Estudante de medicina de 19 anos está envolvida na polêmica como um dos alunos que teriam burlado a política de cotas raciais da instituição
Estudante se diz parda para justificar  ingresso por cota
Rhuanna Laurent Silva Ribeiro, aluna do primeiro período de medicina na UFMG, 
na companhia dos pais, Gilberto José da Silva e Silvana Maria Silva Ribeiro
(foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press)
Me autodeclarei parda, pois é o que sou', diz estudante citada na polêmica das cotas na UFMG.

Estudante de medicina de 19 anos está envolvida na polêmica como um dos alunos que teriam burlado a política de cotas raciais da instituição: 'Nunca me autodeclarei negra'.



O exemplo da estudante Rhuanna Laurent Silva Ribeiro, aluna do primeiro período de medicina na UFMG, é emblemático para determinar a controvérsia em torno do questionamento no acesso às cotas raciais no ensino superior público. A jovem de 19 anos, natural de Divinópolis, na Região Centro-Oeste, se viu envolvida na polêmica como um dos alunos que teriam burlado a política de cotas raciais da instituição.

 “Eu me autodeclarei parda, pois é o que sou. Descendo de negros e índios. Esta é a minha etnia, o meu contexto familiar. Nunca me autodeclarei negra”, disse a jovem, na companhia dos pais, Gilberto José da Silva, advogado, e Silvana Maria Silva Ribeiro, funcionária pública.


Com o semblante abatido, a família esteve ontem na direção da Faculdade de Medicina da UFMG para falar sobre o assunto. “Ela ficou tão abalada emocionalmente que até pensou em abandonar os estudos hoje (ontem)”, contou Silvana, acrescentando que a filha sempre teve uma vida escolar exemplar. “Tivemos que perder o dia de trabalho para ficar com ela”, disse o advogado, que estuda medidas legais em relação ao episódio. “Fiz minha matrícula, e ela foi aceita. Ninguém na universidade contestou. O diretor disse que não há nenhum processo contra mim”, disse Rhuanna Laurent. O nome composto foi escolhido de comum acordo entre os pais. “Rhuanna era o nome de uma menina que estudava numa escola onde trabalhei. Já Laurent foi dado pelo pai”, disse Silvana.

"Eu me autodeclarei parda, pois é o que sou. Descendo de negros e índios. Esta é a minha etnia, o meu contexto familiar. Nunca me autodeclarei negra"

Rhuanna Laurent Silva Ribeiro, estudante de medicina

Gilberto disse que conversou com o pai de uma colega de Rhuanna, que também se autodeclarara parda, e revelou que a jovem está transtornada com a polêmica. “Os pais vieram do interior para ficar com ela, que não foi à aula hoje (ontem)”. A exemplo de Rhuanna, a estudante foi acusada de burlar o sistema de cotas, autodeclarando-se negra.


Coisas Judaicas

Coisas Judaicas

Blog Judaico - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico

Deixe seu comentário:

2 comments:

  1. Ela é parda sim e ninguém tem nada haver com isso! Cor não torna ninguém menos inteligente extingam essa ideia de cotas raciais!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ninguém está discutindo que cor tem algo a ver com inteligência. a questão é que ela usou a cor para entrar na /faculdade de medicina.

      Excluir

Deixe sua opinião