31 de jan. de 2008

Liminar proibe carro do Holocausto e Hitler na avenida

Liminar proibe carro do Holocausto e Hitler na avenida

 

 

31-01-2008  edição 330

CARNAVAL 20008 - NOTA OFICIAL 3

FIERJ IMPEDE AFRONTA AOS JUDEUS NO CARNAVAL
A Presidência da FIERJ tomou a decisão, como já informado anteriormente, de agir com rigor no sentido de coibir a exibição do carro sobre o Holocausto, onde haveria a presença de um figurante fantasiado de Hitler. Diante desta situação absurda, o Departamento Jurídico dirigido pelo Dr. Jackhson Grossman, através do escritório do Dr. Sergio Bermudes, e sob a direção do advogado Ricardo Brajterman e auxiliado pelo advogado Renato Beneduzzi, conseguiram a liminar que proíbe a exibição de fantasias de Hitler e de corpos representando vitimas do Holocausto. Mais uma vez, a FIERJ age em defesa de nossa comunidade, não permitindo que haja a banalização do Holocausto, e o desrespeito à memória de todas as vitimas desta barbárie, aqui incluindo os heróis brasileiros mortos nos campos da Itália.
Abaixo a liminar para conhecimento público.
 

 

 

 

 
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30 de jan. de 2008

Parashá Mishpatim

Parashá Mishpatim



---------- Forwarded message ----------
 
  B"H
"E estas são as Leis" (Shemot 21:1)
Após a entrega dos Dez Mandamentos, a Torá a especifica as leis que deverão reger o Povo de Israel. Os 613 preceitos que compõem esse grande compêndio originam outros denominados os ditames de Moshé, os conselhos rabínicos etc. O primeiro preceito menciona-nos as leis que estão relacionadas com o servo, que dada impossibilidade de devolver o valor do que roubou ou por fracasso económico se vê forçado a vender a sua servidão. À primeira vista parece-nos inadequada e cruel a situação que a Torá nos relata. Esta sensação deriva de uma leitura superficial do texto, já que se nos aprofundarmos no conteúdo chegaremos a descobrir uma das leis mais bondosa e profunda que nos ensina uma grande lição dos direitos humanos perante a constituição mais socialista que possamos conhecer. Examinemos de seguida sumariamente as leis relacionadas com este primeiro preceito:
1- Condição primária. Apenas poderá a ser servo quem a dívida contraída proveniente de roubo seja exactamente igual ao valor da pessoa ou se a pessoa depois tenha vendido todas as suas propriedades, bens e demais pertenças, não encontre maneira de manter-se a si e à sua família.
2- Obrigação familiar. Os familiares do mesmo têm a obrigação de resgatá-lo, dependendo a ordem da obrigação da proximidade familiar.
3- Compromisso com aqueles que o rodeiam. O amo terá que manter não apenas o servo senão também a sua família, ainda que esta não lhe traga nenhum benefício.
4- "Vivirá com ele". O servo e a sua família viverão no mínimo nas mesmas condições do o seu amo. Assim disseram os nossos Sábios: Se o Senhor come pão branco não poderá dar pão negro ao seu servo ( actualmente há quem prefira o pão negro ao branco) se tem uma só cama o servo dormirá nela, pelo que chegaram a dizer: quem compra um servo compra um amo.
5- Repartição de benefícios. Após um máximo se seis anos a Torá obriga-nos a repartir os benefícios com o nosso servo.
A venda de um servo era regida por uma longa lista de condições o que impedia ou condiciona a sua compra. O Sanhedrim obrigava os ricos de uma população a tomar este compromisso pois eles tinham que ser responsáveis pela situação em que decaíram estes futuros servos, uma vez que a Torá obrigou a que nos preocupar-nos com eles como foi dito: Quando se desvaneça teu irmão apoia-o, e apoiarás...
Que obrigação moral! Toda a pessoa que foi bendita economicamente por Hashem tem que preocupar-se com o seu semelhante, pelo contrário terá que sofrer as consequências deste abandono. Num país com leis sociais mais avançadas, não se espera que o cidadão se sinta responsável pela situação económica do povo senão apenas o governo ou a comunidade. A Torá pelo contrário, vê no homem comum o pilar da comunidade, pelo dele parte a obrigação.
Após as leis relativas aos servos nas suas diferentes condições segue a Torá com as leis referentes a danos e prejuízos, entre as quais se sobressaem as famosas leis: olho por olho, dentre por dente! Onde demonstra o Talmud a imperiosa necessidade da Lei Oral para poder entender a Lei Escrita, já que sem a explicação da Lei Oral poderíamos entender quer a lei é textual, ao que o Talmud pergunta: Como cumpriríamos essa lei de olho por olho? Acaso alguém nos pode garantir que o dano seja igual? O que aconteceria se um dos dois fosse torto desde antes, pelo que o dano seria muito grande ou quem nos asseguraria que a perda do olho não ocasionaria piores consequências nalguns dos casos? Pelo que é evidente que a intenção da Torá do olho por olho ou dente por dente, não é apenas texto, senão que a Torá obriga-nos a indemnizar o dano em todos os seus aspectos, quer físico, emocional, perda laboral.. etc. A Torá continua a falar-nos dos quatro tipos de responsabilidades adquiridas pelos diferentes "guardiães": guardião grátis, guardião pago, aquele que aluga e o que pede emprestado. Rios de tinta têm sido vertidos pelos nossos Sábios para entender as diferenças entre elas a razão da sua existência. Umas quantas linhas abarcam mares de pensamentos e da lógica que depois de mais de três mil anos continuam não apenas vigentes senão um exemplar de justiça, pois ao contrário do Direito Romano ou da legislação Otomana ou Inglesa, as leis da Torá não só de origem humana. A sua explicação e adaptação à realidade de cada momento estão dirigidas e controladas por um complexo sistema de normas baseadas e demonstradas na mesma Torá, denominadas "quarenta e oito normas" mediante as quais se estuda a Torá".


Resumo da Parashá

Nesta parashá o Todopoderoso enumera umas quantas leis de primordial importância para o Povo de Israel. Inicia com o tratamento em relação ao servo hebreu que foi comprado, ao sétimo ano de servidão, deve ser libertado. Se fosse casado com uma mulher judia ao começar o tempo de serviço, ela também será liberta no sétimo ano, assim como os filhos que tiverem. Se for solteiro e o seu amo lhe der uma mulher pagã e tiverem filhos, ao sétimo ano ele sairá só e a mulher e os meninos ficarão para o seu amo. Se o servo depois de seis anos decidir ficar com o seu amo, este terá que declará-lo perante juízes e o seu amo deverá com um pontão perfurar-lhe as orelhas contra a porta da sua casa. Um homem poderá vender a sua filha como servente até à idade de doze anos. Se não agradar ao seu amo e não casar com este, não poderá ser vendida a estrangeiros e poderá ser devolvida aos seus pais. Se o filho do amo se casar com ela, será tratada como uma judia livre. Os seus direitos matrimoniais não lhe serão negados e se algum deles (o amo ou o seu filho) casar com outra mulher, ela fica em liberdade. Se um homem bate no seu escravo não judeu causando-lhe a morte , o seu amo será castigado com a morte, salvo se o fez sem intenção. Quem mata com má intenção o seu próximo, quem bate no seu pai ou na sua mãe, quem rapta um homem, ou quem maldiz o seu pai ou a sua mãe, a sua pena será a morte. Também será esta a pena para quem pratique bruxaria, brutalidade e sacrifícios de ídolos. No caso de ferir outro homem numa briga, deverá indemnizá-lo pela perda de benefícios que esse homem poderia vir a ter e pelos gastos da sua cura. Se um homem durante uma briga bate por acidente numa mulher grávida e lhe provoca aborto, deverá pagar pelo dano que lhe causou. Se um animal mata um ser humano, sacrifica-se o animal e o seu dono deve pagar uma compensação. Se um homem abrir um poço e o deixa descoberto, e de seguida cai nele um animal e morre , o responsável por essa negligência deverá indemnizar o dono do animal. Quem rouba um boi e depois o sacrifica e vende, dever]a pagar ao seu proprietário cinco vezes mais o valor do animal e se trata de um ovino, deverá pagar o valor de quatro vezes mais. Se um ladrão é apanhado a assaltar uma casa, se é ferido e morre, se isto acontece durante a noite, ninguém é culpado. Pelo contrário, se acontecesse durante o dia, acusa-se quem o matou, como assassinato. Se o ladrão não morre e não pode devolver o que roubou, vende-se como escravo. Se alguém tem gado e este danifica o campo ou a vinha de outra pessoa, deverá pagar pelos danos causados. Também quem um fez fogo e por descuido produziu um incêndio a uma propriedade alheia, deverá indemnizar o proprietário. Se alguma pessoa deu a outra, dinheiro ou coisas para sua custódia (para sua guarda) e se alguém lhe roubar essas coisas, deverá pagar ao proprietário o dobro do valor do que lhe falta, isto se, o ladrão for encontrado. Caso contrário, (isto é, se encontraram o ladrão), a pessoa que perdeu as coisas, deverá jurar perante juízes que não foi responsável pela falta dos objectos. Quando se confia a alguém, ainda que por pagamento, a guarda de um animal e este morre , é maltratado ao,ponto de ser ferido ou roubado sem que hajam testemunhas, deve jurar que não foi ele o responsável e não será obrigado a indemnizar o proprietário. Se o animal fora maltratado por animais selvagens, não é obrigado a pagar indemnização. Se alguém pede um animal emprestado e este foi maltratado ou ferido e morreu, deve pagar uma indemnização, salvo se o dono presenciou o acto. É proibido maltratar um estrangeiro a viúva e o órfão. Quando isso acontecer, Hashem acenderá a sua ira. Ao emprestar dinheiro a um pobre do próprio Povo, não se deve cobrar juros. A testemunha não deve testemunhar falso a favor de um culpado; não deve seguir a maioria num processo de modo a desvirtuar a justiça. Não se deve perverter o direito do pobre num julgamento. Não se deve aceitar suborno, uma vez que perverte as palavras da justiça. Os primeiros produtos e frutos da terra e da vinha, deverão ser oferecidos ao Todopoderoso, já que eles foram dados pelo Ele. De igual modo se Lhe oferecem os primogénitos do homem e dos animais. Uma pessoa deve semear um campo durante seis anos mas ao sétimo deverá deixar descançar a terra, já que é um ano sabático. E não deve semear nem colher nada da terra durante o mesmo ano. Cada pessoa deve observar o Shabat, ao ponto de não fazer qualquer tipo de trabalho. Este preceito inclui também o criado e o gado. Cada judeu adulto deverá peregrinar ao Templo Sagrado, em Jerusalem, três vezes por ano, Pesach, Shavuot e Sucot, levando ofertas de gratidão ao Eterno. É proibido ensopar e cozinhar a carne de um cabrito com o leite da sua mãe. Por ordem do Eterno, Moshé, Aaron, Nadav e Avihú, com setenta anciãos de Israel, subiram ao monte, mas aos demais do Povo de Israel não lhes estava permitido ir. Apenas Moshé podia aproximar-se do lugar que Hashem indicou. Moshé contou ao povo o dito do Eterno e enumerou as Suas leis e o Povo respondeu: "Tudo o que o Eterno mandou, faremos". E Moshé escreveu as Suas palavras e construiu um altar junto do monte. Novamente Moshé foi convocado pelo Todopoderoso para receber as Tábuas da Lei sobre as quais estavam inscritos os Dez Mandamentos para depois ensiná-los detalhadamente ao Povo. Moshé subiu com Yehoshua, que ficou na parte baixa do monte, enquanto Moshé permaneceu durante quarenta dias e quarenta noites no cume do Monte Sinai.


Rab. Shlomó Wahnón

 



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29 de jan. de 2008

Governo do Irã fecha revista feminina em circulação há 16 anos

Governo do Irã fecha revista feminina em circulação há 16 anos

Governo do Irã fecha revista feminina em circulação há 16 anos
 
Mulher iraniana
A revista publicava matérias sobre crimes contra mulheres
Autoridades do Irã fecharam uma das revistas femininas mais conhecidas do país, informou nesta quarta-feira a agência de notícias iraniana INSA.

De acordo com uma fonte anônima citada pela agência, a revista Zanan foi fechada porque publicou matérias sobre crimes contra mulheres no Irã.

Segundo a INSA, a fonte estava presente na reunião do Departamento de Supervisão da Imprensa, onde a revogação da licença da revista Zanan foi votada.

A fonte comenta ainda que, segundo os membros do departamento que realizou a votação, as matérias publicadas pela revista "ameaçavam a saúde espiritual, mental e intelectual de suas leitoras, e davam a impressão de que a sociedade não estava segura e prejudicava a situação das mulheres na República Islâmica".

Em uma entrevista à INSA, a editora da Zanan, Shahla Sherkat, declarou que ainda não tinha sido informada pelas autoridades sobre a revogação da licença da revista.

A Zanan era uma publicação mensal. A primeira edição da revista foi publicada em 1992 e desde então 151 edições já foram publicadas.



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Holocausto & Israel

Holocausto & Israel



Historiador afirma que Holocausto atrasou a criação de Israel

O Holocausto nazista não impulsionou a criação do Estado de Israel, em 1948, mas provocou seu atraso, ao exterminar grande parte da juventude sionista, sustenta o pesquisador israelense Yehuda Bauer, em sua ampla tese. "Pensar que Israel é um produto do Holocausto é um erro absoluto", sentenciou Bauer em um recente seminário para jornalistas organizado pelo Museu do Holocausto, vencedor do último Prêmio Príncipe de Astúrias da Concórdia.

O historiador, nascido em Praga, em 1926, e considerado uma excelência no estudo da "Shoah" (sinônimo para Holocausto), só abre mão de seu tom de voz pausado para contestar a predominante idéia de que o Holocausto sensibilizou a comunidade internacional para a necessidade de ceder um Estado ao povo judeu.

Essa interpretação está presente, inclusive, na Declaração de Independência de Israel. "O Holocausto nazista, que engoliu milhões de judeus na Europa, provou novamente a urgência de restabelecer o Estado judeu", reza o texto lido por David Ben Gurion, em Tel Aviv, no dia 14 de maio de 1948, horas antes que seus vizinhos árabes iniciassem sua primeira guerra contra o Estado judeu.

Bauer argumenta, pelo contrário, que o Holocausto quase tornou impossível a criação do Estado de Israel, porque impediu o estabelecimento de uma forte comunidade judaica na Palestina sob protetorado britânico, ao assassinar as pessoas que ali estavam. "Se não houvesse o Holocausto, em vez de milhares, teriam ido à Palestina centenas de milhares de judeus em grandes navios, para fugir do nazismo, do anti-semitismo ou, simplesmente, por ideais sionistas", assinala.

Estes potenciais emigrantes à "Terra Prometida" acabaram entre os cerca de 5,8 milhões de judeus aniquilados pelo regime de Adolf Hitler - um terço do total na época -, segundo Bauer, autor de dezenas de livros e artigos sobre o Holocausto.

Segundo assinala o historiador, se tivessem conseguido escapar dos campos de extermínio, os judeus teriam gerado uma maior consciência da importância de um país para protegerem-se. "Se houvesse mais sobreviventes, teria havido mais Israel", ilustrou Bauer.

A migração de judeus à Palestina desde o fim do século XIX, no marco do movimento sionista, foi o principal desencadeador das lutas com a população árabe local. As tensões forçaram a retirada inglesa da Palestina após a aprovação pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1947, de uma resolução que estabelecia a partilha do território em um Estado judeu e outro árabe.

Yehuda Bauer sustenta sua postura nos discursos dos representantes nacionais da ONU durante a votação. "Só o delegado da Guatemala referiu-se ao Holocausto em seu discurso. Dos países que votaram a favor da resolução, muitos o fizeram para agradar suas minorias judias, como os Estados Unidos, e a União Soviética para retirar o Reino Unido do Oriente Médio", explica Bauer. "Quando os palestinos dizem que pagaram pelo que aconteceu com os judeus na Europa, é justamente ao contrário", defende.

Bauer também não hesita em utilizar seu argumento contra aqueles que criticam o estabelecimento do Estado de Israel, por considerá-lo uma teocracia que causou décadas de dor à população palestina. "Não se pode negar que os palestinos sofreram pelo estabelecimento sionista, mas opor-se à criação do Estado de Israel é anti-semita, a não ser que também se seja contrário a que os malaios ou os bolivianos, por exemplo, tenham seu próprio país", ilustrou o historiador.

Em qualquer caso, Bauer adverte que o desejo da exterminação em massa faz parte da natureza humana e, por isso, novos genocídios mancharam o século XX em países como Armênia, Ruanda e Camboja. "Não podemos esquecer que os nazistas poderiam ter vencido a guerra", lembra o pesquisador.


28 de jan. de 2008

Holocausto Nunca Mais!, Pilar Rahola / Holocausto - o imperativo delembrar,Diane Kuperman

Holocausto Nunca Mais!, Pilar Rahola / Holocausto - o imperativo delembrar,Diane Kuperman

Holocausto nunca mais !

Pilar Rahola, jornalista e ex-membro do Parlamento Europeu

Lentamente, como se fosse um mamute despertando de seu sonho milenar, a Europa repete a cerimônia anual e, por um dia, recorda. Não sei se sou eu, que com a idade me torno terna, mas tive a impressão de que este ano havia mais reportagens, mais atos, mais comemorações, talvez um pouco mais de reflexão. Poupo os comentários que ouvi em alguns informativos, mesclando o Holocausto com a questão palestina, ou relativizando o horror, como se fosse um a mais dos horrores humanos, como se houvesse muitos holocaustos na história da humanidade.  Neste sentido, não me cansarei de repetir: a história está cheia de barbáries e de loucuras, mas nenhum episódio da história é comparável à única indústria de extermínio que o ser humano criou. Minimizar a maldade é tanto como começar a entendê-la. E se algo se pareceu à maldade em estado puro ­ "o mal existe", nos lembra o grande "Prêmio Nobel" Elie Wiesel­, foi a Shoá, o Holocausto. A Shoá significou arrancar pela raiz milhares de famílias inteiras, com suas crianças, seus avós, seus pais e mães; arrancar povos inteiros, com seus professores, seus médicos, seus músicos, seus alfaiates e seus poetas; arrancar geografias inteiras, com seus cantos, seus idiomas, suas fotos de festa, suas bodas e seus enterros, sua memória e seu futuro; arrancá-lo todo e destruí-lo em fornos crematórios.

Crianças ciganas vítimas de experiências
médicas em Auschwitz
Foto: Museu de Auschwitz - Polônia

Um milhão de crianças, nascidas romenas, húngaras, polacas, alemãs, gregas, italianas, francesas, trasladadas em vagões da morte e, finalmente, assassinadas por ser judias. E mais: além das crianças, milhões de pessoas, umas assassinadas por estar marcadas com qualquer estigma, homossexuais, ciganos, revolucionários, párias; outros por formar parte do povo eternamente perseguido. Em Auschwitz queimamos a face da Europa, destruímos as geografias humanas que nos enriqueciam e nos explicavam, e foi em Auschwitz onde quebramos o sentido da história. Não se trata de um horror a mais. Trata-se do nosso próprio horror, refletido num grande espelho de maldade, onde a alma do velho continente resulta ser a alma de Dorian Gray. "A morte da alma humana", disse Lanzmann, e nunca ninguém o definiu com mais precisão. Cada ano, nesta data, tiro o espelho de Stendhal e observo os atos, os artigos, os documentários que as televisões, com um pouco de sorte, colocam no horário de baixa audiência.Desgraçadamente, sempre chego à mesma conclusão: nos incomoda relembrar o Holocausto. Tanto, que nunca fazemos o exercício de contrição a que nos obrigaria, mas o tratamos como um acontecimento deplorável da história. Cada ano também, fiel a uma íntima tradição, pego minha caneta, molho a pena no tinteiro da raiva e me ponho a escrever um artigo. Como se fosse um ritual de dor. Como se fosse o que é, uma obrigação moral. Estas são minhas manchas no branco e negro do imaculado texto, meu asco no oásis onde habita a bem-pensante e indiferente sociedade européia.

"Não me cansarei de repetir: a história está cheia
de barbáries e de loucuras, mas nenhum episódio
da história é comparável à única indústria
de extermínio que o ser humano criou"

O Holocausto nunca foi uma questão alemã. O Holocausto nunca foi uma questão judaica. E, sobretudo, o Holocausto nunca foi uma questão nazista. De nada servem os atos de repúdio contra o nazismo, fundados em todos nós mais além de toda culpa e de toda pergunta, se com isso não abrimos nosso melão podre. O nazismo foi o resultado de muitas coisas, entre elas a loucura de um ser malvado e depravado, mas seus crimes nasceram de nossas responsabilidades, se alimentaram dos preconceitos que havíamos criado durante séculos e atuaram graças à nossa indiferença. Foi a Europa que criou o estigma contra o judeu.
Hitler só fez o trabalho sujo. Máculas em nossas belas evocações. A mancha da "Síndrome de Chamberlain", que percorreu a espinha dorsal da Europa durante anos. Primeiro nós lavamos as mãos. Mais tarde, um papa bendisse os horrores na intimidade. E depois soubemos o que passou, e o esquecemos durante um tempo prudente. Tínhamos os planos dos campos de extermínio, mas nunca consideramos que fosse necessário atuar. Ao fim e ao cabo, com mais ou menos exibição, não éramos todos anti-semitas? Não tínhamos em nossos armários Isabel a Católica e sua Inquisição? Não tínhamos os franceses gritando "morte aos judeus!" enquanto condenavam Alfred Dreyfus à prisão perpétua na Ilha do Diabo? Não havíamos colocado um anti-semita furioso, Kart Lueger, na Prefeitura de Viena? Não acumulávamos progroms nas distantes Rússias? Não líamos ilustres proeminentes e profusamente judeófobos, como Paul Valéry? Não havíamos bebido da idéia do povo deicida enquanto beijávamos nossa católica cruz? Não nos alimentamos do mesmo ódio quando nos reformamos com Lutero? Não o éramos inclusive enquanto sorvíamos os melados da ilustração de Voltaire?

"O Holocausto nunca foi uma questão alemã.
Nunca foi uma questão judaica. Nunca foi uma
questão nazista. Foi o resultado de muitas coisas, entre elas
a loucura de um ser malvado e depravado, mas seus crimes
nasceram de nossas responsabilidades, se alimentaram dos preconceitos que havíamos criado durante séculos e
atuaram graças à nossa indiferença"

Nada, na história da Europa, escapa do ódio aos judeus. E, por sua vez, na paranóica dualidade, nada do melhor da Europa é indiferente à contribuição judaica. O anti-semitismo é sócio fundador da Europa. Hitler foi a estação final de nosso ódio, nosso executor. Não peço que cortemos das nossas carnes em praça pública. Só peço que saibamos de onde nasceu o mal, em que lugar cresceu a besta e, sobretudo, com que olhos cegos, lábios mudos e ouvidos surdos nos mantivemos enquanto a besta matava. Glucksmann chama a esta atitude "a indiferença nihilista", uma atitude que também se produz, atualmente, ante outro fenômeno nihilista, o das bombas humanas. No "Dia do Holocausto", com os milhões de mortos gritando-nos sua profunda dor desde as cavidades ocas da má memória; com esse milhão de crianças que foram poesia cortada; com essa sociedade que sentia cheiro de carne queimada, e via os vagões, e conhecia os mapas aéreos do massacre, e olhava para o outro lado; com nossa alma judia rasgada na zona negra do nosso ódio; com a pesada carga da história, nós os europeus só podemos pronunciar uma palavra: perdão. O mais é uma piada.

Tradução: Szyja Lorber.
Publicado no Diario El País (Madrid).


Holocausto –
o imperativo de lembrar

Profa.Diane Kuperman

A Resolução da ONU definindo a data de 27 de janeiro como "Dia Mundial de Lembrança das Vítimas do Holocausto" é a resposta tardia do silêncio que tomou conta dos líderes das nações perante a tentativa de aniquilamento do povo judeu pelas hordas nazistas, durante a II Guerra Mundial. É o grito de protesto contra a insanidade daqueles que, por se julgarem donos de poderes ilimitados, outorgam-se o direito de degradar seres humanos, extirpá-los do convívio comum, explorá-los até o limite de suas forças e assassiná-los fria e cruamente.
A decisão histórica da ONU reitera a especificidade do Holocausto ao recomendar explicitamente aos Estados Membros da Organização que punam exemplarmente aqueles que tentarem negar ou banalizar a Shoá e que elaborem programas educacionais a fim de gravar na mente das gerações futuras as lições emanadas do Holocausto.
A especificidade da Shoá precisa ser reconhecida de forma incontestável pelo seu caráter único – a decisão política de extermínio físico do povo judeu, eliminando até a quarta geração de descendentes, mesmo oriundos de casamentos mistos ou convertidos a outras religiões; a montagem de toda uma engrenagem para buscar os judeus aonde estivessem e levá-los aos campos de extermínio; a construção de aparatos especiais, rápidos e eficientes, para a execução em massa dos condenados à morte pelo nazismo.
Em seu pronunciamento, o então Secretário Geral das Nações Unidas, Sr. Kofi Annan salientou a obrigação de mobilizar a sociedade civil para a recordação dos horrores do Holocausto e o ensino dos fatos a fim de prevenir a reprodução de novos genocídios, termo aliás criado pela própria ONU, em 1945, para designar a extensão dos crimes perpetrados.

"Tentar explicar o anti-semitismo é explicar o inexplicável,
é aceitar o inaceitável. O anti-semitismo, o racismo,
a xenofobia são expressões do ódio – não se explicam
nem se justificam: têm que ser combatidos sem trégua"

Nicolas Sarcozy, presidente da França

Passados 63 anos da liberação do campo de Auschwitz pelos russos, em 27 de Janeiro de 1945, ainda perduram perguntas – como tudo aquilo pode ter acontecido? Como os alemães, povo tão refinado, puderam cometer atos tão vis? Como o mundo calou? Como os judeus se deixaram levar? – Na busca de respostas para estas e outras indagações surgem dezenas de teorias. Mas, como disse em Washington o presidente da França, Nicolas Sarcozy, ao falar para o American Jewish Committee – "Tentar explicar o anti-semitismo é explicar o inexplicável, é aceitar o inaceitável. O anti-semitismo, o racismo, a xenofobia são expressões do ódio – não se explicam nem se justificam: têm que ser combatidos sem trégua".
Se explicações são inaceitáveis, o conhecimento do Holocausto e de todos os seus mecanismos são um imperativo para cada ser humano. Não como mero exercício intelectual para avaliar os limites de violência a que um ser humano é capaz de se submeter, mas como instrumento de conscientização de que somos todos responsáveis por aquilo que outros são capazes de praticar. E, se não quisermos ser cúmplices do inominável, devemos fazer a nossa parte: protestar enquanto tivermos voz e agir sempre que nos forem dados os meios.
A recomendação já vem de longa data. Já em janeiro de 2000, 47 países - sendo 22 representados por seus chefes de Estado -, reuniram-se na cidade de Estocolmo para a primeira reunião do 3º Milênio: "Fórum Internacional sobre o Holocausto". O então Secretário Nacional de Direitos Humanos, José Gregori, chefiou a delegação brasileira e subscreveu a recomendação de ensinar o Holocausto em todos os níveis do processo educacional. Nesses oito anos, muito pouco foi feito no Brasil, país pioneiro na legislação de combate ao racismo e anti-semitismo. Apenas em dezembro passado a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou Projeto de Lei da Vereadora Teresa Bergher que obriga as escolas da rede Municipal a ministrarem nas aulas de história noções sobre o Holocausto Nazista. A nível Estadual e Federal, nada existe ainda... embora seja sempre tempo para nossos deputados não serem acusados de omissão.
Lembro as palavras do prof. Yehuda Bauer, diretor do Yad Vashem, ao encerrar o "Fórum Internacional de Estocolmo". Ele sugeriu que os Dez Mandamentos fossem transformados em 13, incorporando os seguintes:
XI – Não serás mais uma vítima
XII - Não serás um perpetrador
XIII – Não te omitirás.

Publicado no Boletim da ARI

Fonte: Jornal Aleph, 27/01/08


Sinagogas da floresta

Sinagogas da floresta

Sinagogas da floresta

Perseguição e massacres fizeram 4 mil judeus migrarem, no século 19, da África para a misteriosa Amazônia - que os chamava com a promessa de liberdade de culto e enriquecimento com a borracha


Henrique Veltman*

"Paz" em hebraico e a família de Max Diniz Fima, de Alenquer, Pará, que lê a Torá e tem


Tudo começou em 1808. Não, esta não é mais uma história sobre a família real. Enquanto dom João, Carlota Joaquina e companhia vinham ao Brasil para escapar das tropas de Napoleão, outra fuga com destino ao país se delineava perto de Portugal. 
Os protagonistas da história eram judeus que moravam principalmente em Tetuan e em Tânger, cidades no norte do Marrocos, África, e que foram parar em pleno coração da floresta amazônica.


Obrigados a viver fechados em pequenos guetos, passando fome e sofrendo perseguições, os judeus marroquinos viram na misteriosa Amazônia uma chance de escapar da insuportável discriminação que enfrentavam. E começaram a migrar em massa logo no começo do século 19. O êxodo continuou por quase todo o século e formou na Amazônia uma comunidade que contava, no fim da década de 80, com mais de 50 mil descendentes.



Caminho aberto
Os judeus que saíram do Marrocos e vieram para o Brasil tinham origem ibérica. Haviam sido expulsos da Espanha em 1492 e de Portugal quatro anos mais tarde. Banidos do local onde tinham vivido por séculos, espalharam-se por vários cantos do mundo. Um dos lugares escolhidos para a nova morada foi o norte da África.


No Marrocos, eram conhecidos como megorachim - espanhóis exilados sem pátria. Apesar de tudo, alguns conseguiram prosperar, especialmente em cidades como Tânger, Tetuan, Marrakesh, Fez, Agadir e Casablanca.
Mesmo assim, os judeus continuavam a sofrer constrangimentos, humilhações e confisco de seus bens - fora os já rotineiros massacres. Doze gerações, durante mais de 300 anos, viveram assim no Marrocos. A situação de extremo desconforto por lá teve papel decisivo na migração metódica e racional dos judeus de Tetuan e de Tânger para o longínquo, misterioso e perigoso Amazonas, no Brasil.

Outro atrativo foi a Carta Régia de 1808, que abria os portos às nações amigas e acabara de inserir o Brasil no comércio internacional, com reflexos imediatos na Europa. O livre comércio criou boas perspectivas para os guetos marroquinos, especialmente em Tetuan e Tânger, cidades portuárias, onde os judeus já estavam envolvidos no comércio de importação e exportação. Além disso, eles falavam espanhol, o que facilitava a comunicação.

Mais ainda: em 1810, foi assinado o Tratado de Aliança e Amizade entre o Reino Unido e o Brasil. Ele autorizava a prática de outras religiões que não a católica, "contanto que as capelas sejam construídas de tal maneira que exteriormente se assemelhem a casa de habitações e também que o uso de sinos não lhes seja permitido".
O tratado assumia o compromisso de que, no futuro, não haveria Inquisição no Brasil. Em 26 de abril de 1821, dom João VI extinguiu finalmente a Santa Inquisição e os Tribunais do Santo Ofício de todo o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Como escreveu Samuel Benchimol, que foi professor da Universidade do Amazonas e pesquisador da floresta, no livro Eretz Israel ("Terra de Israel"): "Estava finalmente aberto o caminho para que os judeus do Marrocos apressassem sua partida do exílio marroquino, que durou mais de 300 anos". Verdadeira carta de alforria principalmente para os judeus marroquinos de origem ibérica, que viveram durante séculos sob o peso da Inquisição.

Proclamada a República no Brasil, em 1889, o decreto 119 do governo provisório de Deodoro da Fonseca aboliu a união legal da Igreja com o Estado e instituiu o princípio da plena liberdade de culto. Nessa época, os judeus oriundos do Marrocos viviam, na Amazônia, o pleno apogeu do ciclo da borracha - o que serviu para incentivar ainda mais a já contínua migração.


Dos mitos à borracha

A Amazônia era, por excelência, o território dos mitos e das lendas. Em Formação Econômica do Brasil, o intelectual Celso Furtado diz que a economia da região entrara em decadência no fim do século 18: "Desorganizado o engenhoso sistema de exploração da mão-de-obra indígena estruturado pelos jesuítas, a imensa região reverte a um estado de letargia econômica". O algodão e o arroz tiveram sua etapa de prosperidade durante as guerras napoleônicas, "sem contudo alcançar cifras de significação para o conjunto do país".

A base da economia da Amazônia era, em 1808, a exploração de especiarias e a extração de cacau. Logo em seguida, começou a da borracha. O aproveitamento dos produtos da floresta deparava sempre com a mesma dificuldade: a quase inexistência de população e a dificuldade de organizar a produção baseada no escasso elemento indígena.
Com o chamado surto da borracha, as fantasias e sonhos de enriquecimento rápido deram lugar a uma nova sociedade - opulenta para os padrões da época nos principais centros urbanos e ativa, organizada, expansionista nas imensas áreas dos seringais que avançavam do território paraense aos altos rios.

À nova sociedade, adicionou-se uma geografia diferente, com a consolidação da criação da província do Amazonas (em lei sancionada pelo imperador Pedro II em 1850) e do norte mato-grossense, incluindo Rondônia, além da anexação de novos territórios, como o Acre (comprado da Bolívia em 1903). Tudo conseqüência inevitável do chamado surto da borracha.

À sombra disso tudo, porém, havia uma questão social original. As centenas de milhares de imigrantes, em sua maioria compostas de nordestinos, viviam em condições semicompulsórias de trabalho e subsistência. A economia extrativista estabeleceu relações de dependência econômica, social, cultural e psicológica entre as populações caboclas e os imigrantes com comerciantes, seringalistas e proprietários em geral.

Esse era o desafio que se oferecia aos judeus de Tânger e Tetuan. Nas sinagogas de suas cidades norte-africanas, alguns deles antecipavam seu bar mitzvá, cerimônia de confirmação da maioridade, feita aos 13 anos, e, dez ou 15 dias mais tarde, embarcavam nos vapores da Mala Real Inglesa - quase 4 mil jovens, ao todo, fizeram a viagem.
Muitos deles eram imberbes, mas recém-casados. Outros, solteiros, vinham apenas com a roupa do corpo. Muitos dos recém-casados deixaram as jovens esposas entregues aos cuidados de suas famílias, por absoluta falta de recursos para levá-las imediatamente.
Dezenas dessas moças foram esquecidas, quando seus esposos, na Amazônia, morreram vítimas de enfermidades desconhecidas. Outras simplesmente foram trocadas pelas caboclas. A grande maioria, porém, foi chamada por seus noivos e esposos.


Vida dura
A primeira parada dos judeus marroquinos costumava ser Belém, no Pará, onde eram recebidos por famílias como os Nahon, Serfatty, Israel e Roffé, que já estavam aqui porque tinham negócios com empresas inglesas e francesas. Eles providenciavam roupas para os recém-chegados e os alojavam numa hospedaria. Lá, os rapazes recebiam rápidas e singelas informações sobre como deviam secomportar nos sítios ao longo dos rios onde iriam viver nos próximos anos.


Não havia muita dificuldade quanto ao idioma, já que todos falavam espanhol e hakitia (uma mistura de espanhol, português, hebraico e árabe desenvolvida no Marrocos). Nos dias que se seguiam, devidamente escalados pelas casas aviadoras às quais se filiavam, embarcavam num vaporzinho (no melhor dos casos) ou num simples regatão (grande barco, na época, a vapor).


Já iam com sua mercadoria a bordo e um barracão como destino. A casa aviadora era a organização comercial, em Belém, à qual o sujeito ficaria ligado para a compra e a venda de mercadorias, e que supriria também suas demais necessidades - seria uma espécie de "consulado" na capital.

O ciclo da borracha era baseado numa estrutura organizada. O núcleo econômico e social do seringal era o barracão: misto de residência do comerciante, de armazém que avia (o fornecedor de mercadorias ao seringueiro caboclo) e de depósito de borracha.
Próximo a ele ficava o centro, onde se concentravam as atividades de extração e coleta de castanha, onde estavam os tapiris (palhoça) para a moradia e para a defumação, além das bocas ou estradas de seringa (um caminho ou picada que ligava às seringueiras de onde se extraía o látex).
Não existiam vínculos empregatícios entre os seringueiros caboclos e os seringalistas. Além deles e da casa aviadora, faziam parte da corrente do extrativismo a casa exportadora e a casa importadora - ou seja, as conexões nacional e internacional do comércio da borracha.
De um ponto de vista secundário, estavam o regatão e os aviadores, que intermediavam o negócio, ora entre o seringalista e o seringueiro, ora entre o seringalista e a casa aviadora.
A estrutura econômica da Amazônia, pelo menos até o fim dos anos 50, caracterizava-se pelo sistema de crédito. O aviador era a pessoa que efetuava o aviamento, isto é, fornecia os bens de consumo e de produção, enquanto o aviado era o que recebia.
O judeu, e depois seu descendente caboclo, chamado de hebraico, era normalmente o seringalista. Muitas vezes era ligado às casas aviadoras e, em raros casos, às empresas exportadoras, dominadas pelos ingleses, portugueses e "coronéis" nordestinos.
Foram os judeus também os primeiros regatões (caixeiros-viajantes) da Amazônia. Suas embarcações levavam as mercadorias para serem trocadas nos seringais mais distantes por borracha, castanha, copaíba (cujo bálsamo era, então, a medicação por excelência das doenças venéreas na Europa), peles e couros de animais silvestres.
No início, o jovem judeu vivia sozinho, regateando. Depois, formada a família, ia comercializar no interior mais afastado, comprando e vendendo mercadorias. Quando sua situação se consolidava, tratava de transferir esposa e filhos para cidades maiores, onde a criançada nascia a cada dois anos.


Segundo Benchimol em seu livro Eretz Amazônia, eles eram "gerados em cada visita do pai à esposa, durante as páscoas e celebrações religiosas de Rosh Hashaná [ano novo judaico], Iom Kipur [dia do perdão], Pessach [quando se celebra o êxodo do povo de Israel], Purim [comemoração da sobrevivência judaica sob domínio persa], Chanuká [festa das luzes] ou para as cerimônias de brit-milá [circuncisão] de seus filhos, ou para o bar mitzvá".  E observa: as esposas parideiras tinham uma média de 6 a 8 filhos antes de completar 40 anos de idade.

Na Amazônia, os judeus marroquinos ergueram sinagogas, construíram cemitériose mantiveram suas tradições, como o bar mitzvá e as circuncisões, e comemorações das datas festivas religiosas. Por causa de fatores como o clima, algumas adaptações foram necessárias.
Em Manaus, por exemplo, até os anos 80, os sepultamentos judaicos eram feitos conforme a tradição, com o corpo indo direto ao chão envolto apenas na mortalha. Mas, em um dia chuvoso, um corpo escorregou e caiu. Depois disso, os rabinos locais "reinterpretaram" a lei judaica e hoje enterra-se lá com caixão de fundo falso - ele tem uma fina lâmina de compensado que se rompe quando o caixão desce à sepultura.
Hoje, os hebraicos da floresta não são ricos - mas também estão distantes deserem miseráveis. Mantêm determinados preceitos do judaísmo, mas incorporaram outros, numa espécie de sincretismo que os brasileiros conhecem bem.
Há pesquisadores, como o próprio Samuel Benchimol, que acreditam que eles sejam mais de 300 mil. Todos completamente adaptados à região.
Bem diferente da história de uma judia marroquina que se mudou para a Amazônia junto com as primeiras levas de emigrantes, no século 19. A jovem Suzanne Cohen Serruya, recém-transformada na condição de mãe, amamentava seu bebê quando adormeceu perto do rio em Cametá, no baixo Tocantins.
De repente, percebeu que seu outro seio estava sendo sugado e acordou. Era uma serpente. Apavorada, ela pediu a separação e regressou ao Marrocos.


___________
Saiba mais sobre os judeus da Amazônia na edição 55 de História, nas bancas



* O jornalista HENRIQUE VELTMAN e o fotógrafo SERGIO ZALIS, redator-chefe de Contigo e autor da foto que abre esta matéria, viajaram para a Amazônia e fizeram uma reportagem que virou o livro Os Hebraicos da Amazônia e uma exposição patrocinada pelo Museu da Diáspora, de Israel, e que viajou o mundo a partir de 1987.




Governo israelense busca o nazista "Dr. Morte" no Brasil

Governo israelense busca o nazista "Dr. Morte" no Brasil



Governo israelense busca o nazista "Dr. Morte" no Brasil

Agentes policiais e de inteligência brasileiros foram acionados para apurar suspeita

Mais uma vez pistas levam a crer que Aribert Heim, desaparecido em 1962, poderia viver ou ter vivido no Brasil ou no Uruguai

IURI DANTAS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O governo brasileiro foi procurado por autoridades israelenses em dezembro para auxiliar nas buscas de Aribert Heim -nazista desaparecido em 1962. Ele é conhecido como "Dr. Morte", por experiências e atrocidades cometidas em campos de concentração na Segunda Guerra Mundial.
Se vivo, Heim teria 94 anos.
A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e o Departamento de Inteligência da PF foram acionados. Os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores acompanham o caso.
Há dois anos uma outra pista levantou dúvidas se Heim vivia no Brasil. A Folha apurou que, agora, haveria pistas sobre a sua possível localização. Segundo o Centro Simon Wiesenthal, ONG israelense que combate o nazismo, Heim poderia viver aqui ou no Uruguai.
De posse dessas pistas, o centro pediu o auxílio do governo brasileiro. Em dezembro, a embaixada israelense facilitou o contato da fundação com representantes do governo.
A equipe israelense indagou se a legislação brasileira permitia a ação de agentes de inteligência de outros países em território nacional. Ouviu de autoridades federais brasileiras que a hipótese era vedada em lei e que a Abin tinha um setor específico para evitar isso.
O Mossad, serviço de inteligência israelense, já possui um canal de troca de informações com a Abin. As instituições compartilham dados sobre a atuação de grupos e pessoas na fronteira de Brasil, Paraguai e Argentina, em Foz do Iguaçu.
O modelo serviu de base para a apuração sobre o paradeiro de Heim: arapongas brasileiros perseguiriam a pista e repassariam eventuais resultados à Embaixada de Israel.
As apurações da PF e da Abin correm sob sigilo. Procurados na sexta-feira, os órgãos não confirmaram nem mesmo a existência das investigações.
O governo brasileiro mostrou-se cético sobre a chance de localizar Heim, dada a idade avançada que teria. Mas acionou agentes policiais e de inteligência para apurar a suspeita.
A Folha apurou que as pistas fornecidas pelos israelenses não têm se confirmado, mas as investigações ainda estão em curso. A nova pista não é divulgada. Segundo uma autoridade próxima às investigações, a dica seria superficial.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2801200813.htm


 
Carta enviada ao EstadãO - LEIAM E REPASSEM

Carta enviada ao EstadãO - LEIAM E REPASSEM



 

Justamente neste instante, quando na Assembléia Geral da ONU, estão discutindo "a situação humanitária de Gaza" , a coletividade israelita de Nova York está soltando 4.200 balões vermelhos frente à Assembleia. Este é o número de foguetes Kassam lançados até hoje na cidade de Sderot, após o recuo das tropas israelenses, a destruição dos assentamentos judaicos na fronteira com Gaza, e a entrega das terras aos palestinos; no intuito de negociações de paz.        

                          Os meios de comunicação em geral, fascinados pelos petro-dolares, ou influenciados pelo temor de seus governos aos atentados terroristas,  tem se recusado a tomar uma atitude neutra e imparcial, e esmeram-se em demonstrar o sofrimento palestino e, negam ao Estado de Israel o direito de exibir as suas feridas, e a sua própria existencia.

Temos que unir-nos aos esforços de Israel, seus consulados e a coletividade de Nova York, elevando nossas vozes num protesto.

Que as instituições judaicas façam aquilo que lhes cabe, e cabe a nós passar esta mensagem adiante, principalmente aos não judeus, para que esclareçam-se os fatos. Eu de minha parte, estou remetendo esta mensagem aos mais de 800 e-mails de não judeus, constantes na minha lista de endereços, os quais demonstraram interêsse em Israel e na língua Hebraica.

Faça também a sua parte

Boris Dahis

 Sr. Redator:

A população de Gaza acaba de romper os muros que a separam do Egito e dezenas de milhares de cidadãos de Gaza "invadiram" o Egito para fazer compras de artigos essenciais, num triste retrato das carências de Gaza. O Primeiro Ministro Israelense declarou que não permitirá uma crise humanitária em Gaza, apesar de seguir pressionando o Hamas a coibir o lançamento de mísseis contra a população civil de Israel.

É dramática a situação em Gaza depois que o Hamas, em revolta interna lutou e desalojou as forças do Governo Palestino de Mahmud Abbas. O Hamas, organização apoiada pelo Irã e tem como sua meta principal a destruição do estado de Israel. É considerado como Grupo Terrorista pelo Ocidente.

Com a vitória do Hamas, foguetes passaram a ser disparados diariamente a partir de Gaza em direção às cidades do sul de Israel. Em curto espaço de tempo foram lançados mais de quatro mil mísseis. Apenas como exemplo, na cidade de Sderot, 74% das crianças entre 7 e 11 anos sofrem de Crise de Ansiedade Pós-Traumática uma vez que os mísseis atirados de Gaza atingiram escolas, play-grounds e pré-escolas e forçam as crianças a dormirem em abrigos anti-bombas há meses.

Na semana passada, terroristas de Gaza dispararam 220 mísseis contra Sderot em apenas 4 dias, o que levou o governo de Israel a impingir o fechamento das fronteiras com Gaza buscando exigir o fim dos ataques e o cerceamento da infra-estrutura de terror. A atitude de Israel abalou o fornecimento de óleo Diesel e forçou o fechamento de usinas elétricas de Gaza responsáveis por 25% do consumo local. No entanto Israel segue fornecendo 75% da eletricidade de Gaza.   Surpreende que as "autoridades" de Gaza optaram por desviar parte desta energia que Israel fornece - desviando-as de escolas e hospitais para fábricas de foguetes Kassam. O mundo - inclusive o "Estadão" nada falam sobre isto. Haverá algum motivo ou apenas falta de espaço redacional para informar-nos? 

É claro que a população civil está sofrendo em Gaza. Por outro lado, há que se perguntar: é justo que apenas a populaçao civil de Israel sofra? Não é de se esperar de um governo defenda a vida do povo que o elegeu? Lembremos que o Hamas não foi eleito em Gaza, ele tomou o poder do governo Abbas.

Marcos L. Susskind


 


27 de jan. de 2008

Libertação de Auschwitz *** 27/Janeiro de 1945

Libertação de Auschwitz *** 27/Janeiro de 1945














No dia 27 de janeiro de 1945 :





Libertação de Auschwitz





"A rádio de Berlim anunciou que as forças do Marechal Zhukov invadiram o território alemão na frente central, atacando a cidade de Schneldemuhl, estratégio centro ferroviário e rodovia a 8 quilômetros para o interior da Alemanha"





O Slogan da Marcha sobre Berlim tornou-se realidade, e os exércitos soviéticos começavam a primeira das duas alternativas, derrota total ou a rendição incondicional do Grande Reich de Hitler.







Durante a Segunda Guerra Mundial, cerca de 1,5 milhão de pessoas foram exterminadas no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, um conjunto de campos de concentração localizados no Sul da Polônia - hoje um símbolo do Holocausto perpetrado pelos nazistas. Os judeus eram transportados dos seus lugares de origem e iam para lá, amontoados em vagões como se fossem gados, até chegarem ao destino final.





O Exército soviético, em sua ofensiva contra a Alemanha, abriu as portas deste inferno e liberou cerca de 7 mil prisioneiros.



Antes da chegada do Exército Vermelho, os nazistas destruíram parcialmente as instalações do campo, em uma tentativa de negar as atrocidades ali cometidas, explodindo as câmaras de gás e libertando a maioria dos prisioneiros.







O maior campo de concentração





Auschwitz foi o maior entre os 2 mil campos de concentração e trabalhos forçados construídos pelos nazistas. O número exato das vítimas provavelmente nunca será conhecido.



Os prisioneiros eram tatuados com números e submetidos a trabalhos pesados, com castigos severos.



O médico nazista Josef Mengele fazia experiências sádicas com gêmeos, mulheres grávidas, crianças e outros grupos classificados como de "interesse científico".





O campo de concentração de Auschwitz-Birkenau foi transformado em um museu em 1947.



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Radio Islam Revisionism Revionnisme Ahmed Rami

Radio Islam Revisionism Revionnisme Ahmed Rami




Radio Islam é mais antiga que a Internet.  Foi o primeiro site de
caráter mulçulmano anti-semita a entrar no ar. Ele é localizado
fisicamente na Suécia, traduzido para várias línguas ao longo dos anos
por colaboradores que residem lá. A coisa é tão antiga que seu
proprietário foi preso, julgado, cumpriu toda a pena e voltou à
atividade.

Não sei como é a lei na Suécia, mas condenado pelo crime, o sujeito
foi preso, mas o site não foi retirado do ar e colaboradores fizeram
sua manutenção durante o cumprimento da pena, fazendo exatamente o
mesmo trabalho que rendeu a condenação, mas não sendo acusados de
nada.

Também não sei como é que a lei de lá permite que o sujeito que foi
condenado por um crime, cumpra a pena e volte a cometer exatamente o
mesmo crime pelo qual foi condenado. Parece que o conceito de "crime
continuado" e "reincidência" não existem na Suécia. No mais, pergutem
ao tal do Bruno Kampel, nome artístico de Bruno Hodick Henson Campel,
que é vizinho dos caras lá na Suécia. Ele, por exemplo nunca citou ou
se manifestou sobre a Radio Islam.

Robert Faurisson é inglês, mas considerado francês ao qual pode ser
atribuída a criação do termo "revisionismo do Holocausto", sendo os
trabalhos dele a base para todos os outros. Está vivo, com 79 anos.

Vocês que gostam de fuçar as coisas conheçam essa gente toda
http://www.revisionists.com/revisionists/faurisson.html

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Começa reunião entre Olmert e Abbas para discutir situação na Faixa de Gaza

Começa reunião entre Olmert e Abbas para discutir situação na Faixa de Gaza

 

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, se reuniram hoje para abordar a situação na Faixa de Gaza, na residência do chefe de Governo de Israel, em Jerusalém.

Os líderes das equipes de negociação, a ministra de Assuntos Exteriores israelense, Tzipi Livni, e o ex-primeiro-ministro palestino Ahmed Qorei, também participam da reunião, segundo a imprensa local.

Olmert se reuniu esta manhã com chefes dos organismos de segurança, entre eles o comandante das Forças Armadas, general Gabi Ashkenazi, para analisar a situação na Faixa de Gaza.

Centenas de milhares de palestinos cruzaram da Faixa de Gaza ao Egito desde quarta-feira, após a derrubada de trechos da cerca fronteiriça.

Abbas pedirá hoje a seu interlocutor que Israel "suspenda o bloqueio à Faixa de Gaza, forneça ao território todos os bens necessários, e ponha fim aos assassinatos e as incursões", segundo Mohammed Edwan, o porta-voz do presidente da ANP.

Além disso, solicitará apoio para retomar o controle das passagens fronteiriças de Gaza com o Egito e Israel, segundo fontes da ANP.

O Hamas chamou o presidente palestino e a Egito para negociar a gestão das passagens da Faixa de Gaza, sem contar com Israel.



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Shabat Shalom Mail -Rav Efraim

Shabat Shalom Mail -Rav Efraim




 
 

BS"D

COMO FAZER UM GOL NA VIDA - PARASHÁ ITRÓ 5768 (25 de janeiro de 2008)

"Na biografia da vida do técnico Telê Santana, há uma história muito
interessante. Quando o São Paulo se tornou pela primeira vez campeão
mundial interclubes, em 1992, Raí fez os dois gols da vitória. Mas o
que mais chamou a atenção dos jornalistas foi que, imediatamente após
fazer o segundo gol, cobrando com perfeição uma falta, Raí não abraçou
nenhum dos seus colegas de equipe. Ele correu diretamente para o
técnico Telê Santana e lhe deu uma forte abraço. Quando entrevistado
após o final do jogo, Raí explicou:

- Todos os dias, quando acabava o treino, os jogadores saíam correndo
do campo. Alguns iam tomar uma cerveja, outros iam ficar com a
família. Mas quando eu saia, lá estava o Telê Santana, na porta do
vestiário, me mandando voltar para o campo para treinar cobranças de
falta. Ele me fazia ficar quase uma hora chutando de todas as
posições. Eu nunca entendia, todos os meus colegas já haviam saído,
porque eu tinha que ficar até mais tarde? E aquela dúvida ficou na
minha cabeça até o momento que eu fiz o gol de falta, gol que deu o
São Paulo o título de Campeão Mundial. Naquele momento eu entendi
tudo, e sabia que o primeiro a quem eu deveria agradecer era o Telê
Santana."

Muitas vezes não entendemos o que os nossos sábios nos ensinam e nos
aconselham, parecem coisas antiquadas, fora do nosso cotidiano. Mas se
pudéssemos ver o futuro, entenderíamos como cada palavra e cada lei
ensinada pelos nossos sábios nos ajudam a crescer espiritualmente e a
nos tornar campeões na vida.
--------------------------------------
Na Parashá desta semana, Itró, o povo judeu recebeu a Torá no Monte
Sinai, após 50 dias de preparação e purificação. E o momento da
entrega da Torá foi algo muito especial para o povo judeu, algo que se
compara a um casamento. Como uma noiva apaixonada, o povo judeu fez
uma grande declaração de amor para D'us, dizendo "Naasse Vê Nishmá"
(primeiro faremos e depois entenderemos), isto é, o povo judeu recebeu
a Torá de forma incondicional. Foi como se estivessem dando para D'us
um cheque em branco, aceitando toda a Torá sem perguntar o preço. E
assim está escrito "E Moshé veio com o povo, desde o acampamento, ao
encontro de D'us, e se reuniram sob o monte" (Shemot 19:17). A Torá
deveria escrever que se reuniram em volta do monte, o que significa
que se reuniram "sob" o monte?

Explica o Talmud que no momento da entrega da Torá, D'us levantou a
montanha e falou: "Ou vocês recebem a Torá, ou lá será sua sepultura".
Mas não faz sentido que D'us tenha forçado o povo a receber a Torá,
pois é como se uma noiva fizesse uma enorme declaração de amor, e o
noivo tirasse uma arma e falasse "diga sim ou eu te mato". O povo
judeu já tinha aceitado a Torá!

A explicação é que existem duas Torás, a Torá Escrita e a Torá Oral. A
Torá escrita, que são os 5 livros (Bereishit, Shemot, Vayikra,
Bamidbar e Devarim), o povo judeu aceitou "Naasse ve Nishmá", e o que
teve de ser forçado foi a Torá oral. O povo judeu confiava plenamente
nas palavras de D'us. Porém, na Torá Oral, que é transmitida oralmente
de rabino para aluno, o povo judeu não quis aceitar. O que o povo
estava alegando é que eles não estavam dispostos a aceitar sobre eles
a autoridade dos rabinos. E o argumento do povo era lógico, pois os 5
livros foram ditados diretamente por D'us, não há o que discutir. Mas
a opinião dos rabinos, pessoas de carne e osso, que podem facilmente
errar, eles não queriam aceitar. E já que o argumento era tão lógico,
por que D'us obrigou o povo a aceitar também a Torá Oral?

A explicação é simples: D'us queria ensinar que não existe Torá
Escrita sem a Torá Oral, as duas são complementares. A Torá escrita
não pode ser entendida sem as explicações contidas na Torá Oral. Por
exemplo, todos os dias colocamos Tefilins quadrados e negros na cabeça
e no braço. Se procurarmos na Torá escrita, encontramos o seguinte
versículo, que faz parte do Shemá Israel: "E os prenderão como sinal
sobre tua mão e como 'Totafot' entre teus olhos". Essa é a toda a
descrição de um Tefilin contida na Torá escrita. Por que não colocamos
uma bola vermelha no nariz ('totafot' entre os olhos) e um relógio no
pulso ("sinal sobre tua mão")? De onde saiu a caixinha quadrada,
negra, contendo pergaminhos com trechos da Torá? Da Torá Oral, que
descreve cada pequeno detalhe de um Tefilin. Além disso, o Sefer Torá
é escrito inteirinho sem os pontos, que na Lashon Hakodesh (Língua
Sagrada) corresponde às vogais. Como sabemos que está escrito
"Honrarás ao teu pai e à tua mãe", e não "Honraras ao teu pai ou á tua
mãe"? Sem a Torá Oral, é impossível entender a Torá Escrita.

Quando Moshé subiu no Monte Sinai, D'us lhe entregou toda a Torá,
tanto a parte escrita quanto a parte que deveria ser transmitida
oralmente. É como se a Torá Escrita fossem as anotações feitas durante
uma palestra, e a Torá Oral fosse o entendimento de todos os tópicos
ali anotados. Um sem o outro não tem sentido.

Portanto, aceitar os ensinamentos e a autoridade dos rabinos é uma das
bases do judaísmo. É por isso que durante o Holocausto, a primeira
coisa que os nazistas fizeram em cada cidade foi queimar a sinagoga e
enforcar os rabinos em praça pública. Eles entenderam que essa era a
forma de destruir a força espiritual do povo judeu.

Para nós, é difícil confiar nos rabinos para decidir coisas
particulares de nossas vidas. Mas quando nossas vidas estão em risco,
por que confiamos nos médicos? Pois sabemos que o médico estudou muito
e tem experiência, sabe diagnosticar o problema e indicar uma cura,
enquanto nós não sabemos nada de medicina. O mesmo ocorre com os
nossos sábios, que conhecem muito sobre a interação entre o mundo
material e o mundo espiritual. Por isso eles sabem diagnosticar os
problemas e indicar uma cura. Mas nós, o que sabemos sobre os mundos
espirituais? Podemos decidir nossas vidas espirituais sozinhos, nos
"automedicando"?

Exatamente por não conhecermos quase nada sobre os mundos espirituais,
muitas vezes parecem ilógicos os ensinamentos dos nossos sábios.
Porém, eles enxergam coisas que nós não podemos enxergar. Da mesma
forma que o médico sabe que um comprimido tomado por via oral pode
fazer passar uma dor no pé, mesmo que não faça muito sentido, assim
também nossos sábios sabem como cada ato físico pode interferir na
nossa alma, e por isso podem nos aconselhar. E mesmo sem entender
exatamente os motivos em um primeiro momento, confiando nos nossos
sábios nós podemos ter a tranqüilidade e a certeza de que nossas vidas
estão certamente em boas mãos.

"Você deve vir aos Cohanim, Leviim e aos juízes que vão estar naqueles
dias… De acordo com os ensinamentos que eles te ensinarão e de acordo
com o julgamento que eles te dirão, assim você deve fazer. Você não
deve se desviar das palavras que eles te dirão, nem para a direita nem
para a esquerda" (Devarim 17:9-11).

SHABAT SHALOM

Rav. Efraim Birbojm

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Este E-mail é dedicado à Refua Shlema (pronta recuperação) de: Freida
(Fanny) bat Chava, Chana bat Rachel, Carol bat Chana, Nechama bat Sara
Lea, Celde (Célia) bat Lea; Sala bat Ahuva, César ben Yossef, Frania
bat Perla; Isruel Nuchem ben Alta Hatzsler, Iossef ben Rachel;
Yaakov ben Sarah; Rebecca bat Esther, Abraham ben Esther, Iossef ben
Rachel; Yaakov ben Sarah; Sarah bat Esther; David ben Sara, Chaim ben
Sara, Naum ben Tube (Tereza), Chana bat Paula Rachel, Feigue bat Ida,
Avraham David HaCohen ben Reizel, Reizel bat Chaya Sarah Breindl,
Guitel bat Slad, Peisach Chaim Meier ben Chana Malka, Izidor ben
Reizel, Eliahu ben Sarah, Hanna bat Reizel, Chaim ben Rivka.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) do meu
querido e saudoso avô, Ben Tzion (Benjamin) ben Shie Z"L, que lutou
toda sua vida para manter acesa a luz do judaísmo, principalmente na
comunidade judaica de Santos. Que possa ter um merecido descanso
eterno.
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Este E-mail é dedicado à Leilui Nishmat (elevação da alma) de: Avraham
ben Ytzchak, Joyce bat Ivonne, Feiga bat Guedalia, Chana bat Dov, Kalo
(Korin) bat Sinyoru (Eugeni), Leica bat Rivka, Guershon Yossef ben
Pinchas; Dovid ben Eliezer, Reizel bat Beile Zelde, Yossef ben Levi,
Eliezer ben Mendel, Menachem Mendel ben Myriam.
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Morre George Habash (enfim!)

Morre George Habash (enfim!)

 

Líder radical palestino morre na Jordânia

O fundador da Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP) George Habash morreu na Jordânia, aos 81 anos, de ataque cardíaco, neste sábado.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, decretou luto oficial de três dias e descreveu Habash como uma figura histórica.

George Habash ganhou notoriedade nos anos 70, depois de planejar uma série de seqüestros de aviões e ataques a bomba.

Em uma das ações mais violentas da FPLP, 27 pessoas foram mortas a tiros em um aeroporto israelense, em 1972.

Nascido numa família cristã, Habash estudou medicina e defendia o nacionalismo árabe secular.

Em 1951, ele fundou o Movimento Nacionalista Árabe, que mais tarde se uniu a outros grupos para formar a Frente Popular pela Libertação da Palestina.

A FPLP se descrevia como um movimento marxista-leninista e, com seus ataques audaciosos, colocou a questão palestina no centro das discussões de política internacional.

O grupo era contrário a qualquer negociação com Israel e não aceitava a solução que previa a criação de dois Estados separados na região.

Habash criticava fortemente o líder da Organização pela Libertação da Palestina Yasser Arafat por negociar com dirigentes israelenses.

Durante toda sua vida, Habash defendeu o uso de violência contra Israel. Ele deixou a liderança da FPLP no ano 2000, devido a problemas de saúde.


http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/01/080126_habashmorre_is.shtml
  e
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/01/26/lider_radical_palestino_morre_na_jordania-328221504.asp
 

26 de jan. de 2008

Palestinos , povo rejeitado - Nahum Sirotsky

Palestinos , povo rejeitado - Nahum Sirotsky

 

 

   PALESTINOS,  POVO REJEITADO

 

DO Nahum Sirotsky  em Israel-  Em novembro de 1947  uma  Assembléia Geral das Nações Unidas  presidida  pelo brasileiro Oswaldo Aranha aprovou a partilha do que havia sobrado da Província  Palestina do  grande Império Turco-Otomano.A resolução  fala de uma área  árabe e outra  judia  que  viria a inspirar o principio  de troca de terra  por paz.  E paz entre Israel e a Jordânia e o Egito foi negociada  depois de inúmeras guerras.

     Foi em 1948, num contexto de lutas  de guerrilhas  entre judeus   e árabes  que  se proclamou   a independeria  do estado que se chamaria  Israel, então, com 500 mil habitantes.Hoje ,  60  anos  depois,e  crescimento para cerca de sete milhões  atuais,um  estado  que, sem recursos naturais  importantes   transformou-se  numa forte economia  apoiada  na educação e   no desenvolvimento  e aplicação de ciências e tecnologias.Isto  numa síntese simplificada da historia.

   Por razões que incluem as guerras árabe- judias,   o estado  palestino  ainda não   foi  proclamado.. No Oriente Médio  não se pode  tomar um Brasil ou Argentina  como referencia.

Todos os paises tem minorias .Percentual   de árabes palestinos  viriam a se incorporar ao  reinado da Jordânia..Não existem estatísticas confiáveis daqueles que viraram uma diáspora, os exilados.  Claro que faço nova síntese  simplificada.

      Bem, parte dos  palestinos  de 1947   vivem no chamado Braço Ocidental do  rio  Jordão,território previsto para eles.Outra,  na faixa de  Gaza. Governa na Cisjordânia   Abu Mazen, líder palestino, que topou   negociar  uma paz com  Israel.  Em  Gaza manda o Hamas que  não admite uma paz e lança mísseis sobre    Israel.E  Gaza  depende de portos e vias  israelenses para se reabastecer.È dos  paradoxos   desta  complexa  região do mundo.

    A reação militar israelense não  chegou  a  fazer o Hamas mudar  suas táticas.Então,. escalou  para se  fechar  a  passagem de  mantimentos que chegam a portos do estado judeu e viajam pelas suas  vias..O resultado foi a decisão   de liderança  em Gaza de derrubar a grade que separa a faixa palestina do  território  egípcio do  deserto do Sinai de cidades bem abastecidas de tudo.Centenas  de milhares de  palestinos forçaram a passagem  devido,explica-se, falta de tudo  para  poderem comprar de tudo no seu vizinho árabe.Houve  tentativa da força  militar egípcia  de restabelecer  a ordem e respeito as regras de fronteiras. O  presidente do Egito  logo compreendeu  que iria correr  sangue de  ambos os lados.E concedeu aos  palestinos um  prazo  para se reabastecerem  e, disse, confiando que os  seus irmãos    voltem a  seus  lares  em poucos dias  sem necessidade do uso da força. Era o quadro na noite de sexta.

E  pode acontecer, por  hipótese,  que o Egito seja  obrigado a negociar tudo com o Hamas  o que poderá  incluir  compromisso para que suspenda os Qassams  e Israel  as suas reações .O Egito não quer  Gaza  que é um problema econômico  e de segurança.. O Hamas tem  uma linha mais próxima  das oposições internas do Egito.Parte  dos palestinos  sobrevive há 60  anos com ajuda  e doações internacionais. Gaza    mais depende delas . Os  exilados  espalhados   pelos paises árabes  jamais obtiveram direitos iguais  sob o argumento que mantidos favelados  sustentariam pressões sobre  a Comunidade das Nações  para obrigarem Israel  a reconhecer o direito de voltarem a suas vilas e terras  que não existem mais..O chamado direito de retorno que Israel  traduz  como  o direito de darem um fim ao estado  pelo  voto pois seriam a maioria  da população. E pouco  progridem eles   para  um futuro melhor...