31 de jul. de 2005

Israel: a questão moral decisiva

Israel: a questão moral decisiva


por Melanie Phillips


A maneira como o mundo trata Israel nos dá uma idéia da corrupção moral global, que ignora ou ataca a verdade.


O "clube dos apoiadores" do terrorismo internacional, ou seja, a ONU, exigiu que Israel demolisse a cerca de segurança. Essa exigência se deu após a sentença do Tribunal Internacional de Justiça de Haia, que declarou a cerca ilegal. A sentença e a exigência dela derivada não são de cumprimento obrigatório. 

Mesmo assim, elas têm como alvo a demonização global de Israel e sua transformação em um Estado-pária - um estágio preliminar necessário para sua destruição. Enquanto muitos cristãos americanos convictos apóiam e fortalecem Israel, a convenção geral da Igreja Presbiteriana dos EUA (www.pcusa.org) comparou Israel com "a África do Sul no tempo do apartheid" e conclamou à retirada geral de investimentos no Estado judeu.

Esses sintomas mostram que o mundo resvala cada vez mais profundamente para uma assustadora escuridão moral. Os judeus sempre foram semelhantes aos canários que os mineiros levavam para as minas subterrâneas: quando os canários morriam, os trabalhadores sabiam que o ar estava contaminado. No passado, as restrições aos judeus sempre indicaram claramente a decadência de uma sociedade e atualmente o Estado de Israel faz o papel de "canário" nas "minas" do mundo.

O tratamento dado a Israel revela uma doença mortal. O Estado de Israel é vítima de meio século de tentativas de destruição. Entretanto, seus esforços de se auto-proteger são condenados, suas ações são avaliadas de maneira distorcida e sua imagem é manipulada negativamente. Israel é avaliado segundo um padrão doentiamente parcial, para que possa ser caracterizado falsamente como um país vilão.

Enquanto olha acusadoramente para Israel, o mundo desvia o olhar ignorando o genocídio que está acontecendo no Sudão, apresentado pelos jornais como uma mera "catástrofe humanitária". Em um comentário no Telegraph, Mark Steyn captou bem essa inversão moral:
"O sistema da ONU está irremediavelmente doente e deteriorado. Enquanto seus líderes chegaram a um impasse nas discussões acerca da limpeza étnica que está acontecendo em Darfur, o Sudão foi eleito para um mandato de três anos na Comissão de Direitos Humanos da ONU. Esse não é um caso isolado, pois o Zimbábue também é membro da Comissão. A própria estrutura dessa organização, em que nações agem de acordo com interesses regionais próprios, incentiva essas afrontas à dignidade".

Essa mesma ONU exige que Israel, na luta contra a matança de seus cidadãos, não defenda a si mesmo. Esse tratamento dispensado a Israel vai muito além da decisão sobre o destino de uma certa região. Israel é estigmatizado e vilipendiado com malícia obsessiva, os ataques contra seus cidadãos são encorajados aberta ou dissimuladamente, enquanto os crimes cometidos na África são ignorados e seus perpetradores chegam a receber a honraria de se tornarem membros da Comissão de Direitos Humanos da ONU. Isso permite apenas uma única conclusão: a ONU e a ordem mundial que essa organização representa estão falidas e arruinadas.
A ONU é uma paródia obscena de uma organização mundial que deveria incentivar a paz e a justiça. Ao invés disso, ela ignora, apóia e defende o genocídio, a matança em massa, a tirania, o terrorismo e a corrupção.
seus fomentadores.

 (Melanie Phillips)

29 de jul. de 2005

 O choque da volta para casa

O choque da volta para casa


© YOSSI SARID
HAARETZ, 18/07/2005
Tradução: Davy Bogomoletz

Nossos ‘Gloriosos Irmãos’[1] de Gush Katif estão prestes a defrontar-se, infelizmente, com não apenas um trauma, mas um trauma duplo. Sobre o primeiro – o trauma da sua retirada do lugar onde vivem – já foram derramadas tinta e lágrimas como água. Sobre o segundo, até aqui nada ainda foi escrito.

Depois da retirada, haverá para os retirados o trauma de sua entrada em contato com a realidade de Israel. Por várias décadas viveram eles num planeta bem diferente deste aqui, um planeta que oferecia aos seus habitantes condições privilegiadas e até invejáveis. O contato cara a cara com a realidade israelense será chocante para ‘os que retornam às suas fronteiras’.[2] É este o momento, então, de alertar para o choque do retorno, a fim de atenuar o abalo, capaz de perturbar mesmo os mais ‘gloriosos’.

Estes que agora se desligam, e que por um tempo longo demais viveram ‘desligados’, descobrirão rapidamente quantos, em Israel, estão desempregados. Falta trabalho para muitos. Moradores do sul do país que são, perceberão sem demora que justamente no sul os índices de desemprego são particularmente altos, e que mesmo aqueles que trabalham para gerar o próprio sustento (no campo) mal e mal conseguem encher a barriga.

Não são assim as coisas nos assentamentos, cujo perfil é diferente do restante do país. O ministro do interior, Ofir Pines, comunicou recentemente que 60% dos colonos da faixa de Gaza sentam-se à mesa do Estado. Este último os alimenta e sustenta com o que sai de seus cofres, dos cofres públicos, fazendo com que ali não haja quase desemprego. Em seus novos lares, os colonos ficarão sabendo que seu país há muito não é mais um Estado de bem estar, mas um Estado do ‘se dar bem’, e não é mais a justiça que norteia o seu funcionamento, mas a esmola.

Mesmo os agricultores entre eles terão uma surpresa: descobrirão muito depressa que os servos e servas dispostos a beijar a sua mão por um prato de comida não moram mais em suas vizinhanças. Cada vez menos palestinos recebem permissão para entrar em Israel, e mesmo os que a recebem nem sempre conseguem chegar. É verdade que os tailandeses e chineses e filipinos tomaram os seus lugares, mas atualmente mesmo estes são cada vez mais raros, e nem sempre se pode subornar alguém para obtê-los.[3] Não foi à toa que a Faixa de Gaza se tornou o refúgio predileto deles nos últimos tempos, porque em Gush Katif não são necessários passes e permissões e não se paga o imposto por cabeça sobre trabalhadores estrangeiros. Até a Polícia da Imigração reconheceu Gush Katif como uma ‘terra de ninguém’.

O princípio da ‘Terra de Ninguém’ – um terreno baldio, uma terra devoluta –, estenderam-se, ali, também para as áreas do planejamento urbano e da construção. É importante que os retirados saibam que em Israel ainda é obrigatório tirar licenças para construir. Até uma simples varanda é difícil construir aqui, o que dirá um povoado inteiro. Aqui não é comum que alguém acorde de manhã e levante um assentamento no terreno do vizinho, e se o vizinho chama a polícia, ela de vez em quando aparece, e nem sempre se coloca ao lado dos usurpadores: já houve casos em que ela se colocou ao lado dos usurpados.

Aos que têm filhos será preciso informar, numa espécie de ‘Manual do Retirante’, que, daqui em diante, a educação de seus filhos será cobrada exclusivamente deles próprios. Não haverá mais educação gratuita para todas as idades. A creche para crianças pequenas, por exemplo, custa por aqui uma fortuna que não está ao alcance de todos. Somente um pequeno grupo dentre as crianças israelenses recebem educação em tempo integral digna desse nome, incluindo uma praça de alimentação. Os retirados constatarão com seus próprios olhos, para seu enorme espanto, que em Israel há sim crianças passando fome.

O ‘Grande Israel’[4] é uma terra devorada por seus habitantes, enquanto Israel propriamente dito é uma terra que devora seus habitantes.[5] Os retirados, finalmente transformados em cidadãos iguais perante a lei, não terão mais tanto leite e tanto mel para se deliciar.

O Governo e o Knesset já deixaram claro que não há qualquer intenção de jogar os retirados na dura realidade de uma hora para outra. Todos compreendem que o processo de desmame do leite e do mel é demorado e doloroso. O caminho dos retirados será, portanto, atapetado de maçãs, e enfeitado com ‘jeitinhos’. O olho da opinião pública não é mesquinho: até ele compreende que as montanhas são mais altas na viagem de volta.

Em seu programa da semana passada, o jornalista Rino Tzror revelou um dado assustador: Em Israel são despejadas, todos os dias, 20 famílias que não conseguiram pagar a prestação de suas casas. São vinte famílias por dia, 100 por semana, 5000 por ano (descontados os sábados e os feriados e os dias de pura preguiça). É um número bem maior que o de todas as famílias de Gush Katif juntas. Quem jamais ouviu falar dessas outras famílias? Quem jamais chorou por elas? Quem se preocupou com seus traumas? Quem arranjou para elas psicólogos e ‘caravilas’[6]?
Desde o dia em que ‘nossos Gloriosos Irmãos’ saíram para os territórios, este país mudou a ponto de tornar-se irreconhecível. Eles se tornaram o ‘sal da terra’, enquanto a terra cobria-se de feridas. Será, este, um encontro traumático para todos, o encontro entre o sal e as feridas.

[1] Referência sarcástica ao famoso livro ‘Meus Gloriosos Irmãos’, do escritor judeu-americano-comunista Howard Fast, contando a história dos heróicos Macabeus, que lideraram a heróica revolta dos judeus contra o jugo helenístico do Império Selêucida.
[2] Expressão bíblica famosa – ‘E voltarão os filhos às suas fronteiras’ (talvez de Isaías).
[3] Referência ao fato de que muitas vezes é necessário ‘molhar a mão’ de alguém para conseguir trabalhadores estrangeiros temporários.
[4] Que, para os judeus que nisso acreditam, engloba todo o território desde o Mediterrâneo até os confins do Reino da Jordânia, território do Mandato Britânico sobre a Palestina, antes de 1948.
[5] Referência a uma expressão bíblica (dos espiões enviados por Moisés para ver o que se passava no território a ser conquistado), segundo a qual Canaã era uma ‘terra que devora seus habitantes’, talvez por suas secas, ou por suas inundações, ou por doenças que ali grassavam.
[6] ‘Caravan’ é um tipo de casa-reboque usado em Israel para alojar, temporariamente, imigrantes ou famílias que perderam suas casas. ‘Caravilas’ designa um modelo aperfeiçoado da Caravan, que deixou de ser uma simples casa e tornou-se uma ‘vila’ – que em hebraico indica uma casa de luxo.



27 de jul. de 2005

 Venda de armas provoca tensão entre EUA e Israel,

Venda de armas provoca tensão entre EUA e Israel,

 

O ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz, cancelou uma viagem a Washington por causa da reação norte-americana à venda de armas de Israel à China, disse o jornal Haaretz na quarta-feira.

Os EUA são os maiores aliados de Israel e dão dois bilhões de dólares anuais em ajuda militar ao país. Mas Washington restringiu os negócios com armamentos com Israel até que o país siga os regulamentos norte-americanos nessa área.

Questionado sobre a notícia, um porta-voz disse que o Ministério da Defesa de Israel "continua seu diálogo informativo e discreto com os Estados Unidos, na esperança de terminar em breve a negociação".

Washington começou a suspender projetos bilaterais de segurança e a entrega de equipamentos de defesa a Israel em junho, por causa de uma negociação de armas entre o país e a China.

Os EUA temem que a venda de aviões-robô Harpy e de outras tecnologias israelenses à China provoque um desequilíbrio de forças e reforce o poderio militar chinês, o que seria uma ameaça a Taiwan.

O chanceler de Israel, Silvan Shalom, pediu no mês passado desculpas aos EUA pela venda de armas à China, dizendo que "foram feitas coisas que não eram aceitáveis aos norte-americanos" e insistindo que Israel não pretendia prejudicar os interesses norte-americanos.

Os Estados Unidos querem que Israel aprove em 18 meses uma lei que torne mais rígida a fiscalização sobre as exportações militares e esperam também um pedido de desculpas da parte de Mofaz, segundo o Haaretz. A viagem de Mofaz deveria acontecer na primeira quinzena de agosto.

Fontes israelenses de segurança disseram que as restrições norte-americanas vão prejudicar as futuras transações militares de Israel para outros países.

A embaixada israelense em Washington disse em junho que negociadores de ambos os países estão discutindo um acordo para ampliar "a coordenação e a transparência entre os dois governos", o que significa que os EUA teriam mais influência sobre as negociações bélicas de Israel com a China.

Em 2000, Washington criticou duramente a bilionária venda de radares aéreos Phalcon para a China, dizendo que o equipamento poderia ser usado para alterar o equilíbrio regional de poder.

(Por Corinne Heller)

 

24 de jul. de 2005

  Não capitular

Não capitular

Não capitular
Melanie Phillips
 
Durante 60 anos, a Grã-Bretanha comemorou o final da II Guerra Mundial e lembrou dos sacrifícios feitos para obter a vitória sobre o fascismo. Neste ano, a cerimônia foi realizada sob as densas sombras das atrocidades cometidas em Londres no dia 7 de julho - a terrível manifestação de um tipo de ameaça muito diferente.

Agora enfrentamos um inimigo que não tem país, nem uniformes, nem aparência visível, consistindo somente de uma associação vaga de grupos espalhados pelo mundo, unidos apenas pela sua causa.

O problema é que, diferentemente do que ocorreu há 60 anos atrás, nossos líderes evitam chamar essa ameaça pelo seu nome correto. Eles a descrevem como ""terrorismo''. Mas, na realidade trata-se de nada menos que uma guerra mundial que está sendo travada em nome da religião - sendo o terrorismo sua arma de ataque - cujo objetivo é emascular o poder e o alcance da cultura ocidental e substituí-la pela hegemonia do islã.

Os soldados rasos desse exército religioso camuflaram a si mesmos em meio aos cidadãos do mundo. O resultado na Grã-Bretanha, conforme documentos governamentais que vazaram, é que até 16.000 muçulmanos britânicos seriam simpáticos ao terrorismo. Além disso, segundo Lord Stevens, ex-chefe da Polícia Metropolitana, até 3.000 pessoas nascidas na Grã-Bretanha ou que vivem aqui passaram por campos de treinamento da Al Qaeda nos últimos anos.

Sem dúvida, a vasta maioria dos muçulmanos é composta de cidadãos decentes, ordeiros e pacíficos. Mas, como basta que um só homem-bomba tenha sucesso para causar morte e destruição, essas estatísticas, evidentemente, são motivo de profundo horror.

Diante dessa ameaça, entretanto, o primeiro-ministro Tony Blair está confuso. Ele afirmou que as causas do terrorismo são a perversão do islã e o extremismo, o fanatismo e as formas agudas de pobreza em um continente, que poderiam espalhar seu veneno através do mundo.

Ele estava certo quanto ao extremismo e fanatismo, mas errado no que se refere ao resto. A questão não é a pobreza. Muitos terroristas islâmicos são abastados; a maioria das pessoas pobres não recorre ao terrorismo. A raiz dessa ameaça é uma religião em cujas tradições dominantes, durante os últimos doze séculos, tem sido pregada e praticada, em diferentes épocas e graus de intensidade, a guerra santa contra os infiéis.

A maioria dos muçulmanos britânicos ficou chocada com esses ataques. Na verdade, eles mesmos correm risco idêntico de se tornarem vítimas desse terrorismo indiscriminado. E muitos deles desejam reconciliar os elementos indubitavelmente pacíficos da sua fé com os princípios da sociedade ocidental.

Ao mesmo tempo, entretanto, eles e outros - do primeiro-ministro britânico para baixo - estão se contradizendo ao afirmarem que o islã é uma religião pacífica e que, conseqüentemente, os que cometem tais atos não são verdadeiros muçulmanos. Pelo contrário, esta guerra contra o Ocidente não apenas está sendo realizada em nome do islã, mas todos os seus objetivos, para não dizer todas as suas táticas, têm sido toleradas por incontáveis países islâmicos e autoridades religiosas muçulmanas, sendo aprovadas por milhões de maometanos em todo o mundo.

Nossos líderes estão muito amedrontados para dizer isso, temendo ofender a comunidade muçulmana. Desse modo, baseado numa análise profundamente incorreta, o governo britânico tem produzido uma estratégia irremediavelmente mal-orientada.

Seu objetivo é oferecer amplas concessões aos muçulmanos britânicos, na esperança de que elas reduzirão o rancor dos mais extremistas. De acordo com o secretário permanente do Home Office, Sir John Gieve, as raízes do extremismo muçulmano na Grã-Bretanha residem na ""discriminação, falta de oportunidades e exclusão''. O remédio, portanto, seria reduzir a discriminação e promover a integração. Isso explica, por exemplo, o apoio ministerial à lei contra o incitamento do ódio religioso, a introdução de hipotecas que estejam de acordo com a sharia (lei islâmica) e as sugestões da Receita de que a poligamia deveria ser reconhecida para fins de cobrança do imposto sobre heranças.

Porém, o extremismo muçulmano não é causado pela falta de integração; a falta de integração é que é causada pelo fato dos muçulmanos estarem sendo inflamados contra o Ocidente pelos pregadores radicais. Uma pequena minoria de jovens muçulmanos é vulnerável a esse processo porque, vacilantes entre as culturas profundamente opostas do islã e a completa liberdade ocidental, eles facilmente abraçam a mensagem ostensivamente legalista e idealista de que têm o dever de combater a decadência e a corrupção do Ocidente.

Algumas pessoas pensam que a guerra no Iraque, onde a Al Qaeda se reagrupou depois de ter sido dizimada no Afeganistão, incentivou profundamente o terrorismo islâmico e resultou em sua exportação para a Grã-Bretanha. A resposta imediata e mais básica a essa suposição é que os atentados de 11 de setembro precederam as guerras no Afeganistão e no Iraque. Na verdade, os EUA foram atacados pela al Qaeda durante uma década antes que as torres gêmeas fossem atingidas.

Realmente o Iraque é uma questão central, mas por uma razão diferente. A Al Qaeda deseja desesperadamente que as tropas da Coalizão se retirem do Iraque, onde as possibilidades de promover atos terroristas por todo o Oriente Médio são tão altas, e decidiu que o melhor meio de conseguir isso é fazer pressão sobre a opinião pública. Essa foi a razão dos atentados em Madri e, agora, em Londres, cujo objetivo era destruir a aliança com os EUA.

Portanto, os que argumentam que a guerra no Iraque tem colocado em perigo os países da Coalizão estão fazendo para os terroristas o trabalho da sua propaganda suja. Os espanhóis caíram nesse engano. Mas, apesar de terem retirado suas tropas do Iraque, isso não impediu que a Al Qaeda tentasse mais duas vezes cometer atentados contra o povo espanhol. Isso prova que para a Al Qaeda o Iraque é apenas uma questão secundária. Esse fato é demonstrado constantemente pelos seus ataques terroristas em todo o mundo, desde a Indonésia até o Cáucaso, inclusive nos países que se opuseram à guerra no Iraque - enquanto na Grã-Bretanha, como também na Alemanha e em diversos outros locais, ataques planejados foram descobertos e impedidos mesmo antes de 11 de setembro de 2001.

Apesar dessas evidências de ataques não-provocados a diversos países, os imãs radicais ensinam que a simples existência da influência ocidental é uma ato de agressão. Portanto, qualquer ação contra o Ocidente é considerada uma defesa legítima de princípios religiosos - e, assim, qualquer defesa real do Ocidente contra o terrorismo islâmico é apresentada, ao invés disso, como mais um ato de guerra a ser vingado.

Essa letal duplicidade de pensamento significa que a defesa contra o terrorismo realmente serviu, inadvertidamente, como incentivo ao recrutamento de terroristas. Entretanto, esse é o terrível dilema apresentado pelo terrorismo. Quando suas vítimas tentam defender-se, tomando medidas contra os terroristas (e Saddam foi um chefão terrorista), isso alimenta a vitimologia pervertida deles, recrutando mais adeptos para sua causa. Porém, seguir o caminho da não-resistência ao invés de retribuir sinaliza um derrotismo que incentiva os terroristas a avançarem em direção à sua vitória almejada e inevitável.

Em outras palavras, as opções são: tomar atitudes que poderão aumentar o problema imediato ou sofrer derrota total a longo prazo. Diante de tais alternativas, a única posição moralmente viável é combater o terrorismo com todos os meios à nossa disposição. Não há dúvida de que erros crônicos cometidos pelos americanos, que falharam em responder adequadamente à natureza e à intensidade da batalha no Iraque, exacerbaram o problema dos muçulmanos que são atraídos para a causa.

Entretanto, dizer que o combate ao fascismo religioso não deveria ser travado porque transforma em alvos aqueles que o estão realizando seria como afirmar que a única razão porque Londres sofreu os ataques aéreos alemães na II Guerra Mundial foi porque a Grã-Bretanha tinha declarado guerra à Alemanha.

Tanto hoje como naquele tempo, buscar o apaziguamento diante da agressão significa é suicídio cultural. Estaremos nisso por muito tempo - mas não devemos mais tentar fugir da verdade e dos meios que teremos de usar para vencer o horror que todos enfrentamos. (Daily Mail - publicado em português por .Beth-Shalom)


 

 

 
 


 

 

 
 


17 de jul. de 2005

Israel está moblizado para enfrentar palestinos

Israel está moblizado para enfrentar palestinos


Tropas do Exército israelense estão mobilizadas na fronteira da Faixa de Gaza à espera de ordens para entrar na região, enquanto a violência continua e coloca em risco o período de trégua na região.
 
No último episódio de violência, um avião não tripulado da Força Aérea israelense lançou na tarde deste domingo um míssil contra um veículo em que viajavam cinco militantes do braço armado do Hamas. Os tripulantes do veículo, que circulava pelas imediações da localidade de Beit Lahia, no norte de Gaza, conseguiram se salvar, embora o motorista tenha ficado gravemente ferido, segundo fontes médicas palestinas.
 
Os milicianos pretendiam lançar mísseis Qassam contra alvos israelenses no momento do ataque, segundo as fontes. Os grupos armados palestinos seguem disparando bombas e mísseis rudimentares contra assentamentos judeus na Faixa de Gaza e na cidade israelense de Sderot. As Forças Armadas calculam em torno de cem o número de ataques deste tipo em menos de uma semana.
 
O dia de violência começou com a morte no começo da manhã de Said Seyam, um dirigente do braço armado do Hamas, que foi atingido por um atirador de elite do Exército israelense quando estava no telhado de sua casa em Khan Yunes, ao sul da Cidade de Gaza. O Exército israelense responsabiliza Seyam por estar envolvido em numerosos ataques que provocaram a morte de israelenses, entre eles o lançamento de bombas contra alvos judeus e a detonação de explosivos em túneis subterrâneos contra forças militares.
 
Após este incidente, um militante palestino morreu atingido por forças israelenses e outro ficou ferido quando ambos tentavam entrar na colônia judia de Netzarim, também em Gaza. Depois, milicianos palestinos lançaram vários explosivos contra os assentamentos judaicos de Nevé Dekalim, Ganei Tal e Netzer Hazani, do bloco de Gush Katif, no sul da região.
 
Na colônia de Nevé Dekalim quatro israelenses ficaram feridos, dois deles gravemente, e dois menores sofreram ferimentos leves, segundo fontes militares. Mais tarde, outros cinco palestinos - entre eles uma mulher e um menor - ficaram feridos na localidade de Khan Yunes, vizinha aos assentamentos atacados, após o bombardeio de tanques israelenses.
 
Os ataques e represálias na Faixa de Gaza colocaram em risco a situação de relativa tranqüilidade vivida na região nos últimos cinco meses, e ocorrem a apenas um mês do início da desocupação das colônias judias desse território. Prevendo que as milícias palestinas continuarão com seus ataques, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, afirmou neste domingo que o Exército israelense conta com "sinal verde para agir contra os terroristas palestinos e podem agir sem restrições".
 
Enquanto isso, as Forças Armadas israelenses mantêm cerca de quatro mil efetivos mobilizados ao norte e ao sul da faixa mediterrânea à espera de instruções para realizar uma possível operação. O ministro israelense da Defesa, Shaul Mofaz, afirmou durante a reunião semanal do governo que, se nos próximos dias o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, não conseguir frear os ataques do Hamas e da Jihad Islâmica contra alvos israelenses, Israel irá agir.
 
Diante do agravamento da situação, os EUA e o Egito se mobilizaram em uma tentativa para acabar com a crise. A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, deve chegar na terça-feira à região, e o sub-comandante do Serviço Secreto do Egito, Mohammed Bojeiri, esteve reunido neste domingo em Gaza com Abbas para tentar reduzir as tensões entre a cúpula palestina e os grupos armados.
 
Analistas palestinos dizem que com os incessantes ataques contra alvos israelenses, as facções tentam minar os esforços políticos de Abbas para que a prevista desocupação israelense aconteça sem incidentes, ao mesmo tempo em que tentam debilitar o presidente da ANP em âmbito político.
 
 
Israel sob fogo

Israel sob fogo

Five months ago, Israel reached a ceasefire agreement with PA President Abbas, Hamas, and Islamic Jihad. Despite the agreement, the terrorist groups have attempted a constant stream of attacks (most thwarted by Israeli security, and under-reported by the media).
Last week was particularly deadly, with an Islamic Jihad suicide bombing outside a Netanya mall that killed five and wounded 90 Israelis, and Hamas rocket attacks over the Gaza border that claimed the life of 22-year old Dana Glakowitz, who had been sitting on her porch.
In response to these ongoing attacks, Israel acted against the Hamas leadership. Two major media outlets defied all logic and chronology to claim that it was Israel's response that 'ended' the ceasefire:
1) Washington Post reported:
The Israeli military killed seven members of Hamas on Friday in rocket strikes that renewed Israel's policy of assassinating militant Palestinian leaders and effectively marked the end of a five-month truce.
According to the Washington Post, dozens of Hamas and Islamic Jihad attacks did not break the ceasefire, but when Israel acted, that 'marked the end'. (This WashPost article was also published in the San Francisco Chronicle.)
2) Associated Press:
The Israeli military launched an airstrike Friday on a van carrying Hamas militants and a cache of homemade rockets in a Gaza City street, killing four people in what may be the most serious blow to a 5-month-old truce.
The loved ones of the six murdered Israelis would certainly take issue with AP's suggestion that it was the IDF's subsequent response that dealt 'the most serious blow' to the truce.


Classifique este Link

15 de jul. de 2005

Tropas de Israel avançam em direção ao norte e ao sul de Gaza

Tropas de Israel avançam em direção ao norte e ao sul de Gaza

Jerusalém, 15 jul (EFE).- Blindados e tropas de infantaria de Israel avançam nesta sexta-feira em direção ao norte e ao sul da Faixa de Gaza, informou a rádio pública.
 
Aviões e helicópteros da Força Aérea sobrevoam o território de Gaza em busca de milicianos palestinos que desde ontem lançaram dezenas de mísseis e bombas contra alvos israelenses.
 
Desde o começo do atual cessar-fogo com as facções armadas palestinas, há sete meses, não se tinha registrado semelhante concentração de tropas, acrescentou a emissora.
 
Aviões da Força Aérea mataram hoje sete militantes do Hamas, quatro deles em Gaza e três na Cisjordânia.
 
Os movimentos do Exército se produzem no começo do shabat (o descanso judaico), e os militantes radicais palestinos continuam lançando mísseis e bombas contra assentamentos israelenses de Gaza e povoados rurais de Israel.
 
O ministro da Defesa, Shaul Mofaz, estava reunido com os chefes dos organismos de segurança em Tel Aviv enquanto as facções palestinas continuavam atirando contra assentamentos judaicos e povoados do sul do deserto do Neguev.
 

14 de jul. de 2005

Colonos judeus fazem protesto com referência a práticas nazistas

Colonos judeus fazem protesto com referência a práticas nazistas

 
Colonos e extremistas judeus contrários ao plano de retirada dos assentamentos da faixa de Gaza e da Cisjordânia iniciaram um protesto em Gaza nesta quinta-feira, pintando no braço o número de seus documentos de identidade [em uma referência aos números de identificação gravados nos braços das vítimas do nazismo]. Essa é a segunda vez que colonos contrários ao plano de retirada elaborado pelo premiê israelense, Ariel Sharon, --que prevê a remoção de 21 assentamentos judaicos da faixa de Gaza e quatro da Cisjordânia-- recorrem a símbolos relacionados com o nazismo e os judeus. O protesto ocorre após a proibição da entrada de israelenses não-residentes na faixa de Gaza nesta quarta-feira, até que o plano de retirada seja concretizado, para evitar que os extremistas se infiltrem nas colônias de Gush Katif (Gaza).
Nos campos de concentração levantados pelo regime nazista do 3º Reich alemão durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os prisioneiros judeus tinham tatuado um número de ordem. No início das manifestações, os extremistas usaram, várias vezes, uma estrela de David no braço, como a que os nazistas obrigavam os presos judeus a usar sobre suas roupas, para identificá-los. O recurso foi abandonado e substituído pela cor laranja usada como 'uniforme' pelos manifestantes, devido às críticas dos sobreviventes do nazismo. Além dessa manifestação, a polícia conseguiu desbloquear as estradas de saída do assentamento de Gush Katif, depois que os colonos estacionaram dezenas de veículos que estavam bloqueando a passagem que liga o assentamento ao resto de Gaza.
Britânico - Ainda nesta quinta-feira, soldados israelenses invadiram a casa de Hannah Alassi, 67, cidadã britânica que mora desde 2002 na cidade de Nablus (Cisjordânia), e mataram um suposto militante palestino. Um outro homem foi preso. Segundo os israelenses, Hannah é uma ativista que dá guarida a militantes palestinos. Ela diz ser uma jornalista que faz documentários sobre o Oriente Médio. O morto, Mohammed Alassi, 28, seria o líder local de uma célula do grupo extremista palestino Jihad Islâmico, e um dos responsáveis por planejar vários ataques contra israelenses, segundo o Exército de Israel. Não está claro se Hannah tem algum grau de parentesco com Mohammed, nem se ele morava naquela casa.
O Jihad Islâmico reivindicou a autoria do atentado ocorrido nesta terça-feira na cidade de Netanya (norte de Israel). Um suicida detonou explosivos que trazia junto ao corpo, matando ao menos cinco pessoas, e deixando dezenas de feridos. Após o atentado, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, ordenou às forças de segurança israelenses que procurassem por líderes do Jihad Islâmico. Fontes do governo dizem que o grupo não respeita o acordo verbal de trégua realizado em 8 de fevereiro último entre o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas e Sharon, realizado durante a cúpula de Sharm El Sheikh (Egito).
Prisão - A polícia e o Shin Bet [serviço secreto israelense] prenderam cinco homens suspeitos de organizar ações contra o plano de retirada, previsto para acontecer em agosto. As prisões, segundo o "Haaretz", foram feitas "há muitos dias". Em suas casas, a polícia encontrou material que "incita" os protestos, sem especificar o que foi encontrado. Os suspeitos, todos residentes na região central de Israel, estavam envolvidos no planejamento de ações, como o bloqueio de ruas. Eles deverão ficar presos até a próxima segunda-feira (18).

 

7 de jul. de 2005

A visão do Rebe

A visão do Rebe

O REBE!
 
A visão do Rebe

New York Jewish Week – Editorial

O 11º Yortzait do Rebe de Lubavitch, na próxima semana, domingo, 3 de Tamuz, 10 de julho, é um lembrete do quanto pode ser realizado através da força da fé e da visão de um homem.

Em 1941, o Rabino Menachem Mendel Schneerson e sua esposa, Chaya Mushka chegaram aos Estados Unidos praticamente desconhecidos, de seu mundo que havia desmoronado na Europa. Em 1950, ele se tornou o sétimo Rebe do Chabad-Lubavitch, assumindo a liderança de um movimento que era um pouco mais do que uma sinagoga em Crown Heights, Brooklyn, Nova Iorque.

Este “movimento” tinha menos dinheiro do que a maioria das sinagogas em Nova Iorque, a maioria de seus membros falavam apenas o Idish, sem base universitária, e oferecia uma forma de Judaísmo – Chassídico – que era considerada anacrônica e contrária a qualquer tendência do Judaísmo pós-guerra.   Com apenas isto, e uma imaginação ousada, criatividade, boa disposição e otimismo, o Rebe se tornou uma das figuras mais exponenciais e importantes da memória judaica.

O Rebe criou um movimento com escolas, sinagogas, centros e amigos que podem ser encontrados em qualquer fuso horário da terra e em quase todos os países. Numa época em que buscar aumentar o número de fiéis parecia impossível, quando praticamente todas as correntes judaicas duvidavam da possibilidade de se fazer algo pelos judeus da Diáspora a não ser socorrer e evacuá-los, quando a maioria dos rabinos achava que o judaísmo deveria ser mais liberal para sobreviver, o Rebe num contraste notável, parecia deleitar-se em prova de que ele podia enviar seus emissários aos lugares mais distantes e estranhos da terra – Congo? Las Vegas? os campos  universitários mais radicais? Não importa aonde! – e estabelecer uma vida chassídica através das casas do Chabad que, desde então, tornaram-se tão famosas.

 

Qualquer profissional judeu lhe dirá que o Rebe praticamente inventou o “outreach” (abrir-se aos que estão fora). O resultado foi um sucesso brilhante graças à uma combinação de fidelidade à Torá e o acolhimento amplo a qualquer um que cruzasse pelo caminho do Chabad.

Numa época em que a maioria dos rabinos tradicionais pleiteava um contrato vitalício de suas congregações ou trocava constantemente de emprego, os rabinos do Chabad quer estivessem na Ucrânia ou no Alaska, eles próprios assumiam um compromisso de vida inteira com as comunidades às quais serviam, jamais fazendo circular seus currículos nem abandonando comunidades, cuja situação parecia menos chique ou lucrativa.

Nós não temos a pretensão de julgar esses rabinos de outras correntes que mudam constantemente de comunidade, mas foi esse compromisso vital dos emissários do Rebe – de consertar e resolver, nunca abandonar e partilhar o destino de suas comunidades – que contribuiu tanto para a credibilidade e o sucesso do Chabad. Onze anos após o seu falecimento, é hora de nos concentrarmos menos no campo messiânico cuja influência está diminuindo e nos desgastando, e nos voltarmos mais às notáveis realizações do movimento que continua a florescer e em seu falecido líder, que não deixou sucessor. A duradoura qualidade messiânica do Rebe foi a de ter ajudado a reunir os exilados e a reviver comunidades mortas.

Imagine-se como rabino de uma sinagoga, um líder judeu de uma organização por 50 anos e depois de todo esse tempo, tanta gente pensa que você é o Messias. Sem desejar nenhum falso messianismo, há uma parte em nós que se pergunta quão melhor seria o nosso mundo se tivéssemos mais líderes que inspirassem esse tipo de especulação.

-----------------------------------------------------------------

“Para o Rebe, a união dos judeus não é um slogan,

um desejo ou uma promessa; é uma realidade.”

— Yisrael Meir Lau, grão-rabino de Israel

 

APROXIMANDO JUDEUS

Por que devemos pedir a alguém para pôr Tefilin ou acender as velas de Shabat — alguém que você nunca viu antes e que, provavelmente, nem voltará a ver de novo? E qual o propósito de encorajar estes atos isolados, aparentemente incongruentes?

Um discípulo do Rebe — um Chassid — oferece Tefilin e velas de Shabat a um estranho pelo simples motivo de que Tefilin e velas de Shabat pertencem a cada judeu. A oferta é feita por causa do que ele já é, não porque ele pode, um dia, se tornar “ortodoxo”. É um direito seu cumprir uma mitsvá, e é nosso privilégio ajudá-lo com o mesmo fervor e compaixão com que oferecemos uma refeição quente e um lugar para dormir a um necessitado.

 

SEM BACKGROUND JUDAICO?

Um comerciante bem-sucedido, que há muito apoiava Chabad, começou um serviço para iniciantes em sua congregação. Esperando aprovação, ele relatou ao Rebe, com orgulho, sua iniciativa. “Mas, quando eu disse ao Rebe que havia reunido 130 judeus sem qualquer background judaico”, o comerciante contou, “o sorriso do Rebe se foi. Ele olhou para mim com seus olhos azuis penetrantes e eu logo percebi que havia dito algo errado. ‘Sem background judaico?’, perguntou o Rebe. Ele me olhou como se eu tivesse insultado seus filhos.

‘Volte e diga para eles que eles têm um background. Eles são filhos de Avraham, Yitschak e Yaakov, Sara, Rivka, Rachel e Lea.’ O sorriso do Rebe então retornou e ele me deu sua bênção.”

 

“Os justos são mais grandiosos após a sua morte do que durante a sua vida” (Talmud Chulin)

O fluxo constante de visitantes ao Ohel do Rebe – o lugar de repouso do Rebe no Queens, NY, de cada corrente do povo judeu, testemunha a verdade destas palavras. O Ohel (Tenda) tornou-se um centro no qual milhares de pessoas de todos os tipos afluem e continuam a receber inspiração, orientação e bênçãos através desses momentos que passam com o Rebe. Elas rezam e pedem ao Rebe que interceda junto ao Altíssimo em seu favor e para receber bênçãos e conselho. É bem conhecida no judaísmo a grande força espiritual que o falecido, especialmente um Tzadik (um justo) tem no dia e no decorrer da semana que marca o seu falecimento, de rezar e ajudar a todos que buscam a sua bênção.

Você pode enviar uma carta ao Ohel do Rebe, lugar de repouso, via fax ou e-mail.

É costume incluir o nome da pessoa em hebraico e o nome hebraico da mãe. No caso da pessoa não ser judia, é costume colocar o nome da pessoa e o nome de seu pai.

4 de jul. de 2005

Presidente de Israel teme que Sharon seja assassinado

Presidente de Israel teme que Sharon seja assassinado

 

Presidente de Israel teme que Sharon seja assassinado

 

JERUSALÉM (Reuters) - O presidente israelense, Moshe Katsav, disse na segunda-feira que a inflamada oposição de rabinos nacionalistas à desocupação da Faixa de Gaza pode incitar radicais a atentarem contra a vida do primeiro-ministro Ariel Sharon.

"Na briga pela desocupação alguém pode distorcer a mensagem dos rabinos", disse Katsav à Rádio do Exército.

O resultado, segundo ele, seriam "ações extremistas" e "a conclusão distorcida de que para evitar a destruição de Israel é preciso assassinar o primeiro-ministro".

Na véspera, o Shin Bet (serviço de segurança) tirou medidas de Sharon e de alguns ministros para confeccionar coletes à prova de balas.

Nas últimas semanas, alguns rabinos favoráveis à permanência dos colonos judeus nos territórios ocupados, sobre o qual eles reivindicam direitos bíblicos, vêm acirrando sua retórica contra a retirada.

Essas manifestações despertaram a lembrança dos ataques verbais ao primeiro-ministro Yitzhak Rabin antes de seu assassinato, cometido em 1995 por um radical judeu inconformado com o primeiro acordo de paz com os palestinos.

Oficialmente, as lideranças dos colonos judeus defendem a resistência pacífica à desocupação de todos os 21 assentamentos da Faixa de Gaza e de 4 dos 120 da Cisjordânia.

O deputado direitista Effi Eitam disse que vai se reunir com rabinos e colonos para redigir um código de conduta não-violenta, a fim de evitar confrontos com os militares durante a retirada.

"Nesta carta teremos uma cláusula especificando que não pode haver armas na área desocupada", disse Eitam à Rádio Israel. "Queremos assegurar que, mesmo que o clima esquente, haverá uma boa chance de evitar um desastre."

As autoridades planejam recolher cerca de 8.500 armas entregues pelo Exército aos colonos a serem retirados.

"Instruímos as forças de segurança na Faixa de Gaza e no norte da Cisjordânia a agirem com paciência zero e tolerância zero com qualquer ato de violência ou violação da lei", disse o ministro da Defesa, Shaul Mofaz, em um discurso em Tel Aviv.

Na semana passada, ultranacionalistas apedrejaram soldados israelenses que expulsavam militantes judeus de uma casa abandonada ocupada por eles em um bairro palestino vizinho a um assentamento da Faixa de Gaza.

Durante esses incidentes, também foi apedrejado um jovem palestino. Um general israelense disse que se tratou de uma tentativa de linchamento.

"Um menino palestino estava caído ali ferido e eles estavam atirando pedras nele, enquanto um soldado israelense tentava protegê-lo. Não podemos tolerar tais visões. Ela viola os Dez Mandamentos", disse Katsav.