21 de ago. de 2007

Menino mascote de nazistas era judeu, revela livro

Menino mascote de nazistas era judeu, revela livro

Menino mascote de nazistas era judeu, revela livro
 
Alex Kurzem
Alex não podia revelar sua identidade judia
Um menino judeu que teve toda a família morta durante a Segunda Guerra Mundial acabou sendo adotado pela SS e se tornando um mascote nazista.

Alex Kurzem se mudou para a Austrália em 1949 e guardou por décadas os segredos do passado, agora revelados no livro "O Mascote".

"Eles me deram um uniforme, uma pequena arma e uma pequena pistola", Alex disse à BBC.

"Eles me pediam para fazer pequenos trabalhos - engraxar sapatos, trazer água ou acender a lareira. Mas meu principal trabalho era entreter os soldados. Fazê-los um pouco mais felizes."

Memórias dolorosas

Em 20 de outubro de 1941, a vila onde Alex morava com a família na Bielorússia foi invadida pelo Exército alemão.

O menino de cerca de cinco anos viu todos os homens do local sendo enfileirados e executados. Entre os mortos, estava seu pai.

"Eu não queria morrer, então no meio da noite eu tentei escapar. Dei um beijo na minha mãe e corri para as colinas ao redor da vila."

Naquele dia, sua mãe, seu irmão e sua irmã foram mortos. Alex ficou escondido na floresta, tentando não fazer nenhum barulho. Depois que os tiros pararam, ele tentou buscar ajuda.

Alex Kurzem
Alex Kurzem viu atrocidades como mascote do nazismo

"Eu batia nas portas das pessoas e eles me davam pedaços de pão, mas me diziam para ir embora. Ninguém me acolheu", disse Alex.

Depois de nove meses na floresta, um homem o entregou à polícia local, que mais tarde foi incorporada à SS nazista. Naquele mesmo dia, pessoas estavam sendo enfileiradas para execução e Alex pensou que ele também morreria.

Identidade falsa

"Havia um soldado perto de mim e eu perguntei: 'Antes de você me matar, poderia me dar um pedaço de pão?' Ele me olhou e me levou para trás do prédio da escola. Me examinou com cuidado e viu que eu era judeu. 'Isso não é bom', ele disse."

"Olha, eu não quero te matar. Mas se eu te deixar aqui, você vai morrer", disse o soldado. "Vou te levar comigo, te dar um novo nome e dizer ao outros soldados que você é um órfão russo."

Até hoje, Alex Kurzem não sabe por que o sargento Jekabs Kulis ficou com pena dele, mas sua aparência ariana certamente foi importante.

A partir daquele momento, Alex se tornou um símbolo do nazismo e aparecia em filmes da época como "o nazista mais jovem do Reich".

Ele viu de perto de combates na frente russa e foi até usado pela SS para atrair judeus para sua morte. Do lado de fora dos trens que levavam as vítimas para os campos de concentração, Alex distribuía barras de chocolates para fazê-los entrar.

Alex Kurzem e a esposa
Nem mesmo a mulher de Kurzem sabia do segredo

Em 1944, quando os nazistas estavam perto da derrota, Alex foi entregue a uma família da Letônia. Cinco anos depois, ele conseguiu chegar à Austrália e decidiu manter seu passado em segredo. Nem mesmo sua esposa australiana, Patricia, sabia do que ele tinha passado.

"Quando eu deixei a Europa, eu disse: 'Esqueça o passado'. Você está indo para um novo país e uma nova vida", explicou Alex.

"Eu dizia para as pessoas que tinha perdido meus pais na guerra, mas não entrava em detalhes."

Em 1997, Alex Kurzem decidiu revelar o segredo para sua família e começou uma jornada para descobrir mais sobre seu passado com o filho, Mark.

Depois de visitarem a vila onde ele nasceu, eles descobriram que seu nome verdadeiro era Ilya Galperin e recuperaram um filme no arquivo da Letônia em que Alex aparecia com uniforme completo da SS.



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Magal
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19 de ago. de 2007

Chega aos cinemas 'Bubble', do polêmico diretor Eytan Fox

Chega aos cinemas 'Bubble', do polêmico diretor Eytan Fox

  Diretor israelense fala ao 'Estado' de seus temas, de política e do brasileiro Cao Hamburger

'Bubble'

Divulgação

'Bubble'

SÃO PAULO - Seus filmes recentes têm feito o maior sucesso em Israel. E olhem que Eytan Fox conquista o público falando de temas polêmicos - a relação íntima de dois soldados que descobrem o homossexualismo em Delicada Relação, o dilema de um agente secreto impossibilitado, moralmente, de executar a missão para a qual foi destacado em Caminhando sobre a Água, o quarteto formado por dois rapazes e uma garota israelenses e o palestino que vira amante de um dos garotos em Bubble (A Bolha).

 

link Trailer trailer

 

O primeiro já estreou por aqui, o terceiro estréia nesta sexta-feira, depois de ter sido bem-visto (e comentado) no recente Festival de Cinema Judaico de São Paulo. Eytan veio à cidade com o ator Ohad Knoller, também presente em Delicada Relação. Daqui partem para os EUA, para promover o lançamento de Bubble. Ele adora o Brasil. Sua expectativa é que Caminhando sobre a Água também tenha distribuição no País.

 

Acabo de chegar de Israel, onde estive como jurado do Festival do Cinema Brasileiro. Pude constatar pessoalmente que Tel-Aviv é mesmo uma bolha na qual as pessoas podem levar uma vida diferente do restante do país. Tel-Aviv é laica e a ortodoxia religiosa é muito forte em Israel.

 

Em primeiro lugar, quero dizer que estava muito interessado em assistir aos filmes do Festival do Cinema Brasileiro em Israel, especialmente O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias, que trata de um assunto que me interessa. Encontrei o diretor aqui em São Paulo, mas, infelizmente, sou péssimo para nomes...

 

É Cao Hamburger...

 

Conversei com o Cao, trocamos informações sobre o cinema brasileiro e o israelense e eu estou levando o DVD do filme dele, para ver com calma. Tel-Aviv tem mesmo esse perfil diferenciado. É onde residem os políticos, os artistas, onde se localizam as centrais de cinema e TV de Israel, as embaixadas... A cidade termina virando um pólo muito forte de atração para quem não quer viver segundo rígidos preceitos religiosos.

 

Seus filmes tratam de homossexualismo e eu fiquei surpreso ao encontrar em Tel-Aviv uma cultura gay tão forte. Os pares de gays e lésbicas circulam com toda liberdade. A propósito, você é gay ou se trata simplesmente de um tema dramático?

 

Sou gay, sim, e um dos mais conhecidos de Israel. Quanto a Tel-Aviv ter uma cultura homo muito forte, é por causa dessa bolha a que já me referi. É muito difícil ser gay nas pequenas cidades em que predomina a cultura religiosa. As pessoas buscam mais liberdade em Tel-Aviv, como após o Exército, no qual somos obrigados a servir, é muito comum que os jovens se atirem no mundo, tentando fugir à hierarquia e à repressão. No meu tempo, a rota de escape era o Brasil, as praias brasileiras. Hoje é a Índia, com suas religiões alternativas e as drogas.

 

De onde surgiu a idéia desse amante palestino que irrompe na vida de um precário triângulo israelense?

Estava no meio da filmagem de Caminhando sobre a Água quando minha mãe morreu. Ela era americana. Não queria ir para Israel. Foi por amor a meu pai, mas nunca viveu conforme as regras locais. Minha mãe dedicou sua vida a tentar aproximar israelenses e palestinos. Bubble não conta a minha história, mas minha mão está presente ali dentro. Essa sua vontade de transpor culturas e religiões é uma coisa que muito me atrai.

 

Como é seu método de trabalho? Você improvisa durante a filmagem?

 

Não. Meus filmes são totalmente escritos e planejados, mas o fato de trabalhar com atores que já conheço, como Ohad Knoller, me dá liberdade ao planejar as cenas. Mesmo quando não escrevo especificamente para um ator, eu sei até onde ele poderá chegar e como fazer para apressar o caminho.

 

Você começa a fazer sucesso no Brasil, mas o diretor israelense mais conhecido por aqui, por causa da Mostra Internacional de Cinema São Paulo, é Amos Gitai. Em Israel, surpreendi-me ao descobrir que ele é considerado um diretor para o público externo...

 

Amos Gitai fez filmes de que gosto muito. Alguns eu considero fundamentais, mas em Israel acho que mais do que pelos temas é pela linguagem que o público médio tende a se afastar dele. Estive em Ramallah, nos territórios ocupados, e fiquei convencido de que a solução para o Oriente Médio é a coexistência entre dois Estados, o de Israel e um Palestino, que ainda precisa ser criado e reconhecido. Acho que meu filme de alguma forma expressa isso. Tem gente que acredita que a solução é um Estado supranacional, que abrigue as diferentes culturas e religiões. Sou mais pela coexistência entre dois Estados. Israel já tem muitas divisões internas. Os ortodoxos não aceitariam dividir seu Estado com os palestinos. Israel tem direito de existir, mas o Estado Palestino também. Isso terá de ocorrer, caso queiramos ter paz na região.



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Magal
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14 de ago. de 2007

Ex-combatente do Hezbollah revela treinamento secreto

Ex-combatente do Hezbollah revela treinamento secreto

Ex-combatente do Hezbollah revela treinamento secreto
 

 
 
Combatente não-identificado do Hezbollah (foto de arquivo)
Processo para selecionar futuros combatentes começa desde cedo
Um ano após a guerra entre Israel e Hezbollah, a BBC Brasil conversou com um ex-soldado do grupo xiita libanês que desistiu de ser combatente.

O conflito, iniciado com uma ação do grupo xiita contra soldados de Israel, durou 34 dias e matou 1,2 mil libaneses (a maioria civis) e 157 israelenses (a maioria militares).

Khalil Akl, 23 anos, é um jovem xiita de Kfarmechki, no sul do Vale do Bekaa, no Líbano. Seu vilarejo fica numa colina, perto do lago Qaraaoun, de onde pode-se ver Israel.

Em 2000, ele tinha 16 anos quando o Exército israelense encerrou os 22 anos de ocupação do sul do Líbano.

Ele ouvia histórias de martírio, heroísmo e sacrifício de guerrilheiros contra o inimigo. Decidiu, com outros amigos, que queria ser um soldado da milícia xiita, considerada por Israel e vários países do Ocidente um grupo terrorista.

Mas o processo de escolha de Akl e de outros jovens começou muito antes.

"Quando eu tinha 10 anos, participava de acampamentos e atividades de recreação com outros meninos de minha idade. Aprendíamos a rezar, sobre como levar uma vida disciplinada e sem abusos", disse ele.

Segundo Akl, à medida que os garotos iam ficando mais velhos, líderes locais observavam os mais interessados, disciplinados e espertos. Reuniões eram feitas, e as lições passaram a ser sobre política e religião.

"Todos nós também tínhamos algo em comum – o ódio por Israel e o sofrimento que nos fez passar durante todos os anos de ocupação."

Segundo uma fonte do Hezbollah, que pediu para ser identificada apenas como Jihad, o processo para selecionar os futuros combatentes começa mesmo desde cedo.

"Os líderes locais do partido ficam de olho nos garotos mais ativos e inteligentes. Cada vila manda uma cota de meninos para participar de atividades variadas. Primeiro, nós queremos ver se eles estarão prontos para outras etapas e se têm condições de prosseguir", disse Jihad.

Segundo Jihad, cada jovem escolhe depois se quer mesmo continuar. "Se o rapaz quer apenas diversão, ele está fora. Nós queremos pessoas que acreditam fielmente na causa."

"Mamãe não pode saber"

Mas para Akl, o desejo de ser militante não começou assim. "Nós víamos alguns videos nas reuniões de alguns treinos e combates contra Israel. Queríamos ser soldados para nos sentirmos heróis e importantes."

Logo, no entanto, seus objetivos ficaram mais voltados para a causa. Akl disse que a sua região sempre foi admiradora do Hezbollah, pois o grupo investia na infra-estrutura, construía escolas, estradas e ajudava famílias mais necessitadas.

"Nunca ouvíamos falar do governo. Eles nunca perguntaram se precisávamos de algo. Por isso, decidi que queria retribuir ao partido com minha dedicação", disse.

"Minha família não sabia que eu estava envolvido em atividades mais profundas com o Hezbollah, apenas reuniões de religião e política."

O pai, segundo ele, ficou preocupado quando o jovem contou que iria para o campo e receber um 'pequeno' treinamento.

"Só não conte nada para a mamãe. Diga que fui apenas para um acampamento por algumas semanas", disse Akl ao pai, na época.

Campos na fronteira

Jihad afirmou que os campos de treinamento do Hezbollah ficam no Líbano, e não no Irã, país acusado pelos Estados Unidos de financiar o grupo.

"Somente soldados profissionais, as tropas de elite, vão para o Irã. Os combatentes reservistas treinam no Líbano, e só depois de anos eles podem ganhar a chance e a honra de receber treinamento no Irã", disse.

Akl disse que a viagem foi feita durante a noite, primeiramente de carro e depois de ônibus.

Todos foram revistados, pois ninguém pode transportar celular ou câmeras fotográficas. Ele disse que todos sabiam que estavam ainda no Líbano, devido à paisagem.

"Havia gente com idades entre 20 e 30 anos. Eu e outro colega éramos os mais novos, já perto de completarmos 17 anos."

"Logo quando chegamos, durante a madrugada, nos deram uniforme e equipamento. Nos mandaram caminhar pela floresta e ficar lá por horas, dormindo ao ar livre", disse.

A vida no campo, de acordo com Akl, era dura, com tarefas que exigiam o máximo esforço físico e psicológico de cada recruta.

As aulas iam desde táticas de combate, armas, sobrevivência a primeiros socorros.

Nos momentos de descanso, o tempo era dedicado às rezas e leituras do Corão.

Segundo Akl, os recrutas eram submetidos a duras sessões de combate, em que seguidamente ficavam com marcas e cortes pelo corpo.

Os instrutores atiravam, disse ele, com munição de verdade em simulações de batalhas.

Em alguns dias, segundo Akl, eles eram obrigados a caminhar por cerca de 30 km, inclusive atravessando a fronteira para a Síria (o sotaque de alguns beduínos que encontravam comprovava que estavam em lado sírio, segundo ele).

"Durante a noite, cada grupo dormia em buracos cavados na terra e sempre a mais de 150 metros um do outro, para no caso de um ataque de Israel não pegar todos de uma só vez", disse.

"Às vezes conversávamos entre nós sobre como seria depois, de como seríamos recebidos como heróis por nossos amigos."

Desistência

O treinamento durou 45 dias, e alguns começaram a desistir na metade. Akl terminou seu treinamento e voltou para casa.

Durante mais dois anos, continuou a ajudar em tarefas de militância. Israel já não ocupava mais o sul do Líbano e, pela primeira vez, ele pôde conhecer lugares que jamais vira em seu próprio país.

Sua fé, porém, começara a definhar e já não havia mais a certeza de que queria continuar sendo um combatente.

Muitos guerrilheiros do Hezbollah estudavam ao mesmo tempo, mas Akl queria trilhar apenas um dos caminhos.

"Comecei a me perguntar o que de fato queria para mim. Decidi apenas estudar e trabalhar, ter um futuro diferente. Além disso, não me sentia totalmente religioso, queria ter outro tipo de vida."

Líderes locais instruíram o jovem a se apresentar aos superiores e comunicar sua vontade de sair do partido.

Mas ele, ao contrário, rumou para Beirute para realizar os exames de admissão na universidade.

"Eu era grato pelo que o partido fez por mim, mas nos últimos anos eles haviam parado de dar atenção ao meu vilarejo e à minha região. Portanto, me questionei se eu deveria continuar lutando por eles", disse.

O jovem, entretanto, disse que sua fé pela causa não diminuiu. "Continuo ajudando de outras maneiras, com tarefas sociais. Mas se invadissem meu país e me chamassem para lutar, eu iria", afirmou.

Hoje, Akl só visita sua pequena cidade nos finais de semana, pois estuda Tecnologia de Informação em Beirute, onde fez novos amigos e sai para se divertir na noite. Ele sonha em deixar o país para buscar um futuro melhor.

O que não mudou, segundo ele, é seu ódio por Israel.



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Magal
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Hizbollah mistura sangue e breguice ...

Hizbollah mistura sangue e breguice ...


Hizbollah mistura sangue e breguice em museu para lembrar heróis de guerra

Ferry Biedermann
Em Beirute


Um soldado israelense está pendurado da torre de um tanque semi-enterrado em uma cratera. Outro está caído ao lado da cratera. Pelo menos é o que os manequins pretendem retratar neste espetáculo de som e luz que constitui o clímax de uma exposição apresentada pela "mídia do Hizbollah" do Líbano para marcar a guerra do ano passado com Israel.

"Não há nada estranho nisto. Todo país celebra suas vitórias em museus", diz Ali Ahmad, um dos organizadores.

Ele aponta orgulhoso para a exibição de mísseis, cápsulas de artilharia e redes de camuflagem expostas no terreno de 5 mil metros quadrados no subúrbio de Haret Hreik, ao sul de Beirute - um enclave do movimento xiita que foi fortemente atingido durante a guerra.

Ahmad diz que a exposição foi um grande sucesso, com quase 100 mil visitantes nos primeiros seis dias.

É a temporada de férias no Líbano, e as exposições, uma mistura de sangue e breguice, foram um programa para famílias inteiras, provocando um ambiente quase festivo. Em uma das vitrines, há um berço de bebê fumegante em meio a um mar de algodão branco. Granadas de morteiro e algumas cápsulas formam o pano de fundo.

"Esse é o banho de sangue em Shiyah", explica um atencioso guia do Hizbollah. Perto do fim da guerra, uma bomba israelense atingiu um edifício nesse bairro, que até então havia sido considerado relativamente seguro, matando mais de 40 pessoas.

Uma jovem segurando um carrinho com duas crianças contempla a cena. "Eu quero que meus filhos saibam como são os israelenses", ela diz. Afirma que é de Shiyah e estava lá durante a guerra. Então por que vir à exposição? "Nunca é demais lembrar".

Mas um espaço relativamente pequeno da exposição foi dedicado ao impacto da guerra sobre a população libanesa. Mais de mil pessoas foram mortas e muitas outras ficaram feridas ou perderam suas casas.

Em vez disso, a ênfase é totalmente para o que o Hizbollah retrata como o heroísmo de seus combatentes e a vulnerabilidade dos soldados israelenses. Não há vestígio da operação que provocou a guerra: o ataque do Hizbollah através da fronteira, em que dois soldados israelenses foram capturados e três outros, mortos.

Em cartazes, vitrines e videoclipes, soldados israelenses são mostrados feridos, desorientados, gritando e enterrando seus mortos. "Queremos mostrar às pessoas que eles não são invencíveis. É o fim de um mito", diz Ahmad.

O espetáculo de som e luz no fim da exposição enfoca o que o Hizbollah apresenta como as piores derrotas israelenses na guerra: um navio de guerra que foi atingido da costa libanesa, os muitos tanques destruídos e o fracasso de Israel em evitar que o Hizbollah lançasse foguetes contra o país.

A atração mais popular, além da réplica dos bunkers subterrâneos e centros de comando do Hizbollah, é um videogame. O pessoal que cuida do site do Hizbollah está lá para mostrar Special Force II, a História da Verdadeira Promessa.

Em uma tela de televisão plana, combatentes animados do Hizbollah atiram contra um helicóptero israelense e acabam por derrubá-lo, em chamas. O combatente/jogador do Hizbollah também pode perder? "Sim, mas é só um jogo", é a resposta.

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
 
 

9 de ago. de 2007

Líder judeu critica papa após encontro com padre polêmico

Líder judeu critica papa após encontro com padre polêmico

 
Líder judeu critica papa após encontro com padre polêmico
 
 
 
 
O papa e o padre Tadeusz Rydzyk
Encontro causou protestos de comunidades judaicas da Europa
O líder da comunidade judaica de Roma, Leon Passerman, criticou a decisão do papa Bento 16 de se encontrar com um padre acusado de anti-semitismo, dizendo que o encontro, no domingo, foi um sinal de que o pontífice está se aproximando mais dos conservadores e se fechando a uma aproximação com os judeus.

Bento 16 recebeu o padre Tadeusz Rydzyk - diretor da radio Maryja, uma emissora polonesa muito criticada por grupos judeus - em sua residência de verão perto de Roma, junto com um grupo de fiéis.

Em entrevista ao jornal La Stampa, Passerman disse que o gesto do papa demonstraria a intenção do Vaticano de manter dentro da igreja os simpatizantes de padre Rydzyk e representa uma mudança na linha política da Santa Sé.

Passerman definiu o encontro como um "reconhecimento público clamoroso de uma rádio nacionalista, populista e anti-semita num país onde havia 3,5 milhões de judeus e hoje apenas 5 mil".

"Na Polônia estão tentando voltar atrás no tempo, com relação à sociedade secularizada, e a audiência de domingo é uma autorização implícita ao Catolicismo tradicionalista", disse o líder judeu.

"Depois de alguns sinais de abertura em relação ao judaísmo, no início, este pontificado começou a seguir posições fortemente conservadoras."

"Saudação"

O aperto de mãos entre Bento 16 e o padre Rydzyk também provocou forte reação em outras partes do continente europeu.

RADIO MARYJA
Fundada em 1991 na Polônia
Tem 3,5 milhões de ouvintes
Dirigida pelo padre Tadeusz Rydzyk, acusado de anti-semitismo
Padre acusou judeus de tirar proveito econômico do holocausto

"As afirmações anti-semitas de padre Rydzyk são amplamente transmitidas por meio de sua rádio, por isto ficamos chocados que o papa tenha concedido audiência e sua bênção a um homem e uma instituição que mancharam a imagem da igreja polonesa", diz uma nota divulgada na quarta-feira pelo Congresso Judaico Europeu, a entidade que reúne as comunidades judaicas de toda a Europa.

Os jornais poloneses definiram o encontro como uma verdadeira audiência de Rydzyk com o papa, enquanto fontes do Vaticano deram menor importância ao evento, definido como "uma saudação mais que encontro".

Depois das reações das comunidades judaicas, o Vaticano fez um breve comentário sobre o caso, com uma nota oficial, divulgada nesta quinta-feira.

O texto afirma que o encontro de domingo "não implica em alguma mudança na bem conhecida posição da Santa Sé sobre a relação entre católicos e judeus".

Durante sua visita a Polônia, em maio do ano passado, o papa não quis receber o padre e exigiu formalmente que ele deixasse de fazer declarações anti-semitas. Mas nenhuma providência mais drástica foi tomada.

Durante seu pontificado, Bento 16 tem anunciado medidas que foram interpretadas por analistas como tentativas de aproximar a Igreja de setores mais conservadores do Catolicismo, ao mesmo tempo em que afastam a Igreja de outras denominações cristãs e não-cristãs.

Em julho, o Vaticano divulgou um decreto de previa o retorno das missas em latim e a reintrodução nos ritos católicos uma polêmica oração que pede a conversão de judeus ao catolicismo.



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7 de ago. de 2007

Festival de Cinema Judaico homenageia Eytan Fox

Festival de Cinema Judaico homenageia Eytan Fox


Cineasta vem ao Brasil para lançar 'Bubble'. Mostra reúne 42 filmes, entre retrospectivas e contemporâneos.
Cena de "Bubble", filme de Eytan Fox (Foto: Divulgação)

Em sua 11ª edição, o Festival de Cinema Judaico de São Paulo fará uma retrospectiva da carreira do cineasta Eytan Fox, que nasceu nos Estados Unidos, mas se mudou com a família, ainda pequeno, para Israel. Fox vem ao Brasil para lançar seu mais recente longa, "Bubble", e também para receber a homenagem feita pelo festival.

Em "Bubble", três jovens israelenses decidem ajudar um palestino. O diretor também comanda uma das séries mais populares da TV israelense, "Florentene", sobre a cultura urbana de Israel.

O festival tem uma mostra competitiva e outras temáticas, como "Memória" (sobre fatos históricos), "Panorama/Israel" (produções atuais israelenses, incluindo cineastas conhecidos, como Amos Gitai, e estreantes, como Yuval Shafferman) e "Música" (com clássicos, como "West bank story"). Serão exibidos, no total, 42 filmes.

O 11º Festival de Cinema Judaico acontece a partir desta terça-feira (7) até domingo (12), em cinco salas de cinema de São Paulo: Hebraica (duas salas), Centro de Cultura Judaica, Cinesesc e Livraria Cultura.

Em uma sala da Hebraica e no Cinesesc, os ingressos custam R$ 7. Nas outras salas, a entrada é gratuita, com exceção do Centro da Cultura Judaica, que pede a doação de 1 kg de alimento não-perecível.

Após as exibições em São Paulo, a mostra terá versões itinerantes no Rio e em Porto Alegre.



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Hitler levou discos de músicos judeus para o bunker

Hitler levou discos de músicos judeus para o bunker

Hitler levou discos de músicos judeus para o bunker
 

 
 
Adolf Hitler
O líder nazista tinha um disco de um pianista cuja mãe morreu presa
Discos resgatados do bunker de Hitler no fim da Segunda Guerra Mundial e esquecidos até recentemente indicam que o ditador nazista gostava de ouvir músicas de artistas judeus.

Os discos foram redescobertos pela filha de um general soviético responsável pela evacuação do bunker em Berlim depois da rendição alemã.

Entre as gravações estão, como se podia esperar, obras de Ludwig van Beethoven e Richard Wagner, o compositor preferido do "Führer".

Mas também há surpresas como composições dos russos Tchaikovski ou Rachmaninov, que eram considerados pelo próprio regime nazista como "membros de uma raça inferior".

Um álbum contém até gravações de obras de Tchaikovski executadas pelo violinista polonês Bronislav Huberman, de origem judaica.

Há também uma interpretação do pianista austríaco Artur Schnabel, que era judeu. Schnabel deixou a Alemanha em 1933, e sua mãe morreu em um campo de concentração.

Etiquetas do Führer

A autenticidade dos discos é comprovada por uma etiqueta numerada com a palavra "Führerbunker" colada em cada um deles.

Vários dos discos ainda estão intactos e foram descobertos no sótão da casa do general Lev Besymenski depois de sua morte, em junho passado.

Sua filha, Alexandra Besymenski, disse à revista alemã Der Spiegel que acha uma "horrível hipocrisia" que Hitler tenha escutado música de artistas judeus e russos enquanto dizimava milhões de pessoas de origem judaica e eslava.

O ditador apreciava as composições apesar de ter reiterado em várias ocasiões que "não existe e nunca existiu uma cultura judaica."



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Judaismo - Resumo

Judaismo - Resumo



EXISTEM MUITAS FORMAS DE JUDAÍSMO:
Judaísmo Cardíaco - em meu coração, eu sou um Judeu.
Judaísmo Gastronômico - nós comemos alimentos Judaicos.
Judaísmo da carteira - eu dou donativo às causas Judaicas.
Judaísmo Duas Vezes por Ano - eu vou à sinagoga em Rosh Hashanah
e Yom Kippur
VOCÊ SABE QUE É JUDEU QUANDO:
* Você vivenciou o fenômeno de 50 pessoas caberem em uma sala de
jantar de 5 metros quadrados, cutucando-se mutuamente com pratos de plástico,
tentando chegar perto de uma travessa de iguarias.
* Você ficou surpreso ao descobrir que o vinho nem sempre tem o
sabor
de um molho de uvas envelhecido.
* Você pode olhar para o gefilte fish e não sentir náuseas.
* Você compreende Yiddish mas não fala Yiddish.
* Você sabe como pronunciar numerosas palavras em Yiddish e as utiliza
corretamente no contexto, mas você não sabe exatamente o que elas significam.
Kenahorra.
* Você tem pelo menos um ancestral que é parente do ancestral de
sua esposa.
* Você pensava que falar alto era algo normal.
Feriados Judaicos
Geralmente falando, os feriados Judaicos são divididos entre dias
nos quais você deve jejuar e dias nos quais você deve comer demais. Muitos
judeus observam nada menos do que 16 jejuns durante todo o transcorrer do
ano, com base no princípio consagrado de que mesmo que você tenha a certeza
de estar ritualmente purificado, definitivamente você não está. Embora hajam
muitas festas e jejuns, não existem feriados que exijam 'beliscadinhas'
leves'
(uma comidinha miúda).
Obs.: Ao contrário dos Cristãos, que simplesmente comparecem à igreja
em dias especiais (ou seja, Quarta-Feira de Cinzas), nos feriados Judaicos
a maioria dos Judeus tira o dia todo de folga.
Isto se deve ao fato de os Judeus, por razões históricas e pessoais,
estarem mais extenuados.
O GUIA DA DIETA PARA OS FERIADOS JUDAICOS:
Rosh Hashanah - Festa
Tzom Gedalia - Jejum
Yom Kippur - Mais jejum
Sukkot - Festa
Hashanah Rabbah - Mais festa
Simchat Torah - Continua a Celebrar
Mês de Heshvan - Não há festas nem jejuns durante um mês inteiro.
Contenha-se.
Hanukkah - Coma panquecas de batata
Dez de Tevet - Não coma panqueca de batata
Tu B'Shevat - Festa
Jejum de Esther - Jejum
Purim - Coma massas
Páscoa - Não coma massas
Shavuot - Festa dos laticínios (bolo de queijo, blintzes, etc.)
17 de Tammuz - Jejum (definitivamente sem bolo de queijo ou blintzes)
Tisha B'Av - Jejum muito rígido (nem mesmo pense em bolo de queijo
ou blintzes)
Mês de Elul - Fim do ciclo. Inscreva-se no Centro de Problemas Digestivos
antes que os Feriados Sagrados cheguem novamente.


6 de ago. de 2007

XI Festival de cinema judaico de São Paulo

XI Festival de cinema judaico de São Paulo



XI FESTIVAL DE CINEMA JUDAICO DE SÃO PAULO

Em 2006 o Festival de Cinema da Hebraica de São Paulo comemorou sua primeira década de existência em grande estilo, com direito a retrospectiva dos seus primeiros dez anos e recorde de público e filmes apresentados. Agora, em 2007, sentimos a responsabilidade de iniciar nossa segunda década mantendo o mesmo pique, oferecendo sempre o melhor da produção judaica cinematográfica do cinema mundial.

Assim, a mostra competitiva do XI Festival de Cinema Judaico de São Paulo procurou proporcionar o mais amplo espectro da produção contemporânea com temática judaica. Ao lado de filmes com ingredientes para "arrasar quarteirão" competem algumas produções de caráter intimista - mas todas elas mantêm o compromisso de tentar registrar a atmosfera cambiante das modernas sociedades judaicas espalhadas pelo mundo. Mais uma vez assistiremos o dinamismo da vida judaica contemporânea em Israel e na Diáspora.


Para esta edição, foram também selecionados onze documentários. Por sua natureza dinâmica e fundamentada na realidade, o documentário se presta à discussão dos temas mais urgentes da contemporaneidade: as memórias do Holocausto que se apagam, a atuação das mulheres nas congregações, as tensas relações entre israelenses e palestinos, as histórias de famílias e até mesmo as questões mais triviais do cotidiano. Assim nosso Festival busca contribuir para fomentar o debate dos principais temas da realidade judaica da atualidade.

Ao lado da mostra de documentários, será inaugurada uma série apresentando a memória e o registro da vivência judaica, procurando garantir espaço de exibição para produções que não deixarão a humanidade esquecer os verdadeiros fatos de nossa história.

Mais uma vez Israel tem espaço privilegiado no Festival: um painel variado e breve da produção cinematográfica contemporânea do cinema israelense. Esta é a proposta de reunir no módulo "Panorama/Israel" filmes autorais como os de Amos Gitai e Avi Mograbi, e estreantes como Yuval Shafferman. Documentários e ficção se juntam no desafio de montar o quebra-cabeça da sociedade israelense atual. 

Novamente o Festival além de responder ao prazer estético da sétima arte, quer contribuir para o debate frente à complexa realidade de Israel.
A proverbial ligação dos judeus com a música e a confluência dessas tradições com outras culturas sempre renderam ótimas produções cinematográficas. Este ano, selecionamos alguns clássicos como O Jazzman do Gulag e premiados como West Bank Story, filme vencedor do Oscar na categoria melhor curta-metragem. Vamos conhecer um pouco melhor a relação entre cinema e música na produção judaica.

Finalmente, a exemplo de Amos Gitai, que recebeu mostra especial numa das edições do Festival de Cinema Judaico de São Paulo, este ano teremos uma breve retrospectiva da carreira de Eytan Fox - uma das mais importantes vozes do atual cinema israelense. Ele assinou produções polêmicas e a série Florentene, uma das mais populares da TV israelense, e abrilhantará esta mostra especial com sua presença no Brasil. 

Novamente estaremos presentes na cidade de São Paulo em várias salas de projeção: na sede do Festival, 'A Hebraica', com duas salas, no Centro de Cultura Judaica e no Sesc, tradicionais parceiros, na FAAP com exibição e palestras dos visitantes internacionais aos estudantes de cinema, e levaremos uma importante mostra do Festival ao Rio de Janeiro e a Porto Alegre; e para brindar a segunda década do Festival abrimos nova parceria com a recém inaugurada Livraria Cultura do Conjunto Nacional expandindo o alcance de nosso trabalho, oferecendo mais um endereço ao público de São Paulo, amante da 7ª Arte fiel participante de Festival de Cinema Judaico. 

Mais uma vez 'A Hebraica' cumpre sua missão de centro cultural trazendo o melhor da produção judaico através da realização de grande evento.


Para maiores informações consulte o site www.fcjsp.com.br

5 de ago. de 2007

Sobreviventes do Holocausto cobram auxílio de Israel

Sobreviventes do Holocausto cobram auxílio de Israel

Sobreviventes do Holocausto cobram auxílio de Israel


Representantes dos cerca de 250 mil sobreviventes do Holocausto nazista que vivem hoje em Israel se reuniram neste domingo em frente à residência do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, para protestar por um maior apoio financeiro do Estado.

Uma oferta do governo israelense para um auxílio semanal equivalente a US$ 20 (cerca de R$ 37,60) por mês foi rejeitado pelos grupos de sobreviventes, que consideram o montante insuficiente.
Muitos sobreviventes idosos dizem ter dificuldades para pagar tratamentos médicos e, em alguns casos, até para comprar alimentos.
Durante reunião de gabinete neste domingo, Olmert disse defender uma solução "justa e balanceada".
Ele argumentou que seu governo foi o primeiro a estabelecer uma ajuda financeira a famílias de sobreviventes do Holocausto.


Necessidades

Dubi Arbel, diretor de uma das organizações de sobreviventes, disse à BBC que suas necessidades não estão sendo satisfeitas.

"Eles acordam todas as noites com pesadelos", disse. "Eles têm câncer 14 vezes mais do que a população em geral. Eles têm fraturas ósseas por causa da má nutrição no passado. E agora eles precisam de ajuda, mas não há ninguém a quem recorrer", afirmou.
Os manifestantes estão chamando seu protesto de "Marcha da Vida", um nome que ecoa a marcha anual no campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia, para lembrar o Holocausto.
O ministro Yitzhak Herzog disse que a intenção dos manifestantes de usar símbolos do período nazista como roupas de prisioneiros e estrelas amarelas em uma marcha por disputas financeiras com o governo é "um insulto à memória coletiva do Holocausto".
Os sobreviventes do Holocausto - que incluem todos os que sofreram com a perseguição nazista - já recebem auxílio de outras fontes, incluindo o governo alemão.
Cerca de 6 milhões de judeus foram mortos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
O Holocausto é freqüentemente citado como uma das razões para justificar a existência de um Estado judaico.












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Magal
Cristãos-novos reivindicam sangue e direitos judaicos

Cristãos-novos reivindicam sangue e direitos judaicos


Cristãos-novos reivindicam sangue e direitos judaicos
Camila Arêas

Aos 13 anos, ele ouviu os pais comentarem sobre a origem portuguesa do avô. Dentro de casa, os costumes eram diferentes. Enfatizava-se o Velho Testamento, velas eram acesas antes de surgir a primeira estrela no céu de sexta-feira e o sábado era um dia de descanso, quando não se comia carnes. Mas tudo era automático e Hélio Daniel Cordeiro não fazia comparações. Aos 18 anos, montou o quebra-cabeça e descobriu: é descendente de judeus anoussitas (em hebraico: oprimidos), também chamados de marranos (converso) ou cristão-novos, que foram convertidos ao cristianismo e expulsos de Portugal no período da Inquisição (1536-1821).

Assim como Hélio, centenas de brasileiros que carregam os sobrenomes como Oliveira, Trigueiro, Pereira, Fonseca, Pinto, Silva, Jesus e Conceição buscam na história de seus antepassados provas da hereditariedade judaica. Querem ter os mesmos direitos de todos os judeus com base na ascendência. Mas para a Lei do Retorno, judeu "é a pessoa nascida de mãe judia ou que tenha se convertido ao judaísmo e que não pertença a outra religião".

A barreira legal está sendo questionada por Asher Ben-Shlomo, chefe do Sindicato Israelita das Comunidades Anoussitas, que vive em Israel há seis anos e trabalha junto às autoridades para apresentar emendas às Constituições. No Brasil, a proposta que será entregue em breve ao presidente Lula visa a reconhecer os direitos hereditários culturais e sangüíneos, como os que os índios desfrutam. Em Israel, Asher se reuniu com parlamentares para modificar a Lei do Retorno.

Asher é brasileiro e nunca perdeu as origens judaicas, mas ao migrar para Israel encontrou centenas de brasileiros que buscavam retornar ao judaísmo e não conseguiam porque não têm o documento requerido pelos Tribunais Rabínicos.

- Não têm o atestado, mas têm o sobrenome português registrado no arquivo genealógico do Museu da Diáspora de Tel Aviv. O problema é que o rabinato de Israel está dividido e parte dele exige que o anoussita, por estar muito tempo afastado da cultura, deve se converter em um Tribunal ortodoxo para se integrar à comunidade judaica. Defendemos a conversão facilitada.

No entanto, não existe Tribunal ortodoxo ou rabino-chefe na América Latina, justamente a região que recebeu os cristão-novos durante a colonização. E mesmo que um marrano se converta com ortodoxos dos Estados Unidos, não há garantia de sua validade em Israel porque não há uniformidade legal para eles.

- Há uma ingerência do rabinato. Os próprios rabinos acham que não somos judeus porque nossos antepassados foram convertidos. Nos sentimos um peixe fora d'água porque os outros nos chamam de judeus, mas os religiosos não nos reconhecem - desabafa Ricardo Trigueiro, fundador da Sociedade Anoussita Beit Shmuel de Recife. - Quem é judeu? É quem serve o Exército e paga imposto. Então, é preciso primeiro chegar à Israel.

Os marranos querem voltar ao judaísmo sob o status de pessoas que retornam à religião dos antepassados e não como convertidos.
Quinze por cento dos imigrantes portugueses que se mudaram no Brasil nos séculos 16 e 17 eram marranos, que se instalaram em massa no Nordeste brasileiro.

- Dos cinco grandes engenhos brasileiros de 1.500, os cristãos-novos da Bahia e de Pernambuco consagraram o auge da economia açucareira colonial - ilustra Tânia Kaufman, diretora do Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco. - A primeira comunidade judaica do Brasil nasceu no Recife. Hoje, ainda vivemos sob atmosfera judaica.

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Magal

1 de ago. de 2007

Judeus invadem antigo campo de extermínio nazista

Judeus invadem antigo campo de extermínio nazista

Judeus invadem antigo campo de extermínio nazista


Um grupo de cerca de 20 judeus ortodoxos entrou nesta terça-feira no antigo campo nazista de extermínio de Majdanek, na Polônia, após avançarem com o ônibus em que estavam sobre as barreiras que bloqueiam a entrada do local.

Segundo informou Anna Zmarzak, da polícia da Província de Lublin, o incidente ocorreu às 20h locais (15h em Brasília), quando o museu do antigo campo nazista já estava fechado. A direção do museu e a polícia não tinham informações sobre a visita de uma excursão de judeus, apesar de a embaixada de Israel em Varsóvia sempre avisar com antecedência.

O subdiretor do museu já está no local e, segundo o site do jornal Gazeta Wyborcza, negocia com os judeus, apesar de as causas e os objetivos da invasão serem desconhecidas. De acordo com os observadores, a ação dos judeus ortodoxos pode estar relacionada com as declarações anti-semitas feitas pelo sacerdote Tadeusz Rydzyk, diretor da ultracatólica e nacionalista emissora Rádio María.

Com relação às declarações, a embaixada de Israel em Varsóvia exigiu do governo polonês que condene tal manifestação de anti-semitismo, incompatível com as doutrinas do papa João Paulo II, que defendeu a reconciliação entre judeus e cristãos.

No campo de extermínio de Majdanek, situado na Polônia oriental e fundado em 1941, funcionando até 1944, foram exterminadas mais de 80 mil pessoas, das quais cerca de 60 mil eram de origem judaica, procedentes de 30 de países