30 de nov. de 2008

Parashat Vaietsê - 5769

Parashat Vaietsê - 5769

UMA FRASE PARA PENSAR:

"Providencie para si mesmo um mestre e livre-se da dúvida."

Raban Gamliel

 

UM PENSAMENTO PARA ENTENDER:

"Amar é suspirar com o sofrimento do outro, e se alegrar com a sua boa sorte.

Amar é o mais profundo dos prazeres."

 

UMA HISTÓRIA PARA VIVER:

Na Parashá dessa semana Iaacov encontra anjos subindo e descendo uma escada e no final outros anjos aparecem para saudá-lo na volta.

Por que tinham anjos diferentes e por que o acompanharam?

 

Para responder aqui está uma história.

Na Ucrânia, há mais de duzentos anos, vivia nosso herói: um bom judeu, idoso e temente a D'us, chamado Akiva que era uma inspiração para todos à sua volta.

Um dia, para surpresa e desapontamento de todos, Akiva anunciou que havia decidido deixar a cidade e passar seus últimos anos em Israel.  Foi uma surpresa porque geralmente um senhor de idade avançada como ele não tentaria esse tipo de viagem perigosa e exaustiva e um desapontamento porque ele era um dos anciãos queridos da comunidade.  Ele deixou todos os seus livros para a sinagoga e partiu.

Um mês depois da sua partida eles receberam uma carta sua dizendo que havia chegado em Israel, agradecendo novamente a todos pela amizade e lhes desejando uma vida com saúde e alegria. 

O tempo passou e a vida na cidade continuou até que pouco mais de um ano depois aconteceu.  As pessoas não conseguiram acreditar nos seus olhos.  Akiva tinha retornado!

Todos se juntaram em volta dele, o receberam de braços abertos e perguntaram perguntas óbvias e diretas: o que aconteceu?  Por que ele voltou?  Ele não tinha planejado ser enterrado na Terra Santa? Talvez alguém tivesse planejado assassiná-lo e ele tinha resolvido fugir? Talvez ele tivesse tido um sonho?

Mas Akiva se recusou a responder.

Ele contou sobre outras coisas; suas aventuras para chegar lá, o que aconteceu quando chegou, o que viu nas cidades sagradas de Chevron, Tsfat e Jerusalem, o que sentiu no Muro das Lamentações, etc., mas quando lhe perguntaram as perguntas óbvias, ele ficou em silêncio.

A vida na cidade rapidamente voltou ao normal até que num dia, um ano depois, a sociedade funerária (Chevra Kadisha) recebeu uma mensagem que Akiva estava morrendo e queria que seus membros estivessem presentes nos seus últimos momentos.

Eles foram até sua pequena casa e o encontraram deitado na cama, fraco e com idade avançada, quase sem vida, mas completamente consciente. Eles ficaram de pé ao lado de sua cama esperando suas últimas palavras.  Mas depois de algumas horas de silêncio ele simplesmente lhes disse que podiam ir embora e retornar no dia seguinte.

Mas no dia seguinte aconteceu a mesma coisa, e assim por diante até que no terceiro dia quando já estavam impacientes ele se sentou com força renovada e começou a falar.

"Provavelmente vocês estão se perguntando por que chamei vocês aqui várias vezes... e por que voltei de Israel um ano atrás.  Ora, agora posso lhes contar.

Até alguns anos atrás eu costumava ir todos os anos ao grande bazar da cidade de Barditchev para fazer negócios e quando estava lá rezava na Sinagoga do sagrado Rabino Levi Yitzchak de Barditchev.  Oyy, que grande Tsadic!!

Num dia cheguei na Sinagoga um pouco mais cedo e o Rabino Levi Yitzchak não deve ter me visto e então o ouvi falar as bênçãos matinais.  Acredite-me, nunca vi nada assim na minha vida.  Foi simplesmente maravilhoso!

Mas de repente abriu-se a porta da sinagoga e um judeu, um outro homem de negócios, irrompeu chorando como um louco, agitando os braços e gritando 'levaram todo o meu dinheiro!  Roubaram tudo o que eu tinha!!! Oy, o que farei agora?'

O Rabino Levi Yitzchak o acalmou e depois de ouvir a sua história completa soube que ele desconfiava da arrumadeira do hotel.  Trouxeram essa senhora rapidamente junto com o gerente do hotel e ela chorou e protestou sua inocência apesar da humilhação e acusações sobre ela.

Mas então o Rabino Levi Yitzchak levantou sua mão sagrada e disse calmamente, 'não há dúvidas que houve um roubo, mas também não há dúvidas que essa senhora é inocente.  Agora, quem reembolsar esse colega todo o valor que lhe foi roubado terá garantido o meu lugar no paraíso.'

Eu ouvi isso e meu coração disparou.  Eu teria que dar praticamente tudo o que tinha em meu nome, mas mesmo assim perguntei ao Rabino Levi Yitzchak se ele colocaria isso por escrito e quando disse que sim, peguei minha carteira e lhe dei o dinheiro que então foi entregue à vitima.

O companheiro pulou de felicidade, pegou o dinheiro, beijou o rabino, nos agradeceu e abençoou e foi embora.

O Rabino Levi Yitzchak então prometeu que a arrumadeira seria compensada por seu sofrimento e então se virou para mim.  Ele pediu uma folha de papel e escreveu: "Por favor abram os portões do paraíso para esse homem," assinou seu nome e me instruiu que antes de morrer deveria chamar a Chevra Kadisha para me enterrar com essa folha na minha mão. Então me advertiu a nunca comentar com ninguém sobre isso a não ser à sociedade funerária no meu último dia na Terra.

Mas não acabou aí. No dia seguinte, depois da reza, o Rabino Levi Yitzchak me pediu para ir à sua sala.  Quando estávamos sozinhos ele me mostrou uma montanha de dinheiro, uma fortuna, e explicou que o ladrão de algum modo ouviu como eu tinha reembolsado aquele companheiro e lhe fez sentir-se tão mal e culpado que se arrependeu e devolveu o dinheiro que havia roubado.

O Rabino Levi Yitzchak disse que eu poderia ficar com tudo e lhe devolver a carta.  Mas eu me recusei.

É verdade, sem o dinheiro eu teria que viver quase na miséria. Mas não queria devolver a carta.  Sugeri que ele desse o dinheiro para a arrumadeira e cumprisse aquilo que havia prometido para ela e eu ficaria com a carta.

Desculpem-me por ter lhes chamado ontem e antes de ontem,pois pensei que era o fim e agora estou certo que é.

Agora vocês devem querer saber por que voltei de Israel?

Ora, quando voltei de Barditchev com a carta, a costurei na capa de um livro de rezas que usava todos os dias para nunca perdê-la e quando me mudei para Israel tinha certeza de ter levado a carta comigo. Mas quando abri minhas malas percebi com horror que de algum modo a tinha esquecido e misturado nos livros que doei para a sinagoga antes de partir.

Então tive que voltar.

Demorou muito tempo até ter o dinheiro para voltar, mas quando cheguei e a procurei, graças a D'us achei a carta, e aqui ela está."

Com isso Akiva falou o 'Shemá Yisrael', fechou seus olhos e com um sorriso de felicidade faleceu.

 

Isso explica nossa pergunta.

Chassidim geralmente não estão preocupados com recompensas, nem mesmo celestiais.  A razão pela qual Akiva realmente deixou Israel foi pela mesma razão que nosso patriarca Iaacov fez assim milhares de anos antes; ele percebeu que tinha que trabalhar no mundo mundano.

De acordo com o Chassidismo a razão pela qual estamos nesse mundo é para melhorar o mundo o transformando numa moradia para D'us, foi por isso que Iaacov foi para Charan e Akiva para a Ucrânia.

Mas todos os dois tinham assistência Divina: Akiva tinha a benção do Rebe Levi Yitzhak e Yaacov a proteção dos anjos.

 

TENHA UM DIA MUITO BOM, SAUDÁVEL E PRÓSPERO, E SHABAT SHALOM!

 

A PARASHÁ DA SEMANA EM ALGUMAS LINHAS

Parashat Vayetsê

A caminho de Haran, em Beth-El, Iaacov sonha com uma escada com anjos subindo e descendo, e HaShem reafirma a ele a promessa feita a Avraham e Itschac, e promete protegê-lo.

Iaacov encontra Rachel no poço perto de Haran. Iaacov acerta com Lavan trabalhar sete anos em troca de Rachel, mas este lhe dá Leah.

Iaacov trabalha mais sete anos por Rachel.

Nascem Reuven, Shimon, Levi, Yehudah, Dan, Naftali, Gad, Asher, Issachar, Zevulun e Diná.

Rachel dá à luz Yossef.

Após vinte anos com Lavan, Iaacov sai e ruma de volta para Erets Israel.



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Magal
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Equívoco Diplomático

Equívoco Diplomático

Equívoco Diplomático
 
Osias Wurman
 

Estavam certos, mais uma vez, os judeus americanos que sufragaram maciçamente o partido democrata, seguindo antiga tradição. Embora os inimigos e intrigantes de plantão desejassem afastar Barak Obama do eleitorado judeu, a pesquisa de boca de urna deu 78% dos votos judaicos para o vencedor. No próximo Congresso americano teremos 44 políticos da comunidade israelita, sendo 12 senadores e 32 deputados, dos quais 39 são democratas, 3 republicanos e 2 independentes.
Os primeiros nomeados por Obama jogaram um balde de água fria nas expectativas dos fundamentalistas do Oriente Médio e do Irã. O chefe nomeado para a Casa Civil é judeu-americano, Rahm Emanuel, parceiro antigo do presidente eleito e homem de confiança do novo governo.Também a influência dos Clintons representa fronteiras seguras e defensáveis para o Estado de Israel.
Neste momento, vale lembrar, há uma pressão mundial encabeçada pela ONU, para deter a fabricação de armas nucleares pelo Irã, a maior ameaça à paz na região. Em pleno regime de sanções e restrições impostas pelo comercio mundial ao governo de Ahmadinejad, o chanceler brasileiro Celso Amorim resolveu visitar o Irã em busca de novos negócios.
Temos que priorizar ao máximo o interesse nacional, mas não seria mais prudente aguardar um pouco mais de tempo antes de abrir os braços para parceiros tão beligerantes? Ou será que não ecoaram no Itamaraty o envolvimento do Irã com o Hezbollah no Líbano e o Hamas em Gaza, e ainda as ameaças de varrer Israel do mapa? E a acintosa negação revisionista ao genocídio durante o Holocausto ? O Estado de Israel é país membro da ONU, além de amigo e parceiro comercial do Brasil, há 60 anos.
Resta a esperança na capacidade diplomática do Presidente Lula, fiel e fraterno amigo da comunidade judaico-brasileira e admirador do Estado Judeu, no intuito de intervir junto ao governo do Irã, contra as ameaças de um novo genocídio propaladas por Ahmadinejad.
Colocar-se na contra-mão das nações ocidentais, do lado do Irã e contra a ONU e Israel, é pouco recomendável.
Podemos almejar um mundo melhor, desde que saibamos apoiar os pacifistas, em detrimento dos ameaçadores belicistas.
Lula e Obama podem ajudar a pacificar o Oriente Médio, caminho que passa necessariamente pelo isolamento do fundamentalismo suicida antijudaico e antipalestino.
Basta dar as mãos e caminhar ao lado dos amantes da paz na direção correta.
Osias Wurman-é jornalista, email:owurman@globo.com
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Ação militar em Gaza é iminente, diz ministro

Ação militar em Gaza é iminente, diz ministro




 

 

Ação militar em Gaza é iminente, diz ministro

 

 

Soldado vigia a Faixa de Gaza. Foto: AFP

Vilnai não deu detalhes sobre a possível operação militar

O vice-ministro da Defesa de Israel, Matan Vilnai, afirmou, neste sábado, que uma extensa operação militar na Faixa de Gaza é iminente.

"Não há dúvida de que Israel se aproxima de uma ampla operação militar na Faixa de Gaza, que será diferente das anteriores", disse o ministro em um discurso.

A declaração foi feita depois que morteiros lançados da Faixa de Gaza atingiram uma base militar israelense.

O grupo terrorista islâmico Hamas, que controla a Faixa, assumiu a autoria do ataque à base militar de Nahal Oz, na noite da sexta feira, que deixou oito soldados israelenses feridos, dois deles em estado grave.

O ataque é considerado o mais grave em território israelense desde o fim da trégua entre o Hamas e Israel, no dia 4 de novembro, quando uma incursão do Exército israelense na Faixa de Gaza deixou seis palestinos mortos.

A incursão iniciou uma nova escalada da violência, com uma série de ataques e represálias nos quais grupos terroristas palestinos lançaram foguetes e morteiros contra o sul de Israel e as forças armadas israelenses respponderamm bombardeando a Faixa de Gaza.

Israel também decretou o bloqueio .impedindo a entrada de mercadorias e combustiveis na Faixa de Gaza.

A nova escalada de violência do Hamas ocorre cerca de dois meses antes das eleições gerais em Israel, previstas para o dia 10 de fevereiro.

 

 

 

 

 

 

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29 de nov. de 2008

D. Pedro II falava fluentemente hebraico

D. Pedro II falava fluentemente hebraico


Prof. Shlomo Haramati

D. Pedro II, imperador do Brasil de 1841 a 1889, era conhecido por sua vasta cultura e ampla gama de interesses, dominando diversos idiomas inclusive o hebraico.


Segundo o semanário HaMaguid (O Anunciador), o primeiro a ser editado na Europa na língua hebraica, “as línguas européias D. Pedro falava e escrevia com desenvoltura, e também conhecia bem o hebraico”.

Houve sempre, por parte do imperador brasileiro, profundo interesse em assuntos de cultura geral e científica e extrema dedicação ao estudo de idiomas.
Participava de diversas academias de ciências e letras, tendo sido eleito membro da Academia Francesa e tornando-se imortal.

Continua HaMaguid: “Era membro ativo de diversas sociedades científicas na Europa e foi eleito para a Liga dos Quarenta Sábios, em Paris”.
Ainda jovem, D. Pedro II demonstrou especial interesse pela língua hebraica, a qual estudou durante toda a sua vida com afinco, com o auxílio de rabinos e professores judeus em sua pátria e também no exterior.
Há diversos testemunhos quanto ao excelente domínio da língua hebraica a que chegou D. Pedro, incluindo fala fluente e redação criativa.
Segundo o próprio D. Pedro, seu primeiro professor foi um judeu sueco chamado Akerblom.
Após a morte deste, estudou o imperador com o Dr. Heining, falecido em 1888.
O Dr. Koch também é lembrado como um de seus professores de hebraico.
A partir de 1886 estudou D. Pedro com seu assistente de pesquisas, Dr. Christian Seybold, que era também professor de línguas orientais.

Com ele estudou também árabe, com o objetivo, segundo seu próprio comentário, de entender melhor o hebraico e também capacitar-se a ler a literatura árabe no original.
Seu apego à língua hebraica foi interpretado como uma forma de compensar os atos de crueldade cometidos por seus antepassados, reis de Portugal, durante a Inquisição, e também motivado por sua vontade de ler a Bíblia no original.

Contam que certa vez encontrou D. Pedro, nos jardins do palácio, uma Bíblia em hebraico que havia sido perdida por um pastor protestante.
Esta descoberta provocou em D. Pedro forte emoção, a ponto de levá-lo a tomar a decisão de estudar hebraico.

Estudou D. Pedro o hebraico durante toda a sua vida, e quando foi deposto pelos republicanos em 1889 encontrou alívio para seu sofrimento no exílio estudando línguas, aprofundando especialmente seu conhecimento da gramática e literatura hebraicas.
Um de seus biógrafos, Georg Raeders, assim descreveu: 

1- “A fim de encontrar consolo em seus anos de exílio, ele também estudou grego e árabe, mas acima de tudo sentia-se atraído pelo hebraico.

E a razão disto era que em seu exílio ele se identificava com um povo que também vivia exilado.
Não há dúvidas que seu profundo interesse pelo hebraico, em seus últimos anos de vida, resultava de ser esta a língua de um povo que vivia na diáspora, estando ele próprio solitário e longe de sua pátria.

2- Sua afinidade com o hebraico foi também por vezes ridicularizada.
Em 1872, o romancista português Eça de Queiroz publicou artigo criticando as viagens de D. Pedro à Europa e aos Estados Unidos.
“Sua Majestade,” escreve o romancista, “conhecido pela modéstia nos costumes e nas iguarias que impõe no palácio real, tem na verdade uma gula especial e única - a língua hebraica.
Por não levar acompanhante conhecedor do hebraico em suas longas e tediosas viagens por trem, assim que chega, faminto, ao seu destino, sendo festivamente recebido, só sabe balbuciar: ‘Hebraico...’”.

E continuava Eça de Queiroz: “Certa vez, quando recebido com pompa nos palácios reais ingleses e solicitado a exprimir suas vontades e preferências, exclamou com voz sofrida: ‘Hebraico!..’ Os oficiais da recepção, espantados, tiveram a genial idéia de levar o imperador a uma sinagoga. Rodeado por judeus imersos em suas orações, pôde deglutir D. Pedro, com muita curiosidade e satisfação, porções sem fim de hebraico”.

Em seu exílio escreveu D. Pedro um livro de gramática hebraica, em francês, e traduziu do hebraico para o francês a canção “Had Gadiá”, da Hagadá de Pessach (1), por entender que esta canção refletia a essência da justiça divina e seu poder sobre a vida e a morte.
Traduziu também, de um jargão misto de hebraico e provençal, para o francês, três cânticos litúrgicos antigos (séc. XVI ou XVII), que costumavam ser entoados nas festas de Brit Milá (2) e Purim (3) por algumas comunidades na Provence.

Sobre estas traduções observou Sokolov (4):
“Nenhum de nossos homens de letras teve a idéia de salvar do esquecimento e da perda estas peças do folclore judaico, até que veio o imperador brasileiro e coletou-as, interpretou-as, traduziu-as e publicou-as, com total fidelidade aos originais”.

No livro que publicou com estas traduções (5), aduziu D. Pedro na introdução a história destas canções e seu valor literário, para que seus leitores pudessem captar a luminosidade oculta nos tesouros da literatura hebraica.
No prefácio deste livro, declarou o monarca brasileiro seu amor pela língua hebraica e descreveu as sucessivas etapas de seu estudo, mencionando com reverência os nomes de seus professores de hebraico, como citamos anteriormente.

Nos anos 70 e 80 do século XIX, ainda imperador do Brasil, D. Pedro viajou diversas vezes para a América do Norte e Europa.

Nessas viagens ele ampliou seu conhecimento de línguas antigas (sânscrito, grego e hebraico), como menciona edição de HaMaguid de 1887:
“D. Pedro II, imperador do Brasil, é pessoa culta e estudada. Em suas horas livres ocupa-se do estudo do sânscrito, do grego, do hebraico e suas literaturas. Para este fim, ele leva consigo em suas viagens ao exterior muitos livros raros, escritos nessas línguas, despendendo horas em sua leitura”.

 3 - Em suas viagens costumava D. Pedro encontrar-se com intelectuais judeus de sua época, como Adolf Frank (1809-1893), primeiro professor judeu na Sorbonne, Israel Michel Rabinowitz (1818-1893), que traduziu parte do Talmud para o francês, Julius Opert (1825-1905), assiriologista muito conhecido na época, A.A.Neubauer (1831-1907), pesquisador de manuscritos hebraicos e diretor da biblioteca da Universidade de Oxford nos anos 1873-1900 e Moïse Schwab (1839-1918), diretor da Bibliothèque Nationale de Paris e tradutor do Talmud de Jerusalém para o francês.

Quando chegou D. Pedro a São Petersburgo em 1876, encontrou-se com A.A.Harkavi (1839-1919), diretor da Biblioteca Real, que era conhecido como pesquisador de manuscritos hebraicos antigos. D. Pedro manteve com ele longas discussões sobre os manuscritos que lá se encontravam.

Quando de seu exílio em Paris (1889-1891), manteve D. Pedro laços de amizade com intelectuais e escritores hebraístas e judeus.

Não é de surpreender que nessa época a visão aguçada de Ephraim Deynard (1846-1936), bibliógrafo e comerciante de manuscritos hebraicos, tenha atraído o mui-ilustrado imperador no exílio para oferecer-lhe manuscritos e livros hebraicos antigos.
Foi divulgada carta de Deynard a D. Pedro, na qual destaca o conhecimento da língua hebraica pelo imperador, o que o eternizaria:
“Desta forma Sua Majestade destacou-se e gravou seu nome, em letras luminosas, na história e no coração do povo do Deus de Abraão”.

E assim cumprimentou Deynard o imperador, em seu nome e em nome do povo de Israel:
“Esta saudação é-lhe dirigida por dezenas de milhares de filhos de Israel, pela grande honra que Sua Majestade conferiu a este povo antigo por ter estudado sua língua”.

Em suas viagens ao exterior costumava D. Pedro visitar sinagogas.

Consta que em 22 de setembro de 1876 esteve em visita à sinagoga de Odessa e impressionou-se com a bela melodia das orações.
Sobre as visitas de D. Pedro a sinagogas escreveu o historiador A.R.Malachi:
“Entrava incógnito e sentava-se junto à porta, como se fosse um visitante pobre.
Em algumas sinagogas, pensando que fosse judeu, quiseram dar-lhe a honra de ler na Torá (6) e, para tal, perguntaram-lhe seu nome e de seu pai.
Mas o visitante dizia a verdade, respondendo que não era judeu”.

Temos testemunhos de que D. Pedro costumava rezar em sinagogas, com o livro próprio de orações em hebraico.
Seguindo as instruções contidas no livro, certa vez na sinagoga de Bruxelas, soube quando levantar-se e o que dizer, acompanhando atentamente a liturgia.

Segundo outras fontes, cumpriu sim D. Pedro o ritual da “subida” à Torá, dizendo as respectivas bênçãos em hebraico e até mesmo traduzindo os versículos que havia lido.
Assim ocorreu em sua visita a Londres em 1871, na grande sinagoga da Great Portland Street, e também na sinagoga de Bruxelas.
Nesta última, diante do espanto geral dos circunstantes, declarou D. Pedro:
“Levarei comigo, em meu coração, o selo da Torá de Moisés, e suas palavras pairarão para sempre diante de meus olhos”.

4 - Conta-se que também “subiu” à Torá na sinagoga da cidade de São Francisco, na Califórnia, e também lá demonstrou seu conhecimento através da tradução correta dos versículos que leu.
Discutiu, inclusive com os rabinos, sobre a importância da língua hebraica.

Em dezembro de 1876 visitou D. Pedro a Terra Santa, tendo participado com os judeus de Jerusalém das orações de sexta-feira à noite, junto ao Muro das Lamentações.
Foi provavelmente nesta viagem que adquiriu o imperador os rolos da Torá, recentemente redescobertos no Museu Nacional no Rio de Janeiro. (7)

Como dito, dominava D. Pedro II a língua hebraica, a ponto de manter conversação fluente.
Conta-se que no tempo em que foi imperador, convidou alguns líderes da comunidade judaica brasileira a seu palácio.
Quando se apresentaram, com todo o respeito devido a Sua Majestade, este dirigiu-se a eles em hebraico.
O espanto dos líderes judeus foi grande:
Por não entenderem palavra do que o imperador lhes dizia e porque não poderiam supor que Sua Majestade se dirigiria a eles em hebraico.
Passada a surpresa, o imperador repreendeu-os:
“Que judeus são vocês, que não compreendem a língua de seus antepassados ?!”

D. Pedro faleceu em Paris em 5 de dezembro de 1891.
Na eulogia publicada no jornal HaTsfirá (A Sirene), editado em Varsóvia na língua hebraica, escreveu Israel Isser Goldblum (1863-1925) sobre a vasta cultura de D. Pedro II e seu especial interesse pela língua hebraica, tendo sido salientado o fato de o imperador do Brasil saber e falar fluentemente o hebraico:
“Bem aventurados aqueles que viram D. Pedro II, Imperador do Brasil, e ouviram-no falar na língua sagrada.
Bem aventurados todos aqueles que o saudaram e foram por ele saudados”.

O texto acima foi extraído do livro “O Hebraico Vivo Através das Gerações”, publicado em Israel em 1992.

Devidamente atualizado, foi transmitido como palestra pelo próprio autor na rádio israelense Kol Israel em dez/1998.

Sobre o autor: Shlomo Haramati é professor de Linguística Aplicada na Universidade Hebraica, Jerusalém.

Foi pesquisador da UNESCO, tendo atuado na área da erradicação do analfabetismo.
Foi agraciado com o “Prêmio Jerusalém” em 1974, pelo desenvolvimento de métodos para o ensino do hebraico como língua materna e como língua estrangeira.

Tradução: Ephraim Knaan e Moshé Waldmann
Notas dos tradutores:
(1) Hagadá de Pessach: Texto que descreve o êxodo dos judeus do Egito, lido anualmente na Páscoa
judaica.
(2) Brit Milá: Cerimônia de circuncisão.
(3) Purim: Festival anual que comemora a salvação dos judeus no exílio persa.
(4) Sokolov, Nahum (1861-1936): Decano dos jornalistas e escritores israelenses.
(5) Poésies Hébraïco-Provençales du Rituel Israélite Comtadin. Traduites et Transcrites par S.M.
Dom Pedro II D’Alcantara, Empereur du Brésil. Avignon 1891. (Cf. Elias Lipiner, 1916-1998,
escritor brasileiro-israelense, em seu texto “Imperador do Brasil e Amante do Hebraico” pu-
blicado no mensário “Am VaSefer” [Povo e Livro], Israel, fev/1966)
(6) Torá: Rolos de pergaminho contendo a história e as leis básicas do povo judeu, lidos ao longo
de cada ano.
(7) Pesquisadores consideram estes rolos da Torá como dos mais antigos existentes, remontando ao
século XIV ou XV. Foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(IPHAN) e encontram-se em exibição no Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro.

Bíblia inspira Moacyr Scliar em romance

Bíblia inspira Moacyr Scliar em romance


Tensão familiar, amores contidos, intriga, traição, humor e sexo. Novela televisiva? Não. Filme de Woody Allen? Tampouco. Trata-se, nada menos, de uma passagem bíblica.

Mais especificamente, do capítulo 38 do Gênesis, do Antigo Testamento, só que relido pelos olhos do escritor gaúcho Moacyr Scliar, 71, membro da Academia Brasileira de Letras e colunista da Folha.


O escritor gaúcho Moacyr Scliar, colunista da Folha e autor de "Manual da Paixão Solitária"
"Manual da Paixão Solitária", seu mais novo livro, romanceia o episódio em que o patriarca Judá tenta dar continuidade à sua linhagem. Para reavivar a passagem, Scliar traz a história para uma discussão nos dias de hoje.

Quando a obra começa, está para ser iniciada mais uma rodada anual do Congresso de Estudos Bíblicos, na qual um respeitado especialista interpretará o Manuscrito de Shelá. Trata-se de um documento fictício, que teria sido encontrado numa caverna em Israel, e que traria elementos para preencher lacunas do texto da Bíblia.

"No Gênesis, a descrição desses acontecimentos ocupa poucas páginas. Mas trata-se de uma história que provoca muitas reflexões sobre os sentimentos humanos. Por isso, me interessei por ela e quis dar contornos mais completos a personagens e ações", disse Scliar, em entrevista à Folha.

Com relação aos fatos contados na Bíblia, nada foi adulterado. O que o escritor gaúcho fez, apenas, foi criar diálogos, descrições de passagens e personalidades, e, principalmente, investigar suas emoções e a razão de suas decisões.

As coisas têm início quando Judá, filho do patriarca Jacó e irmão de José, o interpretador de sonhos, se afasta da família para criar a própria linhagem.

Tem três filhos, Er, Onan e Shelá. Quando estes crescem, ele sai à busca de uma companheira para o filho mais velho. A moça chama-se Tamar.

Er, porém, morre antes de engravidá-la. Segundo a tradição da época, quando isso ocorria, o irmão mais novo tinha de assumir essa tarefa. Onan une-se a Tamar e tem com ela relações sexuais, mas com coito interrompido. Assim, ela não fica grávida e a tensão aumenta, até que Onan também morre.

Tamar, mulher misteriosa e ardilosa, engana Judá, oferecendo-se a ele disfarçada, quando este empreendia uma viagem. Deste modo, fica prenhe do patriarca e tem com ele dois filhos, Perez e Zerá.

"É um momento de tensão imensa, um desafio para os ficcionistas que o queiram descrever", diz o autor.

Bíblia e literatura

Para Scliar, o texto bíblico deve também ser lido como se faz com autores clássicos como Shakespeare ou Cervantes. "Os jogos de poder e as intrigas amorosas comuns à nossa natureza estão nessas obras. A Bíblia é um verdadeiro catálogo das paixões humanas."

Ele, ainda, não concorda com o modo delicado e angelical que costuma ser agregado aos personagens do Antigo Testamento. "Aquele era um mundo muito hostil e violento. Se não houvesse um extremo grau de disciplina, simplesmente não era possível sobreviver."

E acrescenta que, pelo fato de a vida ter de ser coletiva e rígida em suas leis morais, não havia espaço para o indivíduo. "Daí ser uma referência para questionar, entre outras coisas, a solidão humana", conclui Scliar.

MANUAL DA PAIXÃO SOLITÁRIA
Autor: Moacyr Scliar
Editora: Companhia das Letras
Quanto: R$ 39,50 (215 págs.)

28 de nov. de 2008

Baruch Dayan Ha Emet

Baruch Dayan Ha Emet



Rabino Gavriel e sua esposa Rivka Holtzberg, ao lado de tantas pessoas inocentes,vitimas do covarde e brutal assassinato realizado por terroristas, em um dos piores episódios ocorridos.

Sede do Beit Chabad em Mumbai







As comunidades judaicas de todo o mundo estão consternadas, após terem se unido atendendo aos apelos feitos para que fossem realizadas preces e atos de bondade em prol da libertação dos reféns.
Moshe, o filhinho de dois anos dos shluchim, conseguiu escapar sendo levado nos braços de uma funcionária do Beit Chabad, logo após algumas horas da invasão da sede, conhecida como Casa Nariman, no popular bairro de Colaba. A Associated Press noticiou que a criança havia saído ilesa, mas com as roupas encharcadas de sangue.

Acolhendo a comunidade "Gabi e Rivky Holtzberg fizeram seu útlimo sacrifício", declarou o rabino Moshe Kotlarsky, vice-presidente da Instituição Merkos L'Inyonei, o braço educacional do Movimento Chabad-Lubavitch, cuja sede fica em Nova York. "Como emissários enviados a Mumbai, eles trocaram sua vida confortável, ao lado de seus amigos e familiares a fim de difundir os valores judaicos a esta parte do mundo, repleta de turistas, entre os quais, muitos israelenses, acolhendo a todos e lhes fornecendo conforto material e espiritual. O Beit Chabad tornou-se um centro popular na comunidade local tanto no meio empresarial quanto turístico.
"Atuando há cinco anos na comunidade, dirigiam a sinagoga oferecendo cursos, aulas de Torá, bem como promovendo atividades que espalhavam alegria a todos que freqüentavam sua casa.”, acrescentou o rabino. "O amor incondicional que dedicavam à comunidade permanecerá para sempre presente na vida de todos que tiveram o privilégio de terem sido tocados por amobos, através de um gesto carinhoso, de um sorriso, de uma boa palavra. Certamente iremos dar continuidade a este maravilhoso trabalho que eles deram início.”

Rabino ao lado de sua esposa e filho O casal Holtzberg chegou em Mumbai em 2003 para servir a pequena comunidade judaica local, acolhendo empresários e turistas que permanecem temporariamente na cidade.
Gavriel Holtzberg, falecido aos 29 anos, era israelense. Mudou-se para Crown Heights, Brooklyn, NY, com seus pais, aos nove anos. Estudante destacado, foi bi campeão em competições que premiavam quem mais memorizava a Mishná, um compêndio de leis e decretos Rabínicos compilada no século II da Era Comum.
Cursou Yeshivot, em Nova York e Argentina, tendo participado de programas especiais promovidos pelo Merkos L'Inyonei ajudando os rabinos das comunidades da Tailândia e China, a desenvolver suas atividades enquanto ainda era estudante. Sua esposa Rivka tinha 28 anos, nasceu em Afula, Israel. Sua irmã Chayki Rosenberg a descreve como alguém dedicada profundamente, de corpo e alma, a outros judeus e pessoas da comunidade. “Ela lecionava muitas aulas para diversos grupos de mulheres no Beit Chabad, sempre transmitindo mensagens positivas a todos”.

Em atividades com as crianças Dois anos atrás, o casal havia conseguido levantar fundos para a construção de sua sede em Mumbaim, composta por cinco andares e localizada em uma área próxima aos hotéis, restaurantes e centros de compras muito frequentada por turistas. Além dos diversos cursos ministrados a todas as faixas etárias da comunidade, prestavam serviços comunitários como fornecimento de comida casher, realização de cerimônias como brit –milá (circuncisão), bar mitsvá e casamentos judaicos.
O último contato que foi registrado como tendo sido feito pelo Rabino Gavriel foi com o consulado israelense informando sobre a invasão dos terroristas ao Beit Chabad. A linha foi cortada e desde lá não se obteve mais notícias do que estava ocorrendo dentro do estabelecimento.

Realizando um bar-mitsvá Mais de 125 pessoas foram mortas desde quarta-feira à noite, em vários ataques simultâneos feitos pelo grupo terrorista. Estes descarregaram sua munição portando fuzis e granadas em vários pontos da cidade, incluindo além do Chabad, dois hotéis, estação de trem e locais turísticos. De acordo com os serviços de segurança, ficou claro que o Beit Chabad era um alvo pré-determinado no ataque.

Sua esposa na inauguração da sede Uma equipe de 15 representantes do movimento Chabad, incluindo Califórnia, Nova York, Washington, Israel, Índia, China e outros centros trabalharam ininterruptamente durante a tragédia, acompanhando as notícias e se mobilizando para ajudar no que estivesse ao seu alcance. Pedidos de preces (leitura do Tehilim/Salmos) foram prontamente atendidas no mundo inteiro mobilizando milhares em prol da libertação dos reféns.
A polícia local de Mumbai ao lado do alto escalão do governo indiano empreenderam seus maiores esforços com suas equipes de salvamento aos hotéis, onde havia grande contingente de pessoas a serem protegidas e resgatadas. Quando tomaram a decisão de entrar em ação com a policia de assalto no Beit Chabad, constataram que o pior já havia ocorrido.
Os pais de Rivky conseguiram chegar em Mumbai nesta sexta-feira cedo pela manhã. Agora apenas para levar seu neto, órfão de pai e mãe, para ser resgatado da cena indescritivelmente triste e lamentável, levado ao convívio e consolo familiar.
Lágrimas e ações para Mumbai!

Lágrimas e ações para Mumbai!

 Lágrimas e ações para Mumbai!

Unimo-nos à comunidade Chabad-Lubavitch do Brasil e a mais de 3.000 centros  Chabad ao redor do mundo, para lamentarmos o trágico e chocante assassinato de nossos colegas e amigos Rabino Gabriel Holtzberg e sua esposa Rivka e pelo menos três dos seus hóspedes Z"L, que ainda não foram identificados, em Mumbai na Índia.
Estendemos nossas condolências às famílias, bem como a todos que perderam seus entes queridos neste atentado, e oramos pelo pronto restabelecimento dos feridos.

 

A Índia pode ser muito distante, mas o atentado bateu muito perto.

Há alguns dias estivemos juntos na Convenção Internacional de Rabinos Chabad, em Nova York. Espíritos foram elevados e sentia-se a emoção no ar. Ninguém poderia sequer imaginar uma calamidade como essa!

Estamos de luto profundo pela perda deste jovem casal, cujas vidas foram ceifadas pelos assassinos, porém podemos garantir uma coisa: os terroristas podem ter matado o mensageiro, mas a mensagem será transmitida eternamente.

 

Que possamos encontrar conforto aumentando nossos esforços para melhorar a situação física e espiritual de todos, por meio de atos de caridade, dispersando a escuridão deste momento. Que possamos ouvir somente boas notícias!

Estamos quase no Shabat, o horário de acendimento das velas é 19h18min. Vamos tentar trazer um pouco de luz a este mundo que se tornou tão sombrio.

 

Shabat Shalom

Rabino Dovi

 

Para dar apoio ao pequeno órfão, clique em http://www.chabadindia.org/

Para mais informações acerca deste corajoso casal: http://www.chabad.org/news/article_cdo/aid/773691/jewish/Mumbai-Jewish-Family-Killed.htm

Judeu – filho da mãe?

Judeu – filho da mãe?


Somos todos filhos de D-us

Um dia, no Éden, Eva diz a D-us: Estou com um problema! — Qual é o problema, Eva? —D-us, Você me Criou, me Colocou neste lindo jardim, com animais maravilhosos e uma serpente hilariante, mas não estou muito contente. — Por que? — D-us, estou só. — Bem, neste caso, Tenho uma solução.

Criarei um homem para você. — O que é um homem? — É uma criatura com características ruins: vai mentir, se vangloriar; mas o Criarei para satisfazer suas necessidades.

Não será muito inteligente assim ele também precisará do seu conselho para pensar bem. — Qual é o truque? Eva pergunta desconfiada. — Bem, tem uma condição. — Qual é? — Como Eu Disse, ele será orgulhoso e narcisista. Assim você vai ter que deixar ele acreditar que Eu o Fiz primeiro. É nosso pequeno segredo...

Você sabe, de mulher para mulher.Provocações à parte, D-us é “Pãe”, pai e mãe. Como o judaísmo não é antropomórfico, D-us não é homem nem mulher, mas abrange o “masculino” E o atributo feminino Shekhiná, Divina Presença.

Matrilinearidade

A maioria das sociedades antigas, orientais e as chamadas primitivas eram (e são) matrilineares e matriarcais; isto é, a linhagem, descendência é definida pela mãe e as mulheres têm o papel central na organização e controle (autoridade) de seus grupos, tribos ou nações.Sempre digo que o judaísmo é biblicamente definido como patriarcal E matriarcal (3 patriarcas: Abrão, Isac e Jacó e 4 matriarcas: Sara, Rebeca, Lea e Rachel); estas com maioria absoluta (4X3) e relativa, desde Gênesis 21:12: “D-us diz a Abraão: tudo o que Sara te disser, escuta a voz dela!”

A concepção errônea do machismo ocidental como herança “judaico-cristã” deriva ipso facto da sociedade greco-romana: gregos, cuja filosofia não conferia sequer uma “alma” à mulher e dava direitos senhoriais aos maridos, tendo melhorado um pouco entre romanos, com o casamento em conjugium (jugo mútuo), todavia oposta à concepção judaica da mulher e do casamento.Isto sem mencionar o papel especial da Ídishe Mame (mãe judia) que concede, após milênios de aculturação, a última palavra ao marido: Sim, querida!E o filho da mãe?

No judaísmo esta expressão não tem caráter pejorativo nem agressivo. Judeu é definido como “filho de mãe judia (ou conversa) ou convertido ao judaísmo”.Muitos, por questões pessoais ou sexistas, alegam que esta definição é “ginecológica”, deriva de halakhot (encaminhamentos legais, jurisprudências) medievais e contradiz a linhagem (Cohen, Levi, Israel), determinada pelo pai, que tem caráter simbólico litúrgico (embora cerimônias, por exemplo, o Pidion há-ben, resgate do primogênito, dependa da mãe ser Levita); além, claro, da argumentação “feminista” que hoje homens e mulheres desempenham os mesmos papéis sociais, etc., que demonstra um desconhecimento que no judaísmo isto é fato e princípio essencial, desde os primórdios. O “argumento de bolso inquestionável” de alguns é que a matrilinearidade não está definida na Torá. Sorry, periferia, mas está na Torá e no Talmud! Comecemos com a Halakhah.

Uma Halakhah medieval

Em 1319, aldeias de judeus foram atacadas e houve muitos estupros. Os rabinos exararam uma Halakhah para não prejudicar a vida judaica dos filhos nascidos do estupro de uma judia, para que não fossem execrados pela comunidade e sim, tratados com todos os seus direitos. Sob essa ótica, a lei mostra-se incrivelmente humana, pois em outras culturas, mãe com filho de estupro seria certamente expulsa do convívio social.

Observando-a em seu contexto, ela visava a preservar as pessoas e estabilizar uma situação terrível (como outras posteriores, semelhantes).Para quem duvida: está na Torá! A fonte básica da Torá sobre matrilinearidade judaica está em Deuteronômio 7:3,4: D-us ordena que, em Canaã, os homens não deverão se casar com mulheres gentias, de outros povos, para que seus filhos não se desviem, saindo do judaísmo; que o filho de moça israelita com gentio é judeu; já filho de judeu com gentia, não o é; o texto diz que será filho “dela”, isto é, não judeu.

Adicionalmente, Levítico 24:10 cita explicitamente o caso do filho de uma israelita com um egípcio como membro da comunidade israelita, isto é, judeu. Outra menção, já no Tanakh, em Esdras 10: 2-3, mais dura, mas sem dar margem a dúvidas, relata que os judeus que retornaram a Israel do exílio da Babilônia tiveram que abandonar suas esposas não-judias e seus filhos com elas.

Referências Helenistas

Flávio Josefo chega a se referir a filho de casamentos entre judeus e gentias como “meio-judeu” . Já Filon de Alexandria chama filho de judeu com não-judeu de “nothos” (bastardo), independente do ser o gentio o pai ou a mãe . Não satisfeito? Veja no TalmudO texto da Mishnah, tratado Kidushin 3:12, diz que o filho de mãe gentia é como ela, ou seja, não judeu. O Talmud (Kidushin 68b) questiona como saber se esta lei se aplica a qualquer não-judeu, já que o versículo da Torá se refere a povos canaanitas e responde, com base no próprio verso: “ele desviará teu filho de Mim (D-us)”, implicando que todos os que o fizerem estão incluídos.

Respostas atuais

O judaísmo reformista norte-americano adotou a política bilinear em 1983: é judeu se pai ou mãe for judeu, provando que foi criado como judeu e está engajado em ato público de identificação. Algumas congregações apresentam mais requerimentos formais, especialmente se o indivíduo foi criado como cristão. Outros movimentos dentro da União Mundial pelo Judaísmo Progressista adotam essencialmente a mesma posição, como o judaísmo liberal na Inglaterra; judaísmo progressista reconstrucionista nos EUA, Canadá, etc; judaísmo progressista na Austrália; uma congregação na Áustria e algumas na Europa Ocidental. Convém observar que o judaísmo reformista, no Canadá e na Inglaterra, adota uma posição diferente, mais próxima da Ortodoxia.

Ciência: novas questões

Um religioso observa as mitzvot per se, mesmo o judaísmo não sendo dogmático, o que não o impede de pesquisar e se desenvolver cientificamente – muito pelo contrário. Para ilustrar, cito, como homenagem, um ilustre filho de Israel em seu centenário, Albert Einstein: “A religião sem ciência é cega; a ciência sem religião é coxa”.

Uma das belezas do judaísmo é a capacidade de responder com leis milenares a questões novas, resultantes do avanço do tempo e da tecnologia. Assim, para concluir, inovações bastante atuais referem-se à maternidade: a inseminação artificial e a clonagem. Sem entrar em polêmicas éticas, juridicamente temos uma resposta milenar que, paradoxalmente, é a definição ortodoxa! Hipoteticamente um ser humano poderá ser gerado em laboratório, necessitando apenas da mãe... Sou totalmente a favor do método natural mais tradicional (no mínimo, o mais divertido), tendo sido uma estéril agraciada com o milagre de um filho e acho que crianças devem ter pai e mãe educando. Já me antecipando a perguntas ou pedradas, amparo-me na Mishnah: Honra como pai (genitor) aquele que te criou!

Notas1 - Antigüidades Judaicas 16:225;18:109, 139, 141; 14: 8-10, 121,403.2 - Sobre a vida de Moisés 2. 36, 193, 1. 27. 147; Sobre as virtudes 40. 224.

* Jane Bichmacher de Glasman é escritora, doutora em Língua Hebraica, Literaturas e Cultura Judaica, professora adjunta, Fundadora e ex-Diretora do Programa de Estudos Judaicos e do Setor de Hebraico da UERJ.
Cinco reféns são mortos no centro judaico de Mumbai

Cinco reféns são mortos no centro judaico de Mumbai




MUMBAI - As forças de segurança indiana, que recuperarm o controle de um centro judaico de Mumbai das mãos de extremistas islamitas, encontraram os corpos de cinco reféns, informou nesta sexta-feira o número dois da embaixada israelense em Nova Délhi. Segundo a rede de notícias CNN, o número de mortos nos ataques sobe agora para 155.
"Foram encontrados os corpos de cinco reféns. Eram de nacionalidade israelense", afirmou o diplomata Eli Belotsercovsky.

Nas primerias horas desta sexta-feira, forças de segurança invadiram o centro judaico de Mumbai onde extremistas mantinham um número desconhecido de reféns.

Imagens da TV indiana mostraram soldados descendo por meio de cordas de um helicóptero que sobrevoava o local e oficiais se aproximando por terra do escritório do centro judaico Chabad Lubavitch.
Segundo o correspondente da BBC David Loyn, os soldados inicialmente atiraram bombas de fumaça para confundir os extremistas.
Horas antes, uma mulher e uma criança saíram do local, mas ainda não está claro se elas foram libertadas pelos militantes ou se conseguiram escapar.
A criança foi identificada como o filho de dois anos de idade do rabino Gavriel Noach Holzberg, líder da comunidade. O centro judaico está localizado no complexo comercial e residencial de Nariman, no sul de Mumbai.
Confronto final no Taj Mahal
O exército indiano lançou na manhã desta sexta-feira um novo ataque com granadas contra o Hotel Taj Mahal, em Mumbai, para eliminar o último militante ainda entrincheirado.
Quatro granadas foram lançadas na parte do hotel onde o terrorista estaria se escondendo. Houve resposta por parte do militante, que atirou na direção dos jornalistas. Uma câmera da AFP foi ferida na perna por um estilhaço e levada para o hospital.
"Pelo menos um terrorista ou no máximo dois" ainda estavam encurralados no saguão do hotel, mas não há mais reféns no prédio, "até onde nós sabemos", indicou o chefe da polícia do estado de Maharashtra, A.N. Roy, em entrevista à televisão indiana.
Hotel Oberoi sob controle
Nesta sexta-feira, a polícia informou que outro hotel onde hóspedes eram mantidos reféns, o Hotel Oberoi/Trident, já está sob controle.
Durante a ação, pelo menos 93 pessoas, em sua maioria estrangeiros, foram libertadas, mais de 36 horas depois que o hotel foi atacado por extremistas islamitas, informou a polícia, adicionando que 24 corpos foram encontrados no local.
O vice-presidente do grupo hoteleiro Oberoi, S.S. Mukherji, afirmou que havia 200 pessoas presas no hotel.

Ataques
Os homens armados lançaram ataques em pelo menos sete locais diferentes da cidade indiana no final da noite de quarta-feira (horário local), matando pelo menos 155 pessoas.

Usando armas automáticas e granadas, os extremistas atacaram, além dos hotéis e do centro judaico, a principal estação ferroviária da cidade, um hospital e um restaurante freqüentado por turistas
Equipes explodem parede de centro judaico de Mumbai para soltar reféns

Equipes explodem parede de centro judaico de Mumbai para soltar reféns

Forças de segurança indianas explodiram nesta sexta-feira a parede externa da casa judaica Nariman, na cidade de Mumbai, onde terroristas ainda mantêm um grupo de pessoas refém desde quarta-feira (26). Não há confirmação de quantos são os reféns, porém o embaixador de Israel na Índia, Mark Sofer, estima que sejam "cerca de seis".

"Estimamos que haja seis reféns, mas pode haver um pouco mais", disse Sofer, o embaixador à TV Times Now. "Dois dias atrás, um ajudante indiano fugiu da casa judaica com um pequeno bebê filho do rabino, mas o rabino e a mulher permanecem retidos", afirmou. O rabino é um cidadão americano chamado Gabriel Holtzberg. De acordo com a ONG ultra-ortodoxa Zaka, porém, a mulher dele, além do bebê, estão em segurança.

Da janela, refém observa movimentação das forças de segurança indianas em frente ao hotel Oberoi Trident, alvo de terrorismo

Conforme informações do Ministério de Relações Exteriores de Israel à agência Efe, no total, 17 israelenses que estavam em Mumbai no momento dos atentados estão desaparecidos.

Os terroristas realizaram uma série de ataques com tiros e granadas em diversos pontos de Mumbai na noite de quarta-feira. Durante os ataques, eles tomaram reféns na casa judaica e em dois hotéis de luxo, o Oberoi Trident e o Taj Mahal Palace.

No Oberoi Trident, os policiais realizam varreduras em busca de reféns, mas acredita-se que todos tenham sido libertados. Logo, a situação é considerada "sob controle". De acordo com o jornal local "Times of India", dois terroristas foram mortos no hotel. "Queríamos tirá-los vivos, mas, no combate, eles morreram", afirmou o diretor-geral da Guarda de Segurança Nacional da Índia, J.K. Dutt, ao jornal. No Oberoi foram apreendidos dois rifles AK-47, uma pistola e diversas granadas de mão, inclusive não-detonadas, ainda de acordo com Dutt.

No Taj Mahal Palace, as forças de segurança também fazem varreduras, embora ainda haja um terrorista armado, trocando tiros com agentes, em um dos andares. Os policiais soltaram granadas contra ele, embora diferentes vozes tenham sido ouvidas naquela área e, por isso, exista a suspeita de que ele mantém um a dois reféns.

Conforme fontes da polícia, no Taj, cerca de 50 corpos foram encontrados, sendo 12 a 15 deles dentro de apenas um dos quartos.

Não há confirmação se os corpos encontrados nos hotéis nesta sexta-feira estão somados à estimativa do total de mortes ocorridas em decorrência dos ataques, que é de 125.

Com agências internacionais



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Magal
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BEIT CHABAD BRASIL - Ataques Terroristas em Mumbai - Índia

BEIT CHABAD BRASIL - Ataques Terroristas em Mumbai - Índia




 

Ataques Terroristas em Mumbai – Índia

rabino

O número de vítimas dos ataques terroristas simultâneos e violentos ocorridos na terça-feira subiu para 125, em Mumbai, maior centro financeiro do país. Entre os mortos estão seis estrangeiros, entre eles um italiano e britânico. Além das vítimas fataisa polícia afirma que há pelo menos 327 feridos. Entre eles, segundo a CNN, estão sete britânicos, três americanos e dois cidadãos australianos.

Além disso, pelo menos nove terroristas foram mortos em combates com a polícia. Acredita-se que 26 pessoas, a maioria jovens, estavam envolvidas nas ações. Entre os mortos também estão o chefe da polícia anti-terror da Índia, Hemant Karkare, e 14 de seus oficiais.O chefe do governo do estado indiano de Maharashtra, Vilasrao Deshmukh, disse que não há mais reféns no hotel Oberoi da cidade de Mumbai, capital da região, onde um grupo de terroristas armados havia se entrincheirado. onde haviam cinco ou seis israelenses entre os 100/200 reféns. Mas há reféns dentro do Beit Chabad, incluindo israelenses, sob cerco da polícia local.

A marinha indiana diz ter abordado um navio suspeito na costa de Mumbai que pode estar ligado aos atentados de ontem à noite. O capitão Manohar Nambiar disse à agência AP que a embarcação a MV Alpha chegou recentemente a Mumbai de Karachi, Paquistão. Um grupo que se apresentou como Deccan Mujahideen, reivindicou a autoria dos ataques, mas muito pouco se sabe sobre a organização.

chabad

O mais preocupante para a comunidade judaica internacional são os rumores de que uma familia israelense foi feita refém e três de seus membros foram mortos. Também preocupa o silêncio dos representantes Chabad em Mumbai, Rabino Gavriel e Rivka Holtzberg. Ninguém do Beit Chabad foi ouvido desde os ataques. Oito israelenses, e o casal de shluchim, emissários do Rebe, são mantidos reféns. Nesta manhã de quinta-feira, 27 de novembro, Moshe Holtzberg, seu filho de dois anos foi libertado saindo nos braços de Sandra Samuel, uma das funcionárias do Beit Chabad. "Peguei a criança e saí correndo", disse Sandra, que trabalha na cozinha da instituição há cinco anos.

A Ministra dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, falou na manhã desta quinta-feira com o consul-general israelense em Mumbai, Orna Sagiv. Livni recebeu uma atualização da situação, embora não há nenhuma palavra se algum israelense está ferido. A missão israelense está tentando alcançar todos os israelitas que estão visitando a cidade.

O comandante indiano, Amit Tiwari, disse que uma mulher e uma criança tinham sido liberadas na sede do Beit Chabad na manhã desta quinta-feira, e um dos atiradores tinha sido morto, mas acredita-se que quatro homens armados permaneceram no edifício.

O rabino Gabriel Holtzberg e sua esposa, Rivka, emissários do Rebe em Mumbai, estão ainda dentro do Beit Chabad, embora seu filho de dois anos Moishe e uma mulher que o carregava nos braços tenham sido liberados.

Chabad tinha expressado mais cedo a preocupação com o bem-estar de Holtzbergs, seu representante em Mumbai, com quem tinha perdido o contato no início dos ataques. Holtzberg tem um passaporte americano e sua esposa é israelense de Afula.

Os mortos e feridos são vítimas de uma trama sofisticada na qual sete locais da cidade foram atacados por terroristas. Vários hotéis, os mais exclusivos, um restaurante, e a estação ferroviária foram bombardeados. Os ataques chegaram enquanto o país está envolvido em eleições controvertidas.

A cidade abriga muitos estrangeiros e as embaixadas estão ajudando nos esforços de busca e resgate. Os funcionários de Lubavitch em Bangcoc, Israel e Nova York estão trabalhando junto com o Primeiro Ministro de Israel e com o governo americano para ajudar a restabelecer o contato com os Holtzberg e outras pessoas desaparecidas na área do Beit Chabad.

O Beit Chabad de Mumbai, situado perto da área destruída, é uma parada popular para os turistas israelenses. Os Holtzberg oferecem vários programas, incluindo fornecimento de comida casher aos moradores e aos visitantes.

Na India Chabad está presente em quatro cidades: Bombay, Manali, Goa e Bangalore.

Pede-se a todos que falem Tehilim por Gavriel Nôach ben Freida Bluma e Rivka bat Yehudit e por todos afetados pela tragédia para que sejam resgatados o mais breve possível.

Sugestão - Salmo 20:




É apropriado recitar este Salmo diante do perigo, seja pessoal, de um parente ou da nação. É a base da afirmação talmúdica de que deve-se rezar pela redenção ou por ajuda, após afirmar: Deus é o Redentor.

Salmo 20
Lamenatsêach mizmor ledavid. Iaanchá Ado-nai beiom tsara, iessaguevchá shem Elohê Iaacov. Yishlach ezrechá micódesh, umitsión yis'adêca. Yizcor col minchotêcha, veolatechá iedashene sêla. Yiten lecha chilvavêcha, vechol atsatechá iemalê. Neranena bishuatêcha, uvshem Elo-hênu nidgol, iemale Ado-nai col mish'alotêcha. Ata iadáti, ki hoshía Ado-nai meshichó, iaanêhu mishemê codsho, bigvurot iêsha iemino. Ele varéchev veele vassussim, vaanáchnu beshem Ado-nai Elohênu nazkir. Hêma careu venafálu, vaanáchnu camnu vanit'odad. Ado-nai hoshía, hamélech iaanênu veiom cor'ênu.

Salmo 20
Ao mestre do canto, um salmo de David. Que o Eterno te responda no dia da tua atribulação e te traga a um refúgio seguro o Nome do D'us de Jacob. Que de Seu Santuário te envie auxílio, e que de Tsión te traga amparo. Que com prazer aceite todas as tuas oferendas. Conceda o desejo de teu coração e realize teus desígnios. Que nos rejubilemos com Tua vitória e ergamos estandartes em Nome do nosso D'us. Atenda o Eterno a todos os teus anseios. Agora sei que o Eterno trará vitória a Seu ungido; Ele lhe responderá de Seu Santuário Celeste com a força salvadora da Sua destra. Alguns confiam em carros, outros em cavalos, mas nós, somente no Nome do Eterno, nosso D'us. Aqueles caem e sucumbem, mas nós nos erguemos e nos revigoramos. Salva-nos, ó Eterno! Responde-nos, ó nosso Rei, no dia em que Te invocarmos!

Fonte: http://www.chabad.org.br/