18 de mar. de 2005

New School Dedicated in Jewish Gaza

New School Dedicated in Jewish Gaza

Inaugurating a new school in Netzarim, as thousands flock to Gush Katif to join in prayer and fasting, symbolizes unwavering dedication to building the Land of Israel for the Jewish People.

A new school building was dedicated Thursday afternoon Netzarim at a ceremony attended by Knesset Members and representatives of the Education Ministry.
Over 150 children from Netzarim from first to eighth grades study in the school.

Netzarim, a relatively isolated Jewish community north of Gush Katif, is one of the 25 towns slated for destruction this summer in Prime Minister Sharon's evacuation/transfer plan. The residents, imbued with conviction, are far from giving up - and the new school is just one of the proofs.

Taking part in the school dedication ceremony were MKs Mickey Ratzon and Michael Gorolovsky of the Likud party, Yitzchak Levy of the National Religious party, and National Union MKs Benny Elon, Aryeh Eldad and others. Simcha Shneior, Assistant Director-General for School Construction, and Meir Sabag, a regional supervisor, represented the Education Ministry.

Also in attendance was regional IDF Commander Brig.-Gen. Aviv Kokhavi, who is planning to take an active role in expelling the residents several months from now. "He apparently lives in contradiction," said Netzarim resident Efrat Tawil. "On the one hand, he understands our strong beliefs, while at the same time he is loyal to army orders."

Efrat runs the afternoon Talmud Torah study program in Netzarim, and her husband, Rabbi Tzion Tawil, is the town's rabbi.

"We don't have our heads in the sand," Efrat told Arutz-7 today. "We know what's going on outside - but we also know that five months in Jewish history is a very long time. Many things can happen. My 8th-grade daughter was asked, 'So what are you going to do in five months' time?' and she said, "That's around Rosh HaShanah time. Have you already started making your Rosh HaShanah purchases?'...

"The children know, as we do, that they have gone through a lot here, with Kassams and the like, and that there is absolutely no reason for us to leave. Our job is to live in this Land, and to continue to do what we can to guarantee our presence. They also know that they have strong parents backing them up... Just like the pioneers at Tel Chai in northern Israel 80 years ago didn't give up, and thus kept the northern Galilee for Israel, we too have a mission, in accordance with Torah and Zionism."

"We produce 25% of Israel's cherry tomatoes," Rabbanit Tawil said, "and we also produce pure souls that are willing to struggle for the ideals that are important to them."

Currently, close to 80 families live in Netzarim - including 15 that moved in over the past year. Many families are completing the second floors on their homes in order to meet the growing demand of families that, even now, wish to move in.

The project to provide a permanent structure for Netzarim’s school children was originally initiated by none other than Prime Minister Ariel Sharon. On a visit to the town a number of years ago, he witnessed the damage that mortar shells had done to the temporary structures that made up the school’s buildings. The funding for the project was approved by then-Education Minister Amnon Rubinstein, one of the founders of the Shinui party.

The new building is made out of specially re-inforced concrete to protect the students and teachers from the mortars and Kassam rockets that have frequently been fired at the town by Arab terrorist gangs operating in areas controlled by the Palestinian Authority.

The construction project also provided a boost to the local Gush Katif economy. The pre-fabricated structure was manufactured at a local plant owned by Diurim, a company based in N'vei Dekalim.

The ceremony was reduced in scope, as it coincides with the day of introspection, fasting, and prayer that has been called in Israel and around the world. Thousands of people are on their way this afternoon to N'vei Dekalim, in Gush Katif, to take part in the spiritual efforts to overturn the government’s expulsion decree. Well over 100 buses, including some owned by Bedouin from the south, have been hired; potential participants from Jerusalem were told, "Sorry, there are no more buses to be had."

11 de mar. de 2005

Khazares

Khazares

O mistério dos khazares atrai não apenas os estudiosos do tema, mas também aqueles interessados em conhecer detalhes de mais um capítulo da história do povo judeu. Em 1998, a televisão israelense levou ao ar uma série sobre o tema. O programa foi resultado de uma viagem até a região do Império Khazar, feita sob a coordenação do jornalista Ehud Ya'ari.

Ele escreveu também uma reportagem sobre a viagem para o The Jerusalem Report, que foi publicada em setembro de 1995 sob o título Skeleton in the Closet. A reportagem ressalta que nem os judeus nem os russos se têm aprofundado no estudo do período histórico referente ao reino dos khasares, segundo ele, o mais longo reino judaico soberano na história.

Durante sua viagem, o jornalista israelense descobriu que um dos maiores obstáculos para se desvendar o mistério dos khazares foi a postura adotada pelas autoridades da então União Soviética de "varrer para debaixo do tapete esse capítulo de sua história". Um artigo publicado pelo jornal Pradva, em 1951, por determinação de Stalin, não admitia grandes polêmicas sobre a origem dos khazares russos.

Segundo o professor Omekjan Pritzak, considerado um dos maiores especialistas sobre o tema, "os governantes sempre quiseram que tudo na Rússia tivesse início com os russos e ninguém mais". Para ele, no entanto, os primórdios russos surgiram das ruínas do Império Khazar. "Mas para os nacionalistas, era uma vergonha admitir que imperadores judeus reinaram na terra antes dos primeiros príncipes russos".

Dizem os especialistas que Itil, a capital do império, pode estar soterrada sob toneladas de lama que o rio Volga carrega para o mar Cáspio, ainda chamado de Mar dos Khazares pelos iranianos.

Até o momento, foram feitas apenas escavações superficiais e os objetos e relíquias descobertos estão guardados em diferentes coleções espalhadas pelo que foi um dia a União Soviética. Outras peças podem estar escondidas em Moscou depois de terem sido recuperadas no período de 1950 a 1952, quando foi construído o canal entre os rios Volga e Don.

Chamada por alguns estudiosos de "a Atlântida que existiu de fato", Itil é atualmente o maior objetivo dos arqueólogos russos e estrangeiros, que têm podido trabalhar com um pouco mais de liberdade nos últimos anos. Satélites e equipamentos sofisticados estão sendo utilizados para auxiliar nos trabalhos de busca não apenas da capital do império, mas de sinais mais concretos da vida judaica dos khazares. "O primeiro que encontrar uma sinagoga khazar conquistará uma reputação semelhantes à obtida por Henrich Schliemann com a descoberta de Tróia", disse a Ya'ari o arqueólogo Sergei Kotin-kov, da Universidade de Astrakhan.

Segundo Pritzak, sob o comando do rei Bulan, o Império Khazar estendia-se da cidade de Astrakhan no Mar Cáspio, mais de mil quilômetros ao oeste, atrás da atual capital da Ucrânia, Kiev, a qual acredita-se tenha sido fundada pelos khazares. A população judaica nunca foi maior do que 35 mil pessoas, mas constituía a dinastia governante e grande parte da elite local.

Em suas andanças pelo outrora Império Khazar, Ya'ari e sua equipe puderam ver, em museus, evidências da vida judaica do período mencionado. Fontes hebrai-cas, árabes, armênias e bizantinas descrevem grandes tesouros, mas poucos foram encontrados e o que se descobriu está muito bem guardado.

Como exemplo, o jornalista cita uma extraordinária coleção de pulseiras, anéis e correntes de ouro guardadas em um distante instituto científico, em uma cidade próxima ao rio Don.

7 de mar. de 2005

Os quatro mundos da Cabalá

Os quatro mundos da Cabalá

Coisas Judaicas
Os quatro mundos da Cabalá


A idéia dos quatro mundos é um dos conceitos fundamentais da Cabala teórica. Baseia-se em inferências especulativas, a partir de partir de passagens e versículos obscuros do Tanach. Segundo a Cabala, a estrutura do universo se compõe de quatro planos hierárquicos que são nomeados como o Mundo da Emanação (Olam HaAtzilut), o Mundo da Criação (Olam HaBriá), o Mundo da Formação (Olam HaIetzerá) e o Mundo da Ação (Olam HaAssiá). Esta denominação se refere à hierarquia descendente, na direção espírito-matéria.


O Mundo da Emanação, como o próprio nome sugere, é o primeiro plano emanado da Luz original. Em conseqüência disto, a natureza deste plano é essencialmente espiritual. Ele antecede a Criação propriamente dita, mas é condição para que ela venha a ocorrer de forma latente no plano imediatamente a seguir, no trajeto descendente.


O conteúdo do Mundo da Emanação, como o reflexo emanado da Luz original, consiste nos dez atributos divinos em associação com os dez Nomes de Deus, e que se manifestarão nos planos subseqüentes de acordo com a natureza de cada um, por analogia, até o último e residual plano físico. Significa que o homem reproduz em sua natureza, os atributos divinos, de forma que, observando-se o homem, é possível entender o Divino. O Mando da Emanação é o plano do espírito.


O Mundo da Criação se constitui no segundo plano emanado da Luz original e se apresenta como o plano potencial — o projeto original da Criação. Significa que a Criação se manifesta na sua totalidade como que inscrita em semente, com a idéia. Toda genialidade do intelecto e toda profecia do espírito resultam deste plano. Aqui já há seres sutis; o Mundo da Criação contém os dez arcanjos, de acordo com os dez atributos divinos.


Conforme se apresentam no relato bíblico, e que se expressam no Mundo da Emanação. Talvez estes seres sutilíssimos expliquem o uso do verbo no plural em “Façamos o homem.~.’. Supor que o Criador estivesse planejando a criação do homem em parceria com tais seres seria inadmissível para a concepção absolutamente monoteísta do judaísmo. No caso, Deus estaria informando a sua decisão de criar o homem e o fez Ele Mesmo, O Mundo da Criação é o plano do pensamento.


O terceiro plano na direção descendente é o Mundo da Formação. Este é o plano do sentimento. Nele, já se percebe alguma densidade, ainda que rarefeita. Não há ainda matéria propriamente dita, mas a forma começa a se delinear, não concretamente, mas como as formas dos sonhos, dos devaneios, da imaginação.


Se o plano imediatamente anterior, o Mundo da Criação, se constitui no projeto original da criação, o Mundo da Formação é o espaço-tempo onde e quando o projeto ganha forma, uma forma não perceptível aos sentidos, mas acessível à mente nos estados oníricos e meditativos, O Mundo da Formação contém as hostes angelicais, em número de dez, em analogia com os dez arcanjos do Mundo da Criação e com os dez atributos divinos do Mundo da Emanação.


O Mundo da Formação, em sua concepção inferior, já apresenta materialidade, na forma dos astros. Assim, os dez atributos divinos do Mundo da Emanação, os dez arcanjos do Mundo da Criação e as dez hostes angelicais do Mundo da Formação em sua concepção superior são representados nesse plano, por analogia, pelos planetas, a Lua e o Sol.


Os termos superior ou inferior dizem respeito à trajetória descendente no eixo espírito-matéria. implicando uma indicação semelhante à geográfica, embora não-geográfica, considerando-se que o eixo espírito-matéria se constitui cm urna construção mental. Isto significa que os termos superior ou inferior se referem a uma localização imaginária para efeito de compreensão, e não, a uma avaliação qualitativa.


O Mundo da Ação ou Produção é a emanação mais remota da Luz original. É o plano denso que conhecemos através dos sentidos, no qual a densidade atinge o seu mais alto grau, constituindo-se em corporeidade. A sutileza da Luz original conclui a sua trajetória gradativa e descendente até a manifestação final na matéria.


O processo de manifestação nos quatro planos ocorre sucessivamente de forma especular: o corpo é o aspecto da forma que, por sua vez, representa a idéia que reflete a emanação primeira da Luz original. Em outras palavras, a matéria é o espírito em outro estado e vice-versa. É possível inferir, então, que a cada ser, evento ou ação no plano físico, corresponde uma contraparte espiritual que lhe é equivalente vice-versa.


O Mundo da Ação ou Produção contém a natureza co homem; os dez aspectos que se revelam em cada pla no, à sua maneira, nele se manifestam como o corpo e os atributos humanos, cm analogia com os astros, as hostes angelicais, os arcanjos, os atributos divinos e os Nomes de Deus dos demais planos. Isto explica a afirmação bíblica de que o homem foi feito ‘à imagem e semelhança”de Deus.


Esclarece também como a unidade se diversifica sem perder o caráter unitário, como tudo perpassa tudo é perpassado por tudo, e como Deus faz emanar o Seu reflexo sob as formas de universo, natureza e homem, em hierarquia gradativa e descenden te, sem, contudo, perder o caráter divino, O Mundo da Ação se manifesta como o plano dos sentidos.


Esta compreensão da estrutura do universo sugere que toda a Criação é emanação divina, como uma extensão da Divindade. A proximidade ou afastamento em relação à fonte original determinam o grau de espiritualidade ou materialidade e de sutileza ou densidade dos planos criados e tudo o que eles contêm.


Com o entendimento dos quatro planos cósmicos, é pos sível compreender também os âmbitos de atuação dos seg mentos da alma. Cada plano cósmico é adequado à ação de determinado segmento: Nefesh circula e atua no Mundo da Ação; Ruach, no Mundo da Formação; Neshamá, no Mundo da Criação; Chaiá e Iechidá pertencem aos planos superiores: o Mundo da Emanação e os planos transcendentes, no trajeto de retorno à Luz original.



Etz Chaim - A Árvore da Vida

Etz Chaim - A Árvore da Vida

Etz Chaim - a Árvore da Vida


Etz Chaim - a Árvore da Vida Árvore da Vida é um diagrama extremamente conhecido no estudo da Cabalá. Muitos chegam ao ponto de afirmar que Cabalá é a decodificação da Árvore da Vida, mas isso é um grande engano. A Árvore da Vida é uma entre muitas ferramentas utilizadas pela Cabalá para a correta compreensão das forças que regem o universo.

De acordo com a Cabalá, a realidade se apresenta em 10 dimensões - representada pelas 10 sefirót. Elas funcionam como canais através dos quais a Luz do Mundo Infinito chega ao Mundo Físico, alimentando tudo o que existe, incluindo as nossas almas.Cada sefirá, tal qual um filtro, reduz sucessivamente a emanação da Luz, diminuindo gradativamente o seu brilho para um nível quase imperceptível no mundo físico.Cada sefirá por onde passa a Luz se manifesta de forma diferente, sem perder em momento algum a Sua essência.

No estudo das sefirót, encontraremos diferentes associações, como atributos divinos e partes do corpo, entre tantas outras referências, de modo a estabelecer uma relação de interdependência entre todos estes elementos.Exploramos a seguir alguns conceitos básicos de Malchut, o ponto mais baixo, subindo para Kether.Malchut (Reino) - Sefirá 10É a dimensão do mundo físico, dos aspectos tangíveis da realidade; a única sefirá onde a matéria parece existir.

Na melhor das hipóteses, só conseguimos perceber algo próximo a 6% de toda a realidade - um número que dá uma medida para a nossa limitação.No corpo, Malchut representa os pés. Assiá, o Mundo da Ação, também se encontra no nível de Malchut, relacionando diferentes aspectos de nossa existência física, como andar, dormir, comer, trabalhar, dançar, etc. Em Malchut encontramos o maior desejo de receber, pois é o ponto mais distante da Fonte, daí o sentimento de "falta".

O Portal da Compreensão - Para superar este exílio deve-se exercitar a observação e a reflexão, onde através de orações, transformações espirituais e meditações alcançamos a energia espiritual dos mundos superiores.Yesod (Fundamento) - Sefirá 9Yesod é um grande reservatório que recolhe, equilibra e transfere toda a inteligência que é emanada das sefirót acima dela para Malchut.É a sefirá associada aos órgãos sexuais e onde se encontra o arquivo de vidas passadas e o inconsciente de cada indivíduo. Yessod comanda as situações pelas qual devemos passar (várias vezes, se necessário) para nos deixar atentos com aspectos de nossa personalidade que precisam ser trabalhados, evitando assim a repetição de erros do passado.

Yesod é a dimensão dos sonhos e das revelações.Hod (Glória ou Esplendor) - Sefirá 8Em Hod aprendemos a identificar o outro e, conseqüentemente, a aceitá-lo. Sua qualidade espiritual enfatiza a humildade e o reconhecimento.No corpo humano, corresponde à perna esquerda. Hod também controla os processos voluntários e atividades do lado esquerdo do cérebro, canalizando a praticidade na psique humana.

O Portal da Confiança - É a entrega completa ao ritmo da Criação, entendendo que a Luz estará sempre presente.Netzach (Vitória e Eternidade) - Sefirá 7Netzach é um armazém de energia positiva de Chessed, que irradia o desejo de compartilhar e se torna o canal desta energia na medida em que começa a abordar o mundo físico no qual vivemos.No corpo, está relacionado com a perna direita. A vitória a que Netzach se refere é a superação das próprias limitações.

Por eternidade devemos entender a capacidade de manter sempre vivo um sentimento, uma sensação sem deixar que as coisas caiam na rotina e/ou sejam tratadas com indiferença depois de algum tempo. Netzach é a primeira sefirá onde há reciprocidade, sendo responsável pela necessidade que o homem tem de se relacionar com o outro. Estão em Netzach os processos involuntários, o lado direito do cérebro e os processos criativos - o nosso lado artista, poeta, músico ou sonhador.

O Portal da Aceitação - A Sabedoria para aceitar o próprio destino como aquilo que precisamos para crescer. Tiféret (Beleza) - Sefirá 6Representa a coluna central da Árvore da Vida e Yetzirá, o mundo da Formação. No corpo humano, está relacionado ao tronco.Tiféret é a beleza em todas as coisas: de um pôr-do-sol, uma flor, um poema ou da mente humana.

Devemos entender que esta beleza não é meramente estética, mas resultado da harmonia alcançada entre os pilares da direita e da esquerda.Aprendemos através de Tiféret a medida certa do compartilhar e do receber, da misericórdia e do julgamento. É esta consciência que permite, por exemplo, que um pai discipline um filho pelo amor, e não pela raiva reativa.

O Portal da Sinceridade - A verdade se torna a única liturgia quando tomamos consciência de nossos verdadeiros sentimentos como forma de comunhão.Guevurá (Julgamento) - Sefirá 5Guevurá representa o Julgamento. Também a Força, a Grandeza e o Poder. Em nosso corpo corresponde ao braço esquerdo.Enquanto Chessed doa incondicionalmente, Guevurá é avarenta; onde Chessed expande, Guevurá contrai. Guevurá sem o equilíbrio de Chessed transforma-se em tirania e pode nos levar a sentimentos pequenos como o ódio e o medo.

Assim como a Sabedoria de Chochmá não pode se manifestar sem o Entendimento de Biná, a semente indiferenciada em Chessed nunca poderia se tornar a árvore diferenciada sem a mão forte de Guevurá.Guevurá canaliza a energia espiritual necessária para a superação dos obstáculos e conquista de nossos objetivos, sendo fundamental para a transformação de nossa natureza.

O Portal do Arrependimento - Reexaminar todos os nossos atos que contribuem para o distanciamento do entendimento e da revelação da Luz em nossas vidas.Chessed (Misericórdia) - Sefirá 4Chessed é a manifestação da misericórdia e gentileza no mundo. Representa o desejo de compartilhar, a doação incondicional, a mão que se estende em direção ao próximo.Em nosso corpo, Chessed é o braço direito. Seu principal atributo é a expansão. Sem equilíbrio esta expressão pode ser perigosa, pois ninguém pode doar indefinidamente, daí a necessidade de ajuste junto a Guevurá, o desejo de receber.

O Portal da Humildade - Perceber as suas faltas e erros.Benta (Entendimento) - Sefirá 3Biná é a Mãe Universal, a usina geradora de energia para tudo o que existe - a dimensão de Briá, o Mundo da Criação. Localizada no topo do pilar da esquerda, transforma o "insight" gerado por Chochmá em pensamento ordenado, contribuindo para o desenvolvimento de uma idéia.Corresponde ao lado esquerdo do cérebro, o consciente, a interiorização de um conteúdo que de informação vira conhecimento. A ciência, assim como a Cabalá, atribui a criatividade e a intuição ao lado direito, assim como a lógica e a racionalização ao lado esquerdo.

O Portal da Purificação e da Abstinência - Consciente de nossos erros, devemos seguir adiante de modo a evitar vícios antigos.Chochmá (Sabedoria) - Sefirá 2 Chochmá é o topo do pilar da direita e representa o Pai Universal - o primeiro recipiente a conter toda a sabedoria do universo, a totalidade da Luz.Corresponde ao lado direito do cérebro, a criatividade, o inconsciente, o pensamento intuitivo, o "insight". Contudo, a sabedoria é passiva e não possui qualquer valor no plano da existência se não for decodificada, daí a necessidade de Biná - Entendimento.Kether (Coroa) - Sefirá 1Kether foi a primeira sefirá, o primeiro recipiente, a aparecer logo após a restrição e está ligada ao mundo de Adam Kadmon - o Homem Primordial.Esta sefirá está além da nossa de nossa realidade física, sendo o estado potencial de todas as coisas. A coroa está acima da cabeça do rei como Kether precede cada pensamento, sendo a Fonte de onde todas as coisas surgem e para onde irão retornar depois de completarem o seu ciclo de existência.

O Portal da Santidade - Devemos experimentar a paz e a prosperidade interior que a travessia dos 10 portais nos proporciona, pensando em como podemos levar esta sabedoria para todos aqueles que amamos.

3 de mar. de 2005

Criar e Procriar

Criar e Procriar

B”H


— Criar e procriar —

Encontramos no Zohar [III:148b], Parashá Behaalotechá que:

“‘Fala a Aharon, e dize-lhe: Quando acenderes as lâmpadas, as sete lâmpadas iluminarão o espaço em frente da menorá. E Aharon fez assim: Acendeu as lâmpadas da menorá’ (BaMidbar [8:2-3]). R' Yehudá discursou sobre o verso: ‘O qual é como um noivo que sai do seu leito conjugal’ (Tehillim [19:6]). ‘Feliz é a porção de Yisrael’, ele disse, ‘na qual o Sagrado, abençoado seja ele, deleita-Se e para qual Ele deu a Torá da verdade, a Árvore da Vida, da qual aquele que se une a ela alcança vida Neste mundo e no mundo vindouro’”

As sete lâmpadas representam a manifestação física dos partsufim de Ze’ir Anpin e Nukva[1], e simbolizam também os três ramos ou ‘colunas’ da menorá: o esquerdo, o direito, e o central. Agora, o brilho Divino que flui através das middot (e portanto, das lâmpadas), toma forma e entra em um estado de máxima atividade potencial na s’firá de Yesod (‘fundação, ou na base da menorá’) que é conectada no grau mundano com os órgãos reprodutores humanos[2].

 Isso ocorre pois, é através dos órgãos reprodutores, correlacionados com a s’firá de Yesod, que o ato de união faz passar pelo brit (‘a aliança sagrada’) todas as ‘forças concentradas’ do corpo, dando inicio a o processo (pro)criador — como uma “semente [que] está nela”[3] mesma, um corpo possui a capacidade de gerar noutro, através de suas ‘sementes’, e se houver brachá (‘benção’), um novo ser.

No entanto, este ‘potencial criativo’ (que é pura energia) é algo que a sitra achra (‘o outro lado’) fortemente deseja se apossar para se alimentar; e isso ocorre na medida em que o homem tem sua força vital diminuída, o que implica na diminuição também de sua força espiritual.

E é de fato desta maneira que a sitra achra impeli a pessoa ao ‘gasto a esmo’ desta energia sexual criadora pois, quando esta energia não encontra um k’eli (‘recipiente’) apropriado ela se perde, por assim dizer, e se degenera, tornando-se o oposto de sua origim, que é a destruição e a morte[4], e assim como está escrito, “se a mulher de um homem não pode conceber um filho, mesmo assim, ele deve orar para que D’us provenha para ele um recipiente de acordo, para que suas sementes não se estraguem.

Pois aquele que descarrega sua semente em um recipiente que não é apropriado, ‘corrompe e deteriora’ sua semente”[5]. Esta destruição significa um acréscimo, D’us não permita, das chitzonim (‘forças estranhas’) que se vivificam na separação e afastamento da Santidade. Isso é assim pois a origem do poder de Yesod é a s’firá de Da’at (‘conhecimento’), o que significa que o desejo e ato sexual se iniciam na mente da pessoa, que é onde reside o esplendor d’alma; e assim como é sabido, “a moradia d’alma divina encontra-se no cérebro que está na cabeça ”[6].

No entanto, este conhecimento ligado à Da’at é aprofundado e de qualidade espiritual, de forma a integrar o conhecimento espiritual em todos os seus graus e níveis. Assim, como o mal é simplesmente o físico engrossado, i.e, que apenas recebe e não tem luz própria[7], vemos que todo este mal fortemente deseja esta energia brilhante de criação a qual é ligada diretamente à origem Santa, pois o mal é desprovido desta vitalidade especial.

 A partir do intelecto da pessoa, ela precisa decidir se a energia sexual será usada para a ‘ascenção espiritual’ (o que implica na purifição de sua mente e resguardo da energia vital) ou para a criação (i.e., a ‘descensão espiritual’[8]); mas de fato e como é conhecido pelos adeptos da Cabalá, o código para esta decisão é o grau esotérico de “não tocareis para que não morrais”[9] — assim, se o homem ‘não tocar’ em uma mulher ele pode ascender, se tocar, ele pode criar mas perde energia física e espiritual, e desta maneira ele morre um pouco nos dois níveis, que D’us não permita; querendo dizer também que a ação elicta de fato uma resposta física (‘a consumação do ato de união’) e espiritual (i.e., na geração de um novo ser investido de uma alma), mais implica em desgaste no mundo físico e em uma mancha no espiritual (caso o kavaná [‘intenção’] sobre o ato não for positivo).

 Em um outro nível, a própria criação intelectual também passa pela s’firá de Yesod, pois uma idéia ou a compreensão em geral são luzes que descendem também do grau espiritual, sempre em acordo com os atributos naturais da pessoa e sua posição espiritual . De fato, é em Yesod que no momento que antecede o ‘nascimento’ desta luz (i.e., a expressão da idéia sob o ponto de vista mundano), que ela, antropomorficamente falando, ‘cresce, se desenvolve, se alimenta, e se forma em um estágio final’ a tal ponto de impelir sua manifestação completa e esplendor máximo na descida final para Malchut; que é Este mundo aqui de ação que recebe e demonstra toda a expressão deste shefa (‘fluxo’).

Este processo da constante luz Divina que descende para graus inferiores até o nosso mundo, sempre passa pelo canal de Yesod como último estágio anterior a qualquer manifestação mundana. Sob o ponto de vista psicológico, este processo ocorre de mesma forma.

O amor, por exemplo, que é expressado por todo o sistema emocional, é originário no intelecto (Biná) pois esta parte ‘decompõe’ em estrutura o flash de compreensão do intelecto (Chochmá), e assim elicita uma resposta emocional no indivíduo. No entanto, o intelecto tem características muito particulares de auto-referência e orientação que demandam a constante adaptação da realidade ao intelecto (e não ao contrário com se suporia).

Este ímpeto de transformação da realidade provém do Yesod de Biná (i.e., a fundação da compreensão), que prepara o pensamento no instante imediatamente precedente da emoção que corresponderá à idéia. Ou seja, é da natureza do pensamento impelir a realidade com o nascimento da idéia que assim se expande nas emoções. Este processo de iluminação do intelecto e das emoções subseqüentes, se conectado como a santidade do estudo da Torá e das mitzvot, leva a maturação e a elevação do Ze’ir Anpin (das middot), digo, assim como o dibbur (a fala ou a verbalização da reza) aumenta o kavaná (‘intenção’) de uma t’filá (oração), pois “através da voz, a pessoa desperta a intenção de seu coração e mente”[10], a expressão do intelecto purificado nas emoções, amadurece o caráter do indivíduo, como ensina a Chassidut.

Os três ramos da menorá representam a subdivisão do Ze’ir Anpin no lado de Chochmá (direito) com as s’firot de Chesed e Netzach, no lado de Biná (esquerdo) com as s’firot de Gevurá e Hod, e no centro através de Keter, com as s’firot de Da’at, Tiferet, Yesod e Malchut. Com o desejo de expressão emocional (Yesod) de um intelecto ligado ao Divino, a configuração (partsuf) amadurece, pois a expressão leva o individuo a novos graus de intenção (Keter do Ze’ir Anpin , ou seja, a ‘base do caráter’) que por sua vez recaem sobre o intelecto desejando por fim se manifestar, ou seja, se auto-validar em um processo de constante regeneração.

Assim, em acendendo as lâmpadas da menorá, Aharon representa o caminho em que o fluxo de Ze’ir Anpin (o qual tem como principal emoção o amor[11]) favorece o amadurecimento destas middot. A característica básica de Aharon era o amor, pois como sabemos: “Seja um aluno de Aharon, amando a paz e perseguindo a paz, amando as criaturas e se aproximando da Torá”[12], mas quando o Moshiach chegar, e que seja logo, não mais será necessário perseguirmos a paz, pois graças a retificação das middot, a iluminação da menorá que representa cada pessoa ligada à Torá, brilhará pela eternidade e além.

[1] O partsuf de Ze’ir Anpin é o ‘corpo’ simbólico, como uma personalidade espiritual constituída pelas seis s’firot de Chesed, Gevurá, Tiferet, Netzach, Hod, e Yesod, e que nesta personalidade compreendem as middot (i.e., os atributos emocionais Divinos), um aspecto masculino dentro da infraestrutura metafísica da Cabalá. O partsuf de Nukva (ou a s’firá de Malchut), é o aspecto feminino de Ze’ir Anpin. Assim, Malchut urge em se reunir com Ze’ir Anpin, e isso ocorre através do avodat Hashem (‘do trabalho de D’us’) do homem aqui Neste mundo, o que inclui a retifição de suas emoções, literalmente, o seu amadurecimento.

[2] Afinal, é através deles que a fundação do mundo, as gerações dos homens, são perpetuadas.

[3] Bereshit [1:11], aludindo ao potencial gerador da semente de um fruto que existe já dentro da própria semente.

[4] O que faz deste homem um perverso, pois como está escrito que, “um homem é chamado [e assim ligado a]o rá (‘mal’) se ele corrompe seu caminho e mancha a si próprio e a terra [derramando suas sementes em vão, e assim como que] dá forças ao espírito impuro o qual é [de fato] chamado de rá; donde é dito, ‘todos os seus pensamentos...para o mal [rá]’ (Tehillim [56:6]). Este, nunca entrará no palácio celestial e nem fitará a Shechinah, pois por este pecado a Shechinah é repelida do mundo” (Zohar [I:57a], Parashá Bereshit).

[5] Zohar [III:90a], Parashá Emor. Note que a sitra achra se aproveita e alimenta tanto no descarregar desta força espiritual e vital do homem, como no próprio resultado do descarrego a esmo, como explicado. Em uma outra consideração, é sabido que o Rebe, de abençoada memória, não era favorável (Cf. Igrot Kodesh) a qualquer separação matrimonial; mesmo se a mulher não pudesse conceber. Isso contraria em tese este posuk do Zohar, mas a determinação do Rebe (e a Halachá), sempre prevalecem. Esta atitude do Rebe representa sua visão superior, sempre a favor do achdut (‘união’).

[6] Tanya, Likkutei Amarim §9.

[7] Portanto, nada oferece, assim categorizando o mal como sendo a ausência pura do oferecimento (o egoísmo per si).

[8] Esta expressão siginifica algo muito elevado, pois de fato, D’us criou o mundo para que nele fosse feito uma dirá b’tachtonim (‘uma moradia para Ele no mundo inferior e físico’), e assim, tudo que aqui existe, e em particular, com cada alma que desce do mundo espiritual e é assim trazida para este nível de realidade material, esta moradia torna-se mais próxima de ser construída de forma santificada; obra que se completará com a vinda de Moshiach, e que seja muito em breve.

[9] Bereshit [3:3], aqui em uma referencia alegórica do “fruto da árvore que está no meio do jardim” à mulher. Cf. a admoestação do grande cabalista R’ Yosef Della Reina (Sefer B’hadrat Kodesh, pág. 245), que afirmou para os seus alunos que para que eles conseguissem um grau superior de compreensão e assim, elevação espiritual, eles precisavam ‘não tocar em uma mulher’; se purificando, digo, contendo a sua energia sexual (e evitando que ela convergisse para baixo, e para fora de seus corpos) para que eles pudessem estar em ‘máxima potência’ para conseguir estas elevações espirituais, bem como em prevenindo o contato com a tumá (‘impureza’) da mulher durante o seu ciclo menstrual.

[10] Tanya, Likkutei Amarim §44, que explica esta técnica fundamental da auto-cura da insensibilidades da pessoa, pois a vestimenta da fala, em tenho seu aspecto particular, verdadeiramente afeta o coração e mente da pessoa que ouvi e escuta sua própria língua e voz articularem e soarem palavras sagradas. Desta maneira, uma pessoa que se vê em um estado de tristeza e vazio, D’us nunca permita, pode fortemente se ajudar através de pronunciar palavras de Torá, que a faz ligar-se com a ‘Vida da vida’, na linguagem do Alter Rebe, que é o próprio abençoado Ayin Sof.

[11] O Rebe z”l, explica que: "Dentro de cada um dos infinitos graus e níveis das criaturas geradas pelo Chesed, encontramos a qualidade de Gevurá a qual é incluida em Chesed, pois assim estas criaturas não serão nulificadas em relação a sua origem [em Elokhim]" (Tanya, Shaar HaYichud §6, nota 4). Isso significa também que somente o fluxo do amor amadurece a pessoa, que portanto, deve buscar expressar amor sempre, através das vestimentas da alma; nos seus pensamentos, fala, e ações.

[12] Pirkei Avot [1:12].



“IVDU ET HASHEM B'SIMCHÁ”

(Sirvam Hashem com felicidade)