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TRUMP, KUSHNER E NETANYAHU
TRUMP, KUSHNER E NETANYAHU: o genro do presidente americano se encontra com o líder de Israel em mais um capítulo da busca pela paz no Oriente Médio / Kobi Gideon/ GPO 

A paz entre Israel e Palestina está entra as pautas políticas mais duras de nosso tempo, mas o genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner, está disposto a tentar apaziguar o conflito. Alçado ao cargo de conselheiro político pelo presidente, Kushner tem uma carreira totalmente vinculada aos negócios, principalmente no ramo imobiliário. 

Mas mesmo sem experiência na resolução de conflitos, ele chega hoje a Israel, onde irá se encontrar em Jerusalém com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e depois parte para Ramallah, para encontrar o presidente da autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Kushner será acompanhado por Jason Greenblatt, o negociador chefe do conflito no governo Trump. Kushner e Greenblatt estão indo nesta viagem para conversar diretamente com os líderes dos dois países, entender suas prioridades e os próximos passos. 

A Casa Branca jogou para baixo as expectativas do encontro e disse que é improvável qualquer tipo de quebra do paradigma durante a viagem de Kushner. “Devem haver ainda muitas visitas de Kushner e Greenblatt para o Oriente Médio e possivelmente muitas viagens dos líderes palestino e israelense a Washington, enquanto buscamos conversas substanciais”, disse um oficial da Casa Branca ao jornal The Washington Post. Mas a participação de Kushner ainda é significativa para entender a importância que o governo Trump dá à resolução do conflito palestino. 

Além de demonstrar que o governo tenta seguir funcionando, apesar das críticas ao genro e das investigações do envolvimento de Kushner com a Rússia ou de conflito de interesses com seus próprios negócios. Mas o caminho da paz ainda está muito distante. 

Nesta semana, por exemplo, pela primeira vez em 25 anos, o governo de Israel voltou a construir assentamentos judaicos na região da Cisjordânia. Conforme anunciado por Netanyahu, o novo assentamento se chama Amichai, e deve abrigar cerca de 300 residentes de outro posto judeu, Amona, que foram retirados pela polícia de outra localização, também na Cisjordânia, em fevereiro. 

As autoridades palestinas condenaram o anúncio e acusaram Israel de tentar minar os esforços de paz. Netanyahu disse, em sua conta no Twitter, que “tem o privilégio de ser o primeiro ministro que está construindo uma nova comunidade em Judeia e Samaria [nome dado pelos judeus aos territórios palestinos]”. Quando ele esteve em Washington este ano, até Trump pediu que Israel desse “uma pausa na construção de novos assentamentos”. 

A recomendação do americano foi mandada às favas. O trabalho de Kushner será longo.
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