estreitamente atado, onde as forças das trevas detém tanta influência. E foi assim que da união de Batsheva e David, uma união forjada no escândalo e na desgraça, um filho, Shelomô, nasceu, para construir o Templo, um portal para a Luz Infinita em Jerusalém. 

10 - Esther

"Então vou procurar o rei, contrariando o protocolo. E se eu perecer, perecerei." (Esther, 4:16)
Uma mulher de segredos, de mistérios, ocultando sua verdadeira identidade sob muitas vestes – até que chegou a hora. Uma mulher como a estrela matutina – naquele local impossível onde a noite se torna tão escura que somente lhe resta revelar a alvorada. 

Ela foi alguém que ousou penetrar na câmara mais recôndita do mal, elevando Haman, seu príncipe, ao pináculo da glória – somente para que ele pudesse fabricar sua própria queda.

Quando ela arrancou a máscara e sua luz interior resplandeceu, a fachada da intriga palaciana de sorte e coincidência abriu-se como uma cortina, revelando maravilhas e milagres nos bastidores. Dessa maneira, Esther contém a redenção definitiva, pois ela uniu o milagre ao mundano, ela descobriu a luz ilimitada dentro de uma nuvem escura. 

Última Palavra

Das almas mais elevadas e esclarecidas, muitas tiveram esposas mais notáveis que eles próprios e filhas ainda mais notáveis que os filhos. Assim foi com Avraham, Yitschac e Yaacov. Assim foi com Rabi Akiva e Rabi Meir. Assim foi com grandes mestres da Cabalá. 

Isso porque estes grandes homens, em sua vida pessoal, já estavam sentindo o sabor do Mundo Vindouro. Naquela época, a qualidade da feminilidade se agigantará sobre o homem. 

   
Turquia proíbe Israel de usar seu espaço aéreo

Turquia proíbe Israel de usar seu espaço aéreo

ANCARA

A Turquia fechou seu espaço aéreo para aviões da Força Aérea israelense por causa da morte de nove cidadãos turcos no ataque contra a frota humanitária que tentava levar suprimentos para a Faixa de Gaza, no dia 31. O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, confirmou ontem que uma aeronave militar de Israel foi proibida de sobrevoar o território turco em direção à Europa.
 
Funcionários israelenses disseram que o voo transportava mais de 100 militares e autoridades para a Polônia, para uma visita ao campo de concentração de Auschwitz. O avião não teve autorização de atravessar a Turquia e foi forçado a fazer uma rota alternativa. Aviões militares são obrigados a pedir permissão para sobrevoar outros países.
 
O premiê confirmou que a proibição estava relacionada com o ataque contra a frota, mas não esclareceu quantos voos foram barrados. Autoridades afirmaram que os voos comerciais não foram afetados.
 
Segundo Erdogan, as relações só serão normalizadas se o governo israelense pedir desculpas pela ação militar e aceitar uma investigação internacional. Ancara retirou seu embaixador em Israel e congelou as relações comerciais e militares entre os dois países. O Estado judeu não fez comentários sobre o fechamento do espaço aéreo.
 
Erdogan afirmou que a posição turca não mudou após o encontro com o presidente americano, Barack Obama, na cúpula do G-20 (grupo das principais economias desenvolvidas e emergentes) em Toronto. "Chegamos a um consenso de que é preciso um pedido de desculpas, o pagamento de indenizações para as famílias das vítimas e o fim do bloqueio econômico contra a Faixa de Gaza", disse o premiê.
 
A comissão interna criada por Israel para investigar o ataque fez ontem a sua sessão de abertura. Pressionado, o país aceitou incluir dois observadores internacionais. A Turquia diz que não confia na imparcialidade da comissão e exige a criação de um inquérito liderado pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Yerushalaim Shel Zahav

Yerushalaim Shel Zahav

(Jerusalém de Ouro)

Avir harim tsalul kaiain



Vereach oranim



Nisa beruach ha'arbaim



Im kol pa'amonim

 
Uvtardemat ilan vaeven



Shvuia bachalomá



Hair asher badad ioshevet



Uvelibá chomá

 
Pizmon



Yerushalaim shel zahav



Veshel nechoshet veshel or



Halo lecol shiraich



Ani kinor

 
Chazarnu el borot hamaim



Lashuk velakikar



Shofar kore behar habait



Bair ha'atiká

Uvamearot asher ba'sela



Alfei shmashot zorchot



Nashuv nered el iam hamelach



Bederech Yericho

 
Pizmon

Ach bevo'e haiom lashir lach



Velach likshor ktarim



Katonti mitzeir banaich



Umeacharon hameshorerim

 
Ki shmech tsorev et hasfataim



Kineshikat saraf



Im eshcachech Yerushalaim



Asher culá zahav



Pizmon

Arquivo MIDI: yrshlzhv.mid


Calendário Judaico

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Shavuot II
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Tishá Beav
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Rosh Hashaná I
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Yom Kippur
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Sucot II
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Simchat Torah
Chanucá 1ª Vela
Chanucá

28 de jun. de 2010

Militantes incendeiam acampamento de verão da ONU em Gaza

Militantes incendeiam acampamento de verão da ONU em Gaza

Atiradores palestinos mascarados atearam fogo nesta segunda-feira a um acampamento de verão da ONU (Organização das Nações Unidas) na faixa de Gaza, disseram autoridades e testemunhas. Este foi o segundo ataque do tipo em pouco mais de um mês.

Cerca de 25 militantes invadiram a unidade de recreação e atacaram guardas de segurança antes de incendiar uma das construções, disse o porta-voz da ONU, Adnan Abu Hasna.

Em 23 de maio, atiradores incendiaram um prédio depois de acusar as Nações Unidas de promoverem a imoralidade no território que está sob domínio islâmico.
John Ging, diretor para operações na faixa de Gaza da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados palestinos (UNRWA, na sigla em inglês), disse que o ataque foi um "ato covarde e desprezível".
 
"A UNRWA irá reconstruir o acampamento imediatamente e continuará seu programa de jogos verão que é tão importante para o bem-estar físico e psicológico das crianças de Gaza, muitas das quais estão estressadas e traumatizadas por suas circunstâncias e experiências", disse ele em comunicado.
 
Em grave crise financeira, a agência presta serviços a 4,7 milhões de refugiados palestinos no mundo árabe e organiza a cada ano acampamentos de verão na praia mediterrânea de Gaza, território controlado pelo grupo islâmico palestino Hamas desde 2007. No acampamento, cerca de 250 mil crianças podem participar de oficinas de artes, esportes e outras atividades.
 
Ninguém reivindicou a autoria do ataque, assim como ocorreu no primeiro incêndio, mas é provável que tenha sido ataque de extremistas islâmicos que se opõem aos acampamentos da ONU como anti-islâmicos.

Dois dias antes do primeiro ataque, um grupo militante autointitulado "Os Livres da Pátria" divulgou um comunicado criticando a UNRWA por "ensinar ginástica, dança e imoralidade a meninas".

Muçulmanos fundamentalistas, ou Salafis -- cujo objetivo de uma guerra global ou santa contra o Ocidente entra em conflito com os objetivos nacionalistas do Hamas -- aumentaram os ataques contra a faixa de Gaza nos últimos meses, tendo como alvo guardas de seguranças e sedes do grupo.

O Hamas também aumentou a repressão contra comportamentos e eventos que considera imorais e em abril enviou suas forças de segurança para interromper o primeiro grande show de hip-hop em Gaza.

O Hamas tomou o poder da faixa de Gaza das mãos do movimento secular Fatah, do presidente palestino, Mahmoud Abbas, durante confrontos em 2007. Israel, junto com Egito, fortaleceu o bloqueio sobre o território tomado pelo Hamas.
Gilad

Gilad


Paris – (Por Osias Wurman)- Foi grande a repercussão na mídia francesa da carta enviada pelo presidente frances Sarkosy em solidariedade ao soldado franco-israeli Gilad Shalit, no quarto aniversario de seu seqüestro pelo Hamas.

Manifestações foram feitas por sua libertação, com destaque para a marcha em Israel.

O maior problema para a efetivação da libertação de Shalit são as exigências do Hamas que deseja a libertação de mais de 1000 prisioneiros palestinos, muitos cumprindo pena por participação ou planejamento em crimes de morte.
Um dos presos pedidos pelo Hamas é Abbas al-Sayed, que enviou suicidas que perpetraram o massacre da Páscoa, quando 30 pessoas que participavam da festa judaica foram mortas em Netanya no ano de 2002. Sayed também foi o mentor do ataque em que morreram 5 civis no shopping de Netanya.
Os familiares das vitimas de crimes praticados pelos terroristas palestinos são favoráveis a pretendida troca de prisioneiros, mas ressalvam que não deveria ser feita a qualquer preço.
Definitivamente este não é o melhor momento para pressionar o governo israelense que luta contra as manobras inimigas através das "flotilhas midiáticas", e que nada fazem pelos direitos humanos de um seqüestrado, há 4 anos, sem direito de receber a visita da Cruz Vermelha.

Direto de Tel Aviv- (Por Daniela Kresch)
1.460 dias de pesadelo

Na sexta-feira completou quatro anos do sequestro do soldado Guilad Shalit. Quatro anos é muito tempo. Principalmente no cativeiro do Hamas, em algum lugar da Faixa de Gaza. Quatro anos também é muito tempo para uma mãe e um pai, que passaram os últimos 1460 dias num pesadelo inimaginável, se encontrando com meio mundo, principalmente com líderes locais e estrangeiros, na esperança de que um deles ajudasse o filho sequestrado a ver novamente a luz do dia.

Por pelo menos duas vezes, durante o mandato do ex-primeiro-ministro Ehud Olmert, pareceu que a troca de prisioneiros com o Hamas estava para sair. Mas nada aconteceu. Agora, os pais do soldado, Aviva e Noam Shalit, decidiram criar um novo momentum: uma longa caminhada de Mitzpé Hilá, no Norte de Israel, onde moram, até Jerusalém, onde pretendem montar uma tenda em frente à casa do atual premiê, Benjamin Netanyahu. 

Os principais jornais de Israel aderiram à campanha sem meias palavras. Há dias, a iniciativa é anunciada nas primeiras páginas. O Yediot Aharonot, o maior diário o país, informou que mais de três mil leitores já se comprometeram, através de mensagens SMS, a caminhar junto com os Shalit.

Noam Shalit disse que, dessa vez, não volta para casa sem Guilad. Prometeu que a vigília em Jerusalém durará até que Netanyahu decida trazer seu filho de volta a Israel.

Além da caminhada em Israel, outras manifestações estão marcando os quatro anos do sequestro. Em Nova York, "a verdadeira Flotilha da Liberdade" partirá, em dois barcos com 1.200 pessoas, do Pier 40 em direção à Estátua da Liberdade e à ONU. Em Paris e em Roma, milhares de pessoas também assinalaram a data com manifestações.

Mas, apesar de todo o apoio da imprensa e do público, para os quais Israel tem o dever de resgatar todo e qualquer cidadão (principalmente se for um soldado) que estiver no cativeiro, muitos especialistas são contra a troca com o Hamas. 

Por razões óbvias: o grupo terrorista quer centenas de presos palestinos envolvidos diretamente com a morte de milhares de israelenses em atentados, sejam libertados em troca de um soldado israelense. Seria um presente político para o Hamas e um golpe para o moderado Mahmud Abbas, além de um perigo real para Israel. Afinal, boa parte dos presos por terrorismo volta a se envolver com atentados depois de libertados.

Esse é um dilema difícil de desatar. As alegações contra e a favor da troca de prisioneiros são justas. Cabe ao primeiro-ministro tem que decidir para que lado torce.

MANCHETES E NOTAS


1- O presidente Shimon Peres vai visitar a Europa para explicar pessoalmente o momento israelense e as manobras inimigas para demonizar o Estado Judeu.

2- O aumento dos ataques a judeus religiosos na cidade holandesa de Amsterdam provocou o envio de agentes secretos da policia, usando o kipah (solidéu), para que prendam os autores dos ataques.

3- O jornal frances Le Figaro deu grande destaque na edição deste final de semana para matéria onde revela que os Emirados Árabes estão usando tecnologia e aviões israelenses não pilotados para proteger suas fronteiras e refinarias de petróleo contra ataques iranianos.

4- Maria Elisa Berenguer chegou hoje a Israel onde apresentara nos próximos dias as suas credenciais como representante Embaixadora do Brasil.

5- Uma relevante mudança pode ser notada na França e, em especial, nos hotéis de luxo de Paris e da Riviera Francesa. Os turistas russos, outrora evitados pelos franceses por sua forma descontraída de beber e manifestar sua alegria recebem, em tempos de crise, mimos na França como menu e legendas em russo, bem como canais de TV de Moscou nos hotéis.

6- A Turquia investe no afastamento de seu tradicional relacionamento com Israel. Um avião israelense, que levava militares para a Polônia em visita a campos de extermínio, foi proibido de passar pelo espaço aéreo turco.

7- Milhares de iranianos exilados na França fizeram uma manifestação lotando um ginásio, ao norte de Paris, para protestarem contra o regime iraniano. O evento foi organizado pelo Comitê Nacional de Resistência do Irã.

27 de jun. de 2010

Terroristas do Hamas assaltam banco em gaza e levam dólares

Terroristas do Hamas assaltam banco em gaza e levam dólares

GAZA (Reuters) - Forças do Hamas se apropriaram no sábado de 16 mil dólares de um banco de Gaza que havia congelado os recursos como parte de uma campanha contra a lavagem de dinheiro lançada pela Autoridade Palestina, dirigida pelo grupo rival Fatah e sediada na Cisjordânia.


Uma alta autoridade do Banco Islâmico Palestino afirmou que a polícia do Hamas levou o dinheiro dos caixas sob ameaça de armas. Ninguém ficou ferido no incidente. Dirigentes do Hamas não comentaram o fato.

O banco informou que o dinheiro estava numa conta de uma entidade beneficente islâmica, congelada pelo Ministério do Interior e a Autoridade Monetária Palestina, órgão que atua como um banco central para o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, rival do Hamas.

A conta foi congelada depois que o Hamas, que venceu a eleição parlamentar palestina em 2006 e tomou o controle da Faixa de Gaza em 2007, colocou seus representantes para gerenciar a entidade.

Essa foi a segunda vez neste ano que o Hamas se apropriou de dinheiro de um banco privado palestino. Em março, suas forças levaram 400 mil dólares de outra instituição, fazendo emergir preocupações entre os banqueiros sobre a segurança de operar em Gaza.

Cerca de uma dezena de bancos, palestinos e árabes em geral, atua na Faixa de Gaza, embora as sedes sejam na Cisjordânia.

Israel e os Estados Unidos consideram o Hamas uma organização terrorista. Os bancos israelenses cortaram os laços com as os bancos de Gaza em 2007, como parte da ampliação do embargo contra o governo do Hamas.
Abrindo as portas trancadas

Abrindo as portas trancadas

 PARASHÁ BALAK 5770 (25 de junho de 2010)



“Harry Houdini, um dos maiores mágicos de todos os tempos, tinha uma habilidade especial: ele conseguia escapar de qualquer cela trancada em, no máximo, 60 minutos, com as condições de que o deixassem entrar na cela com suas roupas normais e que ninguém ficasse observando seu trabalho para escapar.

Os moradores de uma pequena cidade britânica decidiram então desafiar o grande Houdini. Eles anunciaram que tinham acabado de desenvolver uma cela à prova de fuga e convidaram Houdini para testá-la. O desafio foi imediatamente aceito. No dia marcado, deixaram-no entrar na cela com suas roupas normais. Uma pessoa fechou a porta da cela, girou a chave de uma maneira estranha e todos se afastaram para deixar Houdini trabalhar sozinho.

O segredo de Houdini é que ele escondia uma barra de aço longa e flexível no seu cinto e utilizava-a para abrir as trancas das celas de onde escapava. Assim que as pessoas se afastaram, ele retirou a barra e trabalhou por 30 minutos, com seu ouvido muito próximo da tranca, mas nada acontecia. 45 minutos se passaram, depois uma hora, ele transpirava muito mas não conseguia abrir a tranca. Parecia realmente à prova de fuga, era impossível abrir aquela cela! Depois de duas horas trabalhando incessantemente ele caiu, exausto, apoiado na porta da cela. Para sua surpresa, a porta se abriu. Eles não haviam trancado a porta! Este era o truque para enganar o mais famoso artista das grandes fugas.

Houdini aprendeu naquele dia uma das lições mais importantes de sua vida: ele podia escapar de qualquer cela e abrir qualquer porta. A única porta que ele não conseguia abrir era a que estava trancada na sua mente”

Muitas vezes pensamos que somos incapazes de vencer nossos problemas e superar nossas limitações. Mas o único lugar onde as coisas são impossíveis é na nossa mente. É a única coisa que está realmente “trancada”.

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A Parashá desta semana, Balak, nos conta sobre um dos personagens mais contraditórios da Torá: Bilaam. Por um lado ele tinha um gigantesco potencial espiritual, ao ponto de conseguir ver anjos e falar diretamente com D’us. Por outro lado, ele se corrompeu completamente por causa de seus desejos insaciáveis e desceu aos níveis mais baixos. Justamente por causa dos seus “dons” espirituais é que ele foi procurado por Balak, rei do povo de Moav. As histórias das milagrosas e devastadoras vitórias militares do povo judeu contra inimigos poderosos causavam temor em todos os povos, e a aproximação dos judeus causou inquietação em Balak. Mas ele era sábio e entendeu que as vitórias do povo judeu não eram por causa de sua força militar e sim por causa de sua força espiritual. Enquanto o povo judeu tivesse as Brachót (bênçãos) de D’us, ninguém conseguiria vencê-los. Portanto Balak contratou Bilaam, por uma enorme quantia de ouro, para que ele utilizasse seus “dons” espirituais para amaldiçoar o povo judeu, o que talvez possibilitasse uma vitória na guerra.

Mas a idéia de Balak, apesar de ter sido genial, não funcionou, pois ele esqueceu que ninguém pode levantar nem mesmo um dedo se D’us assim não o permitir. Apesar de Bilaam ter feito três tentativas de amaldiçoar os judeus, D’us os protegeu e, ao invés de maldições, da boca de Bilaam só saíram Brachót. Balak então se irritou muito com Bilaam, como está escrito “E Balak se enfureceu com Bilaam e bateu as palmas. E disse Balak a Bilaam: ‘Eu te trouxe para amaldiçoar meus inimigos e você os abençoou três vezes!’ ” (Bamidbar 24:10).

Mas se voltarmos ao início da Parashá, surge uma pergunta. Desde o momento da contratação, Bilaam já havia avisado a Balak que talvez não conseguisse amaldiçoar o povo judeu, como está escrito “Você pensa que eu consigo dizer qualquer coisa? Eu somente consigo dizer as palavras que D’us coloca na minha boca” (Bamidbar 22:38). Então por que Balak ficou tão bravo com Bilaam? Se houvesse a expectativa de que o sucesso estava garantido, a frustração seria entendida, mas depois de Bilaam ter deixado clara a possibilidade de fracasso, por que foi tão grande a insatisfação de Balak?

Explica o Rav Yossef Dov Solovetchik, mais conhecido como Beit Halevi, que existem dois tipos de “não consigo”. Por exemplo, se uma pessoa pedisse para um amigo dar um tapa na cara de alguém importante e oferecesse dinheiro para isso, a pessoa responderia “não consigo”. Se a pessoa oferecesse dinheiro para o mesmo amigo escalar um prédio de 40 andares, ele também responderia “não consigo”. Apesar das duas respostas serem iguais nas palavras, elas são completamente diferentes no seu conteúdo. Não conseguir dar um tapa em outra pessoa não é uma incapacidade física, está relacionado com valores intelectuais e morais. Uma pessoa normal não conseguiria dar um tapa em outra pessoa por dinheiro, pois sua consciência o impediria. Já em relação a escalar um prédio de 40 andares, a pessoa não conseguiria por uma real impossibilidade física.

Qual a diferença prática entre os dois “não consigo”? No primeiro “não consigo”, se o valor oferecido fosse gradualmente aumentado, chegaria um momento em que os valores monetários falariam mais alto do que os valores morais e a pessoa conseguiria dar o tapa. Mas o ato de escalar o edifício continuaria sendo impossível, independente de quanto dinheiro fosse oferecido.

Estas duas formas de entender a expressão “não consigo” explicam a grande irritação de Balak. Bilaam, ao ser contratado, realmente disse que talvez não conseguisse amaldiçoar o povo judeu. Mas como Balak conhecia o desejo incontrolável de Bilaam por dinheiro e honra, imaginou que a resposta significava “por este valor talvez eu não consiga fazer este ato moralmente feio, mas se você oferecer mais, quem sabe eu consiga superar este bloqueio”. Como Balak estava disposto a pagar o que fosse pela maldição, ele ficou confiante que o acerto econômico ocorreria facilmente. O que ele não esperava é que Bilaam estava realmente se referindo à impossibilidade de amaldiçoar o povo judeu se D’us não permitisse, independente de quanto dinheiro recebesse.

Apesar da Torá ter sido escrita há mais de 3.000 anos, ela continua atual como nunca. Da mesma forma que Balak se confundiu sobre qual era o sentido verdadeiro da expressão “não consigo” dita por Bilaam, muitas vezes nós cometemos o mesmo erro. Às vezes dizemos para nós mesmos “gostaria de ser uma pessoa melhor, ajudar mais aos outros, fazer mais Mitzvót no meu dia a dia, mas eu não consigo”. O que significa este “não consigo”, que é realmente impossível, que tentamos de tudo para alcançar nossos objetivos espirituais e descobrimos que não temos como fazer mais nada? Certamente que não. Mas mesmo assim desistimos sem nem mesmo tentar.

A grande maioria das nossas limitações é imposta por nós mesmos. A depressão, uma das piores doenças da atualidade, que atinge uma elevada parcela da população mundial, é muitas vezes consequência da nossa falta de auto-estima. Achamos que somos pequenos, que não conseguiremos nunca chegar a níveis mais elevados, que é realmente impossível. Mas vemos que na prática isto é um grande erro. Se alguém nos perguntasse se conseguiríamos jogar uma partida de tênis por 11 horas seguidas, qualquer um responderia imediatamente que não, pois é impossível. Mas nesta semana dois tenistas passaram mais de 11 horas jogando uma única partida, em um dos torneios mais tradicionais do mundo, o de Wimbledon. De onde surgiu esta força? Na verdade ela sempre existiu dentro de cada um deles, apenas estava adormecida, esperando o momento de aflorar. E o que despertou esta força? Os milionários prêmios e a honra de ser o melhor tenista do mundo. Isto quer dizer que, em geral, o “não consigo” é consequência da falta de motivação adequada.

Se pararmos para refletir, chegaremos a uma conclusão lógica: se uma pessoa se esforça neste nível para ganhar um prêmio em dinheiro e fama, coisas passageiras que vem e podem ir embora de um instante para o outro, quanto mais temos que nos esforçar por nossa eternidade, algo que é garantido e para sempre. Por que não nos esforçamos assim espiritualmente? Pois não colocamos no coração a idéia de que cada ato neste mundo vale nossa eternidade. Investimos todo o nosso esforço nas coisas passageiras e não sobra tempo para as aquisições verdadeiras. Portanto, da próxima vez que quisermos crescer espiritualmente e a expressão “não consigo” vier à nossa cabeça, é bom verificar se realmente é impossível ou se estamos apenas enganando a nós mesmos.


Rav Efraim Birbojm
Pais do soldado israelense preso em Gaza iniciam manifestação em Jerusalém

Pais do soldado israelense preso em Gaza iniciam manifestação em Jerusalém


Os pais do soldado israelense Gilad Shalit, preso em Gaza há quatro anos, iniciaram hoje uma passeata de 12 dias rumo a Jerusalém para exigir ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que aceite uma troca com o movimento islamita Hamas.
"Hoje saímos para uma longa viagem para retornar com Gilad", disse a mãe do militar, Aviva, ao partir esta manhã com seu marido, Noam, do povoado de Mitzpe Hilla, no norte da Galileia, rumo a Jerusalém, cerca de 200 quilômetros de distância.
A marcha, de 12 dias de duração e destinada a conseguir o apoio em massa do público para uma concentração no próximo dia 8 de julho em frente à residência oficial de Netanyahu, coincide com o quarto aniversário do sequestro do soldado por milicianos palestinos.
Shalit foi capturado no dia 25 de junho de 2006 em um ataque de três milícias palestinas a uma base militar israelense na fronteira com a Faixa de Gaza e, desde então, tem paradeiro desconhecido e sem que nenhuma organização de direitos humanos o tenha visitado.

25 de jun. de 2010

Itália: Hamas mostra  sua natureza terrorista no tratamento a Shalit

Itália: Hamas mostra sua natureza terrorista no tratamento a Shalit

O Ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Franco Frattini, prometeu na quinta-feira ao pai do soldado israelense sequestrado Gilad Shalit que Roma "plenamente" vai  apoiar os esforços para ver seu filho liberado, exatamente quatro anos depois que ele foi capturado por militantes palestinos em um ataque na fronteira da Faixa de Gaza.

Frattini disse a  Noam Shalit, que foi visitar Roma, que a condição de cativeiro do seu filho tem violado "todas as regras internacionais e mostra o caráter terrorista do Hamas", acrescentando: "Os países da UE não podem considerar o Hamas como um interlocutor político".

Enquanto isso, o grupo norte-americano Human Rights Watch disse sexta-feira que o Hamas estava violando as regras da guerra, proibindo Shalit de ter contato com sua família e da Cruz Vermelha.

Tratamento do soldado de 23 anos de idade, é "cruel e desumano", disse o grupo em seu relatório, acrescentando que corresponde a uma definição das Nações Unidas de tortura, porque ele tem sido negado qualquer contato com o exterior.

dirigente do Hamas afirmou hoje que as negociações para a libertação de soldado israelense sequestrado Gilad Shalit ter sido congelado por seis meses, contando a Rádio Israel que o mediador alemão negociar a troca de prisioneiros negociações voltariam à sua tarefa somente uma vez a nova proposta foi feita.

Mahmoud A-Zahar também disse que não tinha informações sobre a situação de Shalit ou paradeiro, Zahar disse que o Hamas rejeitou a última proposta de Israel há seis meses por causa do que ele considerou a intenção de Jerusalém para resolver os seus compromissos e esvaziar o negócio de todo o conteúdo - referindo-se a Israel recusa a liberar certas e sua insistência em que os militantes do Hamas não é permitida para retornar à Cisjordânia.

Os pais de Shalit farão  a marcha para Jerusalém, no domingo, onde será o palco de um protesto fora da residência o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, uma busca que dizem só terão fim com o retorno de Gilad.

"Nós dissemos que não permitiria mais um ano para passar sem Gilad, e é isso que pretendemos fazer neste momento. Não irei para casa sem Gilad".
Ética dos Pais - Capítulo 6

Ética dos Pais - Capítulo 6

Os sábios ensinaram [este capítulo] na linguagem de Mishná; Bendito é Aquele que os escolheu e a seus ensinamentos. Rabi Meir disse: Todo aquele que se ocupa com [o estudo da] Torá por amor a ela, é merecedor de muitas coisas; além disso, é digno de que todo o mundo houvesse sido criado por sua causa. 
É chamado de amigo, amado, o que ama ao Onipresente, o que ama às [Suas] criaturas; o que alegra ao [que habita no] céu, alegra às criaturas. [A Torá] o reveste de humildade e de temor [a Deus]; o predispõe para ser um tsadik [justo], um chassid [pio], honesto e fiel; o mantém afastado do pecado e o aproxima às ações meritórias. 


Dele [as pessoas] desfrutam o benefício do conselho e da sabedoria, compreensão e da força, conforme foi dito: O conselho e a sabedoria são meus; eu sou a compreensão, o poder é meu. [A Torá] outorga-lhe soberania, autoridade, e juízo para discernir; os segredos da Torá lhe são revelados, e ele torna-se como uma fonte que flui com força cada vez maior e como uma correnteza que jamais cessa. Se torna recatado, paciente, e perdoa o insulto do qual é objeto; [a Torá] o engrandece e o eleva por sobre todas as coisas.   

Rabi Yehoshua ben Levi disse: Todos os dias uma Voz Celestial surge do Monte Chorev, que proclama e diz: “Ai das pessoas por causa da [sua] afronta à Torá!” Pois todo aquele que não se ocupa com a Torá é chamado de “reprovado”, conforme foi dito: [Como] um anel de ouro no focinho de um suíno, [é como] uma mulher formosa que lhe falta discrição. E também foi dito: As Tábuas são obra de Deus, e a escrita é a escrita de Deus, 'charut' - esculpida - nas Tábuas. Não leia charut, e sim cherut [liberdade], pois não há homem livre, salvo aquele que se ocupa com estudo da Torá; e todo aquele que se ocupa com o estudo da Torá se eleva, conforme foi dito: De Mataná ['o presente da Torá'] a Nachaliel ['a herança de Deus'], e de Nachaliel a Bamot  ['lugares elevados'].   
 
Aquele que aprende de seu semelhante um único capítulo, uma única lei [da Torá], um único versículo, uma única declaração [bíblica ou rabínica], ou sequer uma única letra, deve render-lhe honra. Pois assim encontramos no caso de David, Rei de Yisrael, que aprendeu de Achitofel apenas duas coisas, e mesmo assim chamou-o de seu mestre, seu guia, seu mentor, conforme foi dito: Tu és um homem de minha estatura; tu és meu guia e meu mentor. 


Certamente extrai-se uma dedução óbvia: Se David, Rei de Yisrael, que não aprendeu de Achitofel, senão duas coisas, chamou-o de seu mestre, seu guia e seu mentor, aquele que aprende de seu semelhante um único capítulo, uma única lei [da Torá], um único versículo, uma declaração, ou mesmo uma única letra, quanto mais haverá de tratá-lo com honra. E honra somente é merecida pela Torá, conforme foi dito: os Sábios herdarão honra... e os integros haverão de herdar o bem. E o [autêntico] bem é somente a Torá, conforme foi dito: Eis que lhes dei um bom ensinamento, não abandonem a Minha Torá.   


Assim é o caminho para [adquirir] a Torá: Coma pão com sal, beba água em pouca quantidade, durma sobre o chão, viva uma vida de privações, e empenha-te na Torá. Se fazes assim, “feliz serás e o bem estará contigo”. "Feliz serás - neste mundo; e "o bem estará contigo" - no Mundo Vindouro.   


Não procures a grandeza para ti, nem cobiçe a honra; que teus atos excedam teus estudos. Não deseje a mesa dos reis, pois tua mesa é maior que a deles, e tua coroa é maior que a deles; e teu Patrão é digno de confiança de que te remunerará por tuas ações.   


A Torá é maior que o sacerdócio e da realeza; pois a realeza é adquirida [junto] com trinta distinções, e o sacerdócio com vinte e quatro; mas a Torá é adquirida através das quarenta e oito seguintes qualidades: Com estudo, atenção auditiva, articulação verbal [do que foi estudado], percepção [intuitiva] do coração, reverência, temor, modéstia, alegria, pureza, auxílio aos Sábios, estreito vínculo com os colegas, debate perspicaz com os alunos, sobriedade, [conhecimento] das Escrituras [Tanach], da Mishná, reduzindo as atividades comerciais, reduzindo as preocupações com questões mundanas, reduzindo a indulgência no prazer [mundano], reduzindo o sono, reduzindo a conversa, reduzindo a risada, com lentidão para a ira, com um bom coração, com fé nos Sábios, com aceitação do sofrimento, consciente  de seu próprio lugar [- nível], satisfazendo-se com o que tem, fazendo uma cerca em torno de suas palavras, não reivindicando créditos para si, sendo amado, amando o Onipresente, amando as [Suas] criaturas, amando os caminhos da justiça [e bondade], amando os caminhos da retidão, amando a repreensão [crítica], mantendo-se distante das honrarias, não sendo arrogante de seu próprio conhecimento, não tendo prazer em proferir decisões [de halachá], compartilhando o fardo de seu próximo, julgando-o favoravelmente, colocando-o [no caminho] da verdade; colocando-o [no caminho] da paz, deliberando meticulosamente em seu estudo, perguntando e respondendo, escutando e somando [informações ao estudo], aprendendo para ensinar, aprendendo para praticar, aumentando a sabedoria de seu mestre, ponderando adequadamente o sentido do que aprende, e aquele que profere algo em nome de seu autor. Certamente estudaste que: Todo aquele que diz algo em nome de seu autor traz salvação para o mundo, conforme foi dito: E Ester disse ao rei em nome de Mordechai.   


Grande é a Torá, pois concede vida àqueles que a praticam, neste mundo e no Mundo Vindouro, conforme foi dito: Porque eles [os ensinamentos da Torá] são vida para quem os encontra, e cura para toda sua carne; e também foi dito: Remédio será para teu corpo e tutano para teus ossos; e também consta: É uma árvore de vida para os que nela se apegam, e os que a apóiam são louvados; e também foi dito: Pois são uma grinalda de graça para tua cabeça e um colar para teu pescoço; e também consta: Dará à tua cabeça uma grinalda graciosa, uma coroa de glória te concederá; e também foi dito: De fato, por meu intermédio [da Torá] se multiplicarão teus dias, e  anos de vida serão acrescentados para ti; e também consta: Longa vida está à sua destra, riqueza e honra à sua esquerda; e também foi dito: Longos dias, anos de vida e paz serão aumentados para ti.   


Rabi Shimon ben Yehuda disse em nome de Rabi Shimon ben Yochai: A beleza, a força, a riqueza, a honra, a sabedoria, a velhice, a velhice madura e os filhos são convenientes aos justos e convenientes ao mundo; conforme foi dito: A velhice madura é uma coroa de esplendor, há de se encontrar na senda da retidão; e também foi dito: O esplendor dos jovens é a sua força, e a beleza dos anciãos é chegar a uma velhice madura; e também consta: Os netos são a coroa dos anciãos, e o esplendor dos filhos são os pais; e também foi dito: A lua se sentirá inferiorizada e o sol se envergonhará quando Hashem dos exércitos reinar no Monte Tsiyon e em Yerushalaim, e haverá honra frente a Seus anciãos. Rabi Shimon ben Menassia disse: Estas sete qualidades que os Sábios enumera-ram [como convenientes] para os justos - todas elas se cumpriram em "Rabi" [Yehudá HaNassí] e em seus filhos.   


Rabi Yossê ben Kismá disse: Certa vez andava pelo caminho, quando deparou-se comigo certo homem. Saudou-me: "Shalom", e eu lhe respondi: "Shalom". Ele me disse: "Rabi, de que lugar és?" Respondi-lhe: "Sou de uma grande cidade de eruditos e sábios". Ele me disse: "Rabi, se estiver disposto a viver conosco em nosso lugar, te daria um milhão de dinares de ouro, pedras preciosas e pérolas". Respondi-lhe: "Mesmo que desses toda a prata e o ouro, as pedras preciosas e as pérolas do mundo, não moraria em nenhum lugar que não fosse um lugar de Torá". 


E assim está escrito no livro de salmos de David, Rei de Yisrael: A Torá de tua boca é para mim mais preciosa do que milhares de [peças de] ouro e prata. Além disso, no momento em que o homem abandona este mundo, não o acompanharão nem a prata nem o ouro, nem as pedras preciosas, nem as pérolas, mas somente [o conhecimento d]a Torá e as boas ações, conforme foi dito: Quando caminhas, [a Torá] te guiará; quando te deitas, te cuidará; e quando despertas, falará por ti. "Quando caminhas te guiará" - neste mundo; "Quando te deitas, te cuidará - na tumba; "E quando despertas, falará por ti" - no Mundo Vindouro. E também é dito: A prata é Minha e o ouro é Meu diz Hashem [oSenhor] dos exércitos.   


Cinco aquisições o Santo, bendito seja, tornou Suas [próprias posses] em Seu mundo e estas são: A Torá é um aquisição; o céu e a terra são uma aquisição; Avraham é uma aquisição; o povo de Israel é uma aquisição; o Bêt Hamicdash é uma aquisição. De onde sabemos com relação à Torá? Pois está escrito: Hashem me fez [a Torá] a Sua posse antes da criação, antes de Suas obras em épocas passadas. 


De onde sabemos com relação ao céu e a terra?  Pois está escrito: Assim disse Hashem: O céu é Meu trono, e a terra é Meu escabelo; Que casa [então] podes tu construir para Mim e onde está o lugar de Meu descanso? E também foi dito: Quão multiformes são Tuas obras, Hashem! Tu as fizeste todas elas com sabedoria; a terra está cheia de Tuas posses. 


De onde sabemos com relação a Avraham? Pois está escrito: "E ele o abençoou e disse: Bendito seja Avraham pelo Deus Supremo, possuidor do céu e da terra". De onde  sabemos com relação ao povo de Yisrael? Pois está escrito: Até que Teu povo passe, Hashem; até que o povo, que Tu adquiriste, passe; e também foi dito: Ao povo santo que está na terra e aos nobres - neles está todo Meu deleite. De onde o sabemos com relação ao Bêt Hamicdash? Pois está escrito: O lugar que Tu, Hashem, fizeste para Tua morada; o Santuário que Tuas mãos, Hashem, estabeleceram; e também foi dito: E ele os levou ao lugar de Sua Santidade, a montanha [do Bêt Hamicdash] que Sua destra adquiriu.   


Tudo o que o Santo, Bendito seja, criou em Seu mundo, criou exclusivamente para Sua glória, conforme foi dito: Tudo o que é chamado com Meu Nome, na verdade, é por Minha glória que Eu o criei, Eu o formei e Eu o fiz; e também foi dito: Deus reinará por toda a eternidade.