Setembro 2017
Blog Coisas Judaicas - Tudo sobre Israel, judaísmo, cultura e o mundo judaico
Jaffa

A quantidade de turistas que viajam para Israel, na Costa do Mediterrâneo, tem crescido significativamente de 2016 para 2017.

Em relação aos brasileiros, o número de visitantes entre janeiro e agosto desse ano já supera o total registrado no ano passado. Na comparação apenas do mês de agosto, 2,5 mil brasileiros visitaram o País, número 47% maior que o mesmo mês em 2016.

“Até agosto desse ano, 32 mil brasileiros visitaram Israel”, informa a diretora-geral do Ministério do Turismo de Israel no Brasil, Renata Cohen, lembrando também que o número representa uma alta de 70% sobre o mesmo período de 2016. “Registramos crescimento de turistas de diversos países, porém os viajantes brasileiros formam um dos grupos com maior crescimento com relação ao ano passado”, completa.

Os números desse ano já superam as expectativas do Ministério do Turismo de Israel no Brasil, que era de recuperar os números de 2015. Devido à situação econômica dos últimos dois anos, o fluxo de brasileiros viajando, especialmente para outros países, incluindo Israel, teve queda. Em números gerais, o País recebeu 2,2 milhões de turistas internacionais nos oito primeiros meses do ano. O número é 24% superior ao ano passado e 20% maior do que em 2015.

“Hoje nosso objetivo é registrar um crescimento de 20% com relação a dois anos atrás. Comparado a 2016, isso significa um crescimento ambicioso de 38%“, afirma Renata Cohen sobre a nova meta do Ministério.

Agora o foco em 2017 e 2018 será ampliar o conhecimento sobre o destino por meio de treinamentos, encontros e parcerias com operadores de Turismo e agentes de viagens. Com isso, o objetivo é promover conhecimento e o desenvolvimento de novos produtos para os turistas, além de reforçar ações de Marketing e parcerias com marcas e influenciadores no Brasil.
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Denis Shapovalov, judeu, desiste de Tóquio em dia de jejum do Yom KipurDenis Shapovalov, uma das maiores estrelas do tênis mundial, é canadense, mas nasceu em Israel e é judeu. O jovem de apenas 18 anos recebeu um wild card para a fase de qualificação do ATP 500 de Tóquio, no Japão, mas recusou-o de última hora citando ‘razões pessoais’.

Não há confirmação oficial, mas fontes do torneio revelam que a decisão do canadiano foi tomadsa ao aperceber-se que a prova ia coincidir com Yom Kipur, um dos dias mais importantes do ano para os Judeus, que é marcado pelo ‘perdão’ e pela abstinência a algumas das coisas que habitualmente fazem parte das rotinas dos fiéis desta religião.

Os judeus ‘devem’ cumprir um jejum total desde o pôr do sol do dia anterior até ao pôr do sol do dia do Yom Kipur (que este ano é a 30 de setembro), pelo que Sela acabou por abandonar o encontro ao aperceber-se de que o pôr do sol estava próximo.

A única solução para Shapovalov poder disputar o torneio é receber um wild card de última hora para o quadro principal, cenário que não parece provável.
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Antissemitismo cresce na Argentina
Cartazes e fotos de vítimas do ataque contra a associação judaica em Buenos Aires (
Daniel Garcia/AFP)
O antissemitismo está crescendo na Argentina. De acordo com o último relatório da Delegação das Associações Israelitas Argentinas (DAIA), durante o ano de 2016 foram registradas 351 denúncias de discriminação contra a comunidade judaica. Existe um auge no nazismo no mundo, evidenciado nos resultados das eleições do fim de semana passado na Alemanha, quando 90 deputados da ultradireita chegaram ao parlamento. 

Na Argentina, a escala é diferente, mas a semente está plantada. Nas eleições legislativas deste ano, o autoproclamado partido neonazista Bandera Vecinal reapareceu e obteve cerca de 30.000 votos nas primárias de agosto.

A DAIA identificou dez categorias principais de expressões antissemitas, entre as quais destacou as expressões xenófobas tradicionais; o antissemitismo religioso/teológico; os apelos à avareza ou à exploração e a simbologia nazista. O relatório, apresentado na quinta-feira, aponta que 90% das denúncias foram feitas na cidade de Buenos Aires. Outubro, mês de celebrações judaicas, concentra 22% do total das queixas anuais. A Internet é a plataforma com maior antissemitismo, com 64% dos fatos denunciados.

“Durante o ano de 2016, foram registradas 351 denúncias por fatos antissemitas na DAIA, uma redução diante dos 478 de 2015, ano marcado por vários fatos que mantiveram a comunidade judaica no centro da agenda política e midiática. Não obstante a diminuição das denúncias, o ano em análise caracterizou-se por um aprofundamento da violência em relação às características dos fatos declarados”, diz o documento.

A simbologia nazista está no topo da tipologia discursiva analisada, com 32% dos casos. Em junho deste ano, a polícia encontrou 75 símbolos nazistas que teriam entrado no país com chefes das SS que se refugiaram na Argentina depois da Segunda Guerra Mundial. “Havia a lupa original usada por Hitler”, disse na ocasião Néstor Roncaglia, chefe da Polícia Federal.

A Argentina possui a terceira maior comunidade judaica do mundo, mas também é o país que abrigou centenas de nazistas. Em 10 de abril de 1938 aconteceu no estádio Luna Park, em Buenos Aires, o maior ato nazista realizado fora da Europa. Naquela noite, 15.000 pessoas comemoraram a anexação da Áustria à Alemanha nazista.

“Nosso país não é antissemita, mas infelizmente continuam ocorrendo fatos que afrontam nossa comunidade e toda a sociedade argentina. Nossa missão institucional é denunciá-los com firmeza nos espaços adequados”, disse o presidente da DAIA, Ariel Cohen Sabban, na apresentação do relatório no antigo centro de detenção ilegal da ESMA (Escola Superior de Mecânica da Armada).

“Não pode nem deve haver tolerância alguma em relação àqueles que incitam ao ódio, desprezam a democracia, os valores que compartilhamos, a liberdade e a diversidade. A sociedade em seu conjunto e, acima de tudo, as lideranças políticas e sociais devem permanecer alerta diante do risco que significam os disseminadores do ódio e da discriminação”, acrescentou.
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Israel celebrou o Yom Kippur com grandes medidas de segurança

Dia mais importante do calendário judeu, festa do Grande Perdão é tradicionalmente o dia de maior presença nas sinagogas.

Israel parou totalmente na sexta-feira (29) para celebrar o Yom Kipur, o dia mais importante do calendário judeu, enquanto os Territórios Palestinos foram submetidos a um cerco para evitar atentados.

O Yom Kipur, o dia do Grande Perdão, começa no cair da tarde de sexta-feira e termina no sábado com o aparecimento das primeiras estrelas.
Neste período, os judeus não podem trabalhar, dirigir nem usar a eletricidade. O dia é dedicado ao jejum e à oração. Não há tráfego aéreo, nem transmissões de rádio e TV. Tradicionalmente é o dia de maior presença nas sinagogas.

O exército decretou o fechamento das passagens fronteiriças entre os territórios palestinos e Israel a partir de quinta-feira à meia noite até o sábado à meia-noite.

Salvo os casos de urgência humanitária, os pontos de cruzamento da Cisjordânia e da Faixa de Gaza estão fechados, informou à AFP uma porta-voz do exército.

A polícia mantém um enorme dispositivo de segurança "na Cidade Velha de Jerusalém e no Muro das Lamentações, onde milhares de visitantes comparecem durante o jejum", explicou esse porta-voz.

Do fruto da boca o coração se farta, do que produzem os lábios se satisfaz. A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto. Provérbios 18:20-21
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Yom Kipur 5778
 בס''ד
לעילוי  נשמת
מזל בת אסתר נאצר נלב''ע ה' סיון תשמ''א
חיים בן שפיאה נאצר ז''ל נלב''ע י''ז שבט תשס''ב
אסתר בת אולגה  נלב''ע  כ''ב כסלו
מרדכי בן שרה הכהן דואק כ''ו תמוז
גרשום בן עקיבא רבינוביץ ב' אלול
 
Nossa edição de Erev Yom Kipur foi dedicada por Avraham Shtarkberg no mérito de sua esposa Daniela Shtarkberg e seus filhos David Shtarkberg e Gavriel Shtarkberg.
Muito sucesso na sua viagem para a Alemanha e esperamos o seu breve retorno.
Nossa edição também foi dedicada por Uilson Shlomo e família
Direção executiva: http://www.consultismart.com.br/
              


YOM KIPUR
 A Guemará nos conta que tivemos quarenta e oito profetas e sete profetisas durante a nossa história

O Sefer Melachim nos conta que o profeta Ovadiahu salvou a vida de 100 profetas escondendo cinquenta em uma caverna e cinquenta em outra e levando para eles comida do próprio palácio do rei que queria matá-los. Daqui vemos que existiram muito mais do que 48 profetas e sete profetisas na nossa história, então porque a Guemará determina esse número tão pequeno? A resposta é simples: A maioria dos profetas profetizou somente para sua época , mas esses 48 profetas e sete profetisas profetizaram para o futuro também.

Daqui a pouco, antes do sol se pôr vai começar o dia mais sagrado do ano judaico, o Yom Kipur, que só termina amanhã com a saída das estrelas. Na Haftará de Minchá amanhã leremos uma parte do livro do profeta Yoná.

O livro de Yoná é muito pequeno, tem só quatro capítulos contando uma história que aparentemente não tem nada a ver com a nossa realidade. O profeta Yoná foi mandado para Nínive na Assíria, falou a sua profecia que era específica para eles e a história terminou lá com um final feliz.

Diferente de profetas que falam no mesmo livro profecias passadas e futuras ou somente futuras justificando a inclusão desses profetas na lista da Guemará, o livro do profeta Yoná não traz nenhum assunto sobre os dias do Mashiach e nem sobre coisas que vão acontecer antes do Mashiach chegar. Então o que justifica a presença do profeta Yoná entre os profetas que profetizaram profecias futuras?

TESHUVÁ , um presente de Hashem para todas as gerações!!!

O livro de Yoná nos dá dicas importantes e profundas sobre o assunto mais importante na realidade de cada um de nós  aqui e hoje: a Teshuvá!

Teshuvá em hebraico quer dizer retorno. Ou seja, sair do caminho errado e retornar ao caminho certo.

Teshuvá não tem data, etnia, idioma ou nacionalidade, ela é patrimônio da humanidade em todas as épocas desde a criação do mundo e até hoje!

E aqui começa a história do profeta Yoná nos dando instruções tão importantes de como fazer esse retorno.

Yoná, aluno do profeta Elishá, filho da mulher Tzarfatit que Eliahu Hanavi ressuscitou , recebe uma ordem Divina de viajar para Nínive na Assíria e publicar lá que caso eles não fizerem Teshuvá em quarenta dias a cidade será totalmente destruída.

Yoná queria mesmo é que Nínive fosse destruída, sendo que os assírios eram os arqui-inimigos de de Israel em uma época em que existiam dois estados judeus, Israel com dez tribos e Yehudá com duas. Posteriormente eles conquistariam Israel exilando dez tribos judaicas que não voltaram para o nosso povo até hoje. Portanto Yoná queria que eles não fizessem Teshuvá e consequentemente fossem destruídos para não nos destruir futuramente.

Yoná , sabendo que a profecia só poderia pairar sobre ele na Terra Santa , vai para o porto e compra todas as passagens de um navio para que ele não precise esperar por clientes e possa partir imediatamente. Posteriormente quando o nosso povo foi exilado para a Babilônia está escrito “Galu lebavel Shechina Imahem” (foram exilados para a Babilônia e a presença Divina foi junto), ou seja, quando a revelação Divina chamada de Shechina foi para a Babilônia aí a profecia pairou sobre os profetas lá também, mas na época de Yoná se ele saísse de Israel a profecia não pairaria sobre ele.

No começo da viagem começou uma tempestade demonstrando que Hashem não abre mão de uma tentativa de que até o pior povo do mundo talvez faça Teshuvá.

Daqui aprendemos a primeira dica: Até a pior pessoa do mundo também merece a sua ajuda para fazer Teshuvá mesmo que a volta dessa pessoa para o judaísmo vai te tirar da zona de conforto, mesmo assim ajude ele a fazer Teshuvá, saiba que você não é melhor do que Yoná e o seu próximo não é pior do que os habitantes da Assíria. Então quanto mais as melhores pessoas do mundo que são aquelas que estão a sua volta.
Gmar Chatimá Tová
Rabino Gloiber
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Os segredos da Teshuvá Rabino Jonathan Sacks

Se paramos para pensar, de onde é que a civilização ocidental tirou a idéia de que as pessoas podem mudar? Não é uma idéia óbvia. Grandes culturas simplesmente não pensavam assim. 

Os gregos, por exemplo, acreditavam que somos o que somos, e não podemos mudar este fato. Eles acreditavam que caráter é destino, e o personagem em si é algo com que nascemos, embora seja necessária muita coragem para atingir nosso potencial. Pessoas nascem heróis, não se tornam heróis. Platão acreditava que alguns seres humanos eram de ouro, outros de prata e outros de bronze. Aristóteles acreditava que alguns nascem para governar e outros para serem governados.

Estes conceitos são precisamente o oposto da frase-chave que dizemos em Rosh Hashaná e Iom Kipur,”Teshuvá, Tefila e Tzedaka suspendem o decreto mal”. Isso é o que aconteceu com os habitantes da cidade de Ninve na história de Jonas que lêmos em Mincha de Yom Kippur. Houve um decreto em que a cidade seria destruída, mas os cidadãos de Nínve se arrependeram, e o decreto foi cancelado. Não há destino que é final, sem uma segunda opinião, sem uma segunda chance, sempre existe a possibilidade de cancelar um decreto divino para dar lugar a outro.

Cada vez me parece mais que judaísmo foi o primeiro sistema no mundo a desenvolver um senso claro de livre-arbítrio humano. Como Isaac Bashevis Singer disse, “Nós temos que ser livres, não temos escolha”. Essa é a essência da idéia de teshuvá. Não é apenas a confissão, não é apenas dizer “Al Chet SheChatanu” (Sobre o pecado que pecamos). Não é apenas o remorso. É a vontade de mudar, a decisão que tomo aprendendo com meus erros, a vontade de agir de forma diferente no futuro. Parafraseando o Rav Soloveitchik “ser judeu é ser criativo, e nossa maior criação é nós mesmos”.

Um poderoso exemplo: Moshe Rabenu. Podemos vê-lo no início de sua missão como um homem com dificuldade para falar e se expressar. “Eu não sou um homem de palavras” (e outros exemplos). Mas, no final, este é o mais eloqüente e visionário de todos os profetas. Moshe mudou!

Foi o judaísmo, através do conceito de Teshuvá, que trouxe ao mundo a idéia de que podemos mudar. Nós não estamos predestinados a continuar a ser o que somos. Ainda hoje, esta continua a ser uma idéia radical. Muitos biólogos e neurocientistas acreditam que o nosso caráter e ações são totalmente determinadas pelos nossos genes, pelo nosso DNA. Escolhas, mudança de caráter e livre-arbítrio são – eles dizem – ilusões.

Mas eles estão errados! Mudar é sim possível, caso queiramos mudar! E este é o desafio de teshuvá!

Existem dois tipos de problema na vida: as técnicas e adaptativas. No primeiro, você vai a um especialista para a solução. Você está se sentindo mal, vai ao médico, ele diagnostica a doença e prescreve um comprimido. Isto é um problema técnico! O segundo é quando nós mesmos somos o problema. Você está acima do peso ou tem problemas com álcool, por exemplo, se você não mudar seu estilo de vida, todas as pílulas do mundo não vão ajudar. Isso é um problema de adaptação!

Problemas adaptativos exigem a Teshuva, e a própria Teshuva tem como premissa a proposição de que podemos mudar! Com demasiada frequência, dizemos a nós mesmos que não podemos. Estamos muito velhos, nossos atos já se tornaram parte de nossas vidas. Muito trabalho, um mundo desconhecido. E quando nos dizemos essas coisas, nos privamos do maior presente que D’us deu para nós: a capacidade de mudar! E este foi um dos maiores presentes do Judaísmo à civilização ocidental!

Este é o nosso chamado divino em Yom Kipur. Este é o momento em que nos perguntamos onde estamos errando? Onde falhamos? E é quando percebemos, interiorizamos e respondemos a nós mesmos que temos a coragem de mudar. Se acreditamos que não podemos, nunca iremos. Se acreditarmos que podemos, aí sim conseguiremos!

A grande questão de Yom Kipur é: Será que vamos crescer em nosso judaísmo, em nossa maturidade emocional, nosso conhecimento ou vamos ficar do jeito que estamos? Estagnados em nosso destino? E para crescer, precisamos mudar.
Que este ano seja o início de uma excelente nova vida para cada um de nós! Mas que tenhamos a coragem de crescer!

Baseado nas palavras do Rav Jonathan Sacks


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Quantos vezes por ano os judeus jejuam?
PERGUNTA –> Quantos vezes por ano os judeus jejuam?
RESPOSTA –> Os jejuns no judaísmo se dividem em três categorias principais: os jejuns decretados na Bíblia ou instituídos para comemorar algum acontecimento bíblico; os jejuns decretado pelos sábios; e os jejuns particulares.
Os jejuns decretados, ou baseados, na Bíblia, são:
– Yom Kipur (Dia da Expiação).
– Tishá beAv (9 de Av) – o dia de luto pela destruição do Primeiro e do Segundo Templo, além de outras ocasiões calamitosos que aconteceram nesta data.
– 17 de Tamuz – em lembrança a invasão de Jerusalém na época do Templo, e o começo da destruição.
– 10 de Tevet – em memória ao cerco de Jerusalém por Nabucodonosor, rei da Babilônia.
– Tzom Guedalya (3 de Tishrei – o Jejum de Gedalia) – em memória ao assassinato de Gedaliá.
– Ta’anit Esther (O Jejum de Ester – no dia 13 de Adar) – um dia antes de Purim.
Os jejuns decretado pelos rabinos, são jejuns decretados em momentos de algum decreto negativo para o povo, ou em algumas situações especificas que os sábios aconselharam a jejuar, em datas de falecimentos de grandes líderes espirituais e também na véspera da festa de Pessach.
Já os jejuns particulares são realizados, nas seguintes ocasiões privadas: no aniversário (yahrzeit) de falecimento de um dos pais, ou de algum mestre,.os noivos antes do casamento, aposar ter pesadelos seguidos, caso presencie um rolo da Torá caindo no chão e quando istruído pelo seu rabino para fazê-lo.
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Orientação para Yom KipurYom Kipur, o dia mais sagrado do ano, celebra nosso relacionamento com D-us. Neste dia por 25 horas Jejuamos, veja como tornar o Jejum mais fácil.

Este dia Yom Kippur nos dá uma oportunidade especial para cada um de nós conectar a nossa própria essência, a parte de nós que está sempre próxima a D-us.
O dia é o mais solene dia do ano, e ainda assim um tom de alegria se espalha por ele. Uma alegria que revela nossa conexão com nosso Criador e expressa confiança de que, quando as portas de julgamento fecharem, nossas orações serão aceitas e teremos garantido um ano de bondade, vida, saúde e felicidade.
*Recita-se as seguintes bençãos:

a) Baruch atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech haolam asher kideshánu bemitsvotav vetsivánu lehadlic ner shel Shabat vshel Yom Hakipurim.

b) Baruch atá A-do-nai E-lo-hê-nu Mêlech haolam shehecheyánu vekiyamánu vehiguiánu lizman hazê.

 É uma mitsvá comer e beber na vespera de Yom Kipur. São feitas duas refeições, uma pela manhã, e outra pouco antes do início de Yom Kipur.

 É costume doar para caridade na véspera de Yom Kipur, pois Tsedacá é uma grande fonte de mérito e serve de proteção contra decretos severos.

  O costume tradiconal antes de Yom Kipur, é o pai ou a mãe abençoar seus filhos antes de irem à Sinagoga. O pai ou a mãe põe as mãos sobre a cabeça de cada filho, um por vez, e lhe dá uma benção. pedindo que estes sejam selados no livro de vida, e que em seus corações permaneça sempre o amor à D'us. (Leia em Koshermap Brasil o texto completo da benção especial).

  Você precisará de um Talit para os serviços (homens, apenas) mesmo para Arvit e Kol Nidrei.
  Velas de Yohrtzeit, para quem não tem pais, devem ser acesas antes do pôr do sol.
  Desde antes do pôr-do-sol da véspera até o completo anoitecer do dia seguinte, é proibido:
- comer e beber; 
- lavar-se (ao levantar-se pela manhã, é permitido lavar apenas os dedos e passá-los nos olhos); 
- passar cremes, óleo ou maquiagem (no rosto ou no corpo); 
- calçar sapatos (mesmo que parcialmente) de couro; 
- e ter relações conjugais.

  Em Yom Kipur, Yizcor é recitada durante as preces matinais em memória das membros da família que faleceram.

8 Dicas para um jejum fácil

por Dra. Rali Abel
● Beba bastante água. Tome pelo menos 12 copos, e dê preferência a bebidas energéticas geladas com limão e hortelã.
● Duas horas antes do jejum aumente a taxa de água potável para 4 copos por hora, pelo menos.
● Fique longe de alimentos muito salgados ou apimentados. Tire os molhos, a pimenta e o excesso de sal de sua dieta hoje.
● Coma durante o dia, incluindo na refeição antes do jejum, alimentos leves (facéis de digerir). Contrário do que muitos pensam.
● Antes do jejum tome "amendoeira" com água. Amendoeira é uma espécie de "Techina" feito de amêndoas e é extremamente útil para evitar a fome e sede.
● Reduza o consumo de café hoje. Se você é viciado em café, não beba mais de dois copos por dia. A razão é que a queda de cafeína causa dor na cabeça . Se você não preparar-se gradualmente hoje para o amanhã - você pode ter dores de cabeça rápido.
● Não coma maionese, feijão, grão de bico e bebidas com gás.
● Não beba durante o dia bebidas doces, que elevam o nível de açúcar. Mais tarde, quando o nível de açúcar cair drasticamente, você vai sentir-se faminto.

Fonte: Newsletter Chabad Curitiba Kipur 

Mais: Uma história de Yom Kipur


         Levitico 16 1
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Israel isola Territórios Palestinos antes do Yom Kipur
O Exército israelense anunciou o isolamento dos Territórios Palestinos entre a meia-noite desta quinta-feira (18h00 de Brasília) e a meia-noite do sábado para a celebração do Yom Kipur, a festa judaica do Dia do Perdão.

As autoridades israelenses justificaram o isolamento, que costuma ser realizado em festividades judaicas, alegando motivos de segurança e temor de ataques.
Todos os pontos de passagem da Cisjordânia e da Faixa de Gaza serão fechados, salvo em "casos humanitários", durante estes dois dias, informou à AFP nesta quinta-feira um porta-voz do exército.
Os palestinos tampouco poderão entrar nas colônias israelenses da Cisjordânia, acrescentou o porta-voz.

Israel isola Territórios Palestinos antes do Yom KipurAnteriormente, um porta-voz da Polícia tinha informado que o dispositivo de segurança estava pronto para o jejum do Yom Kipur, que começará na sexta-feira na última hora da tarde e se estenderá até o sábado à noite.
O porta-voz mencionou um deslocamento especial de patrulhas policiais "na Cidade Velha de Jerusalém e no Muro das Lamentações, onde são esperados milhares de visitantes durante o jejum".
O Muro das Lamentações fica junto da Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar santo do Islã e o mais sagrado dos judeus, que o chamam Monte do Templo. Está situado, como a Cidade Velha que o rodeia, em Jerusalém oriental, parte palestina desta cidade, mas anexada e ocupada por Israel.
Israel isola Territórios Palestinos antes do Yom Kipur
Os serviços de segurança israelenses anunciaram na quinta-feira que haviam detido dois árabes-israelenses suspeitos de simpatizar com o grupo extremista Estado Islâmico (EI) e de planejar um atentado na região.
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Yom Kipur, evento mais importante do calendário judeuCerimônia de Yom Kipur, evento mais importante do calendário judeu, ocorre nesta sexta-feira

Na celebração, as pessoas realizam orações, reflexão e perdão 

Dez dias depois do Ano-Novo no calendário judaico, os judeus celebram a data mais importante no judaísmo: o Yom Kipur, chamado Dia do Perdão. Neste ano, o feriado religioso ocorre a partir do entardecer desta sexta-feira (29) até o entardecer do sábado (30).
– É um momento de reflexão. A gente pede perdão por qualquer desvio que tenha ocorrido dentro desse ano que passou e se compromete a assumir uma nova postura – explica o vice-presidente da Federação Israelita do RS, Sebastian Watenberg.
Além disso, na celebração, judeus realizam orações e jejum. Durante 24 horas, a pessoa se retira do mundo material, de seus interesses e compromissos e se dedica somente às necessidades da alma e do espírito, explica Watenberg.
– O que eu acho mais bacana é tu dedicares um dia especificamente para isso. Poucas vezes ao longo do ano a gente tem tempo para refletir sobre as coisas. Então, tu teres essa oportunidade, de uma vez no ano, desconectar-se das coisas do cotidiano e se conectar consigo mesmo, é muito precioso – afirma Watenberg.
Uma frase utilizada por judeus neste dia é "que sejamos inscritos no Livro da Vida". Essa inscrição simbólica é um dos aspectos importantes da data.
– O Livro da Vida é um sentido metafórico de que o destino de cada um de nós será selado neste dia – conta o vice-presidente da Federação.
No Yom Kipur, os judeus realizam as atividades dentro das sinagogas do mundo inteiro. Nesta sexta-feira (29), representantes da Federação Israelita do RS participarão de uma cerimônia, a partir das 19h30min, na União Israelita, em Porto Alegre (Rua Dr. Barros Cassal, 750).
Em 20 de setembro, a comunidade judaica comemorou a chegada do ano 5.778 no calendário judaico, oficial em Israel e para os judeus em todo o mundo. 

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 Decisão do STF sobre ensino religioso nas escolas divide opiniões
Ensino religioso confessional nas escolas públicas divide opiniões
Educadores e líderes de denominações apresentam argumentos pró e contra; STF decide nesta quarta-feira se prática será proibida

A discussão sobre a proibição do ensino religioso confessional nas escolas públicas dividiu opiniões. Enquanto educadores defendem que esse tipo de ensino seja proibido, organizações ligadas a algumas denominações pedem que as aulas sobre dogmas de uma só crença sejam permitidas. O debate, que foi retomado nesta quarta-feira, entrou na pauta do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) há um mês a partir de uma ação movida pela Procuradoria Geral da República (PGR), que argumenta que o ensino religioso no modelo confessional fere o princípio de laicidade do estado. A PGR defende que a disciplina seja conduzida de maneira plural, abordando a história de diversas religiões.

Atualmente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) afirma que é obrigatória a oferta de ensino religioso em todas as escolas públicas do país, mas a matrícula dos alunos nessa disciplina é facultativa. Há ainda um acordo firmado entre o Brasil e a Santa Sé que assegura a promoção do ensino confessional nas escolas.

Coordenadora executiva da Ação Educativa, Denise Carreira é contra o ensino religioso confessional. De acordo com ela, a doutrina religiosa deve se dar em outros espaços que não nas escolas públicas. A Ação Educativa é uma das 15 instituições que participam do julgamento como amicis curiae, ou seja, entidades que embora não sejam partes diretas da ação contribuem com argumentos favoráveis ou contrários ao que está sendo julgado.

- Por força dos lobbies religiosos, a nossa constituição, apesar de afirmar a laicidade, tem esse anacronismo que é o ensino religioso. Nosso entendimento é que a religião, reconhecida a sua importância para grande parte da população, deve se dar nos espaços privados, da família e das instituições e grupos religiosos, mas não nas escolas públicas, que devem ser o espaço da pluralidade e respeito às diferenças de pensamento, inclusive de quem não professa nenhuma religião - aponta Denise.


A educadora acrescenta que, quando abordada na escola pública, a religião deve ter uma perspectiva sociológica e histórica. Ela relembra casos recorrentes de intolerância religiosa, principalmente às de matriz africana, no Rio. Ressalta ainda a atuação de grupos fundamentalistas em escolas públicas, perseguindo professores, rasgando livros e proibindo abordagem de gênero e sexualidade. Contra isso, pede que a laicidade e a liberdade de escolha sejam respeitadas.


- Como estamos num momento de onda conservadora que estimula o ódio e a intolerância, (o ensino confessional) pode ser um canal para multiplicar essas situações na escola pública, que vem sendo disputada por grupos religiosas. Na medida em que o estado abre a porta, atua numa perspectiva vioaladora de direitos.

Para o babalaô Ivanir dos Santos, membro da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio, o ensino religioso confessional não deve ser considerado sob nenhuma hipótese. Ele ressalta que, segundo um relatório da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, a escola é o terceiro espaço onde há mais incidência de intolerância religiosa e que os casos de perseguição têm sido cada vez mais explícitos dentro das salas de aula. No ano passado, esse documento a que ele se refere alertou que, entre 2011 e 2015, mais de 70% dos crimes de intolerância religiosa foram praticados contra religiões de matriz africana. O professor é a terceira instância que mais comete discriminação, perdendo para “desconhecidos” e “vizinhos”.


- O ensino religioso como é dado, mesmo não confessional, acaba sendo instrumento de intolerância religiosa e proselitismo. Temos tido vários problemas com relação a isso. As crianças sofrem danos emocionais, professores são colocados à margem. Isso não é bom para nenhuma religião, não só para as de matriz africana, como candomblé e umbanda. O ensino religioso só será positivo se abordado do ponto de vista histórico e cultural.

O Babalaô argumenta ainda que, caso o ensino confessional, seja admitido, há um risco de que apenas as religiões hegemônicas tenha inserção dentro da sala de aula, o que intensificaria a perseguição aos grupos minoritários:

- Há professores que leem a bíblia na escola, rezam ao inciar a aula. A escola tem sido espaço de perseguição também da cultura afro-brasileira. Se professores de outras disciplinas já utilizam seus credos em sala, imagine aqueles que lecionam a religião. Nenhum adepto de religião minoritária se sente confortável nesse tipo de ensino.

CNBB SE POSICIONA A FAVOR

Representantes de outras religiões refutam a ideia de que o ensino confessional interfira na laicidade do Estado. Segundo eles, é importante que o Brasil garanta a liberdade das escolas de praticarem o ensino confessional, algo que contribuiria para a promoção de diversas religiões e não só das crenças hegemônicas.


- Um Estado não crê. Quem crê são as pessoas. O Estado brasileiro não é regido, na sua legislação, por normas de uma determinada religião. Portanto, é um estado laico. A religião necessita dessa liberdade. O Estado, se democrático, deve garantir a liberdade religiosa. Nossa Constituição assegura a liberdade religiosa, como também prevê o ensino religioso. Os valores, os ideais que a religião oferece são públicos. O modo de ser de uma pessoa que professa a sua religião transparece nas relações, na defesa dos diretos, na solidariedade, na fraternidade. Esses valores fundamentais não são privados- argumentou o secretário-geral da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, organização que também participa do processo como amicis curiae, Dom Leonardo Steiner.

O membro da CNBB descarta a possibilidade de que a permissão do ensino confessional concorre para que outras religiões minoritárias fiquem à margem do ensino público. Ele argumenta que o acordo firmado entre o Brasil e a Santa Sé, que cita a necessidade de promoção do ensino confessional, contempla todas as religiões.

- Lembro o artigo 11, parágrafo 1º, do Acordo Brasil e a Santa Sé que diz “O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas...” O ensino religioso confessional deve ser garantido a todas as religiões. O Acordo não propõe nem defende um privilégio. Ele deseja assegurar o ensino confessional nas escolas públicas como temos em muitos países. Ele não assegura privilégio, assegura a liberdade para o ensino confessional nas escolas públicas.





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Abba Kovner o vingador judeu“Os Vingadores” judeus que mataram centenas de nazistas . 

Após a Segunda Guerra Mundial, a maioria dos nazistas responsáveis pelo Holocausto escapou de qualquer punição e viveu o resto de suas vidas em paz. Ou melhor, quase isso.

Para muita gente, este não era um final feliz. Muitas vítimas queriam ver justiça sendo feita – e, como isto não ocorreu, decidiram levá-la a cabo com suas próprias mãos.

Estes vingadores não eram super-heróis como o grupo do filme de Hollywood com o mesmo nome. Abba Kovner (na foto acima, à direita) e o grupo Nokmim (hebraico para “Vingadores”) decidiram tomar uma providência sozinhos. Ao longo de vários anos e em vários continentes, os vigilantes judeus perseguiram e mataram centenas de ex-nazistas.

Apesar de ter havido os Julgamentos de Nuremberg, processos judiciais bem divulgados, mais de 13 milhões de homens que contribuíram para o Holocausto não receberam nenhum tipo de punição.

Estes eram agentes da Gestapo e guardas da SS que tinham invadido casas, arrastado cidadãos aterrorizados para a rua, e assassinado e torturado milhões de judeus. No entanto, quatro anos depois da Alemanha se render, apenas 300 desses homens haviam sido presos.

Os Aliados haviam decidido que não valia a pena gastar tempo, dinheiro e esforço para reunir e processar o que era essencialmente toda a população masculina da Alemanha Ocidental. Em suma, estes homens se livraram de qualquer consequência, mesmo tendo cometido genocídio.
Abba Kovner, um sobrevivente do Holocausto que tinha escapado de Vilna Ghetto através do sistema de esgoto, resolveu fazer algo à respeito. Logo que conseguiu fugir do seu campo de concentração, se juntou a um grupo de combatentes da resistência e lutou contra os nazistas, liberando o próprio local onde tinha sido preso.

Abba Kovner o vingador judeuAnos mais tarde, ele ajudou milhares de judeus a emigrar para a Palestina e a lutar na guerra de independência de Israel, além de se tornar um célebre poeta. Antes disso, no entanto, Kovner planejou vingança contra os nazistas que tinham chacinado seis milhões de seu povo.

Em 1945, Kovner se tornou o líder de um grupo judaico de vigilantes conhecidos como Nokmim (ou Nakam). Os “Vingadores” vinham de todas as esferas da vida e ideologia, desde o comunismo ao judaísmo ortodoxo. Nem todos eram sobreviventes do Holocausto. Muitos eram anteriormente membros de uma unidade especial britânica conhecida como a Brigada Judaica que usou suas conexões militares para obter vantagens. Apesar de suas origens diferentes, todos tinham uma coisa em comum: queriam matar alguns nazistas.

Durante a primeira fase de suas operações, os Vingadores caçaram nazistas um por um. Disfarçando-se como policiais, eles faziam detenções falsas, mas, como o esperado, essas pessoas nunca iam para nenhuma cela.

Abba Kovner o vingador judeuMuitas vezes, os Vingadores invadiam casas de homens que trabalhavam nos campos de extermínio e os enforcavam em suas garagens, encenando seus assassinatos como suicídios. E ninguém parecia notar que um número estranhamente elevado de ex-nazistas começaram a aparecer mortos nas laterais das rodovias, cobertos de marcas de pneus.

Os Vingadores eram tão hardcore que uma vez até se infiltraram em um hospital e injetaram um agente inválido da Gestapo com uma seringa cheia de querosene.

Eles não estavam de brincadeira. Viajaram o mundo da Europa à América do Sul fazendo vingança a moda antiga contra os homens que os tinham massacrado.
No entanto, Kovner não estava satisfeito em exterminar alguns nazistas aqui e ali. Ele acreditava no “olho por olho, dente por dente”, e queria vingança em uma escala muito maior. Os nazistas mataram seis milhões de judeus? Bem, os Vingadores iriam matar seis milhões de alemães.

Abastecido por puro ódio, Kovner e seus companheiros desenvolveram um esquema para envenenar o abastecimento de água em Munique, Berlim, Weimar, Nuremberg e Hamburgo. Enquanto seus homens planejavam os detalhes da operação, Kovner foi para Israel e pediu ao futuro presidente Chaim Weizmann para dar assistência.

Supostamente, Weizmann ajudou Kovner a adquirir veneno para o trabalho (apesar de haver debate sobre se Kovner realmente explicou a Weizmann o que estava planejando), mas, felizmente, a maioria dos líderes israelenses ficaram horrorizados com o plano do vingador. Eles alertaram autoridades britânicas da situação, e Kovner foi preso.

No entanto, os Vingadores tinham um plano B. Sob nova liderança, a organização decidiu se infiltrar no campo de prisioneiros Allied Stalag 13 em Nuremberg. Se eles não podiam matar seis milhões de civis, iriam envenenar vários milhares de prisioneiros de guerra alemães.

O grupo decidiu envenenar 3.000 pães da padaria que servia à prisão, evento que aparentemente ocorreu em abril de 1946. A história não é clara sobre o que aconteceu a seguir.

Um artigo de 20 de abril do mesmo ano do jornal americano New York Times mencionou que 1.900 prisioneiros de guerra alemães tinham sido envenenados. No entanto, fontes discordam sobre quantos realmente morreram. Enquanto alguns afirmam que as mortes atingiram mais de 1.000, a maioria acredita que os Vingadores foram apenas bem sucedidos em matar cerca de 300 presos.

O grupo seguiu em sua busca por vingança até a década de 1950, embora não tenham cometido outro ataque em massa. Eventualmente, se desfez, seus membros seguiram caminhos separados, e sua história desapareceu.

Esse conto macabro acrescenta uma dimensão única para os horrores do Holocausto e levanta várias questões complexas. Será que os Nokmim tinham direito de fazer a lei com suas próprias mãos? E em que ponto você se torna tão ruim quanto a coisa que você quer destruir? Nunca a expressão “violência gera violência” fez tanto sentido. Talvez os “Vingadores” judeus tenham começado como guerreiros justiceiros, mas se o grupo provou alguma coisa, é que o ódio não é uma qualidade exclusiva de nazistas ou qualquer outro agrupamento de pessoas.


Abba Kovner
Poeta
Nascimento14 de março de 1918, Sebastopol
Falecimento25 de setembro de 1987, Ein HaHoresh, Israel
CônjugeVitka Kempner (a 1987)
Organização FundadaFareynikte Partizaner Organizatsye

Fonte: Hypescience