31 de dez. de 2009



A nova muralha: Palestinos à beira da 3ª intifada

A consciência de terem sido traídos e abandonados é fermento explosivo na Palestina, sobretudo por causa do bloqueio político imposto pela ocupação militar direta dos territórios – o cerco contra a OLP e a Autoridade Palestina na Cisjordânia; e o violento bloqueio israelense imposto na Faixa de Gaza. Todas as condições estão maduras para a eclosão da violência mais brutal: uma 3ª intifada palestina na Cisjordânia, e novo ataque militar por Israel contra os cidadãos em Gaza. O artigo é do jornalista Nicola Nasser, que trabalha em território palestino ocupado.

Nicola Nasser - Counterpunch

“Ante a ausência de qualquer esperança, imponhamos o nosso grito de esperança”. Com essa frase, os líderes cristãos palestinos de várias igrejas e organizações ligadas a elas, reunidos em Belém, dia 11/12, concluíram o documento final do encontro, intitulado “Kairos Palestine – 2009: A Moment of Truth”.

O documento pode ser lido (em inglês/francês/alemão) em “Teologia da Libertação” . Ali, os cristãos de todo o mundo são convocados para lutar contra a ocupação israelense dos territórios palestinos. O grito desses católicos simboliza ao mesmo tempo uma disposição popular e o status quo político.

Os palestinos sobrevivem e lutam, dividos entre a Cisjordânia governada pelo Fatah (apoiado pelos EUA, com deputados intimidados pelo poder de Israel, potência ocupante, com quem o Fatah coordena suas ações ‘de paz’ e ‘de segurança’, via pela qual o ‘processo de paz’ chega aos 16 anos em impasse total; e prosseguem as construções ilegais de colônias israelenses em territórios ocupados) e a Faixa de Gaza governada pelo Hamas. Na Faixa de Gaza, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) dedica-se a manter o cessar-fogo, ao mesmo tempo em que participa de negociações mediadas pelo Egito e pela Alemanha sobre troca de prisioneiros. Até agora, falharam todas as vias tentadas, sejam militares sejam políticas; e sucessivas negociações fracassadas fizeram abortar qualquer perspectiva de paz. A paz parece ser miragem – perfeita metáfora do futuro de uma comunidade internacional liderada pelos EUA de Obama. Se se examina o futuro, a única certeza é que a Palestina está à beira de explodir.

“Não há solução bilateral. O caminho mais curto até o próximo round de violência passará agora pelo fracasso de mais um ‘processo de paz’, que sim, certamente fracassará. Talvez aconteça em 2010. A Palestina está madura para explodir” – disse Gershon Baskin do Israel-Palestine Center for Research and Information, em debate patrocinado pelos russos na Jordânia, semana passada. O “perigoso impasse” exige que se organize “missão de resgate”, disseram os palestrantes, segundo a Agência Reuters. O ex-primeiro-ministro russo Evgeny Primakov alertou para a evidência de que “uma crise real” acontecerá, se a comunidade internacional não intervier; acrescentou que o chamado “Quarteto para o Oriente Médio” (EUA, ONU, Rússia e União Europeia) deixo u de operar. Dia 15/12, o presidente Mahmoud Abbas da Autoridade Palestina disse, em reunião do Conselho Central da OLP em Ramallah: “Agora, a bola está no campo da comunidade internacional. A bola está com os EUA.”

Abbas parece estar batendo à porta errada. Barak Obama entrará para a história como o primeiro presidente dos EUA que arrastou um tradicional aliado dos EUA, como Abbas, a declarar publicamente que “a Palestina está desapontada com os EUA”, que fracassaram no papel de mediadores no conflito Israel-Palestina. Isso, apesar da ‘euforia’ que, segundo Obama, teria tomado os palestinos quando Abbas foi ungido com a honra de receber o primeiro telefonema de Obama, no instante em que pisou na Casa Branca como presidente. O governo Obama até agora obteve “avanço zero. Não falhou apenas ao não conseguir manter ativas as negociações. Falhou também porque ninguém espera que Obama consiga, mais tarde, o que não conseguiu no pico de popularidade, nos primeiros dias de governo.” – Essa é a opinião de Barry Rubin, diretor do Global Research in International Affairs (GLORIA) Center, Interdisciplinary university, publicada em Global Politician, edição de 19/12.

Obama detonou a missão de seu próprio enviado especial ao Oriente Médio, George Mitchell, ao mandar para lá a secretária de Estado Hilária Clinton, em março, aparentemente para que reunisse líderes palestinos e israelenses para que reiniciassem as negociações. Fato é que a visita de Hilária Clinton levou a resultado exatamente oposto e marcou completa inversão dos objetivos de quem, para os palestinos, seria negociador honesto e equilibrado. Depois da passagem de Hilária Clinton pela Região, deixou de haver mediador e mediação; e os interesses de Israel passaram a dominar todos os contextos; e as negociações foram imediatamente suspensas.

Evento seguinte foi a operação coordenada entre EUA e Israel para matar na manjedoura o Relatório Goldstone – alegadamente porque o relatório criaria “obstáculo substancial” entre os dois lados (nas palavras do secretário de Estado assistente P.J. Crowley, dia 10/12). Com isso, viu-se que o fracasso da missão Clinton não foi apenas resultado das trapalhadas de Hilária Clinton, mas fracasso de toda uma política ideada pelo governo Obama cujo primeiro movimento foi ‘exigir’ “congelamento” de todas as construções de colônias israelenses. Dado que Obama ‘exigiu’, Abbas também teve de ‘exigir’. Nessa operação, Abbas converteu-se em refém de uma ‘exigência’ que Obama ‘exigiu’, não conseguiu impor e não obteve, em jogada na qual Obama... perdeu. Com Obama, perdeu também Abbas, que pa gou caro pelo erro de deixar todos os seus ovos na cesta de Obama.

Obama e seu governo não dão sinais de arrependimento e seguem os passos da aliança estratégica tradicional entre EUA e Israel, na contramão de todas as ‘mudanças’ que Obama-candidato prometeu aos eleitores. Semana passada, Obama assinou o orçamento da ajuda para segurança que os EUA distribuirão aos seus aliados em 2010; a quota de Israel subiu, para o próximo ano, para US$2,775 bilhões; dos 2,500 bilhões de 2009, alcançará em 2013 $3,1 bilhões. Árabes, inclusive os palestinos, veem aí o dinheiro de que Israel precisa para alimentar intransigência cada vez mais absoluta contra qualquer paz. Os $500 milhões alocados para a Autoridade Palestina (nos quais estão incluídos os 100 milhões do general Keith Dayton), são suficientes, no máximo, para que a Autoridade Palestina mantenha o nariz fora d’água e possa continuar operando como força auxiliar do exército israelense.

Nunca antes, nem em tempos melhores, muito antes de os palestinos dividirem-se entre Fatah e Hamas, antes da reocupação militar em 2002 do território da AP na Cisjordânia e antes do bloqueio imposto a Gaza, a Autoridade Palestina dependeu tanto de patrocinadores. O processo começou, de fato, quando foi assinado em Washington, em 1993, a “Declaração de Princípios” entre a OLP e Israel, pela qual Israel conseguiu livrar-se de todos os deveres e obrigações que, como exército ocupante, a lei internacional lhe impunha.

Confusa, mas muito agradecida, a OLP aceitou o dinheiro que lhe davam como arranjo temporário, à espera de negociações que seriam retomadas e só seriam dadas por concluídas com a criação de um Estado palestino independente que existiria ao lado de Israel, com liberdade e segurança. Essa foi a promessa que os EUA (e a comunidade internacional liderada pelos EUA) fizeram aos palestinos, primeiro em 1999, depois em 2005, depois novamente em 2008 e que, agora, o governo Obama está ‘re-prometendo’!

Mas o dinheiro dos patrocinadores internacionais converteu-se, de arranjo temporário em prática permanente. Assim, o orçamento de Israel foi aliviado, dentre outras despesas, de boa parte de seus gastos com a ocupação militar; e de boa parte de seus gastos com ‘prêmios’ dados a qualquer ação de provocação que possa servir de pretexto para novos atos de violência contra palestinos. Não bastasse, a Autoridade Palestina e a OLP caíram na armadilha e, hoje, tornaram-se reféns das condições políticas que interesse aos patrocinadores impor.

A desilusão com o uso dado ao dinheiro dos patrocinadores internacionais cresce entre os palestinos, tanto quanto cresce a desesperança em relação a qualquer ‘processo de paz’. Os palestinos, que contribuíram muito substancialmente para a construção do Estado em termos regionais e nacionais, e que ainda contribuem significativamente em várias economias regionais e locais, são povo cheio de recursos, de capital, de conhecimento, de competências e talentos para trabalho manual e intelectual, perfeitamente capazes de construir a sociedade que desejem ser e ter. Para tanto, precisam obter o direito à autodeterminação, liberdade, direito de fazer e de ir e vir, e plena soberania. À medida que cresce a desilusão, o papel dos patrocinadores políticos internacionais gera ca da dia maiores suspeitas, criando humilhações, exacerbando a frustração e a desesperança. Em resumo, os patrocínios e o mau uso dados a essas verbas enfraquecem, na sociedade palestina, todas as forças e os argumentos da conciliação e da prudência. É como se já ninguém conseguisse manter tampada a panela, enquanto, dentro, a pressão só aumenta. O desespero transitório vai-se convertendo em realidade do dia a dia, em status quo que não se altera.

A frustração dos palestinos em relação à comunidade internacional não é novidade; nasceu na assembleia geral da ONU de 1947, da Resolução n. 181 – que determinou a divisão da terra dos palestinos em dois Estados – e da Resolução n. 194, de 1948. O mesmo sentimento de terem sido traídos encontrou expressão forte na Cisjordânia, no “desapontamento” de que falou Abbas. Em seguida, o presidente da AP anunciou que não concorreria às eleições presidenciais: “Para mim, todos os caminhos estão fechados. Decidi não me candidatar a novo mandato. Não sou otimista nem quero cultivar ilusões” – disse Abbas ao jornal Ash-Sharq Al-Awsat editado em árabe, em Londres.

Quanto à Faixa de Gaza, o último capítulo da traição da Palestina pela comunidade internacional foi enunciado em Paris, dia 22/12, por 16 grupos de direitos humanos, dentre os quais Anistia Internacional, Oxfam e Christian Aid: “A comunidade internacional traiu o povo de Gaza quando não uniu ação aos discursos contra o bloqueio israelense (...). As potências mundiais falharam e traíram o povo comum que sobrevive em Gaza. Houve reuniões e declarações, mas praticamente nenhuma ação contra Israel” – diz o documento final daquela reunião em Paris.

A consciência de terem sido traídos e abandonados é fermento explosivo na Palestina, sobretudo por causa do bloqueio político imposto pela ocupação militar direta dos territórios – o cerco contra a OLP e a Autoridade Palestina na Cisjordânia; e o violento bloqueio israelense imposto na Faixa de Gaza. Todas as condições estão maduras para a eclosão da violência mais brutal: uma 3ª intifada palestina na Cisjordânia, e novo ataque militar por Israel contra os cidadãos em Gaza.

Abbas, em entrevista ao The Wall Street Journal dia 22/12, alertou para a intifada iminente. De fato, disse que “enquanto eu estiver no governo não admitirei que ninguém deflagre uma nova intifada, nunca, nunca. Mas depois que me afastar do governo as coisas mudarão. Não posso oferecer quaisquer garantias.”

Simultaneamente, na Faixa de Gaza, o Hamás – às vésperas do primeiro aniversário da invasão pelo exército israelense (Operação Chumbo Derretido) – alerta para o risco iminente de nova invasão israelense.

O indicador mais visível de que Israel prepara-se para novo ataque é um novo muro de aço, uma muralha que o Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA está construindo para cercar toda a área na qual se estima que haja 1.500 túneis operados por palestinos – ao longo dos 14 quilômetros da fronteira Sinai-Gaza. Em janeiro de 2008, milhares de árabes palestinos conseguiram entrar em território egípcio – no momento em que pelo menos um governo árabe conseguiu manifestar alguma solidariedade com o sofrimento dos palestinos que se acumulavam na fronteira à espera de água, comida, remédios, socorro médico. Imediatamente, Israel fechou todas as fronteiras. Então os palestinos começaram a construir túneis.

Agora, soldados dos EUA estão construindo um muralha com placas de aço de 18 metros, testadas em laboratórios norte-americanos para resistirem a bombas e armas de alto calibre, que penetram no solo até uma profundidade de 30 metros. Essas placas de aço, além do mais, desviarão o curso e contaminarão os reservatórios naturais de água subterrânea. Quando a barreira estiver concluída – no máximo dentro de 18 meses –, toda a Região perderá acesso a 60% da água hoje existente, segundo Karen Koning AbuZayd, comissária-geral da UNRWA.

Para AbuZayad, que falou em fórum organizado na American University no Cairo, a nova muralha de aço é mais resistente que a Linha Bar Lev, construída pelo exército de Israel na costa leste do Canal de Suez depois de ter ocupado a Península do Sinai, do Egito, em 1967.

Nenhum povo ou país no mundo toleraria esse tipo de muralha ‘defensiva’ em suas fronteiras – caso não conhecido no mundo moderno –, ou deixaria de considerar a construção da muralha como ato de guerra. A muralha de aço só interessa aos objetivos políticos e militares de Israel, embora a muralha, de fato, seja ‘made in USA’ – segundo depoimento de AbuZayd – e esteja sendo construída por soldados da guarda de fronteira egípcia. Assim, do ponto de vista dos palestinos, a muralha é vista como parte da ocupação israelense e ato de agressão – e, claro, como alvo possível de ataque. Contudo, os palestinos, pelo menos na Faixa de Gaza, estão em estado de guerra contra Israel, mas não contra o Egito. Consequentemente, qualquer ato violento que se materialize por contra a muralha deverá ser entendido c omo ato das hostilidades entre palestinos e israelenses.

Segundo as análises feitas pelo Hamas, o Egito ter-se-ia precavido contra a reação palestina, árabe, muçulmana e internacional ante mais esse ato de punição coletiva de 1,5 milhão de palestinos, a menos que o Cairo já esteja contando com uma invasão israelense, que levantará “os protestos de sempre”, ante os quais mal se ouvirão protestos específicos contra a muralha.

Israel está trabalhando para desviar a atenção do mundo e ocultar a iminente explosão na Palestina. Por isso, tanto tem falado a respeito de uma “ameaça iraniana” que não poderia ser deixada sem resposta. Tudo indica que o governo Obama já deu luz verde para a agenda sionista e já arrastou consigo os aliados europeus. Pelo que se vê, tudo se passa como se não houvesse outro problema no mundo... além da “ameaça iraniana” e, claro, como sempre, a ‘ameaça’ palestina.

Nicola Nasser é jornalista. Trabalha em Bir Zeit, Cisjordânia, Território Palestino Ocupado

Tradução: Caia Fitipaldi

30 de dez. de 2009

Yerushaláyim

Yerushaláyim

Devemos começar a entender a importância da memória. Memória não é apenas história ou arquivo morto. Por definição, a memória passada cria o presente. Repressão da memória cria o desequílibro mental. A saúde depende da recuperação da memória. Ditadores consolidam seu poder distorcendo a memória. Stalin apagou Trotsky e Bukharin de fotografias. Revisionistas negam que o Holocausto tenha acontecido. Que diferença faz? O homem é memória. Ninguém pode apagar o que foi visto (testemunhado) e documentado.





Pessoas que perdem a memória não perdem apenas suas referências, perdem também suas identidades. Ficam perdidas no tempo, pois sem memória, o presente não tem contexto e nem significado.



Pessoas que perdem a memória não perdem apenas suas referências; perdem também suas identidades. Ficam perdidas no tempo, pois sem memória, o presente não tem contexto e nem significado.

Yerushaláyim é para nós judeus como a luz, a água e o ar. O centro para o qual nos voltamos três vezes ao dia, dirigindo nossas preces a D’us; voltamos nossa mente e coração em direção a Yerushaláyim; onde quer que estejamos, judeus na Europa, Ásia, Africa, não importa, todos estarão voltados para a direção em que nasce o sol, onde se encontrava erguido o Bet Hamicdash, o Templo Sagrado.

Quando os judeus foram exilados de Jerusalém pela primeira vez, o profeta Yirmiyáhu escreveu: "Se eu esquecer de ti Yerushaláyim, que minha mão direita perca sua destreza. E que minha língua fique grudada a meu palato. Se eu não me lembrar de ti. Se não elevar Yerushaláyim acima de minha maior alegria".

Yerushaláyim fez, faz e eternamente fará parte da vida do Povo Judeu.

É lembrada nos momentos mais felizes. Em todos os casamento judaicos, a cena mais emocionante sob a chupá é aquela que dá desfecho à cerimônia em que um copo é quebrado pelo noivo em lembrança à destruição do Templo Sagrado de Jerusalém.

Em outros lugares D'us é teoria, mas em Jerusalém Ele pode ser sentido como uma presença tangível, em incontáveis fatos históricos relatados na Torá, que marcaram cada pedra, cada estrada que conduzia a ela. O exato local onde seria construído o Templo Sagrado foi testemunha da cena em que Yaacov teve o sonho de anjos subindo e descendo de uma escada; foi também palco do sacrifício de Yitschac levado por seu pai Avraham, o qual declarou sobre o lugar: "Este é o local onde D'us é visto.". Jerusalém foi cenário de batalhas e glórias, de liberdade e exílio, onde sempre alimentou nossa memória e esperança. Foi de construção, destruição e se D’us quiser, será de reconstrução definitiva.


Antigamente o Monte do Templo era o ponto mais alto da cidade de Yerushaláyim, mas no ano 135, escravos romanos levaram a sujeira para fora da montanha, transformaram-a no vale que vemos hoje em dia na Cidade Velha. Os romanos expeliram os Judeus de Yerushaláyim e os impediram de retornar, causando a dor da morte. A vida judaica, proclamaram, terminava agora.




Yerushaláyim fez, faz e eternamente fará parte da vida do Povo Judeu.




Os Cruzados reescreveram a importância de Yerushaláyim, não mais como o centro unificador do povo judeu, mas o local de outras paixões alheias ao judaísmo. Como os romanos eles expulsaram os judeus, e destruíram sinagogas. Os muçulmanos vieram depois, e como os outros, reescreveram a memória de Jerusalém, banindo judeus e cristãos. Construíram mesquitas sistematicamente, em todo local santo para os Judeus. Eles apagaram o passado. Cada uma destas culturas reescreveu nosso lugar, o lugar judaico na história. Nos reduziram, acreditavam eles, à caixa de pó da história -- certa vez um grande povo, mas agora, abandonado por D'us e ultrapassado pelo tempo.

No entanto, contrariando qualquer lógica ou estatística, continuamos aqui. Nossa memória jamais nos traiu. Todos os anos, ao final do sêder de Pêssach, data em que celebramos nosso Êxodo do Egito e liberdade rumo a Terra Santa, declaramos: "No próximo ano em Jerusalém", o desejo de chegar a uma época em que não precisaremos mais viver na galut, diáspora, o sonho de um mundo no qual amor e justiça, paz e união nos reconduzirão ao centro do universo, a moradia de D’us.


Yerushaláyim está viva e sempre presente. Quando construímos nossas casas, deixamos um pequeno quadrado sem acabamento, e quebramos um copo em casamentos, em memória a Yerushaláyim. Do mundo inteiro nos viramos e rezamos para Yerushaláyim, e porque a memória foi mantida viva, o povo judeu sobreviveu.

Quando Yerushaláyim foi liberada, tempo era confuso. O passado ficou presente. O que nós tínhamos almejado se tornou nosso. O que nós tínhamos sonhado ficou real, e os soldados choraram, pois um país mediterrâneo adolescente recuperava uma memória perdida durante 2000 anos, repentinamente. O passado estava imediatamente presente, inacreditavelmente transformando-nos no que sabíamos que sempre fomos.

Quem somos nós?

Nós não somos itinerantes menosprezados e empobrecidos, sobrevivendo às custas da benevolência inconstante de outras nações. Não somos uma nação de fazendeiros que recuperam pântanos, nem de guerreiros - entretanto quando nós precisamos, somos todas estas coisas. Somos uma nação de sacerdotes e profetas, que tem servido de exemplo, inspiração e luz a toda a humanidade.

O Talmud diz que o nome Yerushaláyim vem de D'us, composto de duas partes: "Yira", que significa 'ver' e 'shalem', 'paz'; portanto, "Visão da paz".

A cidade, capital espiritual do mundo, nos dá força para almejar e alcançar esta visão. A matemática de nossos atos no cumprimento de Torá e mitsvot, desde Avraham até nossos dias, envolvendo todos os judeus que trilham o caminho da teshuvá (retorno), tem nos conduzido verdadeira e irremediavelmente a Jerusalém e ao início de uma nova era… quase palpável!
Fonte: Beit Chabad


Universidades de Israel proíbem atos contra ofensiva em Gaza

Universidades de Israel proíbem atos contra ofensiva em Gaza


Alunos haviam convocado manifestação para lembrar um ano do ataque israelense que matou 1,4 mil palestinos

JERUSALÉM - A Universidade Hebraica de Jerusalém e a de Haifa (norte de Israel) proibiram esta semana a realização em seus recintos de atos de denúncia contra a ofensiva israelense a Gaza realizada há um ano, que causou a morte de cerca de 1,4 mil palestinos.

No caso do centro acadêmico de Haifa, era uma manifestação convocada para esta quarta-feira, 30, e cancelada na terça-feira, 29, pela direção, devido ao temor de que fosse "violenta", disse à Agência Efe um de seus porta-vozes, Amir Gilad.

"Não queríamos colocar vidas em perigo. Foi uma decisão excepcional. Normalmente, aqui há manifestações pelo menos duas vezes por semana", acrescentou.

O protesto tinha sido convocado pelas seções universitárias de três grupos: os árabes Iqra e Balad, e o comunista Hadash, o único partido judaico-árabe de Israel.

O ato tinha como objetivo "apoiar" os "irmãos palestinos e levar à Justiça os criminosos de guerra", segundo o texto dos panfletos de Convocação.

O líder do Hadash na Universidade de Haifa, Waal Sawaid, acredita que a interdição da manifestação viola o direito à liberdade de expressão e é uma "nova rendição" da direção aos "extremistas da Direita".

A central estudantil reconheceu ter "pressionado muito a direção para que revogasse a autorização do protesto", organizada por meio de panfletos "nos quais decisões do Governo eram comparadas a atos de organizações terroristas".

Algo semelhante aconteceu na segunda-feira na Universidade Hebraica de Jerusalém, onde uma conferência sobre a ofensiva israelense em Gaza foi cancelada pela direção "apenas cinco horas antes da realização", disse à Efe Yuval Shilo, membro das juventudes de Hadash.

O panfleto em árabe do evento chamava a se juntar a uma tarde "em lembrança da horrível e maldita guerra sionista", em alusão à citada Operação.

Um estudante do Lavi - grupo filiado ao partido direitista Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu - recebeu um dos panfletos e reclamou com a direção sobre o conteúdo, o que acabou motivando a proibição, disse Shilo.

Em comunicado, a universidade afirma que "permite a realização de atividades políticas, se estas não violarem a lei israelense ou contradizerem as tradições ou princípios da instituição".
Israelenses criticam decisão de abrir estrada a palestinos

Israelenses criticam decisão de abrir estrada a palestinos

JERUSALÉM - Parentes de vítimas israelenses de ataques palestinos criticaram nesta quarta-feira, 30, a decisão do Tribunal Supremo de revogar a proibição aos palestinos de ter acesso à estrada 443, que liga Jerusalém e Tel Aviv através da Cisjordânia ocupada.

A máxima corte israelense ordenou nesta última terça-feira que o Exército abra de novo aos palestinos nos próximos meses a rota que tiveram vedada durante uma década, em maior ou menor medida, por causa de ataques contra carros de israelenses no início da Segunda Intifada.

O Supremo considera desproporcional esta interdição, que tinha levado organizações de direitos humanos a acusar o Exército do país de ter transformado a 443 em uma "estrada do apartheid" em território palestino.

Cerca de 40 mil veículos usam a via todos os dias - até então "só para israelenses" -, que, desde sua construção, nos anos 80, se transformou em uma popular alternativa aos engarrafamentos da estrada 1 para ir de Jerusalém a Tel Aviv, segundo dados apresentados ao tribunal pela Associação para os direitos Civis de Israel (Acri), que representava 25 palestinos.

A presidente Dorit Beinisch e Uzi Vogelman, os dois juízes que votaram a favor, frente a um que se opôs, lembra que o Supremo aprovou a desapropriação de terrenos palestinos para a construção da estrada porque o Exército argumentou que também beneficiaria a população palestina.

Mas, desde 2002, o Exército israelense impedia o acesso dos palestinos à estrada 443, tanto a pé quanto de carro, por meio de grandes blocos de cimento, montes de areia ou lixo e outros tipos de obstáculos nas entradas que vinham de seus povoados.

Após o anúncio, parentes de vítimas israelenses de ataques palestinos na 443 e deputados direitistas criticaram uma medida que consideram um estímulo para o terrorismo.

Haim Bibas, prefeito da cidade israelense de Modi'in, ligada à via, considerou a decisão "completamente desligada da realidade".
Israelenses criticam decisão de abrir estrada a palestinos

Israelenses criticam decisão de abrir estrada a palestinos

JERUSALÉM - Parentes de vítimas israelenses de ataques palestinos criticaram nesta quarta-feira, 30, a decisão do Tribunal Supremo de revogar a proibição aos palestinos de ter acesso à estrada 443, que liga Jerusalém e Tel Aviv através da Cisjordânia ocupada.

A máxima corte israelense ordenou nesta última terça-feira que o Exército abra de novo aos palestinos nos próximos meses a rota que tiveram vedada durante uma década, em maior ou menor medida, por causa de ataques contra carros de israelenses no início da Segunda Intifada.

O Supremo considera desproporcional esta interdição, que tinha levado organizações de direitos humanos a acusar o Exército do país de ter transformado a 443 em uma "estrada do apartheid" em território palestino.

Cerca de 40 mil veículos usam a via todos os dias - até então "só para israelenses" -, que, desde sua construção, nos anos 80, se transformou em uma popular alternativa aos engarrafamentos da estrada 1 para ir de Jerusalém a Tel Aviv, segundo dados apresentados ao tribunal pela Associação para os direitos Civis de Israel (Acri), que representava 25 palestinos.

A presidente Dorit Beinisch e Uzi Vogelman, os dois juízes que votaram a favor, frente a um que se opôs, lembra que o Supremo aprovou a desapropriação de terrenos palestinos para a construção da estrada porque o Exército argumentou que também beneficiaria a população palestina.

Mas, desde 2002, o Exército israelense impedia o acesso dos palestinos à estrada 443, tanto a pé quanto de carro, por meio de grandes blocos de cimento, montes de areia ou lixo e outros tipos de obstáculos nas entradas que vinham de seus povoados.

Após o anúncio, parentes de vítimas israelenses de ataques palestinos na 443 e deputados direitistas criticaram uma medida que consideram um estímulo para o terrorismo.

Haim Bibas, prefeito da cidade israelense de Modi'in, ligada à via, considerou a decisão "completamente desligada da realidade".

29 de dez. de 2009

Egito pede a Israel que alivie pressão sobre palestinos

Egito pede a Israel que alivie pressão sobre palestinos

Premiê israelense visita o país africano em meio a negocialções para troca de presos com o Hamas .


CAIRO - O Egito pediu na terça-feira a Israel que alivie as restrições à movimentação de palestinos, mas não ficou claro se as discussões no Cairo levaram a algum avanço na negociação por uma troca de prisioneiros entre israelenses e palestinos.




Foi a terceira visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ao Egito desde que assumiu o cargo, em março. O Egito tem mediado as negociações para a troca de prisioneiros, entre Israel e o grupo islâmico Hamas, que controla a Faixa de Gaza.



"Solicitamos que Israel tome muitas medidas internas para suspender a pressão aos palestinos, como postos de controle, que permita a liberdade de movimento", disse o chanceler egípcio, Ahmed Aboul Gheit, em entrevista coletiva. "Israel prometeu medidas que atenuariam a pressão sobre os palestinos."



Israel mantém postos de controle rodoviários na Cisjordânia, e também controla o espaço aéreo, o acesso marítimo e a maior parte dos pontos de fronteira terrestre na Faixa de Gaza.



Aboul Gheit disse que não se discutiu em detalhes a possível libertação do soldado israelense Gilad Shalit, que há três anos é refém em Gaza. Uma delegação do Hamas foi no domingo à Síria discutir com sua liderança no exílio a resposta israelense à proposta palestina de trocar Shalit por cerca de 1.000 dos 11 mil palestinos presos em Israel.



Aboul Gheit disse que o Egito é contra a exigência israelense de proibir entre 100 e 120 dos presos palestinos de voltarem à Cisjordânia, de onde há acesso mais fácil às cidades israelenses.



Israel também não quer libertar alguns palestinos que cumprem prisão perpétua por causa de atentados letais.



"O Egito entende a necessidade palestina quanto à libertação de certas figuras na prisão. Somos contra a ideia dos israelenses de expulsar alguns palestinos das terras palestinas e manter outros na prisão", afirmou.



Cerca de 1.400 ativistas de 43 países se reuniram nesta semana no Cairo para marcar o primeiro aniversário da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, que durou três semanas. O Egito proibiu uma passeata deles no centro do Cairo, mas não evitou que ocorressem protestos na segunda e terça-feira.



Aboul Gheit defendeu o polêmico muro de aço que o Egito está construindo na fronteira com Gaza, mas não deu detalhes sobre suas razões. "Trata-se da defesa egípcia. A defesa egípcia tem suas necessidades, impostas pelas circunstâncias, e não podemos revelar seus segredos", disse ele.



Israel se queixa do contrabando de armas e de itens com possível finalidade bélica por meio de uma rede de túneis sob a fronteira Egito-Gaza. Muitos dos 1,5 milhão de palestinos da Faixa de Gaza dependem do contrabando de alimentos e outros produtos feito nesses túneis.
Premiê de Israel vai ao Egito ouvir novas propostas para a paz

Premiê de Israel vai ao Egito ouvir novas propostas para a paz


O israelense Netanyahu (à esq.) se encontra com o egípcio Mubarak em palácio no Cairo
Egito e Israel analisaram nesta terça-feira, ao mais alto nível, a possibilidade de desbloquear as negociações de paz no Oriente Médio a partir de novas posições que surgiram, informa o ministro das Relações Exteriores egípcio, Ahmed Aboul Gheit.
Conforme o ministro, essa foi a conclusão mais importante da reunião mantida hoje no Cairo entre o presidente egípcio, Hosni Mubarak, e o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, que visitou oficialmente esta capital por várias horas. Netanyahu chegou cedo ao Cairo e retorna ainda nesta terça-feira para Israel.


"Não posso falar dos detalhes sobre o que trouxe o premiê, mas hoje fala de posturas que, para nós, superam posições anteriores", disse Aboul Gheit, em entrevista coletiva oferecida no palácio presidencial.
O alto funcionário egípcio esclareceu também que o Egito tinha apresentado uma série de propostas para aliviar o isolamento dos palestinos e os impedimentos a seu desenvolvimento econômico, ideias que Netanyahu se comprometeu a estudar.
Gheit anunciou que, entre 7 e 8 de janeiro próximos, irá aos Estados Unidos acompanhado do chefe dos serviços de inteligência do Egito, o general Omar Suleiman, para manter conversas em Washington sobre o processo de paz regional.
"A visita será não só para ouvir os EUA, mas também para transferir o ponto de vista do Egito e de Mubarak para os EUA sobre como se pode alcançar e em quais bases devem se basear" os novos esforços a favor da paz no Oriente Médio, disse.
Esta é a terceira vez que Netanyahu viaja ao Egito desde que assumiu o governo israelense, em março passado. Desta vez, ele viajou acompanhado do enviado do governo Obama para a região e de seu conselheiro de segurança nacional.
Rabinos de Israel acusam aborto de atrasar chegada do Messias, diz jornal

Rabinos de Israel acusam aborto de atrasar chegada do Messias, diz jornal

Dois grandes rabinos de Israel se pronunciaram contra o aborto por acreditar que a prática atrasa a "redenção messiânica", informou nesta terça-feira o jornal israelense on-line "Y-Net". Cerca de 50 mil interrupções voluntárias de gestações são realizadas por ano em Israel, de acordo com os líderes religiosos.


Israel passa por uma "autêntica epidemia que leva a cada ano a vida de dezenas de milhares de judeus" e que, "além da gravidade do pecado, atrasa a chegada do Messias", afirmaram o grande rabino ashkenazi Yona Metzger e o grande rabino sefardi Shlomo Amar em carta para todas as comunidades judaicas.


Os rabinos baseiam a relação entre abortos e o atraso do Messias porque, dizem, ele não virá até que cheguem ao mundo todas as almas que deveriam provir de mães judias.

No comunicado, o Rabinato anuncia que estuda renovar a luta contra o aborto com a criação de um comitê especial para tentar impedir o "assassinato de fetos nos ventres de sua mãe". "A imensa maioria dos abortos são desnecessários e estão proibidos pela Halajá [lei religiosa judia]", completaram.

"Malditos aqueles que não se assustam com essas informações" em um país de 7 milhões de habitantes, assinalam os líderes religiosos.
Exército libanês dispara após violação israelense de espaço aéreo

Exército libanês dispara após violação israelense de espaço aéreo

Beirute, 29 dez (EFE).- O Exército libanês disparou hoje contra vários
aviões israelenses que violaram o espaço aéreo do Líbano onde
realizaram uma simulação de ataque contra várias áreas do sul do país,
segundo a imprensa local.

As baterias antiaéreas do Exército entraram em ação contra aparelhos
israelenses que sobrevoavam a baixa altitude as regiões meridionais de
Nabatiyeh, Iqlim el-Tufah, Marjeyoun e Jezin.

Estes fatos coincidem com a informação publicada hoje pelo jornal
libanês "An Nahar", que afirma que Israel alcançou um acordo com a
Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul) para se retirar do
último território libanês que mantém ocupado desde o conflito de 2006.

Segundo o jornal, os israelenses sairão da parte norte da aldeia de
Gajar, de acordo com a resolução do Conselho de Segurança da ONU
1.701.

Na ofensiva militar que lançou em todo o território libanês contra o
Hisbolá, Israel ocupou parte do sul do país, incluindo a parte do
norte de Gajar, localidade divida pela linha azul marcada pela ONU em
2000, após a retirada israelense do Líbano.

Aparentemente, segundo o acordo, que ainda não foi confirmado
oficialmente, após a saída da parte de Gajar ocupada, serão
posicionados 12 capacetes azuis suplementares e três soldados
libaneses na zona.

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Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha
intensidade que se petrifica e nenhuma força jamais o resgata.
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28 de dez. de 2009

Procura-se judeus anoussitas

Procura-se judeus anoussitas

O SICA - SINDICATO ISRAELITA DAS COMUNIDADES ANOUSSITAS, sediado em Israel, esta promovendo o PROJETO DE ESTABELECIMENTO DE COMUNIDADES GAILUSSITAS DO JUDAISMO SECULARISTA, em diversas partes do Brasil, inclusive com o apoio de um rabino secularista de Israel, desde que cumpridas as seguintes exigências:

1)Todos os membros da comunidade possuam sobrenomes tipicamente marranos : Silva, Silveira, Lima, Limeira, Oliva, Oliveira, Ferro, Ferreira, Henrique, Sousa, Soares, Pinto, Cordeiro, Barbosa, etc

2) Os varões estejam dispostos a se submeter a circuncisão, de acordo com o costume judaico

3)Todos os membros da comunidade se comprometam a guardar os rituais do judaísmo, relacionados com todos os costumes e festividades judaicas, e não estejam vinculados a outra religião.

Os interessados em participar deste projeto, atuando como lideres das futuras Comunidades Anoussitas do Judaismo Secularista devem, na primeira fase deste projeto, criar Núcleos de Estudos sobre Judaísmo, Historia da Inquisição e Historia do Povo Judeu, com a orientação do SICA

Neste link podem ser encontrados sobrenomes judaico-portugueses, típicos dos anoussitas e marranos : http://ruadajudiaria.com/?s=lista+de+nomes+marranos
SERÁ FILMADO DOCUMENTÁRIO SOBRE O “SCHINDLER” BRASILEIRO

SERÁ FILMADO DOCUMENTÁRIO SOBRE O “SCHINDLER” BRASILEIRO









Foto do livro “Quixote nas Trevas”, de Fabio Koifman





Embaixador Luiz Martins de Souza Dantas



Vida e Ação do “Schindler” brasileiro breve nas telas do cinema



Produzido por Tuinho Schwartz, com direção de Luiz Fernando Goulart e as participações de Moisés Kendler e Carlos Sion, começam em breve as filmagens do documentário BOM PARA O BRASIL, que conta a história de Luiz Martins de Souza Dantas, embaixador brasileiro em Paris que, durante a Segunda Guerra, salvou do Holocausto em torno de mil pessoas, a maioria judeus, que conseguiram, graças aos vistos diplomáticos que receberam para o Brasil, sair da Europa e recomeçar suas vidas em outros países.



BOM PARA O BRASIL é a expressão que era regularmente aposta junto ao visto de entrada para o nosso país.

Baseado nas pesquisas que resultaram no livro Quixote das trevas, do historiador Fabio Koifman, o documentár io vai contrapor a atitude solitária e humanista do embaixador, numa França entregue e ocupada pelos nazistas, às ordens expressas e secretas que recebia do governo Vargas quanto à proibição da concessão de vistos a “semitas e outros indesejáveis (sic)”, para o Brasil.



Souza Dantas, que permanece desconhecido pela historiografia em nosso país, tem o seu heroísmo humanitário reconhecido pelo Museu Yad Vashem, de Israel, como um “Justo entre as Nações” e pelo governo francês, que colocou uma placa na casa onde morou, indicando que ali viveu um “Amigo da França”.



Com a total ocupação da França pelas forças alemãs, Souza Dantas foi levado, junto com outros diplomatas, para a Alemanha, onde permaneceu internado por 14 meses, tendo sido trocado por prisioneiros alemães no Brasil. Dos passaportes assinados irregularmente por ele, foram encontrados, por Fábio Koifman, 474, sabendo-se que uma grande quantidade dos que aqui chegaram durante a guerra, ou em outros países, procuraram esconder suas origens e seus documentos, em nome da ainda incerta sobrevivência.



Homem sensível e elegante, um charmeur nato, grande amante das mulheres, coube a Souza Dantas pronunciar o primeiro discurso da história nas Nações Unidas, colocando o seu nome, definitivamente dentre os mais importantes da diplomacia mundial.



Mas, em seu próprio país, permanece desconhecido.



Essa é a história que BOM PARA O BRASIL contará. O filme está em pré-produção e captação dos recursos necessários a sua realização, já tendo sido tomados alguns depoimentos, como os dos beneficiados por vistos do emba ixador: Raphael Zimetbaum, Chana Strozemberg e o economista americano Felix Rohatyn. Também foi feita uma grande pesquisa de imagens nos arquivos europeus e americanos da Segunda Guerra, o que, esperam os produtores, garantirá uma grande qualidade ao filme, que colocará o embaixador Luiz Martins de Souza Dantas definitivamente na memória dos que aqui nasceram e de muitos dos que escolheram o nosso país para recomeçar as suas vidas.



Maiores Informações :



Focus Films Ltda. Tel: 21-2527.0268 projetos@focusfilms.com.br



Carlos Alberto Sion Cel: 21- 9555.7095



Tuinho Schwartz Cel: 21-9986.6553 tuinho@focusfilms.com.br
Barak diz que usina nuclear no Irã é resistente a bombardeio regular

Barak diz que usina nuclear no Irã é resistente a bombardeio regular



Jerusalém, 28 dez (EFE).- O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse hoje que um ataque convencional contra a recém-descoberta usina nuclear de Qom, no Irã, seria impossível, e que esse país trabalha durante anos para esconder esse tipo de instalação.

"A instalação de Qom fica em um bunker e, por isso, é resistente aos bombardeios regulares", afirmou hoje Barak, diante da Comissão Parlamentar para Assuntos de Segurança e Exteriores.
O ministro afirmou que "o que os iranianos revelaram recentemente, segundo suas próprias decisões, é um lugar que esteve em construção durante anos".
O alto responsável da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi, disse recentemente que seu país iniciou uma nova geração de centrífugas que em pouco tempo será testada.
O novo gesto por parte do Irã aconteceu depois da aprovação pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de uma resolução contra as atividades nucleares do Irã, depois que se descobriu a existência de uma usina nuclear perto da cidade santa de Qom, ao sul de Teerã.
A comunidade internacional está preocupada com a natureza das atividades nucleares do Irã, que, segundo as autoridades do regime iraniano, "têm fins pacíficos e civis".
Barak também condenou as medidas de força usadas pelo regime iraniano contra a oposição, um dia depois de pelo menos oito manifestantes contrários ao presidente Mahmoud Ahmadinejad morrerem no Irã.
Israel faz licitação para construir casas em Jerusalém Oriental

Israel faz licitação para construir casas em Jerusalém Oriental

JERUSALÉM - Israel inicia nesta segunda-feira, 28, uma licitação para
a construção de aproximadamente 700 novas unidades de casas para
colonos judeus em Jerusalém Oriental, território ocupado em 1967 e
onde os palestinos pretendem estabelecer a capital de seu futuro
Estado.

A licitação inclui a edificação de 377 novos apartamentos no bairro de
Neveh Yaakov, 117 no assentamento de Har Homa e 198 no de Pisgat
Ze'ev, informa a edição eletrônica do jornal "Yedioth Ahronoth".

O ministro da Habitação de Israel, Ariel Atias, disse a esse meio que
a medida não tinha por objeto criar uma provocação e afirmou que
"Jerusalém é a capital de Israel".

A expansão de assentamentos judaicos é considerada um dos principais
obstáculos para o reatamento das negociações de paz entre israelenses
e palestinos e foi duramente condenada pelos Estados Unidos e a União
Europeia (UE).

Os ministros de Exteriores da UE pediram no começo do mês que
Jerusalém seja a "capital futura de dois Estados" sob um estatuto que
deve ser negociado entre Israel e os palestinos.

Israel ocupou a parte oriental da cidade na guerra de 1967 e
posteriormente anexou o território, controlando como parte integrante
de sua "capital", que não é reconhecida pela comunidade internacional.

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27 de dez. de 2009

Israel: Netanyahu se encontra com Livni para discutir eventual gabinete de união

Israel: Netanyahu se encontra com Livni para discutir eventual gabinete de união


JERUSALÉM, 27 dez 2009 (AFP) - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e a chefe do partido centrista Kadima (oposição) Tzipi Livni se encontraram na noite deste domingo para conversar sobre a formação de um eventual gabinete de unidade nacional.

"A reunião começou às 19H00 locais (17H00 GMT) na presidência do conselho em Jerusalém", indicou uma fonte oficial.
Segundo a imprensa israelense, Netanyahu propôs a Livni de dois a quatro ministérios sem pasta em troca de sua participação na coalizão governamental.
O Kadima é o principal partido representado no Knesset (Parlamento), com 28 dos 120 assentos, contra 27 do Likud (direita) de Netanyahu.
Criado no fim de 2005 pelo então primeiro-ministro Ariel Sharon, o Kadima foi recentemente desestabilizado pelas tentativas de Netanyahu de atrair alguns de seus deputados.
Armas de palestinos mortos pelo Exército foram usadas para matar colono, diz Israel

Armas de palestinos mortos pelo Exército foram usadas para matar colono, diz Israel

As armas apreendidas de um dos três palestinos mortos por soldados israelenses na cidade de Nablus, na Cisjordânia, foram usadas no assassinato de um colono judeu dois dias antes, assegurou hoje o Exército de Israel após obter os resultados de balística.


"A análise de balística demonstra que as armas encontradas na casa do terrorista Annan Soboh em Nablus, foram as usadas no assassinato de Meir Avshalom Hai", diz um comunicado do Exército israelense.

Soboh, miliciano das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, braço armado do Fatah, morreu ontem em sua casa da cidade cisjordaniana em uma batida de soldados israelenses com o objetivo de prendê-lo.

Outras duas operações paralelas na mesma cidade acabaram com a morte de outros dois milicianos, Raed al-Sarkaji e Ghassan Abu Sharej --aos quais, como a Soboh, o serviço secreto israelense acusava pelo ataque contra o colono na quinta-feira passada em uma estrada do norte da Cisjordânia.

O comunicado do Exército segue às acusações da ANP (Autoridade Nacional Palestina) e de várias organizações de direitos humanos que os soldados israelenses poderiam ter executado os três, já que reconheceu que eles não dispararam contra suas forças, mas unicamente se refugiaram em suas casas quando foram exigidos que saíssem.

Os dois últimos fatos, os mais graves na Cisjordânia nos últimos oito meses, chamaram a atenção da Casa Branca, que pediu explicações a Israel sobre o comportamento de seus soldados, após a denúncia apresentada pela ANP.
O Shabat

O Shabat

" O Shabat " 
Uma carta do Rebe Shlita sobre a Observancia do Shabat

 

 Recebi sua carta, na qual me fornece informacoes sobre si e sua familia, e onde me coloca seus ploblemas: voce tem uma loja de ferragens, a qual e fonte de renda semanal e, como o Shabat e o dia mais movimentado, de mais venda, a tem mantido aberta nesse dia, mas esta violacao do Shabat o incomoda, e portanto pede meu conselho.
Quero lhe dizer, antes de mais nada, que fiquei muito satisfeito ao ouvir que a profanacao do Shabat o perturba profundamente. Isto demonstra que o seu coracao judaico esta vivo e ativo, e desaprova o fato de estar fazendo algo de errado - nao apenas para sua alma, mas tambem para o seu corpo; pois, para o judeu, os dois estao ligados a ponto de se intregar, e nao existe nada que seja nocivo para a alma que nao o seja tambem para o corpo.
Antes de responder a sua pergunta quero, a guisa de introducao, fazer as seguintes observacoes:
Os judeus em geral e os devotos em particular, nao tem duvida de que D-us criou o mundo e o comanda. Tambem acreditam que os dez Mandamentos vieram dele incluindo o quarto: " Lembrar que no dia de Shabat para mante-lo sagrado... e nele nao faras qualquer trabalho.
E igualmente certo que D-us, que criou o homem, tambem o prove de meios de subsistencia. Seria ilogico imaginar que Ele poderia forcar qualquer pessoa ao obte-los contrariamente a Sua vontade e, em particular, em relacao ao que esta expresso no quarto Mandamento, de manter sagrado o dia de Shabat.
Gostaria de ressaltar mais um ponto: o dinheiro que uma pessoa ganha nao e um fim em si; e apenas um meio para conseguir o que ela necessita. Obviamente, em vez de primeiro obter o lucro e depois (D-us nao o permita) gasta-lo em despesas medicas, e preferivel dispensar os dois e estar bem. Portanto, o mais importante nao e o dinheiro que foi ganho, mas a certeza de que foi bem aplicado e adequadamente desfrutado.
Depois deste prefacio, vamos considerar o seu caso: 
Voce teve privilegio de nascer judeu, o que significa que lhe foi dada a possibilidade de atravessar a vida pelo caminho judaico, a vereda da Tora e das Mitzvot, na qual a observancia da Tora, Cashrut, Taharat Hamishpacha ( pureza familiar ), etc..., e fundamental.
Nao pode haver duvida de que, se voce se determinar a seguir a trilha da Tora e das Mitzvot, o Todo Poderoso ira prove-lo de meios de subsistencia adequados. Isto nao significa, e claro, que o percurso sera facil desde o inicio. Por razoes que estao alem da nossa compreencao, D-us pode torna-lo dificil, com provacoes e testes, mesmo que lhe apareca um caminho, aparentemente mais acessivel, atraente, que envolva a negligencia de uma Mitzva, uma trangressao de uma proibicao (avera). Pode ser um teste duro, por exemplo, quando muitos jovens que, infelizmente, profanam o Shabat parecem prosperar, talves mais do que aqueles que lutam por observa-lo.
Entretanto, e certo que nao e bem assim. A felicidade ultima de um judeu, homem ou mulher, so pode ser encontrada atraves da Tora e das Mitzvot. Em nosso caso depende apenas da observancia do Shabat.
Consequentemente, como um amigo, e obedecendo a Mitzva de "Veahavta Lereacha Camocha" ("Ama ao proximo como a ti mesmo"), que tambem e um fundamento da Tora, e meu dever aconselha-lo a basear sua vida em geral, e seus meios de subsistencias em particular, nos mandamentos da nossa Tora.
Nao se sinta influenciado, de forma alguma, pelas dificuldades que possam surgir no comeco, mesmo pela perda de rendimentos. Seja absolutamente firme em sua fe, pois enventualmente o Todo Poderoso provera todas suas necessidades de um modo " Casher " e voce, sua esposa e filhos, viverao uma vida judaica feliz, de completa harmonia entre o fisico e o espiritual, entre as necessidades materiais e a alma Divina. Pois, para citar uma frase de meu santo sogro, de abencoada memoria: " Um judeu nao pode, nem quer, ser separado de D-us ".
Fico no aguardo de suas boas novas, e termino desejando-lhe sucesso na acomodacao de seus assuntos, tanto material como espiritualmente.


 

24 de dez. de 2009

Jovens israelenses  não expulsarão colonos

Jovens israelenses não expulsarão colonos

Jerusalém, 24 dez (EFE).- Cerca de 200 jovens israelenses dirigiram uma carta ao ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, na qual mostraram seu desejo de se alistar no serviço militar, mas advertiram que não expulsarão colonos judeus.


"Queremos muito nos alistar no Exército de Israel e lutar pela defesa de nossa terra, mas consideramos o uso das forças armadas para fins políticos e a guerra contra judeus um perigo que pode destruí-las", diz a carta.

Os signatários acusam o Exército de participar do "grave pecado de impedir a colonização de Israel", em alusão à aplicação por militares da moratória parcial da construção em colônias na Cisjordânia por dez meses.

"Declaramos que nossa fé na Torá está acima de qualquer outra lei ou ordem e, portanto, toda ordem que vá contra a Torá será transgredida" e afirmam que em breve começarão o serviço militar assim que alcançarem a maioridade.

Os signatários acreditam que sua recusa a "participar de expulsões da comunidade judaica em Israel" contribui para "preservar os autênticos valores e princípios do Exército".
Hamas avalia proposta israelense para troca de prisioneiros

Hamas avalia proposta israelense para troca de prisioneiros


GAZA - Um mediador alemão entregou nesta quarta-feira ao Hamas a resposta de Israel à proposta para a troca de centenas de presos palestinos por um soldado que está como refém, e o grupo islâmico disse que precisaria de alguns dias para avaliar a nova versão.

Sinalizando um possível avanço, uma fonte oficial do Hamas disse que o grupo deve enviar uma delegação da Faixa de Gaza a Damasco, na Síria, até quinta-feira para encontrar líderes exilados do movimento. Tais conferências, raras, são reservadas a decisões importantes do Hamas.
Israel manteve restrições sobre quais exigências do Hamas poderiam ser atendidas em troca da libertação do soldado Gilad Shalit, que está como refém na Faixa de Gaza há três anos e meio.
O ministro israelense da Segurança, Eli Yishai, reiterou a apreensão israelense com relação a uma anistia de presos que possa estimular o Hamas, grupo que governa a Faixa de Gaza e não reconhece a existência de Israel.
"Sempre dizemos 'não a qualquer preço', porque do contrário nossos inimigos irão explorar isso. Por outro lado, temos de fazer todos os esforços possíveis", disse o ministro à rádio do Exército.
"Onde está o meio termo? Acho que quaisquer palavras adicionais (publicamente) sobre isso seriam excessivas."
Pela proposta, cerca de mil dos aproximadamente 11 mil palestinos presos em Israel seriam libertados.
Autoridades familiarizadas com as negociações dizem que Israel descartou a libertação de alguns militantes de primeiro escalão, que cumprem prisão perpétua por seu envolvimento na preparação de atentados letais.
Israel também cogitaria impedir entre 100 e 120 dos palestinos libertados de voltarem para a Cisjordânia ocupada, região que é governada pela facção Fatah, do presidente Mahmoud Abbas. Esses presos poderiam ir para a Faixa de Gaza ou para o exterior.
Morre capitão do Exodus, navio-símbolo da migração judaica

Morre capitão do Exodus, navio-símbolo da migração judaica

Ike Aronowicz, capitão do "Exodus", navio emblemático da imigração judaica para Israel durante o mandato britânico, que em 1947 foi impedido pela marinha britânica de chegar a seu destino, morreu nesta quarta-feira aos 86 anos, anunciou o gabinete do presidente israelense, Shimon Peres.

Yitzhak Ike Aronowicz, que nasceu na Alemanha em 1923 e imigrou para a Palestina em 1932, "deu uma contribuição única para o Estado, que jamais será esquecida", indicou Peres em um comunicado.
O navio, rapidamente rebatizado "Exodus", zarpó del puerto de Sète, sur de Francia, en julio de 1947 con 4.515 personas a bordo, la mayoría supervivientes del Holocausto.
O "Exodus" zarpou do porto de Sete, na França, com mais de 4.500 passageiros a bordo, a maioria sobreviventes do Holocausto nazista que decidiram se estabelecer na Palestina.
O navio foi cercado pela marinha britânica na costa da Palestina e impedido de atracar em Haifa. Depois de semanas isolados no mar, seus passageiros foram forçados a retornar à França. Por fim, tiveram que desembarcar na Alemanha e foram mandados para campos perto de Lubeck.
O incidente revoltou a comunidade internacional, que ainda digeria com dificuldade o que havia acontecido aos judeus nos campos de concentração do Terceiro Reich durante a Segunda Guerra Mundial.
Pressionadas, as autoridades britânicas transferiram os refugiados judeus para campos no Chipre, onde permaneceram até a criação do Estado de Israel, em 1948.
"O ''Exodus'' foi também sua criação (de Aronowicz). Ele não foi apenas seu capitão, e sim um líder que deu à viagem caráter e determinação", declarou o presidente israelense.

23 de dez. de 2009

Jogo de guerra israelense vê EUA colocando Netanyahu de lado

Jogo de guerra israelense vê EUA colocando Netanyahu de lado

TEL AVIV (Reuters) - Israel ficará diplomaticamente marginalizado e
militarmente atado enquanto os Estados Unidos buscam um acordo nuclear
com o Irã no ano que vem, de acordo com um exercício tático sigiloso
da principal instituição de pesquisas estratégicas de Israel.

Nem mesmo um tiro de advertência do primeiro-ministro israelense,
Benjamin Netanyahu, - a simulação contou com uma incursão militar
contra a usina iraniana de água pesada em Arak - abalaria a
insistência do presidente dos EUA, Barack Obama, no diálogo.

Enquanto isso, o arquiinimigo de Israel provavelmente continuará
enriquecendo urânio, talvez até mesmo obtendo a aprovação relutante do
Ocidente.

"Os iranianos acabaram se sentindo melhor que os norte-americanos,
pois eles estavam mais determinados em se aferrar a seus objetivos",
disse Giora Eiland, ex-conselheiro de segurança nacional israelense
que interpretou Netanyahu no jogo de guerra de 1º de novembro no
Instituto para Estudos sobre Segurança Nacional (INSS) da Universidade
de Tel Aviv.

Refletindo o isolamento relativo de Israel, Eiland e sua equipe
passaram boa parte da simulação de fora das conversas multilaterais no
prédio de três andares do INSS.

"Netanyahu" teve encontros de bastidores com o presidente Barack Obama
- interpretado por Zvi Rafiah -, ex-diplomata israelense com fortes
laços com os norte-americanos. Mas as conversas deles foram rápidas e
nebulosas.

"Nossa influência sobre os norte-americanos, quando pudemos mantê-los
afastados dos iranianos, europeus e outros, foi limitada", disse
Eiland à Reuters. "Praticamente a única carta que tínhamos a jogar era
a da ação militar. E essa é uma carta desbotada."

Supostamente o único da região a ter um arsenal atômico, Israel
insinuou a possibilidade de lançar ataques preventivos como último
recurso para evitar que o Irã tenha os meios de fazer uma bomba.
Muitos especialistas, no entanto, acreditam que Israel estaria
taticamente paralisado assim como contrário a Obama, que está
preocupado em provocar um novo conflito no Oriente Médio.

"Eu me preocupo sobre Israel. Preciso defender Israel. Mas Israel não
pode agir unilateralmente", disse Rafiah, na pele de Obama.

A simulação foi dirigida por Emily Landau, especialista em políticas
do INSS, que levou as conclusões ao governo de Israel.

"A idéia era criar uma situação onde os norte-americanos tentam uma
abordagem nova e bilateral em relação ao Irã - tanto em termos de
refrear seu projeto nuclear como de encontrar uma forma de satisfazer
suas outras demandas", disse Landau, que vê pouco futuro para as
sanções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas
(ONU), dadas as recusas russas e chinesas.


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Egito nega "muro de aço" em Gaza apesar de temores do Hamas

Egito nega "muro de aço" em Gaza apesar de temores do Hamas

CAIRO (Reuters) - O Egito confirmou nesta terça-feira estar envolvido
em uma construção em sua fronteira com Gaza, mas disse não estar
construindo o que alguns relatos disseram ser um muro de aço para
bloquear o contrabando.

O Hamas e outros grupos militantes pediram ao Egito que interrompa a
construção do muro na fronteira com Gaza, e funcionários de segurança
egípcios confirmaram que uma barreira de aço estava sendo erguida.

Construtores de túneis disseram que cerca de 150 passagens ao longo da
fronteira entre o Egito e Gaza permitem a entrega de produtos
essenciais para o território, cujas importações estão bloqueadas por
Israel.

Até agora, o Ministério de Relações Exteriores se negou a comentar as
informações, mas em coletiva de imprensa o porta-voz Hossam Zaki
disse:

"Os procedimentos que o Egito está realizando dentro de suas terras,
sejam trabalhos de edificação ou construção na fronteira com a Faixa
de Gaza, são uma preocupação egípcia e estão relacionados à segurança
nacional do Egito", afirmou.

"Nos negamos a chamar a construção de muro de aço, e nos perguntamos
de onde veio um nome como esse", acrescentou.

Ao menos 500 partidários do Hamas se reuniram ao longo da fronteira na
segunda-feira para protestar contra a construção do muro, provocando
soldados egípcios, que assumiram posições atrás de sacos de areia.

(Por Yasmine Saleh, com reportagem adicional de Ashraf Badr)


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22 de dez. de 2009

Israel entrega ao Hamas lista para troca de prisioneiros

Israel entrega ao Hamas lista para troca de prisioneiros


JERUSALÉM - O governo israelense informou hoje que não barganhará "a qualquer custo" a libertação de um militar aprisionado por milicianos palestinos na Faixa de Gaza e enviou ao grupo islâmico Hamas uma lista com os nomes dos prisioneiros que pretende trocar pelo soldado Gilad Shalit. Líderes israelenses estão sob forte pressão interna para solucionar o caso do sargento capturado por milicianos palestinos em junho de 2006 na fronteira de Israel com a Faixa de Gaza.

Uma série de reuniões entre os principais ministros do governo israelense alimentou esperanças de que um acordo estaria próximo, mas os indícios de divergência persistem. Hoje, o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, declarou que a prioridade do governo é obter a libertação de Shalit, "não a qualquer custo, mas pelas vias possíveis e pertinentes".

A mídia israelense noticiou hoje que o país entregou ao Hamas uma resposta à exigência de libertação de mil palestinos mantidos em prisões israelenses, muitos dos quais envolvidos em ações armadas. Sem identificar fontes, alguns veículos israelenses de comunicação publicaram que Israel aceitaria a troca se o Hamas concordasse com a deportação de prisioneiros considerados violentos.
Polônia investiga vínculo estrangeiro com roubo em Auschwitz

Polônia investiga vínculo estrangeiro com roubo em Auschwitz


CRACÓVIA - O autor intelectual do furto, na sexta-feira, do letreiro de metal sobre a entrada do antigo campo de extermínio de Auschwitz é um estrangeiro que não reside na Polônia, disseram promotores na terça-feira.

A polícia polonesa recuperou o letreiro em alemão, que diz "Arbeit macht frei" ("O trabalho liberta"), e prendeu cinco homens na manhã da segunda-feira por ligação com o roubo.
"O principal autor desse crime foi alguém que vive fora da Polônia e não tem cidadania polonesa", disse o promotor Artur Wrona em coletiva de imprensa, depois de os cinco suspeitos terem participado de uma reconstituição do roubo no campo.
"Nossas ações nos próximos dias serão voltadas a identificar essa pessoa, que reside em um país europeu", acrescentou.
Wrona se negou a dar mais detalhes ou a comentar relatos da mídia polonesa segundo os quais um colecionador suíço estaria envolvido no crime. As autoridades descreveram os cinco suspeitos como criminosos comuns sem vínculos com grupos neonazistas.
O roubo suscitou temores de uma possível motivação política, já que o letreiro é um símbolo potente do Holocausto cometido pelos nazistas contra os judeus.
"Eles fizeram pelo dinheiro. Sabiam onde estavam indo e para que, mas não tinham consciência real das reações que o furto causaria", disse Wrona.
A polícia exibiu o letreiro de metal, quebrado em três partes e retorcido, em coletiva de imprensa. Ela disse que os ladrões deixaram para trás o "i" final da palavra "frei".

PRISÃO

Wrona disse que os ladrões cortaram o letreiro de cinco metros de comprimento em três partes para que coubesse em seu carro esporte.
"Eles não eram especialistas, sua contratação custou relativamente pouco", disse ele.
Os ladrões podem pegar até dez anos de prisão por terem roubado e cortado o letreiro, feito por um prisioneiro polonês em Auschwitz em 1940-41. Hoje um museu, Auschwitz faz parte da lista da Unesco de patrimônios mundiais.
Cerca de 1,8 milhão de pessoas, em sua maioria judeus, morreram no campo de extermínio de Auschwitz - em polonês, Oswiecim - durante a ocupação da Polônia pela Alemanha nazista na 2a Guerra Mundial. Os prisioneiros que chegavam ao campo entravam por um pequeno portão de ferro sobre o qual se erguia o letreiro em arco.
O lema virou símbolo dos esforços dos nazistas para infundir um sentimento falso de segurança em suas vítimas, antes de assassiná-las.
Os prisioneiros de Auschwitz morreram nas câmeras de gás, de doenças, do frio, de fome ou em experimentos médicos.
Israel transmite ao Hamas resposta sobre troca de prisioneiros

Israel transmite ao Hamas resposta sobre troca de prisioneiros

GAZA (Reuters) - Um mediador alemão deve transmitir na terça-feira ao
Hamas a resposta israelense à proposta de troca de um soldado
sequestrado por centenas de palestinos presos em Israel.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu discutiu noite adentro com seus
ministros sobre a conveniência de responder às exigências do Hamas, o
que inclui a libertação de militantes responsáveis por ataques que
mataram dezenas de israelenses.

Uma fonte próxima às negociações disse, sob anonimato e sem entrar em
detalhes, que Israel transmitiu sua decisão, e que agora cabe ao Hamas
aceitar ou não a posição do Estado judeu.

Ao final da reunião noturna, o gabinete de Netanyahu divulgou uma nota
em que se limitava a dizer que a equipe de negociação foi instruída a
continuar seus esforços pela libertação do soldado Gilad Shalit, de 23
anos, capturado por militantes em 2006 em Israel e levado por um túnel
para a Faixa de Gaza, território sob controle do Hamas.

Egito e Alemanha tentam mediar uma eventual troca de prisioneiros, que
pode incluir cerca de 1.000 dos 11 mil palestinos detidos nas cadeias
de Israel.

Informado sobre o andamento da reunião ministerial, Noam Shalit, pai
do soldado, afirmou: "Ainda não estou otimista, mas tampouco estou
pessimista."

O direitista Netanyahu está sob pressão de familiares de vítimas de
atentados para não libertar os presos palestinos responsáveis por atos
violentos. A imprensa israelense diz que ele cogita proibir assassinos
condenados de voltarem a suas casas na Cisjordânia ocupada, um
território próximo a cidades israelenses - a alternativa seria
enviá-los para a Faixa de Gaza ou outros países.

A fonte oficial que falou à Reuters na Faixa de Gaza afirmou que o
Hamas não deve abrandar suas exigências, e que qualquer acordo terá de
ser aprovado por líderes do grupo no exílio.

Uma troca de prisioneiros nos próximos dias coincidiria com o primeiro
aniversário da ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, no dia 27.
Pelo menos 1.400 palestinos e 13 israelenses morreram em três semanas
de forte confronto.

A ONU e potências ocidentais esperam que a troca abra caminho para um
relaxamento do bloqueio israelense a Gaza, onde 1,5 milhão de
palestinos dependem de ajuda alimentar e do contrabando para
sobreviver.

Netanyahu, no entanto, não dá sinais de que atenuará as restrições
após um acordo com o Hamas, grupo que rejeita as pressões ocidentais
para reconhecer Israel e renunciar à violência.


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Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha
intensidade que se petrifica e nenhuma força jamais o resgata.
Magal
http://twitter.com/magal

Hamas reprime cristãos em Gaza

Hamas reprime cristãos em Gaza

Saud Abu Ramadan. Gaza - George Mattas, sua mulher Elianor e seus cinco filhos, alguns dos poucos milhares de cristãos que vivem em Gaza, sofreram para encontrar uma árvore de Natal este ano, em um território sob o bloqueio israelense e o controlado pelo movimento radical islâmico Hamas.

O chefe da família, de 46 anos, observa sua família enquanto instala os pisca-piscas, coloca mensagens e pequenos presentes na árvore artificial de dois metros de altura que colocaram no hall da casa, no bairro de Remal, no oeste de Gaza.

"Esperamos que este ano novo seja melhor que os anteriores e traga paz e prosperidade. Todos os aspectos da vida em Gaza se tornaram muito difíceis por causa do bloqueio imposto por Israel a Gaza há mais de três anos", afirma o cristão.

Desde a captura do soldado Gilad Shalit, em junho de 2006, por milicianos palestinos, o Estado judeu foi estreitando um cerco econômico que consiste em deixar entrar na faixa - onde vivem um milhão e meio de palestinos - somente os bens imprescindíveis para não provocar uma crise humanitária.

George também não está feliz com a situação de sua minoria religiosa em Gaza (3.500 pessoas) desde que o Hamas tomou o controle do território, em junho de 2007, após expulsar as forças ligadas à Autoridade Nacional Palestina (ANP) do presidente e líder do Fatah, Mahmoud Abbas.

"Até então éramos 5 mil cristãos, mas desde que o Hamas controla Gaza e a última guerra israelense de há quase um ano, muitas famílias cristãs mudaram da faixa para Cisjordânia, Europa ou Estados Unidos", conta Mattas.

A maioria dos palestinos católicos segue o rito greco-ortodoxo e, portanto, festeja a noite de 24 de dezembro e de 7 de janeiro, por seguir o calendário juliano, e não o gregoriano.

A família Mattas é, ao contrário, uma das poucas que celebrará o Natal na próxima quinta-feira, como a maioria dos cristãos do mundo, por seguirem a tradição romana.

Mattas gostaria de passar o Natal na cidade de Belém, no território palestino da Cisjordânia, separado geograficamente de Gaza por Israel.

Seu sonho depende, no entanto, das autoridades do Estado judeu, mas tem poucas chances de se tornar realidade, apesar de o ministro de Turismo israelense, Stas Misezhnikov, ter anunciado que concederá centenas de permissões para que os cristãos de Gaza possam passar o Natal em Belém, em contraste com a "crueldade desumana" do Hamas ao impedir a Cruz Vermelha de visitar Shalit por medo que seu paradeiro seja descoberto.

"Já não resta tempo. O Natal começa em três dias e não recebemos nem uma palavra da parte israelense sobre se nos darão uma permissão este ano. Se não formos a Belém, celebraremos o Natal em casa", se lamenta George.

Muitos cristãos da faixa afirmam que não haverá grandes festas de Natal e que limitarão a celebração a rezas na igreja e em casa se não chegarem as centenas de permissões de Israel, que só beneficiariam uma pequena parte dos 3.500 integrantes da comunidade.

Hazem al-Yelda, outro cristão de Gaza, não pode evitar lembrar os tempos em que costumava decorar uma árvore gigante de Natal no centro da cidade enquanto um Papai Noel dava presentes às pessoas pela rua.

Hoje a Prefeitura não pode pagar as tradicionais árvores e "Papai Noel vem com as mãos vazias".

"Em vez de bombons trouxe mudas de morango. Há muitas delas porque as que seriam destinadas à exportação para a Europa foram bloqueadas por Israel", conta al-Yelda.

Este ano, sua família também não decorará escolas e igrejas pelo nascimento de Jesus.

"O papel e as pinturas são escassos e não podemos pagar os poucos que encontramos no mercado", reconhece, enquanto planeja um Natal simples, com rezas e visitas.
Esse caso requer medidas e punições rápidas

Esse caso requer medidas e punições rápidas

ANP investigará denuncia contra Israel sobre extração de órgãos de palestinos


Ramala, 21 dez (EFE).- O primeiro-ministro da Autoridade Nacional
Palestina (ANP), Salam Fayyad, ordenou nesta segunda-feira a abertura
de uma investigação sobre as denúncias contra Israel pela extração de
órgãos de cadáveres palestinos sem a permissão de suas família.

Segundo a Agência Efe um porta-voz oficial do escritório de Fayyad, o
primeiro-ministro palestino encarregou a coordenação da investigação
ao titular responsável pelos presos em seu Governo, Eissa Qarage,
"diante da preocupação causada pelas denúncias".

A abertura da investigação acontece três dias depois que o "Canal 2"
da televisão israelense transmitiu uma reportagem sobre a sistemática
extração de órgãos na década de 90 no Instituto de Medicina Legista de
Abu Kabir, em Tel Aviv.

A reportagem divulgou declarações nas quais o ex-diretor do Instituto
Abu Kabir de Medicina Legista de Israel, Yehuda Hiss, confirma que
retirou a pele e as córneas de cadáveres nos anos 90 sem a permissão
de suas famílias.

Investigado em duas ocasiões por este motivo, mas nunca julgado, Hiss
fez a afirmação em 2000 à pesquisadora americana Nancy Shepard Hughes,
que sugere na reportagem que os órgão eram retirados de "todo tipo de
cadáveres".

"Não digo exclusivamente de palestinos, mas também deles", acrescenta
a antropóloga, que divulgou a gravação por causa de um artigo
publicado em julho passado no jornal sueco "Aftonbladet", que sugeria
que soldados israelenses participavam do tráfico de órgãos extraídos
de palestinos mortos.

A reportagem se baseava em um suposto caso ocorrido em 1992 no qual o
cadáver de um jovem palestino foi devolvido a sua família com uma
sutura que ia do abdômen ao queixo, cinco dias após sua morte por ação
de soldados israelenses.

O artigo originou uma profunda crise diplomática entre Suécia e
Israel, cujo titular de Assuntos Exteriores, Avigdor Lieberman, chegou
a comparar a rejeição de Estocolmo a pedir perdão pela publicação com
seu "silêncio durante o Holocausto".


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21 de dez. de 2009

Israel estuda troca por militar capturado por palestinos

Israel estuda troca por militar capturado por palestinos



JERUSALÉM - Os sete integrantes do gabinete de segurança de Israel se reuniram hoje pela quinta vez em 24 horas para analisar uma possível troca de prisioneiros palestinos pelo militar Gilad Shalit, capturado há mais de três anos por milicianos ligados ao grupo islâmico Hamas na fronteira israelense com a Faixa de Gaza. A mãe do soldado, Aviva Shalit, disse em Jerusalém que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu lhe prometera que em "poucas horas" seria alcançado um acordo sobre seu filho, talvez já amanhã. Os pais de Shalit intensificaram uma campanha para pressionar por uma troca.

Netanyahu e os seis ministros que integram o gabinete de segurança se reuniram duas vezes ontem e mais três hoje, sem conseguir chegar a um acordo. Segundo a rádio pública de Israel, três ministros, entre eles o de Defesa, Ehud Barak, concordam que Israel liberte centenas de presos palestinos em troca de Shalit, como exige o Hamas. Outros três ministros, entre eles o chanceler Avigdor Lieberman, manifestaram-se contra.

Netanyahu, cuja palavra tem um peso determinante, inicialmente se mostrou contra a libertação de alguns presos que foram condenados por organizar atentados suicidas, temendo novos ataques. Qualquer que seja a decisão, é provável que Netanyahu a submeta à votação de todo o seu gabinete. Shalit, de 23 anos, foi capturado em 25 de junho de 2006 na fronteira com a Faixa de Gaza por um grupo de militantes palestinos ligado ao Hamas.

Para o direitista Netanyahu, que sempre se opôs a negociações com militantes, a libertação dos presos representa um particular dilema. Além de estar sendo pressionado pelos pais do soldado, o chefe de governo também sofre pressões dos parentes dos israelenses mortos por palestinos para que não aceite suas libertações. O encontro de hoje coincidiu com uma manifestação nas imediações do gabinete de Netanyahu, na qual centenas de pessoas exigiam do primeiro-ministro que acabasse logo o que começou, referindo-se às negociações de troca.

Os manifestantes colocaram numerosas reproduções em tamanho real do soldado, que seria solto em troca da libertação de cerca de mil dos 11 mil palestinos presos em Israel. "Entendo qual é o dilema, mas Gilad está cativo há 1.275 dias. Os que estão decidindo têm de perceber que seu voto pode levar a dois resultados: a pena de morte para Gilad ou sua liberdade", disse a mãe do soldado, durante a manifestação.

Por que um sobrevivente de Auschwitz evitou consultas médicas durante 65 anos

Por que um sobrevivente de Auschwitz evitou consultas médicas durante 65 anos

Christoph Schult (Der Spiegel)


Há 65 anos, o infame médico de Auschwitz, Josef Mengele, removeu um rim de Yitzhak Ganon sem anestesia. Depois disso, Ganon, um judeu nascido na Grécia, jurou que jamais consultaria médicos. Um ataque cardíaco sofrido por Ganon no mês passado fez com que a história dele fosse revelada.



Yitzhak Ganon é um homem magro. O seu suéter cor de vinho é um pouco grande para ele, e as suas pernas são como varas finas dentro da calça marrom. Mas ele se cuida. Ganon está recém-barbeado, o seu bigode branco é muito bem cuidado. O homem de 85 anos de idade senta-se em um sofá cinza, com uma almofada para apoiar as suas costas. Ele está muito fraco para levantar-se por conta própria, mas ainda cumprimenta um visitante em alemão: "Guten Tag".



Ele sente dificuldade em falar. "Devagar, Abba", diz a filha Iris, trazendo um copo d'água para ele. Ela conta que durante toda a vida o pai jamais reclamou de uma dor sequer. Há um mês ele chegou da sua caminhada matinal e deitou-se. "Você está doente, papai?", perguntou Iris. "Não, só um pouco cansado", respondeu Yitzhak Ganon, antes de dormir. Mas, horas depois, ele ainda estava cansado. "Não preciso de nenhum médico", disse ele à filha. Na manhã seguinte, a situação dele piorou. A mulher e a filha de Ganon ligaram para um médico, que diagnosticou uma infecção viral e disse a ele que fosse para o hospital. Ganon resistiu. Mas finalmente ele percebeu que a sua vida corria perigo. Em determinado momento, ele deixou de resistir às ordens médicas.



A família dele o levou ao hospital da sua cidade, Petach Tikva, próxima a Tel Av iv. Assim que deu entrada no hospital, ele perdeu a consciência. "É um ataque cardíaco", disse o médico. Os coágulos sanguíneos foram retirados com o auxílio de pequenos balões, e os médicos colocaram cinco stents no paciente. "Nós achamos que ele não fosse sobreviver à cirurgia", conta Eli Lev, o médico. "Especialmente porque ele só tem um rim". Quando Yitzhak Ganon recobrou a consciência, ele contou aos médicos onde perdeu o outro rim - e por que evitou consultas médicas durante 65 anos. Um repórter do jornal israelense "Maariv" ouviu falar na história dele. E, agora, semanas após a operação, Ganon está disposto a contar a sua história a um repórter alemão pela primeira vez..



Ele estica-se e observa uma foto pendurada na parede da sala. Ela mostra a Acrópole, em Atena. "Eu vim de Arta, uma pequena cidade no norte da Grécia. O fato ocorreu em um sábado, 25 de março de 1944. Nós só contávamos com velas para celebrar o sabá, quando um oficial das SS (Schutzstaffel, "esquadrão de proteção", tropa de elite do regime nazista alemão) e um policial grego invadiram a nossa casa. Eles nos disseram que tínhamos que nos preparar para uma longa viagem". O homem de 85 anos levanta a manga da camisa e revela o seu antebraço esquerdo. O número 182558 está tatuado em tinta azul escura.

O transporte para Auschwitz levou duas semanas. O pai de Ganon, que estava doente, morreu durante a viagem. Ao chegarem, eles tiveram que tirar as roupas para submeterem-se a uma inspeção. A mãe e os cinco irmãos de Ganon foram mandados para a câmara de gás. Yitzhak Ganon foi levado para o Hospital Auschwitz-Birkenau, onde Josef Meng ele, o chamado "Anjo da Morte", realizava experiências sinistras com prisioneiros judeus.



Ganon teve que deitar-se em uma mesa, onde foi amarrado. Sem nenhuma anestesia, Mengele fez uma incisão na parte inferior do seu dorso e extraiu um dos seus rins. "Eu vi o rim pulsando na mão dele e chorei como um louco", conta Ganon. "Eu gritei o 'Shema Yisrael' ("Escuta, oh Israel"; as duas primeiras palavras da seção do Torá que constitui a exposição de fé central do judaísmo). Implorei pela morte, para parar de sofrer".



Após a "operação", ele foi obrigado a trabalhar na sala de costura de Auschwitz sem o uso de nenhum analgésico. Entre outras coisas, ele teve que limpar instrumentos médicos ensanguentados. Certa vez, ele teve que passar a noite inteira em uma banheira com água gelada porque Mengele queria "testar" as suas funções pulmon ares. Ao todo, Ganon passou seis meses e meio no hospital do campo de concentração. Quando não viram mais nenhuma utilidade nele, os nazistas o mandaram para a câmara de gás. Ele só sobreviveu por um golpe de sorte: na câmara de gás só cabiam 200 pessoas. Ele era o número 201. Em 27 de janeiro de 1945, Auschwitz foi ocupado por tropas de libertação soviéticas. Yitzhak Ganon retornou à Grécia e descobriu que os seus familiares restantes - um irmão e uma irmã - haviam emigrado para Israel em 1949. Ele casou-se. E jurou que jamais faria consultas médicas. "Em toda ocasião em que esteve doente, mesmo que a situação fosse grave, ele me disse que o problema era apenas fadiga", conta a mulher de Ganon, Ahuva.



Mas Ganon ficou feliz por ter finalmente ido para o hospital após o ataque cardíaco. Uma semana depois ele sofreu um novo ataque cardíaco, e recebeu um marca-passo. "Se os médicos não estivessem por perto, eu agora estaria morto", diz Ganon, sorrindo pela primeira vez. Yitzhak Ganon sobreviveu mais uma vez.



Tradução: UOL