Judia francesa é eleita diretora-geral da Unesco e quer mostrar que a convivência entre judeus e árabes é possível
Judia francesa é eleita diretora-geral da UnescoO Conselho da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) escolheu em 13 de outubro a francesa Audrey Azoulay como sua nova diretora-geral. 

A ex-ministra francesa da Cultura derrotou um diplomata do Qatar. Judia sefaradita e filha de um conselheiro do rei de Marrocos, ela foi escolhida num momento particularmente difícil da história da organização, com Donald Trump anunciando em 12 de outubro que os Estados Unidos vão abandoná-la, seguido pelo governo de Israel, que afirmou horas depois que iniciaria preparativos para sua saída. 


Azoulay foi beneficiada pelo isolamento que a Arábia Saudita e outros países do Golfo impuseram ao Qatar, descontentes com a sua aproximação ao Irã. Ela teve 30 votos, enquanto seu adversário ficou com 28. 

A eleição deve ser validada na conferência-geral de Estados-membros, em 10 de novembro. Quando a França lançou a candidatura de Azoulay, ainda no governo Hollande, a decisão foi sentida como uma provocação no mundo árabe, onde a vitória do político do Qatar era já dada como certa. 

O governo francês chegou mesmo a receber uma petição de 50 intelectuais árabes, pedindo a desistência de Azoulay. “Não é a vez dos países árabes, nem é a vez da França, mas a vez da UNESCO, que está numa encruzilhada da sua história e deve preparar-se para o século 21”, replicou Azoulay, que está decidida a construir consensos e acena com o seu próprio patrimônio familiar para mostrar que a convivência entre judeus e árabes é possível.
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