31 de out. de 2008

Entrevista com assassino de Itzhak Rabin gera revolta em Israel

Entrevista com assassino de Itzhak Rabin gera revolta em Israel

Barack Obama e John McCain

 

Duas entrevistas realizadas com o assassino do ex-primeiro-ministro Itzhak Rabin geraram uma grande onda de indignação e protestos em Israel.

Igal Amir, extremista da direita israelense, cumpre pena de prisão perpétua por ter matado a tiros, em 4 de novembro de 1995, o então primeiro-ministro do país.

Dois canais de TV gravaram entrevistas com Amir, que falou com os jornalistas por telefone público da prisão onde se encontra.

Os canais 2 e 10 anunciaram que as entrevistas com o assassino iriam ao ar na noite desta sexta-feira, porém depois de uma onda de protestos, o canal 2 resolveu cancelar a transmissão.

Itzhak Rabin foi o premiê israelense que assinou o Acordo de Paz de Oslo, em setembro de 1993, com o líder palestino Yasser Arafat, em Washington.

Rabin foi baleado quando deixava o local em que tinha sido realizada, em Tel Aviv, uma grande manifestação de apoio aos acordos de Oslo.

Pressão

Vários líderes políticos continuam exercendo fortes pressões sobre o canal 10 para que também suspenda a entrevista com Amir.

O jornalista Raviv Druker, do canal 10, afirmou que a decisão de realizar a entrevista com o assassino foi "difícil".

"Mas consideramos importante que o público saiba quais foram as motivações de Amir e quem o ajudou a cometer o assassinato", afirmou Druker.

Líderes políticos da maioria dos partidos condenaram a decisão do canal, que decidiu romper o boicote decretado pela mídia israelense ao assassino.

O ministro da Defesa e líder do partido trabalhista, Ehud Barak, declarou que "Igal Amir deve apodrecer na prisão até o último de seus dias e não se pode, de maneira nenhuma, permitir que ele participe do diálogo público".

O líder do partido nacional-religioso Mafdal, Zvulun Orlev, afirmou que as entrevistas "quebram o isolamento que deve ser imposto ao assassino, seu castigo deve ser não só a negação da liberdade de movimento como também o isolamento da sociedade".

Dov Lautman, um dos industriais mais importantes de Israel, pediu a empresários que cancelem anúncios planejados para o horário do noticiário no canal 10.

"O assassino de Rabin deve sumir do mapa de nossa sociedade e não receber um microfone para falar em publico", disse Lautman.

Herói

Vários israelenses, porém, principalmente de extrema-direita, vêem o assassino de Rabin como um herói. Muitos se opunham ao plano de Oslo e acreditam que a ação de Amir teria prejudicado gravemente o processo de paz em andamento.

Em novembro do ano passado, antes de uma partida de futebol em Haifa, milhares de pessoas em um estádio vaiaram durante o minuto de silêncio prestado em homenagem ao aniversário da morte do ex-premiê israelense e chegaram a gritar o nome de Igal Amir.

A cena causou um choque profundo em Israel, pela grande quantidade de pessoas, que, em público, demonstravam aprovação ao assassinato.

A Associação Israelense de Futebol acabou punindo o time Beitar de Jerusalém pelo comportamento de seus torcedores.

Depoimento

As TVs chegaram a divulgar trechos da entrevista com Amir para promover sua transmissão.

Nesses, Igal Amir contou que foi influenciado pelos "maiores especialistas em segurança do país" a cometer o assassinato.

"(Ariel) Sharon e Raful (o ex-chefe do Estado Maior, Rafael Eitan) disseram que esse acordo (o acordo de Oslo) levaria a uma tragédia", disse Amir.

Amir afirmou que queria parar o processo de paz e teve dúvidas se, para conseguir seu objetivo, seria mais eficaz assassinar o então ministro das Relações Exteriores e atual presidente de Israel, Shimon Peres, ou o próprio primeiro-ministro Itzhak Rabin.

Finalmente decidiu assassinar Rabin pois "era claro que sem ele, eles não poderiam fazê-lo (continuar o processo de paz)".

"Rabin tinha legitimidade para fazer tudo e entregar tudo (os territórios ocupados), e depois que Rabin se foi, Peres não pôde fazer nada", disse ele aos jornalistas.

Amir também disse que resolveu cometer o assassinato depois que descobriu como era "fácil" e contou que em algumas oportunidades anteriores esteve perto de Rabin e poderia tê-lo matado "sem problema nenhum".

Os Serviços Penitenciários anunciaram que Amir vai ser punido por ter dado entrevistas sem receber a permissão das autoridades.

Ele deverá perder o direito a visitas de familiares, não poderá usar o telefone e será transferido para outra prisão, no sul do país.
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Magal
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"Sobre os judeus: e Jesus também era judeu"

"Sobre os judeus: e Jesus também era judeu"




Press Release

 

Título: "Sobre os judeus: e Jesus também era judeu"

Autor: Luiz Augusto Copstein Waldemar - Professor Talema

Número de páginas: 98

Editora Evangraf – Porto Alegre

 

 

 

Em mais uma edição independente, Luiz Augusto Copstein Waldemar - o professor Talema, disserta sobre um assunto que é polêmico. No livro "Sobre os judeus: e Jesus também era judeu", o autor faz um retrato de uma pequena nação que povoa a terra há mais de quatro mil anos. E diferente de outros povos da antiguidade que desapareceram, os judeus permaneceram, mesmo que dispersos pelo mundo. Agruparam-se em comunidades, organizaram-se e mantém viva sua ética e seus valores descritos na Bíblia Hebraica. A mensagem dos profetas é de Tzedaká, isto é, justiça social e não foi por acaso que grande parte da liderança socialista na modernidade foi de origem judaica.

 

De família judia, praticante do judaísmo por opção, o professor Talema viveu cinco anos em Israel e reconhece que sua identidade judaica sempre esteve envolta entre estudos e vivências. Este povo teve um grande legislador, Moisés, quem compilou as leis que regem esta nação até hoje, as quais se encontram nos cinco livros da Torá, (os mesmos que constituem os cinco primeiros livros da Bíblia cristã atual).

 

Do seio do judaísmo nasceu a maior personalidade mundial, Jesus, que foi crucificado pelos romanos com a inscrição na cruz: "Rei dos judeus", uma ironia impensada na época.

 

E quem não tem conhecimento dos conflitos e perseguições sofridos pelos judeus na atualidade? Israel é um Estado jovem com 60 anos de desafios. O Kibutz, uma das suas maiores realizações, sobreviverá? E o conflito com os Palestinos tem solução?  Mas afinal, quem são os judeus , quantos são e o que é o Judaísmo? Estas e muitas outras questões são tratadas neste livro pela paz entre os povos, num texto simples e esclarecedor.

 

 

O autor : Luiz Augusto Copstein Waldemar -

Professor Talema é terapeuta,  professor universitário e da SME de Porto Alegre, autor de vários artigos e

dos livros: "Biodança – o abraço pode mudar o mundo", " Ioga – o caminho da paz interior",

"Vivências integrativas para o casal".

 

Onde encontrar: Na 54ª Feira do Livro de Porto Alegre. Tarde de autógrafos: dia 15 de novembro às 15h30horas

no Pavilhão Central. Na ocasião será feita um "Hora", Dança pela Paz.

 

 

Contatos:

Impetus Press:       Fone: (51) 3737.7692

                                   e-mail: impetus@terra.com.br

Professor Talema: Fone:(51) 3330.8404/ 9115.4693

                              e-mail: talema@cpovo.net

                                           www.talema.pro.br

 

 

 

30 de out. de 2008

Arqueólogo diz ter encontrado o mais antigo texto hebraico

Arqueólogo diz ter encontrado o mais antigo texto hebraico

   Fragmento de cerâmica é parte em polêmica sobre o reino de Davi e o valor histórico dos relatos bíblicos

Imagem do fragmento com linhas de texto em alfabeto proto-cananita

AP

Imagem do fragmento com linhas de texto em alfabeto proto-cananita

HIRBET QEIYAFA, Israel  - Um arqueólogo israelense, trabalhando numa colina ao sul de Jerusalém, acredita que um fragmento de cerâmica descoberto nas reuínas de uma antiga cidade contém a mais antiga inscrição em hebraico já vista, uma descoberta que poderá abrir uma importante janela para a cultura e a língua nos tempos bíblicos.

 As cinco linhas, escritas há 3 mil anos, e as ruínas da fortaleza onde o fragmento foi encontrado são sinais de que um poderoso reino existia no tempo do rei Davi, disse Yossi Garfinkel, o arqueólogo encarregado da escavação em  Hirbet Qeiyafa.

 Outros especialistas relutam em aceitar a interpretação de Garfinkel para os achados, reveladas nesta quinta-feira, 30. As descobertas já tomam parte em um debate acalorado sobre a fidelidade da narrativa bíblica aos fatos históricos.

 Hirbet Qeiyafa localiza-se perto da cidade israelense contemporânea de Beit Shemesh, uma área que um doa marcou a fronteira entre os israelitas e seus inimigos, os filisteus. O local fica sobre o vale de Elah, descrito como o local do duelo entre Davi e Golias, fica perto das ruínas da cidade natal de Golias,  a metrópole filistéia de Gath.

 Um voluntário adolescente descobriu o fragmento recurvado de cerâmica, um quadrado de 15 centímetros, em julho. mais tarde, descobriu-se que a inscrição traz caracteres de proto-cananita, um precursor do alfabeto hebraico. 

 Análises de carbono 14 de material queimado encontrado na mesma camada de solo datam o fragmento de entre 1000 e 975 a.C., mesmo período descrito na Bíblia como o apogeu do reino de Davi.

 Outros pequenos fragmentos de escrita hebraica do século 10 a.C., mas a nova inscrição, que Garfinkel sugere que pode ser parte de uma carta, antecede a inscrição significativa seguinte por cerca de 150 anos. Os textos hebraicos históricos mais famosos, os Manuscritos do Mar Morto, começaram a ser transcritos em pergaminho 850 anos mais tarde.

 

O fragmento agora é mantido num cofre de universidade, onde filólogos tentam traduzi-lo, um trabalho que poderá consumir meses. Mas diversas palavras já foram identificadas, incluindo algumas que, acredita-se, significam "juiz", "escravo" e "rei".

 Os israelitas não eram o único povo a usar o alfabeto proto-cananita, e outros especialistas acreditam ser difícil - talvez impossível - concluir que o texto é hebraico e não uma língua aparentada. Garfinkel baseia sua identificação num verbo de três letras, significando "fazer", que segundo ele era exclusivo do hebraico.

O arqueólogo Amihai Mazar, da Universidade Hebraica, diz que a inscrição é "muito importante", por representar o mais longo trecho de proto-cananita já encontrado, mas ele diz que chamar a língua de hebraico é ir longe demais. "A diferenciação entre as línguas nesse período continua pouco clara".

 Muitos estudiosos e arqueólogos defendem a idéia de que o relato bíblico do tempo de Davi exagera a importância tanto do monarca quanto de seu reino, e é basicamente um mito.

 Mas se a alegação de Garfinkel for comprovada, isso seria um sinal de que os israelitas teriam sido capazes de registrar a história enquanto ela acontecia, dando aos redatores da Bíblia uma fonte histórica para basear seus relatos, escritos séculos mais tarde. Isso também significaria que os ocupantes da fortaleza onde o texto foi descoberto eram israelitas, o que ainda não foi estabelecido.

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Magal
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OS ANIMAIS TÊM DIREITOS, E NÓS? - PARASHÁ NOACH 5769 (31 de Outubro de 2008)

OS ANIMAIS TÊM DIREITOS, E NÓS? - PARASHÁ NOACH 5769 (31 de Outubro de 2008)


OS ANIMAIS TÊM DIREITOS, E NÓS? - PARASHÁ NOACH 5769 (31 de Outubro de 2008)

No dia 26 de janeiro de 2003, um ônibus israelense sofreu um atentado a bomba árabe. Mas desta vez o meio utilizado não foi um palestino suicída, e sim um burro. Com explosivos atados em seu corpo, o pobre animal foi direcionado ao ônibus israelense e a bomba foi detonada por controle remoto. Milagrosamente todas as pessoas sobreviveram, mas o burro não.

Depois de receber inúmeros protestos de seus membros chocados, a presidente da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals - Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais), Ingrid Newkirk, escreveu uma carta para Yasser Arafat com os seguintes dizeres "Se você tiver oportunidade, você poderia transmitir aos seus subordinados meu apelo para que vocês deixem os animais fora deste conflito?"

No conflito Árabe-Israelense, certamente há tragédias muito maiores do que a morte de um burro. Centenas de homens, mulheres e crianças inocentes foram assassinados. Mas a PETA não fez nenhum protesto pela perda de tantas vidas humanas. Quando questionada pelo jornal "The Washington Post", Ingrid Newkirk justificou: "Não é meu negócio me intrometer em guerras humanas". É assustador o descaso pelas vítimas humana, principalmente vindo de alguém que ama tanto os animais...
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A Parashá desta semana, Noach, nos conta sobre o terrível dilúvio que devastou o mundo. Somente Noach (Noé), sua família e alguns animais foram salvos (7 pares de cada animal Kasher e 1 par de cada animal não-Kasher). O resto de toda a criação, inclusive as plantas, foi completamente apagado da face da Terra. A Torá explica que o dilúvio ocorreu pois o ser humano havia se corrompido e se desviado dos caminhos corretos, cometendo atos como roubo, assassinato e relações proibidas. Mas se foi o ser humano quem pecou, por que os animais e as plantas também sofreram com o dilúvio?

Quando D'us colocou Adam Harishon (Adão) no Gan Éden, ordenou que ele tomasse conta do jardim, como está escrito "E D'us pegou o homem e o colocou no Jardim do Éden, para trabalhá-lo e guardá-lo" (Gênesis 2:15). Explica o Midrash (parte da Torá Oral) que D'us levou Adam Harishon por todo o Jardim do Éden, mostrou-lhe todas as árvores e disse: "Veja como são belas Minhas criações. Eu criei tudo isso para o seu benefício. Tome cuidado para não destruir nem arruinar Meu mundo". Mas por acaso Adam era jardineiro? D'us estava pedindo para que ele irrigasse as plantas? Obviamente que não, pois D'us mesmo irrigava o Jardim, como está escrito: "E saía um rio do Éden para regar o jardim..." (Gênesis 2:10). Então o que quer dizer que Adam tinha que cuidar do jardim para não destruí-lo?

Segundo o livro Messilat Yesharim (Caminho dos Justos), D'us criou todo o universo para servir o ser humano e ajudá-lo a cumprir seu objetivo. Porém, todo o mundo material também é para o ser humano um grande teste. Se o ser humano utiliza o mundo material como uma ferramenta para se conectar com a espiritualidade, ele se eleva e eleva o mundo inteiro junto com ele. Mas se o ser humano utiliza sua livre escolha para se conectar com o mundo material apenas em busca do preenchimento dos seus desejos e vontades, ele se corrompe e cai espiritualmente, e o mundo inteiro cai junto com ele. D'us estava advertindo Adam Harishon, explicando que se ele pecasse, o reflexo seria sentido em toda a criação.

Foi isso o que aconteceu nos dias de Noach, uma geração voltada apenas à busca de prazeres materiais. Por não colocar limites, eles começaram com prazeres permitidos e chegaram na inveja, no roubo e nos prazeres sexuais ilícitos. E os atos errados do ser humano influenciaram negativamente e corromperam todo o restante da criação, fazendo com que tudo fosse destruído no dilúvio.

Atualmente a ecologia e o direito dos animais estão na moda. É chique fazer manifestos pelas baleias na Antártida ou pelas focas na Oceania. Os animais "conquistaram" definitivamente seus direitos: cachorros frequentam psicólogos, andam com roupas da Daslu e muitos casais optam por ter cachorros ao invés de ter filhos. O que a Torá fala sobre isso?

Há uma proibição da Torá de causar qualquer sofrimento desnecessário aos animais ou destruir e desperdiçar qualquer coisa no mundo. D'us nos deu o mundo para desenvolvê-lo e embelezá-lo, não para destruí-lo. Mas nas leis de D'us, o "direito" de um animal não sofrer é igual ao "direito" de uma árvore ou de uma planta de não sofrerem de forma desnecessária ao serem cortadas. Não podemos tratar mal os animais, mas não pelo "direito" deles, e sim por nós mesmos. Por causa das semelhanças fisiológicas que temos com os animais, tratá-los com crueldade causa um efeito negativo subconscientes na nossa personalidade, diminuindo nossa sensibilidade. Uma pessoa que maltrata animais certamente chegará a maltratar seres humanos, o que é muito grave perante D'us.

Porém, se maltratar os animais é prejudicial ao ser humano, o outro lado também é muito perigoso. Preocupação e amor extremos com os animais e com a natureza podem nos fazer perder o referencial, nos levando a confundir o que é o principal e o que é secundário. Existem milhares de movimentos ecológicos, mas quantos movimentos ajudam crianças africanas subnutridas que morrem, em pleno século 21, de fome? Por que tantas pessoas sentem mais dó de um cachorro abandonado do que de uma criança abandonada? Por que vestimos camisetas "salvem as baleias" e não usamos camisetas "salvem as crianças" ? Um estudo com crianças de 12 anos mostrou que se elas vissem seu cachorro e um estranho se afogando, 35% salvariam sem nenhuma dúvida o cachorro, enquanto 35 % ficariam em dúvida do que seria o correto fazer.

Aqueles que colocam os animais no mesmo nível dos seres humanos correm o risco de tratar os seres humanos como animais e de ignorar o sofrimento humano. Um exemplo marcante foi a Alemanha ter criado a Sociedade Protetora dos Animais pouco anos antes do Holocausto. Provavelmente as mesmas pessoas que criaram a Sociedade também participaram, ou se calaram, na morte e tortura de 6 milhões de seres humanos.

Nada ocorre por acaso, e as grandes tragédias da natureza, como tornados, furacões e Tsunamis, que matam milhares de pessoas, animais e plantas, são cada vez mais frequentes. Todas estas catástrofes são resultado das nossas más ações. D'us criou um mundo maravilhoso, e é óbvio que devemos cuidar dele e ter atitudes ecologicamente corretas, como não jogar lixo na rua, reciclar produtos e não desperdiçar os recursos naturais. Mas aprendemos da geração de Noach que não há maior contribuição ecológica do que andar nos caminhos corretos.

"Nós condenamos totalmente infligir sofrimento sobre nossos irmãos animais, e a diminuição do prazer deles, a não ser que seja necessário para o benefício individual deles. Nós declaramos a nossa crença de que todas as criaturas com sentimentos têm direito à vida, à liberdade e à busca de felicidade" (Declaração assinada por 150 acadêmicos da Universidade de Cambridge, durante o Simpósiso dos Direitos dos Animais).

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm



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Magal
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Analistas no Oriente Médio vêem empenho maior de Obama na região

Analistas no Oriente Médio vêem empenho maior de Obama na região

Analistas no Oriente Médio vêem empenho maior de Obama na região
Guila Flint

De Tel Aviv para a BBC Brasil

Analistas israelenses e palestinos ouvidos pela BBC Brasil acreditam que se for eleito, o candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, deverá se empenhar mais do que seu rival republicano John McCain em solucionar o conflito entre os dois povos.
O analista político do jornal israelense Haaretz, Akiva Eldar, disse à BBC Brasil que acredita que Obama poderá trazer uma "mudança significativa" na atitude dos Estados Unidos em relação ao processo de paz.
"Tenho certeza de que haverá uma mudança pois Obama vê a solução do conflito como parte integral do caminho de saída do Iraque", afirmou Eldar.
"Obama considera essencial a criação de uma estabilidade no Oriente Médio para que seja possível retirar as tropas americanas daquele país, e nesta visão, uma solução para a questão palestina é fundamental".
Para Eldar, a atual crise econômica vai levar Obama a se envolver de uma maneira "muito mais ativa" para criar uma nova estabilidade no Oriente Médio.
"A guerra no Iraque custa US$ 100 bilhões por ano e o preço do petróleo também depende da situação política nesta região", disse.
Além dos aspectos políticos e econômicos, Eldar considera o candidato democrata "mais sensível às questões de direitos humanos e, portanto, mais consciente de que situações de ocupação não podem continuar".
Entre os palestinos, alguns analistas também acreditam que Obama deverá se envolver mais na resolução do conflito, mas muitos são céticos em relação à possibilidade de uma mudança significativa na atitude dos Estados Unidos em relação a Israel.
"De maneira geral os palestinos preferem Obama", disse o sociólogo Nassar Ibrahim, "mas não tenho grandes expectativas de mudança".
"Obama será mais ativo, mas não acho que realmente irá pressionar Israel a se retirar dos territórios palestinos", afirmou.
"De acordo com a nossa experiência no passado, tanto os republicanos como os democratas sempre consideraram Israel seu principal aliado no Oriente Médio e apoiaram Israel. Não espero mudanças drásticas."
Pró-Israel
Pesquisas em Israel apontam, entretanto, que a maior parte da população prefere o candidato republicano.
Segundo o escritor Shlomo Nakdimon, a preferência dos israelenses por John McCain "é óbvia".
"McCain representa a continuação do governo de George W. Bush, que foi o governo americano mais pró-Israel das últimas décadas", disse Nakdimon à BBC Brasil.
"Não há dúvidas de que desde o presidente (Harry) Truman, não houve um presidente americano que deu um apoio tão grande e incondicional a Israel como George W. Bush e é claro que os israelenses dão preferência ao candidato que eles consideram que daria continuidade a essa política", concluiu o escritor.
De acordo uma pesquisa publicada nesta semana, 46.4% dos israelenses votariam em McCain e apenas 34% em Obama.
A possibilidade de que Obama exerça pressão sobre Israel e sua intenção de dialogar com o Irã explicam a preferência dos israelenses pelo candidato republicano.
A pesquisa foi encomendada pelo Instituto de Relações Israel-Estados Unidos.
O diretor do instituto, Alon Pinkas, disse ao site de notícias Ynet que o resultado da pesquisa indica uma "diferença significativa" entre as posições dos israelenses e dos judeus americanos.
Segundo as pesquisas, mais de 70% dos judeus americanos pretendem votar em Obama.
Ceticismo
De acordo com o palestino Ghassan Hatib, diretor do centro de pesquisas e comunicações JMCC em Jerusalém Oriental, poucos palestinos acreditam na possibilidade de que Obama venha a mudar sua situação.
Segundo uma pesquisa recente do JMCC, a maioria dos palestinos não tem preferência por candidato algum nas eleições americanas.
Os resultados da pesquisa, realizada no inicio de outubro, indicam que 47.4% dos palestinos não têm preferência, 37.3% preferem Obama e apenas 15.3% apóiam McCain.
"Eu prefiro Obama", disse Hatib, "acho que ele será mais ativo e envolvido na questão do conflito e pode até chegar a exercer uma certa pressão sobre Israel, talvez semelhante à pressão exercida na época do governo de Bush, o pai do atual presidente".

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Magal
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29 de out. de 2008

Israel anuncia eleições gerais antecipadas para fevereiro

Israel anuncia eleições gerais antecipadas para fevereiro

Pleito pode acontecer no dia 10 ou 17; após fracasso da coalizão de governo, Tzipi Livni é a favorita
 
 
JERUSALÉM - As eleições gerais antecipadas em Israel acontecerão em meados de fevereiro de 2009, anunciou nesta terça-feira, 28, uma porta-voz do Knesset (Parlamento israelense). Ela informou que as eleições poderiam acontecer em 10 de fevereiro, mas precisou que existem possibilidades de que os deputados apóiem uma lei para que se realizem uma semana depois, em 17 de fevereiro.
O anúncio aconteceu em coincidência com uma reunião da presidente da Knesset, Dalia Itzik, com os líderes das diversas facções políticas com representação parlamentar, para tentar definir a data das eleições. O presidente de Israel, Shimon Peres, anunciou na segunda que haveria uma antecipação das eleições gerais, após descartar solicitar a algum deputado a formação de um novo governo.

 

Peres fez o anúncio depois que a ministra de Exteriores e líder do partido governante Kadima, Tzipi Livni, informasse sobre seu fracasso na tentativa de consolidar uma coalizão parlamentar para liderar um novo Executivo que substitua o presidido por Ehud Olmert, que teve que renunciar devido a escândalos de corrupção. Segundo as pesquisas divulgadas esta semana, Livni lidera as preferências dos eleitores, seguida de perto pelo chefe do partido direitista Likud, Benjamin Netanyahu.

 

No papel de ministra, Livni a principal negociadora da paz com os palestinos no último ano e várias vezes mencionou a necessidade de se fazer concessões territoriais. Netanyahu tem uma postura mais intransigente em relação à concessão de terras e descarta dividir Jerusalém, outra demanda importante para os palestinos. As pesquisas mostram que os blocos de direita e centro-esquerda devem seguir disputando arduamente, como tem ocorrido nos últimos anos.

 

Tzipi assumiu a liderança do Kadima no mês passado em eleições internas. Ela substitui o até então primeiro-ministro Ehud Olmert, forçado a renunciar após ser envolvido em escândalos de corrupção. A ex-ministra tentou manter intacta a coalizão, porém foi pressionada principalmente pelo partido ultra-ortodoxo Shas, que apresentou novas demandas, consideradas excessivas por ela.

 

Em reunião com Peres, Tzipi afirmou que não cederia a "chantagens políticas". O encontro foi transmitido ao vivo pela televisão israelense. Com a desistência, ela forçou o presidente a convocar novas eleições.

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28 de out. de 2008

Israelenses elegeriam McCain; Palin encontra embaixador de Israel

Israelenses elegeriam McCain; Palin encontra embaixador de Israel

 

Uma pesquisa realizada pela agência demográfica TNS Teleseker e publicada no site do jornal "Yediot Aharonot" nesta segunda-feira revela que 46% dos israelenses votariam no republicano John McCain para a Presidência dos Estados Unidos se pudesse, contra 34% que escolheriam o democrata Barack Obama. Quase metade dos entrevistados diz acreditar que McCain beneficiará Israel contra 31,5% que dizem o mesmo sobre Obama.

Em relação a assuntos de interesse específico para Israel, como o programa nuclear do Irã, 52,5% dos israelenses preferem McCain à frente das decisões contra 27,6% que preferem o democrata. Obama ficou à frente do rival só na questão da crise econômica --40% disseram que ele é o mais preparado para enfrentá-la contra 34% para McCain.

Jacquelyn Martin/AP
Sarah Palin com o embaixador de Israel nos EUA, Sallai Meridor
Sarah Palin com o embaixador de Israel nos EUA, Sallai Meridor

O levantamento foi realizado a pedido do Centro de Rabinos para Estudo de Israel com 500 israelenses com idades entre 18 e 65 anos.

Nesta segunda-feira, mesmo dia da divulgação da pesquisa, a candidata a vice na chapa de McCain, a governadora do Alasca, Sarah Palin, participa de uma reunião com o embaixador de Israel nos EUA. O encontro é parte da agenda que Palin cumpre na Virgínia na tentativa importante de diminuir a liderança de Obama sobre McCain no Estado que não escolhe um democrata para a Casa Branca desde 1964.

"Nós estamos ansiosos para... trabalhar com sua instituição judaica", afirmou Palin para o embaixador Sallai Meridor, depois de cumprimentá-lo. Ela ainda se desculpou por não ter conseguido conhecê-lo antes.

Uma das principais críticas feitas por especialistas a Palin é a de que ela tem pouca --ou nenhuma-- experiência em política internacional. Em entrevistas, a governadora também demonstrou desconhecimento sobre o assunto. Palin tirou seu passaporte em 2006.

Guarda-roupa

Nos últimos dias, Palin tem enfrentado críticas em relação a seus gastos com o visual. Na última terça-feira (21), o site Politico.com revelou que o Partido Republicano gastou US$ 150 mil em roupas e maquiagem para Palin, em lojas de luxo nas cidades de St. Louis, Nova York e Minneapolis, desde que ela entrou na corrida presidencial.

Ontem (26), ela disse que irá devolver seu guarda-roupa de campanha, que custou US$ 150 mil. "Não vou mais usá-las [as roupas da campanha]. Ficarei com minha própria roupa, que compro na minha loja preferida em Anchorage [no Alasca]." Durante a polêmica, ela afirmou que as críticas aos gastos eram sexistas.

Também ontem, Palin sofreu um duro golpe na disputa. O jornal "The Anchorage Daily News", o maior do Alasca, declarou apoio a Obama.

http://www.planacstore.com.br/afiliado.asp?iu=183&ic=17664

27 de out. de 2008

Pesquisa mostra virada de Livni na disputa em Israel

Pesquisa mostra virada de Livni na disputa em Israel

A ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, assistiu a uma virada de tendência desde que no mês passado se tornou líder de seu partido, o Kadima (atualmente no governo), e poderia agora vencer a oposição direitista nas urnas, mostraram pesquisas divulgadas nesta segunda-feira.

Duas enquetes publicadas por jornais um dia depois de Livni ter abandonado os esforços para formar uma nova coalizão de governo e ter recomendado o presidente do país a convocar eleições parlamentares mostraram que o Kadima venceria por uma pequena diferença de votos o Likud, partido do ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu - uma reviravolta em relação aos números de pesquisas divulgadas em agosto.

Os membros do Kadima atribuíram à imagem da ministra - considerada uma dirigente livre da mácula da corrupção - os ganhos em popularidade. Mas poucos pareciam confortáveis com ir às urnas tão cedo sob o comando de uma líder nomeada há tão pouco tempo.

– Acho que não queríamos uma eleição. Queríamos continuar com a configuração política atual – disse o ministro israelense do Meio Ambiente, Gideon Ezra, do Kadima, à Rádio do Exército de Israel.

– Mas esta é a nossa realidade. Esperamos ser capazes de formar um governo ainda mais estável depois da eleição – disse.

Enquanto Israel concentra-se na escolha de um novo governo, parecem ser poucas as chances de que haja avanços no lento processo de paz patrocinado pelos EUA e realizado com os palestinos. O governo norte-americano esperava obter ao menos um projeto de acordo antes do final do ano.

O Kadima perdeu força devido à guerra no Líbano em 2006 e a uma série de escândalos de corrupção que obrigaram o primeiro-ministro Ehud Olmert a renunciar. Olmert continua no cargo em caráter interino, e Livni substitui-o na liderança do partido no dia 17 de setembro.

O presidente de Israel, Shimon Peres, deve dizer ao Parlamento ainda nesta segunda-feira que uma nova coalizão de governo não poderá ser formada, dando início assim aos preparativos para a próxima eleição, prevista para ocorrer no final de janeiro ou em fevereiro.

A pesquisa do jornal Yedioth Ahronoth previu que o Kadima ficaria com 29 das 120 cadeiras do Knesset (Parlamento) - mantendo a bancada atual - ao passo que o Likud ficaria com 26 (contra 12 hoje). O Partido Trabalhista, do ministro da Defesa do país, Ehud Barak, maior aliado de Olmert no governo atual, elegeria 11 parlamentares (contra 19 agora).

Uma pesquisa semelhante divulgada pelo Maariv previu que o Kadima, o Likud e os trabalhistas conquistariam respectivamente 31, 29 e 11 cadeiras.

Os resultados contrariam as enquetes anteriores, segundo as quais Netanyahu, cuja popularidade aumentou devido aos problemas de segurança enfrentados por Israel, venceria facilmente as próximas eleições.

Yuval Steinitz, parlamentar do Likud e aliado de Netanyahu, descreveu as pesquisas mais recentes como tendenciosas.

– As enquetes que eu vi mostram o Likud vencendo por seis a sete cadeiras, apesar de isso ainda não ser suficiente – afirmou à Reuters.

O Kadima pode ter de enfrentar, nas urnas, também seus aliados trabalhistas. Barak, apesar de haver anunciado sua disposição em dar apoio a um governo liderado por Livni, disse na segunda-feira ter confiança na sua capacidade de vencer tanto a chanceler quanto Netanyahu.

– Acho que os cidadãos de Israel saberão, no dia em que depositarem seu voto nas urnas, diferenciar entre uma circunstância passageira e uma liderança real, eleita, que sabe como enfrentar os desafios com que Israel se depara – afirmou à Rádio Israel o líder trabalhista, ele também um ex-premiê.

A pesquisa do Yedioth entrevistou 500 pessoas e possui uma margem de erro de 4,5 pontos percentuais. A do Maariv falou com 900 pessoas e não divulgou sua margem de erro.



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26 de out. de 2008

Impasse político em Israel deve levar a novas eleições

Impasse político em Israel deve levar a novas eleições

Israel parece estar se encaminhando para uma nova eleição depois que a líder do partido governista Kadima, Tzipi Livni, anunciou ter desistido de formar um governo de coalizão.Ministra Tzipi Livni desistiu de formar novo governo de coalizão.

Livni reúne-se neste domingo com o presidente israelense, Shimon Peres, e deve anunciar oficialmente a sua decisão. A política, que é ministra das Relações Exteriores de Israel, foi eleita líder do Kadima no mês passado.

Ela então recebeu a tarefa de formar um governo de coalizão, para substituir o primeiro-ministro Ehud Olmert. Livni tinha estabelecido domingo como prazo para montar um novo governo. Mas na sexta-feira o partido Shas recusou-se a participar da futura coalizão.

"Quando ficou claro que todas as pessoas e todos os partidos estavam explorando a oportunidade para fazer exigências que são economicamente e diplomaticamente ilegítimas, eu decidi cancelar (as negociações) e ir às urnas", declarou Livni em uma nota oficial divulgada no domingo.

Likud

Após receber a informação oficial de Livni neste domingo, Peres terá três dias para tentar reverter a situação. Depois deste período, qualquer parlamentar israelense pode tentar formar um governo de coalizão.

Mas segundo a imprensa israelense, é pouco provável que qualquer coalizão seja formada e que a decisão de Livni leve a novas eleições, que aconteceriam em fevereiro.

O próximo pleito só estava programado para 2010. O principal rival do partido de Livni é o direitista Likud. O Kadima tem 29 assentos dos 120 do Parlamento israelense. O partido havia feito uma coalizão com os trabalhistas, que detêm 19 assentos.

O ortodoxo Shas, com 12 parlamentares, era visto como um aliado crucial do novo governo, mas rejeitou uma coalizão com o Kadima devido a duas reivindicações que não teriam sido atendidas: o aumento do gasto com crianças e a promessa de que o status de Jerusalém não mudará nas negociações com os palestinos.

Em entrevista ao jornal Haaretz, Livni disse que não seria "chantageada".

Segundo o correspondente da BBC em Jerusalem Tim Franks, um dos principais beneficiados da decisão de Livni é o líder do partido de oposição Likud, Binyamin Netanyahu. Pesquisas de opinião sugerem que a disputa entre o Kadima e o Likud seria bastante apertada.

Há temores de que um processo eleitoral em Israel possa prejudicar as negociações com os palestinos em busca de um processo de paz.

O principal negociador palestino, Saeb Erekat, disse à BBC que se os israelenses realizarem eleições antecipadas, dificilmente será possível haver negociações de paz no período.

 


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Torah

Torah

UMA FRASE PARA PENSAR:

"Se você se recusa a se endireitar quando ainda está verde, não se endireitará quando estiver seco."
Provérbio Africano


UM PENSAMENTO PARA ENTENDER:

"Se o Cosmos fosse uma máquina gigante operando num programa de procedimentos com precisão imaculada, o envolvimento de D'us seria supérfluo.  Mas a ciência já abandonou há muito tempo uma visão mecânica do universo.  Por mais de um século, os cientistas têm discutido as partículas básicas da matéria e da energia como idéias, sem a forma como a conhecemos.

Na realidade a ciência não discute D'us.  Mas ela descreve o Seu trabalho.  Nos nossos tempos, a ciência permitiu que D'us voltasse ao mundo no qual Ele se colocou dentro."

 

UMA HISTÓRIA PARA VIVER:

Nessa semana lemos sobre a história estranha de como D'us destruiu o mundo com um dilúvio só porque Suas criaturas O desapontaram.

Embora pareça muito severo, com um pouco de aprofundamento poderemos ver que é realmente muito compreensível.  Afinal de contas, D'us cria tudo e, de acordo com Judaísmo Ele cria o mundo inteiro constantemente... cada instante de novo, a partir do nada.

É tudo dEle... então Ele pode fazer o que quiser.

Mas o que não é muito claro é o que essa história está fazendo na Torá e o que nos ensina na prática.

Além disso, porque Noach que sobreviveu ao Dilúvio, não foi considerado o primeiro judeu, e somente Avraham.

 

Para entender aqui está uma história.

O Rabino Shabtai Slavtiski é o Sheliach (emissário) do Rebe de Lubavitch na Antuérpia, Bélgica.

Ele dirige um Beit Chabad com uma grande congregação e é muito respeitado até mesmo por judeus que não são religiosos.

Num domingo ele recebeu um telefonema de um senhor de idade, um comerciante de diamantes de sucesso, que disse que queria lhe falar com urgência.

O Rabino Slavtiski, também um homem muito ocupado, parou tudo o que tinha para fazer e falou para esse senhor vir imediatamente.

Meia hora depois ele entrou no escritório do Rabino com um olhar desesperado e suor no seu rosto como se estivesse prestes a irromper num choro incontrolável.  Ele era um senhor robusto, provavelmente com mais de sessenta anos, vestido num terno caro e com um kipá novo preto na sua cabeça.

Ele perguntou se podia fechar a porta, sentou-se, pegou um lenço, limpou o suor de sua testa e começou a falar.

"Rabino, há mais ou menos três meses decidi me tornar mais sério com relação ao judaísmo e comecei a fazer o que está escrito na Torá.  Talvez tenha sido um pouco radical para um começo pois comecei a colocar Tefilin todo dia, comer casher e guardar o Shabat de uma tacada só.

Colocar Tefilin todas as manhãs não foi difícil, eu já tinha feito isso quando era mais jovem e só me tomava alguns minutos de meu tempo todos os dias.  Além disso, eu realmente tinha prazer em colocá-los e falar com HaShem todas as manhãs.

Comer casher também não foi um grande problema... eu podia me permitir isso e nunca gostei realmente de comida que não era casher de qualquer jeito.

Mas o Shabat não foi nada fácil.  Em primeiro lugar era um dia inteiro.  Em segundo lugar, manter a loja fechada era muito caro.  Mas a pior coisa é que gosto muito de trabalhar e não gosto de ficar parado.  Então não era fácil.

Mas eu consegui... e até mesmo comecei a me acostumar com isso.  O senhor sabe, existe um orgulho em ser judeu e... ora.. é bom demais fazer a coisa certa.  Então por três meses guardei o Shabat.

Mas então, ontem aconteceu.  Eu estava andando para casa de manhã voltando da sinagoga e aconteceu de passar na rua onde está minha loja e vi a rua cheia de gente... lotada!!

Longas filas de pessoas de ótima aparência na frente de todas as lojas... com exceção da minha e de repente me lembrei!  Era um dia especial, o Dia Internacional da Pedra Preciosa na Antuérpia e todos os comerciantes de diamante estavam lá, os maiores e os mais ricos de todo o mundo vieram lá para comprar.  Acontece em todos anos e nesse ano caiu ontem... no Shabat!!!

Mas então falei para mim mesmo... 'Shabat é Shabat... não abrirei minha loja e ponto final!'  E comecei a andar para casa.  Teria funcionado, mas de repente ouvi alguém gritando meu nome!  Era o dono da loja vizinha à minha.  Não sei o que ele estava fazendo na rua naquele momento, mas ele estava lá correndo atrás de mim e gritando como um louco.  'O que aconteceu?' Ele me perguntou.  'Você está se sentindo bem?  Aconteceu algo na sua família?  Aonde você está indo?!' Ele disse ainda: 'É o Dia do Diamante!  Olhe todas essas filas de compradores!!'

Lhe disse que, graças a D'us, tudo estava bem e comecei a caminhar mas ele não me deixou em paz.

'Tudo bem?  Está tudo bem?  Você está louco ou algo parecido!  Hoje é o Dia da Pedra Preciosa!  Veja!! Veja!!!  Você pode ganhar tanto dinheiro hoje como num mês inteiro!  Onde você vai???!'

Tentei lhe explicar que sou um judeu e era Shabat e... sabe o que ele falou? Ele disse, 'Escute, doe todos os outros Shabats para D'us.  Esse é para VOCÊ!!!'

Falei para ele que tinha que ir.  Corri para casa e tentei tirar tudo isso da minha cabeça.  Mas não consegui.  Queria trabalhar!  Queria vender minhas pedras!  É isso o que gosto de fazer. Foi isso o que cresci fazendo!! Peguei o copo de kidush na minha mão, mas não podia pensar direito.

Então falei para minha esposa dizer aos nossos convidados que não estava me sentindo bem, que estava com dor de cabeça.  Fui para o meu quarto, peguei uma garrafa de vodka, bebi cinco copos até que fiquei tão bêbado que não conseguia ficar de pé então caí inconsciente na minha cama e dormi o Shabat inteiro."

O Rabino Slavtiski ouviu pacientemente, mas não conseguia entender o que esse senhor queria.

"Entendi", ele falou.  "Mas o que posso fazer?  O que o senhor quer que eu faça?"
"Rabino," ele falou quase chorando. "Quero saber que tipo de arrependimento tenho que ter para esse Shabat terrível!  Posso dar caridade?  Ou talvez tenha que jejuar?  Ou talvez algo mais?  Rabino, o que está escrito nos livros?"
O Rabino Slavtiski viu a sinceridade simples desse judeu e não conseguiu se conter.  Seus olhos se encheram de lágrimas e começou a chorar silenciosamente sem conseguir acreditar no que havia escutado.

Quando o homem viu que o rabino estava chorando também começou a chorar.  Seus olhos se abriram horrorizados e, balançando a cabeça em descrença disse, "Rabino, foi tão ruim assim?  O senhor acha que não tem perdão para o meu pecado?"
"O senhor não está entendendo," o rabino respondeu.  "Exatamente o contrário!  O senhor sabe o que fiz ontem no meu Shabat?  Sentei-me à minha mesa de Shabat com minha família e convidados, cantei musicas de Shabat, falei palavras de Torá, conversei com meus filhos e realmente tive prazer.  Fiz tudo o que D'us quer que um judeu faça num Shabat.

Mas o senhor fez um sacrifício!  O senhor sacrificou seu dinheiro e seu prazer, o senhor mudou sua natureza.  Que Shabat o senhor pensa que é mais prazeroso para HaShem, o meu ou o do senhor? Certamente o do senhor!!"

 

Isso responde às nossas perguntas.

Noach fez exatamente o que D'us quer.  Ele não pecou, ele construiu uma arca, convidou todos os animais justamente como D'us pediu.

Mas ele não sacrificou nada...  ele não mudou nada dele.

Algo parecido com o Rabino da nossa história.

O judaísmo é baseado na vontade de sacrificar tudo, inclusive o próprio céu, de modo a dar 'prazer' para D'us, o Criador do Universo, por causa da verdade, algo como o comerciante de diamantes da nossa história.

Esse foi Avraham!

 

TENHA UM DIA MUITO BOM, SAUDÁVEL E PRÓSPERO, E SHABAT SHALOM!

 

A PARASHÁ DA SEMANA EM ALGUMAS LINHAS

Noach

D'us anuncia a Noach que irá trazer o dilúvio sobre a Terra, e dá as instruções a ele sobre como fazer uma arca, onde ficarão Noach e sua família, e um casal de cada espécie de animais.
O Dilúvio começa e dura 40 dias e 40 noites. Após as águas baixarem, Noach sai da arca e D'us faz um pacto de nunca mais trazer a destruição através das águas.
O final da Parashah conta a história da Torre de Babel, quando HaShem fez com que as pessoas não falem mais a mesma língua. Nasce Abram (Avraham).

 

Horário de acendimento das velas de Shabat:

(dia 31/10/2008 – 2 Mar Cheshvan 5769 – JÁ É HORÁRIO DE VERÃO NO BRASIL)

Acenda as velas somente antes do horário indicado. Coloque as mãos na frente dos olhos e fale a seguinte benção:

- BARUCH ATÁ A-DO-NAI E-LO-HÊ-NU MELECH HAOLÁM, ASHER KIDESHÁNU BEMITSVOTÁV, VETSIVÁNU LEHADLIC NER SHEL SHABAT KODESH

 

No Rio de Janeiro: 18:44Hs e em S. Paulo: 18:59Hs; JERUSALEM: 16:11Hs TEL AVIV: 16:30Hs

ROSH CHODESH MARCHESHVAN é na próxima terça à noite (28/10/08) e continua na quarta e quinta de dia (29-30/10/08)



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Peruca de Palin vira hit do Halloween e entre judias ortodoxas

Peruca de Palin vira hit do Halloween e entre judias ortodoxas

 

 

NOVA YORK, EUA (Reuters) - O cabelo da candidata republicana a vice-presidente dos EUA, Sarah Palin, com sua franja reta, a parte superior avolumada e os cachos ondulados, conquistou adeptos entre os que festejam o Halloween e algumas mulheres judias ortodoxas.

Enquanto os norte-americanos preparam-se para o Dia das Bruxas e as eleições presidenciais, a serem realizadas pouco depois, os nova-iorquinos compram com entusiasmo as perucas e os óculos de estilo Palin, independente de sua filiação partidária, dizem donos de lojas de roupas à fantasia.

E em um bairro judeu ortodoxo do Brooklyn, a "moda Palin" tornou-se comum entre algumas mulheres, que, por motivos religiosos, usam perucas a fim de cobrir seus cabelos. Feitas de cabelos humanos, as perucas com essa aparência custam 695 dólares ou mais.

No parque Borough, no Brooklyn, uma área com um grande número de moradores hassídicos que usam chapéus pretos e longas barbas e de mulheres vestidas com saias longas e camisas de manga cumprida, a estilista Gail Rosenzweig disse que metade de suas clientes judias ortodoxas deseja se parecer com Palin.

"Elas querem fazer uma declaração por meio da moda", afirmou Rosenzweig enquanto trabalhava em uma peruca daquele tipo. Mesmo que a candidata a vice seja uma cristã do Alasca, cuja população judia responde por menos de 1 por cento do total do Estado (de 670 mil), as clientes "gostam do visual clássico dela. E elas podem usar o cabelo solto ou preso", afirmou a estilista.

Shlomo Klein, um judeu ortodoxo e vice-presidente da fabricante de perucas Georgie Wigs, disse ter vendido mais de 50 das perucas "Sarah P" nos EUA, nas últimas semanas, para mulheres que desejam usar um apetrecho do tipo por motivos médicos ou religiosos.

As judias ortodoxas casadas não mostram seu cabelo real em público e chegam a gastar até vários milhares de dólares com uma peruca, afirmou Klein.

O visual Palin substituiu outros estilos antes populares entre as judias ortodoxas tais como o "Posh Spice" de Victoria Beckham e o corte de Jennifer Aniston no seriado "Friends," disse.

'BOA APARÊNCIA'

Esther Melamed disse ter pagado mais de 700 dólares pela peruca feita de cabelo humano a fim de usá-la em um feriado judaico celebrado pouco tempo atrás.

"Eu tenho algumas perucas velhas que poderia usar, mas desejava ficar com uma determinada aparência e eu realmente gostei daquilo", afirmou, acrescentando que pretende votar em Palin.

Outros membros da comunidade judaica do Brooklyn disseram que, se o visual da candidata conquistava adeptos, não era por motivos políticos ou religiosos.

"Ela tem uma boa aparência. Eu não acho que isso seja algo político ou religioso. Acho que a imagem dela é de alguém seguro e confiante que consegue participar do jogo político", afirmou Sarah Yavne, proprietária da Teen Boutique, que vende produtos de marcas como French Connection para adolescentes judeus ortodoxos.

O visual de Palin também faz sucesso nas lojas de Halloween em Nova York, um Estado que costuma votar nos democratas.

"As pessoas estão dando destaque a ela porque ela é uma novidade, porque é uma mulher e porque é uma mulher bonita", afirmou Robert Pinzon, da Abracadabra, que vende perucas estilo Palin por 75 dólares.

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25 de out. de 2008

Tentativa de coalizão de governo em Israel 'teria fracassado'

Tentativa de coalizão de governo em Israel 'teria fracassado'









Tzipi Livni, líder do maior partido de Israel, o Kadima, teria admitido a derrota na tentativa de formar uma coalizão de governo, segundo informações de conselheiros do governo de Israel.
Livni deu aos potenciais parceiros de coalizão de governo um prazo até domingo para a confirmação de participações. Mas agora ela deve convocar eleições antecipadas.
Na sexta-feira a formação de uma coalizão de governo para Israel já tinha sofrido um golpe com a recusa do partido ultra-ortodoxo Shas em se juntar à coalizão.
Depois de muita negociação o Shas afirmou que não conseguiu chegar a um acordo com o Kadima a respeito do status de Jerusalém e de benefícios sociais.
Livni tem o apoio do Partido Trabalhista, mas ainda não conseguiu a maioria necessária no Parlamento para formar um governo.
A líder do Kadima ainda pode tentar formar um governo com um grupo numericamente frágil, ou então admitir a derrota. E, se este for o caso, as chances de uma eleição antecipada são grandes, de acordo com o correspondente da BBC em Jerusalém Tim Franks.
Reunião
No domingo Livni deve se reunir com o presidente Shimon Peres para discutir os esforços para a formação da coalizão.
As estações de rádio de Israel informam que ela conversou com seus conselheiros em uma reunião no sábado informando que não pretende continuar com as tentativas de formação de coalizão.
A imprensa israelense já especula que se as eleições forem convocadas, a data seria marcada para fevereiro de 2009.
Segundo o correspondente da BBC Tim Franks o clima político de Israel é famoso por mudar rapidamente.
As últimas informações sugerem que a ministra do Exterior e líder do Kadima acredita que uma eleição geral antecipada poderá ser a única opção.
Mas se esta for a opção, Livni teria uma batalha difícil contra Binyamin Netanyahu, diz Franks. Pesquisas de opinião mostram que o partido de oposição, o Likud, liderado por Netanyahu, poderá surgir como o partido mais forte, caso realmente ocorram eleições.



Forças policiais da ANP assumem posições em Hebron

Forças policiais da ANP assumem posições em Hebron

JERUSALÉM - Forças policiais da Autoridade Nacional Palestina (ANP) tomaram posições na madrugada deste sábado na cidade de Hebron, dentro de uma estratégia do presidente palestino, Mahmoud Abbas, para ganhar força na Cisjordânia e impedir um novo levante do movimento islamita Hamas.

 As forças palestinas, mais de 550 homens, começaram a fluir pela periferia da cidade de madrugada para "impor a lei e a ordem", informa a edição eletrônica do diário "Ha'aretz".

 Hebron é a terceira cidade na Cisjordânia que nos últimos meses recebe reforços com homens que pertencem à esfera do presidente Abbas.

Considerada um dos centros nevrálgicos do movimento islamita Hamas fora de Gaza, Hebron é uma cidade dividida, na qual também há uma forte presença militar israelense para proteger um pequeno grupo de colonos judeus dispersos em enclaves isolados.

A chegada das forças palestinas foi estipulada com Israel no início desta semana, e faz parte das iniciativas de paz do chamado processo de Annapolis, que começou em dezembro de 2007.

 

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Negociação fracassa, e Israel deve antecipar eleição

Negociação fracassa, e Israel deve antecipar eleição

JERUSALÉM - Israel se aproximou nesta sexta-feira de uma eleição antecipada, devido à recusa de um partido religioso em aderir a uma nova coalizão de governo.

 

O ultra-ortodoxo Shas tem sido o fiel da balança em sucessivos governos. Sua recusa cria a perspectiva de que Israel passe meses sob um governo interino, dificultando ainda mais a conclusão de um processo de paz com os palestinos ainda neste ano.

 

O primeiro-ministro Ehud Olmert renunciou ao cargo no mês passado, devido a suspeitas de corrupção, mas continua interinamente no poder enquanto sua chanceler e sucessora designada pelo partido Kadima, Tzipi Livni, tenta montar um novo gabinete.

 

Em seu caráter provisório, Olmert não tem mais força política para concluir a negociação com os palestinos ainda antes do final do mandato do presidente dos EUA, George W. Bush, em 20 de janeiro.

 

As pesquisas indicam que a oposição de direita, contrária ao processo de paz, é favorita numa eleição parlamentar antecipada. O pleito originalmente estaria previsto apenas para 2010.

 

O Shas reivindica mais programas sociais para seu eleitorado pobre, mas diz que não vai vender a qualquer preço a sua oposição à criação de um Estado palestino e à partilha de Jerusalém.

 

Livni ainda não se manifestou. Ela havia dado prazo até domingo para concluir as negociações, mas não deve desistir facilmente da tentativa de se tornar a primeira mulher a governar Israel desde Golda Meir, na década de 70.

 

O centrista Kadima e seus aliados trabalhistas, de centro-esquerda, dizem que não é hora de perturbar o processo de paz com eleições antecipadas, ainda mais num momento de crise econômica global.

 

Eli Yishai, dirigente do Shas e atual ministro de Indústria e Comércio, disse que seu partido 'não pode ser comprado e não vai vender Jerusalém'. - Essa tem sido a nossa linha consistente durante as negociações - acrescentou.

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24 de out. de 2008

PENSANDO NO OUTRO - PARASHÁ BERESHIT 5769 (24 de outubro de 2008)

PENSANDO NO OUTRO - PARASHÁ BERESHIT 5769 (24 de outubro de 2008)

PENSANDO NO OUTRO - PARASHÁ BERESHIT 5769 (24 de outubro de 2008)

"Diz a lenda que dois irmãos herdaram uma fazenda. Eles trabalharam juntos por muitos anos, com verdadeiro amor fraternal. Após algum tempo, quando o irmão mais velho ficou noivo, eles decidiram dividir a fazenda. O irmão mais velho se casou e construiu uma nova casa, enquanto o irmão mais novo continuou morando sozinho na casa antiga. As terras floresceram e trouxeram aos dois muito dinheiro. O irmão casado teve então alguns filhos, e em pouco tempo ele já tinha uma grande família, com 10 crianças. O outro irmão, que ainda estava procurando por uma esposa, continuava sozinho.

Um dia, o irmão que estava sozinho pensou: "Eu tenho toda esta fazenda e todo este dinheiro, mas eu só tenho a mim para sustentar. Meu irmão tem a mesma quantidade que eu, mas têm 12 bocas para alimentar". Então, no meio da noite, ele pegou alguns sacos de trigo, subiu o monte que separava as duas fazendas e colocou os sacos dentro do silo do irmão.

Uma noite, o irmão casado começou a refletir: "Sabe, eu tenho 10 filhos, eu tenho uma esposa, meu mundo é rico. Mas pobre do meu irmão, ele é solitário. Tudo o que ele tem na vida é o seu trigo". Então, no meio da noite, ele pegou alguns sacos de trigo, subiu o monte e deixou os sacos no silo do irmão.

E assim foi por algum tempo. Toda noite, ambos subiam o monte, passavam para o lado da fazenda do irmão, e deixavam alguns sacos de trigo no outro silo. E na manhã seguinte, ambos pensavam: "Como pode ser que eu continuo sempre com a mesma quantidade de trigo?".

Uma noite, quando eles estavam passando pela divisa para levar os sacos de trigo, os dois irmãos se encontraram no topo da montanha. E imediatamente eles entenderam o que estava acontecendo. Eles se abraçaram e choraram juntos. E foi neste local que o Todo Poderoso escolheu para construir o Templo Sagrado"

Quando um ser humano ama outro ser humano, O Todo Poderoso está junto deles. Este é o verdadeiro significado da vida. Enquanto não aprendermos a respeitar as diferenças e aceitar as individualidades, nunca conseguiremos nos conectar realmente com D'us.
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Nesta semana recomeçamos o ciclo anual de leitura da Torá com o primeiro livro, Bereshit. E a Parashá desta semana, Bereshit, nos ensina sobre a criação do mundo, culminando com a criação do ser humano, o propósito de toda a criação. Mas há nesta Parashá algo que incomoda muitas pessoas. O ser humano sonha em desvendar os segredos da criação do mundo. Milhões de livros e horas de estudo são dedicados a tentar descobrir a origem de tudo. No Mashassusets Institute of Technology (MIT) há mais de 50 mil livros sobre o desenvolvimento do universo (cosmologia, química, termodinâmica, paleontologia, arqueologia e física). Em Harvard há mais de 200 mil livros. Mas a Torá, o nosso "Manual de Instruções da vida" traz apenas 31 versículos! Por que a Torá não se alongou mais em nos contar todos os detalhes da criação do mundo?

A Parashá Bereshit também tem outros pontos que nos despertam perguntas. Por exemplo, nos conta o Midrash (parte da Torá Oral) que Adam Harishon e Chavá (Adão e Eva) foram criados inicialmente como um único ser, como diz o versículo "...  macho e fêmea os criou" (Bereshit 1:27). A primeira criatura humana tinha duas faces, e somente mais tarde foi separada em duas criaturas distintas, homem e mulher. Mas se D'us é perfeito e não comete erros, então por que Ele criou os dois juntos e depois separou? Ele se arrependeu? Havia alguma coisa errada?

Quando compramos um quebra-cabeça, gostamos do desafio de montar cada peça até que apareça a figura completa. Mas como saber por onde começar e qual a nossa meta? Para nos ajudar, o fabricante do quebra-cabeça estampa na caixa do brinquedo a figura pronta, para que sirva de modelo. O mesmo fez o Criador do mundo, primeiro Ele criou o homem e a mulher juntos e depois os separou, para que possam saber onde devem chegar e o quanto devem se esforçar para voltar a se unir como estavam no início, como diz o versículo "... e serão uma só carne" (Bereshit 2:24).

Mas o motivo da separação não fica totalmente claro, pois assim a Torá explica a necessidade da separação: "E disse D'us: Não é bom que o ser humano esteja sozinho, farei para ele uma ajuda diante dele" (Bereshit 2:18). Adam Harishon, a primeira criatura, estava no Gan Éden (Paraíso), sendo servido por anjos e em contato direto com o Criador do mundo. Por que não estava bom? O que faltava para ele? Por que foi necessário separar o homem e a mulher para depois uni-los de novo, oficializando o primeiro matrimônio da humanidade?

No mundo material, a proximidade entre dois objetos é definida pela distância física entre eles. No mundo espiritual, a proximidade é definida pela semelhança entre duas coisas. Por isso, se queremos nos conectar com D'us por toda a eternidade, temos que nos comportar como Ele se comporta. Da mesma forma que D'us constantemente faz apenas o bem aos outros, sem esperar nada em troca, assim também devemos nos afastar do nosso lado animal e egoísta e desenvolver o nosso lado espiritual, que nos impulsiona a fazer o bem ao próximo. E quanto mais fazemos bem aos outros, mais nos conectamos com o Criador.

É por isso que a Torá ressalta que não era bom o homem estar sozinho, pois sozinho o homem não pode chegar ao nível mais elevado, de se preocupar constantemente com o próximo e não apenas em si mesmo. E é essa a essência do casamento criada por D'us, juntar o homem e a mulher, duas criaturas com naturezas muito diferentes, para que eles possam se trabalhar, para que possam aprender a ceder, até chegar ao nível de que um possa se preocupar tanto com as necessidades do outro que se tornem como se fossem uma só pessoa.

Mas se a união de um homem e uma mulher através do casamento é um mandamento Divino e é algo tão bom, como explicar o atual nível de divórcios, que beira os 70%? O problema é que as pessoas se importam mais em saber se há vida em Marte ou Júpiter do que em saber como cuidar de sua esposa ou seu marido. O mundo investe bilhões para mandar sondas espaciais, para saber mais sobre o Big Bang, mas não se investe quase nada para melhorar os casamentos e os relacionamentos entre as pessoas. Exatamente por isso D'us foi tão sucinto em nos descrever a criação do mundo, nos deixando uma mensagem eterna: "Se preocupem com os assuntos que são realmente importantes para vocês, e deixe que Eu me preocupo com a Criação do mundo e todos os seus segredos". A grande maioria das pessoas atualmente não investe na construção espiritual do casamento, isto é, se casam apenas para receber e não para doar ao seu cônjuge. Isso não é um casamento, é apenas duas pessoas tentando sugar ao máximo um do outro. É uma bomba-relógio programada para, mais cedo ou mais tarde, explodir.

Todos temos um lado animal e egoísta, e podemos superar. O casamento é um presente Divino, é a ferramenta para deixarmos de pensar somente em nós mesmos e começarmos a pensar nos outros. A Torá nos ensina que quando marido e mulher se unem com Shalom Bait (paz conjugal), a presença de D'us está entre eles. Pois somente aquele que vence seu egoísmo e consegue se conectar de verdade com alguém fora de si mesmo, consegue chegar ao nível de se conectar com D'us.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

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Colômbia prende terroristas do Hezbollah

Colômbia prende terroristas do Hezbollah



                         Colômbia prende terroristas do Hezbollah


As forças de segurança da Colômbia prenderam ontem tres terroristas libaneses ligados ao Hezbollah, que atua principalmente no Líbano, com o apoio da Síria e do Irã. Os terroristas estariam na Colômbia envolvidos em transações de narcotráfico com o cartel colombiano Norte del Vale de cocaína a fim de reforçar o caixa do grupo terrorista. O Hezbollah já é o principal responsável pelo tráfico de heroína no Líbano.


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Postado por Jorge Magalhães no COMO CUIDAR DO SEU DINHEIRO em 10/24/2008 09:02:00 AM



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23 de out. de 2008

Jovens judeus 'peregrinam' à Flórida por Obama

Jovens judeus 'peregrinam' à Flórida por Obama

Em iídiche, schlep' significa 'viagem feita com esforço

Logotipo da campanha 'Grande Schlep'


Um movimento que começou como brincadeira está convocando jovens judeus americanos a viajarem até a Flórida para convencer seus avós a votarem no candidato democrata à presidência, Barack Obama, nas eleições de 4 de novembro.

O movimento começou com um vídeo da comediante Sarah Silverman divulgado

na internet e que já foi visto por milhões de pessoas.

"Se vocês soubessem que uma visita aos seus avós poderia mudar o mundo,

vocês o fariam? Claro que sim. Seria estúpido não fazer", afirma Silverman

no vídeo divulgado no começo de outubro.

Com o apoio do Conselho Judeu de Educação e Investigação, a chamada de

Silverman acabou gerando a campanha conhecida como "A Grande Schlep",

que conta com um site na internet e uma comunidade virtual em que os

participantes podem contar suas experiências.
"Schlep" é a palavra em ídiche que significa "viagem feita com esforço".

O objetivo é convocar os jovens judeus americanos para uma "Grande Schlep"

até o Estado da Flórida.

Temor por Israel

Segundo as pesquisas Obama e o republicano John McCain estão concorrendo

cabeça a cabeça na Flórida, um estado tradicionalmente republicano.

Os 600 mil votos de cidadãos judeus do sul do Estado

(a segunda maior comunidade do país), a maioria deles aposentados

que vieram de outros Estados, poderiam fazer diferença para Obama.

A "Grande Schlep" ocorre em um contexto difícil para Obama.

Segundo analistas, muitos judeus temem que Obama poderia mudar a política

dos Estados Unidos em relação a Israel - mesmo depois de o candidato ter

afirmado que não fará mudanças drásticas. A história pessoal do democrata

também aumenta as preocupações dos eleitores judeus.

Os fatos de o segundo nome de Obama ser Hussein, um nome muçulmano, e

que parte de sua educação ter sido na Indonésia (o país com maior número de

muçulmanos no mundo) não contam a favor do democrata junto aos judeus

do país, de acordo com analistas.

'Provocar um sorriso'

Ari Wallach um dos organizadores do "Grande Schlep", afirmou à BBC

que "esta é a eleição mais importante de nossas vidas. Queremos uma

idéia que provoque um sorriso, mas gostaríamos é que as pessoas conversassem".


Na página ca campanha, os "peregrinos" podem encontrar uma lista de "assuntos" que os netos podem conversar com os avós para convencê-los a votar em Obama.

Entre eles: "a biografia de Barack Obama", "Obama ama Israel e você

também", "é negro: vamos falar sobre isso" e "previdência social".

Apesar do entusiasmo dos schleppers, alguns demonstram mais cautela

quanto à estratégia.

Segundo o jornal britânico The Daily Telegraph, o "Schlep" não conseguiu

muitos seguidores: apenas um em cada 200 membros do grupo

do "Grande Schlep" na página de relacionamentos Facebook

chegou a viajar para a Flórida.

Milhões já viram o vídeo com a 'convocação' de Sarah Silverman

Milhões já viram o vídeo com a 'convocação' de Sarah Silverman

Até a própria Sarah Silverman não viajou e também não tem avós no Estado.

Além disso, os democratas não são os únicos buscando o voto judeu

com iniciativas originais e na comunidade virtual.

Existem grupos de "Judeus por McCcain", blogs e comunidades

na internet que tentam convencer os judeus a votarem no candidato republicano.

Em uma destas páginas, Max Broxmeyer, diretor nacional

da organização Jewish Advisory Coalition, afirma que McCain

demonstrou de forma consistente "um grande amor por Israel".



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Magal
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22 de out. de 2008

Alemanha entregará lista de judeus vítimas do nazismo a Israel

Alemanha entregará lista de judeus vítimas do nazismo a Israel

O governo alemão vai entregar nesta quinta-feira ao memorial israelense do Holocausto, o Yad Vashem, uma primeira lista com os nomes de cerca de 600 mil judeus perseguidos pelo regime nazista, a fim de preservar suas memórias.

Esta lista foi estabelecida pela fundação alemã Recordação, Responsabilidade e Futuro (EVZ) depois de quatro anos de pesquisas nos arquivos federais, regionais e locais, em toda a Alemanha. No total, foram revisados cerca de 2,5 milhões de dados.

A lista contará com os nomes de judeus que viveram na Alemanha entre 1933, quando Hitler chegou ao poder, e 1945, fim da Segunda Guerra, com detalhes sobre seu exílio, prisão ou deportação, assim como data e local de sua morte.

A relação também será transmitida a outros serviços de arquivo e museus do exterior e servirá para facilitar as pesquisas dos historiadores. --

21 de out. de 2008

Calendário Judaico – 5769 / 2009

Calendário Judaico – 5769 / 2009


 

Calendário Judaico – 5769 / 2009

Calendário Judaico – 5769 / 2009


Dia 27 de janeiro: Dia Internacional em Memória do Holocausto

Dia 09 de fevereiro: Tu Bishvat

Dia 10 de março: Purim

Dia 08 de abril: Véspera de Pessach

Dias 09 - 16 de abril: Pessach

Dia 21 de abril: Iom Hashoá

Dia 29 de abril: Iom Haatzmaut

Dia 08 de maio: Pessach Sheni

Dia 12 de maio: Lag Baômer

Dia 21 de maio: Iom Ierushalaim

Dia 28 de maio: Véspera de Shavuot

Dias 29 – 30 de maio: Shavuot

Dias 09-29 de julho: 17 de Tamuz e as Três Semanas

Dia 30 de julho: 9 de Av

Dia 05 de agosto: Tu BeAv

Dia 18 de setembro: Véspera de Rosh Hashaná

Dia 19 de setembro: Rosh Hashaná

Dia 27 de setembro: Véspera de Iom Kipur

Dia 28 de setembro: Iom Kipur

Dia 03 de outubro: Sucot

Dia 11 de outubro: Simchat Torá

Dia 12 de dezembro: Chanuká

20 de out. de 2008

Protesto por libertação de soldado israelense bloqueia passagem em Gaza

Protesto por libertação de soldado israelense bloqueia passagem em Gaza

 

  Israelense protesta em jaula em Tel Aviv e pede a libertação do soldado Gilad Shalit, mantido em cativeiro por radicais palestinos (

 
Cerca de 100 israelenses bloquearam neste domingo a entrada da passagem de Kerem Shalom, na fronteira com Gaza, para exigir a libertação do soldado Gilad Shalit, capturado em junho de 2006 por três grupos armados palestinos.

Os manifestantes atearam fogo em pneus e impediram a passagem de caminhões que levavam bens comerciais à faixa de Gaza, informou a edição eletrônica do jornal "Yediot Ahronot".

Muitos israelenses levavam cartazes nos quais se podia ler "Gilad continua vivo". Além disso, alguns motoristas de caminhão vestiam camisas com a foto do soldado israelense.

Para a tarde deste domingo foi convocada outra manifestação na região, em protesto contra o fato de Israel continuar permitindo a entrada de produtos em Gaza apesar de um porta-voz do Hamas ter anunciado ontem que as negociações para a libertação de Shalit permanecerão "congeladas" até que o Egito liberte Ayman Nofal, membro do movimento islâmico.

A expectativa é que os pais do soldado participem do protesto, que seguirá até o ponto exato onde Shalit foi capturado.

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Magal
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19 de out. de 2008

Incrível e emocionante!!!!

Incrível e emocionante!!!!

Incrível e emocionante!!!!


August 1942. Piotrkow, Poland.

The sky was gloomy that morning as we waited anxiously.All the men,  women and children of Piotrkow's Jewish ghetto had been herded into a square.
Naquela manhã o céu estava sombrio, enquanto esperávamos
ansiosamente. Todos os homens, mulheres e crianças do gueto
judeu de Piotrkow foram arrebanhados em uma praça.

Word had gotten around that we were being moved. My father
had only  recently died from typhus, which had run rampant through the crowded  ghetto.My greatest fear was that our family would be separated.
Espalhou-se a notícia de que estávamos sendo removidos.
Meu pai havia falecido recentemente de tifo,que se alastrara através do gueto abarrotado. Meu maior medo era de que nossa família fosse separada.

"Whatever you do," Isidore, my eldest brother,whispered to me, "don't tell them your age. Say you're sixteen.
"O que quer que aconteça," Isidore, meu irmão mais velho, murmurou para mim, "não lhes diga a sua idade. Diga que tem dezesseis anos".

I was tall for a boy of 11, so I could pull it off. That way I might be deemed valuable as a worker.
Eu era bem alto, para um menino de 11 anos, e assim poderia ser confundido. Desse jeito eu poderia ser considerado valioso como um trabalhador.

An SS man approached me, boots clicking against the cobblestones. He  looked me up and down,and then asked my age.

Um homem da SS aproximou-se, botas estalando nas pedras grosseiras do piso. Olhou-me de cima a baixo e perguntou minha idade.
"Sixteen," I said. He directed me to the left,where my three brothers and other healthy young menalready stood.

"Dezesseis", eu disse. Ele mandou-me ir à
esquerda, onde já estavam meus três irmãos e outros
jovens saudáveis.

My mother was motioned to the right with the other women,
children,  sick and elderly people.
Minha mãe foi movida para a direita com outras mulheres,
crianças, doentes e velhos.

I whispered to Isidore, "Why?"
Murmurei para Isidore, "Porque?"

He didn't answer.
Ele não respondeu.

I ran to Mama's side and said I wanted to stay with her.
Corri para o lado da mãe e disse que queria ficar com ela.

"No, "she said sternly.
"Não," ela disse ela com firmeza.

"Get away. Don't be a nuisance. Go with your brothers."
"Vá embora. Não aborreça. Vá com seus irmãos".

She had never spoken so harshly before. But I understood:She was protecting me. She loved me so much that, just this once, she pretended not to. It was
the last I ever saw of her.
Ela nunca havia falado tão asperamente antes. Mas eu entendi: ela estava me protegendo. Ela me amava tanto que, apenas esta única vez, ela fingiu não
fazê-lo. Foi a última vez que a vi.

My brothers and I were transported in a cattle car to Germany.
Meus irmãos e eu fomos transportados em um vagão de gado até a Alemanha.

We arrived at the Buchenwald concentration camp one night weeks later  and were led into a crowded barrack. The next day, we were issued uniforms and
identification numbers.
Chegamos ao campo de concentração de Buchenwald em uma
noite, semanas após e fomos conduzidos a uma barraca lotada. No dia seguinte recebemos uniformes e números de identificação.

"Don't call me Herman anymore." I said to my brothers. "Call me 94983."
"Não me chamem mais de Herman", eu disse aos meus irmãos. "Chamem-me 94938".

I was put to work in the camp's crematorium, loading the dead into a hand-cranked elevator.
Colocaram-me para trabalhar no crematório do campo,
carregando os mortos em um elevados manual.

I, too, felt dead. Hardened, I had become a number.
Eu, também, me sentia como morto. Insensibilizado, eu me tornara um número.

Soon, my brothers and I were sent to Schlieben, one of Buchenwald's sub-camps near Berlin.
Logo, meus irmãos e eu fomos mandados para Schlieben, um dos sub-campos de Buchenwald, perto de Berlim.

One morning I thought I heard my mother's voice.
Em uma manhã eu pensei que ouvi a voz de minha mãe.

"Son," she said softly but clearly, I am going
to send you an angel."
"Filho" ela disse suave mas claramente, "Vou
mandar-lhe um anjo".

Then I woke up. Just a dream. A beautiful dream.
Então eu acordei. Apenas um sonho. Um lindo sonho.

But in this place there could be no angels. There was only
work. And hunger. And fear.
Mas nesse lugar não poderia haver anjos. Havia apenas trabalho. E fome. E medo.

A couple of days later, I was walking around the camp,around the barracks, near the barbed-wire fence where the guards could not easily see. I was alone.
Poucos dias depois, estava caminhando pelo campo, pelas
barracas, perto da cerca de arame farpado, onde
os guardas não podiam enxergar facilmente. Estava sozinho.

On the other side of the fence, I spotted someone: a little girl with light, almost luminous curls.She was half-hidden behind a birch tree.
Do outro lado da cerca, eu observei alguém: uma pequena
menina com suaves, quase luminosos cachinhos.
Ela estava meio escondida atrás de uma bétula.

I glanced around to make sure no one saw me. I called to her softly in German. "Do you have something to eat?"
Dei uma olhada em volta, para certificar-me de que ninguém
me viu. Chamei-a suavemente em Alemão.
"Você tem algo para comer?"

She didn't understand.
Ela não entendeu.

I inched closer to the fence and repeated the question in Polish. She stepped forward. I was thin and gaunt, with rags wrapped around my feet, but the girl looked unafraid. In her eyes, I saw life.
Aproximei-me mais da cerca e repeti a pergunta em Polonês.
Ela se aproximou. Eu estava magro e raquítico, com farrapos envolvendo meus pés, mas a menina parecia não ter medo. Em seus olhos eu vi vida.

She pulled an apple from her woolen jacket and threw it over the fence.
Ela sacou uma maçã do seu casaco de lã e a jogou sobre a cerca.

I grabbed the fruit and, as I started to run away, I heard her say  faintly, "I'll see you tomorrow."
Agarrei a fruta e, assim que comecei a fugir, ouvi-a dizer
debilmente, ""Virei vê-lo amanhã".

I returned to the same spot by the fence at the same time every day.  She was always there with something for me to eat - a hunk of bread or, better yet,
an apple.
Voltei para o mesmo local, na cerca, na mesma hora, todos os dias. Ela estava sempre lá, com algo para eu comer - um naco de pão ou, melhor ainda, uma maçã.

We didn't dare speak or linger. To be caught would mean death for us both.
Nós não ousávamos falar ou demorarmos. Sermos pegos
significaria morte para nós dois.

I didn't know anything about her, just a kind farm girl, except that she understood Polish. What was her name? Why was she risking her life for me?
Não sabia nada sobre ela, apenas um tipo de menina de
fazenda, exceto que ela entendia Polonês.Qual era o seu nome? Porque ela estava arriscando sua vida por mim?"

Hope was in such short supply, and this girl on the other side of the fence gave me some, as nourishing in its way as the bread and apples.
A esperança estava naquele pequeno suprimento, e essa
menina do outro lado da cerca trouxe-me um pouco, como que nutrindo dessa forma, tal como o pão e as maçãs.

Nearly seven months later, my brothers and I were crammed into a coal car and shipped to Theresienstadt camp in Czechoslovakia.
Cerca de sete meses após, meus irmãos e eu fomos
abarrotados em um vagão de carvão e enviados
para o campo de Theresiensatdt, na Tchecoeslováquia.

"Don't return," I told the girl that day."We're leaving."
"Não volte", eu disse para a menina naquele dia."Estamos partindo".

I turned toward the barracks and didn't look back,didn't even say good-bye to the little girl whose name I'd never learned, the girl with the apples.
Voltei-me em direção às barracas e não olhei para trás, nem mesmo disse adeus para a pequena menina,cujo nome eu nunca aprendi, a menina das maçãs.

We were in Theresienstadt for three months. The war was winding down and Allied forces were closing in, yet my fate seemed sealed.
Permanecemos em Theresienstadt por três meses. A guerra
estava diminuindo e as forças aliadas se aproximando,
muito embora meu destino pareceu estar selado.

On May 10, 1945, I was scheduled to die in the gas chamber at 10:00 AM.
No dia 10 de maio de 1945 eu estava destinado a morrer na
câmara de gás, às 10:00 horas.

In the quiet of dawn, I tried to prepare myself. So many times death seemed ready to claim me, but somehow I'd survived. Now, it was over.
No silencioso crepúsculo, tentei me preparar. Tantas vezes
a morte pareceu pronta para me reclamar, mas de alguma forma eu havia sobrevivido. Agora, tudo estava acabado.

I thought of my parents. At least, I thought, we will be reunited.
Pensei nos meus pais. Ao menos, pensei, nós estaremos nos reunindo.

But at 8 A.M. there was a commotion. I heard shouts, and saw people running every which way through camp. I caught up with my brothers.
Mas, às 08:00 horas ocorreu uma comoção. Ouvi gritos, e vi pessoas correndo em todas as direções através do campo. Juntei-me aos meus irmãos.

Russian troops had liberated the camp! The gates swung open. Everyone was running, so I did too. Amazingly, all of my brothers had survived;
Tropas russas haviam liberado o campo! Os portões foram abertos. Todos estavam correndo, então eu corri também.Surpreendentemente, todos os meus irmãos haviam sobrevivido.

I'm not sure how. But I knew that the girl with the apples had been the key to my survival.
Não tenho certeza como, mas sabia que aquela menina com as
maçãs tinha sido a chave da minha sobrevivência.

In a place where evil seemed triumphant, one person's goodness had saved my life, had given me hope in a place where there was none.
No local onde o mal parecia triunfante, a bondade de uma pessoa salvara a minha vida, me dera esperança em um lugar onde ela não existia.

My mother had promised to send me an angel, and the angel had come.
Minha mãe havia prometido enviar-me um anjo, e o anjo apareceu.

Eventually I made my way to England where I was sponsored by a Jewish charity, put up in a hostel with other boys who had survived the Holocaust and
trained in electronics. Then I came to America, where my brother Sam had already moved. I served in the U. S. Army during the Korean War, and returned to New York City after two years.
Eventualmente, encaminhei-me à Inglaterra, onde fui assistido pela Caridade Judaica, fui colocado em uma hospedaria com outros meninos que sobreviveram ao Holocausto e treinado em Eletrônica. Depois fui para os Estados Unidos, para onde meu irmão Sam já havia se mudado. Servi no Exército durante a Guerra da Coréia,e retornei a Nova Iorque, após dois anos.

By August 1957 I'd opened my own electronics repair shop. I was starting to settle in.
Por volta de agosto de 1957 abri minha própria loja de consertos eletrônicos. Estava começando a estabelecer-me.

One day, my friend Sid who I knew from England called me.
Um dia, meu amigo Sid, a quem eu conhecia da Inglaterra, me telefonou.

"I've got a date. She's got a Polish friend.Let's double date."
"Tenho um encontro. Ela tem uma amiga polonesa. Vamos sair juntos".

A blind date? Nah, that wasn't for me.
Um encontro às cegas? Não, isso não era para mim.

But Sid kept pestering me, and a few days later we headed up to the Bronx to pick up his date and her friend Roma.
Mas Sid continuou insistindo e, poucos dias após, nos dirigimos ao Bronx para buscar a pessoa do seu encontro e a sua amiga Roma.

I had to admit, for a blind date this wasn't so bad.Roma was a nurse at a Bronx hospital. She was kind and smart. Beautiful, too, with swirling brown curls
and green, almond-shaped eyes that sparkled with life.
Tenho que admitir, para um encontro às cegas, não foi tão ruim. Roma era enfermeira em um hospital do Bronx. Ela era gentil e esperta. Bonita, também, com cabelos castanhos cacheados e olhos verdes amendoados que
faiscavam com vida.

The four of us drove out to Coney Island. Roma was easy to talk to, easy to be with.
Nós quatro nos dirigimos até Coney Island. Roma era uma pessoa com quem era fácil falar e fácil de se estar junto.

Turned out she was wary of blind dates too!
Descobri que ela era igualmente cautelosa com encontros às cegas.

We were both just doing our friends a favor. We took a stroll on the boardwalk, enjoying the salty Atlantic breeze, and then had dinner by the shore. I
couldn't remember having a better time.
Nós dois estávamos apenas fazendo um favor aos nossos amigos. Demos um passeio na beira da praia,gozando a brisa salgada do Atlântico e depois jantamos
perto da margem. Não poderia me lembrar de ter tido momentos melhores.

We piled back into Sid's car, Roma and I sharing the backseat.
Voltamos ao carro do Sid, Roma e eu dividimos o assento traseiro.

As European Jews who had survived the war, we were aware that much had been left unsaid between us. She broached the subject, "Where were you," she asked softly, "during the war?"
Como judeus europeus que haviam sobrevivido à guerra,sabíamos que muita coisa foi deixada sem ser dita entre nós. Ela puxou o assunto, "Onde você
estava", perguntou delicadamente, "durante a guerra?"

"The camps," I said. The terrible memories still vivid, the irreparable loss. I had tried to forget.But you can never forget.
"Nos campos de concentração", eu disse. As terríveis memórias ainda vívidas, a irreparável perda.Tentei esquecer. Mas jamais se pode esquecer.

She nodded. "My family was hiding on a farm in Germany, not far from Berlin," she told me. "My father knew a priest, and he got us Aryan papers."
Ela concordou. "Minha família se escondeu em uma fazenda na Alemanha, não longe de Berlim", ela me disse. "Meu pai conhecia um padre, e ele nos deu
papéis arianos."

I imagined how she must have suffered too, fear, a constant companion. And yet here we were both survivors, in a new world.
Imaginei como ela deve ter sofrido também, medo, uma constante companhia. Mesmo assim, aqui estávamos, ambos sobreviventes, em um mundo novo.

"There was a camp next to the farm." Roma continued. "I saw a boy there and I would throw him apples every day."
"Havia um campo perto da fazenda", Roma continuou. "Eu via um menino lá e lhe jogava maçãs todos os dias."

What an amazing coincidence that she had helped some other
boy. "What did he look like? I asked.
Que extraordinária coincidência, que ela tivesse ajudado algum outro menino. "Como ele era?", perguntei.

"He was tall, skinny, and hungry. I must have seen him every day for six months."
"Ele era alto, magro e faminto. Devo tê-lo visto a cada dia, durante seis meses."

My heart was racing. I couldn't believe it.
Meu coração estava aos pulos. Não podia acreditar.

This couldn't be.
Isso não podia ser.

"Did he tell you one day not to come back because he was leaving Schlieben?"
"Ele lhe disse, um dia, para você não voltar porque ele estava saindo de Schlieben?".

Roma looked at me in amazement. "Yes!"
Roma me olhou estupefata. "Sim!".

"That was me!"
"Era eu!".

I was ready to burst with joy and awe, flooded with
emotions. I couldn't believe it! My angel.
Eu estava para explodir de alegria e susto, inundado com emoções. Não podia acreditar! Meu anjo.

"I'm not letting you go." I said to Roma.And in the back of the car on that blind date, I proposed to her. I didn't want to wait.
"Não vou deixar você partir", disse a Roma. E,na trazeira do carro, nesse encontro às cegas, pedi-a em casamento. Não queria esperar.

"You're crazy!" she said. But she invited me to meet her parents for Shabbat dinner the following week.
"Você está louco!", ela disse. Mas convidou-me para conhecer seus pais no jantar do Shabbat da semana seguinte.

There was so much I looked forward to learning about Roma,but the most important things I always knew: her steadfastness, her goodness. For many months, in
the worst of circumstances, she had come to the fence and given me hope. Now that I'd found her again, I could never let her go.
Havia tanto que eu ansiava descobrir sobre Roma, mas as coisas mais importantes eu sempre soube:sua firmeza, sua bondade. Por muitos meses, nas piores circunstâncias, ela veio até a cerca e me trouxe esperança. Não que eu a tivesse encontrado de novo, eu jamais a havia deixado partir.

That day, she said yes. And I kept my word. After nearly 50 years of marriage, two children and three grandchildren,I have never let her go.
Naquele dia ela ela disse sim. E eu mantive a minha palavra. Após quase 50 anos de casamento, dois filhos e três netos, eu jamais a deixara partir.

Herman Rosenblat of Miami Beach, Florida

 

This is a true story and you can find out more by Googling Herman Rosenblat. He was Bar Mitzvahed at age 75.
Esta é uma história verdadeira e você pode descobrir mais sobre ele no Google. Ele fez Bar-Mitzvah com a idade de 75 anos.

This story is being made into a movie called The Fence.
Esta história está sendo transformada em filme, chamado "A cerca".

This e-mail is intended to reach 40 million people world-wide.
Este e-mail tem a pretensão de alcançar 40 milhões de pessoas, mundo afora.

Join us and be a link in the memorial chain and help us
distribute it around the world.
Junte-se a nós e seja um elo na corrente de memória e ajude-nos a distribuí-la no mundo.

Please send this e-mail to 10 people you know and ask them to continue the memorial chain.
Por favor, envie este e-mail a 10 pessoas conhecidas e peça-lhes para continuar essa corrente.

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Por favor, simplesmente não a delete.

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http://en.wikipedia.org/wiki/User:For_An_Angel/The_Fence
 


http://www.americangathering.com/2006/10/05/1790/the-girl-with-the-apple-by-herman-rosenblat-in-florida/
 
 
 
"Caminante no hay camino se hace camino al andar"

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Magal
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