Israel aumenta a vigilância na Esplanada das MesquitasIsrael instala mais câmeras nas entradas da Esplanada das Mesquitas

Gabinete de governo discute neste domingo (23) se retira os detectores de metais que provocaram diversos protestos e aumento da violência na região.

Israel instalou na manhã deste domingo (23) novas câmeras de segurança na entrada da Esplanada das Mesquitas, enquanto o gabinete de governo debate em sua reunião semanal de hoje se retira os detectores de metais que provocaram protestos em massa e uma escalada de violência na região.

"Estamos administrando isto com calma, com determinação e responsabilidade e, portanto, vamos continuar atuando com a intenção de manter a segurança", declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, antes da reunião com seu gabinete.

O grande mufti de Jerusalém, Mohamed Hussein, declarou à Agência Efe que rejeita estas novas medidas, tanto como os detectores de metal que impedem a passagem dos palestinos muçulmanos desde que foram instalados há uma semana.

A máxima autoridade islâmica pediu que "a situação volte a como era antes de 14 de julho", quando Israel estendeu as medidas de segurança em torno da Esplanada das Mesquitas após o ataque em que morreram dois policiais israelenses e seus três agressores.

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Cresce temor de aumento da violência entre israelenses e palestinos

"Rejeitamos qualquer mudança na situação histórica da mesquita de Al Aqsa porque tanto esta como Jerusalém estão sob ocupação", disse Hussein sobre a parte oriental na qual está situada a Cidade Velha e foi ocupada em 1967 por Israel e posteriormente anexada.

As medidas de segurança suscitaram um clima de tensão e violência que deixaram um total de quatro palestinos mortos em confrontos com as forças de segurança em Jerusalém Leste e Cisjordânia e três israelenses da mesma família assassinados por um palestino em sua casa de uma colônia israelense em território ocupado.

"A casa do vil terrorista será destruída assim que for possível", assegurou Netanyahu antes da reunião de governo sobre o palestino que se infiltrou na moradia de uma família judia durante o jantar de Shabat.

Omar al Abed, morador de um povoado contíguo ao assentamento, apunhalou quatro membros da família, matando três deles, antes de ser rendido por um soldado e transferido a um hospital.

Horas antes de encaminhar-se para o assentamento, Al Abed escreveu em sua página do Facebook: "Tenho 20 anos e muitos sonhos, mas não há vida após o que vi em Al Aqsa".

Por fim, Netanyahu assegurou que Israel está atuando contra a "incitação e contra quem glorifica estes fatos" e apontou que manterá as forças de segurança posicionadas "todo o tempo que for necessário".
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