30 de nov. de 2007

CHANUKAH

CHANUKAH



 

 
 
 Chanukah

(Despedida de Jerusalem,pormenor da parede do Arco de Titus em Roma,Itália)

A festa de Chanukah
 
História
Chanukah, ou Festa das Luzes, é celebrada por oito dias em Dezembro.Comemora-se a heróica vitória dos escassos Macabeus contra os poderosos Gregos. Vitória essa, influenciada pelo espiritual religioso e vontade independentista. Em hebraico, Chanukah significa inauguração, mas de fato será reinauguração do Templo de Jerusalém, pois este fora usado pelos ocupantes para reverenciar os seus deuses .  

                                                   
Os Macabeus rededicaram o altar do Tempo para o culto judaico. Ao tentarem reacender o candelabro (Chanukiah) na cerimônia de reinauguração, só encontraram um pequeno jarro de óleo sagrado com o lacre do sumo sacerdote ainda intacto. Milagrosamente, este óleo continuou ardendo durante oito dias. A mensagem da história do óleo milagroso é que D'us permite que algo puro, por pequeno que possa parecer, ilumine muito além de seu potencial natural. Da mesma forma, o pequeno exército dos Macabeus, lutando pela sua religião, derrotou a força do império grego, e o pequeno povo judeu, ao preservar os Ensinamentos de D'us, continua a existir, enquanto culturas poderosas baseadas em falsos ensinamentos já de há muito sucumbiram. Chanukiah é então o nome usado para este candelabro sagrado .

Lúdico
Sendo uma época festiva,se joga o  "dreidel", um pequeno pião, o sivivon,que,consoante a face que fica visível dá o direito,a quem o jogou,a receber guloseimas,mormente balas(rebuçados) ou nozes.

 


Social
Há ainda a considerar nesta época a tradicional parte de auxílio aos mais carentes, quer pecuniariamente quer em doações de alimentos.
 
Gastronomia
Na reunião familiar, sobre a mesa há os bolinhos de batata,levivah.
Porquê?
O serem fritas em óleo é no simbologismo do milagre do insuficiente azeite sagrado para a Chanukiah do Templo; o fato de serem de queijo é por recordação e homenagem a Yehudit, judia que em 164 AC) enfrentou com uma pequena porção de queijo o general grego Holofernes, concorrendo para salvar o povo hebraico.
As vicissitudes das épocas posteriores levaram a que o queijo fosse substituído por batata.


outro doce usual são os  sufganiot, que são sonhos("bola de berlim" em português) com recheio de geleia:


Sociologia
Há dois aspectos:
O religioso pela supremacia do judaísmo sobre a corrente greco-pagã da época e nacionalismo pela retomada da soberania hebraica

 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 
 



 

 


 




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Magal
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29 de nov. de 2007

Moderados têm de superar medo e unir forças

Moderados têm de superar medo e unir forças



No O Estado de hoje.

Thomas L. Friedman*

O Oriente Médio está vivendo algo que não vimos por muito, muito tempo: moderados se organizando um pouco, tomando posição e repelindo os vilões. Numa região onde extremistas vão até o fundo e moderados simplesmente se omitem, essa é a primeira boa notícia em anos - um oásis num deserto de desespero.

O único problema é que essa marcha dos moderados - que receberam um proveitoso reforço com o encontro de Annapolis - é movida, em grande parte, pelo medo e não por uma visão compartilhada de uma região onde sunitas e xiitas, árabes e judeus, negociem, interajam, colaborem e se entendam como aqueles países no Sudeste Asiático aprenderam a fazer para seu mútuo benefício.

Por enquanto, essa é a "paz dos medrosos", como formulou Hisham Melhem, chefe da sucursal em Washington do canal noticioso via satélite Al-Arabiya.

O medo pode ser um motivador poderoso. O medo de a Al-Qaeda dirigir suas vidas levou finalmente as tribos sunitas do Iraque a levantar-se contra os sunitas favoráveis à Al-Qaeda, até o ponto de alinhar-se aos americanos. O medo dos radicais xiitas do Exército Mehdi, apoiado pelo Irã, levou muito mais xiitas iraquianos a alinhar-se ao governo e ao Exército pró-americanos no Iraque. O medo de uma tomada do poder pelo Hamas levou o Fatah a um relacionamento mais estreito com Israel.

E o medo da expansão da influência iraniana colocou todos os Estados árabes - particularmente Arábia Saudita, Egito e Jordânia - trabalhando de maneira ainda mais estreita sob coordenação dos EUA e em tácita cooperação com Israel. O medo de um colapso do Fatah, e de Israel herdar para sempre a responsabilidade pela população palestina da Cisjordânia, levou Israel a apoiar a mesa de negociações de Washington. O medo do isolamento trouxe até mesmo a Síria para cá.

Mas o medo de predadores só pode levar até esse ponto. Para construir uma paz duradoura é preciso uma agenda comum, uma disposição dos moderados de trabalhar juntos para auxiliar-se mutuamente e ajudar, um ao outro, a vencer os extremistas em cada campo. É preciso algo extremamente em falta desde as mortes de Anwar Sadat, Yitzhak Rabin e o rei Hussein: coragem moral para fazer algo "surpreendente".

Desde 2000, os únicos que nos surpreenderam foram os inimigos. A cada semana eles nos surpreendiam com novas maneiras e lugares de matar pessoas. Os moderados, ao contrário, não vinham surpreendendo em nada - até as tribos sunitas no Iraque atacarem a Al-Qaeda. Minha dúvida para os próximos meses é se os moderados conseguirão surpreender-se mutuamente e surpreender os extremistas.

O ministro saudita das Relações Exteriores, príncipe Saud al-Faisal, anunciou antes mesmo de chegar a Annapolis que não haveria aperto de mãos com nenhum israelense. Isso é ruim. Apenas um aperto de mão não vai fazer Israel devolver a Cisjordânia. Mas um gesto de humanidade surpreendente, como um simples aperto de mãos entre um líder saudita e um líder israelense, ajudaria a convencer os israelenses de que há algo de novo aqui, de que não se trata apenas de árabes com medo do Irã, mas de árabes que estão realmente dispostos a coexistir com Israel.

O mesmo vale para Israel. Por que não surpreender os palestinos com um gesto generoso sobre prisioneiros ou bloqueios de estrada? O processo de paz israelense-palestino tem sido tão carente de conteúdo emocional desde o assassinato de Rabin que perdeu toda conexão com o cidadão comum. Ele se resumiu a palavras - um punhado de palavras confusas sobre "mapas da estrada".

Os sauditas são especialistas em dizer aos EUA que eles precisam ser mais sérios. Seria demais pedir aos sauditas que facilitassem nosso trabalho apertando a mão de um líder israelense?

A outra surpresa que precisamos ver é os moderados indo até o fim. Moderados que não estão dispostos ao risco do suicídio político para alcançar seus fins jamais derrotarão extremistas dispostos a cometer o suicídio físico.

*Thomas L. Friedman é colunista do jornal 'The New York Times'

Magal
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28 de nov. de 2007

Dias interessantes podem ser esperados no Oriente Médio

Dias interessantes podem ser esperados no Oriente Médio



Dias interessantes podem ser esperados no Oriente Médio

27/11 - 21:17 - Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel

Nahum Sirotsky, em Jerusalém – Annapolis, num certo sentido, foi um sucesso. Claro que não resolveu nenhuma das questões que separam israelenses e árabes. Como justifiquei em nota anterior, andaram exagerando no noticiário.

Imaginar que num só dia se pudesse resolver questões que desafiam a diplomacia há 60 anos, desde a criação do estado de Israel, foi falta de assunto ou de conhecimentos. Aqueles que foram a Annapolis acharam conveniente atenderem ao convite do presidente americano ou não poderiam perder oportunidade de demonstrarem o quanto se preocupam com os perigos da instabilidade do Oriente Médio.

Bush conseguiu que Ehud Olmert, chefe do governo israelense, e Mahmud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, assinarem declaração emocionante, redigida, com certeza, por profissionais da palavra, redatores de discursos bonitos que nada dizem. Uma especialidade que pode ser lida num espaço próprio do iG.

Nela assumem eles o compromisso de se empenharem ao máximo por meio de intensificação de negociações na solução do conflito entre os seus povos até o fim de 2008. O espetáculo de Annapolis foi um sucesso.

Negociar não é garantia de se resolver coisa alguma. Os lados prometem, mas vai ser duríssimo para Olmert e Mahmud Abbas se permanecerem no poder. Além de idéias que resolvam diferenças, ambos terão de obter o apoio das respectivas infra-estruturas políticas internas e opinião pública, o que exigirá extrema habilidade. E as chamadas organizações extremistas prometem atrapalhar ao máximo.

Em dezembro, em Paris, haverá reunião dos países-doadores de recursos para a Autoridade Palestina para que possa pagar salários e aliviar a miséria de muitos. A área palestina não produz para seu sustento, não tem uma economia.

Mas em Paris, Tony Blair, ex-primeiro-ministro inglês que vem trabalhando em silêncio no planejamento de instituições para a criação de um Estado Palestino, submeterá suas primeiras propostas com estimativas de custos. Serão para "reunir suficiente apoio financeiro internacional para a construção de uma Palestina viável e próspera", explica declaração do Quarteto – Estados Unidos, Rússia, Nações Unidas e vários dos mais importantes funcionários da União Européia.

É provável que sejam convidados ao encontro representantes da Liga Árabe, a comissão especial que segue de perto o trabalho do grupo Blair. O Quarteto "pretende continuar envolvido no processo."

Assim se faz a conta. Blair é o enviado especial do Quarteto para ajudar os palestinos a criarem instituições essenciais ao funcionamento do futuro estado, processo que a Liga Árabe acompanha por meio de uma comissão especial. O Hamas declara que o que Mahmud Abbas resolver, não terá validade. E promete continuar seus ataques diários de mísseis e morteiros a centros israelenses. Israel previne que não aceitará isto por mais tempo. Mahmud Abbas condena as ações do Hamas.

Olmert e Mahmud Abbas devem iniciar reuniões quinzenais no processo de intensificação das negociações. O presidente Bush está selecionando uma alta e experiente personalidade americana para acompanhar de perto as negociações entre israelenses e palestinos.

A conjunção dos fatores citados consiste num contexto de pressões permanentes para que israelenses e palestinos se entendam. Pode ser que acabe dando certo. É o que em inglês se chama de "wishful thinking", tradução de dicionário: ilusão, literal, pensamento desejoso.

E há um detalhezinho que pouco se comentou. Israel disse ao secretário-geral das Nações Unidas que não se conformará com a hipótese de um Irã nuclear. Se a comunidade internacional nada fizer, algo terá de ser feito.

Os antigos chineses amaldiçoavam desejando dias interessantes. São os que estão vindo aí.



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Annapolis - Um novo começo para a Paz -Tzipora Rimon, embaixadora de Israel no Brasil

Annapolis - Um novo começo para a Paz -Tzipora Rimon, embaixadora de Israel no Brasil




Annapolis - Um novo
começo para a Paz

Tzipora Rimon, embaixadora de Israel no Brasil

Sessenta anos se passaram desde que a sessao das Naçoes Unidas, presidida
pelo estadista brasileiro Oswaldo Aranha, decidiu resolver o conflito
árabe-israelense ao criar duas dois estados para dois povos. A falha em se
alcançar esta soluçao de dois estados resultou em décadas de sofrimento para
os dois povos, ainda que justiça e imparcialidade desta soluçao permaneçam
válidas. A soluçao de dois estados é o melhor caminho para israelenses e
palestinos para se estabelecer a paz e segurança interna e recíproca. A
futura conferencia de Annapolis (EUA) tem como objetivo restaurar os
esforços para o processo de paz. É um novo começo para um processo que se
arrasta há muito tempo.
Enquanto nao há questoes fundamentais ou prazos a serem negociados em
Annapolis, o compromisso fundamental para uma soluçao pacífica será
re-estabelecido. Este evento será seguido de conversas intensivas a respeito
de todos os assuntos em destaque, com a meta de finalmente se colocar um fim
ao sofrimento mútuo e trazer o início de uma era de construçao mútua. Neste
sentido é bom relembrar a visao de "dois estados para dois povos" - uma nova
realidade entre Israel e palestinos na qual as duas naçoes-estados
co-existirao em paz e segurança. Assim como Israel é a terra natal do povo
Judeu, a Palestina será estabelecida como a terra natal e incorporaçao das
aspiraçoes nacionais do povo palestino - onde quer que estejam.
A responsabilidade de resolver a questao israelense-palestina está com as
partes e os compromissos que devem ser feitos nas negociaçoes vindouras
serao complexos e desafiadores. Muitas questoes complexas essenciais devem
ser debatidas e ao mesmo tempo, a situaçao atual nao pode ser ignorada. Por
este motivo, enquanto as negociaçoes a respeito do formato da soluçao de
dois estados avançam, a verdadeira implementaçao da visao permanece
dependente do cumprimento do Mapa de Caminho como aceito pelos dois lados.
Na primeira fase do documento, a Autoridade Palestina se obriga a cessar
atividades terroristas contra Israel em qualquer lugar. O mundo nao precisa
de outro estado terrorista. Por este motivo, os compromissos da Autoridade
Palestina com o "Mapa de Caminho" devem ser completados antes do
estabelecimento do Estado Palestino - especialmente aqueles relacionados a
questoes de segurança.

"Os esforços israelenses para se criar uma nova realidade
de paz com a liderança moderada palestina nao significa
que Israel nao irá mais confrontar os extremistas
ou abrir mao das vidas de seus cidadaos"

Israel, por sua parte, também mostrou sua prontidao em atender suas
obrigaçoes no "Mapa de Caminho" e implementou um número de medidas para
apoiar o processo. Além de ordenar a pausa em toda atividade de construçao
de assentamentos e remover postos ilegais, Israel libertou cerca de 800
presos palestinos envolvidos em terrorismo, concedeu anistia a 170
terroristas procurados do Movimento Fatah após que os mesmos renunciassem a
violencia, removeu 25 bloqueios de estrada e checkpoints (barreiras de
checagem) na Cisjordânia, transferiu para a Autoridade Palestina cerca de
US$ 250 milhoes em impostos e arrecadaçoes, uniu-se a parceiros
internacionais para promover projetos de desenvolvimento da infraestrutura
palestina e reconvocou diversos Comites Bilaterais estabelecidos no Acordo
de Oslo - tudo para atender as necessidades da Autoridade Palestina.
Enquanto a responsabilidade de resolver o conflito está com os lados, o
encontro de Annapolis deve ser seguido por um esforço internacional com o
intuito de proporcionar um ambiente de apoio para ambos os lados, para que
possam chegar a um acordo. Por exemplo, a Conferencia de Doadores em Paris
marcada para dezembro proporcionará uma oportunidade para que estados
doadores possam ajudar o avanço da Autoridade Palestina neste processo. A
comunidade internacional tem um papel importante ao aumentar o funcionamento
da Autoridade Palestina e melhorar as condiçoes econômicas para os
Palestinos como um todo. Isto é crucial para que se ganhe o apoio da
populaçao que precisar ver os frutos do processo de paz, mesmo enquanto as
negociaçoes estejam ocorrendo.

"Enquanto para judeus e árabes Annapolis representa
a esperança, Gaza representa a alternativa aterrorizante.
Dentro da Gaza controlada pelo Hamas, a populaçao
palestina está sujeita a uma opressao religiosa tirânica,
minorias cristas sao espancadas e assassinadas"

Trabalhar em prol de uma soluçao pacífica para o conflito é um desafio de
enormes proporçoes, mesmo sem o histórico de uma escalada mundial do
extremismo islâmico. Por este motivo, os mundos árabe e islâmico em
particular tem um papel especial a desempenhar para apoio aos moderados e
isolamento dos extremistas. Quando os acordos entre as partes for alcançado,
até mesmo em questoes menos relevantes, o apoio dos estados árabes moderados
será essencial, especialmente em combater estes extremistas determinados a
impedir qualquer sucesso. Ao mesmo tempo enquanto os avanços se concretizam,
o progresso e a normalizaçao entre o mundo árabe e Israel serao instaurados.
Com o apoio dos moderados da regiao, o diálogo israelense-palestino deve
resultar em laços mais estreitos e cooperaçao por todo o Oriente Médio.
Enquanto para judeus e árabes Annapolis representa a esperança, Gaza
representa a alternativa aterrorizante. Dentro da Gaza controlada pelo
Hamas, a populaçao palestina está sujeita a uma opressao religiosa tirânica,
minorias cristas sao espancadas e assassinadas e as mulheres que violam o
extremo código de vestimentas sao assediadas nas ruas. Além disso, desde a
tomada de Gaza pelo Hamas em Junho de 2007, mais de 350 mísseis e 500
morteiros foram disparados contra civis israelenses a partir da Faixa de
Gaza - causando inúmeras casualidades, ampla destruiçao e uma atmosfera de
constante terror. Enquanto comprometido com a paz, Israel ainda tem a a
responsabilidade de defender seus cidadaos de ataques terroristas.
Infelizmente os extremistas farao de tudo para cessar o processo de paz.
Portanto, devemos lembrar que os esforços israelenses para se criar uma nova
realidade de paz com a liderança moderada palestina nao significa que Israel
nao irá mais confrontar os extremistas ou abrir mao das vidas de seus
cidadaos. O encontro de Annapolis tem o potencial para reiniciar o processo,
mudar a face do Oriente Médio. Israel tem esperanças que todas as partes
envolvidas irao aproveitar esta oportunidade e fazer o possível para ajudar
a pavimentar o caminho em direçao a paz.



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27 de nov. de 2007

Mensagem da Embaixadora de Israel - 60 anos da Partilha

Mensagem da Embaixadora de Israel - 60 anos da Partilha

Mensagem da Embaixadora de Israel - 60 anos da Partilha

Mensagem da Embaixadora de Israel, Sra. Tzipora Rimon, às comunidades judaicas do Brasil, por ocasião das comemorações dos 60 anos da "Resolução da Partilha" pela ONU

Comemoraremos no dia 29 de novembro, 60 anos da histórica decisão da ONU, relacionada à fundação do Estado de Israel.

Nesta data, em 1947, em Lake Sucess (próximo à Nova York), o Presidente da Assembléia Geral da ONU, o estadista brasileiro Oswaldo Aranha, entrou para a história de Israel no glorioso e fundamental capítulo para o povo judeu.

Cinqüenta e seis países participaram na votação da conhecida "Resolução da Partilha" - decisão sobre o destino de uma região no Oriente Médio. A Resolução, que decidiu pela divisão daquele território em dois novos estados: um judeu e outro árabe, foi aprovada.

O ponto alto da votação e do anúncio dos resultados seria lembrado no Yeshuv em Israel e nas comunidades judaicas no mundo inteiro. Minha família guarda ainda o rádio pelo qual meus pais acompanharam o processo da votação.

A liderança judaica naquele período acatou a resolução, enquanto os países árabes rejeitaram a criação de dois estados, negando a legitimação de um estado judeu – a existência do Estado de Israel, na região.

O povo judeu, que vinha retornando à região há décadas, fugindo das perseguições e do Holocausto, finalmente conseguiu ver seu Estado nascer.

Seis meses após a batida do martelo pelas mãos de Oswaldo Aranha, Israel declarou, no dia Hei Beiyar – 14 de maio de 1948, sua independência.

Nestas seis décadas Israel vem buscando a paz com seus vizinhos, sendo que Acordos de Paz foram assinados com o Egito e a Jordânia. Com os palestinos, Israel já enfrentou períodos de negociações e períodos de terrorismo e violência.

Hoje nos encontramos, mais uma vez, frente à tentativa de resolver o conflito, através de um encontro em Annapolis (EUA), para o lançamento das negociações entre Israel e os palestinos.

O objetivo é chegar a um entendimento e progresso em direção à concretização de uma visão de dois estados para dois povos, convivendo em paz e segurança.

Comemoremos juntos a data de 29 de novembro, com grande orgulho e satisfação, que marca a abertura, há sessenta anos, do caminho para a realização do sonho de gerações – a fundação do Estado de Israel.

Em Israel vamos festejar a data com um programa, que contará com a presença da família de Oswaldo Aranha, que está sendo organizado pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel em parceria com a CONIB e federações israelitas no Brasil.

Aqui no Brasil, vários eventos federais, estaduais, municipais e de organizações judaicas estão sendo programados em torno da data de 29 de novembro, visando homenagear os 60 anos da Resolução da ONU e o papel do estadista brasileiro Oswaldo Aranha, na qualidade de Presidente da II Assembléia Geral da ONU.

Com o meu cordial Shalom!

Tzipora Rimon
Embaixadora de Israel


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Magal
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Hitler levou discos de músicos judeus para o bunker

Hitler levou discos de músicos judeus para o bunker

Adolf Hitler
O líder nazista tinha um disco de um pianista cuja mãe morreu presa
Discos resgatados do bunker de Hitler no fim da Segunda Guerra Mundial e esquecidos até recentemente indicam que o ditador nazista gostava de ouvir músicas de artistas judeus.

Os discos foram redescobertos pela filha de um general soviético responsável pela evacuação do bunker em Berlim depois da rendição alemã.

Entre as gravações estão, como se podia esperar, obras de Ludwig van Beethoven e Richard Wagner, o compositor preferido do "Führer".

Mas também há surpresas como composições dos russos Tchaikovski ou Rachmaninov, que eram considerados pelo próprio regime nazista como "membros de uma raça inferior".

Um álbum contém até gravações de obras de Tchaikovski executadas pelo violinista polonês Bronislav Huberman, de origem judaica.

Há também uma interpretação do pianista austríaco Artur Schnabel, que era judeu. Schnabel deixou a Alemanha em 1933, e sua mãe morreu em um campo de concentração.

Etiquetas do Führer

A autenticidade dos discos é comprovada por uma etiqueta numerada com a palavra "Führerbunker" colada em cada um deles.

Vários dos discos ainda estão intactos e foram descobertos no sótão da casa do general Lev Besymenski depois de sua morte, em junho passado.

Sua filha, Alexandra Besymenski, disse à revista alemã Der Spiegel que acha uma "horrível hipocrisia" que Hitler tenha escutado música de artistas judeus e russos enquanto dizimava milhões de pessoas de origem judaica e eslava.

O ditador apreciava as composições apesar de ter reiterado em várias ocasiões que "não existe e nunca existiu uma cultura judaica."



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Campanha procura últimos nazistas da América do Sul

Campanha procura últimos nazistas da América do Sul

Campanha procura últimos nazistas da América do Sul
 
Memorial do Holocausto em Berlim
 
A organização judaica de direitos humanos Centro Simon Wiesenthal lança nesta terça-feira, em Buenos Aires, a versão sul-americana da Operação: Última Chance (Operation: Last Chance, em inglês), uma campanha para encontrar nazistas escondidos e tentar processá-los pelos crimes cometidos durante o regime nazista na Alemanha (1933-1945).

A operação, que será lançada na Argentina, Chile, Uruguai e Brasil, envolve uma campanha na mídia para encontrar os nazistas e oferece recompensa em dinheiro para quem fornecer informações que resultem em condenações.

A América Latina foi destino de muitos nazistas quando os alemães foram derrotados na Segunda Guerra Mundial. Segundo a ONG, entre 150 e 300 suspeitos entraram apenas na Argentina depois da guerra.

Para o chefe da busca por nazistas da organização, Efraim Zuroff, "a quantidade de nazistas criminosos de Guerra que fugiram para a América Latina é grande, por isso a Operação: Última Chance tem potencial para render resultados importantes na região".

Na América Latina, o projeto será liderado pelo diretor do Centro Simon Wiesenthal em Buenos Aires, o argentino Sérgio Widder. No Brasil, a campanha será lançada em São Paulo no dia 4 de dezembro.

Resultados

A Operação: Última Chance começou em 2002 na Lituânia, Letônia e Estônia e já recolheu nomes de 488 suspeitos em 20 países, e entregou 99 nazistas às promotorias públicas.

Desde o lançamento, a campanha já resultou em três mandados de prisão, dois pedidos de extradição e em várias investigações.

O fundador do centro, Simon Wiesenthal, sobrevivente do Holocausto, morreu há dois anos. Durante várias décadas depois do genocídio dos judeus na Segunda Guerra Mundial, ele ajudou a levar à justiça mais de mil nazistas.

Aproximadamente seis milhões de judeus foram assassinados nos campos de concentração e extermínio nazistas, que também executavam ciganos, homossexuais, deficientes físicos e dissidentes políticos.



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26 de nov. de 2007

Os nomes mais populares em Israel

Os nomes mais populares em Israel

Os nomes mais populares em Israel
Ilustração as 12 tribos de Israel


Noa e Itai são os nomes mais populares.

Faz dez anos atrás os nomes mais populares eram Éden e Daniel. Hoje Itai e Noa são os primeiros da lista e nomes exóticos como Agam se colocaram entre os 10 primeiros. 
Noa é o nome mais popular para as meninas. Entre os meninos o nome Itai é o mais popular. Em cada sala de aula, na escola primaria, Noa e Itai devem se enfrentar com o fato de que não são os únicos com este nome e devem escutar seu sobrenome antes de ser identificados ou responder. Noa não é mais Noa e sim Noa Shitrit, Noa Cohen ou Noa Shachar.

Em 1996 a tabela dos mais populares no setor judeu da sociedade eram Éden, Noa e Shir para as meninas e Daniel, Dor e Moshe para os meninos. Dez anos depois e a lista est á diferente, para as meninas os mais populares são Noa, Shira e Maia e para os meninos Itai, Uri e Noam.
Noa é o nome mais popular nos últimos 8 anos. De acordo com o  Centro Nacional de Estatísticas 3,4% das meninas receberam o nome Noa no ano 2006 em comparação a 3% no ano 2005.

Alguns dos nomes subiram na tabela, o nome Lian subiu do lugar 53 em 2005 a 23 em 2006 e Noia subiu de 27 a 21.

Outros nomes populares para as meninas junto com Noa são Ariel, Tahel, Emily, Tohar, Iahli, Aya, Agam e Ofri.

Para os meninos fora Itai os mais populares são Iahav, Nitai, Almog, Roí, Osher, Adir e Nir.
Um dos fenômenos israelenses na área dos nomes são os nomes que  começaram a ser usados para meninas e meninos. Este fenômeno ocorreu também este ano e cada vez que se escutam convém perguntar  se se trata de menino ou menina: Noam, Yuval. Orí , Amit , Daniel , Or , Ariel,Lior , Shachar , Liam , Adí , Eliá , Shai , Omer e Shaked  .

Entre os árabes os mais populares para os meninos em 2006 foram Muhammad, Ahmed, Mahmad, Abed, Mahmud, Omer, Yusef, Adam, Ali, Ibrahim e Amir. Entre as meninas Shahad é o mais popular depois Myriam, Aia, Nur, Lian, Eden, Chala, Fatma, Malak, Rian, Sara e Saara

 Até o ano 2006 viviam em Israel 2,365.900 crianças até 17 anos que constituem um terço da população nacional. 50% da população árabe esta nesta idade em comparação com 30% da população judia.

Leia sobre sobrenomes
ISRAEL: A maior bandeira no lugar mais baixo do mundo

ISRAEL: A maior bandeira no lugar mais baixo do mundo



ISRAEL: La bandera más grande en el lugar más bajo del mundo

En Israel, junto al Mar Muerto, fue desplegada la bandera más grande del mundo: 200 metros de largo por 100 de ancho. Representantes oficiales de la empresa Guiness confirmaron los datos y recibieron los aplausos de cientos de israelíes y filipinos...





La bandera más grande del mundo
Foto: Flash90



Después de dos años y medio de preparativos y una inversión de 500 mil dólares, fue desplegada ayer la bandera más grande del mundo - la de Israel - en el lugar más bajo del mundo, el Mar Muerto. Cientos de alumnos de la escuela primaria del Concejo Regional Tamar, cientos de ciudadanos, turistas y, muy especialmente, ciudadanos filipinos, aplaudieron con entusiasmo ayer, cuando el "operativo bandera" llegó a su punto cúlmine en el sitio histórico, Masada.

Representantes oficiales de la empresa Guinness, responsable de la edición de los famosos récords, llevaron a cabo la difícil misión de medir la bandera y confirmaron que, efectivamente, se trataba de la más grande del mundo: 200 metros de largo por 100 de ancho y un peso de 5,2 toneladas. Dado que la donante de los recursos necesarios para este proyecto es filipina, también se extendió la bandera de su país, aunque de tamaño bastante menor. Grace Galíndez Gupana, la generosa promotora de la idea, aseguró que recibió "la orden directa de Dios por medio de rayos y truenos de preparar la bandera y traerla adonde se encuentra el pueblo de Sión, para mostrarle su amor por él".






Grace Galíndez Gupana muestra el certificado del Récord Guinness
Foto: Flash90

La donante aseguró que simplemente está ejecutando una orden y que de esta manera "saluda a los ciudadanos israelíes al cumplirse 60 años de la creación de Israel". Grace Galíndez Gupana también donó el dinero para el traslado de gran cantidad de trabajadoras y trabajadores filipinos desde el centro del país para participar en el colorido y festivo acto de despliegue de la gran bandera. El titular del Concejo Regional Tamar, Dov Litvinof, aseguró en el acto que en una próxima etapa quiere desplegar la bandera sobre Masada y el director del ministerio de Turismo, Shaul Tzemaj, comentó que están considerando la posibilidad de llevar la bandera y desplegarla en distintos puntos del país y el mundo, como parte de los festejos del cumpleaños número 60 de Israel.







Las banderas de Israel y Filipinas, junto al Mar Muerto
Fotos: Flash90




25 de nov. de 2007

Hora de Derrotar os Extremistas AMÓS OZ

Hora de Derrotar os Extremistas AMÓS OZ

 Hora de Derrotar os Extremistas

 

AMÓS OZ

 

Quando se fala das questões centrais da disputa entre israelenses e palestinos, a distância entre as partes é ainda grande.

Por essa razão, a  Conferência de Annapolis não será muito mais do que um evento festivo acompanhado, quanto muito, por uma declaração mostrando esperança no futuro. Em boa parte, ambos os lados têm se tornado prisioneiros de seus respectivos extremistas, e esses radicais não estão permitindo aos negociadores que ofereçam quaisquer concessões significativas.

Mas, apesar disto, devemos lembrar certamente que as diferenças entre os dois lados são, neste momento, muito menores do que jamais foram durante os últimos 100 anos de fúria e sofrimento.

Ambos os lados aceitam o princípio da solução de Dois Estados, e ambos reconhecem o fato de que a fronteira será semelhante à das fronteiras de 1967. Ambos os lados reconhecem seu dever em resolver, através de negociações, as questões de Jerusalém, assentamentos, refugiados, fronteiras, segurança e água.

Ambos os lados sabem, mesmo que não o tenham dito, que um acordo de paz acabará sendo muito semelhante ao modelo Clinton-Taba- Genebra. E os dois lados sabem que se as negociações fracassarem, será a hora dos extremistas.

De fato, os extremistas dos dois lados esperam que as negociações fracassem, e rezam por um beco sem saída. O tempo não está a favor dos israelenses ou palestinos. Está mais para o lado dos radicais.

O principal encargo para o progresso está sobre os ombros do governo israelense e da opinião pública de Israel, porque o país está controlando os territórios palestinos, e não o contrário. Se Ehud Olmert escolher ou for forçado a ceder aos falcões de sua coalizão o direito de interromper todo o processo, o resultado será a subida de Netanyahu [dirigente do partido de direita Likud] ao poder num prazo curto.

Mais ainda, em conseqüência os extremistas irão também derrotar os moderados do lado palestino, e em vez de Mahmoud Abbas, estaremos face a um front beligerante patrocinado pelo Irã.

Paciente Quase Pronto para Cirurgia

A liderança de Olmert será testada não apenas por sua capacidade de manobrar entre os parceiros na coalizão de governo Avigdor Lieberman e Eli Yishai. Mais ainda, o será por sua determinação para conduzir uma mudança histórica.

Os falcões da direita israelense argumentam que Mahmoud Abbas é fraco demais, e que portanto fazer a paz não vale a pena. Este é o mesmo campo direitista que dizia que Arafat era perigoso demais, e não se devia fazer a paz com ele. Mas, verdade seja dita, existe uma ligação direta entre um declínio e um fortalecimento da posição de Abbas e o que sua ala moderada conseguirá ou não através de conversações com Israel. Abbas só será fraco na medida em que o enfraqueçamos ao não lhe conceder qualquer conquista substantiva.

O que acontecerá se as atuais negociações não derem resultado? A solução de dois-estados poderá fenecer, e seremos forçados a escolher entre dois desastres históricos: Um único Estado (aproximando-se de uma maioria árabe) entre o Rio Jordão e o Mediterrâneo, ou um regime de apartheid israelense que continuaria a reprimir pela força os palestinos ocupados, enquanto os palestinos continuariam a resistir violentamente.

Temos de ir a Annapolis, e avançar após Annapolis, baseados na percepção de que ambos os povos já sabem mais ou menos como será um acordo final: um Estado Palestino baseado nas fronteiras de 1967, ao lado de Israel, com pequenas correções de fronteira mutuamente acordadas, sem retorno de refugiados palestinos a Israel e com duas capitais em Jerusalém.

Todos sabem disso - até os opositores nos dois lados.

Os pacientes, tanto o israelense quanto o palestino, estão quase prontos para a cirurgia. Será que os médicos mostrarão coragem suficiente?

[ publicado no Ynet em 21!11!2007 - traduzido pelo PAZ AGORA|BR ]

24 de nov. de 2007

Rab.Michel - revista VEJA

Rab.Michel - revista VEJA



O rabino Michel (na foto, com o pergaminho da Torá): o sucessor de Sobel

A poderosa Congregação Israelita Paulista (CIP), que conta com 5.000 afiliados e o apoio das mais ricas e influentes famílias judaicas de São Paulo, sofreu um abalo em março passado, com a detenção do rabino Henry Sobel em Palm Beach, na Flórida, acusado de furtar, de diferentes lojas, gravatas de marcas famosas. Sobel era presidente do rabinato da entidade havia 24 anos e, nessa condição, tornou-se um dos mais visíveis líderes religiosos do país. A notícia da prisão, recebida com óbvia estupefação geral, deixou ainda mais perplexo o jovem Michel Schlesinger, de 30 anos, assistente de Sobel na presidência da CIP desde 2005. "Ao ler a história na internet, liguei imediatamente para o celular dele, mas não consegui falar", lembra. Os dois só se encontrariam no dia seguinte, no hospital onde Sobel foi internado com o diagnóstico de transtorno de humor, descontrole emocional e alterações de comportamento. Depois do incidente, o rabino de língua enrolada nunca mais voltaria a exercer a presidência da CIP. Em seu lugar, entrou Michel. "O afastamento brusco de Sobel me obrigou a amadurecer mais rapidamente. Não será fácil manter o padrão", diz ele, um presidente sem presidência, visto que o cargo de 30 000 reais mensais foi formalmente extinto em outubro.

Do hebraico rav, rabino é sinônimo de mestre, professor. Tanto que Jesus era chamado pelos apóstolos de rabi, uma transliteração de rav. Os rabinos são a principal referência espiritual e cultural na religião judaica. Eles fazem celebrações e aconselham os congregantes. Para isso, devem estudar pelo menos quatro anos em tempo integral. Os estudos incluem não só as leis da Torá, o livro sagrado do judaísmo, como aulas de oratória, cultura de outras religiões e psicologia. Já que não há hierarquia entre os rabinos, a sua permanência na CIP depende diretamente de seu desempenho junto à comunidade. Pelo que mostrou até agora, Michel terá muitos anos à frente do seu rebanho.

"Ele tem um equilíbrio fantástico. Estimula as tradições e, ao mesmo tempo, é um homem acessível, que fala de igual para igual com as pessoas", diz Boris Ber, presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo. Com seu jeitão de amigo mais experiente, Michel tem conquistado um grupo bastante arredio, o dos adolescentes. Ele tem lá seus truques. Nas aulas de preparação para o bar-mitzvá, ritual de passagem para a vida adulta dos garotos de 13 anos, por exemplo, ele inclui os vídeos do YouTube como fonte de pesquisa de cultura judaica. O rabino tem até página no site de relacionamentos Orkut.

Na juventude, chegou a pensar em seguir a carreira artística. Teve aulas de teatro com o ator Dan Stulbach, mas logo percebeu que não iria muito longe. "Como ator, Michel é um ótimo rabino", brinca Stulbach. A escolha religiosa nasceu quando ele cursava o 3º ano da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. A opção não surpreendeu os parentes e amigos mais próximos. Desde a infância, na escola Renascença, ele participava intensamente das atividades ligadas à religião judaica. Aos 17 anos, já dava aulas de bar-mitzvá. Em 2001, formado em direito, Michel mudou-se para Jerusalém, a fim de freqüentar a escola de rabinato. Geralmente, os custos desse curso cabem ao futuro rabino ou à sua família. No caso de Michel, seus estudos foram pagos pela CIP. Depois de quatro anos no exterior, ele voltou ao Brasil e assumiu o posto de rabino-assistente da congregação. Ele imaginava permanecer como braço-direito de Sobel por pelo menos mais uma década. O episódio das gravatas, no entanto, encurtou o seu caminho até o topo. "Michel é um rabino completo. É trabalhador, culto e consegue tocar a vida das pessoas. Ele tem um grande futuro", diz Sobel, hoje rabino emérito da congregação. Michel gosta de ouvir elogios, é claro, mas se coloca sempre na posição de devedor. "Eu sou meu pior avaliador", afirma. Duas vezes por semana, faz análise freudiana. "Na medida em que me conheço melhor, consigo ser mais útil às pessoas."

Pela tradição judaica, de modo a servir de exemplo para a comunidade, é esperado que o rabino tenha sua própria família. Michel casou-se com a antropóloga Juliana, sua amiga de adolescência, em dezembro de 2005. Em todo Shabat, o dia de descanso para os judeus comemorado semanalmente (do pôr-do-sol de sexta-feira ao pôr-do-sol de sábado), o casal Schlesinger recebe alguns congregantes para jantar. É Michel quem põe a mesa e, vez por outra, faz a comida. Suas especialidades são macarrão com legumes e feijoada. Feijoada kosher, fique bem claro, sem carne de porco e preparada com uma série de prescrições que não a contaminem do ponto de vista religioso. Os convidados dificilmente se repetem. "Os congregantes devem sentir-se abrigados. Convidá-los a jantar em minha casa é uma demonstração dessa minha preocupação", diz. O estilo acolhedor de Michel é um sucesso de audiência. Ele recebe cerca de 100 e-mails diários, a maioria de jovens com dúvidas sobre tradições judaicas e pedidos de aconselhamento. Todas as mensagens são respondidas, de casa, ao longo das manhãs. É durante as manhãs também que Michel prepara seus discursos, escreve artigos para cinco jornais judaicos e estuda a Torá. Às 3 da tarde, começa seu expediente na CIP. Quando se afastou da presidência da entidade, Sobel recomendou a Michel: "Cuide bem da lojinha". A julgar pela opinião da comunidade, ela nunca esteve tão bem cuidada.



21 de nov. de 2007

Israel pede ajuda aos EUA para localizar pistaches iranianos

Israel pede ajuda aos EUA para localizar pistaches iranianos

 
JERUSALÉM - Israel pediu ajuda dos Estados Unidos na localização de importações de pistache iraniano, informou uma autoridade nesta quarta-feira, após Washington ter alertado que o comércio da iguaria estava prejudicando os esforços para encerrar o programa nuclear de Teerã.

Israel importa anualmente cerca de 26 milhões de dólares em pistaches, a maioria da Turquia.

Mas Washington diz que o pistache vindo de seu arquiinimigo Irã está disperso nos carregamentos, minando sanções econômicas destinadas a fazer com que o país islâmico pare de desenvolver seu programa nuclear.

O subsecretário de Agricultura dos EUA, Mark Keenum, solicitou que seu colega israelense, Shalom Simhon, nesta semana, combate o problema. Simhon concordou, mas pediu auxílio sobre como Israel deve proceder.

"Israel não precisa ser solicitado demais para fazer algo que negará os dólares comerciais ao Irã", disse Zvi Alon, do Ministério da Agricultura de Israel.

Israel tentou resolver o problema anteriormente, mas não conseguiu determinar a origem dos carregamentos de pistache, acrescentou Alon.


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Magal
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20 de nov. de 2007

É uma obrigação ler isto serio assunto muito serio

É uma obrigação ler isto serio assunto muito serio










O New York Times tem uma sinopse do filme "Hot House" (A Casa Quente) que entra nas prisões israelenses e examina as vidas dos prisioneiros palestinos ali encarcerados. Não recomendamos nem o filme nem mesmo a sinopse, mas gostaríamos que compartilhassem nossos sentimentos quando vejam o rosto feminino sorridente que enfeita o arigo em referência e que podem ver aqui acima. Como foi feito pela HBO, supomos que a publicidade escolheu o rosto sorridente desta mocinha para promover o filme. Mas esta moça é a assassina de nossa filha. Foi condenada a 16 prisões perpétuas ou 320 anos, que deve cumprir na prisão israelense. Quinze pessos assassinadas e mais de cem feridos e mutilados é o trabalho desta sorridente assassina e seus asseclas. O que aconteceu não aparece nem no New York Times nem no filme da HBO. Não dão nem um minuto de atenção ao bombardeio da Pizzaria Sbarro em Jerusalém e/ou às vidas das dezenas de vítimas.




Agradecemos enormemente que passem aos seus amigos o site http://www.kerenmalki.org/photo.htm, onde verão algumas fotos de minha filha MALKI, que não pôde passar de seus quinze anos, porque o Hamas assim o decidiu e esta sorridente moça que aparece no artigo do New York Times complementou, matando-a. Menos gente vai ver o rosto de minha filha, do que aqueles que verão a cara de sua assassina, a sorridente garota que aparece no artigo e que no ano passado disse: "Não me arrependo pelo que fiz. Logo seremos da ocupação e eu serei liberta desta prisão".



Com tantos pedindo que Israel libere seus prisioneiros terroristas, não é um milagre que esta assassina esteja sorrindo.


Com saudações de Jerusalém!


Frimet and Arnold Roth


Em nome de nossa filha Karen Malki Z"L




Fotógrafa israelense Orly Aviv realiza exposição em Basília

Fotógrafa israelense Orly Aviv realiza exposição em Basília

Fotógrafa israelense Orly Aviv realiza exposição em Brasília



A fotógrafa israelense Orly Aviv realiza, de 21 de novembro a 16 de dezembro, a exposição "Retratos de Paisagens", no Foyer da Sala Martins Penna do Teatro Nacional Cláudio Santoro (SCN, via N2), em Brasília, com visitação de terça a sábado, das 11h às 21h e domingos e feriados de 10h às 20h. Serão exibidas 13 imagens de trabalhos realizados entre 2005 e 2007, com técnicas de fotografias sobrepostas e conectadas. A mostra está dividida em três temas: "Fantasia", "Jerusalém" e "Sem Espaço".


Premiada internacionalmente, Orly realizou um catálogo chamado "Brazil 205". A fotógrafa busca em seu trabalho, viajar por muitos países para conhecer diferentes mundos para retratar a multiplicidade de características e valores de cada lugar em suas obras.

As fotos com tema "Fantasia" foram realizadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. As intituladas "Jerusalém" , foram feitas em noites de sexta-feira, durante os preparativos para o "Shabat" ( descanso semanal do Judaísmo, sendo observado a partir do pôr-do-sol da sexta-feira até o pôr-do-sol do sábado ) em Me'a Shearim, uma vizinhança ultra-ortodoxa em Jerusalém, onde, para Orly Aviv, " a vida parece ser a mesma do Século XVII na Europa Oriental " .

As "Sem Espaço" foram tiradas a partir de uma paisagem feita pelo homem, o qual remete a um lugar ermo. Segundo a artista, uma forte e íntima conexão com a natureza é contrastada com a existência isolada : o lar que não é lar e o familiar que se torna desconhecido. "A sensação é de que tudo continua a mesma coisa mas nada é real ", diz .

Orly resume seu trabalho como fotógrafa com a seguinte frase: "Eu transformo a imagem que vejo na imagem que eu sinto." Por este motivo, a fotógrafa exibe imagens diferentes da realidade, mas as interpretada a partir da mesma.





Serviço

Exposição "Retratos de Paisagem" de Orly Aviv

Foyer da Sala Martins Penna do Teatro Nacional Cláudio Santoro (SCN, via N2)

De 20 de novembro a 16 de dezembro

Terça a sábado, das 11 às 21 horas

Domingos e feriados, das 10 às 20 horas

Informações: (61) 2105-05-30
















































































Preparando-se para o Shabat

Preparando-se para o Shabat



 
 

Preparando-se para o Shabat
Por Lori Palatnik

Seu manual para preparar e organizar um Shabat sensacional

Preparar-se para o Shabat é uma questão de aprendizado e experiência, que, por sua vez, se tornam tão naturais como respirar. Leia tudo, e encontre o ritmo mais apropriado para você.

Durante a semana

1 – Planeje o cardápio do Shabat no início da semana. Se terá convidados, informe-se se eles têm restrições de saúde ou de dieta.

2 – Faça uma lista do que comprar e do que fazer, e risque os itens à medida que os cumprir.

3 – Faça as tarefas "pesadas" no começo da semana. Deixe somente a limpeza leve para a sexta-feira.

4 – Se você tiver algum tempo livre com as mãos (um telefonema longo, crianças brincando sossegadas), examine grãos, peneire farinha, etc. Coloque-os numa sacola e congele.

5 – Dobre a receita para chalá, bolos, kuguels, gefilte fish. Use metade numa semana e congele a outra metade. Etiquete cada item.

6 – Dê tarefas para cada um dos seus filhos, que serão feitas em honra ao Shabat.
Faça uma pré-lista "antes do Shabat" para assegurar que todas as tarefas estão prontas na hora do acendimento das velas. Esta lista pode incluir qualquer um, ou todos, os itens da seguinte relação:

Luzes e Eletricidade

1 – Iluminação ambiente. Como o Shabat deve ser um "deleite", assegure-se que sua casa está confortável. Deve haver luz suficiente, portanto decida quais luzes vão ficar acesas e quais estarão apagadas.

2 – Temporizadores: Você pode usar "timers" para que as luzes se acendam e apaguem automaticamente durante todo o Shabat. Existem temporizadores simples nos quais se plugam as lâmpadas, encontrados em lojas de ferragens ou de departamentos, e são bastante acessíveis. Programe-os para desligar às 11:30 da noite de sexta-feira (dependendo do seu horário de dormir) e para acenderem ao anoitecer do Shabat, cerca das 5 da tarde ou quando começar a ficar escuro.
Para candelabros, timers de parede podem ser facilmente instalados nos interruptores de luz.

3 - Interruptores. Muitas pessoas colocam um pedaço de fita adesiva sobre os interruptores em áreas de muito tráfego como banheiros, para que não ocorra o acende-apaga involuntário. Livrarias judaicas vendem capas decorativas especiais para interruptores.
Geladeira – A luz mais importante é a da geladeira e/ou freezer. Desatarraxe a lâmpada interna, para que fique apagada durante todo o Shabat. Caso contrário, abrir a geladeira será o mesmo que acender uma lâmpada, o que não é permitido no Shabat.

4– Termostato – Coloque o ar condicionado ou aquecimento na temperatura desejada.

5– Ventiladores – Eles podem ser movidos sem desligá-los durante o Shabat, mas não podem ser ligados ou desligados, portanto programe os níveis antes do Shabat. Faça o mesmo com umidificadores.

Comida

1 – Preparo. Na tarde de sexta-feira, prove a comida. Se você provar a comida antes do início do Shabat, aguçará seu apetite para o banquete!

2 – Complete. Todo o cozimento foi completado? Tudo que deve permanecer quente (num blech ou panela de cozimento lento) deve ser cozido antes do começo do Shabat. Embora saladas frias geralmente possam ser preparadas no Shabat, é melhor ter tudo pronto de antemão. E também: abra todas as latas, garrafas e recipientes de comida.

3 - Bandeja de aquecimento. Não é permitido cozinhar no Shabat, mas manter comida cozida aquecida durante o Shabat (e em alguns casos, aquecer comida pronta que esteja fria) é não apenas permitido, como considerado parte da mitsvá de fazer do Shabat um deleite.
No entanto, como há uma possibilidade de que a pessoa ajuste os controles para regular o grau de calor que atinge a comida, é preciso um lembrete de que isso não é permitido no Shabat. Uma bandeja de aquecimento elétrico é boa para isso; outros cobrem a parte de cima do fogão com uma blech (um simples pedaço de folha de metal). É colocado, antes do Shabat, sobre os quatro queimadores. geralmente um ou dois queimadores são deixados em chama baixa por baixo, e a comida que você deseja servir quente naquela noite (ou no dia seguinte) é colocada sobre a blech para aquecimento lento até estar pronta para ser usada. Também é uma boa idéia aquecer a comida 30 minutos antes do Shabat, para que todos os pratos estejam quentes antes de colocá-los na blech para aquecer.
A beleza de uma blech é que você pode mover a comida sobre ela, para mais longe ou mais perto da fonte de calor, dependendo do grau de aquecimento que você deseja. Por exemplo, se você tem uma sopa de legumes numa panela sobre a blech e serviu sopa para a refeição da noite de sexta-feira, e deseja servi-la para o almoço do dia seguinte, simplesmente deixe-a sobre a blech, ligeiramente fora da área de calor direto. Assim, a sopa permanecerá quente sem ferver. Para leis mais detalhadas, veja nosso Guia das Leis do Shabat.

4 – Técnica do forno. Se você não deseja usar uma blech, ou tem muita comida para acomodar sobre o fogão, pode usar o interior do forno da seguinte maneira:
Aqueça a comida preparada com antecedência no forno (15 a 30 minutos). Se você vai servir esta comida na noite da sexta-feira, pode ter pelo menos 1 hora de atraso entre o acendimento das velas e a hora em que realmente se senta para comer (sem contar as preliminares: canções, kidush, ablução, aperitivos, e assim por diante).
Para poder servir a comida quente, eis uma boa dica: programe o período de reaquecimento de 15 a 30 minutos pouco antes do acendimento das velas. No último minuto, coloque uma chalá embrulhada em alumínio no forno com o restante da comida, feche o forno e aumente o calor ao máximo por um minuto. Então desligue. Não abra o forno até que você esteja pronta para servir a comida.
Tudo que está lá dentro permanece quente, se bem embrulhado para assegurar a mínima perda de calor. É também uma boa idéia preparar sua refeição com molhos, para que não seque. Se vai servir legumes quentes, cozinhe-os um pouco menos do que deveria, porque este período de aquecimento fará a maior parte do cozimento.

5 – Panela de cozimento lento. Pode ser usada em vez de, ou além de, uma blech. A sopa ou cholent podem cozinhar sem trabalho nessas "panelas". Como um lembrete de que não cozinhamos no Shabat, cubra os controles com papel alumínio.

6 - Vasilha de água ou garrafa térmica grande. Como não se pode ferver água (que é cozinhar no Shabat, use uma vasilha com água quente, do tipo que se vê em festas, que será ligada antes do Shabat e manterá a água quente durante todo o Shabat. (Ou use uma garrafa térmica grande que foi enchida com água quente antes do Shabat, ou simplesmente uma panela grande que manterá a blech aquecida.)
Com uma vasilha de água quente, é fácil preparar café ou chá. Apenas encha uma caneca ou xícara com água quente, e derrame aquela água numa segunda caneca onde você acrescentará café ou chá instantâneo. O motivo para usar a caneca intermediária é esfriar ligeiramente a água para que você não transgrida a lei contra cozinhar no Shabat.
Se preferir usar a garrafa térmica, não é necessário usar uma caneca intermediária, pois a água já foi derramada da chaleira para a térmica, um ato que tem o mesmo objetivo. Apenas certifique-se de ferver a água antes do Shabat e encher a garrafa térmica.

7 – Lavagem de louça. Como você não pode usar a torneira de água quente (por causa da proibição de cozinhar, visto que a água quente retirada do tanque de água quente é substituída por água fria, que então se torna quente), há um bom truque para ter água quente para lavar a louça: pouco antes do acendimento das velas, encha uma pia da cozinha com água quente. Coloque detergente na água e cubra a pia com papel alumínio. Após o jantar (mesmo que seja horas depois), retire o papel alumínio e, veja só, água quente para lavar tudo!

Atmosfera

1 – Pronta. Algumas pessoas gostam de cobrir a mesa com uma toalha especial para o Shabat mais cedo, bem como colocar as velas e a chalá sobre a mesa com antecedência para introduzir uma atmosfera de Shabat.

2 - Limpeza. Algumas pessoas lavam o chão, aspiram os tapetes, tomam banho, vestem roupas especiais e trocam os lençóis da cama – tudo em homenagem ao Shabat.

3 - Flores. É um belo costume comprar flores para adornar a mesa do Shabat. Devem ser colocadas na água antes de o Shabat começar. As plantas também devem ser regadas, se necessário, com antecedência.

4 - Castiçais. É bom ter castiçais especiais para acender as velas, especialmente se houver alguns que sejam herança de família. Porém se não os tiver, acenda as velas nas costas de um pires. É bom ter castiçais extras para os convidados acenderem.
Dê polimento aos castiçais de prata e taças de kidush, colocando-os sobre uma toalha de mesa branca para dar à casa uma linda atmosfera de Shabat.

5 - Devar Torá. Reserve uma hora na noite da quinta-feira ou da sexta para revisar a porção semanal da Torá, e prepare algumas palavras que possam iniciar uma conversa sobre algum tópico espiritual relevante.

6 - Maquiagem. Toda a maquiagem deve ser aplicada antes do início do Shabat, pois cai sob a proibição de "tingir". Existe maquiagem especial para o Shabat que pode ser usada (pó, sombra para os olhos, etc.).

7 - Muktzah (literalmente, "deixar de lado"). Existem coisas que não têm utilidade no Shabat, e portanto não devem ser manuseadas, por exemplo: dinheiro, canetas, Palm Pilot. Coloque estes itens fora de alcance, para não usá-los. Algumas pessoas têm uma "gaveta muktzah", na qual as coisas são colocadas no último instante.
E também: desconecte o telefone, guarde (ou cubra) a torradeira, telefone, aparelho de som, etc.

8 - Brinquedos. Crayons, massa de modelar, tesouras, etc., não devem ser usados pelas crianças no Shabat. Guarde-os para evitar problemas.

9 - Telefonemas de última hora. Ligue para alguém e deseje "Bom Shabat!" – "Shabat Shalom!"

Detalhes

1 – Lenços de cabeça. Quando uma mulher casada acende velas, é correto cobrir a cabeça ao dizer a bênção. Portanto, tenha écharpes bonitas à mão para si própria e as convidadas.

2 – Kipot. Homens e meninos usam kipá à mesa do Shabat, portanto é simpático ter algumas extras à mão, caso os convidados não as tragam.

3 – Copo de kidush. É bom ter um copo especial para fazer o kidush. Pode ser uma taça de prata, ou um belo copo de vinho, ou algo desse tipo. O copo deve ter a capacidade mínima de 100 ml.

4 – Copos pequenos de kidush. Após a bênção sobre o vinho, este é servido em copos menores que são passados a todos sentados à mesa. Conjuntos (de prata ou vidro) podem ser comprados em lojas de artigos judaicos, ou simplesmente os substitua por copos plásticos.

5 – Copo para ablução. Dois copos com alças, adquiridos em lojas de artigos judaicos. Canecas ou copos grandes podem ser substitutos de última hora.

6 - Cartaz ou Folheto para ablução. Você pode imprimir um cartaz em hebraico com a bênção para lavar as mãos. Simplifica o processo da ablução e ajuda aqueles que não sabem a bênção.

7 – Tábua para chalá. Há tábuas e facas de pão feitas especialmente para a mesa do Shabat, geralmente de madeira de oliva ou pedra. Pode usar qualquer tipo de tábua de cortar.

8 – Cobertura para chalá. Pode ser um bonito guardanapo, ou uma capa especial para chalá, que é colocada sobre a chalá antes e durante ha-matsi. É um símbolo do orvalho que cobriu o maná que caiu para o povo judeu no deserto.

9 – Mayim Acharonim. Esta é a "água final" que é passada para lavar a ponta dos dedos. Pode-se usar uma xícara com pires desenhados especialmente para isso, ou use simplesmente uma xícara numa tigela pequena.

10 - Bentchers. Pequenos livros que contêm bênçãos para velas, kidush e Graças Após as Refeições. Muitos bentchers contêm também canções para a mesa do Shabat. É bom ter o suficiente para que cada pessoa use o seu.

11 – Vela de Havdalá. Uma vela trançada é usada para a cerimônia de Havdalá que oficialmente encerra o Shabat. Pode ser comprada em lojas de artigos judaicos em cores decorativas e comprimentos variados. Se você não possui uma, simplesmente use duas velas, colocando os pavios juntos enquanto elas queimam.

12 – Caixa de especiarias. Dentes de alho ou pimenta doce usados na cerimônia da Havdalá podem ser colocados numa caixa decorativa de prata, cerâmica, madeira ou outros materiais (disponíveis em lojas de presentes judaicos). Se você não tiver, use a garrafa na qual veio o tempero.
Jogos completos de havdalá – copo de kidush, castiçal e caixa de temperos – geralmente são adquiridos juntos. Faz um lindo presente!

13 – Lenços faciais. Verifique se há lenços de papel e papel higiênico pré-cortado em todos os banheiros.

14 – Papel alumínio e toalhas de papel. Se você acha que vai precisar de papel filme, alumínio ou toalhas de papel, deve cortá-los antes do Shabat. O papel alumínio pode ser comprado em folhas pré-cortadas numa caixa grande. Para ter um substituto de papel toalha, use guardanapos baratos.

fonte www.chabad.org.br



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Magal
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18 de nov. de 2007

Relatório do Conselho de Direitos Humanos - Nações Unidas - Nova Iorque

Relatório do Conselho de Direitos Humanos - Nações Unidas - Nova Iorque


 

 

62ª SESSÃO DA ASSEMBLÉIA GERAL

 

Declaração do Embaixador Dan Gillerman
Representante Permanente

 

Terceiro  Commitê

Item 65

"Relatório do Conselho de Direitos Humanos"

Nações Unidas, Nova Iorque

06 de Novembro de 2007

 

 

 

Senhor Presidente,

 

Sessenta anos atrás, quando no início a Organização das Nações Unidas estava apenas começando a limpar as cinzas da 2ª Guerra Mundial, as atrocidades Nazistas e os horrores do Holocausto, os líderes do mundo se uniram e redigiram a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

 

A Declaração serviria de base para esta entidade mundial, colocando os direitos humanos e as liberdades individuais como pautas mais importantes nos anos vindouros. O mundo assistiu, com grande ansiedade e esperança, a elevação dos direitos humanos como a única forma de se evitar os males do passado.

 

No ano que se aproxima de 2008, a comunidade internacional irá celebrar o sexagésimo aniversário desta Carta, que é um marco histórico e teve como objetivo ser um escudo contra a opressão e discriminação.

 

E ainda assim, hoje em dia, quase sessenta anos após o estabelecimento dos direitos humanos como pilares das Nações Unidas, a pergunta deve ser feita: o que aconteceu com o clamor pelos direitos humanos e o que aconteceu com esta Organização das Nações Unidas?

 

Senhor Presidente,

Em seus anos iniciais, a Comissão dos Direitos Humanos foi o principal órgão da ONU para defesa, promoção e proteção dos direitos humanos em todo o mundo.

 

Mas, com o passar do tempo, a comissão falhou miseravelmente em seu mandato e suas expectativas, gradualmente se tornou um corpo inoperante. Alcançou um patamar tão baixo, que o próprio ex-Secretário Geral Kofi Annan demonstrou o que chamava de "credibilidade em declínio" e "déficit de ligitimidade" da Comissão, a qual na sua opinião, "lançava dúvidas sobre a reputação das Nações Unidas como um todo" [1]

 

A situação da Comissão se tornou tão frustrante, que a Assembléia Geral das Nações Unidas por fim decidiu fechá-la e substituí-la por completo por uma nova entidade, o Conselho de Direitos Humanos.

 

E o mundo assistiu mais uma vez com grande ansiedade e esperança que os direitos humanos se tornassem a única maneira de se evitar os males do passado.

 

E ainda assim, a falência moral e as inúmeras falhas da Comissão não são parte da história antiga. Embora com nomes diferentes, a Comissão e o Conselho na prática são os mesmos.

 

As periclitantes situações  - literalmente periclitantes - dos direitos humanos em nosso mundo atormentado, não foram de fato debatidas nas deliberações do Conselho e imaginamos, com pesar, se este Conselho em algum momento o fará.

 

Desde a sua criação, o Conselho tem dirigido seu foco prioritariamente para Israel, sujeitando esta nação à 12 resoluções unilaterais e três sessões especiais. Isto reflete nada menos do que uma maioria imoral e automática que é privilégio de alguns.

 

As únicas outras situações específicas de países discutidas pelo conselho foram as de Myamar e Darfur, a última onde as resoluções não apenas falharam em apontar o governo Sudanês como culpado de atrocidades mas até mesmo tiveram a audácia de congratular o Sudão pela sua cooperação.

 

Talvez não seja surpresa alguma ver que a vista grossa do Conselho se aplica quando o assunto é os direitos humanos de israelenses.

 

Onde estava a condenação do Conselho ao terrorismo palestino contra Israel em face ao ataque diário e indiscriminado de mísseis Qassam contra lares, escolas, e jardins de infância? O que disse o Conselho em Julho passado durante o bombardeio massivo e sem provocação alguma de nossas cidades fronteiriças ao norte e ao coração de nossas vila civis? O que fez o Conselho - se é que fez algo - em resposta aos incentivo e clamores pela destruição de Israel e a negação da existência do Holocausto por parte do presidente do Irã? Nada. De fato, o silêncio do conselho é ensurdecedor - lúgubre e assustador e embora seja profundamente desapontador, infelizmente não é surpreendente.

 

Afinal de contas, a participação no Conselho inclui alguns países cujos próprios registros em relação aos direitos humanos estão situados abaixo dos padrões da comunidade internacional e não podem genuinamente servir de guia para direitos humanos quando suas respectivas performances são tão funestas e medíocres. De acordo com a Freedom House, mais da metade dos 47 membros do Conselho são considerados países "não-livres" ou "parcialmente livres".

 

Mais importante e mais alarmante, muitos destes países possuem uma pauta política que obstruem o Estado de Israel, e completamente re pudiam  nosso direito inerente de viver em paz e segurança em nossa terra natal.

 

Senhor Presidente,

 

A campanha virulenta e ritualística contra Israel no Conselho se torna abominável e intolerável, comprometendo ainda mais o descaso do Conselho em relação às violações aos direitos humanos em outras partes do mundo, inclusive entre seus próprios membros.

 

Sob os estatutos da nova instituição, os  relatores especiais de violações de direitos humanos de Cuba e da Bielorússia foram afastados sem qualquer discussão ou consideração mais séria, em um descaso espalhafatoso em relação à ordem constituinte que é estabelecida pelo Conselho dos Direitos Humanos, Resolução A/60/251 da Assembléia Geral.

 

Como o seu antecessor, a Comissão dos Direitos Humanos, O Conselho de Direitos Humanos atual também adotou uma posição distinta da pauta em relação a Israel, enquanto a situação dos direitos humanos em todo o mundo se tornou um único item na pauta.

 

Inúmeras outras pessoas sofrem ao redor do globo, vivendo sob regimes tiranos, opressão e violados pelos que insultam os direitos humanos, não recebem a atenção deste Conselho. Olhe ao redor no mundo e veja a dor e a angústia destas pessoas. Onde está o compromisso do mundo com os direitos humanos, com a sagrada Declaração Universal dos Direitos Humanos, aos organismos criados - e recriados - com objetivo de proteger e assegurar a dignidade e direitos de cada um dos indivíduos? O mundo assiste atônito. E ainda assim o Conselho de Direitos Humanos decide dar mais atenção a um conflito em particular e por um motivo completamente equivocado.

 

Os sinos dobram por aqueles comprometidos com a proteção aos direitos humanos no nosso mundo de hoje. Esta é a nossa chamada e é já está passando da hora de escutar. Escutar antes que seu som alto e lúrido nos deixem surdos.

 

Senhor Presidente,

 

Minha delegação não pede tratamento diferenciado. Israel, assim como qualquer outro país nesta sala, deve estar sujeito à inspeção e críticas construtivas de forma justa e imparcial.

 

Tudo o que pedimos é que a comunidade internacional defenda seus próprios valores e grandiosos princípios, se deseja de fato ser eficiente em alcançar o seu objetivo de promover e proteger os direitos humanos em todo o mundo.

 

Senhor Presidente,

Infelizmente os fantasmas da Comissão passada ainda assombram o Conselho atual. O Conselho de Direitos Humanos claramente não é uma versão melhorada da Comissão e em algumas maneiras, é até pior.

 

Conseqüentemente, Israel como Estado membro desta organização, não pode tolerar a constituição desta instituição como está. Israel irá convocar uma votação para o estatuto e conclama os Estados Membros a considerar a mensagem a ser enviada com seus votos.

 

Acomodação - ou pior, concessões e seus mais baixos denominadores comuns, os quais alguns Estados Membros buscam como alternativas, são perniciosos à proteção dos direitos humanos.

 

Senhor Presidente,

Como o notável estadista e filósofo Edmund Burke afirmou: "Para o triunfo do mal, basta que os bons não façam nada".

 

Se os bons homens e mulheres da comunidade internacional permanecerem em silêncio e permitirem que o Conselho de Direitos Humanos falhe em sua missão, serão cúmplices no declínio dos direitos humanos como valores primordiais desta organização.

 

A comunidade internacional não pode assistir de forma passiva. Deve externar sua consciência e exercer seu poder moral. Não pode permitir que a força da Declaração Universal dos Direitos Humanos seja vítima da hipocrisia, política e preconceito. Pois isso seria desastroso para a causa dos direitos humanos e não apenas para as Nações Unidas, mas também para toda a humanidade.

 

Ao mencionar bons homens e mulheres, permita-me Senhor Presidente, mencionar um apontamento pessoal. Estou aqui há aproximadamente cinco anos. Conheço muitos dos Srs e Sras. pessoalmente. Sei que de fato são homens e mulheres de boa índole. Eu sei que no fundo os Srs. e Sras. sentem o mesmo e que se estivesse ao seu alcance, externariam os mesmos sentimentos.

 

Hoje, mais do que nunca e mais importante ainda nesta questão do que qualquer outra, eu os imploro que façam isso. Mesmo neste edifício de vidro, chega o momento de deixar as considerações políticas e conveniências de lado e fazer o que é certo.

 

Se já houve um momento, este é agora. Vamos superar o cinismo e eliminar os "qual a importância disso" ou "quem se importa" dos jargões da ONU.

 

É de fato importante e devemos sim nos importar. As vítimas dos direitos humanos são importantes e o mundo se importa. Há nomes e rostos por trás desta questão. São os rostos do mundo que nos observam hoje.

 

Estes nomes e rostos esperam que façamos a coisa certa.

 

Por favor, vamos fazê-la.

 

 

Obrigado, Senhor Presidente.



[1] A/59/565, "Um mundo mais seguro: nossa responsabilidade comum." Relatório da Comissão de Pareceres a Ameças. Desafios e Mudanças.

 

 

 

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Magal
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