O novo trabalho de Samuel Maoz (Líbano), Foxtrot, não caiu nas boas graças da ministra da cultura e das artes israelense, Miri Regev, que apelou para  que no futuro, filmes que denigram o Estado de Israel e as suas Forças Armadas não fossem apoiados com fundos públicos.

A controvérsia ganhou uma nova força este fim de semana, quando Foxtrot ganhou o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cinema de Veneza. Em entrevista, citando o The Jewish Chronicle, Regev disse que era "ultrajante ver artistas israelitas que contribuem para a incitação da geração mais jovem contra o exército mais moral de todo o mundo, tudo sob a aparência de arte". A ministra disse ainda que é triste ver que "os filmes israelitas que criticam e difamam Israel e os seus soldados são quase automaticamente abraçados pelo mundo". Ela acusou ainda o filme de "impulsionar o BDS (Boicote a Israel) e os inimigos de Israel".

Financiado pela Fundação para o Filme israelita, o filme conta a história de um pai e de uma mãe que lidam com a perda de seu filho durante o serviço militar.

Apesar de em qualquer momento ter sido falado no caso Foxtrot, a Academia de Cinema Israelense retirou, na passada terça-feira, a ministra da cultura da lista de convidados para a cerimónia dos Prémios Ophir, a mais importante distinção cinematográfica do país.
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