Yom Kipur 5778
 בס''ד
לעילוי  נשמת
מזל בת אסתר נאצר נלב''ע ה' סיון תשמ''א
חיים בן שפיאה נאצר ז''ל נלב''ע י''ז שבט תשס''ב
אסתר בת אולגה  נלב''ע  כ''ב כסלו
מרדכי בן שרה הכהן דואק כ''ו תמוז
גרשום בן עקיבא רבינוביץ ב' אלול
 
Nossa edição de Erev Yom Kipur foi dedicada por Avraham Shtarkberg no mérito de sua esposa Daniela Shtarkberg e seus filhos David Shtarkberg e Gavriel Shtarkberg.
Muito sucesso na sua viagem para a Alemanha e esperamos o seu breve retorno.
Nossa edição também foi dedicada por Uilson Shlomo e família
Direção executiva: http://www.consultismart.com.br/
              


YOM KIPUR
 A Guemará nos conta que tivemos quarenta e oito profetas e sete profetisas durante a nossa história

O Sefer Melachim nos conta que o profeta Ovadiahu salvou a vida de 100 profetas escondendo cinquenta em uma caverna e cinquenta em outra e levando para eles comida do próprio palácio do rei que queria matá-los. Daqui vemos que existiram muito mais do que 48 profetas e sete profetisas na nossa história, então porque a Guemará determina esse número tão pequeno? A resposta é simples: A maioria dos profetas profetizou somente para sua época , mas esses 48 profetas e sete profetisas profetizaram para o futuro também.

Daqui a pouco, antes do sol se pôr vai começar o dia mais sagrado do ano judaico, o Yom Kipur, que só termina amanhã com a saída das estrelas. Na Haftará de Minchá amanhã leremos uma parte do livro do profeta Yoná.

O livro de Yoná é muito pequeno, tem só quatro capítulos contando uma história que aparentemente não tem nada a ver com a nossa realidade. O profeta Yoná foi mandado para Nínive na Assíria, falou a sua profecia que era específica para eles e a história terminou lá com um final feliz.

Diferente de profetas que falam no mesmo livro profecias passadas e futuras ou somente futuras justificando a inclusão desses profetas na lista da Guemará, o livro do profeta Yoná não traz nenhum assunto sobre os dias do Mashiach e nem sobre coisas que vão acontecer antes do Mashiach chegar. Então o que justifica a presença do profeta Yoná entre os profetas que profetizaram profecias futuras?

TESHUVÁ , um presente de Hashem para todas as gerações!!!

O livro de Yoná nos dá dicas importantes e profundas sobre o assunto mais importante na realidade de cada um de nós  aqui e hoje: a Teshuvá!

Teshuvá em hebraico quer dizer retorno. Ou seja, sair do caminho errado e retornar ao caminho certo.

Teshuvá não tem data, etnia, idioma ou nacionalidade, ela é patrimônio da humanidade em todas as épocas desde a criação do mundo e até hoje!

E aqui começa a história do profeta Yoná nos dando instruções tão importantes de como fazer esse retorno.

Yoná, aluno do profeta Elishá, filho da mulher Tzarfatit que Eliahu Hanavi ressuscitou , recebe uma ordem Divina de viajar para Nínive na Assíria e publicar lá que caso eles não fizerem Teshuvá em quarenta dias a cidade será totalmente destruída.

Yoná queria mesmo é que Nínive fosse destruída, sendo que os assírios eram os arqui-inimigos de de Israel em uma época em que existiam dois estados judeus, Israel com dez tribos e Yehudá com duas. Posteriormente eles conquistariam Israel exilando dez tribos judaicas que não voltaram para o nosso povo até hoje. Portanto Yoná queria que eles não fizessem Teshuvá e consequentemente fossem destruídos para não nos destruir futuramente.

Yoná , sabendo que a profecia só poderia pairar sobre ele na Terra Santa , vai para o porto e compra todas as passagens de um navio para que ele não precise esperar por clientes e possa partir imediatamente. Posteriormente quando o nosso povo foi exilado para a Babilônia está escrito “Galu lebavel Shechina Imahem” (foram exilados para a Babilônia e a presença Divina foi junto), ou seja, quando a revelação Divina chamada de Shechina foi para a Babilônia aí a profecia pairou sobre os profetas lá também, mas na época de Yoná se ele saísse de Israel a profecia não pairaria sobre ele.

No começo da viagem começou uma tempestade demonstrando que Hashem não abre mão de uma tentativa de que até o pior povo do mundo talvez faça Teshuvá.

Daqui aprendemos a primeira dica: Até a pior pessoa do mundo também merece a sua ajuda para fazer Teshuvá mesmo que a volta dessa pessoa para o judaísmo vai te tirar da zona de conforto, mesmo assim ajude ele a fazer Teshuvá, saiba que você não é melhor do que Yoná e o seu próximo não é pior do que os habitantes da Assíria. Então quanto mais as melhores pessoas do mundo que são aquelas que estão a sua volta.
Gmar Chatimá Tová
Rabino Gloiber
Coisas Judaicas

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