28 de fev. de 2010

Aos 95 anos, morre o bibliófilo José Mindlin

Aos 95 anos, morre o bibliófilo José Mindlin

José Mindlin em sua residência, tirada para a Revista Domingo, em 2006 Foto: Foto: JB/Cpdoc

SÃO PAULO - Internado há um mês, o bibliófilo e empresário José Mindlin faleceu na manhã deste domingo no Hospital Albert Einstein, Zona Sul de São Paulo. Midlin, 95 anos, era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL) da capital paulista.
Formado em direito pela Universidade de São Paulo, advogou por alguns anos, atividade que deixou para fundar a empresa Metal Leve, uma gigante nacional no setor de peças para automóveis. Contudo, sua paixão sempre foi os livros.

Em 1996, ele deixou de ser empresário para incursar em outras atividades culturais, dedicando-se, paralelamente, em colecionar livros raros. O primeiro adquirido, da imensa biblioteca que possui em sua casa, com mais de 38 mil obras, foi de Discours sur l'Histoire universelle Jacques-Bénigne Bossuet, de 1740.
José Mindlin Foi casado com Guita Mindlin, que faleceu em 25 de junho de 2006. O casal teve quatro filhos: a antropóloga Betty, a designer Diana, o engenheiro Sérgio e a socióloga Sônia. No mesmo ano, ele sucedeu Josué Montello, na Academia Brasileira de Letras.

Mindlin também foi membro do Conselho Superior da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) entre os anos de 1973 a 1976 e diretor do Conselho de Tecnologia do Estado de São Paulo (FIESP) e Secretário da Cultura, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo. E também fez parte do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CNPq), do Instituto de Pesquisa Tecnológica e da Comissão Nacional de Tecnologia da Presidência da República.
Autor de Uma Vida entre Livros - Reencontros com o tempo e Memórias Esparsas de uma Biblioteca e o CD O Prazer da Poesia, o bibliófilo colecionou alguns prêmios como o Unesco na Categoria Cultura (2003), a Medalha do Conhecimento concedida pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; prêmio João Ribeiro da Academia Brasileira de Letras; e, em 1998, o prêmio Juca Pato como Intelectual do Ano.

Em junho do Ano passado, ele doou sua biblioteca, a maior coleção particular de livros do Brasil, para a USP, transformando-a na a biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.
O corpo do empresário será velado a partir de 13h no hospital. O enterro de Mindlin acontecerá nesta segunda-feira, às 15h no Cemitério Israelita, na Vila Mariana, zona sul da cidade.

27 de fev. de 2010

Manuscrito bíblico de 1.300 anos é achado 'sem querer'

Manuscrito bíblico de 1.300 anos é achado 'sem querer'

Manuscrito bíblico de 1.300 anos é achado 'sem querer'

Paraná online (26/02/2010)

Manuscrito bíblico de 1.300 anos é achado 'sem querer': Uma descoberta
acidental possibilitou a junção de dois fragmentos de um manuscrito
bíblico de 1.300 anos, que pode revelar novas pistas sobre um período
obscuro da história da Bíblia hebraica. Pesquisadores não sabiam da
existência das partes isoladas até que a fotografia de uma delas,
publicada em sua primeira exibição pública em Israel, chamou a atenção
dos especialistas, que se encarregaram de juntá-los. Os fragmentos
compõem o Segundo Cântico do Mar, cantado pelos israelitas após a fuga
do Egito, enquanto assistiam à destruição dos exércitos do faraó no
Mar Vermelho. Uma mostra no Museu Nacional de Israel, dedicada ao
Cântico do Mar, agora pôde reunir as duas peças. Uma página do
cântico, conhecida como o Manuscrito Ashkar, estava abrigada numa
biblioteca de livros raros na Universidade Duke, nos EUA, e foi
exibida pela primeira vez em Israel em 2007. Foi nessa oportunidade
que a fotografia do manuscrito apareceu em um jornal e chamou a
atenção de dois paleógrafos israelenses, Mordechay Mishor e Edna
Engel, que notaram a semelhança com uma outra página em hebraico, o
Manuscrito de Londres, que é parte de uma coleção particular. "A
uniformidade das letras, a estrutura do texto e as técnicas usadas
pelo escriba deixaram muito claro para mim", disse Engel. A relação
não seria óbvia para o observador leigo. O Ashkar está escurecido pela
exposição aos elementos e o texto está praticamente invisível,
enquanto o Londres é legível e se encontra muito mais bem preservado.
Após estudos com raios ultravioleta, os especialistas confirmaram que
os textos não só foram escritos pela mesma mão, mas eram parte de um
mesmo rolo de pergaminho. Estudiosos acreditam que o pergaminho foi
escrito por volta do século sétimo, em alguma parte do Oriente Médio,
possivelmente no Egito. Não se sabe como essas partes foram separadas,
ou o que aconteceu com o restante do material escrito. A reunificação
dos fragmentos é um elo importante na corrente, mostrando como a
escrita da Bíblia hebraica evoluiu ao longo do chamado período
"silencioso" - entre os séculos terceiro e décimo - do qual não resta
praticamente nenhum texto bíblico. O Cântico nos Manuscritos do Mar
Morto está escrito como prosa, por exemplo, e no manuscrito reunido,
em versos.

Ahmadinejad discute ameaças de Israel com Hezbollah e Hamas

Ahmadinejad discute ameaças de Israel com Hezbollah e Hamas

'Reuniões ressaltaram a importância da união entre os países da região contra ameaças sionistas', segundo canal.

Ahmadinejad, se reuniu na quinta-feira separadamente em Damasco com o secretário-geral do grupo libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, e com o líder do grupo palestino Hamas, Khaled Meshaal, informou nesta sexta-feira, 26, a televisão Al-Manar. Segundo o canal libanês, durante a reunião Ahmadinejad e Nasrallah "discutiram sobre as recentes ameaças de Israel à Síria e ao Líbano". Este encontro ocorreu em uma breve visita de Ahmadinejad à Síria, durante a qual o líder iraniano se reuniu com o colega sírio, Bashar al-Assad, com quem assinou um acordo que permite aos cidadãos dos dois países ingressarem sem vistos.

Além disso, Ahmadinejad se encontrou com Meshaal e vários líderes de diferentes facções palestinas, que vivem exilados na Síria. "A reunião ressaltou a importância da coordenação entre as facções palestinas e a república do Irã para enfrentar às ameaças sionistas, assim como às agressões contra os templos sagrados", afirmou o canal libanês.
Por sua vez, o presidente iraniano também manteve uma reunião com uma delegação composta por representantes cristãos e muçulmanos com quem dialogou - segundo o Al-Manar, sobre "a necessidade de conseguir uma unidade cristão-muçulmana contra os poderes da arrogância mundial".

Na quinta, o ultraconservador líder iraniano advertiu de novo a Israel, e insistiu em que um eventual ataque contra a Síria desembocaria no fim do Estado israelense. "Se a entidade sionista (Israel) repete os ataques do passado, isto significará sua expulsão. Se optar pelo caminho errado não terá lugar na região", ressaltou Ahmadinejad. Com relação a isso, o presidente Assad destacou que seu país "está o tempo todo preparado para fazer frente a uma eventual agressão de Israel".
A visita de poucas horas de Ahmadinejad à Síria coincidiu com um aumento do tom das declarações entre Israel, por um lado, e Síria e Líbano, por outro. Em 3 de fevereiro, o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, manifestou que era vital voltar às negociações de paz com a Síria porque se podia ir à guerra.

Em resposta, o ministro de Assuntos Exteriores sírio, Walid al Moualem, advertiu que, em caso de disputa, esta chegaria até as cidades israelenses. O ministro de Assuntos Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, respondeu um dia depois que, se a Síria provocar Israel e ocorrer uma guerra, o regime de Assad, cairá.
Campanha de Israel faz sátira com correspondentes internacionais

Campanha de Israel faz sátira com correspondentes internacionais

Os correspondentes internacionais em Israel são apresentados como
ignorantes e estúpidos em vídeos satíricos divulgados por um novo site
governamental destinado a melhorar a imagem de Israel no exterior.

Nos vídeos, o Estado judeu é apresentado por atores que fazem papel de
correspondentes e interpretam o país como atrasado, de costumes
arcaicos e com tendência à guerra.

O site, denominada "Explicando Israel", foi criada pelo Ministério
para Diáspora e Assuntos Públicos tem por objetivo oferecer sugestões
aos israelenses que viajam ao exterior sobre como corrigir ou
responder aos mitos mais comuns e conceitos errôneos sobre seu país.

"Cansados de ver como somos apresentados ao mundo? Vocês podem mudar a
situação", diz o narrador após cada um dos vídeos, nos quais os
personagens jornalistas adoecem de uma falta de conhecimentos básicos
sobre o que estão informando.

O lema da campanha também aparece em anúncios televisivos e os vídeos
podem ser encontrados em "www.masbirim.co.il".

Nenhum dos vídeos aborda diretamente o conflito entre israelenses e
palestinos, principal assunto da cobertura informativa dos
correspondentes em Israel.

Grande parte da população israelense considera que a imprensa
estrangeira não cobre com objetividade o conflito, e inclusive alguns
tacham esses veículos de comunicação de pró-palestinos.

Em um dos vídeos, um repórter de televisão descreve em inglês com um
forte sotaque britânico um camelo como um "típico animal israelense,
usado pelos israelenses para viajar de um lugar a outro no deserto
onde vivem".

E acrescenta com um tom de documentário de viagens, que o animal "é o
meio de transporte de água, mercadorias e munição" dos israelenses.

Em outro aparece uma apresentadora de um telejornal em francês, que
abre uma reportagem anunciando "ruídos de guerra" em Israel, quando na
tela de trás se pode apreciar que se trata do dia em que o país
celebra sua independência com o lançamento de fogos de artifício.

O terceiro mostra um repórter que fala em espanhol com sotaque
latino-americano passeando por um parque onde vários israelenses assam
carne.

"Em Israel, na maioria das casas não existe eletricidade ou gás. Por
isso, os israelenses continuam utilizando métodos de cozinha
primitivos como assar com carvão".

E após experimentar um pedaço de carne assado, diz: "Primitivo... mas
delicioso".

A Associação de Imprensa Estrangeira de Israel (FPA, na sigla em
inglês) considera que a campanha "só contribui para criar uma
atmosfera hostil".

"Estamos muito preocupados sobre a imagem passada aos jornalistas
estrangeiros em Israel. Isso não colabora para melhorar a situação,
que já é muito difícil", disse à Agência Efe o presidente da FPA,
Conny Mus.

Os correspondentes internacionais em Israel se queixam que as
autoridades tentam impedir a obtenção de credenciais de imprensa e
vistos de trabalho, que favorecem a contratação de pessoal local e que
impedem o livre acesso a regiões essenciais para a cobertura do
conflito.

"Os vídeos são ofensivos, ridicularizam nossa inteligência e a de
nossos leitores, ouvintes e espectadores no mundo todo", disse Mus.

O ministro de Diáspora e Assuntos Públicos de Israel, Yuli Edelstein,
explicou à Efe que os vídeos, que qualifica de "chacota grotesca",
fazem parte de uma campanha mais ampla que tem como público-alvo os
israelenses.

"Nosso objetivo é fazer as pessoas rirem e ficarem furiosas para que
desejem colaborar", disse Mus, antes de considerar o público-alvo
"inteligente".

Diante das suscetibilidades despertas afirma que "a grande maioria do
público não o levou a sério". Além disso, acrescentou que, "ao se
analisar o conteúdo dos vídeos de forma rigorosa, pode-se perceber que
os atores não pretendem imitar correspondentes, mas apresentadores de
programas televisivos populares".

A iniciativa pretende pedir aos israelenses que contem a realidade do
país, onde "o conflito ocupa apenas 10%".

"Eu sempre digo que quando saio com minha mulher, não saio para lutar
contra os palestinos, mas para um restaurante ou um show", concluiu
Edelstein.

26 de fev. de 2010

Filho de Hassan Youssef evitou atentado contra Shimon Peres

Filho de Hassan Youssef evitou atentado contra Shimon Peres

O filho do xeque Hassan Youssef, Musab Hassan Youssef, um dos
fundadores do Hamas, evitou em 2001 um atentado contra Shimon Peres,
actual Presidente de Israel.

Esta quinta-feira, o jornal Haaretz publicou uma reportagem sobre
Musab Youssef, que inclui um relato sobre o planeamento do assassínio
de Shimon Peres, história relatada no livro «Filho do Hamas», a ser
lançado na próxima semana nos EUA. Na quarta-feira, a mesma publicação
já tinha avançado que Musab, trabalhou durante uma década como agente
secreto dos serviços secretos israelitas.

De acordo com os relatos de Musab, em 2001 a Casa Branca pressionava
Yasser Arafat para que travasse os atentados suicidas palestinianos no
início da Segunda Intifada. Nessa altura o então líder do braço armado
do Fatah, Marwan Barghouti, terá recebidoo a incumbência de parar
Abdullah Barghouti, responsável por alguns dos ataques mais
sangrentos.

Marwan marcou um encontro com Abdullah, um terrorista que trabalhava
muito com o Hamas mas nesse encontro também estava presente o xeque
Hassan Youssef. Musab, conduzia o carro onde os três estavam. O
ex-espião ouviu o pai dizer a Abdullah Barghouti que Israel invadiria
a Cisjordânia se houvesse mais atentados em solo israelita e que,
inclusivamente já estava preparado o ataque a Shimon Peres. Musab
conseguiu travar o atentado.

Esta quarta-feira, Hassan Youssef emitiu um comunicado da prisão onde
se encontra, no qual dizia que, «sejam ou não verdadeiras as coisas
publicadas (...), Musab não foi nem por um dia membro do Hamas ou de
alguma das suas facções».

A história da Rainha Ester na minisérie na TV

A história da Rainha Ester na minisérie na TV


Nova minissérie da Record, com estréia prevista para 03 de março, A História de Ester, conta a trajetória de uma mulher audaciosa e determinada que se tornou referência da cultura judaica e de toda a História. A trama, adaptada por Vivian de Oliveira, e dirigida por João Camargo, se passa por volta de 400 a.C., na antiga Pérsia, onde hoje é o Irã. Hadassa, órfã, judia, adota o nome Ester para se defender da perseguição dos amalequitas aos judeus. Sem revelar sua verdadeira origem, Ester conquista o amor de Assuero (rei da Pérsia), se torna rainha e provoca mudanças na personalidade do monarca, que logo são notadas por todo o reino. 
Mas influenciado pelo Primeiro Ministro, que é amalequita, Assuero decide aniquilar o povo judeu da Pérsia. É quando Ester, após 3 dias e 3 noites de orações e jejum de seu povo, se enche de fé e decide revelar sua verdadeira origem ao rei, implorando pelos judeus e por sua própria vida.
Assuero decreta a permissão para que o povo judeu prepare a sua defesa. E no dia 13 de Adar ocorre o grande duelo, donde os judeus saem vitoriosos. A vitória é comemorada até hoje pelos judeus de todo o mundo com a festa de Purim. 
A minissérie de 10 capítulos tem como casal protagonista os jovens talentos: Marcos Pitombo (como Assuero) e Gabriela Durlo (como Ester). No elenco, outros nomes, alguns já consagrados na teledramaturgia brasileira: Ewerton de Castro (como Mordecai, pai adotivo de Ester), Paulo Gorgulho (como Hamã,o primeiro ministro amalequita), Paulo Figueiredo (como Memucã, nobre persa conselheiro do rei), Roberto Pirillo (como Escriba) e Giuseppe Oristanio (como Joel). Outros, da nova geração, firmam suas carreiras na TV: Vanessa Gerbelli, Juan Alba, Paulo Nigro, Cássia Linhares, Gabriel Gracindo, Rocco Pitanga, Daniela Galli, André Di Mauro, Letícia Colin, Maria Ceiça, Eliece Cigarini, Márcio Kieling, Maurício Ribeiro, Felipe Martins, Lana Rodes e Vitor Hugo. 
Israel fecha territórios palestinos para o Carnaval judaico

Israel fecha territórios palestinos para o Carnaval judaico



 




O Ministério da Defesa de Israel ordenou o fechamento da Cisjordânia e da Faixa de Gaza até a meia-noite de segunda-feira por ocasião do Carnaval judaico, como é conhecida a festa de Purim, informaram fontes militares.

A aplicação da medida durante datas festivas para os judeus se tornou comum nos últimos. O objetivo, de acordo com o Exército israelense, é evitar confrontos.

Segundo um comunicado do Governo israelense, o fechamento dos territórios palestinos não valerá para pessoas que precisam de atendimento médico nem para trabalhadores humanitários, médicos, membros de ONGs, advogados, religiosos, jornalistas e outras pessoas autorizadas pelas autoridades de Israel.

"O Exército continuará operando com o objetivo de proteger os cidadãos de Israel e, ao mesmo tempo, manter a qualidade de vida da população palestina na região", diz uma nota militar.

No domingo e na segunda-feira, judeus de todo o mundo celebrarão a festa de Purim, que lembra a anulação de um decreto que ordenava a morte de todos os hebreus durante o Império Persa, há cerca de 2.500 anos.
Nº 8 - Conheça a arte israelense

Nº 8 - Conheça a arte israelense





 
Nº8 - Conheça a arte israelense
 
 
 
O TEATRO GUÉSHER
 
 
O Teatro Guésher (do hebraico גֶשֶׁר, "Ponte") é uma trupe ou companhia de atores de teatro que emigraram da ex-União Soviética e que se converteram em menos de 20 anos em um êxito sem precedentes , e em uma das mais prestigiosas referências do teatro contemporâneo israelense em todo o mundo.
 
Edificio Noga na cidade de Yafo (Jaffa), sede do Teatro Guésher desde 1998
 
Fundado em 1991 pelo conhecido diretor Ivgueni Arié, que  é responsável pela companhia teatral até os dias de hoje,  o repertório do Teatro Guésher inclue obras dos maiores dramaturgos, entre eles Moliére, Shakespeare, Bertolt Brecht, Isaac Bashevis Singer, Dostoyevski, Chéjov e Luigi Pirandello; e israelenses como Janoj Levin, Ya'acov Shabtai e Yehoshúa Sobol. A trupe já atuou nos mais prestigiados palcos e tem recebido inúmeros prêmios e superlativos ao longo de seus constantes giros por todo o mundo.
 
 
Representación de "La duodécima noche", de William Shakespeare
 
O Teatro Guésher, um dos poucos teatros bilingües do mundo, representa suas obras em hebraico e em russo alternadamente, com uma tendência crescente para o hebraico, à medida  que seus atores aprofundam suas raízes no país.  Outra de suas qualidades distintas está localizada em sua concepção artística única, que combina os principios ortodoxos do teatro tradicional russo com um enfoque moderno, fresco e inovador.
 
Elenco da obra "Tartuffe" de Molière
 
Vocês poderão encontrar um poutpourri sucinto de cenas escolhidas de suas obras teatrais encenadas, assim como críticas elogiosas da imprensa mundial em
Mais informações sobre este interessante projeto podem ser encontradas em seu site oficial,
"Guésher é uma das maiores e mais importantes trupes de atores do mundo"
– The Times de Londres
"Por quê não temos na  Alemanha um grupo assim, uma direção teatral assim, e uns atores assim?"
– Der Spiegel
"O prestigio desta trupe traspassa as fronteiras de Israel, e  com toda a razão"
– Le Figaro
 
 
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TSVIA WALDEN E ELIAV NAHLIELI
Cooperação entre Museus
 
Entre os dias 28 de fevereiro a 07 de março, estarão no Brasil a Profa. Dra. Tsvia Walden, e o Prof. Eliav Nahlieli.  Ela é professora de linguística e ele museólogo.  O objetivo da vinda ao país é coletar informações para desenvolver um projeto de grande vulto em Israel.  Trata-se do Museu de Língua Hebraica, nos moldes do Museu da Língua Portuguesa em São Paulo.  Para tanto, eles terão diversas reuniões com os criadores e o diretor do Museu de Língua Portuguesa.  Abaixo, seus currículos simplificados.
 
Dra. Tsvia Walden
 
- Nascida em Israel, em 1946.  Filha de Shimon Peres, Presidente de Israel, e Prêmio Nobel da Paz, em 1994
- Professora na Beit-Berl Academic College e Universidade Ben Gurion
- Professora de Estudos Judaicos
  
Prof. Eliav Nahlieli
 
 
- Nascido em Israel, em 1950.

- Professor de Estudos de Museologia, Universidade de Tel Aviv
 
Veja um pouco dos trabalhos do Prof. Eliav Nahlieli em Israel:
 
 
Purim
 
 
Purim, uma das mais alegres do calendário judaico, é celebrado anualmente no 14º dia do mês hebraico de Adar, o dia seguinte à vitória dos judeus sobre seus inimigos (13 de Adar). Assim como todas festas judaicas, Purim tem início ao pôr-do-sol da véspera no calendário secular. Em 2010, no calendário Gregoriano, o Purim será celebrado no dia 28 de fevereiro.
 
Hamentaschen, também conhecido como Oznei Haman (orelhas de Hamã), doce típico de Purim.
 
Purim, (sorteio em hebraico, pois foi através de um sorteio que foi estipulado o dia que Haman iria exterminar os judeus) feriado judaico que comemora a salvação dos judeus persas do plano de Haman no antigo Império Persa, tal como está escrito no Livro de Ester, um dos livros da Bíblia.
 
Os judeus estavam exilados na Babilônia desde a destruição do Templo de Salomão pelos babilônios e dispersão do Reino de Judá. A Babilônia, por sua vez, foi conquistada pela Pérsia. A festa de Purim é caracterizada pela recitação pública do Livro de Ester por duas vezes, distribuição de comida e dinheiro aos pobres, presentes e consumo de vinho durante refeição de celebração (Ester 9:22); outros costumes incluem o uso de máscaras e fantasias e comemoração pública.
 
O nome "Purim" vem da palavra hebraica "pur", que significa "sorteio". Este era o método usado por Haman, o primeiro-ministro do Rei Achashverosh da Pérsia, para escolher a data na qual ele pretendia massacrar os judeus do país.
 
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Tenham todos um
Bom fim de semana!
e
Shabat Shalom!
Feliz Purim !
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Embaixada de Israel no Brasil
 
Comentarios e sugestões: info@brasilia.mfa.gov.il
 
 


Um Povo Hipersensível

Um Povo Hipersensível


Por Mendel Kalmenson

O que há conosco, judeus? Não podemos ficar quietos? Por que temos de estar na linha de frente de tantas das batalhas morais da história, em números desproporcionais a tantas outras nações do mundo?

Alguns exemplos:

Morris Ostroff escreve: “Considerando que os judeus compreendem apenas 3,1% da população branca de 0,6% da população total, os judeus sul-africanos deveriam ter muito orgulho na mesma alta proporção em que se opuseram ao apartheid de uma maneira ou de outra. É duvidoso que qualquer outro grupo separado, seja chinês, português, grego, católico ou até mesmo a rica comunidade muçulmana da Índia, possa se gabar de algo que se aproxime do número proporcional de judeus que tomaram parte na luta contra o apartheid.”1

Similarmente, no que tange ao Movimento Americano de Direitos Civis, Martin Luther King Jr. ficaria poético ao falar sobre “a contribuição feita pelo povo judeu à luta dos negros pela liberdade.”
A forte fibra moral do judeu também fica aparente pela maneira que ele luta contra o terror. Segue-se um trecho de um discurso do Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu às Nações Unidas:

“Durante oito longos anos, o Hamas enviou de Gaza milhares de mísseis, granadas e foguetes para as cidades israelenses próximas… Após oito anos de ataques incessantes, Israel foi forçado a reagir. Mas como deveríamos ter reagido?
“Bem, há somente um exemplo na história de milhares de foguetes sendo lancados sobre a população civil de um país. Aconteceu quando os nazistas bombardearam as cidades inglesas durante a Segunda Guerra. Durante aquela guerra, os Aliados arrasaram cidades alemãs, causando centenas de milhares de mortes.

“Israel preferiu reagir de maneira diferente. Face a um inimigo cometendo o duplo crime de guerra de atirar sobre civis e se esconder atrás de civis – Israel procurou conduzir ataques cirúrgicos contra os lançadores de foguetes… Atiramos incontáveis folhetos sobre suas casas, enviamos milhares de mensagens de texto e fizemos milhares de telefonemas para celulares pedindo às pessoas que partissem.
“Jamais um país se esforçou tanto para retirar a população civil do inimigo do caminho do perigo.”

Os judeus até foram os primeiros a protestar na Baía de Guantanamo:
“Os advogados judeus são considerados a espinha dorsal da campanha para conceder direitos humanos aos detidos em Guantanamo… Dentre os advogados envolvidos desde o início, e até mesmo agora, há uma forte representação de judeus.”2

Talvez este não seja um comportamento surpreendente para uma nação que no Monte Sinai foi encarregada de ser “uma luz entre as nações”.



Podemos definitivamente discutir sobre a definição de luz e sim, alguns têm grosseiramente confundido escuridão com luz, porém seu engano é em percepção, não no motivo.



O denominador comum entre todos eles – incluindo a grande proporção de judeus envolvidos na Revolução Bolchevique – é que eles foram impulsionados por um chamado mais alto: por uma visão de um mundo utópico, no qual bondade, justiça e igualdade reinam supremas.
Não cozinharás um filhote no leite de sua mãe”3 é a solitária restrição bíblica sobre o preparo de um item específico. Não há uma proibição semelhante, por exemplo, para cozinhar porco; porém quando se trata de carne e leite, não é apenas o consumo que é proibido, mas também o ato de cozinhá-los juntos.



Qual é a essência dessa ordem: é supra-racional ou compreensível? É prejudicial estritamente num nível espiritual, por motivos conhecidos somente pelo nosso Criador?



Posso entender uma proibição de comer aquilo que D'us insiste que espiritualmente não é saudável. Afinal, o alimento é a nossa força da vida, e quem deseja ser impulsionado por um combustível espiritualmente defeituoso? E o que é pior, o alimento se torna parte do nosso corpo, e quem deseja ter energia negativa pelo resto da vida?



Mas o que pode haver de errado em grelhar um cheeseburger? Nenhuma energia passa entre você e o burger; você pode – aparentemente – se sair bem dessa.



Sensibilidades Morais



“Não cozinharás um filhote no leite de sua mãe.”



Por que essa sensibilidaed? O versículo não poderia simplesmente dizer: “Não cozinhe carne e leite juntos?”



Porém como sugerem as palavras dessa proibição, essa mitsvá trata de sensibilidade moral. Ela nos desafia a elevar nosso nível de compaixão, e a diminuir nossa tolerância à crueldade.



É insensível cozinhar um animal no leite nutritivo que já lhe deu vida. É grosseiro cozinhar o filhote sem vida no símbolo da nutrição e amor de sua mãe.



É por isso que não cozinhamos, comemos nem nos beneficiamos dessa mistura.



Aqui o cínico perguntaria: “Sensibilidade? Que sensibilidade? O animal está morto! Acabou! Não sente nada no presente momento, se é que jamais sentiu.



“E além disso,” acrescenta num tom erudito, “essa proibição não inclui cozinhar um animal no leite que não seja da sua mãe?”



Essa é uma boa pergunta, e dá a oportunidade de esclarecer.



Uma Composição Mais Elevada



Essa mitsvá é menos sobre as sensibilidades do animal que sobre a nossa.



Há a higiene espiritual e física, e então há a higiene moral. Muitas mitsvot visam a manter nossa alma sadia, outras se preocupam com nosso corpo; porém esta está preocupada com a nossa consciência – nosso compasso ético.



Há coisas que não fazemos para não magoar os outros, e há coisas que não fazemos para não magoar a nós mesmos.



D'us considera Seus preciosos filhos num nível alto de justiça, moralidade e refinamento. Nesse exemplo Ele nos pede para respeitar um instrumento da vida não o usando como um instrumento de consumo pós-morte. Ele nos convida a mostrar sensibilidade a um conceito, uma ideia – não sequer a um ser vivo!
Ele pede que nos sintamos incomodados, até enojados, pela noção de um animal morto flutuando no leite de sua mãe. Embora ele não sinta mais, somos ordenados a sentir por ele.

Ele nos ordena a proteger nosso senso ético, para que jamais seja embotado pelo cálculo frio e racional.
Somos conclamados a sermos tão cuidadosos a esse respeito, que somos proibidos de cozinhar um animal em leite mesmo que não seja da sua própria mãe, apenas para garantir que não adotemos o hábito de cozinhar carne e leite juntos, o que poderia nos levar a um dia acidentalmente cozinhar um animal morto no leite da própria mãe!

Fale sobre hipersensibilidade!

Isso nos leva de volta ao ponto de partida.

Em seu discurso na 42ª Conferência Bianual da Mesa Judaica de Deputados Judeus da África do Sul em Gauteng, em outubro de 2002, o Sr. Kgalema Motlan, secretário geral do Congresso Nacional Africano, disse o seguinte:

“Aquelas pessoas de ascendência judaica sendo tão proeminentes no movimento de liberação diz algo fundamental sobre a compaixão do Judaísmo. Muitos imigrantes judeus chegaram ao nosso país em abjeta pobreza, aspirando pouco mais que seu rico comprometimento com ideais humanitários e igualitários. Esses compromissos estavam enraizados no tradicional ensino judaico… a compaixão judaica é o fruto da empatia, em vez da simpatia.”4

O que há para mim nisso tudo?

Ao nascer, cada um de nós foi dotado por D'us com sensibilidade e o potencial para desenvolver e refinar nossa constituição moral. Parte de nossa missão na vida é nutrir e expandir este dom inato – e certamente não destruí-lo.
Que jamais aprendamos a tolerar a injustiça ou nos tornarmos imunes à crueldade.

No momento em que deixarmos de ficar chocados pela imoralidade, então é porque também nos tornamos imorais.

Neste contexto, “pele grossa” é pele grosseira.
Nessa área, também, nossa amada Torá e nossas mitsvot devem servir como o farol do mundo. Vamos continuar a manter aceso com orgulho este farol!
Notas:

1 – Ostroff diz ainda que dos 150 ativistas condenados no Julgamento por Traição, 23 eram brancos. Desses 23 brancos, nada menos de 14 eram judeus! (veja em http:/maurice-ostroff.tripod.com/id27html

2 – Uma citação de Joe Margulies, professor de Direito na Universidade Nothwestern que lutava pelos direitos legais dos detidos em Guantanamo. Margulies e vários outros colegas judeus foram os primeiros a adotar a causa, e ainda estão liderando o grupo numa representação pro bono dos presos… (de um artigo de Nathan Guttman em The Forward).

3 – Shemot 23:19, repetindo a proibição três vezes (ibid.; ibid., 34:26; Devarim 13:21), a Torá proíbe não somente cozinhar leite e carne juntos, como também comer ou obter benefícios daquela mistura (Rashi ad loc).

4 – Do artigo citado acima de Morris Ostroff.



Mendel Kalmenson

Rabino Mendel Kalmenson viajou pela Europa, Ásia e América do Sul, fazendo contatos com judeus nas áreas mais remotas. Ele agora reside com sua esposa Chana e sua filha Geulah no Brooklyn, em NY, onde estuda no Kolel Chabad.

Mendel contribui regularmente com artigos para Chabad.org, a maioria deles aparecendo em sua coluna sobre a Parashá: “O que o Rebe Me Ensinou”.