Abril 2007
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Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico



Irã manda cortar seios de manequins em lojas
Sexta, 27 de abril de 2007, 16h44 - BBC Brasil - Andrea Wellbaum

Manequins de lojas com os seios cortados são mais um efeito da lei que entrou em vigor há uma semana na capital do Irã, Teerã, com o objetivo de repreender as mulheres que desrespeitarem as regras de vestimenta islâmicas.
Um lojista ouvido pela BBC disse ter recebido a ordem de cortar os seios das bonecas à mostra na vitrine de sua loja por serem muito "reveladores". Vários outros estabelecimentos foram fechados por vender roupas consideradas muito "ocidentais".
Desde a revolução islâmica, em 1979, o código do país exige que as mulheres cubram os cabelos com véus e usem roupas que escondam os contornos do corpo. Porém, nos últimos anos, muitas iranianas passaram a usar véus com cada vez mais cabelo à mostra e a se vestir com roupas mais coloridas, casacos justos e calças que deixam os tornozelos à mostra.
Em uma semana, milhares de mulheres já receberam advertências da polícia por "não se enquadrarem no código islâmico" e centenas foram detidas por desafiar as ordens dos policiais.
Protestos
As ações da polícia, realizadas todos os anos antes da chegada do verão, receberam mais destaque da imprensa internacional neste ano e geraram vários protestos ¿ individuais e coletivos.
De acordo com a Agência de Notícias Trabalhista do Irã, mais de 2,5 mil estudantes ¿ moças e rapazes ¿ da Universidade de Shiraz realizaram três dias de protestos contra as duras medidas adotadas no campus, obrigando o reitor a prometer a revisão das restrições.
"Roupas de cores claras não são um problema do ponto-de-vista religioso, mas as roupas dos estudantes não devem questionar convenções", afirmou o reitor Mohammad Hadi Sadeqi, explicando que "os próprios estudantes determinam as convenções, desde que se adeqüem ao que é utilizado em uma universidade".
Nas ruas, mulheres estão sendo abordadas pela polícia e, caso não aceitem mudar seu modo de vestir, são levadas à delegacia, sendo liberadas apenas após parentes ou amigos terem fornecido roupas consideradas "respeitáveis" para elas vestirem.
Exílio
As operações da polícia também incluem a inspeção de carros com passageiras com vestimentas consideradas indecentes, que podem ter seu veículo confiscado.
Além de correrem o risco de ser presas e ter de pagar multas, mulheres que continuarem desafiando a nova lei podem enfrentar uma pena até mais dura, segundo um anúncio do promotor público de Teerã Said Mortazavi.
"Se essas punições não surtirem efeito nestas pessoas, de acordo com cláusulas do artigo 19 da lei islâmica de punição, punições adicionais serão requisitadas, que podem resultar em um exílio de cinco anos de Teerã", disse Mortazavi, de acordo com o website do jornal iraniano Iran.
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  Lag Baômer celebra a vida e os ensinamentos de dois dos mais notáveis Sábios na história judaica, Rabi Akiva e Rabi Shimon bar Yochai. É também o dia festivo mais especialmente associado à Cabalá, a "alma" ou dimensão mística do Judaísmo.

Lag Baômer significa "o 33º do Ômer," pois este é o 33º da "Contagem do Ômer" com a duração de 49 dias, conectando Pêssach a Shavuot. No calendário judaico, este corresponde ao 18º dia do mês de Iyar; no calendário civil, cai este ano (2007) no domingo, dia 06 de maio.

As sete semanas entre Pêssach e Shavuot são uma época de antecipação e preparação, durante a qual refazemos os passos da jornada dos israelitas do Êxodo até o Monte Sinai. Como fizeram nossos ancestrais há mais de 33 séculos, contamos estes 49 dias e refinamos os 49 sefirot ("atributos" ou características da alma) associados a eles.

Porém as semanas de Ômer são também um tempo de tristeza. Não se realizam casamentos durante este período; como enlutados, não cortamos o cabelo ou apreciamos o som da música. Pois como o Talmud nos diz, foi neste período que milhares de eruditos de Torá, discípulos do grande Rabi Akiva, morreram numa peste, porque "não se conduziram com respeito um pelo outro."

Certo dia, entretanto, destaca-se uma ilhota de alegria nestas semanas melancólicas. Em Lag Baômer, o 33º dia da Contagem do Ômer, as leis proibindo o júbilo durante o período são suspensas. As crianças saem em paradas e passeios, brincam com arcos e flechas, e o dia é assinalado como uma ocasião festiva e cheia de alegria.

Há duas razões para este júbilo. Uma é que a peste que irrompeu entre os discípulos de Rabi Akiva cessou neste dia. Uma segunda razão ser o aniversário de falecimento de Rabi Shimon bar Yochai, cujos ensinamentos introduzem uma nova era na revelação e disseminação da dimensão mística da Torá, conhecida como a "Cabalá." Lag BaÔmer, o dia no qual a obra da vida de Rabi Shimon atingiu seu apogeu de perfeição, é celebrado como a festa da alma esotérica da Torá.
 

Fonte: Chabad

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Magal
Leia o Blog: http://hebreu.blogspot.com
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HATIKVA
KOL OD BALEIVAV PENIMÁ
NEFESH IEHUDI HOMIA
ULFAATEI MIZRACH KADIMA
AIN LETZION TZOFIA.
OD LO AVDA TIKVATEINÚ
HATIKVA BAT SHNOT ALPAIM
LIOT AM CHOFSHI BEARTZEINU
ERETZ TZION YIRUSHALAIM.
Y
ESPERANÇA
TODO O TEMPO EM QUE DENTRO DO CORAÇÃO
A ALMA JUDIA PULSA
EM DIREÇÃO DO ORIENTE PARA FRENTE
UM OLHO MIRA PARA SION.
AINDA NÃO SE PERDEU NOSSA ESPERANÇA
A ESPERANÇA DE DOIS MIL ANOS
DE SER UM POVO LIVRE EM NOSSA TERRA
A TERRA DE SION DE JERUSALÉM.



BY ID@















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28/04/2007
Especialistas juntam fragmentos de Bíblia de 1.600 anos de idade


Partes do Codex Sinaiticus, de 1.600 anos de idade, e que inclui o primeiro Novo Testamento completo do mundo, estão espalhadas entre Leipzig, Londres e São Petersburgo. Agora os pesquisadores querem digitalizar os fragmentos e publicar o volume inteiro na Internet



Matthias Schulz

Em 1844, Constantin von Tischendorf, um pesquisador da cidade alemã de Leipzig, viajou de camelo até o Cairo passando pelo Deserto do Sinai.
Durante a árdua jornada de 13 dias ele viu "pegadas frescas de tigre" e enfrentou tempestades de areia. Tischendorf ficou debilitado devido à água estagnada "que afeta a parte inferior do abdômen", foi picado por formigas e mosquitos e, em determinada ocasião, a sua tenda foi simplesmente levada pelo vento.

Em maio daquele ano, a sua caravana chegou a uma serra escarpada de montanhas de granito onde Deus - segundo o Êxodo - apareceu para Moisés na forma de um arbusto incandescente. O lugar estava marcado por uma fortaleza espiritual sombreada por ciprestes, romãzeiras e oliveiras: o Monastério de Santa Catarina, construído no ano 550 da nossa era. Um homem usando um robe da Igreja Ortodoxa Grega surgiu na porta alta do monastério e içou o hóspede com uma corda.

Pouco tempo depois, o aventureiro alemão escreveu que uma "jóia de valor totalmente incalculável" caiu em suas mãos. Quando ele puxou uma pilha de páginas soltas de um cesto de lixo que continha peças danificadas de um pergaminho, o seu coração quase parou.

A descoberta no sopé do Monte Sinai está entre as grandes sensações da história científica - e é considerada tão importante quanto a descoberta de Tróia por Heinrich Schliemann e a escavação da tumba de Tutancamon por Howard Carter. Após um total de três viagens ao Egito o professor da Saxônia recuperou 400 páginas de uma Bíblia em péssimo estado, incluindo cerca de um terço do Velho Testamento e a versão completa mais antiga do Novo Testamento. O mundo acadêmico definiu a descoberta simplesmente como a "Número Um".

O livro, confeccionado com peles de animais, custou a vida de mais de 350 vacas. Ele foi escrito com tinta preta e marrom feita de bolotas esmagadas de árvores e fuligem. Os títulos dos salmos e do Cântico dos Cânticos estão em vermelho, e são "da maior elegância", para usar as palavras de Tischendorf.

Uma história de grande aventura gira em torno do Codex Sinaiticus. Foi concedida a Tischendorf uma audiência com o papa. O tsar da Rússia lhe ofereceu dinheiro à vontade e financiou a sua missão final. Porém, apesar da fama, uma sombra paira sobre este homem, que alguns insistem em dizer que foi um ladrão.

Livro fragmentado, reputação abalada

Atualmente partes da antiga Bíblia estão espalhadas pelo mundo. Na cidade de Leipzig, no leste da Alemanha, encontram-se 43 páginas. Quando Tischendorf era vivo, 347 páginas foram parar na Rússia, mas mais tarde Joseph Stalin as vendeu ao governo britânico pelo preço recorde de 100 mil libras esterlinas. Cinco páginas estão guardadas na Biblioteca Russa Nacional em São Petersburgo. Outras 12 permanecem no Egito, no Monastério de Santa Catarina, que ainda abriga a mais antiga comunidade intacta de monges cristãos. Membros dessa comunidade celebram a missa matinal sem interrupção há quase 1.500 anos.

Desde a sua descoberta, ninguém viu o livro como uma peça única. Mas é provável que agora tal situação mude. Teólogos e estudiosos de escritos antigos juntaram forças em um projeto de grande escala para finalmente montar um Codex Sinaiticus completo na Internet. Cada página será novamente examinada, transcrita e digitalizada. A Fundação Alemã de Pesquisa (DFG) contribuiu com 200 mil euros para a iniciativa.

No entanto, a opinião sobre Tischendorf é tão nebulosa e surpreendente como as próprias páginas antigas. Christfried Böttrich, especialista no Novo Testamento da Universidade de Greifswald, na Alemanha, alega que "Tischendorf foi um homem sem máculas e que está acima de qualquer censura".

Mas os monges do Mosteiro de Santa Catarina têm uma imagem menos benigna do pesquisador alemão. Para eles Tischendorf roubou o manuscrito. "O Codex Sinaiticus foi roubado", foi o título de uma matéria publicada em 2000 no "Sunday Times" sobre uma conferência organizada por um comitê parlamentar britânico criado para investigar a questão de artefatos roubados. O príncipe Charles, que é presidente da Fundação Santa Catarina, teria exigido que os manuscritos fossem devolvidos ao Egito.

Ninguém nega que Tischendorf foi um mestre na sua área. Em 1840, quando era um jovem médico, ele descobriu a chave para a tradução de uma Bíblia do século cinco, em Paris, que era considerada indecifrável. O mundo acadêmico ficou estupefato. Mas reservadamente vários acadêmicos consideravam Tischendorf um sabichão que tinha conhecimento sobre várias disciplinas.

Ele fez mais inimigos com o seu campo de trabalho. À época os britânicos estavam realizando entusiasmadamente pesquisas na Terra Santa em busca de velhos manuscritos e registros antigos relacionados ao Messias. Mas durante a sua primeira expedição, em 1844, Tischendorf viajou sozinho até antigas igrejas cópticas no deserto líbio, procurando - e trazendo para casa - páginas frágeis de manuscritos.

Tischendorf era uma figura bem vestida, quase burguesa. Ele usava gorro e acreditava que a sua missão era sagrada ("Vou em nome do Senhor"). Na sua segunda viagem, em 1844, ele foi ao Monte Sinai e descobriu um total de 129 páginas em um cesto de lixo na biblioteca do Monastério de Santa Catarina. O abade deixou que ele ficasse com 43 páginas, e o jovem voltou à Alemanha, onde foi recebido como um herói.

Mas ele não conseguiu deixar de pensar nas cerca de 86 páginas que deixou para trás.

Porfiri Uspenski, um clérigo russo barbudo e acadêmico famoso, estava viajando ao Egito na época. Uspenski trabalhava para o órgão que controla a Igreja Ortodoxa Russa, o Sínodo Sagrado. Ele visitou duas vezes o monastério do Monte Sinai, em 1845 e em 1850, e os monges lhe deram cinco páginas do Codex, que atualmente estão em São Petersburgo.

Em 1853 Tischendorf fez as malas e viajou de volta ao monastério. Essa viagem foi desapontadora. Ele só foi capaz de achar um pequeno fragmento do manuscrito - que era usado pelos monges como marcador de livro. O resto havia desaparecido. No entanto, seis anos depois, ele retornou em grande estilo, patrocinado pelo tsar da Rússia, e foi capaz de distribuir propinas "como um príncipe russo", de acordo com as suas palavras.

Essa missão quase resultou em fracasso. Não parecia haver qualquer sinal do Codex. Tischendorf já havia reservado os camelos para o percurso de volta quando o abade convidou o hóspede a vir até a sua sala para um último drinque. O monge tirou um punhado de papéis de um pano vermelho e mostrou a Tischendorf não só as páginas que este havia deixado para trás, mas outras 260 peças do manuscrito.

Tischendorf ficou pasmado. À luz pálida do luar, ele folheou a cópia mais antiga de Jeremias, do Apocalipse e das Epístolas. "Meus olhos estavam cheios de lágrima e eu fiquei mais feliz do que em qualquer outra ocasião na minha vida", escreveu o pesquisador. Tischendorf foi até o abade e lhe ofereceu 10 mil thalers, mas o clérigo recusou-se a vender o documento.

No entanto, ele permitiu que o professor pegasse emprestado o manuscrito quase completo, de forma que este pudesse ser reproduzido e impresso na Europa. O abade pediu um recibo e fez com que o alemão prometesse entregar as páginas de volta o mais rapidamente possível. Mas Tischendorf teve uma outra idéia: Não seria maravilhoso, disse ele, presentear o tsar com os documentos manuscritos para comemorar o aniversário de 1.000 anos da monarquia russa? Ele garantiu ao abade que isso traria ao mosteiro fama, boa fortuna e dinheiro. Os monges teriam concordado.

"Infelizmente esse plano para o presente não foi adiante", afirma Böttrich, o especialista no Novo Testamento. Pessoas descontentes na corte de São Petersburgo foram contra a idéia, e dez anos depois as páginas ainda estavam no Ministério das Relações Exteriores da Rússia. O arcebispo do Sinai, que era o responsável pelo monastério, só assinou um acordo entre os monges e a corte russa em 18 de novembro de 1869. A irmandade recebeu 9.000 rublos em ouro em troca - e aparentemente eles também queriam um navio a vapor.

Vários detalhes em torno do acordo ainda não foram inteiramente explicados. A nota de presente desapareceu, e os registros relativos à transferência do Codex estão atualmente nos arquivos do Estado russo, onde Natalya Smelova, integrante do projeto da Internet, os está analisando.

O Codex, praticamente completo

O projeto segue a todo vapor em Leipzig. Usando luvas de tecido branco, o conservador Ute Feller remove as páginas uma a uma de uma caixa de depósito que fica no porão. Inspetores munidos de lupas organizam arduamente uma lista de dobras e manchas. Cada abrasão, nota de margem e rasgão no manuscrito é anotado.

Enquanto isso, especialistas na Biblioteca Britânica, em Londres, estão usando instrumentos científicos para examinar o Codex da mesma forma que patologistas inspecionam um cadáver misterioso. Eles pretendem usar análise multiespectral para revelar traços escondidos de tinta, e buracos nas páginas podem responder a outras questões: quando esse magnífico trabalho se fragmentou? Como era a sua capa?

Até mesmo os reclusos monges do Sinai estão envolvidos nesse esforço gigantesco. Durante uma obra de construção na abadia, em 1975, surgiu uma sala cheia de detritos na qual foram encontradas partes adicionais do Codex Sinaiticus. Esse material foi mantido sob rigorosa proteção e não podia ser examinado por acadêmicos - até agora.

Toda a pesquisa - que também envolve especialistas norte-americanos e russos - lançou luz sobre aquilo que muitos consideram um dos primeiros livros do mundo. Ele foi criado entre os anos 330 e 350 da era cristã. Os escribas teriam se sentado a pequenas mesas, munidos de frascos de tinta e de lápis, rabiscando linhas de letras maiúsculas gregas sobre as peles claras de animais. O "Escriba A" foi o mais original. Ele escreveu com letras floreadas, mas foi negligente, esquecendo-se de quatro páginas do Evangelho de São Lucas. Ele simplesmente eliminou a famosa definição de amor na Primeira Epístola de São Paulo aos Coríntios. Teria isso sido intencional? O "Escriba D" percebeu os erros e acrescentou o texto que estava faltando na margem.

Mas quem teria encomendado o trabalho? Vários pesquisadores acreditam que a ordem veio diretamente de Constantino, o primeiro imperador romano cristão. No ano 313 ele suspendeu todas as sanções estatais contra aquela religião que à época era perseguida como um "culto judeu". Ele ordenou a construção de diversas igrejas, e tinha 50 Bíblias magníficas feitas para disseminar pelo Império Romano a religião pouca conhecida baseada no amor fraternal. O Codex pode ter sido escrito durante esse período.

A seção do Novo Testamento do Codex prova como ele é antigo. Ela inclui não apenas o texto usual, mas também dois capítulos apócrifos, que mais tarde foram removidos pelos fundadores da igreja. A Epístola de Barnabás foi escrita por um aluno dos apóstolos, e o Pastor de Hermas consiste de cinco visões do apocalipse escritas no início do século dois.

Os pesquisadores pretendem apresentar os seus resultados ao mundo até 2010 usando um website. Centenas de milhares de palavras terão que ser traduzidas e digitalizadas até lá. O trabalho é lento, e alguns monges do Monte Sinai ainda ficam furiosos ao ouvir o nome Constantin von Tischendorf.

"Os especialistas passaram os últimos dois meses trabalhando em um pequeno relatório sobre a história inicial do manuscrito", afirma uma pessoa que está envolvida no projeto. "O texto é de apenas uma página, mas eles simplesmente não conseguem concluí-lo".

Ele explica o motivo para a demora: "Todo tipo de consenso desaparece todas as vezes que alguém decide como escrever algo a respeito da situação legal do manuscrito".

Tradução: UOL

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Análise: Cresce polarização entre judeus e árabes de Israel

CLAIRE BOLDERSON
da BBC Brasil, em Israel

"Há apenas uma coisa em comum entre os árabes e os judeus em Israel", diz Amnon Rubinstein com um sorriso irônico. "Eles se detestam. É triste, mas verdade."

O ex-ministro da Educação de Israel, atualmente trabalhando para o Centro de Estudos Interdisciplinares de Herzliya, não é o único israelense tenso por causa da deterioração das relações entre os judeus e a minoria árabe no país.

Uma série de eventos que ocorreram desde a guerra no Líbano, no ano passado, reacendeu temores em Israel de um inimigo interno.

Na época, alguns árabe-israelenses foram extremamente críticos às ações israelenses. E, nesta semana, um dos mais ativos críticos renunciou ao seu assento no Parlamento israelense, o Knesset.

Relatos nesta quinta-feira dizem que Azmi Bishara está sendo investigado pela polícia israelense por ter supostamente ajudado o inimigo durante a guerra.

Mas Bishara, que deixou o país, disse que está sendo perseguido por causa de suas críticas ao Estado judeu. O caso exacerbou a crescente polarização das comunidades judaica e árabe em Israel.

Minoria

Os árabes constituem quase 20% da população, mas há muito tempo eles reclamam de discriminação, uma acusação que os números oficiais parecem confirmar.

Grande parte das vilas árabes recebe menos ajuda financeira do Estado do que as cidades judias, apesar de serem geralmente mais pobres.

A expectativa de vida dos árabes é menor, assim como seu desempenho escolar.

Mas tão ruim quanto esses problemas é a postura da maioria judia, de acordo com os árabes-israelenses.

"Quando eles olham nos seus olhos, você sabe. Eles não precisam falar com você. Você sabe se alguém gosta de você ou não", diz Ahlam, de 18 anos, em um café de Nazaré.

Ela planeja ir à universidade, mas reclama que terá que trabalhar o dobro de qualquer estudante judeu para conseguir uma vaga, só porque é árabe.

Futuro

São descontentamentos como esse que estimularam líderes árabe-israelenses a compilar uma série de relatórios sobre o status dos árabes em Israel --ou cidadãos palestinos de Israel, como muitos se denominam-- e a sugerir soluções.

O relatório mais provocativo para os judeus de Israel foi o encomendado pelos prefeitos de cidades árabes e escrito por importantes acadêmicos árabes.

O relatório intitulado "Visão Futura dos Palestinos em Israel" não apenas lista os problemas de discriminação.

O documento quer que Israel deixe de ser um Estado judeu, que o hino nacional e a bandeira com a estrela-de-davi sejam eliminados.

Israel se tornaria um Estado com dois povos iguais, os judeus e os árabes.
Para que isso aconteça, diz o relatório, os árabes precisariam de muito mais autonomia política e cultural, com seu sistema próprio de educação e um currículo separado, por exemplo.

Solução

Tudo isso é completamente fora de questão para os judeus de todas as orientações políticas em Israel.

"Israel pertence não só a seus cidadãos, mas também aos judeus do mundo", disse um comentarista de esquerda.

"Nós queremos preservar nossa exclusividade e, se houver uma ameaça a isso, então ficaremos amedrontados", acrescentou.

O relatório deu aos judeus israelenses uma razão para ter medo.

No momento, o pouco do processo de paz com os palestinos que existe na faixa de Gaza e na Cisjordânia é baseado na noção de que um dia haverá dois Estados, um judeu e um palestino, existindo lado a lado.

Mas o que os árabe-israelenses fizeram foi propor dois Estados, só que sem que nenhum dos dois seja judeu. E isso confirmou o antigo medo dos israelenses de que nunca seriam aceitos na região.

 
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   Sefirot, as dez emanações Divinas


 Pergaminho cabalístico, 1605 - Oxford LibraryRabi Moisés de Leon, cabalista espanhol do século XIII, escreveu: "As dez sefirot são o segredo da existência, o aparato da sabedoria, o meio pelo qual os mundos de cima e de baixo foram criados".Edição 29 - Junho de 2000
           

Segundo o Zohar, D´us deu forma e conteúdo à Sua Criação através das dez sefirot. Toda a realidade, tanto espiritual quanto material, é criada por meio destas que são vistas como "forças fundamentais", "recipientes" da atividade de D´us. 

As sefirot são "canais" através dos quais a energia Divina flui, permeia e se torna parte de cada coisa que existe, criando assim uma "corrente espiritual" que liga e vivifica todas as coisas, impregnando-as da Essência Divina. As leis que regem o fluxo destas energias foram estabelecidas durante o processo da Criação, que pode ser vista como uma progressiva transformação de níveis de energia espiritual. 

Nesta progressiva transformação, foram criados universos espirituais paralelos, sendo o nosso mundo o último desta corrente. Em nosso mundo, a Luz está mais afastada da sua Fonte Divina, portanto D´us está mais "escondido" de nós e, por isso, este mundo é espiritualmente inferior aos outros. Mas, ao mesmo tempo, é superior por ser a meta e o fim da Criação Divina. Nele, o homem -única criatura com livre arbítrio - pode afetar, por meio de suas ações, o fluxo das Energias Divinas, criando mudanças de grande proporções em outros mundos. 

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Com isto poderá aperfeiçoar o Cosmo e fazer com que a Criação vá aproximando-se de sua meta Divina.Nos textos cabalísticos podemos encontrar enumeradas onze sefirot. No entanto, como duas destas - Keter e Da'at - representam dimensões diferentes de uma mesma força, ambas se excluem mutuamente. Por isso, a tradição geralmente fala de dez sefirot. O Zohar, Livro do Esplendor, a obra central da Cabalá, de autoria do Rabi Shimon Bar Yochai (séc II EC) e, mais tarde, a doutrina de Rabi Isaac Luria centram-se nas sefirot. Seu conceito aparece em outras obras como o Sefer Yetsirá, atribuída ao patriarca Abraão, e o Sefer Ha-Bahir de autoria de Rabi Nechunia ben ha-Kanah.

As sefirot parecem estar envolvidas em um mistério, de difícil compreensão, já que além de serem puramente espirituais, possuem inúmeros e complexos níveis de significado, inúmeras interpretações e implicações. Podemos até vislumbrar como agem, mas só alguns sábios espiritualmente elevados, verdadeiros mestres da Torá, chegam a compreender sua essência e seus segredos. 

Por que, então, estudar ou se preocupar com assunto tão indecifrável? Porque, como escreveu Rabi Moisés de Leon, as sefirot são o segredo da existência e de nós mesmos, o segredo de como nos aperfeiçoamos, aperfeiçoando, ao mesmo tempo, o mundo à nossa volta.O que é uma sefiráCada sefirá é um modo ou um poder específico através do qual D'us governa e sustenta o Universo. 

Por isso, as sefirot podem ser consideradas como "atributos" ou "qualidades", ou ainda, "vestimentas" Divinas. Quando pedimos a D´us que use conosco de Sua Bondade Absoluta e nos abençoe com a Sua Abundância, estamos pedindo para que Ele se releve através do atributo da sefirá Chessed.Podemos dizer que as sefirot são a "matéria-prima" do Cosmo, o "código genético" que pode ser identificado em todos os níveis e dentro de todos os aspectos da Criação. Tudo o que foi criado - do mais espiritual ao mais material, do maior ao menor - toma forma através das sefirot. 

Segundo nossos sábios místicos, por este motivo elas constituem o paradigma conceitual para se entender a Criação.O Rabi Isaac Luria, o Arizal, afirmava que as sefirot são "tanto os instrumentos que D´us usa para dirigir o mundo, quanto as janelas através das quais podemos perceber o Divino". 

A palavra sefirá é relacionada com várias palavras hebraicas: Saper, que significa revelar ou se comunicar; Sapir, safira, brilho ou luminárias; Safar, contagem, número, e também com Sefar, que significa limite, fronteira. Em sua essência, todas estas palavras têm conceitos inter-relacionados e apontam para duas funções básicas das sefirot.

Em primeiro lugar são "luzes" (orot). A luz de uma sefirá é o fluxo de energia Divina que está em seu interior e serve para revelar ou expressar a grandiosidade Divina. Em segundo lugar são "vasos" ou "recipientes" (kelim) que "filtram" ou "revestem" a Luz Infinita que as preenche. Trazem esta Luz desde a Fonte de Todas as Fontes, Raiz de todas as Raízes, D´us Infinito, o Ein Sof, até nosso mundo finito. Sem estes "filtros" ou "vestimentas" a Criação seria totalmente dominada pela Luz Divina. Em sua trajetória espiritual, a Luz vai diminuindo, possibilitando que a Criação se aproxime do Criador.

Para tentar entender estes conceitos, pensemos por um instante no sol, uma das menores estrelas criadas por D´us neste universo. Apesar de posicionado a milhões de quilômetros da Terra, sua energia nos dá luz e calor indispensáveis. Mas, se tentarmos fitá-lo, sem proteção, sua luz nos cegará. Imaginemos uma nave espacial tentando aproximar-se do sol. O calor e a energia a aniquilariam !

Do ponto de vista humano, as sefirot podem parecer possuir existência múltipla e independente. Uma sefirá representa a força e o poder do julgamento rigoroso; outra, a bondade e o amor; outra, a misericórdia e assim por diante. Porém, as sefirot e o Ein Sof formam uma unidade, uma existência única.

Moisés Cordovero, cabalista do século XV escreveu a este respeito: "Para ajudar-te a conceber o processo da emanação das sefirot, imagina a água que escorre por vasos de diferentes cores: branco, vermelho, verde e assim por diante. À medida em que a água se espalha nesses vasos, parece adquirir a cor do vaso, embora seja desprovida de cor. A mudança na cor não afeta a água em si, mas apenas a nossa percepção da mesma. O mesmo acontece com as sefirot. A essência não muda; só parece mudar quando escorre dentro dos vasos ".

De onde vêm? O processo de emanação

Numa interpretação mística, o primeiro capítulo de Gênese, ao relatar a Criação, descreve um início, o mais primordial: revela o processo da saída de D'us das profundezas Dele mesmo e a emanação das dez sefirot, ou seja, sua emergência de dentro do Ein Sof, D´us Infinito.

Para se referir a D'us os cabalistas mais antigos cunharam o termo Ein Sof, que significa literalmente "Infinito" ou "Aquele que não tem fim nem limite". Um dos axiomas básicos da Cabala é que o homem não tem meios de entender D´us, Infinito e Imutável, nem tão pouco os Seus motivos. Porém, apesar de D'us ser ilimitado e oculto, Ele se revela a nós parcialmente - e na medida em que cada um de nós pode reconhecer o Seu poder e a Sua existência - através da Criação e das dez sefirot. Em contraste com este D'us "pessoal" das sefirot, Ein Sof representa a transcendência absoluta de D'us.

Segundo o Rabi Isaac Luria, "no início do início" a Luz de D'us Infinito, Or Ein Sof, preenchia toda a realidade, pois D'us é a própria Realidade, sem início e sem fim. Nada havia além da Luz Divina, pois nada pode manter sua própria existência dentro do Ein Sof. Para que o universo passasse a existir como entidade independente, D'us Se "ocultou" e Se "retraiu", cedendo espaço para a Sua Criação. Esta ação não diminui, de modo algum, a Perfeição Divina. Este conceito de ocultamento da Luz Divina é chamado nos textos cabalísticos de tzimtzum (contração). Esta "contração" resultou no aparecimento de um "espaço" vazio, um "vácuo", um "ponto" no qual o universo passou então a existir.

Rabi Haim Vital, cabalista e discípulo do Ari, ao explicar o processo dessa retração Divina, tzimtzum, dá o seguinte exemplo: "A Luz retirou-se como a água de uma lagoa quando agitada por uma pedra. Quando a pedra cai na lagoa, a água que está naquele exato lugar não desaparece, mas se afasta, incorporando-se ao restante. Desta forma, a Luz retraída convergiu-se para o além e no meio ficou o vácuo".

No vácuo primordial criado por este tzimtzum passou a existir a ausência da Luz, a escuridão primordial. Neste "vácuo", D'us emanou um "raio" que serviu de "condutor" da Luz Divina finita. A revelação inicial dentro do "vazio" primordial é a revelação da Luz. Em Gênese, a primeira declaração explícita da Criação foi: "D'us disse: Faça-se a luz e a luz se fez".

A partir deste "raio" de Luz, as dez sefirot emanam de forma sucessiva e em ordem específica. É através destas que D'us - por Sua vontade - limita Sua Luz e manifesta qualidades específicas que Suas criaturas podem apreender e absorver.

De uma forma simplificada, no decorrer do processo de emanação das sefirot são criados cinco universos paralelos - olamot, quase todos espirituais em sua essência. O primeiro Adam Kadmon é completamente ligado e unido ao Ein Sof, na realidade não poderia ser chamado de universo. Segue-se o Atzilut, o mundo da emanação; Beriyá, da criação, Yetzirá, da formação, e, por último, Assiyá, o mundo da ação no qual vivemos.
As Dez Emanações Divinas

Apesar de D'us ter-Se "ocultado", continua intimamente conectado à Sua Criação, pois sem Ele nada existe. Como vimos, agindo como um canal de ligação entre D'us e Sua Criação, as sefirot permitem a D'us , Infinito e Ilimitado, interagir com Sua Criação, finita e limitada. É através destas que o Ser Absoluto se revela e se conecta com Sua Criação. A simples relação de seus nomes não vai transmitir adequadamente sua essência. Além disso, temos que ter em mente que as imagens e símbolos são usados apenas para nossa compreensão, pois não expressam o mistério da Criação e tem que ter cuidado ao abstrair os conceitos.

A configuração gráfica das sefirot, em textos cabalísticos, é uma composição vertical ao longo de três eixos paralelos. Textos cabalísticos usam vários nomes quando referem-se à mesma: uma árvore (etz), uma escada (sulam) ou a "imagem celestial de D´us" - (tzelem Elokim).

Neste caso a configuração lembra um corpo humano. Segue-se a ordem de emanação das sefirot:
\Keter, coroa - representa a onipotência e onipresença de D'us ; a Vontade Divina Absoluta; a Soberania e Autoridade de D'us sobre todas as forças da Criação. É a primeira e mais elevada das sefirot e está além de qualquer compreensão. De tão inexprimível, às vezes nem é incluída entre as dez sefirot. É a mais próxima da Fonte Divina, é a base de toda a Criação. Keter transcende as leis que governam o universo, pois estas só passam a existir após a emanação das sefirot de Chochmá e Biná. A Cabalá refere-se a esta sefirá como o "mundo da Misericórdia".

Chochmá, sabedoria - é o pensamento puro que D'us utiliza para o funcionamento do universo. É o poder da Luz Original, a força primordial usada para criar os céus e a terra. Chochmá é a inspiração inicial da qual o Cosmo evoluiu. É vista como "a planta" usada para a criação do universo físico e espiritual, pois contém - potencialmente - todas as leis que vão reger a Criação e os axiomas que determinam como estas leis funcionam. É a raiz dos elementos espirituais: fogo, água, terra e ar. Sua essência é também incompreensível para nós.

Biná, entendimento, a compreensão, a lógica. Com sua emanação, é criado o sistema lógico pelo qual os axiomas de Chochmá são delineados e definidos. É através da Biná que podemos começar a entender os axiomas tanto da Criação quanto do nosso próprio ser.
Da'at, conhecimento; a "lógica aplicada" de modo diferente das duas anteriores. Não é apenas o acúmulo, mas também a soma de tudo o que é conhecido. É a capacidade de juntar as informações básicas e fazê-las funcionar logicamente.

Quando Keter se manifesta, D'aat se oculta, já que são manifestações interna e externa, respectivamente, da mesma força.

Chessed, graça, amor e bondade que nos beneficiam; a grandeza (Guedulá) do amor. Esta sefirá representa o dar incondicional, o altruísmo, o impulso incontrolável de expansão. É D'us dando-se às Suas criaturas de forma irrestrita, abrindo todas as portas da Sua Abundância. D'us usou este atributo como o instrumento supremo no processo da Criação.

Guevurá - poder, justiça, o julgamento severo (Din); as forças para disciplinar a criação. Guevurá representa a contração, a restrição, a criação de barreiras. A "auto-limitação" Divina foi indispensável para a criação do Cosmo. A Cabalá se refere a esta como midat hadin, a medida ou atributo do julgamento, do rigor.

Esta sefirá direciona a energia espiritual para atingir uma meta específica. É a força que permite o controle para podermos vencer tanto nossos inimigos internos quanto os externos.

Tiferet, beleza, no sentido da harmonia. É a combinação da harmonia e da verdade, dando espaço para a compaixão. Esta sefirá está associada com o poder de conciliar as inclinações conflitantes de Chessed e Guevurá, para que haja compaixão. Na Cabalá é designada como midat harachamim, "o atributo da misericórdia". A alma do homem emana desta sefirá pela união desta qualidade com Malchut, o corpo.

Netzach, vitória, eternidade, resistência. Esta sefirá representa a imposição Divina. É o domínio, a conquista ou a capacidade de vencer. Representa o motivo primeiro da Criação: a capacidade de vencer o mal.

Hod, esplendor, empatia. Esta sefirá permite que o poder e energia repassados sejam apropriados e aceitáveis a quem os recebe. É responsável pela criação dentro de uma relação do espaço deixado para o outro. A qualidade espiritual de Hod salienta o atributo da humildade e reconhecimento. Hod representa também a submissão que permite a existência do mal.
Yesod, fundação; alicerce representa a reciprocidade ideal numa relação. É o meio de comunicação, o veículo de transporte de uma condição para outra. Representa o lugar do prazer espiritual e físico; o vínculo mais poderoso que pode existir entre dois indivíduos, assim como entre o homem e D'us: a aliança entre D'us e Israel: o Brit Milá.

Malchut, reinado. É a Schechiná, o aspecto imanente de D'us neste mundo. É o mundo revelado onde o potencial latente é concretizado. É o poder que D'us nos deu de receber Dele. Como símbolo do receber, esta sefirá é caracterizada como aquela que não tem nada próprio. É um keli, um mero recipiente. Malchut é o último elemento de uma corrente que se inicia na Vontade Divina e encontra sua realização neste mundo. Aquele que recebe pode dar de volta, tornando-se além de receptor, um doador.

As sefirot são refletidas no homem e desta forma o homem compartilha o Divino. A pessoa que somos é determinada pelas sefirot no mundo da ação, pois são as bases de nossa personalidade individual. O "cabo condutor" ou o canal através do qual estas se manifestam, é a nossa alma.

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Sábado, Abril 21, 2007

e por falar em anti-semitismo catolico....

Folha de São Paulo, 21/04/2007

Fonteles acusa cientista de ter viés judaico

DA REPORTAGEM LOCAL

O clima de batalha ideológica que se instaurou ontem no STF resvalou para insinuações de natureza religiosa. Cláudio Fonteles -franciscano que recrutou cientistas vinculados à Igreja Católica para deporem na audiência- nega ter sido motivado por sua ligação com a Igreja para mover a ação. "Fiz tudo à luz do Direito", disse.

Questionado sobre o conflito de interesses de sua formação cristã com o mérito da ação, Fonteles rebateu insinuando que uma defensora das pesquisas com embriões tem viés religioso.

"A doutora Mayana Zatz, que é o principal elemento de quem pensa diferentemente da gente, tem também uma ótica religiosa, na medida em que ela é judia e não nega o fato", disse o procurador. "Na religião judaica, a vida começa com o nascimento do ser vivo. Então, ao defender a posição dela, ela defende a posição religiosa dela, que é judia e que a gente tem de respeitar."

Em resposta à Folha, Zatz, brasileira nascida em Israel, afirmou que a argumentação de Fonteles é sectarista. "Desde o início da discussão sobre o uso de células-tronco embrionárias, apesar dos pontos de vista opostos, jamais tinha me defrontado com a tentativa de desqualificar meus argumentos com argumentos anti-semitas", disse. "Estou triste, porque isso contraria a tradição de tolerância e de respeito à diversidade religiosa que caracterizam este país. Posso garantir que minha defesa da pesquisa com células-tronco embrionárias está longe de ser motivada por razões religiosas. É por meus pacientes, para minorar o sofrimento deles." (RAFAEL GARCIA E LAURA CAPRIGLIONE)

Comentário:

Na missa católica dominical, havia uma oração que pedia a Deus o arrependimento dos "pérfidos judeus". Com o Concilio Vaticano 2, e com muita dificuldade, foi retirada aquela súplica do ofício divino. Mas no fundo do coração de muitos católicos, o sentimento e sua expressão verbal continua, surgindo em momentos difíceis como os que se passaram no STF. Converso muito com judeus que, não raro, preferem a esperança enganosa que promete a mudança de consciência católica ao anti-semitismo explícito de outrora. Sempre lhes digo que tenham cuidado, pois algo como a intolerância contra os judeus é milenar e tais hábitos (como demonstram Platão, Montaigne, Maquiavel e outros) estão impressos na cultura, ou melhor, no corpo e na alma dos que se julgam salvos, nadando no verdadeiro. Fiquei mais triste ainda do que a Dra. Zatz, porque na condição de católico, tenho ainda de carregar esta culpa de boa parte dos que vivem na Mater et Magistra.

Seria bom que o Dr. Fonteles relesse a Declaração Nostra Aetate do Concilio. A releitura lhe faria muito bem.

Roberto Romano
Postado por Roberto Romano às 9:57 AM
 
 
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Relembrando

A ciência sob pressão - o desrespeito à liberdade de cátedra



Data: Thu, 15 Feb 2007 17:44:11
De: "Cláudia A.P.Ferreira (FL/UFRJ)"  
Assunto: A ciência sob pressão - o desrespeito à liberdade de cátedra.


B"H
 
 
HOME: REVISTA: CIÊNCIA, TECNOLOGIA & MEIO AMBIENTE 14/02/2007
 
 
 
Joédson Alves  
"Fui ameaçada de morte e precisei de escolta para lançar meu livro" Débora Diniz, especialista em medicina fetal que defende o aborto em casos de má-formação  
No passado...
Hoje...
 

EXCLUSIVO
A ciência sob pressão
Vítimas do conhecimento que acumulam,
pesquisadores são perseguidos no Brasil
e no exterioR, enfrentando uma guerra
contra seus direitos individuais
Por Júlio Wiziack
 
Única brasileira a receber o prêmio Manuel Velasco-Suarez, a mais alta honraria concedida pela Organização Panamericana de Saúde (Opas), a antropóloga Débora Diniz nem teve tempo para comemorações. Foi demitida da Universidade Católica de Brasília, onde lecionava, no mesmo dia em que colocou a mão no troféu concedido por seu trabalho na área de medicina fetal. O episódio, ocorrido há cinco anos, ganhou repercussão internacional, especialmente depois que a Pró-Vida, uma organização ligada à Igreja Católica, começou uma campanha contra a pesquisadora, a quem chamava de "a abortista". Desde então, Débora teve de trocar quatro vezes o número de seu telefone e perdeu a conta das ameaças que recebeu (uma delas foi de morte). Depois de anos exigindo retratações, a especialista chegou no início deste ano à mais alta instância do Judiciário. Sua ação por danos morais corre no Supremo Tribunal Federal (STF). A justificativa: o desrespeito à liberdade de cátedra.
 
Max G  Pinto
"Tentaram destruir minha reputação porque alertei contra um medicamento" Anthony Wong, infectologista
Criada na Alemanha por volta de 1830, a cátedra é um sistema que garante a um professor universitário autonomia de pesquisa, independentemente do local onde trabalha. Na prática, isso significa que ele não pode ser demitido nem pressionado para mudar sua linha de estudo. "A idéia é preservar a produção do conhecimento, livrando a ciência dos conflitos de interesse", diz Flávio Edler, presidente da Sociedade Brasileira de História da Ciência (SBHC).
 
No Brasil, os problemas começaram a surgir em universidades particulares, principalmente as confessionais – nome dado às instituições ligadas a grupos religiosos. Nesses centros são grandes as chances de censura sempre que os dogmas seculares entram em xeque. Foi o que aconteceu com Débora Diniz, cujos estudos comprovaram os benefícios do aborto para as mulheres em casos de má-formação fetal. Consultada por ISTOÉ, a reitoria da Universidade Católica de Brasília não se pronunciou até o fechamento da edição.
 
Epitácio Pessoa/ae
SIGILO O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva (acima), e o diretor do IPEN, Cláudio Rodrigues (à dir.), são proibidos por lei de revelar os segredos da centrífuga brasileira de enriquecimento de urânio
Mas esse silêncio tem prazo de validade. A ação que chegou ao STF promete abrir uma discussão pioneira. Afinal, universidades e centros de pesquisa confessionais recebem boa parte dos recursos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Para se ter uma idéia, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Rio Grande do Sul recebem juntas 4% das verbas liberadas pelo CNPq. É mais do que ganham a Universidade Federal da Paraíba, a Universidade Federal de Goiás, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, núcleos fundamentais para o desenvolvimento do Norte e do Nordeste.
 
Bio Barreira
SIGILO O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva (acima), e o diretor do IPEN, Cláudio Rodrigues (à dir.), são proibidos por lei de revelar os segredos da centrífuga brasileira de enriquecimento de urânio
Evidentemente, a solução não é a limitação das verbas para os núcleos religiosos de pesquisa. O crucial é garantir que eles mantenham seus preceitos bem longe dos laboratórios. Além disso, quem decide pagar por um curso universitário nessas escolas está em busca de conhecimento científico, puro e simples. É o que mostra um levantamento da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais segundo o qual menos de 2% dos universitários escolheram a instituição levando em conta a orientação religiosa.
 
A violação da liberdade científica também ocorre em universidades e agências de pesquisa públicas. Chefe do Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Hospital das Clínicas de São Paulo, o infectologista Anthony Wong fez um alerta recente aos riscos oferecidos pelos remédios contra dor de cabeça, como o Tylenol. Para ele, o excesso do medicamento aumenta as chances de falência do fígado, podendo levar à morte.
 
Segundo o hospital, o laboratório Aché encaminhou uma carta sugerindo a censura ao especialista devido ao tom alarmista de suas declarações. Wong, cujo trabalho é reconhecido internacionalmente, foi submetido a uma investigação, mas o rigor de seus estudos falou mais alto: "Minhas opiniões foram comprovadas cientificamente por meus colegas."
 
Max G Pinto
"A Anvisa me persegue porque meus estudos comprovam a ineficácia da grande maioria dos remédios aprovados pela agência e que circulam no mercado" Gilberto De Nucci, farmacologista da USP que teve seu laboratório fechado no final de 2006
Na Universidade de São Paulo (USP), o farmacologista Gilberto De Nucci comprou briga ao afirmar que pelo menos 80% dos remédios em circulação são ineficazes: "Eles servem para alguma coisa, mas não exatamente ao que se propõem." Pioneiro na bioequivalência, área que realiza testes de eficiência dos genéricos antes de chegarem às farmácias, De Nucci teve um de seus laboratórios fechado no final do ano passado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo os laudos oficiais a que ISTOÉ teve acesso, normas para a compra de medicamentos não foram seguidas. Mas no centro desse imbróglio residem conflitos de interesse entre a USP, que abrigava o laboratório, empresas farmacêuticas, a Anvisa e o próprio De Nucci.
 
Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente encomendou a um grupo de especialistas da Universidade Federal e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) a análise do relatório de impacto ambiental da siderúrgica EBX, que está sendo instalada pelo empresário Eike Batista em Corumbá. Coordenados pela bióloga Débora Calheiros, os peritos descobriram, em meados de 2006, que o empreendimento, da forma prevista originalmente, causaria acúmulo de mercúrio, um metal pesado e cancerígeno. No dia da audiência pública marcada para a discussão do projeto, uma rádio de Corumbá pediu que os moradores espantassem os ambientalistas à bala. O caso foi parar na Justiça. "Voltamos à era das perseguições inquisitórias", diz Débora.
 
Existem ainda os cientistas que trabalham monitorados em tempo integral porque lidam com áreas estratégicas. No final de 2005, um especialista da Embrapa, que aceitou conversar com ISTOÉ sob condição de sigilo, foi chamado ao Gabinete de Segurança Institucional, em Brasília. Lá, entregaram-lhe uma pasta confidencial contendo uma investigação sobre sua vida pessoal e profissional. "Disseram que poderiam ajudar ou atrapalhar minhas pesquisas", diz. "Fiquei constrangido." Hoje ele trabalha para os militares e não pode dar detalhes do projeto do aeromodelo pilotado via satélite que escapa de radares.
 
Atual presidente da Eletronuclear, o almirante reformado Othon Luiz Pinheiro da Silva foi o engenheiro que projetou a centrífuga brasileira de enriquecimento de urânio nos anos 80. Seu maior segredo, ainda mantido sob sete chaves, reside numa tecnologia que usa um campo magnético para fazer as engrenagens da máquina girarem sem atrito, resultando numa economia de energia. Em 1994, ele teve seu telefone residencial grampeado e o apartamento bisbilhotado por um espião americano que se mudou para o prédio onde o engenheiro morava. "Isso quase causou um incidente diplomático", diz. Por isso, Othon passou a adotar a política do isolamento: "Só falo de trabalho com meus funcionários." Essa também é a estratégia de Cláudio Rodrigues, diretor do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen). Para profissionais como esses, a pena por vazar segredos científicos é a prisão.
 
Nos EUA, a pressão do Estado toma conta dos laboratórios desde julho de 2006, quando o presidente George W. Bush determinou que todos os estudos fossem revisados antes da publicação. Um levantamento feito pela Union of Concerned Scientists (UCS) mostrou que a política do "cala a boca" já afeta oito das agências que fazem estudos ambientais e outras cinco da área de saúde. No FDA, órgão responsável pela liberação de medicamentos, 18,4% dos cientistas afirmaram ter feito "correções" em suas pesquisas. No Congresso americano, os deputados tentam aprovar uma legislação que restabeleça a integridade científica. No Brasil, a comunidade acadêmica ainda aguarda uma lei que acabe de vez com essa pressão
 
 
NO PASSADO...
A IGREJA ERA A VILÃ DOS CIENTISTAS
 
PARACELSO (1493–1541)
Lançado ao ostracismo por seu método de tratamento de doenças à base de fármacos
GALILEU (1564–1642)
Condenado e preso pela Igreja Católica ao defender que a Terra girava ao redor do Sol
KEPLER (1571–1630)
Exilado em Praga pela Igreja por ter provado que os planetas se movem em órbitas elípticas
LAVOISIER (1743–1794)
Pai da química, ele foi decapitado durante a Revolução Francesa acusado de traição
 
 
HOJE...
O ESTADO E AS EMPRESAS TAMBÉM PERSEGUEM
 
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YURI BANDAZHEVSKY
O médico está preso há sete anos por criticar a política estatal de tratamento das vítimas de Chernobyl
ALEXANDR NIKITIN
Processado ao alertar para os riscos ambientais que submarinos naufragados na Noruega podem causar
East  News/contributor
JAMES HANSEN
O pesquisador da Nasa está proibido de dar entrevistas e de falar sobre o aquecimento global
VIL MIRZAYANOV
O russo foi preso ao denunciar o uso de cientistas na fabricação de armas químicas. Hoje vive nos EUA
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Brasil é pressionado a aceitar refugiados
EUA e ONU querem que País receba palestinos que hoje vivem em Bagdá
Jamil Chade


O governo dos EUA e a ONU estão pressionando o Brasil para que o País receba refugiados palestinos que vivem hoje em Bagdá, no Iraque.

O Brasil ainda hesita em aceitar os refugiados, já que seria uma forma de dar aval à guerra no Iraque. Ontem, durante conferência organizada pela ONU para tratar da questão dos refugiados iraquianos, o Itamaraty fez um alerta velado à pressão americana: a questão somente será solucionada com a estabilização da região e o fim da violência. Mas os americanos não desistem. 'Queremos que o Brasil ajude em um plano para lidar com a questão dos refugiados palestinos', afirmou a subsecretária de Estado dos EUA para assuntos globais, Paula Dobriansky. 

Hoje, o Brasil diz ter cerca de 4 mil refugiados no País, ainda que a própria ONU estime em seus documentos que apenas o número de colombianos na Amazônia chegaria a 15 mil.

No que se refere ao plano dos palestinos, a idéia inicial é de que o Brasil receba 30 pessoas para uma fase de testes. 

No total, existem mais de 4 milhões de refugiados palestinos, população que foi se acumulando desde a criação de Israel nos anos 40. No entanto, um dos grupos que mais preocupam o governo dos EUA e a ONU é o de palestinos que, durante o regime de Saddam Hussein, foram para Bagdá em busca de proteção. Com a queda do ditador, esses palestinos começaram a ser atacados pela população local. Durante o regime de Saddam, eram cerca de 40 mil palestinos na região de Bagdá. Hoje, são apenas 12 mil. 

Em seu discurso ontem na ONU, o embaixador brasileiro Sérgio Florêncio afirmou que o País estava preocupado com as condições humanitárias no Iraque. 'A situação é uma das piores crises humanas dos últimos anos.' O embaixador ainda apontou que o recebimento de refugiados no Brasil segue critérios 'exclusivamente técnicos'. Sem fazer nenhuma promessa, Florêncio disse que 'o Brasil vai acompanhar com atenção os resultados da conferência da ONU, as necessidades para a proteção de refugiados e possíveis respostas a problemas específicos'.

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Parashat Hashavúa

Tazría-Metsorá [Vaicrá 12:1 – 13:39]

 

Pequenos Milagres

 

No próximo dia 6 de Iyar, judeus e israelenses se unirão novamente para celebrar a fundação do Estado de Israel em 1948, um dos milagres mais visíveis ao longo de toda a história judaica. Surgiu um novo centro de gravidade para uma comunidade judaica mundial traumatizada pelo Holocausto, exatamente no mesmo lugar onde floresceram, uma vez, duas nações judaicas seguidas. A terceira nação judia ergueu-se moderna, em seu abraço à democracia, ao domínio da lei e à importância dada à educação e à cultura.

 

Mas é dos pequenos milagres que nos rodeiam que quero falar.

 

Nossa parashá começa com uma breve dissertação sobre um parto, não de um estado ou nação, mas de uma criança. O parto torna a mãe impura; no caso de um menino, por 33 dias, e no caso de uma menina, por 66 dias. A perda de fluidos corporais, especialmente de sangue, explica a impureza da mãe. Todo parto beira as fronteiras da morte.

 

Antes do advento da medicina moderna, muitas mulheres compartilharam do destino de Raquel, que morreu ao dar à luz seu segundo filho, Benjamin. Todo parto bem-sucedido, do qual mãe e filhos saíam saudáveis, era considerado um ato de Deus, digno de gratidão.

 

O nascimento de um bebê impulsionou a imaginação rabínica a representar Deus como um artista incomparável. Apropriadamente, elegeu um versículo da gratidão de Chana depois que Deus a curou da sua esterilidade. Quando devolveu Samuel, seu filho pequeno, ao Tabernáculo em Shiló para dedicá-lo a uma vida de serviço a Deus, ela afirmou triunfante:

O meu coração exulta pelo Eterno, o meu poder está exaltado no Eterno. Não há santo como o Eterno porque não há outro além de Ti, e não há Rocha como nosso Deus. (1 Samuel 2:1-2)

 

O Midrash se valeu da palavra bíblica tsur, rocha, a única apelação a Deus que aparece na Declaração de Independência de Israel: "Com confiança na Rocha de Israel (Isaías 30:29), damos nossa assinatura em testemunho a esta declaração ..." Em hebraico, as palavras para rocha e artista, tsur e tsaiár, têm a mesma raíz, embora tsaiár seja uma palavra pós-bíblica. Assim o Midrash relê o louvor de Chana a Deus, dizendo: "Não existe artista como nosso Deus." A criação de um filho é uma obra de arte incomparável. Os produtos da criatividade Divina preenchem o mundo de louvores a Deus. Enquanto um feto emerge de uma simples gota, os artistas mortais precisam de uma abundância de tintas e cores para produzir suas imagens humanas; o nascimento de um único bebezinho saudável torna menor o maior artifício dos artistas humanos (Midrash Tan'humá, Tazría 2).

 

Texto do rabino Dr. Ismar Schorsch

Originalmente publicado em 3 de Iyar 5764/ 24 de abril de 2004

Tradução e adaptação: Uri Lam, em 2 de Iyar 5767/ 20 de abril de 2007

 

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SEGUNDA-FEIRA, 23 DE ABRIL

Re[Corte] Cultural – 20h
Nilton Bonder

No Residência Michel Melamed conversa com o rabino e escritor Nilton Bonder. Gaúcho de Porto Alegre e formado em engenharia mecânica pela universidade de Columbia, Estados Unidos, não quis seguir carreira e optou pelo rabinato em 1981, e hoje está a frente da Sinagoga da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Durante o bate papo em sua casa no Alto da Boa Vista, ele fala da peça com Clarice Niskier, A alma imoral, baseada no seu livro homônimo que discute a religião. – "A energia mais legal da peça foi a confiança da Clarice. Desde o início rolou uma química, a maneira como ela se jogou na realização de tudo isso foi mágico" , elogia. Bonder também fala do passado, da vida pessoal e da família. Explica a relação do judeu, considerado ganancioso, com o árabe: "O judeu é uma construção européia numa sociedade onde ele sobrevive sendo usado por senhores feudais e imperadores como cobrador de impostos" . Comenta a importância das parábolas no judaísmo, esclarece o que significa sermão na igreja judaica e faz uma análise sobre comportamento e prospecções de futuro. "Há uma aceleração no olhar pro futuro, há uma estantâneidade, é preciso olhar um pouco pro passado, deixá-lo ter presença na vida das pessoas", ressalta.
No quadro Debatedeira, Michel recebe na segunda, 23, a jornalista e blogueira Dada Coelho; terça, 24, o grupo musical Moptop; na quarta, 25, e na quinta, 26, o produtor musical Perfeito Fortuna; e na sexta, 27, a atriz Samantha Schmutz.
Apresentação de Michel Melamed.
Direção de Denise Moraes.
Realização TVE Brasil.
Segunda e terça, 00h10; de quarta a sexta, 00h. Compacto aos domingos, 19h30.




 
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Meu avô que viveu mais de 100 anos costumava dizer, "eu vi todos e não há nenhum como os Judeus".

Nossa pequena cidade Druza tinha permanecido virtualmente a mesma por centenas de anos sob domínio Otomano e mais tarde pelo Britânico. Quando o Estado de Israel foi estabelecido em 1948, seguiu-se um rápido desenvolvimento, e pela primeira vez, nossas casas tiveram eletricidade e água corrente e toda criança recebeu educação gratuita e de qualidade.

Até mesmo no meio de toda aquela modernidade e relativo luxo, o maior elogio de meu avô para Israel veio como resultado de como o jovem estado tratou de seus cidadãos menos afortunados. Pela primeira vez em sua vida, meu avô, um operário de fábrica aposentado, recebeu uma pensão e teve acesso à cuidados médicos de qualidade. Ele dizia que uma sociedade poderia ser julgada pela forma como trata os anciões, os doente e os desempregados e que Israel provou ser forte e compassivo. Certamente, ele diria, tal nação será bem-sucedida .

Essa é a história não contada de Israel, uma nação que não mede sua força por sua riqueza ou poder militar, mas pela vibração de sua sociedade civil e pela diversidade de seu sistema democrático. Em um país onde a orquestra sinfônica, o teatro e a universidade foram todos construídos antes das instituições políticas do estado, existem mais de 40,000 associações cívis independentes agora. Elas fortalecem o nosso sistema de educação, protegem nosso ambiente e trabalham para trazer paz e justiça à nossa região.

Israel é uma sociedade imigrante com uma população diversificada: 1.3 milhões de seus cidadãos são Árabes que pertencem a vários grupos religiosos e étnicos. De fato, alguns ainda sofrem pela pobreza e pela falta de investimento igual nas suas comunidades por parte do governo, mas mesmo assim os Árabes-Israelenses ainda têm um padrão de vida mais alto do que qualquer um dos seus irmãos que vivem na região. Eles são cidadãos que podem votar e podem ser eleitos para cargos públicos. Eles têm o direito a cultos religiosos, de se reunirem e falar livremente sem medo de intimidação ou opressão. Desde o estabelecimento de nossa jovem nação, os Árabes mais livres do Oriente Médio residem no estado Judeu de Israel.

Com todos os desafios que enfrenta, Israel permanece sendo a única democracia no Oriente Médio. Isto só não faz do sistema político de Israel perfeito, mas é a perseguição infinita de mais igualdade que separa Israel de seus vizinhos.

Em minha cidade natal, eu vi o cumprimento do 'Sonho Israelense': profissionais jovens de todas as fés que estabeleceram carreiras de sucesso em direito, medicina, nos negócios e na diplomacia. Todos nós viemos de famílias de classe-média que usaram o sistema de ensino público e universidades do governo para criar um futuro melhor para nossas crianças. Nenhum de nós teria tido esta oportunidade se não fosse pela sociedade livre e aberta na qual vivemos.

Hoje, nossa liberdade está ameaçada pela vil ideologia de ódio vomitada pelo Hamas, Hezbolah e outras organizações semelhantes. Com o apoio de seus financiadores em Teerã e Damasco, estes extremistas fazem chover foguetes em aldeias Israelis e enviam homens bomba suicidas para nossos ônibus e mercados. Seus partidários aderem à falsa narrativa da eterna vitimização, tentando justificar cada ato de brutalidade e culpando Israel por todo sofrimento. Esta retórica vazia não muda o fato de que os estilhaços de suas armas não fazem diferença nem entre idade nem entre etnias. E a violência resultante afeta todos Israelis sem levar em consideração raça ou religião .

A defesa contra estes ataques violentos requer ação militar, mas a solução para os complexos problemas que nos levaram a este ponto se encontra nos fortes vínculos desenvolvidos entre os Árabes e os Judeus em Israel. Se nós coexistimos pacificamente em Haifa e Asifiya, por que não em Gaza, Beirut ou no resto da região?

Recentemente, eu assisti a uma cerimônia no Capitólio do estado da Geórgia em recordação a vida e ao trabalho do Dr. Martin Luther King Jr. Como Anwar Sadat e Yitzhak Rabin, ele deu sua vida em defesa do sonho da coexistência.

Por causa do que meu avô viu, minhas crianças e eu podemos viver este sonho como cidadãos de Israel. Hoje, nós olhamos para nossas fronteiras imaginando quando nossos vizinhos abraçarão o sonho da paz em lugar do pesadelo da guerra .




Escrito por: Reda Mansour. Publicado: Atlanta Journal Constitution. Tradução: Ivan Kelner
Publicado no site em: 17/04/2007


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Mensagem da Embaixadora de Israel

Mensagem da Embaixadora de Israel ,

Sra. Tzipora Rimon, às comunidades Judaicas do Brasil por ocasião do 59º aniversário da Independência do Estado de Israel

Caros (as) amigos (as),

Neste dia 24 de abril de 2007 comemoramos os 59 anos da criação do Estado de Israel. Essa é uma oportunidade para desejar a todos, em nome da Embaixada de Israel no Brasil e em meu nome, votos de feliz Yom Haatzmaut.

Desde a sua criação em 1948, Israel acredita na paz e continua a desejar o estabelecimento do diálogo e de relações pacíficas, tanto com seus vizinhos palestinos como com os estados árabes no Oriente Médio. Israel tem interesse em promover um processo de cooperação e normalização, e os estados árabes moderados podem, por sua vez, desempenhar um papel positivo nesse sentido. Em relação ao processo de paz com os palestinos, Israel está comprometido com a solução de dois estados que convivem em paz, sem terrorismo e sem violência. O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, convidou líderes árabes para participarem de uma conferência regional pela paz.

No entanto, foi vivenciado no Oriente Médio, a possível continuação da instabilidade geopolítica por causa dos esforços intensificados por forças radicais como o Irã (em face do seu programa nuclear) e dos grupos terroristas do Hamas, Jihad Islâmica e Hezbolah, em aumentar seus poderes políticos e militares. Esses grupos também realizaram há quase um ano, seqüestros de soldados israelenses e continuam a manter Gilad Shalit, Elad Regev e Ehud Goldwasser. Israel une esforços para conseguir a libertação dos soldados e levá-los de volta para casa.

A Assembléia Geral da ONU aprovou este ano, uma resolução rejeitando o fenômeno de negação do Holocausto. Há uma importância nesta atitude mundial, em face da campanha do Irã contra esse fato histórico, por meio da organização de uma conferência internacional em Teerã, para negar a Shoa e a existência do Estado de Israel.

Temos de reforçar junto com a comunidade internacional o combate a fenômenos como racismo, anti-semitismo e à negação do Holocausto. Ações contra essa tendência têm como exemplo a Conferência Internacional do Fórum Global para Combate ao Antisemitismo, convocada em fevereiro último, pela ministra das Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, em Jerusalém.

Neste 59º aniversário do Estado de Israel, a economia israelense está prosperando e florescendo, como se pode observar com o crescimento de quase 8 por cento nos últimos meses de 2006.

Os investimentos estrangeiros diretos alcançaram o ápice sem precedente. Como se pôde ver, foram 13,4 bilhões de dólares em 2006 e, ao mesmo tempo, as exportações de alta tecnologia (high-tech) se aproximaram dos 18 bilhões de dólares. A moeda israelense - Shekel - está forte, a infalção é insignificante e o déficit do orçamento é menos de um por cento do PIB.

As atrações de Israel encorajam turistas a visitar o país e nós esperamos que este ano muitos brasileiros tenham a oportunidade de conhecer as belezas de Israel.

Isael e Brasil mantém relações estreitas e ultimamente, no final de fevereiro, assinaram um acordo de cooperação bilateral em pesquisa e desenvolvimento industrial no setor privado. Este acordo permitirá uma promoção conjunta e apoio de projetos entre empresas, corporações e entidades dos dois países. Continuamos a elaborar outros acordos e programas, além de algumas visitas oficiais mútuas.

Este ano comemoramos dois eventos de fundamental importância para a história do povo judeu e do Estado de Israel: marcamos 60 anos da resolução da Assembléia Geral da ONU, chefiada pelo chanceler brasileiro Osvaldo Aranha, que decidiu no dia 29 de novembro de 1947 a criação do Estado de Israel. Em maio, marcamos 40 anos da unificação de Jerusalém, a capital do Estado de Israel e do povo judeu.

Esses eventos e o Dia Nacional de Israel nos permitem mais uma vez expressar a solidariedade entre o Estado de Israel e a comunidade judaica do Brasil. Unidos, festejamos o Yom Haatzmaut!

Chag Sameach!

Compareça ao ato religioso comunitário de Yom Hashoá

Hoje, na Sinagoga de Copacabana, às 18:30h, com o acendimento das 6 velas por sobreviventes do Holocausto e a execução do Hino dos Partisans pela Banda Sinfônica da Guarda Municipal.

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