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A professora Rachel Mizrahi vai ministrar a palestra “Imigração judaica do Oriente Médio ao Brasil”. Evento, que tem entrada franca, integra ciclo organizado pelo Memorial da Imigração Judaica, em São Paulo, que aborda a imigração e a presença judaica país.
As comunidades judaicas radicadas no Brasil têm diversos pontos comuns em suas trajetórias, sobretudo no que diz respeito à busca pela sobrevivência. Independentemente do país ou região de origem, esses imigrantes encontraram por aqui melhores oportunidades de vida, mas a diversidade cultural fez com que essas pessoas se agrupassem em diferentes associações. Essa característica é notadamente marcante entre os judeus oriundos do Oriente Médio (chamados mizrahim) e norteiam os estudos da professora Rachel Mizrahi. O evento mostrará ao público como o fluxo migratório de localidades tão diversas – tais como Istambul, Sidon, Rodes, Esmirna, Salônica, Yafo e Safed – se transformou em uma rede mobilizada por estratégias de superação social.
A convocação obrigatória para o serviço militar, o desemprego, a pobreza e outros motivos gerados no fim da Primeira Guerra Mundial levaram os judeus orientais a emigrarem para o Brasil. Embora o país não fosse o destino ideal para muitas famílias, o fato é que os imigrantes mizrahim que para cá vieram se instalaram principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde se organizaram em comunidades com características distintas dos judeus de outras. Os dirigentes dessas primeiras comunidades do Oriente Médio no Brasil recepcionaram em suas sinagogas os conterrâneos que chegaram a partir da década de 1950.
Ao longo de anos de pesquisa sobre os imigrantes judeus do Oriente Médio, Raquel Mizrahi colheu depoimentos orais que contribuíram para recuperar experiências múltiplas registradas sobre fatos comuns, tais como o arrumar das malas, a hora da partida, o momento da despedida, o primeiro olhar sobre o Brasil, a nova casa, o primeiro emprego, a inauguração da sinagoga, os namoros permitidos e os casamentos proibidos. Em seus estudos, a pesquisadora trouxe à luz novos elementos da historiografia nacional, e graças à sua observação participante – sua própria família faz parte desse grupo de imigrantes –, Rachel demonstra que a presença judaica em terras nacionais é um fenômeno múltiplo e heterogêneo, com os imigrantes influenciando o mercado de trabalho e a cultura brasileira, ao mesmo tempo em que vivenciam uma duplicidade de sentimentos marcada pelas sensações plenas de pertencimento e de desenraizamento. Mais informações: e-mail / site.
Coisas Judaicas

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