30 de nov. de 2006

Rei da Jordânia diz que há risco de 3 guerras civis na região

Rei da Jordânia diz que há risco de 3 guerras civis na região

 

 

Rei da Jordânia diz que há risco de 3 guerras civis na região


 
O Oriente Médio está à beira de três guerras civis — no Iraque, nos territórios palestinos e no Líbano — caso não haja ações incisivas urgentes da comunidade internacional, alertou o rei Abdullah, da Jordânia, no domingo.

 
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, se reúne nesta semana em Amã com o primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki. Abdullah, anfitrião do encontro, disse que "algo dramático" deve ocorrer na reunião para evitar que a violência fique ainda mais descontrolada no Iraque.

 
"Não acho que estejamos em posição de voltar e revisitar o problema no começo de 2007", disse ele à rede norte-americana ABC.

 
Mas ele defendeu que os EUA analisem o quadro de forma mais ampla e busquem soluções abrangentes para o Oriente Médio, que envolvam todos os atores regionais, o que incluiria também Síria e Irã.

 
"Poderíamos imaginar entrar em 2007 tendo três guerras civis em nossas mãos. E, portanto, é hora de realmente darmos um importante passo à frente...e garantir que livremos o Oriente Médio da tremenda crise que temos", afirmou.

 
No Iraque, a guerra civil já é praticamente uma realidade, e com isso o governo Bush busca ajuda de governos árabes moderados, como a própria Jordânia. O vice-presidente Dick Cheney acaba de voltar de uma visita à Arábia Saudita, por exemplo.

 
Abdullah disse que Bush e Maliki precisam encontrar imediatamente formas de incluir todas as facções iraquianas no processo político. "Como estamos vendo, as coisas estão começando a escapar do controle, é preciso haver alguma ação muito forte no terreno hoje", afirmou.

 
O rei disse que a situação no Líbano pode se complicar novamente, depois do recente assassinato de um ministro anti-Síria, mas que o conflito entre palestinos e israelenses continua sendo "o núcleo emocional" do Oriente Médio. A Jordânia tem a maior população palestina fora da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.

 
Ele afirmou que se um processo de paz regional não ocorrer em breve "não haverá nada sobre o que falar" e o Oriente Médio enfrentará mais uma ou duas décadas de violência.

 
Em outra entrevista, um assessor de segurança do Iraque disse que o país já é um campo de batalha de toda a região, pois movimentos islâmicos de vários países árabes financiam os insurgentes que combatem o governo iraquiano e a ocupação norte-americana.

 
"Não é um país (envolvido). Não são dois países. É mais do que isso", disse Mowaffak al-Rubaie à CNN. "Esta é uma luta, ou uma guerra, entre extremistas e moderados de toda a região."

 
Ele acrescentou que o Irã está "ajudando alguns dos grupos extremistas xiitas no Iraque", mas que não há provas de colaboração entre Teerã e a Al Qaeda.

Olmert estende a mão para negociar um Estado palestino soberano

Olmert estende a mão para negociar um Estado palestino soberano

 

 

Olmert estende a mão para negociar um Estado palestino soberano


 
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, "estendeu hoje a mão" ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, para negociar um Estado palestino com absoluta soberania e a libertação de um grande número de presos palestinos, em troca da libertação do soldado Gilad Shalit, cativo em Gaza.

 
Em cerimônia pelo aniversário de morte de David Ben Gurion, fundador do Estado israelense, Olmert disse que o futuro Estado palestino terá "soberania absoluta, fronteiras definitivas e continuidade territorial".

 
Olmert afirmou que Israel está disposto a evacuar muitos assentamentos em troca de uma "paz autêntica e da renúncia ao retorno dos refugiados palestinos a Israel".

 
O premier reafirmou sua disposição de se reunir, o mais rápido possível, com Abbas, assim que Shalit for libertado e que se constituir um novo Governo palestino. Além disso, indicou que "a paz virá por meio do reconhecimento mútuo e das negociações diretas".

 
Como medidas imediatas, anunciou estar disposto a reduzir o número de postos de controle militar na Cisjordânia e a retomar a transferência à ANP dos fundos de taxas e alfândegas que Israel retém. Israel suspendeu tais repasses após a chegada do grupo islâmico Hamas ao poder.

 
O chefe do Governo israelense reiterou que está disposto a soltar vários presos palestinos, incluindo os que cumprem penas de longa duração, em troca de "uma paz autêntica" e da renúncia ao retorno dos refugiados a Israel.

 
Olmert disse que as medidas têm por objetivo promover a confiança perdida entre as duas partes (israelenses e palestinos). "Nossa mão está estendida para a paz com os palestinos. Espero que haja uma resposta", disse.

 
Olmert acrescentou ainda que são "positivas" algumas partes da proposta da Arábia Saudita para o processo de paz. Este plano de paz, aprovado em uma cúpula da Liga Árabe em Beirute, em março de 2002, defende fundamentalmente o reconhecimento de Israel pelos países árabes em troca de que o Estado judeu se retire dos territórios ocupados em 1967: Cisjordânia, Gaza, Jerusalém Oriental e Golã.

29 de nov. de 2006

Lançamento de livro de Isaac Bábel

Lançamento de livro de Isaac Bábel

 
 
Bábel é o melhor lançamento do ano
 
Traduzida do russo, reunião de contos "O Exército de Cavalaria" é a grande obra de ficção que faltava chegar ao país

Autor, um intelectual judeu de Odessa, descreve guerra russo-polonesa; sua prosa influenciou e foi elogiada por grandes escritores


NELSON ASCHER
COLUNISTA DA FOLHA

"O Exército de Cavalaria", de Isaac Bábel, a principal entre as obras-primas do século 20 que ainda não haviam sido devidamente oferecidas ao público nacional, chega ao Brasil traduzida diretamente do original russo. Um conjunto de contos curtos ambientados numa das campanhas (a russo-polonesa) que se seguiram à chegada dos bolcheviques ao poder, a coletânea, também intitulada "Cavalaria Vermelha" em outras versões, revolucionou a arte de narrar e influenciou autores tão diferentes como Ernest Hemingway e Jorge Luis Borges.
Os cossacos eram, na Rússia pré-revolucionária, camponeses livres que viviam nas zonas "selvagens" de um império em expansão. Exímios cavaleiros que, enfrentando os nômades da estepe, defendiam as fronteiras, eles se tornaram sinônimo de uma raça orgulhosa, a um tempo bélica e geralmente leal aos czares. Já os judeus, sobretudo urbanos, pouco afeitos à montaria ou à batalha e confinados a certas regiões do país, eram um grupo humilhado, pacífico e indesejável.
O colapso da sociedade russa em 1917 e o estado de guerra que perdurou até os anos 20 criaram situações estranhas.
Uma destas foi testemunhada pelo comissário político de um regimento de cossacos que, deixando suas lealdades tradicionais de lado, lutavam em prol dos bolcheviques. Este comissário, um intelectual judeu de Odessa, registrou suas experiências em contos que, brevíssimos, encapsulam todos os paradoxos desse conflito peculiar e tornam sensíveis o caos e a crueldade de um mundo virado de cabeça para baixo.
Foi esse convívio desconfortável, durante o qual o intelectual teve, inclusive, de provar sua dureza e sangue frio aos guerreiros céticos, que permitiu ao autor entender o mosaico étnico de seu país, talvez até do mundo, e retratar o caráter excepcional de seu tempo.
Cada uma de suas narrativas revela tanto a capacidade de síntese e a perfeição estilística de um poema trabalhado como a imediaticidade impactante de um filme ou documentário. Suas histórias não podem ser descritas nem resumidas, pois narrar um evento qualquer em menos palavras ou com mais precisão do que Bábel fez é praticamente impossível.

Inédita
Por que, então, esta obra publicada há oito décadas só nos chega agora? Os clássicos da modernidade internacional já estão devidamente "canonizados", quer dizer, existe, entre críticos e leitores, um consenso difícil de alterar a respeito de quais são os maiores autores que surgiram e quais as obras-primas que eles escreveram na primeira metade do século 20.
Os principais prosadores e poetas têm lugar garantido não só em compêndios e enciclopédias como nas livrarias reais ou virtuais e estão presentes em currículos escolares. Além disso, quase todos já chegaram, bem traduzidos, ao Brasil. Bábel era a exceção.
Reconhecido e avidamente freqüentado, o russo, vítima dos expurgos stalinistas dos anos 30, é um dos mestres indiscutíveis da prosa moderna, em nada inferior, por exemplo, a Kafka. Como sua coletânea mais famosa é, além da crônica vibrante dos confrontos que avassalaram seu país e vizinhanças, ecoando no resto do mundo, também a narração pessoal que, redigida no centro dos acontecimentos e no calor da hora por uma testemunha ocular privilegiada, alcançou, devido ao caráter lapidar, uma durabilidade comprovada, não deixa de ser lamentável que tenha sido publicada aqui em medíocres traduções indiretas.
Embora Boris Schnaiderman tivesse vertido para o português alguns de seus contos, que, graças à perícia e talento do tradutor, demonstravam a grandeza do autor, suas traduções, dispersas em antologias, serviram para aguçar o apetite de quantos tiveram a sorte de encontrá-las. Tamanha lacuna em nosso repertório foi finalmente reparada por Aurora Fornoni Bernardini, Homero Freitas de Andrade e a editora Cosacnaify através deste volume que, contando ademais com ótimo aparato crítico e informativo, é o melhor livro de ficção lançado no Brasil em 2006.

O EXÉRCITO DE CAVALARIA      
Autor: Isaac Bábel
Tradução: Aurora Fornoni Bernardini e Homero Freitas de Andrade
Editora: Cosacnaify
Quanto: R$ 55 (256 págs.)
 
 

28 de nov. de 2006

"Ó Jerusalém", um Filme Corajoso

"Ó Jerusalém", um Filme Corajoso




As reações da maioria da crítica em relação ao lançamento do filme de Elie Chouraqui, "Ó Jerusalém", não me surpreendem na França de hoje. Elas estão apenas inseridas dentro de uma lógica sinistra .


Em vez de se concentrarem diretamente no conteúdo do filme, muitos desses que escreveram sobre o assunto, julgaram-no "formalmente medíocre", "mal filmado", "exageradamente sentimental" , "simplista e sem envergadura". Aqueles que abordaram o conteúdo, tomaram suas distâncias e falaram de "leitura kitsch, ou até mesmo indecente da história", de "saga folclórica" . No Libération, o jornalista que, em um artigo prévio, achou a escritora anti-semita Céline de uma "comicidade inigualável" vê aqui a justificativa da "razão do mais forte"

A imprensa generalista francesa me taxaria certamente como um jornalista muito medíocre, uma vez que eu ainda raciocino como uma categoria de pessoas privadas de toda a sutileza, persistindo em ver as diferenças entre democracia e ditadura, entre liberdade e totalitarismo; uma vez que eu não consigo me persuadir da infinita superioridade moral européia sobre a barbárie americana, e que eu considero que a população iraquiana, da mesma forma que a população israelense, é feita de seres humanos, que têm o direito de viver livres e em segurança . Eu farei também uma crítica muito ruim deste filme para a mesma imprensa francesa.

Tendo, depois de mais de trinta anos, refinado minha cultura cinematográfica mais com as produções dos grandes autores americanos, de Howard Hawks a Clint Eastwood, em lugar de me infligir algumas produções francesas para salões de arte e ensaios confidenciais, eu devo ter um olhar míope sobre "Ó Jerusalém". Eu vi, no geral, de fato, um filme magistralmente realizado, portador de uma força dramática incontestável, ao mesmo tempo com grande modéstia. Eu não vi nenhum "simplismo" nele, mas, ao contrário, a vontade de mostrar um fragmento essencial do conflito árabe-israelense: os poucos meses que precederam a criação do Estado de Israel .

E, por pequenos toques, de uma intensidade crescente, tudo está lá ou quase tudo. A preocupação, a incompreensão, depois a manipulação das populações árabes pelos mais radicais. A esperança, às vezes tingida de desespero, das populações judaicas. A teimosia que alguns punhados de pessoas de uma coragem infinita tiveram para resistir a tropas árabes muito superiores em armamentos e em número. A determinação de David Ben Gurion e Golda Meir. A covardia cínica dos ocupantes ingleses até o momento de sua partida .


Um filme útil e nobre


Eu só posso recomendar vivamente àqueles que me lêem a assistir a esta obra útil e nobre. E eu espero que ela permita a muitos desses, que cultivaram uma tendência ao esquecimento e que aceitam a substituição da história pela propaganda, recuperar o caminho da memória e do conhecimento.

Criticar a forma de um filme porque a pessoa não aprecia seu conteúdo, é prova certeira de má fé, quer consciente ou inconsciente. Ver folclore e kitsch dentro da evocação simples, clara e, sim, freqüentemente pungente, de um do mais trágicos e mais heróicos episódios da história do século vinte, demonstra o cinismo ambientado neste país. Um país onde esses que fingem ter grandeza de espírito, não conhecem mais nem o bem nem o mal, nem a verdade nem a mentira, uma vez que tudo é negociável.

Eu sei, é claro, que nós estamos na época dos Guignols ( bonecos caricaturas) do Canal +, onde Bin Laden é apresentado regularmente como um velho sábio e onde os Estados Unidos, a Igreja e as multinacionais são representadas sob as características monolíticas e assassinas do "Senhor Sylvester". Eu sei que hoje, o humor à la française é ridicularizar o velho, os doentes, os inválidos, em um dilúvio de escatologia obsceno. Eu sei que alguns tribunais fingem olhar para os fatos que se lhes apresenta e terminam proferindo julgamentos dignos de Moscou nos tempos de Beria. Eu sei que um debate equilibrado na França pode incluir os esquerdistas, os socialistas, os comunistas, os gaullistas, os centristas, ou até mesmo dos anti-semitas, mas nunca um especialista que domine, de modo preciso e escrupuloso, a história dos dois grandes Satãs que a França contemporânea avilta, em comum com o Irã do mulas: Israel e os Estados Unidos . Eu sei que é mais fácil, hoje neste país, ser um admirador de Céline ou Rebatet, do que um amigo do Likud ou da administração Bush. Eu sei de tudo isto, mas há dias onde, não obstante, eu tenho dificuldade em me acostumar.

Esses que compartilham de minha sensibilidade, irão ver o filme de Elie Chouraqui. Eles se dirão, como eu, que talvez em alguns pontos, o filme poderia ter sido mais preciso. O diretor poderia ter insistido no fato que o grande mufti de Jerusalém, freqüentemente evocado, era um nazista, o partidário fervoroso [e agente] da "solução final". Ele deveria ter permitido que se percebesse o que saturou o "movimento palestino" desde esta época. Ele poderia ter recordado, a propósito do massacre de Deir Yassin, como Albert Memmi o fez em seu livro "Judeus e Árabes", "os incontáveis Deir Yassins sofrido pelas populações judaicas". Ele poderia ter dito que nunca houve um estado palestino no Oriente Próximo, que a Jordânia foi criada em 80% do território do Mandato palestino confiado aos britânicos . Ele poderia ter destacado a pesadíssima responsabilidade das autoridades britânicas dentro dos eventos que aconteceram entre os anos 1920 e o nascimento de Israel.

Tudo isto poderá ser debatido. Um filme não substitui o trabalho do conhecimento. Pode sensibilizar e conduzir para este trabalho, e só. "Ó Jerusalém" faz isto admiravelmente. Corajosamente, bem mais do que possa parecer à primeira vista, considerando as reações ao filme na França. Só podemos agradecer a Elie Chouraqui e seu co-produtor, André Djaoui, por ter tido tal coragem .
Escrito por: Guy Millière - Metula News Agency. Tradução: Irene Walda Heynemann


27 de nov. de 2006

Krav magá

Krav magá


O Krav Magá foi criado em 1942 para capacitar os grupos de defesa que lutaram pela independência do Estado de Israel, e também para preparar a sua população para enfrentar a violência que lá existia. 

A motivação do Krav Magá transcendeu a sua origem no Oriente Médio, espalhando-se pelo mundo para oferecer os instrumentos necessários para que qualquer um possa defender a sua vida, a partir do conhecimento de um conjunto de técnicas de defesa pessoal, baseadas nos movimentos naturais do ser humano e aperfeiçoadas pela observação das leis da física capazes de melhorar a potência e a eficiência de seus golpes, dirigidos a pontos sensíveis de um agressor. 

É uma fórmula para a sobrevivência em um mundo violento, que constitui uma filosofia de defesa simples rápida e objetiva, com um repertório de respostas para qualquer tipo de agressão.

Adolf, o astro virtual

Adolf, o astro virtual

 
 
Adolf, o astro virtual
 
Animação com caricatura do ditador alemão é sucesso de público na web, mas é censurada nas TVs
 
DO "LE MONDE"
 
Visitado mais de cinco milhões de vezes na internet, seja na versão original em alemão, seja em forma de karaokê, o vídeo de animação do desenhista Walter Moers, "Adolf - Ich Hock" in meinem Bonker" (Adolf - Estou Sozinho no Bunker) obteve imenso sucesso e se celebrizou além das fronteiras alemãs.
A história desse curta-metragem de animação começa em 1945: "O mundo estava em chamas, a Alemanha em ruínas e, no Japão, as coisas não iam nada bem. Mas um homem não havia perdido a coragem...". O homem de bigodinho preto e sotaque austríaco se chama Adolf e vive sozinho em seu bunker, acompanhado pela cadela Blondi e por três patinhos de plástico. Protegido por três metros de concreto, vocifera, furioso, que jamais se renderá.
O que o vídeo tem de especial? Mostrar o Führer como jamais foi visto: nu no banheiro, entronado no vaso sanitário, conversando com o cachorro. Um Hitler humanizado. Não foi preciso nada mais para deflagrar séria polêmica na Alemanha. É possível rir de tudo, especialmente de Hitler?
Trata-se de um debate que ressurge regularmente na sociedade alemã, e a caricatura de Moers não escapa à regra. As TVs ProSieben, MTV e RTL 2 se recusaram a veicular publicidade de produtos derivados do desenho, logotipos animados ou ringtones para celulares com a voz do personagem.

Provocador convicto
Diante da pergunta "é possível zombar do nazismo?", Moers responde categoricamente que não, "não se pode zombar do nazismo". Porque, para ele, caricaturar não equivale a tornar simpático.
Não se trata da primeira experiência de Moers com o personagem. Adolf, o herói de seu vídeo, surgiu em 1997, no jornal satírico "Titanic". Um ano mais tarde, foi retomado em uma história em quadrinhos chamada "Adolf - Äch Bin schon Wieder da" [Adolf - Já Estou de Volta], em que o ditador ressurgia depois de passar 50 anos nos esgotos de Berlim.
A história trazia o nazista Hermann Göring como transexual e participação de Michael Jackson. Os três volumes das aventuras de Adolf se tornaram líderes de vendas no mercado de quadrinhos alemão.
Moers é visto como provocador e brinca com essa imagem. Em entrevista à TV ZDF, justificou com muita simplicidade a escolha de Adolf: "Nós só temos na Alemanha dois ícones pop utilizáveis em nível internacional: o papa e Adolf Hitler. No caso do papa, é preciso pagar licença à Igreja Católica; no caso de Hitler, o uso é gratuito".
Os sites de vídeo foram essenciais para dar visibilidade ao desenho animado e gerar polêmica. Essa exposição na web suscitou debates acirrados e comentários de toda natureza. Há aqueles que consideram irrealista demais a versão da história que o desenho oferece e outros que continuam a expressar idéias racistas e a comparar todos os alemães a Hitler.
Os fãs preferem esperar por uma continuação. E um internauta anônimo solicitou uma versão estrelada pelo presidente dos EUA, George W. Bush.

Tradução de Paulo Migliacci.

Acesse a animação original partir do site http://video.google.de

 
Ataque palestino ameaça cessar-fogo

Ataque palestino ameaça cessar-fogo

 
   
Por Redação, com BBC - de Sderot  
   
Militantes palestinos lançaram mísseis em território israelense, horas depois de um cessar-fogo inesperado ter sido fechado entre os dois lados. Pelo menos três mísseis foram lançados. Um deles atingiu a cidade de Sderot sem causar vítimas ou estragos.

O braço militar do Hamas e o Jihad Islâmico assumiram responsabilidade pelo ataque.

O cessar-fogo entrou em vigor às 06h00 do horário local (02h00 em Brasília), depois que a Autoridade Palestina disse que os grupos iriam interromper os ataques e Israel concordou com a trégua.

Os Estados Unidos elogiaram a decisão, dizendo que a medida representa um "passo positivo".

Aviso

O braço militar do Hamas disse que lançou os mísseis porque algumas tropas israelenses ainda estariam em Gaza, ao leste da cidade de Jabaliya, apesar de Israel dizer que havia retirado todas as tropas durante a noite.

Um comunicado do Jihad Islâmico dizia que o grupo não iria concordar com um cessar-fogo enquanto Israel continuasse suas atividades militares na Cisjordânia.

O correspondente da BBC em Gaza, Alan Johnston, disse que isso parece indicar um racha dentro do Jihad Islâmico.

Importantes representantes do grupo concordaram com o cessar-fogo, que se refere apenas à situação em Gaza, diz o correspondente.

O acordo não incluiria um fim aos cofrontos na Cisjordânia.

Um porta-voz do governo palestino, liderado pelo Hamas, condenou o lançamento dos mísseis, dizendo que todos os grupos devem manter o acordo de cessar-fogo.

O ministro da Defesa israelense, Amir Peretz, avisou que Israel irá retomar suas operações militares em Gaza se os ataques não forem interrompidos.

- Se (o presidente da Autoridade Palestina) Mahmoud Abbas e as facções palestinas que assinaram o cessar-fogo não têm condições de implementá-lo, Israel considera isso uma violação do cessar-fogo e agirá para defender civis israelenses - disse Peretz em um comunicado.

Abbas telefonou para o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, no sábado à noite para dizer que ele tinha o apoio de todas as facções palestinas para o cessar-fogo.

A porta-voz de Olmert, Miri Eisin, disse à BBC que o premiê havia concordado que as forças israelenses não iniciariam nenhuma ofensiva.

Logo depois que o acordo entrou em vigor, o Exército israelense confirmou que todas as suas tropas haviam deixado Gaza.

Ofensiva

Horas antes do cessar-fogo, pelo menos um militante do Hamas foi morto em um ataque aéreo de Israel em Gaza. Dois carros foram atingidos e quatro homens teriam ficado feridos.

O Hamas diz que três outros militantes foram mortos em confrontos com tropas israelenses em outros locais.

O Exército de Israel retirou os assentamentos e suas bases militantes de Gaza no ano passado depois de 38 anos ocupando o território, mas os militares retomaram as operações depois que militantes capturaram um soldado israelense, Gilad Shalit, em junho.

Grupos militantes palestinos têm lançado mísseis Qassam no território israelense todos os dias. Dois civis israelenses morreram nos últimos dez dias.

Israel também tem realizado várias ofensivas por terra na Faixa de Gaza para evitar novos ataques a mísseis. Também tem ocorrido um bombardeamento pesado na região.

Desde junho, os israelenses já mataram mais de 400 palestinos em Gaza. Cerca de metade era de civis. Três soldados israelenses morreram nas operações. Shalit não foi encontrado e não se sabe o que aconteceu com ele.

 
 


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Magal
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25 de nov. de 2006

O Oriente Médio em dez livros

O Oriente Médio em dez livros

Obras de especialistas judeus e árabes ajudam a ampliar a compreensão do tema


POR LUCIANA ARAUJO



Notícias sobre o conflito no Oriente Médio aparecem todos os dias nos cadernos internacionais, o que não garante sua plena compreensão. Na maioria dos casos, prioriza-se o acontecimento recente sem que suas origens sejam lembradas. Com a orientação de três especialistas - Mamede Mustafa Jarouche (USP), Paulo Resende (PUC) e Edilson Adão (USP) -, Entre Livros selecionou dez livros sobre o assunto.



Em A guerra da Palestina, o historiador André Gattaz parte do final do século XIX para sinalizar a influência internacional sobre os rumos da região. Aborda a fundação do Estado de Israel, em 1948, a diáspora palestina (1948-49), os conflitos entre 1950 e 1980, a Intifada (1987-91) e a Nova Intifada, iniciada em 2000.

A criação do Estado judeu no Oriente Médio é destacada pelo egípcio Lotfallah Soliman em Por uma história profana da Palestina. A partir de uma visão marxista, ele mostra como o destino da região foi determinado, sobretudo, por Inglaterra e França, que na época dividiam o espólio do império otomano que perdia sua unidade. Em Oriente Médio - A gênese das fronteiras, Edilson Adão da Silva detalha fatores históricos e geopolíticos que definiram as atuais fronteiras. Já Márcio Scalércio, especialista em história militar, traça um quadro histórico do conflito e suas conexões com o fundamentalismo e o terrorismo em Oriente Médio - Uma análise reveladora sobre dois povos condenados a conviver.

A análise dos fundamentos do sionismo é o ponto alto em Imagem e realidade do conflito Israel- Palestina, do americano Norman Finkelstein. Para o professor de ciência política, filho de sobreviventes do gueto de Varsóvia, uma historiografia que não reconhece que desde 1948 os árabes tiveram seus direitos violados não contribui para nada. O mesmo tom ele dá ao avaliar a liderança palestina, apontando seus erros estratégicos e corrupção.

Conhecer a trajetória do líder palestino Iasser Arafat (1929-2004), fundador do movimento nacionalista que se tornaria o núcleo principal da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), é indispensável para o domínio do tema. Arafat - O irredutível, de Amnon Kapeliouk, é resultado de cerca de 150 encontros do jornalista israelense com o "irredutível", ao longo de mais de 20 anos. A existência de "um país, dois Estados, uma capital" é defendida pelos escritores Emil Habibi, palestino, morto em 1997, e Yoram Kaniuk, judeu, em A terra das duas promessas. Na obra, cada um escreve um ensaio falando sobre o povo do outro.

Durante seis meses de 1986, o jornalista judeu Yoram Binur se passou por árabe. Trabalhou nos guetos palestinos da Faixa de Gaza e nos campos de refugiados da Cisjordânia. A experiência está registrada em Meu inimigo sou eu , expondo o quadro de medo e desconfiança existente em ambos os lados. As reportagens sobre a Nova Intifada de Ariel Finguerman, nascido em uma família judaica de São Paulo, também destacam aqueles que se colocam na pele do outro. Os personagens centrais de Retratos de uma guerra não são os líderes políticos, mas gente como um rabino convertido ao islamismo e um jornalista israelense que só cobre o lado palestino.
Palestina/Israel: a paz ou o apartheid, do israelo-árabe Marwan Bishara, ex plica as origens e os riscos da Nova Intifada. Bishara mostra como as diferenças entre israelenses e palestinos foram ignoradas por aqueles que apoiaram os acordos de Oslo, caso dos EUA. A transição mal elaborada, segundo ele, contribuiu para o sistema de apartheid e de ocupação.
Universidade Federal Fluminense (UFF) Imagem e realidade do conflito Israel- Palestina de Norman Finkelstein, Record Oriente Médio
 - A gênese das fronteiras de Edilson Adão da Silva, Zouk Arafat
- O irredutível de Amnon Kapeliouk, Planeta Palestina/Israel
 - A paz ou o Apartheidde Marwan Bishara, Paz e Terra Oriente Médio
- Uma análise reveladora sobre dois povos condenados a conviver de Márcio Scalércio, Campus Retratos de uma guerra de Ariel Finguerman, Globo
Shlomo Ben Ami, escritor e diplomata israelense

Shlomo Ben Ami, escritor e diplomata israelense


23/11/2006
ENTREVISTA: Shlomo Ben Ami, escritor e diplomata israelense "Com os palestinos não é preciso fazer amor, mas a paz"

Juan Cruz em Santiago
Shlomo Ben Ami, diplomata israelense, ex-ministro e vice-presidente do Centro Internacional de Toledo para a Paz, acredita que os EUA "não entendem nada" do que acontece no Oriente Médio e considera a guerra do Iraque "o erro" que melhor traduz essa ignorância. Em uma entrevista que deu na terça-feira (21/11) na Fundação Caixa Galicia, em Santiago, expôs seus pontos de vista sobre o chamado conflito de civilizações. Em uma conversa posterior com EL PAÍS, falou sobre a guerra que seu país mantém contra os palestinos.


"Com os palestinos, os israelenses não têm de fazer amor, mas a paz", diz Ben Ami, que acaba de publicar pela Ediciones B seu novo livro, "Cicatrices de Guerra, Heridas de Paz" [Cicatrizes de guerra, feridas de paz].

El País - É terrível viver no meio desse tormento. Agora, outra vez o Líbano.
Shlomo Ben Ami -
Vivemos uma situação de instabilidade que vem de divisões históricas e que agora é estimulada pelas repercussões da guerra do Iraque, que foi um erro dos EUA. O que estamos vendo no Líbano é o precário equilíbrio interno da sociedade e do sistema político libanês e das forças que atuam de fora. E a guerra recente criou mais condições para a instabilidade. Tudo isso nos leva a esse tipo de assassinatos.


EP - O senhor diz que para os americanos a paz árabe-israelense não é uma prioridade.
Ben Ami -
Pelo menos para o governo Bush. Sua prioridade foi o Oriente Médio mais amplo, a luta contra os países-vilões, como Irã e Iraque. Preocupou-se com a Coréia do Norte, a China... e a democratização do Irã e Iraque. Equivocaram-se. Acreditavam também que ao resolver esses grandes problemas criariam as condições para solucionar o conflito entre palestinos e israelenses. Mas a única coisa que criaram foi instabilidade e caos.


EP - A mudança nos EUA é um alívio?
Ben Ami -
Minha impressão é que o atual governo israelense não queria que mudasse a política que foi aplicada até hoje pelos EUA. O primeiro-ministro Ehud Olmert pecou por indiscrição quando foi se encontrar com Bush e fez declarações que vão contra o estado de espírito que gerou a vitória democrata: disse que a guerra do Iraque tinha criado mais estabilidade na região. Quando todo mundo, incluindo Tony Blair, considera que essa guerra foi um erro! Talvez Olmert pense que não é bom mudar; mas há pessoas no governo - o ministro da Justiça, por exemplo - que dizem que Israel tem de iniciar negociações com a totalidade do mundo árabe, com base na proposta de paz árabe.


EP - A proposta espanhola serve para alguma coisa?
Ben Ami -
Há um artigo meu no jornal "Haretz" desta quarta-feira em que digo que essa iniciativa vai no bom caminho. Não há possibilidade de negociações livres e abertas. Por isso toda iniciativa que venha da comunidade internacional e que seja bem articulada tem possibilidades. Na iniciativa franco-hispano-italiana há fatores que valorizo: a proposta de uma força de interposição em Gaza, a criação de uma conferência de paz. Mas isso deve ser feito com a cumplicidade americana. Se não aderirem, há poucas perspectivas. Israel não estudou suficientemente essas propostas, mas é óbvio que não entraria em uma conferência aberta. Haveria possibilidade se de antemão se decidissem quais são os parâmetros da paz. Não se deve deixá-los em aberto.


EP - E o que quer Israel?
Ben Ami -
Posso dizer com conhecimento de causa que a grande maioria dos israelenses gostaria de ver uma solução de dois Estados. Intuo que uma solução de dois Estados também é a posição do povo árabe, do povo palestino. O problema é que os sistemas políticos não são capazes de traduzir esse anseio das populações em realidade política, o que dá ainda mais razão para iniciativas internacionais. As partes hoje são quase geneticamente incapazes de resolver o problema.


EP - Está pior para os palestinos, como o senhor mesmo diz.
Ben Ami -
Isso é claro. Israel, com todas as suas dificuldades, é uma sociedade de modo geral estável, próspera, sua economia cresce com um dinamismo inegável... está muito menos mal do que os palestinos, é verdade.


EP - O senhor defende um diálogo político do Ocidente com o islã político, inclusive com o Hamas.
Ben Ami -
A doutrina americana em torno da democratização é errada. Não é possível pensar em uma democratização do mundo árabe de acordo com parâmetros ocidentais. O que se está conseguindo é que os líderes sejam pró-ocidentais e as massas antiocidentais. As massas vêem o islã como uma alternativa à corrupção, à incompetência. Se o Ocidente não quer ser hipócrita e quer ter credibilidade, precisa fechar essa brecha entre as massas e os líderes e respeitar a democracia islâmica. É preciso respeitar os partidos que entram na política, porque representam as pessoas que querem bem-estar, trabalho... o Hamas não fará um reconhecimento explícito de Israel, mas há muitas coisas práticas que pode fazer com Israel fora das questões de princípio. Pode haver um espaço comum em torno do qual sentar-se para falar; é preciso criar o costume de trabalhar juntos.


EP - Mas há ódio.
Ben Ami -
As situações de conflito criam ódio. Eu não creio que se deva fazer amor entre palestinos e israelenses. O que é preciso é fazer a paz. São coisas diferentes.


Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
hebreu.blogspot.com

23 de nov. de 2006

Poll: Netanyahu next prime minister

Poll: Netanyahu next prime minister

 
By Ynetnews
November 23, 2006

A poll conducted by Israel's largest newspaper this week revealed that if elections were held today, Binyamin Netanyahu would be Israel's next prime minister.

Disappointed with the performance of Prime Minister Ehud Olmert's government, Israeli voters would give Netanyahu's Likud 20 Knesset seats, up considerably from its current 12.

Olmert's Kadima Party would drop from 29 seats to 15, the same number the Labor Party would receive, compared to the 19 it holds today.

Rightist immigrant party Israel Our Home, led by Avigdor Lieberman, would receive 10 mandates, and popular Israeli-Russian industrialist Arcadi Gaydamak would win 13 seats if he decided to run.

Together with Lieberman, Gaydamak and the religious parties, Netanyahu would be able to form a right-wing coalition enjoying of a firm 69-seat majority.

The only fear is that the ultra-leftist Meretz Party, which is expected to increase from five seats to eight, will merge with Labor, making it the largest Knesset faction.



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Magal
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22 de nov. de 2006

Palestinos disparam contra comitiva da ONU em Israel

Palestinos disparam contra comitiva da ONU em Israel

 
   
 
   

Militantes palestinos de Gaza dispararam foguetes contra uma cidade israelense nesta terça-feira durante a visita da comissária de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) e feriram uma pessoa com gravidade, disseram testemunhas e funcionários de ambulância.

A comissária Louise Arbour, que está em viagem pelos territórios palestinos e Israel, não foi ferida no ataque contra Sderot. Com isso, aumenta cada vez a pressão da direita sobre o primeiro-ministro Ehud Olmert para que realize operações militares mais fortes em Gaza.

- Os foguetes caíram a algumas centenas de metros de onde estávamos. Ela estava no carro, mas a delegação havia parado quando ouvimos explosões muito fortes. Havia duas colunas de fumaça - disse Christopher Gunness, porta-voz da ONU que acompanhou Arbour na visita à cidade, que é alvo constante de militantes de Gaza.

O serviço de ambulância Magen David Adom disse que um funcionário de uma fábrica ficou ferido com gravidade. Izz el-Deen al-Qassam, braço armado do grupo palestino militante Hamas, disse que lançou os foguetes contra Sderot e que não sabia da presença de Arbour na cidade. Os foguetes foram disparados depois que tropas israelenses mataram um membro do Hamas armado durante conflito no norte de Gaza. Três palestinos também foram feridos por disparos de tanques, disseram autoridades hospitalares.

Arbour, que é canadense, chegou a Sderot a partir da Faixa de Gaza, onde pediu para líderes militares, políticos e de milícias garantirem "o bem-estar de civis" e romperem o ciclo de violência. Na Faixa de Gaza, ela visitou uma cidade onde disparos da artilharia israelense mataram 19 civis palestinos em 8 de novembro. Horas antes do ataque a Sderot, tropas e tanques de Israel lançaram uma ofensiva contra um centro militante palestino na Faixa de Gaza, matando um homem armado durante os conflitos. Uma idosa também morreu, segundo testemunhas e dirigentes hospitalares.

As autoridades disseram que não ficou claro de imediato quem disparou contra a mulher de 70 anos. Uma porta-voz militar israelense recusou-se a dar detalhes sobre a operação. Forças israelenses entraram também no campo de refugiados de Jabalya e Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza, de onde são lançados foguetes.



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Magal
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21 de nov. de 2006

Notícias

Notícias

Novo embaixador do Brasil em Israel visita a FIERJ

No domingo que vem (dia 26) não perca no Comunidade na TV a entrevista completa com Pedro Mota, o novo embaixador do Brasil em Israel.
E na terça, conheça algumas de suas posições no Comunidade no Ar,
às 23h na Rádio Manchete AM 760
O que são cinco anos?
Tenho quase certeza de que cada leitor deste Informe se lembra do dia 11 de setembro de 2001, o dia em que a Terra Mudou. Mas talvez a ficha não tenha caído na Guerra Contra o Terror. Desde aquele dia, até agora, sua vida, como a minha deve ter corrido. As coisas parecem ser cada vez mais velozes, efeito colateral da era da informação. Pare um momento para refletir: se passou o tempo de duração da Segunda Guerra Mundial. Como foi pouco tempo... 9/11 parece que foi ontem. As imagens dos aviões e torres, das estátuas de Saddam sendo derrubadas foram ontem. Este mesmo curto espaço de tempo há 60 anos atrás, foi o suficiente para devastar a Europa e boa parte das áreas populadas do Pacífico. Este curto espaço de tempo, que passa num estalar de dedos, foi o suficiente para a tortura e assassinato de 6 milhões de judeus entre os 50 milhões que morreram naquele conflito, cuja média diária foi de mais de 24 mil mortos por dia...
Semana Judaica - 002 - 19/nov/2006 - 28/cheshvan/5767

ERRAMOS

Na semana passada fizemos uma matéria sobre Borat, a qual repetimos, sem erros, nesta edição. Foi bobagem, coisa da pressa de colocar material no ar e colar um arquivo de texto errado no Informe. Mas temos leitores atentos e isso é o mais importante. Um errinho de digitação aqui e outro ali, não faz diferença, mas nosso querido leitor nos alertou: esse novo racista de plantão é judeu! Vergonha! Tem que ser tão criticado quanto qualquer outro. A biografia completa desse cretino pode ser encontrada na Wikipedia. Quem não quiser ir até lá, pode ficar com a informação: Borat Sagdiyev é o nome do personagem de ficção, um repórter, do ator inglês Sacha Baron Cohen, 35 anos. Michael Moore, vai fazendo escola e os cretinos se alinham... Agora, fica claro porque as lideranças judaicas européias estão caladas...

Ciganos indignados com cineasta inglês. Os judeus, não?
A 20th Century Fox colocou em cartaz na Europa um filme do desconhecido cineasta Borat, com um título que chega a ser ridículo: "Borat: Cultural Learnings on America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan", o que dá: "Borat, Ensinamentos Culturais Sobre a América em Beneficio da Gloriosa Nação do Casaquistão". O European Centre for Antiziganism Research, acusa o filme de incitar ataques contra as tribos ciganas Sinti e Roma. Num dos anúncios de TV (já retirado do ar apenas na Alemanha) personagens falam em sair para "atropelar ciganos com um Hummer". A indignação é correta, mas até agora, nenhum grupo de direitos humanos, achou que há alguma coisa de mais na sequência do filme que fala sobre judeus, chamada "Corrida de Judeus", numa alusão às corridas de touros em Pamplona. Nela, uma pessoa com uma enorme cabeça verde de papel-marchê, um enorme nariz e chifres de diabo é perseguida por uma multidão enquanto joga dinheiro falso para os perseguidores. Em seguida, outra pessoa com uma cabeça de mulher chamada de "judia", chega com um enorme ovo e as crianças da multidão são incentivadas em chutar e destruir "o ovo judeu antes que choque"...

Resolução da ONU contra Israel
Depois de não passar no Conselho de Segurança da ONU, a Assembléia Geral, pela quase totalidade dos votos, inclusive do Brasil, condenou Israel pela morte de 21 pessoas no ataque ocorrido em Bet Hanounu há uns 15 dias atrás. O poder do petróleo é atroz. E a decisão sem valor. O governo israelense reagiu contra a resolução, questionando que em ponto algum ela usa a palavra "Hamas".

Aqui cabe um esclarecimento. Tanto a ONU quanto a desbalanceada Anistia Internacional possuem em seus estatutos e normas de atuação, a definição de passar resoluções e fazer acusações contra países e governos – jamais contra grupos terroristas ou grupos revolucionários! "Palestina" ainda não é país, apesar ter assento na ONU. Hamas não é governo, pois não se pode governar o que não é um país. Hezbolah, não é nada, mesmo que esteja, hoje, declarando na TV que vai derrubar o governo do Líbano.

Portanto, não aguarde que ONU ou ONGs publiquem uma linha sequer contra terrorismo, que façam uma menção contra mais de 2.400 foguetes, que de caseiros não tem nada, lançados pelo Hamas contra Israel nos últimos cinco anos. Um país com governo matar: é condenável. Mas um governo sem país atacar pessoas em seus carros, explodir ônibus com trabalhadores, crianças, mulheres e idosos durante anos, incentivar e educar sua população para o martírio não é nada.

Usar civis como escudos humanos em zona de conflito é crime de guerra: em Gaza é a coragem do "heróico povo palestino..." Ah: a Convenção de Genebra só se aplica para os paises signatários e a "Palestina", mesmo tendo pleiteado sua inclusão, nunca foi aceita. Portanto, nem há violações da Convenção de Genebra quando palestinos são atacados, nem quando trazem suas mulheres e crianças para protegerem terroristas. Educados para o martírio, os mais radicias de Gaza encontraram o fórmula para impedir ataques. A única reação que se pode esperar de Israel é que pare de avisar onde vai atacar...

Liberação de 14 milhões de documentos da Era Nazista começam a dar respostas
Os arquivos, lacrados durante 60 anos e liberados agora em 2006, ocupam seis edifícios não identificados externamente numa cidade secundária alemã: Bad Arolsen. Lado a lado, gaveteiros e estantes medem quase 26 km de extensão! O ITS – Serviço de Busca Internacional, um departamento da Cruz Vermelha Internacional está mergulhado nessa papelada, de onde saiu, aleatoriamente o depoimento, a seguir:

Depoimento de um prisioneiro russo libertado de um campo de concentração de Auschwitz, com 21 anos de idade, não judeu, para um promotor do Escritório de Advocacia do Exército Americano, em 1945: "Eu vi com meus próprios olhos milhares de judeus sendo mortos por gás diariamente e jogados em covas onde judeus eram queimados. Eu vi como as crianças pequenas eram mortas a pauladas e jogadas no fogo. O sangue jorrava de seus corpos e eram jogadas nas covas em chamas e morriam lá. Outros judeus eram retirados de caminhões e jogados vivos nas chamas."

As listas com nomes de judeus, datas e local de nascimento e data de chegada aos campos de concentração e extermínio estão no arquivo é já começaram a ser compiladas! Um nome em especial foi procurado em primeiro lugar e encontrado em meio às listas da burocracia alemã da morte: "Frank, Annelise M. data de nascimento, 12 de junho de 1929, endereço onde foi encontrada em Amsterdã, Merwedeplein 37, enviada para o campo de concentração em 3 de setembro de 1994." Essa é a entrada na lista de Anne Frank za'l. Seis meses depois, aos 15 anos, morreu de tifo no campo de Bergen-Belsen.

Mas os primeiros relatórios sobre o arquivo são surpreendentes. Inicialmente falava-se de 14 milhões de documentos, como no título dessa nota. A estimativa atual está em torno de 50 milhões de páginas com listas de transportes, livros de registro, documentos de trabalho, registros de prisões, registros médicos, registros de mortes e outros papéis, fazendo referência a 17,5 milhões de nomes individuais. O ITC possui 11 milhões de pedidos de parentes sobre o destino de seus familiares.


Príncipe Charles financia construção de centro judaico na Cracóvia
A comunidade judaica que ainda persiste na Cracóvia, uma das mais importantes cidades da Polônia se reuniu para marcar a construção de um Centro Comunitário Judaico (JCC) por iniciativa do príncipe Charles da Inglaterra. Numa visita ao país em 2002, Charles ficou sensibilizado pelas más condições de vida dos idosos judeus da antiga área judaica da cidade: Kazimierz, onde, exceto durante a Segunda Guerra, os judeus viveram desde o final do século 13. Comovido, o príncipe decidiu mudar suas vidas, num projeto conjunto com o World Jewish Relief (WJR), baseado em Londres e fez uma substancial doação pessoal para o projeto. O novo JCC de Cracóvia será construído próximo a Sinagoga Tempel, fundada em 1862.

Líderes muçulmanos ingleses financiaram revisionista do Holocausto
Asghar Bukhari, membro fundador do Comitê de Assuntos Públicos Islâmicos na Inglaterra, confirmou a notícia publicada no jornal inglês The Observer de hoje (19/nov) de que fez doações para o fundo defesa jurídica de David Irwing, revisionista do Holocausto, atualmente cumprindo pena de prisão na Áustria. A doação teria sido feita em 2000 (NE: quando ainda não havia tal processo). Por escrito, Bukhari confirma que encorajou grupos islâmicos a apoiar os esforços de Irwing para "expor certas falsidades perpretadas pelos judeus". Mas o líder islâmico acha tudo muito normal: "Fui motivado por um sentimento anti-Israel e não por anti-semitismo".

Nota do editor: perceba que o ano em que isso aconteceu, 2000, coloca esse apoio, antes de 9/11, antes da Intifada de Al Aqsa e muito antes de Ahmadinejad. Quantas confissões são necessárias para que todos percebam a ligação do islã-radical com o neo-nazismo e o financiamento de toda a literatura revisionista do Holocausto no mundo?

Negro-judeu
Nos próximos dias, acontece em Brasília o Seminário Negro-Judeu, promovido pela ANCEABRA - Associação Nacional de Empresários e Empreendedores Afro-Brasileiros - onde a comunidade negra vai expor e discutir o tratamento digno que Israel deu aos Falashas, retirando-os da Etiópia e levando-os para uma vida digna e livre em Israel.

Zumbi dos Palmares e a Consciência Negra
Para a maioria de nós, quase nada foi ensinado nas escolas. Zumbi foi um "sujeito" que resistiu aos portugueses e pagou com vida. Tudo aconteceu rápido. Mas essa não é a história. O Quilombo dos Palmares foi um enclave que durou quase 100 anos, logo no início da história brasileira. O único lugar do mundo onde escravos e perseguidos se juntaram para resistir à vergonha das políticas racistas portuguêsas, espanholas e inglêsas da época. Em Palmares também viveram judeus, sendo erguida até mesmo uma sinagoga.

Texto levado ar em 19 de novembro de 2005 no RJTV (TV Globo):

(2005) "Zumbi dos Palmares é um herói ligado à história dos afro-descendentes, pelo papel dele de liderança do Quilombo dos Palmares. Mas, antes de tudo, Zumbi dos Palmares é um herói nacional. Nós queremos que Zumbi dos Palmares seja conhecido como Tiradentes e Frei Caneca", comentou a escritora Conceição Evaristo.

(2005) "Zumbi dos Palmares abriu o quilombo para os judeus. Ele não abriu apenas aos negros foragidos da escravidão. Ele abriu aos judeus que estavam fugindo da inquisição", lembrou Diane Kupermann, vice-presidente da Federação Israelita do Rio.

1600: Negros fugidos ao trabalho escravo nos engenhos de açúcar de Pernambuco, fundam na serra da Barriga o quilombo de Palmares; a população não pára de aumentar, chegarão a ser 30 mil; para os escravos, Palmares é a Terra da Promissão. - 1630: Os holandeses invadem o Nordeste brasileiro. - 1644: Tal como antes falharam os portugueses, os holandeses falham a tentativa de aniquilar o quilombo de Palmares. - 1654: Os portugueses expulsam os holandeses do Nordeste brasileiro. - 1655: Nasce Zumbi, num dos mocambos de Palmares - 1662 (?): Criança ainda, Zumbi é aprisionado por soldados e dado ao padre António Melo; será batizado com o nome de Francisco, irá ajudar à missa e estudar português e latim. - 1670: Zumbi foge, regressa a Palmares. - 1675: Na luta contra os soldados portugueses comandados pelo Sargento-mor Manuel Lopes, Zumbi revela-se grande guerreiro e organizador militar. - 1678: A Pedro de Almeida, Governador da capitania de Pernambuco, mais interessa a submissão do que a destruição de Palmares; ao chefe Ganga Zumba propõe a paz e a alforria para todos os quilombolas; Ganga Zumba aceita; Zumbi é contra, não admite que uns negros sejam libertos e outros continuem escravos. - 1680: Zumbi impera em Palmares e comanda a resistência contra as tropas portuguesas. - 1694: Apoiados pela artilharia, Domingos Jorge Velho e Vieira de Mello comandam o ataque final contra a Cerca do Macaco, principal mocambo de Palmares; embora ferido, Zumbi consegue fugir. - 1695, 20 de Novembro: Denunciado por um antigo companheiro, Zumbi é localizado, preso e degolado. (texto de Fernando Correia da Silva)



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Magal
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Convite

Convite

 
 
The S. Daniel Abraham Center for                 The United States-Israel

International and Regional Studies                 Educational Foundation

 

 

have the pleasure to invite you to the public lecture of

 

 

        Prof. Jeffrey Lesser

Fulbright Distinguished Chair of the Humanities, Tel Aviv University

Winship Distinguished Research Professor of the Humanities

Department of History, Emory University

 

LATIN AMERICAN JEWRY:

A VIEW FROM MULTI-ETHNIC BRAZIL

 

Greetings

Dr. Neal Sherman, Executive Director

                  United States-Israel Educational Foundation

 

 

 

 

The event will take place on Wednesday, November 29, 2006 at 18:00, Hall 449, Gilman Bldg.

The Lester and Sally Entin Faculty of Humanities,

  Tel Aviv University Campus

 

 For more details, please call the S. Daniel Abraham Center for International and Regional Studies, tel. 03-6406667/8

http://www.tau.ac.il/humanities/abraham

 

Free admission



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Magal
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Hezbollah é uma aposta temerária

Hezbollah é uma aposta temerária




OPINIÃO: Hezbollah é uma aposta temerária


Sexta, 17 de novembro de 2006, Thomas Friedman, jornalista do The New York Times, publicado no AlefOnline Ed. 961


Os perfis do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, o descrevem sempre como o protagonista árabe mais "inteligente" ou "estratégico". Permito-me discordar. Quando a fumaça se dissipar, Nasrallah será recordado como o líder mais temerário e imprudente desde que o líder egípcio Gamal Abdel Nasser se enganou de rumo e desembocou na Guerra dos Seis Dias. Sim, sim, já sei. Sou um ocidental excessivamente racional. Não compreendo a mentalidade oriental e a vitória emocional que Nasrallah conseguirá depois de tanta dor. Não se trata de ganhar ou perder, mas de matar os judeus. Bem, talvez, mas em última instância, as guerras ocorrem por objetivos políticos. Haverá uma rendição das contas, de maneira que façamos alguns cálculos. Primeiro, Nasrallah fez retroceder todo o incipiente movimento democrático árabe. A propósito, esse movimento foi utilizado por partidos islâmicos — como o Hezbollah e o Hamas — para chegar ao poder pela via pacífica. O Hezbollah, na primeira vez, tinha dois ministros no gabinete libanês. O Hamas, através de uma eleição promovida pelos EUA, assumiu a Autoridade Nacional Palestina. E, em ambos os casos, assim como no Iraque, a esses partidos islâmicos foi permitido fazerem parte do governo e manterem suas próprias milícias por fora. O que o Hamas e Nasrallah fizeram — ao arrastar seus respectivos países a guerras desnecessárias contra Israel — é demonstrar que os islâmicos já não serão considerados responsáveis pelo poder político. Precisamente o contrário: não só não taparam a boca do vulcão, como também iniciaram guerras, quando assim o decidem, que deixarão vulcões inclusive muito maiores.

Significa isto que o Hamas e o Hezbollah nunca ganharão outra eleição? É claro que não. Seus partidários sempre os seguirão. O que sim significa é que se a Fraternidade Muçulmana, no Egito, ou os islâmicos na Jordânia ou no Golfo Pérsico tinham alguma esperança de assumir o poder pela via eleitoral, agora devem esquecer dos seus sonhos. Não vejo que esses governos permitam alguma vez eleições que poderiam levar os partidos islâmicos ao poder, e não vejo como os EUA irão promover alguma outra eleição na região, por ora. O experimento democrático árabe está paralisado, porque se não se pode confiar nos partidos islâmicos no governo, tampouco se pode confiar nas eleições. Todos os ditadores árabes dizem: "Obrigado, Nasrallah".

"Israel se retira do Líbano e da Faixa de Gaza e qual é a resposta do Hamas e do Hezbollah? Construir escolas, estradas e criar fontes de emprego nestes territórios? Não. A resposta é bombardear Israel"

Na frente da paz, vejamos: Israel se retira do Líbano e da Faixa de Gaza, e qual é a resposta do Hamas e do Hezbollah? Construir escolas, estradas e criar fontes de emprego nos territórios recuperados? Não. Respeitar a fronteira com Israel, mas exigir que Israel se retire da Cisjordânia? Não. A resposta é bombardear Israel de Gaza e seqüestrar soldados israelenses a partir do Líbano. O Hamas e Nasrallah substituíram a fórmula "terra por paz" por "terra por guerra", segundo o ex-enviado ao Oriente Médio dos EUA, Dennis Ross. Ao fazer isso, se asseguraram que nenhum governo israelense se retirará unilateralmente da Cisjordânia e se arriscará a que caiam foguetes sobre Tel-Aviv. Nasrallah e o Hamas fizeram com que "a profundidade territorial estratégica" estivesse de volta ao pensamento israelense. Todos os colonos judeus na Cisjordânia dizem: "Graças, Nasrallah".

Mas suponhamos que a Nasrallah não importe a democracia nem um Estado palestino. Que tem que cuidar de sua própria posição. Suas aventuras causaram a devastação de seu povo — o que está acontecendo no Líbano é uma tragédia terrível —, mas causaram relativamente pouco dano a Israel. Iniciou uma guerra em nome do Irã que arruinou um povo e o melhor resultado que se pode esperar é um cessar-fogo que exija que o Hezbollah se distancie da fronteira israelense. Além disso, o Irã deu a Nasrallah mísseis para impedir qualquer ataque israelense ou ocidental contra o programa nuclear iraniano. Agora, a julgar friamente seu menu de mísseis, o Hezbollah e o Irã puseram em risco e debilitaram a capacidade de dissuasão iraniana. Uma jogada realmente estúpida. Podem os EUA capitalizar a loucura de Nasrallah? Para mim, a grande mexida estratégica no tabuleiro é tratar de dividir a Síria e o Irã, e levar novamente a Damasco o lado árabe sunita.

Essa é a jogada que mudará a partida. Qual será o preço que exigirá em troca a Síria? Não sei, mas certamente penso que valeria a pena averiguá-lo. Depois de tudo, a Síria alberga a direção do Hamas em Damasco. É a ponte terrestre entre o Hezbollah e o Irã, sem o qual o Hezbollah não poderá sobreviver. E é o refúgio dos insurgentes do grupo Baath no Iraque. Sim, temos muito que discutir com a Síria. E também com os sauditas, os egípcios e os jordanianos, os que se preocupam que a Síria possa estar aplainando o caminho para que os xiitas iranianos se apoderem da política árabe. Por certo, me interessaria em saber se Damasco responderia positivamente a uma proposta dos EUA e Arábia Saudita, como a que conseguiu que a Líbia abandonasse suas armas nucleares. É improvável, admito, mas se a equipe de Bush tivesse o pessoal suficientemente sagaz para obter isso — algo também improvável — se produziria a mãe de todas as derrotas para o Irã e para Nasrallah.

20 de nov. de 2006

Nomes judaicos femininos

Nomes judaicos femininos


A

Adela, Adelia, Adele, Adelle

Estes nomes, todos populares na Alemanha, significam "de origem nobre". 


Adena, Adina
Do hebraico e do grego, significando "nobre, desejada, adornada". Também significa "delicada".

Aderet
Do hebraico, significando "uma capa, uma veste externa". 

Afra
Do hebraico, significando "uma jovem corça".

Ahava, Ahuva
Do hebraico, significando "amor, ou amada".

Aliza, Alizah, Alitza, Alitzah 
Do hebraico, significando "júbilo, ou jubilosa".

Amalia, Amaliah
Do hebraico, significando "a obra do Senhor", ou "trabalhadeira".

Ariel, Ariela, Ariella 
Do hebraico, significando "leoa de D'us", e tendo a conotação de força.

Ashira
Do hebraico, significando "rica".

Asisa
Do hebraico, significando "suculenta, madura". 

Ateret
Do hebraico, significando "uma coroa ou coberta".

Avi
Do hebraico, significando "meu pai", ou "meu senhor". Usado tanto como nome masculino como feminino. 

Aviva, Avivah
Do hebraico, significando "primavera", sugerindo juventude, frescor.

Ayala, Ayalah, Ayelet
Do hebraico, significando "um cervo, uma gazela". 

Aziza, Azizah.
Do hebraico, significando "forte".


B


Baila, bayle, Beylah 
Estes nomes são variantes yidish do hebraico Bilhaw (Bilhah) significando "problemática, fraca, idosa", ou derivados do eslavo, significando "branca".

Batsheba, Batsheva
Batsheva é a moderna forma israelense de Bathsheba, que é derivada do hebraico e significa "filha de um juramento". Na Torá, Batsheba foi a esposa do Rei David. Shlomo, Salomão, que mais tarde se tornou rei, foi o segundo filho de David e Batsheba. 

Batya, Basya
Do hebraico, significando "filha de D'us". Na Torá, Bitya (em inglês, Bithia) era a filha do faraó que se casou com Mered, membro da tribo de Judah.


Bela, Bella, Belle

Pode ser uma forma de Isabella, significando "juramento de D'us", ou do húngaro, significando "nobremente brilhante", ou do latim, com o significado de "bela". Belle é a forma francesa. 



Berura, Beruria
Do hebraico, significando "pura, limpa". Em aramaico, a mesma palavra significa "devota, boa, honesta". Em assírio, tem o significado de "reluzente". Beruria foi a santa esposa do erudito talmúdico Rabi Meir, que viveu no segundo século. Ela é a única mulher mencionada no Talmud que participou de discussões legais. Berura é um nome moderno usado em Israel. 

Bina, Buna
Nomes hebraicos, significam "entendimento, inteligência, sabedoria".
Bluma



Nome yidish anglicizado, significando "flor", derivado do alemão.

C


Chana, Chanah

Formas hebraicas de Hana ou Hannah.

Chaya
Do hebraico, significa "vida, viver". 



Civia


Uma forma do nome hebraico Tzivav, significando "cervo" e tendo a conotação de agilidade.


D


Dalia
Do hebraico, significando "um ramo, um arco" ou "extrair água".

Dalice, Dalit 
Do hebraico, significando "extrair água" ou "um ramo, um arco".

Dania, Danya, Danice, Danit
Formas variantes do nome masculino Dan, que é derivado do significado hebraico "julgar". Dania e Danya significam "julgamento do Senhor". 

Daniela, Daniella, Daniele, Danielle
Formas femininas do nome masculino Daniel, que é derivado do hebraico e significa "D'us é meu juiz".

Deanna, Deanne
Variantes de Diane ou Dina. 

Debbi, Debby
Formas carinhosas de Deborah.

Deborah, Debra
Do hebraico, significando "um enxame de abelhas", ou :"dizer palavras bondosas". Na Torá, duas personagens encantadoras eram conhecidas por este nome: 1) Deborah, a enfermeira de Rebeca, e 2) A profetisa-juíza, esposa de Lapidos, que viveu acerca de 1150 AEC, e liderou a revolta contra o rei canaanita e seu general, Sisera. Sua canção de vitória, conhecida como "Canção de Deborah", é um dos poemas mais antigos preservados em hebraico. 

Deena, Dena, Denna
Formas hebraicas variantes da Dinah bíblica, significando "julgamento". Dena também é derivada do anglo-saxão, significando "do vale". 

Devora, Devorah, Devra 
Formas hebraicas variantes de Deborah.

Dinah
Do hebraico, significando "julgamento". Na Torá, Dinah era filha de Yaacov e Leah.

E


Eliana, Elianna 

Do hebraico, significando "D'us respondeu a mim".

Eliora, Eleora
Do hebraico, significando "D'us é minha luz".

Elisa, Elissa, Eliza, Elize
Estas são algumas das muitas formas variantes derivadas de Elizabeth. 

Elisabeth, Elizabeth
Do hebraico, significando "Juramento de D'us", ou "D'us é um juramento". A forma hebraica original é Elisheva. Na Torá, Elisheva (também grafado Elisheba) era a esposa de Aharon, irmão de Moshê. Elisabeth é a forma que Elisheva recebeu na tradução grega da Torá. 

Elisheva
Do hebraico, significando D'us é meu juramento". Esta é a forma hebraica exata do nome Elizabeth.

Elza
Do hebraico, significando "D'us é minha alegria". 

Emuna, Emunah
Do hebraico, significando "fiel". Usado na Idade Média, e atualmente em Israel.

Ester, Esther
Esther e suas diversas formas variantes são de origem persa, e significam "uma estrela". Na Torá, Ester foi o personagem central no livro de Ester. Era prima e filha adotiva de Mordechai, e mais tarde tornou-se a rainha do Rei Ahasuero. Seu nome hebraico era Hadassah, que significa "murta". Essia, Essie, Ettie, Estella e Estelle são algumas das variantes. 

Ethel
Do teutônico, significa "nobre".

Eva, Eve
Eva é a forma alemã de Eve, que deriva do hebraico e significa "vida". Na Torá, Eva, mulher de Adam, foi a primeira mulher. 

Evelyn
Pode ser diminutivo de Eve ou, do céltico, significando "agradável, bom".


F



Faiga 
Do anglo-saxão, significa "a bela" ou um nome yidish derivado do alemão, significando "um pássaro".

Feigel
Nome yidish derivado do alemão, significa "um pássaro". Faiga é uma variante. 

Freida, Freide, Frayde
Formas alternativas de Frieda e Freda, ou do yidish, e significam "júbilo".

Fruma
Nome yidish, significa "piedosa ".

G

Gabi, Gavi
Forma abreviada de Gabriela.

Gabriela, Gabriella, Gabrielle
Formas femininas de Gabriel, significando "D'us é minha força", em hebraico. 

Gina
Pode ser a forma abreviada de Regina ou vir do hebraico, com o significado de "jardim".

Gita, Gitel
Derivado do yidish. Significa "boa".

Golda, Goldarina, Goldie, Goldy
Do teutônico, significa "de cabelo dourado".

H

Hadassah 
Do hebraico, significando "uma árvore de murta", que é o símbolo da vitória. Na Torá, Hadassah era o nome hebraico de Ester, prima de Mordechai.

Hana, Hannah
Do hebraico, significando "graciosa, misericordiosa". Na Torá, Hannah era a mãe de Samuel, esposa de Elkanah. Antes de tornar-se mãe, prometeu que se tivesse um filho ela o consagraria ao serviço de D'us. Deu ao filho o nome de Samuel, que significa: "D'us ouviu minha súplica". 

Hasia, Hasya
Do hebraico, significando "protegida do Senhor".

Hava
Do hebraico, significando "vida" ou "existir". A forma inglesa de Hava é Eve. 

Haviva
Do hebraico, significando "amada".

Haya
Do hebraico, significando "vida". Variante da grafia de Chaya.

Heidi
Provavelmente uma variante de Hester e seu diminutivo, Hettie, ambos derivados de Esther. 

Hinda
Do anglo-saxão, significa "gazela, cervo", e tem a conotação de rapidez.


I



Iti, Itti 
Do hebraico, significando "comigo".


J


Jael
Do hebraico, significando "cabra montanhesa" ou "subir", e tem a conotação de alturas. 

Jaffa, Jafit
Do hebraico, significando "bela, graciosa".

Jennifer
Nome hebraico e latino, significando "porte gracioso". Usado também pelo significado galês, "bela". 

Jessica, Jessie
Do hebraico, significando "Graça de D'us" ou, se tirado do mesmo radical que o masculino Jesse, tem o significado de "riqueza".

Jochebed, Jocheved 
Do hebraico, significando "D'us é glorioso", ou "a honra de D'us". Na Torá, Jochebed foi a esposa de Amram, e mãe de Moshê, Aharon e Miriam.

Joela, Joella, Joelle
Formas femininas de Joel, significando "D'us está querendo", em hebraico.

Judith, Judi, Judie, Judy
Do hebraico, significando "louvor". Na Torá, Judith era o nome da esposa de Essav. Tornou-se popular, no entanto, por causa da bela heroína no livro de Judith (no Apócrifo) que conseguiu decapitar Holofernes, o general assírio. 

K

Kalanit
Nome de uma planta em formato de xícara, com flores coloridas, vista no interior de Israel. 

Keren
Do hebraico, significando "chifre (de um animal)".

Keret
Do hebraico, significando "cidade ou colônia".

Keshet
Do hebraico, significando "um arco, um arco-íris". 

L

Laila, Laili, Lailie, Laylie
Do hebraico, significando "noturno", pertinente à noite ou à escuridão. 

Lea, Leah
Do hebraico, significando "estar fatigado", ou do assírio, com o significado de "proprietária, mandante". Lee é a forma abreviada popular. Lia é a variante italiana, e Lea a francesa, bem como a forma diminutiva. Na Torá, Leah era filha de Laban e a primeira das esposas de Yaacov. 

Leeba
Nome yidish, de origem germânica, e significa "amada". Leeba também é usado em Israel, com origem hebraica significando "coração".

Leila
Do árabe e hebraico, significando "beleza oriental escura", ou "noite". Entre os persas, Leilah era usado como um nome significando "de cabelos escuros". Laila, Laili, Lailie e Laylie são formas variantes. 

Lela, Lelia
Do teutônico, significando "leal, fiel".

Lena, Lennie, Lenora, Lenore
Formas de Eleanor. Veja Eleanor para um completa explicação. Lena é usado também como um moderno nome israelense, derivado do hebraico, e significa "habitar" ou "alojar". 

Levana, Livana
Do hebraico, significando "a lua", ou "branca".

Levona, Livona
Do hebraico, significando "tempero, incenso", usado durante o sistema de sacrifícios, e assim chamado por causa de sua cor branca. Levana, que significa "branco" em hebraico, deriva do mesmo radical que a palavra significando "tempero". 

Lia
A forma italiana de Leah.

Liba
Variante da grafia de Leeba.

Libbie, Libby
Formas diminutivas de Elisabeth. Veja Elisabeth para uma explicação mais completa. 

Linda

Do latim e espanhol, significando "bela" ou do teutônico, com o significado de "donzela gentil ou adorável". 



Liora
Variante da grafia de Leora, significa "luz", em hebraico.

M

Malka 
Do hebraico, significando "uma rainha". 

Margalis, Margalit, Margalith
Nome hebraico derivado do grego, significa "pérola". Margaret é derivado do mesmo radical. 

Martha
Do aramaico, significa "triste", ou "senhora".

Mazal
Do hebraico, significando "uma estrela". No sentido popular, tem o significado de "boa sorte". 


Menora, Menorah

Moderno nome israelense, derivado do hebraico, e significa "um candelabro".


Mia 
Moderno nome israelense derivado de Michaela, significa "Quem é igual a D'us?" em hebraico.

Miriam
Pode vir do hebraico, significando "mar de amargura, tristeza", ou do caldeu, "senhora do mar". Mary é o nome mais popular que se desenvolveu a partir de Miriam, que, por sua vez, tem sido a fonte de uma grande variedade de outros nomes. Na Torá, Miriam era a irmã de Moshê e Aharon. 

Mira, Miri, Mirit
Formas populares de Miriam, usadas em Israel. Veja Miriam para uma explicação completa.

Moriah, Morice, Moriel, Morit
Do hebraico, significando "professora". Moriah e Moriel significam "D'us é meu professor". 

N

Naama, Naamah
Do hebraico, significando "agradável, bela". 

Naomi
Do hebraico, significando "linda, agradável". Na Torá, Naomi foi a sogra de Ruth, uma moabita que se converteu ao Judaísmo. 

Naava, Nava, Navit
Do hebraico, significando "bela, agradável".

Nechama, Nehama
Nome hebraico, significa "conforto".

O

Odelia
Do hebraico, significando "Louvarei a D'us", ou então do alemão, com o significado de "nobre, rico". Odete é uma variante francesa do alemão. 

Ora, Orah, Orit
Do hebraico, significando "luz". Ora também é tirado do latim, e significa "ouro".

Orlice, Orlit
Do hebraico, significando "luz". 

P

Penina, Peninit
Do hebraico, significando "coral ou pérola". 

Pora, Poria 
Do hebraico, significando "frutífero".

R

Rachel, Rachele, Rahel
Do hebraico, significando "uma ovelha", o símbolo da pureza e gentileza. Na Torá, Rachel era a esposa de Yaacov e irmã de Leah. Yossef e Benjamin eram os dois filhos de Yaacov com Rachel. 

Raizel, Rayzel, Razil
Formas yidish de Rose ou Rosa.

Rayna, Reyna
Do yidish, significa "pura, limpa".

Rebecca, Rebekah
A linda Rebecca na narrativa bíblica era a esposa de Yitschac e mãe de Yaacov e Essav. 

Rina
Uma variante da grafia de Rena, significa "júbilo" em hebraico.

Rivka
A grafia hebraica de Rebecca.

Ruth
Nome usado em primeiro lugar pela personagem bíblica cuja lealdade à sogra, Naomi, conquistou a admiração de todos os povos, e um dos nomes modernos mais populares. É derivado do hebraico e do siríaco, e significa "amizade". 

S

Samantha
Do aramaico, significando: "ouvinte".

Samara
Do hebraico, significando "um guardião". 

Sara, Sarah, Sarai, Sarette, Sari, Sarita
Sarah, a primeira das matriarcas e esposa de Avraham, é derivado do hebraico, e significa "princesa, nobre". Seu nome na Torá era originalmente Sarai, e mais tarde mudou para Sara. Ela e Avraham foram os pais de Yitschac. 

Sarene, Sarina, Sarine
Formas variantes de Sarah.

Shaina, Shaine, Shayna, Shayne
Do yidish, significa "linda".

Sharon
Nome de uma variedade de rosas encontrada abundantemente em Israel. O Rei Salomão teceu elogios às Rosas de Sharon no Cântico dos Cânticos (Shir Hashirim) na Torá. 

Shifra
Do hebraico, significando "linda".

Shira, Shirah, Shiri
Do hebraico, significando "canção".

Shoshan, Shoshana, Shoshanah
Do hebraico, significando "lírio" ou "rosa". Shoshan também é usado como nome masculino em Israel.

Shulamit, Shulamith
Do hebraico, significando "pacífica". Salomé é a forma grega. 

Sima
Do aramaico, significando "um tesouro".

Simeona, Simona, Simone
Formas femininas de Simeon e Simon, com o significado de "ouvir" ou "ser ouvido", em hebraico. 

Sivia, Sivya
Do hebraico, significa "um cervo". Também pode ser grafado como Civia e Tzivya.

Stella
Do latim, significa "estrela". Esther é a forma persa de Stella. 

Susan
Do hebraico, significando "uma rosa ou lírio". Muitas formas variantes de Susan desenvolveram-se no decorrer dos séculos, especialmente como diminutivos. Os mais populares são: Sue, Suzie, Suzy, Sukie, Sukey, Susanne, Susette e Suzette. 

T

Taga
Do aramaico e árabe, significando "uma coroa".

Tal, Talia, Talya 
Do hebraico, significando "orvalho". Talia e Talya significam "o orvalho do céu", e também "um cordeiro" em aramaico. 

Tamar, Tamarah
Do hebraico, significando "uma palmeira", e tendo a conotação de ereta, íntegra, graciosa. 

Tamara
Das Índias Ocidentais, significando "tempero", ou do hebraico, significando "palmeira", equivalente a Tamar. 

Temima
Nome hebraico, significando "íntegra, honesta". 

Toba, Tobelle, Toby
Toby e suas formas são do hebraico, significando "bom", ou do yidish, com o significado de "pomba". 

Tova, Tovah
Do hebraico, significando "boa". 

U

Urice, Urit
Do hebraico, significando "luz".

V

Varda, Vardice, Vardis, Varddit
Do hebraico, significando "uma rosa". 

Y

Yaffa, Yafit
Do hebraico, significando "bela".

Yehudit, Yudit, Yuta
Nome hebraico para Judith. Na Torá, Yehudit aparece somente uma vez, como esposa de Essav. 

Yona, Yonina, Yonit, Yonita
Diversas formas do hebraico, significando "pomba".

Z

Zila, Zilla, Zili, Zilli 
Do hebraico, significando "sombra".

Zimra
Do hebraico, significando "um ramo de frutos escolhidos" ou "canção de louvor".

Zipporah, Tsipora 
Do hebraico, significando pássaro. Na Torá, Zippora era a esposa de Moshê e filha de Yitrô.

Ziva, Zivit
Do hebraico, significando "brilho, esplendor".

Zohar 
Do hebraico, significando "luz, brilho". Usado também como nome masculino.



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