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04/06/2017

Gal Gadot a poderosa


Gal Gadot a poderosa Gal Gadot: nova Mulher-Maravilha é empoderada

Estonteante, a morena de 32 anos já foi eleita Miss Israel, representou o país no Miss Universo e serviu por dois anos às Forças de Defesa locais

Gal Gadot venceu centenas de candidatas e cinco finalistas para assumir o papel principal de Mulher-Maravilha, o primeiro filme protagonizado por uma super-heroína em doze anos. Apesar disso, sua escolha, anunciada em 2013, não foi inconteste. Foi preciso esperar pela estreia de Batman vs Superman: A Origem da Justiça, de Zack Snyder, três anos depois, para que os temores dos fãs de quadrinhos começassem a se dissipar. Efeito ainda mais poderoso tem o longa-metragem de Patty Jenkins, uma grande produção que se equilibra e brilha entre qualidades à primeira vista conflitantes e chega para organizar a bagunça do universo DC, resgatar a editora do fosso cinematográfico em que se afundava e consolidar a israelense no primeiro time de estrelas de Hollywood.

O reconhecimento que Gal Gadot começa a colher agora pode parecer natural, um destino óbvio como o desfecho de um filme de super-herói. Estonteante e talentosa, a morena de 32 anos estaria no lugar que é dela por direito. Mas a verdade é que a israelense traçou um longo percurso até aqui.

Gal Gadot foi treinadora de combate das Forças de Defesa de Israel

Nascida em abril de 1985 em Rosh HaAyin, uma cidade de cerca de 40 000 habitantes de Israel, Gal começou a trabalhar cedo como modelo, carreira que conciliou com os dois anos de serviço militar obrigatório ao deixar a escola.

Gal Gadot a poderosa Em Israel, servir às Forças de Defesa é indispensável para homens e mulheres. Apesar da privação da liberdade, a atriz, que chegou a ser treinadora de combate, defende a experiência. “Espero que nenhum país precise ter um exército. Mas em Israel servir às Forças Armadas é parte do que é ser israelense. Você precisa contribuir com o país. Você dá dois ou três anos da sua vida, abre mão da sua liberdade, e aprende disciplina e respeito”, disse à revista Glamour.
Gal Gadot viajou para Quito, no Equador, para disputar o Miss Universo, em 2004
Além de disciplina, Gal guarda das Forças Armadas a memória de um escândalo. Em 2007, posou para a revista Maxim apenas de biquíni e camiseta junto a outras mulheres do exército israelense. A foto, que chocou militares mais conservadores, foi republicada no site do The New York Post e projetou, pela primeira vez, o rosto e o nome da israelense para o mundo.

Gal já não era, então, apenas uma modelo
Gal Gadot a poderosa


Em 2004, aos 19 anos, ela foi eleita Miss Israel em uma competição que contou com performances de Fame, o hit de Irene Cara, por parte das candidatas. Gal entre elas, é claro, já dando provas da veia artística. A faixa de Miss Israel a levou à disputa do Miss Universo no ano seguinte, mas ali Gal não chegou à semifinal. Melhor assim, talvez. Não tão marcada pelo estigma de modelo, a israelense pôde iniciar carreira como atriz.

No mesmo ano em que inquietou militares ao posar de biquíni para uma revista, a atriz estrelou a série israelense Bubot, sobre intrigas e conspirações no mundo da moda, um meio que ela conhecia bem. A série teve uma única temporada. Também em 2007, Gal Gadot se tornou modelo de uma famosa marca de roupas do país.

Apesar da carreira de atriz e modelo decolar, a israelense decidiu voltar a estudar. Ela começou a cursar direito e, por isso, chegou a dizer não a um papel de Bond Girl em 007 – Quantum of Solace (2008), para o qual foi convidada pelo diretor de elenco do longa, que viu sua foto na parede da agência de modelos para a qual trabalhava e ficou impressionado com o fato de que ela sabia atirar – afinal, havia servido ao exército.


Gal Gadot estreou no cinema pisando fundo: foi Gisele na franquia ‘Velozes & Furiosos’
Gal Gadot a poderosa

A decisão de priorizar os estudos não durou muito. Um ano depois, o mesmo diretor de elenco a procurou com o convite para atuar em Velozes e Furiosos 4, que viria a ser seu primeiro filme. Gal assumiu o papel de Gisele Harabo, uma integrante do grupo do mafioso Dominic Toretto, em quatro longas da franquia. O papel foi mais explorado nas sequências Velozes e Furiosos 5: Operação Rio e Velozes e Furiosos 6, em que Gal fez par romântico com o mafioso Han Lue, personagem de Han Seoul-Oh.

“Uma loucura. Eu sempre quis fazer uma mulher forte e independente. E agora sou a Mulher-Maravilha”, disse, aos risos, na entrevista à Glamour. E a sequência foi mais ou menos essa mesma: da franquia de Vin Diesel, a israelense encadeou filmes como Uma Noite Fora de Série, do diretor Shawn Levy em 2010, e Encontro Explosivo, dirigido por Patrick O’Neill, até receber o convite para ingressar no universo DC. A princípio, porém, não como Mulher-Maravilha. A atriz foi chamada para interpretar Faora, uma inimiga do Superman em O Homem de Aço, papel que recusou por estar no início da gravidez da primeira filha, Alma, do casamento com o empresário israelense Yaron Versano, com quem hoje tem também Maya, nascida em março deste ano.

A diretora Patty Jenkins e a atriz Gal Gadot, nos bastidores do filme ‘Mulher Maravilha’, rodado em 38 locações de dois países diferentes (//Divulgação)
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Alma nasceu em novembro de 2011, e apenas um mês depois a mãe recebeu uma ligação do diretor Zack Snyder, com o resultado da bateria de testes a que a atriz havia se submetido na Warner, sem saber ao certo a que personagem concorria: Gal havia conquistado o papel de Mulher-Maravilha no DC-verso. O trabalho viria como um combo. A atriz participaria da sequência de Homem de Aço (2013), o decepcionante Batman vs Superman (2016), faria pelo menos dois filmes solo e estrelaria ainda Liga da Justiça, em cartaz no fim de 2017.


A imagem da amazona
Gal Gadot a poderosa



Gal Gadot na première mundial de ‘Velozes & Furiosos 6’, em Londres

Após o anúncio oficial de seu nome como Mulher-Maravilha, Gal Gadot se viu alvo de um desagradável escrutínio de jornalistas e de fãs, para quem seu corpo não era o ideal para dar vida à amazona Diana Prince. Longilínea, a israelense de 1,78 m não possui o chamado corpão violão das heroínas dos quadrinhos. Gal rebateu com classe – e cultura – as críticas. “Na mitologia, as amazonas tiravam um seio para não atrapalhar na hora de usar o arco e flecha. Então, eu não seria mesmo uma verdadeira amazona”, disse em entrevista ao site americano Robot Underdog. “Também disseram que minha cabeça era grande demais e meu corpo era como um cabo de vassoura. Isso não leva ninguém a lugar nenhum.”

Tipo físico à parte, Gal Gadot passou por uma preparação intensa para a personagem. Treinou esgrima, kung fu, kickboxing, jiu-jitsu e até capoeira. Foram nove meses de treinamento sob o comando de dois treinadores, um deles especializado em dublês, em busca de um movimento que fosse ao mesmo tempo bravo e gracioso. Deu certo.


As antepassadas

Não à toa a expectativa em torno de Gal Gadot é tão alta: ela é a primeira atriz a interpretar a Mulher-Maravilha no cinema. Antes dela, aliás, poucas vestiram o figurino da amazona. Em 1974, Cathy Lee Crosby protagonizou um filme para TV, uma produção mediana logo esquecida. Também pela televisão passou a maior intérprete da personagem, a americana Lynda Carter. Ela se consagrou no papel-título de uma série exibida de 1975 a 1979 nos Estados Unidos, primeiro na ABC e depois na CBS, e de lá exportada para o mundo.



Não é só a fisionomia da Mulher-Maravilha que está diferente no longa de Patty Jenkins: o seu figurino também. O famoso uniforme da heroína ganhou tons mais escuros e o vermelho ficou mais evidente, representando os séculos de sangue congelado de seus inimigos, segundo contou Michael Wilkinson, o responsável pelo novo uniforme, ao site Comicbook.com. Além disso, a bota ficou mais alta, chegando à altura dos joelhos para dar maior conforto e agilidade nas cenas de luta.

Fora das telas


A atriz Gal Gadot e o marido, o empresário israelense Yaron Varsano (Raymond Hall/GC Images/Getty Images)
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Aos 32 anos, Gal Gadot vive em Los Angeles, mas diz sentir saudade de Israel, em especial da sinceridade das pessoas do país, como declarou em entrevista. A atriz é casada com o empresário Yaron Varsano, do ramo da hotelaria, com quem tem as filhas Alma e Maya. Fofíssimas, as meninas são também fonte de culpa, acentuada quando a atriz começou a viajar a trabalho entre os Estados Unidos e Israel. O marido, um fã declarado e propagador da mulher nas redes sociais, deu o empurrão necessário. “Se quiser mostrar à Alma que ela pode seguir os seus sonhos, é isso o que você deve fazer. Nós daremos um jeito”, disse ele, segundo contou a atriz à Glamour.
Gal Gadot viajou para Quito, no Equador, para disputar o Miss Universo, em 2004
Gal, que depois de assinar com a DC fez filmes como Mente Criminosa, com Kevin Costner, e Vizinhos Nada Secretos, ambos de 2016, diz acreditar que a verdadeira força da Mulher-Maravilha vem dela mesma. É o feminismo by Gadot. A personagem, afirmou, não depende de nenhum homem e não está lutando por uma história de amor. “Vamos reconhecer quem nós somos e usar isso como a nossa força.”

Modelo, treinadora de combate e atriz, é exatamente isso o que Gal Gadot vem fazendo.

Além de disciplina, Gal guarda das Forças Armadas a memória de um escândalo. Em 2007, posou para a revista Maxim apenas de biquíni e camiseta junto a outras mulheres do exército israelense. A foto, que chocou militares mais conservadores, foi republicada no site do The New York Post e projetou, pela primeira vez, o rosto e o nome da israelense para o mundo.

Gal já não era, então, apenas uma modelo. Em 2004, aos 19 anos, ela foi eleita Miss Israel em uma competição que contou com performances de Fame, o hit de Irene Cara, por parte das candidatas. Gal entre elas, é claro, já dando provas da veia artística. A faixa de Miss Israel a levou à disputa do Miss Universo no ano seguinte, mas ali Gal não chegou à semifinal. Melhor assim, talvez. Não tão marcada pelo estigma de modelo, a israelense pôde iniciar carreira como atriz.
No mesmo ano em que inquietou militares ao posar de biquíni para uma revista, a atriz estrelou a série israelense Bubot, sobre intrigas e conspirações no mundo da moda, um meio que ela conhecia bem. A série teve uma única temporada. Também em 2007, Gal Gadot se tornou modelo de uma famosa marca de roupas do país.

Apesar da carreira de atriz e modelo decolar, a israelense decidiu voltar a estudar. Ela começou a cursar direito e, por isso, chegou a dizer não a um papel de Bond Girl em 007 – Quantum of Solace (2008), para o qual foi convidada pelo diretor de elenco do longa, que viu sua foto na parede da agência de modelos para a qual trabalhava e ficou impressionado com o fato de que ela sabia atirar – afinal, havia servido ao exército.
A decisão de priorizar os estudos não durou muito. Um ano depois, o mesmo diretor de elenco a procurou com o convite para atuar em Velozes e Furiosos 4, que viria a ser seu primeiro filme. Gal assumiu o papel de Gisele Harabo, uma integrante do grupo do mafioso Dominic Toretto, em quatro longas da franquia. O papel foi mais explorado nas sequências Velozes e Furiosos 5: Operação Rio e Velozes e Furiosos 6, em que Gal fez par romântico com o mafioso Han Lue, personagem de Han Seoul-Oh.

“Uma loucura. Eu sempre quis fazer uma mulher forte e independente. E agora sou a Mulher-Maravilha”, disse, aos risos, na entrevista à Glamour. E a sequência foi mais ou menos essa mesma: da franquia de Vin Diesel, a israelense encadeou filmes como Uma Noite Fora de Série, do diretor Shawn Levy em 2010, e Encontro Explosivo, dirigido por Patrick O’Neill, até receber o convite para ingressar no universo DC. A princípio, porém, não como Mulher-Maravilha. A atriz foi chamada para interpretar Faora, uma inimiga do Superman em O Homem de Aço, papel que recusou por estar no início da gravidez da primeira filha, Alma, do casamento com o empresário israelense Yaron Versano, com quem hoje tem também Maya, nascida em março deste ano.

Alma nasceu em novembro de 2011, e apenas um mês depois a mãe recebeu uma ligação do diretor Zack Snyder, com o resultado da bateria de testes a que a atriz havia se submetido na Warner, sem saber ao certo a que personagem concorria: Gal havia conquistado o papel de Mulher-Maravilha no DC-verso. O trabalho viria como um combo. A atriz participaria da sequência de Homem de Aço (2013), o decepcionante Batman vs Superman (2016), faria pelo menos dois filmes solo e estrelaria ainda Liga da Justiça, em cartaz no fim de 2017.

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