Menina atingida por pedra pensa em abandonar o Candomblé
Kaylane d´TereKompensu,
Kaylane d´TereKompensu, menina agredida por uma pedra num caso de intolerância religiosa em 2015 tem sua imagem vilipendiada em grupos de redes sociais, como consequência resolve abandonar o Candomblé.
Tomaz Silva/Agência Brasil
Kayllane Campos, que foi agredida com uma pedrada em 2015, participará de ato na Câmara
Num depoimento emocionado a Mametu Katia Funcibialá , vó biológica e sua iyalorixá, Kaylane demonstrou sua  revolta com aplicativos de redes sociais, onde na última semana, pessoas vem causando danos a  sua imagem e a de  sua neta, que em 2015 se envolveu num caso de intolerância religiosa, quando usando seus paramentos rituais ao sair de uma festa no bairro de Vista Alegre, no Rio, foi abordada por fanáticos religiosos que lançou uma pedra em sua direção. Atingida na testa por essa pedra foi atendida na delegacia local.
O material publicado em páginas de aplicativo está sob investigação da Delegacia de Crimes de Informática da capital, e está chocando sua vítima, que pensa em desistir e abandonar de vez a religião que escolheu para louvar seu orixá.
Mãe Katia  disse  ainda  que  enquanto houver forças  não vai desistir de fazer com que  a justiça seja  feita, e já entrou com ação na  justiça solicitando uma investigação minuciosa  destes  grupos de  rede  sociais  que  pregam o ódio e a intolerância difamando e maculando a imagem de candomblecistas e  umbandistas.
Muito  emocionada,  Kaylane lembrou que esses grupos que comportam cerca de 15 a 20 mil pessoas  deveriam trabalhar em conjunto para reduzir esses casos de intolerância, pregando o respeito e a paz entre todas as religiões.
O Delegado Orlando Zaconne se dispôs a acompanhá-las pessoalmente à delegacia especializada para protocolar queixa contra esses grupos. De acordo com o Estatuto da Criança, expor uma criança a constrangimento é tipificado como crime e seus responsáveis devem atravessar processo de injúria e difamação.
O Deputado Estadual Carlos Minc, disse também que  seu gabinete acompanhará de perto e  vai solicitar ao Chefe de Polícia Civil empenho para que a delegacia especializada possa iniciar uma investigação minuciosa, para que os  culpados sejam reconhecidos e processados.
O CEPLIR – Centro de Promoção da Liberdade Religiosa e de Direitos Humanos do Governo do Estado do Rio de Janeiro, através de sua coordenadora Sra. Lorrama, vai colocar  os serviços de Assistência Social a  disposição da menina Kayllane  para que tenha um acompanhamento específico devido ao choque emocional que passou. Todo esse caso  foi  exposto durante a Audiência Pública que discutiu, ontem, os casos de intolerância religiosa que o Estado do Rio de Janeiro vem registrando ao longo dessa última semana. O evento contou com a presença do Deputado Estadual Carlos Minc, Vereador Reimont Otoni, Sra. Lorrama do CPLIR –RJ, Babá Ivanir dos Santos da CCIR – RJ, Delegado Zaconne da Polícia Civil do RJ, Mametu Katia de Funcibiala, Pai Mago da Lagoa, Pai Marcos do Muda e Mohamed Ali .
A plateia foi formada por diversos representantes de seus movimentos e segmentos religiosos, mas destacamos a presença do Babalorixá Renato de Obaluwaiye, Mãe Graça do MIR, escritora Stella Caputto, Yango Ti Obalúwaiye, Promoter de mídia afro, Sr. Gian Carlos da Aspuc, Sra. Claudia Vitalino da Unegro, Pai João Paulo de Xangô do NMNA, entre outros irmãos.
Fonte: AGEN AFRO
Revisão de texto: Sérgio d´Giyan
Coisas Judaicas

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