31 de dez. de 2008

Israel coloca vídeos de ataques a Gaza no YouTube

Israel coloca vídeos de ataques a Gaza no YouTube

Militares israelenses abriram seu próprio canal de partilha de vídeo no site YouTube, postando cenas das ofensivas aéreas e outros ataques a militantes do Hamas na Faixa de Gaza. O porta-voz do escritório das Forças de Defesa de Israel, (IDF, na sigla em inglês), disse que o canal - youtube.com/user/idfnadesk - foi criado na segunda-feira para "ajudar a levar nossa mensagem ao mundo".

 

 


O canal atualmente tem mais de 2.600 assinantes e hospeda dez vídeos, alguns dos quais foram vistos mais de 26 mil vezes. Os vídeos em preto e branco incluem cenas aéreas de ataques da Força Aérea Israelense contra locais descritos como pontos de lançamento de foguetes, unidades de armazenagem de armas, um complexo do governo do Hamas e túneis para contrabando.

O porta-voz do IDF disse que alguns dos vídeos foram removidos pelo YouTube, mas posteriormente foram recolocados. "Ficamos entristecidos hoje porque o YouTube tirou alguns de nossos vídeos exclusivos mostrando o sucesso das IDF na operação contra extremistas do Hamas na Faixa de Gaza", afirmou o porta-voz. "Felizmente, com o apoio de blogueiros e usuários, o YouTube recolocou alguns dos filmes que havia retirado", acrescentou.

Desde que o massivo ataque aéreo começou no sábado, pelo menos 373 palestinos, incluindo 39 crianças, foram mortos e 1.720 ficaram feridos, segundo médicos de Gaza. Os militantes palestinos também dispararam mais de 250 foguetes, matando quatro pessoas em Israel e ferindo cerca de 24.


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Israel e palestinos mantém ataques; Hamas se prepara para combater invasão terrestre

Israel e palestinos mantém ataques; Hamas se prepara para combater invasão terrestre

Mesmo com condições climáticas desfavoráveis para os pilotos de caças, Israel continuou os ataques, no quinto dia seguido de bombardeios sobre a faixa de Gaza. Cerca de 20 ataques foram realizados nesta quarta-feira, em meio a constantes chuvas e densas nuvens que dificultam a pontaria, segundo um porta-voz do Exército

Entre os alvos atingidos, disse a fonte, estariam vários armazéns de armas, incluindo uma mesquita, na qual, segundo a inteligência militar, o Hamas guardava artefatos explosivos.

Os bombardeios tiveram início no sábado (27) e já mataram ao menos 380 palestinos. A ofensiva começou uma semana depois do fim de uma trégua de seis meses entre Israel e o grupo extremista Hamas, que domina Gaza desde junho de 2007. Os dois lados se acusam de desrespeitar os termos da trégua.

Uma proposta de cessar-fogo de 48 horas feita pela França foi rejeitada nesta quarta-feira pelo governo de Israel, que mantém preparativos para uma possível invasão terrestre de Gaza.

As milícias palestinas também mantiveram os ataques nesta quarta-feira. Até o momento, já lançaram 40 foguetes contra localidades israelenses como Ashkelon, Ashdod e Sderot, alguns dos quais, pela primeira vez, atingiram a cidade de Beer Sheva. Jornais israelenses informam que o número de foguetes lançados pelo Hamas nesta quarta-feira chega a 60.

As Brigadas al-Aqsa, braço armado do Hamas, já disseram que continuarão "disparando contra as cidades sionistas inimigas para vingar o enorme massacre cometido contra o povo" palestino.

Mais cedo, o movimento islâmico divulgou um comunicado no qual dizia ter realizado a reunião semanal de seus ministros e pedia aos líderes árabes que atuem imediatamente para frear a ofensiva israelense.

"Gaza está sofrendo um ataque feroz e bárbaro por parte da ocupação israelense", escreveu o Hamas, que acrescenta que "os árabes devem ajudar a salvar as vidas dos palestinos em Gaza".

Contando os mortos

Uma Gaza às escuras, com as ruas desertas, sem água e sem energia começou a identificar os seus mortos, ao passo que Israel prossegue com os bombardeios aéreos sobre a faixa territorial e permanece firme em sua postura de descartar uma trégua com o Hamas.

A primeira lista oficial de vítimas da atual escalada de violência na faixa de Gaza foi divulgada esta manhã, com nomes de 187 pessoas que teriam morrido nas primeiras 48 horas da ofensiva militar israelense.

Na tarde desta quarta-feira, o porta-voz do Ministério da Saúde do Hamas em Gaza, Omar al-Nasser, divulgou outro documento, com os nomes de 300 vítimas fatais dos confrontos.

Segundo Nasser, que destacou que uma nova lista com os nomes dos feridos está sendo preparada, os mortos desde o início dos bombardeios são 393, enquanto as pessoas com ferimentos já passam de 1.900.

As primeiras estimativas indicam que cerca de 40% das vítimas fatais (160) dos ataques são civis, informou o chefe dos serviços de emergência de Gaza, Moaweya Hasanein.

Assim que todos forem identificados, o Ministério da Saúde entregará uma lista às organizações humanitárias para que medidas legais contra Israel sejam tomadas.

Porém, muitos habitantes de Gaza não pensam agora em processos, mas em encontrar seus familiares, para o que percorrem os hospitais lendo com ansiedade as listas de vítimas, com a esperança de não encontrarem nelas os nomes de seus entes queridos.

Desde que começaram os ataques, a maioria da população vive trancada dentro de casa, sem água nem luz. O único som ouvido na Faixa de Gaza é o dos bombardeios, das ambulâncias e dos aviões não tripulados de Israel, que não param de sobrevoar a região.

Também desde sábado, Gaza não tem Polícia, já que os agentes da instituição foram um dos principais alvos dos ataques israelenses. Tampouco é possível recorrer ao Governo do Hamas, cujos dirigentes, em sua maioria, vivem na clandestinidade.

O caos no território, a dramática situação nos hospitais, o elevado número de vítimas e as dificuldades de comunicação complicaram e retardaram os trabalhos de identificação dos cadáveres. Além disso, fizeram aumentar a ansiedade dos palestinos que não conseguem ter notícias de seus parentes.

Invasão

Enquanto a população sofre as consequências dos ataques, o Hamas diz que vai combater as forças israelenses "até o último suspiro" no caso de uma ofensiva terrestre na faixa de Gaza, que parece mais próxima após a rejeição por parte de Israel de uma proposta de trégua, disse um alto chefe do grupo islâmico nesta quarta-feira
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"O Hamas está pronto para qualquer coisa e lutaremos até o último suspiro. O inimigo não poderá ocupar Gaza ou destruir o Hamas", disse o deputado Mushir al Masri, chefe do grupo parlamentar do Hamas.

"Israel vai se lançar um autêntica aventura se decidir invadir Gaza. Nós guardamos surpresas para eles", disse o deputado.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, ameaçou nesta quarta-feira abandonar as negociações de paz com Israel se estas contrariem interesses palestinos e derem um aval para a "agressão" do Estado de Israel na faixa de Gaza.

"O conflito (entre Israel e a Palestina) nunca vai terminar, a menos que o bravo povo palestino readquira os seus direitos. Assim, para que servem as negociações se as portas continuam fechadas", disse Abbas em um discurso transmitido pela televisão, por ocasião do 44° aniversário da proclamação do seu partido, Fatah, como um movimento de resistência.

"Enquanto nós continuamos a concordar com a estratégia e os objetivos, e com nosso desejo de não voltar atrás, não vemos porque devemos continuar (as negociações) da forma como estão sendo feitas", disse.

Abbas disse que "não hesitará em abandonar" as conversações "se essas forem contra os nossos interesses e apoiarem a agressão", referindo-se à ofensiva militar israelense na faixa de Gaza desde sábado (27), que causou mais de 380 mortes.

O presidente palestino classificou a ofensiva israelense em Gaza como uma "agressão criminosa e bárbara" e acusou Israel de cometer "o mais sangrento dos massacres" no território controlado pelo movimento islâmico Hamas, rival do Fatah, desde junho de 2007, quando expulsaram os aliados de Abbas.

"O nosso povo terá alternativas se a atual opção (negociações) falhar ou se a agressão, a colonização e o confisco de terra prosseguirem, tirando todo o sentido [das negociações]" disse Abbas.

Retomadas em novembro de 2007, as negociações entre israelenses e palestinos tiveram poucos avanços em 2008, incluindo um cessar-fogo de seis meses entre o governo de Israel, que terminou no último dia 19.

"Compreensão"

Depois de rejeitar a proposta feita pelo ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, de um cessar-fogo de 24 horas, o governo israelense pediu "compreensão" ao presidente francês, Nicolas Sarkozy. A ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, disse esperar que Sarkozy compreenda a importância da continuidade da operação israelense na faixa de Gaza.

"Espero encontrar em Sarkozy compressão sobre a necessidade de termos tempo para acabar com a ameaça do Hamas", disse Livni em uma entrevista coletiva em Sderot, uma das comunidades do sul de Israel atingidas pelos foguetes que as milícias palestinas lançam da Faixa de Gaza.

A titular da diplomacia israelense fez essas declarações depois que seu governo anunciou sua recusa em aceitar uma "trégua humanitária" de 48 horas com o movimento islâmico, como tinha pedido ontem Sarkozy, cujo país ocupa a Presidência rotativa da União Européia até a meia-noite desta quarta-feira.

Livni, que embarca nesta quarta-feira para Paris, onde na quinta-feira se reúne com Sarkozy e seu colega francês, Bernard Kouchner, afirmou ter certeza de que o chefe de Estado francês "entenderá a postura de Israel".

"Nenhum Estado tolera que seus cidadãos fiquem sob ameaça terrorista", declarou a ministra.

Livni também se mostrou a favor de "apoiar" o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e suas iniciativas em prol da paz na região.

A ministra israelense disse entender que a "posição [de Abbas] neste momento não é fácil", mas pediu à ANP "força e determinação na defesa de seus princípios".

"Se o Hamas fortalecer seu poder em Gaza e crescer na Cisjordânia, acabou-se o projeto de um Estado palestino", disse Livni, que acrescentou que o objetivo de todos deve ser "evitar a criação de um Hamastão na região".

Com Efe, Associated Press e France Presse

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Hamas diz suspender ataques por fim de bloqueio

Hamas diz suspender ataques por fim de bloqueio



O principal líder do Hamas, Khaled Meshaal, disse nesta quarta-feira que está disposto a suspender os ataques a Israel se este levantar o bloqueio à Faixa de Gaza, informou a Chancelaria russa.


Meshaal, cujo movimento controla a Faixa de Gaza, fez esta declaração durante uma conversa telefônica com o chefe da diplomacia da Rússia, Serguei Lavrov, disse o Ministério de Exteriores do país em um comunicado .
"Em resposta ao pedido do ministro russo, Meshaal se disse disposto a deter o confronto armado em troca da suspensão do bloqueio" à Gaza, diz a nota oficial.
O líder do Hamas também expôs a postura de seu grupo sobre uma possível retomada do diálogo entre os movimentos palestinos, particularmente com o Fatah, ao qual pertence o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.
Meshaal agradeceu a Rússia por enviar ajuda humanitária a Gaza e prometeu colaborar na evacuação de cerca de 150 russos que se encontram na Faixa de Gaza, em sua maioria mulheres casadas com palestinos.
Hoje, o ministro de Assuntos Exteriores russo também conversou por telefone com Abbas, a quem expressou o apoio de Moscou aos esforços para deter o confronto com Israel.
"O ministro apoiou as ações do líder da ANP para deter o confronto e a violência, bem como sua iniciativa para realizar consultas e um diálogo entre todas as organizações e movimentos palestinos", diz a nota da Chancelaria russa.
História da Palestina

História da Palestina


História da palestina- primeira parte.

Para os que se interessam por história e em conhecer a verdadeira origem dos "Palestinos", resolvi escrever para vocês baseando-me em traduções do artigo: "A história e o significado da 'Palestina' e dos 'Palestinos', por Joseph Katz, renomado historiador e escritor americano. Vale a pena aprender um pouco sobre a verdadeira origem do Conflito Árabe-Israelense, até porque este conflito não é milenar como muitos afirmam, mas bem recente e repleto de interesses políticos. O artigo está dividido em DUAS partes. -

Por Joseph Katz
Tradução e adaptação por MZandona

"Não existe uma nação árabe chamada Palestina (...). Palestina é o nome que os romanos deram para o Eretz Israel com o intuito de enfurecer os judeus. Por que deveríamos usar o mesmo infeliz nome dado para nos humilhar? Os ingleses escolherem chamar a terra que eles controlavam de Palestina, e os árabes pegaram este nome como seu suposto nome milenar, apesar de nem sequer conseguirem pronunciá-lo corretamente. Eles transformaram a Palestina em 'Falastin', uma entidade ficcional."

Golda Meir

O QUE SIGNIFICA "PALESTINA"?




"Palestina" nunca foi o nome de uma nação ou estado. É na verdade um termo geográfico utilizado para designar uma região abandonada ao descaso desde o século II d.C. O nome em si deriva do termo "Peléshet", que aparece constantemente na Bíblia hebraica e foi traduzido como "Filístia" ou "Palestina". Os Filisteus eram um povo do mediterrâneo com origens na Ásia Menor e na Grécia. Eles chegaram à costa Israelense em várias caravanas. Um grupo chegou no período pré-patriarcal, estabelecendo-se em Beer Sheva, entrando em conflito com Abraão, Isaque e Ismael. Um outro grupo, vindo da ilha de Creta após uma frustrada tentativa de invasão do Egito (1194 a.C.), se estabeleceu na área costeira de Israel. Lá eles fundaram cinco assentamentos: Gaza, Ashkelon, Ashdod, Ekron e Gat. Posteriormente, durante o domínio dos Persas e Gregos, povos de outras ilhas do Mediterrâneo invadiram e destruíram os assentamentos filisteus. Desde os dias de Heródoto, os gregos chamam a costa leste do Mediterrâneo de "Síria Palestina".

Os filisteus não eram árabes nem ao menos semitas. Sua origem era grega. Eles não falavam árabe, nem nunca tiveram qualquer conexão étnica, lingüística ou histórica com a Arábia ou com os Árabes. O nome "Falastin" que os árabes usam atualmente para "Palestina", nem sequer é uma palavra árabe mas sim hebraica - Peleshet (raiz Pelesh), que significa divisor, invasor. O uso do termo "Palestino" para se referir a um grupo étnico árabe é uma criação política moderna, sem qualquer credibilidade acadêmica histórica.

COMO A TERRA DE ISRAEL VEIO A SE TORNAR "PALESTINA"?

No primeiro século d.C., os romanos destruíram o reino independente da Judéia. Após a revolta frustrada de Bar Korchba no segundo século, o imperador romano Adriano determinou a eliminação da identidade de Israel (também conhecido como Judá ou Judéia), visando destruir o vínculo milenar do povo judeu com a região. Assim, ele escolheu o nome "Palestina", impondo-o em toda a terra de Israel. Ao mesmo tempo, ele mudou o nome de Jerusalém para "Aélia Capitolina".

Os romanos mataram milhares de judeus e expulsaram ou venderam como escravos outras centenas de milhares. Muitos dos sobreviventes optaram por não abandonar a terra de Israel, e jamais houve um momento sequer na história da região sem que judeus e comunidades judaicas estivessem presentes, apesar das condições serem extremamente precárias e perigosas.

BREVE HISTÓRIA DA "PALESTINA"




Milhares de anos antes dos romanos criarem o termo "Palestina", a região era conhecida como Canaã. Os cananitas possuíam muitas cidades-estados, às vezes independentes às vezes vassalos de reis egípcios ou hititas. Os cananitas nunca se uniram para formar um estado. Após o Êxodo do Egito (provavelmente no sec. XV ou XIII a.C.), os filhos de Israel se estabeleceram na terra de Canaã.
Ali formaram primeiramente uma confederação tribal e depois os reinos de Israel e Judá.
Desde os primórdios da história até os dias atuais, Israel (Judá ou Judéia) foi a única entidade independente e soberana que existiu ao oeste do rio Jordão (nos dias bíblicos, Amon, Moabe e Edom, bem como Israel, possuíram territórios ao leste do Jordão, mas estes desapareceram na antiguidade e nenhuma outra nação reivindicou a região, até os britânicos criarem o termo "Trans-Jordânia", nos anos 20).

Após a conquista romana da Judéia, a "Palestina" se tornou uma província do império romano e posteriormente do império cristão Bizantino (brevemente também foi conquistada pelo império zoroástrico persa). Em 638 d.C, um califa árabe muçulmano tomou a Palestina das mãos dos bizantinos e a anexou ao império árabe-muçulmano. Os árabes, que não tinham nem sequer um nome em árabe para a região, adoraram o nome dado pelos romanos, pronunciando-o
como "Falastina", ou invés de "Palestina" (na língua árabe não há o som de "p").
Durante este período árabe, grande parte da população da região (composta por uma mistura de povos e tribos nômades de várias regiões ao redor) foi forçada a converter-se ao islamismo. Eles eram governados por um califa que reinava de sua capital (primeiramente em Damasco e depois em Bagdá). A região da Palestina nunca se tornou uma nação ou um estado independente, nem desenvolveu uma cultura ou sociedade distinta. Em 1099, cruzados cristãos da Europa conquistaram a "Palestina – Filistina". Após 1099, nunca a região esteve novamente sob domínio árabe. O reino estabelecido posteriormente pelos cruzados europeus era politicamente independente, mas nunca desenvolveu uma identidade nacional, servindo apenas como um posto militar da Europa Cristã por menos de 100 anos. Após este período, a Palestina foi anexada à Síria como uma província mameluca (etnicamente um povo fruto de uma mistura entre guerreiros e escravos cujo centro político encontrava-se no Egito), e posteriormente anexada ao Império Turco-Otomano, cuja a capital encontrava-se em Istambul.

Cruzados na Palestina, 1099, Chateau de Versailles, França

A PROMESSA DO "LAR JUDAICO NACIONAL"

Viajantes do ocidente à região da Palestina deixaram registros do que viram no local. O tema presente em todos os relatos é DESCASO. Vejamos alguns testemunhos:

"A terra está desolada, vazia, negligenciada, abandonada, destinada à ruínas. Não há nada lá (Jerusalém) para ser visto, a não ser poucos vestígios da antiga muralha que ainda permanece. Todo o resto está coberto por musgo e mato". Peregrino inglês, 1590.

"A região está em situação deplorável, sem habitantes. Sua maior necessidade são pessoas!" Cônsul Britânico, 1857.

"Não há sequer uma vila em toda a extensão do vale chamado Jezreel, nem mesmo em um raio de 50Km. Viajamos quilômetros sem encontrar uma alma sequer. Nazaré está abandonada, Jericó é uma ruína que se desfaz; Belém e Betânia, na sua pobreza e humilhação, não é desejada por qualquer criação (...). Um país desolado cujo solo é bastante rico, mas é dado inteiramente a ervas inúteis (...) uma expansão silenciosa, pesarosa (...) uma desolação (...). Nunca vimos um ser humano durante todo o caminho. A Palestina encontra-se vestida em pano de saco e cinzas...".
Mark Twain, "The Innocents Abroad", 1867.
A restauração da terra "desolada" e "não desejada" começou na segunda metade do século XIX, com os primeiros pioneiros judeus. O trabalho realizado por estes pioneiros criou novas e melhores condições e oportunidades, o que acabou por atrair outros imigrantes de várias partes do Oriente Médio, tanto árabes quanto outros.

A Declaração Balfour, de 1917, confirmada pela Liga (ou Sociedade) das Nações, comprometeu o governo britânico aos princípios que "o governo de vossa majestade vê com favor o estabelecimento, na Palestina, de um Lar Nacional Judaico, e fará uso de seus melhores recursos para facilitar a materialização deste objeto (...)". Ficou então determinado o controle britânico sobre toda a região e que a área seria aberta à criação de assentamentos judaicos. Também determinou-se que os direitos de todos os seus habitantes (já residentes na região) seriam preservados e protegidos.

O Mandato Britânico na Palestina originalmente incluía tudo o que é hoje a Jordânia, bem como o que hoje é Israel e os territórios entre eles. No entanto, quando o "protégé" britânico Emir Abdullah foi forçado a abandonar seu domínio hashmaíta na Arábia, os britânicos criaram para ele uma região alternativa para seu reino, localizada ao leste do rio Jordão. Não havia nenhum nome árabe para a região, assim os ingleses a chamaram de "além do Jordão", ou "Trans-Jordânia"; posteriormente apenas "Jordânia".

Com esta manobra política, que violava todas as regras estipuladas pela Declaração Balfour e pelo Mandato Britânico, os ingleses retiraram 75% da região destinada a ser o "Lar dos Judeus", como havia declarado a rainha. Não foi permitido que nenhum judeu habitasse na região da Trans-Jordânia (ou Jordânia). Menos de 25% permaneceu da Palestina original do Mandato Britânico, destinado aos "assentamentos judaicos" prometidos pelos ingleses. Além disso, eles restringiram a imigração judaica na região e impuseram restrições quanto ao local onde os judeus poderiam trabalhar, viver, construir ou plantar. Na verdade, as regiões mais deploráveis da então Palestina britânica foram destinadas aos judeus, como os pântanos da Galiléia e as regiões infestadas de malária como Jafa e Tel-Aviv.

Somente após 1967, Israel finalmente conseguiu habitar em algumas das regiões prometidas pelos britânicos aos judeus. Apesar dos britânicos constantemente declararem como ilegais os assentamentos judaicos durante o Mandato Britânico, foram eles mesmos que agiram contrariamente à lei ao expulsarem os judeus da região já declarada "O Lar Judaico Nacional" pela Liga das Nações e pela rainha DA INGLATERRA

Palestina, a farsa

Palestina, a farsa


USINA DE LETRAS Yoshiro Shagamori

Uma interessante visão japonesa

Os japoneses têm olhos oblíquos, mas vêem as coisas com muita direção. Um cidadão japonês de Tóquio enviou esta carta a um jornal local:

Se vocês estão tão seguros de que a Palestina, o país, foi fundado há muitos séculos, ou gerações, e está registrada através da História escrita, espero que estejam capacitados a responder às perguntas abaixo:

- Quando foi fundada e por quem?

- Quais eram as suas fronteiras?

- Qual a sua capital?

- Quais eram as suas grandes cidades?

- Qual era a base de sua economia?

- Qual a sua forma de governo?

- Você pode citar pelo menos um líder palestino antes de Arafat?

- A Palestina foi reconhecida por algum país cuja existência, naquele tempo ou agora, não deixa margem a interpretações?

- Qual era a língua falada no país Palestina?

- Qual a religião que prevalecia no país Palestina?

- Qual o nome de sua moeda?

- Escolha uma data no passado e responda qual era a taxa de câmbio da moeda palestina frente ao dólar, yen, franco, marco, etc.

- Desde que tal país não existe hoje, explique porque deixou de existir?

- Se você lamenta o destino da pobre Palestina, responda em que época este país foi orgulhoso e independente?

- Se o povo que você, por engano, chama de palestino é algo mais do que uma coleção de gente saída de países árabes e se eles têm realmente uma identidade étnica definida que lhes assegure o direito da autodeterminação, por que eles não trataram de ser um país árabe independente até a devastadora derrota na Guerra dos Seis Dias?

- Espero que você não venha a confundir Palestinos com filisteus. Trocar etimologia por história não funciona.

Esta selecionada pérola merece ser remetida para todos os nossos amigos, simpatizantes, meio amigos, falsos primos e até para alguns intelectuais que por burrice ou falsas informações falam contra ISRAEL."

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O PACTO DO HAMAS

O PACTO DO HAMAS

 

O Pacto do Hamas, ou Movimento da Resistência Islâmica, foi emitido no dia 18 de agosto de 1988. O documento é um manifesto composto de 36 artigos separados, os quais promovem o objetivo central do Hamas de destruir o Estado de Israel, através da "Jihad" (Guerra Santa Islâmica). Seguem alguns trechos do "Pacto do Hamas":

 

A destruição de Israel:

 

Introdução: "Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o apague, como apagaram muitos outros antes dele. (O Mártir, Ímã  Hassan al-Banna, de abençoada memória)".

 

Artigo 6: "O Movimento de Resistência Islâmico é um movimento palestino distinto, cuja lealdade é para com Alá, e cujo estilo de vida é o Islã.  O Movimento se esforça para levantar a bandeira de Alá sobre cada centímetro da Palestina..."

 

Chamadas à Jihad ("Guerra Santa"):

 

Artigo 13: "Não há solução para a questão palestina exceto através da Jihad".

 

Artigo 15 " Em face da usurpação da Palestina pelos judeus, é compulsório que a bandeira da Jihad seja erguida".

 

Rejeição das Negociações de Paz:

 

Artigo 32: "Deixar o círculo de luta contra o Sionismo é alta traição".

 

Antisemitismo e Teorias de Conspiração

 

Artigo 7: "O Profeta, Alá o abençoe e lhe dê salvação, disse: "O Dia do Juizo não virá até que os muçulmanos lutem contra os judeus (matando-os), quando os judeus se esconderem atrás de árvores e pedras.  As pedras e árvores dirão: "Oh muçulmanos, oh Abdula, há um judeu se escondendo atrás de mim, venha e mate-o".

 

O conflito com Israel como uma luta religiosa

Artigo 1: "O programa do Movimento é o Islã".

 

Artigo 15: "É necessário instilar nas mentes das gerações de muçulmanos que o problema palestino é um problema religioso, e deve ser lidado nesta base." e "O Movimento de Resistência Islâmico é um dos braços da irmandade muçulmana na Palestina.  Este movimento é uma organização universal que se constitui no maior movimento islâmico dos tempos modernos".

 

O "Pacto do Hamas" está disponível na íntegra em inglês no site: http://www.standwithus.com/pdfs/flyers/Hamas_covenant.pdf

 

 A vulnerabilidade de Israel

A vulnerabilidade de Israel


Por: Mary Dejevsky
Publicado no Jornal Folha de São Paulo de 31/12/2008


Antes que você se apresse a considerar iníquos os letais ataques aéreos israelenses contra a faixa de Gaza, seria bom que respondesse a uma pergunta: você já foi a Israel? Se foi, você talvez compreenda o quanto o país é pequeno e desprovido de defesas naturais. Você teria percebido que, do norte, sul e leste, Israel está vulnerável ao assédio daqueles que controlam o terreno dominante e as rotas de fuga. E perceberia quanto medo os israelenses ainda sentem, mesmo passadas três gerações, de que bastariam algumas horas de ofensiva para arremessá-los todos ao mar.


E acrescento uma segunda questão, se me permitem. No fundo, você acredita que o Estado de Israel tem direito a existir ou sente que o mundo seria um lugar mais simples e harmonioso caso as potências vitoriosas na Segunda Guerra Mundial tivessem encontrado outra maneira de purgar suas culpas sem que isso tornasse necessário aceitar a criação de uma pátria judaica no território da Palestina, até então sob mandato britânico?

Insegurança
Bem, eu estive em Israel, percorri o país de um lado a outro em momentos mais pacíficos; conversei com líderes nacionais e com o povo. Minha impressão dominante não é a de instintos belicosos, mas a de insegurança. Você talvez desdenhe como paranóicas as preocupações de um país desenvolvido que neste ano dedicou 16% de seu orçamento à defesa, tem os EUA como protetor e desenvolveu armas nucleares. Mas é seu dever perguntar o que veio primeiro: o medo da aniquilação ou o desenvolvimento de uma capacidade militar capaz de preveni-la? Quanto ao direito de Israel a existir, eu questiono a sabedoria, e muito mais a justiça, de instalar um novo Estado em terra sobre a qual outro povo alega direitos. Um país estabelecido artificialmente, sem levar em consideração defesas naturais e que não foi libertado por sua própria força, certamente será não apenas vulnerável como uma fonte de fricção enquanto persistirem as memórias populares.
Essa desaprovação inerente talvez explique a tendência de boa parte do mundo ocidental a culpar Israel quase que antes de o país fazer qualquer coisa. Tanto no caso da ferozmente condenada invasão israelense ao Líbano, dois anos atrás, quanto agora nos ataques aéreos a Gaza, porém, os mesmos dois fatores precisam ser considerados: por um lado, a sensação continuada de insegurança entre os israelenses; por outro, o direito internacionalmente reconhecido do país a existir.
O ponto é que, tendo endossado a criação de Israel, as Nações Unidas têm a obrigação de garantir que sua existência continuada seja possível. Vezes sem conta, porém, toda espécie de garantia internacional se provou inadequada. Israel não demorou a aprender que teria de tomar conta de si mesmo.
É um paradoxo que um dos mais vulneráveis Estados do Oriente Médio tenha, assim, ganho reputação de agressor e de adepto da intimidação. E os inimigos de Israel tampouco se abstiveram de explorar alguns aspectos dessa vulnerabilidade.
A guerra do Yom Kippur, em 1973, recebeu este nome porque Egito e Síria lançaram seu ataque em um dos mais sagrados feriados judaicos. Todos os tratados de paz que Israel conseguiu negociar com seus inimigos, até o momento, foram obtidos de uma posição de força militar, ao menos aos olhos de um observador israelense. A retirada das forças israelenses de Gaza, na metade de 2005, foi um raro episódio em que Israel aceitou um risco como primeiro estágio de um programa de retiradas de territórios ocupados adotado, sob considerável risco político, pelo então premiê Ariel Sharon.

Apostas erradas
A aposta israelense era a de que, se deixada no controle, a Autoridade Palestina se provaria capaz de impedir ataques com foguetes ou de outra espécie contra Israel. A aposta não deu resultado. A Autoridade Palestina, apesar de seus melhores esforços, não conseguiu manter o controle sobre os extremistas. Uma eleição foi realizada e vencida pelo Hamas. Impedido de assumir, ou até mesmo compartilhar, o poder na Autoridade Palestina como um todo, o Hamas tomou o poder em Gaza. Os ataques esporádicos com foguetes contra o território israelense foram ganhando intensidade. No começo deste mês, o Hamas anunciou que não renovaria um cessar-fogo assinado seis meses atrás. Depois de novos ataques com foguetes, Israel, que está em meio a uma campanha eleitoral disputada, decidiu recorrer à força. Uma vez mais, os palestinos de Gaza transformaram em símbolo de honra a sua posição de vítimas.
Seria razoável perguntar de que maneira as coisas poderiam ter transcorrido, diante de algumas mudanças. Caso os EUA e Israel tivessem reconhecido a vitória eleitoral do Hamas; caso o acordo de divisão de poder entre Hamas e Fatah tivesse dado certo; caso Israel não tivesse fechado os pontos de entrada em Gaza. Mas as coisas não transcorreram assim.

Sem garantia
Agora, como na guerra do Líbano, os críticos de Israel acusam o país de ter usado força "desproporcional" em Gaza; "proporcional", presumivelmente, seria arremessar alguns foguetes contra áreas civis de Gaza de maneira aleatória. Israel poderia retorquir, e não sem razão, que, se o Hamas deseja guerra, terá guerra: os israelenses estão sempre dispostos a combater por sua futura segurança. O que esses mesmos críticos ocidentais deveriam estar se perguntando, no entanto, é por que os israelenses se sentem ameaçados a ponto de recorrer à força, sabendo muito bem que isso valerá opróbrio internacional ao país.
A resposta é que se, no passado, o mundo externo tivesse se disposto a garantir a segurança israelense, então nem Israel nem os palestinos de Gaza teriam precisado recorrer à violência neste final de ano. Os excessos em Gaza são conseqüência de um fracasso muito anterior: o fracasso quanto a impor as leis internacionais e garantir verdadeiramente o direito de Israel a existir.
Israel e Hamas são pressionados a aceitar trégua

Israel e Hamas são pressionados a aceitar trégua


França propõe cessar-fogo de 48 horas para envio de ajuda humanitária a Gaza; os dois lados indicam que podem ceder

Michel Gawendo, Sderot, Israel

Israel deu ontem os primeiros sinais de que pode ceder à pressão internacional e aceitar uma trégua depois de quatro dias de intensos bombardeios aéreos contra a Faixa de Gaza, que já mataram pelo menos 384 palestinos e deixaram 1.600 feridos. O grupo islâmico Hamas, que controla o território palestino e vem disparando dezenas de foguetes contra cidades israelenses, também parece estar disposto a debater um cessar-fogo.

Israel iniciou no sábado sua maior campanha militar contra Gaza desde 1967, quando conquistou o território do Egito. O objetivo declarado da ação é acabar com os disparos de foguetes do Hamas contra o sul do país.

O objetivo da trégua seria a abertura de corredores de entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza, onde 1,5 milhão de moradores sofrem falta de alimentos e remédios e dependem da assistência internacional.

Segundo autoridades israelenses, o chanceler francês, Bernard Kouchner, conversou ontem por telefone com o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak e propôs uma trégua de 48 horas para a entrada de ajuda humanitária em Gaza. O governo francês informou que a chanceler de Israel, Tzipi Livni, viajará a Paris amanhã para debater a trégua. "Queremos ver comboios de ajuda humanitária e estamos trabalhando com todas as partes internacionais para facilitar esse objetivo", disse o porta-voz do governo israelense, Mark Reguev. "Ao mesmo tempo, é importante manter a pressão sobre o Hamas, não dar tempo para ele se reorganizar", afirmou.

Ontem, o Exército israelense, que prosseguiu com os preparativos para uma possível ofensiva terrestre, afirmou que permitiu a entrada de caminhões com ajuda humanitária em Gaza.

O chamado Quarteto para o Oriente Médio pediu ontem um cessar-fogo imediato em Gaza e no sul de Israel . A Turquia e o Egito lideram outra proposta de trégua, com apoio de governos árabes, que inclui a reabertura das fronteiras de Gaza com Israel, que decretou a região ao redor do território palestino zona militar fechada.

Um porta-voz do Hamas disse que uma eventual trégua deve ser acompanhada pelo fim do bloqueio a Gaza. "Não estamos implorando por calma e não há espaço para diálogo sobre calma enquanto a agressão e o bloqueio continuarem", disse Mushir al-Masri. Um membro mascarado do Hamas leu uma declaração que chamou de "Carta da Jihad", dizendo: "O mar de Gaza secará antes que o Hamas se renda."

AÇÃO MILITAR

A Força Aérea israelense continuou atacando ontem a Faixa de Gaza. Pelo menos 13 palestinos morreram, incluindo duas irmãs de 4 e 11 anos. Segundo o Exército, foram bombardeados túneis clandestinos usados pelo Hamas para contrabandear armas a partir do Egito. Também foram atingidos prédios ministeriais do Hamas e dois campos de treinamento do grupo. Segundo a Inteligência israelense, um terço do arsenal de foguetes do Hamas foi destruído. Mas o grupo ainda teria cerca de 3 mil Kassams e capacidade para disparar 200 foguetes e morteiros por dia. Israel estuda também a convocação de mais 2.500 reservistas para uma possível invasão terrestre de Gaza. Já foram mobilizados 6.700 reservistas e dezenas de tanques estão concentrados ao redor do território palestino.

"A operação está apenas no primeiro de seus diversos estágios", disse ontem o premiê Ehud Olmert.

O Hamas atingiu ontem a maior cidade israelense e a mais distante de Gaza desde o início do conflito. Beersheva, de 250 mil habitantes, foi alvejada por dois foguetes, mas ninguém ficou ferido.

"Se a ofensiva terminar agora, teremos um cenário semelhante ao da guerra contra o Hezbollah (em 2006). Israel destruiu parte do arsenal inimigo, mas não conseguiu acabar com os ataques, nem quebrar a motivação do Hamas", disse ao Estado o coronel da reserva israelense Yonatan Foghel. "Israel já conseguiu mudar o balanço estratégico. O Hamas sabe que pagará um preço alto para cada foguete que lançar. Mas para acabar com a vontade do grupo de atacar Israel, seriam necessários meses de ação militar."

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Israel rejeita cessar-fogo e mantém ataques em Gaza pelo 5º dia

Israel rejeita cessar-fogo e mantém ataques em Gaza pelo 5º dia



Os líderes de Israel decidiram rejeitar a proposta de cessar-fogo de 48 horas nos ataques realizados na faixa de Gaza. Nesta quarta-feira (31), o país enviou mais aviões e helicópteros para bombardear a região pelo quinto dia seguido, supostamente com o objetivo de destruir a capacidade militar do grupo extremista Hamas.

A decisão de rejeitar a trégua vem em um momento em que Israel sofre pressão internacional para suspender os ataques. A proposta de cessar-fogo por 48 horas foi feita pelo ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, em nome de ministros da União Européia.

"A proposta feita pelo ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, para um cessar-fogo unilateral e temporário não é útil e é evidente que o Hamas não vai parar de lançar foguetes sobre Israel", afirmou um oficial que preferiu não se identificar. A reunião sobre o assunto teve participação do primeiro-ministro, Ehud Olmert, e a ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, o ministro da Defesa, Ehud Barak,

O objetivo do cessar-fogo era testar se o Hamas cumpriria a trégua temporária e interromperia o lançamento de foguetes Qassam em território israelense. Além disso, a trégua teria fins humanitários.

Israel continua a posicionar tropas e armamento na fronteira com Gaza, em uma indicação do início de ataques terrestres na região. O governo aprovou um plano para convocar mais 2.500 mil reservistas --nesta semana, já havia sido dada a autorização para a convocação de 6.700 reservistas.

Os bombardeios sobre Gaza começaram no sábado (27) e têm o objetivo declarado de destruir a capacidade militar do grupo extremista Hamas. Segundo levantamento de agências internacionais, o número de palestinos mortos ultrapassou 380 e há ao menos 1.700 feridos. Segundo Israel, a ofensiva é uma resposta à violação --com o lançamento de foguetes-- do Hamas a uma trégua de seis meses que acabou oficialmente no último dia 19.

A atual operação militar contra Gaza começou uma semana depois do fim de um cessar fogo entre Israel e o grupo radical Hamas, que domina a faixa de Gaza desde junho de 2007. O acordo foi negociado sob intermediação egípcia, mas não foi renovado devido a acusações mútuas entre Israel e o Hamas de desrespeito aos termos da trégua.

Enquanto há sinais nos bastidores de que pode haver uma solução negociada para a atual crise, o governo israelense demonstra ostensivamente seus preparativos para continuar combatendo. Já o Hamas ameaçou atingir o território israelense de forma mais profunda, com foguetes, se o Estado judaico continuar sua ofensiva.

Pressão internacional

Em Paris, a União Européia e os outros membros do Quarteto para o Oriente Médio (EUA, UE, ONU e Rússia), que estão em uma reunião de emergência, apelam por uma trégua humanitária em Gaza.

A Comissão Européia, em Bruxelas, voltou a pedir ao Hamas e a Israel que cessem os ataques e fez um apelo por "medidas urgentes" para permitir o acesso de ajuda humanitária à população civil de Gaza.

No Egito, o presidente Hosni Mubarak também pediu o fim imediato dos ataques aéreos israelenses. Nós dissemos a Israel que suas agressões são rejeitadas e condenadas e que devem cessar imediatamente, disse.

Com agências internacionais

Israel intensifica preparativos para invasão, mas discute trégua nos bastidores
Após um dia em que anunciou que o bombardeio de Gaza era apenas a primeira fase de uma operação militar que poderia incluir a invasão por terra, o governo israelense está considerando aceitar a proposta de fazer um cessar-fogo de 48 horas feita pelo ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, em nome de ministros da União Européia. O Quarteto do Oriente Médio (EUA, UE, ONU e Rússia) também pressionou pelo fim dos ataques.
Os bombardeios sobre Gaza começaram no sábado (27) e têm o objetivo declarado de destruir a capacidade militar do grupo extremista Hamas. Segundo levantamento de agências internacionais, o número de palestinos mortos ultrapassou 370 e há ao menos 1.700 feridos. Segundo Israel, a ofensiva é uma resposta à violação --com o lançamento de foguetes-- do Hamas a uma trégua de seis meses que acabou oficialmente no último dia 19.

A informação sobre a mudança de ânimo entre os líderes israelenses foi repassada a vários jornais internacionais por fontes próximas ao governo, que pediram para não ser identificadas. Uma das fontes chegou a dizer que uma reunião para discutir a trégua seria realizada na noite desta terça-feira, mas aparentemente qualquer decisão só será tomada na quarta-feira.

"Nossa principal opção neste momento ainda é uma invasão por terra [em Gaza], mas o objetivo dessa operação é um cessar-fogo eficiente, e, se isso puder vir sem a invasão, está bem", disse um assessor próximo do ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, segundo o jornal americano "The New York Times". "Mas é claro que o Hamas tem de concordar e deve haver um mecanismo para fazer isso funcionar", afirmou o assessor.

A atual operação militar contra Gaza começou uma semana depois do fim de um cessar fogo entre Israel e o grupo radical Hamas, que domina a faixa de Gaza desde junho de 2007. O acordo foi negociado sob intermediação egípcia, mas não foi renovado devido a acusações mútuas entre Israel e o Hamas de desrespeito aos termos da trégua.

Enquanto há sinais nos bastidores de que pode haver uma solução negociada para a atual crise, o governo israelense demonstra ostensivamente seus preparativos para continuar combatendo. Na noite desta terça-feira foi discutida a convocação de mais reservistas para apoiar uma possível invasão de Gaza.

Já o Hamas ameaçou atingir o território israelense de forma mais profunda, com foguetes, se o Estado judaico continuar sua ofensiva.

"Dissemos aos dirigentes do inimigo: se vocês continuarem seu assalto, nossos foguetes atingirão ainda mais profundamente do que as cidades que já atingimos", declarou, em entrevista coletiva em Gaza, um porta-voz mascarado do braço armado do Hamas, as Brigadas Ezzedin al-Qassam.

Pressão internacional

Em Paris, a União Européia e os outros membros do Quarteto para o Oriente Médio, que estão em uma reunião de emergência, apelam por uma trégua humanitária em Gaza.

À tarde, os ministros das Relações Exteriores do Quarteto e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, fariam uma teleconferência para trabalhar em uma declaração comum, segundo fontes diplomáticas.

A Comissão Européia, em Bruxelas, voltou a pedir ao Hamas e a Israel que cessem os ataques e fez um apelo por "medidas urgentes" para permitir o acesso de ajuda humanitária à população civil de Gaza.
No Egito, o presidente Hosni Mubarak também pediu o fim imediato dos ataques aéreos israelenses. "Nós dissemos a Israel que suas agressões são rejeitadas e condenadas e que devem cessar imediatamente", frisou.

Na manhã desta terça-feira, o presidente dos EUA, George W. Bush, telefonou para o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, e para seu primeiro-ministro Salam Fayad para conversar "sobre as condições de um cessar-fogo duradouro" na faixa de Gaza, anunciou a Casa Branca.

"Primeira fase"

Desde o início da ofensiva, Israel atacou a faixa de Gaza basicamente pelo ar e, de forma episódica, pelo mar, sempre lançando a ameaça de operações terrestres.

A ofensiva militar israelense contra o Hamas na faixa de Gaza está apenas na primeira fase e pode durar semanas, conforme advertência lançada nesta terça por Israel, que mantém tropas terrestres preparadas para entrar no território palestino.

"As operações aéreas e marítimas do Exército israelense constituem a primeira fase entre várias já aprovadas pelo gabinete de segurança", disse o premier Ehud Olmert, durante uma reunião com o presidente Shimon Peres, em Tel Aviv.

De acordo com Peres, "o que nós queremos não é um cessar-fogo, mas o fim do terrorismo".

O vice-ministro da Defesa, Matan Vilnai, afirmou que Israel está disposto a lutar durante semanas contra o Hamas. "Estamos preparados para um conflito prolongado e para semanas de combate", disse ele à rádio pública israelense.

"O Hamas ainda dispõe de centenas de foguetes, mas perde força a cada dia. Queremos fazer uma mudança radical na situação de segurança no sul de Israel", afirmou.

No terreno, as forças terrestres israelenses se preparavam para intervir na faixa de Gaza. "As forças terrestres estão prontas para agir. Todo mundo está em posição no terreno", garantiu à porta-voz do Exército, Avital Leibovitz.

"A opção existe. Pode ser aplicada, mas no momento só atacamos por ar e pelo mar", acrescentou, explicando que "restam muitos alvos que ainda não atacamos".

"Agimos de acordo com o plano inicial e constatamos sinais de enfraquecimento no Hamas, mas isso não significa que tenha perdido a capacidade de disparar foguetes contra Israel", justificou a porta-voz.

O ministro israelense das Infra-Estruturas, Binyamin Ben Eliezer, já descartou a possibilidade de um cessar-fogo.

"Israel não está interessado, neste momento, em um cessar-fogo com o Hamas na faixa de Gaza. Se acontecer um cessar-fogo, isso permitirá ao Hamas recuperar suas forças e preparar um ataque mais duro contra Israel", alegou.

Quarto dia

No quarto dia da ofensiva israelense, os ataques aéreos prosseguiram durante a madrugada e a manhã desta terça na faixa de Gaza. No fim da tarde, a Força Aérea israelense bombardeou, pela segunda vez em dois dias, túneis de Rafah utilizados para o contrabando no sul da Faixa de Gaza, relataram testemunhas. Aviões F16 largaram 12 bombas de forte potência, perto da fronteira com o Egito.

Duas irmãs palestinas de 4 e 11 anos, Lama e Haya Hamdan, morreram em um bombardeio que teve como alvo um carro puxado por uma mula em Beit Hanun, norte da faixa de Gaza.

Na região de Khan Yunis, sul da faixa de Gaza, um palestino morreu, e dois ficaram feridos em um ataque aéreo contra um posto policial do Hamas.

Ao todo, 368 palestinos, em sua maioria membros do Hamas, mas também mais de 50 civis, morreram e 1.700 foram feridos desde sábado na ofensiva aérea israelense contra o movimento radical islamita, de acordo com novo balanço divulgado pelo diretor dos serviços de emergências de Gaza, Muawiya Hasanein.

Entre os mortos, há 39 crianças e 13 mulheres, acrescentou a mesma fonte.

No lado israelense, mais de 20 foguetes foram lançados nesta terça-feira contra o sul do país, deixando um ferido em Sderot, informou o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld.

As sirenes ecoaram pela primeira vez em Beersheva, a cerca de 40 km da faixa de Gaza, mas nenhuma queda de foguete foi registrada no setor, completou Rosenfeld.

Desde sábado, os disparos de foguetes e projéteis de morteiro deixaram quatro mortos em Israel: três civis e um soldado. Segundo o Exército, nesse período, mais de 200 foguetes e projéteis foram disparados.

Com agências internacionais

30 de dez. de 2008

Ministro da Defesa de Israel considera trégua de 48 horas

Ministro da Defesa de Israel considera trégua de 48 horas


Porta-voz afirma que cessar-fogo com objetivo humanitário não impede ofensiva terrestre na Faixa de Gaza.

JERUSALÉM - O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, "considera favoravelmente" a proposta para um cessar-fogo de 48 horas dentro e nos arredores da Faixa de Gaza, informou o porta-voz do ministro à AFP nesta terça-feira, 30. "O ministro considera favoravelmente a proposta para um cessar-fogo com objetivos humanitários", disse Moshe Ronen. Ele deixou claro que se referia a uma proposta da França feita para a trégua de 48 horas."Mas isso, de maneira nenhuma, nos impede de preparar uma ofensiva terrestre", contra a Faixa de Gaza, ele acrescentou.
Mais cedo, o serviço de segurança israelense Shin Bet e Forças de Defesa negaram as informações de que a inteligência militar da Defesa planejaria recomendar uma trégua de 48 horas contra os militantes palestinos do Hamas, segundo afirma a edição do jornal israelense Haaretz. O premiê israelense, Ehud Olmert, disse nesta terça que a ofensiva contra a Faixa de Gaza continuará pelo tempo que for necessária para alcançar os objetivos do gabinete da Defesa em desestabilizar o regime do Hamas. "A ofensiva começou e não terminará e até que nossos objetivos sejam alcançados, seguiremos de acordo os planos", afirmou. As declarações do premiê foram feitas em resposta às supostas recomendações de trégua.

Segundo informou a imprensa, Israel estuda interromper momentaneamente sua ofensiva em Gaza para dar uma oportunidade para verificar se o grupo islâmico realmente suspenderia o disparo de foguetes contra Israel - se isso não ocorrer, Israel então desfecharia a invasão terrestre da Faixa de Gaza. Funcionários graduados da Defesa acreditam que esse processo diplomático não deverá ser um gesto unilateral de Israel, mas deveria se basear em uma iniciativa originalmente proposta pelo ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner. A iniciativa é vista, entre os oficiais israelenses, como a última capaz de evitar uma invasão terrestre em larga escala da Faixa de Gaza, território onde vivem 1,4 milhão de palestinos. Segundo o Haaretz, o governo de Israel anunO ministro de Infra-estrutura Binyamin Ben-Eliezer condenou as informações sobre a suposta proposta de trégua, afirmando que 48 horas permitiriam que o Hamas se reorganizasse. "O Hamas ainda não sofreu danos suficientes nos ataques recentes", afirmou. Enquanto isso, o governo afirmou que está preparado para trabalhar com a França e outros países para aumentar a ajuda humanitária na Faixa de Gaza. "Queremos ver comboio atrás de comboio de ajuda humanitária e desejamos trabalhar com todos as partes internacionais relevantes para facilitar esse objetivo", afirmou o porta-voz de Olmert, Mark Regev, questionado sobre a proposta francesa de trégua. "Ao mesmo tempo, é importante manter a pressão ao Hamas, sem dar tempo para que eles se reagrupem e reorganizem", afirmou.

Enquanto isso, os militantes palestinos continuam com o disparo de foguetes contra cidades israelenses, apesar dos ataques aéreos de Israel também terem prosseguido nesta terça-feira. Militares israelenses informaram que desde que começou a ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza, no sábado, os militantes da Faixa de Gaza dispararam mais de 250 foguetes, que mataram quatro cidadãos israelenses.

Nesta terça-feira, aviões israelense bombardearam um complexo governamental do Hamas, que o grupo islâmico havia evacuado no início da ofensiva. Israel também bombardeou instalações de segurança. Mais de 360 palestinos foram mortos desde o início das operações no sábado contra o Hamas na Faixa de Gaza. Muitos integravam o Hamas, mas pelo menos 64 eram civis, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). Entre os civis abatidos estavam duas irmãs, de 4 e 11 anos, mortas nesta terça-feira durante um bombardeio israelense no norte da Faixa de Gaza.

O primeiro-ministro interino de Israel, Ehud Olmert, disse mais cedo ao presidente Shimon Peres que a fase aérea da operação é "a primeira de várias" que foram aprovadas pelo gabinete. "Sionistas, esperem por mais resistência", disse nesta terça-feira o porta-voz do Hamas, Ismail Radwan, em mensagem de texto aos repórteres.

Os aviões israelenses despejaram pelo menos doze bombas no complexo governamental do Hamas. Os moradores, intuindo que o complexo seria bombardeado, abandonaram a vizinhança no sábado. Ainda não está claro se pessoas ficaram soterradas sob as ruínas do complexo.

Grupos armados palestinos atingiram com um foguete a cidade israelense de Be'er Sheva, a cerca de 40 quilômetros da Faixa de Gaza. Este foi o disparo de maior alcance contra território israelense até o momento, informou a polícia. Não foram registrados danos materiais ou vítimas mortais. O local, de aproximadamente 180 mil habitantes, e a localidade beduína de Rahat, não tinha sido atingido pelos foguetes palestinos até esta terça. Os grupos armados de Gaza aumentaram a distância de seus lançamentos com o uso de foguetes de tipo Grad, cujas peças entram na Faixa de Gaza através dos túneis subterrâneos com o Egito. Seu alcance é maior que os projéteis Qassam.

Nesta terça-feira, o presidente do Egito, Hosni Mubarak, fez um discurso de cadeia nacional de televisão para dizer que não abrirá a fronteira com a Faixa de Gaza, embora tenha dado a permissão para o tratamento de feridos em hospitais do Sinai e permitido que alimentos e remédios sejam enviados ao território palestino sitiado. Mubarak disse que só abrirá a fronteira quando o presidente palestino Mahmud Abbas retomar o controle da Faixa de Gaza, que perdeu para o Hamas em meados de 2007. Mubarak tem se incomodado com a presença dominante do Hamas em um território vizinho e teme que a força do grupo insufle os dissidentes islâmicos no Egito.


(Com agências internacionais)
Domínio do Hamas em Gaza precisa terminar, diz Netanyahu

Domínio do Hamas em Gaza precisa terminar, diz Netanyahu

Benjamin Netanyahu, chefe do Likud, visita casa danificada por foguete palestino na cidade israelense de Sderot no último dia 21. (Foto: AFP)
Chefe do Likud diz que, no governo, tentaria derrubar o movimento.Ex-premiê é favorito nas eleições de 10 de fevereiro em Israel.

Benjamin Netanyahu, apontado pelas pesquisas de opinião como o favorito para se tornar primeiro-ministro de Israel na eleição de 10 de fevereiro do próximo ano, disse nesta terça-feira (30) que um governo sob sua liderança utilizaria "todos os meios necessários" para pôr fim ao governo do Hamas em Gaza.

Netanyahu, chefe do partido de oposição Likud (direita), fez os comentários em uma entrevista à Reuters, dizendo ter respondido a um chamado do primeiro-ministro Ehud Olmert "para ajudar os esforços de RP (relações públicas) de Israel durante a atual operação em Gaza.

A ação exigida é algo que retire de cena este regime do Hamas", disse Netanyahu.

Questionado se Israel está buscando fazer isso durante a campanha militar lançada no sábado com o objetivo declarado de interromper os ataques com foguetes do Hamas, ele disse:

"Se é possível fazer isso agora é algo que não acho que podemos discutir aqui. Mas isso deve ser discutido porque, no final das contas, se não o fizermos, o Hamas vai se rearmar."

Netanyahu respondeu afirmativamente quando questionado se a remoção da administração do Hamas da Faixa de Gaza, território conquistado pelo grupo em 2007, seria uma meta-chave para um governo liderado pelo Likud.

Com relação a como pôr fim ao controle do Hamas no enclave, ele disse, sem pestanejar: "Com todos os meios necessários para fazê-lo."

Com as operações em Gaza, disse Netanyahu, Israel quer "ter certeza que os disparos de foguetes parem, mas também que a capacidade de disparar foguetes no futuro também seja interrompida."

Ele não quis comentar sobre quais possíveis táticas militares Israel deve usar além dos ataques aéreos, que mataram 350 palestinos, entre eles, de acordo com números da Organização das Nações Unidas (ONU), ao menos 62 civis.

Três civis israelenses e um soldado foram mortos por foguetes disparados a partir da Faixa de Gaza desde o início da ofensiva, no sábado, e as forças israelenses colocaram-se ao longo da fronteira do território em uma preparação para uma possível invasão.

Netanyahu disse que Israel está tentando minimizar as mortes de civis palestinos. Ele acusou o Hamas de usar civis da Faixa de Gaza como "escudos humanos" ao colocar lançadores de foguetes e armas em áreas densamente povoadas.

Netanyahu foi primeiro-ministro de 1996 a 1999. Analistas israelenses disseram que a liderança dele nas pesquisas poderia ser ameaçada pelo apoio popular à campanha em Gaza promovida pelo atual governo de coalizão, liderado pelo partido Kadima (centro).


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Israel adverte que ofensiva contra o Hamas em Gaza pode durar semanas

Israel adverte que ofensiva contra o Hamas em Gaza pode durar semanas


GAZA - A ofensiva militar israelense contra o Hamas na Faixa de Gaza, que já provocou mais de 360 mortos, está apenas na primeira fase e pode durar semanas, advertiu nesta terça-feira (30/12) o Estado hebreu, que mantém suas tropas terrestres preparadas para entrar no território palestino.

"As operações aéreas e marítimas do Exército israelense constituem a primeira fase entre várias já aprovadas pelo gabinete de segurança", disse o primeiro-ministro, Ehud Olmert, durante uma reunião com o presidente Shimon Peres.

Já o vice-ministro da Defesa, Matan Vilnai, afirmou que Israel está disposto a lutar durante semanas contra o movimento radical palestino Hamas. "Estamos preparados para um conflito prolongado e para semanas de combate", declarou à rádio pública israelense. "O Hamas ainda dispõe de centenas de foguetes, mas perde força a cada dia. Queremos fazer uma mudança radical na situação de segurança no sul de Israel", afirmou.

Mais cedo, a porta-voz do Exército hebreu afirmou que as forças terrestres israelenses estão prontas para atuar contra o Hamas em Gaza, que no entanto não divulgou uma data precisa para a ação. "As forças terrestres estão prontas para atuar. Todo mundo está em sua posição em terra", declarou a porta-voz, Avital Leibovitz.

"A opção existe. Pode ser aplicada, mas no momento só atacamos por ar e pelo mar", acrescentou. "Restam muitos objetivos que ainda não atacamos", destacou a porta-voz. "Agimos de acordo com o plano inicial e constatamos sinais de enfraquecimento no Hamas. Mas isto não significa que tenha perdido a capacidade de disparar foguetes contra Israel", explicou a porta-voz.

No quarto dia da ofensiva israelense, os ataques aéreos prosseguiram durante a madrugada e a manhã desta terça-feira na Faixa de Gaza. Duas irmãs palestinas de 4 e 11 anos, Lama e Haya Hamdan, morreram em um bombardeio que teve como alvo um carro puxado por uma mula em Beit Hanun, norte da Faixa de Gaza.

Na região de Khan Yunes, sul da Faixa de Gaza, um palestino morreu e dois ficaram feridos em um ataque aéreo contra um posto policial do Hamas.

Pelo menos 360 palestinos, em sua maioria membros do Hamas, mas também mais de 50 civis, morreram e 1.700 foram feridos desde sábado na ofensiva aérea israelense contra o movimento radical islamita, segundo o diretor dos serviços de emergências de Gaza, Muawiya Hasanein.

Entre os mortos há 39 crianças e 13 mulheres, acrescentou. No mesmo período, quatro pessoas morreram em Israel pelos disparos de foguetes palestinos, que o Hamas continua lançando contra Israel apesar da grande operação militar. Três foguetes palestinos caíram, sem provocar vítimas, nesta terça-feira na cidade israelense de Sderot (sul).

Em uma tentativa de acabar com a violência, três escritores israelenses de renome, David Grossman, Amos Oz e A.B. Yehoshua, se pronunciaram a favor de um cessar-fogo imediato com o Hamas. "Para não adicionar mais mortos e mais destruição, devemos cessar total e unilateralmente o fogo durante 48 horas, e inclusive se os palestinos dispararem contra Israel, não responderemos", escreveu Grossman no jornal Haaretz.

"Chegou o momento de um cessar-fogo total, esperando que os palestinos deixem de disparar contra nós e que, em troca, suspendamos o bloqueio imposto à Faixa de Gaza", afirmou Amos Oz ao jornal italiano Corriere della Sera. No entanto, o ministro israelense das Infra-Estruturas, Binyamin Ben Eliezer, descartou a possibilidade.

"Israel não está interessado neste momento em um cessar-fogo com o Hamas na Faixa de Gaza. Se acontecer um cessar-fogo, isto permitirá ao Hamas recuperar suas forças e preparar um ataque mais duro contra Israel", declarou.

As autoridades israelenses afirmam que a operação militar, de uma violência inédita desde a ocupação dos territórios palestinos por Israel em 1967, tem como objetivo acabar com os disparos de foguetes palestinos a partir de Gaza, território controlado pelo Hamas desde junho de 2007.

Ainda nesta terça-feira, uma lancha da Marinha de Israel impediu a entrada de um barco com militantes pró-palestinos que tentava romper o bloqueio imposto por Israel à Faixa de Gaza com ajuda humanitária, informou a rádio militar israelense.

O "Dignity" havia sido fretado pelo 'Free Gaza Movement' para levar ajuda médica a Gaza. Os organizadores da travessia confirmaram o choque com a lancha israelense, mas afirmaram que os danos sofridos pelo "Dignity" não impedem a navegação.

Segundo a rádio, embarcação militar fez vários disparos de advertência e a tripulação afirmou que prevalecia uma situação de guerra em Gaza e que o barco deveria retornar, mas este tentou evitar a lancha, que então bloqueou a passagem e provocou a colisão.

Ninguém ficou ferido, mas os dois barcos sofreram avarias. Em seguida, a embarcação dos militantes pró-palestinos voltou para alto-mar. A bordo do "Dignity" viajavam, entre outros, Cynthia McKinney, ex-congressista americana e candidata do Partido Verde à presidência, e Sami al-Hajj, jornalista do canal Al-Jazeera que esteve detido em Guantánamo.

Paul Larudee, um dos fundadores do 'Free Gaza Movement', afirmou que o barco foi cercado a 70 km da costa israelense, em águas internacionais, e 135 km do destino em Gaza.

"Foi cercado por 11 barcos israelenses. Ordenaram a nosso barco que parasse e foi isso que fizemos. Começaram a atirar em direção a nosso barco e na água ao redor. Como nosso barco não deu meia-volta, um dos navios se chocou contra ele, mas não o suficiente para impedir a navegação", disse.

O "Dignity", que fez cinco viagens a Gaza desde agosto, apesar do bloqueio israelense, transportava de três a quatro toneladas de material médico.


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O Ocidente e a Linguagem do Islã

O Ocidente e a Linguagem do Islã

O Ocidente e a Linguagem do Islã


Especialista diz que nações erram ao aplicar o pensamento judaico-cristão às ações políticas que envolvem países árabes.   
Sheila Sacks

Em entrevista ao jornal italiano Corriere Della Sera, alguns meses depois da retirada de Israel da Faixa de Gaza, em agosto de 2005, um dos líderes mais radicais do Hamas e atual Ministro palestino de Relações Exteriores, Mahmoud al-Zahar, declarou que o grupo armado não desistirá da Grande Palestina, que inclui a cidade de Jerusalém e Judéia e Samária. 

"Esta solução que está aí é temporária e pode durar de 5 a 10 anos. Mas, ao final, a Palestina voltará a ser muçulmana e Israel desaparecerá da face da terra". Em outra apresentação, desta vez à rede norte-americana CBN News (The Christian Broadcasting Network ), Al-Zahar, declarou textualmente: "Nós estamos em meio a uma terceira Guerra Mundial. Eu digo isso o tempo todo. E mais: Por que o Hamas deveria abrir mão de suas armas? Para satisfazer Israel? Para satisfazer algum ser humano na terra? A resposta é não".

O especialista em História e Religião Islâmica da Universidade de Jerusalém, professor Moshe Sharon, faz algumas observações sobre as mensagens implícitas presentes nas palavras de Al-Zahar. Profundo conhecedor da língua e do pensamento árabes, professor Sharon vem alertando, já há alguns anos, sobre a necessidade das nações prestarem mais atenção à linguagem usada pelo Hamas (que significa fervor) e por grupos como o Hezbollah e Al-Qaeda. "O que Al-Zahar quis dizer quando falou em terceira Guerra Mundial", explica Sharon, "é o seguinte: nós, muçulmanos, queremos restabelecer o Califado - da Índia e China à Espanha". Isto porque os árabes ainda consideram a Espanha como território islâmico (a Península Ibérica ficou sob o domínio dos árabes por 700 anos- do séc. VIII ao XV).

Cristãos-sionistas

Em outra oportunidade, Al-Zahar chamou os norte-americanos de "cristãos-sionistas" que acreditam em ilusões como a de que o Salvador retornará a Jerusalém e que os judeus devem estar lá para esperá-Lo. "Os americanos incitam o mundo contra o Hamas e outros grupos muçulmanos", acusou o líder palestino, "e portanto não há benefício em manter um diálogo com pessoas que convivem com o Satã". Para o professor Sharon está patente que a briga com os chamados "cristãos-sionistas" dos Estados Unidos faz parte de uma guerra maior que o Islã trava contra o sistema de vida judaico-cristã do Ocidente. "Quando Al-Zahar diz que o poder de Israel e dos americanos não é eterno e que isso pode mudar, o que ele verdadeiramente expõe é que o objetivo do Hamas é o estabelecimento de um estado palestino muçulmano em Israel e também o domínio de toda a terra pelo Islã".

Sharon adverte que o Ocidente está em perigo e deve enfrentar a situação de maneira séria. "Para muitos pode parecer uma piada esta história de dominar o mundo, mas para os muçulmanos são palavras de D-us. Desde os primórdios, a intenção do Islã sempre foi subjugar os povos e colocá-los sob as suas leis e regras. E hoje, este plano está a caminho e nós precisamos ter consciência do fato". E lista alguns pontos que comprovam a sua tese:

1- Está escrito literalmente no Corão (Repetição) que "Alá enviou Maomé com a religião verdadeira para governar sobre todas as religiões".

2- Maomé afirmou que os judeus e os cristãos falsificaram os livros da Bíblia e que todos os profetas são muçulmanos, inclusive Abraão, Isaac, Jacob, David e Moisés.

3- O Sistema Islâmico diz que é preciso lutar contra aqueles que não querem viver sob o domínio do Islã. A guerra contra os infiéis, sejam judeus ou cristãos, chama-se Jihad (esforço, empenho).

4- O Corão divide o planeta em duas Casas: uma se chama Dar al-Islam (Casa do Islã), onde o Islamismo governa, e a outra Dar al-Harb (Casa da Guerra), como é conhecido o restante do mundo. Esta Casa da Guerra será conquistada no final dos tempos e subjugada pelo Islã.

5 - Para a civilização islâmica, se uma terra, no passado, foi dominada pelo Islã, ela sempre será propriedade do Islã. Daí os árabes só se referirem a Israel como território.

6- O propósito do Islã é de se constituir em uma força militar divina para impor a cultura islâmica. Cada muçulmano que entrega a sua vida na luta pela disseminação do Islã se constitui em um mártir (shaheed), não importando a maneira como essa morte possa vir a ocorrer. Ou seja, este é um conflito bélico eterno, uma guerra sem fim, entre duas civilizações: a da Bíblia versus a do Corão.


Idioma do Islã


Professor,desde 1971, do Departamento de Estudos Islâmicos da Universidade Hebraica de Jerusalém, Moshe Sharon já publicou 10 livros sobre a história, religião e a cultura orientais. É especialista em epigrafia árabe (inscrições antigas), profundo conhecedor da Shi'a (seita xiita predominante no Irã e no Iraque) e foi Consultor para Assuntos Árabes do Governo de Israel, no período do Primeiro-Ministro Menachem Begin (1977-1983). Ele é incisivo ao questionar a posição de políticos ocidentais que, sem conhecerem uma palavra do idioma árabe, se arvoram em vozes e intérpretes de uma cultura que não entendem. "Esses políticos criaram uma falácia denominada fundamentalismo islâmico. Algo como um Islã bom e um Islã mau. Isso não existe. Há apenas um Islã (significa submissão), aquele dos oradores das mesquitas que vociferam horríveis sermões contra os judeus e os cristãos. Daí que o uso de nossa terminologia e vocabulário para abordar temas como democracia ou fundamentalismo equivale a falar sobre futebol usando termos de beisebol . Para falar com o Islã, você precisa usar o idioma do Islã", acentua o historiador.

Sharon lembra também que nestas guerras de civilizações são muito utilizados os artifícios do tipo cessar-fogo ou acordos de paz, como instruiu Maomé, que usou desta tática em Hudaybiya (em 728). Neste local ele firmou um tratado de paz de 10 anos com a tribo Quraish que vivia na cidade de Meca. Em dois anos quebrou a promessa e marchou com 10 mil soldados sobre a cidade. Tal fato histórico, aliás, foi mencionado por Yasser Arafat, quando semanas depois do Acordo de Oslo (1994) ele se justificou em uma mesquita na África do Sul. O professor Sharon gravou o discurso em que Arafat pedia desculpas pela sua assinatura no documento, dizendo: "Vocês acham que eu poderia assinar algo com os judeus contrário ao que dizem as regras do Islã? Não foi assim. Eu fiz exatamente o que o profeta Maomé fez". Para Sharon, Arafat estava simplesmente falando: "Lembrem-se da história de Hudaybiya".


Tratados não são permanentes

O provérbio árabe - palavras não pagam impostos - define bem as características das negociações utilizadas pelos muçulmanos e que devem ser entendidas da seguinte forma: "tratados não são permanentes". Sharon conta que aconselhou o ministro Begin a não ser o primeiro a falar sobre as propostas de Israel, em qualquer acordo ou tratado de paz com os árabes, porque eles seguem o exemplo do califa muçulmano Ali Ibn Abu Talib - primo e genro de Maomé e mártir dos xiitas - que, em uma contenda em Damasco, no século VII, fez o inimigo falar primeiro e assim conheceu os seus planos, dando a impressão de uma concordância que, mais adiante, não se concretizou.
Em conversa pelo telefone, Moshe Sharon contou que jamais foi convidado para realizar palestras no Brasil ou em outro país da América Latina. Desde 1999 ele preside o Centro de Estudos Bahá'í, na Universidade de Jerusalém. Nascido em Israel, é o primeiro judeu a dirigir a área de história e desenvolvimento desta crença oriental e pacifista (originária do Irã), que possui 5 milhões de seguidores em 200 países, inclusive no Brasil (57 mil), com sede em Haifa, no Monte Carmel (atualmente os adeptos do Bahá`í estão sendo perseguidos e presos pelo regime islâmico do Irã). Repetindo o que vem dizendo em seminários acadêmicos na Europa, Sharon destaca que Israel está na linha de frente nesta batalha de civilizações, mas também precisa da ajuda das nações do Ocidente, porque no momento em que o radicalismo muçulmano se apropriar do controle de armas de destruição em massa - químicas, biológicas e atômicas - estas serão implacavelmente usadas.

Apesar de os avisos de Moshe Sharon projetarem um futuro inquietante para o nosso planeta, a grande mídia teima em se ater a fatos correntes sem se aprofundar no cerne da questão. Talvez pela sua condição de judeu-israelense, muitos jornalistas e intelectuais, instintivamente, façam um pré-julgamento de seus estudos. Entretanto, alguns pesquisadores de religiões monoteístas e observadores da cultura islâmica, já citam o especialista israelense como importante fonte de referência. É o caso do teólogo Samuele Bacchiocchi, doutor em História Cristã, com 15 livros publicados. Formado pela Pontifical Gregorian University, de Roma, e mestre de Teologia da Andrews University, em Michigan, Samuele introduziu os conceitos de Moshe Sharon em suas conferências e também no artigo "Reflexões sobre Terrorismo e Intolerância". É dele a seguinte frase: "Lamentavelmente, os repórteres que cobrem o conflito entre Israel e os palestinos/árabes não oferecem quaisquer lampejos de quais são as forças ideológicas em ação por trás destas guerras".