Neonazistas gaúchos continuam impunes
Material apreendido pela Polícia Civil mostra bandeiras e
objetos ligados a grupos antissemitas - Foto: Polícia Civil / Reprodução
Porto Alegre, Em 2005, três amigos — dois deles judeus — confraternizavam em um bar localizado na Cidade Baixa, em Porto Alegre, quando um grupo de jovens se aproximou trajando roupas de inspiração militar. Ao observar que integrantes do trio usavam quipá, pequeno chapéu adotado pelos judeus com conotação religiosa.

Dois rapazes de quipá chamaram a atenção de um grupo de skinheads. Um dos membros apontou para os jovens: "Tem judeu lá!". Em questão de segundos, os jovens começaram a levar pontapés, socos e facadas. 

Uma das vítimas perdeu um rim e 80% do pulmão esquerdo. Os agressores foram indiciados por formação de quadrilha, tentativa de homicídio qualificado e racismo. Quatro deles chegaram a ser presos preventivamente, mas foram liberados em seguida. O julgamento, inicialmente marcado para junho de 2013, foi suspenso porque dois dos quatro réus não foram localizados. 

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, o processo aguarda a decisão do Superior Tribunal de Justiça sobre dois recursos —um apresentado pelo Ministério Público e outro por advogados dos réus. Os defensores pedem que a acusação mude para lesão corporal —o que tiraria o processo do júri e o levaria para um juiz. Já a promotoria defende que ele permaneça nas mãos dos jurados.

 "O pedido que fizemos no STJ é para que a acusação de tentativa de homicídio, para aqueles que participaram ativamente do ataque, seja mantida". 
  Leia mais, na Folha de S. Paulo.
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