31 de jul. de 2008

Female minister in challenge to lead Israel

Female minister in challenge to lead Israel

Female minister in challenge to lead Israel
 Tzipi Livni

ISRAEL'S Foreign Minister, Tzipi Livni, has declared she has the skills to become her country's second female prime minister.

Ms Livni, 50, a former member of the Israeli secret service, Mossad, yesterday announced her campaign and said she was confident of winning the leadership of her Kadima Party in primary elections in September.

Ms Livni said it was inconceivable that the current Kadima Party leader and Prime Minister, Ehud Olmert, should even consider running.

If Ms Livni won the primary elections, she would probably be sworn in as prime minister until fresh elections could be held early next year.

Israel's only female prime minster, Golda Meir, was in power from 1969 to 1974.

Mr Olmert's prime ministership has been crippled by near continuous corruption allegations. The latest scandal involves accusations that Mr Olmert received cash bribes from a New York businessman, Moshe Talansky, in return for favours when Mr Olmert was mayor of Jerusalem.

In an interview on Israeli Army Radio, Ms Livni said that if Mr Olmert did decide to run in September, she had enough support to defeat him.

She rejected concerns that she lacked the experience to become prime minister.

"I am a member of the security cabinet. In recent years I have made decisions on all the most difficult military issues, some of them, unfortunately, under pressure," Ms Livni said.

"I think that the public in Israel is entitled to ask each of the candidates whether he or she is worthy of being prime minister, and I am willing to be tested not only on the things that I say, but also on the things I have done. I have the skills to be prime minister," she said.

Ms Livni also indicated that she had enough support from the conservative Shas and Likud parties to form a ruling coalition should the current coalition collapse.

Ms Livni's declaration followed reports on Monday that she and Mr Olmert had a public shouting match on the floor of the Israeli parliament.

"It was so vocal that Finance Minister Roni Baron got up and hushed them, scolding them loudly: 'They'll hear you. What's going on with you? Stop it already.' Other ministers looked on in amazement. Olmert's face paled while Livni's reddened," a witness told the newspaper Maariv.

Ms Livni's main rival for the Kadima party leadership is the former Israeli Defence Forces chief-of-staff, Shaul Mofaz, currently the Minister for Transport.

Mr Mofaz, who is Mr Olmert's preferred choice as his successor, is emphasising his advantage in military experience and his ability to take decisions in the area of defence.

Sources close to Mr Mofaz were reported yesterday as saying that said he did not intend to wage a negative campaign against Ms Livni, but the emphasis on his experience as IDF chief-of-staff was intended to highlight her lack of experience.

Mr Olmert, meanwhile, showed no sign that his time in office was nearing a close, pushing ahead with the fourth round of peace talks with Syria.



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Magal
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27 de jul. de 2008

Construindo a paz entre judeus e muçulmanos, um doce de cada vez

Construindo a paz entre judeus e muçulmanos, um doce de cada vez

 
 

Construindo a paz entre judeus e muçulmanos, um doce de cada vez

International Herald Tribune, em 25/07/2008 - Jon Frosch, em Paris - Em um momento em que uma brisa de possível mudança começa a soprar no Oriente Médio, tem sentido um grupo de mulheres francesas judias e muçulmanas se reunir para fazer doces e proibir qualquer conversa sobre o conflito israelense-palestino?

Muito, segundo as mulheres, que se chamam de Les Bâtisseuses de Paix, ou "as construtoras da paz". Seu objetivo não é solucionar um conflito que desafia os melhores cérebros da diplomacia há décadas, mas principalmente "bloquear a transferência do conflito israelense-palestino para a França".

Até seus adversários dizem que a meta é louvável, embora os meios possam ser inadequados para abordar problemas tão intratáveis.

Mas isso não arrefece o espírito das mulheres. Cerca de 50 delas se reuniram para tomar chá de hortelã recentemente no Les Jardins de la Méditerranée, um restaurante kosher em Créteil, subúrbio de Paris. Depois de beijos e elogios aos penteados, chega a hora dos negócios. "Vamos trabalhar!", grita uma mulher, enquanto ovos, tâmaras e outros ingredientes doces são distribuídos.

O que parecia um clube de culinária foi criado em 2002 por Annie-Paule Derczansky, uma ex-jornalista que se sentiu perturbada pelo surto de atos anti-semitas na França, o país europeu que tem as maiores populações muçulmana e judia. Ela diz que a hostilidade entre as duas comunidades foi alimentada por "franceses judeus pensando que são israelenses e franceses muçulmanos pensando que são palestinos".

As Construtoras da Paz enfrentam esse problema atirando a política pela janela, fornecendo um espaço neutro para as mulheres que não querem se envolver nas amargas preocupações que muitas vezes opuseram as duas comunidades. Do seu enfoque para a solidariedade entre judias e muçulmanas nasceu a regra de ouro da associação: não falar sobre Israel e Palestina, ou, como diz a judia Derczansky: "A primeira que mencionar o conflito tem de sair".

Seis anos depois de sua criação, as Construtoras da Paz contam com centenas de participantes. Elas promovem programas de "intercâmbio cultural" em grandes instituições árabes e judias, oferecem seminários em Paris, participam de conferências em Bruxelas e estão em campanha para colocar uma placa na Grande Mesquita de Paris comemorando os judeus salvos por muçulmanos durante a Segunda Guerra Mundial.

Importantes franceses judeus e muçulmanos elogiam suas iniciativas. "O que elas fazem é muito corajoso, porque é trabalho prático em campo", diz Evelyne Berdugo, 60, que é chefe da organização de mulheres judias Coopération Féminine. "Nada de grandes palavras e discursos, mas ação com pessoas comuns que não são muito conhecidas."

Ghaleb Bencheikh, 47, âncora de um programa de televisão chamado "Islam", diz que o "carinho e o sentimento maternal" das mulheres fazem delas "os melhores agentes para conter o conflito".

Mas outros criticam a associação por proibir a discussão do elefante na sala: o conflito. "É bom dar ênfase ao que os dois grupos têm em comum", disse Jean-Pierre Allali, 69, que escreveu extensamente sobre assuntos judeus. "Infelizmente não é assim que vamos conseguir solucionar os problemas entre israelenses e palestinos ou entre judeus e árabes na França."

Em algum momento o tema vai ter de aparecer, ele disse, acrescentando: "Há uma certa hipocrisia em não o discutir".

Allali citou a recente agressão a um adolescente judeu em Paris por uma gangue de jovens principalmente muçulmanos como um exemplo do tipo de obstáculo que as mulheres enfrentam. Mas ele não foi totalmente negativo. "Essa associação em si não pode conseguir muita coisa", disse. "Mas ao multiplicar esse tipo de iniciativa talvez algo possa ser feito."

Derczansky, 48, está consciente dos desafios. Ela fica desanimada com comentários depreciativos sobre os muçulmanos que ouve em círculos judeus. Mas essas conversas só confirmam sua crença de que por enquanto a maneira de incentivar a estabilidade muçulmano-judaica na França é se concentrar em coisas simples que as duas comunidades podem compartilhar - como receitas.

A França tem cerca de 5 milhões de muçulmanos e 600 mil judeus, muitos concentrados em Paris e seus subúrbios, onde as tensões têm surgido com maior força. Mas a comida é algo que une essas populações, já que a maioria dos judeus franceses hoje é de sefarditas, com laços familiares com o norte da África.

As Construtoras da Paz permite que mulheres que podem ser sionistas declaradas ou decididamente pró-Palestina arregacem as mangas e unam forças na cozinha, onde as preocupações giram mais em torno de amêndoas e bolinhos do que de geopolítica.

Uma mulher que participa da oficina de doces mensal é Nathalie Obadia, uma judia de origem tunisiana para quem as questões divisórias do Oriente Médio não devem envenenar as relações com suas vizinhas. "O que está acontecendo lá é lá", diz Obadia, 39. "Aqui estamos na França."

A união prevaleceu no recente dia de doces assados, com as mulheres aplaudindo sua produção de "yo-yos" (rosquinha do norte da África), "charutos" (espécie de rocambole) e bolos em forma de diamante com mel e pistache.

Quer esse trabalho tenha ou não um impacto sobre a geopolítica, logo vai adquirir uma dimensão internacional. Em outubro, a Construtoras da Paz viajará para Nova York para se encontrar com mulheres americanas judias e muçulmanas.

Na Europa há outras iniciativas para tentar reforçar os laços judeus-muçulmanos evitando a política em favor da cultura. Um grupo britânico, o Alif-Aleph U.K., encoraja os contatos inter-religiosos através de projeções de filmes, apresentações musicais e eventos sociais. Na Holanda, o projeto MAJO Soccer organiza partidas de futebol entre jovens judeus e muçulmanos, seguidos de refeições kosher e halal.

Mas os grupos especificamente para mulheres judias e muçulmanas são raros.

A Bâtisseuses de Paix foi inspirada por uma viagem como repórter que Derczansky fez ao Oriente Médio em 2002, durante a segunda intifada, quando ela descobriu que embora a comunicação política estivesse desgastada os grupos culturais de mulheres israelense-palestinos perduravam.

Ela voltou à França convencida de que um modelo de harmonia judaico-muçulmana poderia ser transmitido pelas mulheres. "A palavra das mães é muito importante nas famílias judias e muçulmanas", notou Derczansky.

Djamila Saadi, 45, uma muçulmana da Argélia que participou da oficina de doces, compreende essa mensagem. "Isto é para nossos filhos", ela diz, com as mãos cobertas de farinha, enquanto mulheres judias trabalham ao seu lado. "É para mais tarde."

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

25 de jul. de 2008

24 de jul. de 2008

Por que Israel Ignora os Judeus da China?

Por que Israel Ignora os Judeus da China?

Por que Israel Ignora os Judeus da China?
Por: Michael Freund - Tradução: David Salgado

 
Por que Israel ignora os judeus da China?
A mais importante competição esportiva do mundo, terá início em poucas semanas, mas Israel já está cometendo um erro olímpico.
Os próximos Jogos Olímpicos que acontecerão no verão de 2008 na China, brindarão novamente ao Estado Judeu a oportunidade de destacar-se no cenário mundial.
Como de costume a delegação participará da cerimônia de abertura, marchando orgulhosamente no Estádio Nacional de Beijing agitando a bandeira azul e branca diante de todo o público presente. Este, é sem dúvida, um momento que definitivamente chama a atenção e toca o coração de todos os judeus do mundo.
Este ano, terá também um outro propósito, de demonstrar a muitos cidadãos chineses que ainda não se interaram, o quanto vem melhorando as relações entre Beijing e Jerusalém desde o estabelecimento das relações diplomáticas em 1992.
Porém, diferentemente de outros anos em que Israel e seus atletas aproveitavam os Jogos Olímpicos para demonstrar as comunidades locais sua solidariedade e irmandade, nenhum gesto como esse está na pauta para os próximos jogos. Infelizmente, Israel está dando as costas para os judeus chineses.
Sim, você está lendo corretamente. Existem de fato judeus na China, herdeiros de um antigo e valioso patrimônio que data de mais de 1000 anos. Os primeiros judeus, acredita-se que se afirmaram na capital da China Imperial, Kaifeng, ao longo da praia do rio Amarelo, durante a Dinastia Song.
Durante dois séculos, os chineses deram aos seus judeus uma confortável estadia, livre de perseguições, característica marcante em distintas comunidades judaicas da diáspora.
Em 1163, os judeus de Kaifeng construíram uma belíssima sinagoga, que foi conseqüentemente renovada e reconstruída numerosas vezes. Em seu apogeu, durante a Dinastia Ming (1364-1644), os judeus de Kaifeng eram em torno de 5000 pessoas.
No entanto, por volta de 1800, uma grande onda de assimilação e matrimônios mistos apagaram todos os vestígios de judaísmo na China. Após o falecimento do último rabino da comunidade, durante a primeira metade do século XIX, o judaísmo de Kaifeng praticamente desapareceu.
Mas esse não é o final da história. Contrariando todas as probabilidades, os judeus de Kaifeng conseguiram preservar sua identidade judaica, transmitindo o pouco que sabiam aos seus descendentes.
Hoje em dia, ainda existem centenas de pessoas na cidade, que podem ser claramente identificadas como descendentes da comunidade judaica. Entretanto, a política do governo israelense ao longo dos anos tem sido essencialmente ignorar os descendentes de judeus de Kaifeng, receando que o governo chinês não veja de forma positiva tal contato.
Por não ser um grupo oficialmente reconhecido como minoria na sociedade multicultural da China, e por não ser, o judaísmo, a religião oficial do país, a questão específica sobre o status dos judeus de Kaifeng é uma pergunta sensível para Beijing. Devido também as emergentes relações econômicas, culturais e turísticas entre ambas nações, Israel prefere não ingressar no delicado assunto.
Conseqüentemente, a Embaixada de Israel em Beijing não mantêm relações com a comunidade de Kaifeng, nem faz nenhum esforço para contatá-los. Representantes da comunidade não são convidados para participar do ato anual em celebração ao Iom Haatzmaut nem a nenhuma outra das atividades da Embaixada.
Apesar da existência de vários programas educacionais de intercâmbio entre China e Israel, o governo israelense não vem realizando nenhum esforço para permitir que a comunidade judaica de Kaifeng possa participar dos mesmos.
De fato, muitos membros da comunidade, comentaram-me recentemente , que não lembram quando foi a última vez que tiveram contato com alguém de Israel.
Este triste desenvolvimento dos fatos, pode e deve ser corrigido. Israel não tem razão nenhuma para virar-lhes as costas. Muitos desses judeus de Kaifeng, estão realmente interessados em aprender mais acerca de sua herança e cultura.
China sempre tratou seus judeus de forma amável e cortez, e não existe razão alguma para acreditarmos que as coisas mudaram. Israel pode e deve estender a mão aos judeus chineses, ao mesmo tempo que supostamente estará respeitando as sensibilidades do governo chinês. A atmosfera internacional que provêem os Jogos Olímpicos, é uma excelente oportunidade para que Israel realize este significativo passo em conjunto com o governo da China.
No passado, os Jogos Olímpicos serviram como momento de reunião. Em 2000, nos jogos de verão de Sydnei na Austrália, Israel e os atletas locais participaram de uma série de eventos organizados pela comunidade judaica local. Eventos tais como, alojamento dos atletas em Shabat e a gravação de uma placa em recordação dos atletas judeus que foram assassinados durante os Jogos de Munique em 1972.
Similarmente, em 2002, nos jogos de inverno na cidade de Salt Lake, Utah, Israel e os atletas judeus participaram de duas recepções oficiais organizadas pelos judeus de Utah.
Por que os representantes israelenses não podem realizar gestos similares, durante os próximos jogos, com os remanescentes dos judeus de Kaifeng?  Os judeus chineses podem ser uma importante ponte cultural entre os dois países, fortalecendo nosso sentido de passado dividido e futuro em comum.
Os judeus de Kaifeng representam a união viva de ambas civilizações, e sua contínua existência não é apenas um testemunho do poder da memória do judaísmo, senão também dos laços de amizade que tem existido entre China e o povo judeu por mais de 1000 anos. É chagada a hora de Israel deixar de ignorá-los.
Esperamos, que nos Jogos Olímpicos do mês que vem, os atletas israelenses ganhem e tragam para casa inúmeras medalhas, honrando a si mesmos e a todos nós. Porém creio que não haveria uma honra maior para eles, se renovassem os laços entre o Estado de Israel e os judeus de Kaifeng.

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Magal
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Aos brasileiros que vivem em Israel : Ginga Brasileira - dia 08.08.08

Aos brasileiros que vivem em Israel : Ginga Brasileira - dia 08.08.08




 

Carnaval brasileiro em Shuni (Byniamina) – Na sexta feira a noite dia 08.08.08

TENIRA E BANDA
BA FREYRE E BANDA
DJ
Capoeira - Maculelê, saltos, dança e luta.
Grupo de danca FESTA LOUCA - Samba, gafieira, forró, lambada, axé e outros
Batucada afro-brasileira SWING TROPICAL
Comida brasileira.
Criança ate 14 anos nao paga.
Contato:
raquel@rarotrading.com
http://www.shuni.co.il
http://www.pt.bafreyre.com
Divulgue, por favor.
Raquel Alvares Pacheco

23 de jul. de 2008

Bialik + Renascença

Bialik + Renascença




Nova Escola Judaica transforma sonho comunitário em realidade
 
É permanente a luta da comunidade judaica no sentido de preservar a sua identidade, história, valores e tradições. Assim é no Brasil. Assim acontece também em outros países. Portadora de valores consolidados desde os tempos mais remotos, a comunidade oferece ao mundo uma ética humanista, plena de objetivos sociais e uma vocação para o conhecimento técnico e científico, renovada historicamente através da educação.
 
É esta identidade que precisa ser preservada e revigorada, hoje e sempre. Assim a comunidade estará à altura da história já construída e à altura dos desafios que o mundo contemporâneo lhe apresenta. Consciente da importância estratégica desse trabalho e ciente de que se trata de uma aspiração que seduz e mobiliza nossa comunidade, a Federação Israelita do Estado de São Paulo (FISESP) chamou para si a responsabilidade de criar uma nova escola judaica em São Paulo.
 
Uma escola que tenha dois objetivos principais – o de ser um CENTRO DE EXCELÊNCIA PEDAGÓGICA indiscutível, à semelhança de tantas e louváveis instituições comunitárias que atuam em outras áreas, e o de oferecer FORTE CONTEÚDO DA CULTURA JUDAICA. O alcance dessas metas vai assegurar à nova escola atributos capazes de atrair e mobilizar os alunos já matriculados em nossas escolas e também aqueles que estudam em outras instituições. Tudo isso visando a preservação e a renovação da história, dos valores, tradições e da vocação do judaísmo para o universo técnico e científico.
 
Para dar início ao projeto, o primeiro passo foi chamar algumas escolas judaicas já atuantes na cidade que quisessem compartilhar deste sonho e de sua concretização. Depois de diversas reuniões, os Colégios Bialik e Renascença aceitaram o desafio de DESENVOLVER, desde já, A NOVA ESCOLA JUDAICA. Trata-se, portanto, de um projeto que já nasce em solo fértil, assentado sobre duas bases comunitárias sólidas e tradicionais, com desempenho pedagógico reconhecidamente de alto nível.
 
Realizados sob a coordenação da FISESP, com participação paritária das diretorias e das equipes técnicas das duas instituições, os estudos para o desenvolvimento da nova escola, promovidos com o apoio de consultores especializados, produzirão os primeiros resultados ao longo do 2º semestre de 2008. Ofereceremos então informações à nossa comunidade sobre o andamento desses estudos, compartilhando com todos a progressiva materialização deste sonho. Até lá, a principal mudança é de cunho estratégico e visa unir esforços, energias, recursos e talentos, presentes nas duas instituições, Bialik e Renascença, visando a criação da nova escola judaica.
 
A forma mais eficaz e ágil de levar imediatamente à prática essa união de esforços é a definição de um profissional para assumir a Diretoria Geral das duas instituições e, ao mesmo tempo, liderar a criação da nova escola. Caberá ao Prof. Dr. João Carlos Martins, escolhido de forma consensual pelas diretorias das duas mantenedoras e validado pela FISESP, a responsabilidade de dar início, já a partir de agosto de 2008, à implantação do novo projeto e de dirigir as duas escolas
 
Vencedor do Prêmio Gestor Educacional 2008, que lhe foi atribuído pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), Martins vem desempenhando com sucesso a função de Diretor Geral do Colégio Renascença, para a qual ele foi alçado depois de passar por rigoroso processo de seleção, envolvendo 80 profissionais de todo o Brasil.
 
Terá o novo Diretor Geral dupla responsabilidade: a de iniciar, desde já, o processo de integração entre os funcionários e as equipes pedagógicas das duas instituições, com vistas à criação da nova escola judaica e a de agir imediatamente no sentido de manter a qualidade pedagógica dos Colégios Bialik e Renascença. O ano de 2009 será destinado a trabalho intenso, envolvendo as equipes das duas escolas, visando a unificação posterior dos sistemas de gestão e ao detalhamento do
 
projeto pedagógico da nova instituição. Contaremos com a participação efetiva dos pais e alunos destas escolas para criar algo novo e arrojado, do qual todos possamos nos orgulhar. É compromisso da Federação e das duas escolas abrir canais diretos de consulta à comunidade judaica de São Paulo, especialmente aos pais, alunos e profissionais das duas instituições, através de mecanismos que serão divulgados ao longo dos próximos meses. A configuração completa do projeto vai passar por estudos exaustivos e, principalmente, pelo escrutínio da comunidade.
 
A FISESP está engajada, portanto, na consolidação de um PROJETO COMUNITÁRIO, na realização de um sonho. Levantamos aqui, mais uma vez, a bandeira da PRESERVAÇÃO DA CULTURA JUDAICA, através da criação em São Paulo de uma nova escola, identificada por sua excelência pedagógica e seu forte conteúdo judaico.
 
É importante frisar que se trata de uma proposta aberta, da qual podem participar outras instituições judaicas de ensino, que queiram compartilhar desse mesmo sonho. O que estamos fazendo agora é DEFLAGRAR o processo que levará à concretização de uma aspiração da comunidade judaica de São Paulo. Com paciência, senso comunitário e determinação, haveremos de vencer mais este desafio! Beneficiárias desse esforço coletivo, as novas gerações terão assim condições de seguir adiante, levando à frente o brilho e o vigor de nossa cultura comum.
 
 
Federação Israelita do Estado de São Paulo
União em busca da excelência pedagógica
e do fortalecimento da Cultura Judaica
 
Boris Ber
Presidente
 

 
São Paulo, 23 de julho de 2008.
 
À Comunidade do Colégio Bialik
 
Depois de 16 anos à frente da Direção Geral do Colégio Bialik, o professor Gerson Herszkowicz deixa o cargo. Sua presença em nossa instituição, a partir de 1992, teve por objetivo a reformulação da proposta pedagógica do Colégio. Sua reconhecida competência permitiu a ele transformar a face do Bialik ao longo destes anos. Sob sua liderança, foram implantados inúmeros projetos de sucesso, que alçaram o Bialik ao nível das melhores escolas de São Paulo.
 
O Colégio Bialik agradece ao professor Gerson Herszkowicz por sua profícua gestão e pelo apoio que dará ao novo momento que vive nossa instituição, envolvida na concretização de uma grande aspiração da comunidade judaica.
 
Para substituí-lo na Direção Geral, a Mantenedora do Bialik convidou o professor João Carlos Martins, gestor educacional premiado, que responde por uma bem sucedida administração à frente do Colégio Renascença. É esta experiência, traduzida em números e no aumento da credibilidade e do prestígio das renomadas instituições para as quais trabalhou, que o professor João Carlos Martins coloca agora a serviço do Colégio Bialik.
 
Bialik e Renascença terão, portanto, a partir deste 2º semestre de 2008, um único Diretor Geral. Com essa decisão, os dois colégios dão o passo inicial para a concretização de um sonho histórico da comunidade judaica de São Paulo, apresentado a seguir em documento assinado pela Diretoria da Federação Israelita do Estado de São Paulo (FISESP).
 
As mudanças futuras serão resultado de um processo de diálogo, aberto e participativo, com toda a comunidade. Até lá, seguiremos juntos nesse trabalho coletivo de manter o Bialik como uma das referências de qualidade entre as instituições de ensino da capital. Permanecerão no mesmo ritmo o trabalho pedagógico, os projetos e o dia-a-dia do Colégio. A Comunidade Bialik pode estar segura de que todas as perguntas e dúvidas serão respondidas nas próximas semanas, com calma e serenidade.
 
A Diretoria do Bialik reafirma seu compromisso de transparência e tudo fará para manter a comunidade bem informada. Sugerimos a leitura atenta do próximo documento e colocamo-nos à disposição para esclarecimentos.
 
Abramino Alberto Schinazi
Presidente
 
 
 
 
 
 

22 de jul. de 2008

Judeus: Tishá beav

Judeus: Tishá beav









 

Os nove dias: 2 a10 de agosto, 2008

"Quando começa o mês de Av, reduzimos nosso júbilo..." (Talmud, Tratado Ta'anit 26). Começando em 1º de Av, usualmente nos abstemos de diversas atividades que estão associadas à alegria.

9 de Av: 9-10 de agosto, 2008

O dia 9 de Av, Tishá BeAv, celebra uma lista de catástrofes tão graves que é claramente um dia especialmente amaldiçoado por D'us. O Primeiro Templo foi destruído neste dia. Cinco séculos mais tarde, conforme os romanos se aproximavam do Segundo Templo, prontos para incendiá-lo, os judeus ficaram chocados ao perceber que o Segundo Templo foi destruído no mesmo dia que o Primeiro.

Quando os judeus se rebelaram contra o governo romano, acreditavam que seu líder, Shimon bar Kochba, preencheria suas ânsias messiânicas. Mas suas esperanças foram cruelmente destroçadas em 135 EC, quando os judeus rebeldes foram brutalmente esquartejados na batalha final em Betar. A data do massacre? Nove de Av, é claro!

Os judeus foram expulsos da Inglaterra em 1290 EC em, você já sabe, Tishá BeAv. Em 1492, a Idade de Ouro da Espanha terminou, quando a Rainha Isabel e seu marido Fernando ordenaram que os judeus fossem banidos do país. O decreto de expulsão foi assinado em 31 de março de 1492, e os judeus tiveram exatamente três meses para colocar seus negócios em ordem e deixar o país. A data hebraica na qual nenhum judeu mais teve permissão de permanecer no país onde tinha desfrutado de receptividade e prosperidade? A esta altura, você já sabe que é 9 de Av.

Pronto para mais? A Segunda Guerra e o Holocausto, concluem os historiadores, foi na verdade a conclusão arrastada da Primeira Guerra, que começou em 1914. E sim, a Primeira Guerra Mundial começou, no calendário hebraico, a 9 de Av - Tishá BeAv.

O que você conclui disso tudo? Os judeus vêem estes fatos como outra confirmação da convicção profundamente enraizada de que a História não ocorre por acaso; os acontecimentos - mesmo os terríveis - são parte de um plano Divino, e têm um significado espiritual. A mensagem do tempo é que há um propósito racional, muito embora não possamos entendê-lo.

fonte  www.chabad.org.br



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20 de jul. de 2008

MILCHEMET MITSVÁ - GUERRA OBRIGATÓRIA

MILCHEMET MITSVÁ - GUERRA OBRIGATÓRIA

MILCHEMET MITSVÁ - GUERRA OBRIGATÓRIA

 

O rabino Tsvi Iehuda disse que nosso Estado ideal virá com o estabelecimento do Reino de David. No entanto, enfatizou que neste meio tempo poderíamos ter outro estágio viável de Malchút. É bastante significativo que, hoje em dia, tenhamos o governo e a Terra de Israel sob nosso controle.1

 

A segunda coisa que fomos ordenados a fazer após entrar na Terra de Israel, depois de estabelecer a soberania judaica, é a guerra contra Amalec. O rabino Tsvi Iehuda disse que Amalec é a antítese cósmica absoluta de Israel.

 

"Por enquanto, não sabemos quem é esta nação. Entretanto, devemos fazer a guerra contra as nações gentias que se opuserem a nós. Embora a guerra não seja algo desejável ou prazeroso, ela nos é impingida pelas realidades de estabelecer um Estado, como Maimônides reconhece no titulo que escolheu (para este capítulo de Mishnê Torá): 'As Leis dos Reis e suas Guerras'. Maimônides escreve":

 

"A primeira guerra que um Rei deve conduzir é a Milchémet Mitsvá. O que é uma Milchémet Mitsvá? A guerra contra as sete nações, a guerra contra Amalec, e uma guerra para salvar Israel de um inimigo que o oprima".2

 

"Um aluno perguntou se as guerras que havíamos lutado desde a fundação do Estado tinham o status de Milchémet Mitsvá".

 

"Que pergunta!" – respondeu o rabino Tsvi Iehuda. – "Elas foram duplamente Milchémet Mitsvá. Primeiro, segundo os ensinamentos de Nachmânides, somos ordenados a conquistar a Terra de Israel,3 e esta é a Halachá aceita.4 Deste Gaón de Israel vem a determinação de que a conquista da Terra é uma Milchémet Mitsvá. Nachmânides escreve que este é um mandamento positivo da Torá, de que toda a Terra, com todas as fronteiras que Deus prometeu a nossos antepassados estejam governadas por nós e não sejam deixadas às outras nações.3 Uma terra sob o domínio e soberania de um povo – isto é um Estado. A Torá nos ordena a ter um Estado e se for necessário conquistar e guerrear para fazê-lo, então somos compelidos a agir assim. Este é um dos 613 preceitos da Torá".

 

"Em segundo lugar, as guerras que lutamos seguem a definição de guerra ordenada pela Torá, como declara Maimônides: 'Para salvar Israel de um inimigo'.2 Ainda que não tivéssemos quaisquer dificuldades políticas especiais com nossos inimigos a respeito de Érets Israel, somos obrigados a defender os judeus da opressão, mesmo que isto ocorra fora da Terra. Esta é uma guerra de defesa. As Forças de Defesa de Israel não fazem guerras por capricho contra as nações, mas lutam para proteger nosso povo".

 

Antes que o Rosh Yeshivá de Mercaz HaRav continuasse discutindo a próxima seção de Maimônides, um aluno comentou que um Talmid Chacham escreveu um panfleto segundo o qual nossas guerras não se enquadravam na categoria de Milchémet Mitsvá e que nossas instituições governamentais, o Knésset e o Gabinete Ministerial, não têm a autoridade de Malchút. Portanto, disse este estudioso de Torá, devemos nos relacionar com os árabes que nos fazem guerra com compreensão – do mesmo modo que nos relacionamos com nossos próprios correligionários sem fé, como se fossem crianças seqüestradas que não entendem o valor da Torá. Da mesma forma, nossos inimigos não entendem nossa grandeza e nosso apego à Terra.

 

"Estas são idéias perniciosas, perturbadoras e chocantes" – disse o rabino Tsvi Iehuda. – "Estes são venenos mortais. Se estas palavras fossem traduzidas para o árabe e enviadas aos árabes, eles ficariam tão felizes como se tivessem descoberto um grande espólio. Como pode alguém dizer que não temos uma Milchémet Mitsvá aqui?! Não posso entender! Existe uma definição simples de guerra compulsória – a conquista de Israel e a sua defesa. Não existe tal situação hoje em dia? E quanto ao tema de o Knésset e o governo não terem autoridade legal, estas são palavras sem sentido que desmoronam à luz das palavras sagradas de meu pai e mestre, que explicou em seu livro 'Mishpát Cohen'. As leis de Malchút que se aplicam aos assuntos gerais da nação, aplicam-se a qualquer forma de liderança. A comparação feita no panfleto entre judeus sem fé e gentios que vêm para nos matar é chocante. Os gentios não nos vêem como uma nação fraca e despojada, mas como uma das mais fortes e respeitadas nações do mundo, que ressurgiu milagrosamente e vive sob a compulsão da guerra. Nachmânides define nossa situação de modo preciso e não há nada em seus ensinamentos que envolva persuadir nossos inimigos ou conquistar sua compreensão por nossa causa. Quando eles vierem nos atacar, precisamos persuadi-los com tanques! Onde está a sabedoria de olhar com brandura para assassinos que vêm matar-nos! Que o Guardião de Israel nos proteja e nos salve da disseminação de tais idéias lesivas!"5

 

 

 

Extraído do livro Judaísmo e Sionismo – Torat Eretz Israel, do Rav Tsvi Iehuda HaCohen Kook zt"l.



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Haquitia: nosso dialeto quase perdido (Yehuda Benguigui)

Haquitia: nosso dialeto quase perdido (Yehuda Benguigui)

 

Haquitia: nosso dialeto quase perdido (Yehuda Benguigui)

Haquitia: nosso dialeto quase perdido
Yehuda Benguigui


"...aos que entre familiares, parentes e amigos, nos referíamos como "los nuestros", eramos os sefaradim do Norte do Marrocos - o pequeno grupo de judeus que viviamos nas cidades de Tetuan, Tânger, Larache, Alcácer, Arcila, Chauen, Ceuta, Melila e também Gibraltar - os descendentes dos expulsados de Espanha de 1492 e que seguiamos falando o "espanhol", mas que de fato era um idioma muito especial, chamado Haquitia...

Era um grupo que tinha consciencia de sua identidade istinta,
orgulhoso de seus costumes e valôres, mas muito pouco conhecido no exterior e que nunca chamou atenção aos investigadores até muito recentemente, e cuja saga e história, ainda não foi verdadeiramente escrita...."

Alegria Bendayan de Bendelac.


As "djudeolenguas" dos judeus sefaradim na Idade Média:

Os judeus viviam na Idade Média numa situação de isolamento físico, em relação aos cidadãos de outras religiões, reclusos em bairros especiais. Esse fato, trouxe em conseqüencia um isolamento social, cultural, econômico e também lingüistico.

Os judeus desenvolveram assim, umas formas características de comunicar-se entre si, tanto pelas peculiaridades e circunstâncias culturais como também por um sentido de autodefesa, para poder comunicar-se sem ser entendido pelos que os cercavam, que quase sempre os tratavam com atitudes hostis ou discriminatórias.

Nasceram assim, o que muitos eruditos modernos passaram a classificar como judeolínguas, ou como no original em ladino, "djudeolenguas", que eram variedades do idioma da cultura dominante, utilizadas na vida social, familiar e comunitária das "juderias", "Melahs"e no caso dos ashkenazim, nos "guetos" e "Shteitels".

Sabe-se por exemplo, que a comunidade judaica de Roma falava já nos tempos do Império um latim com características bem específicas. Entre os ashkenazim, a judeolíngua é representada pelo idish, que é derivado do alemão, com muitas palavras do ivrit com pronúncia ashkenazí. Constam, judeolínguas paralelas ao francês medieval e ao provençal. Os judeus do norte da África falavam uma variedade específica do árabe, ou "arbía".

Dessa maneira, o "djudeoespañol", o idioma dos judeus sefaradim, foi outra dessas judeolínguas.

Antes da expulsão dos judeus da península ibérica, os mesmos falavam um espanhol peculiar, determinado sobretudo por razões religiosas. O uso da expressão "el Dio" ao invés de "Dios", cuja letra "s" final parecia sinal de plural, o que seria incompatível com as bases do monoteísmo. Para não referir-se ao "domingo" da fé cristã, o indicavam com uma palavra de origem árabe "alhad", que posteriormente originou a expresão "noite de alhad", para referir-se a "motzaei shabat", a noite da saída do sábado (b).

O "ladino", deriva do espanhol da palavra "latino", de fato era a forma como os judeus sefaradim utilizavam para transliterar as palavras do espanhol ou do "djudeoespañol" a textos litúrgicos em caracteres hebraicos.

Em sua origem, se tratava na verdade de um idioma artificial, que em princípio foi criado com finalidade pedagógica: o hebraico havia deixado de ser o idioma de comunicação do povo já na Idade Média e a maioria dos fieis era incapaz de captar o sentido dos textos religiosos. Assim, paulatinamente se recorreu ao artifício de transliterar os textos sagrados, escrevendo com palavras castelhanas, respeitando a sintaxe hebraica, para que o texto assim "ladinado", servisse de guia a estudantes, fieis em geral, hazanim, etc. A raiz desse uso, o ladino entrou também na liturgia. E assim começou a ser também uma língua de comunicação. Ainda que não se conservaram textos medievais em ladino, se conhecem os primeiros livros impressos no século XVI. Nestes, os editores fazem referência a traduções antigas, peninsular e medieval, como por exemplo a "Biblia de Ferrara".

Dessa forma, o espanhol antigo que os sefaradim utilizavam para comunicar-se era conhecido como "judesmo" e posteriormente também chamado de "judeoespanhol", uma das "djudeolenguas". O "ladino", que era uma forma de transliteração ao ivrit utilizando o alfabeto Rashí, passou a representar todas as formas de "judeoespanhol" falado pelo judeus sefaradim nos diferentes países (Turquia, Balcans, Norte da África, etc), excluindo-se nesse caso a Haquitia, falada pelos judeus do Norte do Marrocos (c).

Extraído de (acesso em 16/11/2005):


Leia mais:

17 de Tamuz

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    O início das Três Semanas        

                         

17 de Tamuz: 20 de julho de 2008


O dia 17 de Tamuz é marcado por tristeza e luto; um dia de jejum e introspecção para o povo judeu. Marca o dia em que os romanos romperam as muralhas de Jerusalém para darem início à destruição do Segundo Templo, no ano 70 EC. Nesta mesma data Moshê quebrou as tábuas ao ver o povo judeu adorando o bezerro de ouro.

 As três semanas: 20 de julho a 10 de agosto de 2008

As três semanas mais tristes de nosso calendáriovão do dia 17 de Tamuz até 9 de Av -Tishá BeAv. São marcadas por um período de luto pela destruição do Templo Sagrado, e o conseqüente exílio físico e deslocamento espiritual - no qual ainda nos encontramos: a galut.

 O chamado de ben hametsarim - "entre os apertos", baseado no versículo (Echá 1:3) que declara: "Todos seus perseguidores alcançaram-na dentro dos apertos." Os Sábios (Echá Rabá 1) explicam que 'dentro dos apertos' refere-se a dias de aflição que ocorreram no período entre 17 de Tamuz e 9 de Av. Neste período, muitas calamidades se abateram sobre o povo judeu através das gerações. Foi durante este período, dentro dos apertos, que tanto o primeiro quanto o segundo Templos foram destruídos. Este período foi portanto estabelecido como um tempo de luto pela destruição dos Santuários.

 Durante esta época, diminuímos a extensão de nosso júbilo. Casamentos não são realizados, abstemo-nos de ouvir música, dançar, fazer viagens recreativas, e de cortar os cabelos ou barbear. Segundo o costume sefaradita, que é baseado na opinião de Bet Yossef, cortes de cabelo são permitidos até a semana na qual Tish'á Beav realmente cai.

Costuma-se não recitar a bênção Shehecheyanu neste período. Dessa maneira, não vestimos roupas novas ou ingerimos frutas que ainda não tenham sido comidas nesta estação, para que não tenhamos que recitar Shehecheyanu. Entretanto, quando confrontados com uma oportunidade de cumprir uma mitsvá que passará - como por exemplo, uma circuncisão ou um pidyon haben - então é feita a bênção. Da mesma forma, se uma fruta nova estiver disponível neste período de três semanas e talvez não esteja depois, Shehecheyanu é recitada. Como é costumeiro permitir que seja recitada a bênção no Shabat, é preferível guardar a nova fruta até o Shabat. Uma mulher grávida que tenha vontade de comer a fruta, porém, ou uma pessoa doente que necessita dela para sua saúde, pode recitar Shehecheyanu durante as três semanas.

 Costuma-se ser ainda mais cuidadoso que normalmente ao se evitar situações perigosas. Pessoas devotas separam um período de tempo para reflexão e luto pela destruição de ambos os Templos. Em algumas comunidades costuma-se recitar o Ticun Chatsot mesmo ao meio dia.

          

                    Reflexões sobre o mês de Tamuz       

                   

Há alguns fatos que ocorreram nesta data e que merecem ser citados.

 

• O dia 17 de Tamuz é um dia de jejum em lembrança à cinco tragédias que assolaram o povo judeu em diversas épocas de sua história. O primeiro destes foi o fato de Moshê ter quebrado as Tábuas da Lei. Nas preces de Selichot, rezadas neste dia, há menção sobre a quebra das Tábuas, sem referência ao motivo (o bezerro de ouro). Isto porque a milagrosa escrita Divina gravada nas Tábuas nunca mais foi recuperada. Foi perdida para sempre esta forte revelação Divina cujas letras estavam gravadas de fora a fora, de forma legível sob qualquer ângulo e cuja mensagem podia ser claramente transmitida, sem qualquer possibilidade de distorção.

 

• O número 21 (soma dos dias das Três Semanas) forma a palavra hebraica Ach, que significa apenas; 17 (de Tamuz) tem o valor numérico da palavra hebraica Tov, bem. Ambas iniciam um versículo que diz: "Ach tov Leyisrael", "Apenas o bem para Israel". Isto mostra que, de modo mais profundo, os acontecimentos desagradáveis das Três Semanas, na realidade, levarão somente a coisas boas.

 

Número três, no judaísmo, representa perfeição e eternidade. E assim está escrito: "A corda tríplice não se desmanchará facilmente". De fato este número é recorrente: há três Patriarcas, três Festas de Peregrinação, a Lei Escrita é composta de três partes (Torá, Neviim e Ketuvim), entregue no terceiro mês após a saída do Egito, ao povo judeu formado por três grupos (Cohen, Levi e Yisrael), etc.

Se o número três é tão significativo, por que então tantas tragédias recaíram sobre o povo judeu durante as Três Semanas? A resposta é que todo este sofrimento são etapas que levam à Era Messiânica. Isto é aludido ao fato dos dois jejuns, 17 de Tamuz e 9 de Av, sempre coincidirem com o mesmo dia da semana do Sêder de Pêssach, quando comemoramos a saída do Egito e nossa libertação.  

Fonte www.chabad.org.br

 



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Nada mais inteiro do que um coração partido...

Nada mais inteiro do que um coração partido...


Nada mais inteiro do que um coração partido*...

©Jane Bichmacher de Glasman **

ENTRE ANGÚSTIAS

Assim como de Pessah a Shavuot efetuamos uma contagem de 7 semanas de semi-luto, temos outro período de 3 semanas, de 17 de Tamuz (este ano, em 20 de julho de 2008) a 9 de Av (10/8/08), conhecido como bein há-meitzarim que significa entre angústias, aflições ou literalmente, estreitezas.

Esta seria a origem judaica da expressão agosto, mês de desgosto, introduzida por cristãos-novos, pois o mês de Av costuma cair nesta época (volto a escrever sobre isto em agosto).

PARA QUE SERVE O LUTO?

Mesmo sem entrar em profundas considerações psicanalíticas, a "elaboração" do luto pode ser benéfica. O ritual envolve respeito e honra pelo morto, mantendo sua memória e nossa conexão emocional-afetiva com ele. Permite que o enlutado efetue um tipo de catarse de sua dor, como meio de se sentir menos deprimido, expressando-a de diversas formas, inclusive relembrando passagens de vida e características do falecido.

O luto ajuda o enlutado a sentir que está fazendo o que está a seu alcance, já que tanto frente à morte como a desgraças ocorridas com o povo, há momentos em que nada podemos fazer para deter o desenrolar trágico.

A tradição judaica ensina meios pelos quais pode-se unir a aflição singular de modo tanto comunal quanto particular, dando apoio para se seguir adiante. Os costumes de luto judaicos servem para transformar os caos de aflição interiorizada em um padrão de ordem, para que a introversão possa ser substituída por um reconhecimento aberto de perda compartilhada.

O indivíduo, ao seguir o ritual do luto judaico, como Shivá e recitar o Kadish, sente que está fazendo "algo" pelo ser querido. Quanto ao público, como em bein-há-meitzarim, nossos sábios adequaram o enfoque: não se espera que o homem mude o mundo nem que com seu semi-luto terminem todas as tragédias judaicas, mas que se una na dor a seu povo, não permanecendo indiferente a seus irmãos.

UM SÓ CORAÇÃO...

O Hassidismo (Tanya 31) distingue a dor construtiva (merirut) da destrutiva (atzvut).

Uma possibilita o auto-aperfeiçoamento, conduz à ação procurando desfazer a causa com reflexão e planejamento; a segunda, afoga-se em suas lágrimas.

Ditos hassídicos sintetizam lindamente: "A depressão não é um pecado; mas o que ela fez, pecado nenhum logra" e "Nada mais inteiro do que um coração partido"...

Em 17 de tamuz lembramos de muitas rupturas: das tábuas por Moisés; das muralhas de Jerusalém; do santuário do Templo profanado; da oferenda diária interrompida; dos rolos de Torá queimados por Apóstomo... Não foi à toa que Saddam Hussein "batizou" seu reator nuclear de Tamuz 17!

Estamos com o coração partido, com a dor do luto pelas mortes de Ehud Goldwasser e Eldad Regev – z'l - os dois soldados seqüestrados que foram devolvidos – em caixões - para Israel. O quadro (veja a ilustração) do sobrevivente da Shoá Samuel Bak, "Não Matarás", ilustra de forma, ao mesmo tempo testemunhal e tragicamente profética, a contigüidade deste fato e 17 de tamuz.

É hora de unirmos nossos corações em prece por Udi e Eldad; é hora de kadish e tehilim; é hora também de nos unirmos em apoio às famílias dos dois, a Israel, e... de cobrarmos a liberdade de Gilad Shalit – vivo!

*Extraído dos artigos da autora Entre Alegrias e Tristezas, Banquetes e Jejuns, publicados na Revista O Hebreu, nº 274, 2003 e A morte no judaísmo, no Jornal Visão Judaica 48, julho de 2006. A frase é do Rabi Menachem Mendel de Kotzk (Polônia, 1787-1859), um dos grandes líderes hassídicos do século XIX.

**Doutora em Língua Hebraica, Literaturas e Cultura Judaica - USP, Fundadora e ex-Diretora do Programa de Estudos Judaicos – UERJ, Professora Coordenadora do Setor de Hebraico - UERJ e UFRJ (aposentada), escritora

 

Jihadistas salafistas: "Comparado conosco, o Hamas é islamismo light"

Jihadistas salafistas: "Comparado conosco, o Hamas é islamismo light"

 

Jihadistas salafistas: "Comparado conosco, o Hamas é islamismo light"

Ulrike Putz, Na Faixa de Gaza
Der Spiegel, em 19/07/2008.

O poder global é a meta deles e estão dispostos a matar inocentes para chegar lá. Um grupo de ultra-radicais islâmicos está treinando na Faixa de Gaza, e a "Spiegel Online" se encontrou com um de seus líderes.

Não é fácil encontrar um lugar para uma entrevista com um homem que atende pelo nome de Abu Mustafa. Vários lugares foram aceitos e depois descartados. Finalmente, após horas circulando pela Cidade de Gaza com o motorista de Abu Mustafa, veio o chamado. O encontro ocorreria na praia. Há pessoas suficientes na praia para que a entrevista não atraia muita atenção, explicou a pessoa do outro lado do telefonema. Quão absurda era essa noção logo ficaria clara.

A maioria das pessoas não se destaca tanto nas praias de Gaza quanto Abu Mustafa. Ele atravessa a areia em muletas, com sua perna envolta em gesso até a coxa. As roupas paquistanesas que veste também são estrangeiras - e a camisa branca que desce até seus joelhos dificulta ainda mais o andar com muletas. Finalmente, ele despenca em uma cadeira de plástico. "Que a paz esteja com você", ele diz em voz baixa, saudando seu convidado.

Muitas pessoas gostariam de falar com Abu Mustafa - ele calcula que cerca de 10 pessoas telefonam para ele diariamente. Ele possui a chave para uma ideologia para a qual muitos estão se voltando na Faixa de Gaza: o jihadismo salafista, uma crença na forma mais radical de Islã. "Nós nos reunimos em segredo em mesquitas e residências particulares", diz Abu Mustafa, que se tornou o ponto de entrada no movimento para muitos. Ele diz que os salafistas agora chegam a 5 mil pessoas, sem contar mulheres e crianças.

'Um homem muito perigoso'
"Nós ainda não somos muito bem organizados, mas estamos no processo de formação de redes", diz o homem de 33 anos. No final, ele espera, um movimento poderoso terá nascido. Os membros já estão recebendo treinamento com armas e são educados tanto a respeito do dogma quanto da estratégia. "Quando a luta começar, eles não exibirão misericórdia", disse um intermediário para a entrevista - ele também um combatente em uma milícia armada - antes do encontro na praia. "Abu Mustafa é um homem muito perigoso."

Os salafistas - às vezes chamados de wahabistas - sonham com um mundo antes do Islã ter ficado entulhado com inovações e influências culturais. Eles buscam viver uma vida devota, temente a Deus, regida pelas leis da religião, uma vida semelhante às dos muçulmanos originais. À princípio, esse sistema de crença não difere muito do de outras seitas utópicas - se não fossem suas idéias relacionadas a guerra santa. Para tornar sua visão uma realidade, Abu Mustafa e seus homens estão dispostos a lutar - e estão dispostos a massacrar espectadores inocentes.

"Veja", diz Abu Mustafa, cuja barba desce ao seu peito, "haverá três possibilidades. Alguns encontrarão seu caminho ao Islã. Aqueles que não quiserem se converter poderão viver em paz sob a autoridade do Islã". Mas para aqueles que não quiserem aceitar a hegemonia do Islã, a guerra santa é a única receita. "Então teremos que lutar - assim como nossos irmãos do 11 de Setembro", diz Abu Mustafa.

Os ataques contra Nova York e Washington, D.C., há sete anos foram uma resposta ao desprezo pelo Islã por parte do mundo ocidental, ele diz. "Se os muçulmanos são atacados em qualquer parte do mundo, é preciso reagir, não importa onde." O Islã salafista é como um gato, ele diz. "Ele é muito amigável, mas se é atacado, ele se transforma em um tigre."

O verdadeiro Islã
"Nós nos sentimos como a Al Qaeda e pensamos como ela", diz Abu Mustafa. Ele não diz se tem contato com o grupo terrorista de Osama Bin Laden, mas diz vagamente que é "uma possibilidade". Ele também se esquiva da pergunta sobre se estrangeiros ingressaram no movimento salafista na Faixa de Gaza.

Abu Mustafa não gosta de falar com jornalistas. Ainda é arriscado para o grupo sair do esconderijo, já que o Hamas - o grupo islâmico palestino que controla a Faixa de Gaza - vê os salafistas com suspeita. Ambos os grupos alegam representar o verdadeiro Islã, e ambos competem pelos mesmos seguidores. O fato de Abu Mustafa ter finalmente concordado em dar uma entrevista para a "Spiegel Online" se deve à gratidão, ele diz. "Eu devo muito aos alemães", ele explica em seu alemão lento e cuidadoso.

Abu Mustafa tem um diploma pela Universidade de Saarbrücken, no extremo oeste da Alemanha. Por sete anos, até 2000, ele estudou engenharia mecânica e levou uma existência praticamente normal de estudante. Ele trabalhava temporariamente para uma empresa de mudanças ou em construções, e às vezes cozinhava especialidades palestinas para outros estudantes que viviam no dormitório. "Eu sinto saudades da Alemanha", ele diz. Ele até usa o Google Earth para ver a rua onde morava e o café onde costumava comer.

Ele explica que era aceito na Alemanha e considerava as pessoas lá bastante amistosas. Os únicos problemas surgiam quando encontrava mulheres pouco vestidas ou colegas estudantes que passavam grande parte do tempo em clubes e bares. Ele diz que essas experiências o fizeram se aprofundar ainda mais em suas crenças. "Seria melhor para aquelas pessoas se seguissem o Islã puro", ele diz. "Nós vamos tentar levar a fé a elas."

O salafista alerta que a Alemanha, ao apoiar Israel e participar em operações no Afeganistão, é um alvo claro para seus companheiros islamitas. Ele diz que ele pessoalmente nunca atacaria seu "segundo lar", mas alerta que "a Alemanha deve temer um ataque".

Luta pela influência global
Os salafistas da Faixa de Gaza ganharam atenção mundial em março de 2007, quando os jihadistas da Jaish al-Islam (Exército do Islã) seqüestraram o jornalista Alan Johnston da BBC, que trabalhava na Faixa de Gaza. O grupo é uma pequena facção entre os salafistas. Eles mantiveram Johnston refém por quatro meses, ameaçando matá-lo e mostrando imagens dele vestindo um cinturão suicida. Abu Mustafa diz ter sido uma tática legítima na luta em prol do Islã. "Não foi nada pessoal. Foi uma mensagem ao Ocidente de que devem libertar os muçulmanos aprisionados." Por ora, ele acrescenta de modo tranqüilizador, jornalistas estrangeiros não correm risco na Faixa de Gaza.

De fato, diz Abu Mustafa, ele e seus companheiros de armas compreendem que precisam ser pacientes. Há um longo caminho a seguir antes que possam iniciar sua luta pela influência global. Primeiro, eles precisam cuidar de um inimigo mais próximo de casa: o Hamas.

Até o momento, o Hamas tem feito o que pode para manter os salafistas sob controle. Eles sabem que os ultra-radicais estão apenas esperando para tomar a posição de liderança do Hamas. "Eles são traidores", diz Abu Mustafa sobre o Hamas. "Comparado conosco, eles são o islamismo light."

Todavia, ele está disposto a ser misericordioso. "Para muitas pessoas em Gaza, o Hamas personificava a promessa de um bom estilo de vida islâmico", diz Abu Mustafa. Mas assim que o grupo chegou ao poder na Faixa de Gaza há um ano, muitos ficaram decepcionados. Dentre os 10 desertores que telefonam a cada dia para ele, muitos deles são combatentes do Hamas, segundo ele. "São homens durões e possuem conhecimento interno. Eles serão muito úteis caso ocorra uma disputa de poder."

O maior pecado do grupo, diz Abu Mustafa, que também é pai de dois filhos, é seu esforço para unir o Islã e a democracia. "O Hamas representa um estilo americano de Islã. Eles tentaram uma bajulação." O que não é algo ruim para Abu Mustafa e seus salafistas. "O Hamas é como um bloco de gelo no sol", ele diz. "A cada minuto ele fica menor - e ficamos maiores."

A perna quebrada de Abu Mustafa e as cicatrizes em sua mão direita são resultado de um ataque de foguete israelense. Em janeiro, ele e alguns poucos companheiros dispararam foguetes contra o território israelense. Depois, enquanto seguiam para casa, um míssil israelense os atingiu.

Quatro homens ficaram feridos e um, como diz Abu Mustafa, se tornou um mártir. O fato de sua perna ainda doer seis meses depois é algo que ele suporta com estoicismo. "Não é importante como alguém se sente nesta vida, mas sim se entrará no paraíso ou no inferno após a morte", ele diz.

Por sua vez, Abu Mustafa diz não ter medo da morte. Ele afirma não estar combatendo por coisas terrenas. E ele espera tombar na luta por suas crenças.

"Por outro lado", ele diz enquanto voltava com dificuldade para seu carro, "eu adoraria ver minha filha casada. Quem sabe ela se casará primeiro e depois me tornarei um mártir".

Tradução: George El Khouri Andolfato

Leia mais:
Troca de prisioneiros com o Hizbollah é delicada para Israel (Der Spiegel, 17/07/2008)

19 de jul. de 2008

Israel enterra mortos; Líbano celebra com prisioneiros libertados

Israel enterra mortos; Líbano celebra com prisioneiros libertados

Milhares de israelenses rezaram e choraram nos funerais de Ehud Goldwasser e Eldad Regev, soldados cujos restos mortais foram devolvidos ontem pelo grupo xiita libanês Hizbollah em dois caixões pretos. O clima triste contrastou com as comemorações no Líbano, que celebrou com festa a volta de cinco prisioneiros em uma troca com Israel.

Pavel Wolberg/Efe
Karnit, mulher de Ehud Goldwasser, chora durante enterro de soldado israelense
Karnit, mulher de Ehud Goldwasser, chora durante enterro de soldado israelense

Trocados pelos cinco libaneses e pelos corpos de 199 combatentes mortos, os restos mortais dos soldados israelenses foram enterrados em cerimônias com cantos tristes. "O tempo permitirá que as feridas se curem?", perguntou Karnit Goldwasser, no enterro do marido.

"Para você, defender o país era um privilégio e não um dever, e eu te beijei como de costume antes que partisse. Nunca te esquecerei", disse Karnit. Desde o seqüestro, ela organizou com a família de Regev uma campanha internacional para a libertação dos dois militares. O Hizbollah, entretanto, só afirmou que os soldados estavam mortos ontem.

No Líbano, as celebrações se espalharam pelo país com o retorno dos cinco prisioneiros. As atenções se focaram em Samir Kantar, libertado após quase três décadas na prisão israelense, condenado pelo assassinato de israelenses, entre eles de um pai, da filha de 4 anos e de um policial, em um ataque realizado em 1979. Ele negou ter matado a menina.

Nesta quinta-feira, os cinco libertados visitaram o túmulo do líder do Hizbollah Imad Mughniyeh, morto na explosão de uma bomba na Síria em fevereiro. O Hizbollah acusou Israel, que negou ter matado Mughniyeh.

"Juramos por Deus continuar no mesmo caminho e não recuar até alcançarmos a mesma estatura que Deus deu a você", afirmou Kantar, referindo-se ao "martírio" de Mughniyeh. "Este é nosso maior desejo. Nós o invejamos e alcançaremos isso, Deus queira."

Darko Bandic/AP
Ex-prisioneiros prestam homanegem a corpos de combatentes entregues por Israel
Ex-prisioneiros prestam homanegem a corpos de combatentes entregues por Israel

Durante o dia, centenas de pessoas deram boas-vindas a Kantar em Abey, um pequeno vilarejo a 16 km ao sul de Beirute.

Também hoje, Israel também transferiu ao Líbano os corpos de 199 combatentes libaneses e palestinos mortos nas últimas três décadas. O comboio foi parado várias vezes por apoiadores durante o trajeto nas cidades portuárias de Tyre e Sidon, assim como em outras cidades. Arroz e pétalas de rosas foram lançados sobre os caixões.

O porta-voz do governo israelense, David Baker, denunciou as celebrações no Líbano. "Kantal é um assassino de crianças que, ao invés de ser rejeitado ao voltar, foi encorajado e cumprimentado como um astro de rock. Isso é repugnante e deplorável", disse, em um comunicado.

Troca

Os restos mortais dos dois soldados israelenses foram entregues pelo Hizbollah ontem, como parte de uma troca com Israel, que colocou em liberdade cinco prisioneiros libaneses e devolveu os corpos de 199 combatentes palestinos e libaneses. O Hizbollah entregou dois caixões pretos a Israel com os restos mortais dos dois soldados. A identidade deles foi confirmada por meio de testes de DNA conduzidos por Israel.

Lutfallah Daher/AP
Parentes dos combatentes mortos jogam arroz e pétalas de rosas em caixões no Líbano
Parentes dos combatentes mortos jogam arroz e pétalas de rosas em caixões no Líbano

Pelo acordo de troca com o Hizbollah, Israel deveria libertar quatro prisioneiros --Maher Qorani, Mohammad Srour, Hussein Suleiman, Khodr Zeidan-- e Samir Kantar, que cumpria sentença de prisão perpétua pelas mortes de quatro israelenses, incluindo uma garota de 4 anos e o pai dela, em um ataque da guerrilha a uma cidade israelense em 1979.

Chamado em Israel de "mal em pessoa", Kantar foi perdoado formalmente na terça-feira (15). O presidente israelense, Shimon Peres, afirmou ter tomado uma decisão difícil, mas acrescentou que "a decisão não significa de maneira alguma o perdão aos atos de Kantar".

A captura dos dois soldados israelenses deu início a uma guerra de 34 dias com o Hizbollah. No confronto, morreram cerca de 1.200 pessoas no Líbano e 159 israelenses. O acordo foi visto como um triunfo para o grupo guerrilheiro xiita libanês e como uma dor necessária para muitos israelenses.



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18 de jul. de 2008

Rav Efraim-Parashá Pinchás 5768

Rav Efraim-Parashá Pinchás 5768



BS"D

O DOTE - PARASHÁ PINCHÁS 5768 (18 de julho de 2008)

"Havia um rei muito rico, que tinha um filho. E por ser filho único, foi criado com as coisas mais finas do reinado, se tornando uma pessoa mimada e conectada apenas aos prazeres materiais. Como sempre havia sido sustentado pelo pai, ele nunca se interessou em aprender nenhuma profissão, e na escola era um péssimo aluno, pois achava que nunca precisaria usar todo aquele conhecimento para nada. Quando chegou em idade de casar, o rei escolheu para ele uma boa moça, e deu para ele como dote uma quantia muito grande de dinheiro. Além disso, por muitos anos ele sustentou toda a família do filho. Um dia, o rei chamou seu filho para uma conversa séria, e assim falou para ele:

- Filho, por muitos anos eu tenho te sustentado, e até mesmo a comida que chega na sua mesa sou eu quem paga. Chegou o momento de você receber sobre si a responsabilidade de sustentar uma família. Você tem o dinheiro do dote que eu te dei no momento em que se casou, pegue este dinheiro e vá para a cidade, pois amanhã começa a grande feira anual. Compre mercadorias e revenda aqui no nosso reinado, e com o lucro comece o seu próprio negócio.

O filho ficou um pouco assustado, afinal, nunca tinha pensado por si mesmo, sempre seu pai havia feito tudo por ele. Mas como ele viu que o rei estava irredutível, pegou o dinheiro e foi para a cidade. Chegou na feira e viu centenas de barracas abarrotadas de mercadorias, e seus olhos percorriam todas as barracas em busca de algum objeto que ele pudesse comprar. Seus olhos pararam em uma barraca que continha alguns objetos dourados brilhantes, e ele teve certeza de que eram objetos de ouro. Aproximou-se do vendedor e perguntou:

- Quanto custam estes objetos de ouro?

O vendedor viu que se tratava de um grande ignorante, e quis aproveitar a oportunidade para enganá-lo:

- Estes objetos são de ouro puro. São objetos muito valiosos, com um preço muito caro. Porém, hoje é o seu dia de sorte, pois estou precisando urgentemente de dinheiro vivo, e estou disposto a vender para você pela metade do preço.

O rapaz gastou todo o dinheiro naqueles objetos e voltou para casa, contente pelos bons negócios que havia feito. O rei chamou-o e pediu para ver a mercadoria que ele havia comprado. O rapaz, com um grande sorriso, mostrou os objetos e falou que, apesar de serem de ouro puro, haviam custado a metade do preço. O rei, pegando um dos objetos na mão, percebeu rapidamente que eram simples vasilhas de madeira pintadas de tinta dourada, e explodiu de raiva:

- Seu ignorante, nestes porcarias sem valor você desperdiçou todo o dinheiro do dote que eu te dei? Você não viu que são feitos de madeira de pior qualidade e pintados com tinta dourada?

Como castigo, o rei mandou dar algumas chicotadas no filho, para que ele nunca mais esquecesse a lição e nunca mais voltasse a cometer o mesmo erro. Mas mais irritado ainda ficou o rei quando soube que o vendedor havia aproveitado da ignorância do seu filho para roubá-lo. Mandou os guardas do palácio buscarem o vendedor, e ele foi enforcado em praça pública, como uma demonstração de como o rei era rigoroso com aqueles que enganavam os outros"

Explica o Chafetz Chaim que nós também somos os filhos do Rei, e recebemos um dote valiosíssimo, os nossos muitos anos de vida, que devem ser utilizados neste mundo para que possamos adquirir um bem ainda mais precioso: a nossa vida eterna. Como se sentirá nosso Pai se voltarmos para casa e dissermos que utilizamos todo o nosso tempo apenas na busca de prazeres materiais? E mais ainda, como o Rei tratará aqueles que deliberadamente desviam as pessoas dos caminhos corretos?
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Na Parashá da semana passada, Balak, Bilam tentou por três vezes amaldiçoar o povo judeu, mas D'us interviu e transformou as maldições em bençãos. Bilam não desistiu, pois entendeu que a proteção do povo judeu vinha de seus méritos espirituais, e a única maneira de vencê-lo seria fazendo os judeus pecarem. Ele aconselhou Balak, o rei de Moav, a utilizar as mulheres do seu povo para seduzir os judeus e levá-los à imoralidade. O povo de Moav aceitou o conselho de Bilam e, junto com o povo de Midian, prostituíram suas próprias filhas para fazer o povo judeu pecar. O resultado foi desastroso, pois muitos judeus se corromperam moralmente, chegando até mesmo a fazer idolatria. Uma terrível praga atacou os judeus que haviam pecado, matando 24 mil pessoas.

E a Parashá desta semana, Pinchás, começa nos contando sobre o comando de D'us para guerrear contra o povo de Midian, em vingança pelo que eles nos haviam causado. Mas por que somente Midian foi atacado, e Moav não? Pois Moav agiu por medo, enquanto Midian agiu simplesmente por ódio aos judeus.

Explica o Midrash (parte da Torá Oral) que esta guerra foi diferente, em três detalhes, das outras guerras que o povo judeu travou contra seus inimigos. Em todas as guerras sempre era oferecido, inicialmente, a oportunidade da paz, e uma advertência era feita antes do ataque, mas contra Midian a paz não foi oferecida e o ataque foi feito sem nenhuma advertência. Além disso, sempre que o povo judeu atacava um outro povo, o cerco era feito apenas por 3 lados, deixando um lado aberto caso os habitantes quisessem fugir, mas contra Midian o cerco foi fechado nos 4 lados. E finalmente a proibição de derrubar as árvore frutífera durante uma guerra não se aplicou na guerra contra Midian. Mas por que D'us foi muito mais duro com Midian do que com outros povos, se outros povos tentaram nos exterminar, enquanto Midian apenas nos fez cometer transgressões?

Deste episódio aprendemos uma importante regra espiritual: pior é aquele que desvia uma pessoa do caminho correto do que aquele que mata uma pessoa. Pois aquele que mata tira da pessoa seu Olam Hazé (vida neste mundo), enquanto que aquele que a desvia tira seu Olam Habá (vida no Mundo Vindouro). Este foi a diferença na guerra contra Midian, pois enquanto os outros povos tentaram destruir nossos corpos, os midianitas tentaram destruir nossas almas.

Porém, o que mais nos surpreende é que várias vezes a ameaça de destruição espiritual veio de dentro do nosso próprio povo. Um exemplo foram os milhares de judeus que se afastaram do judaísmo por causa de falsos Mashiach que apareceram em vários momentos da nossa história, sendo o mais célebre de todos um homem chamado Shabtai Tzvi, que viveu no Império Otomano no século XVII. Ele convenceu muitos judeus de que era o Mashiach, mas sob ameaça do Sultão ele se converteu ao islamismo, fazendo com que muitos judeus seguissem o seu caminho.

Mas talvez nada tenha sido tão mortal para o judaísmo como as idéias de Moshé Mendelson, um judeu alemão que decidiu "reformar" as leis espirituais eternas que D'us havia entregado no Monte Sinai, com o pretexto de "atualizá-las". A consequência do seu trabalho foi uma assimilação em larga escala, levando à conversão de mais de 250 mil judeus ao cristianismo e ao incentivo dos casamentos mistos. Seu próprio neto, Félix Mendelson, que compôs a famosa "Marcha Nupcial", já não era mais judeu. Os Sidurim (livros de reza) na Alemanha foram alterados, ao invés do milenar "no próximo ano em Jerusalém'', foi escrito "no próximo ano em Berlim".

Até hoje observamos a diminuição do povo judeu, causado pelo alto índice de assimilação, herança destes movimentos que tentaram e continuam tentando acabar com a identidade e com a individualidade do povo judeu, como a célebre frase de Moshe Mendelson "Seja um bom judeu em casa, mas um bom alemão na rua". Estes movimentos levaram uma grande parte do povo judeu a abandonar as Mitzvót e a transformar a Torá em uma peça de museu, causando uma morte espiritual silenciosa. Pois após séculos de anti-semitismo, o povo judeu provou que pode resistir à qualquer nível de perseguição. Somente a uma coisa o povo judeu não pode resistir: à ignorância.

SHABAT SHALOM

Rav Efraim Birbojm

17 de jul. de 2008

A adoração a matadores de crianças

A adoração a matadores de crianças


Enquanto Israel tem um imperativo moral de trazer seus soldados para casa, rejeita qualquer esforço para legitimar o Hizbollah.

Por dois longos anos, as famílias dos soldados israelenses da reserva Eldad Regev e Ehud Goldwasser aguardaram notícias com grande agonia. Por dois anos, questionaram se seus filhos estavam vivos ou mortos e conviveram com o fato de que, embora o sangue tivesse sido encontrado no local do seqüestro, não havia certeza de que seus amados tinham recebido tratamento médico.

Essa é a forma mais cruel de tortura que o Hizbollah deliberadamente infligiu às famílias. O povo de Israel também aguardou notícias, demonstrando grande consternação com o sofrimento dessas famílias, e todo israelense sabe que era apenas uma questão de azar o seqüestro desses dois soldados em particular e que isso poderia ter acontecido com um familiar ou amigo. Eles foram seqüestrados em 12/7/2006. Patrulhavam uma cerca próxima à fronteira quando o Hizbollah lançou um ataque através da fronteira visando seqüestrar qualquer cidadão israelense. Os israelenses também têm sua parcela de responsabilidade por Eldad e Ehud. Um dos valores mais importantes de Israel é o cuidado com os jovens que arriscam suas vidas para defender a população civil.
Esse princípio está arraigado na cultura israelense, emanando de nosso senso de moralidade e solidariedade, assim como de nossa ética judaica. Faz parte de nosso grande respeito pela vida, respeito tão profundo que Israel se prontificou a agir mesmo diante da menor esperança de vida.

Em apoio a esse valor supremo, Israel decidiu pagar um preço caro para o retorno de seus dois filhos. A intransigência do Hizbollah não tem tamanho, recusando-se a entrar em acordo, mesmo ao custo da guerra. Rejeitar a oferta apenas levaria a mais sofrimento e não ajudaria na obtenção de melhores termos. Israel concordou com a libertação de quatro membros do Hizbollah e do terrorista Samir Kuntar. Para o Hizbollah, Kuntar é um grande herói. Para Israel e o restante do mundo civilizado, é um dos terroristas mais desprezíveis.

Kuntar era membro da OLP (Organização para a Libertação da Palestina), que se infiltrou no norte de Israel pelo mar em 21/4/1979. No calar da noite, invadiram um prédio, capturando Danny Haran e sua filha Anat, de quatro anos de idade, enquanto o resto da família se escondeu. Quando chegaram ao litoral, Kuntar fez que a pequena Anat o visse dar um tiro à queima-roupa em seu pai e, logo em seguida, matou a menina, esmagando sua cabeça em uma pedra com a coronha do rifle.Entrementes, a mãe da família, escondida em um armário com a sua filhinha de dois anos, Yael, acidentalmente sufocou a própria filha enquanto tentava abafar o choro dela e evitar que Kuntar as encontrasse. 

Kuntar também tem responsabilidade por essa morte, bem como pela de um policial, Elyahu Shachar. Esse é o assassino de crianças que está sendo saudado com ovações e paradas pelo Hizbollah. Esse é o assassino brutal cuja libertação será considerada uma vitória pelos extremistas em toda a região.Como parte do acordo, o Hizbollah também receberá os corpos dos mortos na Segunda Guerra do Líbano ou em ataques infiltrados em Israel. Entre os mortos estará uma mulher, Dalal al-Maghrabi, que comandou o ataque a Israel que ficou conhecido como massacre da estrada costeira, de 1978. Naquela atrocidade, 37 israelenses perderam a vida.Essa é a assassina cujo corpo terá um funeral de heroína.Essa é a assassina brutal que será a heroína idolatrada pelos membros do Hizbollah.O Hizbollah é uma organização terrorista extremista patrocinada pelo Irã. Se o passado e o presente forem qualquer indicação do futuro, a organização terrorista continuará a comemorar os assassinos de sangue frio como ídolos de seu "ethos" de violência.

Ela continuará em sua obsessão de destruir Israel e desestabilizar o Líbano -como ocorreu há dois anos, quando o Hizbollah começou uma guerra ao sul do Líbano, em ruidosa desconsideração ao impacto causado na população local.
Que não haja erros: enquanto Israel tem um imperativo moral de trazer seus soldados para casa, rejeita qualquer esforço para legitimar o Hizbollah, seus objetivos e táticas. A comunidade internacional deve reconhecer o perigo representado pelo Hizbollah e seu bando extremista à estabilidade do Oriente Médio e deve apoiar os elementos pragmáticos na região, que desejam fazer a paz por meio do diálogo e do compromisso.

TZIPORA RIMON é embaixadora de Israel no Brasil.

16 de jul. de 2008

A campanhas das Dez Mitsvot

A campanhas das Dez Mitsvot



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  A Campanhas das Dez Mitsvot
   
 

No judaísmo ação é o principal.
Fazer deve vir antes de entender. Para este fim incluímos aqui um breve
resumo da campanha de mistvá do Rebe. A campanha se
concentra em dez mitsvot específicas, por cujo cumprimento o indivíduo e a
família poderão avaliar melhor o seu legado judaico.

1.Amar ao próximo
Rabi Akiva (um dos grandes Sábios do Talmud) explicou que amar o irmão judeu é "um dos princípios mais importantes da Torá". Uma campanha para Ahavat Yisrael significa fazermos um esforço para que nosso pensamento, palavra e ação seja permeado com um real interesse e sensibilidade pelo bem-estar de nossos irmãos judeus. O Báal Shem Tov ensinou que o indivíduo deve ter Ahavat Yisrael até por um judeu que nunca viu na vida. O raciocínio por trás disso é explicado no capítulo 32 do Tanya.

2.Educação judaica
A campanha para a educação de Torá procura envolver toda criança judia num programa educacional que ensinará o que significa viver como judeu. A educação não é somente para crianças; os adultos são encorajados a se matricularem em grupos de estudo e seminários de acordo com sua educação e conhecimento.

3.Estudo de Torá
A Torá é o meio de comunicação através do qual D'us permite ao homem conhecê-Lo e servi-Lo. A campanha pelo estudo de Torá encoraja cada indivíduo a estabelecer um horário fixo para estudar Torá todos os dias, de modo que nosso crescimento espiritual possa ser sistemático e dirigido.
Rabi Shneur Zalman de Liadi explicou que o estudo de Torá deveria ser fixo não apenas no tempo mas também na alma. Seria um eixo ao redor do qual gira todo o espectro da nossa experiência do dia-a-dia.

4.Tefilin
A Torá descreve o tefilin como um sinal, uma declaração pública do compromisso judaico. Ao colocar tefilin diariamente, um indivíduo expressa seu sentimento básico de identidade judaica. Os tefilin são colocados no braço, de frente para o coração, e sobre a cabeça. Isso significa a conexão dos poderes emocionais e intelectuais do homem ao serviço de D'us.
As correias, que vão do braço até a mão e da cabeça até as pernas, significam a transmissão da energia intelectual e emocional para as mãos e pés, simbolizando a ação.
Nossos Sábios explicam que o versículo: "E todas as nações do mundo verão que o nome de D'us está sobre vocês, e eles os temerão", aplica-se ao tefilin.
Os tefilin são um meio de trazer segurança aos judeus na era atual e apressar a vinda da suprema segurança, que será vivenciada quando Mashiach chegar.
Rebe instituiu esta campanha na véspera da Guerra dos Seis Dias, e requisitou especificamente que os soldados das Forças de Defesa Israelenses colocassem tefilin, pois isso os protegeria na batalha.

5.Mezuzá
"E vocês os inscreverão nos batentes de suas casas e sobre os seus portões." (Devarim 6:9, 11:20)
Uma mezuzá casher é um pequeno rolo de pergaminho, escrito à mão por um escriba especializado, contendo duas passagens bíblicas, uma delas o Shemá Yisrael. No lado oposto do pergaminho estão escritas as três letras hebraicas, Shin, Dalet e Yud. Isso é um acrônimo para as palavras hebraicas que significam: "Guardião das portas de Israel". Uma mezuzá é afixada do lado direito de toda porta da casa (exceto a do banheiro), e protege seus habitantes ao entrarem e saírem de casa.
Uma mezuzá designa uma casa (ou aposento) como judaica, lembrando-nos da nossa conexão com D'us e nosso legado.
Ao colocá-la no batente, declaramos que esta é uma casa ou aposento onde a palavra de D'us e Sua Torá influenciam nosso comportamento, assim tornando a morada sagrada.
Os tefilin e as mezuzot precisam ser certificadas como casher por um escriba autorizado. Precisam também de uma conferência periódica. Em muitos casos, quando o Rebe recebia um pedido de bênção (especialmente em questões de saúde), ele sugeria que os tefilin e mezuzot fossem examinados.

6.Tsedacá

Devemos doar aos outros por um senso de responsabilidade, entendendo que aquilo que temos também é um presente de D'us, confiado a nós com um propósito: ajudarmos os outros.
Nossa prosperidade é um fundo que devemos dirigir e generosamente partilhar com aqueles que precisam. A campanha de tsedacá clama por um aumento na doação, bem como a colocação de uma caixa de tsedacá visível para servir de lembrete para doar com freqüência, todos os dias da semana, exceto Shabat e Yom Tov, quando antecipamos este ato colocando tsedacá antes do horário de acendimento das velas.
Nossos Sábios disseram: "A tsedacá é notável, porque aproxima a Redenção."

7.Um lar repleto de livros judaicos
ambiente ensina. Aquilo que você tem em casa ajuda a determinar que tipo de lar você terá. Ao ter livros judaicos à vista em casa, sua família e os visitantes serão motivados a usá-los. Além disso, sua própria presença nos lembra seu conteúdo e a importância dos valores judaicos. Obviamente, quanto mais livros, melhor. No entanto, sugerimos um mínimo de um Chumash (os Cinco Livros de Moshê), um Tehilim (Livro dos Salmos) e um Sidur (livro de orações).

8.Acendimento das velas
Shabat é um dia de luz; um dia com padrão diferente dos demais dias comuns da semana. Todo Shabat é um precursor da Era de Mashiach. O acendimento das velas 18 minutos antes do pôr-do-sol introduz e inspira este estado de conscientização. A responsabilidade pelo acendimento das velas e por induzir esta mudança de perspectiva cabe à mulher. É ela também que dá as boas vindas à Rainha Shabat ao lar. Meninas a partir dos três anos também são encorajadas a acenderem sua própria vela, para que tomem parte na criação deste ambiente.

9.Comida casher
Comer comida casher permite que nos identifiquemos com nosso Judaísmo num nível básico e fundamental. Quando nosso envolvimento judaico está limitado à prece, estudo ou atos rituais específicos, ele é espiritual, acima da nossa realidade do dia-a-dia. Mas quando você se alimenta de maneira diferente porque é judeu, seu compromisso é não apenas metafísico, mas uma parte integrante de seu próprio ser.
A observância da Cashrut consiste em comer apenas alimentos casher em casa e fora dela. Significa também não comer juntos laticínios e alimentos à base de carne, e separar louças, talheres e utensílios para carne e leite.

10.Pureza Familiar
Taharat Hamishpachá – as atitudes e práticas que a Torá prescreve para a vida conjugal – ajudam a desenvolver uma comunicação genuína e o amor entre marido e mulher, e trazem ao mundo filhos saudáveis e amorosos.
Casais de todas as esferas da vida adotaram esta mitsvá como um meio para realçar e enriquecer sua vida conjugal. É necessário consultar um rabino para saber os detalhes destas leis.

       
 



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Magal
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