29 de novembro de 1947 - A Partilha
 Israelenses recriam, em Jerusalem, as comemoração de novembro de 1947,
 após o plano de partilha da Palestina aprovado pelas Nações Unidas,
 que deu lugar à criação do Estado de Israel, ao completar 64 anos - AFP/Arquivos
Decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas que, em 29 de novembro de 1947, criou um Estado judeu e outro árabe na então Palestina. 

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, todas as propostas para a criação de dois países na região fracassaram. Ao mesmo tempo, a Palestina vivia uma espiral de violência e instabilidade, o que contribuiu para levar os britânicos a desistirem de continuar administrando o território e entregarem à ONU a tarefa de achar uma solução para o impasse. Uma comissão especial, composta por delegados de 11 países, foi formada e enviada à Palestina. 

Em sua visita à região, a Unscop (Comissão Especial das Nações Unidas para a Palestina) reconheceu a necessidade de se obter consenso, mas não vislumbrou nenhuma solução por falta de entendimento entre árabes e judeus.

29 de novembro de 1947 - A Partilha
Moradores de Tel Aviv celebram, em 29 de novembro de 1947,
a decisão da ONU de dividir a Palestina, que deu lugar à
criação do Estado de Israel - AFP/Arquivos
Na volta aos Estados Unidos, sete dos 11 delegados concordaram que a melhor solução passava pela criação de dois Estados, um judeu e um árabe, economicamente unidos, tendo Jerusalém como enclave internacionalizado. A Agência Judaica na Palestina ficou insatisfeita com o pequeno território que fora destinado aos judeus, e descontente por Jerusalém ter sido cortada do novo Estado. Mas a liderança judaica aceitou negociar. 

Os árabes rejeitaram qualquer acordo. Pelo rascunho final do plano de partilha, os judeus ficariam com a maioria do deserto do Neguev, a faixa costeira de Haifa até alguns quilômetros ao sul de Tel Aviv e com uma pequena parte da Galileia Oriental. 

Aos árabes, foi concedida boa parte da Galileia, os territórios na Margem Ocidental do rio Jordão e uma parte da faixa costeira do sul de Tel Aviv, até a fronteira com o Egito. Jerusalém e seu entorno seriam áreas que ficariam sob administração da ONU. A data de votação do plano foi marcada para novembro de 1947.

Os dias que precederam a votação foram de intensas negociações. Após alguns adiamentos, o plano de partilha, sob o nome de Resolução 181, foi finalmente ao plenário na noite de sábado, 29 de novembro de 1947. A sessão foi presidida pelo diplomata brasileiro Osvaldo Aranha. O plano foi aprovado por 33 votos a favor – incluindo o do Brasil –, 13 contra e 10 abstenções. A resolução deveria entrar em vigor a partir de 14 de maio de 1948, com o fim do mandato britânico. Mas tanto a população árabe da Palestina como os países vizinhos se recusaram a aceitar a decisão das Nações Unidas, dando o início às hostilidades que marcariam a Guerra da Independência.

Em 2011, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, reconheceu que os árabes erraram ao rejeitar a Partilha.

Refugiados Judeus

Entre meados da década de 1940 e o final da década de 1960, mais de 800 mil judeus foram forçados a abandonar os países árabes, nos quais haviam vivido por vários séculos. 

A partir da década de 1940, com o acirramento das tensões entre judeus e árabes na então Palestina, os judeus passaram a sofrer mais perseguições e discriminação econômica nos países árabes. Eles foram expulsos do Egito e da Líbia. E fugiram de Iraque, Líbano, Síria, Iêmen e países do Norte da África, por causa da insegurança política e das ameaças à própria integridade física. Quase todos foram forçados a abandonar suas propriedades, e jamais foram compensados por isso. 

Israel absorveu 600 mil refugiados, com grande dificuldade, devido à falta de infraestrutura em seus primeiros anos após a independência. Já os restantes foram absorvidos por países como França, Inglaterra, Itália, Austrália, países latino-americanos, EUA e Canadá.

Nas décadas de 1950 e 60, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR) reconheceu como refugiados os judeus que foram obrigados a deixar os países árabes. Em 2002, foi criada a campanha “Justice for Jews” [Justiça para os Judeus], com o objetivo de assegurar que os direitos destes judeus sejam reconhecidos e abordados em qualquer discussão que venha a ser feita sobre a questão dos refugiados no Oriente Médio. A Confederação Israelita do Brasil é signatária desta campanha. 


No início do século 21, restam nos países árabes menos que 10 mil judeus, sendo que, em países como a Argélia e Líbia, a população judaica é próxima de zero.

Fonte: Conib
Coisas Judaicas

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