24 de set. de 2008

Será Livni uma Verdadeira Líder ? - ZVI BAR'EL

Será Livni uma Verdadeira Líder ? - ZVI BAR'EL


Olmert está deixando para Livni uma mesa muito atulhada,
que não lhe permite fixar prioridades. Tudo é urgente.

 
Será Livni uma Verdadeira Líder ?
 
ZVI BAR'EL - Haaretz 22|09|08 

 
Como clientes de um banco que faliu, uma série de líderes árabes estão esperando em frente ao escritório do primeiro-ministro segurando notas e permissões. Mahmoud Abbas, antigo cliente com privilégios quer saber quem, se alguém, dará continuidade às conversações. Bashar Assad, que recentemente acrescentou a conta israelense, está indagando se algo resta do depósito que deixou com o primeiro-ministro Ehud Olmert. Hosni Mubarak e o Rei King Abdullah, clientes estrangeiros cujas mãos repousam nervosamente sobre o telefone perguntam quando irão ligar parabenizando o novo primeiro-ministro. Eles não sabem se há uma nova política israelense e para onda ela está indo: será adotada a lista de Olmert dos prisioneiros a serem soltos em troca do soldado seqüestrado Gilad Shalit? Será que dois Estados, Israel e Palestina, é a solução aceitável para Tzipi Livni, ou irá escolher Israel e Jordânia como solução para os dois povos? E de longe, jogando uma bola de urânio nervosamente de uma mão para outra, Mahmoud Ahmadinejad pergunta-se quem é esta mulher que irá administrar a próxima ameaça contra eles.
 
Porque além do entusiasmo pelo fato de que uma mulher - com integridade, vestida com elegância e que fala bem - poderá ser o próximo primeiro-ministro de Israel, só podemos tentar adivinhar quais serão suas posições - e isso é difícil. Livni até aqui soube evitar dar qualquer declaração que indicasse claramente uma política. Ela soube como afirmar com entusiasmo certas palavras escondendo o que está por trás delas. Parece que mesmo os eleitores do Kadima não conseguiram entender a diferença entre ela e Shaul Mofaz.

Mas Olmert está deixando para Livni uma mesa muito atulhada que não lhe permite fixar prioridades. Tudo é urgente. Em três meses a Autoridade Palestina terá que escolher seu novo presidente. Será encontrada uma solução legal que permita a Abbas, cujo mandato termina em janeiro, continuar no cargo? Ou serão realizadas eleições, caso Israel o permita? Se Mubarak tiver sucesso em reconciliar Hamas e Fatah, formando-se um governo de união nacional na AP, Israel terá que decidir se coopera com tal governo mesmo que inclua o Hamas. Esta decisão estratégica determinará se Israel prefere administrar a crise para resolvê-la, pois é muito improvável que conversações abrangentes - ou qualquer tipo de conversações - poderiam ser realizadas com tal governo.

 
 
Tzipi Livni recebe de Shimon Peres 
 o encargo de formar novo governo
O canal sírio correu sua primeira fase, que decidiu as questões para negociações diretas. Com ou sem outra reunião indireta, é claro que uma decisão política em princípio é necessário sobre para onde as conversações estão indo. Esperando por um novo presidente americano, que assumirá o cargo quando assumir um novo presidente palestino (ou se mantiver o atual), não poderá mais servir como desculpa. Israel precisa apresentar ao novo presidente americano um road map seu para negociações com a Síria. E não esperar por meses até que seus assessores forem nomeados e formulem uma política sobre Israel.
 
O novo padrão instituído por Olmert - no qual a obediência à política dos EUA não descartam necessariamente conversas com a Síria - poderia também servir ao próximo governo de Israel. Um acordo de paz entre Israel e Síria poderá não ser o sonho de um regime Republicano, mas é uma necessidade existencial para Israel.

Aqueles que leram os relatórios do presidente da Agência Internacional de Energia Atômica sobre seus esforços no Irã podem e devem assumir que o Irã irá obter armas nucleares. Esses relatórios também atestam a extensão da ameaça convencional do Irã para qualquer um que queira atacá-lo.
 
A política de sanções foi inútil até aqui, e atacar o Irã não promete um resultado diferente. Israel, que com os Estados Unidos perfilaram o mundo contra a ameaça iraniana, podem precisar de uma nova política, que se dirija contra a motivação do Irã para atacar ou, como propuseram antigos secretários de estado americanos, negociações com o Irã. Esta também é uma decisão estratégica que não pode esperar.
 
A questão agora não é mais se Livni é capaz de tomar tais decisões. Ela não tem escolha. A verdadeira questão é se ela adotará uma política que Olmert já decidiu por ela. Ou se irá, de repente, provar ser uma líder real - do tipo que não teme inovações.



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Magal
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