25 de jun. de 2005

Onde matar faz parte da religião

Onde matar faz parte da religião


 Um estudo governamental de 288 páginas a respeito da escola islâmica
Academia Fahd" em Bonn, na Alemanha, revelou uma realidade assustadora: seus
livros didáticos transmitem doutrinas islâmico-fundamentalistas e até o
assassinato é incentivado.
 Nas escolas islâmicas: o assassinato é incentivado...
 Ao traduzir vinte livros escolares da academia, freqüentada por 450 alunos,
os pesquisadores descobriram que os textos justificam o assassinato e
ensinam o ódio aos infiéis. Um trecho do relatório diz: "Matar não é tabu e
é considerado necessário quando exigido pela fé. Apesar de toda a ênfase no
caráter pacífico do islã, o ódio aos infiéis torna-se um alvo pedagógico
evidente". Aos alunos de seis a dezoito anos é "literalmente inculcado que o
islã e todos os muçulmanos desde as Cruzadas tiveram sua existência ameaçada
pelos judeus e pelos cristãos", prossegue o relatório. Conforme o estudo, a
prioridade da escola seria, portanto, preparar os alunos para a luta contra
os inimigos.
 Os jovens são instruídos, como se verificou, a respeito da "virtude do
martírio" na luta religiosa e nacionalista. Eles aprendem sobre o
auto-sacrifício na batalha contra os infiéis". Um livro-texto da sexta série
diz acerca de um mapa da Europa, Ásia e África: "Esta é sua comunidade
islâmica..., repleta de jihad, perfumada pela fragrância dos sacrificados".
Os sacrificados seriam os "heróis mortos".
 Nos livros de religião, a competência da legislação secular é rejeitada por
princípio, conforme constataram os pesquisadores. Na ótica dos textos
escolares islâmicos, ela seria "um ídolo que exige uma veneração que cabe
apenas a Alá".
 Desde o primeiro ano primário os alunos são doutrinados a obedecer
incondicionalmente à religião islâmica e a assumir compromissos "com seus
líderes políticos e espirituais", diz o estudo. Sobre o mundo fora do islã
não se lê praticamente nada".
 Os analistas chegaram à conclusão de que "as metas pedagógicas... estão
fortemente marcadas por uma postura religiosa-nacionalista agressiva e por
uma pedagogia de ameaças, que não permite qualquer tolerância com
não-muçulmanos".
 O futuro da escola parece incerto. Autoridades federais alemãs descobriram
que há extremistas islâmicos agindo nela, e estão prestando atenção especial
ao que acontece no estabelecimento. Porém, seu fechamento não faz parte dos
planos imediatos do governo alemão. (Focus)
 Os radicais e terroristas islâmicos apóiam-se inteiramente no conteúdo do
Corão e nas declarações e ações de Maomé. Enquanto as escrituras ensina o
amor, exorta os homens nesse sentido e busca sua transformação, o Corão
prega o ódio às pessoas de outras crenças e impele seus seguidores a
praticar esse ódio. Os que não crêem no Corão podem ser perseguidos e
assassinados em nome de Alá. Sob a invocação do Corão, as mulheres são
oprimidas e espancadas, garotas são proibidas de estudar e países
estrangeiros, de cuja hospitalidade os muçulmanos gostam de usufruir, têm
desrespeitadas e desobedecidas suas leis. Para os muçulmanos, pessoas de
outras crenças merecem apenas o ódio e a jihad, a "guerra santa". Enquanto
os escolhidos do HaShem, que seguem a Torá, construíram uma rede mundial de
assistência social que leva aos necessitados não apenas os ensinamentos mas
também auxílio prático como alimentação, abrigo, serviços médicos e ensino
escolar, o islã explora e oprime as pessoas nos países que domina.
 Desde cedo, as crianças palestinas são ensinadas a odiar.
 O islã odeia tanto cristãos quanto judeus, pois ambos têm o mesmo Deus. Com
uma cerca de segurança, Israel procura proteger-se dos ataques dos
terroristas sanguinários e de sua ânsia de matar. Eles não recuam nem diante
da possibilidade de fazer vítimas entre sua própria população. Quanto mais
pessoas do lado inimigo forem mortas, maior a satisfação deles. A barreira
de segurança, apesar de todas as críticas, reduziu drasticamente o número de
atentados. Entretanto, ao invés de criticar os terroristas, o Ocidente
parece não ter nada melhor a fazer do que questionar a cerca e tentar
obrigar Israel a derrubá-la. Em outras palavras, o mundo ocidental prefere
ver ainda mais vítimas inocentes do lado judeu do que mandar os muçulmanos
cessarem os atos terroristas. A Índia também está construindo uma cerca
semelhante na disputada região da Caxemira para impedir a entrada de
terroristas vindos do Paquistão, mas isso não parece interessar a ninguém.
 No momento, muitas crianças palestinas com idades entre sete e quinze anos
são treinadas para a luta nos chamados "acampamentos de verão" organizados
por diversos grupos terroristas. Nesses acampamentos as crianças aprendem,
por exemplo, como atacar e matar colonos judeus. Alguns canais de TV em
diversas partes do mundo divulgaram documentários a respeito. A estação
saudita "Al-Arabiya" e o "Jerusalem Post" noticiaram os mesmos fatos. Mas
ninguém da União Européia (UE), nem da ONU, nem das organizações de direitos
humanos, nem do Tribunal Internacional de Justiça de Haia se manifestou a
respeito. Nosso consolo diante de tantas injustiças são as firmes promessas
de Deus a Israel: "Ouvi a palavra do Senhor, ó nações, e anunciai nas terras
longínquas do mar, e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o
guardará, como o pastor, ao seu rebanho" (Jr 31.10). "Jerusalém me servirá
por nome, por louvor e glória, entre todas as nações da terra que ouvirem
todo o bem que eu lhe faço; espantar-se-ão e tremerão por causa de todo o
bem e por causa de toda a paz que eu lhe dou" (Jr 33.9). (Norbert Lieth)
 

19 de jun. de 2005

Gaza

Gaza

 
Condoleeza Rice veio, ouviu, deu seu recado e continuou seu périplo pela região voando para Bruxelas. Na Bélgica, participa de encontro internacional,de paises e organizações, sobre como apoiar o atual governo interino do Iraque.
As conversas  em Israel e Palestina, Jerusalém e Ramala, não contiveram maiores novidades.Sharon, de Israel, e Abu Mazen, da Palestina, estiveram há pouco em Washington. na Casa Branca. E do presidente Bush ouviram o que se esperava deles.A  retirada israelense da Faixa de Gaza  não deve ser adiada. O inicio está marcado para  a segunda quinzena de agosto.

Abu Mazen  precisa  controlar e até se impor aos grupos extremistas como  o Hamas e o Jihad islâmico. Ambos devem coordenar entre eles todos os detalhes e etapas da retirada para que ocorra sem atos de violência que forcem respostas  militares israelenses.Tem encontro marcado  no dia 21, em Jerusalém.

Sim, houve o que se qualificou de novo. Israel terá de destruir tudo o que foi construído na área em que se assentaram os 8 mil israelenses.Serão cerca de  1.200 ótimas residências  e , provavelmente, a  agricultura de altíssima  tecnologia e a sofisticada criação de vacas leiteiras de grande produtividade.

Esta decisão  foi internacionalmente divulgada.Não se explicou,ou sequer  especulou sobre  os motivos, tão sérios que obrigaram  que fosse adotada em acordo de  israelenses e palestinos.  Existiriam a inclinação dos  colonos judeus de não entregarem  o produto de  esforços de décadas de trabalho aos palestinos. E,sem duvida, interesse político  de Abu Mazen que, assumindo as propriedades teria de  escolher os futuros ocupantes entre o milhão e meio de palestinos e  as inúmeras organizações ativas em Gaza. Seria uma questão delicada e explosiva demais. A área, veio a explicação de Ramala,capital palestina, pode ser melhor  empregada como espaço vazio . Também  se falou de que no local, aliás de belas praias,  o mais certo será construir edifícios de apartamentos para os palestinos de Gaza, a maioria sem emprego e receita. 

A Faixa de Gaza  é estreita,cerca de 400 quilômetros quadrados no total,. E  sem  muito respeito ás leis. É  realmente um barril de pólvora..Ahmed Gheit, ministro do Exterior egípcio, previu  a explosão caso não se anuncie, na retirada., passos futuros no processo de entendimentos.

O  ritmo da retirada da Cisjordânia- a Judea e Samaria- onde se assentaram mais de 300 mil israelenses.Pode acontecer  a explosão.E , conseqüentemente, uma crise maior, estendendo-se a outros paises árabes. Shimon Peres, vice-primeiro ministro, está  indo ao Egito para uma conversa com  o presidente Mubarak que , com eleições em futuro próximo, e popularidade declinante, tenderá logicamente a atitudes duras.Israel  não  é amada no mundo árabe. Os egípcios não são exceção.

A questão é que Sharon  está usando todas as suas reservas de prestigio  e liderança para  realizar a retirada prometida. E as oposições internas ainda terão muitas semanas até a data fatal.. No domingo  o Jihad islâmico matou  um jovem soldado  israelense num ataque na região. O Jihad, de tantos  ataques suicidas, de homens –bomba, não aceita cessar fogo algum com o estado judeu. Somando alhos com bugalhos, as oposições israelenses com  violência palestina,  as esperanças das forças israelenses resistentes são de que  seja

Inviabilizada a  retirada para o quê vêm fazendo o possível

 Sharon não terá  apoio político para nada além da operação Gaza.  Já se prevê eleições  nos  primeiros meses de 2006. O após Gaza será problema a ser  decidido pelo líder que vier a ser o chefe do governo.  Só então. Até lá “im irtze há shem”  ou”im shalá , irá se levando.Se Deus quiser, numa tradução do  hebraico e árabe,  nada de mais grave acontecerá.. Está  problemático.

Nahum Sirotsky

 Israel

18 de jun. de 2005

Judaísmo gástrico

Judaísmo gástrico

A comunidade judaica parece ter descoberto um importante filão em sua estratégia de sobrevivência: o do judaísmo que se ganha pelo estômago.

JUDAÍSMO GÁSTRICO
Rabino Nilton Bonder



Outro dia numa instituição judaica vi postados vários anúncios de "Churrasco", "Sushi", "Tshulent" e outras variações gastronômicas com o intuito de atrair principalmente os jovens. Entre todas, não há dúvida que a mais espetacular é a que oferece não uma única modalidade de "sustento" em troca de comunidade e Tora, mas a mais completa e versátil de todas: dinheiro!
Agora um jovem que queira se deixar atrair por sua tradição e pelo estudo da Tora será recompensado por sua aquiescência com um soldo. Esse soldo é chamado de "Kiruv" - aproximação.
Realmente Pavlov já havia definido em termos científicos que há aumento de produção de salivação toda a vez que se acena com uma retribuição ao estômago. A repetição deste adestramento com certeza fará nossos jovens se aproximarem mais. Poderemos então como no Sea World produzir impressionantes espetáculos em que jovens irão recitar a Torá e dissertar sobre filosofia e halachá sendo imediatamente recompensados com um sushi oferecido por seu mestre.
Teremos ensinado que por um valor mínimo até a Tora faz sentido. E associaremos para sempre a Tora com valores tão importantes. A venda de si é apenas um meio justificado pelos fins. Quão bonito é ver jovens judeus reunidos para ganhar umzinho. Quão especial ensinarmos a eles a se deixarem aliciar e vender sua alminha. Afinal afirmam os eruditos e as lideranças de que é por boa causa. Nunca fomos tão próximos das seitas e do jeito que as coisas vão a catequese ira lentamente substituir o velho método de educação pelo ato amoroso do professor que instruía e iluminava as mentes de seus discípulos.
É por que se tratava de um judaísmo cardíaco e não gástrico. Um judaísmo que queria apaixonar os corações e não os estômagos judaicos. O instrumento do judaísmo era o amor que se expressava na justiça e na compaixão. Agora se expressa no apetite.
Diziam os profetas que iríamos conhecer nos tempos messiânicos uma "circuncisão do coração". E um novo coração seria o instrumento amoroso para a construção de um mundo distinto que pudesse ser recipiente da paz.
Estamos agora mais perto de uma "lipoaspiração do estômago". Dela advirá uma nova forma reptiliana de sermos judeus. Com esse novo estômago nossos jovens poderão estudar enquanto fazem sua digestão.
Estamos nos aproximando sim, mas é da caricatura que os anti-semitas fazem de nós. Essa é a religião que ensinava a dar e agora ensina a ganhar. Esse soldo é o oposto da tsedaka o ensinamento da entrega e não do ganho.
E se esse dinheiro existe não poderia haver um único necessitado em nossa comunidade. Como será pago esse dinheiro? Em que guichê? Não será estranho que alguém, por puro lapso, venha a confundir sinagoga com banco.
Palavras indigestas?

Talvez, mas são palavras de coração que, é claro, podem ser ouvidas com o estômago.

Rabino Nilton Bonder

13 de jun. de 2005

 Justiça francesa ordena bloqueio de acesso a site anti-semita

Justiça francesa ordena bloqueio de acesso a site anti-semita

 

Justiça francesa ordena bloqueio de acesso a site anti-semita

O Tribunal de Grande Instância de Paris determinou nesta segunda-feira que os provedores de internet impeçam o acesso dos franceses a um conhecido site anti-semita.

17:35 13/06

Oito associações anti-racistas haviam denunciado o caso com caráter de urgência e pedido que os provedores implementassem filtros adequados para proibir o acesso ao site a partir da França.

Foi o primeiro uso da lei para a confiança na economia digital de junho de 2004, que permite que um juiz ordene a um provedor de internet a retirada de um site ou o bloqueio do acesso a ele.

A sentença obriga os provedores France Télécom services, Free, AOL France, Tiscali Acces, Télé 2 France, Suez Lyonnaise Télécom, Neuf Télécom, T-Online France, NC Numéricable e GIP Renater a interromperem o acesso ao site.

Em dez dias, todos esses provedores terão que fornecer provas dos dispositivos implementados.

12 de jun. de 2005

 Aniversário de Nascimento de Anne Frank

Aniversário de Nascimento de Anne Frank

Saiba um pouco mais sobre a menina judia holandesa Anne Frank. 

A história de Anne começa na Alemanha dos anos 20. Filha de Otto Frank (nascido em Frankfurt am Main, Alemanha, no dia 12 de maio de 1889) e Edith Holländer (nascida em Aachen, Alemanha, no dia 16 de janeiro de 1900), seus pais se casaram numa sinagoga no dia 12 de maio de 1925. 

Os recém -casados foram morar na casa da mãe de Otto, Alice Frank-Stern (o pai de Otto falecera em 1909). Nove meses depois, no dia 16 de fevereiro de 1926, a primeira filha do casal, Margot, nasceu em Frankfurt am Main. No outono do ano seguinte, a família Frank mudou-se para uma nova casa (Marbachweg, 307). 

No dia 12 de junho de 1929, nasceu Annelise Frank. 

Em março de 1931, a família Frank mudou-se para Ganghoferstrasse, 24 (Frankfurt am Main). Em 1933, com a subida ao poder de Adolf Hitler, a família Frank decidiu mudar-se para a relativamente segura Amsterdam, na Holanda. Para tanto no verão Edith, Margot e Anne foram morar com a avó materna Holländer, em Aachen, enquanto Otto partiu para Amsterdam para organizar as coisas. 

No dia 15 de setembro de 1933, Otto Frank inaugura a Opekta-Works (especializada na produção de pectina, uma substância usada na fabricação de geléias. Em outubro de 1933, Alice Frank-Stern (mãe de Otto) mudou-se para a Basiléia na Suiça. No dia 5 de dezembro de 1933, Edith e Margot mudaram-se para Amsterdam (Anne permaneceu em Aachen com sua avó materna até que as coisas se estabilizaram na Holanda). 

No verão de 1937, a família Van Pels trocou Osnabrück na Alemanha, por Amsterdam. No dia 1º de junho de 1938, Otto Frank em parceria com Hermann van Pels inaugurou a Pectacon B.V., especializada na produção de ervas utilizadas no tempero de carne. No dia 8 de dezembro do mesmo ano, Fritz Pfeffer trocou a Alemanha pela Holanda. Em março de 1939, a situação dos judeus na Alemanha começou a ficar intolerável. Isso obrigou a avó materna de Anne a deixar Aachen, indo morar com a família Frank em Amsterdam. 

Em maio de 1942, todos os judeus com mais de seis anos de idade foram obrigados a usar a estrela amarela de David costurada em suas roupas (para separa-los dos não-judeus). Segundo Anne escreveu em seu diário mais tarde, as coisas não eram mais as mesmas. No dia 12 de junho de 1942, quando Anne completou 13 anos de idade, ela recebeu de presente um caderno para diário, revestido de tecido xadrezado vermelho e verde e fechado por um fecho simples, sem chave. Nesse mesmo dia ela escreveu: "Espero poder contar tudo a você, como nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda." (12 de junho de 1942). 

No Anexo, Anne queria manter correspondência com pessoas do mundo externo, o que era extremamente perigoso e a obrigou a criar amigos imaginários para quem escrevia cartas em seu diário. Com o tempo ela restringiu essas cartas para apenas uma "amiga": Kitty. Em seis meses ela tinha preenchido o primeiro caderno, passando para um segundo que se perdeu, e mais dois cadernos. 

Esses ficaram conhecidos como versão "A". Em março de 1944, depois de ter ouvido uma transmissão na rádio inglesa de Gerrit Bolkestein, membro do governo holandês no exílio, convidando os cidadãos a preservarem suas histórias de guerra, Anne, decidiu que assim que a guerra terminasse, ela publicaria um livro baseado em seu diário (até então ela escrevia seu diário estritamente para si própria). 

A partir de maio de 1944, em um período de dois meses e meio, Anne começou a revisar fervorosamente seu diário com o intuito de publicá-lo (em 4 de agosto do mesmo ano, data em que os moradores do Anexo foram presos pelos nazista, Anne ainda não tinha completado sua revisão) . Essa ficou conhecida como a versão "B". 

Depois que o Anexo foi invadido de surpresa pela polícia nazista em 4 de agosto de 1944, Miep e Bep Voskuijl subiram até o esconderijo e encontraram os cadernos e anotações de Anne espalhados pelo chão. Miep os guardou (sem nunca tê-los lido) com o intuito de entregá-los para Anne quando a menina voltasse. Quando a guerra terminou e Miep soube que Anne tinha morrido, entregou o material para Otto Frank, recém chegado em Amsterdam dos campos de concentração com as seguintes palavras: "aqui está o legado de sua filha Anne para você". Regularmente, Otto passou a traduzir para o alemão trechos do diário da filha, para anexá-los junto com as cartas que mandava para sua mãe residente na Basiléia (Suiça).No dia 3 de abril de 1946, um jornal alemão noticiou a existência do diário de Anne. Em 1947, Otto Frank, encorajado pelos amigos, decidiu publicar uma versão de "B" com muitas modificações. Com o título, que já tinha sido escolhido por Anne, "O Anexo Secreto", o livro foi publicado na Holanda pela primeira vez em junho de 1947. Com uma edição inicial de 1500 cópia, "O Anexo Secreto" foi traduzido e publicado em mais de 60 linguas, sendo um dos livros mais lidos no mundo. 

Um texto teatral baseado no diário foi escrito com a colaboração de Otto Frank, estreando em Amsterdam no dia 27 de novembro de 1956; também foi feito um filme, cuja première aconteceu no City Theatre de Amsterdam em abril de 1959. Pelo o que se sabe, Otto jamais quis ver a peça ou o filme. Em 1986, o Instituto de Documentação de Guerra de Amsterdam, que tinha recebido a custódia dos diários, publicou a chamada edição crítica, comparando as versões, com análise científica, para provar que os diários de Anne foram escritos por ela mesma, nos anos de 1942-1944, enquanto estava escondida, o que comprovou para sempre a autenticidade do Diário de Anne Frank. 

Uma nota de rodapé para a versão "A" reconhecia a omissão, a pedido da família, de um trecho de 47 linhas que apresentava um "quadro extremamente impiedoso e particularmente injusto do casamento dos seus pais". Mas, na versão B, não houve menção a nenhuma parte faltante - as 47 linhas de revisão que Frank tirou. Em 1995, a editora Doubleday, agora parte da Random House, apresentou uma "edição definitiva" para lembrar o 50º aniversário da morte de Anne na qual incluiu 30% a mais de material do que Otto Frank tinha permitido na versão "C" originalmente publicada. Mas a edição definitiva também não tinha os trechos de revisão que agora apareceram. A descoberta recente das novas páginas do diário causou confusão na Random House que afirma que qualquer providência para republicar o livro com o material até então omitido terá de esperar por uma resolução de questões jurídicas. 

A Doubleday, que tem os direitos de publicação do diário em capa dura para a América do Norte, e a Bantam, que tem os direitos para publicação na forma de brochura, não pretendem pagar uma quantia extra para republicar o livro com o novo material. Peter Romijn, chefe de pesquisa do Instituto de Documentação de Guerra, disse que uma nova impressão da edição crítica já estava programada e agora deve incluir o novo material. Recentemente Melissa Muller ficou sabendo que não teria permissão para citar o novo material no seu livro, decisão que atribui a problemas comerciais, assim como um esforço equivocado de proteger Otto Frank. 

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Questionamento da Autenticidade do Diário de Anne e a confirmação de sua veracidade Desde 1975, H. Roth vinha publicando com sua própria companhia revistas e folhetos com títulos como "Anne Frank's Tagebuch - eine Fälschung" ("O Diário de Anne Frank - uma Fraude"). Em 1976, Otto Frank conseguiu impedir a distribuição desses panfletos. A Casa de Anne Frank se envolveu no caso como co-autora do processo. 

Dois anos depois o juiz decidiu proibir Roth de expressar em público suas idéias sobre o diário sob penalidade de pagamento de multa ou prisão de seis meses. No recurso de apelação Roth apresentou um relatório de R. Faurisson para quem pediu um extensivo exame sobre a autenticidade do diário. O relatório não convenceu a corte e o recurso foi rejeitado em julho de 1979. Em 1980, Faurisson publicou em francês o resultado de seu relatório com o título "Le journal d'Anne Frank est-il authentique?". Em 1985, na Bélgica, apareceu uma tradução alemã do relatório de Faurisson: "Het dagboek van Anne Frank: een vervalsing". Esta sem o sinal de pergunta. Houveram dois processos judiciais a respeito da autenticidade do diário baseados na liberdade de expressão. Ambos os casos ocorreram na Alemanha em 1979. O primeiro caso foi baseado na distribuição dos panfletos do radical extremista de direita E. Schönborn em 1978 em Frankfurt. 

A publicação alegava que o diário de Anne Frank era uma falsificação e produto da propaganda judaica sobre as atrocidades alemãs para suportar a morte dos seis milhões de judeus e para financiar o estado de Israel. No segundo caso, em Stuttgart, o nazista W. Kuhnt foi acusado de publicidade incitando o ódio racial e difamação da memória de pessoas mortas. Huhnt escreveu em uma publicação de extrema direita que o diário era "eine Fälschun" ("uma fraude") e "ein Schwindel" ("uma mentira"). 

Em ambos os casos a corte decidiu que se a queixa realmente persistisse pela parte prejudicada a acusação de blasfêmia poderia ainda prosseguir. Essa determinação causou um certo tumulto na imprensa. Em 19 de março de 1993, após vários anos, um caso em Hamburgo também chegou ao fim. A autenticidade do diário de Anne Frank também estava sendo questionada lá. Isto começou em 1976 quando a peça teatral baseada no diário estreou no local. E. Römer distribuiu panfletos intitulados de "Best-Seller - ein Schwindel" ("Best-Seller - uma Mentira") que alegava que o diário era uma falsificação. O promotor público decidiu processar Römer novamente. Otto Frank foi co-autor do processo. Em 1977 a corte distrital multou Römer. Durante o período de apelação um companheiro seu de direita, E. Geiss, distribuiu panfletos na sala de audiência alegando que o diário era uma grande fraude. Ambos foram condenados. 

O Laboratório Criminal Alemão, o Bundeskriminalamt (BKA) foi convidado a examinar o tipo de papel e os tipos de tinta usados nos manuscritos do diário de Anne. Os resultados mostraram que o papel e a tinta em questão tinham sido usados durante a guerra e por alguns anos depois. Consideravelmente o BKA concluiu que "as últimas correções feitas nas folhas soltas do diário foram escritas em caneta esferográfica azul, verde e preta". Analisando as descobertas do BKA, ficou impossível considerá-las corretas já que não foram mencionados o local exato, natureza e extensão dessas supostas correções. 

Durante o caso de Stielau, vinte anos antes, os especialistas em manuscritos já tinha dito que todo o trabalho tinha sido escrito pela própria Anne Frank. O relatório do BKA mostrou ter muitos erros no seu veredicto. Em 1980 a revista alemã Der Spiegel publicou um artigo baseado nas conclusões do relatório do BKA. A mensagem do artigo era: "este questionamento sobre a autenticidade do documento vai continuar". 

E isto causou uma enorme perturbação no país e fora dele. Em agosto de 1980 Otto Frank morreu. Os manuscritos de sua filha foram deixados para a Alemanha que entregou os documentos para o Instituto de Documentação de Guerra dos Países Baixos (RIOD - Rijksinstituut voor Oorlogsdocumentatie). Otto Frank nomeou a Fundação Anne Frank na Basiléia como sendo a herdeira do copyright do diário. 

O RIOD decidiu publicar todo o diário de Anne Frank em uma versão detalhada, em parte como resposta para os contínuos ataques a respeito da autenticidade do diário. O "Gerechtelijk Laboratorium" em Rijswijk foi convidado a conduzir um extensivo exame dos manuscritos de Anne considerando sua letra e outros aspectos técnicos. 

O BKA foi convidado pelo "Gerechtelijk Laboratorium" a indicar onde eles tinham encontrado tinta de caneta esférica sendo que nesse momento ele (BKA) foi incapaz de apontar uma só correção desse tipo. Em 1986 os diários completos de Anne Frank e os resultados positivos dessa pesquisa de laboratório foram publicadas com o título "De dagboeken van Anne Frank" ("O Diário de Anne Frank") e a autenticidade do diário foi definitivamente comprovada.

9 de jun. de 2005

Suprema Corte de Israel aprova retirada de Gaza

Suprema Corte de Israel aprova retirada de Gaza

Os juízes da Suprema Corte de Justiça de Israel ratificaram nesta quinta-feira a legalidade da decisão adotada há um ano pelo governo para deixar a Faixa de Gaza e retirar pelo menos 8 mil colonos israelenses do local. A decisão judicial, que inclui algumas reservas de ordem técnica acerca da lei de evacuação e compensações aos colonos, foi adotada por 10 votos contra um.

Os 11 juízes se pronunciaram pela manhã (horário local) sobre 12 demandas pela suposta ilegalidade da resolução do governo de Ariel Sharon, apresentadas por dezenas de advogados.

As demandas contra o Executivo e seu plano para retirar a Faixa de Gaza e 25 assentamentos judaicos, quatro deles no norte da Cisjordânia, foi apresentada por centenas de colonos entre as 1,5 mil famílias que devem ser desalojadas de seus lares.

O desalojamento, uma decisão adotada em junho do ano passado pelo Conselho de Ministros presidido pelo primeiro-ministro, Ariel Sharon, deve começar no próximo dia 15 de agosto, para pôr em prática a lei de evacuação e suas disposições para compensar economicamente os que serão retirados.

O apoio popular ao plano do governo para o desligamento de Gaza caiu mais de 15% - dos 65% em fevereiro passado para 48% -, segundo os resultados de uma pesquisa divulgada ontem pelo canal de televisão israelense.

Sharon atribuiu essa notável queda do apoio público à sua iniciativa para retirar-se de Gaza aos últimos ataques das facções da resistência palestina contra assentamentos e posições militares nesse território ocupado.

O primeiro-ministro disse isso ao ministro de Assuntos Exteriores do Reino Unido, Jack Straw, com quem discutiu na quarta-feira à noite a retirada da Faixa de Gaza.

A apelação ao Tribunal Superior de Justiça na busca de amparo foi acompanhada nos últimos meses por uma intensa campanha para protestar contra a retirada, impulsionada por extremistas entre os colonos e por militantes da direita ultranacionalista.

ANP e Israel vão coordenar retirada
O ministro da Defesa de Israel, general Shaul Mofaz, e o ministro do Interior da Autoridade Nacional Palestina (ANP), o general Nasser Youssef, concordaram em coordenar suas forças de segurança para a retirada israelense da Faixa de Gaza.

Equipes de oficiais do exército israelense e dos órgãos de segurança palestinos, liderados por oficiais com o grau de coronel, começarão a reunir-se a partir da próxima semana com o objetivo de concretizar a retirada militar e dos colonos judeus, a ser feita em agosto.

Mofaz se comprometeu na quarta à noite, ao fim de uma reunião com Youssef num hotel de Tel Aviv, que as autoridades israelenses manterão informada a ANP da agenda da retirada de Gaza, onde serão desalojados 21 assentamentos e outros quatro na Cisjordânia.

A coordenação da retirada vai se dar no plano administrativo - a transferência dos serviços de água potável e eletricidade que recebem os assentamentos judaicos, entre outros -, no âmbito dos chefes da segurança de ambas as partes.

Segundo fontes israelenses, Mofaz esclareceu a Youssef que Israel não realizará a retirada "sob o fogo" se as facções da resistência palestina em Gaza ou na Cisjordânia atacarem as forças do exército e a polícia. Muitos colonos são contra a medida e prometem resistir ao desalojamento.

O ministro da Defesa exigiu na reunião de Tel Aviv que os organismos de segurança palestinos, que conta com 45 mil soldados na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, sejam treinados a fim de impedir que a resistência ataque com seus foguetes e bombas durante a retirada, que pode durar cerca de quatro semanas.

7 de jun. de 2005

Brasil e Israel

Brasil e Israel

 O  ministro das Relações Exteriores Celso Amorim esteve em Israel de 28 a 31 de maio, acompanhado de uma comitiva de 13 empresários de  diferentes segmentos nacionais. Esta foi a visita mais importante de uma autoridade brasileira a Israel em uma década, sendo que o último chanceler brasileiro que visitou o país foi Luiz Felipe Lampreia, em 1995. A visita foi um grande êxito. Os contatos mantidos com as mais altas autoridades israelenses indicaram o apreço pelo Brasil e o desejo recíproco de estreitar os laços que unem os dois povos. Ao chegar, ministro Amorim foi recepcionado pela embaixadora de Israel no Brasil Tzipora Rimon, que viajou especialmente para acompanhar esta missão.

A visita do ministro Celso Amorim ocorreu duas semanas após a Cúpula  América do Sul-Países Árabes, realizada em Brasília. “Esta visita reflete o reconhecimento por parte do Governo brasileiro do esforço que está sendo feito por israelenses e palestinos no sentido da promoção do diálogo político e da cooperação econômica. Como é de sua tradição, o Brasil sempre buscou contribuir para a paz na região e se orgulha da contribuição que grupos de imigrantes de descendência árabe e judaica deram à formação do povo brasileiro e ao desenvolvimento do País. Da mesma forma, é também motivo de orgulho nacional a coexistência harmônica e fraterna de todos os grupos étnicos e religiosos que fazem parte da nação brasileira. A presença na comitiva do rabino Henry Sobel traduz esse sentimento de concórdia e de harmonia que prevalece no Brasil”, destacou o embaixador Moreira Lima.

O ministro brasileiro manteve importantes encontros com o presidente Moshe Katsav, o primeiro-ministro Ariel Sharon, o vice-primeiro-ministro Shimon Peres, o vice-primeiro-ministro e ministro da Indústria e Comércio Ehud Olmert, e com o seu homólogo, o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores Silvan Shalom. Os chanceleres firmaram um Memorando de Consultas entre as duas Chancelarias, que prevê contatos periódicos em nível diplomático.

No contexto deste Memorando deverá ser elaborado um programa de trabalho pelos dois Governos para facilitar os contatos e o tratamento de questões políticas, econômicas e tecnológicas de interesse comum. Dentre os assuntos examinados, registre-se o interesse do Governo israelense em iniciar negociações com o Mercosul para um acordo de livre comércio, o que foi recebido de maneira favorável pelo lado brasileiro. “Nos últimos dois anos, o crescimento do comércio bilateral e a intensificação das parcerias econômicas e tecnológicas abriram também novas perspectivas para o exame das relações entre os dois países, bem como das possibilidades de promover sua expansão”, afirmou Moreira Lima.

O chanceler Amorim anunciou a participação do Brasil com um estande próprio na mostra “Israel Gateway 2005”, a realizar-se em conjunto com “The Prime Minister Conference for Industry and Exports”, em novembro de 2005. As partes brasileira e israelense manifestaram interesse em prosseguir na intensificação dos contatos de alto nível. O governo israelense reiterou convite ao presidente Luis Inácio Lula da Silva para visitar Israel em 2006.

A agenda incluiu ainda uma visita ao Museu Yad Vashem, em Jerusalém, no qual Celso Amorim prestou homenagem às vítimas do Holocausto.

O ministro das Relações Exteriores visitou também o Projeto Twinned Peace Soccer Schools, patrocinado pelo Centro Peres para a Paz, e que envolve a formação de times de futebol com a participação de crianças israelenses e palestinas e cujo propósito é a promoção da amizade e da solidariedade entre palestinos e israelenses. Amorim elogiou, também, a realização da mostra “The Brazilian Naives and their Color Carnaval”, em Tel Aviv, a maior exposição de pintura naif brasileira já realizada em Israel, com obras de oito dos maiores pintores nesse estilo e que ficará aberta até 26 de junho.
Rodada de Negócios
A  visita ocorreu em um momento positivo para as relações econômicas entre os dois países. As exportações brasileiras para o mercado israelense duplicaram nos últimos dois anos, passando de US$ 109 milhões, em 2002, para US$ 213 milhões em 2004, tendência que se mantém com um crescimento de 10% no primeiro trimestre de 2005. Por sua vez, a corrente de comércio passou de US$ 444 milhões, em 2002, para US$ 715 milhões em 2004, ano em que o Brasil foi o segundo maior parceiro comercial de Israel nas Américas. Interessa a ambos os países elevar tal intercâmbio a um patamar compatível com a dimensão das duas economias.

Paralelamente à visita ministerial, realizou-se em Tel Aviv, no Hotel David Intercontinental, o Encontro Empresarial Brasil-Israel, que reuniu empresários dos dois países, representando setores com potencial de expansão. O encontro dá seqüência aos contatos promovidos entre os setores privados brasileiro e israelense pela delegação empresarial que veio ao Brasil em março de 2005, acompanhando o vice-primeiro-ministro e ministro da Indústria, Comércio e Trabalho de Israel, Ehud Olmert. Por sua vez, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Luis Fernando Furlan, deverá visitar Israel em julho de 2005.

A mesa foi composta pelo ministro Celso Amorim, pelos embaixadores Tzipora Rimon e Sérgio Eduardo Moreira Lima, pelos presidentes da Associação das Indústrias de Israel (Manufactures Association of Israel – MAI), Shraga Brosh, e da Câmara Israel-Brasil de Comércio e Indústria, Tzvi Chazan, pelo presidente honorário da Câmara Israel-América Latina de Comércio e Indústria, Chaim Haron, e pelo presidente do rabinado da Congregação Israelita Paulista, rabino Henry I. Sobel.

Palestras e encontros agendados

Em seu discurso de abertura, o ministro Celso Amorim falou de maneira positiva sobre as possibilidades de uma maior aproximação comercial entre o Brasil e Israel em vários setores, destacando os segmentos de energia e alta tecnologia. Os participantes da Rodada de Negócios também tiveram a oportunidade de ouvir as seguintes palestras: "Israel, Economical Overview and the High-Tech Sector", proferida por Amiran Shore; "Investment in the Technology Polo of Brasilia, Advantages", por Antonio Rocha da Silva, da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra). O ex-ministro e membro da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes Bovinas (Abiec) Marcus Vinicius Pratini de Moraes falou sobre o tema "Doing Business in the Actual Brazilian Economy"; Djalma Petit, do Programa Softex, sobre "Software Solutions and Services Provider Outlook"; e José Frederico Alvares, da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), abordou o tema “Internacional business network para pequenas e médias empresas”.

Durante o evento foi assinado um acordo de cooperação entre a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Associação das Indústrias de Israel. Pela Fiesp assinaram os diretores Carlos Antonio Cavalcanti e Fernando Graiber, e pela MAI, Shraga Brosh. A parte final foi dedicada a encontros agendados pela Abiec.

A Câmara Israel-Brasil de Indústria e Comércio, através de seu diretor Henrique Kuchnir, e a Embaixada de Israel, através do conselheiro Samuel H. Bueno dos Santos, trabalharam em parceria na organização da agenda e na coordenação da Rodada de Negócios, que teve início às 10h00 e encerrando às 17h30 no dia 29 de maio. Segundo o presidente da Câmara Israel-Brasil, Tzvi Chazan, os contatos estabelecidos e as perspectivas traçadas pelos participantes abrem novos rumos para o intercâmbio comercial, cultural e tecnológico entre Brasil e Israel. Nesta jornada, acredita Chazan, a entidade que preside,  juntamente com a Câmara brasileira, sediada em São Paulo, desempenham um papel estratégico.

Em reunião realizada com o representante da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria Beno Suchodolski foram estabelecidas as bases para uma maior cooperação no setor de reforma agrária. Segundo Chazan, a experiência israelense de mais de 80 anos com os kibutzim e moshavim poderá ter impactos positivos no Brasil, guardadas as devidas diferenças. “Nós nos comprometemos a enviar à Câmara de Comércio em São Paulo trabalhos e estudos realizados sobre este tema, analisando os erros e acertos neste segmento ao longo dos anos.  Acreditamos que os êxitos alcançados poderão ser uma contribuição ao Brasil na questão da reforma agrária”, ressaltou Chazan.
PARTICIPANTES
Delegação do Brasil
-   Alexandre Lodygensky Junior, diretor da Comexport Cia. de Comércio Exterior
-   Antônio Rocha da Silva, presidente da Federação das Indústrias do Distrito Federal (FIBRA) e sua esposa, Mônica Valéria Valadares Ferreira
-   Ary Júnior, RC Cola – Empresa de Refrigerantes
-   Beno Suchodolski, diretor e coordenador da Diretoria Jurídica da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria de São Paulo
-   Carlos Antônio Cavalcanti, diretor-titular-adjunto do Depto. das Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo - Fiesp
-   Djalma Petit, coordenador Adjunto da Softex
-   Fernando Greiber, diretor-financeiro e diretor-titular do Comitê da Ação Cultural da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
-   José Frederico Álvares, coordenador da Unidade de Comércio Exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
-   Marcus Vinícius Pratini de Moraes, presidente do Conselho da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec)
-   Rafael Eliasquevitch Mantovani, Bradesco Corporate e coordenador da Câmara Jovem da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria de São Paulo
-   Rodrigo de Azeredo Santos, chefe da Divisão de Operações de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores do Brasil
Delegação de Israel

-   Amnon Leibovitz, Associação das Industrias Eletrônicas de Israel

-   Amos Rabin, Federação das Industrias dos Kibutzim

-   André Celeste, Anar-Kesher – Softwares Agrícolas

-   Azriel Gandelman, Safety Net

-   Brenda Zeitlin, Targetech Innovation- Incubadoras Tecnológicas

-   David Ezra, Neto Me – Trading Food

-   Dov Avital Movimento dos Kibbutzim - Divisão Econômica

-   Dror Rejwan, Roni Rejwan (1986) Ltda – Alimentícia

-   Eli Chenchinski, Câmara de Comércio e Indústria Israel-Brasil

-   Gady Maayan, Lamed – Investiment & Trade Company Ltd.

-   Gal Kabacov, Ness Telecom

-   Gil Goldstein, Papagaio Import

-   Haim Aron, Câmara de Comércio e Indústria Israel-América Latina

-   Haim Saban, Projetos Agrícolas Internacionais

-   Henrique Kuchnir, Câmara de Comércio e Indústria Israel-Brasil

-   Moshe Taragano, Cancun

-   Moshe Zimrat, Zimrat Systems - Software

-   Nissim Greisas, Quicare – Instrumental Médico

-   Noam Assael, Energia Solar

-   Pablo Salischiker, Chervis Import/ Export - Cervejas

-   Peer Slovin, Spetrotec – Equipamentos Eletrônicos de Segurança

-   Roberto Weiss, Varicon Software

-   Roni Orpaz, Ezface – Software Cosmetics

-   Roni Rejwan, Roni Rejwan (1986) Ltda – Alimentícia

-   Ruth Gal, Ezface – Software Cosmetics

-   Sam Katz, Shamir Optics – Lentes Ópticas

-   Shaul Sotnick, Mifal Hapais – Loteria Nacional de Israel

-   Shoshi Cohen, AAI Ltd. – Software Cooperação

-   Túlio Epel, Câmara de Comércio e Indústria Israel-Brasil

-   Tzvi Chazan, Câmara de Comércio e Indústria Israel-Brasil

-   Yair Dori, Câmara de Comércio e Indústria Israel-América Latina

-   Yehuda Raizes, Isrex – Projetos Agrícolas

-   Yossi Yakar, Ness Telecom
Pontos principais do Memorando de Entendimento
assinado entre a Fiesp (Brasil) e a MAI (Israel)
em 30 de maio de 2005 em Tel Aviv, Israel
Segundo os termos do acordo, as duas entidades comprometem-se a:
-   Manter um diálogo contínuo para explorar temas pertinentes ao relacionamento bilateral e contribuir para o aumento do comércio, dos investimentos e do desenvolvimento tecnológico;
-   Estabelecer um canal permanente de comunicação entre as entidades visando a discussão e as ações que facilitem o comércio e a redução de barreiras técnicas e de medidas sanitárias e fito-sanitárias;
-   Estimular a realização de missões comerciais e dar o suporte necessário para a elaboração de programas e agendas de negócios às delegações visitantes;
-   Estimular o intercâmbio de know-how e informações, quando adequado, para a organização de exposições e feiras comerciais;
-   Aperfeiçoar o intercâmbio de informações no campo de Pesquisa & Desenvolvimento e aprofundar as possibilidades de cooperação tecnológica entre os dois países;

-   Cooperar na programação de educação e treinamento de recursos humanos quando tais programas sejam do interesse de todos os envolvidos;

-   Buscar posições comuns quando houver interesses mútuos e defendê-las junto aos respectivos governos;

-   Outros temas poderão ser agregados a este Memorando desde que de comum acordo.

O documento foi assinado por Fernando Greiber, diretor financeiro da Fiesp; e Shraga Brosh, presidente da MAI.

Agradecemos à Embaixada do Brasil em Israel e à Câmara Israel-Brasil pela colaboração.

         

3 de jun. de 2005

Israel começará retirada de Gaza em 15 de agosto

Israel começará retirada de Gaza em 15 de agosto

Israel começará retirada de Gaza em 15 de agosto A retirada israelense da Faixa de Gaza começará entre 15 e 17 de agosto, segundo a televisão pública hebraica, que entrevistou o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon. O premier israelense informou que a retirada vai começar "imediatamente depois do 9 Ab", data do calendário judeu que corresponde a 14 de agosto. 

A retirada estava prevista inicialmente para o final de julho, mas autoridades israelenses aconselharam o governo a adiá-la para não ferir a sensibilidade religiosa dos colonos judeus que terão de deixar a região. 

 O período entre o fim de julho e meados de agosto é de fato um período de luto e preces, que se encerra no dia 14 de agosto, data de destruição do Templo de Jerusalém pelo exército da Babilônia. Durante este período, é tradição não se barbear, não comer carne e não realizar matrimônios. 

 Na entrevista, Sharon também foi perguntado sobre qual será a data em que o exército israelense declarará a Faixa de Gaza "zona militar fechada" à passagem de israelenses. O chefe do Executivo israelense mencionou que isso ocorrerá "assim que o Exército decidir que (a faixa) deve ser fechada. "Depende muito de quando começarão a afluir para lá pessoas cujo único interesse é o de atrapalhar o Plano de Desligamento. 

Em princípio, nosso objetivo é que a população possa ter uma vida absolutamente normal o maior tempo possível nas zonas que serão evacuadas", acrescentou. O atraso da execução do plano foi recomendado há semanas pelo responsável da Administração para a Desconexão, Yonatán Bassi, que é o encarregado de negociar com os colonos as compensações que receberão por abandonar seus lares. 

 Mas Israel vai rever sua decisão da retirada da Faixa de Gaza se o movimento islamita radical palestino Hamas ganhar as próximas eleições legislativas palestinas, declarou o ministro israelense das Relações Exteriores, Sylvan Shalom

2 de jun. de 2005

Ah! Se eu fosse um antissemita.

Ah! Se eu fosse um antissemita.



AH !  SE EU FOSSE UM ANTISSEMITA !


Se eu fosse um antissemita, ficaria com uma raiva danada. Alias, ficaria com ódio mesmo.
Imagine você, um punhado de gente, um povinho de nada  criando tanto caso e nós, antissemitas, com todo nosso esforço e utilizando tecnologia alemã, não conseguimos eliminá-los. Eliminar não. Vamos ser francos e dizer o que realmente queremos: varre-los da face da terra! Infelizmente, não conseguimos. Não conseguimos é maneira de dizer. Quanto mais a gente faz este povinho sofrer, mais fortes eles ficam. Parece até o ferro em brasa quando é forjado. Quanto mais você bate mais rijo ele fica.
Francamente, você não ficaria com ódio ?
 Já ía me esquecendo. Você que não sabe do que estou falando perguntará: porque os antissemitas odeiam tanto o povo judeu? Vou responder. Quem sabe se minha explicação não fará de você mais um antissemita ?
Imagine que há uns quatro mil anos atrás todo mundo vivia feliz. Cada povo tinha seus deuses e estes deuses mandavam e desmandavam nos deuses de menor importância. Havia a deusa da fertilidade; outro do fogo; do vento; da fortuna, e um montão de outros para todas as finalidades. Cada deus tinha a sua estátua. Cada casa tinha um altar com os deuses que mais adoravam e veneravam. E todos viviam felizes e em harmonia.
Aí, aparece um tal de Abrão, que fazia estas estátuas, e “inventa” um Deus Único. Um Deus que não pode ser visto, nem tocado e que ao mesmo tempo, está em toda parte. Sem parentela para dividir as tarefas. Simplesmente, um Deus Único, para substituir toda a deusada de todos os povos!
Que audácia !
Só em me lembrar deste começo já fico com uma raiva danada. Pior, estes judeus (naquela época se chamavam de hebreus) se consideram o “povo eleito”, dizendo que este Deus Único os escolheu para levar Seus ensinamentos aos outros povos que não queriam aceitar esta tarefa de ensinar a palavra de Deus. Eles seriam a “luz para as nações”.
É verdade que vez ou outra (pra não dizer, sempre), nós os antissemitas
tivemos nossa recompensa. Primeiro, conseguimos escraviza-los durante uns quatrocentos anos no Egito dos Faraós. Destruímos o primeiro Templo de Jerusalém e os deportamos para a Babilônia, longe da Terra de Israel. Outros foram vendidos como escravos e enviados a península Ibérica. Começou a Diáspora (dispersão) do povo judeu.
Os gregos fizeram a sua parte. Os romanos, estes sim, fizeram um estrago colossal. Além de destruir o segundo Templo de Jerusalém crucificaram mais de quatrocentos judeus combatentes nos muros, escravisaram, e o pior, eliminaram o próprio nome do país de Israel, chamando-o de Palestina. Nós, antissemitas, seremos eternamente gratos ao Império Romano por esta façanha.
Já ía esquecendo! Também crucificaram um rabi judeu e na cruz afixaram uma tabuleta com as inscrições : INRI , que significa : Jesus Nazareno Rei dos Judeus. Quer saber porque da tabuleta? Eu explico: nós, os antissemitas, não perdemos uma ocasião para sacanear um judeu. Já que o infeliz rabi era judeu aproveitamos a oportunidade para sacanea-lo dublamente, chamando-o de “Rei dos Judeus”. Imagine! Mas isso é troco pequeno. A façanha maior é que apesar de tê-lo morto com tanto sofrimento , conseguimos jogar a culpa nos próprios judeus. Não é que os judeus sofrem até hoje (já são quase dois mil anos) as consequencias  dessa mentira.
Todos nos sabemos que a Europa é o berço da civilização. Mas na época dos Cruzados, os europeus não eram tão civilizados assim, mas eram muito religiosos. Inspirados pelos ensinamentos da Igreja, os Cruzados se deram ao direito de matar e dizimar comunidades inteiras de judeus. E os estupros ? Confesso que como antissemita esta época foi um balsamo para nos. Há muito tempo que nós fazíamos uma matançazinha vez ou outra, mas as Cruzadas foram um “lava alma”.
Pra dizer a verdade nós nunca paramos de matar judeus, ou expulsa-los onde viviam. Não permitimos que lavrasem a terra nem que tivessem uma profissão digna. Mas o que mais prazer me proporcionou foi a Inquisição.
A Igreja não pôde inventar coisa melhor. Bastava um Zé qualquer denunciar que um fulano trocava de roupa às sextas-feiras e pronto, já era considerado judaizante e o Santo Ofício de imediato se apossava da casa, dos bens, negócios, deixando a família na rua e ele no cárcere. Às vezes morria lá sem ser julgado. Ou na melhor das hipóteses, era torturado e “julgado” pelo Santo Tribunal. Queimado vivo se não abjurasse. A benevolência do Santo Ofício permitia que o réu abjurasse. Neste caso o carrasco o asfixiava com o garote e depois o queimava. Nunca vou esquecer a delícia destes espetáculos públicos onde os próprios reis participavam!
Eles eram queimados porque a Santa Igreja não permitia “derramamento de sangue”. Acreditem, nós, os antissemitas, conseguimos que a Inquisição durasse uns quatrocentos anos, especialmente na Espanha e Portugal com suas colônias.
E os pogroms? Imagino que você não sabe que isso. Eu explico. A Rússia tzarista sempre foi antissemita. De todas as desgraças que aconteciam os judeus eram sempre os  culpados. Aí aparece um tal de Chmelnitzky que para nos antissemitas foi o precursor do Hitler. Adivinhem o que estes cossacos faziam? Matavam judeus, estupravam as mulheres e faziam tudo que um bom antissemita faz com judeus.
Finalmente, chegou o Grande Antissemita, o nosso querido Hitler, o homen que encarnou todos os nossos desejos de ódio para com este povinho. E criou uma industria de matança. Você não acredita ? É isso mesmo. Resolveu de uma vez por todas e criou o Projeto Solução Final. Este projeto visava, o que nos antissemitas sonhávamos, por milênios, exterminar de uma vez por todas o povo judeu. Além das matanças normais, deixavam morrer de frio e fome, deportavam para campos de extermínio, e para lugares distantes e tantas outras delícias.  O grande e civilizado povo alemão e seus colaboradores fieis, sob a mão firme do grande Fuerer,  fez os engenheiros construirem fornos crematórios e câmaras de gás para matar judeus.
Uma verdadeira indústria do extermínio com a eficiência e dedicação típica do povo alemão.
Esta foi a Grande Vitória . Antes da Segunda Guerra Mundial havia mais de dezeseis milhões de judeus no mundo , Nós, antissemitas conseguimos eliminar  SEIS MILHÕES. Esta façanha merece todo nosso apreço e consideração.
E agora que lhe contei tudo, não quer se juntar a nós? Seja um dos nossos! Com sua ajuda conseguiremos mais vitórias! Seja mais um antissemita e orgulhe-se de ser um dos nossos.
Ah! Se eu fosse.um antissemita..........Mas não sou. Sou um judeu que consegui sobreviver o Holocausto e às vezes fico pensando: como eles nos odeiam. Se eles odeiam, qual deve ser a minha reação? Odiar também? É impossível, eu não sei odiar. Ninguém me ensinou  odiar o meu semelhante. Só me ensinaram a amar meu próximo. Que adianta eu fazer parte do povo “a luz das nações” se os inimigos do povo judeu não tem olhos para enxergar porque o ódio os fazem cegos.
Francamente, não sei o que fazer para acabar com esta praga.
Ainda bem que os Papas, João XXII, João Paulo II e Bento XVI reconheceram e pediram perdão ao povo Judeu pelos sofrimentos ocasionados pela Igreja e seus ensinamentos durante os quase dois mil anos.
Carrego sempre comigo a prece do Papa João XXIII no qual pede perdão e ainda declara que: “Estamos hoje conscientes de que no decorrer de muitos e muitos séculos, nossos olhos se achavam tão cegos que já não éramos capazes de ainda ver a beleza de Teu povo eleito nem de reconhecer na face os traços de nossos irmãos privilegiados. Compreendemos que o sinal de Caim esteja inscrito em nossa fronte. No curso dos séculos estava nosso irmão deitado ensangüentado e em prantos por causa de nossa falta, porque havíamos esquecido Teu amor. Perdoa-nos a maldição que injustamente tínhamos atribuído ao seu nome de judeu. Perdoa-nos o te havermos uma segunda vez crucificado neles em sua carne, porque não sabíamos o que fazíamos”.
Será? 

Autor: Dow Friedman




Israel é o único país do mundo que retirou um povo negro da Africa, não para torna-los escravos, mas para torna-los homens livres. (Rab. Meir Lau)
Israel cumpre o prometido e solta palestinos

Israel cumpre o prometido e solta palestinos

Quase 400 presos palestinos libertados nesta quinta-feira por Israel foram levados para o território palestino, onde foram recebidos por centenas de familiares que agitavam bandeiras e cantavam canções nacionais.

Os detentos liberados, transportados em ônibus israelenses, desceram nos postos de controle do Exército de Israel em Beitunya, ao sul de Ramallah, em Tarqumya, na região de Hebron, em Taybeh, perto de Tulkarem, e em Salem, perto de Jenin.

Um total de 21 presos foram liberados em Erez, o principal ponto de passagem entre Israel e a Faixa de Gaza. Em Beitunya, os 77 prisioneiros libertados foram recebidos por parentes e amigos que exibiam bandeiras palestinas e fotos do falecido líder Yasser Arafat.

No domingo passado, o premier israelense Ariel Sharon aprovou a libertação de quase 400 detentos palestinos, com a condição de que nenhum deles estivesse envolvido em atentados sangrentos contra Israel.

"Israel tem críticas muito duras contra a Autoridade Palestina por tudo o que diz respeito à aplicação dos acordos previstos durante a reunião de Sharm el-Sheikh, mas devemos reforçar os elementos moderados em seu interior e respeitar nossos compromissos", disse Sharon.

O primeiro-ministro israelense se comprometeu no dia 8 de fevereiro, durante uma reunião com o líder palestino Mahmud Abbas em Sharm el-Sheikh, Egito, a soltar 900 presos palestinos, de um total de sete mil.

Um primeiro contingente de 500 detentos havia sido libertado no dia 21 de fevereiro. O restante havia sido suspenso por causa do atentado suicida cometido em Tel Aviv no dia 25 de fevereiro, no qual morreram cinco pessoas.