31 de mai. de 2010

Brasileira que estava em navio atacado por Israel aguarda para ser deportada

Brasileira que estava em navio atacado por Israel aguarda para ser deportada

Autoridades israelenses localizaram a cineasta brasileira Iara Lee, que estava em uma das embarcações da flotilha que seguiria para Gaza e, na lista de passageiros, constava como cidadã norte-americana, informou a Embaixada israelense em comunicado.
"Iara Lee está em boas condições de saúde e recusou a opção de deixar o país voluntariamente. Neste momento está com as autoridades israelenses aguardando ser deportada."

Segundo a embaixada de Israel, o Itamaraty já foi informado pelo embaixador de Israel, Giora Becher.
 Exército de Israel atacou na madrugada desta segunda-feira um comboio de barcos organizado pela ONG Free Gaza, um grupo de seis navios, liderados por uma embarcação turca, que transportava mais de 750 pessoas e 10 mil toneladas de ajuda humanitária para a faixa de Gaza, deixando ao menos dez mortos e cerca de 30 feridos.

A cineasta brasileira Iara Lee estava a bordo de um dos barcos atacados na manhã desta segunda-feira por Israel, segundo a Folha apurou.

Iara Lee

O último contato feito por Iara tinha sido na noite de ontem, quando, segundo amigas, ela postou mensagem no site de relacionamentos Facebook anunciando que o barco em que ela estava fora cercado pela Marinha de Israel. A brasileira embarcou na última quinta-feira a partir da Turquia e vinha dando notícias graças a uma conexão internet disponível no barco em que ela estava.

Em carta escrita antes do embarque, Iara justificou a participação na missão a Gaza dizendo que pretendia chamar atenção para o que ela considera "grave abuso de direitos humanos" cometidos por Israel contra a faixa de Gaza.

"Normalmente eu consideraria uma missão de boa vontade como esta completamente inócua. Mas agora estamos diante de uma crise que afeta os cidadãos palestinos criada pela política internacional. É resultado da atitude de Israel de cercar Gaza em pleno desafio à lei internacional. Embora o presidente Lula tenha tomado algumas medidas para promover a paz no Oriente Médio, mais ação civil é necessária para sensibilizar as pessoas sobre o grave abuso de direitos humanos em Gaza", diz a carta de Iara.

[...] Eu me envolvo porque creio que ações resolutamente não violentas, que chamam atenção ao bloqueio, são indispensáveis esclarecer o público sobre o que está de fato ocorrendo. Simplesmente não há justificativa para impedir que cargas de ajuda humanitária alcancem um povo em crise", acrescenta o texto.

Além de militar pela paz e pelo diálogo entre culturas, Iara Lee é uma produtora e cineasta brasileira de ascendência coreana radicada nos EUA. Entre suas obras estão os documentários "Synthetic Pleasures" (1995), que trata do impacto da alta tecnologia sobre a cultura de massas, e "Modulations" (1998), considerada uma das obras cinematográficas mais importantes sobre música eletrônica.

Iara é divorciada e não tem filhos.

Reunião

O embaixador israelense encontrou-se nesta segunda-feira com a Subsecretária-Geral de Assuntos Políticos do Itamaraty, embaixadora Vera Lúcia Barrouin Crivano Machado, às 17 horas, no Itamaraty, após ser convocado.

O embaixador de Israel reafirmou a posição israelense de que a flotilha não seguia com uma ação humanitária, mas chegou como uma provocação com o intuito de apoiar o regime ilegal e terrorista do Hamas em Gaza.

O Embaixador manifestou ainda que não existe crise humanitária em Gaza, uma vez que todo o tipo de ajuda tem ingressado diariamente na região. Israel ofereceu aos organizadores da flotilha a alternativa de seguirem para o porto de Ashdod, onde os suprimentos de ajuda humanitária seguiriam para Gaza por via terrestre. Os organizadores não aceitaram esta opção.

"Foi mencionado ainda, pelo embaixador, que os soldados israelenses embarcaram sem empunhar suas armas e foram atacados violentamente, com ameaças às suas vidas, pelos manifestantes que não foram pacifistas. Somente após sofrerem os violentos ataques, os soldados israelenses reagiram em legítima defesa", informa a embaixada israelense em seu comunicado.

Versão de Israel

O ministério das Relações Exteriores de Israel compilou uma nota tentando justificar o ataque do Exército israelense contra a "Frota da Liberdade" na madrugada desta segunda-feira (31). Traduzido para várias línguas e divulgado pelas embaixadas israelenses ao redor do mundo, o documento visa conter a rejeição da comunidade internacional ao ataque, julgado como "desproporcional".
Segundo a nota o chanceler israelense, Avigdor Lieberman, "os membros da embarcação não estavam em missão de paz e são, na verdade, terroristas que atacaram os militares das FDI [Forças de Defesa de Israel] quando estes abordaram a embarcação que se dirigia à faixa de Gaza".

Ainda de acordo com o comunicado, as tropas israelenses teriam tentado "dialogar e alcançar um entendimento com os organizadores da frota.

O comunicado lembra ainda que "todas as solicitações de Israel ao Hamas para que fosse autorizada a entrada da Cruz Vermelha na faixa de Gaza, com o fim de visitar e atender o soldado israelense sequestrado, Gilad Shalit, foram negadas".

Para o governo israelense a tentativa do comboio humanitário de furar o bloqueio à faixa de Gaza e entregar suprimentos à região foi uma "violência pré-planejada pelo grupo que atacou as FDI e Israel não permitirá qualquer ofensiva ao seu Estado por parte de grupos terroristas ou seus apoiadores".

Reação brasileira

O chanceler Celso Amorim afirmou nesta segunda-feira que o ataque israelense à flotilha que levava ajuda humanitária à faixa de Gaza justifica a tomada uma ação por parte da ONU. "É um ato muito grave, estamos preocupados com isso, esperamos que a ONU adote alguma ação, e que Israel possa atender ao que for solicitado", disse.

O governo brasileiro condenou nesta segunda-feira, em nota oficial, o ataque. A nota indica que o governo convocou o embaixador de Israel ao Itamaraty para que seja "manifestada a indignação do governo brasileiro com o incidente e a preocupação com a situação da cidadã brasileira".

"O Brasil condena, em termos veementes, a ação israelense, uma vez que não há justificativa para intervenção militar em comboio pacífico, de caráter estritamente humanitário. O fato é agravado por ter ocorrido, segundo as informações disponíveis, em águas internacionais. O Brasil considera que o incidente deva ser objeto de investigação independente, que esclareça plenamente os fatos à luz do Direito Humanitário e do Direito Internacional como um todo", diz o governo brasileiro no comunicado.

Outros países

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, decretou três dias de luto nos territórios palestinos devido ao ataque israelense à "Frota da Liberdade". Em comunicado emitido na cidade cisjordaniana de Ramallah através da agência oficial palestina "Wafa", Abbas não anunciou, no entanto, uma interrupção do diálogo indireto de paz que mantém com Israel.

Em visita ao Chile, o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta segunda-feira que Israel cometeu um ato de "terrorismo de Estado, "demonstrou que não quer a paz na região" e "violou a lei internacional".

O ministro de Defesa do Irã fez nesta segunda-feira um apelo à comunidade internacional para que cortem todas as relações com Israel após a morte de ativistas que levavam ajuda humanitária à faixa de Gaza a bordo de navios nesta segunda-feira.

Os Estados Unidos lamentaram a ação e indicaram que uma investigação deve apurar os detalhes da ação militar.

A Rússia considera que o ataque das tropas israelenses contra uma frota pró-palestina que levava ajuda humanitária à faixa de Gaza constitui uma "grosseira violação do direito internacional", segundo comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira.

Religião ou Espiritualidade?

Religião ou Espiritualidade?

 Texto de Ed René Kivitz
 José Lino

Dizem que Religião e Futebol não se discute. Será? Em tempos de Copa do Mundo tudo o que diz respeito a futebol é destaque, notícia e discussão. E quando a notícia mistura futebol com Religião?
Um episódio envolvendo os badalados jogadores do Santos aconteceu há algumas semanas e chamou a atenção de todos.

Os craques santistas fizeram uma visita a uma entidade chamada Lar Espírita Mensageiros da Luz, que cuida de crianças com paralisia cerebral. O objetivo era entregar ovos de Páscoa e passar algum tempo com as crianças. Mas, alguns dos atletas, entre eles, Robinho, Neymar, Ganso e Fabio Costa, se recusaram a entrar na entidade e ficaram dentro do ônibus do clube, sob a alegação de que são evangélicos e a entidade era espírita.


Sobre o fato, Ed René Kivitz, cristão, pastor evangélico e santista desde pequenininho, fez a seguinte reflexão:

“Os meninos da Vila pisaram na bola. Mas prefiro sair em sua defesa. Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. Aliás, o mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso, cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.

A religião está baseada em ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé. A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e de cada uma das tradições de fé.

Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra a prática do homossexualismo, ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar os favores de Deus, você está discutindo religião.

Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião.

Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, para decidir se deve ou não entrar nela, você está discutindo religião.

O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Javé, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna, os devotos do Buda, e por aí vai. 

E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos que pensam e crêem de forma diferente, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os diferentes deixem de existir, pois se tornam iguais a nós, ou pelo extermínio puro e simples, como já aconteceu e ainda acontece ao longo da História, através de assassinatos em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com “d” minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.

Mas quando você concentra sua atenção e ação em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade que é comum a todas as tradições religiosas. 

E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.

Os valores espirituais agregam pessoas, aproximam os diferentes, fazem com que os discordantes no mundo das crenças se dêem as mãos no mundo da solidariedade, na busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero e, inclusive, religião.

Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina – ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa recheado de carinho, afeto e alegria para uma criança que sofreu a tragédia de uma paralisia cerebral.”


Dica de leitura: Carlos A. Caldas.

o bar-mitzvá coletivo da Wizo Mundial acontecendo

o bar-mitzvá coletivo da Wizo Mundial acontecendo





Jerusalém em contagem regressiva:
faltam poucas horas para a cidade parar. É o
bar-mitzvá coletivo da Wizo Mundial acontecendo!

Daqui a poucas horas, quando boa parte da comunidade judaica brasileira estiver despertando para mais uma semana de trabalho, Jerusalém já estará em polvorosa. A cidade vai parar! E tem bons motivos para isso: estará sendo dada a partida para as comemorações em torno dos 90 anos de existência da Wizo Mundial. Uma data como esta merece ser celebrada de modo especial, porém o que organiza a entidade é muito mais.

Graças a uma intensa campanha realizada por todo o país e no mundo, mais de 600 jovens israelenses, vindos de toda parte do Estado de Israel, estarão tendo a oportunidade de celebrar tal como seus irmãos mais favorecidos em todo o universo, os seus bnei-mitzvot, com o mesmo brilho, a mesma emoção e a mesma festa que costuma cercar tão importante momento na vida de qualquer jovem, menino ou menina, israelense ou judeu. Muitas destas crianças estarão tendo a chance de conhecer pela primeira vez, a capital judaica, centro espiritual e sagrado de seu povo.

Auto carros irão deixar os Centros Wizo de todo o país se dirigindo ao Kotel (Muro das Lamentações) levando os jovens e pais ao encontro de familiares, amigos da entidade, chaverot e turistas que os estarão esperando para em conjunto, vibrar por este grande momento, em que uma nova etapa de vida, com mais responsabilidades para com os seus semelhantes estará sendo iniciada.

A mídia israelense já está a mil, acomodando-se para acompanhar e registrar a festa. São muitas as atividades programadas, passeios pela parte judaica da cidade, visita a pontos interessantes da história de Israel, como a Colina das Munições (de onde partiram para o ataque as forças IDF em reconquista da cidade durante a "Guerra dos Seis Dias"), visita ao Centro Arqueológico Davidson.

As bênçãos serão proferidas pelo rabino-chefe de Israel que, após as récitas e ofícios, lhes fará a entrega oficial dos certificados de bar-mitzvá a que têm direito e cada um receberá como presente ou uma bolsa, com talit, tefilin, kipá ( para os meninos) ou candelabros em prata com velas para o shabat (para as meninas). Como não poderia deixar de ser, um almoço comemorativo está sendo providenciado e, é claro, um jantar de gala também. Imbuída em repassar a tradição judaica para cada jovem israeli, a Wizo, durante todos estes meses, preparou-se com muito carinho e amor para este momento, e seu sentimento foi compartilhado por muitos amigos que, em gesto de grande generosidade, enviaram grande número de lembranças, presentes e donativos que serão revertidos em prol dos estudos e futuro dos bne-mitzvot.

Para eles, será surpresa, mas para nós que estamos distantes, o segredo pode ser revelado: o maior astro da canção de Israel também estará presente: Shai Gabso, ídolo da juventude, confirmou sua participação trazendo alegria e animação a esta grande festa cantando todos os seus maiores sucessos (e não são poucos!).

"Convidamos a todos os amigos Wizo no Brasil que se juntem a nós neste momento de alegria, elevando seus pensamentos pelo sucesso e bem estar do Estado de Israel, da Wizo Mundial, destes jovens e suas famílias e da humanidade. Serão momentos inesquecíveis, a festa é nossa, e queremos compartilhar com vocês", complementam os membros diretores da Wizo no Rio de Janeiro e as chaverot que serão representadas na oportunidade por Eva Solevics, da Coordenadoria de Cultura da Wizo-Rio, e Ethel Chasilew, do Grupo Ramat Aviv. Aos interessados em enviar mensagens de congratulação, a Wizo-Rio estará disponibilizando sua secretaria pelo telefone 2275-1188.
No Kotel, os jovens estarão iniciando sua trajetória de
responsabilidades e mitzvot que cabe ao povo judeu
em toda a sua história, de geração em geração
Grande parte destes jovens não é assistida pelos programas
da Wizo. Celebrando seus 90 anos de existência a Organização
pretendeu ir além, estendendo seu braço amigo a todos, sem exceção
Nenhum detalhe foi esquecido: convites, presentes
e passeios por toda a Jerusalém. Uma festa que
será emocionante e inesquecível para todos
Tal como costuma realizar em outras oportunidades,
almoço e jantar de gala estão sendo organizados e,
mais uma vez, caberá ao rabino-chefe de Israel a entrega a
cada jovem dos certificados de bar e bat-mitzvá a que tem direito
 
UE cobra de Israel investigação ampla do ataque a missão humanitária

UE cobra de Israel investigação ampla do ataque a missão humanitária

Feridos foram socorridos Haifa
 
Pelo menos nove pessoas morrem em ataque da Marinha israelense a um comboio de ajuda humanitária que levava suprimentos à Faixa de Gaza. A Alemanha questionou proporcionalidade da ação e pediu investigação ampla e urgente.Israel,por sua vez, através de comunicado informou que “a armada de ódio e violência era em apoio à organização terrorista Hamas como uma provocação premeditada e ultrajante”.
 
Os organizadores da flotilha são bem conhecidos por suas ligações com o Jihad, Al-Qaeda e o Hamas, tendo em sua trajetória um histórico de contrabando de armas e outros materiais bélicos. O comunicaado israelense informa que “a bordo do navio, foram encontradas armas que estavam preparadas com antecedência e e foram usadas contra as FDI(Forças de Defesa de Israel) já antes da abordagem.
 
A intenção dos organizadores foi a utilização de métodos violentos e, infelizmente, houve fortes resultados”.O comunicado diz também,que a chamada ajuda humanitária não tinha uma finalidade pacífica e se assim fosse, os organizadores teriam aceitado a oferta israelense em realizar a entrega dos materiais através dos canais apropriados, como a ONU ou a Cruz Vermelha. Na verdade, o grupo afirmou repetidas vezes que a intenção era romper o bloqueio marítimo em Gaza.
 
Este bloqueio, realizado por Israel, é legal e justificado, levando em consideração o terror imposto pelo Hamas em Gaza. Permitir que esses navios entrassem de forma ilegal no território teria aberto um corredor de contrabando de armas e terroristas na Faixa de Gaza, resultando em morte de milhares de civis e a disseminação da violência em toda a área.Líderes mundiais reagiram com consternação diante do ataque da Marinha israelense a um comboio de ajuda humanitária que matou ao menos nove pessoas e deixou dezenas de feridos na segunda-feira (31/05).

O ataque aos “ativistas” que transportavam suprimentos para a Faixa de Gaza teria acontecido em águas internacionais. A imprensa israelense fala em até 16 mortos.Os seis barcos com cerca de 700 ativistas pró-Hamas e carregavam 10 mil toneladas de alimentos e tentaram furar o bloqueio marítimo imposto por Israel à Faixa de Gaza. Às 5h no horário local, eles foram interceptados pelas forças israelenses.

O confronto teria sido gravado por uma equipe turca, que estava a bordo da embarcação que foi atacada. Após o ataque, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou Israel de praticar terrorismo de Estado.A chanceler federal alemã, Angela Merkel, cobrou do governo israelense um rápido esclarecimento sobre o que de fato aconteceu. Ela defendeu uma investigação internacional. "Coloca-se a urgente questão da proporcionalidade", afirmou.

Bildunterschrift: O ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, conversou sobre o caso com o colega israelense Avigdor Lieberman por telefone. "Eu insisti que seja feita uma investigação abrangente, transparente e neutra de todas as circunstâncias", disse Westerwelle.

A União Europeia (UE) convocou uma reunião extraordinária com embaixadores para discutir o ataque violento do comando israelense. A alta representante para a Política Externa da UE, Catherine Ashton, exigiu que Israel faça "um inquérito exaustivo sobre as circunstâncias". Ela também pediu abertura "imediata" e "sem condições" da Faixa de Gaza.

A Casa Branca comunicou que o presidente Barack Obama lamenta "profundamente" a perda de vidas e expressa preocupação com os feridos. "O presidente também expressou a importância de saber todos os fatos e circustâncias relacionados com os trágicos acontecimentos desta manhã o mais rápido possível.

"O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que era aguardado na próxima semana para conversas na Casa Branca, nos Estados Unidos, anunciou o cancelamento da visita na tarde desta segunda-feira. "Estou chocado com as informações", disse Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, numa conferência sobre o Tribunal Penal Internacional em Campala. "Condeno essa violência.

É vital que haja um inquérito completo para determinar como aconteceu esse banho de sangue", completou.O Conselho de Segurança das Nações Unidas também convocou uma reunião emergencial na tarde de segunda para discutir a crise deflagrada pelo ataque israelense.

As forças israelenses acusam os ativistas de terem iniciado o conflito. Segundo Israel, os soldados revidaram com armas de fogo após terem sido atacados com facas, armas de fogo e cacetes. Mas os ativistas insistem que os soldados já chegaram atirando. "Eles começaram a violência.

Nós fizemos todos os esforços possíveis para evitar o incidente", tentou explicar Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro israelense. Segundo Israel, os ativistas foram advertidos sobre a ilegalidade de furar o bloqueio à Faixa de Gaza e avisados de que, se o comboio seguisse adiante, os barcos seriam interceptados e levados até o porto de Ashdod e que os ativistas seriam presos antes de serem deportados.

Além dos nove mortos, dezenas de pessoas ficaram feridas. O Almirante Eliezer Marom, chefe das Forças Armadas de Israel, disse que o confronto se limitou à embarcação turca, que levava 700 passageirosBildunterschrift: Israel declarou a Faixa de Gaza como "território inimigo" em agosto de 2007, oito meses depois de o grupo radical Hamas ter expulsado à força o governo da AP dessaa região autônoma árabe palestina.

O objetivo era aumentar a pressão para que o Hamas cessasse os disparos de foguetes, quase que diários, contra o território israelense. Outra medida foi a interrupção de energia elétrica e de bens de luxo para quase 1,5 milhões de habitantes.

Em 2008, Israel fechou a fronteira com a Faixa de Gaza e interrompeu o abastecimento de combustível. Somente suprimentos de ajuda humanitária podem ser importados e a entrada de matéria-prima no país é proibida.

Conselho de Segurança da ONU já analisa ataque de Israel a navio

Conselho de Segurança da ONU já analisa ataque de Israel a navio

Ataque a barco turco que levava ajuda humanitária a Gaza matou 9.

Reunião foi pedida pela Turquia, que é membro provisório do Conselho.

O Conselho de Segurança da ONU já está reunido, emergencialmente, para discutir o ataque de Israel a uma frota com ajuda humanitária que se dirigia à Faixa de Gaza.

A reunião foi pedida pela Turquia, país de onde procedia um dos navios atacados, e onde houve 9 mortes e mais de 30 ficaram feridos. A Turquia, assim como o Brasil, ocupa uma das dez vagas rotativas do conselho.

O premiê turco acusou Israel de fazer terrorismo de estado e disse que seu país não vai ficar calado diante do acontecido.

O ministério turco de Relações Exteriores também afirmou que vai chamar seu embaixador em Israel para consultas.

O fim violento para a iniciativa apoiada pela Turquia de romper o bloqueio israelense à Faixa de Gaza. com o ataque ao comboio de seis navios que levava 600 pessoas e 10 mil toneladas de suprimentos, gerou condenação no Oriente Médio e fora da região.

Nas ruas das cidades turcas, a população fez protestos contra a atitude das tropas israelenses.
Primeiro-ministro turco acusa Israel de ato de terrorismo de Estado

Primeiro-ministro turco acusa Israel de ato de terrorismo de Estado

O premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta segunda-feira que Israel cometeu um ato de "terrorismo de Estado" ao atacar um comboio de seis barcos organizado pela ONG Free Gaza, liderados por uma embarcação turca que transportava mais de 750 pessoas e 10 mil toneladas de ajuda humanitária para a faixa de Gaza, matando ao menos dez pessoas. 

O grupo tentava furar o bloqueio de Israel à entrega de mercadorias aos palestinos. De acordo com a imprensa turca o ataque ocorreu em águas internacionais, mas as forças de defesa de Israel mantêm que as embarcações tinham invadido seu território.
Em visita ao Chile, Erdogan disse que Israel "demonstrou que não quer a paz na região" e "violou a lei internacional". 

Segundo ele, a Turquia irá convocar uma sessão de emergência da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para discutir o incidente. 

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, decretou três dias de luto nos territórios palestinos devido ao ataque israelense à "Frota da Liberdade".
Em comunicado emitido na cidade cisjordaniana de Ramallah através da agência oficial palestina "Wafa", Abbas não anunciou, no entanto, uma interrupção do diálogo indireto de paz que mantém com Israel. 

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas se reunirá na tarde desta segunda-feira em uma sessão de emergência para discutir o ataque de Israel contra um comboio de navios que levavam ajuda humanitária a Gaza, disseram diplomatas à Reuters.
A Síria pediu na segunda-feira uma reunião de emergência da Liga Árabe para discutir o ataque israelense a barcos que tentavam levar ajuda humanitária à faixa de Gaza. 

Outras reações
 
Os Estados Unidos lamentaram a ação e indicaram que uma investigação deve apurar os detalhes da ação militar. 

O ministro de Defesa do Irã fez nesta segunda-feira um apelo à comunidade internacional para que cortem todas as relações com Israel após a morte de ativistas que levavam ajuda humanitária à faixa de Gaza a bordo de navios nesta segunda-feira. 

"O mínimo que a comunidade internacional deveria fazer com relação ao horrível crime cometido pelo regime sionista é boicotá-lo e cortar todas as relações diplomáticas, econômicas e políticas", disse Ahmad Vahidi, segundo a agência semi-oficial de notícias Irna. 

A Rússia também diz considerar que o ataque das tropas israelenses contra a frota pró-palestina que levava ajuda humanitária à faixa de Gaza constitui uma "grosseira violação do direito internacional", segundo comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira.
Cineasta brasileira estava a bordo de comboio atacado por Israel

Cineasta brasileira estava a bordo de comboio atacado por Israel

A cineasta brasileira Iara Lee estava a bordo de um dos barcos atacados na manhã desta segunda-feira por Israel, segundo  apuramos. 

Não se sabe se ela está entre as vítimas da ação israelense, que visava impedir que uma flotilha internacional de seis embarcações furasse o bloqueio à faixa de Gaza para entregar suprimento à população do território controlado pelo grupo radical Hamas. 

Amigas de Iara enviaram hoje de manhã carta ao chanceler Celso Amorim e ao assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, pedindo que o governo brasileiro tome "as providências cabíveis e necessárias para assegurar a vida e a integridade de Iara Lee". 

O Itamaraty ainda não se pronunciou sobre o caso. 

O último contato feito por Iara ocorreu na noite de ontem, quando, segundo amigas, ela postou mensagem no site de relacionamentos Facebook anunciando que o barco em que ela estava fora cercado pela Marinha de Israel. A brasileira embarcou na última quinta-feira a partir da Turquia e vinha dando notícias graças a uma conexão internet disponível no barco em que ela estava. 

Em carta escrita antes do embarque, Iara justificou a participação na missão a Gaza dizendo que pretendia chamar atenção para o que ela considera "grave abuso de direitos humanos" cometidos por Israel contra a faixa de Gaza. 

"Normalmente eu consideraria uma missão de boa vontade como esta completamente inócua. Mas agora estamos diante de uma crise que afeta os cidadãos palestinos criada pela política internacional. É resultado da atitude de Israel de cercar Gaza em pleno desafio à lei internacional. Embora o presidente Lula tenha tomado algumas medidas para promover a paz no Oriente Médio, mais ação civil é necessária para sensibilizar as pessoas sobre o grave abuso de direitos humanos em Gaza", diz a carta de Iara. 

"[...] Eu me envolvo porque creio que ações resolutamente não violentas, que chamam atenção ao bloqueio, são indispensáveis esclarecer o público sobre o que está de fato ocorrendo. Simplesmente não há justificativa para impedir que cargas de ajuda humanitária alcancem um povo em crise", acrescenta o texto. 

Além de militar pela paz e pelo diálogo entre culturas, Iara Lee é uma produtora e cineasta brasileira de descendência coreana radicada nos EUA. Entre suas obras estão os documentários "Synthetic Pleasures" (1995), que trata do impacto da alta tecnologia sobre a cultura de massas, e "Modulations" (1998), considerada uma das obras cinematográficas mais importantes sobre música eletrônica.Iara é divorciada e não tem filhos.

EUA mantiveram contatos secretos com Hamas, diz líder do grupo

EUA mantiveram contatos secretos com Hamas, diz líder do grupo

Os Estados Unidos mantiveram contatos com o Hamas, embora não tenham coragem de falar abertamente com esse movimento, diz o líder do grupo, Khaled Meshaal, em declarações publicadas hoje no jornal The Guardian.
 
Meshaal elogia o presidente russo, Dmitri Medvedev, por ter se encontrado com ele em Damasco e o sírio, Bashar al Asad, por ter possibilitado essa reunião, há dez dias.
 
"Agradeci (Medvedev) por ter se reunido comigo e lhe disse que os americanos nos contataram também, mas não são suficientemente corajosos para admitir isso abertamente", explica o líder palestino.
 
"Confio que em um futuro muito próximo todo o mundo vai se dar conta de que vão ter que tratar com o Hamas", prevê.
 
A afirmação de que os Estados Unidos manteve contatos com um grupo que os qualifica ao mesmo tempo de organização terrorista irritou, segundo o The Guardian, o presidente palestino da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, cujas forças de segurança prenderam e supostamente torturam membros do Hamas na Cisjordânia.
 
Mais de quatro anos depois do começo do bloqueio de Gaza a Israel, essa revelação parece indicar também, segundo o jornal, que o consenso ocidental sobre a necessidade de isolar o Hamas começa a ser quebrado.
 
A Rússia é um membro do Quarteto do Oriente Médio - junto aos EUA, a UE e as Nações Unidas -, que exige o reconhecimento do Estado israelense como pré-condição para que se possa negociar o futuro da Palestina.
 
Segundo o líder do Hamas, muitos funcionários ocidentais reconheceram que o bloqueio de Gaza fracassou e que é hora de colocar um fim nisso.
 
Meshaal explica que Israel está perdendo a capacidade de impor suas condições a uma liderança palestina debilitada em Ramala.
 
"Israel leva a cabo exercícios militares para ameaçar o Hamas, Hezbollah e à Síria. Não quer a paz, mas a opção guerreira não será fácil", opina o líder do Hamas.
 
Para Meshaal, Israel poderia se ver tentado a atacar Gaza novamente, mas acreditar que seria uma "opção fácil" é uma ilusão "não só porque temos armas adequadas, mas porque lutaria contra um povo que sabe que não tem nada a perder".
 
De acordo com sua análise, "a reconciliação palestina não está na mesa (dos norte-americanos) por enquanto porque a prioridade para os EUA é resumir as negociações indiretas".
 
"Mahmoud Abbas se encaixa melhor no objetivo americano porque está débil e um eventual acordo com o Hamas reforçaria a posição palestina nas negociações. Os EUA preferem um negociador palestino débil porque acreditam que é a melhor forma de alcançar um acordo com um intransigente Netanyahu (primeiro-ministro israelense)", explica.

Segundo o líder do Hamas, nove ou dez dos 22 membros da Liga Árabe apóiam pública ou tacitamente sua fórmula para um governo de unidade (palestino), entre eles a Arábia Saudita.
 
Ele afirma que quatro dias antes da última cúpula da Liga Árabe em Sirte (Líbia), o ministro de Exteriores saudita, Saud al Faisal, levou ao Egito um documento de uma página com sua última proposta.
 
O documento defende a criação de uma liderança palestina que represente todos os grupos, um conselho de segurança que reforce as forças de segurança em Gaza e um comitê encarregado de organizar novas eleições
Síria convoca reunião da Liga Árabe por agressão naval de Israel

Síria convoca reunião da Liga Árabe por agressão naval de Israel

A Síria pediu na segunda-feira uma reunião de emergência da Liga Árabe para discutir o ataque israelense a barcos que tentavam levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. 

Mais de dez pessoas morreram na madrugada de segunda-feira quando militares israelenses abordaram as embarcações, a bordo das quais havia centenas de ativistas e 10 mil toneladas de mantimentos. 

Israel mantém um bloqueio por terra, mar e ar contra a Faixa de Gaza, dificultando o acesso de mantimentos a seus moradores. 

"O representante da Síria junto à Liga Árabe submeteu um memorando formal à Liga solicitando que ela se reúna," disse a agência oficial de notícias da Síria. 

O governo já organizou manifestações contra o incidente em várias cidades sírias, e autoridades se reuniram em frente à embaixada da Turquia em Damasco para manifestar solidariedade, já que a flotilha continha embarcações com bandeira turca, e a bordo viajavam vários cidadãos desse país.
Separadamente, os governantes da Síria e do Líbano divulgaram, após reunião em Damasco, uma nota conjunta condenando "o selvagem ataque israelense a civis." 

A Síria tem buscado uma aproximação com a Turquia nos últimos dois anos. O país também serve de exílio para vários dirigentes do grupo islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza e prega a destruição de Israel. 

A Liga Árabe, com sede no Cairo, apoia as negociações indiretas de paz entre Israel e a facção palestina comandada pelo presidente Mahmoud Abbas, rival do Hamas. A Síria se opõe a esse processo, iniciado no mês passado sob mediação dos EUA, mas diz que não quis impedi-lo em nome do "consenso árabe." 

(Reportagem de Khaled Yacoub Oweis)
COMUNICADO À IMPRENSA - ACONTECIMENTOS NESTA MADRUGADA

COMUNICADO À IMPRENSA - ACONTECIMENTOS NESTA MADRUGADA








COMUNICADO À IMPRENSA
31 de maio de 2010
Enviamos abaixo as reações oficiais do governo de Israel acerca dos eventos ocorridos nesta madrugada entre as Forças de Defesa de Israel (FDI) e a flotilha que seguia em direção à Faixa de Gaza.
1.      Atividades e declarações do Ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Liberman
O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Liberman, segue conduzindo uma série de diálogos com Chanceleres de vários países e informou nesta manhã em Israel que os membros da embarcação não estavam em missão de paz e são, na verdade, terroristas que atacaram os militares das FDI quando estes abordaram a embarcação que se dirigia à Faixa de Gaza.
O Chanceler também explicou que todas as tentativas de Israel para dialogar e alcançar um entendimento com os organizadores da flotilha foram rejeitadas. Lembrou também que todas as solicitações de Israel ao Hamas para que fosse autorizada a entrada da Cruz Vermelha na Faixa de Gaza, com o fim de visitar e atender o soldado israelense seqüestrado, Gilad Shalit, foram negadas. O que aconteceu nesta manhã foi uma violência pré-planejada pelo grupo que atacou as FDI e Israel não permitirá qualquer ofensiva ao seu Estado por parte de grupos terroristas ou seus apoiadores.
2.      Reação do Vice-Ministro das Relações Exteriores de Israel, Danny Ayalon.
O Vice-Ministro das Relações Exteriores de Israel, Danny Ayalon, informou nesta manhã em Israel, durante uma coletiva de imprensa, que "a armada de ódio e violência em apoio à organização terrorista Hamas foi uma provocação premeditada e ultrajante". Os organizadores da flotilha são bem conhecidos por suas ligações com o Jihad, Al-Qaeda e o Hamas, tendo em sua trajetória um histórico de contrabando de armas e outros materiais bélicos. Ayalon informou ainda que "a bordo do navio, foram encontradas armas que estavam preparadas com antecedência e usadas contra as FDI. A intenção dos organizadores era a utilização de métodos violentos e, infelizmente, houve fortes resultados".
Ayalon também informou que a chamada ajuda humanitária não tinha uma finalidade pacífica e se assim fosse, os organizadores teriam aceitado a oferta israelense em realizar a entrega dos materiais através dos canais apropriados, como a ONU ou a Cruz Vermelha. Na verdade, o grupo afirmou repetidas vezes que a intenção era romper o bloqueio marítimo em Gaza. Este bloqueio, realizado por Israel, é legal e justificado, levando em consideração o terror imposto pelo Hamas em Gaza. Permitir que esses navios entrassem de forma ilegal no território teria aberto um corredor de contrabando de armas e terroristas na Faixa de Gaza, resultando em morte de milhares de civis e a disseminação da violência em toda a área.

Após os repetidos avisos aos organizadores de que não seria permitido romper o bloqueio e de acordo com a lei marítima, Israel impôs o seu direito. Infelizmente os membros da flotilha não atenderam nenhuma das propostas israelenses, incluído a de hoje pela manhã, onde as FDI solicitaram que a flotilha os acompanhasse, encerrando de forma pacífica este evento.

Nenhum país soberano iria tolerar este tipo de violência contra sua população civil, contra a sua soberania, contra a lei internacional. Israel lamenta as vítimas e informa que foram usadas todas as opções e alternativas para evitar esta situação.
Informações Adicionais (em inglês)
  1. Clique aqui e veja um vídeo onde membros da flotilha utilizam de alta violência contra os soldados israelenses durante a embarcação destes no navio. O evento ocorreu nesta manhã.
  2. Clique aqui e acesse um documento que aponta ligações do grupo IHH (Insani Yardim Vakfi, IHH, "Fundo de Ajuda Humanitária") com os grupos terroristas Hamas,  Irmandade Mulçumana e Al-Qaeda.
  3. Clique aqui e veja um vídeo onde um soldado israelense é atacado com golpes de pé-de-cabra.  
  4. Clique aqui e veja um vídeo onde as Forças de Defesa de Israel abordam a embarcação que se aproxima da Faixa de Gaza e oferecem o Porto em Ashdod como alternativa para que a flotilha  desembarque os suprimentos e estes sejam transportados por via terrestre à Faixa de Gaza sob supervisão. A opção de transporte via terrestre é a mais segura, haja visto que algumas embarcações que supostamente levam suprimentos à Faixa de Gaza, transportam também armamentos e outros materiais bélicos. No vídeo, claramente vê-se que a embarcação recusa a proposta. Após a recusa, a flotilha atacou as FDI.
  5. Clique aqui e assista um vídeo, feito antes dos recentes acontecimentos, onde os organizadores da flotilha admitem utilizar a força caso os soldados israelenses embarquem em algum navio da flotilha.
  6. Clique aqui e acesse o documento "The Gaza flotilla and the maritime blockade of Gaza - Legal background", com informações acerca da legalidade do bloqueio marítimo em Gaza.
Assessoria de Imprensa
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Netanyahu dá 'total apoio' aos militares de Israel e cancela visita aos EUA

Netanyahu dá 'total apoio' aos militares de Israel e cancela visita aos EUA

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou deu "total apoio" ao ataque dos militares de seu país a uma frota que levava ajuda humanitária a Gaza no Mar Mediterrâneo nesta segunda-feira, 31. O episódio, que deixou ao menos 10 mortos, gerou grande reação da comunidade internacional. 
 
O gabinete de Netanyahu disse que ele conversou com os mais altos diplomatas israelenses e oficiais de segurança por telefone do Canadá, onde se encontra em visita oficial, para comunicar seu total apoio aos militares.

Pouco tempo depois, seu gabinete informou que estava cancelada a viagem de terça-feira do premiê aos EUA, onde se encontraria com o presidente Barack Obama para tratar de temas como o estabelecimento de negociações de paz com os palestinos. "O primeiro-ministro decidiu encurtar a viagem ao Canadá e votlar para Israel", disse uma fonte do governo.

Anteriormente, um porta-voz havia dito a viagem seria mantida apesar da crise diplomática que tomou conta do país após o ataque. "É muito importante que sentemos com nossos amigos e aliados para discutir assuntos de preocupação comum e há planos para viajarmos para Washington para atendermos a reunião planejada com o presidente Obama", disse o porta-voz Mark Regev a uma televisão canadense na ocasião.
Exército israelense afirma que ataque aconteceu em águas internacionais

Exército israelense afirma que ataque aconteceu em águas internacionais

JERUSALÉM, Israel — O porta-voz do Exército israelense, general Avi Benayahu, afirmou que o ataque contra a frota humanitária pró-palestina, que matou pelo menos 19 passageiros, aconteceu em águas internacionais.

"O comando agiu em alto mar entre 4H30 e 5H00, a uma distância de 70 a 80 milhas (130 a 150 km) de nossa costa", afirmou o general à rádio pública.

Segundo os termos dos acordos de paz de Oslo (1993), Israel mantém o controle das águas territoriais diante da Faixa de Gaza em uma distância de 20 milhas (37 km).

Segundo a imprensa israelense, as autoridades militares tinham duas opções: uma intervenção em alto-mar contra a pequena frota ou uma abordagem quando os barcos entrassem no limite de 20 milhas. Acabaram escolhendo a primeira.

O general Benayahu também disse não saber quem deu a ordem de abrir fogo.
"A Marinha atuou de acordo com as ordens e as regras de disparo são muito claras. Os soldados foram advertidos de que não deviam ceder às provocações", destacou o general Benayahu.
Diversos países e organizações internacionais condenaram na manhã desta segunda-feira (31) o ataque de Israel em águas internacionais às embarcações da Frota da Liberdade, que levava ajuda humanitária à região da faixa de Gaza.

De acordo com as Forças Armadas de Israel, ao menos dez membros do grupo, formado em sua maioria por turcos, morreram e 30 ficaram feridos. Parte da mídia israelense informa, no entanto, que o número de mortos pode chegar a 19.

O governo da Turquia informou que pediu uma reunião emergencial do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) após o ataque contra os seis navios, que transportavam 750 pessoas, no sul do mar Mediterrâneo.

A Turquia é membro temporário do Conselho de Segurança e figura como um dos poucos aliados muçulmanos de Israel.

O ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, também condenou o ataque israelense à missão humanitária e disse que nada justifica o uso de tal violência.

- Não entendemos o balanço humano, ainda provisório, dessa operação contra uma iniciativa humanitária conhecida há vários dias.

Kouchner pediu que as circunstâncias do ataque sejam esclarecidas e se mostrou favorável à abertura "sem demora" de uma investigação detalhada.

- Tomaremos todas as medidas necessárias para evitar que esta tragédia provoque novas escaladas de violência.

O Ministério das Relações Exteriores da Espanha convocou nesta segunda-feira o embaixador de Israel em Madri para pedir explicações pelos "inaceitáveis" e "gravíssimos" fatos ocorridos durante o ataque à Frota da Liberdade, informou o secretário de Estado espanhol para a União Europeia (UE), Diego López Garrido. O porta-voz do governo da Alemanha, Ulrich Wilhelm, país que raramente critica Israel, disse que, à primeira vista, o ataque parece desproporcional.

- Os governos da Alemanha sempre reconheceram o direito de defesa de Israel, mas este direito deve acontecer dentro de uma resposta proporcional.

A chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, pediu às autoridades israelenses uma investigação completa sobre o ataque à Frota da Liberdade. A alta representante da União Europeia, no entanto, não quis interpretar o incidente em termos políticos nem assinalar culpados, indicou um de seus porta-vozes.

Catherine destacou que a UE continua seriamente preocupada com a situação humanitária em Gaza e destacou que o bloqueio israelense é "inaceitável e politicamente contraproducente".

A chefe da diplomacia da UE disse que o bloco exige a "abertura imediata, incondicional e permanente" das vias de acesso à Gaza para permitir a chegada de ajuda humanitária, bens comerciais e pessoas.

A Grécia cancelou a visita do comandante do Estado-Maior da Força Aérea de Israel, prevista para esta terça-feira (1º), e interrompeu exercícios militares conjuntos que estavam sendo realizados desde a semana passada.

O governo grego também convocou o embaixador israelense, Ali Yahya, para pedir explicações oficiais sobre as ações contra os navios de ajuda humanitária.

A Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, disse estar chocada com a operação executada pelas Forças Armadas de Israel.

- Estou chocada com as informações de que a ajuda humanitária enfrentou violência esta manhã, o que provocou morte e ferimentos quando o comboio se aproximava da costa de Gaza.

O embaixador da Organização da Conferência Islâmica (OCI), Zamir Akram, disse que Israel "ignora leis internacionais" e condenou o ataque.

- Condenamos energicamente o ataque israelense aos navios que transportavam ajuda humanitária para Gaza, o que demonstra mais uma vez como Israel ignora a lei internacional e as decisões das Nações Unidas.

Akram solicitou "a imediata libertação" de todos os navios que compunham a frota e anunciou que a OCI está reunida para decidir que ações deverão ser tomadas como consequência do ataque israelense.

O embaixador palestino nas Nações Unidas em Genebra, Ibrahim Jraishi, condenou fortemente o ataque israelense à frota humanitária. Já o grupo palestino Hamas, que governa a região da faixa de Gaza, chamou a ação de "crime contra a humanidade".

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, chamou a ação israelense de "ato desumano do regime sionista", informou a agência oficial Irna.

- O ato desumano do regime sionista contra o povo palestino e o fato de impedir que a ajuda humanitária destinada à população chegasse a Gaza não é um sinal de força, e sim de fragilidade deste regime.

Manifestações de repúdio ao ataque israelense também aconteceram nas ruas de Amã, na Jordânia, Cairo, no Egito, e Beirute, no Líbano.

Israel diz que ativistas atacaram militares
 
O número dois do Ministério de Exteriores israelense, Daniel Ayalon, culpou os tripulantes da Frota da Liberdade pelo confronto com os militares do país.

- Certamente lamentamos as vítimas, mas a responsabilidade pelas vítimas é deles, daqueles que atacaram os soldados israelenses.

Em comunicado, o Exército israelense afirma que dois "ativistas violentos sacaram os revólveres" de suas tropas "e aparentemente abriram fogo contra os soldados, como provam os cartuchos vazios dos revólveres".

Em entrevista coletiva, Ayalon destacou que seu país "fez todo o possível para deter" a frota, mas seus integrantes "responderam inclusive com armas".

- Nenhum país soberano toleraria essa violência.

Ayalon disse que "os organizadores" da Frota da Liberdade - em referência à ONG turca IHH, um dos diversos grupos que participavam da iniciativa - têm "estreitos laços" com "organizações terroristas internacionais", como a rede Al Qaeda.

Ele pediu que "todos os países trabalhem juntos para acalmar a situação" e que não sejam "pessimistas demais" sobre as consequências que a operação possa ter nas relações diplomáticas de Israel com outros Estados.

Ahmadinejad classifica ataque de Israel como 'desumano'

Ahmadinejad classifica ataque de Israel como 'desumano'

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse hoje que o ataque israelense a uma flotilha (agrupamento de navios) que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza foi um ato "desumano". Segundo ele, essa ação deixou Israel "mais perto que nunca de seu fim".

"A ação desumana do regime sionista contra o povo palestino e para evitar o auxílio humanitário de chegar aos habitantes de Gaza não mostra a força desse regime, mas é um sinal de sua fraqueza, e tudo isso leva esse regime sinistro e falso mais perto que nunca de seu fim", afirmou Ahmadinejad, segundo a agência estatal Irna. O líder iraniano qualificou a ação de Israel como um "insulto à dignidade humana".

A animosidade entre Israel e Irã aumentou durante o governo de Ahmadinejad, que assumiu em 2005 e já qualificou o Holocausto na Segunda Guerra como um "mito". O presidente iraniano já disse também que gostaria de "varrer Israel do mapa". As informações são da Dow Jones.
Rabino pop ensina a cabala em área nobre do Rio e de SP

Rabino pop ensina a cabala em área nobre do Rio e de SP



AUDREY FURLANETO


"Sou carioca, pô! Sou fluminense, gosto dos Beatles, dos Rolling Stones e de "Lost'", diz o rabino Shmuel Lemle, 41.

E Lemle não é pop só pelo gosto musical e televisivo. Às segundas e quintas, o rabino leva uma legião de alunos ao Leblon, na zona sul do Rio, para ensiná-los cabala, vertente mística do judaísmo.

A maior parte dos alunos é de classe A e B e costuma até usar seus I-Phones para anotar as explicações de Lemle.

No Rio, são três aulas na segunda-feira e três na quinta (à noite). Em São Paulo (na rua Oscar Freire, endereço que ele chama de "equivalente" à sede carioca do curso, na rua Dias Ferreira), são outras duas aulas, às terças.

"As pessoas buscam plenitude e satisfação. A cabala oferece respostas de como a pessoa, através de transformação pessoal, pode aprender a lidar melhor com dificuldades da vida", diz Lemle.

Exemplo prático: na última quinta, Lemle recebeu a visita de uma mulher, dona de uma rede de cafés no Rio, que tinha problemas com o síndico do condomínio onde estava uma de suas lojas.

"Ela precisava de alguém para dizer: "Calma, é só um café! Você tem seis outros cafés, sabe?". O professor espiritual não pode tomar decisões pela pessoa, só ajudá-la a ver. Ela saiu daqui bem mais calma", explica Lemle.

Nessa mesma semana, Lemle deu aula na loja da grife Louis Vuitton, em Ipanema, na zona sul. A aula, aberta só para convidados, teve como tema "A cabala e a indulgência ao luxo".

A ideia da grife era apresentar a Louis Vuitton a novos clientes, muitos deles já alunos de Lemle.

O rabino explica o fato de seus alunos pertencerem, de forma geral, a camada mais abastada da população: "Para poder procurar pelas respostas da alma, é preciso estar com o pão na mesa."

"Se você não tem o pão, não tem tranquilidade para pensar em espiritualidade", continua o rabino.

O próprio Lemle carrega uma bolsa Loius Vuitton, repleta de livros de Yehuda Berg -cabalista dos EUA em cujo centro de estudos uma água para "limpeza da alma" não sai por menos de R$ 10.

A vida é mais

Filho de médico e neto do rabino Henrique Lemle, que atuou na ARI (Associação Religiosa Israelita), uma das principais congregações do Rio, Shmuel Lemle estudou engenharia na PUC.

Um dia parou e se perguntou: "A vida é só isso? Pagar as contas, ir ao clube no domingo, ficar à beira da piscina falando quanto ficou o Fla X Flu ontem?" Não era.

Lemle foi estudar cabala em Los Angeles. Filiou-se ao Kabbalah Center, empresa que forma e espalha pelo mundo professores da antiga sabedoria judaica --desligou-se da rede recentemente, para iniciar carreira como cabalista autônomo.

Assistir a uma aula de Lemle custa R$ 50. O curso todo inclui três módulos (do básico ao avançado), com oito aulas cada.

Lemle nega, mas os poucos que compartilharam o momento contam que foi ele quem preparou a cerimônia do shabat (dia sagrado do judaísmo) para a cantora Madonna na sua temporada carioca, em dezembro de 2008.

Outros aprendizes famosos do rabino pop são o ator Cássio Reis (ex-marido de Dannielle Winitts) e o publicitário Nizan Guanaes.

Autoajuda

Junto com a popularidade de seus cursos, vieram insinuações de que estaria promovendo a "comercialização" da sabedoria judaica. "Isso é inveja", diz Lemle.

Desligado de grupos judaicos do Rio, ele diz que tem sua "própria congregação".

Para rabinos como Nilton Bonder, 51, autor de vários livros sobre a cabala e membro da Congregação Judaica do Brasil, o problema é o reducionismo do ensinamento.

"Quando você tenta adaptar a cabala ao que o freguês quer ouvir, você sai da sabedoria. Sabedoria é, justamente, dizer o que não se quer ouvir", avalia Bonder.
Israel culpa tripulantes da frota pelo sangrento ataque

Israel culpa tripulantes da frota pelo sangrento ataque

JERUSALÉM - O número dois do Ministério de Exteriores israelense, Daniel Ayalon, culpou nesta segunda-feira, 31, os tripulantes da expedição pelo ataque militar israelense à "Frota da Liberdade", que deixou pelo menos 19 mortos, segundo a televisão israelense.

"Certamente lamentamos as vítimas, mas a responsabilidade pelas vítimas é deles, daqueles que atacaram os soldados israelenses", assinalou Ayalon - do mesmo partido do chanceler Avigdor Lieberman - em entrevista coletiva do Ministério de Exteriores em Jerusalém.

Em comunicado, o Exército israelense assegura que dois "ativistas violentos sacaram os revólveres" de suas tropas "e aparentemente abriram fogo contra os soldados, como provam os cartuchos vazios dos revólveres".

Na entrevista coletiva, Ayalon destacou que seu país "fez todo o possível para deter" a frota, mas seus integrantes "responderam inclusive com armas". "Nenhum país soberano toleraria essa violência".

Além disso, ele assegurou que "os organizadores" - em referência à ONG turca IHH, um dos diversos grupos que participavam da iniciativa - tem "estreitos laços" com "organizações terroristas internacionais", como a rede Al-Qaeda.

Ayalon pediu que "todos os países trabalhem juntos para acalmar a situação" e que não sejam "pessimistas demais" sobre as consequências que possa ter a operação nas relações diplomáticas de Israel com outros Estados.

O "Canal 10" da televisão israelense assegura que pelo menos 14 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas no ataque à "Frota da Liberdade", um grupo de seis navios que transporta mais de 750 pessoas com ajuda humanitária para a Faixa de Gaza.

O Exército israelense reconhece em comunicado a morte de dez ativistas durante a tomada de controle das embarcações, que aconteceu esta madrugada a cerca de 20 milhas da faixa palestina.