30 de set. de 2009

Por que defender Israel?

Por que defender Israel?


Por que defender Israel?

Por que defender Israel?*

As noticias que correm o mundo globalizado hoje em dia chegam cada vez mais rápido. É impressionante como num piscar de olhos sabemos o que está acontecendo do outro lado do planeta e também com nossos vizinhos próximos.

Porém, a pergunta que sempre fica é, será que podemos sempre confiar nas informações que nos chegam a todo instante e sentir-nos atualizados sem qualquer dúvida?

A resposta é não.

Primeiramente porque sabemos que este ou aquele repórter, ou veículo não estará sempre comprometido com a verdade, sendo parcial para o lado que mais convém, destruindo o comprometimento jornalístico. Outra resposta é que através da internet, qualquer um pode postar, publicar ou escrever qualquer coisa que poderá ser lido por qualquer pessoa em qualquer parte do mundo.

Outra pergunta que fica é exatamente o que fazemos com essas informações verídicas ou não, quando o assunto atinge o nosso povo, nossa história, nossa religião.

Todos nós sabemos que Israel é atacado diariamente, seja por mísseis travestidos de "foguetes caseiros", seja por uma quantidade tão grande quanto os mísseis, de notícias tendenciosas e mentirosas.

O leitor perguntará o que isso o afeta, já que Israel está longe, possui um dos melhores exércitos do mundo, obtém (ainda) o apoio irrestrito dos EUA e recebe importantes doações por ano dos judeus ao redor do mundo. Além disso, vivemos no Brasil, um país em que se permite a liberdade religiosa, os povos vivem em uma relativa paz e não sofremos ameaças como em qualquer outro país do mundo.

Se você se inclui neste grupo, vamos analisar com calma essa situação.

Vivemos sim em um Estado democrático de direito onde os povos vivem em relativa harmonia, salvo todos os nossos problemas com educação, saúde, transporte, segurança, corrupção, dentre outros. Ocorre que mesmo à distancia, presenciamos um estado de inação que se não for alterado, pode sim afetar nossas vidas aqui mesmo, no Brasil.

Mesmo aqueles que não se consideram sionistas, aqueles super ideológicos mesmo, devem estar cansados de saber que Israel é o único país do mundo onde qualquer um pode exercer seu direito de nascer, crescer, viver e morrer como um judeu, seja qual for sua orientação religiosa. Que não precisará ficar explicando pro chefe ou professor o motivo de faltar no trabalho ou nas provas, por causa de alguma data importante no calendário judaico. Poderá usar a kipá ou andar com uma camiseta escrita em hebraico que todos vão entender, sem que imaginem que você veio de outro planeta. Também sabem, assim como o resto do mundo, que Israel não acabará e não será destruído como alguns loucos pregam.

Porém, alguém gritará, não se pode fazer associação entre judaísmo e sionismo, pois eu posso ser judeu nos EUA ou Canadá por exemplo, e Israel não faz diferença na minha vida.

E é aí que todos se enganam. Pois não associar Israel com o judaísmo faz com que nos enfraquecemos e ao mesmo tempo fortalecemos aqueles que nos odeiam, que infelizmente sabem exatamente como manipular a mídia e pior ainda, algumas sessões solenes da ONU (aquela mesmo que outrora decidiu ser Israel fundamental para os judeus e para o mundo e hoje permite alguns discursos contrários).

Os que não gostam dos judeus não podem mais falar abertamente que não gostam. Não está mais na moda não gostar dos judeus e em muitos países, qualquer ato de violência contra os judeus é considerado crime. Então, como fazer para que os antissemitas de plantão continuem com seu discurso de ódio e intolerância senão vestindo uma roupa nova em suas declarações, mas agora não mais falando contra os judeus e sim contra o Estado de Israel.

Israel é um Estado legítimo que não precisa se desculpar por existir. Temos milhares de exemplos de coisas boas que o país concedeu ao mundo, através de seus cidadãos que, mesmo sob ameaça de diversos inimigos vizinhos, continuam a viver suas vidas assim como todos nós em qualquer outro país e anseiam por paz única e exclusivamente.

É inadmissível calar-nos quando vemos que o ódio gratuito e infundado contra Israel é manipulado pela mídia em geral. Não precisamos ser a favor ou contra este ou aquele governo, mas precisamos sim, lutar pela existência e legitimidade de um país que nos possibilita sermos quem somos, independente de onde estivermos.

Nossa resposta pode ser de diversas formas, seja na escola, faculdade, trabalho ou entre amigos, mas o que não podemos nunca é ficarmos omissos quando o assunto é Israel. Devemos agir, como judeus, contra qualquer situação que tentem colocar a legitimidade de existência do Estado de Israel em jogo e isso não podemos permitir nunca.

O Brasil, para aqueles desavisados, coloca em risco sua democracia e seu estado de imparcialidade e respeito entre os povos, quando convida um líder extremista, homicida e terrorista como o presidente do Irã para visitar o país, com todas as honras de chefe de estado. Este mesmo terrorista que prega diariamente a destruição do Estado de Israel assim que conseguir sua bomba nuclear e pior, se é que podemos valorar estas questões, nega efusivamente e criminosamente o Holocausto e o assassinato de seis milhões de judeus.

Não podemos aceitar a presença de um covarde como este, que persegue, tortura e mata cruelmente mulheres, homossexuais e outras minorias religiosas e que ainda frauda o sistema eleitoral eclodindo uma guerra civil, com seus opositores presos e mortos. Devemos exigir de nosso presidente que não suje suas mãos de sangue ao cumprimentá-lo ou sequer que o receba em nosso Brasil.

Não podemos ter vergonha de sermos judeus e muito menos de vincular nossa religião ao Estado que possibilita sermos quem somos, sem preconceitos ou discriminações. Não podemos nunca ter vergonha de defender a existência de Israel, porque não sabemos como fazer, o que falar ou está na moda atacar Israel, então melhor ficar quieto do que ser odiado também.

Falar mal dos judeus não é mais "in", porém, atacar Israel ainda é, e se não começarmos a tomar atitudes de defesa, quem de novo estará "out" seremos nós, os judeus apátridas da história.



*Persio Bider


Israel vai libertar 20 palestinas em troca de informação sobre soldado

Israel vai libertar 20 palestinas em troca de informação sobre soldado


As autoridades israelenses libertarão 20 mulheres palestinas detidas em prisões no país em troca de informação sobre o soldado israelense Gilad Shalit, capturado por grupos palestinos em 2006, anunciou o gabinete do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu.


O movimento islâmico radical Hamas --um dos grupos responsáveis pelo sequestro-- também confirmou ter chegado a um acordo com Israel para a libertação das palestinas.


Shalit foi sequestrado por comandos do Hamas, dos Comitês de Resistência Popular e de um desconhecido Exército Islâmico em 25 de junho de 2006, durante uma operação do Exército israelense na faixa de Gaza, segundo a versão palestina, e em sua base em território israelense perto do limite de Gaza, segundo a versão israelense.


Quando capturado, Shalit era cabo e tinha 19 anos. Ele foi promovido a sargento durante seu sequestro e estaria em alguma parte da faixa de Gaza, dominada pelo Hamas desde 2007, quando o secular Fatah, do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, foi expulso do território à força.


Desde então, Shalit se transformou em tema central das negociações entre palestinos e israelenses, embora todas as tentativas feitas com mediação egípcia para conseguir sua libertação tenham fracassado. Em troca, os palestinos exigem a soltura de centenas de presos palestinos.


Abu Obeida, porta-voz das Brigadas de Ezedin al-Qassam (o braço armado do Hamas), informou em entrevista coletiva em Gaza que, em troca da libertação das presas, será entregue às autoridades israelenses um vídeo provando que Shalit está vivo e em perfeitas condições.


Um comunicado divulgado pelo escritório do primeiro-ministro confirma o acordo e explica que "o Gabinete de Segurança decidiu esta manhã pôr em liberdade 20 presas palestinas (...), de acordo com a proposta da equipe responsável pelas negociações para a libertação de Shalit".


"Segundo a proposta dos mediadores [egípcios], Israel receberá evidência atualizada e unívoca do bem-estar e estado de Gilad Shalit. A prova de que está vivo será apresentada a Israel pelos negociadores em forma de uma fita de vídeo recente", acrescenta a nota.


Netanyahu felicitou a equipe de negociação e declarou que "é importante que todo o mundo saiba que Gilad Shalit está vivo e bem, e que o Hamas é responsável por seu bem-estar e seu destino".


Para Israel, a troca de presas por informação é "uma medida de confiança" que significa um avanço para a libertação do jovem soldado.
O serviço israelense de prisões divulgará nas próximas horas os dados das prisioneiras que serão libertadas.


Este anúncio ocorre dois dias depois que o principal responsável do Hamas, Khaled Mashaal, exilado em Damasco, se reuniu no Cairo com o chefe de segurança egípcio, general Omar Suleiman, que atua como mediador entre palestinos e israelenses.
Este é um dos maiores avanços nas negociações entre palestinos e israelenses com mediação egípcia para resolver a situação de Shalit.

Com Efe e France Presse
Cidades israelenses ficam 'desertas' com o Yom Kippur

Cidades israelenses ficam 'desertas' com o Yom Kippur


Veículos não circulam no Yom Kippur. Foto: Associated Press


JERUSALÉM - As cidades israelenses amanheceram desertas nesta segunda-feira, 28, com o comércio fechado e sem veículos nas ruas por causa do Yom Kippur, o Dia do Perdão. Do entardecer de domingo até a noite desta segunda-feira, emissoras de rádio e cadeias de televisão nacionais estão sem programação. Os espaços aéreo e marítimo e as fronteiras estão fechadas.

Os portais de notícias da internet não estão operando, na maior parte deles nem mesmo as informações são atualizadas durante as 25 horas do chamado "Sábado dos Sábados", nas quais também não são abertas as lojas 24 horas que funcionam normalmente no restante do ano. Os únicos departamento em funcionamento são a Polícia e a emergência.

Os fiéis judeus dedicam Yom Kippur ao jejum e à oração, que se estendia do início da noite de domingo até as 18 horas locais (13 horas no horário dr Brasília) desta segunda-feira.

O ritual judaico é praticado há séculos com o pacto de silêncio durante o Período. Os automóveis costumam ficar nas garagens e muitos aproveitam as estradas vazias para fazer excursões de bicicleta.

As Forças de Segurança israelenses decretaram estado de alerta no norte do país. No ano passado, ocorreram enfrentamentos na cidade de Akko, entre as comunidades judaica e árabe, um membro desta última atravessou de carro em um bairro judaico.

Em Jerusalém, as forças policiais e do Exército controlam os acessos à parte árabe onde circulam veículos e interromperam as ruas para que os residentes não possam ir à parte judia. Nos últimos dias, dezenas de milhares de turistas judeus chegaram a Jerusalém para celebrar o Yom Kippur, orando em frente ao Muro das Lamentações,o lugar mais sagrado para o judaísmo.

29 de set. de 2009

Bynjamin Nethaniahu fala na ONU

Bynjamin Nethaniahu fala na ONU


O primeiro-ministro de Israel, Bynjamin Nethaniahu fez um histórico e emocionado discurso na ONU.
A repercussão foi forte e imediata pela dramaticidade e desenvoltura deste que é considerado um dos melhores oradores de Israel.

Ontem, o homem que chamou o Holocausto de mentira falou nesta tribuna," disse Netanyahu à Assembleia Geral. "Aos que se recusaram a vir e aos que saíram em protesto, eu os elogio. Mas aos que deram ouvidos àquele que nega o Holocausto, digo em nome do meu povo, o povo judeu, e das pessoas decentes de toda parte: vocês não têm vergonha? Vocês não têm decência?"

Netanyahu exibiu dois documentos - uma cópia das minutas da Conferência de Wannsee (1942), em que autoridades nazistas planejaram a "solução final" que levou à morte de 6 milhões de judeus, e plantas originais dos campos de extermínio de Auschwitz-Birkenau.

Ele recebeu as plantas, descobertas no ano passado, durante uma visita à Alemanha, em agosto. "Elas contêm a assinatura de Heinrich Himmler, o próprio adjunto de Hitler. Será que essas plantas do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, onde 1 milhão de judeus foram assassinados (...), também são uma mentira?". "E os sobreviventes cujos braços ainda trazem os números tatuados marcados neles pelos nazistas? Essas tatuagens são uma mentira também?," perguntou.

Em seu discurso de quarta-feira, Ahmadinejad acusou Israel de "políticas desumanas" nos territórios palestinos, e insinuou que os judeus dominam os assuntos político-econômicos do mundo.

Netanyahu qualificou as declarações do líder iraniano como "uma agressão sistemática à verdade" e o acusou de "cuspir (...) comentários antissemitas."Assistam o histórico pronunciamento de Netanyahu, em inglês, clicando no link abaixo:
http://www.jerusalemonline.com/specials13.asp

28 de set. de 2009

Irã anuncia teste de míssil capaz de atingir Israel

Irã anuncia teste de míssil capaz de atingir Israel


O governo do Irã anunciou nesta segunda-feira um segundo dia de testes com mísseis balísticos que, segundo analistas, podem alcançar 2.000 km --o suficiente para atingir Israel e as bases americanas no Golfo. O anúncio chega apenas três dias antes da rara reunião entre Teerã e seis potências (Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha) para um diálogo nuclear e pressão renovada, apesar da resistência iraniana, à desnuclearização do regime teocrático.
A Guarda Revolucionária, corpo de elite do Exército iraniano, anunciou nesta segunda-feira o lançamento "com sucesso" de mísseis de longo alcance classe Shahab-3, capazes de alcançar alvos em um raio de entre 1.300 e 2.000 km, informou a imprensa local.

O lançamento destes projéteis, que são a estrela do programa balístico iraniano, representa o ponto culminante das manobras com mísseis realizadas pela Força Aérea da Guarda Revolucionária em diferentes partes do país.
"As Forças Armadas executaram com êxito nesta segunda-feira os disparos de um míssil Ghadr-1, uma versão melhorada do Shahab-3, e de um míssil Sejil de duas fases a combustível sólido", declarou o comandante Salami ao canal iraniano em língua árabe Al Alam.
O míssil Ghadr-1 tem alcance de 1.800 km. Já o Sejil é um míssil de alcance de 2.000 km. Os dois mísseis têm capacidade para atingir o território de Israel, que fica a 1.000 km.
"O Sejil de duas fases, com dois motores, utiliza combustível sólido combinado e tem capacidades extraordinárias", declarou há alguns meses o ex-ministro da Defesa iraniano, Mohamad Ali Najar.
Ameaça
Pouco antes dos disparos dos mísseis, o comandante da força aérea da Guarda Revolucionária, Hosein Salami, advertiu que Teerã responderá a qualquer ameaça, especialmente contra seu programa nuclear, de forma "destrutiva" --o que indica que os exercícios podem ser um lembrete às potências do que o Irã é capaz antes de entrar na mesa de negociações.
"Diante das ameaças contra a existência, a independência, a liberdade e os valores do regime, nossa resposta será direta, firme e destrutiva", declarou, segundo a agência Irna.
Também afirmou que Teerã fará com que seus inimigos "lamentem" as ameaças.
O Ocidente, liderado pelos EUA, afirma que o programa nuclear iraniano é uma ameaça e serve para produção de armas --acusação que Teerã nega. Analistas dizem que Israel não descarta a opção militar contra as instalações iranianas para impedir um ataque ao seu território.
A Guarda Revolucionária realizou manobras balísticas também neste domingo, com disparos de mísseis de curto, médio e longo alcance.
Ao ser questionado sobre a eventual relação entre os exercícios balísticos e o anúncio na sexta-feira da construção pelo Irã de uma nova central de enriquecimento de urânio, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Hasan Ghashghavi, afirmou que "não existe nenhuma".
Reunião
A reunião do Grupo dos Seis e o Irã para discutir a questão nuclear será realizada nesta quinta-feira (1º). Apesar da pressão pública das potências, o Irã resiste em colocar na mesa o debate sobre seu programa nuclear.
Os EUA devem enfrentar ainda a resistência da Rússia e da China, membros com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), que já disseram que não aprovarão novas sanções contra o Irã.

26 de set. de 2009

Iom Kipur

Iom Kipur



Introdução




Os Dez Dias de Penitência culminam com Iom Kipur, o Dia do Julgamento. Observado no décimo dia de Tishrei com o dia mais sagrado do calendário judaico, ficou conhecido como Shabat Shabaton, o Sábado de todos os Sábados.



Origem
"E será um estatuto para sempre, entre vocês, que no sétimo mês, no décimo dia do mês, vocês deverão afligir suas almas, e não farão nenhuma forma de trabalho... Pois nesse dia, o julgamento será feito sobre vós, para limpar-vos de todos os seus pecados, vocês deverão estar limpos perante o Senhor. É um Shabat de descanso solene sobre vós..." (Levítico 16:29-31) "Vocês deverão afligir suas almas" é interpretado como dever de se abster de qualquer comida e bebida, através do jejum, neste dia.
Observância
A véspera de Iom Kipur, considerada um dia semi-santo, traz sentimentos mistos de alegria e solenidade. Este dia é marcado por generosas doações: o dinheiro usado na cerimônia de kaparot, remanescente das oferendas nos tempos do Templo, é doado para a caridade. Kearot (pratos) são colocados na sinagoga, como lembrete da assembléia de congregantes nos serviços vespertinos, já coberto com os Talitot (mantos de oração).
Neste período, o perdão é buscado daqueles que possamos ter magoado ou ferido, tanto propositalmente quando inadvertidamente, e a paz deve ser estabelecida entre as partes. A refeição anterior ao jejum é festiva. Ao terminá-la, o pai, ou os pais, abençoam seus filhos. Uma vela de memória é acendida para durar as 24 horas do jejum, em memória aos já partidos.
Na sinagoga, é apropriado que os homens vistam-se com seus Kittel (vestimenta longa branca), com o talit como símbolo de pureza. Mulheres também costumam vestir-se de branco. O Serviço Religioso Kol Nidrei O Kol Nidrei ("Todos as Promessas") é cantado no início do serviço da véspera de Iom Kipur.
É um pedido de perdão formal por todas as promessas não cumpridas - especialmente aquelas feitas com força emocional - e portanto deve liberar a pessoa de suas promessas não cumpridas ou por negligência ou por esquecimento. Esta absolvição das promessas se refere apenas às promessas que o indivíduo fez para consigo mesmo, e dizem respeito apenas a sua consciência e o julgamento celestial.
Nenhum juramento ou promessa envolvendo outra pessoa, corte ou comunidade é incluida no Kol Nidrei Rezas de Penitência Pedidos de perdão por seus pecados constituem a maior parte do ritual do dia. No VIDUI ("Confissões"), pecados que o indivíduo pode ou não ter cometido são enumerados, sendo feitas por todo o Povo de Israel. Além disso, de acordo com a tradição judaica, uma pessoa não é perdoada no Dia do Julgamento pelos pecados cometidos contra seu semelhante, a não ser que a pessoa se dirija diretamente aos envolvidos, para retificar a situação.
Yizkor Serviços memoriais são conduzidos em memórias aos parentes mortos. Neilá Constitui o término do serviço do dia de Iom Kipur, e é repleto de solenidade e força. A Arca Sagrada permanece aberta ao longo deste serviço, e o dia santo termina com o toque do Shofat.
Iom Kipur

- Perdão pelos Pecados por Dvora Waysman Serviço de Imprensa da Organização Sionista

O Iom Kipur é observado no décimo dia do mês hebraico de Tishrei, quando o destino do indivíduo pelo ano vindouro é, alegoricamente, "selado" no "Livro da Vida". Somente os pecados entre o homem e D'us podem ser perdoados no Iom Kipur, e no fim do dia, os fiéis na sinagoga nada podem além de manter esperanças de que foram bem sucedidos e poderão ser perdoados por suas falhas, e que D'us foi realmente atingido por suas preces.
Pois neste dia o julgamento será feito sobre ti, para limpar-te de todos os seus pecados que podem ser limpos perante D'us.(Lev. 16:30) Assim, foi instituido o Iom Kipur - o Dia do Perdão - a única festa judaica não relacionada a um evento histórico ou conceito agrícola. Os outros dias santos possuem um significado nacional possível de ser identificado até mesmo por judeus seculares. Iom Kipur, entretanto, lida exclusivamente com as relações do homem com D'us e com seus semelhantes, e envolve muito 'contato' com D'us.
Os dias imediatamente anteriores ao Dia do Perdão devem ser usados para que o homem peça perdão e faça as devidas restituições aqueles com quem este tenha falhado ao longo do ano. A Natureza do Pecado Em hebraico, há mais de 20 palavras diferentes relativas a "pecado," cada uma com uma conotação única, e aplicável somente em condições bem específicas.
O termo rabínico mais comum para pecado é "averá" da raiz "avar" - "sobrepassar" e interpretada como uma perda do favor divino. Os judeus acreditam que o pecado é causado por uma inclinação para o mau (yetzer hará), uma força que nos faz agir irresponsávelmente e sem medir as consequências.
D'us disse (Kid. 30b): "Meus filhos? Eu criei o Ietzer HaRá, mas como criei a Torá como seu antídoto: Se você se ocupar com a Torá, não se inclinará para o lado do mau." Rabi Ishmael ensinava: "Meu filho, se este sentimento repulsivo (i.e., o Ietzer HaRá) te atacar, leve o para a casa da sabedoria; se ele for pedra, se dissolverá; se for ferro, se quebrará em pedaços." (Kid. 30b).
Livre Arbítrio
É um princípio básico do Judaísmo, desde a primeiro acontecimento no Gênesis, no qual Adão e Eva têm a opção de aceitar ou rejeitar o mandamento de D'us. O grande estudioso Judeu da Idade Média, Maimônides escreveu: "Todo homem tem potencial se de se tornar tão justo como Moisés, nosso professor, ou tão amaldiçoado como Jeroboão; sábio ou estúpido; bondoso ou cruel; miserável ou generoso..."(Yad, Teshuva 5) Isto contradiz uma popular expressão em Yidish, que diz deposita todos os acontecimentos da vida como "beshert" ou predestinados.

O Judaísmo ensina que somos todos capazes de dirigir nossas próprias vidas, de escolher o caminho da retitude, ou seu oposto, o caminho do pecado. Jejum e Oração Ainda assim, durante as Grandes Festas, recitamos uma reza que aparentemente contradiz a suposição acima: "No ano novo, ele (i.e., nosso destino) é escrito, e no Dia do Julgamento, é selado... quem deverá viver, e quem deverá morrer, quem deverá aproveitar ao máximo seus dias, e quem falecerá antes disso..."
Alguns rabinos defendem que isto é uma meditação mais que uma reza, cujo objetivo é ajudar o judeu a entender o auge das inspirações exortadas em Iom Kipur, "Mas a penitência, oração e caridade advertem o severo decreto!" Apesar de nossas ações poderem merecer punição, podemos ainda escolher o caminho do arrependimento até nossa última hora na Terra, como dizem as escrituras sagradas. Em Israel Em Israel, Iom Kipur possui um significado espiritual ainda maior.
Em Jerusalém, em particular, não são vistos carros nas ruas durante todo o período de jejum. O mais convicto dos seculares respeita a santidade deste dia. Como a escuridão desce neste longo período de jejum e oração, os Judeus continuam a encher suas sinagogas, enquanto as ruas de Jerusalém se enchem de gente indo para o lugar mais sagrado da cidade, o Muro Ocidental.
O toque final do Shofar rende tanto a escuridão da noite quanto a alma judaica, e, o Povo de Israel, está ciente da profecia de Isaias para com os que vivem no exílio: "E virá o dia, no grande toque do Shofar, e virão para a terra perdida para os Assírios."(Isaias 27:13)
Abbas diz que Israel tem o dever de congelar os assentamentos

Abbas diz que Israel tem o dever de congelar os assentamentos


NAÇÕES UNIDAS


O presidente palestino, Mahmoud Abbas, reiterou nesta sexta-feira que Israel tem de interromper toda a atividade nos assentamentos construídos em territórios ocupados para "salvar" o processo de paz do Oriente Médio, suspenso no ano passado. Abbas disse na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) que a comunidade internacional tem que pressionar Israel para que interrompa a construção de assentamentos que "vão minar a meta de estabelecer um Estado palestino geograficamente contíguo.


" Os negociadores do chamado quarteto de mediadores da paz no Oriente Médio --Estados Unidos, Rússia, ONU e União Europeia-- renovaram na quinta-feira seu pedido a Israel para que congele os assentamentos em territórios ocupados, dois dias depois de o presidente norte-americano, Barack Obama, parecer ter voltado atrás como uma precondição para novas conversações.


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, cuja coalizão de governo inclui partidos defensores dos assentamentos, resiste à pressão dos EUA para congelar as construções e ofereceu apenas uma suspensão de nove meses. Agradecendo Obama por seu discurso de terça-feira na ONU, Abbas disse: "Nós afirmamos que a adesão a este ponto, além do completo congelamento das atividades nos assentamentos, pode salvar o processo de paz e abrir horizontes para seu sucesso.


" O enviado de Obama para o Oriente Médio, George Mitchell, continuará na semana que vem as conversações com autoridades palestinas e israelenses. A secretária de Estado, Hillary Clinton, fará um relato a Obama em meados de outubro sobre o progresso na retomada das negociações de paz.


Abbas culpou pelo impasse a "intransigência israelense, que se recusa a aderir aos requerimentos para o relançamento do processo de paz." Também nesta sexta-feira, Amr Moussa, secretário-geral das 22 nações da Liga Árabe, disse que a recusa de Israel de interromper a construção em assentamentos e outras ações mostram que o país está frustrando todos os esforços para reviver o processo de paz.


Israel começou a construir os assentamentos depois que ocupou a Cisjordânia, na Guerra dos Seis Dias, em 1967. As construções se expandiram rapidamente nos anos 1980. Atualmente, cerca de 300 mil israelenses vivem em 100 assentamentos em território árabe ocupado. Israel removeu todos os assentamentos da Faixa de Gaza quando retirou seus militares da região, em 2005. Abbas também pediu à comunidade internacional que pressione Israel para "libertar 10 mil presos e detidos, e remover o cerco injusto imposto à Faixa de Gaza.


" Israel lançou em dezembro uma ofensiva contra a Faixa de Gaza com o objetivo declarado de forçar os combatentes do grupo islâmico Hamas e de outras organizações palestinas a parar de disparar foguetes e granadas de morteiros contra cidades israelenses.


Desde o fim da incursão militar, Israel vem restringindo fortemente a passagem de mercadorias para a Faixa de Gaza. Abbas disse que a ofensiva israelense causou milhares de vítimas entre os civis e "destruição sem precedentes de infraestrutura e instalações públicas."

25 de set. de 2009

Julgamento de ex-premiê de Israel por corrupção começa hoje

Julgamento de ex-premiê de Israel por corrupção começa hoje


O ex-premiê israelense Ehud Olmert irá a julgamento nesta sexta-feira, em Jerusalém, por acusações de fraude, quebra de confiança e sonegação de impostos --alegações que o forçaram a se demitir no ano passado.

Olmert, 64, nega qualquer ilegalidade e vai tentar provar ser falsa a acusação de que ele recebeu pagamentos em dinheiro de um empresário norte-americano, privilegiou os interesses de clientes de um ex-parceiro em uma firma de advocacia e cobrou em dobro instituições de caridade por despesas de levantadores de fundos de campanha.

Olmert será o primeiro premiê israelense a enfrentar um julgamento.

Os supostos crimes teriam sido cometidos quando Olmert estava nos cargos de prefeito de Jerusalém e ministro do Comércio.

Shula Zaken, assistente e ex-chefe de escritório de Olmert, também será acusada por várias acusações, entre outros, o de escutas ilegais.

No caso da agência de viagens Rishon Tours, a Procuradoria acusa o ex-chefe do governo israelense de ter apresentado contas duplicadas a diferentes organismos e instituições relacionadas aos os deslocamentos ao exterior realizados entre 1993 e 2003, quando Olmert era prefeito de Jerusalém.

Aparentemente, a agência duplicava as passagens e despesas de hotel, o que gerava um lucro que era depositado em uma conta privada em nome do premiê, que depois era usado para custear suas férias e as de seus parentes.

Além disso, a Procuradoria acusa Olmert de ter recebido durante uma década grandes quantias de dinheiro do empresário americano Morris Talansky.

De acordo com o indiciamento, o ex-dirigente israelense incorreu nos delitos de fraude, abuso de confiança, evasão de impostos, violação da chamada Lei do Presente e não declaração de receita.

Olmert também teria incorrido, segundo a Procuradoria, nos crimes de conflito de interesses, quebra da confiança e fraude, ao conceder favores pessoais e beneficiar seu ex-sócio e amigo Uri Messer, no caso conhecido como o "Investment Center".

O ex-premiê israelense reiterou publicamente sua inocência, mas isso não impediu que tivesse, no ano passado, que renunciar tanto à chefia do governo quanto à Presidência de seu partido, o Kadima --o que levou a uma convocação de eleições gerais e uma mudança governamental no país.

Especialistas dizem que, se for considerado culpado, ele poderá receber uma pena de até cinco anos de prisão por cada uma das quatro acusações.
Dia do Perdão

Dia do Perdão






Dia do Perdão


O "Dia do Perdão" (Yom Kippur), que ocorrerá dentro de poucos dias, é aquele em que nós, os pecadores, comparecemos diante de Deus e, reconhecendo havermos pecado, rogamos o Seu perdão e pedimos a Sua bênção para nós, nossa família e para o mundo todo.
Pedimos para sermos abençoados com a inscrição do nosso nome no livro da vida. Nesse dia, também, se pede perdão àqueles a quem ofendemos ou magoamos e se perdoa a todos aqueles que nos fizeram algum mal.

Uma das preces, Avinu Malkeinu, é a mais bonita e tocante desse período de contrição e reflexão. Pode ser falada ou cantada.
Uma linda versão cantada por Barbra Streisand, traduzida livremente do Inglês:
"Avinu Malkeinu ** Nosso Pai, Nosso Rei, ouve a nossa prece. Nós pecamos diante de Ti. Tem compaixão de nós e das nossas crianças. Ajuda-nos a trazer um fim para a peste, guerra e fome. Faz com que o ódio e a opressão desapareçam da Terra. Inscreve-nos em bênção no Livro da Vida.
Faz com que o Ano Novo seja um ano bom para nós. Ouve a nossa prece.
Faz com que o novo ano seja um ano bom para nós. Ouve a nossa prece ““.
Que você, sua família e, enfim, todos nós sejamos inscritos no livro da Vida.

24 de set. de 2009

Netanyahu e Abbas trocam acusações por tensão em conversas

Netanyahu e Abbas trocam acusações por tensão em conversas

 

JERUSALÉM - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, exigiram um ao outro nesta quinta-feira, 24, que recuem de posições que possam impedir a volta das negociações de paz e frustrar os planos do presidente dos EUA, Barack Obama, de acabar com o impasse no Oriente Médio.

 

Em entrevistas na Organização das Nações Unidas (ONU), onde se encontraram com Obama na terça-feira, o premiê israelense disse que Abbas precisa acabar com a recusa em reconhecer explicitamente Israel como um Estado judeu. Em declaração à Radio Israel, Netanyahu disse que "a paz depende em primeiro lugar da disposição dele [Abbas] em chegar a seu povo e dizer, 'Nós... estamos comprometidos em reconhecer Israel como o Estado-nação do povo judeu'".

 

O palestino, por sua vez, afirmou que Israel precisa discutir a divisão do controle de Jerusalém e que o governo de Netanyahu é "um problema real" até para começar negociações, quanto mais para se chegar a um acordo, conforme publicou o jornal Al-Hayat. "O governo Netanyahu é um problema real, porque nós não temos um terreno comum para discutir", disse Abbas ao diário.

 

Abbas tem rejeitado essa exigência porque ela não figura em acordos interinos. Além disso, segundo representantes palestinos, ela predetermina o resultado das negociações sobre o destino dos refugiados palestinos do território que se tornou Israel em 1948.

 

"Ele diz que os assentamentos continuarão, e que Jerusalém é inegociável... E também fala que os refugiados não podem entrar nas negociações. Então o que podemos discutir, e como chegar a um acordo?"

 

Os palestinos dizem que Israel deve cumprir as exigências de acordo com o "Mapa do Caminho" de 2003 e parar a atividade de construção de assentamentos na Cisjordânia ocupada e no leste de Jerusalém, permitindo assim a volta das negociações.

 

Na terça-feira, Obama pediu uma "diminuição" dos assentamentos. O termo pareceu mais brando do que a exigência anterior dos americanos por um "congelamento", e reflete a postura EUA para pressionar por negociações sem precondições.



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Magal

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Judeus são os outros.

Judeus são os outros.

O encontro de Lula com Ahmadinejad, a declaração de ontem e a visita futura do filoterrorista ao Brasil  escarnecem de seis milhões de mortos, ofendem os judeus e, portanto, agridem os valores fundamentais do homem.

"Não sou obrigado a não gostar de alguém porque outros não gostam"…

É verdade! Lula não é judeu.
Judeus são os outros.
Eu sou um outro.

Depois de discursar na ONU, no dia de todas as imposturas, Lula se encontrou e se deixou fotografar com Mahmoud Ahmadinejad, o presidente do Irã. Há uma semana, num dia dedicado a odiar Israel e a pregar a sua destruição, este financiador do terrorismo internacional voltou a afirmar que Holocausto não existiu e não passou de um complô judaico. Ontem, estava com Lula. O Megalobarbudo concedeu depois uma entrevista.

Com aquele ar grave próprio dos estadistas, afirmou que o Irã tem todo o direito de usar energia nuclear para fins pacíficos. Ocorre que o Irã dá provas de que o armamento convencional que tem já não está a serviço da paz. Ao contrário: está, por exemplo, a serviço do terrorismo do Hezbollah e do Hamas.  A promessa de destruir Israel não lhe é atribuída pelos seus adversários; ele a assume como o ar orgulhoso de quem está na vanguarda de uma luta que honra a humanidade. Assim, que se registre: o presidente do Irã não é abjeto só pelas barbaridades que diz ou por causa de suas ameaças: ele já se comporta como um delinqüente.

Lula foi indagado sobre a posição "negacionista" de seu "companheiro". E deu uma resposta cujo pragmatismo está no topo de uma montanha de seis milhões de cadáveres: "Não sou obrigado a não gostar de alguém porque outros não gostam. Isso não prejudica a relação do Estado brasileiro com o Irã porque isso não é um clube de amigos. Isso é uma relação do Estado brasileiro com o Estado iraniano".

Não? Vejamos.

O Brasil não é o único país a fazer negócios com o Irã. Ninguém exige do governo Lula que rompa relações com os iranianos porque seu presidente bandido diz sandices. Há centenas de respostas possíveis que não ofendem a memória dos mortos e a dignidade dos vivos. Formulo uma: "O Irã sabe que o Brasil lastima essa opinião, mas entendemos que o isolamento daquele país é pior para o mundo". Pronto! E Lula poderia fazer negócios com Irã — se é que haverá algum relavante.

A sua resposta, como veio, é indecorosa e me força a perguntar: a relação entre os dois estados é assunto sério demais para levar em consideração seis milhões de mortos? Um governo delirantemente anti-semita, como é o do Irã, não constrange de modo nenhum o Brasil?

Confrontado com a questão do Holocausto, Lula evoca uma questão de gosto. Ora, deve pensar este humanista, "os judeus não gostam de Ahmadinjad. O que é que eu tenho com isso? Não sou judeu!"

De fato, Lula está pouco se lixando. E também é cascata essa história de que o Irã pode nos render bons negócios. A aproximação com o país tem o fito exclusivo de dar curso às chamadas relações Sul-Sul, desenhadas pelo Itamaraty, que vê o Brasil como uma potência média que pode arrostar com os Estados Unidos.

Foi essa bobagem que levou Lula a ser o primeiro governante no mundo a declarar a legitimidade do resultado das fraudadas eleições iranianas. A população saiu às ruas. Há um número desconhecido de mortos. Muita gente foi presa. Para Lula, era tudo gritaria de torcida que perdeu o jogo. Ele reconheceu a legalidade do pleito antes do Conselho da Revolução Islâmica, onde estão os aiatolás.

O encontro de Lula com Ahmadinejad, a declaração de ontem e a visita futura do filoterrorista ao Brasil  escarnecem de seis milhões de mortos, ofendem os judeus e, portanto, agridem os valores fundamentais do homem.

"Não sou obrigado a não gostar de alguém porque outros não gostam"…

É verdade! Lula não é judeu.
Judeus são os outros.
Eu sou um outro.



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23 de set. de 2009

Presídio de Campo Grande tem terrorista do Hezbollah

Presídio de Campo Grande tem terrorista do Hezbollah


As grades do Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande não encarceram apenas alguns dos criminosos brasileiros mais perigosos. A penitenciária abriga também quatro estrangeiros: dois bolivianos, um paraguaio e um libanês.


Entre eles, há um homem acusado de terrorismo internacional e ligação com o grupo islâmico Hezbollah. O libanês Farouk Abdul Hay Omairi, de 63 anos, teria participado do ataque à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em Buenos Aires, em 1994. A ação deixou 85 mortos e cerca de 200 feridos.

Segundo a Polícia Federal, que prendeu Farouk em 2006, ele também era um dos responsáveis por financiar o grupo extremista libanês Hezbollah. O criminoso está preso junto com o filho, Kaled Omairi, de 33 anos, que é brasileiro. Os dois foram condenados a 11 anos e oito meses de prisão por tráfico de drogas.

Farouk costumava aliciar “mulas” para transportar drogas de Foz de Iguaçu, onde morava, para a Europa, Amã e a Jordânia. Dono de uma agência de viagens, ele usava a empresa para facilitar a remessa de entorpecentes para o exterior. Com os lucros, ele ajudaria a financiar o Hezbollah.


O envio de dinheiro proveniente do tráfico de drogas para o grupo extremista ocorreu por pelo menos sete anos. Atuando na tríplice fronteira — Brasil, Argentina e Paraguai — Farouk também auxiliaria na obtenção ilegal da cidadania paraguaia ou brasileira.

De acordo com funcionários do presídio, pai e filho costumam receber visitas de familiares que chegam a penitenciária trajando roupas árabes. Todos os visitantes, inclusive a mulher de Farouk, precisam passar pela rigorosa revista do presídio.
Israel aprova construção de 37 casas na Cisjordânia

Israel aprova construção de 37 casas na Cisjordânia


Decisão foi tomada apenas um dia após Obama pedir fim da expansão dos assentamentos em reunião

JERUSALÉM - O governo de Israel autorizou a construção de 37 novas casas em um assentamento judaico na Cisjordânia nesta quarta-feira, 23, apenas um dia após o encontro de seu primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, com os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, na cúpula em Nova York.
Os imóveis serão construídos no assentamento de Karnei Shomron, no distrito cisjordaniano de Qalkilia, situado a nove quilômetros da fronteira internacional, segundo a autorização assinada pelo ministro da Defesa, Ehud Barak, informaram hoje meios locais de comunicação.
"O assessor do ministro me ligou informando, trata-se de um bairro que começou a ser construído em 1999 e precisava de uma extensão de arrendamento", confirmou o prefeito do assentamento, Herzl Ben Ari, em declarações à página de internet do jornal Yedioth Ahronoth.

A decisão de ampliar o assentamento obedece à autorização do governo israelense de menos de um mês atrás de erguer 455 novas moradias. Para a imprensa local, a atitude representa uma migalha aos colonos, antes de declarar uma paralisação na construção em território ocupado.

A moratória seria o gesto esperado de Israel pelos palestinos antes da reunião de cúpula realizada na terça-feira entre Obama, Netanyahu e Abbas, na qual não foi fechado um acordo para reiniciar as negociações de paz, como desejava Washington.

Para a retomada das conversas, os palestinos querem que Israel interrompa as atividades nos assentamentos judaicos - obrigação que aparece no Mapa de Caminho de 2003 - e a inclusão dos assuntos em litígio na agenda de trabalho. "Se a questão de Jerusalém, dos assentamentos e das fronteiras não entrarem na pauta, não há negociação", afirmou nesta quarta-feira o assessor presidencial palestino Yasser Abed Rabbo.

Após conhecer a decisão, o movimento israelense Paz Agora taxou o ministro da Defesa de contratante do Conselho de Assentamentos. "A autorização de novas casas em Karnei Shomron, entre Qalkilia e Nablus, é um erro histórico que ameaça a visão de dois Estados", considerou Yariv Oppenheimer, secretário-geral do movimento pacifista, ao advertir que rompe a continuidade territorial palestina.

Para o dirigente pacifista, "Israel está destruindo com as próprias mãos a possibilidade de chegar a um acordo e pondo em perigo as relações com os Estados Unidos".

Na reunião de terça-feira, Obama reiterou a necessidade de que Israel interrompa a construção nos assentamentos para facilitar a retomada das negociações.
Reunião de Netanyahu e Abbas foi um fracasso, diz imprensa

Reunião de Netanyahu e Abbas foi um fracasso, diz imprensa



Jornais palestinos e israelenses criticaram falta de progresso e insistência nas condições de ambos os lados

JERUSALÉM - As imprensas de Israel e da Palestina consideraram um fracasso o encontro da terça-feira, 23, entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, promovido pelo líder americano, Barack Obama, em Nova York, para tratar de um avanço na retomada das negociações de paz da região.


Os analistas não viram nenhum avanço para a paz com a reunião, a primeira entre os líderes palestino e israelense desde que Netanyahu chegou ao poder, em março deste ano.



"O encontro trilateral qualificado de farsa", afirma um artigo do jornal conservador israelense Jerusalem Post, que publica as críticas tanto da direita quanto da esquerda israelense. O diário cita o parlamentar trabalhista Ophir Pines-Paz, que tachou a reunião de "farsa vergonhosa", e disse que os dirigentes "colocam obstáculos ao processo (de paz) em vez de aproveitar uma oportunidade histórica".



O deputado da União Nacional, Michael Ben Ari, acusou Netanyahu de "humilhar Israel" ao "abaixar a cabeça em submissão a Obama".



Já o colunista Akiva Eldad, do jornal israelense Ha'aretz, argumenta que o chefe do Estado judeu, ao contrário de líderes do passado, pode se permitir voltar para casa de um encontro trilateral "com as mãos vazias" já que não corre o risco de ser afastado do cargo. "Até a opinião pública e a imprensa perderam há tempos o interesse e a fé nas negociações com os palestinos (assim como Síria e Líbano)", afirma o jornalista israelense.



Palestina



Do lado árabe, o jornal Al Quds publicou em seu editorial que o encontro de Nova York "não está baseado em resultados", e afirma que estes "são muito poucos, se não inexistentes". O jornal culpa "a insistência israelense de ampliar os assentamentos" na Cisjordânia pela falta de avanço para o reinício de negociações de paz.



Enquanto a ANP se esforça para cumprir os compromissos adquiridos no Mapa do Caminho (plano de paz de 2003), e especialmente os relativos à segurança, o governo de Israel "não fez nada para cumprir seus compromissos", afirma o editorial, que adverte que "as repercussões do comportamento israelense são perigosas".



Um jornal árabe de Londres com o mesmo nome foi mais duro em suas críticas e afirmou, após o encontro, que "Netanyahu governa a América (EUA)". Já o Al-Hayat, também com sede na capital britânica, qualifica diretamente de "fracasso" a iniciativa de Obama para fazer avançar a paz no Oriente Médio.
Para ministro de Israel, reunião de líderes foi vitória de seu país

Para ministro de Israel, reunião de líderes foi vitória de seu país


Em encontro com Abbas e Obama, Netanyahu mostrou poder ao suportar às pressões e defender seus interesses



JERUSALÉM - O ministro de Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, afirmou nesta quarta-feira, 23, que o encontro entre líderes de Israel, dos EUA e da Autoridade Palestina mostrou que os israelenses podem resistir à pressão internacional para a interrupção das construções em assentamentos na Cisjordânia. Funcionários palestinos demonstraram decepção com o encontro de terça-feira em Nova York.

Os EUA aparentemente recuaram de sua exigência de que Israel interrompa todas as construções nos assentamentos na Cisjordânia. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, encontrou-se com o presidente dos EUA, Barack Obama, e com o líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Foi o primeiro encontro entre Netanyahu e Abbas desde a posse do israelense, em março deste ano. Não houve sinais de progresso nas conversas de paz.

Os palestinos afirmam que não retomarão as negociações, a não ser que Israel interrompa todas as construções em assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Os árabes querem as duas áreas, mais a Faixa de Gaza, para seu futuro Estado independente. Todas essas terras foram capturadas por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Em entrevista à Rádio Israel, Lieberman disse que seu governo mostrou que não é necessário "sempre se render" às pressões. "O que é importante para mim é que esse governo manteve suas promessas ao eleitor... e o fato é que esse encontro ocorreu", avaliou o ministro.

Obama e a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, exigiram anteriormente a completa paralisação das construções nos assentamentos. No encontro de terça-feira, porém, Obama não foi explícito sobre o ponto. O enviado de Obama para o Oriente Médio, George Mitchell, disse que a administração dos EUA não vê a completa interrupção dessas construções como precondição para a retomada das negociações.

Funcionários palestinos demonstraram sua frustração com Obama e pediram que ele reafirme sua posição. "Isso mostra as intenções negativas do governo israelense", afirmou Jibril Rajoub, alto funcionário do movimento Fatah, de Abbas.

A mídia israelense em grande parte retratou o encontro como uma futilidade, mas ressaltou o sucesso de Netanyahu em evitar a pressão anterior do governo Obama em relação aos assentamentos.

Aparentemente tentando agradar tanto sua coalizão linha-dura quando os EUA, Netanyahu se comprometeu em reduzir as construções nos assentamentos, por um período limitado. Segundo ele, as construções devem prosseguir em aproximadamente 3 mil residências, a maioria das quais já em andamento.
De Vítimas, Algozes e Reféns

De Vítimas, Algozes e Reféns




por Sheila Sacks

Encontro interrreligioso em Auschwitz-Birkenau 2009


Às vésperas do ano judaico de 5770, uma peregrinação inédita lembrou os 70 anos do início da 2ª Guerra Mundial e do Holocausto. Foi na cidade polonesa de Cracóvia, onde mais de 200 líderes das principais religiões do mundo, na primeira semana de setembro, caminharam sobre o solo empapado de sangue e tragédias dos campos de Auschwitz-Birkenau. Presente ao evento, o rabino Meir Lau, de Tel Aviv (rabino-chefe asquenazi de Israel no período de 1993 a 2003), lembrou a conversa que teve, em 1993, com o papa João Paulo II.


Na ocasião o papa disse lembrar do avô de Lau caminhando para a sinagoga, aos sábados, sempre rodeado de muitas crianças. Rabino na cidade de Cracóvia onde o papa então servia como bispo, o avô de Lau tinha 47 netos. João Paulo II perguntou quantas dessas crianças sobreviveram ao Holocausto e ouviu que apenas cinco foram salvas. O irmão de 13 anos de Lau e todos os primos pereceram na guerra. O papa também se interessou em saber se o rabino Lau tinha filhos.


Sobrevivente do campo de concentração de Buchenwald (foi salvo em 1945, com oito anos de idade) e hoje presidindo o Instituto Yad Vashem que abriga o Museu do Holocausto, em Jerusalém, Lau, de 72 anos, pôde dizer ao papa que sim, tinha filhos e netos, todos vivendo em Israel. E essa resposta, segundo o rabino israelense, seria a expressão de sua revanche às atrocidades do passado. Uma vida familiar plena, assentada na tolerância, na amizade, no amor e na paz.

UMA HERANÇA QUE NINGUÉM QUER

No outro extremo, que condições restariam à conduta, ao modo de viver, aos pensamentos e sentimentos daqueles que se dispuseram a violar os preceitos mais básicos da condição humana, exterminando friamente famílias inteiras, deixadas despidas e amontoadas em cubículos injetados de gás letal? O psiquiatra e filósofo austríaco Viktor Frankl, sobrevivente do campo de Auschwitz e falecido em 1997, conta uma história interessante.


Quando os aliados libertaram os campos de concentração, duas prisioneiras judias sobreviventes do Holocausto esconderam um oficial da SS, de nome Hoffman, e só concordaram em entregá-lo às autoridades com a condição de que ele não fosse maltratado. Frankl foi testemunha em seu julgamento e, durante algum tempo, manteve correspondência com o oficial, tentando confortá-lo, já que o homem vivia atormentado por sua participação no processo de extermínio implantado pela máquina nazista. Sem dúvida, muitos outros Hoffman que lograram escapar da Justiça se viram presos ao horror de suas memórias odientas.


A fuga e o anonimato aparentemente não os puseram a salvo de seus medos, temores e fantasmas, restando a essas pessoas uma sombria e miserável vida acuada de fugitivos da lei. Personagens do limbo da história, execrados pelas gerações posteriores de compatriotas para as quais sobrou uma abominável herança de ódio e um legado de desconforto e vergonha

O SILÊNCIO DOS QUE SABIAM

Passadas sete décadas do infortúnio do Shoá, o tema já aglutinou uma vastíssima literatura que imortalizou nomes como o da jovem Anne Frank (1929-1945) e do italiano Primo Levi (1919-1987), consagrando ainda figuras do porte do escritor e ativista de direitos humanos Elie Wiesel, de 81 anos, prêmio Nobel da Paz de 1986.


É difícil imaginar um outro assunto que nos últimos cinqüenta anos tenha monopolizado todas as gamas de arte e cultura de forma tão intensa e diversificada através de livros memorialistas, romances, ensaios, filmes, peças teatrais, museus, monumentos, esculturas, exposições de pintura, seriados de TV etc.


O rabino Mei Lau, também autor de uma autobiografia que conta a sua experiência no campo de Buchenwald, lembrou aos participantes do encontro em Cracóvia que houve apenas três grupos associados ao monstruoso crime do Holocausto: os nazistas e seus colaboradores, as vítimas, e aqueles que sabiam e não diziam nada.


Para esses últimos, muitos ainda vivos, a quantidade estupenda de literatura disponível sobre esse terrível momento histórico expõe de forma brutal o silêncio covarde que ajudou a aniquilar milhões de seres humanos de forma vil e bestial.


A VOZ DO CORAÇÃO

Em outro patamar e com um enfoque diverso, a guerra do Líbano (1982) e demais guerras empreendidas pelo estado de Israel em defesa de sua nacionalidade, têm feito surgir uma geração inquieta e aflita de escritores, artistas e diretores de cinema memorialistas. Dispostos a abrir seus corações ao mundo, o foco de suas atenções é o serviço militar israelense, o exército, as guerras, a perplexidade de uma juventude atada a um destino único em termos de história de perseguições e sobrevivência. Estimulados e adulados pela mídia internacional, são convidados em congressos e bienais, e ganham importantes prêmios em festivais.


É o caso do escritor israelense David Grossman, convidado da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. O festejado intelectual, nos debates e nas entrevistas das quais participou, fez questão de explicitar a íntima ligação de sua literatura com a vivência contínua de um país em guerra. O ato de escrever, segundo ele, funcionaria como uma espécie de redenção, de contradição à guerra que “nacionaliza” e encouraça a própria alma. Uma percepção que também se mostra presente nos filmes israelenses “Valsa com Bashir”, de Ari Folman, e “Lebanon”, de Samuel Maoz, co-produzidos pela França e Alemanha.


Ambos de caráter autobiográfico e relacionados às memórias de soldados na guerra do Líbano (1982), os filmes foram criados, segundo seus autores, para exorcizar os medos e culpas dos que enfrentam e sobrevivem às guerras. O primeiro, produzido em 2008, já conquistou o “Globo de Ouro” norte-americano e o César francês (uma espécie de Oscar), e o segundo acaba de ganhar o prêmio máximo no Festival de Veneza de 2009.


Enfatizando a sua simbiose com o filme (‘escrito com as próprias entranhas’) e dedicando o prêmio a todos que se defrontaram com uma guerra e “tiveram de aprender a viver com essa dor”, Moaz, de 47 anos, talvez sem perceber, singularmente reconcilia os dois lados do conflito, um e outro nivelados pela tragédia interior de sobreviverem como reféns de um passado de pesadelo e horror.


Esse sentido essencialmente humano da questão que inclui a primorosa qualidade da solidariedade com o sofrimento do seu antagonista, é a autêntica expressão da face judaica, revelada com coragem e generosidade pelo israelense. Uma declaração nada fácil que deveria servir de inspiração aos povos e líderes de nações que estimulam a guerra e o terrorismo. Palavras que iluminam um pouco mais o novo ano de 5770, que se deseja melhor que os anteriores no quesito da paz.

22 de set. de 2009

Obama cobra retomada imediata das negociações de paz

Obama cobra retomada imediata das negociações de paz



Presidente americano deu início à reunião com Abbas e Netanyahu pedindo ações concretas de ambos os lados



Encontro com Obama marca aprimere reunião entre Netanyahu (e) e Abbas (d). Foto: AP

NOVA YORK - O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou nesta terça-feira, 22, que as negociações pela paz no Oriente Médio tiveram algum progresso, mas que mais ações concretas devem ser tomadas para que se chegue a um acordo. A declaração de Obama foi feita momentos antes de sua reunião com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, em Nova York.

O presidente americano pediu que ambos os lados envolvidos nas tensões da região que ajam com "senso de urgência". Do lado israelense, solicitou a paralisação da expansão dos assentamentos no território ocupado, ao mesmo tempo em que pediu compreensão e ajuda de outros países árabes na resolução da questão.

Obama ainda afirmou que o enviado especial dos EUA para assuntos no Oriente Médio, George Mitchell, se reunirá com Netanyahu e Abbas na semana que vem e pediu o reinício imediato das negociações.

Antes de encontro conjunto com os líderes, Obama se reuniu separadamente com cada um deles e promove agora o primeiro encontro entre Abbas e Netanyahu desde que este último chegou ao poder, em março deste ano. A reunião começou com um aperto de mão entre o palestino e o israelense.

Como condição para a retomada das negociações de paz, o governo palestino exige que Israel interrompam as construções em assentamentos na Cisjordânia, pois querem essas terras para seu futuro Estado independente, mas o governo Netanyahu diz que não pretende interromper essas construções.

Daniella Cicarelli: modelo segue passos de Madonna

Daniella Cicarelli: modelo segue passos de Madonna


Daniella Cicarelli é a mais nova adepta da Cabala, que tem a cantora Madonna entre seus seguidores mais famosos. A moça comemorou o Ano Novo judaico no último fim de semana em São Paulo no Kabbalah Centre. A cerimônia, que incluiu orações, cânticos e refeições, durou três dias. Márcia Goldschmidt também participou de alguns dos eventos.
Hitler inédito e em cores

Hitler inédito e em cores


Nazistas nos Sudetos, na Tchecoslováquia, em 1938. Essa e outras 49 imagens inéditas sobre a vida do ditador já podem ser vistas na rede


De 1936 a 1945, Hugo Jaeger clicou Adolf Hitler constantemente. Fotógrafo pessoal do ditador, ele registrou cenas de sua vida particular e pública, muitas inéditas. Parte delas chega agora à internet, pela revista Life.


No fim da guerra, com medo de ser incriminado por sua relação com Hitler, Jaeger guardou todos os seus negativos em uma mala. Por pouco não foi pego, já que a mala chegou a ser aberta por soldados americanos em 1945.


O que salvou Jaeger foi uma garrafa de conhaque, que estava junto com o material e atraiu os soldados – eles ficaram com a bebida e desistiram de aprofundar a revista.Depois do susto, Jaeger embalou os negativos e os colocou dentro de jarras de vidro, enterradas em um terreno próximo a sua casa.


No fim dos anos 60, ele as recuperou e vendeu parte do acervo à Life.Das cerca de 2 mil fotos da coleção, a revista colocou em seu site 50. Detalhe: são coloridas, uma raridade nos arquivos da Segunda Guerra Mundial. http://www.life.com
Obama reúne líderes palestino e israelense pela 1ª vez

Obama reúne líderes palestino e israelense pela 1ª vez

A Casa Branca não espera grandes resultados do encontro desta terça-feira, 22, envolvendo o presidente Barack Obama com os líderes israelense e palestino em Nova York, um dia antes do início da Assembleia Geral das Nações Unidas. Será a primeira vez que o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, se reunirá com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

Perguntado por um jornalista sobre o que esperava da reunião, o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs respondeu que o governo americano "continua buscando o avanço [nas negociações]. Acho que parte deste avanço é reunir os três lados, incluindo os EUA. E nós não temos grandes expectativas de um encontro a não ser continuar a trabalhar duro, por meio da diplomacia no dia a dia, que precisa ser feita para alcançarmos a paz, de acordo com o que presidente vem falando desde o primeiro dia de mandato".

Em Israel, um porta-voz de Netanyahu insistiu que o premiê não pretende concordar em congelar a expansão dos assentamentos, conforme exige Obama. Autoridades israelenses disseram ainda que o encontro não significa o início de negociações com a Autoridade Palestina. Membros do governo palestino fizeram declarações no mesmo sentido. Separadamente, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, se reuniria com o secretário americano, Robert Gates.

Obama iniciou sua administração afirmando que não deixaria as negociações de paz no Oriente Médio para o fim de seu governo, diferentemente de seu antecessor, George W. Bush. No primeiro semestre deste ano, Obama convidou os líderes da Jordânia, da Arábia Saudita, de Israel e da Autoridade Palestina para conversas separadas em Washington. Posteriormente, em junho, viajou para o Cairo, onde fez o seu discurso para o mundo islâmico. Além disso, nomeou George Mitchell como enviado especial ao Oriente Médio, onde ele manteve seguidos encontros com líderes locais. Para completar, Obama realizou gestos de aproximação com a Síria.

A estratégia do presidente americano visa um acordo regional de paz de todos os países árabes com Israel. Nesta etapa, já se esperava que Obama pudesse fazer um discurso delineando as suas diretrizes para a paz na região. Por enquanto, o presidente insiste para que os israelenses suspendam a expansão dos assentamentos judaicos na Cisjordânia. Os palestinos, segundo Obama, precisam combater ações que preguem o ódio contra os israelenses. Os países árabes devem realizar atos positivos de aproximação, como permitir o sobrevoo de aviões israelenses sobre os seus territórios.

Netanyahu, em discurso realizado em junho, afirmou que aceita a criação de um Estado palestino desmilitarizado e sem Jerusalém Oriental como capital. Também pede que os EUA prestem mais atenção à ameaça iraniana, já que o regime de Teerã apoia grupos considerados inimigos de Israel, como o Hamas e o Hezbollah.






A Arábia Saudita, capitaneando outros países árabes, afirma que estabeleceria relações com Israel se os israelenses desocupassem os territórios conquistados na Guerra dos Seis Dias (1967), o que inclui a Cisjordânia, Faixa de Gaza, Colinas do Golã e as Fazendas de Shebaa. Seria necessária ainda uma solução justa para os refugiados - os árabes não falam em retorno de todos.

21 de set. de 2009

Israel diz que mantém opção militar contra Irã

Israel diz que mantém opção militar contra Irã


Vice-chanceler israelense nega afirmação do presidente russo sobre garantias de que não há risco de operação.


JERUSALÉM - Israel não abriu mão da alternativa militar contra o programa nuclear do Irã, disse nesta segunda-feira, 21, o vice-ministro israelense do Exterior, Danny Ayalon, após o presidente russo ter dito que seu colega israelense descarta um ataque ao Irã.


Ayalon foi questionado pela Reuters se o comentário do presidente Shimon Peres, citado no domingo pelo presidente russo Dmitri Medvedev, era uma garantia de que não haverá um ataque israelense contra o Irã. Ele respondeu: "Certamente não é uma garantia". "Com todo o respeito, eu não acho que o presidente russo tenha autorização de falar por Israel, e certamente nós não tiramos nenhuma opção da mesa."

Israel tem refutado as afirmações do Irã de que o programa nuclear do país não tem o objetivo de produzir armas, e diz que não tolerará um arsenal atômico na República Islâmica. Após as afirmações do vice-chanceler, o chefe do Estado Maior das Forças Armadas israelenses, Gabi Ashkenazi, afirmou que Israel tem o direito de se defender e que "todas as opções estão sobre a mesa".

Segundo a CNN, Medvedev afirmou que um ataque contra o Irã causaria "um desastre humanitário" e poderia desatar uma represália contra Israel e também poderia afetar outras nações. Segundo ele, Peres afirmou que Israel não teria planos de atacar o Irã, pois o Estado judeu é pacífico.

A Rússia está envolvida em uma disputa entre Irã e Israel. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, visitou Moscou neste mês para pedir que a Rússia não vendesse mísseis antiaéreos para o Irã e apoiasse sanções internacionais contra o país islâmico por conta de seu programa nuclear.
ONU repreende Israel pela 1ª vez em 18 anos

ONU repreende Israel pela 1ª vez em 18 anos

A Conferência Geral da AIEA (agência atômica da ONU), composta por 150 países, aprovou nesta sexta-feira, em Viena, pela primeira vez em 18 anos, resolução que critica diretamente o programa nuclear de Israel. O resultado é uma derrota não somente para Israel mas também para os Estados Unidos e seus aliados que, desde 1991, conseguem debater o assunto sem jamais levá-lo a votação.

O texto foi aprovado por 49 votos a 45. Entre os votos favoráveis estão o de China, Rússia e Venezuela. Já entre os votos contrários estão o dos EUA e de toda a União Europeia. Houve ainda 16 abstenções, entre elas, do Brasil e mais países sul-americanos, como Chile, Uruguai, Argentina e Peru.

Promovida pelos países árabes, a resolução expressa "preocupação" com as capacidades atômicas de Israel, um país suspeito de ter, desde o final dos anos 60, um arsenal atômico não declarado. Além disso, pede que Israel assine o Tratado de Não-Proliferação Nuclear e permita que a AIEA inspecione suas instalações nucleares.

Depois da derrota, o representante israelense David Danieli disse "lamentar" a resolução, que considerou "uma hostilidade contra o Estado de Israel". "Israel não vai cooperar com nenhum ponto dessa resolução que só quer reforçar hostilidades políticas e linhas divisórias dentro do Oriente Médio", afirmou. O israelense também acusou Irã e Síria de gerar uma "cortina de fumaça diplomática" com intuito de esconder "sua busca por armas nucleares".

Rival declarado do Estado judaico, o Irã expressou satisfação com a aprovação da resolução e falou em "momento de glória e de triunfo". Nesta sexta-feira, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o Holocausto é um mito, "uma mentira" criada para justificar a criação daquele Estado que os iranianos têm obrigação religiosa de confrontar.

Para os EUA e seus aliados, o Irã é justamente a maior ameaça, em termos de proliferação nuclear. O governo iraniano nega e afirma que seu programa possui somente fins pacíficos. O grupo também critica a Síria, acusada de manter um programa nuclear clandestino, pelo menos até Israel bombardear o que foi descrito como um reator de plutônio, dois anos atrás.

Os países árabes, por outro lado, apontam Israel como ameaça à estabilidade do Oriente Médio. Israel nunca confirmou ou negou ter armas nucleares, mas isso é praticamente um consenso na comunidade internacional. O Estado judaico é um dos apenas três países que não assinaram o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, ao lado de Índia e Paquistão.

A última vez em que a Conferência da AIEA aprovou uma resolução foi em 1991, com 39 votos a 31 e 13 abstenções --o número de países-membros, à época, era bem menor. Na ocasião, o texto era mais crítico a Israel.
Canções de Judeus no CD "Nego"

Canções de Judeus no CD "Nego"


Zélia Duncan, Maria Rita, Gal e Elba regravam canções de judeus no CD 'Nego'


Difundidas em todo o mundo, pérolas da canção norte-americana como ‘Ol’ Man River’, ‘Summertime’ e ‘Over the Rainbow’ têm em comum o fato de terem sido compostas por autores judeus. Nas lojas esta semana, pela gravadora Biscoito Fino, o CD ‘Nego’ inventaria parte da contribuição judaica à música através de 14 versões em português desses clássicos. O time de intérpretes convidados inclui Zélia Duncan, Maria Rita, Gal Costa, Elba Ramalho, Erasmo Carlos e Seu Jorge, entre outros nomes.


Versões com poesia


Todas as 14 versões e regravações são inéditas. Carlos Rennó — produtor do disco ao lado de Jaques Morelenbaum e Moogie Canazio — conseguiu fazer letras em português que são fiéis ao sentido e à poesia das músicas originais. O problema é que nem todas as versões soam sedutoras quando encaixadas dentro da métrica da canção. ‘Sábio Rio’ (Ol’ Man River’), para citar um exemplo, perde força, mesmo cantada por João Bosco.


Em contrapartida, há versões que funcionam, em especial ‘Meu Romance’ (‘My Romance’) — ouvida na voz cristalina de Gal Costa — e ‘Encantada’ (‘Bewitched, Bothered and Bewildered’), faixa valorizada pela técnica irretocável de Maria Rita. Já ‘Mais Além do Arco-Íris’ (‘Over the Rainbow’) ganhou a voz segura de Zélia Duncan.
O CD ‘Nego’ ganhou tal título porque, além do legado judaico, enfatiza também a influência da música negra na produção de compositores como Irving Berlim, Jerome Kern, Richard Rodgers, Lorenz Hart, Harold Arlen e a dupla George & Ira Gershwin. Até por isso, as versões ganharam sotaque brasileiro. Erasmo Carlos dá tom bossa-novista a ‘Verão’ (‘Summertime’). A faixa-título, versão de ‘Lover’ cantada por Paula Morelenbaum, exibe a batida do samba.


Lançamento


No dia 31 de agosto, o Centro da Cultura Judaica fez o show de lançamento do CD Nego. Com versões escritas pelo letrista, produtor e jornalista Carlos Rennó e arranjos assinados pelo maestro, produtor e violoncelista Jaques Morelenbaum, Nego traz uma série de releituras de grandes clássicos do jazz norte-americano compostos originalmente por autores judeus.


Essa iniciativa do Centro da Cultura Judaica tornou possível reunir num mesmo album artistas como Carlinhos Brown, Dominguinhos, Elba Ramalho, Emílio Santiago, Erasmo Carlos, Gal Costa, João Bosco, João Donato, Luciana Souza, Maria Rita, Moreno Veloso, Ná Ozzetti, Olivia Hime, Paula Morelenbaum, Seu Jorge, Wilson Simoninha e Zélia Duncan, que dão novas vozes a músicas que marcaram a história, como “Strange Fruit”, “Ol’ Man River”, “Summertime” e “How Deep Is the Ocean”, entre muitas outras. O projeto é uma consequência natural da missão do CCJ, que é estabelecer vínculos sólidos entre a comunidade judaica e a sociedade brasileira.
Em reunião com Obama e Abbas, Netanyahu defenderá colônias

Em reunião com Obama e Abbas, Netanyahu defenderá colônias

JERUSALÉM - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, defenderá a expansão de assentamentos judaicos na Cisjordânia no encontro previsto nesta terça-feira, 22, em Nova York, com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

A afirmação foi feita nesta segunda pelo porta-voz do chefe do Executivo israelense, Nir Hefetz, à rádio do Exército israelense, à qual afirmou que "nunca se ouviu o primeiro-ministro dizer que congelará a construção de assentamentos, mas pelo contrário".

A reunião trilateral promovida pelo presidente Obama é vista em Israel - segundo a imprensa local - como um êxito de Netanyahu, que se negou a suspender a construção nas colônias no território ocupado, exigência dos EUA e condição fixada pelos palestinos para retomar o diálogo de paz.

"Há alguns políticos que consideram que parar a construção, ceder território nacional ou prejudicar os colonos em Judeia e Samaria é um ativo, algo que pode ajudar Israel", acrescentou Hefetz, ao se referir ao território ocupado da Cisjordânia. "O primeiro-ministro Netanyahu não pode se incluir entre essas pessoas", acrescentou.

O porta-voz do primeiro-ministro israelense acrescentou que Netanyahu "vê os assentamentos como uma empresa sionista e os colonos (nesses territórios), como seus irmãos".

20 de set. de 2009

Rabino que assessorou Jackson diz que cantor "tirou a própria vida"

Rabino que assessorou Jackson diz que cantor "tirou a própria vida"



O cantor Michael Jackson teria tirado a própria vida ao tomar uma overdose de medicamentos que sabia ser letal, disse o americano Shmuley Boteach, famoso rabino e apresentador de programas que assessorou o artista no começo da década.


"No que diz respeito a Michael Jackson, sua morte é uma terrível tragédia, uma terrível perda de potencial humano. Estou muito triste por ele tirado a própria vida, porque, na verdade, ele a tirou", declarou Boteach ao jornal israelense Ha'aretz.


Indo contra as conclusões de homicídio da autópsia feita no cantor, Boteach, que deixou de ser amigo do artista, diz que "Michael sabia o que estava fazendo". "Michael sabia que remédios estava tomando e que a quantidade que tomava poderia matá-lo a qualquer momento. Muita gente tentou detê-lo e convencê-lo (a parar), e é muito triste e trágico ele ter vivido com tanta dor e não ter conseguido pará-la", acrescentou.


Boteach, um dos rabinos mais influentes dos EUA, contou que o rei do pop, que morreu em 25 de junho e foi enterrado dois meses depois, costumava ter médicos que "provavelmente eram muito questionáveis". "Eu costumava perguntar por que ele sempre estava com médicos e ele sempre encontrava uma razão: que tinha caído, que havia quebrado o pé... Sempre precisava de um médico e sempre tinha desculpa para estar rodeado deles", acrescentou.


O rabino, autor do livro Sexo Kosher, fez um resumo de quem era Michael Jackson. "Ele foi bom em sua vida e fez muitas pessoas felizes, para muitas das quais foi muito especial. Mas também foi culpado de delitos muito graves pelos quais merecia ter sido condenado se foi culpado", disse.
Israel confirma ter matado 2 militantes na Faixa de Gaza

Israel confirma ter matado 2 militantes na Faixa de Gaza


GAZA - Dois militantes palestinos foram mortos por um ataque israelense na Faixa de Gaza nesta domingo, disseram testemunhas. Uma porta-voz do Exército israelense disse que as tropas lançaram morteiros em dois homens que estavam perto da fronteira no norte dAdicionar imagemo enclave.


Acredita-se que eles estavam plantando explosivos, disse ela. Um dos mortos era membro do Hamas e o outro pertencia ao grupo aliado Comitê de Resistência Popular, disseram representantes de ambos os movimentos.


Um terceiro homem foi ferido, de acordo com médicos de um hospital onde a vítima recebera atendimento. Foi a primeira vez que Israel confirmou um ataque fatal em Gaza em quase um mês. Dois militantes do Hamas foram mortos em 1o de setembro, mas Israel negou seu envolvimento no caso. (Reportagem de Nidal al-Mughrabi)
EUA e Israel simularão ataque com mísseis, diz jornal

EUA e Israel simularão ataque com mísseis, diz jornal

Os exércitos de Israel e dos Estados Unidos participarão, nos próximos dias, de manobras militares que simularão um ataque com mísseis procedente de países da região, informou hoje o jornal árabe "Asharq al Awsart". A publicação ocorre em meio ao aumento da tensão entre Israel e Irã.
Segundo a edição eletrônica da publicação, o exercício militar será o maior na história das manobras conjuntas realizadas pelas duas Forças Armadas. Dele, participarão aviões de guerra israelenses e unidades da marinha americana.
O "Asharq al Awsart", que não cita fontes, disse ainda que o treinamento vai simular um ataque simultâneo com mísseis lançados do Irã, da Síria e dos territórios controlados pela milícia xiita e libanesa do Hezbollah e pelos palestinos do Hamas.
A informação foi publicada a poucos dias da reunião que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, terá na quinta-feira, em Nova York, com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas.
O exercício, se confirmado, será realizado em meio aos esforços internacionais pela retomada das negociações de paz no Oriente Médio, que estão estagnadas desde o fim do ano passado.
Israel x Irã
O presidente russo, Dmitry Medvedev, disse entrevista à rede americana de TV CNN transmitida neste domingo (20) que Israel garantiu a ele não pretender atacar o Irã.
Medvedev sustentou que o presidente israelense, Shimon Peres, fez o comentário em agosto durante uma reunião na localidade russa de Sochi.
"Quando me visitou em Sochi, o presidente israelense Peres disse algo importante para todos nós: 'Israel não planeja lançar nenhum ataque contra o Irã. Somos um país pacífico e não faremos isso'", disse Medvedev.
As chances de um acordo com os EUA sobre um novo pacto para reduzir os fins estratégicos de armamento até o fim deste ano continuam sendo "bastante altas", afirmou Medvedev na entrevista gravada na terça-feira, segundo uma transcrição do Kremlin.
Na última segunda-feira (14), o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que chegou o momento de endurecer as sanções contra o Irã, após o grupo de seis potências --Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha-- terem definido para 1º de outubro a data da primeira reunião com representantes do governo iraniano sobre o programa nuclear do país.
O Ocidente afirma que o programa nuclear do Irã tem como objetivo a produção de armas nucleares, acusação que Teerã nega. Especialistas afirmam que há grandes chances de Israel lançar um ataque contra as plantas nucleares do Irã em ação para se defender de uma ameaça de ataque nuclear.
ANP
O enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, George Mitchell, esteve na região na última semana. Mitchell, que viajou para Israel com o objetivo de negociar uma solução para os assentamentos judaicos na Cisjordânia, deixou o país na sexta-feira (18) sem resultados concretos, após ter passado o dia em contato com Abbas e com Netanyahu.
Para Abbas, cabe agora a Israel limpar o caminho para as negociações de paz. Além disso, indicou que Mitchell deve retornar à região na próxima semana para retomar as negociações, depois da Assembleia Geral da ONU.