Trump  avisa  a aliados que para os EUA capital de Israel será Jerusalém

O presidente dos EUA, Donald Trump, deve anunciar hoje a decisão de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Trump comunicou ontem a líderes de países do Oriente Médio que pretende mudar a embaixada dos Estados Unidos de Tel-Aviv para Jerusalém, medida que tem o potencial de criar instabilidade, aumentar a violência na região e enterrar a iniciativa da Casa Branca de negociar um acordo de paz entre israelenses e palestinos. 

A decisão enfrenta oposição de todos os países do Oriente Médio, exceto Israel, e de aliados tradicionais dos Estados Unidos na Europa, como França e Alemanha. Uma das promessas de campanha de Trump, a transferência agrada a grupos religiosos conservadores que integram sua base de apoio, mas deve causar uma onda de fúria entre muçulmanos. A mudança da embaixada significa o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, o que é rejeitado pelo mundo islâmico, que tem na cidade muitos de seus locais sagrados. 

A medida é prevista em lei aprovada pelo Congresso americano, em 1995, mas que nunca chegou a ser implementada. O texto dá ao presidente o poder de adiar a decisão a cada seis meses, sob o argumento de que ela representa uma ameaça à segurança dos EUA. Desde então, todos os ocupantes da Casa Branca enviaram comunicado ao Congresso com esse teor. 

Em maio, no primeiro vencimento do prazo em seu mandato, Trump fez o mesmo. O novo período de seis meses acabou na segunda-feira, sem que o presidente enviasse a comunicação ao Congresso. Nesta quarta-feira, dia 6, ele fará um discurso no qual anunciará o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel. 

Na terça-feira, dia 5, não estava claro se a transferência da embaixada será imediata ou se será preciso um novo adiamento de seis meses para concretizar a alteração. A soberania de Israel sobre Jerusalém Oriental não é reconhecida internacionalmente e todos os países mantêm suas embaixadas em Tel-Aviv.
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