Ataque aconteceu em uma área onde o governo sírio é acusado de desenvolver armas químicas
Bombardeio de Israel deixa dois mortos em instalação militar na Síria.

Ataque aconteceu em uma área onde o governo sírio é acusado de desenvolver armas químicas.
Bombardeios aéreos israelenses mataram duas pessoas em uma instalação militar no oeste da Síria, nesta quinta-feira (7), uma área onde o governo sírio é acusado de desenvolver armas químicas - informou o Exército sírio.

Desde o início do conflito na Síria em 2011, Israel realizou vários ataques contra forças sírias ou do Hezbollah libanês, que luta ao lado do regime de Damasco.

O alvo dos ataques foi Masyaf, uma localidade síria a cerca de 60 km da cidade costeira de Tartus, onde a Rússia — aliada do governo Bashar Al-Assad — tem uma base naval.

Ao norte de Masyaf, o governo sírio tem uma instalação militar, que serve de campo de treinamento e abriga um escritório do Centro de Pesquisas e Estudos Científicos (SSRC, na sigla em inglês).

Os Estados Unidos acusam o SSRC de desenvolver o gás sarin que teria sido usado em um ataque do governo, em abril passado, contra a cidade síria de Khan Sheikhun. A ofensiva deixou dezenas de mortos.

"Aviões israelenses dispararam vários mísseis hoje, às 2h42 locais, do espaço aéreo libanês, contra uma das nossas posições militares perto de Masyaf, provocando danos materiais e a morte de duas pessoas que estavam nas instalações", declarou o Exército em um comunicado.

"O exército sírio adverte contra as graves repercussões desses atos de agressão na segurança e na estabilidade da região", completou o texto. 

O diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman, afirmou que o lugar em questão era conhecido por ser utilizado por efetivos militares iranianos e combatentes do Hezbollah. 

"O centro de pesquisa foi danificado pelo bombardeio. Foi anunciado um incêndio em um armazém de armas onde havia mísseis", apontou. 

- 'Armas químicas' -

Em Israel, as autoridades não fizeram nenhuma declaração oficial sobre os ataques. 

Um ex-chefe dos serviços de informação militares, Amos Yadlin, afirmou nas redes sociais que a instalação bombardeada produzia "armas químicas e barris de explosivos que mataram milhares de civis sírios". 

Ele não disse, contudo, se Israel tinha feito ataques aéreos. Mas não é uma operação "rotineira", completou, e, se for de responsabilidade de Israel, é uma mensagem para dizer que "não permitirá a produção de armas estratégicas" na Síria. 

"Também seria uma mensagem às grandes potências sobre a linha vermelha estipulada por Israel", afirmou. 

Para Yadlin, essa operação também demonstra que "os sistemas de defesa russos enviados à Síria não impedem operações israelenses". 

Nesta quarta-feira, pesquisadores da ONU responsabilizaram pela primeira vez o governo sírio por um ataque com gás sarin em Jan Sheijun, em 4 de abril, que deixou dezenas de mortos, acusando Damasco de "crimes de guerra". 

"Existem motivos razoáveis para acreditar que as forças aéreas lançaram uma bomba que dispersou gás sarin", afirmaram os pesquisadores, baseando-se em milhares de depoimentos de vítimas, documentos e fotos de satélite. 

Pelo menos 87 pessoas, entre elas 30 crianças, morreram no ataque, que desencadeou o primeiro bombardeio de Washington contra o regime de Damasco. 

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