31 de jul. de 2007

Os segredos do último ajudante vivo de Hitler

Os segredos do último ajudante vivo de Hitler

Coisas Judaicas
Rochus Misch com fotos suas da época em que servia o regime nazista


Rochus Misch, guarda-costas e operador de telefone de Hitler, é o último membro sobrevivente de seu séquito. Ele acaba de completar 90 anos e está publicando um livro sobre seu tempo com o Führer 

Ralf Simon

A coisa mais estranha foi a visão dos dois violonistas na estação de metrô Kaiserhof em Berlim. "Eu saí daquele bunker da morte, de todo aquele drama, e vejo alguém tocando música", lembra Rochus Misch. "Tocavam música havaiana!" Foi em 2 de maio de 1945, às 6 horas da manhã. 

Perto do bunker de Hitler, tropas da SS francesa e unidades do exército alemão prolongavam o final da Segunda Guerra Mundial. Misch estava desesperado para sair vivo daquele inferno.


Uma hora antes, Misch, que tinha 27 anos na época, havia terminado seus deveres no bunker de Hitler embaixo da Chancelaria. Ele perguntou a Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda recém-nomeado chanceler do Reich, se havia mais alguma coisa a fazer. "'Herr Reich Chancellor', eu gostaria de sair com o resto dos camaradas", ele disse.

Naquela altura o Exército Vermelho estava a 200 metros de distância do que fora o local de trabalho de Misch nos últimos seis anos. Misch era guarda-costas e telefonista de Adolf Hitler - uma das últimas pessoas a deixar o bunker. Ele sobreviveu a todos. É a última testemunha.

Hoje vive em um apartamento em Berlim. Essa área da cidade parece uma aldeia, os vizinhos se conhecem e se cumprimentam. É uma parte tranqüila do mundo - exceto o apartamento de Misch. Ele se queixa de que seu telefone não pára de tocar e as cartas se acumulam novamente sobre a mesa. Recebe cartas até do Japão, Espanha e EUA. Algumas contêm dinheiro e pedidos de autógrafos. Recentemente ele teve de encomendar mais uma série de fotos, que assina e envia. As fotos mostram Misch de uniforme, na frente de dois bunkers, 65 anos atrás. A guerra não deixa Misch em paz.

Nascido em 1917 no que hoje é a cidade polonesa de Opole, Rochus Misch perdeu os dois pais quando tinha 2 anos. Cresceu com seus avós e trabalhou pintando cartazes de publicidade. Em 1937 entrou para uma unidade que mais tarde se tornou a unidade SS de proteção a Hitler. Ele foi seriamente ferido na Polônia enquanto negociava a rendição de uma posição polonesa. Depois disso começou seu "destino de soldado", como ele diz.

Durante sua convalescença, o comandante da companhia o recomendou para a equipe pessoal de Hitler. Não teve de voltar à frente porque era o único sobrevivente de uma família alemã. Foi colocado em um carro e levado ao "apartamento do Führer" na chancelaria do Reich em Berlim, ele lembra. "Eu tinha medo. Não me façam conhecer o Führer", ele lembra que pensou na época. "O Führer era o Führer para mim, como era para todos os alemães."

"Um cavalheiro perfeitamente normal"

Na primeira vez em que foi apresentado a Hitler, um calafrio percorreu sua espinha. Hitler lhe entregou uma carta para sua irmã em Viena. "Esse foi o primeiro encontro. Ele não era um monstro, não era um 'Übermensch'. Estava ali na minha frente como um cavalheiro perfeitamente normal e disse palavras gentis", diz Misch.

Misch teve muitos desses momentos e fala sobre eles há anos. Muitas vezes cita as mesmas frases, como fica evidente ao se comparar as entrevistas que deu. Fala sobre eles para turistas japoneses que aparecem em sua casa sem avisar e para jornalistas locais e internacionais. O ex-chanceler Willy Brandt certa vez o visitou, ele lembra, além de muitos cineastas. Mas Misch nunca fala sobre o último segredo que cerca os dias finais no bunker.

Cada minuto daqueles últimos dias está registrado - tudo exceto quem atirou em Hermann Fegelein, o general da SS casado com a irmã de Eva Braun. Fegelein era o oficial de ligação de Heinrich Himmler com Hitler e deixou o bunker sem permissão em 27 de abril. Preso em seu apartamento em Berlim, o general da SS foi executado em 29 de abril. Misch diz que sabe quem puxou o gatilho, mas não revela sua identidade, apesar de ele já estar morto. Diz que Hitler não mandou matar Fegelein, ao contrário da afirmação do falecido historiador Joachim Fest. Apenas o rebaixou.

Eva sentada morta no sofá

Misch prefere falar sobre Hanna Reitsch, a piloto que queria voar para fora de Berlim com os seis filhos de Goebbels. Ele diz que Goebbels queria salvar as crianças, mas sua mulher, Magda, exigiu que elas morressem em lealdade a Hitler. Depois que todas foram mortas ela jogou baralho.

Ele lembra de ver Eva Braun sentada morta no canto do sofá, com a cabeça inclinada para Hitler, "os joelhos encolhidos junto ao peito. Ela usava um vestido azul-marinho com uma renda branca na gola".

Nas primeiras horas de 2 de maio de 1945, o trabalho de Misch terminou. Goebbels o dispensou com as palavras: "Nós soubemos viver, também saberemos morrer". Misch destruiu o sistema de telefone e deixou o bunker por uma janela do porão.

Antes disso, despediu-se do técnico Johannes Hentschel, que ficou porque queria manter o fornecimento de água e eletricidade para o hospital do bunker.

Misch foi capturado no que é hoje a estação de trens Nordbahnhof em Berlim. Entre os outros prisioneiros estava o piloto pessoal de Hitler, Hans Baur, que foi seriamente ferido. Misch cuidou de Baur, mas este contou a seus interrogadores russos onde Misch havia trabalhado. Por isso Misch foi levado para Moscou, onde foi interrogado e torturado. Ficou tão ferido que mandou uma carta para Lavrentiy Beria, o chefe do serviço de segurança NKVD, pedindo para ser executado. Depois de oito anos de prisão em campos no Cazaquistão e nos Urais, ele conseguiu voltar a Berlim em 1953. Instalou-se em Berlim ocidental e assumiu a empresa de pinturas de um amigo. Trabalhou lá até se aposentar.

Misch escreveu um livro sobre suas experiências durante a era nazista, que já foi publicado na América do Sul, Japão, Espanha, Polônia e Turquia, e deverá sair na Alemanha neste outono. Intitula-se "Eu Fui o Guarda-Costas de Hitler".

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Der Spiegel, 31/07/2007
A sombra do terrorismo iraquiano no norte da África

A sombra do terrorismo iraquiano no norte da África

Análise: A sombra do terrorismo iraquiano no norte da África

Jean-Pierre Tuquoi

Um novo grupo terrorista islâmico apareceu recentemente no Magreb (norte da África). Sob o nome de Ansar al islam fi Sahara al bilad al mulazamin (os partidários do profeta no Saara, o país daqueles que trajam o véu), ele difundiu um primeiro comunicado na forma de um vídeo, no final de junho, na Internet. Nele é feita menção à "guerra santa" contra a Espanha, a França, a Argélia, a Mauritânia, a Frente Polisário (qualificada de "regime corrupto"), e, mais particularmente alvejado, o Marrocos, cujo rei, Mohamed VI, é tratado de "tirano", o qual "proporciona o seu apoio ao tirano da época, os Estados Unidos, [e] ergue o estandarte dos cruzados e dos sionistas".


Os americanos levam a ameaça a sério. Entre o final de junho e o início de julho, três responsáveis da administração Bush para questões de segurança viajaram para Rabat: o diretor do FBI, Robert Mueller, o da CIA, Michael Hayden, e a conselheira do presidente Bush para a segurança interna, Frances Fragos Townsend. As autoridades espanholas aconselharam aos seus súditos que pretendem viajar para o Marrocos a "reforçar a sua vigilância e a evitar lugares muito freqüentados". Na França, o ministério das relações exteriores não fez nenhuma recomendação particular.

Quem são aqueles que se escondem por trás deste grupo terrorista cujo nome é inspirado naquele de um grupo epônimo que segue em atividade no Iraque, onde ele apareceu há seis anos tendo como líder e porta-bandeira Abu Moussab Al-Zarkaoui, morto em 2006 durante um bombardeio americano? Os serviços de inteligência europeus pensam que os seus animadores são militantes islâmicos marroquinos e argelinos que se refugiaram na Espanha para fugir a repressão no seu país de origem. Os seus colegas argelinos, por sua vez, se dizem convencidos de que se trata na realidade de um braço do ex-Grupo Salafista para a Predicação e o Combate (GSPC), que se mantém ativo na faixa do deserto do Sahel situada entre o Marrocos, a Mauritânia e o norte do Mali.

Mas a identidade dos terroristas é secundária. Mais importante é o fenômeno do qual eles são representativos: a implantação no Magreb de grupos terroristas que até então privilegiavam o Iraque. Isso porque o Ansar al Islam não é o único dentre eles. O apelo para formar uma "Internacional da jihad" remonta a cerca de um ano. Ele foi proferido pelo número dois da Al Qaeda, Ayman Al-Zawahiri, quando, em setembro de 2006, este convidou o GSPC, o último movimento armado ainda em atividade na Argélia, a se juntar à Al Qaeda. Em janeiro de 2007, esta aliança estava consumada. O GSPC dissolveu-se e tornou-se a Organização da Al Qaeda no país do Magreb islâmico. Portanto, apenas a "filial" da região do Sahel, se assim podemos chamá-la, não aceitou aquele acordo e optou por fazer aliança com o grupo Ansar al Islam, e não com a Al Qaeda. Entre os dois grupos, existem poucas diferenças.

Desde a reorganização terrorista, três atentados kamikazes, idênticos pelo seu modo operatório - um veículo lotado de explosivos corre em grande velocidade contra o alvo - provocaram a morte de dezenas de pessoas na Argélia. O imponente palácio do governo, sede de vários ministérios, uma delegacia de polícia próxima do aeroporto de Argel, e um quartel militar no leste do país foram os alvos desses ataques. Todos os atentados foram reivindicados pelo braço argelino da Al Qaeda. Anteriormente, este tipo de ação era muito raro na Argélia. Um único atentado kamikaze de grandes dimensões chegou a ser registrado na Argélia durante a "guerra suja" dos anos 1990.

Ao se aliarem à nebulosa terrorista Al Qaeda, conforme observam os especialistas ocidentais, os militantes islâmicos magrebinos podem esperar asceder a novas fontes de financiamento e de abastecimento em material, assim como a um know-how técnico, os quais irão torná-los muito mais perigosos. O outro risco que esta aliança traz é o de que os novos "detentores da franquia" da Al Qaeda ampliem o seu campo de atividade e privilegiem alvos europeus ou anglo-saxônicos nos países do Magreb ou próximos desta região. Até hoje, os temores se revelaram desnecessários. Nenhuma conexão de financiamento ou de abastecimento em armas que conduziria ao Oriente Médio chegou a ser desmantelada no Magreb. E nenhum atentado recente na África do Norte foi dirigido contra um alvo ocidental. Os fatos também desmentiram aqueles que temem ver os militantes islâmicos argelinos, marroquinos ou tunisianos unirem as suas forças. A cooperação ainda é embrionária, mesmo se um grupo terrorista foi desmantelado na Mauritânia, no qual atuavam juntos três marroquinos, um mauritano e um saudita. Cada um desses grupos prefere atuar por conta própria e ignora o seu vizinho, mesmo que isso signifique lançar mão de uma capacidade de improvisar. Uma prova disso foi o comportamento suicida do grupo de kamikazes que foi desmantelado na primavera em Casablanca pelos serviços de segurança marroquinos. Cercados pela polícia, os jovens jihadistas se suicidaram, evitando provocar outras vítimas colaterais.

Mas a "Internacional jihadista" está operando muito mais na direção inversa. Os militantes islâmicos magrebinos partem para o Iraque e, numa proporção menor, para a Somália. Esta movimentação é muito mais intensa do que a ajuda e os conselhos que eles chegam a receber do exterior. "Para todos os jihadistas, a prioridade atual é o Iraque, e não o Magreb", observa Fernando Reinares, um especialista do islamismo no Real Instituto Elcano de Madrid. "As ações internas não constituem uma prioridade para os militantes islâmicos magrebinos. A conexão marroquina, por exemplo, está atuando no sentido de recrutar homens para operações externas ao reino. Assim, mais de cem marroquinos foram localizados no Iraque. Em sua maioria, eles são executores; de certa forma, são soldados recrutados na população magrebina tal como o exército francês fazia durante a época colonial", confirmou um universitário marroquino, Mohamed El Ayadi, por ocasião de um colóquio do Instituto Francês das Relações Internacionais, em Paris.

Mesmo se nada tangível até agora veio dar força à idéia de que a Al Qaeda e a sua organização estão no processo de se disseminar no Magreb, a idéia permanece viva. Ela serve de instrumento para os atores, qualquer que seja o campo ao qual eles pertencem. Os Estados Unidos usam-na como argumento para legitimar as justificativas e as razões do seu combate contra o terrorismo internacional. Aos regimes marroquino, argelino e tunisiano, ela permite desenvolver um aparelho de manutenção da segurança, além de um arsenal repressivo que escandaliza os defensores dos direitos humanos. Por fim, ao exportar o seu selo, a Al Qaeda desponta aos olhos dos seus simpatizantes como o adversário único dos cruzados, os ocidentais.

Tradução: Jean-Yves de Neufville

30 de jul. de 2007

Uma estratégia vencedora para o combate ao anti-sionismo

Uma estratégia vencedora para o combate ao anti-sionismo




Uma estratégia vencedora para
o combate ao anti-sionismo


Sander Fridman, psiquiatra, graduado no Curso de Liderança
Jovem para a Diáspora pela Universidade Bar-Ilan (Israel)
O filósofo Bernard Levy Strauss caracterizou com exatidão o movimento Islâmico radical: é um movimento expressamente contra os direitos humanos, anti-humanistas, anti-liberdades individuais e coletivas, anti-feministas - ou seja, apóiam totalitarismos religiosos. Causa espécie a dificuldade que temos encontrado em romper com nossa "tolerância politicamente correta" para denunciar a "intolerância anti-direitos humanos de grupos religiosos excêntricos, de todos os matizes, em diferentes países".

O caminho é deslocar o front do debate ideológico, levando-os "anti-sionistas" para a defensiva: constituir grupos de protesto e pressão em favor dos grupos, destes países, discriminados e privados dos mínimos direitos e dignidades humanas. Defender e manifestar-se pela liberdade e direitos femininos nos países árabes e outros, protestando em frente às embaixadas, chamando grupos feministas para se juntarem às manifestações, informando à mídia e à população das graves lesões de direitos humanos pelas quais se vitimam as crianças palestinas e islâmicas, ensinadas a odiar, preparadas para morrer, e não para viver, usadas como escudos humanos, privadas de alimentos, escola, proteção, amor, por seus compatriotas totalitários.

Mas é essencial fazer tudo isso com genuíno interesse, com genuíno amor por estas crianças e mulheres molestadas, abusadas, cabestreadas, das quais a dignidade e a vida são cotidianamente arrancadas por seus concidadãos fundamentalistas. Neste sentido, sugiro assistir ao filme israelense de Amos Gitai: "Free Zone", onde esta mesma mensagem pode ser lida: as mulheres islâmicas, assim como outros grupos oprimidos em suas liberdades e direitos, compreendem uma grande e silenciosa força em favor da paz, potencialmente em favor modo ocidental - e, portanto, "sionista" - apesar do que fazem crer os filmes de propaganda empregados por nosso "jornalismo" televisivo, com mulheres sempre liderando manifestações a favor da Sharraria (lei islâmica).

Uma população local orientada para os direitos humanos não aceitará a propaganda e as opiniões de quem viola, ou apóia violações, dos direitos humanos - seja em países estrangeiros, seja no Brasil! Sobre estas violações há abundância de material. Há vozes nestes e destes países - exilados - que se têm levantado contra tudo isso, e que merecem ser efetivamente apoiadas com recursos econômicos, levando o front ideológico e midiático para dentro dos respectivos países - e para longe de nossas fronteiras Como aliás acabou fazendo George W. Bush, que levou a fronteira da guerra islâmica do coração de Nova York para os bairros Iraquianos, Paquistaneses e do Afeganistão - de onde partiu - para a infelicidade destes povos e de todos nós que os queremos bem, mas que entendemos que este deslocamento da fronteira representa um encolhimento das áreas de dominação da sharraria e de influência das lideranças religiosas intolerantes e terroristas.

"Devemos abraçar a idéia essencial
sobre o judaísmo: Judaísmo = Direitos Humanos"

Devemos abraçar a idéia essencial sobre o judaísmo: Judaísmo = Direitos Humanos, e esta é a tradução mais atual e compreensível (e também a mais vendável!) para, a um só tempo, o "Arravta LeRearra Camorra" ("ama teu próximo como a ti mesmo" - Torá, Kdushim, 19:18), para o "Im Ani Rak LeAtsmi, Má Ani?" ("Se eu for só por mim, o quê sou?" - Hillel, Pirkei Avót, 1:14), e para o "O que te for odioso, não o faças ao teu semelhante. Esta é a lei: todo o resto é comentário." (Hillel, Talmud, Shabbat, 31a). Estes são conceitos vencedores - enquanto idéias, pretensões - tanto nas tradições judaicas progressistas, liberal e "conservadora", como nas tradições cristãs progressistas, seculares e liberais. Devem, portanto, ser postos à prova, levados à eficácia, à prática, imediatamente, onde houver um mínimo de sensibilidade social. Onde não houver a efetiva sensibilidade social e midiática para os Direitos Humanos, esta sensibilidade deve ser imediata e contundentemente promovida, evocada, gerando a respectiva sensibilidade, fazendo deste um discurso honesto para nós brasileiros, para só então fazer sentido e apresentar contundência quando estes pleitos forem propostos entre nós para serem apresentados aos ditadores que submetem os povos de outros países a regimes sem liberdades e direitos humanos - exatamente os anti-sionistas.

Os Stalinista e a extrema direita nacionalista anti-americana - e por isso anti-sionistas - responsáveis pelas alianças ideológicas entre as sociedades seculares e o mundo islâmico - serão levados ao silêncio, do contrário serão desmascarados frente a uma população que se tornará cada vez mais hostil a quem defende ou releva quaisquer violações aos direitos humanos.

A tudo isto chamo "resolver o problema, de fato", re-conquistando corações, mentes e aliados que perdemos ao longo da guerra "fria" do petróleo, depois da Milrémet Iom aKipurim (Guerra do Dia do Perdão). Neste período, as iniciativas árabes anti-israelenses passaram a focar sobre o tabuleiro da opinião pública internacional, azeitada pelas necessidades internacionais de petróleo - inclusive com fortes reflexos sobre o Brasil, que iniciou racionamento de combustíveis através da limitação da velocidade nas estradas, que antes era de 120Km/hora, e passou por isso para os 80Km/hora, além de dar partida ao programa de pesquisas de fontes alternativas de energia que desembocaram na alternativa do álcool como combustível. 

Neste contexto, países que não votassem com os árabes sansões contra Israel na ONU teriam um acesso prejudicado ao petróleo. Esta estratégia foi então extremamente bem sucedida. Seus reflexos permanecem, mas seus instrumentos não mais - pelo menos não tão claramente como na época. Novos tempos! Se trabalharmos direito, há boas chances de retomarmos o elevado prestígio que Israel encontrava no Brasil antes da guerra do petróleo, que pegou-nos muito dependentes do petróleo estrangeiro.

27 de jul. de 2007

Chá de extrato de canela anti-viral encontrado na Bíblia

Chá de extrato de canela anti-viral encontrado na Bíblia

Coisas Judaicas

Chá de extrato de canela anti-viral encontrado na Bíblia


23 de julho de 2007 - Na maior parte de sua vida, o Professor Michael Ovadia, da Universidade de Tel Aviv, tem concentrado seus estudos em cobras e nas propriedades medicinais de seu veneno. 

Mas há 7 anos, meditando em uma passagem bíblica, o foco da carreira de Ovadia começou a mudar... uma "mudança em direção à canela" para ser mais exato! Aqueles que fazem pesquisa no campo da medicina natural sabem que o veneno de cobra, especialmente o tipo muito venenoso tem propriedades anti-virais e analgésicas únicas, que podem ajudar na luta contra várias enfermidades e doenças humanas. Nos últimos quarenta anos, Ovadia trabalhou com antídotos naturais e descobriu que alguns tipos de veneno podem desativar o vírus da "parainfluenza", conhecido como "Sendai", e que é semelhante a gripe humana. 


O trabalho estava indo bem. Diversas pesquisas foram publicadas, patentes foram desenvolvidas, e sua reputação nessa área foi estabelecida. Mas Ovadia estava ainda esperando pela "grande descoberta" que todo cientista sonha. Esse dia chegou certa manhã na sinagoga, enquanto ouvia uma leitura do Velho Testamento. 

Há uma passagem que explica como os Sumos Sacerdotes – os Cohens – preparavam um óleo sagrado que era usado em seus corpos antes que fizessem um ritual de sacrifício de animais. "Eu imaginei que esse óleo preparado com canela e outros condimentos, tinha a função de evitar que os agentes infecciosos se espalhassem para as pessoas". 

Levando esta suposição ao laboratório, os experimentos iniciais de Ovadia provaram ser verdade – seu extrato de canela saboroso foi capaz de imunizar embriões de frango do tipo "Newscastle", que causou um prejuízo de milhões de dólares na indústria de aves domésticas nos EUA, de uma maneira rápida e eficiente. 

Estudos mais avançados sobre a gripe aviária H9, o vírus da HIV, e Herpes Simplex 1, também conseguiram resultados positivos. O extrato foi capaz não apenas de neutralizar o vírus, mas mostrou aos diversos outros tipos de vírus que havia potencial para imunizá-los também. 

Para aplicar esta pesquisa em escala global, era necessário uma empresa de grande porte, e é aí que entra a Frutarom. Esta empresa israelense produz condimentos e aditivos alimentícios e cresceu nos últimos 10 a 15 anos de um ativo de US$ 10 milhões de dólares para US$ 350 milhões de dólares previstos para o final de 2007. 

De acordo com esta empresa, Ovadia continuará a encabeçar a pesquisa sobre o desenvolvimento desse extrato, e a Frutarom estima que o novo produto tendo como base a canela será lançado em aproximadamente um ano. Esperamos que antes da nova onda de resfriados!


Siga-nos no Facebook: www.facebook.com/judaicas

24 de jul. de 2007

Arafat era gay  e morreu de Aids

Arafat era gay e morreu de Aids

Arafat era gay  e morreu de AidsO ex-presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, teria morrido de Aids, de acordo com o jornal argentino 'Clarín'. A revelação foi feita esta semana pelo fundador da Frente Popular pela Libertação da Palestina, Ahmed Jibril, durante entrevista à rede de TV Al-Manar, e publicada ontem pelo jornal argentino.

Segundo Jibril, a informação teria partido do atual presidente da ANP, Mahmoud Abbas, que teve acesso aos boletins médicos do Hospital Percy de Paris, onde Arafat permaneceu internado por 13 dias, falecendo no dia 11 de novembro de 2004.

Ainda segundo o 'Clarín', Jibril desconfiava que Israel poderia estar por trás do suposto envenenamento do ex-líder palestino e solicitou uma investigação minuciosa para apurar a verdadeira 'causa mortis' de Arafat. Ao ser indagado sobre a hipótese de assassinato, Abbas teria respondido a Jibril: "Para ser honesto, o comunicado oficial dos médicos franceses é muito claro. Foi a Aids que o levou".

O jornal argentino afirma ainda que as autoridades palestinas queriam apenas esconder a longa história de homossexualidade de Yasser Arafat. Uma história que o teria obrigado a se casar com uma mulher e a ter com ela uma filha, hoje com 12 anos. Mesmo assim, o ex-chefe da Inteligência Romena, Ion Pacepa, chegou a relatar em seu livro de memórias, 'Horizontes Vermelhos', um romance secreto entre o ex-líder palestino e um guarda-costas.


23 de jul. de 2007

Jihad na Internet

Jihad na Internet

Jihad na Internet - uma rede global do terror



Uma rede global do terror em 17/7/2007

Reproduzido da revista The Economist, 12 de julho de 2007; tradução Jô Amado
A crer em suas palavras, ele jamais disparou uma única bala ou sequer ficou "por um segundo sequer numa trincheira" do jihad (guerra santa) contra os Estados Unidos da América. No entanto, o homem que se autodenominava "Irhabi007" - um trocadilho da palavra "terrorista", em árabe, com o codinome de James Bond - era muito mais importante do que qualquer militante armado ou homem-bomba suicida no Iraque. Ele era o responsável pelo jihad na internet.
Ao fazê-lo, Irhabi007 foi uma figura central para possibilitar a reconstituição da al-Qaida após a queda do Taliban e sua fuga do Afeganistão. A al-Qaida ("a base") e seus seguidores transferiram-se para o ciberespaço, definitivamente um território sem governo, no qual os adeptos do jihad criaram escolas virtuais para treinamento ideológico e militar e uma intensa propaganda armada.
Irhabi007 foi pioneiro em muitas das técnicas necessárias para que tudo isso acontecesse. Foi um webmaster infatigável no trabalho que dedicou a vários sites de extremistas, particularmente os que divulgavam declarações do falecido Abu Musab al-Zarqawi, líder da al-Qaida no Iraque. As agências de espionagem limitavam-se a assistir, impotentes, à habilidade com que Irhabi007 invadia computadores - apropriando-se, por exemplo, dp site do Departamento de Rodovias e Transporte (do estado) de Arkansas - para distribuir pesados arquivos de vídeos e ensinava seus companheiros ciber-jihadistas a proteger o anonimato online.

Provas de contatos

Apesar de sua celebridade, isso não bastava a Irhabi007. "Meu velho", queixou-se a um colega ciber-jihadista (que se autodenominava "Abuthaabit") durante um bate-papo cifrado na web, "meu coração está no Iraque."
Abuthaabit: E como é que você vai fazer para ir para lá?
Irhabi007: Imagino que alguém tenha que estar lá!
Abuthaabit: Deixa que te diga que este trabalho de divulgação é muito, muito importante. Muito mesmo.
Irhabi007: Eu sei disso, eu sei.
Abuthaabit: Porque muito do dinheiro que os irmãos estão recebendo é porque ficam vendo coisas como estas. Imagine quanta gente foi para lá (para o Iraque) depois de ver a situação nos vídeos. E imagine também quantas dessas pessoas também podem se ter tornado shahid (mártires).

O desejo por uma ação concreta pode ter levado à sua queda. Ele não estava apenas envolvido numa rede de divulgação de propaganda do jihad, mas também, ao que parece, numa rede descentralizada de conspirações terroristas. Em outubro de 2005, a polícia prendeu, na Bósnia, um ciber-jihadista que se autodenominava "Maximus" - um adolescente sueco descendente de bósnios chamado Mirsad Bektasevic. Ele e mais três outros foram posteriormente condenados a sentenças de até 15 anos de cadeia por planejarem ações que ocorreriam na Bósnia e em outros países europeus.

Entre o material apreendido no apartamento de Bektasevic, a polícia encontrou 19 quilos de explosivos, armas, um vídeo com instruções para fazer um colete-suicida e um vídeo com homens mascarados proclamando sua militância na "al-Qaida no norte da Europa". Nesse micro, a polícia encontrou provas de contatos com outros jihadistas na Europa. Um deles era Irhabi007.

Alvos civis e militares

Dois dias depois, a polícia britânica deu uma batida num apartamento ao lado de um pub sujinho, em Shepherd's Bush, na zona Oeste de Londres. Após uma discussão, prenderam Younis Tsouli. O ardiloso Irhabi007 vinha a ser, afinal, o filho de um representante do Turismo de Marrocos, de 22 anos, estudante de tecnologia de informática. Dois outros rapazes também foram presos na ocasião, embora Tsouli somente os conhecesse pela internet.

O julgamento de Tsouli e de seus co-réus - Waseem Mughal, inglês e formado em bioquímica (também conhecido como Abuthaabit), e Tariq al-Daour, estudante de direito e nascido nos Emirados Árabes -, no qual eles responderam às acusações de incentivar assassinatos e participar de conspirações de assassinatos, terminou este mês. O tribunal também foi informado sobre uma fraude, no valor de 1,8 milhão de libras esterlinas, praticada por Al-Daour por meio um cartão de crédito falsificado e utilizado para angariar fundos para comprar equipamento para grupos do jihad. Tsouli e Mughal utilizavam os números de cartões de crédito roubados para criar websites. Tsouli foi condenado a dez anos de cadeia e os outros dois receberam penas mais leves.

Ocorreram várias detenções na Dinamarca, onde um palestino de 17 anos, de origem palestina, foi condenado em fevereiro por seu envolvimento no plano de Bektasevic. Três outros foram considerados culpados, mas o veredicto do júri foi derrubado. 

Irhabi007 também foi acusado de estar vinculado a conspirações nos Estados Unidos: dois homens que moravam em Atlanta, estado da Geórgia, foram acusados de planejar atentados contra alvos civis e militares na região de Washington que incluíam o Capitólio, o Banco Mundial, o monumento maçônico em homenagem a George Washington e um depósito de gasolina. 

Segundo as acusações, os dois - Syed Ahmed, de 21 anos, e Ehsanul Sadequee, de 19 - teriam enviado a Irhabi007 fotografias dos alvos e também teriam viajado ao Canadá para se encontrar com outros conspiradores para discutir os ataques.

Uma informação essencial

Muitos detalhes ainda estão sujeitos a restrições judiciais. Mas essas investigações entrelaçadas destacam as palavras de Peter Clarke, chefe da divisão anti-terrorismo da polícia metropolitana de Londres, que em abril disse que seus agentes estavam enfrentando "redes dentro de redes, conexões dentro de conexões e vínculos entre indivíduos que envolvem fronteiras locais, nacionais e internacionais".

À luz das tentativas, frustradas, de preparar carros-bomba em Londres e no aeroporto de Glasgow - supostamente por um grupo de médicos e paramédicos -, uma troca de mensagens encontradas no computador de Irhabi007, num arquivo denominado " jihad", revela uma leitura intrigante. Um trecho das mensagens dizia: "Somos 45 médicos e estamos dispostos a levar adiante o jihad, em nome de Alá, a levar a luta para dentro da América em decomposição, em nome de Alá".
A mensagem revelava a intenção de preparar um ataque a uma base naval, aparentemente a base de Mayport, em Jacksonville, estado da Flórida, e pretendia conseguir a "destruição completa" do porta-aviões USS John F. Kennedy , além de 12 barcos rebocadores, assim como detonar "clubes para mulheres peladas" próximos à base. "O número previsto de porcos mortos é de 200 a 300", dizia o autor - não identificado exceto pelo fato de se vangloriar de ter sido afastado do exército jordaniano. Garantia que teria o apoio de um piloto que daria cobertura aérea à operação, mas faltava-lhe uma informação essencial que pedia a Irhabi007 que obtivesse: um manual de como fazer carros-bomba. O FBI informou que investigara a conspiração, àquela época, e concluíra que não era "crível".
"Boletins de notícias"

De qualquer maneira, a capacidade que tem a internet de contribuir para o crescimento do terrorismo vem preocupando as agências de espionagem. Segundo uma estimativa feita em abril de 2006 pela agência National Intelligence, dos Estados Unidos, "o processo de radicalização vem ocorrendo de forma mais rápida, mais ampla e mais anônima nos tempos da internet, sugerindo a possibilidade de ataques-relâmpago por grupos desconhecidos cujos militantes e simpatizantes dificilmente são localizados".

Tecnologias como telefones e máquinas de fax sempre foram rapidamente exploradas por terroristas. Mas a revolução da informática é particularmente útil para eles. A começar pela comunicação cifrada, tanto na forma de mensagens por e-mail, quanto, e preferivelmente, pelo sistema "voz-sobre-áudio da internet", o que torna muito mais difícil para a polícia a tarefa de monitorar suas atividades. As mensagens podem ser camufladas, por exemplo, através de fotografias aparentemente inocentes.

Mais importante ainda, a internet fornece aos jihadistas um meio ideal para propaganda, proporcionando o acesso a grandes audiências, livre da censura dos governos ou de filtros de mídia e preservando cuidadosamente o anonimato. Sua capacidade de pôr em contato grupos distintos do jihad cria a impressão de um movimento islâmico global empenhado em defender a ummah (comunidade) global de um inimigo comum. E proporciona a possibilidade de participar do jihad, a um risco relativamente baixo, a simpatizantes do mundo inteiro.
A facilidade e o baixo custo do processamento de palavras, fotografias, som e vídeo não somente criou a era do jornalista-cidadão, mas também a do jornalista-terrorista. Atualmente, a al-Qaida divulga regularmente "boletins de notícias", com um homem com um capuz num estúdio enumerando os acontecimentos nas diversas frentes do jihad - do Iraque ao Afeganistão, da Chechênia à Palestina. Relatórios impressos atualizam periodicamente o número de norte-americanos mortos (cerca de dez vezes superior ao número de mortos divulgado pelo Pentágono).

YouBombit.com

Cenas de batalha, com jipes norte-americanos sendo explodidos ao som de Allahu Akbar! (Deus é grande!), aparecem na internet minutos após os ataques. Muitas vezes, as cenas de maior apelo popular são reproduzidas em filmes, com trilhas sonoras compostas por corais masculinos cantando canções como "A caravana dos mártires". Os jihadistas até lançaram um vídeo-game para computador, "A noite em que Bush foi preso", no qual os jogadores matam soldados norte-americanos e atiram contra o presidente dos Estados Unidos. Como não poderia deixar de ser, segundo especialistas os jihadistas já começaram a criar "moradores" no mundo virtual Second Life.
Assim como as fantasias de guerra, também há, às vezes, uma dose de satisfação sexual. Uma gravação de vídeo feita pelo ideólogo Hamid al-Ali, do Kuwait, destaca que um mártir da causa do jihad vai para o paraíso, onde desfruta de comida e bebida deliciosas, assim como de uma mulher que irá "enlouquecer o seu juízo", além de muitas outras coisas; aparentemente, sua vagina "nunca se queixa de sexo demais" e ela ressurge como virgem.
A internet está inundada de comunicados emitidos por grupos de insurgentes vangloriando-se de seus êxitos ou denunciando grupos rivais. Mesmo as personalidades mais procuradas, como Ayman al-Zawahiri, número 2 na hierarquia da al-Qaida, produzem periodicamente depoimentos em vídeo comentando os acontecimentos políticos em poucos dias.

Resumindo, a câmera de vídeo manual tornou-se uma ferramenta importante para a insurreição, assim como o rifle AK-47 ou o lança-mísseis RPG. Como disse certa vez o próprio Zawahiri numa carta, interceptada, que escreveu a Zarqawi, "mais da metade desta batalha está sendo travada no campo da mídia". Ou, como explicava uma revista do jihad encontrada no computador de Irhabi007, "filme tudo, grave tudo; esse é um bom conselho para todos os mujahidin (guerreiros sagrados). 

Irmãos, não desprezem a fotografia. Vocês devem ter consciência de que cada fotograma que vocês disparem é tão importante quanto um míssil lançado contra o inimigo Cruzado e seus títeres". Pouco antes de ser preso, Irhabi007 tinha montado um site para compartilhar vídeos do jihad que ele esperava que viesse a rivalizar com o YouTube. Chamou-o YouBombit.com.

Sobre treinamento e camelos

A estrutura descentralizada da internet - devido à sua origem em redes militares projetadas para sobreviver a ataques nucleares - proporciona agora às redes do jihad uma tremenda elasticidade. Sites do jihad aparecem e desaparecem constantemente, às vezes tirados do ar pelos provedores para reaparecerem em qualquer outro lugar, às vezes deliberadamente retirados para continuarem à frente dos investigadores. Segundo um perito, "é como aquele velho jogo do Invasores do Espaço. Quando você limpa uma tela de atacantes em potencial, outra tela simplesmente toma o lugar daquela".

O número de sites extremistas vem crescendo de forma exponencial - de uma meia dúzia no ano 2000 para alguns milhares em 2007. Alguns são ostensivamente militantes, enquanto outros deixam o jihad em segundo plano para exaltar uma piedade puritana, conhecida como "salafismo" - um movimento baseado nos primeiros seguidores do profeta Maomé que considera degenerado o islamismo que posteriormente se desenvolveu. A maioria dos sites é em árabe, mas alguns já estão traduzindo para inglês, francês e outros idiomas, para ampliar suas audiências.

O material mais procurado na internet são os manuais militares - livros, filmes ou slides em PowerPoint - que dão instruções sobre inúmeros assuntos, como armas, técnicas de assassinato, preparo de venenos e fabricação de explosivos. No entanto, as agências de espionagem dizem que nada supera a experiência prática, como num lugar como o Iraque ou, pelo menos, um campo de treinamento. Nas últimas tentativas de atentado em Londres e em Glasgow, por exemplo, os atacantes visivelmente não souberam preparar direito seus carros-bomba, embora muitos dos suspeitos tivessem educação superior.

Entretanto, publicações eletrônicas da internet como a enorme - e constantemente atualizada - Encyclopedia of Preparation, ou revistas eletrônicas como a Tip of the Camel's Hump (Topo da Corcova do Camelo), ambas encontradas no computador de Irhabi007, tornam mais fácil aos grupos iniciantes a possibilidade de participar no terrorismo. A divisão anti-terrorista holandesa, que divulga muitos de seus estudos sobre o extremismo, conclui que a existência de campos de treinamento virtuais "tem o efeito de baixar o limiar de acesso a comandos de atentados".

Redobrar os cuidados

Muitos dos sites do jihad colocam suas informações e discussões mais inflamadas em áreas protegidas por senhas. Ali, os participantes podem ser gradualmente treinados, convidados a participar de discussões mais confidenciais, conduzidos a entrevistas, doutrinados e, finalmente, recrutados para a causa.

Mas o próprio anonimato que a internet concede aos jihadistas também pode funcionar contra eles, pois permite que a polícia e as agências de espionagem entrem no mundo do jihad sem serem identificadas. Muitos dos comunicados enviados a fóruns da rede são repletos (e com razão) de frases paranóicas indagando sobre quem está por ali observando. 

Um longo comunicado colocado num site sírio do jihad em 2005, intitulado "Conselho aos Irmãos em busca do Jihad no Iraque", dizia que recrutas sem experiência que tivessem a oferecer apenas "entusiasmo ou amor impulsivo pelo martírio" não seriam mais bem-vindos. Ao invés disso, os mujahidin precisavam de dinheiro e de combatentes experientes, mas ninguém deveria achar que as estradas do contrabando na Síria eram seguras. 

Recomendava que se comunicassem sigilosamente, por meio de fontes de confiança em mesquitas, e não na internet, destacando que "este fórum, como muitos outros, está sendo vigiado; qualquer informação, obviamente, deixa de ser sigilosa, portanto as pessoas com quem vocês se encontram ou se correspondem em fóruns não são confiáveis".

Universidade aberta

Os colaboradores com sites do jihad recebem constantemente orientações para que não divulguem segredos. No ano passado, quando veio à tona a notícia da prisão de Irhabi007, muitos dos comunicados enfatizavam a necessidade de aumentar os cuidados na web. Um deles, assinado por "Bard17", alertava: "Confie em Alá, mas amarre seu camelo."

Um dos mais engenhosos estrategistas da al-Qaida é Abu Musab al-Suri. Atualmente, encontra-se preso pelos norte-americanos, mas seu livro Convocação Global Islâmica à Resistência, de 1.600 páginas, sobrevive. Recomenda que sejam criadas no Ocidente células terroristas independentes, autônomas, sem vínculos direitos com grupos já existentes, para cometer ações espetaculares.

Para muita gente que estuda os sites do jihad, entretanto, o perigo maior está na doutrinação. O serviço de espionagem holandês (AIVD) considera a internet o "compressor que turbina" a radicalização do jihad. Stephen Ulph, professor titular da Fundação Jamestown, um instituto de pesquisa norte-americano que monitora o terrorismo, diz que a internet oferece uma universidade aberta aos jihadistas. Mais de 60% do material disponível em sites do jihad não trata de notícias da atualidade ou de vídeos sobre a guerra e, sim, de questões ideológicas e culturais. 

A guerra dos jihadistas, diz Ulph, é menos contra o Ocidente do que "uma guerra civil pelas mentes dos jovens muçulmanos". Nesse processo de radicalização, "os mujahidin atraem o simpatizante não-engajado, afastam-no de seu ambiente social e intelectual, subvertem sua auto-imagem de muçulmano praticante, apresentam-no ao que chamam de 'verdadeiro Islã', reescrevem a história em termos de um conflito infindável, centralizam o jihad como sua identidade islâmica e dão-lhe treino não apenas militar, mas social e psicológico".

Um reservatório permanente

Um texto-chave é um livro eletrônico muito procurado, Perguntas e Incertezas Relativas aos Mujahidin e suas Operações, que busca armar os jihadistas com perguntas, respostas e dúvidas sobre suas ações, num espectro que vai da permissão de matar muçulmanos ao uso de armas de destruição de massa e à aceitação de raspar a barba em nome do jihad. "É importante que não sejamos distraídos pelo foco nas organizações, subestimando o lado ideológico", afirma Ulph.

Esse ponto é destacado num estudo feito pelo Centro de Combate ao Terrorismo, da academia militar norte-americana de West Point, que tentou "mapear" as influências ideológicas mais importantes por meio de um levantamento feito de citações de documentos do jihad na internet. Em primeiro lugar vem Ibn Taymiyya, um estudioso que viveu na Idade Média, à época das invasões mongóis. Ele lutou pela volta do Islã à fé pura dos seguidores de Maomé, defendeu o jihad contra invasores estrangeiros e ensinou que os líderes mongóis que se converteram ao islamismo não eram verdadeiros muçulmanos porque não acatavam a charia (lei islâmica). Essas idéias batem com as idéias dos atuais jihadistas, para quem os norte-americanos são os novos mongóis.

Osama bin Laden não consta entre os dez nomes mais citados - mesmo entre escritores modernos. Abu Muhammad al-Maqdisi, o ideólogo que se encontra preso na Jordânia (e que inspirou Zarqawi de forma direta), é considerado uma autoridade superior. E o onipresente propagandista na internet Zawahiri, que muitas vezes é considerado o verdadeiro cérebro por trás da al-Qaida, nem aparece no universo intelectual dos jihadistas.

As agências de espionagem ocidentais penteiam a internet em busca de vestígios de novos atentados terroristas, mas têm poucos recursos ou vontade de desafiar uma ideologia mais ampla. Numa rede global, fora do controle de quaisquer governos, as tentativas de fechar sites extremistas significam pouco mais do que um ligeiro estorvo. O que é necessário é uma campanha sistemática de contra-propaganda - prioritariamente de apoio aos governos muçulmanos aliados e a muçulmanos moderados - para tentar recuperar o terreno que foi cedido aos jihadistas.

"As agências de espionagem tratam do problema quando as pessoas se manifestam, de fato, como terroristas", diz o professor Bruce Hoffman, um perito em terrorismo da Universidade de Georgetown. "Temos que descobrir uma forma de estancar o fluxo. A internet cria um reservatório permanente de pessoas radicais que podem ser presas fáceis para grupos terroristas."
Irhabi007 pode estar desconectado da internet, mas outros continuam ligados. Entre os mais engenhosos está uma pessoa que navega pela rede com o nome - é verdade - de Irhabi11.

22 de jul. de 2007

Hassan Nasrallah

Hassan Nasrallah


Coisas Judaicas
Leader of Shiite terrorist organization, Hizbullah

Published:  07.31.06, 12:34 / Israel News

Hassan Nasrallah was born in 1960, in a refugee camp in eastern Beirut. His poor, Shiite family originated from a village in southern Lebanon.
  
Even as a child, Nasrallah displayed an interest in Islam and dedicated his time to religious studies. When civil war broke out in Lebanon in 1975, he returned with his family to their village, leaving school to join the Shiite Amal organization.
  
Nasrallah's talents and diligence stood out at the local mosque, and one of the senior spiritual leaders took him under his wing. At age 16, Nasrallah was sent to a prestigious Muslim seminary in Najaf, the Shiite holy city in Iraq.
  
During his studies, he was tutored by a senior Lebanese student named Abbas Mousawi, who later became the leader of Hizbullah. The two Lebanese students quickly became friends.
  
In 1978, Nasrallah and Mousawi fled Iraq in fear of the Iraqi government. Once back in Lebanon, Nasrallah became an instructor at Mousawi's new seminary in Baalbak, where his reputation as a charismatic and militaristic religious figure grew.
  
In 1982, at the start of the First Lebanon War, Nasrallah quit Amal and joined the Revolutionary Guards. Within a short time, he was appointed commander of the troops in Bekaa. The Revolutionary Guards encouraged the Lebanese Shiites to develop a new framework called Hizbullah .
  
Hizbullah's early years were focused on fighting the IDF, and Nasrallah became a dominant military and religious figure within Hizbullah. He led several successful operations against Amal in 1987. Later, Nasrallah traveled to Iran to continue his Islamic studies in the holy city of Kum.
  
When the fight between Hizbullah and Amal resumed in 1989, Nasrallah left his studies in Iran, and returned to Lebanon to join the fray. He was lightly injured in one of the battles.
  
Over the next year, Nasrallah became a member of the Shura Council, Hizbullah's highest institution. During that time, the organization was split between supporters of Syria and supporters of Iran.

In 1991, following negotiations between the two countries, Mousawi, whose loyalties tended towards Syria, was appointed secretary-general. In exchange, Nasrallah, an Iranian supporter, was given more power.

In 1992, the IDF assassinated Mousawi. Nasrallah quickly replaced him, and has been the leader of Hizbullah ever since.

Under his leadership, the organization unleashed a wave of brutal terror attacks against Jewish and Israeli targets throughout the world, which climaxed with the attacks on the Israeli embassy in Buenos Aires in March 1992, which killed 22, and on the city's Jewish Community Center in July 1994, which killed 80.

The most significant test of Nasrallah's leadership occurred in 1997, when a group led by Hizbullah's first secretary-general, Sheik Sobhi Toufeili, declared a "revolution of the hungry" to protest what they perceived as Hizbullah's abandonment of the Shiite population in Lebanon.

However, Iran and, especially, Syria backed Nasrallah, and the Baalbak-based opposition was forced to submit their weapons and surrender.

In the aftermath of the IDF's retreat from most of Lebanon in 1985, Hizbullah initiated a determined campaign against the IDF and the Christian South Lebanese Army in the security zone, set up by Israel inside Lebanon close to the international border. During this struggle, Hizbullah's military capabilities increased, as a result of Nasrallah's leadership and close ties with Iran.

Nevertheless, the IDF's significant military superiority meant many more losses for Hizbullah, and from a purely military standpoint, most Hizbullah offensives ended in failure.

Under Nasrallah's leadership, Hizbullah unveiled a new battlefield: Israeli public opinion. In a number of interviews, Nasrallah declared that he had discovered Israeli society's weak point, namely a high intolerance for loss of human life. Based on this assumption, the media arena became a central stage for Hizbullah's anti-Israel activities.

Despite numerous Israeli efforts, Hizbullah managed to successfully conduct guerilla attacks in the security zone, leading to constant Israeli casualties. Concurrently, Hizbullah filmed their operations against the IDF and the SLA; the tapes were distributed worldwide.

Also, Hizbullah worked hard to destroy Israeli morale. For instance, Hizbullah flags were placed on Israeli positions, and IDF and SLA commanders were targeted.

The continued fighting yielded numerous losses on both sides. During the 1990s, as a result of the constant casualties and the feeling that the conflict would never end, the Israeli public indicated that they were no longer willing to pay the price for a continued presence in Lebanon .

Eventually, the government decided to retreat from the Lebanese security zone. In May 2000, the IDF unilaterally retreated to the international border.




The IDF retreat dramatically improved Nasrallah's standing within the Arab world, who now perceived him as a hero. In a speech he made to celebrate the retreat, Nasrallah said, "It (Israel) has a nuclear weapon and the strongest air force in the region, but in truth, it is weaker than a spider web."

According to this "spider web" theory , Israel's reverence for human life and the hedonistic nature of Israeli society make it weak and unable to sustain continued war and bloodshed.

In Lebanon, Nasrallah worked to improve Hizbullah's standing within the Shiite community. Thus, a large portion of Hizbullah's budget was allocated for the establishment of welfare, education, charity and healthcare institutions, whose services were provided free-of-charge to community members.

Even after the IDF retreat, Nasrallah refused to end the fight against Israel , and he continued attacking and insulting Israel in his speeches. In practice, the actual fighting was limited to occasional shootings, while preparations for future conflagrations were accelerated.

On 12 July, 2006, the Second Lebanon war was ignited when Hizbullah fighters entered Israeli territory, killed three Israeli soldiers, injured two, and captured two others.

At the same time, the organization carried out diversionary rocket attacks on Israeli military positions near the border.

Israeli forces failed to rescue the two kidnapped soldiers; five more Israeli soldiers were killed on Lebanese soil during the attempt.

The next day, Israel responded by bombing the Beirut International Airport, the main Beirut - Damascus highway.

Nasrallah vowed to strike Tel Aviv in retaliation for Israel's barrage of Lebanon's capital, Beirut.

"If you hit Beirut, the Islamic resistance will hit Tel Aviv and is able to do that with God's help," he said in a televised address.

Coisas JudaicasAlthough Hizbullah did not hit Tel Aviv, by the end of the war, the organization had fired some 3,970 Katyusha rockets into Israel. The majority of rockets landed in Haifa, although a few rockets reached as far south as Hadera.




Rockets fire from Lebanon (Photo: AP)

Despite the fact that Nasrallah was viewed by many as a hero for his leadership during the war, there were also those in Lebanon who criticized him.

Walid Jumblatt, leader of the Progressive Socialist Party of Lebanon and the most prominent leader of the Druze community, said, "Great, so he's a hero. But I'd like to challenge this heroism of his. I have the right to challenge it, because my country is in flames."

After 34 days of fighting, a ceasefire between Israel and Hizbullah took effect, and Nasrallah declared the organization victorious.

Following the war, Nasrallah said during a televised interview with Lebanon's New TV station, "We did not think, even 1 percent, that the capture would lead to a war at this time and of this magnitude. You ask me, if I had known on July 11 ... that the operation would lead to such a war, would I do it? I say no, absolutely not."

Nasrallah is married to Fatima Yassin. His oldest son, Hadi Nasrallah, was killed by the IDF in September 1997. His body was brought to Israeli territory and was returned to Lebanon in exchange for the body of a naval commando killed in 1997.

Following his son's death, Nasrallah was quoted as saying, "Israel should not feel satisfaction at my son's death, for he died on the battlefield, facing the conquerors as he wished, with a gun in his hand."  


21 de jul. de 2007

Congresso alemão discute humor no mundo árabe

Congresso alemão discute humor no mundo árabe

Congresso alemão discute humor no mundo árabe
 
 
 
 
Muitos cartunistas criticam a falta de liberdade das mulheres na região (Crédito: GTZ/FU Berlin)
Um congresso na Alemanha debate neste fim de semana as diferenças entre o humor no Ocidente e em países islâmicos, que freqüentemente levam a mal-entendidos
entre as culturas.

O evento intitulado "Humor no mundo arábe" vai analisar as diferenças de mentalidade que, por exemplo, motivaram os conflitos em torno das caricaturas do profeta Maomé no começo do ano passado.

A publicação de caricaturas de Maomé por um jornal dinamarquês causou protestos violentos em vários países. Segundo a religião islâmica, ilustrações não podem mostrar o rosto do profeta

Durante o congresso em Berlim, acadêmicos de todo o mundo vão analisar as raízes do humor no mundo árabe.

Eles também vão debater a liberdade de expressão na região e a caricatura como meio de fazer política e até de lutar pelo direito das mulheres.

Humor próprio

Apesar das imagens de violência no Oriente Médio mostradas diariamente na televisão, o mundo árabe também tem seu humor próprio, diz Ulrich Marzolph, especialista alemão em Islã.

Afinal, acrescenta o estudioso, "o humor é uma das necessidades vitais do ser humano".

No entanto, o professor Georges Tamer, que também participa do congresso, diz que "o que faz alguém rir depende de sua educação, sua visão política, sua religião e sua cultura".

Tamer afirma que muitos libaneses fazem piadas sobre os sírios, que controlam parte do país, e até os palestinos gozam de sua própria situação.

Mesmo assim, em certos países, os humoristas levam uma vida perigosa.

No Marrocos, uma revista humorística foi fechada por causa de uma matéria de capa polêmica. Em outro caso, um diretor de teatro foi ameaçado de morte depois de encenar uma comédia sobre o líder líbio Muamar Khadafi.

Ambos foram covidados para participar do congresso em Berlim.



--
Magal
Visite:http://hebreu.blogspot.com/

11 de jul. de 2007

Pacifistas colocam bandeiras sírias em estrada israelense

Pacifistas colocam bandeiras sírias em estrada israelense


Pacifistas colocam bandeiras sírias em estrada israelense

Ativistas do movimento israelense Paz Agora colocaram nesta madrugada dezenas de bandeiras da Síria na principal estrada de Israel, a que une Tel Aviv com Jerusalém, para exigir que seu Governo negocie um tratado de paz com a Síria.
O movimento lançou a campanha "Falar com a Síria agora", com a intenção de encorajar o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, a negociar a paz com o presidente sírio, Bashar al-Assad.

Bandeiras dos dois países foram instaladas desde o cruzamento de Shaar Hagay, a cerca de 20 quilômetros de Jerusalém, até o Parlamento.

O trecho fica no caminho de qualquer dirigente estrangeiro que vá a Jerusalém. Nele, segundo o protocolo diplomático, são colocadas as bandeiras de chefes de Estado e de Governo que estão em visita a Israel.

"O Governo israelense tem a obrigação de evitar a guerra e chegar a um acordo de paz com a Síria", disse o secretário-geral do Paz Agora, Yariv Oppenheimer.

Para ele, "nos últimos meses a Síria está dando sinais de que quer negociar".

Israel há mais de seis meses analisa se as mensagens de paz da Síria são genuínas ou se a intenção de Assad é desviar a atenção internacional dos eventos no Líbano e das acusações contra ele e seus serviços secretos de atentar contra políticos libaneses, entre eles o ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, morto em 2005.

Ontem, em declarações à rede de televisão Al Arabiya, Olmert convidou Assad a visitar Jerusalém "para conversar".

"O presidente americano diz que não quer ficar entre nós dois. Se Assad quer falar, podemos sentar e conversar", disse Olmert.

Grupos pacifistas israelenses dizem que os Estados Unidos estão bloqueando qualquer iniciativa de paz entre Israel e Síria, a fim de não permitir que Assad, que faz parte do "eixo do mal" denunciado pelo presidente George W. Bush, escape de ser julgado pelo assassinato de Hariri.

Numa recente entrevista em Washington, com Olmert, o presidente americano disse que o primeiro-ministro israelense era "absolutamente capaz" de alcançar um acordo de paz com a Síria sem a ajuda dos EUA.

Na última rodada de negociações, em 1999, as duas partes não conseguiram um acordo sobre o lugar exato da fronteira nem sobre as garantias mútuas de segurança.

A Inteligência Militar israelense afirma que a Síria está se preparando para uma guerra iminente. Altos comandantes israelenses ordenaram este mês uma série de manobras nas Colinas do Golã para treinar seus homens.

Fonte Terra e EFE



--
Magal
Visite:http://hebreu.blogspot.com/

7 de jul. de 2007

Rice to arrive in Israel July 16

Rice to arrive in Israel July 16


US Secretary of State Condoleezza Rice.Officials in Washington have confirmed that US Secretary of State Condoleezza Rice will arrive in Israel and the Palestinian Authority on July 16 for her first visit to the region since Hamas seized power in the Gaza Strip.

Rice is due to meet with Prime Minister Ehud Olmert in Jerusalem and with Palestinian Authority Chairman Mahmoud Abbas in Ramallah. The secretary of state also plans to meet with Egyptian intelligence head Omar Suleiman.

Jerusalem will be able to present Rice with two significant gestures made to boost Abbas's standing: the release of frozen Palestinian tax revenues and the freeing of 250 Fatah security prisoners, expected to be completed before she arrives in the region.

A US official said Friday night that Rice might meet with members of the international Quartet - the US, EU, UN, and Russia - during her visit, but that such a meeting had yet to be confirmed.

In the meantime, the Quartet meeting is tentatively set to take place in Egypt when Rice arrives on July 16. Mid-level Quartet representatives are scheduled to meet in London on Tuesday to work out the details of the July 16 meeting.

Talks are also being planned between the Quartet and the Arab Quartet of Egypt, Jordan, Saudi Arabia and the United Arab Emirates.

The flurry of diplomatic activity in mid-July may be rounded off by the visit to Israel of an Arab League delegation comprised of the Egyptian and Jordanian foreign ministers, although a date for such a visit still needs to be finalized.

An official in Jerusalem stressed that talks with the Arab League on the Arab peace plan of 2002 are designed to complement bilateral Israeli-Palestinian negotiations, not replace them. The idea is to provide the Palestinians with a diplomatic umbrella and create an atmosphere in which Abbas will have the backing of moderate elements in the Arab world.

Italian Prime Minister Romano Prodi also arrives in the region on Sunday.

He will hold talks Monday with Olmert, Foreign Minister Tzipi Livni and Defense Minister Ehud Barak. The Italian premier will also visit Yad Vashem and travel to Sderot.

On Tuesday, Prodi travels to Ramallah for talks with Abbas and PA Prime Minister Salaam Fayad.



--
Magal
Visite: http://hebreu.blogspot.com/

5 de jul. de 2007

A Guerra Atinge os Cristãos Também

A Guerra Atinge os Cristãos Também

 

 

Islam's Global War against Christianity

By Patrick Poole
From Nigeria to Indonesia, Christians are under siege in virtually every single country in the Muslim world, the victims of countless acts of discrimination, depredation, brutality, and murder that are so widespread and systematic that it can rightfully be called the new Holocaust. This time, however, the perpetrators of this Holocaust aren't wearing swastikas, but kufi skull caps and hijabs.

Some of the oldest Christian communities in the world are subject to relentless attack and teeter on the brink of extinction at the hands of the "Religion of Peace": Palestinian Christians in Gaza and the West Bank; Assyrian, Syriac and Chaldean Christians in Iraq; Coptic Christians in Egypt; Evangelical and Orthodox Christians in Eastern Ethiopia and Eritrea; Armenian Orthodox Christians in Turkey; and Maronite Christians in Lebanon.
Several of these communities date back to the beginning decades of Christianity and all have weathered wave after wave of Islamic persecution for centuries and more, but in the very near future some will simply cease to exist. In our lifetime, the only trace of their past existence will be in footnotes in history books (and probably only Western history books at that).

Meanwhile, we in the West hear much from radical Islam's apologists how the US is engaged in a war against Islam citing of our military actions in Afghanistan and Iraq. We are lectured on the inviolability of the Muslim ummah and justifications of defensive jihad.

But an extensive search this past weekend of the websites of the Council on American-Islamic Relations, the Islamic Society of North America, the Islamic Circle of North America, the Muslim American Society, the Muslim Student Association, the Fiqh Council of North America, and the Muslim Public Affairs Committee - the most visible institutional representatives of Islam in America - found not a single mention or reference of the religious persecution of Christians by their Islamic co-religionists, thereby making them tacit co-conspirators in the Final Solution to the Christian problem in the Muslim world.

The global war on Christianity by Islam is so massive in size and scope that it is virtually impossible to describe without trivializing it. Inspired by Muslim Brotherhood ideology and fueled by billions of Wahhabi petrodollars, the religious cleansing of Christians from the Muslim world is continuing at a break-neck pace, as the following recent examples demonstrate.

Iraq: In the current issue of the American Spectator, Doug Bandow observes that centuries of dhimmitude have left Christians in the war-torn country without any means of self-defense. Washington policymakers have refused to lend assistance for fear of showing partiality, despite the murder of hundreds of Iraqi Christians, the kidnapping and torture of Christian clerics, the repeated bombings of Christian churches, the torching of Christian businesses, and the flight of close to half of the entire Iraqi Christian population since April 2003. Those who remain have been subject to the imposition of shari'a by the Shi'ite Mahdi Army and Sunni militias (al-Qaeda doesn't bother with such niceties, preferring to murder them immediately instead), including the recent published threat in Mosul of killing one member of every Christian family in that city for Christian women not wearing the hijab and continuing to attend school. (Be sure to remember that the next time an Islamist apologist claims that the hijab is a symbol of women's liberation.)

Egypt: Journalist Magdi Khalil chronicles in a new report ("Another Black Friday for the Coptic Christians of Egypt")  the campaign of violence directed against Christian Copts almost weekly immediately following Friday afternoon Muslim prayers. Inspired by Islamist imams preaching religious hatred in mosques all over the country and protected by government officials willing to look the other way, rampaging mobs of Muslims set upon Christians churches, businesses and individuals, from Alexandria to cities all the way up the Nile. Coptic holy days are also favorite times for Muslim violence, which the Egyptian media likes to describe as "sectarian strife" - as if it were actually a two-sided affair.

Gaza: Ethel Fenig recently noted here at American Thinker ("More Gaza Multiculturalism")  the systematic destruction of churches and desecration of Christian religious objects by Jihadia Salafiya following the HAMAS takeover of the Gaza Strip from their Fatah rivals and the imposition of Islamic rule. The head of Jihadia Salafiya told reporter Aaron Klein that any suspected Christian missionary activity in the area will be "dealt with harshly". ( Ynet News)


Saudi Arabia: According to the Arab News, a Sri Lankan Christian man barely escaped with his life in late May when he was found working in the city of Mecca, Islam's holiest city, which is officially barred to non-Muslims. In December, an Indian man had been sentenced to death for accidentally entering the city, but was spared after the Indian embassy made an urgent appeal to the Saudi Supreme Court.

Pakistan: In Islamabad, Younis Masih was sentenced last month to death under the country's frequently invoked blasphemy laws, which were also used against six Christian women suspended from a nursing school after they were accused of desecrating a Quran. And as protests against Salman Rushdie's knighthood raged, a Muslim mob armed with guns, axes and sticks attacked Christians worshipping in a Salvation Army church in Bismillahlpur Kanthan. ( Associated Press ; United Press International; Mission News Network)

 
Bangladesh: Almost a dozen Christian converts in the Nilphamari district were beaten last week by Muslim villagers wielding bricks and clubs, and threatened with death if they did not leave town immediately. Local hospitals subsequently refused them treatment. Christians in the area have also been prevented from using the only potable water well in the area after a pronouncement by religious authorities at the mosque in Durbachari. This came after 42 former Muslims were baptized as Christians in the local river on June 12. ( Compass News Direct

Malaysia: Government authorities demolished a church building on June 4th in Orang Asli settlement in Gua Musang in Ulu Kelantan, despite prior government approval of the project. The church was built on donated property after the entire village had converted to Christianity just a few months ago. Also in late May, the Malaysian high court ruled that Muslims who convert to Christianity must appeal to the religious shari'a courts to officially be deregistered as Muslims and reregistered as a Christians. ( Journal Chretien; Associated Press )

Indonesia: Agence France Presse reported last month on an attack by the Islamic Anti-Apostate Movement, who stormed a church service in a Protestant church in the West Java town of Soreang. The AFP report notes that more than 30 churches have been forced to close in West Java and dozens more throughout the country in recent years due to Muslim violence, churches which were among the few spared during the outbreak of hostilities during 1997-1998, where hundreds of Christian churches were burned to the ground and never rebuilt.

 
Turkey: The Christian community is still reeling from the torture and ritual slaughter of three Protestants at a Christian publishing house in Malatya in April by an armed Islamist gang, which was preceded by the murder last year of Catholic priest Andrea Santoro in Trabzon and the assassination of Armenian journalist Hrant Dink in Istanbul in January. An additional six men allegedly associated with the same Muslim gang were arrested on May 30 th for plotting an attack on a Christian pastor in Diyarbakir. ( Lebanon Daily Star; ADKNI )

Cyprus: The Cyprus Mail reports that during a meeting last month in Rome the Archbishop of the Cypriot Greek Orthodox Church pleaded with the Vatican Secretary of State for the Pope's assistance to pressure Turkish authorities in restoring and repairing Christian sites and churches in areas occupied since the invasion of the island nation by Turkey in July 1974 and the ethnic cleansing of 160,000 Greek Christian Cypriots.

Lebanon: More than 60,000 Christians have left the country since last summer's war between Hezbollah and Israel, fearing the rise of both Sunni and Shi'ite extremism and terrorist activity. The Sunday Telegraph recently revealed the results of a poll finding that at least half of Lebanon's Maronite community were considering leaving the country. More than 100,000 have already submitted visa applications at foreign embassies.

Algeria: In what is considered one of the more "moderate" Muslim regimes, Al-Quds Al-Arabi announced that the Algerian government has just issued regulations requiring advance permission for non-Muslim public events, following a 2006 law aimed at limiting Christian evangelism in the Kabylia region and the Sahara. ( MEMRI )

Morocco: In the country that The Economist magazine in 2005 anointed "the best Arab democracy", all Moroccans are considered Muslims at birth and face three years in prison if they attempt to convert. They are also prohibited from entering any of the few churches permitted to operate for the foreign inhabitants of the country. Moroccan Christians must operate covertly for fear of imprisonment by the government and attacks by Islamists. They cannot bury their dead in Christian cemeteries, and they must be married by Islamic authorities or face charges of adultery. Late last year, a 64 year-old German tourist, Sadek Noshi Yassa, was sentenced to six months in jail and fined for missionary activity. ( Journal Chretien

Nigeria: Police in Gombe arrested sixteen suspects after a Muslim mob stoned, stripped, beat, and finally stabbed to death a Christian teacher, Christiana Oluwatoyin Oluwasesin, after she caught a student cheating on an exam in March. Her body was then burned beyond recognition by the mob who falsely accused her of desecrating a Quran. The suspects were released last month without any charges being filed, prompting Christian leaders to accuse government authorities of a cover-up and raising concerns about additional attacks. ( Christian Today

Eritrea: Just a few weeks ago, the Islamic government installed a new Orthodox Patriarch after they removed the previous Patriarch and placed him under house arrest for no stated reason. Compass News Direct reported in February the death of Magos Solomon Semere, a Christian who had been imprisoned in a military jail for four and a half years for illegal Christian worship, the third Christian to die in government custody since October. Authorities have also cracked down on unapproved churches, jailing at least two thousand Protestants and members of the Medhane Alem Orthodox renewal movement since the beginning of the year and publicly burning confiscated Bibles. ( Christian Post; Compass News Direct ; Journal Chretien)

It is not an exaggeration to say that I could extend this brief list ad infinitum with additional Islamic countries and news items from just the past few weeks' worth of incidents of violence, discrimination, intimidation and murder targeting Christians in the Muslim world. In many instances, the government and religious authorities in these Muslim countries work hand-in-hand in their campaign of religious persecution.

A scene in the Academy Award-winning movie Schindler's List gives us some insight into what is happening all across the Muslim world with respect to Christianity. As the SS Commandant Amon Göth and his Nazi Stormtroopers prepare to liquidate the Jewish ghetto in Krakow, Poland, Göth (played in the movie by Ralph Fiennes) gives his men a peptalk:

 
For six centuries there has been a Jewish Krakow. Think about that. By this evening, those six centuries are a rumor. They never happened. Today is history.
This scene is being repeated in the Friday sermons in mosques and on Islamic satellite TV all over the world, only this time it is the Christians in addition to the Jews who are targets. Great efforts are being made to make the two-thousand year history of Christianity in North Africa, the Middle East and Southeast Asia a blasphemous rumor. Soon students in Turkey will be taught that the Hagia Sophia, the greatest architectural structure in the Muslim world, wasn't built by the Christian Emperor Justinian in the Sixth Century, but by the Sultan Mehmed II a thousand years later after the Ottomans seized the Byzantine capital. That Christians lived at all in the Muslim world, let alone that much of the territory occupied by Muslims used to be Christian lands before the Islamic Wars of Conquest, will be nothing but a rumor by the end of this century punishable according to the precepts of shari'a.

President Bush announced last week that he will be sending a special envoy to the 57-member Organization of Islamic Countries. Hopefully, the systematic persecution of Christians and other religious minorities will be the first and primary item in the new envoy's portfolio, with the 2007 annual report of the US Commission on International Religious Freedom and the State Department's Annual Report on International Religious Freedom, which name virtually every single country in the OIC for its human rights abuses and religious cleansing, as evidence for our country's concern.

The fact remains that not a single Christian or Jew lives in peace in the Muslim world, and if it is truly our nation's foreign policy to spread democracy around the world, this issue is the perfect topic for us to press. Back at home, raising Islam's global war on Christianity should be the immediate response to the seemingly endless media grievance machine of radical Islam's Western apologists. Until they begin to address the new Holocaust perpetrated in the name of Islam, their complaints and denials are nothing but bald hypocrisy.

 
Patrick Poole is an occasional contributor to American Thinker. He maintains a blog, Existential Space.
About Us | Contact         (c) American Thinker 2007





--
Magal
Visite:http://hebreu.blogspot.com/