30 de nov. de 2009

Hamas ainda discute com Israel presos a serem libertados

Hamas ainda discute com Israel presos a serem libertados

Partido palestino e Estado judeu discutem troca de prisioneiros por soldado Gilad Shalit, capturado em 2006.


RAMALLAH - Funcionários graduados do Hamas disseram nesta segunda-feira, 30, que o grupo islâmico ainda disputa com Israel os nomes dos 50 prisioneiros que deseja serem libertados em troca de um soldado israelense mantido no cativeiro. Isso sinalizou que ainda existem brechas antes que um acordo seja fechado.

Na semana passada, funcionários de Israel e do Hamas falaram em progresso, aumentando a especulação de que um acordo poderia ser fechado em dias. O Hamas pede a libertação de 1.000 prisioneiros em troca do soldado israelense Gilad Schalit, sequestrado por militantes em 2006.

Funcionários do Hamas disseram que Israel ainda reluta em incluir líderes proeminentes do Hamas na troca. O funcionário falou sob anonimato, por causa da sensibilidade do acordo, mediado pela Alemanha.

No topo de contestada lista está Marwan Barghouti, um líder popular do movimento Fatah, rival do Hamas, que cumpre pena de prisão perpétua por causa do seu papel num ataque que deixou quatro civis israelenses e um monge grego mortos. Barghouti é visto como um possível sucessor do presidente palestino Mahmoud Abbas e Israel é cauteloso em libertá-lo.

Um mediador alemão esteve em Jerusalém nos últimos três meses, viajando regulamente a Gaza para discutir os termos do acordo, disse um funcionário do Hamas. Ele disse que além dos 50 nomes contestados, as duas partes ainda discutem a exigência israelense de que 130 dos presos libertados sejam imediatamente deportados para outros países após a libertação. O Hamas quer reduzir o número dos deportados.

Em Gaza, o ministro do Interior do Hamas, Fathi Hamad, disse que o grupo espera que o acordo esteja completo até 14 de dezembro, ou então até 27 de dezembro, o aniversário de um ano da ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza. "Será a comemoração da libertação dos prisioneiros das cadeias da ocupação", disse.

Até agora Israel se negou a discutir o status das negociações. Em resposta a uma petição de um grupo de defesa das vítimas de ataques de militantes, o ministro da Justiça de Israel confirmou que um total de 980 presos palestinos poderão ser libertados. "Em princípio, existe a possibilidade de que 450 prisioneiros pedidos pelo Hamas sejam soltos. A libertação está sendo meticulosamente estudada de acordo com várias considerações e sob uma base de segurança nacional", disse o comunicado. "Em adição, haverá a libertação unilateral, como um gesto para o povo palestino, de outros 530 presos", disse o comunicado.
Economia em Jerusalém segue em dificuldade, mas ainda há riqueza na cidade

Economia em Jerusalém segue em dificuldade, mas ainda há riqueza na cidade

Jessica Steinberg - Herald Tribune


Os tempos econômicos difíceis continuam, mas isso pode parecer uma surpresa para quem está num cruzamento específico da cidade de Jerusalém.


Nesta encruzilhada, a apenas um quarteirão dos muros da Cidade Velha, o grupo Waldorf Astoria está construindo o Palace Jerusalem, um hotel de 220 quartos com 30 residências definitivas.

Ele ficará exatamente em frente ao novo Mamilla Hotel do Grupo Alrov, com seus 48 apartamentos adjacentes e o Hotel David Citadel, com sete residências.

Com preços que vão desde US$ 22 mil (R$ 38 mil) por metro quadrado no Palace Jerusalem até US$ 10 mil (R$ 17 mil) por metro quadrado no Mamilla, está claro que essas unidades residenciais são voltadas para o mercado de luxo.

E de acordo com promotores dos projetos, os compradores em geral são estrangeiros que buscam uma localização privilegiada no bairro, também chamado Mamilla, que fica próximo ao distrito hoteleiro e ao Museu da Tolerância, que deve ser concluído no ano que vem. (A maioria das propriedades de luxo em Jerusalém são cotadas em dólares norte-americanos.)

"As pessoas ricas têm necessidade de viverem com pessoas iguais", diz Rina Haas, que promove apartamentos no mesmo quarteirão, no King David Crown, outro novo residencial cotado a US$ 8 mil (13,9 mil) por metro quadrado. "Eles querem exclusividade, e é assim que estão acostumados a viver."

Antes, os ricos visitavam Jerusalém e ficavam no Sheraton Plaza Hotel, "que foi o primeiro experimento dedicado aos ricos, e isso funcionou bem", acrescentou Haas.

"Mas as necessidades das pessoas mudaram rapidamente, e há toda uma nova geração, ainda mais rica. É assim que eles estão acostumados a viver."

O Alrov Group acaba de concluir a construção de seus cinco prédios de apartamentos em Mamilla; o hotel, com uma estrutura moderna e elegante, abriu na primavera passada. Há 48 apartamentos, que vão de 170 a 350 metros quadrados.

Metade deles foi vendida, com preços que variam de acordo com a vista e a localização das varandas. Os compradores também podem comprar vagas na garagem e espaço no telhado por US$ 2 mil (R$ 3,4 mil) o metro quadrado.

O espaço no telhado permite que um comprador construa sua própria "sukkah", o abrigo temporária usado durante o feriado de oito dias do Sukkot, quando muitos residentes estrangeiros que compram esse tipo de apartamentos vêm visitar a cidade.

"Temos compradores variados", disse Veronique Losky, que administra uma imobiliária com seu marido na vizinhança. "A maioria é de estrangeiros, e varia de acordo com a prática religiosa. Todos eles querem a qualidade de construção que se espera do nome Akirov."

Alfred Akirov é o herdeiro do israelense do império de construção Alrov, que acabou de concluir planos para a revitalização do bairro de Mamilla.

A área é um dos bairros mais tradicionais de Jerusalém, construída no final do século 19 como um distrito misto de árabes e judeus. Ela entrou em declínio no começo dos anos 70, depois de ter passado anos como o local da linha de armistício entre os setores israelenses e jordanianos da cidade, e mais tarde ficou vazia por quase 30 anos à medida que a prefeitura, o governo e os desenvolvedores se desentendiam quanto às estratégias.

Um plano criado pelo arquiteto Moshe Safdie foi eventualmente levado adiante, incluindo um calçadão de lojas para pedestres, prédios residenciais e dois hotéis. O primeiro hotel é conhecido como David Citadel, e o segundo é o Mamilla Hotel e prédios de apartamentos. No mesmo quarteirão fica um condomínio fechado, o David's Village.

O David Citadel Hotel, antes conhecido como Jerusalem Hilton, tem sete de suas residências privadas com acesso ao hotel por uma taxa adicional.

O David's Village, complexo de apartamentos ajardinados adjacente ao hotel, é considerado um sucesso duvidoso porque alguns apartamentos pertencem a estrangeiros que não visitam a cidade com frequência, deixando um certo ar de cidade fantasma.

O mais novo empreendimento do triunvirato de residenciais de luxo é o Palace Jerusalem. O hotel original foi construído em 1929, mesclando a arquitetura moura, romana e árabe, sob a supervisão do mufti de Jerusalém e de um engenheiro judeu. Na época, ele foi considerado o hotel mais luxuoso do Oriente Médio, com elevadores, um sistema de aquecimento central e banheiros privativos.

Essas construções ficaram defasadas em comparação às novas instalações que aguardam os hóspedes do hotel e moradores de apartamentos planejados, 30 ao todo, incluindo duas coberturas. O tamanho médio de cada residência é de cerca de 350 metros quadrados, embora os compradores possam acrescentar espaço adicional se desejarem.

Mas o valor agregado dos US$ 17 mil a US$ 22 mil por metro quadrado do Waldorf inclui serviço completo para os moradores, desde um recepcionista próprio no prédio e estacionamento com manobrista (por uma taxa adicional) até tratamentos de spa a domicílio, chefs de cozinha exclusivos e serviço de camareira diário, entre outras opções.

As residências do Waldorf, diz Lisa Shurkin, diretora de vendas do Waldorf, são para compradores milionários, pessoas que querem estar cercadas por outras com a mesma riqueza, e desejam receber amigos em seus apartamentos ou no hotel vizinho.

Dois dos compradores (seis apartamentos foram vendidos até agora) estão pensando em contratar mordomos, disse Shurkin. E todos eles terão acesso à sukkah no telhado, apesar de cada residência ter varandas suficientemente espaçosas para construir suas próprias sukkah.

"Esses tipos de compradores têm procurado propriedades assim em Jerusalém há uns dez anos", acrescentou. "Eles querem fazer parte do hotel e ter todos os serviços disponíveis em sua própria casa."



Tradução: Eloise De Vylder
Qual a sua solução para o conflito entre israelenses e palestinos?

Qual a sua solução para o conflito entre israelenses e palestinos?

Gustavo Chacra


É impossível Israel ser democrático, judaico e existir em toda a Palestina histórica – o que inclui o Estado israelense pré-1967, Cisjordânia e faixa de Gaza. Isso não sou eu que digo. É a conclusão de muitos analistas que se debruçaram sobre o assunto e também de líderes de organizações judaicas americanas como a J-Street e o Israeli Policy Forum (dirigentes das duas entidades me concederam entrevista para reportagem publicada no domingo passado). Levando-se em conta esta conclusão, seguem as três possibilidades para Israel.



Opção 1 – Judaico e em toda a Palestina Histórica – neste caso, Israel não seria democrático, pois não poderia conceder direitos civis à população palestina sob o risco de perder o caráter judaico. A única saída para viver em um Estado judeu em toda Palestina histórica seria negar cidadania aos palestinos, tratando-os como uma subclasse ou então os expulsando. Nos dois casos, isso ficaria mais próximo de um Estado de Apartheid do que de um Estado democrático.

Opção 2 – Judaico e Democrático – É possível, mas próximo das fronteiras pré-1967. Assim, os judeus seriam maioria, com uma população árabe minoritária mas com direitos civis. Os israelenses teriam que abdicar de grande parte dos seus assentamentos, mantendo alguns em troca de terras em outras regiões que fariam parte do Estado palestino. Basicamente, é a solução para o conflito mais defendida ao redor do mundo, inclusive em Israel. Claro, faltaria discutir a questão dos refugiados e o status final de Jerusalém

Opção 3 – Democrático e em toda a Palestina histórica – Seria o Estado binacional, ou o “one-state solution”. Dessa forma, cada habitante teria direito a um voto, fosse ele judeu , muçulmano, cristão, druzo ou samaritano. Colonos poderiam ficar nos assentamentos onde vivem, outros poderiam comprar casas em Hebron ou qualquer cidade da Cisjordânia. Refugiados poderiam ir para Haifa, Jerusalém e outras cidades de Israel. Todos seriam cidadãos. Mas o movimento sionista, de conquistar uma pátria para os judeus, perderia o sentido. Assim como o ideal palestino de ter seu próprio Estado.


Qual das três opções vocês acham melhor? Há alguma outra sugestão?
Premiê israelense questiona compromisso de Abbas com a paz

Premiê israelense questiona compromisso de Abbas com a paz



JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, questionou neste domingo o comprometimento do líder palestino, Mahmoud Abbas, com a paz na região, e disse que é hora de negociar agora que Israel impôs um congelamento parcial nas construções nos assentamentos judaicos.


"Não está claro para mim se a Autoridade Palestina e seus líderes estão prontos para iniciar negociações", disse Netanyahu a repórteres na cidade de Eilat, no sul de Israel.

O gabinete de segurança de Netanyahu anunciou uma moratória de dez meses em parte das construções em assentamentos na Cisjordânia. O anúncio foi bem-recebido pelos Estados Unidos, mas ficou aquém das exigências dos palestinos.

Durante uma viagem pela América Latina, na semana passada, Abbas reiterou em uma entrevista ao diário argentino Clarín a exigência de interrupção total da construção nos assentamentos como condição para a retomada das negociações, e disse não acreditar que Netanyahu esteja buscando a paz.



Pelo plano de Netanyahu, não será emitida nenhuma nova permissão de construção de residências e nenhuma edificação residencial poderá ser iniciada no prazo de dez meses na "Judeia e Samaria", os nomes bíblicos usados em Israel em referência à Cisjordânia. A medida exclui os assentamentos que foram construídos em terras ocupadas ao redor de Jerusalém, anexadas por Israel. No entanto, cerca de 3 mil casas já aprovadas ou em construção serão concluídas nesse período.


Os EUA vêm pressionando Israel para que limite as atividades nos assentamentos erguidos na Cisjordânia, território ocupado por Israel, mas afirmam que não há precondições para as negociações, suspensas desde dezembro de 2008.

Cerca de 500 mil israelenses vivem na Cisjordânia e em áreas anexadas no entorno de Jerusalém, em meio a 2,7 milhões de palestinos.
O que é um palestino?

O que é um palestino?

Joseph Farah*

Desde que escrevi uma coluna, em outubro passado, intitulada "Mitos do Oriente Médio", leitores do mundo todo têm frequentemente me perguntado o que quer dizer o termo "palestino".

A resposta simples é que quer dizer qualquer coisa que Yasser Arafat queria que quisesse dizer.

O próprio Arafat nasceu no Egito. Mais tarde ele se mudou para Jerusalém. Na verdade, a maior parte dos árabes que vive dentro das fronteiras de Israel hoje, veio de algum outro país árabe em algum momento de suas vidas.

Por exemplo, desde logo no início dos acordos de Oslo, mais de 400.000 árabes adentraram na Judéia, Samária ou Gaza. Eles vieram da Jordânia e do Egito; e, indiretamente, de todo e qualquer país árabe que você possa citar.

Os árabes construíram 261 assentamentos na Margem Ocidental desde 1967. Não se costuma ouvir muito sobre estes assentamentos. Por outro lado, escuta-se muito sobre o número de assentamentos israelenses que foram criados. Ouvimos sobre quão desestabilizadores eles são -- quão provocadores eles são. No entanto, comparativamente, apenas 144 assentamentos judaicos foram construídos desde 1967 -- incluindo aqueles que circundam Jerusalém, os localizados na Judéia, Samária e em Gaza.

O número de colonos árabes baseia-se em estatísticas reunidas na Ponte Allenby e outros pontos de coleta de dados entre Israel e a Jordânia. Baseia-se no número de trabalhadores diaristas árabes que entram em Israel e não saem. Os números foram publicados pelo Escritório Central de Estatísticas de Israel durante a administração de Binyamin Netanyahu, e foram subsequentemente negados como "erros de relatório" pela administração de Ehud Barak.

É claro que a administração Barak tinha incentivos para negar os elevados números da imigração ilegal, dada sua pesada confiança depositada em votantes árabes.

Acaso seria este um fenômeno novo? Absolutamente não. Sempre foi assim. Árabes têm rumado para Israel desde que este foi criado, e mesmo antes, coincidindo com a onda de imigração judaica para a Palestina anterior a 1948.

Winston Churchill disse em 1939: "Longe de serem perseguidos, os árabes têm vindo às multidões para o País, e têm se multiplicado ao ponto de sua população ter crescido mais do que todo o mundo judaico junto teria capacidade de aumentar a população judia".

Isto levanta uma questão que eu nunca ouvi ninguém perguntar: Se a política de Israel torna a vida tão intolerável para os árabes, então por que eles continuam a dirigir-se para o Estado Judeu?

Esta é uma pergunta importante agora que vemos o debate palestino deslocar-se para a questão do "direito de retorno".

De acordo com as afirmações mais liberais de fontes árabes, algo entre 600.000 e 700.000 árabes deixaram Israel em 1948 ou por volta disso, quando o Estado Judeu foi criado. A maior parte não foi expulsa por judeus, mas saiu a pedido dos líderes árabes que declararam guerra a Israel.

No entanto, há bem mais árabes vivendo nestes territórios agora do que jamais houve. E muitos dos que saíram em 1948 tinham de fato suas raízes em outras nações árabes.

É por isso que é tão difícil definir o termo "palestino". Sempre foi. O que ele significa? Quem é um "palestino"? Seria alguém que veio a trabalho na Palestina devido a uma explosão econômica com novas oportunidades de emprego? Seria alguém que vinha vivendo na região havia dois anos? Cinco anos? Dez anos? Seria alguém que alguma vez visitou a área? Seria qualquer árabe que gostaria de viver naquela área?

Os árabes superam os judeus em números, no Oriente Médio, por um fator de cerca de 100 para um. Mas quantos destas centenas de milhões de árabes são de fato palestinos? Não muitos.

A população árabe da Palestina foi historicamente extremamente baixa -- antes do renovado interesse dos judeus pela área, que começou no início dos anos 1900.

Por exemplo, um guia de viagens para a Palestina e Síria, publicado em 1906 por Karl Baedeker, ilustra o fato de que, mesmo quando o Império Islâmico Otomano dominava a região, a população muçulmana de Jerusalém era mínima.

O livro estima a população total da cidade em 60.000 pessoas, dos quais 7.000 eram muçulmanos; 13.000 eram cristãos e 40.000 eram judeus.

" O número de judeus tem crescido grandemente nas últimas décadas, a despeito do fato que eles são proibidos de imigrar ou possuir terras", o livro afirma.

Embora os judeus fossem perseguidos, ainda assim eles vieram para Jerusalém e representavam a maioria absoluta da população já desde 1906.

Por que a população muçulmana era tão baixa? Afinal de contas, nos dizem que Jerusalém é a terceira cidade mais santa no Islã. Certamente, se esta fosse uma crença amplamente aceita em 1906, mais devotos teriam para lá se assentado.

A verdade é que a presença judaica em Jerusalém e por toda a Terra Santa persistiu ao longo de toda sua sangrenta história, como está documentado na obra fundamental de Joan Peters sobre o conflito árabe-judaico na região, "From Time Immemorial" - "Desde Tempos Imemoriáveis".

Também é verdade que a população árabe cresceu seguindo-se à imigração judaica para a região. Os árabes vieram por causa da atividade econômica. E, creiam ou não, eles vieram porque havia mais liberdade e mais oportunidades em Israel do que em seus países de origem.

O que é um palestino? Se algum árabe possui direito legítimo de reclamar propriedade em Israel, devem ser aqueles que foram ilegalmente privados de suas terras e lares após 1948. Arafat não possuia tal direito. E poucos - se algum, daqueles que estão atirando, explodindo e aterrorizando israelenses hoje - também o têm.

·        Joseph Farah é jornalista árabe-cristão americano, de origem libanesa e editor-chefe do World Net Daily. Publicado originalmente. no World Net Daily - Traduzido por Zalman Girtman.


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Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força jamais o resgata.
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29 de nov. de 2009

Israel aumentará supervisão na Cisjordânia com pausa em construção

Israel aumentará supervisão na Cisjordânia com pausa em construção

Jerusalém, 29 nov (EFE).- O Ministério da Defesa de Israel anunciou hoje que triplicará o número de supervisores da edificação na Cisjordânia para vigiar que está sendo aplicada a moratória de dez meses na construção de casas nas colônias judaicas.


O número de supervisores passará dos atuais 14 a 40 por ocasião da moratória, anunciada na quinta-feira pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e que os palestinos consideram insuficiente, porque não inclui os assentamentos em Jerusalém Oriental, a edificação pública e os edifícios atualmente em construção.


Os supervisores dependem da Administração Civil, a autoridade militar israelense encarregada dos assuntos civis nos territórios palestinos ocupados.


A Administração Civil começou ontem a distribuir ordens aos chefes dos conselhos locais na Cisjordânia com o fim na emissão de permissões de construção nos assentamentos.


A moratória concentrou os discursos dos ministros antes da reunião do gabinete governamental de hoje.


O ministro do Meio Ambiente, Gilad Erdan, do partido direitista Likud - de Netanyahu -, disse que a moratória é "extremista" e "pode representar uma grave violação dos direitos humanos".


O vice-primeiro-ministro Silvan Shalom, também integrante do Likud, a qualificou de "desnecessária" e advertiu que só levará a que "os palestinos peçam mais e mais concessões" a Israel.


Onze dos 30 ministros da coalizão governamental se manifestaram contra a moratória, segundo uma apuração do jornal "The Jerusalem Post".


Várias destas críticas vêm do próprio Likud, 200 de cujos militantes de base participaram ontem em reunião onde foram ouvidas duras críticas à medida e ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por ter pressionado para que pare a ampliação das colônias judaicas na Cisjordânia.

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Ma Ihye Iti Ima - Aya Korem

Ma Ihye Iti Ima - Aya Korem


מה יהיה איתי אמא - איה כורם

עברית

אמרתי לך שבחיים האלה

את וודאי לא אחת, תיכשלי

תוכלי רק ללמוד בדרכים הקשות

או ללכת בדרך שלי

אמרתי לך שהעולם מתחלק

לשני טיפוסים עקרונית

לאלה שיש להם מה לאכול

ולאלה בלי תואר שני





מה יהיה איתי, אמא? איך כל זה יגמר?

האחיזה מתרופפת בכל יום שעובר





אמרתי לך כסף לא גדל על עצים

ופינוק לא הולך טוב עם עוני

ואולי תמצאי לך בחור עשיר

שלא לקום כל יום לעבודה כמוני

אמרתי לך שאת יפה

תכניסי בטן, תרזי קצת בתחת

אמרתי לך יש ילדים רעבים

את תרוויחי יותר אם תיראי ככה





מה יהיה איתי, אמא? אני לא מבינה

איך גדלה וגדלה הדאגה, אני נשארתי קטנה





אמרתי לך כבר שהוא לא בשבילך

מגיע לך מישהו יציב

הולכת חוזרת ילדה אומללה

אבל לא מוכנה להקשיב

אמרתי לך שאנשים רק רוצים

לקחת ממך בלי בושה

כל מה שנשאר לך ילדה אהובה

תחליטי למי את מרשה





אמרתי לך את עשויה מפלדה

וכל זה ישכח בוודאי

אמרתי לך כל מה שיש על גברים

כנראה שהיה מאוחר מידי





מה יהיה איתי, אמא? איך כל זה יגמר?

האחיזה מתרופפת, בכל יום שעובר

מה יהיה איתי אמא? אני לא מבינה

איך גדלה וגדלה הדאגה, אני נשארתי קטנה





אמרתי לך פעם שאמא שלך

היא לא ממש אמא נורמלית

תוכלי לנסות לשקר לעצמך,

אבל מה לעשות, את דומה לי





מה יהיה איתי, אמא...





Transliteração

Amarti lach shebachaim haele

At vadai lo achat, tikashli

Tuchli rak lilmod badrachim hakashot

O lalechet baderech sheli

Amarti lach shehaolam mitchalek

Lishnei tipusim ikronit

Leele sheyesh lahem ma leechol

Veleele bli toar sheni



Ma ihye iti, ima? Eich kol ze igamer?

Haachiza mitrofefet bechol yom sheover



Amarti lach kesef lo gadel al etzim

Vepinuk lo holech tov im oni

Veulai timtze'i lach bachur ashir

Shelo lakum kol yom laavoda kamoni

Amarti lach sheat yafa

Tachnisi beten, tarzi ktzat batachat

Amarti lach yesh yeladim reevim

At tarvichi yoter im tira'i kacha



Ma ihye iti, ima? Ani lo mevina

Eich gadla vegadla hadaaga, ani nisharti ktana



Amarti lach kvar shehu lo bishvilech

Magia lach mishehu yatziv

Holechet chozeret yalda umlala

Aval lo muchana lehakshiv

Amarti lach sheanashim rak rotzim

Lakachat mimech bli busha

Kol ma shenishar lach yalda ahuva

Tachliti lemi at marsha



Amarti lach at asuya miplada

Vekol ze ishachach bevadai

Amarti lach kol ma sheyesh al gvarim

Kanire shehaya meuchar midai



Ma ihye iti, ima? Eich kol ze igamer?

Haachiza mitrofefet bechol yom sheover

Ma ihye iti, ima? Ani lo mevina

Eich gadla vegadla hadaaga, ani nisharti ktana



Amarti lach paam sheima shelach

Hi lo mamash ima normalit

Tuchli lenasot leshaker leatzmech

Aval ma laasot, at doma li



Ma ihye iti, ima...





Português

Eu te disse que nessa vida

Você certamente não é uma pessoa que fracassará

Você poderá aprender apenas pelos caminhos difíceis

Ou ir pelo meu caminho

Eu te disse que o mundo está dividido

Em dois tipos principais

Uns que têm o que comer

E outros sem mestrado



O que será de mim, mãe? Como tudo isso terminará?

A força está se soltando cada dia que passa



Eu te disse que dinheiro não cresce em árvore

E mimo não anda junto com pobreza

E talvez você encontre um garoto rico

Para não levantar todo dia para trabalhar, como eu

Eu te disse que você é bonita

Encolhe a barriga, emagreça um pouco na bunda

Eu te disse, há crianças com fome

Você vai sair ganhando mais se se parecer assim



O que será de mim, mãe? Eu não entendo

Como cresceu e cresceu a preocupação, eu permaneci pequena



Eu te disse que ele não é para você

Você merece alguém estável

Vai e vem, garota miserável

Mas não está disposta a escutar

Eu te disse que as pessoas só querem

Tomar de você sem nenhuma vergonha

Tudo o que te resta, menina amada

Escolha quem você deixa



Eu te disse que você é feita de chumbo

E tudo isso será esquecido com certeza

Eu te disse tudo o que há sobre homens

Parece que foi tarde demais



O que será de mim, mãe? Como tudo isso terminará?

A força está se soltando cada dia que passa

O que será de mim, mãe? Eu não entendo

Como cresceu e cresceu a preocupação, eu permaneci pequena



Eu te disse que sua mãe

Não é uma mãe muito normal

Você poderá tentar mentir para si mesma

Mas fazer o que, você é parecida com ela.



28 de nov. de 2009

Cohen, Levy, Katz & CIA: A origem dos sobrenomes

Cohen, Levy, Katz & CIA: A origem dos sobrenomes





Dr. Harvey Minkoff. Adaptado de Di Yiddishe Heim

É de conhecimento geral que sobrenomes como Cohen, Levy e Katz são praticamente exclusivos dos judeus e que Gross, Schneider, Schwartz e Weiss comumente também indicam famílias judias. Os sobrenomes do povo judeu originaram uma importante fonte de conhecimento sobre história e cultura judaicas.

De acordo com o segundo capítulo de Bereshit, no início dos tempos, todas as coisas vivas foram trazidas a Adam para que ele as nomeasse. A vida era obviamente mais simples quando havia apenas dois de cada espécie. De fato, mesmo o nome de Adam é uma das palavras hebraicas para homem; e a Bíblia regularmente se refere a sua esposa como haishá - "a mulher."

À medida que as pessoas se multiplicavam, contudo, e se tornou necessário distinguir uma da outra, surgiram nomes próprios. E quando estes não mais eram suficientes, várias formas de nomear foram adicionadas, mostrando ascendência, profissão, origem ou alguma outra característica que diferenciasse os diversos Yossefs, Aharons ou Miriams que viviam numa única comunidade. Desta forma, na Bíblia, encontramos parentesco para ambos, judeus (Yehoshua ben [filho de] Nun, e não-judeus (Balak ben Tsipor, Bil'am ben Beor), bem como nomes que incorporavam uma série de antepassados - Côrach ben Yits'har ben Kehat ben Levi. Durante o período talmúdico encontramos Yochanan, o Sapateiro; Hillel, o Babilônio; Gamliel, o Ancião; Aba Arika, o Alto.

Os modernos sobrenomes hereditários remontam ao fim da Idade Média e, entre os judeus, uns poucos séculos mais tarde. Começaram com as famílias reais, ansiosas por identificar a si mesmas com um famoso ancestral ou propriedades. Quando os nobres imitaram a realeza e a plebe os nobres, os sobrenomes estabeleceram-se por toda a Europa.

Embora judeus emancipados tomassem sobrenomes em reconhecimento a sua assimilação cultural, os judeus em geral primeiramente resistiram à tendência. Mas à medida que as cidades e as nações começaram a organizar arquivos oficiais, tornou-se óbvio que apelidos de família permanentes eram essenciais à eficiência; e dos judeus foi exigido que adotassem sobrenomes em um país após o outro - na Áustria em 1787, França em 1808, Prússia em 1812.

Ao adaptar a antiga tradição sob a qual cada judeu é identificado ou como um descendente de Aharon, o primeiro sacerdote (cohen) ou da tribo de Levi, ou do resto da nação judaica (Israel), muitas famílias chamavam a si mesmas de Cohen, Cohn, Kahn, Kahana; Levy, Levi, Levin; Israel, Iserel. Outros empregavam títulos-padrão de sinagogas como Chazan, (cantor) e Beck, de Baal Corê, ("o ledor da Torá") ou acrósticos como Katz, de Cohen Tsêdec, ("o justo sacerdote") e Segal, de Segan Leviyá ("ajudante sacerdotal").

Apesar da severa condenação do Shulchan Aruch de apelidos pejorativos, as pessoas com os mesmos nomes eram distinguidas por características físicas como Grande, Pequeno, Magro, Gordo. Isto é mais evidente em famílias com diversos primos com o mesmo nome de um avô, uma situação que resulta em nomes como Moshê der roiter ("o ruivo") em oposição a Moshê der shvartser ("o moreno").

Mas talvez os mais antigos de todos - de volta às bênçãos de Yaacov sobre seus filhos ao final de Bereshit - são aquelas designando atributos de animais: Yehudá, Gur Aryê ("jovem leão"), Binyamin, Zev ("lobo"), Naftali, Hirsch ("cervo").

Embora judeus emancipados tomassem sobrenomes em reconhecimento a sua assimilação cultural, os judeus em geral primeiramente resistiram à tendência.

Durante a Idade Média na Alemanha, era comum que um nome judaico fosse seguido por seu equivalente germânico, como Aryê Lowe ("leão"), correspondendo ao yidish Aryê Leib, Dov Ber ("urso"), Tsevi Hirsch ("cervo"), Zev Wolf ("lobo"). Este costume era aparentemente difundido, como pode ser observado em sobrenomes russos. Lev ("leão"), Volk ("lobo"), Olen ("cervo"), Medved ("urso") e mesmo o nome espanhol Lopez, do latim lupus ("lobo").

Enquanto os sobrenomes escolhidos para si mesmos eram agradáveis ou ao menos neutros, os forçosamente impostos eram freqüentemente cruéis. Motivados por amplo anti-semitismo ou o desejo de suborno, as autoridades impingiam a suas vítimas nomes como Kalb ("bezerro"), Knoble ("alho"), Schlemmer ("comilão"), Zwieble ("cebola").

Poderíamos presumir que as colônias judaicas deram origem ao árabe ibn Ezra; ao inglês, Israelson; ao alemão, Mendelssohn; ao russo, Jacobowitz; ao polonês, Abramowicz. E a este respeito é interessante notar a popularidade de um nome como David, que forma a base de Davidson, Davidowitz, Davidowicz, além de nomes que terminam em -berg ("cidade"), -berger ("da cidade"), -owitz e -ski ("de"), como Greenberg, Goldberg, Gartenberg, Neuberger, Isenberger, Moskowitz, Washavski, Poznanski.

À medida que os judeus migraram de um país para outro, por força ou por escolha, tinham constantemente de anglicizar, galicizar, hebraizar, diminuir, aumentar, dar outra grafia, reinterpretar ou simplesmente mudar nomes que antes tinham significado em outra língua.

Desta maneira, o nome descritivo Frummer ("religioso") tornou-se Farmer; Gartenberg tornou-se Gardener, ao contrário de nomes profissionais judaicos. Do mesmo modo, Shkolnik tornou-se Eshkol; Myerson, Meir; Gruen, Ben Gurion; Berg tornou-se Boroughs; Schreiber, Writer e Wright; Chayat tornou-se Hyatt ou talvez Chase.

E, por ironia, todo o propósito dos sobrenomes, o de possuir um registro permanente de laços familiares - ficou subvertido.


Quer saber mais?

Se você deseja pesquisar a origem de seu sobrenome, indicamos dois endereços para você:

O judeu é mais inteligente?

O judeu é mais inteligente?

Gilberto Dimenstein
Em entrevista à Folha, o cientista político norte-americano Charles Murray disse que a genética seria uma das explicações para a suposta inteligência superior dos judeus. Será?


Na condição de judeu, não acredito nessa influência genética. Não é só porque, para mim, superioridade genética e barbárie se confundem na história. Mas, como alguém que trabalha com educação, acredito que exista uma cultura específica que ajude na projeção de um povo que, apesar de ter apenas 12 milhões de pessoas, tem 25% dos ganhadores do Prêmio Nobel.

O que existe entre judeus (e não só entre eles) é uma reverência obsessiva pelo conhecimento, que vem de gerações. É o chamado povo do livro. O rabino, a pessoa mais importante da comunidade religiosa, não tem força por ser um intermediário com Deus, mas por ser um intérprete das leis, ou seja, um intelectual. Livros sagrados são feitos de perguntas.

O ritual iniciatório do judeu não é matar um guerreiro ou passar por privações. Mas é ler um livro (a Torá). Ou seja, se quiser virar adulto terá de saber ler em pelo menos uma língua. O analfabetismo sempre foi muito baixo entre os judeus, o que assegurou uma rede de escolas.

A educação não é vista como uma responsabilidade apenas da escola. Mas, em primeiro lugar, da família e, depois, da comunidade. Educa-se em casa, na sinagoga e também na escola. Aprende-se, portanto, todo o tempo e em todos os lugares.

Como o judeu é o povo por mais tempo perseguido da história da humanidade, desenvolveu-se a sensação do desafio permanente. Isso se traduz na idéia de que o estudo é a melhor defesa --e também a coisa mais segura para ser carregada.


Nessa junção dos capitais humano e social, tem-se a receita não do desempenho intelectual de um povo, mas da força divina da educação, replicável por qualquer agrupamento humano.

27 de nov. de 2009

Eminência parda

Eminência parda

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

 

Li, no blog do jornalista Ricardo Noblat, artigo postado em 27 de novembro, de autoria de José Dirceu (segue na íntegra abaixo), Nele, a eminência parda petista pretende contestar as posições, também manifestadas em artigo, de José Serra, no qual o governador de São Paulo fazia crítica à presença de Mahmoud Ahmadinejad no Brasil. Dirceu, como sabemos, não fala em nome de si mesmo, mas em nome do PT e, ainda que não oficialmente, em nome do Governo Lula. Primeiro o artigo do capo Zé ( em vermelho). Depois o meu, na cor usual.
Irã e Israel: dois pesos e duas medidas
Sob o título "Visita indesejável", o governador paulista José Serra (PSDB) publicou artigo na edição de segunda-feira (23/12) da Folha de S.Paulo para condenar a visita ao Brasil do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
José Serra enumera fatos e acontecimentos que justificam sua posição. Mas, se acompanharmos seu raciocínio, facilmente concluiremos que também não deveríamos ter convidado o presidente de Israel, Shimon Peres.
Digo isso uma vez que é possível alinhavarmos tantos erros e crimes, políticas não democráticas, agressões e violações aos direitos humanos por parte do governo de Israel e de seus sucessivos primeiros ministros, posicionados cada vez mais à direita e defendendo políticas expansionistas.
São defensores de uma tendência gravíssima do sionismo e responsáveis por vários massacres, verdadeiro genocídio contra os palestinos. Para não falar na política de ocupação territorial por meio de colônias. Veja o nome, que nos lembra a política imperialista do fascismo.
Tanto Israel como o Irã padecem do mal da teocracia e do controle do Estado por partidos religiosos. Os dois países têm mandamentos legais religiosos no mínimo inaceitáveis para nós.
Porém, devemos respeitar sua autodeterminaçã o e procurar entender os processos. E não transformar tais questões em impeditivos para nossas relações de amizade.
Israel tem mais: tem bomba atômica. E, ao tentar esconder esse fato da opinião pública, Serra perde a autoridade para falar em política externa nuclear, campo em que a posição do Brasil é irrepreensível.
Somos signatários do TNP (Tratado de Não-Proliferaçã o Nuclear) e estamos cumprindo todas as suas determinações.
Todas mesmo. Do tratado e da AIEA (Agência Nacional de Energia Atômica). Só não podemos deixar de defender para toda e qualquer nação aquilo que defendemos e queremos para nós: desenvolvimento e controle sobre o ciclo completo nuclear, por razões tecnológicas e energéticas.
Receber Shimon Peres e Ahmadinejad no Brasil não significa apoiá-los ou às suas políticas nucleares. Nem concordar com elas. Simplesmente estamos mantendo relações diplomáticas e políticas com os Estados e nações que tais líderes representam, a partir dos nossos interesses nacionais.
O governador argumenta que não devemos receber o presidente do Irã porque este não cumpre as resoluções da ONU (Organizações das Nações Unidas) e de seu Conselho de Segurança.
Mas Israel é campeão em não cumprir as resoluções da ONU sobre a Palestina e nem por isso o Brasil deixou de receber seus primeiros ministros e presidentes.
É de conhecimento público, inclusive, que o Brasil, o governo do presidente Lula e o PT sempre defenderam a soberania e segurança de Israel, bem como a criação do Estado palestino.
Serra sabe de tudo isso. Então por que escreveu o artigo, visto que, pelo seu raciocínio, o Brasil não deveria manter relações com Israel nem com o Irã?
Acredito que Serra só escreveu o artigo para ter o apoio da comunidade judaica brasileira, visto que nenhum país que se respeite e que tenha alguma influência no mundo de hoje conduz sua política externa por semelhantes argumentos.
Além de parciais, significam, na prática, seguir a política norte-americana, que sustenta e apóia regimes como o da Arábia Saudita e tantos outros, aliados de Washington, mas condena o regime dos aiatolás. Ou seja, faz política externa segundo seus interesses nacionais.
Para nós, o Brasil deve fazer sua política externa segundo os próprios interesses e não, como sempre se pautou o governo de Fernando Henrique Cardoso e José Serra, segundo os interesses dos EUA.
Parece que José Serra quer voltar no tempo, quando o que era bom para os Estados Unidos era bom para o Brasil, frase de um ex-chanceler da ditadura que expressou bem um passado que não queremos esquecer para não corrermos o risco de virmos a repetir.
Ladainha anti-sionista e transtorno mental
No artigo, Dirceu defende o pragmatismo de Estado nas relações internacionais e afirma que, consideradas as características dos regimes iraniano e israelense, mais motivo ainda teria a administração Lula para não receber, no Brasil, o presidente Shimon Peres. Dirceu justifica: é possível alinhavarmos tantos erros e crimes, políticas não democráticas, agressões e violações aos direitos humanos por parte do governo de Israel e de seus sucessivos primeiros ministros, posicionados cada vez mais à direita e defendendo políticas expansionistas.
Afirmar, como papagaio, o que Dirceu afirma, é uma coisa. Sua voz é a mesma voz mentirosa da esquerda bolivariano- comunista que orienta a política internacional brasileira Mas provar, papagaio não prova. Nem Zé Dirceu. Quais são os crimes, as políticas não democráticas, agressões e violações aos direitos humanos praticados por Israel? Qual é sua política expansionista? Contra a mentira, argumento com fatos:
Erros Israel comete. Um deles: ter saído da Faixa de Gaza unilateralmente, em 2005, sem negociação prévia e sem assegurar-se que ela não seria apropriada por lunáticos fundamentalistas cujo único objetivo é destruir o Estado Judeu.
Outro erro: ter acreditado que Yasser Arafat estava comprometido com o processo de paz e que, para tanto teria de fazer concessões, com base na resolução 242 da ONU, que afirma: Israel deve retirar-se de territórios ocupados depois da Guerra de 67. A resolução não diz dos territórios. Ou seja, ela implícíta a necessidade de negociação para que se determine qual a extensão dos territórios dos quais Israel deveria retirar-se. Arafat, depois dos Acordos de Oslo e de Taba (1993 e 1995, respectivamente) , afirmou seu compromisso com as negociações, mas na prática, sempre foi inflexível nas suas exigências. Demonstro o porquê:
Na administração Ehud Barak (1999-2001), Israel comprometeu- se, em negociação mediada por Bill Clinton, em 2000 – a chamada Cúpula de Camp David- a entregar imediatamente 73 por cento da Cisjordânia e a Faixa de Gaza aos palestinos. Da proposta, constava a anexação, por parte de Israel, de assentamentos erguidos na Grande Jerusalém, que se encontravam no território que pertencia à Jordânia, antes da Guerra de 67. Ao mesmo tempo, a proposta também previa a entrega de 40 por cento de Jerusalém Oriental (seria a futura capital da Palestina) para que Arafat criasse seu estado.
No prazo de dez a 25 anos, pela proposta israelense, seriam desocupadas áreas correspondentes a 94 por cento da Cisjordânia. Seriam removidas as colônias israelenses dos territórios do futuro Estado Palestino. Arafat recusou, alegando que toda Jerusalém Oriental deveria ser devolvida e que todos os refugiados palestinos deveriam retornar a Israel. Arafat não tinha estado algum (aliás, os palestinos nunca o tiveram) e resolveu ficar sem nenhum, ao tentar impor condições inaceitáveis aos israelenses. O retorno de refugiados, mais de um milhão, pela conta palestina – se aceito- implicaria a inevitável desfiguração do Estado Judeu.
De lá para cá, as negociações congelaram, o Hamas entrou em cena, os palestinos se dividiram. Mas onde está o expansionismo israelense apregoado por Zé Dirceu? Se expansionista fosse, Israel jamais aceitaria propor o que propôs. Há outro "expansionismo" além deste? Israel anexou parte do Líbano? Israel fez guerra contra a OLP, no Líbano, em 1982 e ocupou uma faixa de 1.200 quilômetros quadrados do Sul daquele país, não para anexá-los, mas para impedir atividades bélicas ou de terror contra seu território. Em 2000, Israel retirou-se inteiramente do Líbano. A região passou a ser controlada pelo Hezbollah, braço do Irã, cuja meta é destruir Israel
Bem, aí Dirceu pode tirar uma carta da manga: e quanto às Colinas de Golan?. Zé, Zé, menas, como aconselha o capo di tutti capi. Sob ocupação militar israelense, de 67 a 81, o Golan foi anexado, por decisão do Parlamento de Israel, naquele ano. Cabe questionar. Por que Israel não o anexou logo, depois de tê-lo conquistado numa guerra defensiva? Afinal, pela visão, ainda que embaçada de Zé Dirceu, Israel não é expansionista? Não é não. O Golan esteve sob administração militar, durante 14 anos, para que pudesse ser negociado um acordo de paz com a Síria, com base na resolução 242 da ONU. Negociar significa ceder um pouco aqui, reivindicar um pouco ali, garantir sua segurança e cositas mas. Mesmo depois da anexação, este é o espírito da coisa, porque se a Síria aceitar dialogar com Israel, tudo pode ser negociado, preservadas as garantias de segurança que um futuro acordo estabeleceria. Israel fez assim com o Egito e com a Jordânia.
E com a Síria, por que não faz? Por que a Síria não quer. Desde 1974, depois de entrar novamente em guerra com o Estado Judeu para extirpá-lo do mapa, a Síria vem abrigando, dando suporte e apoio militar, a vários grupos terroristas, que atacam Israel pelo Líbano e, agora, também pela Faixa de Gaza, como o hoje muito conhecido Hezbollah. Mas não só ele: também a Frente Democrática pela Libertação da Palestina (FDLP), a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) e a Frente Popular para a Libertação da Palestina- Comando Geral (FPLP-CG). A Síria, uma ditadura férrea controlada pela dinastia Assad, continua hostil a Israel, como no passado. O Zé quer que Israel entregue o Golan – região estrategicamente importante - aos seus inimigos, assim, sem mais. O Zé conhece bem estes grupos, porque mantinha contato com eles na década de 70 e depois, de 80, já dentro do PT. É o que chamamos de afinidade ideológica. Mas é de fazer rir a constatação de que Zé Dirceu quer aplicar a lógica do mensalão para explicar o conflito do Oriente Médio. Ele e seus súditos. Não dá para dizer que isto é um pensamento. É mera sinapse de papagaio.
Mas o cardeal Richelieu petista não se contenta com uma única conexão neuronal. Ele quer ser o rei dos papagaios e afirma que sucessivos primeiros-ministros de Israel defendem uma "tendência gravíssima do sionismo", a saber, massacres e genocídio dos palestinos. Se entendi bem, o sionismo tem lá, no seu DNA, uma tendência para massacres e genocídio. Onde está a prova disso? José Dirceu não as apresenta, porque não há nenhuma. Quem tentou exterminar os judeus de Israel foram os árabes, em três guerras que provocaram (1948, 1967, 1973).
Onde e quando foi praticado o genocídio dos palestinos? Onde, eu sei: na cabeça de comunista anti-sionista de José Dirceu. Esta realidade alternativa respalda a ladainha do bando que ele lidera. Vale o mesmo para sua "teoria de ocupação territorial por meio de colônias". Interrompi esta sinapse anteriormente, quando falei da Cúpula de Camp David. Faltava a acusação de "fascismo" e ela veio, por inferência, das anteriores. Como esfacelei aquelas, esta fica suspensa na interpretação delirante do cardeal.
As papagaiadas e delírios não cessam. Pior, elas tornam-se mais hígidas. Zé Dirceu acusa Israel de ser uma teocracia, tal qual o Irã. Deveria chamar um neto de quatro anos para responder a tolice, mas como não tenho um (ainda), cai sobre mim o fardo. Israel é um estado laico, democrático e de direito, no qual é livre a organização política em partidos (inclusive anti-sionistas) e a liberdade de expressão é irrestrita. Na imaginária "teocracia" de Dirceu, os partidos religiosos controlam o estado. Isto não é uma simples sinapse de papagaio, mas uma hecatombe neuronal. Para quem possui quatro neurônios, como me parece ser o caso do papagaião, é o caos cognitivo, é o abandono do senso elementar de realidade, é a fuga metafísica da substância para si mesma. Conviver com uma criatura deste tipo é conviver com a alucinação.
Há, sim, partidos religiosos em Israel, eles estão no parlamento, mas nunca controlaram e não controlam o estado. Há também partidos religiosos aqui e o atual vice-presidente da República pertencia a um deles. Isto faz do Brasil uma teocracia? Tais partidos, lá como aqui, ou mesmo não-partidos, como as instituições religiosas, exercem influência política. Dentro do PT exercem e exerceram. Lembro-me, a propósito, que o presidente da Itália, caracterizou Tarso Genro como catocomunista. Tais influências transformam Dirceu, pelos parâmetros de sua mixórdia emsimesmada, em teocrata. Igualzinho aos aiatolás iranianos.
O restante do artigo segue o mesmo padrão, formula inquietações anti-imperialistas e exalta a política externa não-alinhada de Lula, contrastada com a aquela, dita subserviente, de FHC. Tudo é muito tolo, mas compreensível, se consideramos o tipo de mente que José Dirceu possui. Mente que lança sombra onde há ainda resíduos de algo claro. E que é seguida por milhares de militantes petistas que, parafraseando Lupicínio Rodrigues, temem o céu, por ser escuro e vão para o inferno a procura de luz.

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Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força jamais o resgata.
Magal
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Após confiscar Nobel, Irã aperta o cerco a oposicionistas

Após confiscar Nobel, Irã aperta o cerco a oposicionistas

Cerca de 60 membros da milícia iraniana Basij, uma organização de linha dura, se manifestaram na quinta-feira diante da casa em que o líder oposicionista Mehdi Karroubi estava hospedado, em Qum, Irã, em um esforço por intimidá-lo antes de um grande comício oposicionista planejado para o mês que vem, de acordo com dirigentes do partido de Karroubi.

Em uma ação contra outro líder oposicionista, as autoridades de Teerã confiscaram ontem a medalha do prêmio Nobel da paz de Shirin Ebadi, de acordo com reportagens na mídia iraniana.

O site Tagheer, afiliado ao partido político de Karroubi, informou que por volta da 1h membros da milícia Basij se reuniram em torno da casa em que ele estava hospedado para gritar lemas contra ele. A manifestação terminou por se dispersar quando a polícia apareceu, informou o site.

Karroubi, que havia viajado a Qum, o centro da liderança religiosa iraniana, para uma reunião com os altos líderes dos xiitas, disputou a eleição presidencial de 12 de junho contra o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Ele e outro candidato, Hossein Mousavi, continuam a criticar o governo abertamente, acusando-o de fraude eleitoral e de violência contra líderes da oposição.

Os dois, bem como outras figuras reformistas, foram alvos de repetidos ataques e tentativas de intimidação por parte da linha dura nos últimos meses.

A oposição planeja um protesto contra o governo em 7 de dezembro, o dia nacional do estudante. As autoridades detiveram dezenas de líderes estudantis nas últimas semanas, e reprimiriam violentamente um protesto anterior, em 4 de novembro.

Outro proeminente líder reformista, Behzad Nabavi, 67 anos, antigo vice-presidente do Legislativo e aliado político próximo de Mousavi, foi levado ao hospital, de seu confinamento solitário, na quinta-feira, de acordo com o site oposicionista Mowjcamp. A agência de notícias Associated Press citou informações fornecidas por seu advogado, Saleh Nikbakht, segundo as quais Nabavi havia sido libertado sob fiança para conduzir um tratamento cardíaco.

Nabavi é um dos diversos prisioneiros, entre os quais Ahmad Zeidabadi, Abdullah Ramezanzadeh e Feizollah Arab Sorkhi, que vêm sofrendo de problemas médicos na prisão. Seus partidários afirmam que a intensa pressão e os maus tratos a que são submetidos pelas autoridades causaram suas más condições de saúde.

Nobel confiscado

O governo da Noruega e o advogado de Shirin Ebadi informaram na quinta-feira que as autoridades iranianas haviam confiscado a medalha que ela ganhou pelo prêmio Nobel da paz, bem como outros objetos pessoais, do cofre de depósito bancário que ela mantém em Teerã, em algum momento do mês passado.

O governo norueguês, que responde pela concessão do Nobel da paz, apresentou protesto formal, e o ministro do Exterior Jonas Gahr Store declarou, em comunicado veiculado no site da instituição, que "esta foi a primeira vez que um prêmio Nobel da paz foi confiscado pelas autoridades".

A advogada de Ebadi, Nasrin Sotoudeh, disse à Associated Press que a medalha havia sido confiscada por ordem de um juiz do Tribunal Revolucionário, e que ela não havia sido autorizada a estudar a ordem judicial.

Ebadi, uma defensora dos direitos humanos agraciada com o Nobel da paz em 2003, saiu do Irã antes das eleições de junho e está vivendo no exterior desde então. Seu escritório e seus aliados no Irã foram alvo de repetidas investigações.

O Ministério do Exterior norueguês também "expressou grave preocupação" na quinta-feira sobre Javad Tavassolian, o marido de Ebadi, que segundo as autoridades norueguesas foi detido e "severamente espancado" em Teerã nas últimas semanas; sua aposentadoria e conta bancária foram congeladas, segundo a agência de notícias.
Israel aprova construção de prédios públicos em colônias, segundo jornal

Israel aprova construção de prédios públicos em colônias, segundo jornal

Jerusalém, 27 nov (EFE).- O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, aprovou a construção de 28 prédios públicos em colônias judias na Cisjordânia, no mesmo dia em que o Governo anunciou uma moratória na construção de casas nos assentamentos, informou hoje o jornal "Haaretz".

A decisão da Defesa não contradiz a cessação parcial na construção nos assentamentos anunciado ontem pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, já que se limita a autorizar "prédios públicos", como escolas ou sinagogas, enquanto a moratória se refere exclusivamente a novas casas na Cisjordânia ocupada.

Netanyahu se comprometeu ontem a frear a construção durante os próximos dez meses nas colônias judias da Cisjordânia a fim de levar os palestinos a reiniciar as negociações de paz.

A medida, no entanto, não convenceu por enquanto as autoridades palestinas, que reivindicam que cessação total da construção, incluindo nos assentamentos de Jerusalém Oriental, os cerca de 3.000 imóveis que estão atualmente em processo de construção e os edifícios públicos
Palestino é morto em bombardeio israelense no norte de Gaza

Palestino é morto em bombardeio israelense no norte de Gaza

Jerusalém, 27 nov (EFE).- Um palestino morreu e vários ficaram feridos hoje em um bombardeio das forças israelenses no norte de Gaza, informaram a Efe fontes militares.


O ataque entre a localidade de Khan Yunes e o campo de refugiados de Jabalya, quando a força aérea lançou uma bomba contra "um grupo de terroristas que se dirigiam a lançar foguetes do norte da Faixa de Gaza em direção a território israelense", disse uma porta-voz do Exército.


"Se detectou o alvo e morreu um dos terroristas, que pertencia à organização terrorista Galgalatt, um movimento salafista influenciado pela Al Qaeda", acrescentou a porta-voz, que afirmou que se tratou de uma operação conjunta das Forças de Defesa de Israel e a Agência de Segurança de Israel.


Segundo meios de comunicação israelenses quatro dos milicianos ficaram feridos e dois deles se encontram em estado grave.


O ataque aconteceu um dia depois que milícias palestinas disparassem duas bombas contra território de Israel, que não causaram vítimas nem danos, segundo o Escritório de Informação do Exército israelense.

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25 de nov. de 2009

Com diálogo travado, EUA elogiam congelamento de colônias judaicas

Com diálogo travado, EUA elogiam congelamento de colônias judaicas

Os Estados Unidos reagiram com otimismo ao anúncio israelense de uma moratória de dez meses na construção de assentamentos na Cisjordânia, considerando que a medida pode ajudar a reativar as negociações de paz entre Israel e o governo da ANP (Autoridade Nacional Palestina).


"Nós acreditamos que por meio de negociações de boa-fé, as partes podem conjuntamente chegar a um resultado que encerre o conflito e concilie o objetivo de um Estado palestino independente e viável, baseado nas fronteiras de 1967, com trocas consensuais, e o objetivo israelense de um Estado judeu com fronteiras seguras e reconhecidas", disse a secretária de Estado Hillary Clinton em um comunicado.

O enviado americano para a paz no Oriente Médio, George Mitchell, disse que a decisão ficou aquém de um congelamento total --por excluir Jerusalém Oriental do congelamento--, mas descreveu a iniciativa como "significativa" e disse que "poderia ter um impacto substancial."

Mitchell chamou a decisão israelense de um desenvolvimento positivo e um passo significativo que poderia levar Israel e os palestinos a retomar as conversações de paz. Ele também disse que o governo americano não reconhece a legitimidade da colonização israelense continuada.

A proposta de congelamento foi feita nesta quarta-feira pelo primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu a seu gabinete, após meses de pressão americana. Ele propôs a suspensão por dez meses da construção e concessão de licenças para construção de novas casas nas colônias judaicas da Cisjordânia, mas não inclui Jerusalém Oriental, de população predominantemente árabe, na medida. Israel não considera as construções na cidade como assentamentos.

Netanyahu afirmou a seus assessores que a medida servirá de prova de que busca a paz na região, após contrariar a pressão americana e palestina e aprovar a construção de centenas de casas em territórios palestinos nos últimos meses.

No final de outubro, a secretária de Estado americana despertou às críticas de países árabes ao elogiar o que chamou de disposição israelense para o diálogo, durante visita a Israel e ao dizer que o diálogo com os palestinos deveria ser retomado mesmo sem o congelamento da expansão dos assentamentos judaicos na Cisjordânia. Diante da reação negativa, o governo americano reafirmou sua posição contra os assentamentos, explicando que Hillary defendera apenas que a questão fosse tratada no âmbito das negociações e não como um pré-requisito para o diálogo.

No último sábado, o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, disse que sua "frustração" com a expansão dos assentamentos israelenses nos territórios palestinos foi o motivo que o levou a desistir de concorrer à reeleição, o que preocupa israelenses e americanos, já que o líder palestino é visto como um moderado.

As eleições presidenciais palestinas estão marcadas para 24 de janeiro, num momento em que Abbas está enfraquecido politicamente. Pesquisas já divulgadas apontam que alta rejeição ao presidente, associado às tentativas de diálogo fracassadas até agora.

Ele e seu partido, o Fatah, controlam somente a Cisjordânia, enquanto o movimento islâmico Hamas mantém a faixa de Gaza sob seu controle desde 2007.
Próximas 24 horas são cruciais para troca de Shalit, diz jornal

Próximas 24 horas são cruciais para troca de Shalit, diz jornal

GAZA - Fontes próximas ao Hamas disseram ao jornal em árabe Al-Hayat nesta quarta-feira, 25, que as próximas 24 horas serão cruciais para determinar se acontecerá a troca do soldado israelense Gilad Shalit por mil presos palestinos.


As fontes disseram ao jornal editado em Londres que a liderança do movimento islâmico, reunida em Damasco (sede da direção no exílio) nesta quarta, está dividido em torno da proposta israelense, entregue na terça aos mediadores alemães e egípcios no Cairo.

"Há duas opiniões entre a delegação de Gaza e a de Damasco quanto à decisão final", disseram as fontes. Parte da liderança islamita não está disposta a libertar Shalit sem a libertação de todos os integrantes da lista, enquanto outra parte tem um enfoque mais pragmático e aberto a concessões, disseram as fontes. Neste sentido, o encontro em Damasco é fundamental, porque deve "acabar com resultados", destacaram.

O Hamas, cuja milícia foi uma das três que capturou Shalit, em junho de 2006, exige a libertação de mil dos 11 mil presos palestinos em Israel, em troca da entrega do militar.

Tanto dirigentes do Hamas quanto israelenses reconhecem que as negociações avançaram consideravelmente nos últimos tempos, mas preferem manter a cautela. "Nunca estivemos tão perto de um acordo", chegou a afirmar na terça, na Turquia, o ministro da Indústria, Trabalho e Comércio israelense, Benjamin Ben-Eliezer

Nos últimos dias, indicava-se que o acordo se concretizaria na próxima sexta-feira, em coincidência com a festividade muçulmana do Eid al-Adha (Festa do Sacrifício), mas agora parece mais difícil que aconteça assim.

Segundo as fontes, as diferenças são sobre 70 das centenas de nomes incluídos na lista de palestinos envolvidos em atos de violência política contra israelenses - incluindo atentados terroristas - cuja libertação é solicitada pelo Hamas.

Israel rejeitou também uma proposta do Hamas para que alguns presos fossem deportados para fora dos territórios palestinos após a libertação, para evitar que voltem às armas, acrescentaram.

Em outubro do ano passado, graças à mediação da Alemanha, o Hamas entregou a Israel um vídeo no qual o soldado aparece em relativo bom estado, em troca da libertação de 20 presas palestinas.

Cientistas usam choques no pênis para tratar impotência

Cientistas usam choques no pênis para tratar impotência

Segundo pesquisadores de Israel, tratamento é eficaz em casos associados a problemas vasculares
 
Um estudo realizado em Israel e apresentado em um congresso de medicina sexual em Lyon, na França, indica que a impotência pode ser tratada com aplicação de choques elétricos no pênis. Cientistas do Centro Medical Rambam, da cidade de Haifa, realizaram experiências com 20 voluntários que sofriam do problema há pelos menos três anos e conseguiram melhora em pelo menos 15 deles.

Segundo Yoram Vardi, chefe do Departamento de Neurourologia da instituição, o resultado do tratamento seria melhor do que o obtido com o uso de medicamentos como o Viagra e o Cialis.

"Remédios não são uma cura - os pacientes deixam de ter atividade normal quando param de tomar. Mas, com os choques, podemos fazer algo biológico contra o problema, e os pacientes conseguem ter atividade normal mesmo depois de terminarem o tratamento", explicou o cientista.

Novos vasos sanguíneos

Em estudo com animais, já havia sido provado que choques de baixa intensidade estimulam o crescimento de novos vasos sanguíneos a partir de outros já existentes. Foi a partir daí que Vardi e seus colegas tiveram a ideia de tentar ajudar homens cuja impotência decorre da redução de fluxo sanguíneo em seus pênis.

"Problemas cardiovasculares são responsáveis pela disfunção erétil em aproximadamente 80% dos pacientes", afirmou Vardi.

Segundo o cientista, na pesquisa, foram aplicados choques de "baixíssima intensidade", sentidos como uma pequena pressão no pênis. Em cada sessão dos testes, os voluntários receberam cerca de 300 choques em cinco pontos do órgão sexual, ao longo de três minutos. "Não tivemos registro de efeitos colaterais, nem mesmo dor", disse Vardi ao site LiveScience.

Os cientistas agora esperam realizar novos testes usando também um grupo de controle, que receberia um tratamento falso. Apesar de otimista, Vardi alerta que o tratamento pode ser ineficaz nos casos de impotência causada por problemas musculares, de nervos ou outros.

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Israel pode congelar expansão de assentamentos por 10 meses

Israel pode congelar expansão de assentamentos por 10 meses

Settlement construction (Archive photo: Reuters)Construção de novas casas é o principal entrave para a retomada das negociações de paz com a Palestina
 
JERUSALÉM - O escritório do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quarta-feira, 25, que Israel pretende propor um congelamento de dez meses nas construções em assentamentos israelenses na Cisjordânia.

 O tema das construções nos assentamentos é um dos principais entraves para a retomada das negociações de paz entre israelenses e palestinos, que dizem que apenas negociarão a paz quando as construções forem paralisadas. Os palestinos querem essas terras como parte de seu futuro Estado independente.

 Pouco antes, o principal negociador palestino, Saeb Erekat, havia advertido que os palestinos não aceitariam um congelamento parcial apenas na Cisjordânia. Os palestinos exigem que as construções sejam paralisadas também em Jerusalém Oriental.


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O DISCURSO APARENTEMENTE MAIS AMENO DO BANDIDO É AINDA MAIS PERIGOSO

O DISCURSO APARENTEMENTE MAIS AMENO DO BANDIDO É AINDA MAIS PERIGOSO


Reinaldo Azevedo

O Ahmadinejad mais perigoso, por incrível que pareça, nem é aquele que nega com clareza o Holocausto — até porque ele percebeu que isso lhe gera alguns contratempos. O Ahmadinejad mais perigoso, por incrível que pareça, nem é aquele que financia o terrorismo. O Ahmadinejad mais perigoso, por incrível que pareça, nem é aquele que promete "varrer Israel do mapa" — ou o que trata divergências a bala, o que mata homossexuais, o que persegue mulheres, o que conduz um programa nuclear secreto… O Ahmadinejad mais perigoso é o que fala no post anterior; é o que fala mais manso. Porque esse discurso mais suave esconde o negador do holocausto, o anti-semita delirante, o aniquilador potencial de um país, o cão raivoso que criminaliza a diferença.

O Ahmadinejad mais perigoso é o que disfarça sua delinqüência belicista com palavras de aparente racionalidade, prontas a convencer ignorantes, a ganhar a adesão de desinformados, a receber o apoio daqueles que não percebem suas malévolas intenções sub-reptícias.
Nem o cumprimento de sua parte na conversa com o Brasil — a defesa de que o país tenha assento permanente no Conselho de Segurança da ONU — escapa a seu pensamento insidioso, às idéias travessas e perigosas que povoam aquele cérebro tumultuado. Ou como ler a afirmação de que as guerras nos últimos 60 anos tiveram a "intervenção" dos países que integram o Conselho de Segurança? Peguemos a maior de todas elas, a Segunda, e consideremos os cinco países que integram o CS: EUA, Rússia, Reino Unido, França e China. Pode-se condenar a pusilanimidade de governos em cada um desses países em face daquele conflito, mas foram eles os promotores do desastre? Sem o que ele chama de "intervenção", qual teria sido o nosso destino?

Observem que ele continua a negar o direito de Israel existir, fazendo tabula rasa da história do Oriente Médio, como se a fundação de Israel, em 1948, tivesse obstado, em sua própria natureza, a criação do estado palestino. Os árabes que se mobilizaram em face da nova situação o fizeram para construir um novo estado ou para impedir o que estava sendo criado?

Ahmadinejad mente de maneira miserável quando afirma que dezenas de soluções foram apresentadas, todas rejeitadas. Está acusando Israel de intransigência. A verdade está justamente no contrário. Basta lembrar que Ehud Barack, então primeiro-ministro de Israel, ofereceu, em julho de 2000, quase tudo o que Yasser Arafat reivindicava: um estado palestino em Gaza e na quase totalidade da Cisjordânia, com a capital em Jerusalém Oriental. Arafat deu sinais de que aceitaria o acordo, mas decidiu romper as conversações unilateralmente. Por quê? Ora, o que teria sido dele — e daqueles que o sucederam — sem uma "causa" não é mesmo? Causa que, diga-se, fez de Arafat um dos homens mais ricos do planeta.

A delinqüência continua quando ele diz que os palestinos não podem pagar pelos "60 milhões de mortos da Segunda Guerra… Por vias tortas, nega o Holocausto de novo. Sem dúvida, os seis milhões de mortos que ele não reconhece integram os 60 milhões. Ao opor uma grandeza à outra, tenta retirar a especificidade da brutalidade nazista. Os que pereceram nos campos de concentração ou foram eliminados nas ruas não estavam em guerra com ninguém, não integravam um exército regular, nem mesmo estavam — porque, na maioria das vezes, não houve tempo para isso — numa força de resistência. Homens, mulheres, velhos, crianças… Morreram porque eram judeus. Só por isso. E outros porque eram ciganos, porque eram gays, porque eram considerados incapazes segundo os critérios de competência do nazismo.

O banditismo moral de Ahmadinjead é tal, que ele fala em 60 milhões de mortos para poder, assim, negar 6 milhões de mortos. Por que esse discurso é mais perigoso? Porque ele dificulta a reação.
Um dia, um vagabundo desta espécie irá para a lata de lixo da história, em companhia daqueles que o promoveram. "Lata de lixo da história" já é clichê como destino final das excrescências humanas. Mas essa gente não merece nada melhor do que isso.

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Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força jamais o resgata.
Magal
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24 de nov. de 2009

Livro chama povo judeu de "invenção"

Livro chama povo judeu de "invenção"

Apesar dos registros históricos incompletos e fragmentados, especialistas geralmente concordam que algumas crenças da histórica judaica simplesmente não se sustentam: não houve uma expulsão repentina de todos os judeus de Jerusalém em 70 a.C., por exemplo. Além disso, os judeus modernos devem sua ancestralidade tanto aos convertidos do primeiro milênio e da Idade Média quanto aos judeus da Antiguidade.

Outras teorias, como a noção de que muitos palestinos atuais podem legitimamente alegar serem descendentes dos judeus antigos, são familiares e temas de importantes estudos, ainda que não exista nenhuma resposta definitiva.

Mas, apesar de essas ideias serem lugar-comum entre os historiadores, elas ainda tendem a provocar controvérsias cada vez que vêm à tona para o público, além do mundo acadêmico. O último exemplo é o livro "The Invention of The Jewish People" (A invenção do povo judeu, em tradução literal), que passou meses na lista de best-sellers em Israel e não tem tradução para inglês.

Misturando a academia renomada com teorias duvidosas, o autor Shlomo Sand, professor da Universidade de Tel Aviv, constrói uma narrativa com uma exposição surpreendente de fatos históricos suprimidos. A versão traduzida de sua polêmica alimentou uma nova onda de cobertura na Grã-Bretanha e provocou debates ferrenhos na internet e em salas de pesquisadores.

Teoria

Sand, especialista em França moderna, não na história judaica, candidamente coloca que seu objetivo é escavar as origens das reivindicações judaicas pela terra de Israel, ao demonstrar que eles não constituem um "povo", que compartilhasse um passado racial e biológico. O livro foi amplamente condenado e louvado, com base frequentemente na concordância ou divergência do leitor com seu conteúdo político.

A resposta veemente a esses argumentos familiares – tanto os razoáveis quanto os revoltantes – ressalta o desafio de destrinchar o fato histórico apegado a uma teia de religião, mitos políticos e memórias.

Considere, por exemplo, a afirmação de Sand de que os camponeses árabe-palestinos são descendentes dos originais fazendeiros judeus. Há quase um século, os primeiros sionistas e nacionalistas árabes apregoaram uma relação de sangue com base na potencial aliança em suas respectivas batalhas por independência. O primeiro premiê de Israel, David Bem-Gurior, e Yitzhak Bem Zvi, presidente israelense que ficou mais tempo no cargo, usaram esse forte argumento em um livro que escreveram em conjunto em 1918.

No ano seguinte, Emir Feisal, que organizou a revolta árabe contra o Império Otomano e tentou criar uma nação árabe unida, assinou o acordo de cooperação com o líder sionista Chaim Weizmann, que declarou que ambos estavam "cientes das afinidades raciais e vínculos remotos que existiam entre os árabes e judeus".

Mais tarde, ambos os lados abandonaram o assunto quando perceberam que não favorecia mais seus objetivos políticos (apesar de não ter surgido nenhum consenso final sobre a ligação ancestral entre palestinos e judeus, Harry Ostrer, diretor do Programa de Genética Humana do Langone Medical Center, da Universidade de Nova York, que estuda a organização genética dos judeus, disse que "a hipótese de uma linha descendente entre os povos parece razoável").

Território

Livros que contestam a história bíblica e convencional são continuamente publicados, mas o que distingue as controvérsias sobre as origens das discussões sobre a realidade da existência do êxodo do Egito e do Jesus histórico é que está tão vinculado à geopolítica.

A Declaração de Independência israelense coloca que: "após ser exilado à força de sua própria Terra, o Povo manteve a fé nela durante a Diáspora e nunca deixaram de orar e esperar pelo retorno a ela". A ideia do exílio injusto e do retorno legítimo embasa tanto a convicção judaica quanto a palestina de que cada um deles tem direito a terra.

Dado que a missão de Sand é tirar o crédito da reivindicação histórica dos judeus pelo território, ele faz de tudo para mostrar que as linhas ancestrais desse povo não levam de volta à antiga Palestina. Ele ressuscita a primeira teoria levantada por historiadores do século 19 de que os judeus da Europa Central e Oriental, a quem 90% dos judeus americanos remetem suas raízes, são descendentes dos cazares, povo turco que aparentemente se converteram ao judaísmo e criaram um império no Cáucaso no século oito.

Essa ideia intriga escritores e historiadores. Em 1976, Arthur Koestler escreveu "The Thirteen Tribe" (A Tribo dos Treze, em tradução literal) na esperança de que assim combateria o antissemitismo. Se os judeus contemporâneos fossem descendentes dos cazares, não poderiam ser responsáveis pela crucificação de Jesus.

Até agora, estudiosos que se especializaram no assunto rejeitaram repetidamente a teoria, concluindo que os fragmentos de evidência são inconclusivos ou enganadores, disse Michael Terry, bibliotecário chefe do departamento judaico da Biblioteca Pública de Nova York. Ostrer disse que a genética também não sustenta a teoria dos cazares.

Evidências

Isso não anula a questão de que a conversão teve um papel substancial na histórica judaica – uma proposição que muitos acham surpreendente, dado que os judeus atuais tendem a desencorajar a conversão e costumam dificultar esse processo.

Lawrence H. Schiffman, presidente do departamento Skirball de Estudos Hebraicos e Judaicos da Universidade de Nova York, disse que a maioria dos historiadores concorda que, durante alguns séculos, os judeus do Oriente Médio – mercadores, escravos e prisioneiros, refugiados religiosos e econômicos – se espalharam pelo mundo. Muitos se casaram com pessoas das populações locais, que então se converteram ao judaísmo.

Também há evidência de que, na Antiguidade e no primeiro milênio, o judaísmo era uma religião que induzia pessoas à conversão e que em certas ocasiões até usavam a força para isso. Quanto à pesquisa genética, Ostrer disse que até agora "está bem claro que a maioria dos grupos judaicos tem ancestrais semitas, que são originários do Oriente Médio, e que eles têm relações mais próximas uns com os outros do que com grupos não judeus". Mas ele acrescentou que também ficou claro que muitos judeus são descendentes mestiços.

"A ancestralidade misturada explica os cabelos loiros e os olhos azuis dos judeus asquenazitas, cujos avôs e bisavôs vivem em shtetls (cidades com população predominantemente judaicas) há dois ou três gerações atrás", disse Ostrer. "Eles trouxeram consigo os genes ligados à coloração da pele para a Europa Oriental. Esses genes provavelmente não foram uma contribuição de seus vizinhos cossacos".

Divergências

Sand acusa os historiadores sionistas do século 19 em diante – os mesmos acadêmicos em cujos trabalhos ele baseia seu caso – de esconder a verdade criando um mito sobre raízes compartilhadas para fortalecer sua agenda nacionalista. Ele explica que não descobriu nenhuma informação nova, mas que "organizou o conhecimento de uma forma diferente". Em outras palavras, ele está fazendo precisamente o que ele acusa os sionistas de fazerem – formatar o material para se encaixar em uma narrativa.

Nesse sentido, Sand está mexendo em uma tradição há muito estabelecida. Assim como "The Illustrated History of the Jewish People" (A História Ilustrada do Povo Judeu, em tradução literal), editado por Nicholas Lange (Harcourt, 1997), aponta, "toda geração de historiadores judeus enfrentaram a mesma tarefa: recontar e adaptar a história para que ela se adéqüe às necessidades de sua própria situação". O mesmo pode ser dito de todas as nações e religiões.

Talvez seja por isso que – nos argumentos de ambos os lados – alguns mitos persistem com teimosia, não importa o quanto sejam desmentidos, enquanto outros fatos indubitáveis constantemente não conseguem ganhar atenção.


Por PATRICIA COHEN



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