30 de ago. de 2006

O Poder da Pushke

O Poder da Pushke

O Poder da Pushke

por Tzvi Freeman

O que faz um lar judeu ser judeu? Bem, há uma mezuzá no batente. Livros de sabedoria judaica nas prateleiras. Os convidados são bem- vindos e quando uma alma necessitada bate à porta, não vai embora de mãos vazias. E há uma caixinha ou latinha num canto qualquer. Todo dia, um trocado é colocado ali, mais algumas moedas extras antes do Shabat. Quando está cheia, vai para uma boa causa, qualquer que seja a preferência da família.Poderia ser um sistema de entretenimento top-de-linha nesta casa. Talvez um computador de última geração. Alguns aparelhos caros. Mas nenhum tem um impacto tão grande sobre a vida das pessoas, enche a casa com tanto significado e acrescenta tanta beleza quanto a pushke (caixinha, em yidish).Existem, é claro, outras maneiras de fazer caridade. O que há de tão especial na pushke?Mais Ação"Quantas vezes dar", disse o sábio do século doze, Maimônides – "é mais importante que quanto."Por quê? Porque quando você escreve um cheque de R$ 365,00 uma boa causa recebe R$ 365,00. Mas dê um real todo dia durante 365 dias – e sua mão se torna uma mão caridosa. Como escreveu um sábio judeu anônimo: "Uma pessoa é mais influenciada pelas coisas que faz do que pelo conhecimento que lhe é ensinado."Portanto, se você deseja se elevar, adote alguns hábitos elevados. Como jogar moedas numa caixinha.Espaço SagradoE não se trata apenas de você – sua pushke elevará também o seu espaço de vida. "Uma caixa de caridade num lar ou escritório" – ensinou o Lubavitcher Rebe – "redefine todo o espaço. Não é apenas mais uma casa, apenas um escritório. Transforma-se num centro de bondade e carinho."É por isso que o Rebe sugeriu fazer da pushke um adereço permanente em sua casa ou local de trabalho. Afixe-a na parede. Ou mais corretamente: afixe sua casa a ela.Momentos ElevadosEntão há o seu tempo. O tempo precisa ser elevado também. Uma ação eleva o tempo no qual foi realizada. Muitas ações – mesmo que sejam pequenas – elevam muitos momentos mais. É por isso que o Báal Shem Tov ensinou: "Não deixe passar um dia sem praticar o ato de doar."Os cabalistas chamam isso de "elevar tempo, espaço e pessoa". Ou você poderia simplesmente chamar de "tornar o mundo melhor".Não faça caridadeCaridade, todos sabem, significa ser um sujeito bom dando dinheiro para alguém que tem menos. É por isso que, na tradição judaica, nunca fazemos caridade. Não se escuta isso. Porque, para começar, todos sabem que aquilo que temos não pertence realmente a nós. Somos apenas tesoureiros, ensinaram nossos Sábios, e tudo que passa pelas nossas mãos é dado para que o usemos em coisas boas. Como educar nossos filhos. Como nutrir nosso corpo com comida casher e saudável. E como dá-lo a pessoas que têm pouco daquilo que precisam.É por isso que, na tradição judaica, chamamos de "dar tsedacá", praticar um ato de justiça. Tsedacá significa "fazer a coisa certa". Colocar suas coisas onde elas devem estar. É aí que seu dinheiro lhe proporcionará os maiores benefícios e lhe fará o maior bem – porque é para isso que ele existe.Uma antiga obsessãoDesde que deixamos a opressão do antigo Egito, o povo judeu tem sido obcecado com o ato da caridade. Quando, no quarto século, o imperador romano Juliano ordenou a criação de hospedarias para viajantes em toda cidade, ele referiu-se ao exemplo dos judeus "em cujo meio nenhum estranho deixa de ser atendido". Registros históricos de todas as eras, onde quer que existissem judeus, fornecem longas listas de sociedades – fundos de empréstimos sem juros, cozinhas de sopa, fundos para casamentos, fundos para viúvas, orfanatos, assistência a mães recentes, educação gratuita e muito mais. Não havia um judeu que não estivesse dando ou recebendo – e com freqüência as duas coisas.Hoje, quando os valores judaicos são universalmente adotados, os judeus continuam a doar mais tanto para causas judaicas e não-judaicas que o restante da população. Dar tsedacá é uma das coisas das quais mais nos orgulhamos.Faça isso por si mesmoSe você ainda não tem uma pushke, pode fazer a sua. Tudo que precisa é uma caixa ou lata de qualquer material – lata, madeira, papelão, qualquer coisa – com uma fenda no topo para a inserção de moedas. Sugerimos que você escreva as seguintes instruções e as use como etiqueta:Coloque em local estratégico para máxima exposição no escritório e/ou em casaHabitue-se. Fique obcecado. Todo dia, deposite algumas moedas na caixa. Faça desse ato o evento principal de seu dia. Todo dia. (exceto Shabat e Yom Tov, quando é proibido lidar com dinheiro). Quando a caixa estiver cheia, escolha uma causa valiosa e dedique este fundo a ela. Acrescente a seu dia atos de bondade espontâneos e frequentes, sem motivo aparente. A liçãoEnsine seus filhos através de seu exemplo, pois a lição que permanece é aquela que vem da verdadeira intenção acompanhada da prática. Torna-se tão natural quando repetida que as vezes nos deparamos com crianças de dois, três anos que ao receberem um punhado de moedas de seus pais, não pedem para comparem brinquedos ou guloseimas; para elas não se trata de dinheiro-matéria; chamam as próprias moedas de "tsedacá". Já sabem que irão para alguém que as necessita, que devem dar todos os dias e que chegará a algum lugar quando torna-se repleta. As crianças que aprendem todos os dias o poder da tsedacá, colocam moedas no local que julgam e aprendem que é o mais adequado para depositá-las: a pushke!
Israel não levanta bloqueio aéreo e marítimo

Israel não levanta bloqueio aéreo e marítimo

Israel não vai levantar nos próximos tempos o bloqueio aéreo e marítimo ao Líbano. Apesar da insistência de Kofi Annan, Ehud Olmert foi claro ao dizer que o bloqueio só será levantado quando todos os aspectos da trégua forem implementados.

Kofi Annan conversou durante uma hora com o líder israelita e veio de Beirute com uma mensagem forte. O bloqueio naval e aéreo ao país dos cedros é uma humilhação que Israel devia parar. Na conferência de imprensa conjunta, o Secretário-Geral da ONU afirmou compreender o receio de Israel perante o perigo de rearmamento do Hezbollah.

A resposta do anfitrião foi frontal e negativa. Israel diz que primeiro é preciso que sejam postos em prática muitos outros aspectos da resolução do cessar-fogo do Conselho de segurança da ONU. O bloqueio aéreo-naval ao Líbano dura à sete semanas.

Todos os artigos a que Ehud Olmert se refere são o reforço da UNIFIL até aos 15 mil homens e o efectivo patrulhamento da fronteira sírio-libanesa. Um caso difícil para Beirute, uma vez que a Síria considerou tropas não libanesas junto à fronteira como acto hostil.

Kofi Annan também não teve nenhuma indicação de maior rapidez na retirada israelita, apesar de referir que já tem 2.500 homens da UNIFIL no Sul do Líbano e pensa ter cinco mil dentro de uma semana.

De Jerusalém, Kofi Annan seguiu para a Cisjordânia. Esta quarta-feira, Mahmud Abbas apelou ao povo que parasse de disparar «rockets» contra Israel, pois tal só prejudica os próprios palestinianos. Durante o dia as forças israelitas mataram quatro atiradores palestinianos e quatro civis na cidade de Gaza.

Nas últimas 24 horas foram 14 os palestinianos mortos em Gaza e na Cisjordânia. O exército israelita já matou pelo menos 200 palestinianos na Faixa de Gaza, cerca de metade civis, desde o início de uma ofensiva no território, após o rapto do cabo Gilad Shalit a 25 de Junho.

Mais sobre Israel, leia em: http://www.destakes.com/tag/israel
US would consider Israeli request for military aid

US would consider Israeli request for military aid


If Israel asks, the US would "seriously consider" granting the Defense Ministry additional financial assistance because of the huge expenses incurred during the war in Lebanon, a high-ranking US diplomat revealed Wednesday.

According to ministry estimates, Israel spent close to NIS 30 billion on ammunition, fuel and other expenses during the war. The defense establishment has already asked the Treasury to be compensated for that amount. The US provides Israel with military assistance of more than $2b. annually.

"A request has not yet come," the US official said. "But we would consider it seriously."

According to diplomatic sources in Jerusalem, the government was considering asking for additional aid - one report said a request might be for $2b. There was also talk in Washington of a large-scale financial package to help rebuild southern Lebanon, in part to keep the Iranians out of the process. Israel was apparently hoping to fold its aid request into this package.

He said the US viewed Israel as the victor in the war from a military perspective, although not from a political standpoint. "Militarily, Israel did more damage to Hizbullah," he said. "Hizbullah suffered greater damage."

But the more Israel struck at Lebanese civilian infrastructure, the more damage, he said, it actually caused itself. "The people in Lebanon did not understand and that allowed Hizbullah to say Israel was punishing them... and that damaged Israel politically," he said.

Israel, he said, should work to improve its political standing in Lebanon, possibly by initiating peace talks with the Lebanese government. "They should build off of [Security Council Resolution] 1701," he said, adding that one way was to "negotiate and talk with Lebanon."

According to the official, Israel will most probably begin gradually withdrawing its troops from southern Lebanon within two to three weeks, as thousands of European troops begin to deploy as part of the strengthened multinational force. Within two months, he said, he envisioned a Lebanon without an Israeli presence.

The US, he said, was "encouraging" the European countries contributing troops to the force to deploy them as soon as possible and to enforce the arms embargo on Hizbullah.

The US had not been surprised by Israel's decision to go to war with Hizbullah following the kidnapping of IDF reservists Ehud Goldwasser and Eldad Regev, he said, stressing, "We were not given advance notice of the war, but were not surprised."

The official also rejected a report in The New Yorker magazine at the beginning of the month according to which Israel and the US had coordinated and planned the war in advance as a test to see how the military would function in the run-up to a possible strike against Iran's nuclear facilities.

"If it were planned, Israel would have done better," he said. "We needed this like a hole in the head."

He said the US had enough on its plate with the situation in the Gaza Strip following the abduction of Cpl. Gilad Shalit and that there was no interest in seeing Israel go to war with Hizbullah.

Backing up a similar claim by Prime Minister Ehud Olmert, he said that the decision on August 11 to begin sending troops to the Litani River, hours before the UN approved the cease-fire, drastically improved the resolution's language in Israel's favor.•



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Magal
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29 de ago. de 2006

Diga não à concessão de visto pelos EUA para Khatami

Diga não à concessão de visto pelos EUA para Khatami

 
 
  

      05 Elul - 5766                                                   29 de Agosto de 2006

 

 

Diga não à concessão de visto pelos EUA para Khatami

  

 

 Por favor, una-se ao Centro Simon Wiesenthal recomendando aos Estados Unidos que não conceda um visto ao Ex Presidente Iraniano, Mohammad Khatami que foi convidado a falar na prestigiosa Washington National Cathedral.

 

Conceder ao ex Presidente Khatami um visto neste momento, vindo na esteira da guerra por procuração do Irã no Líbano e de sua recusa para parar seu programa nuclear será vista pelos mullahs como uma recompensa para sua política de confrontação e ódio contra os Estados Unidos e seus aliados.

 

Há os que argumentam que Sr. Khatami é um moderado, mas quando ele disse em Fevereiro de 2005, " …se você for um pouco mais um fundo e trocar as falas de Bush e Bin Laden, você não conseguirá distinguir entre os dois," - essas não são as palavras de um moderado.

 

Quando ele chamou Israel de, "Um parasita no coração do mundo Mulçumano,"  - não era a voz de um orador moderado. 


Khatami foi convidado a falar por sua iniciativa sobre o "Diálogo de Civilizações" e sobre o papel das três fés abrahamicas em sua visão. no entanto, até onde no que diz respeito ao povo judeu, ele sempre negou a validade e a centralidade de Israel para o Judaísmo, um fato aceito pela maioria que oprime as comunidades judaicas no mundo.

 

Então, com quem ele está dialogando? 

 

Nós sabemos que alguns argumentam que é do melhor interesse dos EUA abrir dialogo com o Irã. Contudo, a recusa do regime em se comprometer e o seu contínuo patrocínio a grupos terroristas internacionais como o Hezbollah e o Hamas são provas positivas de que este não é o momento.

 

Por favor use o link abaixo para decididamente recomendar a Secretaria de Estado dos Estados Unidos Condoleezza Rice a não conceder visto ao Presidente Khatami.     

 

Please use this link to urge United States Secretary of State Condoleezza Rice not to grant President Khatami a visa.

 

Envie esta importante mensagem a seus amigos e familiares.

 

Feira Judaica e Cultural

  

Estão convidados todos os chaverim da nossa Kehila para uma Feira Judaica e Cultural que acontecerá a partir de hoje 29 e 30/08 das 16h às 20h no anexo do Banco Safra, ao lado do prédio da Sinagoga Kahal Zur Israel. Nesta feira, dez artistas da comunidade apresentarão seus trabalhos referentes à arte, artesanato, culinária, e outras.

 

A entrada para adultos é de R$ 5,00, criança não paga. Prestigie nossos artistas. Contamos com a sua presença

 

Estado de Sharon melhora após oito meses em coma

 

O ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, em coma há oito meses, apresentou uma melhora em seu estado de saúde, semanas depois de sofrer uma congestão pulmonar decorrente de um derrame cerebral, informaram hoje fontes médicas do hospital Cheeba.

 

Depois de ser levado à sala de emergências do centro hospitalar, em Tel Hashomer, no distrito de Tel Aviv, Sharon retornou à Unidade de Reabilitação Respiratória, quando o funcionamento de seus rins melhorou.

 

Segundo fontes do hospital, a congestão pulmonar do ex-primeiro-ministro israelense foi tratada com antibióticos.

 

Sharon, 78 anos, foi internado dia 4 de janeiro no Hospital Universitário Hadassah, de Jerusalém, com uma hemorragia no cérebro.

 

EFE

 

Ex-chefe da Força Aérea completa comissão criada por Olmert

 

O ex-chefe da Força Aérea israelense e general da reserva David Ivry será o quinto integrante da comissão oficial que vai investigar os supostos erros do primeiro-ministro Ehud Olmert na condução da guerra no Líbano, informaram hoje fontes do Governo.

 

Olmert, que se opõe a uma investigação judicial liderada por um juiz de a Corte Suprema, por achar que ela seria prolongada e "paralisaria as Forças Armadas", anunciou ontem à noite a criação de uma comissão. Ele nomeou como seu presidente o ex-chefe do Serviço Secreto (Mossad) Najum Admoni.

 

Os outros membros nomeados pelo chefe de Governo são a jurista Ruth Gavison, o professor de sociologia Iejézkel Dror e o general reformado Iedidia Yaari.

 

Ivry, ex-embaixador de Israel nos Estados Unidos, foi subchefe das Forças Armadas, diretor-geral do Ministério da Defesa e presidente da Comissão de Segurança Nacional.

 

EFE

 

Liderança do CJM visita o Brasil

 

Jack Terpins - Presidente do Congresso Judaico Latino-Americano e da Confederação Israelita do Brasil - recebeu em São Paulo o rabino Israel Singer e Matthew Bronfman, respectivamente chairman e presidente do Comitê de Finanças do Congresso Judaico Mundial. Nesta oportunidade, Matthew foi apresentado à comunidade judaica brasileira.

 

Fonte: CONIB

 

Deputado Max Rosenmann interpela Lula e Amorim pela posição brasileira

 

 

Deputado critica a falta de simetria do governo no trato da guerra Israel-Líbano

O deputado federal Max Rosenmann protestou veementemente junto a presidente Lula e ao ministro Celso Amorim, das Relações Exteriores, pelo comportamento do governo brasileiro frente ao conflito no Oriente Médio. Em cartas endereçadas em julho, Rosenmann foi enfático, ao afirmar, entre outras coisas que "as atitudes oficiais brasileiras, longe de manterem uma simetria no tratamento destinado aos antagonistas da crise atual, revelam, claramente, uma tentativa arbitrária de crítica à legítima reação por parte de Israel".


As posições que vêm sendo tomadas pelo governo brasileiro em relação ao desenrolar da guerra — com o Brasil só se preocupando em retirar os brasileiros que viviam ou estavam no Líbano, sem dar nenhuma atenção aos brasileiros de Israel, igualmente sob risco de vida — deixaram o deputado indignado. Por isso, resolveu pedir a convocação do ministro Amorim à Câmara Federal para explicar o motivo da ausência de eqüidade no tratamento entre brasileiros do Líbano e de Israel. E, solicitou ainda respostas aos seus questionamentos.


Cartas

Em suas cartas ao presidente Lula e ao ministro Celso Amorim, Max Rosenmann diz: "Israel foi atacado em seu próprio solo por grupos terroristas, que possuem respaldo dos governos da Autoridade Palestina e do Líbano, e agem sob a inspiração, instigação e o financiamento de regimes que patrocinam o terror. Não só tem o direito de defender-se, como também tem o dever de garantir a segurança de sua população. O país tem sido constantemente ameaçado pelas lideranças desse eixo malévolo que se estende de Teerã a Damasco, e por seus lacaios do Hamas e do Hezbolá, que não cessam de ferir sua soberania lançando mísseis e foguetes sobre suas cidades, ou enviando terroristas para assassinatos em massa com homens-bomba".

"Os atos de guerra perpetrados por esses grupos criminosos têm sido estimulados em certas nações árabes e reiteradamente se anuncia que o objetivo das agressões é a destruição total do Estado de Israel. Colocam isso ora como doutrina religiosa, ora como programa político, numa aberta demonstração de desprezo pela paz, rejeição ao convívio tranqüilo dentro do concerto das nações, e um ódio doentio ao povo judeu. Israel tem buscado incessantemente essa paz por todos meios ao longo das quase seis décadas de sua independência, e em resposta tem recebido, terrorismo, brutalidade, violência e guerras de parte de seus vizinhos".


Mais adiante, observou o deputado: "A crítica ao direito inequívoco de Israel defender seus cidadãos desequilibra a predisposição tradicional brasileira de se posicionar frente às crises internacionais e especialmente as do Oriente Médio de forma sempre balanceada. Isso é mais grave ainda quando se recorda que foi justamente um brasileiro, o ilustre embaixador Oswaldo Aranha, quem na presidência da Assembléia Geral das Nações Unidas, naquele memorável dia 29 de novembro de 1947, por intermédio da aprovação da Partilha da Palestina, tornou possível a restauração de Israel 20 séculos após seu esplendor nos tempos bíblicos. E deu ao mundo uma lição magistral de liberdade e justiça".


E prosseguiu afirmando: "Ao longo dos anos em que o Brasil se viu envolvido em crises semelhantes, e até mesmo em ocasiões piores que a atual, como a Guerra dos Seis Dias, em 1967, ou a crise petrolífera do início dos anos 70, quando éramos dependentes do abastecimento externo de óleo, nunca precisei protestar pelo comportamento tão volúvel de nossas autoridades em relação ao Oriente Médio. Com raríssima exceção — a espúria equiparação do sionismo ao racismo, mais tarde derrubada — , nem mesmo durante o período da ditadura se viu semelhante parcialidade com relação ao conflito árabe-israelense. Hoje em dia, não somos mais dependentes do petróleo importado, e o bloco árabe nem possui uma significância fundamental nas relações comerciais com o Brasil para que nos humilhemos tanto, e não há razão para tamanho servilismo e subserviência".

Max Rosenmann também criticou o governo Lula por ceder aviões e passagens aéreas para os brasileiros do Líbano: "O governo brasileiro enviou o "Sucatão", o antigo avião presidencial para retirar brasileiros e libaneses residentes no Brasil que se encontravam já a salvo na Turquia e trazê-los de volta ao nosso País. Ora, a Turquia é um país moderno, civilizado e com excelente estrutura turística, o que quer dizer que qualquer um que lá esteja, de posse de um bilhete aéreo, pode muito bem, e por conta própria, transferir vôo, linha e companhia para voltar ao Brasil, sem ter que onerar, desnecessariamente, os cofres da Nação. Esse "humanitarismo" parece mais pura propaganda política. Até porque, também há brasileiros vivendo ou passando férias nas cidades israelenses atacadas pelo furor extremista, insano e belicista dos fanáticos do Hamas e do Hezbolá, e nem por isso a Força Aérea Brasileira foi instada a proteger suas vidas".


Sem ser insensível ao drama do povo libanês, o deputado ressaltou que, "ao lamentar profundamente a morte de cidadãos brasileiros em território libanês, infelizmente colhidos pela guerra, lembro que brasileiros também foram assassinados em atos terroristas em território israelense, ou vitimados por disparos palestinos de foguetes Qassam, a partir de Gaza contra Israel. No entanto, essa pendência demonstrada em favor do lado árabe, em contrapartida, exibe um papel antiisraelense. Foz do Iguaçu é de fato um centro árabe e palestino no Brasil. Porém, em grande parte, essa população é nascida na Palestina, no Líbano, na Síria e em outros países árabes. São empresários que trabalham no Paraguai e dormem no Brasil. Considerá-los brasileiros seria o mesmo que avaliar os trabalhadores bolivianos em São Paulo como igualmente brasileiros".

E assumindo uma posição de defesa de Israel, frisou que o "país tem sido injustamente acusado de reagir de forma desproporcional e atingir injustificadamente as populações palestinas e libanesas em sua luta contra o terrorismo. Aos israelenses tem sido também lançada a acusação de que violam a Convenção de Genebra. Os palestinos e os libaneses sofrem exatamente porque a Convenção de Genebra é desrespeitada pelos terroristas do Hamas e do Hezbolá que são os principais culpados pelo sofrimento causado a seus próprios povos, palestinos e libaneses. O Artigo 28 da Quarta Convenção de Genebra diz: "A presença de civis não pode ser utilizada como garantia de que uma área ficará imune de operações militares". Ou seja, o instrumento jurídico internacional alerta para o fato de que grupos armados não podem utilizar regiões habitadas por civis como palco para suas ações de guerra, pois assim agindo eles transformam estas áreas em alvos legítimos de operações militares de retaliação, e acabam transformando-se nos verdadeiros responsáveis pela destruição e pelas mortes que possam ocorrer. Os governos do Líbano e da Autoridade Palestina que toleram, apóiam e permitem que grupos terroristas tenham armas mais poderosas do que as de suas próprias forças regulares, também têm sua parcela de culpa nesse sofrimento".

"Bem claro está hoje no cenário mundial que o Irã, aquele que incita à violência contra Israel é, ao mesmo tempo, o maior fornecedor dos mísseis lançados pelo Hezbolá contra os civis israelenses". E acrescentou: "mais claro ainda está o fato irrefutável da corrida ameaçadora, desvairada e extremamente preocupante, que o governo iraniano — contrariando todos os preceitos da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) e as normas do bom senso, comum entre as nações civilizadas — está empreendendo, freneticamente, para a obtenção de armas de destruição em massa, especialmente ogivas nucelares. Para que? Para passá-las aos terroristas do Hezbolá e do Hamas, e fazer com que as atirem sobre Israel para materializar a alucinada e infame ousadia de pretender apagar Israel do mapa das nações?".


"O Brasil precisa, urgentemente, rever suas posições na questão do Oriente Médio, tornando a agir como sempre o fez, com imparcialidade, equilíbrio, retidão e justiça. Assim procedendo, ganhará de volta o respeito internacional conquistado ao longo de sua história por personalidades que se destacaram no campo da diplomacia e nas cortes internacionais como Rui Barbosa, José Maria da Silva Paranhos — o Barão do Rio Branco — e Oswaldo Aranha, entre outros", finalizou o deputado Max Rosenmann.

 

E-mail do Dep. Max Rosenmann: dep.maxrosenmann@camara.gov.br

 

Fonte: Jornal Visão Judaica nº49

 

 

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Lembremo-nos da AMIA

Lembremo-nos da AMIA

Jornal diz que Irã poderia dar ajuda nuclear a Argentina.
 
 Em entrevista publicada neste domingo, a autoridade máxima do Irã na Argentina, Mohsen Baharband, disse que seu país está de "portas abertas" para mostrar a sua tecnologia nuclear aos argentinos. "Podem vir e ver o que temos", declarou Baharband ao jornal dominical Perfil. O diplomata afirmou que a Argentina "tem o direito a se desenvolver", mas que não existe "cooperação nuclear" entre os dois países. Segundo ele, o Irã "não precisa importar (urânio), porque nós o produzimos". As declarações do representante iraniano levaram o jornal a publicar a manchete na sua primeira página: "Irã oferece apoio a Argentina no plano atômico para enriquecer urânio".

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Magal
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28 de ago. de 2006

Compromiso con el otro

Compromiso con el otro



 
 
Shalom
                 "El te ha dicho, oh hombre, lo que es bueno y lo que el Señor pide de ti: sólo hacer justicia, amar la misericordia, y andar humildemente con TU D-OS" (Mija, Cap. VI 8).

Las direcciones de conducta son: justicia en la relación con Los otros, amar la solidaridad con el prójimo, humildad, fe.

Pero el compromiso con el otro reclamado por el judaísmo no es puramente especulativo. El judaísmo no está planteando una conducta que se quede en el mero "discurso" sobre el compromiso. Ese es un nivel de partida que permite clarificar orientaciones y guías de conducta, pero lo fundamental está en llevarlas a la práctica. De allí, desde el inicio, la concepción judía establece principios axiales, como Los 10 Mandamientos, que significan conductas concretas. No se queda en el gran código ético, sino que va más allá desagregándolo permanentemente y estableciendo normas específicas que indican cómo aplicar Los principios en la vida cotidiana. Maimónides codificó detalladamente muchas de ellas en su Libro de Los Preceptos, que especifica y comenta Los 248 preceptos positivos que indican lo que se debe hacer, y Los 365 negativos que señalan lo que no se debe hacer. Para el judaísmo no hay margen para grandes especulaciones sobre la relación entre el pensamiento y la acción. El ser humano tiene que partir de bases orientadoras, pero es la acción la que lo dignifica. Su búsqueda debe ser lo que Abraham Y. Heschel llama el "vivir correcto", describiéndolo del siguiente modo:

"El judaísmo subraya la relevancia de Los actos humanos … La dicotomía de fe y obras que planteó un problema tan importante a la teología cristiana jamás constituyó un problema en el judaísmo. Para nosotros el problema básico no es cuál es la acción correcta, ni cuál es la intención correcta. El problema básico es ¿qué es el vivir correcto? Y la vida es indivisible. La esfera nunca está aislada de Las actividades exteriores. El judaísmo tiende a convertir Las ideas en actos, a interpretar Las intuiciones metafísicas como pautas de acción, a otorgar a Los principios más sublimes un peso en la conducta cotidiana. En la tradición judía lo abstracto se tornó concreto; lo absoluto, histórico. Al representar lo sagrado en el escenario del vivir concreto percibimos nuestro parentesco con lo divino, sentimos la presencia de lo divino. Lo inasible en la reflexión, lo comprendemos en Los hechos". Bernardo Kliksberg

B'S'

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27 de ago. de 2006

If Jews believe in a blissful afterlife, why does death cause us such inconsolable grief?

If Jews believe in a blissful afterlife, why does death cause us such inconsolable grief?

Heaven Can Wait If Jews believe in a blissful afterlife, why does death cause us such inconsolable grief
 
In the recent war, 118 Israeli soldiers and 52 Israeli civilians were killed. Each one of these deaths was experienced by the Jews of Israel as a major tragedy. Every Israeli newspaper and television station showed photographs of each one of the fallen, with a short or long description of the deceased's life, interests, hobbies, and recent statements to friends and relatives. Every funeral or shiva (house of mourning) was televised, showing the sobbing mother, the grief-stricken father, the decimated widow, the bereft sister or brother. The television did not show its own weeping viewers.
These deaths were not only personal tragedies, but also collective calamities.

These deaths were not only personal tragedies, but also collective calamities. Israel may be the only country in the world where, when the radio reports a military or civilian casualty, it announces the time and place of the funeral, knowing that many listeners, unacquainted with the deceased, will want to attend.

Michael Levine, 21, an idealistic American Jew, made aliyah three years ago and joined the Israeli army. On leave to visit his parents this summer, he was in Philadelphia when the war broke out. Although his leave was good for a few more weeks, Michael came rushing back to Israel to contribute his share.

He was killed in action in Lebanon. Michael's funeral at the Mt. Herzl Military Cemetery was attended by many hundreds of mourners. They were Jews from across the religious and political spectrum. The only two things most of them had in common were that they had never met Michael and that they cried copiously at his burial.

My own grief at Michael's death (I, too, had never known him) reminded me of a story I had read many years ago. The son of a Christian missionary who worked in what was then called the Belgian Congo wrote lovingly about his father. When Congolese rebels took over the capitol, they imprisoned his father and other missionaries. The Mother Superior of a local Catholic convent was the only white-skinned person permitted to visit the jailed missionaries. Every morning the families of the imprisoned telephoned the Mother Superior to inquire about the welfare of their husbands and fathers.

One night, machete-wielding rebels burst into the jail cell and hacked to death all the missionaries. The next morning this particular son, unaware of the atrocity, telephoned the Mother Superior and inquired how his father was.

"He's fine," she answered. "He's in heaven."

When I first read this story, my gut reaction to the Mother Superior's answer was: A Jew would never have answered like that. But why? I wondered.

At the time I had never studied Torah and had only the vaguest notion of the Jewish concept of the afterlife. In the afternoon and evening Hebrew school I had attended, I had heard Hasidic stories about "the heavenly tribunal" assigning souls to heaven or hell. So, I surmised, Jews must believe in heaven, but I had never once heard any Jew mention it. I was a child when my Uncle Harry died at the age of forty-two. Judging by my family's inconsolable crying, I concluded that death was the terrible end of the story, without any comforting epilogue.

Years later when I read the Mother Superior's sanguine response to the missionary's massacre, I wondered why we Jews react to death with such prostrate grief rather than with some high-minded, philosophical stoicism. Don't we also believe in heaven?

THE HIGHEST HEAVEN

Now I've studied enough Judaism to know that Michael Levine is in heaven. According to Judaism, heaven is a wholly spiritual dimension of reality where souls receive a wholly spiritual reward: to bask in the radiance of the Divine Presence. The myriad "levels" of heaven mean ever greater proximity to the Divine Light.

Michael Levine is in the highest heaven, with the Patriarchs Abraham, Isaac, and Jacob. The Talmud relates the episode of the "tzaddikim (righteous) of Lod." A Roman officer was assassinated by Jews in the vicinity of the village of Lod. The Romans declared that if the assassins did not come forward, every Jew in the village would be executed. Two brothers who had nothing to do with the murder confessed and allowed themselves to be killed in order to spare the other Jews of Lod. The Talmud asserts that these two " tzaddikim of Lod," who were previously unremarkable for their piety or wisdom, gained a place in the Next World with the Patriarchs. The inference is that any Jew who dies to protect other Jews similarly qualifies for that highest level of heaven.

Yet, I am sure, not a single mourner watching Michael's Israeli flag draped coffin lowered into the grave thought, "He's fine. He's in heaven." Why not?

FOR A FEW PENNIES

Ethics of the Fathers, the aphorisms of the sages of 2,000 years ago, defines the difference between this world and the Next World: "Better is one hour of repentance and good deeds in this world than the whole life of the World-to-Come; and better is one hour of bliss in the World-to-Come than the whole life of this world." [4:17]

In other words, the Next World is the locus for receiving reward, and none of the pleasure of this world is remotely comparable to the bliss of the Next World. On the other hand, this world is the locus for choosing to do good, which is somehow better than receiving even the most blissful reward in the Next World.

The Jew's primary focus is on this world because only here can a soul choose good.

The Gaon of Vilna was the greatest Torah luminary of the last few centuries. On his deathbed at the end of a long and saintly life, the Gaon of Vilna wept. When his family asked him why, he replied, "Here in this world, for a few pennies I can purchase tzizzis [ritual fringes Jewish men wear on a four-cornered garment]." All the bliss of heaven was not enough to console the sage for the loss of the opportunity to do one mitzvah.

The Jew's primary focus is on this world because only here can a soul choose good. Only in this world can a person opt to fulfill the Divine will. Only in this world can a person give God the "gift" of obeying His word. The Next World is for receiving. This world is for giving. When we give, we become like God, the Ultimate Giver. Little wonder that Judaism places supreme value on this world.

Although the performance of every mitzvah automatically generates a reward in the Next World, the wise know that the goal of doing the mitzvah is not the reward. Rather, the value of the mitzvah is inherent in the act of choosing to do good, irrespective of the reward. The esteemed Rabbi Noah Weinberg, the dean of Aish HaTorah, illustrates this sublime concept with a metaphor:

Let's say you are performing the mitzvah of honoring parents by serving your mother a glass of water. A man witnessing your deed tells you, "What a wonderful thing you just did! You honored your mother! Here's $100,000 reward."

You would likely tell the man that you didn't do it for the reward, but, since he's offering, you graciously accept the $100,000. The next time you serve your mother a glass of water, the scene repeats. Again, you didn't do it for the money, but nevertheless you accept the reward. This scene repeats itself ten times.

The 11th time you're serving your mother a class of water, out of the corner of your eye you see the man holding the cash. What are you thinking about? Certainly not the mitzvah of honoring your mother! You're thinking about the $100,000!

This is equivalent to performing mitzvot and good deeds in order to receive a heavenly reward.

But Rabbi Weinberg describes another scenario: Let's say that you and your two-year-old child are standing beside a pool, and the toddler accidentally falls in. Of course, you jump into the pool, even with all your clothes on, and save your child. A man witnessing your deed tells you, "What a wonderful thing you just did! Here's $1,000,000 reward."

You would likely tell the man that you didn't do it for the reward, but, since he's offering, you graciously accept the $1,000,000. A short time later, the scene repeats. Again you jump in and save your toddler. Again the man offers you $1,000,000, and although you didn't do it for the money, nevertheless you accept the reward. This scene repeats itself ten times.

The 11th time your child falls into the pool, out of the corner of your eye you see the man holding the cash. What are you thinking about? SAVING YOUR CHILD!

Every mitzvah is worth more than its reward.

Some acts have such intrinsic value, obvious even to our limited human perception, that no amount of reward can distract us from the value of the act itself.

The wise know that every mitzvah is worth more than its reward. "Fulfilling the will of the Almighty," asserts Rabbi Weinberg, "is an end in itself. We Jews are not looking to get into heaven, but to turn this earth into heaven. Every time we die, we fail."

That's why we cried at the death of Michael Levine. Yes, he merited the highest level of heaven. Yes, he is now basking in the bliss of the Divine Presence. Yes, even if he had lived another 60 years, he could not have earned a greater reward than what he got for dying in order to protect the lives of other Jews. But had he lived, he could have (and would have) served his mother a glass of water. He could have made Kiddush on Shabbat. He could have given charity to the needy. And these acts, possible only in this physical world, are meaningful and precious beyond reward.

"Better is one hour of repentance and good deeds in this world than the whole life of the World-to-Come." Jews do believe in heaven. But we are charged with making this world into heaven, and that heaven of our own minute-by-minute choices, of our own hourly struggle, of our own daily striving, is infinitely precious. And the loss of those days and hours and minutes in anyone's life is infinitely tragic.

No wonder we weep.

Please note: Sara Yoheved Rigler will be making her second speaking tour in North America in November. If you are interested in her speaking in your city, please email: srigler@aish.com .

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Sara Yoheved Rigler is a graduate of Brandeis University. Her spiritual journey took her to India and through fifteen years of teaching Vedanta philosophy and meditation. Since 1985, she has been practicing Torah Judaism. A writer, she resides in the Old City of Jerusalem with her husband and children. Her articles have appeared in: Jewish Women Speak about Jewish Matters, Chicken Soup for the Jewish Soul, and Heaven on Earth.



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Vejam a hipocrisia do terrorista

Vejam a hipocrisia do terrorista

Hassan Nasrallah
Nasrallah, que ordenou a captura
O líder do grupo militante Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse que não vai dificultar o deslocamento da força internacional de paz no sul do Líbano, desde que as tropas não tentem desarmar a milícia xiita.

"A tarefa da Unifil (a força de paz já presente no Líbano) não é desarmar a resistência. Enquanto sua missão não for essa, estou absolutamente certo de que não haverá nenhum problema na área ao sul do rio Litani, ou em qualquer área para onde a Unifil se dirija", declarou Nasrallah.

Em entrevista a uma TV libanesa, Nasrallah afirmou que a missão da força internacional de paz deve ser a de "apoiar o Exército libanês".

"E nós aprovamos o papel do Exército libanês, apoiamos esse papel", afirmou o líder.

Arrependimento

Nasrallah afirmou que não teria ordenado a captura de dois soldados israelenses no dia 12 de julho, se imaginasse que a ação levaria à guerra no Líbano.

"Não achamos que havia sequer 1% de chance de que a captura levaria a uma guerra desta escala e magnitude", disse.

"Agora você me pergunta: se hoje fosse 11 de julho (véspera da ação) e houvesse 1% de chance de que o sequestro levaria a uma guerra como a que ocorreu, você iria em frente com o sequestro? Não, definitivamente não, por razões humanas, morais, sociais, de segurança, militares e políticas", ele afirmou.

Cerca de 1.100 libaneses morreram nos 34 dias de conflito, que deixou grande parte do sul do Líbano em ruínas.

Os ataques foram uma resposta à ação do Hezbollah, que pensava trocar os soldados em cativeiro por presos políticos árabes mantidos em centros de detenção israelenses.

Nasrallah disse que "nem eu, o Hezbollah, os detidos em prisões israelenses ou suas famílias teríamos aceitado (a guerra)".

Investigação

As declarações foram feitas no contexto de grande pressão para que se examine o conflito, que suscitou reações fortes na comunidade internacional.

Neste domingo, um ministro do governo israelense, Isaac Herzog, disse à BBC que o primeiro-ministro Ehud Olmert estava preocupado com as críticas internacionais à campanha militar, mas estava analisando a melhor maneira de respondê-las.

Uma reunião do gabinete israelense terminou neste domingo sem anunciar uma esperada investigação sobre a conduta israelense durante o conflito.

A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou diversas vezes que a resposta israelense à ação do Hezbollah foi exagerada.

Estima-se que Israel precisará de US$ 7 bilhões - cerca de R$ 14,5 bilhões - nos próximos dois anos para reequipar seu Exército.

Os Estados Unidos investigam se Israel usou bombas de fragmentação, que são proibidas por convenção internacional.

Uma investigação independente poderia levar à queda de Olmert se chegar a conclusões fortes, dizem correspondentes



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Hezbollah aceitará tropa da ONU, mas sem se desarmar

Hezbollah aceitará tropa da ONU, mas sem se desarmar

O líder do grupo militante Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse que não vai dificultar o deslocamento da força internacional de paz no sul do Líbano, desde que as tropas não tentem desarmar a milícia xiita.

“A tarefa da Unifil (a força de paz já presente no Líbano) não é desarmar a resistência. Enquanto sua missão não for essa, estou absolutamente certo de que não haverá nenhum problema na área ao sul do rio Litani, ou em qualquer área para onde a Unifil se dirija”, declarou Nasrallah.

Em entrevista a uma TV libanesa, Nasrallah afirmou que a missão da força internacional de paz deve ser a de “apoiar o Exército libanês”.

“E nós aprovamos o papel do Exército libanês, apoiamos esse papel”, afirmou o líder.

Arrependimento

Nasrallah afirmou que não teria ordenado a captura de dois soldados israelenses no dia 12 de julho, se imaginasse que a ação levaria à guerra no Líbano.

“Não achamos que havia sequer 1% de chance de que a captura levaria a uma guerra desta escala e magnitude”, disse.

“Agora você me pergunta: se hoje fosse 11 de julho (véspera da ação) e houvesse 1% de chance de que o sequestro levaria a uma guerra como a que ocorreu, você iria em frente com o sequestro? Não, definitivamente não, por razões humanas, morais, sociais, de segurança, militares e políticas”, ele afirmou.

Cerca de 1.100 libaneses morreram nos 34 dias de conflito, que deixou grande parte do sul do Líbano em ruínas.

Os ataques foram uma resposta à ação do Hezbollah, que pensava trocar os soldados em cativeiro por presos políticos árabes mantidos em centros de detenção israelenses.

Nasrallah disse que “nem eu, o Hezbollah, os detidos em prisões israelenses ou suas famílias teríamos aceitado (a guerra)”.
Investigação.

As declarações foram feitas no contexto de grande pressão para que se examine o conflito, que suscitou reações fortes na comunidade internacional.

Neste domingo, um ministro do governo israelense, Isaac Herzog, disse à BBC que o primeiro-ministro Ehud Olmert estava preocupado com as críticas internacionais à campanha militar, mas estava analisando a melhor maneira de respondê-las.

Uma reunião do gabinete israelense terminou neste domingo sem anunciar uma esperada investigação sobre a conduta israelense durante o conflito.
A Organização das Nações Unidas (ONU) expressou diversas vezes que a resposta israelense à ação do Hezbollah foi exagerada.

Estima-se que Israel precisará de US$ 7 bilhões - cerca de R$ 14,5 bilhões - nos próximos dois anos para reequipar seu Exército.

Os Estados Unidos investigam se Israel usou bombas de fragmentação, que são proibidas por convenção internacional.

Uma investigação independente poderia levar à queda de Olmert se chegar a conclusões fortes, dizem correspondentes.
Irã se diz determinado a seguir com programa nuclear

Irã se diz determinado a seguir com programa nuclear

Irã se diz determinado a seguir com programa nuclear
Ahmadinejad na usina de Arak

Presidente iraniano

inaugurou nova usina nuclear

O principal negociador do Irã para assuntos nucleares, Ali Larijani, disse, neste domingo, que o país está determinado a produzir combustível nuclear, apesar dos apelos internacionais pela suspensão do enriquecimento de urânio.

Em uma entrevista à rádio estatal iraniana, Larijani afirmou

que o governo não vai "mudar de idéia" sobre o assunto.

Após as declarações de Larijani, o Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou que o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, deve visitar o país no próximo sábado.

O Conselho de Segurança da ONU deu ao Irã até o dia 31 de agosto para suspender as atividades nucleares, sob pena de enfrentar sanções.

Membros do Conselho vão se reunir neste dia para discutir a questão.

Nova usina

No sábado, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, inaugurou neste sábado o novo setor de uma usina para a produção de água pesada, será utilizada para resfriamento de um reator a ser instalado no local.

Teme-se que o equipamento seja usado para a fabricação de armas nucleares.

Na cerimônia de inauguração, Ahmadinejad reiterou que o objetivo do país não é produzir armas, e disse que ninguém fora do Irã pode exigir que ele desista de seu programa nuclear.

"Não somos uma ameaça para ninguém, nem mesmo ao regime sionista que é um inimigo do povo da região", afirmou, em referência a Israel.

Após a notícia da inauguração da usina, os Estados Unidos divulgaram uma declaração afirmando que apenas vão levar em conta as atividades do Irã quando o Conselho de Segurança se reunir, no dia 31.

O presidente da França, Jacques Chirac, e a chanceler alemã Angela Merkel pediram que o Irã aceite o pacote de incentivos que será fornecido caso o país suspenda o enriquecimento de urânio.



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Magal
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25 de ago. de 2006

Livni agradece Prodi por disponibilidade italiana na Finul

Livni agradece Prodi por disponibilidade italiana na Finul

 

 
Livni agradece Prodi por disponibilidade italiana na Finul
 
 
A ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, se reuniu hoje em Grosseto (centro da Itália) com o primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, a quem agradeceu a participação de seu país na Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Finul).
Em declarações aos jornalistas após o encontro, Livni ressaltou que a Itália - que está disposta a enviar cerca de 3.000 soldados ao Líbano - é "um modelo" para os países europeus que analisarão amanhã, em Bruxelas, a aplicação da resolução 1701 da ONU sobre o fim das hostilidades na zona.
 
No entanto, disse que sua visita à Itália não foi para pedir o envio de tropas ao Líbano, e especificou que "Israel pode se defender sozinho. Mas achamos que a resolução 1701 é importante".
 
Livni argumentou que seu país quer "apoiar a comunidade internacional para ajudar o Executivo libanês, porque no futuro (a situação) dependerá de se o Governo libanês tem força para desmantelar as milícias, mobilizar suas forças no sul e garantir um embargo de armas", disse.
 
Também considerou que o futuro da região depende, em grande parte, "da determinação da comunidade internacional" no momento de aplicar a resolução da ONU, e reiterou que, para seu Governo, é indispensável a "libertação incondicional" de seus dois soldados seqüestrados pela guerrilha xiita libanesa do Hisbolá.
 
Prodi destacou a necessidade de enviar o mais rápido possível os reforços para a Finul, e permitir assim "que as forças israelenses saiam do sul do Líbano", e considerou que há perspectivas "positivas" diante da reunião de amanhã, na qual os 25 ministros de Exteriores da União Européia analisarão a questão.
 
Antes de se reunir com Prodi, a chefe da diplomacia israelense se reuniu com o titular de Exteriores italiano, Massimo D''Alema, e pediu a aplicação "plena e veloz" da resolução, a mobilização "real" do Exército libanês no sul do país e garantias para evitar o rearmamento do Hisbolá.

Israel prepara tropas para possível guerra contra Irã

Israel prepara tropas para possível guerra contra Irã

O comandante da Força Aérea israelense, general Eliezer Shkedy, foi nomeado diretor de uma "campanha" contra países que não fazem fronteira com Israel, principalmente a República Islâmica do Irã, informa hoje o jornal Ha'aretz. A decisão do chefe das Forças Armadas, general Dan Halutz, havia sido tomada antes dos recentes confrontos contra a milícia do Hezbolá, no Líbano, acrescenta o jornal.

Como parte de suas responsabilidades, Shkedy teria que preparar os planos de batalha e dirigir as forças "como um maestro", nas palavras de um oficial militar, caso haja uma guerra com o Irã. O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou em diferentes ocasiões que Israel "deve ser riscado do mapa".

O Irã, segundo Israel, é o principal aliado político e militar da milícia libanesa do Hezbolá, que seria "a vanguarda" da ofensiva iraniana.

Shkedy, acrescenta o jornal israelense, também coordenará suas atividades com os serviços secretos de Informação das Forças Armadas e outros órgãos militares, além do Serviço Secreto (Mossad).

As Forças Armadas, segundo a fonte militar, atuaram cada uma dentro de sua área de responsabilidade durante a guerra de 1991, no Golfo Pérsico. Na ocasião, o Iraque atacou Israel com 42 mísseis balísticos. O país não participava da ofensiva coordenada pelos Estados Unidos e seus aliados europeus e árabes após a ocupação iraquiana do Kuwait.

O Irã desenvolve um programa de enriquecimento de urânio, um dos materiais que podem ser usados para a construção de bombas atômicas.

Além disso, conta com mísseis do tipo Shehab, capazes de atingir qualquer alvo em Israel.

Fontes estrangeiras consideram Israel uma potência nuclear. Suas Forças Armadas dispõem de foguetes Jericó, com os quais podem chegar a Teerã.

Segundo as autoridades israelenses, Irã e Síria abasteceram o Hezbolá nos últimos seis anos com cerca de 13 mil foguetes Katyusha e mísseis terra-terra al-Fajr, entre outros. Os milicianos dispararam 3.970 contra a população do norte de Israel durante os recentes confrontos.

Israel seria "o primeiro alvo dos mísseis" do Irã, afirmam meios militares locais, caso os EUA e outros países optem por uma campanha militar como forma de acabar com o programa nuclear iraniano.

Segundo o Serviço de Informações das Forças Armadas, diz o Ha'aretz, o Irã "mantém seu programa nuclear, tanto em instalações abertas e conhecidas quanto por canais secretos".



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Um artigo de um libanes

Um artigo de um libanes

 
 
 
Artigo de Michael Béhé
jornalista cristão libanês em Beirut – escrito em 30.07.2006 (18 dias
após o início da guerra)
 
 
Os políticos, jornalistas e intelectuais do Líbano experimentaram nestes
últimos dias o maior choque de suas vidas. Eles sabiam muito bem que o
Hezbollah havia estabelecido um estado independente dentro de nosso
país. Um estado que inclui duplicatas de todos os ministérios e
instituições afins do Líbano. O que não sabiam – e que descobriram
graças à esta guerra (e o que os petrificou de surpresa e de medo) – era
a magnitude dessa fagocitose.
 
De fato, nosso país tornou-se uma extensão do Irã, e nossa suposta força
política serve também de escudo político e militar para os islamitas de
Teerã. De repente descobrimos que Teerã armazenou mais de 12.000
foguetes de todos os tipos e calibres em nosso território, e que
paciente e metodicamente organizou um exército suplementar, com a ajuda
da Síria, que vai ocupando cada vez mais, dia a dia, todos os quartos de
nossa casa, o Líbano. Imaginem só isso: que estamos armazenando em
território de nosso país misseis terra-terra do tipo Zilzal, e que o
disparo dessas armas, sem que o saibamos, pode desencadear um conflito
estratégico regional, potencialmente capaz de aniquilar o Líbano.
 
Sabíamos que o Irã, através do Hezbollah, estava construindo uma
verdadeira linha Maginot no sul, mas foram as imagens de Maroun el-Ras e
Bint J'bail que nos revelaram a magnitude dessas construções. Essa
dimensão fez-nos compreender muitas coisas ao mesmo tempo: que já não
controlávamos nosso próprio destino; que não temos os meios básicos
necessários para reverter o curso dessa situação e que aqueles que
transformaram nosso país num posto avançado de sua doutrina islâmica de
combate contra Israel não têm a mínima intenção de, voluntariamente,
abrir mão de seu domínio sobre nós.
 
As discussões sobre a salvação nacional representada pela aplicação da
Resolução 1559, das quais participou a maioria dos movimentos políticos
libaneses, foram não mais que uma encenação. O Irã e a Síria não
investiram bilhões de dólares na militarização do Líbano em prol da
guerra deles para depois ceder ao desejo dos libaneses e da comunidade
internacional, empacotar seus equipamentos e levá-los de volta para casa.
 
E não tiveram de fazer qualquer esforço, tal a indecisão, a covardia, a
divisão interna e o comportamento irresponsável de nossos líderes. Não
houve necessidade de enfrentar os outros componentes políticos do País
dos Cedros. Estes se mostraram – e continuam a se mostrar – inconsistentes.
 
É claro que nosso exército – reformado ao longo dos anos pelas forças de
ocupação sírias, de modo a não mais poder desempenhar seu papel de
defensor da Nação – não seria capaz de enfrentar as milícias do
Hezbollah. É mais perigoso convocar nosso exército, – devido ao
explosivo equilíbrio na constituição de cada uma de sua brigadas – do
que deixá-lo trancado em seus quartéis. É uma força ainda leal a seus
antigos senhores estrangeiros, a ponto de ser por nós incontrolável; a
ponto de ter colaborado com os iranianos para pôr NOSSAS estações
costeiras de radar à disposição dos lançadores de mísseis DELES, que
quase afundaram um barco israelense na costa de Beirut. Os membros do
governo não ligados ao Hezbollah desconheciam a existência de mísseis
terra-mar em nosso território. Isso levou à total e justificada
destruição de todas as NOSSAS estações de radar pelas forças
israelenses. E ainda nos saiu barato.
 
É fácil agora reclamar e queixar-se, e assumir hipocritamente o papel de
vítimas. Sabemos muito bem como fazer os outros terem piedade de nós, e
proclamar que nunca somos os responsáveis pelos horrores que
regularmente nos assolam. Isso é um grande disparate. A Resolução 1559
do Conselho de Segurança da ONU – que solicitava que NOSSO governo
dispusesse NOSSO exército em NOSSO território soberano, ao longo de
NOSSAS fronteiras internacionais com Israel, e que ele desarmasse todas
as milícias em NOSSO país – foi aprovada em 2 de setembro de 2004.
 
Tivemos dois anos pela implementar essa resolução e com isso garantir um
futuro de paz para nossos filhos, mas não fizemos absolutamente nada.
Nosso maior crime – e não foi o único! – não foi o de não tê-lo
conseguido, mas o de não ter tentado o que quer que fosse. Essa foi a
omissão irresponsável dos patéticos políticos libaneses.
 
Nosso governo, assim que os ocupantes sírios se foram, permitiram que
navios e caminhões trouxessem armas para dentro de nosso país, sem se
darem o trabalho de examinar suas cargas. Eles comprometeram todas as
oportunidades para a reconstrução de nosso país ao confundir a Revolução
dos Cedros com a libertação de Beirut. Na verdade, nos fora dada a
oportunidade – uma inesperada moratória – de tomar nosso futuro em
nossas próprias mãos.
 
E pensar que não fomos sequer capazes de concordar em afastar Émile
Lahoud – o títere de Al-Assad – e que ele ainda é o presidente do que
alguns insistem em chamar de' nossa república'... Não é preciso ir muito
mais longe, somos o que somos, ou seja, não muito.
 
Todos os que assumem responsabilidades públicas e cuidam da comunicação
neste país são responsáveis por essa catástrofe. Com exceção de meus
colegas, jornalistas e editores, que estão mortos, assassinados por
capangas sírios, porque eles foram menos covardes do que os que
sobreviveram. E Lahoud continua em Baadbé (o palácio presidencial; NT)
 
E quando falo de catástrofe, não estou me referindo à ação empreendida
por Israel em resposta à agressão contra seus cidadãos e seu exército,
agressão desfechada a partir de nosso território e que absolutamente
nada fizemos para impedir, sendo, conseqüentemente, responsáveis por
ela. Omitir-se dessa responsabilidade – algumas pessoas aqui não têm a
menor noção da lei internacional, o que lhes permitiria entendê-lo–
significaria que o Líbano, como estado, não existe.
 
A hipocrisia continua: mesmo alguns editorialistas do respeitável
L'Orient-le-Jour põem num mesmo nível a selvageria do Hezbollah com a
dos israelenses! Vergonha! Pusilanimidade! E quem somos nós nessa
fábula? Pobres e eternas vítimas das ambições de terceiros?
 
Os políticos, estes ou se engajam nessa idéia insana, ou guardam
silêncio. Aqueles que esperávamos se pronunciassem para resgatar nossa
imagem silenciam como os outros. Refiro-me precisamente ao general Aoun,
que poderia agir, proclamando a verdade. Até mesmo seu inimigo, Walid
Jumblatt, o líder druso, demonstrou ser menos...ambíguo.
 
O Líbano, uma vítima? Que piada!
 
Antes do ataque israelense, o Líbano não existia mais, não era mais que
um holograma. Em Beirut, a cidadãos inocentes, como eu, era proibido o
acesso a certas áreas de sua própria capital. Proibido também a nossa
polícia, a nosso exército e a nossos juízes. É o caso, por exemplo, da
zona de comando do Hezbollah e dos sírios, no bairro de Haret Hreik. Um
quadrado com 1km de lado, uma capital dentro da capital, guardado por um
exército Horla (ref. ao livro de Guy de Maupassant Le Horla; N.E.), com
suas próprias instituições, suas escolas, suas creches, seus tribunais,
suas estações de rádio e televisão e, acima de tudo...seu governo. Um
'governo' que decidiu sozinho, no lugar das figuras de proa do governo
libanês – no qual o Hezbollah também tem seus ministros! –, atacar um
estado vizinho, com o qual não tínhamos qualquer litígio básico ou
substancial, e com isso mergulhar-NOS num sangrento conflito. E se
atacar um estado soberano em seu território, assassinando oito de seus
soldados, raptando outros dois, e, simultaneamente, lançando mísseis
sobre nove de sua cidades não constitui um casus belli, este princípio
jurídico tem de ser seriamente revisto.
 
Assim, quase todos esses políticos covardes, inclusive muitos líderes
xiitas e personalidades religiosas, abençoam cada bomba que cai de um
F-16 israelense, transformando o insulto a nossa soberania que é Haret
Hreik, bem no coração de Beirut, numa paisagem lunar. Sem os
israelenses, que outra oportunidade – que não merecemos!– teríamos de
reconstruir nosso país?
 
A cada fortificação iraniana-síria que Israel destrói, a cada combatente
islâmico que elimina, o Líbano vai renascendo!. De novo os soldados de
Israel estão fazendo nosso trabalho. De novo, como em 1982, estamos
assistindo – covardemente, humilhantemente, desprezivelmente, e ainda
por cima os insultando – a seu heróico sacrifício que nos permite
continuar a ter esperança. De não sermos engolidos nas entranhas da
terra. Porque, obviamente, ao não dar a mínima para o sul do Líbano, ao
deixar estrangeiros se apoderarem de privilégios que cabem a nós,
perdemos nossa capacidade de recuperar nossa independência e nossa
soberania. Se, ao fim desta guerra, o exército libanês recuperar o
controle de seu território e se livrar do estado dentro do estado –
aquele tentando sufocar este – ele terá de agradecer a Tsahal por isso,
e isso sabem muito bem esses pusilânimes políticos, desde o velhaco
Fouad Siniora, até Saad Hariri, o filho do saqueador do Líbano, e o
general Aoun.
 
Quanto à destruição causada pelos israelenses... é outra impostura. É só
olhar para o mapa de Beirut via satélite, no qual marquei, com a maior
precisão possível E NAS PROPORÇÕES CORRETAS as partes de minha capital
que foram destruídas por Israel. São elas Haret Hreik, em sua
totalidade, e as residências dos líderes do Hezbollah no grande subúrbio
xiita de Dayaa.
 
Além dessas duas zonas, Tsahal fez explodir um prédio de nove andares
que sediava o comando do Hezbollah, no centro de Beirut, junto e a
noroeste de Haret Hreik. Era o 'poleiro' de Nasrallah na cidade, de onde
exercia sua presença e seu domínio sobre nós. Um depósito de armas síria
no porto, dois radares do exército que os oficiais xiitas haviam posto à
disposição do Hezbollah, e um caminhão suspeito de transportar armas, no
bairro cristão de Ashrafieh.
 
Finalmente, os israelenses deixaram não-operacionais a estrada e a
infra-estrutura do aeroporto, usados para prover o Hezbollah de armas e
munições. Fora isso, Tsahal não atingiu nem destruiu nada, e os que
falam da "destruição de Beirut" são ou mentirosos, ou iranianos, ou
anti-semitas, ou não estavam lá. Mesmo casas situadas a um quarteirão de
distância dos alvos que mencionei não foram atingidas, não sofreram um
arranhão; é contemplando os resultados desse 'trabalho' que se
compreenderá o significado de 'ataques cirúrgicos', e se admirará a
destreza e precisão dos pilotos judeus.
 
 

Meór HaShabat Semanal

Meór HaShabat Semanal


BOM DIA! 

Semana passada exploramos as desculpas inventadas para a manutenção do anti-semitismo até os dias de hoje. Nesta semana, veremos suas razões. O anti-semitismo é único entre os ódios existentes no mundo por 4 razões:

1 – Longevidade: já existe há muito tempo; 

2 – Universalidade: ocorre virtualmente em todos os lugares do mundo; 

3 – Intensidade: é expresso de uma maneira particularmente virulenta; 

4 – Confusão: surpreendentemente, há pouco consenso sobre o porquê das pessoas odiarem os Judeus.

Os historiadores ofereceram muitas 'razões' para explicar o porquê de muitas pessoas serem anti-semitas: os Judeus são muito poderosos ou muito preguiçosos; muito isolados ou ameaçam nossa 'pureza racial' através da assimilação; pacifistas ou incitadores de guerras; exploradores capitalistas ou revolucionários comunistas; assassinos de J.C. ou os progenitores do mesmo, etc. 

Estas razões têm algo em comum: nenhuma relação com o fato de sermos Judeus. Alguém poderia pensar que somos apenas vítimas de uma má sorte, sempre possuindo as características necessárias para sermos odiados em qualquer local que estejamos no mundo, exatamente naquele momento da História.

Vocês sabem quem discorda dos historiadores? Anne Frank. Escreveu Anne Frank em seu diário, no dia 11 de abril de 1944: "Quem sabe? Pode até ser por causa de nossa religião, da qual a humanidade e todos os povos aprenderam a praticar o bem, e por esta razão, e apenas por ela, é que agora sofremos. Nunca poderemos nos tornar bons holandeses, ou apenas ingleses ou representantes de qualquer outro país exatamente por este motivo. Nós sempre seremos Judeus".

            Anne Frank fez questão de frisar que os Judeus têm algo de especial valor para dar ao mundo, e é precisamente por isto que o mundo guarda ressentimento e é por isto que as pessoas têm perseguido os Judeus. Anne Frank identificou o anti-semitismo como um ódio ao Judaísmo, uma abominação completamente diferente da inveja cega ou do racismo que outros povos vivenciaram.

            O Talmud (Tratado Shabat 69) explica a fonte do anti-semitismo usando um jogo de palavras. A Torá – a fonte do sistema Judaico de Leis, valores e padrões morais – foi recebida no Monte Sinai. A pronúncia hebraica de 'Sinai' é quase idêntica à palavra hebraica que significa ódio, 'siná'. "Por que a Torá foi dada num monte chamado Sinai?", pergunta o Talmud. "Por causa da grande siná – o tremendo ódio dirigido aos Judeus – emanada do Sinai".

            No Sinai foi dito aos Judeus que existe apenas um D'us, Que faz exigências morais para toda a humanidade. Consequentemente, a partir do Sinai, a nação Judaica tornou-se o alvo do ódio daqueles cujo forte impulso e maior desejo é liberar o gênero humano das 'algemas' da consciência e da moralidade.

            No Sinai, os Judeus foram designados para serem 'uma luz entre as nações'. Há aqueles que abraçam os Judeus e a fé Judaica por causa de sua luz, mas há também aqueles que querem que o mundo permaneça um lugar de escuridão espiritual. Estes 'proclamadores da escuridão' se opõem à moralidade e atacam os Judeus, usando-os como pára-raios de seu ódio. O 'comunicado do Sinai', a mensagem transmitida e sustentada pelos Judeus, no final das contas, transformou e transformará o mundo. E é esta mesma mensagem que desperta a ira daqueles que dariam tudo para anulá-la ou destrui-la.

            Muitas pessoas simplesmente não conseguem carregar o fardo de serem boas. Entretanto, quando agem de forma ruim, não conseguem enfrentar o sentimento resultante de culpa. Por mais que tentem, não conseguem livrar-se dos padrões de moralidade absoluta ditados pela Torá. Presas nesta 'sinuca', voltam suas frustrações acumuladas contra os Judeus, a quem entendem como personificação da consciência coletiva da humanidade.
            Quando os Judeus entraram na arena teológica, demonstraram às pessoas todos os erros que estavam fazendo: deuses pagãos são tolices – existe apenas um D'us para toda a humanidade, que é invisível, infinito e perfeito. Infanticídio e sacrifícios humanos são inaceitáveis. Cada ser humano nasce com direitos específicos. Ninguém pode viver como lhe apraz, pois todos devem submeter sua vontade a uma Autoridade maior.

            Num certo nível de consciência, a humanidade reconhece a mensagem dos Judeus como sendo verdadeira. Aqueles que se recusam a aceitar a verdade chegaram à conclusão de que o único modo de se livrar do problema é destruindo os mensageiros – pois a mensagem em si é por demais potente para ser negada.

            Isto é o que mais incomoda em relação aos Judeus. E é por isso que para certas pessoas, nada menos que a total destruição dos Judeus resolverá o problema. Se o Judaísmo fosse apenas mais uma ideologia, tais pessoas poderiam apenas ridicularizá-la e continuarem em seus alegres caminhos. Mas lá no fundo de suas almas, todo ser humano reconhece as verdades essenciais da moralidade – não conseguem simplesmente ridicularizá-las.

            Nos últimos 2.000 anos, os Judeus passaram por enormes quantidades de perseguições e ódios – levando, no final das contas, ao genocídio. E através de tudo isto, os Judeus sempre se esforçaram para manterem-se Judeus. O motivo disto é que eles realmente entendiam que aquilo era muito valioso. Entendiam qual o significado de serem Judeus e estavam desejosos de pagar o preço por isto.

            A mágoa e o sofrimento, que são parte e parcela de sermos Judeus, são óbvios. Se as pessoas não conseguem enxergar qualquer significado para este sofrimento, é improvável que se mantenham desejosas de lutar por sua identidade Judaica. Eis uma das causas do por que vemos a assimilação alastrar-se tanto nos dias de hoje: Os Judeus não vêem porque deveriam 'perder' tantas coisas na vida e afastam-se de suas sociedades de origem.
            Se pudermos chegar a entender porque os Judeus são tão odiados, poderemos entender quem são os Judeus e, ainda mais importante, quem os Judeus podem chegar a ser. Um enorme esforço foi feito para remover o elemento judaico do anti-semitismo e, ao fazerem isto, tentaram ignorar a importantíssima mensagem que o anti-semitismo ensina sobre a preciosidade e a exclusividade do Judeu.

Nós temos um Pacto com o Todo-Poderoso: temos uma missão de aperfeiçoar o mundo através do cumprimento da Torá e também de sermos uma luz para as nações. O que poderia ser mais significativo e prazeroso que isto? O Todo-Poderoso fez muitas promessas para nós na Torá: que seremos um Povo eterno, poucos em número, espalhados pelos quatro cantos do globo e que no final retornará à Terra de Israel. Entretanto, para o Pacto ser cumprido, o Povo Judeu precisa não apenas existir, mas cumprir o destino que a Torá lhe prescreveu.

A Torá declarou claramente (Levíticus 26:14-44, Deut. 28:15-69) as conseqüências ao Povo Judeu caso não mantivessem o seu lado do Pacto. Durante o transcorrer da História, o Todo-Poderoso tem cumprido Sua palavra e nos lembrado que Ele continua sério sobre o nosso lado do Pacto. Prometemos cumprir a Torá e D'us prometeu que não deixaria que esquecêssemos nossa promessa. Muitas nações nos odeiam por suas próprias razões contraditórias e distorcidas. Entretanto, para nós, a lição é clara: o anti-semitismo é um chamado para despertarmos, para retornarmos e aumentarmos nosso cumprimento da Torá. Ao entendermos isto, entenderemos também a loucura e a falta de lógica daqueles que nos atacam, nos acusam e nos perseguem.

 Apenas isto já seria uma razão convincente e suficiente para os Judeus aprenderem sobre o anti-semitismo e sobre o que significa ser Judeu! Será que aprenderemos nossa lição? 

(Leia mais em "Why the Jews?", disponível no site: http://aish.com/seminars/whythejews)


Porção Semanal da Torá:   Shofetim   Devarim (Deuteronômio)    16:18 - 21:09
            Os tópicos abrangidos por esta porção semanal incluem: Juizes e Justiça, Pilares e Árvores Sagrados, Oferendas com Defeito, Penalidades por Idolatria, a Suprema Corte, o Monarca, Sacerdotes Levitas, Porções Sacerdotais, Serviços Especiais, Divindade e Profecia, Cidades-Refúgio, Assassinato, Manutenção das Fronteiras, Testemunhas que Conspiram, Preparação para a Guerra, Prisioneiros de Guerra, Conduzir um Cerco e o caso de um Assassinato não Solucionado.

            Nesta semana temos a famosa advertência: "Justiça, Justiça vocês devem procurar, para que possam possuir e viver na Terra que o Todo-Poderoso, seu D'us, lhes deu".
  
 Dvar Torá:   baseado no livro Growth Through Torah, do Rabino Zelig Pliskin

            A Torá declara: "Juizes e policiais vocês devem designar para vocês (Devarim 16:18)". Alem de ser um mandamento para se criar uma sociedade justa e correta, que lição pessoal podemos aprender deste versículo?

O Rabino Simha Bunim de Pshischa (Polônia, 1767-1828) explicou: nomeie para VOCÊ juizes e policiais - antes que faça julgamentos sobre outras pessoas, julgue a si mesmo primeiro. Como nossos Sábios ensinaram no Talmud (Baba Batra 60b): "Primeiro corrija a si próprio e somente então corrija os demais".

É muito fácil encontrar defeitos nos outros. Entretanto, isto pode facilmente nos tornar arrogantes e fazer com que mantenhamos nossas falhas intactas. Embora tenhamos a obrigação de ajudar os outros a melhorarem, continuemos sempre revisando o nosso próprio comportamento para ver onde podemos melhorar. O propósito da polícia é garantir que as leis sejam cumpridas. Da mesma maneira, ao encontrarmos uma falha em nós mesmos, tomemos atitudes para corrigi-la!

VOCÊ GOSTARIA  DE  PROPORCIONAR   ÀS  FAMÍLIAS  CARENTES  UM  ROSH HASHANÁ   MELHOR?

Dezenas de famílias não têm condições de adquirir produtos básicos para Rosh HaShaná. As duas instituições abaixo estão se esforçando muito para prover vinho, halá, mel e outros produtos casher a estas famílias carentes. São instituições muito sérias e eu também as ajudo com dinheiro. 

Envie sua contribuição para:
UNIÃO O JUDAICA KEH HAYREIM – BANCO ITAÚ – AG. 0064 – C/C 44.122-3
Maiores informações com o Rabino Horowitz – tel: 011-3224-8639 – CNPJ: 05.112.407/0001-24   
ORGANIZAÇÃO ISRAELITA O.I.S.E.R - BANCO BRADESCO – AG. 114-7 – C/C 79.589-5
Maiores informações com a Sra. Sara Rosenberg – tel: 011-3221-6462 - CNPJ: 45.884.426/0001-93