12/07/2020

Hospital Albert Einstein afasta médica após declaração sobre nazismo

Hospital Albert Einstein afasta médica após declaração sobre nazismo

Hospital Albert Einstein afasta médica após declaração sobre nazismo     

Em entrevista à TV Brasil, do governo federal, Nise Yamaguchi comparou o medo provocado pela pandemia do coronavírus no Brasil à postura das vítimas do holocausto nazista. O hospital considerou a comparação "infeliz e infundada".


O Hospital Israelita Albert Einstein informou neste sábado (11) que afastou a oncologista e imunologista Nise Yamaguchi do corpo clínico médico da entidade para averiguar uma suposta "manifestação insólita" cometida por ela durante uma entrevista à TV Brasil, do governo federal.
Na entrevista, a médica comparou que o medo provocado pela pandemia do coronavírus no Brasil à postura das vítimas do holocausto nazista.
"O medo é prejudicial para tudo. Primeiro ele te paralisa. Te deixa massa de manobra. Qualquer pessoa. Você acha que alguns poucos militares nazistas conseguiriam controlar aquela massa de rebanho de judeus famintos, se não os submetessem diariamente à humilhações, humilhações, humilhações...Tirando deles todas as iniciativas?! Quando você tem medo, você fica submisso a situações terríveis”, disse Yamaguchi na Tv Brasil .
O hospital Albert Einstein considerou a analogia feita pela médica "infeliz e infundada" e afirmou que, "por tratar-se de um hospital israelita, optou por afastar a médica" das funções até a que a manifestação dela fosse analisada internamente.
"Como se trata de manifestação insólita, o hospital houve por bem averiguar se houve mero despropósito destituído de intuito ofensivo ou manifestação de desapreço motivada por algum conflito.(...)A expectativa do hospital é a de que o incidente tenha a melhor e mais célere resolução, de modo a arredar dúvidas e remover desconfortos", disse o Albert Einstein por meio de nota.
Nise Yamaguchi é defensora do uso da hidroxicloroquina no tratamento para a Covid-19 e chegou a ser cotada para o cargo de ministra da Saúde, após o pedido de demissão de Nelson Teich.
  • O afastamento do hospital onde ela trabalha veio à público depois que a médica declarou ao jornalista Roberto Cabrini, do SBT, que foi afastada do cargo justamente por defender o uso da hidroxicloroquina.
"Eu recebi uma ligação do diretor clínico do hospital me informando que, a partir deste momento, eu não poderia estar exercendo as minhas funções no hospital, não poderia estar prescrevendo e nem atendendo meus pacientes que já estão internados. (...) Eles acreditam que a minha fala, sempre em prol da hidroxicloroquina, que eles consideram que não tenha fundo científico, denigre o hospital", afirmou a médica ao jornalista Roberto Cabrini.
O Albert Einstein negou que o afastamento da médica tenha relação com a defesa dela ao uso do medicamento e afirmou que não esperava que o assunto viesse à público.
"Durante essa averiguação, que deve ser breve, o hospital não esperava que o fato viesse a público. (...) O hospital respeita a autonomia inerente ao exercício profissional de todos os médicos, jamais permitindo restrições ou imposições que possam impedir a sua liberdade ou possam prejudicar a eficiência e a correção de seu trabalho. A Dra. Nise Yamagushi faz parte do corpo clínico do Hospital, sendo admissível que perfilhe entendimento próprio com relação ao atendimento de seus pacientes ou à sua postura em face da pandemia ora combatida, desde que observe as regras relacionadas ao uso da sua condição de integrante do Corpo Clínico em sua comunicação", disse o Einstein.
Em nota, Nise Yamaguchi pediu desculpas "por expressões outras e interpretações errôneas sobre assuntos sensíveis ao grande sofrimento judaico" e disse que é "solidária à dor dessa ilustre comunidade como a maior das atrocidades de nossa história ocidental".

Íntegra da nota do hospital Albert Einstein:

"Com relação a declarações prestadas pela Dra. Nise Yamagushi, o Hospital Israelita Albert Einstein tem a esclarecer o seguinte:
1. O hospital respeita a autonomia inerente ao exercício profissional de todos os médicos, jamais permitindo restrições ou imposições que possam impedir a sua liberdade ou possam prejudicar a eficiência e a correção de seu trabalho.
2. A Dra. Nise Yamagushi faz parte do corpo clínico do Hospital, sendo admissível que perfilhe entendimento próprio com relação ao atendimento de seus pacientes ou à sua postura em face da pandemia ora combatida, desde que observe as regras relacionadas ao uso da sua condição de integrante do Corpo Clínico em sua comunicação.
3. Trata-se, contudo, de hospital israelita e a Dra. Nise Yamagushi, em entrevista recente, estabeleceu analogia infeliz e infundada entre o pânico provocado pela pandemia e a postura de vítimas do holocausto ao declarar que “você acha que alguns poucos militares nazistas conseguiriam controlar aquela MASSA DE REBANHO de judeus famintos se não os submetessem diariamente a humilhações, humilhações, humilhações...”.
4. Como se trata de manifestação insólita, o hospital houve por bem averiguar se houve mero despropósito destituído de intuito ofensivo ou manifestação de desapreço motivada por algum conflito. Durante essa averiguação, que deve ser breve, o hospital não esperava que o fato viesse a público.
A expectativa do hospital é a de que o incidente tenha a melhor e mais célere resolução, de modo a arredar dúvidas e remover desconfortos".

Íntegra da nota de Nise Yamaguchi

"Dra. NISE YAMGUCHI, por meio de sua assessoria jurídica, manifesta este esclarecimento:
Vem agradecer as inúmeras manifestações de apoio e solidariedade de todos aqueles que compreendem a importância da discussão da Hidroxicloroquina em tratamento precoce do COVID – 19, tendo exercido esse mister conjuntamente com o Doutor Vladimir Zelenko da Comunidade Chassidica de Nova York pela utilização de seu protocolo no Mundo.
Têm orgulho de ser membro do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein por mais de 30 (trinta) anos, possibilitando ajudar e atender inúmeros pacientes. Agradece de forma especial todo o apoio por cartas, e-mails e ligações de diversos membros da Comunidade Judaica, que compreenderam que jamais seria ela anti-semita, já que foi ela a maior apoiadora do processo de conversão da sua irmã para o Judaísmo (Greice Naomi Yamaguchi).
Homenageia os brilhantes cientistas judeus na pessoa do seu mentor, o Professor Doutor Reuben Lotan (Z”L) do M.D. Anderson Cancer Center e previamente do Instituto Weizmann de Israel, que muito a apoiou na sua tese de doutorado na Universidade de São Paulo.
Por tudo aqui já relatado, é cristalino o entendimento de que nunca foi ela antisemita, ao contrário, expressa verdadeira e irrestrita admiração ao conhecimento e toda a contribuição que o povo judeu deu ao planeta, quer por suas percepções cientificas, quer pela sua convivência mais íntima.
Por fim, manifesta o pedido de desculpas por expressões outras e interpretações errôneas sobre assuntos sensíveis ao grande sofrimento judaico que envolveram seu nome, pois é solidária à dor dessa ilustre comunidade como a maior das atrocidades de nossa história ocidental.
Suas palavras, objeto de interpretações não condizentes com suas convicções, foram manifestadas no intuito de expressar a maior dor que ela conhece."



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Tecnologia israelense pode “cheirar” coronavírus em menos de 30 segundos

Tecnologia israelense pode “cheirar” coronavírus em menos de 30 segundos

Tecnologia israelense pode “cheirar” coronavírus em menos de 30 segundos

     Em parceria com o Sheba Medical Center, a startup israelense Nanoscent está conduzindo testes com uma tecnologia que pode “cheirar” a covid-19 em menos de 30 segundos.


O método foi testado com sucesso por pesquisadores da Universidade Technion, em colaboração com pesquisadores médicos do Rambam Health Care Campus. Vários hospitais também estão seguindo o exemplo, incluindo o Centro Médico Sourasky, em Tel Aviv, e o Centro Médico Poriya, em Tiberíades.
Com a nova tecnologia de cheiros, os pacientes suspeitos expiram ar pelo nariz em uma sacola plástica contendo chips sensores que podem detectar eletronicamente os cheiros da covid-19. O paciente recebe um diagnóstico em meio minuto, uma detecção rápida do vírus em relação aos métodos atuais, que geralmente duram horas.
Fonte: Conexão Política/Thaís Garcia



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Conheça o ministra ultra-ortodoxa encarregado de consertar laços desgastados Israel-Diáspora

Conheça o ministra ultra-ortodoxa encarregado de consertar laços desgastados Israel-Diáspora

Conheça o ministra ultra-ortodoxa encarregado de consertar laços desgastados Israel-Diáspora     

Embora tenha sido criticada por alguns membros da comunidade Haredi por ser mulher em um partido secular, a nomeação de Omer Yankelevich é amplamente bem recebida pelos líderes judeus na Diáspora.



JTA - Omer Yankelevich é a nova ministra dos assuntos da diáspora em Israel, o que significa que ela é responsável por gerenciar as relações do estado judeu com as comunidades judaicas no exterior.
Nunca foi uma tarefa fácil, mas as tensões nos últimos anos entre Israel e os Estados Unidos, bem como outras comunidades judaicas internacionais, atingiram máximos de todos os tempos devido a várias divergências sociais, políticas e religiosas de alto perfil. Entre eles: quem pode rezar no Muro das Lamentações e quem o Rabinato Ortodoxo de Israel considera judeu. A maioria de uma comunidade judaica americana que em geral é liberal sente-se alienada pelo governo de direita de Israel e suas políticas hawkish.
O papel de Yankelevich é complicado pelo fato de ela ser ultraortodoxa - parte de uma comunidade que está no centro de algumas das questões que colocam uma barreira entre Israel e a Diáspora. Ela também é a primeira mulher Haredi a ocupar um cargo no governo israelense e está sendo criticada por isso - muitos em sua comunidade dizem que sua participação na política é escandalosa.
Muitos olhos estão focados no recém-chegado político. Ela trabalhará para colmatar as divisões que aumentaram entre Israel e judeus internacionais? Ou ela se comprometerá com a comunidade religiosa em Israel à qual ela pertence?

O que o ministro da diáspora faz

O Ministério de Assuntos da Diáspora tem sido tradicionalmente uma das agências governamentais menores e com menos recursos em Israel, e até 2015 não se sustentava por si só. Seu ministro normalmente assumia uma segunda carteira mais proeminente. Assim como o Ministério das Relações Exteriores lida com as relações com nações estrangeiras, o ministro da Diáspora é o oficial encarregado de defender as relações com as comunidades judaicas no exterior.
Sob o último ministro, Naftali Bennett, que dirigia o Ministério da Diáspora enquanto servia como ministro da Educação, o ministério tentou expandir radicalmente suas operações, divulgando um plano sob o qual despejaria bilhões de dólares nas comunidades da Diáspora em uma iniciativa para fortalecer a identidade judaica. . No entanto, devido a disputas entre o ministério, a Agência Judaica e o Gabinete do Primeiro Ministro, o projeto nunca foi lançado.

Por que os títulos Israel-Diáspora são tensos

Um dos principais pontos de inflamação entre Israel e os judeus americanos organizados é o Muro das Lamentações, ou Kotel, como é conhecido em hebraico. O local sagrado é supervisionado por um órgão do governo conhecido como Western Wall Heritage Foundation, que o administra de acordo com uma interpretação ortodoxa da lei judaica. Existem seções separadas para mulheres e homens, mas não há espaço eqüitativo para a oração não-ortodoxa.
Os judeus ortodoxos tentam impedir que um grupo de rabinos conservadores e reformistas americanos, e os membros do movimento Mulheres do Muro, tragam pergaminhos da Torá para o complexo do Muro Ocidental, durante uma marcha de protesto contra o fracasso do governo em entregar um novo espaço de oração, no Muro das Lamentações, na cidade velha de Jerusalém, 2 de novembro de 2016 (Hadas Parush / Flash90)
Um acordo de compromisso mediado pelo ex-presidente da Agência Judaica Natan Sharansky foi amplamente visto como uma saída do impasse sobre o site, mas em 2017, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu suspendeu o acordo, deixando os líderes judeus americanos se sentindo traídos.
A identidade judaica autêntica é outro ponto importante de tensão. Nos últimos anos, o Rabinato Ortodoxo de Israel foi criticado por supostamente "colocar na lista negra" os rabinos ortodoxos americanos que não confia em reconhecer a identidade judaica dos imigrantes americanos em Israel.
No ano passado, constatou-se que o rabino-chefe estava pedindo a alguns imigrantes de língua russa que fizessem testes de DNA para provar sua herança judaica. Na semana passada, a mídia israelense informou que o Ministério do Interior revogou retroativamente o status de judeu de 2.200 crianças.
Enquanto isso, alguns judeus europeus lamentaram os esforços de Israel para fortalecer os laços com ex-estados soviéticos, com figuras comunitárias em países como Ucrânia e Hungria reclamando que Jerusalém ignorou o anti-semitismo e o revisionismo do Holocausto em sua busca por relações diplomáticas mais estreitas.

Não é seu típico parlamentar ortodoxo

Apesar de ser ultraortodoxo, Yankelevich não é membro de um partido religioso. De fato, ela está na coalizão centrista Azul e Branco de Benny Gantz, que não atende à comunidade religiosa como o partido Likud de Netanyahu. Em março, o partido comprometeu-se a pressionar pelo alistamento Haredi nas forças armadas e a impor o ensino de um currículo básico nas escolas Haredi - ambos os quais são fortemente opostos pelo establishment político Haredi.
Yankelevich, 42, foi eleita para o parlamento no ano passado em sua primeira incursão na política. O nativo de Tel Aviv, nascido de imigrantes seculares da União Soviética que abraçaram a religião mais tarde na vida, cresceu com um pé na comunidade insular Haredi e outro no mundo secular. (Seu pai, por exemplo, era ator do famoso teatro israelense Habima.)
Suas primeiras experiências formativas incluíram viajar para a Rússia com seus pais no final da União Soviética, onde passaram vários anos como voluntários nas comunidades judaicas locais. Quando tinha 16 anos, Yankelevich estava ensinando prática hebraica e judaica em Moscou.
Frequentou escolas Haredi em Israel e no Reino Unido, incluindo o conhecido seminário Gateshead, antes de obter um mestrado em direito na Universidade Bar-Ilan, em Israel.
Omer Blue e White MK Omer Yankelevich posa para uma foto com sua família antes da tomada de posse do 21º Knesset em 30 de abril de 2019. (Noam Revkin Fenton / Flash90)
Yankelevich passou vários anos trabalhando como advogado do governo antes de estabelecer a Fundação Just Begun em 2015, uma organização não governamental dedicada a "promover a resiliência social e reduzir as lacunas da sociedade".
Atualmente, ela mora no subúrbio de Ramat Beit Shemesh, em Jerusalém, com o marido e os cinco filhos.

Como ela pode governar

É muito cedo para dizer como exatamente Yankelevich poderia promover mudanças no ministério, mas existem algumas pistas para analisar.
Desde que assumiu o cargo, Yankelevich fez um apelo a uma maior unidade entre Israel e a Diáspora e prometeu oferecer ajuda às comunidades judaicas desproporcionalmente atingidas pela pandemia do COVID-19. De acordo com o The Jerusalem Post, no final de maio, ela ofereceu seu "compromisso incondicional" durante uma conferência do Zoom com funcionários da Agência Judaica, descrevendo a "necessidade de trabalhar juntos em respeito e compreensão mútuos pelo bem do nosso mundo judaico".
As organizações judaicas nacionais foram particularmente atingidas, com um líder da Reforma ponderando a fusão de suas e de outras denominações. As Federações Judaicas da América do Norte, que lideram uma coalizão de emergência para coordenar a resposta judaica à pandemia, demitiram mais de 20% de seus funcionários. (No final de abril, a Agência Judaica, em colaboração com a JFNA e Keren Hayesod (United Israel Appeal), iniciou um Fundo de Empréstimos COVID-19 para Comunidades em Crise, no valor de US $ 10 milhões. Atualmente, não está claro o que o Ministério da Diáspora acrescentaria a isso.
Em um artigo publicado no The Jerusalem Post, Yankelevich disse que ela e sua equipe estavam “trabalhando em total cooperação com outros órgãos para criar um programa de solidariedade mundial que servisse para fortalecer o senso de coesão judaica mútua, um passo no caminho para o nosso objetivo de criar uma solidariedade judaica mundial ativa, forte e significativa ”, mas ofereceu poucos detalhes práticos.
“Enquanto aqui em Israel também estamos passando por um período difícil e uma situação econômica difícil, esta é uma oportunidade para provarmos nosso amor incondicional. ... Também estamos preparando um programa de assistência ativo para ajudar comunidades e instituições ”, escreveu ela.
Omer Yankelevich, membro do partido Blue and White, no Knesset, em Jerusalém, em 14 de maio de 2019 (Hadas Parush / Flash90)
Seu tempo no exterior e o fato de ela morar no bairro fortemente americano de Beit Shemesh podem significar que ela tem uma maior compreensão dos judeus da diáspora do que outros israelenses sem sua formação e experiências.
“Sempre senti um forte vínculo com nosso compromisso com a diáspora judaica. Começou quando eu ainda era criança, quando meus pais deram o passo de trabalhar como emissários para as comunidades judaicas da então União Soviética ”, escreveu ela no editorial do Jerusalem Post. “Durante esse período, conhecemos judeus, muitos dos quais eram externamente diferentes de nós, mas eram, de fato, muito semelhantes em muitos aspectos. Esses encontros instilaram em mim, mesmo assim, um compromisso pessoal de conhecer e valorizar o mundo judaico fora de Israel. ”
Zvika Klein, jornalista israelense que cobre a diáspora para o jornal israelense Makor Rishon, disse que "o fato de ela estar em um partido não-religioso praticamente diz tudo".
O Blue and White "é um partido que diz que promoverá o acordo Kotel e que questões de religião e estado são bastante progressivas, por isso [indica que] ela não é uma Haredi típica", disse ele.
A Fundação Just Begun está focada em uma integração cultural ortodoxa mais ampla. Um de seus projetos é Art and Emuna (hebraico para crença), uma iniciativa para promover o trabalho de artistas ultraortodoxos e ajudar a integrá-los ao cenário cultural de Israel, além de expor o mundo da arte secular à arte com conteúdo e temas judaicos, "Levando assim a uma mudança significativa de consciência na sociedade israelense".

O que os líderes da diáspora estão dizendo

Os líderes da diáspora pareciam não se incomodar com sua formação religiosa.
"É importante que mulheres de diversas origens estejam assumindo a liderança", disse Sheila Katz, CEO do Conselho Nacional de Mulheres Judias. Katz disse que estava ansiosa para trabalhar com Yankelevich.
Sheila Katz, CEO do Conselho Nacional de Mulheres Judaicas em foto sem data (NCJW via JTA)
O rabino-chefe da Polônia, Michael Schudrich, concordou, dizendo à Agência Telegráfica Judaica que era "um passo importante ter uma ministra Haredi".
"Um gabinete deve representar o povo da nação, e a nomeação de Omer Yankelevich certamente ajuda a esse objetivo", disse ele. “Vamos dar ao ministro Yankelevich a chance de ver o que ela fará. É errado prejudicá-la.
"Esperamos que seja precisamente o fato de o MK Yankelevich fazer parte da sociedade ultraortodoxa em Israel que ajude a reduzir a preocupação do público israelense mais tradicional, com pleno reconhecimento das correntes da Reforma e dos Conservadores", disse o rabino Rick Jacobs , presidente da União para o Judaísmo Reforma.
"Estamos confiantes de que será um exemplo pessoal da capacidade de trabalhar juntos, apesar das diferenças e desacordos", continuou ele, afirmando que ela tinha "o potencial de ser uma ponte de entendimento entre as comunidades ortodoxas e ultraortodoxas de Israel e as grandes comunidades". comunidades não ortodoxas da diáspora. ”
Observando os esforços de Yankelevich para "alcançar uma maior integração dos setores marginalizados da sociedade israelense", Alex Ryvchin, co-CEO do Conselho Executivo da Austrália Australiana, disse que sua "ênfase na inclusão, divulgação e unidade deve servi-la bem em seu novo papel". e que ele estava ansioso para se conectar com ela.
William Daroff, CEO da Conferência dos Presidentes das Grandes Organizações Judaicas Americanas, disse que já havia conversado com Yankelevich e a achava "envolvente e [uma pessoa com quem] podemos trabalhar".
“Ela estava interessada em ouvir e ouvir sobre as preocupações da comunidade judaica norte-americana e em se envolver conosco nessas conversas, e essa é precisamente, eu acho, a melhor atitude a ser tomada, que é estar em posição de ouvir as Diáspora em geral e ouvindo nossas preocupações e pensamentos sobre o relacionamento entre o estado de Israel e as comunidades da diáspora ”, disse ele.
Eric Fingerhut, presidente e CEO das Federações Judaicas da América do Norte, fez uma observação semelhante, dizendo que ele congratulou-se com sua nomeação e que ela "já havia deixado claro seu compromisso com a unidade judaica".

O que os líderes ultraortodoxos estão dizendo

Yankelevich foi duramente criticado pelos políticos e pela mídia Haredi.
Em junho passado, vários meses após sua entrada na política israelense, Moshe Gafni, membro do parlamento da Torá Unido que não permite candidatas, censurou um seminário na cidade ultra-ortodoxa de Bnei Brak por permitir a visita do então candidato Yankelevich.
Presidente do partido Degel haTorah Moshe Gafni, no evento de abertura de sua campanha eleitoral, antes das eleições israelenses, em Jerusalém, em 12 de fevereiro de 2020 (Yonatan Sindel / Flash90)
"Fiquei chocado ao saber que um membro do Knesset de um partido secular cujo objetivo é prejudicar tudo o que é sagrado e precioso para o povo de Israel visitou e foi recebido com grande respeito pela administração do seminário", escreveu Gafni, chamando-a de visite "uma coisa desdenhosa e vergonhosa", de acordo com uma cópia da carta publicada pela The Jewish Press.
Mais recentemente, o rabino Dov Halbertal, ex-chefe do Gabinete do Rabino Chefe, foi ao rádio (em hebraico) acusar Yankelevich de "sacrificar seu corpo pela política" e minar a dinâmica familiar que sustenta a comunidade ortodoxa.
Sua nomeação, disse Halbertal, era "uma ameaça estratégica para o mundo ultraortodoxo" e seu exemplo "destruiria a mulher ultraortodoxa".
Samuel Heilman, professor de sociologia no Queens College, que estuda a comunidade ortodoxa, disse o seguinte a Yankelevich: "De qualquer forma, ela ameaça o mundo Haredi porque apresenta um modelo alternativo do que se pode ser e ainda é rotulado como Haredi na mídia".


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Porque sou judeu

Porque sou judeu

     Rabino Jonathan Sacks

Porque sou judeuEu sou um judeu porque prezo a Torá, sabendo que Deus deve ser encontrado não apenas em forças naturais, mas em significados morais, em palavras, textos, ensinamentos e comandos, e porque os judeus, embora não tivessem mais, nunca deixaram de valorizar a educação como tarefa sagrada, dotando o indivíduo de dignidade e profundidade.

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Porque sou judeuEu não sou judeu porque acredito que o judaísmo contém tudo o que há da história humana. O que acontece comigo não define quem eu sou; o nosso é um povo de fé, não de destino. Nem é porque acho que os judeus são melhores que os outros, mais inteligentes, criativos, generosos ou bem-sucedidos. Não são os judeus que são diferentes, mas o judaísmo. Não é tanto o que somos, mas o que somos chamados a ser.
Eu sou judeu porque, sendo filho do meu povo, ouvi o chamado para acrescentar meu capítulo à sua história inacabada. Eu sou um estágio em sua jornada, um elo de ligação entre as gerações. Os sonhos e esperanças de meus ancestrais continuam a existir em mim e eu sou o guardião de sua confiança, agora e para o futuro.
Eu sou judeu porque os nossos antepassados ​​foram os primeiros a ver que o mundo é movido por um propósito moral, que a realidade não é uma guerra incessante dos elementos, a ser adorada como deuses, nem a história uma batalha em que poder é certo e poder é para ser apaziguado. A tradição judaica moldou a civilização moral do Ocidente, ensinando pela primeira vez que a vida humana é sagrada, que o indivíduo nunca pode ser sacrificado pela massa, e que ricos e pobres, grandes e pequenos, são todos iguais perante Deus.
Eu sou judeu porque sou o herdeiro moral dos que estavam ao pé do monte Sinai e prometeram viver de acordo com essas verdades de todos os tempos. Eu sou descendente de inúmeras gerações de ancestrais que, embora dolorosamente testados e amargamente julgados, permaneceram fiéis àquela aliança quando eles poderiam facilmente ter desertado.
Eu sou judeu por causa do Shabat, a maior instituição religiosa do mundo, um momento em que não há manipulação da natureza ou de nossos semelhantes, na qual nos reunimos em liberdade e igualdade para criar, a cada semana, uma antecipação do messianismo.
Eu sou judeu porque a nossa nação, embora às vezes sofresse a pobreza mais profunda, nunca desistiu de seu compromisso de ajudar os pobres, ou de resgatar judeus de outras terras, ou de lutar pela justiça para os oprimidos, e fez isso sem autocongratulações, porque era uma mitzvá, porque um judeu não podia fazer menos.
Eu sou um judeu porque prezo a Torá, sabendo que Deus deve ser encontrado não apenas em forças naturais, mas em significados morais, em palavras, textos, ensinamentos e comandos, e porque os judeus, embora não tivessem mais, nunca deixaram de valorizar a educação como tarefa sagrada, dotando o indivíduo de dignidade e profundidade.
Eu sou um judeu por causa da fé apaixonada de nosso povo na liberdade, sustentando que cada um de nós é um agente moral, e que nisto reside nossa dignidade única como seres humanos; e porque o judaísmo nunca deixou seus ideais no nível das elevadas aspirações, mas os traduziu em ações que chamamos mitzvot, e um caminho, que chamamos de halachá e assim trouxe o céu à terra.
RABINO LORD JONATHAN HENRY SACKS, Barão Sacks, Kt (nascido em 08 março de 1948), título que lhe foi concedido pela Rainha da Inglaterra, é um rabino e estudioso do judaísmo. Ele foi o Rabino-Chefe das Congregações Hebraicas Unidas da Commonwealth, Londres. Seu nome hebraico é Yaakov Zvi. É fundador e diretor do Meaningful Life Center (Centro para uma Vida Significativa).


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Hebraica SP reabre as portas gradualmente

Hebraica SP reabre as portas gradualmente

     
359_Hebraica_4_1Depois de 111 dias fechada, reabrimos a Hebraica. Estaremos vigilantes quanto à obediência de nosso protocolo de segurança e as medidas preventivas, mas é muito bom poder estar de volta.
Considerado o maior clube judaico do mundo em todos os aspectos – cultural, social e religioso -, por isto mesmo administrar a Hebraica de São Paulo com seus 16 mil sócios e 432 funcionários não é tarefa para qualquer um.
Se somarmos ainda os tempos difíceis da pandemia como a que estamos vivendo, mister se faz destacar aqui o esforço que tem sido feito pelo presidente Daniel Leon Bialski para não permitir, em momento algum, que o clube permanecesse inerte. Prova são as inúmeras lives que invadem a telinha unicamente para que o associado fique up to date com o que de melhor existe em termos de religião, cultura e entretenimento, ao mesmo tempo que propaga alegria e esperança por dias melhores. Dois dos projetos, devido ao enorme sucesso que alcançaram, certamente vieram para ficar: a Sala de Estar com encontros diários promovendo a união e o reencontro de pessoas, e o “Hebraica Nossa Casa”, cujas lives são protagonizadas por personalidades das mais interessantes.
Agora, Daniel Bialski se depara com uma outra provação igualmente grande: reabrir o clube por etapas e dentro das mais rigorosas normas impostas pelas autoridades sanitárias, o que já começou a ser feito na última terça-feira com a Hebraica voltando a receber os sócios.
“Diz a Torá que terça-feira é o melhor dia para mudanças, novos negócios e reaberturas porque é o único dia em que está escrito por duas vezes: “E D’us viu que era bom”. A interpretação é que se trata de dia com bênçãos especiais, já que é bom para tudo: do céu à terra, do despertar até o anoitecer e igualmente para nossas almas e vidas. Depois de 111 dias fechada, reabrimos a Hebraica. Estaremos vigilantes quanto à obediência de nosso protocolo de segurança e às medidas preventivas, mas é muito bom poder estar de volta”, afirmou Daniel Bialski.
Veja abaixo, nas fotos de Flavio Mello, quem esteve na reabertura e a seguir os principais tópicos do protocolo para retorno das atividades.
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PROTOCOLO DE SEGURANÇA
  • Os seguranças continuarão usando protetor facial em acetato e máscaras, estarão à disposição para auxiliar e orientar os frequentadores.
  • Os associados serão obrigados e orientados a utilizar máscaras. O clube adquiriu máscaras para oferecer aos associados em caso de esquecimento.
  • Toda pessoa que pretender adentrar ao clube obrigatoriamente terá sua temperatura medida, seja com o uso de termômetro eletrônico à distância ou de câmeras especiais para essa finalidade. Caso seja constatada temperatura superior a 37,5°C, a entrada não será autorizada, em nenhuma hipótese.
  • As pessoas que apresentarem temperatura superior a 36,8° até 37,5°C terão que se submeter a exame clínico e pelo oxímetro para terem autorizada sua entrada nas dependências do clube.
  • Fica expressamente proibida, durante a 1ª e 2ª fase, a entrada de visitantes/e ou convidados.

GRUPO DE RISCO
Recomenda-se que as pessoas mais suscetíveis a complicações permaneçam em casa. Conforme definiu o Ministério da Saúde, idosos, portadores de doenças crônicas como diabetes, cardiopatias, hipertensão, asma e puérperas são considerados pertencentes a um grupo de pessoas mais suscetíveis a complicações da Covid-19. Por isso, devemos pedir que nesta fase inicial permaneçam em casa, aguardando a etapa seguinte, quando qualquer risco esteja reduzido e quiçá expurgado.

CUIDADOS COM A HIGIENIZAÇÃO
  • Todas as lixeiras, em especial as instaladas nos banheiros, serão recolhidas com mais frequência. Para o descarte de luvas e máscaras disponibilizaremos lixeiras específicas, com recolhimento cuidadoso, seguindo padrões sanitários e hospitalares.
  • Somente estarão liberados os dispositivos de acionamento de água para a utilização de copos descartáveis e garrafas próprias. Esses serão esterilizados diversas vezes ao dia e também já foram colocados dispensadores de álcool gel próximos aos bebedores para perfeita assepsia antes e depois do uso.
Disponibilização de álcool em gel:
  • O Clube disponibilizará TOTENS de álcool gel distribuídos nas entradas do clube e, em seu interior, em dezenas de pontos estratégicos.
  • Além dos totens, haverá frascos menores em mesas dos colaboradores, galões ao alcance de todos, e dezenas de dispensadores fixados na parede, espalhados por todos os espaços do clube.

ATIVIDADES TERÃO UM NÚMERO REDUZIDO DE ASSOCIADOS
Ao menos nas fases iniciais, será obrigatoriamente limitada a quantidade de pessoas nas diversas dependências do clube, evitando a aglomeração de pessoas e, para isso, os seguranças estão orientados e treinados e esperamos contar com a colaboração de nossos sócios para que possamos superar, de pouco a pouco, as etapas necessárias.
  • Cada espaço do clube, especialmente os fechados, terá na sua entrada aviso das regras especiais, bem como o distanciamento necessário para sua utilização.
  • Prioritariamente, todas as atividades serão deslocadas para espaços abertos e ou bem arejados.
  • Todas as aulas e atividades, ao menos em seu início, terão uma redução do número de pessoas, executando-se rodízio e limitando-se o número permitido.

PORTARIAS E CONTROLE DE ACESSO
Na 1ª fase (reabertura da Hebraica), apenas permanecerá aberta a entrada da Rua Alceu de Assis para o controle de acesso, sendo que é ABSOLUTAMENTE OBRIGATÓRIO que todos os sócios se submetam ao controle de segurança, obedecendo o protocolo estabelecido. Aquele que não quiser se submeter aos procedimentos imprescindíveis NÃO PODERÁ ADENTRAR às dependências do clube.
A partir da 2ª fase, a entrada da Rua Hungria também estará disponível para entrada de sócios. Somente após a 3ª fase é que será permitida a entrada de convidados e/ou visitantes.

CRONOGRAMA POR FASES
O clube A Hebraica retornará às suas atividades, abrindo suas portas aos associados, parceiros e funcionários, seguindo um cronograma composto de fases, cuja duração dependerá de avaliações que serão tomadas após a efetiva abertura:
FASE 01 – RETOMADA GRADUAL
Horário de funcionamento:
Segunda a sexta, das 7h às 18h
Sábados e domingos, das 9h às 18h
Nesta fase inicial somente estarão abertas as áreas e atividades externas, justamente para evitarmos aglomerações e para continuar a reduzir qualquer risco aos nossos sócios e colaboradores. Por isso, neste primeiro momento, a entrada para o clube será feita exclusivamente pela portaria da Rua Alceu de Assis, justamente porque ali estão instalados os vaporizadores de desinfecção e haverá o controle de temperatura, bem como assepsia de mãos e pés antes da identificação e liberação para entrada às dependências do clube.
Neste primeiro momento poderão ser utilizados:
• Espaços Abertos
• Beach Tênis
• Quadras de Tênis
• Quadra de Society
• Biblioteca: sistema Delivery (consulte regulamento no site)
• Fit Center: Empréstimo de equipamentos do Fit Center (consulte regulamento no site)
• Concessionários de alimentação

FASE 02 – MAIOR FLEXIBILIZAÇÃO
Horário de funcionamento:
Segunda a sexta, das 6h às 20h
Sábados e domingos, das 9h às 20h
Será avaliada, dia a dia, a forma de melhor permitir as atividades do clube e dentro da política de contensão e impossibilidade de aglomerações, terá na 2ª fase a reabertura de outras atividades, internas inclusive, mas não sem resguardar a todos os frequentadores e com redução do número de pessoas, estabelecimento de rodízios e até de mudança de aulas para locais externos, caso se mostre necessário.
Deseja-se, nesta 2ª etapa, poder retomar:
• Fit Center
• Clínica de Fisioterapia / Pilates
• Atividades e Cursos Esportivos: Tênis, Tênis de Mesa, Triátlon e Xadrez
• Atividades: After School, Hebraikeinu, Merkaz, Espaço Hebra, Cursos de Danças e Centro de Música
• Atividades da Sinagoga
• Bar e Bat-Mitzvá
• Parque Aquático
• Atividades e Cursos Esportivos no Parque Aquático: natação, hidroginástica, polo aquático etc.

FASE 3 – VOLTA Á NORMALIDADE
Horário de funcionamento:
Segunda a sexta, das 6h às 23h
Sábados e domingos, das 7h às 22h
Nessa derradeira etapa, espera-se permitir o uso de todos os espaços do clube, bem como a retomada da integralidade das atividades, entretanto, sempre observando e respeitando as regras de higiene e proteção.
A partir dessa fase, reabertura de:
• Brinquedoteca
• Espaço Bebê
• Escola Maternal e Infantil
• Atividades competitivas
• Aulas de Squash
• Aulas de Nin Jutsu
• Aulas de Krav Magá
• Treinos de Jiu Jitsu
• Recreativo de Badminton
• Escola de Esportes
• Concessionários de serviço

ÁREAS INFANTIS
Parquinhos e brinquedotecas somente estarão disponíveis para uso na fase final da reabertura.
• As crianças permanecem em constante movimento, sempre tocando em pessoas, objetos, brinquedos e até mesmo no chão. Também tocarão o próprio rosto ou o rosto de outra criança. Desta forma, até que o índice de contaminação pela Covid-19 esteja absolutamente controlado, parquinhos e brinquedotecas permanecerão fechados.
Para saber mais consulte no site da Hebraica o protocolo completo para o retorno das atividades:
Os sócios ainda poderão obter toda e qualquer informação através do:
Instagram (@hebraicasp), Facebook (@ClubeHebraicaSP), nosso site (hebraica.org.br) e YouTube (Clube Hebraica SP).
E, em caso de ideias, dúvidas: Central de Atendimento – tel: (3818-8888); Ouvidoria (ouvidoria@hebraica.org.br) e, especialmente, o Fale com o Presidente (11 9 8164-0986).


Blog Judaico 
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