Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico

Pergunta:


Participei esta semana de um Sheva Berachot que amigos meus ofereceram aos noivos dois dias após o casamento. Fui convidado por não ter participado do casamento, como uma “cara nova”. Que costumes é esse?

Resposta:

Sheva Berachot são “sete bênçãos” realizadas durante todos os sete dias após o casamento de um casal judeu. Há uma regra importante que diz que fazemos as Sheva Brachot somente quando umas das pessoas se enquadra na definição de “Panim Chadashot”, ou seja, alguém que ainda não participou de uma comemoração com os noivos. Uma pessoa que esteve presente na chupá (cerimônia de casamento), mas não participou da festa/refeição, ainda é considerada Panim Chadashot.

Geralmente amigos e/ou familiares oferecem um jantar com chalá para que possam ser pronunciadas as sete bênçãos após o Bircat Hamazon, Prece de Agradecimento após a Refeição. Um copo de vinho é enchido ao final da recitação do Bircat Hamazon e sete homens pronunciam uma das bênçãos apropriadas para esta ocasião. No final, os noivos bebem deste copo.

Em princípio, apenas aqueles que comeram pão - no mínimo sete pessoas - é o necessário para que se possa realizar Sheva Brachot.
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As orações e o minianAs Orações

A palavra em hebraico para oração é Tefilá, o qual significa "conexão". Você se conecta com D’us falando com Ele, o que é geralmente conhecido como oração. Na Tefilá pretende-se realmente falar com D’us como se Ele estivesse alí mesmo, em frente a você. Conte-lhe seus problemas, peça-lhe ajuda, agradeça-Lhe por tudo o que Ele lhe dá. Leia as palavras do sidur, identifique-se com elas, nossos profetas e sábios, conhecedores do verdadeiro sentido da vida, as escreveram e nos mostraram o caminho para se conectar com D’us.

O Minian

Minian significa conta em hebraico. Quando usado referente a oração, significa a contagem mínima para poder dizer certos trechos das orações. Por exemplo: O Cadish, Barechú, Kedushá, leitura da Torá etc, são partes da Tefilá que só podem ser realizadas se há um minian de homens na sinagoga, 10 homens adultos, a partir de bar-mitsvá, 13 anos.

Por que são necessários no mínimo dez homens para pronunciar certas orações?
Porque todo ser humano é composto de duas partes: o físico, e o espiritual. Quando as pessoas físicas se reúnem num recinto, o espiritual de cada um se une, e essa espiritualidade se multiplica. Há certas orações na qual é requerido um nível elevado de espiritualidade, e quando dez homens se reúnem, a presença espiritual concentrada produz esse nível espiritual, a Shechiná, presença Divina paira sobre eles.
As mulheres encontram-se permanentemente naquele nível, sendo assim o conceito de minian não se aplica a elas.
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Contador de Auschwitz solicita indulto para evitar prisão na Alemanha

Berlim, 15 jan (EFE).- Oskar Gröning, o ex-membro da SS (polícia de Estado de Adolf Hitler) conhecido como o "contador de Auschwitz" e condenado a quatro anos de detenção por cumplicidade no assassinato de 300.000 judeus, solicitou um indulto, em sua última tentativa para evitar a prisão. 

Uma porta-voz da procuradoria estatal de Lüneburg, no norte da Alemanha, confirmou a informação nesta segunda-feira em declarações à emissora de televisão pública regional "NDR 1", menos de um mês depois de o Tribunal Constitucional (TC) ter ratificado em dezembro do ano passado a condenação de Gröning, de julho de 2015. 

O pedido de indulto - que agora está sendo analisado pela procuradoria - deteve temporariamente o procedimento contra o condenado, de 96 anos, que deveria ingressar em breve na prisão. 

A decisão do Tribunal Constitucional já rejeitou os argumentos da defesa sobre o estado de saúde do condenado e, seguindo o determinado por tribunais inferiores, assegurou que a sentença não põe em perigo a saúde ou a vida do nonagenário. 

O TC salientou que os problemas de saúde do acusado podem ser tratados com as correspondentes medidas médicas e que, em caso de "mudanças negativas consideráveis no estado de saúde" do condenado durante sua permanência na prisão, é possível substituir temporariamente a pena de detenção pela liberdade condicional. 

O processo contra Gröning, nascido em 1921, foi o expoente dos julgamentos tardios por crimes do nazismo, abertos após o precedente fixado pelo caso do ucraniano John Demjanjuk, condenado em 2011 a cinco anos de prisão por cumplicidade nas mortes do campo de extermínio de Sobibor, na Polônia ocupada. 

Gröning admitiu no processo sua "cumplicidade moral" nas mortes do campo de extermínio de Auschwitz, onde realizou tarefas como a apreensão e administração do dinheiro e as posses de quem chegavam como deportado. 

O processado expressou seu arrependimento e pediu perdão aos sobreviventes e familiares das vítimas da acusação, além de lamentar não ter agido em consequência perante crimes dos quais, segundo disse, foi perfeitamente consciente. 

A condenação a quatro anos de prisão superou o pedido da procuradoria - que tinha solicitado três anos e meio -, enquanto a defesa pedia a absolvição do acusado. 

Gröning entrou em 1941, então com 20 anos, nas Waffen-SS e dois anos depois começou a ajudar em Auschwitz, onde assumiu a incumbência de confiscar as posses dos deportados e de fazer as correspondentes transferências a Berlim. 

A acusação se centrou no seu papel na chamada "Operação Hungria", de meados de 1944, quando chegaram a Auschwitz cerca de 450.000 judeus, dos quais 300.000 foram assassinados. 

Gröning, que após a queda do nazismo passou por um campo de internamento britânico e depois voltou à vida civil como contador em uma fábrica de vidro, foi indiciado em 1977, mas absolvido em 1988. 

Seu julgamento esteve marcado por frequentes interrupções por doenças do processado, o mesmo que tinha ocorrido com o de Demjanjuk, que morreu meses após escutar a sentença em um hospital geriátrico. 
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Donald Trump nega ser racista no dia de Martin Luther King
 O presidente Donald Trump  durante um evento para
honrar o  Dr. Martin Luther King Jr., na sala
Roosevelt da Casa Branca,
12 de janeiro de 2018, em Washington.
O presidente americano Donald Trump voltou a negar veementemente ser uma pessoa racista, após declarações polêmicas sobre vários países, no dia em que os Estados Unidos celebram o herói dos direitos civis Martin Luther King Jr.
A polêmica dominou o debate sobre o status de milhares de imigrantes nos Estados Unidos, sobre o qual um acordo no Congresso parece cada vez mais improvável.
"Não sou racista. Sou a pessoa menos racista que vocês já entrevistaram. Isso eu posso afirmar para vocês", disse o presidente aos jornalistas reunidos no Trump International Golf Club de West Palm Beach, na Flórida, onde jantava com o líder da bancada republicana da Câmara de Representantes, Kevin McCarthy.
Na quinta-feira passada, durante uma reunião na Casa Branca com congressistas republicanos e democratas sobre a reforma migratória, o presidente teria chamado países africanos, Haiti e El Salvador de "países de merda".
Na sexta, Trump se defendeu e negou, no Twitter, ter-se referido dessa forma - conforme noticiado pelos jornais "The Washington Post" e "The New York Times" - a esses países. Um senador do Partido Democrata que participou do encontro confirmou, porém, as declarações do presidente.
Desde que entrou para a política, em junho de 2015, foi muitas vezes taxado de racista.
Durante sua campanha, ele acusou o México de enviar aos Estados Unidos criminosos, particularmente "estupradores", desencadeando uma onda de indignação.
Também atacou várias vezes a comunidade muçulmana, chegando a retuitar vídeos anti-muçulmanos de origem duvidosa.
Em agosto, não condenou de forma clara as manifestações neonazistas que terminaram com a morte de uma mulher, atropelada intencionalmente por um supremacista branco.
- 'Dreamers' em perigo -
Nesta segunda-feira, muitos foram aqueles que recorreram às palavras do pastor Martin Luther King Jr., homenageado por um feriado nos Estados Unidos, em mensagens ao presidente.
"Nada no mundo é mais perigoso do que a ignorância sincera e a estupidez consciente", tuitou Dwight Evans, um legislador democrata, evocando o "clima político tenso".
Enquanto milhares de eventos estavam previstos para acontecer em todo o país para homenagear o herói da luta pelos direitos civis, assassinado em 4 de abril de 1968, muitos criticavam a ausência de Donald Trump durante as comemorações.
Em uma mensagem de vídeo gravada e postada em sua conta no Twitter nesta segunda-feira, ele menciona o pastor e pede para "perpetuar sua mensagem de justiça, igualdade e liberdade".
Antes de homenagear o herói do dia, o presidente questionou o desejo dos democratas do Congresso de chegar a um acordo sobre o programa Daca, o programa Ação Diferida para os Chegados na Infância, criado por Barack Obama para permitir que os imigrantes ilegais que chegaram ainda crianças nos Estados Unidos estudem e trabalhem no país.
"Parece normal que Trump comece o dia citando ele mesmo, ao invés de Martin Luther King Jr., por exemplo", tuitou o colunista Bill Kristol, do semanário conservador The Weekly Standard.
Donald Trump propôs à oposição um pacto que oferece uma solução aos "Dreamers", beneficiários do programa Daca que ele revogou, em troca do financiamento de medidas para fortalecer o controle na fronteira mexicana, incluindo a construção de um muto entre os dois países.
"Estamos prontos, dispostos e em condições de chegar a um acordo sobre o Daca", garantiu Trump.
Mas "não acredito que os democratas queiram chegar a um acordo. Os beneficiários do DACA deveriam saber que os democratas são os que não vão chegar a um acordo", alfinetou.
Na semana passada, um juiz federal da Califórnia suspendeu a revogação do programa Daca, que deveria acontecer em março.
Para Trump, os congressistas democratas "não querem segurança na fronteira".
"Tem gente entrando aos montes. Não querem deter as drogas e querem tirar dinheiro dos nossos militares, algo que não podemos fazer", acrescentou.
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