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05/06/2017

Terrorismo provoca rompimento no mundo árabe

Maxima princesa do Qatar - arquivo
Arábia Saudita, Emirados, Bahrein, Egito, Iêmen e Líbia cortam vínculos com o Qatar.

Medida foi tomada após o país demonstrar apoio a atividades terroristas. Qatar diz que o rompimento é injustificado.

Seis nações árabes anunciaram nesta segunda-feira (5) que cortaram as relações diplomáticas com o Qatar, acusado de criar instabilidade na região do Golfo Pérsico, ao apoiar grupos terroristas. O Qatar diz que o rompimento é injustificado.
Líbia, Iêmen, Egito, Arábia Saudita, Bahrein e os Emirados Árabes Unidos quebraram os vínculos com a península dias após a visita do presidente dos EUA, Donald Trump, à região. Já os governos do Irã e da Turquia defenderam a abertura de diálogo o Qatar e seus vizinhos.

Segundo as agências de notícias, cidadãos do Qatar têm 14 dias para deixar o Egito, a Arábia Saudita, o Bahrein e os Emirados Árabes Unidos, que anunciaram o fechamento das fronteiras nas próximas 24 horas.

Os Emirados Árabes deram prazo de 48 horas para que diplomatas do país deixem o Qatar. Abu Dahbi acusa Doha de dar suporte ao terrorismo, ao extremismo e dar voz a organizações sectárias.

Todos os portos de entrada entre a Arábia Saudita e o Qatar foram fechados, segundo uma agência de notícias estatal da Arábia Saudita. Segundo o comunicado, a atitude foi tomada para "proteger a segurança nacional dos perigos do terrorismo e do extremismo".
Após o anúncio do rompimento das relações diplomáticas, a Qatar Airways suspendeu todos os voos para a Arábia Saudita, segundo a France Presse.
No final do mês passado, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egito já haviam bloqueado vários meios de comunicação do Qatar, incluindo a rede Al Jazeera, após comentários feitos pelo emir Sheikh Tamim Al Hamad Al Thani.
Al Thani saudou o Irã como um "poder islâmico" e criticou a política do presidente dos EUA, Donald Trump, em relação à Teerã.
As mudanças ocorrem apenas alguns dias depois da vista de Trump à capital da Arábia Saudita, onde se dirigiu a 55 líderes muçulmanos em um discurso histórico, influenciando-os a duplicar os esforços para combater o terrorismo.

Reações
O ministro do exterior do Qatar afirmou que a decisão dos países em cortar laços diplomáticos é 'injustificada', segundo a agência Reuters. "São baseadas em alegações que não têm base de fato", disse o ministro.

O secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, disse em Sidney, na Austrália, onde está em visita oficial, que a decisão dos países árabes pode ter um efeito significativo para a luta contra o terrorismo.

Um alto funcionário iraniano disse que a decisão de alguns estados árabes do Golfo e do Egito de separar os laços diplomáticos com o Qatar não ajudaria a acabar com a crise no Oriente Médio.

Os governos do Irã e da Turquia defenderam o diálogo, segundo a France Presse.

"A solução às divergências entre Estados na região, incluindo o atual problema entre o Qatar e seus três vizinhos (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein), só é possível com métodos políticos e pacíficos e com o diálogo entre as partes", afirmou o porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Bahram Ghasemi.

A Turquia, que mantém relações estreitas com as monarquias do Golfo, disse que está disposta a ajudar na questão.

"Podem existir problemas entre os países (...) mas é necessário que o diálogo continue. Certamente nós daremos todo o tipo de apoio para que a situação volte à normalidade", declarou o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu.

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