Judeus seculares não querem casar  os filhos  com judeus ortodoxos

Apesar de viverem no mesmo país, compartilhando as mesmas tradições, judeus extremamente religiosos e seculares habitam mundos sociais separados, segundo constatou o estudo.

Uma nova pesquisa do Pew Research Center divulgada recentemente ilustrou o cenário da sociedade religiosamente dividida de Israel.

Quase todos os judeus israelenses se identificam entre uma das quatro categorias: haredi (ultraortodoxos), dati (religiosos), Masorti (tradicionais) ou hiloni (secular).

Apesar de viverem no mesmo país, compartilhando as mesmas tradições, judeus extremamente religiosos e seculares habitam mundos sociais separados, segundo constatou o estudo. Em Israel, judeus seculares são mais desconfortáveis com a ideia de ver seus filhos se casarem com um judeu ultraortodoxo  de acordo com a pesquisa.

A grande maioria dos judeus seculares (89%) dizem que os princípios democráticos devem prevalecer sobre lei religiosa. Por outro lado, 89% dos judeus ultraortodoxos dizem que a lei religiosa deve ter prioridade.

Os grupos discordam também sobre o significado da identidade judaica: 

A maioria dos ultraortodoxos dizem que "ser judeu" é uma questão de religião, enquanto os judeus seculares afirmam que é uma questão de ascendência ou cultura.
Enquanto a maioria dos israelenses são judeus, uma parte crescente (atualmente cerca de um em cada cinco adultos) pertence a outros grupos religiosos.

A maioria dos residentes não judeus de Israel são árabes, e se identificam religiosamente como muçulmanos, cristãos ou drusos.

A pesquisa mostra que muitos muçulmanos e cristãos desejam que sua lei religiosa seja aplicada em suas comunidades. 58% dos muçulmanos querem estabelecer a lei islâmica como oficial para os muçulmanos em Israel, e 55% dos cristãos querem tornar a Bíblia como lei oficial para os cristãos.

Cerca de 79% dos árabes israelenses dizem que há muita discriminação na sociedade israelense contra os muçulmanos. Sobre esta questão, os judeus têm opinião contrária: 74% dizem que não presenciam discriminação contra os muçulmanos em Israel.

As divisões entre judeus e árabes também se refletem em seus pontos de vista sobre o processo de paz. Nos últimos anos, os árabes em Israel têm desconfiado cada vez mais que uma forma de estabelecer paz entre Israel e o Estado palestino possa ser encontrada.

Em 2013, cerca de 74% dos árabes israelenses disseram que seria possível uma solução pacífica entre os dois Estados. No início de 2015, esse número caiu para 50%.

Estas são algumas das principais conclusões da intensa pesquisa desenvolvida pelo Pew Research Center em Israel. As entrevistas foram realizadas face a face em hebraico, árabe e russo com 5.601 adultos israelenses desde outubro 2014 até maio de 2015.
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